Fantástico deste domingo (03/08) recebe Junior, Whindersson Nunes e Fábio Assunção

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Neste domingo, 3 de agosto de 2025, o Fantástico vai ao ar com um trio de convidados que trazem, cada um à sua maneira, histórias que tocam fundo. O cantor Junior Lima, o humorista e artista multifacetado Whindersson Nunes e o ator Fábio Assunção se encontram no programa para dividir experiências de vida, redescobertas pessoais e novas fases profissionais que prometem mexer com o público. As informações são da TV Globo.

Junior: entre o vinil e a cura, um novo capítulo pessoal e musical

Junior Lima retorna aos holofotes com o projeto Solo – Vol. 2, e reserva um momento especial no Fantástico para falar não só de música, mas também da vida fora dos palcos. Durante a entrevista com Poliana Abritta, ele abre o coração sobre a fase delicada que viveu ao lado da esposa, Monica Benini, ao descobrir que a filha Lara, de apenas três anos, foi diagnosticada com síndrome nefrótica.

O relato é carregado de emoção e revela a fragilidade que nem o brilho artístico consegue blindar. “Foi um susto. A gente foi entendendo o que era junto com o diagnóstico, porque no início havia um desconhecimento que nos deixou muito aflitos”, conta Junior. Hoje, com o tratamento à base de corticoide surtindo efeito e Lara assintomática, o casal escolheu compartilhar a história para que outras famílias se sintam menos sozinhas em momentos parecidos.

No palco, Junior também canta. Ele traz ao programa faixas do novo álbum, como “Seus Planos”, “Cai a Chuva” e “Paraquedas”, além de relembrar um clássico nostálgico: “Enrosca”, que dividiu com a irmã Sandy ainda na juventude. “Sinto como se estivesse começando de novo. É difícil, claro, mas tem um gosto de descoberta, como se tudo fosse novidade outra vez”, revela o artista, que guarda em casa mais de 400 discos de vinil — uma paixão antiga que reflete sua conexão afetiva com a música.

Whindersson: o silêncio que virou entendimento

Também neste domingo, o programa exibe uma conversa franca entre a repórter Ana Carolina Raimundi e Whindersson Nunes. O humorista, que sempre usou o riso para tocar temas sérios, agora compartilha algo íntimo: o diagnóstico recente de superdotação — ou altas habilidades.

Para muitos, o termo pode soar como um rótulo de vantagem. Mas para Whindersson, foi uma chave que abriu portas internas. “Fez sentido. Algumas coisas que eu vivia na infância, a forma como eu criava, como eu absorvia o mundo, agora têm nome”, revela. E completa: “Minha busca hoje não é mais por aplauso. É por compreensão. Eu quero saber de onde vem a minha arte”.

O tom da conversa é reflexivo. Whindersson fala com maturidade sobre a relação entre genialidade e dor, produtividade e exaustão, fama e identidade. O riso continua lá, mas agora temperado por uma vontade real de entender a si mesmo — e ajudar outros a fazerem o mesmo.

Fábio Assunção: perguntas difíceis, respostas verdadeiras

No quadro Pode Perguntar, Fábio Assunção encara algo mais desafiador que qualquer papel da TV: um grupo de entrevistadores com transtorno do espectro autista, que o confronta com perguntas sinceras, diretas e cheias de afeto.

Em meio às perguntas, Fábio revisita escolhas da vida pessoal e profissional. Ele fala, por exemplo, sobre as ausências que marcaram a relação com os filhos. “Abdiquei de muita coisa. Ficava 15 dias com meus filhos, depois dois meses longe. Hoje isso está melhor resolvido, mas é algo que me doeu”, confessa.

O ator também reconhece as conquistas: os papéis marcantes, os reencontros com ele mesmo, o carinho do público. “Abri mão de muito, mas ganhei também. A gente não pode ter tudo. E tudo bem.”

O momento é delicado, honesto e sem filtros. Ao final, a conversa deixa no ar não uma lição, mas um convite à empatia — e ao olhar atento para o outro.

O Telefone Preto 2 domina bilheterias brasileiras e reforça legado do terror sobrenatural

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O terror sobrenatural O Telefone Preto 2 continua arrasando nas bilheterias brasileiras, mesmo em sua segunda semana de exibição. A produção estrelada por Ethan Hawke já acumula uma arrecadação impressionante de R$ 12,53 milhões no país, com aproximadamente 616 mil espectadores conferindo o longa nas salas de cinema. Somente entre os dias 23 e 26 de outubro, o filme faturou R$ 4,02 milhões, garantindo o título de produção mais vista no Brasil durante o último fim de semana.

Dirigido por Scott Derrickson, responsável pelo sucesso do primeiro filme, e escrito por Derrickson e C. Robert Cargill, o longa mantém a parceria com Jason Blum, produtor consagrado no gênero terror. Trata-se da sequência de The Black Phone (2021), adaptação do conto homônimo de Joe Hill, filho do famoso escritor Stephen King. A sequência retoma os papéis principais de Mason Thames, Madeleine McGraw, Jeremy Davies e Ethan Hawke, mantendo a continuidade narrativa do universo estabelecido em 2021. No Brasil e em Portugal, o filme chegou aos cinemas em 16 de outubro de 2025, um dia antes de estrear nos Estados Unidos.

O sucesso da bilheteria

O desempenho de O Telefone Preto 2 reflete uma tendência crescente do público brasileiro por produções de terror que combinam suspense, elementos sobrenaturais e narrativa envolvente. Além de manter a liderança em salas de cinema, o longa se destaca pelo ticket médio elevado, indicando que o público não apenas comparece, mas também prioriza sessões de qualidade, muitas vezes em horários premium.

O primeiro filme já havia causado impacto significativo, arrecadando milhões globalmente, e a continuação parece consolidar o interesse por histórias de terror psicológico com toques sobrenaturais. No contexto brasileiro, essa performance coloca o filme entre os lançamentos mais bem-sucedidos do gênero nos últimos anos, especialmente em um período em que blockbusters internacionais dividem espaço com produções nacionais e franquias consolidadas.

Enredo: sonhos, pesadelos e um passado sombrio

A história do filme se passa em outubro de 1982, quatro anos após Finney Blake derrotar o infame Sequestrador. Desta vez, o foco está em Gwen, irmã de Finney, que começa a ter sonhos perturbadores nos quais presencia assassinatos ocorridos décadas antes no Alpine Lake Camp, um acampamento juvenil cristão com um passado sombrio. Durante esses sonhos, Gwen recebe ligações de sua mãe, Hope, que também havia experienciado sonhos semelhantes na época em que trabalhava no acampamento.

Determinada a entender os eventos misteriosos, Gwen convence Finney e Ernesto, irmão de uma das vítimas, a acompanhá-la até o acampamento. No local, uma forte nevasca os impede de deixar o acampamento, e eles ficam presos junto a algumas pessoas: o supervisor Armando, sua sobrinha Mustang, e os funcionários Kenneth e Barbara. Juntos, o grupo começa a investigar os sonhos de Gwen, tentando compreender a ligação entre passado e presente.

A tensão aumenta quando Finney recebe uma ligação no telefone público do acampamento, desta vez do próprio Sequestrador. Ele promete vingança, culpando Finney pelos acontecimentos que levaram à sua derrota e pela morte de seu irmão. Gwen é atacada em seu sonho, e os ferimentos começam a se refletir na realidade. Com coragem, Finney, Ernesto e Mustang conseguem resgatá-la, mas a ameaça permanece.

O grupo descobre que os corpos das vítimas estão enterrados sob o Lago Maru, e que Armando, Hope e o Sequestrador têm uma história antiga no acampamento, revelando segredos que intensificam o clima de suspense. Conforme os sonhos e a realidade se cruzam, Gwen percebe que precisa enfrentar o Sequestrador diretamente para proteger a si mesma e aos amigos, revelando seu crescimento emocional e coragem.

Elementos que conquistam o público

O sucesso do longa não se deve apenas à trama envolvente. Scott Derrickson consegue equilibrar momentos de terror explícito com suspense psicológico, criando cenas que mexem com a imaginação do espectador. O uso de elementos sobrenaturais, como ligações de telefones que atravessam o tempo e o espaço, conecta passado e presente de forma inovadora, dando ao filme uma identidade própria.

Além disso, o elenco entrega atuações consistentes, especialmente Ethan Hawke, que repete seu papel como mentor e figura de proteção, e Madeleine McGraw, que encarna Gwen com intensidade e vulnerabilidade, tornando-a uma protagonista memorável. O jovem Mason Thames, que retorna como Finney, mantém a credibilidade e a empatia conquistadas no primeiro filme, criando um vínculo emocional com o público.

Outro ponto forte é a ambientação do Alpine Lake Camp, que mistura a atmosfera típica de acampamentos juvenis com elementos sinistros, como a nevasca, os bosques isolados e o lago congelado. A direção de arte e a cinematografia contribuem para a imersão, fazendo com que o espectador sinta tanto a beleza quanto a ameaça do local.

Uma narrativa de superação e coragem

Mais do que um terror sobrenatural, O Telefone Preto 2 aborda temas como trauma, superação e laços familiares. Gwen enfrenta não apenas o perigo do Sequestrador, mas também os desafios internos relacionados à perda da mãe e aos traumas passados de Finney e Ernesto. A narrativa mistura ação e suspense com momentos de introspecção, tornando o filme mais profundo do que uma simples história de assassinatos.

Cine Aventura 10/05/2025 – Record apresenta Ender’s Game: O Jogo Do Exterminador

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Neste sábado, 10 de maio de 2025, o Cine Aventura, da Record, apresenta Ender’s Game: O Jogo do Exterminador, um filme de ação e ficção científica que vai prender sua atenção do começo ao fim! Se você é fã de histórias com um toque de aventura, batalhas épicas e um futuro cheio de incertezas, essa é uma ótima oportunidade de reviver esse clássico que conquistou o público quando estreou nos cinemas.

Uma trama futurística e cheia de tensão

Lançado no final de 2013, Ender’s Game é baseado no famoso romance de Orson Scott Card e traz uma trama ambientada em um futuro não muito distante. A história começa com uma ameaça alienígena que já atacou a Terra uma vez, deixando o planeta em um clima de constante alerta. Para se preparar para a possível volta dos inimigos, a terra cria um programa de treinamento militar secreto, recrutando as mentes mais brilhantes, ou seja, crianças prodígios, para que se tornem os futuros comandantes de guerra.

O filme tem uma pegada emocionante, com muita ação e cenas de tirar o fôlego, mas também abre espaço para reflexões sobre os dilemas morais que surgem quando jovens são forçados a participar de um treinamento de combate tão intenso. No centro de tudo está o personagem Ender Wiggin, interpretado por Asa Butterfield, um garoto tímido, mas extremamente inteligente, que é escolhido para fazer parte dessa elite de jovens estrategistas. Ender, com seu senso aguçado de tática, logo se torna a última esperança da humanidade para enfrentar a ameaça alienígena.

Elenco de peso

No filme, Harrison Ford dá vida ao Coronel Graff, um personagem sério e dedicado, que lidera o programa de treinamento militar, enquanto Hailee Steinfeld interpreta Petra, uma das melhores amigas de Ender na escola de guerra. E claro, não podemos esquecer de Ben Kingsley, que brilha no papel de Mazer Rackham, um herói de guerra que desempenha um papel fundamental na luta contra os alienígenas.

A experiência de assistir ao filme

Assistir Ender’s Game: O Jogo do Exterminador em casa, no conforto do sofá, é uma experiência e tanto, especialmente quando o filme é exibido no Cine Aventura da Record. Com todo o contexto de guerra, estratégia e ação, a trama também aborda questões filosóficas e emocionais que vão fazer você refletir sobre os limites da guerra e o papel da juventude nas batalhas do futuro.

E para quem preferir ver o filme sob demanda, Ender’s Game também está disponível para aluguel no Prime Video, com preços a partir de R$ 6,90. Ou seja, tem sempre um jeito de assistir!

Crítica – Five Nights at Freddy’s 2 é um avanço divertido, nostálgico e limitado por suas próprias escolhas

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“Quero ver o que tem dentro da sua cabeça.” A frase ecoa no escuro e sintetiza bem o espírito de Five Nights at Freddy’s 2, um filme que busca acessar o imaginário de quem cresceu com a franquia, explorando memórias, sustos e aquela combinação inconfundível de pânico e fascínio que marcou milhões de jogadores. Dentro dessa proposta, o longa dirigido por Emma Tammi dá um passo mais seguro em relação ao filme anterior. Não é mais ousado, mas é mais consciente do material que tem em mãos.

O grande mérito desta continuação é sua habilidade de transformar referências em atmosfera. A produção não insere apenas easter eggs; ela recria sensações. Os sons metálicos dos animatrônicos, os movimentos bruscos, as luzes defeituosas e os enquadramentos que remetem diretamente às câmeras do jogo ajudam a construir um ambiente que parece genuinamente pertencente ao universo de FNAF. Para quem considera o segundo jogo o ponto alto da franquia, existe uma nostalgia palpável. Cada detalhe visual e sonoro parece projetado para provocar aquele frio familiar na espinha, como se a infância – ou adolescência – retornasse por alguns instantes.

Ainda assim, o filme permanece preso a uma limitação importante. Five Nights at Freddy’s sempre foi conhecido pela combinação de tensão psicológica com violência explícita. Aqui, novamente, o gore é evitado de forma evidente. Cenas que deveriam atingir um impacto mais duro são interrompidas antes do auge, e a estética permanece cuidadosamente controlada para não ultrapassar uma classificação indicativa acessível ao público mais jovem. Essa escolha, embora compreensível do ponto de vista comercial, reduz parte do potencial do terror. Falta peso ao que deveria ser aterrorizante.

Apesar disso, FNAF 2 apresenta avanços narrativos em relação ao primeiro filme. O roteiro é mais coeso, a mitologia é desenvolvida com maior clareza e há mais atenção à lógica interna da história. O percurso dramático ainda é previsível, mas funciona melhor justamente porque a obra abandona qualquer timidez e assume sua vocação de fan service. Em vez de tentar agradar a todos, o filme se concentra em agradar quem realmente importa: o fã que conhece os jogos, acompanha teorias e aguarda há anos para ver determinadas cenas ganharem vida.

Essa honestidade acaba sendo um dos pontos altos. Five Nights at Freddy’s 2 não tenta reinventar o terror. Não pretende ser mais profundo do que realmente é. Sua intenção é divertir, provocar sustos moderados e alimentar o entusiasmo da base de fãs. Para quem nunca teve contato com os jogos, o longa pode soar como um terror adolescente convencional, com criaturas bizarras e enredo por vezes confuso. Para quem jogou, porém, é como revisitar um espaço temido, mas curiosamente acolhedor.

O elenco também funciona melhor nesta continuação, beneficiado por um roteiro que permite mais tensão e interação entre os personagens. Os animatrônicos continuam sendo o grande chamariz visual da franquia e, aqui, parecem ainda mais presentes, expressivos e ameaçadores.

Com protagonismo feminino nos bastidores, Baiju Productions estreia a novela vertical A Nova Estagiária

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Em um momento em que o consumo de audiovisual muda em velocidade acelerada, poucas produtoras brasileiras têm entendido tão bem as novas dinâmicas do entretenimento quanto a Baiju Productions. Reconhecida por sua atuação ousada no formato vertical e mobile-first, a empresa dá mais um passo decisivo ao lançar “A Nova Estagiária”, sua nova novela vertical. O projeto, produzido por uma equipe onde 90% dos profissionais são mulheres, reafirma o compromisso da produtora com inovação, representatividade e novas linguagens.

A obra, dirigida pelas jovens Talita Cumi e Larissa Martins, combina humor, leveza e ritmo ágil para se conectar diretamente com o público que consome conteúdo no celular — e que já transformou plataformas como YouTube, TikTok, Kwai, Sua Novela, DramaBox, CineCaju e MoboReels em vitrines de ficção seriada. Em breve, será nessas plataformas que os espectadores poderão acompanhar a história da protagonista que vive, por acaso e por necessidade, um casamento secreto com seu chefe.

Uma trama ágil, divertida e feita para o mundo vertical

“A Nova Estagiária” abraça o gênero da comédia romântica, mas o faz com uma estrutura pensada especialmente para o ambiente digital. Episódios curtos, narrativa dinâmica e personagens que conquistam o público logo nos primeiros segundos fazem parte da estética do formato.

A trama acompanha uma jovem determinada, que aceita se casar com um CEO desconhecido para conseguir pagar a cirurgia urgente da avó. É um acordo frio, quase burocrático, feito às pressas por necessidade. Mas o destino, como sempre, tem seus próprios planos: um ano depois, ela é contratada na empresa justamente do homem com quem já é casada — e nenhum dos dois faz ideia disso.

O enredo brinca com ironia, segredos e encontros inesperados, aproveitando o formato vertical para explorar humor físico, reviravoltas rápidas e uma dosagem de romance que promete conquistar fãs do gênero.

Bastidores conduzidos por elas: um set dominado pela força feminina

Uma das marcas mais poderosas do projeto está nos bastidores. Com lideranças femininas em praticamente todos os departamentos, a novela vertical se transformou em um case raro no audiovisual brasileiro — e um exemplo de como equipes diversas podem gerar processos mais saudáveis e resultados mais criativos.

Além da dupla de diretoras, o set contou com diretora de arte, figurinista, diretora de produção, maquiadora, assistente de direção e outras funções-chave ocupadas por mulheres. Ao todo, foram 20 profissionais, e somente duas posições não eram femininas.

Para Talita Cumi, essa configuração mudou completamente a forma de trabalhar: “A comunicação fluía de forma leve e objetiva. O set era ágil, divertido e resolutivo. Era um ambiente de respeito e alinhamento total”, explica a diretora.

Ela destaca que sempre teve boas experiências com seus parceiros habituais — entre eles Elnatan Dolce e Davi Xiang Li, sócios e colaboradores da Baiju. Ainda assim, reconhece que a presença majoritária de mulheres trouxe uma energia diferente, mais harmônica e colaborativa: “A dinâmica foi muito mais fluida. Existia compreensão mútua, escuta verdadeira e um cuidado natural com cada cena e cada pessoa envolvida.”

Sensibilidade como ferramenta narrativa

Se a comédia romântica é um gênero que depende de timing, química e delicadeza, “A Nova Estagiária” encontrou nisso uma de suas maiores forças. Talita e Larissa, apaixonadas pelo gênero, imprimiram ao roteiro e à direção um olhar que equilibra humor e sensibilidade.

Segundo as diretoras, um dos diferenciais mais marcantes no processo foi justamente a forma como os desafios eram solucionados no set: “Problemas comuns de produção eram resolvidos com rapidez e tranquilidade. Não havia tensão desnecessária. Isso nos permitiu focar no que realmente importa: construir cenas com emoção e verdade.”

Elas destacam especialmente a atenção dada às cenas mais intensas, que exigem cuidado técnico e sensibilidade artística. Isso inclui desde momentos de maior tensão emocional até sequências que exploram a química entre o casal protagonista.

O resultado é uma narrativa que combina humor com autenticidade — algo essencial para o público que consome novelas verticais, acostumado a conteúdos rápidos, mas exigente com a conexão emocional.

Um projeto moldado por escolhas estéticas e narrativas precisas

As gravações aconteceram na cidade de São Paulo, cenário ideal para representar o universo corporativo contemporâneo e a atmosfera urbana que serve de pano de fundo para a história. Cada locação foi escolhida com cuidado: escritórios, apartamentos, cafeterias e espaços abertos que traduzem visualmente a rotina dos personagens.

Talita e Larissa trabalharam lado a lado na seleção dos ambientes, buscando não apenas estética, mas personalidade. Era preciso que cada espaço conversasse com o ritmo da novela e também com o formato vertical, que favorece enquadramentos mais íntimos, closes expressivos e cenas construídas para telas pequenas.

O elenco foi escalado em colaboração com a Five Casting, agência especializada em narrativas digitais e conhecida por identificar atores com forte presença de câmera e fluidez em conteúdos para redes sociais. Os protagonistas — selecionados diretamente da agência — entregam dinamismo, carisma e expressões marcantes, fundamentais para prender o espectador desde o primeiro frame.

Série AYÔ, de Lucas Oranmian, será exibida no Festival Mix Brasil e celebra novas narrativas negras e LGBTQIAP+

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Depois de emocionar o público no Festival do Rio, onde suas sessões lotaram duas salas, a série AYÔ chega agora ao Festival Mix Brasil da Cultura da Diversidade, um dos eventos mais importantes do país dedicados à representatividade e à inovação no audiovisual. A exibição acontece no dia 17 de novembro, às 19h, no CineSesc, em São Paulo, e promete repetir o sucesso da estreia, reunindo elenco, equipe e público em uma noite de celebração da arte e da pluralidade.

Criada, roteirizada e protagonizada por Lucas Oranmian, AYÔ nasce de um desejo profundo de ocupar o centro da narrativa com um personagem que raramente tem esse espaço: um homem negro, gay e artista, vivendo a intensidade da vida contemporânea em São Paulo. A série, composta por seis episódios, apresenta o cotidiano desse protagonista entre afetos, escolhas profissionais, desejos e incertezas, enquanto reflete sobre o que significa buscar pertencimento em um mundo que ainda impõe tantas barreiras.

A direção é assinada por Yasmin Thayná e a produção por Gabriel Bortolini, formando uma tríade criativa que dá vida a uma obra profundamente sensível e política. No elenco, nomes como Breno Ferreira, Aretha Sadick, Caio Blat, Lázaro Ramos, Tânia Toko, Caio Mutai, Odá Silva e Gilda Nomacce ajudam a construir um mosaico de personagens que representam a multiplicidade da capital paulista — seus encontros, seus contrastes e sua pulsação.

Para Lucas, AYÔ é mais do que um projeto artístico: é um gesto de afirmação. Ele explica que sempre sentiu falta de ver personagens negros em papéis que pudessem simplesmente viver — amar, errar, desejar e sonhar — sem serem definidos apenas pela dor ou pela luta. “Quis criar um personagem comum, mas complexo. Um cara que ama, que trabalha, que tem sucesso e fracassos, como qualquer outro. Isso, por si só, ainda é uma transgressão”, compartilha o ator e roteirista.

A série não se propõe a oferecer respostas, mas a provocar um diálogo sobre como a arte pode refletir a pluralidade do país e questionar o lugar do corpo negro e LGBTQIAP+ na tela. Ao combinar poesia visual, humor e crítica social, AYÔ cria uma linguagem própria — contemporânea, vibrante e afetiva — que se aproxima de produções internacionais como I May Destroy You e Atlanta, mas com um ritmo e uma sensibilidade que só o Brasil tem.

A diretora Yasmin Thayná define a experiência de dirigir AYÔ como um marco pessoal e coletivo. “Dirigir essa série foi uma oportunidade de olhar para a sensibilidade de um homem negro de uma forma que raramente vemos. E foi também um momento de encontro entre profissionais que estão assinando seus primeiros trabalhos de direção e criação. Isso é histórico. Essas oportunidades só existem porque políticas públicas culturais tornam possível a diversidade de olhares e vozes”, afirma.

O produtor Gabriel Bortolini complementa que a obra é fruto de um processo colaborativo que reflete o próprio espírito da diversidade. “AYÔ é sobre afeto, mas também sobre estrutura. Foi preciso reunir uma equipe que acreditasse na importância de construir novas imagens sobre o que é ser negro e LGBTQIAP+ no Brasil. Quando colocamos essas histórias no centro, o resultado é revolucionário — porque muda o imaginário coletivo.”

Com fotografia cuidadosa, trilha envolvente e uma estética urbana que traduz o pulsar de São Paulo, AYÔ convida o público a se enxergar em seus personagens — com suas vulnerabilidades, potências e contradições. A obra reafirma que a representatividade não é uma tendência, mas uma urgência cultural.

A série é uma produção da REPRODUTORA, que completa 10 anos de trajetória em 2025, e conta com patrocínio do Governo do Estado de São Paulo, Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, Governo Federal e Ministério da Cultura, por meio da Lei Paulo Gustavo.

Cinesystem oferece cinema com preço especial em todas as salas no Dia do Cliente

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O Dia do Cliente, celebrado hoje, 15 de setembro, é uma oportunidade especial para homenagear quem torna qualquer negócio possível: o consumidor. Mais do que promoções, a data é sobre reconhecimento e proximidade, e a Cinesystem resolveu transformar essa comemoração em uma verdadeira experiência cinematográfica. Neste ano, todas as unidades da rede oferecem preço de meia-entrada em todas as sessões, de norte a sul do Brasil, tornando a cultura do cinema mais acessível a todos.

Durante o Dia do Cliente 2025, as sessões 2D e 3D nas salas convencionais terão ingressos por R$ 15, enquanto as salas Cinépic e IMAX, conhecidas por suas tecnologias de ponta, custarão R$ 20. A iniciativa garante que qualquer pessoa, seja amante do cinema há anos ou alguém que queira descobrir a magia da telona, possa vivenciar a experiência sem se preocupar com o bolso. “Nosso objetivo é proporcionar momentos únicos, com conforto e emoção, para que cada visitante se sinta valorizado e acolhido”, afirma Samara Vilvert, gerente de marketing da Cinesystem.

Mais do que cinema: uma experiência para compartilhar

A promoção não é apenas uma oportunidade financeira: é uma chance de compartilhar histórias, emoções e memórias com amigos, família ou parceiros. As salas Cinépic e IMAX, por exemplo, oferecem imagens impressionantes e som imersivo, elevando cada sessão a uma experiência única. Ao democratizar o acesso, a Cinesystem transforma o cinema em um espaço para convivência, diversão e cultura, mostrando que momentos simples podem se tornar inesquecíveis.

O Dia do Cliente vai além de descontos: é uma forma de reforçar a importância do cinema como parte da vida cultural. A Cinesystem entende que cada ingresso vendido representa mais do que uma entrada em uma sala escura: é uma história sendo contada, uma emoção compartilhada e uma memória sendo criada. Com preços acessíveis, novos públicos têm a oportunidade de conhecer diferentes gêneros, estreias e até clássicos que podem se perder na correria do dia a dia.

“Avatar: Fogo e Cinzas” ganha trailer oficial e promete ser o capítulo mais sombrio da saga de James Cameron

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Durante dias, fãs aguardaram com ansiedade. Houve rumores, vazamentos, exibições seletivas em sessões de “Quarteto Fantástico” e até especulações sobre a linha narrativa. Mas agora é oficial: o trailer completo de “Avatar: Fogo e Cinzas”, terceiro capítulo da epopeia cinematográfica de James Cameron, está entre nós — e ele não veio para brincar. A estreia está marcada para 18 de dezembro de 2025 no Brasil e em Portugal, e se o vídeo de divulgação for um prenúncio fiel do que está por vir, prepare-se para o filme mais sombrio, emocional e visualmente arrebatador da franquia até agora.

O novo tom de Pandora

Se “Avatar” (2009) nos apresentou à magia de Pandora e “O Caminho da Água” (2022) expandiu a conexão entre os povos Na’vi e seus ecossistemas, “Fogo e Cinzas” promete incendiar as certezas e renovar as emoções. Literalmente. O novo trailer abre com florestas devastadas, aldeias carbonizadas e um lamento de Jake Sully (Sam Worthington): “Tudo o que construímos… virou cinzas.” Já dá pra sentir o clima.

Esse não é mais o mesmo planeta exuberante e idílico do primeiro filme. Agora, a natureza também sangra. Pandora, como personagem viva que sempre foi, parece reagir à presença humana com força e dor. Vemos Na’vi fugindo de labaredas, gritando pela sobrevivência, e crianças tentando entender um mundo que desaba. O título “Fogo e Cinzas” não é só poético — é literal, visceral, emocional.

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Entre o luto e a resistência

James Cameron sempre gostou de navegar entre a técnica de ponta e a emoção bruta. Em “Fogo e Cinzas”, parece que ele se permitiu ir ainda mais fundo na alma dos personagens. Jake e Neytiri (Zoe Saldaña), agora mais maduros e marcados pelas perdas anteriores, enfrentam dilemas mais íntimos do que nunca. O que é proteger a família em tempos de guerra? Como seguir em frente quando tudo em que se acreditava vira pó?

O tom do trailer é quase confessional. Há olhares silenciosos, feridas abertas, silêncios que dizem mais do que palavras. É a primeira vez que vemos, de forma tão clara, a dor e o esgotamento emocional dos protagonistas. Ao que tudo indica, essa será a jornada do renascimento — de personagens, de crenças, e talvez, de Pandora como um todo.

Um vilão ainda mais ameaçador

E como se não bastasse o colapso ambiental e emocional, o vilão da vez retorna mais ameaçador do que nunca. Stephen Lang está de volta como Coronel Quaritch, só que agora na forma de um recombinante — ou seja, um corpo Na’vi com memórias humanas integradas. Essa versão quase demoníaca do personagem parece ter sido feita sob medida para causar desconforto.

Ele surge no trailer liderando tropas híbridas, com movimentos de felino e olhos de predador. Neytiri define com precisão: “Ele é uma sombra que nos persegue, mesmo quando achamos que o dia amanheceu.” Quaritch parece ter deixado de ser apenas um soldado obstinado. Agora, ele é uma entidade, uma ameaça existencial — um símbolo da persistência humana em destruir o que não entende.

Velhos conhecidos, novos aliados

O trailer também nos reencontra com personagens que marcaram os capítulos anteriores. Sigourney Weaver retorna como Kiri, a filha espiritual e enigmática de Jake e Neytiri. Joel David Moore volta como o sempre curioso Dr. Norm Spellman. Temos também Mo’at (CCH Pounder), Tonowari (Cliff Curtis), Wainfleet (Matt Gerald) e, é claro, a poderosa Ronal, vivida por Kate Winslet.

Aliás, Winslet e Cameron juntos novamente trazem uma carga emocional que extrapola o universo Avatar. Eles fizeram história com “Titanic”, e aqui, ela parece ter um papel central — talvez como ponte entre tradição e mudança no clã Metkayina. Seu olhar no trailer é grave, quase solene. Ela sabe algo que ainda não sabemos.

Novas paisagens, novas dores

Visualmente, “Fogo e Cinzas” é um deslumbre. A Weta Digital, responsável pelos efeitos visuais desde o primeiro filme, se superou. Há novas regiões de Pandora: cavernas submersas fluorescentes, planícies cobertas por cinzas vulcânicas, florestas incendiadas com tons rubros que beiram o surreal.

O contraste entre elementos é o cerne do novo filme: água versus fogo, nascimento versus morte, esperança versus colapso. Cameron não quer apenas impressionar com beleza — ele quer que sintamos que Pandora está em agonia, que o tempo está se esgotando. E que talvez, essa luta seja mais interna do que externa.

Enredo: o que sabemos por enquanto

A sinopse oficial ainda é mantida em sigilo. Mas fontes próximas à produção e entrevistas anteriores de Cameron indicam que a trama acompanha a tentativa desesperada do clã Omaticaya de resistir à nova ofensiva da RDA (Administração de Desenvolvimento de Recursos).

Os humanos voltam com força total, usando novas tecnologias para extrair recursos que, até então, estavam inacessíveis. Só que dessa vez, não é só uma invasão territorial. É uma colonização simbólica, mental, espiritual. Eles querem reescrever Pandora.

Enquanto isso, o clã Metkayina começa a se dividir sobre acolher ou não os Sully. As tensões internas entre os Na’vi devem crescer, criando um dilema moral profundo: até onde vale a pena proteger quem traz a guerra para dentro de casa?

E tem mais: o papel de Eywa, a entidade espiritual que liga toda a vida de Pandora, deve ganhar destaque. Cameron já declarou que “Fogo e Cinzas” trará revelações que vão expandir a mitologia do planeta de forma irreversível.

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Nos bastidores: uma saga de 10 anos em construção

A jornada de “Fogo e Cinzas” começou em 2017, junto com “O Caminho da Água”. James Cameron decidiu filmar os dois projetos simultaneamente, para garantir continuidade estética e coerência emocional. Enquanto muitos pensavam que ele havia sumido do radar por anos, na verdade ele estava imerso em roteiros, tecnologias e decisões ousadas.

O roteiro contou com um time afiado: Rick Jaffa, Amanda Silver, Josh Friedman e Shane Salerno, todos veteranos do gênero, ajudaram Cameron a criar não apenas um filme, mas um universo que se entrelaça com os próximos capítulos.

Sim, porque “Fogo e Cinzas” é só o meio do caminho. Cameron já confirmou a existência de mais dois filmes: “Avatar 4: The Tulkun Rider” (2029) e “Avatar 5: The Quest for Eywa” (2031). Ambos já em desenvolvimento, e com planos ambiciosos de levar os Na’vi à Terra — sim, você leu certo.

Lançamento global e expectativas gigantes

Distribuído pela Walt Disney Studios Motion Pictures, o filme estreia em 18 de dezembro de 2025 no Brasil e Portugal, um dia antes do lançamento global. A janela de fim de ano é estratégica: os dois filmes anteriores faturaram bilhões durante essa época.

“O Caminho da Água” encerrou sua corrida com mais de 2,3 bilhões de dólares em bilheteria, tornando-se o terceiro maior sucesso de todos os tempos. A meta é ousada: repetir (ou até ultrapassar) esse desempenho. Mas com o trailer recém-lançado já dominando redes sociais e YouTube, o burburinho só cresce.

Avatar além do cinema

Não é exagero dizer que “Avatar” virou um fenômeno transmidia. A franquia já gerou livros, jogos eletrônicos, graphic novels e experiências de realidade aumentada. No Animal Kingdom, parque da Disney, a atração “Pandora: The World of Avatar” continua sendo uma das mais populares.

Além disso, há novos projetos educacionais que usam o universo Na’vi para falar de sustentabilidade e respeito ao meio ambiente. Cameron tem sido ativo nessas frentes, e declarou recentemente: “Se a arte não pode nos fazer refletir sobre o mundo que deixamos para os nossos filhos, ela está perdendo seu propósito.”

Adeus, Preta Gil: a cantora morre aos 50 anos em Nova York após longa luta contra o câncer

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No domingo, 20 de julho de 2025, o Brasil vai dormir mais silencioso. O país perdeu uma de suas artistas mais espontâneas, combativas e amorosas: Preta Gil. A cantora, atriz, apresentadora e empresária faleceu aos 50 anos, em Nova York, após uma longa e corajosa batalha contra o câncer no intestino. A notícia foi confirmada por seu pai, Gilberto Gil, através de uma nota emocionada publicada nas redes sociais. A família agora se mobiliza para trazer o corpo de volta ao Brasil, onde será velada e homenageada com o afeto que ela sempre ofereceu ao mundo.

A despedida de Preta não é apenas o adeus a uma artista. É a perda de uma mulher que nunca teve medo de ser quem era. Uma figura que transformava vulnerabilidades em força, dor em arte, e escândalo em acolhimento. Uma voz que rompeu tabus, ampliou conversas e jamais se escondeu. O luto é nacional — e pessoal para milhares que se viam refletidos nela.

Uma guerreira diante da doença

Desde o diagnóstico de câncer no intestino em janeiro de 2023, Preta enfrentou a doença com uma transparência rara, mas sem perder a ternura. Compartilhou parte do tratamento nas redes sociais, entre sessões de quimioterapia e radioterapia, dividindo também momentos de introspecção e fé. Em agosto de 2024, passou por uma cirurgia delicada para remoção de tumores. O procedimento trouxe esperança, mas o câncer retornou, mais agressivo e em outras partes do corpo.

No início de 2025, Preta decidiu buscar um tratamento experimental nos Estados Unidos. Instalou-se em Nova York, onde ficou sob os cuidados de uma equipe especializada, realizando protocolos de terapia em Washington. Ela manteve o sigilo sobre os detalhes, mas sempre recebia manifestações de carinho, inclusive de fãs que organizavam orações e correntes de energia positiva. Foi uma luta digna, silenciosa e cercada de amor — como tudo o que ela fazia.

A voz que não queria pedir licença

Preta Maria Gadelha Gil Moreira nasceu no Rio de Janeiro em 8 de agosto de 1974. Filha de Gilberto Gil e da empresária Sandra Gadelha, já nasceu cercada de música, cultura e um nome que carregava cor e ancestralidade. Seu batismo gerou polêmica no cartório: o funcionário se recusou a registrar apenas “Preta”, obrigando os pais a adicionarem o “Maria”. Gil transformou o episódio em canção e bandeira. A filha, mais tarde, faria o mesmo com sua própria trajetória.

Demorou a se lançar profissionalmente na música. Seu primeiro álbum, Prêt-à-Porter, foi lançado em 2003, quando ela já tinha quase 30 anos. A capa do disco, com Preta nua, causou frisson na imprensa. Mais do que sensualidade, era um grito de independência — uma mulher fora dos padrões estéticos impostos pela indústria mostrando o corpo com orgulho. Mas o conservadorismo reagiu mal. “Me chamavam para entrevistas mais por causa do meu corpo do que da minha voz”, disse ela, anos depois, à Forbes Brasil.

Apesar das críticas e reduções, Preta seguiu em frente. Ampliou sua atuação como atriz — esteve no elenco da novela Agora É Que São Elas — e também como apresentadora. Em Caixa Preta, na Band, abriu espaço para debates sobre identidade, sexualidade, autoestima e representatividade.

No teatro, brilhou em 2006 com o espetáculo Um Homem Chamado Lee, em que interpretava uma travesti apaixonada por Rita Lee. Era provocação e afeto ao mesmo tempo. Música, performance, humor e denúncia. A síntese perfeita de tudo o que ela acreditava.

Uma artista que se fazia plural

Seu segundo álbum, Preta (2005), seguiu mostrando sua versatilidade. Mas foi com a turnê Noite Preta, em 2008, que ela fincou os pés no pop nacional. Os shows, sempre lotados, misturavam axé, funk, samba, tecnobrega e covers improváveis, como “Like a Virgin”, de Madonna. Ela subia ao palco de collant, salto e brilho, afirmando com o corpo e a música que ser quem se é pode — e deve — ser celebrado.

O DVD da turnê, gravado em 2009 no The Week Rio, é considerado um marco. Era o retrato de uma artista madura, com público cativo e muito mais a dizer do que se ouvia nas rádios.

Rainha do Carnaval e do amor livre

Se havia um lugar onde Preta Gil reinava absoluta, esse lugar era o Carnaval. O Bloco da Preta, criado por ela em 2009, virou um dos maiores do Rio de Janeiro. Em seus desfiles, a rua era tomada por diversidade, afeto, brilho e liberdade. Milhões de pessoas foram às ruas para dançar, cantar e se libertar ao som de sua voz.

Em 2013, o DVD comemorativo de 10 anos de carreira trouxe participações especiais de artistas como Ivete Sangalo, Anitta, Lulu Santos e Thiaguinho. Era um tributo à sua trajetória — e também um reflexo do quanto era querida por seus pares.

Preta sempre defendeu o direito de amar sem rótulos. Falava abertamente sobre sua bissexualidade e, mais tarde, pansexualidade. Era uma das poucas figuras públicas que abordavam essas questões sem medo, com empatia e escuta. Tornou-se porta-voz informal da comunidade LGBTQIA+, abrindo caminhos com palavras e ações.

Intensidade no palco e na vida

Na vida pessoal, Preta foi generosa e intensa. Casou-se três vezes, sendo mãe de Francisco — nascido em 1995, fruto do relacionamento com o ator Otávio Müller. Depois, viveu casamentos com Carlos Henrique Lima e Rodrigo Godoy. Em 2015, ganhou sua neta, Sol de Maria, e mergulhou em uma nova fase: a de avó moderna, divertida e amorosa.

Teve relacionamentos com Caio Blat, Paulo Vilhena, Marcos Mion — mas nunca permitiu que sua vida íntima se tornasse espetáculo. Sabia proteger seus afetos, sem abrir mão da verdade. Era amiga fiel, conselheira firme, e presença constante nas festas e nas dores de quem amava.

Muito além do microfone: a empresária visionária

Nos últimos anos, Preta também se destacou como uma figura de bastidor. Fundadora da Music2Mynd, empresa de agenciamento artístico e marketing de influência, ela foi mentora e ponte para uma nova geração de artistas.

Ajudou a construir carreiras, lapidar talentos e transformar digital em presença real. Sabia ler o momento cultural como poucas, e entendia que autenticidade era o diferencial. Acreditava em narrativas com propósito — e é isso que fazia brilhar seu trabalho com influenciadores, músicos e comunicadores.

Uma despedida que ecoa em milhões de corações

Com a confirmação da morte, o Brasil se cobriu de homenagens. Figuras como Ivete Sangalo, Caetano Veloso, Pabllo Vittar, Anitta, Gilberto Gil e fãs anônimos usaram as redes para agradecer a Preta pela coragem, generosidade e arte. A comoção não é apenas pela ausência, mas pelo reconhecimento da grandeza de alguém que transformou sua existência em farol para os outros.

O Ministério da Cultura emitiu nota oficial exaltando sua contribuição à cultura brasileira. Nas ruas do Rio, o Bloco da Preta deve se transformar em cortejo-homenagem em 2026. A despedida será pública, como sempre foi sua entrega: coletiva, vibrante, emocionada.

Preta para sempre: uma mulher que não cabia em moldes

Preta Gil não era só filha de Gilberto. Não era só a cantora do bloco. Nem só a empresária por trás das câmeras. Ela era tudo isso — e muito mais. Uma mulher que viveu de peito aberto, com erros e acertos, com dores e conquistas, com arte e afeto.

Seu legado é um convite: a viver sem pedir desculpas. A amar sem rótulo. A ocupar o espaço com o corpo que se tem. A transformar traumas em potência. A rir alto. A chorar junto. A dançar até o fim.

Na sua última entrevista antes de viajar para os EUA, ela deixou uma frase que hoje soa como testamento: “Se eu for embora amanhã, que saibam que eu fui muito amada. E que amei também. Muito. Com tudo que eu tinha.”

Você foi, Preta. Você é. E sempre será.

Obrigado, Preta Gil, por tudo que foi — e por tudo que nos ensinou a ser.

Pequenas Empresas & Grandes Negócios deste sábado (12) destaca o turismo pet friendly e o licenciamento de vídeos virais

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A repórter Deborah Morato desembarca em Socorro (SP) para mostrar um novo capítulo do turismo nacional: pousadas onde os pets são não só bem-vindos, mas tratados como reis e rainhas. Criada por Ana Luiza Russo, a hospedagem 100% pet friendly oferece de tudo um pouco — de café da manhã especial a massagens terapêuticas. A fórmula? Muito carinho, infraestrutura dedicada e um mercado bilionário de olho em quem trata os bichinhos como parte da família. Resultado: o faturamento da pousada dobrou na alta temporada e já tem projeto de franquia a caminho.

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