A Odisseia estreia nos cinemas brasileiros e mostra por que a história de Homero continua influenciando o cinema quase três mil anos depois

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Foto: Reprodução/ Internet

Christopher Nolan poderia ter escolhido qualquer história para dirigir depois de Oppenheimer. Em vez de criar mais um roteiro original, decidiu adaptar A Odisseia, um texto escrito há quase três mil anos que continua servindo de referência para filmes, séries, livros e jogos. A escolha diz muito sobre o projeto: não se trata apenas de revisitar um clássico da literatura, mas de voltar à origem de várias narrativas que ainda dominam a cultura pop.

O longa estreia nesta quinta-feira (16) nos cinemas brasileiros colocando Matt Damon no papel de Odisseu, o rei de Ítaca que tenta voltar para casa após a Guerra de Troia. A premissa é conhecida, mas o interesse da adaptação está justamente na forma como Nolan trata esse personagem. Em vez de apresentá-lo apenas como um guerreiro lendário, o diretor parece interessado no homem que precisa sobreviver às consequências da guerra e conviver com escolhas que o perseguem durante anos.

Por que A Odisseia continua sendo tão atual?

É curioso perceber como boa parte das aventuras modernas ainda segue a estrutura criada por Homero. O protagonista que atravessa um caminho cheio de obstáculos, enfrenta criaturas extraordinárias, perde companheiros e amadurece durante a viagem virou uma fórmula repetida inúmeras vezes pelo cinema.

Mas A Odisseia nunca dependeu apenas de monstros ou deuses para funcionar. Odisseu erra, calcula mal situações, improvisa quando tudo parece perdido e quase sempre vence porque pensa antes de agir. Essa característica faz dele um personagem muito mais interessante do que o arquétipo do herói invencível que o cinema popularizou ao longo das décadas.

Talvez seja justamente isso que tenha despertado o interesse de Nolan. Seus protagonistas costumam carregar culpa, enfrentar dilemas morais e tomar decisões que cobram um preço alto depois. Odisseu se encaixa naturalmente nesse perfil.

Quem são os personagens que movem essa história?

Matt Damon lidera um elenco que reúne alguns dos nomes mais conhecidos de Hollywood. Para interpretar Odisseu, o ator passou meses em preparação física, perdeu peso e deixou a barba crescer durante um ano, uma decisão do próprio Nolan para evitar caracterizações artificiais.

Tom Holland interpreta Telêmaco, que cresce sem saber se o pai ainda está vivo e inicia sua própria busca. Anne Hathaway vive Penélope, obrigada a manter Ítaca estável enquanto dezenas de pretendentes tentam ocupar o lugar deixado pelo marido.

O restante do elenco amplia ainda mais o alcance da história. Zendaya interpreta Atena, deusa que acompanha Odisseu durante parte da jornada. Robert Pattinson assume o papel de Antínoo, o principal rival dentro do palácio. Charlize Theron interpreta Calipso, Samantha Morton vive Circe e Bill Irwin dá vida ao Ciclope Polifemo.

Lupita Nyong’o aparece em dois papéis importantes da mitologia grega, Helena de Troia e Clitemnestra, enquanto Jon Bernthal interpreta Menelau e Benny Safdie vive Agamenon.

Outro detalhe curioso é a presença de Travis Scott como um bardo. A escolha pode parecer inesperada, mas faz sentido dentro da proposta do filme. Antes de ser registrada por escrito, A Odisseia foi preservada durante séculos por narradores que recitavam seus versos oralmente. Nolan enxergou um paralelo entre essa tradição e artistas que contam histórias por meio da música.

O que diferencia esta adaptação de outras versões da mitologia grega?

Filmes inspirados na Grécia Antiga normalmente concentram seus esforços em batalhas gigantescas, efeitos visuais e criaturas fantásticas. Esses elementos também fazem parte de A Odisseia, mas dificilmente sustentariam a narrativa sozinhos.

O que realmente mantém a história viva é o percurso emocional de Odisseu. Cada ilha visitada, cada perda e cada encontro alteram a maneira como ele encara o próprio retorno. Quando finalmente reencontra Ítaca, já não é o mesmo homem que partiu para a guerra.

Esse aspecto costuma ficar em segundo plano em adaptações anteriores. Pelo que Nolan apresentou até aqui, a transformação do personagem parece ocupar um espaço muito maior do que simplesmente reproduzir cenas famosas do poema.

Vale conhecer o poema antes de assistir?

Não é obrigatório, mas pode tornar a experiência ainda mais interessante. Muitos elementos que hoje parecem comuns nasceram justamente em A Odisseia. A viagem do herói, o retorno para casa depois da guerra, as tentações que desviam o protagonista do caminho e até a construção de personagens estrategistas têm raízes diretas na obra de Homero.

Ao mesmo tempo, quem nunca teve contato com o texto original dificilmente ficará perdido. A história continua surpreendentemente acessível porque seus conflitos permanecem familiares. O medo de perder quem se ama, o peso das escolhas e a tentativa de reconstruir a própria vida depois de um trauma continuam sendo temas universais.

Final explicado de A Morte do Demônio: Em Chamas: Alice derrota o Deadite, mas o mal realmente foi destruído?

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O desfecho de A Morte do Demônio: Em Chamas mantém uma das principais tradições da franquia Evil Dead: derrotar um Deadite nunca significa que o mal chegou ao fim. Embora Alice sobreviva ao confronto final, os últimos minutos deixam claro que a entidade continua viva e pronta para encontrar um novo hospedeiro.

Como o demônio passa de um corpo para outro?

Diferentemente de outras histórias de possessão, o Deadite apresentado no filme consegue abandonar um corpo e assumir outro por meio do contato físico. Sangue contaminado, mordidas, arranhões, beijos ou qualquer troca direta de fluidos são suficientes para transmitir a possessão.

Essa característica explica por que a entidade muda constantemente de vítima durante a história. Jessica transmite o mal para Will após o acidente na estrada. Depois, o Deadite passa de personagem em personagem até chegar a Edgar, Susan, Polly, Joseph e outros membros da família.

Na prática, destruir um corpo não significa eliminar a criatura. O objetivo do demônio é apenas encontrar um novo hospedeiro para continuar sua caçada pela Adaga Kandariana.

Por que a Adaga Kandariana é tão importante?

Ao longo do filme, Joseph descobre os estudos deixados por seu avô Benjamin sobre o Necronomicon e encontra a lendária Adaga Kandariana.

Segundo os registros, essa é uma das poucas armas capazes de destruir definitivamente um Deadite. É justamente por isso que a criatura faz de tudo para localizar a adaga antes que Alice consiga usá-la.

Toda a violência que toma conta da casa gira em torno desse objeto. O Deadite sabe que, sem eliminá-la, continuará vulnerável.

O que acontece na luta final?

Depois que a casa é consumida pelas chamas, Alice acredita ter acabado com boa parte da ameaça. No entanto, o Deadite reaparece utilizando novamente o corpo de Will, seu ex-marido.

A escolha não é aleatória. Durante todo o filme fica evidente que Alice carrega traumas do relacionamento abusivo que viveu com Will. O demônio usa justamente essa lembrança para tentar quebrar sua resistência emocional.

A perseguição termina em um canteiro de obras. Durante a luta, Alice cai dentro de um enorme poço onde concreto é despejado. Quando tenta escapar, Will a segura, impedindo sua saída.

É nesse momento que o Deadite faz sua última tentativa de manipulação. Usando a aparência e a voz de Will, ele tenta convencer Alice de que o homem voltou ao normal. O objetivo é fazê-la hesitar tempo suficiente para recuperar o controle da situação.

Alice, porém, percebe que tudo faz parte de mais uma armadilha. Em vez de acreditar nas palavras do ex-companheiro, ela usa a Adaga Kandariana e desfere o golpe fatal, destruindo o Deadite enquanto o corpo é esmagado pela maquinaria da obra.

Ao matar o demônio, Alice também rompe simbolicamente o controle psicológico que Will exercia sobre ela durante o relacionamento.

Alice realmente vence?

Aparentemente, sim.

Os paramédicos chegam ao amanhecer e resgatam Alice, encerrando a sequência principal do filme com a protagonista viva e o Deadite derrotado.

Só que os segundos finais mudam completamente essa impressão.

Pouco antes do encerramento, o filme sugere que Alice pode ter sido contaminada durante o confronto. Como a possessão depende apenas de contato físico ou troca de sangue, basta um pequeno ferimento para que a entidade continue existindo.

O longa não confirma explicitamente essa transformação, mas a cena deixa uma dúvida proposital sobre o estado da protagonista.

O que significam as cenas pós-créditos?

As cenas extras reforçam que o ciclo da possessão continua.

Na primeira, Polly, ainda controlada pelo Deadite, consegue escapar e arranha um motorista que tenta ajudá-la. O gesto é suficiente para transmitir a possessão, indicando que o mal encontrou mais um hospedeiro.

Já a segunda cena conecta o filme ao restante da franquia. As cinzas de Ellie Bixler, personagem de A Morte do Demônio: A Ascensão, são encontradas em um crematório. Logo depois, Ellie ressurge como Deadite e faz outra vítima.

A sequência funciona como uma ligação entre diferentes histórias do universo de Evil Dead, deixando claro que o Necronomicon continua espalhando sua maldição.

O final deixa caminho aberto para uma continuação?

Sim. Mesmo com a destruição do Deadite que ocupava o corpo de Will, o filme evita encerrar definitivamente a ameaça. A possível contaminação de Alice e as cenas pós-créditos indicam que a entidade continua circulando entre novos hospedeiros.

Os Emergentes usa a troca de posições entre patrões e funcionários para construir uma comédia sobre dinheiro e poder

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Já em cartaz nos cinemas brasileiros, Os Emergentes parte de uma ideia simples, mas cheia de possibilidades: o que acontece quando uma família acostumada a viver cercada de privilégios perde tudo de uma hora para outra? A resposta vem em forma de comédia, mas sem perder de vista as mudanças que o dinheiro provoca nas relações entre as pessoas.

Na história, uma tradicional família da alta sociedade vê seu patrimônio desaparecer e precisa lidar com uma realidade completamente diferente da que sempre conheceu. A situação fica ainda mais desconfortável quando antigos funcionários, agora bem-sucedidos, passam a ocupar o lugar de destaque que antes pertencia aos ex-patrões. A inversão muda a dinâmica entre todos e obriga os personagens a rever comportamentos que pareciam naturais enquanto o poder financeiro estava do seu lado.

O que faz a premissa funcionar?

O roteiro, assinado por Paulo Reis e Regiana Antonini, não tenta transformar a mudança de classe social em uma coleção de piadas previsíveis. A graça aparece quando os personagens precisam abandonar a postura que mantiveram durante anos e descobrir que respeito, influência e autoridade nem sempre acompanham a conta bancária.

Há um cuidado em mostrar que a mudança não afeta apenas quem perdeu dinheiro. Quem ascendeu socialmente também precisa aprender a ocupar esse novo espaço, lidando com antigas mágoas, novas responsabilidades e relações que passam a funcionar sob outra lógica.

Essa troca de posições dá personalidade ao filme e evita que a história fique presa apenas ao humor de situação. Em vários momentos, a comédia nasce das pequenas reações dos personagens, dos silêncios constrangedores e das tentativas frustradas de manter aparências que já não fazem sentido.

O filme consegue ir além da comédia?

Sem transformar a narrativa em um debate sobre desigualdade social, Os Emergentes faz observações interessantes sobre o valor que muitas pessoas atribuem ao status. Basta a fortuna desaparecer para que amizades mudem, portas se fechem e antigos privilégios deixem de existir.

O filme não entrega respostas prontas nem tenta convencer o público de um lado ou de outro. Ele prefere observar como cada personagem reage quando perde aquilo que sustentava sua posição social. Alguns demonstram humildade pela primeira vez. Outros seguem presos à ideia de que o passado ainda lhes garante algum tipo de autoridade.

É justamente essa escolha que torna a história mais interessante. Em vez de rir apenas da queda dos protagonistas, o longa também questiona como enxergamos sucesso e fracasso, especialmente quando ambos dependem da forma como a sociedade trata quem tem — ou deixa de ter — dinheiro.

Quem está por trás de Os Emergentes?

A direção é de Gustavo Piaskoski, Janda Montenegro e Elias Menezes, que conduzem a narrativa em um ritmo leve, sem abrir mão dos conflitos que movem a trama.

O elenco reúne Rafael Cardoso, Mônica Carvalho e Nando Cunha, responsáveis por dar vida aos personagens centrais dessa disputa silenciosa entre passado e presente. A química entre eles ajuda a sustentar boa parte do humor, principalmente porque as situações surgem das relações humanas, e não apenas de gags construídas para arrancar risadas.

Sarah Bernhardt ganha cinebiografia que revisita a trajetória da atriz que revolucionou o teatro

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Ambientado em Paris, em 1896, A Divina Sarah Bernhardt acompanha um dos períodos mais importantes da vida da atriz francesa que transformou a forma de interpretar nos palcos e se tornou um fenômeno internacional em uma época em que a fama ainda não existia como conhecemos hoje. O longa estreia nos cinemas brasileiros em 16 de julho, com distribuição da Imovision.

Quem foi Sarah Bernhardt?

Muito antes da era do cinema e das redes sociais, Sarah Bernhardt já mobilizava multidões por onde passava. Dona de uma carreira que atravessou décadas, a atriz francesa rompeu padrões ao administrar a própria imagem, realizar turnês internacionais e interpretar personagens masculinos e femininos em uma época marcada por fortes restrições às mulheres.

Sua influência ultrapassou os palcos. Escritores, artistas e intelectuais acompanharam sua trajetória, fazendo de Bernhardt uma das personalidades culturais mais conhecidas do fim do século XIX e do início do século XX.

O que o filme mostra?

Dirigido por Guillaume Nicloux, o longa prefere olhar para a mulher por trás da figura pública. A narrativa alterna momentos decisivos da carreira de Sarah Bernhardt, incluindo a celebração de seu jubileu em 1896 e o período em que precisou enfrentar a amputação da perna direita, em 1915, sem abandonar completamente sua relação com o teatro.

O roteiro também explora seu relacionamento com o ator Lucien Guitry e recria encontros com nomes que marcaram a vida intelectual da França, como Victor Hugo, Alexandre Dumas, Émile Zola e Sigmund Freud, situando a protagonista no centro de um dos períodos mais efervescentes da cultura europeia.

Quem está no elenco?

A vencedora do César de Melhor Atriz Sandrine Kiberlain (Uma Juíza Sem Juízo, Mademoiselle Chambon) interpreta Sarah Bernhardt. Sua atuação busca apresentar diferentes fases da artista, desde o auge da fama até os desafios físicos e pessoais enfrentados nos últimos anos de vida.

Na direção, Guillaume Nicloux (O Rapto de Michel Houellebecq, Vale dos Amores) conduz a história como um drama biográfico que prioriza a personalidade complexa da atriz, suas escolhas e o impacto que deixou para o teatro moderno.

Por que Sarah Bernhardt ainda é lembrada?

Sarah Bernhardt ajudou a redefinir a profissão de atriz em uma época em que mulheres tinham pouca autonomia artística. Administrou a própria carreira, percorreu o mundo com suas apresentações e construiu uma imagem pública que influenciaria gerações de artistas.

Sessão da Tarde desta quinta (16) exibe Sem Filhos, comédia romântica estrelada por Diego Peretti e Maribel Verdú

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A Sessão da Tarde desta quinta-feira, 16 de julho de 2026, exibe Sem Filhos, comédia romântica argentina estrelada por Diego Peretti e Maribel Verdú. O longa acompanha Gabriel, um pai divorciado que reencontra a mulher por quem foi apaixonado na adolescência.

O problema surge quando ele descobre que Vicky não gosta de crianças, levando-o a esconder a existência da própria filha para tentar manter o relacionamento.

Gabriel vive dedicado à filha Sofía, de nove anos, mas decide omitir essa parte da vida quando percebe que Vicky não pretende conviver com crianças. A mentira parece simples no início, porém rapidamente se transforma em uma sequência de situações difíceis de controlar.

O roteiro constrói o humor justamente a partir das escolhas do protagonista. Cada nova desculpa aumenta o risco de o segredo vir à tona, colocando em jogo tanto o romance quanto a relação com a filha.

Quem faz parte do elenco?

O filme reúne Diego Peretti como Gabriel, Maribel Verdú no papel de Vicky e Guadalupe Manent interpretando Sofía. Também integram o elenco Martín Piroyansky, Marina Bellati, Pablo Rago, Horacio Fontova e Jorgelina Aruzzi.

A direção é de Ariel Winograd, cineasta argentino conhecido por explorar relações familiares e afetivas em comédias que equilibram humor e situações do cotidiano.

Por que o filme continua atual?

Lançado em 2015 como uma coprodução entre Argentina e Espanha, Sem Filhos evita transformar sua história em uma sequência de piadas fáceis. O foco está nos conflitos de um pai que tenta conciliar a vida amorosa com a responsabilidade de criar a filha, tema que continua próximo da realidade de muita gente.

The Tick chega ao catálogo da Netflix e resgata uma das adaptações de super-heróis mais diferentes dos últimos anos

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Depois de passar pelo Prime Video, The Tick ganhou uma nova casa no streaming. A série criada por Ben Edlund, baseada nos quadrinhos de mesmo nome, acaba de entrar no catálogo da Netflix, dando uma nova chance para quem não acompanhou uma das produções mais incomuns do gênero de super-heróis.

Lançada entre 2016 e 2019, a série mistura ação, humor e sátira para contar a história de Arthur Everest, um contador que passa a acreditar que o maior supervilão da cidade, The Terror, nunca morreu. Durante sua investigação, ele cruza o caminho de The Tick, um herói de força praticamente ilimitada, dono de um entusiasmo inesgotável e de um jeito completamente imprevisível de enfrentar o crime.

O que diferencia The Tick de outras séries de super-heróis?

Em vez de seguir a estrutura tradicional das produções baseadas em HQs, The Tick trata o universo dos heróis como algo cotidiano. Superpoderes fazem parte da rotina da cidade, enquanto figuras excêntricas dividem espaço com organizações governamentais, vigilantes violentos e criminosos tão absurdos quanto perigosos.

O humor surge justamente desse contraste. Arthur encara cada situação com insegurança e paranoia, enquanto The Tick enfrenta qualquer ameaça com um otimismo quase infantil, criando uma dinâmica que sustenta boa parte da série.

Quem faz parte do elenco?

Peter Serafinowicz (Guardiões da Galáxia) interpreta The Tick, enquanto Griffin Newman vive Arthur Everest. O elenco principal ainda reúne Valorie Curry (The Boys), Brendan Hines (The Blacklist), Yara Martinez (Jane the Virgin), Scott Speiser (NCIS) e Jackie Earle Haley (Watchmen) como o vilão The Terror.

Outro nome conhecido que participa da produção é Alan Tudyk (Rogue One), responsável pela voz do irreverente Dangerboat.

Por que a série terminou tão cedo?

A primeira temporada foi dividida em duas partes, lançadas entre 2017 e 2018. O bom retorno do público garantiu uma segunda temporada, disponibilizada em 2019. Pouco depois da estreia dos novos episódios, a Amazon optou por cancelar a série.

Na época, Ben Edlund chegou a procurar outro serviço de streaming interessado em continuar a produção, mas as negociações não avançaram. Assim, The Tick terminou com duas temporadas e 22 episódios.

Clássico de Bruce Lee, O Voo do Dragão chega ao Reserva Imovision e marca a estreia do astro como diretor

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O Voo do Dragão passa a integrar o catálogo do Reserva Imovision, levando ao streaming um dos filmes mais importantes da carreira de Bruce Lee. Lançado em 1972, o longa foi o primeiro dirigido e escrito pelo próprio ator, que aproveitou o projeto para assumir controle criativo sobre sua obra e consolidar o estilo que o transformaria em uma referência do cinema de artes marciais.

A história acompanha Tang Lung, um especialista em kung fu que deixa Hong Kong para ajudar amigos da família em Roma. Donos de um restaurante chinês, eles sofrem pressão constante da máfia local, interessada em tomar o imóvel. Ao chegar à Itália, Tang enfrenta os criminosos, passa a treinar os funcionários do restaurante e rapidamente se torna o principal obstáculo para os planos da organização.

Por que O Voo do Dragão ocupa um lugar especial na carreira de Bruce Lee?

Mais do que interpretar o protagonista, Bruce Lee comandou o filme atrás das câmeras pela primeira vez. A produção permitiu que ele desenvolvesse coreografias de luta mais próximas da filosofia que defendia, valorizando velocidade, precisão e impacto, em vez dos movimentos exagerados comuns em muitos filmes de artes marciais da época.

O elenco reúne Nora Miao (The Big Boss), Chuck Norris (Walker, Texas Ranger), Robert Wall (Operação Dragão), Ping-Ao Wei e Chung-Hsin Huang. Norris, então campeão de caratê e amigo de Bruce Lee fora das telas, faz sua estreia no cinema vivendo Colt.

Por que a luta entre Bruce Lee e Chuck Norris virou referência?

O confronto entre Tang Lung e Colt, realizado dentro do Coliseu de Roma, é considerado um dos duelos mais influentes da história do cinema de ação. A sequência foi construída sem excesso de cortes rápidos, permitindo que o público acompanhasse toda a movimentação dos atores e a evolução do combate.

A cena também marcou o primeiro encontro de Bruce Lee e Chuck Norris nas telas. O embate se tornou uma das imagens mais conhecidas da filmografia de ambos e influenciou gerações de coreógrafos, diretores e artistas marciais.

Donnie Yen encerra as filmagens de Caine, spin-off de John Wick que continua a história após o quarto filme

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As filmagens de Caine, novo derivado da franquia John Wick, foram concluídas. Donnie Yen confirmou o fim da produção ao publicar uma foto da claquete em seu perfil no Instagram. O ator volta ao papel do assassino cego apresentado em John Wick: Capítulo 4 e, desta vez, também assume a direção do longa.

A história acompanha Caine depois de conquistar sua liberdade da Alta Cúpula. O filme se passa logo após os acontecimentos do quarto capítulo e desenvolve as consequências da decisão tomada pelo personagem no desfecho da produção de 2023. A cena pós-créditos de John Wick: Capítulo 4, em que Akira parte em busca de vingança pela morte do pai, Koji Shimazu, também serve como ponto de partida para a nova trama.

O roteiro é assinado por Robert Askins (The Umbrella Academy) e Mattson Tomlin (The Batman e The Batman – Parte II), a partir de uma história criada por Donnie Yen em parceria com Chad Stahelski, diretor dos quatro filmes principais da franquia.

Quem retorna para o spin-off?

Além de Donnie Yen, o elenco reúne Rina Sawayama, que reprisa o papel de Akira, personagem introduzida em John Wick: Capítulo 4. Também integram o elenco Dacre Montgomery (Stranger Things), Mason Thames (O Telefone Preto), Bill Nighy (Questão de Tempo), Zhuang Dafei e Jacky Heung.

A produção é uma parceria entre Thunder Road Films e 87Eleven Entertainment, empresas responsáveis pela franquia desde o primeiro filme, com distribuição da Lionsgate.

Como nasceu o projeto?

A ideia de expandir a história de Caine começou logo após o lançamento de John Wick: Capítulo 4. Em entrevistas concedidas em 2023, Donnie Yen demonstrou interesse em voltar ao personagem, enquanto a produtora Erica Lee confirmou que a Lionsgate estudava novos derivados ambientados no mesmo universo.

O projeto foi oficializado em maio de 2024, inicialmente com Robert Askins responsável pelo roteiro. Na CinemaCon de 2025, o estúdio anunciou uma mudança importante: Donnie Yen passaria a dirigir o filme, enquanto Mattson Tomlin desenvolveu uma nova versão do roteiro baseada na ideia criada por Yen e Chad Stahelski.

Essa é a primeira vez que Yen lidera um grande spin-off de Hollywood acumulando as funções de protagonista, diretor, criador da história e produtor executivo. Segundo a Lionsgate, o objetivo é aproximar o longa da tradição dos filmes de artes marciais de Hong Kong, sem abandonar o estilo de ação que consolidou John Wick nos cinemas.

A Última Fita leva terror feito com efeitos práticos ao DJANHO!, um dos principais festivais do gênero no Brasil

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O curta brasileiro A Última Fita foi selecionado para o DJANHO! – Mostra Internacional e Interbairros de Cinema Fantástico de Curitiba, festival dedicado ao horror, à fantasia e à ficção científica. A escolha coloca a produção no circuito nacional especializado, reunindo um público acostumado a acompanhar novos realizadores e produções independentes do gênero.

Escrito, dirigido e produzido por Caroline Adrielli, o filme acompanha cinco amigos que interrompem uma viagem para passar a noite em uma casa de temporada. No imóvel, eles encontram fitas VHS gravadas na década de 1990. As imagens registram uma sequência de assassinatos ligados ao local e fazem o grupo perceber que aqueles crimes não pertencem apenas ao passado.

A equipe optou por construir as cenas de violência diretamente no set. Entre os efeitos utilizados estão maquiagem de caracterização, sangue cenográfico, uma explosão realizada durante as filmagens e a destruição de uma porta com um machado. A escolha aproxima o curta dos slashers produzidos entre o fim dos anos 1970 e o início dos anos 1990, período em que esses recursos eram parte essencial da linguagem do gênero.

Outro elemento criado exclusivamente para o projeto foi a trilha do assassino. Em vez de recorrer a músicas já existentes, a produção desenvolveu um tema original para acompanhar as aparições do personagem ao longo da narrativa.

Realizado por meio de financiamento coletivo, A Última Fita mobilizou uma equipe formada por 31 profissionais entre elenco e técnicos. O orçamento foi direcionado principalmente para cenografia, maquiagem de efeitos especiais e execução das sequências práticas, reduzindo o uso de intervenções digitais.

A presença das fitas VHS também faz parte dessa proposta estética. Elas não funcionam apenas como objeto de cena, mas como peça central da narrativa e referência ao período em que produções de terror circulavam principalmente pelas locadoras.

A seleção para o DJANHO! representa a primeira participação de A Última Fita em um festival dedicado exclusivamente ao cinema fantástico. O evento reúne anualmente curtas e longas brasileiros e internacionais voltados ao horror, suspense, fantasia e ficção científica, tornando-se uma das principais vitrines do gênero no país.

O Convite passa de 100 mil espectadores nos cinemas brasileiros com humor afiado e elenco liderado por Seth Rogen

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O Convite acaba de ultrapassar 100 mil espectadores nos cinemas brasileiros. Distribuído pela O2 Play, o longa adapta para o inglês o espanhol As Pessoas do Andar de Cima e reúne Seth Rogen, Olivia Wilde, Penélope Cruz e Edward Norton nos papéis centrais.

A história acompanha um casal que decide receber os vizinhos para um jantar. O encontro, que deveria servir apenas para quebrar o gelo entre eles, muda completamente quando os convidados fazem uma proposta inesperada. A partir daí, conversas desconfortáveis colocam em xeque o casamento dos anfitriões e expõem segredos que estavam guardados há muito tempo.

Por que o filme ganhou espaço nas salas brasileiras?

O roteiro aposta em uma situação simples e tira proveito dela até o fim. Quase toda a história acontece dentro do mesmo apartamento, onde cada conversa muda o rumo da noite.

Sem recorrer a reviravoltas mirabolantes, o filme explora as diferenças entre os casais, os desgastes de uma relação de longa data e a forma como pequenas provocações podem transformar um jantar comum em uma sucessão de conflitos.

Quem está por trás de O Convite?

Além de interpretar Angela, Olivia Wilde (Fora de Série, Não Se Preocupe, Querida) dirige o longa. O roteiro é assinado por Will McCormack (Toy Story 4, Celeste & Jesse Forever) e Rashida Jones (Toy Story 4, Black Mirror), que adaptam para o público americano a história criada pelo cineasta espanhol Cesc Gay (Truman, As Pessoas do Andar de Cima).

No elenco, Seth Rogen (Superbad, Vizinhos) interpreta Joe, enquanto Penélope Cruz (Vicky Cristina Barcelona, Ferrari) vive Pína e Edward Norton (Clube da Luta, Birdman) assume o papel de Hawk.

Como o filme chegou aos cinemas?

Antes da estreia comercial, O Convite foi exibido no Festival de Sundance 2026, onde teve sua primeira sessão pública. Depois, foi lançado nos Estados Unidos pela A24 e, em seguida, chegou aos cinemas brasileiros pela O2 Play.

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