As Filhas da Senhora Garcia | Resumo semanal da novela de 15/09 a 19/09

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Cena da novela 'As Filhas da Senhora Garcia'. Foto: Reprodução/ Internet

Capítulo 051 da novela As Filhas da Senhora Garcia – Segunda-feira, 15 de setembro
No saguão do hospital, Mar e Juan se cruzam aparentemente por acaso, mas na verdade caem em uma armadilha cuidadosamente arquitetada por Paula. Com câmeras discretamente posicionadas, ela registra cada gesto, cada olhar, acumulando provas que poderá usar em seus jogos de manipulação futuros. Aproveitando-se das fragilidades de Mar, Paula se aproxima com uma empatia calculada, disfarçando sua intenção venenosa sob gestos de apoio. Paralelamente, Susana, movida por sua sede de vingança, pressiona Gloria a interceder junto ao Sr. Portilla contra Ofélia, reacendendo antigas rivalidades familiares. A tensão cresce a cada instante, transformando cada encontro em um verdadeiro tabuleiro de estratégias e desconfianças.

Capítulo 052 – Terça-feira, 16 de setembro
Preocupado com o bem-estar da filha, Luis enfrenta Juan em uma conversa franca e dura, exigindo respeito por Mar e deixando claro que não permitirá que Camila seja usada como peça em disputas pessoais. Enquanto isso, Ofélia, intrigada com a chegada de um quadro enigmático à mansão Portilla, visita a galeria de arte em busca de respostas e descobre sinais de uma teia de manipulações ao seu redor. Convencida de que Paula representa uma ameaça real, ela tenta alertar Mar, mas a filha, vulnerável e crédula, se deixa envolver pela falsa generosidade da rival, aumentando o risco de novos conflitos e mal-entendidos.

Capítulo 053 da novela As Filhas da Senhora Garcia – Quarta-feira, 17 de setembro
O dia começa de forma aparentemente tranquila, até que uma crise repentina muda completamente a rotina: Camila desmaia e precisa ser levada ao hospital, revelando que está grávida. A notícia mistura surpresa, alegria e responsabilidade, alterando imediatamente o equilíbrio emocional da família Portilla. Enquanto isso, Paula segue com sua escalada de manipulação, acionando uma repórter de confiança para expor Ofélia em situações de fragilidade, explorando sua imagem para moldar a opinião pública e enfraquecer ainda mais a matriarca. A família se vê cada vez mais vulnerável diante das ações calculadas da rival, intensificando o clima de tensão e insegurança.

Capítulo 054 – Quinta-feira, 18 de setembro
Fragilizada e sozinha, Ofélia é encontrada por Amparo, que não hesita em levá-la ao hospital e buscar a ajuda de Juan. Sensibilizada, Amparo tenta contato com as filhas da matriarca, mas encontra apenas descaso e indiferença, evidenciando o abandono que Ofélia enfrenta dentro de sua própria família. Diante desse quadro de humilhação e solidão, a matriarca encontra forças para reagir. Determinada a não se submeter mais às manipulações que a cercam, assume uma postura de dignidade e coragem, marcando o início de uma virada significativa em sua trajetória pessoal e familiar.

Capítulo 055 da novela As Filhas da Senhora Garcia – Sexta-feira, 19 de setembro
Valéria persiste em reconstruir sua relação com Ofélia, enfrentando a resistência da mãe com afeto e perseverança, tentando resgatar um vínculo abalado pelo tempo e pelas mágoas. Ao mesmo tempo, Paula e Leonardo aceleram os preparativos para o lançamento da nova marca, cuidando de cada detalhe para transformar o evento em um triunfo de prestígio e poder. Em meio a essas movimentações, Mar se emociona ao perceber a dedicação de Juan no cuidado com Ofélia e, num gesto de nobreza, deseja felicidade a ele, a Camila e ao bebê que está por vir. O dia se encerra com uma nota de ternura e esperança, mesmo enquanto as intrigas continuam rondando a família Portilla.

Confira o resumo da novela A Viagem de 31 de outubro a 7 de novembro

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Capítulo 122 da novela A Viagem de sexta-feira, 31 de outubro
Diná percebe à distância que Téo corre perigo e parte imediatamente para socorrê-lo, enquanto o jovem vaga desorientado pelas ruas. Naná deixa Mauro à espera no restaurante, revelando seu desinteresse, e no plano espiritual, Diná e Otávio unem forças para enviar vibrações de proteção a Téo. Na casa de Alberto, uma corrente de oração é formada para neutralizar as influências de Alexandre, que começa a sentir o peso da energia do bem. Estela orienta Maroca e Raul a respeitar a sensibilidade de Patty ao falar da mãe, e Cininha e Tibério tentam confortar Carmem, ainda inconsolável com a partida do Mascarado. Em um momento emocionante, Diná e Otávio se materializam diante de Alberto, revelando onde Téo está, e o médico se emociona. Alexandre é arrastado de volta ao Vale dos Suicidas, atormentado, enquanto Alberto corre para buscar o jovem. Ao mesmo tempo, Tato convida Dudu, Taís e Nori para um dia no clube, simbolizando a esperança renovada, enquanto Otávio e Diná observam satisfeitos. Finalmente, Alberto, Raul e Lisa encontram Téo e o resgatam, e Samuel alerta Natália sobre os perigos de explorar dons mediúnicos em vida, enquanto Carlota confessa sonhar com um amor puro e intenso como o de Diná e Otávio.

Resumo semanal da novela A Viagem de 3 a 7 de novembro

Capítulo 123 – segunda-feira, 3 de novembro
Natália conversa com Otávio sobre a vida terrena, fascinada pelas emoções humanas e pelos laços que persistem além da morte, enquanto Diná se afasta dele ao descobrir que Júlia foi sua primeira esposa. Maroca tem um sonho perturbador com Alexandre no Vale dos Suicidas, e ele pergunta a Samuel se ainda há esperança de salvação, recebendo a resposta de que nunca é tarde para o arrependimento. Na Terra, Andrezza revela a Raul e Guiomar que está grávida, enchendo-os de alegria. Otávio tenta convencer Diná de que seu passado com Júlia é apenas lembrança, mas a jovem insiste em se afastar. Alexandre chama por Diná, e ela vai ao Vale dos Suicidas sozinha, recebendo o irmão com ternura. Enquanto isso, Agenor e Fátima visitam Téo, que sofre de amnésia, e Tato e Bia retomam o namoro. Igor demonstra seu amor por Carmem, enquanto Agenor tenta controlar Lisa, provocando uma briga com Fátima. No Vale, Diná e Alexandre relembram momentos felizes do passado, e ele percebe o sofrimento que causa à irmã.

Capítulo 124 – terça-feira, 4 de novembro
Arrependido, Alexandre promete a Diná que não mais perturbará Tato, renunciando às más influências. Na Terra, Johnny comenta com Regina sobre a escassez de dólares deixados por Ismael e a necessidade de encontrar novos recursos. Samuel explica a Diná que sua missão é resgatar o irmão sempre que ele retornar à Terra. Téo permanece confuso, sem reconhecer ninguém, e Lisa sofre com o estado do noivo. Em um shopping, Andrezza descobre que Tainá nunca esteve grávida de Raul, encerrando uma mentira antiga. Igor celebra o sucesso de sua exposição e se aproxima de Carmem, selando o início de um novo amor. No plano espiritual, Diná procura Júlia e, magoada, decide se afastar de Otávio para evitar conflitos.

Capítulo 125 da novela A Viagem de quarta-feira, 5 de novembro
Irmão André impede que Otávio receba os recém-chegados da Terra, percebendo seu abalo emocional pela ausência de Diná. Na Terra, uma vizinha e dois policiais visitam a antiga casa do Mascarado em busca de uma correntinha roubada. Téo recupera a memória e declara a Lisa o desejo de se casar o quanto antes. Estela enfrenta dificuldades para lidar com Maroca, ainda frágil, enquanto Júlia explica a Otávio que ela e Samuel são almas gêmeas destinadas desde outras vidas. Alexandre e Diná observam Maroca à distância, e o espírito obsessor, tomado pelo ciúme, passa a perseguir Guiomar, provocando conflitos com Raul.

Capítulo 126 – quinta-feira, 6 de novembro
Diná repreende Alexandre por persistir em espalhar o mal, e Agenor debocha do casamento de Lisa, chamando-a de insensata. Quando Alexandre tenta influenciar Téo novamente, Diná interfere, protegendo-o, e Alberto esclarece a Lisa que o rapaz não tem mais poder sobre o noivo. Samuel tranquiliza Otávio, prometendo que tudo será esclarecido quando Diná retornar. Durante uma sessão de oração, Alexandre se emociona e chora, tocado pela energia do perdão. Téo convida Maroca para morar com ele e Lisa, e Diná repreende Estela por tentar afastar a menina da mãe. Ao visitar Patty, a jovem se emociona ao rever sua mãe. Alexandre observa comovido a união de Tato e Dudu, enquanto Ismael consegue fugir do hospital. Alberto encontra Alexandre na casa de Otávio, e o rapaz admite que não tem mais forças para odiar. Diná o leva de volta ao Vale dos Suicidas, onde ele começa a compreender o verdadeiro arrependimento, enquanto André orienta Otávio a protegê-la de forças sombrias.

Capítulo 127 – sexta-feira, 7 de novembro (último capítulo)
Diná implora a Irmão André que não permita a reencarnação de Otávio, temendo ficar separada, enquanto Alexandre decide reencarnar, emocionando a irmã. Samuel revela a Diná que Otávio e Júlia são almas gêmeas, dissipando quaisquer mal-entendidos. Na Terra, Mauro promete a Téo que conquistará Naná, Bia pede a Alberto que cuide de sua mãe, e Carmem divide seus bens com Bárbara, planejando viajar com Igor após o casamento. Diná pede desculpas a Júlia por sua injustiça, e Fátima comenta sobre o namoro de Ednéia com Hélio, enquanto Okida demonstra interesse em Glória. Ismael, agora em cadeira de rodas, observa Regina chegar acompanhada de um mafioso. Alexandre informa André que deseja reencarnar como filho de Téo e Lisa, sendo alertado sobre os desafios da prova, mas amparado pela assistência celestial. A história culmina em uma festa de casamento quádruplo, unindo Téo e Lisa, Cininha e Tibério, Carmem e Igor, Estela e Alberto, celebrando amor, perdão e esperança. O Mascarado ressurge em uma pequena cidade, simbolizando novos recomeços, e Diná recebe Maroca no plano espiritual, unindo-se definitivamente a Otávio em uma só energia luminosa, encerrando a saga com redenção e amor eterno.

Super Tela 14/06/2025 – Herança de Sangue é o grande destaque da noite de sábado!

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Neste sábado, 14 de junho de 2025, a Super Tela da Record exibe o eletrizante “Herança de Sangue” (Blood Father), às 22h30, um thriller de ação e suspense estrelado por ninguém menos que Mel Gibson. Com apenas 1h28min de duração, o filme é uma verdadeira descarga de adrenalina que promete deixar o público sem piscar.

Uma herança… de instinto, coragem e sangue

No longa dirigido por Jean-François Richet, com roteiro afiado assinado por Peter Craig e Andrea Berloff, Mel Gibson dá vida a John Link, um ex-presidiário tentando manter-se longe dos problemas. Vivendo isolado no deserto da Califórnia em um trailer que também funciona como estúdio de tatuagem, Link tenta levar uma vida simples e longe da violência que um dia o envolveu.

Mas o passado bate à porta — literalmente. Lydia (Erin Moriarty), sua filha desaparecida há anos, ressurge de forma inesperada e desesperada, trazendo na bagagem o peso de uma perseguição mortal. Envolvida com o mundo das drogas e jurada de morte por um cartel de traficantes, ela recorre ao único homem que ainda pode protegê-la: seu pai.

A partir daí, o que parecia ser um recomeço pacato se transforma em uma verdadeira guerra. Link precisará resgatar suas habilidades de sobrevivência — e de combate — para enfrentar um exército de criminosos que não medem esforços para eliminar a jovem. Em um cenário árido, com diálogos intensos e sequências de ação cruas e realistas, pai e filha redescobrem sua conexão em meio à urgência da sobrevivência.

Elenco de peso, tensão na medida

Além de Gibson e Moriarty, o filme ainda conta com a presença marcante de Diego Luna, conhecido por sua atuação em “Narcos: México” e “Rogue One”, que interpreta Jonah, o namorado de Lydia e peça-chave para o conflito central da trama. O elenco entrega atuações convincentes em uma narrativa ágil, carregada de tensão e emoção.

Um thriller direto ao ponto — e direto ao coração

Herança de Sangue” é mais do que um filme de ação. É também uma história sobre reconexão, perdão e o instinto protetor que nasce com a paternidade. Mel Gibson oferece aqui um dos papéis mais crus e autênticos de sua carreira recente, equilibrando vulnerabilidade e ferocidade com maestria.

Com direção firme e atmosfera densa, o longa agrada tanto aos fãs do gênero quanto àqueles que buscam um drama familiar com pitadas de adrenalina.

Quer ver de novo? Tem no streaming!

Se você perder na TV ou quiser rever a ação mais de uma vez, “Herança de Sangue” também está disponível no streaming. É possível assistir ao filme pela plataforma Adrenalina Pura, no modelo por assinatura (SVOD).

Sessão da Tarde desta segunda (24) exibe “Mais Que Vencedores”, um drama emocional que abraça o coração

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Foto: Reprodução/ Internet

A segunda-feira ganha um tom diferente quando a televisão decide entregar uma história capaz de aquecer, inspirar e puxar o espectador pela mão logo no começo da tarde. É exatamente isso que acontece amanhã, 24 de novembro, na Sessão da Tarde, com a exibição de “Mais Que Vencedores”, filme cristão de 2019 dirigido por Alex Kendrick (Quarto de Guerra, Desafiando Gigantes). A produção chega como uma pausa necessária no meio da rotina, oferecendo uma narrativa sensível sobre propósito, superação e fé.

De acordo com informações do AdoroCinema, a trama acompanha John Harrison, interpretado pelo próprio Kendrick, um treinador de basquete de uma escola do interior que sempre viveu cercado por quadras cheias, gritos da torcida e sonhos de campeonato. Essa estabilidade vira poeira quando a cidade enfrenta o fechamento de várias empresas, forçando inúmeras famílias a se mudarem. A escola esvazia, o time se desfaz e John se vê sem rumo, tentando entender seu lugar em um cenário que parece desabar diante de seus olhos.

Como se o baque não fosse suficiente, a direção da escola o convoca para treinar a equipe de corrida — que, na verdade, é apenas uma aluna. Hannah Scott, vivida por Aryn Wright-Thompson em seu primeiro grande papel no cinema, é uma adolescente marcada por dúvidas, limitações físicas e cicatrizes emocionais silenciosas. Com asma, autoestima frágil e uma história cheia de perguntas sem resposta, ela enxerga a corrida, a princípio, como mais um desafio que jamais conseguirá vencer. Com o tempo, porém, aquele esporte solitário se revela exatamente o caminho que ela precisava para descobrir quem é e até onde pode ir.

O vínculo entre treinador e atleta nasce aos poucos, quase tímido, mas cresce com intensidade suficiente para transformar profundamente os dois. John, acostumado a medir sua vida pelos placares que conquistou, começa a perceber que propósito não se resume a troféus. Hannah, por sua vez, encontra pela primeira vez alguém que acredita nela de forma genuína e essa crença, persistente e humana, se torna o ponto de virada que sua vida esperava.

O filme constrói esse ambiente acolhedor com pequenas vitórias, crises de fé, conversas decisivas e reencontros que colocam a vida nos trilhos. Não é apenas uma história sobre esporte; é sobre descobrir luz em meio ao caos, sobre entender que os limites nem sempre são barreiras e que, às vezes, as respostas que procuramos estão em lugares inesperados.

O elenco de apoio reforça essa trama emocional. Cameron Arnett (Overcomer, I Still Believe), Priscilla Shirer (Quarto de Guerra, Woodlawn) e Shari Wiedman (Courageous) oferecem densidade aos personagens ao redor de Hannah e John, ajudando o filme a encontrar seu ritmo humano. É o tipo de produção que não depende de grandes efeitos, mas sim da verdade nos olhos dos atores e da força de histórias simples que abraçam o público.

Mesmo com orçamento modesto, estimado em 5 milhões de dólares, o longa-metragem surpreendeu ao ultrapassar a marca de 38 milhões nas bilheterias mundiais. Foi um sucesso que cresceu silenciosamente, impulsionado pelo boca a boca de quem encontrou no longa algo que fez sentido em um dia comum e decidiu compartilhar. Uma vitória que, assim como o próprio filme, nasceu da sinceridade, da fé e da mensagem que permanece muito depois dos créditos finais.

Quem quiser assistir a “Mais Que Vencedores” fora da TV aberta encontra o filme disponível em diferentes plataformas digitais. No streaming por assinatura, ele pode ser visto na Netflix, onde segue como uma opção acessível para quem quer redescobrir a história com tranquilidade. Já no formato VOD, o longa está disponível no Prime Video, com aluguel ou compra a partir de R$ 9,90, ideal para quem prefere ter o título sempre à mão.

Duda Beat leva seu pop emocional ao palco The One no terceiro dia do The Town 2025

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Acalme o coração, ajuste os fones e vista seu look mais ousado: Duda Beat está pronta para transformar o palco The One no The Town em uma explosão de cor, batida, sentimento e atitude. A apresentação, marcada para as 17h de 12 de setembro, domingo, promete ser um dos momentos mais catárticos e intensos do festival. E não é exagero — quem já viu um show de Duda sabe que ela não entrega apenas música. Ela entrega experiência.

Com alma recifense, espírito global e uma assinatura sonora que transita entre o pop chiclete e a dorzinha no peito que só o amor não correspondido causa, Duda Beat conquistou o Brasil de forma meteórica desde que lançou seu disco de estreia, Sinto Muito, em 2018. Com ele, a artista não apenas se apresentou ao mundo: ela o redesenhou à sua maneira, com melodias viciantes, letras que tocam a alma e aquele sotaque delicioso que é a cereja do bolo. A Rolling Stone Brasil não pensou duas vezes e colocou o disco entre os melhores daquele ano — e o público concordou, colocando hits como “Bixinho” e “Bédi Beat” no repeat eterno.

De lá pra cá, Duda virou fenômeno. E não só de crítica: virou sucesso de streaming (são mais de 95 milhões de plays só no Spotify em 2024), de palco, de estilo e de colaboração. Ela já dividiu vocais, beats e emoções com Pabllo Vittar, Luísa Sonza, Liniker, Anavitória, Tiago Iorc e Nando Reis. Uma curadoria fina de parcerias que mostra que, sim, Duda é o elo perfeito entre o mainstream e o alternativo, entre o hit de rádio e a profundidade poética de quem sente muito — e canta melhor ainda.

O que vem depois do coração partido? A pista de dança.

Em Tara e Tal (2024), seu terceiro e mais ousado álbum, Duda Beat dá um passo à frente — ou melhor, um salto com salto alto neon. É seu trabalho mais dançante, eletrônico e libertador. Produzido por Lux Ferreira e Tomás Tróia, o disco é quase um manifesto em forma de som. Entre batidas distorcidas, sintetizadores e letras que falam sobre desejo, autonomia e as feridas do feminino, ela nos entrega um universo sonoro onde cada faixa é um planeta particular.

E que universo rico. Tem Lúcio Maia (da Nação Zumbi) em “DRAMA”, emprestando suas guitarras carregadas de emoção, e Liniker em “Quem Me Dera”, num feat que é pura química vocal e sensibilidade. O álbum debutou no Top 70 do Spotify Brasil — um feito para um disco tão autoral e experimental — e mostra que o Brasil está mais do que pronto para dançar com conteúdo.

Palcos, prêmios e passaporte carimbado

O caminho de Duda até aqui é pavimentado por aplausos, prêmios e plateias apaixonadas. Ela já foi reconhecida com o Troféu APCA, o Prêmio Multishow e o WME Awards, e chegou até o Grammy Latino com seu EP em parceria com Nando Reis. Mas não parou aí. Seu talento vocal e seu carisma magnético a levaram aos principais festivais do Brasil — do Lolla ao Coala, do Rock in Rio ao MITA — e, mais recentemente, ao mundo. Já se apresentou nos Estados Unidos, Alemanha, Espanha, Portugal e, em 2024, foi o nome escolhido para encerrar o show de Lady Gaga em Copacabana. Sim, ela.

Foi nesse momento que muita gente percebeu o que seus fãs já sabiam: Duda Beat não é só um sucesso. É uma artista de projeção internacional, que desafia rótulos e mistura referências com originalidade. É nova MPB? É indie? É pop? É sofrência gourmetizada? É tudo isso e mais um pouco.

O show no The Town: um ritual de corpo e alma

Quem for ao The Town no domingo verá mais do que um show. Verá um espetáculo dividido em atos, com cenografia pensada nos mínimos detalhes, iluminação dramática, figurinos que parecem saídos de um editorial de moda e coreografias que conversam com cada batida, cada verso. Duda transforma suas músicas em pequenas performances teatrais, onde a dor vira dança e a superação vira refrão.

Do palco, ela entrega tudo: voz potente, presença arrebatadora e aquela conexão quase espiritual com o público. O setlist deve passear por todas as fases da carreira — do romantismo indie de Sinto Muito ao calor pulsante de Tara e Tal —, com espaço para reinterpretações, surpresas e, claro, muita emoção coletiva.

E se você acha que vai apenas assistir, prepare-se para participar. Duda Beat tem esse dom: transforma multidões em coro, transforma tristeza em catarse, transforma a pista em altar.

Um futuro que já começou

O futuro da música brasileira não é mais promessa. Ele tem nome, estética, discurso, coragem e batida. Ele se chama Duda Beat — e vai ecoar alto, direto do palco The One, para quem quiser (ou precisar) dançar sua própria dor com elegância e verdade.


📍 Serviço: Duda Beat no The Town
📅 Domingo, 18 de maio de 2025
⏰ 17h00
🎤 Palco: The One

Resenha – Mentiras Submersas transforma rivalidade materna e aparências sociais em um suspense afiado sobre segredos e culpa

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A promessa era simples e quase simbólica. Uma noite só delas. Depois de meses dedicadas integralmente aos filhos recém-nascidos, as mulheres do Clube de Mães de West Hollywood decidiram celebrar a sobrevivência emocional e física à fase mais intensa da maternidade. O que deveria ser um brinde à amizade e à liberdade temporária se transforma em tragédia quando Kiersten McCann, anfitriã da reunião, é encontrada morta, boiando na própria piscina. A partir desse momento, Mentiras Submersas abandona o clima de confraternização e mergulha em um suspense marcado por desconfiança, tensão e revelações dolorosas.

A morte de Kiersten não atinge apenas o grupo, mas expõe as fissuras que já existiam sob a superfície de uma amizade aparentemente sólida. À medida que a polícia inicia a investigação, três mulheres passam a concentrar as suspeitas. Whitney, a melhor amiga da vítima, que conhecia seus medos e inseguranças mais íntimos. Jade, a mais reservada do grupo, sempre mais observadora do que participante. Brooke, aquela que nunca se encaixou completamente, vivendo na fronteira entre aceitação e exclusão. Cada uma delas guarda algo que preferia manter escondido, e conforme os interrogatórios avançam, os segredos começam a emergir.

O grande acerto do livro está na construção das personagens. Não se trata apenas de descobrir quem matou, mas de entender o que cada uma estava vivendo naquela noite. A maternidade, que muitas vezes é retratada de forma idealizada, surge aqui com suas contradições. Há amor incondicional, mas também cansaço extremo, comparação constante e uma cobrança silenciosa para manter a aparência de que tudo está sob controle. Em meio a esse cenário, pequenas mágoas podem ganhar proporções inesperadas.

West Hollywood funciona como pano de fundo simbólico. Casas impecáveis, corpos que parecem ter se recuperado rapidamente do parto, redes sociais exibindo vidas organizadas e felizes. O contraste entre essa estética perfeita e a realidade emocional das personagens é um dos elementos mais interessantes da narrativa. O suspense não nasce apenas da investigação policial, mas do desmoronamento dessas imagens cuidadosamente construídas.

A autora conduz a trama com foco no aspecto psicológico. A tensão cresce gradualmente, revelando que o perigo nem sempre se manifesta em grandes explosões, mas em ressentimentos acumulados, invejas sutis e mal-entendidos não resolvidos. A dinâmica do grupo, que deveria oferecer apoio, acaba revelando competição e julgamentos silenciosos. Quem é a melhor mãe. Quem voltou ao trabalho mais rápido. Quem mantém o casamento aparentemente estável. Nesse ambiente, vulnerabilidade pode ser vista como fraqueza.

Embora o ritmo priorize o drama interpessoal em vez de cenas investigativas aceleradas, essa escolha fortalece a narrativa. O leitor não é apenas espectador de um crime, mas cúmplice na tentativa de compreender aquelas mulheres. A cada revelação, a percepção sobre vítima e suspeitas se transforma, tornando impossível manter uma visão simplista da situação.

Mentiras Submersas é um suspense que fala sobre aparência e verdade. A piscina onde Kiersten é encontrada morta simboliza aquilo que tentamos manter escondido. Por mais profundas que sejam as águas, o que foi submerso sempre encontra uma forma de retornar à superfície.

“Pluribus” | Nova série de Vince Gilligan, chega com teaser enigmático e promete mexer com a nossa cabeça

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Foto: Reprodução/ Internet

Se você já surtou assistindo Black Mirror, ficou obcecado tentando decifrar Dark, ou passou noites em claro com teorias malucas sobre Severance, então segura essa: Vince Gilligan tá de volta com uma nova série — e parece que ele quer bagunçar a sua cabeça de vez.

O nome da série é Pluribus, e a estreia está marcada para 7 de novembro, no Apple TV+. E sim, o criador de Breaking Bad e Better Call Saul resolveu agora brincar com ficção científica — mas não do tipo com ETs e sabres de luz. Aqui, o que parece estar em jogo é a própria noção de realidade. E a vibe tá mais “WTF?!” do que “só mais uma série”.

O que já foi revelado? Um teaser meio esquisito, um número de telefone que você pode LIGAR (e sim, tem mensagem e SMS) e uma atriz que a gente ama muito: Rhea Seehorn, que interpretou a inesquecível Kim Wexler.

Mas calma que tem mais coisa estranha vindo aí.

Tem algo de errado. Mas o quê, exatamente?

A trama de Pluribus ainda tá cercada de mistério. Tipo, de verdade. A única coisa que a Apple TV+ confirmou é que a história se passa em Albuquerque, Novo México — mesmo cenário de Breaking Bad — e que alguma coisa grande e bizarra acontece com o mundo. O mundo “desliza”, por assim dizer. A realidade muda. Talvez nem exista mais uma realidade só.

É confuso? Um pouco. Mas é aquele tipo de confuso bom, que dá vontade de maratonar, fazer teoria no Twitter e ficar paquerando os easter eggs escondidos em cada episódio.

No teaser (que tem menos de 30 segundos), rola uma frase dita por uma voz feminina — “sem pressão” —, algumas imagens enigmáticas, e… um número de telefone. Quem teve a curiosidade de ligar, ouviu uma mensagem da personagem Carol (da Rhea Seehorn), e recebeu logo depois um SMS dizendo:

“Lembre que sua vida te pertence. Faça suas próprias escolhas.”

Sério. Que tipo de série manda um SMS criptografado na sua cara antes mesmo de estrear?

Rhea Seehorn = protagonista absoluta = TUDO pra gente

Se tem alguém que merece brilhar como protagonista, essa pessoa é Rhea Seehorn. Ela segurou a emoção de Better Call Saul como poucos, deu aula de atuação, e agora, em Pluribus, parece que veio com tudo.

Ela interpreta Carol, uma mulher comum (pelo menos no início), que começa a perceber que o mundo ao redor está… estranho. Coisas mudam, se repetem, se distorcem. O que é sonho? O que é delírio? O que é manipulado? A gente não sabe. E ela também não.

O elenco ainda tem Karolina Wydra (que você deve lembrar de True Blood ou House) como Zosia, e Carlos Manuel Vesga, ator colombiano que interpreta Manusos. Ambos têm papéis misteriosos — claro. Gilligan não ia dar o ouro tão fácil assim.

Vince Gilligan: o homem que nunca nos deixa em paz (no bom sentido)

Vamos combinar: quando Vince Gilligan lança algo novo, a gente presta atenção. O cara criou duas das maiores séries de todos os tempos. E agora resolveu entrar no mundo da ficção científica — mas com um pé fincado no mundo real.

Em entrevista recente, ele resumiu assim:

“Não é sobre naves ou lasers. É sobre o que acontece quando a realidade começa a falhar. Quando tudo o que parecia certo começa a escorregar.”

Ou seja: é sci-fi, sim. Mas com crises existenciais, dilemas éticos e aquele climão de que tudo pode desmoronar a qualquer momento.

Gilligan se inspirou em obras como O Homem do Castelo Alto, A Zona do Crepúsculo e até em acontecimentos recentes da vida real — tipo pandemia, redes sociais, inteligência artificial, guerras de informação. Tudo isso vira pano de fundo pra uma trama que tem cara de distopia, mas alma bem humana.

E a Apple TV+ já renovou pra segunda temporada?

Sim, Pluribus nem estreou e já garantiu duas temporadas. A primeira vai ter nove episódios, com os dois primeiros lançados logo no dia 7 de novembro. Depois, sai episódio novo toda semana, até 26 de dezembro. Natal, inclusive, vai ter season finale. Coincidência? Provavelmente não.

Se tem uma coisa que o Apple TV+ aprendeu, é que confiança no criador é tudo. E Gilligan, convenhamos, não costuma decepcionar.

Uma campanha de divulgação que virou ARG (quase)

Desde que o teaser saiu, fãs estão mergulhando em detalhes que nem deveriam estar ali. Um número de telefone virou ponto de partida. Um site escondido (sim, escondido mesmo!) foi encontrado por fãs fuçando o código-fonte do vídeo. O nome do site? Pluralidade 339 — que, aparentemente, era o nome provisório da série durante as filmagens.

No site, só uma tela preta, com um traço branco piscando tipo cursor antigo de computador. E ele muda todo dia. A galera já tá dizendo que tem código binário ali, enigma, talvez até… IA? Não se sabe ainda.

É tipo um ARG (Alternate Reality Game), mas sem a confirmação oficial. Ou seja: tudo pode ser só mais uma camada da série. Ou pode ser só paranoia coletiva. Mas é exatamente esse o ponto, né?

Albuquerque, o lar do estranho

A cidade onde tudo foi filmado é bem familiar pra quem ama Breaking Bad. Mas, dessa vez, o cenário parece mais… distorcido.

A equipe de arte revelou que cada cena tem um detalhe “errado” de propósito. Pode ser um semáforo piscando no tempo errado, uma sombra invertida, uma vitrine duplicada. “A ideia era dar aquela sensação de que algo não bate, mas você não sabe explicar”, disse a diretora de arte em um evento recente.

Resumindo: a série vai fazer você duvidar dos seus próprios olhos. E talvez até de si mesmo.

O que podemos esperar?

Olha, se for pra apostar, dá pra dizer que Pluribus vai ser:

  • Daquelas séries que você assiste duas vezes, só pra entender a primeira;
  • Cheia de camadas, como uma cebola sci-fi;
  • Recheada de atuações incríveis (Seehorn, estamos com você);
  • E com aquele ritmo tenso, de “meu Deus, o que tá acontecendo?!”.

Vai ter reflexão? Sim. Vai ter piração? Com certeza. Vai ter teoria maluca? Já tá tendo.

E por que esse nome?

“Pluribus” vem do latim e quer dizer “de muitos”. É a palavra usada no lema dos EUA, E Pluribus Unum — “De muitos, um”.

Mas aqui, parece que o sentido é outro. Pode ser múltiplas realidades, múltiplas versões da mesma pessoa, ou múltiplas escolhas. Uma série sobre identidade, sobre se manter inteiro quando tudo ao redor começa a se fragmentar. Rhea Seehorn definiu assim:

“Carol tenta manter a sanidade, o afeto, o cotidiano, enquanto tudo ao redor dela racha. E talvez a gente esteja vivendo um pouco isso hoje em dia.”

Tá, e o que a gente faz até novembro?

Bom, primeiro: assista ao teaser. Segundo: liga pro número. Terceiro: entra no site escondido (ou espera alguém decifrar por você). E depois disso? Torce pra não enlouquecer até o dia da estreia.

Porque Pluribus não é só mais uma série. É um convite pra questionar tudo. Inclusive você mesmo.

“Queen Lear” | Claudia Alencar reina em série brasileira que conquista o mundo com tragédia urbana e poder queer

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Foto: Reprodução/ Internet

A série “Queen Lear”, uma produção original do Canal Demais, tem conquistado espaço e reverência onde quer que passe. Em meio a um cenário ainda conservador e desigual no audiovisual nacional, a obra se destaca por sua ousadia: trazer Shakespeare para o universo das milícias, das quebradas e das vozes dissidentes. O resultado é uma tragédia contemporânea com sotaque, suor, e um grito coletivo por reconhecimento.

É impossível ignorar a força estética, política e emocional que emana da obra. Com Claudia Alencar à frente do elenco, a série já é apontada como um divisor de águas na representação LGBTQIAPN+ nas telas. E não é para menos: o projeto soma prêmios internacionais, uma base de fãs fervorosa e cinco indicações no prestigiado Festival MT Queer Premia 2025.

Uma rainha feita de pólvora e amor

Claudia Alencar brilha como Lear, uma matriarca miliciana que decide entregar seu império às três filhas. A premissa, inspirada em King Lear, serve como estopim para uma espiral de traições, feridas antigas e confrontos que vão muito além da disputa de poder. É sobre legado, pertencimento, culpa, afeto e a dor de perder o controle — seja de um território ou de um coração.

Mas o que torna “Queen Lear” especial não é apenas sua trama densa. É a forma como ela se desenrola. Cada cena carrega o peso do cotidiano periférico, do medo institucionalizado, da força das mulheres negras, trans, lésbicas e marginalizadas que há séculos sustentam o Brasil real, mas raramente o protagonizam.

A câmera não apenas observa — ela mergulha. A favela é palácio. O beco, labirinto psicológico. A trilha sonora, uma sinfonia entre batidas de rap, funk, sirenes e silêncios que ecoam tanto quanto os diálogos.

Reconhecimento global para uma obra local

“Queen Lear” já foi ovacionada em festivais como o Cusco Webfest (Peru), onde venceu como Melhor Série de Drama, e no LA Webfest (EUA), onde arrebatou os prêmios de Melhor Edição e novamente Melhor Série de Drama. Também figurou nas seleções oficiais do Apulia Webfest (Itália), New Jersey Webfest, e NZ Webfest (Nova Zelândia).

O feito mais simbólico veio com o terceiro lugar na Copa do Mundo das Webséries, um dos prêmios mais disputados do circuito independente. Para um projeto sem apoio das grandes plataformas, feito com recursos próprios e alma coletiva, esse reconhecimento soa como um grito de vitória.

Agora, o Brasil também aplaude. No Festival MT Queer Premia 2025, que será realizado em outubro, a série é uma das mais indicadas. Disputa as categorias de Melhor Websérie, Direção, Roteiro, e duas indicações de atuação: Claudia Alencar e Giul Abreu, que também se destaca em uma das filhas da rainha.

Um grito que vem das margens

Para Quentin Lewis, criador, roteirista e diretor da série, a obra é mais do que uma adaptação — é uma resposta. “A gente se apropriou de uma tragédia branca, europeia, cisnormativa, e devolveu com sotaque, gíria e vivência periférica. Não é sobre imitar Shakespeare, é sobre rasgá-lo e costurar de novo, com nossas linhas”, diz. Quentin faz questão de lembrar que a obra é também coletiva. “Nosso elenco é formado majoritariamente por artistas trans, pretos, de origem periférica. A série é uma mistura de currículo e militância. Cada rosto na tela carrega mais que técnica — carrega urgência.” Essa urgência reverbera no texto, na direção, na trilha. “Queen Lear” é visceral, como a realidade que retrata. E se emociona, não é por dó ou tragédia estética. É porque é real. Dói, pulsa e grita.

Um elenco que é revolução

Além de Claudia Alencar, soberba como a Lear tropical, a série reúne nomes da cena alternativa que imprimem verdade em cada frame. Giul Abreu entrega um dos trabalhos mais intensos do ano, vivendo uma das herdeiras do trono com camadas emocionais que vão do amor ferido à sede de justiça. Outros nomes em destaque incluem Mariana Lewis, Will Crispin, Aline Azevedo, Ana Cecília Mamede, Wagnera e Simone Viana. Um grupo que representa, de fato, o Brasil fora da bolha — diverso, criativo, talentoso, e ainda pouco reconhecido nos grandes meios.

Fora do streaming, dentro do coração do público

Apesar do sucesso internacional, a produção ainda não foi lançada oficialmente em nenhuma plataforma de streaming. A produção segue circulando exclusivamente por festivais, o que não impediu que criasse uma legião de fãs. A página do Canal Demais nas redes sociais virou ponto de encontro para quem acompanha trailers, trechos vazados, bastidores e até trechos de roteiro. A espera pela estreia oficial só amplifica o fascínio: o desejo é coletivo, a expectativa é nacional. Negociações com distribuidoras — nacionais e estrangeiras — estão em andamento. Mas o time criativo deixa claro que a prioridade é encontrar uma vitrine que respeite a potência política e poética da obra.

Shakespeare da laje

O grande mérito da série talvez seja este: não tentar domesticar Shakespeare para o Brasil, mas sim transformar a tragédia clássica em instrumento de denúncia, arte e reconexão com a nossa ancestralidade e resistência. A série fala de dor, mas também de ternura. De violência, mas também de afeto. De sangue, mas também de poesia. É um épico sem cavalo branco, sem castelo, sem herói — mas com muita coragem. E é por isso que, mesmo antes de chegar ao grande público, “Queen Lear” já é histórica. Porque mais do que contar uma boa história, ela provoca, escancara e emociona. No fim das contas, não é sobre Shakespeare. É sobre nós.

“A Profissional” leva ação implacável ao Cine Maior deste domingo (20/07), na tela da Record TV

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Foto: Reprodução/ Internet

Neste domingo, 20 de julho de 2025, os espectadores da Record TV terão um encontro marcado com a tensão, a adrenalina e a vingança no ar. O “Cine Maior” exibe o eletrizante A Profissional (The Protégé), filme dirigido por Martin Campbell (007 – Cassino Royale) e estrelado por um trio de peso: Maggie Q, Samuel L. Jackson e Michael Keaton. Com uma trama que mistura ação afiada, drama pessoal e jogos mentais, o longa mergulha fundo no universo dos assassinos profissionais e da busca por justiça pessoal.

Mas A Profissional é mais do que apenas balas cruzando o ar: é também uma história sobre vínculos improváveis, traumas de infância, sobrevivência e o preço de viver à margem da humanidade. O filme, lançado originalmente em 2021, conquistou fãs do gênero e agora ganha uma nova chance de impactar o público brasileiro em rede nacional, ao alcance do controle remoto.

Anna: a assassina que aprendeu a viver nas sombras

De acordo com a sinopse do AdoroCinema, no centro da narrativa está Anna (Maggie Q), uma matadora de aluguel fria, inteligente e letal, que foi resgatada ainda criança no Vietnã pelo lendário assassino Moody (Samuel L. Jackson). Moody não apenas salvou sua vida — ele moldou seu destino, tornando-se seu mentor e a única figura paterna que ela conheceu. A relação entre os dois, embora permeada por uma rotina de violência, é de profunda cumplicidade e afeto. Eles compartilham segredos, memórias e um modo de viver à margem, onde a confiança é uma moeda rara.

Quando Moody é brutalmente assassinado, Anna vê seu mundo ruir. A dor da perda se transforma em fúria e determinação. Ela parte então em uma jornada de vingança que a coloca no caminho de Michael Rembrandt (Michael Keaton), um enigmático e perigoso homem de negócios que guarda mais segredos do que aparenta. Entre os dois nasce uma estranha conexão — um jogo de sedução e ameaça, de igual para igual, que desafia suas convicções e os empurra para uma espiral cada vez mais perigosa.

A mente por trás da câmera: Martin Campbell

Martin Campbell é um nome conhecido entre os amantes da ação. Neozelandês de nascimento e britânico por formação, Campbell foi o responsável por revitalizar a franquia James Bond em duas ocasiões: com GoldenEye (1995) e Cassino Royale (2006). Sua assinatura está nos enquadramentos elegantes, nas coreografias de luta realistas e na construção de heróis que sangram, falham e se reinventam.

Em A Profissional, Campbell abandona o glamour dos espiões e mergulha em um submundo sujo, onde a moral é cinzenta e a violência tem um peso emocional. O diretor opta por cenas de ação menos estilizadas e mais cruas, dando ao filme uma atmosfera mais sombria, quase melancólica. Não é à toa: em seu cerne, o longa fala sobre orfandade, luto e identidades forjadas sob extrema violência.

Protagonismo feminino em um gênero masculino

Maggie Q, nascida Margaret Denise Quigley, é uma atriz que tem no currículo papéis marcantes em produções como Missão: Impossível 3, Divergente e na série Nikita. Em A Profissional, ela entrega sua performance mais complexa até então, equilibrando a frieza letal de uma assassina com momentos de fragilidade emocional intensos. Anna não é uma heroína no sentido clássico — ela é uma sobrevivente. E Maggie Q domina cada nuance dessa condição, seja nas lutas corpo a corpo meticulosamente coreografadas ou nos silêncios onde o olhar diz mais do que qualquer linha de diálogo.

O protagonismo feminino em filmes de ação ainda é um terreno em disputa. Embora nomes como Charlize Theron (Atômica), Uma Thurman (Kill Bill) e Angelina Jolie (Salt) tenham consolidado personagens memoráveis, o espaço ainda é dominado por homens. Anna se junta a esse seleto grupo com mérito e personalidade própria, sem apelar para estereótipos nem romantizações.

Samuel L. Jackson: o mentor que se tornou lenda

Figura onipresente no cinema americano das últimas décadas, Samuel L. Jackson interpreta Moody com seu já conhecido carisma — mas também com uma inesperada ternura. Moody é duro, sim, mas vê em Anna algo que ele mesmo perdeu: uma chance de redenção, de deixar um legado que não seja apenas morte. Sua morte prematura na trama é o catalisador de toda a jornada de Anna, mas sua presença paira sobre o filme inteiro. É como se ele fosse o fantasma que orienta seus passos — ou que cobra sua promessa.

Michael Keaton: vilão ou vítima?

Michael Keaton entrega uma de suas performances mais ambíguas como Rembrandt, um antagonista que nunca é completamente definido como vilão. Ele é tão letal quanto Anna, mas também fascinantemente eloquente, inteligente e… sedutor. A química entre os dois personagens é estranha, tensa e carregada de subtexto. Em vários momentos, o espectador é levado a se perguntar: eles se desejam? Se odeiam? Se entendem? Ou tudo isso ao mesmo tempo?

Essa complexidade é mérito do roteiro de Richard Wenk (O Protetor, Os Mercenários 2), que foge do maniqueísmo e constrói diálogos carregados de ironia, cinismo e dilemas morais. Rembrandt não é um simples vilão de filme de ação — ele é um espelho de Anna, um “e se” de sua própria trajetória.

Bastidores e filmagens: de Bucareste ao Vietnã

As filmagens de A Profissional começaram em janeiro de 2020 e percorreram locações em Bucareste, Londres e Da Nang, no Vietnã. O cenário internacional reforça o caráter global da trama, com suas tramas de conspiração e operações secretas. A direção de fotografia aposta em tons escuros, ambientes urbanos sufocantes e cenários minimalistas, dando ao filme uma estética noir moderna.

Durante a produção, o filme passou por mudanças de título: inicialmente chamado Ana, depois The Asset, até ser lançado como The Protégé. Essas mudanças refletem as diferentes camadas da narrativa, que é tanto uma história de vingança quanto de identidade.

Recepção crítica: entre elogios e ressalvas

Na época de seu lançamento, The Protégé recebeu críticas mistas. Enquanto parte da imprensa especializada elogiou a performance de Maggie Q e a direção eficiente de Campbell, outros apontaram que a trama não traz grandes inovações ao gênero. Ainda assim, o filme conquistou um público fiel — especialmente entre os amantes de thrillers com protagonistas femininas fortes.

O consenso entre os críticos foi que o filme é competente, bem dirigido, com cenas de ação sólidas e atuações acima da média. Seu desempenho modesto nas bilheteiras (US$ 8 milhões arrecadados) pode ser atribuído à concorrência acirrada na época e ao cenário ainda afetado pela pandemia.

Impacto e legado: um novo clássico cult?

Desde então, A Profissional tem sido redescoberto por meio das plataformas de streaming como Telecine, Paramount+ e Prime Video. Sua exibição pela Record TV marca uma nova fase de popularização do filme no Brasil — especialmente entre os espectadores que buscam filmes de ação mais densos e bem construídos.

O longa também entrou na pauta de discussões sobre representatividade asiática em Hollywood, já que Maggie Q é uma das poucas atrizes de ascendência vietnamita a protagonizar uma grande produção de ação nos Estados Unidos. Sua performance é frequentemente citada como uma das mais subestimadas do gênero na década.

Cine Maior: ação com propósito na TV aberta

O “Cine Maior” da Record TV vem se destacando por trazer títulos de ação que não apenas entretêm, mas também provocam o público. Em um cenário onde o streaming domina a atenção, a TV aberta ainda desempenha um papel crucial ao democratizar o acesso a produções de alto nível. Filmes como A Profissional ganham uma nova vida ao atingir públicos diversos, muitos dos quais podem estar vendo Maggie Q ou Michael Keaton pela primeira vez.

“Monsieur Aznavour” e “Entre Nós, o Amor” chegam aos cinemas brasileiros

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Foto: Reprodução/ Internet

O cinema francês sempre teve um talento particular para captar o íntimo da experiência humana — seja pelas canções que embalam gerações, seja pelos silêncios que habitam as relações familiares. Neste mês de julho, duas estreias oferecem uma espécie de duplo mergulho nessa sensibilidade: Monsieur Aznavour, cinebiografia do lendário cantor Charles Aznavour, e Entre Nós, o Amor, drama contemporâneo sobre as feridas entre mãe e filho.

Embora distintos em estilo e enredo, ambos os filmes — que chegam aos cinemas brasileiros com uma semana de diferença — compartilham uma mesma força: a capacidade de emocionar sem recorrer ao exagero. Com atuações poderosas e direção atenta aos detalhes do afeto e da dor, as produções revelam como a arte e o afeto podem sobreviver às ruínas da vida.

A voz que atravessou séculos

Com estreia marcada para o dia 24 de julho, Monsieur Aznavour é uma ode ao artista que traduziu o romantismo francês em canções que ainda ressoam pelo mundo. Dirigido por Mehdi Idir e Grand Corps Malade, o filme acompanha a jornada de Charles Aznavour, desde sua infância como filho de imigrantes armênios até se tornar um dos maiores nomes da música europeia.

O papel-título é interpretado por Tahar Rahim, conhecido por seu trabalho em O Profeta e O Mauritano. Aqui, ele assume o desafio de dar corpo e alma a uma figura que, mesmo com uma voz considerada “modesta” pelos padrões técnicos, emocionou multidões com sua honestidade lírica e sua postura introspectiva diante do estrelato.

“Aznavour não queria ser ídolo, queria ser ouvido”, diz uma das falas do longa — e essa parece ser a síntese de sua trajetória. Autor de quase 1.200 canções em diversas línguas, o cantor que ficou conhecido como o “Frank Sinatra da França” teve uma carreira que sobreviveu a guerras, preconceitos e transformações culturais.

O filme evita o tom panfletário e aposta em um retrato afetivo, que valoriza os momentos de dúvida e reinvenção artística do compositor. Um recorte íntimo, emoldurado por trilhas que marcaram época: “La Bohème”, “She”, “La Mamma”, entre outras.

Mãe e filho em conflito: o amor nos cacos do cotidiano

Já no dia 17 de julho, é a vez de Entre Nós, o Amor chegar às salas brasileiras. O novo filme de Morgan Simon traz no elenco duas figuras conhecidas do público de cinema francês: Valeria Bruni-Tedeschi e Félix Lefebvre, que voltam a dividir a tela após o sucesso de Verão de 85.

Neste novo trabalho, eles vivem Nicole e Serge — mãe e filho que mal se suportam, mas que são obrigados a conviver em um pequeno apartamento num conjunto habitacional na periferia. Ela tem 52 anos, está desempregada, endividada e luta para manter alguma dignidade; ele, com 19, vive entre o desprezo e a indiferença.

A narrativa se passa durante os dias que antecedem o Natal, mas não há clima festivo: o que vemos é uma convivência marcada por mágoas acumuladas, cobranças veladas e tentativas frustradas de reconciliação. Ainda assim, o filme aponta para a possibilidade de afeto — mesmo que ele surja em meio ao caos, entre restos de confiança e um fio de esperança.

A direção de Simon aposta em planos fechados, diálogos secos e uma atmosfera que remete a cineastas como os irmãos Dardenne e Bruno Dumont. O resultado é um drama sóbrio, que foge dos clichês do “filme de reconciliação” e convida o espectador a observar os espaços entre palavras — onde, muitas vezes, mora o amor mais verdadeiro.

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