HBO prepara série documental sobre o Rouge e revisita a trajetória do maior girl group da música brasileira

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A história de um dos fenômenos mais marcantes da cultura pop nacional está prestes a ganhar um novo olhar. A HBO confirmou a produção de uma série documental inédita dedicada ao Rouge, grupo feminino que redefiniu o pop brasileiro no início dos anos 2000 e deixou uma marca profunda na memória afetiva de milhões de fãs. O projeto está em fase de gravação e ainda não possui data oficial de estreia, mas já se consolida como um dos títulos nacionais mais aguardados do catálogo da plataforma.

Mais do que um registro cronológico, a proposta da série é mergulhar nos bastidores da formação, do sucesso meteórico, das crises internas e dos reencontros que marcaram a trajetória do grupo. Pela primeira vez, Aline Wirley, Fantine Thó, Karin Hils e Lu Andrade se reúnem para narrar a própria história com liberdade, maturidade e distanciamento crítico, revisitando decisões, conflitos e sentimentos que, por muitos anos, ficaram restritos aos bastidores.

O Rouge surgiu em 2002, como resultado do reality show Popstars, exibido pelo SBT, em um momento em que a televisão aberta ainda exercia enorme influência sobre a indústria musical. A proposta era simples: formar um grupo pop feminino nos moldes das grandes bandas internacionais da época. O resultado, no entanto, superou qualquer expectativa. O quinteto rapidamente se transformou em um fenômeno de vendas, audiência e identificação popular, ocupando um espaço que até então não existia no mercado brasileiro.

A série documental promete contextualizar esse sucesso dentro de um cenário global dominado por nomes como Spice Girls, Destiny’s Child, Backstreet Boys e NSYNC. Enquanto o pop internacional vivia seu auge, o Rouge conseguiu traduzir essa linguagem para a realidade brasileira, misturando coreografias marcantes, refrões grudentos e uma estética acessível, que dialogava diretamente com o público jovem da época.

O álbum de estreia, lançado em 2002, não apenas alcançou números impressionantes, como entrou para a história da música nacional. Com mais de dois milhões de cópias vendidas, o disco se tornou o mais bem-sucedido de um grupo feminino no Brasil. Canções como “Não Dá Pra Resistir”, “Beijo Molhado” e, principalmente, “Ragatanga” ultrapassaram o status de hits e se consolidaram como símbolos culturais, atravessando gerações e permanecendo presentes em festas, eventos e redes sociais até hoje.

A produção da HBO não se limita a revisitar o período de ascensão. Um dos focos centrais do documentário é mostrar o impacto da fama repentina na vida das integrantes, que passaram de anônimas a ídolos nacionais em poucos meses. A pressão da indústria, a rotina exaustiva de shows, entrevistas e gravações, além da cobrança constante por resultados, são elementos que a série pretende abordar com franqueza.

O segundo álbum, lançado em 2003, consolidou ainda mais o sucesso do grupo. Com faixas como “Brilha La Luna” e “Um Anjo Veio Me Falar”, o Rouge ampliou seu alcance e reforçou sua presença no imaginário popular. O DVD gravado no estádio do Pacaembu, diante de mais de 20 mil pessoas, simbolizou o auge de uma trajetória que parecia não ter limites. Ao mesmo tempo, os bastidores já começavam a revelar tensões e desafios que o público desconhecia.

A saída de Lu Andrade em 2004 marcou um ponto de virada importante na história do grupo. O documentário promete tratar esse momento com sensibilidade, dando espaço para diferentes perspectivas e emoções envolvidas. Em vez de buscar versões definitivas ou simplificadas, a série aposta em uma narrativa plural, que reconhece as complexidades das relações humanas e do trabalho coletivo sob intensa exposição pública.

Mesmo com mudanças na formação, o Rouge seguiu ativo e lançou novos trabalhos, como os álbuns de 2004 e 2005, explorando sonoridades diferentes e tentando se reinventar em um mercado cada vez mais competitivo. Ainda assim, o desgaste acumulado e o fim do contrato com a gravadora levaram o grupo a um hiato em 2006, encerrando oficialmente um dos capítulos mais emblemáticos do pop nacional.

A série documental dedica atenção especial ao período pós-Rouge, mostrando como cada integrante precisou reconstruir sua identidade fora do grupo. Carreiras solo, projetos no teatro musical, televisão e outras áreas artísticas são apresentados como parte de um processo de amadurecimento pessoal e profissional, muitas vezes marcado por inseguranças e reinvenções.

A direção do projeto fica a cargo de Tatiana Issa, que também atua como produtora executiva ao lado de Guto Barra. A dupla é conhecida por trabalhos de forte impacto emocional e narrativa investigativa, como Pacto Brutal: O Assassinato de Daniella Perez, Bateau Mouche: O Naufrágio da Justiça e Um Tanto Familiar com Pedro Andrade. Com reconhecimento internacional e múltiplas indicações ao Emmy, os dois trazem ao documentário do Rouge uma abordagem cuidadosa, que prioriza o olhar humano e a construção de contexto.

A produção é uma coprodução da Producing Partners com a Warner Bros. Discovery. Pela Warner, a supervisão envolve executivos experientes no desenvolvimento de conteúdos documentais, reforçando a importância estratégica do projeto dentro da programação da HBO. A série se insere em um movimento mais amplo da plataforma de investir em histórias brasileiras que dialogam com memória, identidade e cultura popular.

Outro ponto relevante da produção é o resgate da relação afetiva entre o grupo e seus fãs. O documentário aborda como o Rouge se tornou trilha sonora da adolescência de uma geração inteira, criando vínculos emocionais que permanecem vivos mesmo após o fim das atividades regulares. Depoimentos, imagens de arquivo e registros inéditos ajudam a reconstruir esse laço, mostrando como a música pop pode exercer um papel fundamental na formação de identidade.

Os reencontros ao longo dos anos também ganham destaque. Participações especiais, apresentações comemorativas e a turnê de 15 anos, realizada entre 2018 e 2019, demonstraram que o interesse pelo Rouge nunca desapareceu. Pelo contrário, foi ressignificado por um público que cresceu, amadureceu e passou a enxergar o grupo com novos olhos. O álbum lançado nesse período simbolizou não apenas uma volta aos palcos, mas uma reconciliação com o passado.

Yoshi atende ao chamado e leva Mario a uma aventura cósmica no novo trailer de “Super Mario Galaxy: O Filme”

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A jornada de Mario pelos cinemas está longe de terminar. A Universal Pictures divulgou um novo trailer e um cartaz inédito de “Super Mario Galaxy: O Filme”, continuação direta do fenômeno “Super Mario Bros: O Filme” (2023), que levou mais de 6,6 milhões de espectadores aos cinemas brasileiros. Produzida pela Illumination em parceria com a Nintendo, a animação estreia no Brasil no dia 1º de abril, prometendo elevar a aventura a uma escala ainda maior, agora atravessando os limites do Reino dos Cogumelos e alcançando o espaço.

Desde as primeiras imagens, o novo material deixa claro que a sequência aposta em uma narrativa mais ambiciosa. A história se afasta do conflito restrito a um único reino e passa a explorar ameaças que colocam toda a galáxia em perigo. O tom segue leve e bem-humorado, fiel à identidade da franquia, mas com um senso de urgência e grandiosidade que amplia o impacto da experiência cinematográfica.

O grande destaque do trailer é a introdução de Yoshi, personagem clássico dos jogos da Nintendo e figura querida por diferentes gerações. Sua chegada ao universo cinematográfico marca um momento simbólico para os fãs, já que o personagem passa a integrar ativamente a narrativa, deixando de ser apenas uma referência para se tornar parte essencial da nova missão enfrentada por Mario e seus aliados.

A direção permanece nas mãos de Aaron Horvath e Michael Jelenic (Teen Titans Go! – O Filme, Uma Aventura Lego 2), que retornam para dar continuidade ao estilo visual e narrativo que consagrou o primeiro longa. A dupla investe novamente em um ritmo acelerado, equilibrando ação, comédia física e momentos de emoção, mantendo a história acessível tanto para crianças quanto para adultos.

Na trama, após salvarem o Reino dos Cogumelos, Mario e seus amigos se veem diante de uma ameaça de origem cósmica capaz de destruir múltiplos mundos. Para enfrentar esse novo perigo, o grupo precisa deixar sua zona de conforto e embarcar em uma jornada intergaláctica repleta de desafios, alianças inesperadas e descobertas que colocam à prova a coragem dos heróis.

O roteiro é assinado por Matthew Fogel (Minions: A Origem de Gru), que retorna para aprofundar os laços entre os personagens e explorar novas camadas emocionais dentro da aventura. A trilha sonora fica novamente a cargo de Brian Tyler (Velozes e Furiosos 7, Vingadores: Era de Ultron), responsável por dar peso épico às cenas de ação e criar uma ponte emocional com temas clássicos da franquia.

No elenco de vozes, os protagonistas retornam com força total. Chris Pratt (Guardiões da Galáxia, Jurassic World) volta a interpretar Mario, enquanto Anya Taylor-Joy (O Gambito da Rainha, Duna: Parte Dois) reprisa o papel da Princesa Peach, agora ainda mais ativa na linha de frente da missão. Charlie Day (Quero Matar Meu Chefe, Philadelphia) retorna como Luigi, trazendo humor e sensibilidade, e Jack Black (Escola de Rock, Kung Fu Panda) reassume o papel de Bowser, reforçando o carisma do vilão. Keegan-Michael Key (Corra!, A Festa da Salsicha) e Kevin Michael Richardson (Hotel Transilvânia, Invencível) completam o time principal.

A produção segue sob o comando de Chris Meledandri (Meu Malvado Favorito, Minions) e Shigeru Miyamoto, criador de Mario e uma das figuras mais influentes da história dos videogames. A parceria entre Illumination e Nintendo continua sendo um dos pilares do sucesso da adaptação cinematográfica, garantindo fidelidade ao espírito dos jogos sem abrir mão de uma linguagem acessível ao grande público.

Visualmente, “Super Mario Galaxy: O Filme” aposta em cenários ainda mais variados e ousados, com planetas de gravidade própria, estruturas flutuantes e paisagens coloridas que remetem diretamente aos jogos da série Galaxy. A animação eleva o nível de detalhamento e movimento, reforçando o compromisso da produção com uma experiência pensada especialmente para a tela grande.

“13º Distrito” leva ação explosiva e crítica social ao Cine Maior da Record neste domingo, 25 de janeiro

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O Cine Maior da Record TV exibe neste domingo, 25, o eletrizante “13º Distrito” (Banlieue 13), filme francês de ação lançado em 2004 que se tornou referência tanto pelo uso inovador do parkour quanto pela forte crítica social embutida em sua narrativa. Dirigido por Pierre Morel (Busca Implacável) e escrito e produzido por Luc Besson (O Profissional, O Quinto Elemento), o longa combina adrenalina, denúncia política e um retrato distópico das periferias urbanas.

Ambientado em um futuro próximo, no ano de 2010, o filme se passa em um subúrbio de Paris conhecido como B-13, uma área completamente abandonada pelo poder público. Escolas foram fechadas, serviços básicos deixaram de existir e, sob autorização do governo federal, um enorme muro foi erguido para isolar o bairro do restante da cidade. O resultado é um território sem lei, dominado pelo tráfico de drogas, violência extrema e corrupção policial, onde o Estado só aparece por meio da repressão militar.

No centro da trama está Leïto, interpretado por David Belle (Yamakasi), fundador do parkour e responsável por levar a prática ao cinema de forma espetacular. Morador do B-13, Leïto é um cidadão comum, revoltado com o abandono do bairro e decidido a enfrentar o crime organizado que domina a região. Em um ato ousado, ele confisca uma grande quantidade de drogas pertencente ao traficante Taha, líder absoluto do distrito, desencadeando uma cadeia de violência e vingança.

A retaliação não demora. Incapaz de capturar Leïto, Taha ordena o sequestro de Lola, irmã do protagonista, como forma de punição. Em uma sequência tensa, Leïto consegue inicialmente resgatar a jovem e entregar o criminoso à polícia, mas a corrupção institucional se impõe. Um delegado decide libertar Taha, que sai ileso enquanto Lola é levada novamente ao cativeiro. Traído pelo sistema, Leïto reage com fúria, mata o policial corrupto e acaba sendo preso, reforçando o retrato de um Estado que protege criminosos quando isso atende aos seus próprios interesses.

É nesse ponto que a narrativa se expande com a introdução de Damien Tomaso, vivido por Cyril Raffaelli (Beijo do Dragão), um agente das forças especiais treinado em artes marciais. Damien é convocado pelos militares para uma missão urgente: desarmar uma poderosa bomba de nêutrons prestes a explodir no B-13, com potencial para devastar um raio de quilômetros da cidade. Oficialmente, a arma teria sido roubada por criminosos locais, mas logo fica claro que há interesses obscuros por trás da operação.

Sabendo que Damien não conseguiria se infiltrar sozinho no distrito, os militares o colocam em contato com Leïto, forçando uma fuga da prisão para que os dois atuem juntos. Apesar das diferenças evidentes entre eles, um agente disciplinado e um rebelde moldado pela rua, a parceria se torna inevitável. Ambos têm o mesmo inimigo e objetivos que se cruzam: salvar Lola, desarmar a bomba e expor a corrupção que ameaça exterminar o B-13.

A partir daí, o filme mergulha em uma sucessão de cenas de ação intensas, com perseguições vertiginosas, combates corpo a corpo e sequências de parkour que desafiam a gravidade. Mais do que um recurso estético, o parkour funciona como linguagem narrativa, simbolizando resistência, liberdade e a tentativa de romper muros físicos e sociais impostos aos moradores do distrito.

“13º Distrito” se destaca também pela crítica política. Ao longo da trama, o espectador percebe que a verdadeira ameaça não vem apenas dos criminosos, mas das próprias autoridades, que veem o bairro como descartável. A conspiração envolvendo militares e governantes revela uma lógica de extermínio disfarçada de solução de segurança pública, levantando questões incômodas sobre segregação, exclusão social e abuso de poder.

Saiba qual filme vai passar na Temperatura Máxima deste domingo, 25 de janeiro, na TV Globo

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A Temperatura Máxima deste domingo, 25 de janeiro de 2026, leva ao público da TV Globo o filme A Guerra do Amanhã (The Tomorrow War), produção de ação e ficção científica que combina batalhas espetaculares, viagem no tempo e drama familiar. Protagonizado por Chris Pratt (Guardiões da Galáxia, Jurassic World), o longa propõe uma reflexão sobre responsabilidade coletiva e os impactos das decisões do presente sobre o futuro da humanidade.

A história se passa em um mundo aparentemente comum, até que um evento inesperado altera o rumo da sociedade. Pessoas vindas de décadas à frente surgem com uma mensagem alarmante: no futuro, a humanidade está perdendo uma guerra contra uma espécie alienígena devastadora. Com o tempo se esgotando, a solução encontrada é recrutar homens e mulheres do presente para lutar nessa batalha que ainda não aconteceu. Entre os convocados está Dan Forester, um professor de biologia, marido dedicado e pai amoroso, que precisa abandonar a segurança do lar para enfrentar um conflito que vai muito além do campo de batalha. (Via AdoroCinema)

À medida que Dan é lançado nesse futuro caótico, o filme constrói uma narrativa que intercala ação intensa com dilemas emocionais. O protagonista não luta apenas pela sobrevivência da espécie humana, mas também para compreender sua própria trajetória, suas falhas como pai e filho, e o legado que deixará para as próximas gerações. Esse aspecto mais humano diferencia A Guerra do Amanhã de outras produções do gênero, apostando na emoção como motor da trama.

A direção é assinada por Chris McKay (Uma Aventura LEGO, Batman: Uma Aventura LEGO), que imprime ritmo acelerado às cenas de ação sem perder de vista o desenvolvimento dos personagens. O roteiro de Zach Dean utiliza a ficção científica como pano de fundo para discutir temas universais, como sacrifício, amadurecimento e a difícil tarefa de assumir responsabilidades em tempos de crise.

O elenco de apoio reforça o peso dramático da narrativa. Yvonne Strahovski (The Handmaid’s Tale, Chuck) interpreta uma cientista central para a resistência humana, trazendo intensidade e sensibilidade ao papel. J.K. Simmons (Whiplash, Homem-Aranha) entrega uma atuação marcada pela rigidez e pelo conflito interno, enquanto Betty Gilpin (Glow, A Caçada) e Sam Richardson (Veep, Ted Lasso) ajudam a equilibrar o tom do filme entre tensão e momentos de alívio emocional. O conjunto de atuações contribui para que o público se conecte com a história, mesmo em meio ao espetáculo visual.

Lançado originalmente em 2021, A Guerra do Amanhã teve sua trajetória impactada diretamente pela pandemia de COVID-19. Inicialmente planejado para estrear nos cinemas sob distribuição da Paramount Pictures, o filme acabou sendo retirado do calendário das salas de exibição. Em meio às incertezas do mercado, a Amazon Studios adquiriu os direitos de distribuição, optando por um lançamento direto no Amazon Prime Video, em 2 de julho de 2021.

A estreia no streaming foi acompanhada de grande repercussão. O filme rapidamente alcançou altos índices de audiência e se tornou um dos títulos mais comentados do período. A recepção da crítica, no entanto, foi dividida. Enquanto parte dos especialistas elogiou o conceito ambicioso, a escala da produção e o carisma de Chris Pratt, outros apontaram que a narrativa segue estruturas já conhecidas da ficção científica hollywoodiana. Ainda assim, o longa encontrou seu público e se consolidou como um entretenimento eficaz, especialmente para grandes sessões televisivas.

Um dos pontos técnicos mais elogiados do filme é a criação dos inimigos alienígenas. As criaturas, desenvolvidas pelo designer Ken Barthelmey, foram pensadas para causar impacto imediato, com visual agressivo e comportamento imprevisível. O resultado é uma ameaça constante em cena, que reforça o senso de urgência e perigo ao longo da narrativa.

Incêndio em set do live-action de One Piece antecipa fim das gravações do dia e mobiliza equipe na África do Sul

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As gravações da terceira temporada do live-action de One Piece, produção de grande sucesso da Netflix, passaram por um momento de tensão nesta quinta-feira (23) após um incêndio de grandes proporções atingir o set de filmagens localizado na Cidade do Cabo, na África do Sul. O incidente levou ao encerramento antecipado das atividades do dia, mas, segundo a equipe da série, não houve feridos nem danos que comprometam a continuidade da produção.

As primeiras imagens do ocorrido começaram a circular rapidamente nas redes sociais depois que o ator Mackenyu (Cavaleiros do Zodíaco, Rurouni Kenshin), intérprete de Roronoa Zoro, publicou um vídeo mostrando uma densa fumaça se espalhando pela área externa do estúdio. O registro gerou confusão entre fãs da obra, que inicialmente acreditaram que se tratava de uma sequência gravada para a própria série — especialmente pelo fato de a nova temporada apresentar personagens com habilidades ligadas ao fogo, como Portgas D. Ace.

Diante da repercussão, a atriz Emily Rudd (Rua do Medo, Dynasty), que vive Nami, usou sua conta no X (antigo Twitter) para esclarecer a situação. Segundo a atriz, as gravações não foram interrompidas oficialmente, apenas encerradas mais cedo por questões de segurança. Emily também destacou a atuação do Corpo de Bombeiros da Cidade do Cabo, afirmando que as equipes locais trabalharam de forma ágil para controlar o incêndio e garantir que todos estivessem fora de perigo.

“A produção priorizou a segurança de todos no set. Foi uma decisão preventiva, e tudo está sendo resolvido da melhor forma possível”, escreveu a atriz, tranquilizando fãs e seguidores preocupados com o andamento da série.

Desenvolvida por Matt Owens (Luke Cage) e Steven Maeda (Arquivo X) para a Netflix, One Piece é a adaptação live-action do mangá homônimo criado por Eiichiro Oda, que atua como consultor criativo da produção. A série é fruto de uma parceria entre Kaji Productions, Tomorrow Studios e Shueisha, editora responsável pela publicação do mangá original, um dos mais vendidos da história.

O elenco principal é liderado por Iñaki Godoy (Quem Matou Sara?), no papel de Monkey D. Luffy, ao lado de Mackenyu como Zoro, Emily Rudd como Nami, Jacob Gibson (Greenleaf) interpretando Usopp, e Taz Skylar (Villain) no papel de Sanji. O elenco de apoio conta ainda com nomes como Mikaela Hoover (Guardiões da Galáxia), Morgan Davies (Evil Dead Rise), Vincent Regan (300, Troia) e Jeff Ward (Agents of S.H.I.E.L.D.), reforçando o peso dramático e a diversidade da produção.

Lançada mundialmente em 31 de agosto de 2023, a primeira temporada de One Piece foi recebida com entusiasmo tanto pela crítica quanto pelo público. Entre os principais elogios estiveram as atuações carismáticas, o cuidado com os efeitos visuais, a direção de arte e, sobretudo, o respeito ao material original — um desafio histórico para adaptações live-action de mangás e animes. Diversos veículos especializados classificaram a série como uma das melhores adaptações do gênero já produzidas.

O sucesso se refletiu também nos números. Durante o segundo semestre de 2023, One Piece se tornou a série mais assistida da Netflix considerando temporadas individuais, consolidando-se como um dos maiores fenômenos da plataforma naquele ano. O desempenho levou a Netflix a anunciar, apenas duas semanas após a estreia, a renovação para a segunda temporada, cujas filmagens começaram em junho de 2024.

A segunda temporada, atualmente em pós-produção, está programada para estrear em 2026. Demonstrando confiança absoluta no projeto, a Netflix surpreendeu os fãs ao anunciar, em agosto de 2025, a renovação antecipada para a terceira temporada, antes mesmo da estreia do novo ano da série — um movimento raro e que reforça a força da franquia.

A trama de One Piece acompanha as aventuras dos Piratas do Chapéu de Palha, um grupo liderado pelo jovem e ambicioso Luffy, que sonha em se tornar o Rei dos Piratas. Juntos, eles cruzam mares perigosos em busca do lendário tesouro conhecido como One Piece, deixado pelo antigo Rei dos Piratas, Gold D. Roger. Ao longo da jornada, cada integrante persegue seus próprios sonhos, enquanto enfrenta inimigos poderosos, governos corruptos e desafios que testam seus laços de amizade.

Apesar do susto causado pelo incêndio, a produção da terceira temporada segue dentro do cronograma previsto, e a expectativa é de que as gravações continuem normalmente nos próximos dias. Para os fãs, o incidente serviu apenas como um lembrete de que, mesmo fora da ficção, o universo de One Piece segue cercado por grandes desafios — todos superados com trabalho em equipe.

A Fabulosa Máquina do Tempo estreia no Festival de Berlim e transforma a infância em lente para pensar o Brasil

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O novo documentário da cineasta Eliza Capai, A Fabulosa Máquina do Tempo, acaba de dar seus primeiros passos rumo ao circuito internacional com o lançamento do trailer oficial e de três cartazes inéditos, apresentados às vésperas de sua estreia mundial no Festival Internacional de Cinema de Berlim, que acontece entre 12 e 22 de fevereiro. O filme abre a Mostra Generation Kplus, espaço dedicado a obras que colocam crianças e jovens no centro da narrativa e do olhar cinematográfico.

Produzido pela Amana Cine, em coprodução com Globo Filmes, GloboNews e Canal Brasil, o documentário propõe uma experiência sensorial e afetiva ao acompanhar um grupo de meninas do interior do Piauí. A partir de conversas espontâneas, jogos e fabulações, o filme constrói um retrato delicado da infância contemporânea, transformando temas complexos em reflexões acessíveis, curiosas e, muitas vezes, surpreendentemente profundas.

Conhecida por seu cinema comprometido com questões sociais e políticas, Eliza Capai opta aqui por um caminho narrativo distinto. Em vez do confronto direto, a diretora aposta na escuta e na imaginação como ferramentas de investigação. A infância surge como território de invenção, onde perguntas aparentemente simples revelam estruturas históricas e culturais que moldam a sociedade brasileira.

No centro do filme estão meninas que pertencem a uma geração inédita no país. São crianças que cresceram com acesso ampliado a direitos básicos e com a possibilidade real de sonhar com o futuro. A obra registra esse momento de transição com sensibilidade, destacando como a saída da miséria, o questionamento do machismo estrutural e as tensões entre tradição e mudança aparecem de forma orgânica no cotidiano das protagonistas.

Ao longo da narrativa, assuntos como casamento, diferenças de gênero, fé, medo da morte e escolhas de vida são abordados sem didatismo. As reflexões emergem a partir da própria vivência das meninas, que observam o mundo com curiosidade, humor e franqueza. O filme transforma essas falas em matéria cinematográfica, criando um espaço onde a infância não é romantizada, mas reconhecida como um campo potente de pensamento e criação.

A escolha da Mostra Generation Kplus para a estreia reforça o diálogo da obra com um público jovem e internacional. A seção da Berlinale é conhecida por valorizar produções que exploram processos de crescimento e amadurecimento por meio de linguagens inovadoras. A Fabulosa Máquina do Tempo concorre ao Urso de Cristal, prêmio que destaca filmes capazes de oferecer novas perspectivas sobre a experiência de ser jovem no mundo contemporâneo.

Visualmente, o documentário constrói uma atmosfera lúdica que dialoga com o imaginário das protagonistas. O trailer recém-divulgado antecipa essa proposta ao revelar cenas marcadas pela espontaneidade, pela brincadeira e pela intimidade, criando uma narrativa que flui entre realidade e fabulação sem fronteiras rígidas.

A realização do filme contou com o apoio da Riofilme e recursos do Fundo Setorial do Audiovisual, por meio da Ancine e do BRDE, evidenciando o papel fundamental do financiamento público na viabilização de projetos autorais e socialmente relevantes. A Descoloniza Filmes será responsável pela distribuição nos cinemas brasileiros, enquanto a Split Screen assume as vendas internacionais, ampliando o alcance da obra no exterior.

A Baleia retorna aos palcos e estreia nova montagem em São Paulo com Emílio de Mello no papel de Charlie

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A peça “A Baleia” desembarca em São Paulo em uma nova e aguardada montagem teatral, reforçando a força de um texto que atravessou fronteiras entre palco e cinema e segue provocando reflexões profundas sobre dor, culpa e afeto. O espetáculo estreia nesta sexta-feira, 23 de janeiro de 2026, no Teatro Sabesp Frei Caneca, localizado no Shopping Frei Caneca, onde permanece em cartaz até 1º de março.

Escrita pelo dramaturgo norte-americano Samuel D. Hunter, a obra acompanha a trajetória de Charlie, um professor de inglês recluso, que vive com obesidade severa e enfrenta os limites físicos e emocionais impostos por sua condição. Isolado do mundo e consumido pela culpa, ele tenta, nos últimos momentos de sua vida, reconstruir a relação com a filha adolescente, de quem se afastou anos antes.

Nesta nova montagem, a direção e a tradução ficam a cargo de Luís Artur Nunes, que assume o desafio de conduzir um texto sensível, fragmentado e emocionalmente intenso. O papel principal passa a ser interpretado por Emílio de Mello, que assume o personagem após a marcante interpretação de José de Abreu em montagem anterior. A mudança de elenco traz um novo olhar para Charlie, sem perder a essência dolorosa e humana que define o personagem.

O elenco conta ainda com Luisa Thiré, Gabriela Freire, Eduardo Speroni e a participação especial de Alice Borges, formando um conjunto que sustenta a densidade emocional da narrativa. Cada personagem que orbita a vida de Charlie carrega suas próprias frustrações, crenças e feridas, contribuindo para um retrato complexo das relações humanas.

No palco, A Baleia não se limita a retratar a condição física do protagonista. A obesidade surge como um elemento central da dramaturgia, mas funciona também como metáfora para o isolamento emocional, a dificuldade de comunicação e a incapacidade de lidar com perdas profundas. A peça aborda temas como intolerância religiosa, abandono, luto e a busca desesperada por redenção, sempre com uma abordagem direta e sem concessões fáceis ao público.

Segundo o diretor Luís Artur Nunes, o texto de Samuel D. Hunter se destaca pela forma como constrói seus conflitos. A narrativa fragmentada, quase claustrofóbica, reflete o próprio estado emocional de Charlie, criando uma atmosfera intensa e desconfortável, que exige atenção constante do espectador. É uma obra que não oferece respostas prontas, mas convida à escuta e à empatia.

Para Emílio de Mello, assumir o papel de Charlie representa um dos maiores desafios de sua carreira. A composição do personagem envolve o uso de próteses e enchimentos, além de uma preparação corporal e vocal específica, que impacta diretamente a respiração, os movimentos e o ritmo da atuação. Mais do que a transformação física, o ator precisa acessar camadas emocionais profundas para dar vida a um homem marcado por escolhas passadas e pelo desejo tardio de reconciliação.

A chegada da nova montagem a São Paulo acontece em um momento em que A Baleia ainda reverbera fortemente na memória do público por conta de sua adaptação cinematográfica. Em 2022, a história ganhou uma versão para o cinema dirigida por Darren Aronofsky, cineasta conhecido por obras intensas e psicológicas. O filme, estrelado por Brendan Fraser, teve estreia no Festival Internacional de Cinema de Veneza, em setembro daquele ano, e chegou aos cinemas dos Estados Unidos em dezembro, com distribuição da A24.

A atuação de Fraser foi amplamente celebrada e rendeu ao ator o Oscar de Melhor Ator em 2023, além de consolidar o filme como um dos dramas mais comentados da década. A produção também venceu o prêmio de Melhor Cabelo e Maquiagem, reconhecimento importante diante da complexa caracterização do personagem.

No cinema, a história acompanha Charlie, um homem de meia-idade que pesa cerca de 272 quilos e tenta se reconectar com a filha de 17 anos após anos de afastamento. A separação ocorreu quando ele abandonou a família para viver um relacionamento com outro homem, que mais tarde morreu. Consumido pela dor e pela culpa, Charlie passou a comer compulsivamente, aprofundando ainda mais seu isolamento.

Apesar das diferenças entre palco e tela, a essência da obra permanece a mesma. Tanto no teatro quanto no cinema, A Baleia se constrói como um retrato íntimo de um homem em seus últimos dias, confrontado por erros, afetos mal resolvidos e pela urgência de dizer o que nunca foi dito. É uma história desconfortável, mas necessária, que desafia julgamentos fáceis e convida o público a enxergar humanidade onde muitas vezes só há estigmas.

As sessões da peça acontecem de quinta a sábado, às 20h, e aos domingos, às 19h. Os ingressos variam entre R$ 25 e R$ 160, com opções de meia-entrada, tornando a produção acessível a diferentes públicos.

Mistério no milharal e crise de fé! “Sinais” leva suspense e reflexão à Sessão de Sábado da Globo de hoje (24)

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A Sessão de Sábado da TV Globo deste 24 de janeiro aposta em um suspense que marcou o início dos anos 2000 e até hoje provoca debates, interpretações e arrepios. O filme escolhido é “Sinais”, obra escrita e dirigida por M. Night Shyamalan, lançada em 2002, que mistura drama, ficção científica e suspense psicológico em uma narrativa silenciosa, inquietante e profundamente humana.

Mais do que um filme sobre possíveis invasões extraterrestres, Sinais é uma história sobre fé, perda e reconstrução. Ambientado longe das grandes cidades e dos clichês explosivos do gênero, o longa encontra sua força justamente no cotidiano simples de uma família que vive em uma fazenda no interior da Pensilvânia, cercada por milharais que se tornam palco de um mistério impossível de ignorar.

A trama acompanha Graham Hess, interpretado por Mel Gibson, um ex pastor episcopal que abandonou a fé após a morte trágica de sua esposa. Ela foi atropelada por um motorista que dormiu ao volante, evento que destruiu a estrutura emocional e espiritual da família. Desde então, Graham vive em estado de luto constante, tentando seguir em frente sem respostas e sem crenças que antes guiavam sua vida.

Ao seu lado estão os filhos Morgan, um garoto asmático sensível e observador, vivido por Rory Culkin, e Bo, a pequena e enigmática personagem de Abigail Breslin, que se destaca por seu hábito peculiar de espalhar copos de água pela casa, sempre dizendo que a água está “contaminada” ou “estranha”. Completa o núcleo familiar Merrill Hess, irmão de Graham, interpretado por Joaquin Phoenix, um ex jogador de beisebol que abriu mão de sua carreira para ajudar o irmão a cuidar das crianças.

A rotina aparentemente tranquila da família é quebrada quando imensos círculos começam a surgir misteriosamente no milharal da fazenda. A princípio tratados como vandalismo ou brincadeira de mau gosto, os desenhos geométricos logo passam a ser vistos em diferentes partes do mundo, levantando teorias sobre sua origem. Aos poucos, Graham começa a considerar algo que desafia não apenas a lógica, mas também sua descrença. A possibilidade de vida extraterrestre.

Shyamalan conduz essa descoberta de forma contida, quase minimalista. Não há pressa em mostrar criaturas ou respostas claras. O medo nasce do silêncio, dos sons fora de quadro, dos noticiários de televisão ligados ao fundo e das reações dos personagens diante do desconhecido. O espectador compartilha da angústia da família, sentindo que algo está errado mesmo quando nada é mostrado diretamente.

Um dos grandes méritos de Sinais está justamente nessa construção atmosférica. O filme utiliza a casa, os corredores escuros e o milharal como extensões do estado emocional dos personagens. O medo não vem apenas do que pode estar lá fora, mas também do que cada um carrega por dentro. Para Graham, a ameaça externa acaba se misturando com a crise de fé que ele se recusa a enfrentar.

A relação entre os irmãos é outro ponto forte da narrativa. Merrill, apesar de carregar suas próprias frustrações por não ter seguido carreira no esporte, é quem mantém certo equilíbrio emocional na casa. Ele acredita, protege e age quando necessário, mesmo sem entender completamente o que está acontecendo. Joaquin Phoenix entrega uma atuação sensível, humana e discreta, que equilibra tensão e afeto.

O filme também marcou o início da carreira de Abigail Breslin, que ainda criança demonstra uma presença magnética em cena. Sua personagem, aparentemente ingênua, acaba sendo essencial para o desenrolar da história, mostrando como pequenos detalhes, muitas vezes ignorados, podem ter grande significado.

Produzido com um orçamento de aproximadamente 72 milhões de dólares, Sinais foi um forte sucesso comercial, arrecadando valores expressivos nas bilheteiras mundiais. Apesar disso, sua recepção crítica foi mista na época do lançamento. Muitos elogiaram a atmosfera, o suspense e a abordagem emocional, enquanto outros apontaram fragilidades no roteiro e em algumas escolhas narrativas. Com o passar dos anos, no entanto, o filme ganhou status cult e passou a ser reavaliado com mais generosidade.

Curiosamente, o próprio processo de produção revela o cuidado de Shyamalan com a narrativa. O diretor escreveu o roteiro inicialmente pensando em um protagonista mais velho. Após a contratação de Mel Gibson, ele ajustou a história para adequar a idade e o perfil do ator ao personagem. Outro detalhe curioso é que diversos campos de milho foram plantados em épocas diferentes, justamente para criar a impressão de passagem do tempo e mudança de estações ao longo do filme.

Antes das filmagens, o papel de Merrill Hess seria interpretado por Mark Ruffalo, mas problemas de saúde impediram sua participação, abrindo espaço para Joaquin Phoenix assumir o personagem. O resultado acabou sendo um dos papéis mais lembrados da carreira do ator naquela época.

Mais do que responder se estamos ou não sozinhos no universo, Sinais propõe uma reflexão sobre coincidências, escolhas e crenças. O roteiro sugere que eventos aparentemente aleatórios podem ter um propósito maior, dependendo do olhar de quem os observa. É essa camada filosófica que transforma o filme em algo maior do que um simples suspense sobre alienígenas.

Saiba qual filme vai passar no Cine Aventura deste sábado, 24 de janeiro, na Record TV

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A tarde de sábado, 24 de janeiro de 2026, ganha um clima especial na programação da Record TV. Dentro da sessão Cine Aventura, a emissora exibe Kung Fu Panda 2, animação que marcou uma virada mais emocional e madura na franquia da DreamWorks e que, mesmo após anos de seu lançamento, continua conquistando públicos de diferentes gerações.

Lançado em 2011 e produzido inteiramente em 3D, o filme não é apenas uma continuação direta do sucesso anterior. Ele amplia o universo apresentado no primeiro longa e aprofunda o olhar sobre seu protagonista, transformando uma história de aventura em uma jornada sobre identidade, memória e superação. É justamente esse equilíbrio entre diversão e sentimento que faz de Kung Fu Panda 2 uma escolha certeira para um sábado à tarde em família.

Neste segundo capítulo, Po já vive o sonho que sempre desejou. Ele é o Dragão Guerreiro, protege o Vale da Paz e luta lado a lado com os Cinco Furiosos, sendo reconhecido como herói por todos ao seu redor. Ainda assim, algo parece fora do lugar. O mestre Shifu percebe que, apesar de toda a evolução, Po ainda não alcançou a chamada paz interior, um conceito que passa a conduzir sua trajetória ao longo do filme.

A trama ganha força com a chegada de um novo e ameaçador vilão. Lorde Shen, herdeiro do clã dos pavões que governava Gongmen City, representa uma ruptura com tudo o que o kung fu simboliza. Ao transformar fogos de artifício em armas de guerra, Shen cria canhões capazes de destruir cidades inteiras e, com isso, ameaça não apenas a China, mas a própria existência das artes marciais.

O passado do vilão é marcado pelo medo. Ao ouvir a profecia da cabra vidente que anunciava que um guerreiro preto e branco seria responsável por sua queda, Shen conclui que os pandas eram a origem desse destino. Movido pelo pavor de perder o poder, ele ordena o extermínio dos pandas gigantes. A violência de seus atos choca seus próprios pais, que decidem expulsá lo de Gongmen City, selando o início de uma trajetória guiada pelo ressentimento e pela vingança.

Enquanto Shen tenta reescrever o futuro à força, Po passa a ser confrontado por lembranças que nunca teve coragem de enfrentar. Durante uma batalha contra lobos que roubam metal do Vale da Paz, um símbolo desperta um flashback inesperado. A cena desestabiliza o herói e levanta questões profundas sobre sua origem, abrindo uma ferida que ele acreditava não existir.

Na tentativa de entender quem realmente é, Po procura o Sr. Ping, seu pai adotivo. Com carinho e sinceridade, ele conta que encontrou Po ainda filhote em uma caixa de rabanetes atrás de seu restaurante. A revelação é simples, mas carregada de afeto. Ainda assim, não é suficiente para acalmar a inquietação que começa a crescer dentro do Dragão Guerreiro.

A narrativa se intensifica quando Po e os Cinco Furiosos recebem a notícia da morte de Mestre Rino Trovão, líder do conselho que protegia Gongmen City. Assassinato cometido por Shen com uma de suas novas armas. A cidade, agora sob domínio do vilão, simboliza o avanço do medo e da desesperança. Mesmo assim, Po e seus amigos seguem viagem, determinados a impedir que Shen destrua o kung fu e conquiste a China.

Em Gongmen City, os heróis encontram um cenário de desolação. Mestres tradicionais, como Boi e Crocodilo, estão presos e desacreditados, convencidos de que não há como vencer alguém que transformou tradição em alvo. A ameaça parece grande demais, e a confiança no kung fu começa a ruir.

Capturados e levados ao palácio de Shen, Po e os Cinco conseguem escapar, mas o passado volta a interferir. Ao reconhecer o mesmo símbolo na plumagem do vilão, Po se perde novamente em suas memórias, permitindo que Shen escape e cause ainda mais destruição. A falha deixa claro que, enquanto não resolver seu conflito interno, Po não conseguirá cumprir seu papel como guerreiro.

Mesmo orientado por Tigresa a se esconder e se proteger, Po decide seguir sozinho. Ele invade a fábrica de canhões, mas acaba gravemente ferido e cai desacordado em um rio. O resgate pela cabra vidente marca um ponto de virada na história. Levado até a antiga vila onde nasceu, destruída durante o massacre dos pandas, Po finalmente encara a verdade.

Guiado pela vidente, ele se lembra de seus pais biológicos e do sacrifício que fizeram para salvá lo. Sua mãe o escondeu em uma caixa de rabanetes antes de ser morta, garantindo que ele tivesse uma chance de viver. A dor da lembrança vem acompanhada de um entendimento essencial. Apesar da tragédia, Po teve uma vida feliz, cercada de amor, cuidado e pertencimento.

É a partir dessa aceitação que Po alcança a paz interior. Transformado, ele retorna a Gongmen City não movido pela raiva, mas pela serenidade. No confronto final, Po usa o equilíbrio emocional para redirecionar os ataques dos canhões e salvar seus amigos. Em um diálogo marcante, ele afirma que as cicatrizes podem se curar e que o passado não pode ser mudado, mas o futuro está sempre em aberto.

A queda de Shen, derrotado por sua própria obsessão, encerra o conflito e devolve a paz à China. De volta ao Vale da Paz, Po se reencontra com o Sr. Ping e reafirma, com afeto, que ele é e sempre será seu pai. A cena final resume a essência do filme.

Crítica – Terror em Silent Hill: Regresso para o Inferno é um retorno que falha em capturar a essência da franquia

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Desde seus primeiros minutos, Terror em Silent Hill – Regresso para o Inferno demonstra uma ambição contraditória: deseja simultaneamente dar continuidade a uma ideia já estabelecida e, ao mesmo tempo, reinventá-la. Essa indecisão conceitual se revela seu maior problema. A Konami, ao longo dos jogos, já havia promovido alterações significativas nas regras e na lógica do universo de Silent Hill. Aqui, o diretor parece seguir caminho semelhante, mas com um agravante: insiste em reciclar elementos criados por ele próprio em obras anteriores, sem a devida coerência ou aprofundamento. O resultado é um embaralhamento narrativo que fragiliza ainda mais a identidade do filme.

No campo da narrativa, as mudanças introduzidas soam, no mínimo, questionáveis. O impacto psicológico e a tragédia que deveriam sustentar emocionalmente a história são transferidos quase inteiramente para flashbacks. Em vez de enriquecer a experiência, esses retornos ao passado funcionam de maneira excessivamente funcional, raramente orgânica. Eles se limitam, basicamente, a reiterar dois pontos já claros: o amor de James por Mary e o avanço da doença que a consome. Este último aspecto, em especial, é tratado de forma artificial, chegando a recorrer novamente à presença dos cultistas — utilizados aqui como uma espécie de muleta narrativa, em vez de um elemento simbólico ou perturbador.

O uso insistente desses flashbacks fragmenta a atmosfera e compromete qualquer tentativa de construção gradual de tensão. A sensação de horror, que deveria se infiltrar lentamente no espectador, é constantemente interrompida, tornando a experiência irregular e pouco envolvente. Fora isso, o filme carrega uma aparência geral de produção limitada. A precariedade é perceptível em parte da maquiagem e dos efeitos visuais, que raramente convencem ou causam impacto. Falta terror, falta ousadia e, sobretudo, falta criatividade.

Nem mesmo Pyramid Head, um dos ícones mais reconhecíveis e simbólicos da franquia, recebe o tratamento que merece. Sua presença é superficial: não há densidade simbólica, não há construção dramática e tampouco uma cena verdadeiramente memorável. Ele surge, circula pelo cenário e desaparece, quase como um elemento decorativo — uma aparição vazia, comparável àquela caminhada constrangedora antes do início de uma sessão de cinema.

O desfecho emocional, que deveria ser o ápice devastador da experiência, representa o golpe final. Mal conduzido e apressado, o clímax falha em provocar qualquer comoção genuína. Em vez disso, gera reações involuntárias de riso na plateia — algo que se torna ainda mais grave em uma obra que depende essencialmente do horror psicológico para funcionar.

No fim das contas, trata-se de um filme cuja existência parece difícil de justificar. Como adaptação, Terror em Silent Hill – Regresso para o Inferno fracassa em compreender e traduzir a essência do jogo. Como continuação do longa de 2006, mostra-se inferior em impacto e coerência. E como uma releitura livre da história original, é raso, inconsistente e incapaz de transmitir sequer uma fração da angústia, do horror psicológico e da carga emocional que tornaram Silent Hill uma obra tão marcante e duradoura.

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