Crítica – Descendentes: País das Maravilhas Malvado volta aos trilhos e entrega sua melhor aventura desde o segundo filme

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Após a morte de Cameron Boyce e a saída de Dove Cameron, Sofia Carson e Booboo Stewart, a franquia Descendentes precisou encontrar um novo caminho. Quando a Disney decidiu retomar a série com um quarto filme centrado em Red e Chloe, o resultado ficou muito abaixo do que se esperava. O longa anterior tomou decisões narrativas questionáveis, bagunçou o próprio cânone ao colocar heróis e vilões estudando juntos no passado e ainda sofreu com problemas técnicos evidentes, como perucas que mudavam de aparência entre as cenas e a promessa de um baile que nunca chegou a acontecer.

Parecia difícil imaginar um retorno convincente. Felizmente, Descendentes: País das Maravilhas Malvado consegue mostrar que ainda havia espaço para recuperar a franquia.

A maior qualidade do quinto filme está justamente na disposição de corrigir os erros anteriores. A história começa contextualizando as consequências da viagem no tempo apresentada no longa passado, evitando que o público fique perdido diante da nova realidade. A premissa também funciona melhor ao explorar a ideia de que toda ação gera uma consequência.

Como a Rainha de Copas agora é uma pessoa boa, surge um novo espaço para o conflito. É nesse cenário que aparece Maddox, filho do Chapeleiro Maluco, interpretado por Leonardo Nam. O personagem assume o papel de antagonista e sequestra a Rainha dentro do próprio palácio. A dinâmica lembra, em alguns aspectos, o que Audrey fez em Descendentes 3, com o vilão agindo pelas sombras e estabelecendo as próprias regras.

Essa nova realidade também coloca Red e Chloe diante de conflitos mais interessantes. Red, vivida por Kylie Cantrall, precisa se adaptar a uma posição social completamente diferente. Sem o peso de ser vista como uma vilã, ela já não exerce o mesmo tipo de influência sobre as pessoas ao seu redor. Chloe, interpretada por Malia Baker, por sua vez, descobre que sua mãe, Cinderela, se tornou uma figura muito mais rígida no presente.

A relação entre as duas protagonistas é um dos pontos mais bem trabalhados do filme. Suas diferenças são exploradas de maneira mais natural, e o roteiro consegue desenvolver essa amizade sem transformar os conflitos em discussões artificiais.

O elenco de apoio, porém, oscila bastante. Em alguns momentos, surgem personagens que roubam a cena. É o caso de Max, interpretado por Brendon Tremblay, e Hazel, filha do Capitão Gancho vivida por Kiara Romero. Hazel tem uma presença forte e chama atenção sempre que aparece, enquanto Max ganha um arco dramático interessante ao questionar as perdas que seu pai sofreu por causa das mudanças provocadas pela viagem no tempo.

O humor também encontra um bom equilíbrio com Luís Madrigal, vivido por Alexandro Byrd, que acrescenta leveza à história e mostra que a expansão desse universo ainda pode render bons personagens.

Por outro lado, o filme repete um problema recorrente da franquia ao inserir figuras que parecem existir mais para ampliar a linha de produtos do que para contribuir com a narrativa. Robbie Hood, interpretado por Joel Oulette, e os gêmeos Smee são exemplos claros disso. Ambos têm pouco impacto na trama e poderiam ser retirados sem causar grandes consequências.

O mesmo acontece com Pink, a nova irmã de Red. Liamani Segura tem uma ótima voz, mas a personagem ainda não encontrou uma personalidade própria. A escolha de Ruby Rose Turner, que interpretou a versão jovem da Rainha de Copas no quarto filme, poderia ter criado uma conexão visual mais interessante entre as personagens. Pink, da forma como foi apresentada, acaba parecendo mais uma preparação para uma possível história futura do que alguém realmente importante para este capítulo.

Visualmente, o salto de qualidade é enorme. O orçamento maior aparece principalmente na construção dos cenários, com uma decisão acertada de priorizar ambientes práticos. O País das Maravilhas ganha vida justamente porque boa parte dos espaços é construída de forma física, enquanto o CGI fica concentrado em momentos que realmente precisam de efeitos digitais.

A direção de arte também corrige problemas que incomodavam no filme anterior. Os figurinos estão mais elaborados e consistentes, embora ainda exista uma dependência excessiva de roupas monocromáticas para diferenciar visualmente as protagonistas.

Na parte musical, a identidade teatral de Descendentes continua presente. A trilha sonora talvez não tenha músicas tão imediatamente memoráveis quanto as da trilogia original, mas duas sequências se destacam.

A primeira é uma disputa musical criativa em que os personagens são reduzidos de tamanho e cantam sobre um enorme tabuleiro de xadrez. A ideia é visualmente interessante e aproveita bem o conceito do País das Maravilhas. A segunda é “Heartless”, um dueto pop-rock entre Chloe e Max que injeta energia na segunda metade da história e funciona especialmente bem pela química entre os intérpretes.

O principal problema estrutural está no ritmo. A trama se passa em um período muito curto, de aproximadamente um dia e meio, e o filme raramente permite que os personagens respirem. Falta aquela sensação de passagem de tempo presente nos primeiros capítulos, quando havia espaço para momentos cotidianos, como conversas mais longas ou cenas aparentemente simples que ajudavam a desenvolver as relações.

Aqui, quase tudo acontece em sequência. Um acontecimento leva imediatamente ao próximo, e o roteiro raramente desacelera para que as consequências sejam absorvidas pelos personagens ou pelo público.

Ainda assim, o resultado final é positivo. O desfecho deixa diversas pontas abertas e praticamente prepara o terreno para um sexto filme, mas, dessa vez, a possibilidade de continuação não parece um problema. Pelo contrário, existe a sensação de que a franquia finalmente encontrou uma direção mais segura.

Descendentes: País das Maravilhas Malvado não reinventa a fórmula, mas entende melhor o que funcionava nela. Com cenários mais convincentes, atuações mais engajadas e uma preocupação maior em respeitar a própria mitologia, o filme recupera parte do encanto perdido no capítulo anterior.

Depois de um quarto filme bastante problemático, a franquia finalmente volta aos trilhos. O resultado não chega ao nível da trilogia original, mas representa uma recuperação significativa e, até aqui, é o melhor capítulo desde Descendentes 2.

Crítica – Marsupilami: Confusão a Bordo é uma montanha-russa que abraça o absurdo e surpreende

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Se você olhar de longe, Marsupilami: Confusão a Bordo pode parecer apenas mais uma comédia infantil boba e inofensiva. E, de certa forma, o filme realmente abraça essa proposta. A diferença é que ele não trata o público como se fosse incapaz de entender uma piada mais elaborada. Enquanto as crianças podem se divertir com o visual colorido e as situações absurdas, os adultos encontram um humor mais ácido, com algumas piadas que provavelmente vão passar despercebidas pelos mais novos.

O filme sabe exatamente o que quer ser e não tenta esconder sua própria tosquice. A premissa é simples e coloca a história em movimento rapidamente. David, personagem de Philippe Lacheau, recebe a missão de transportar uma carga misteriosa em um cruzeiro rumo à América do Sul. O conteúdo da encomenda, porém, está longe de ser comum: trata-se do Marsupilami, uma criatura amarela extremamente fofa que foi separada de sua família.

A partir daí, diferentes interesses entram em conflito. Enquanto alguns querem capturar o animal para fins científicos, outros fazem de tudo para devolvê-lo à natureza. É nesse cenário que a aventura se desenvolve, misturando perseguições, confusões e uma sucessão de situações cada vez mais absurdas.

A relação entre David e Tess, vivida por Élodie Fontan, é um dos melhores elementos da produção. Os dois atores têm uma boa sintonia em cena, e essa química ajuda a sustentar boa parte da comédia. A dinâmica do casal funciona especialmente bem nos momentos em que o filme deixa a aventura de lado para explorar os conflitos entre os personagens.

Grande parte da história acontece dentro do cruzeiro, e a direção consegue aproveitar bem esse espaço. Em produções desse tipo, é comum que o uso excessivo de tela verde prejudique a sensação de escala, mas isso não acontece aqui. Nas tomadas mais abertas, especialmente nas imagens aéreas, o navio transmite uma dimensão convincente e ajuda a manter a imersão.

O grande acerto visual, porém, está no próprio Marsupilami. Em vez de apostar em uma criatura inteiramente digital, o longa recorre a efeitos práticos e utiliza a computação gráfica de maneira mais pontual. A escolha faz diferença. O personagem ganha presença física, textura e uma aparência muito mais palpável. Sempre que aparece em cena, existe uma sensação de proximidade que seria difícil alcançar com um personagem criado exclusivamente por CGI.

Essa decisão também acaba favorecendo um dos pontos mais frágeis do filme: a atuação infantil. Corentin Guillot interpreta o filho do casal, personagem que tem uma função importante no lado emocional da história, mas cuja atuação é bastante limitada. A falta de expressão do ator mirim chama atenção em alguns momentos, principalmente durante as sequências de perigo, quando a reação do personagem deveria carregar mais peso.

A situação seria ainda mais complicada se o Marsupilami fosse completamente digital. A interação entre os dois poderia perder boa parte de sua força. A presença física da criatura, por outro lado, ajuda a sustentar a relação e torna essas cenas mais convincentes.

Quem está à frente de toda essa confusão é o próprio Philippe Lacheau, responsável pela direção, pelo roteiro e também pelo papel principal. Como diretor, ele não acerta em tudo. Há situações constrangedoras e algumas piadas que parecem ter sido incluídas apenas para prolongar a sequência. Ainda assim, o resultado geral é bastante eficiente.

Lacheau demonstra um bom domínio da linguagem da comédia e sabe trabalhar o espaço dentro do quadro. Os posicionamentos de câmera não parecem aleatórios, e algumas escolhas visuais funcionam muito bem. Logo nos primeiros minutos, por exemplo, há uma cena em que David e Tess discutem enquanto, ao fundo, completamente desfocado, o caos começa a tomar conta do ambiente. Quando os personagens finalmente percebem o que aconteceu, o estrago já está feito. É um momento simples, mas que mostra o cuidado da direção com a construção da gag.

Outro ponto positivo está na maneira como o roteiro planta informações ao longo da narrativa. Elementos apresentados no começo retornam durante o ato final, criando uma sensação de continuidade e ajudando a preparar o terreno para um desfecho cada vez mais caótico.

E quando o assunto é caos, Marsupilami não economiza. As cenas de ação passam por perseguições dentro do cruzeiro e envolvem motos, carros e até helicópteros. Uma sequência em plano-sequência se destaca pelo nível de execução e mostra uma ambição técnica que vai além do que normalmente se espera de uma comédia desse porte. Há espaço até para uma referência divertida a Dragon Ball, uma daquelas piscadelas para a cultura pop que podem arrancar um sorriso de quem reconhece.

Por trás de toda a correria, das piadas recorrentes e das situações absurdas, existe também uma história sobre família. O desejo da criança de ver os pais separados novamente juntos funciona como o principal motor emocional da trama. Aos poucos, o sequestro do Marsupilami e a crítica, um tanto superficial, à busca por viralização nas redes sociais acabam ficando em segundo plano diante dessa tentativa de reconstrução familiar.

Não sou particularmente um grande admirador de comédias, mas Marsupilami conseguiu me prender do início ao fim. O filme é exagerado, frenético e, principalmente, não tem medo de abraçar o próprio absurdo. Algumas escolhas funcionam melhor do que outras, e nem todas as piadas acertam o alvo, mas existe uma energia constante que mantém a história em movimento.

No fim, Marsupilami é uma montanha-russa. Uma experiência barulhenta, desajeitada em alguns momentos e completamente fora do eixo em outros, mas que sabe transformar essa falta de controle em parte da diversão. É uma aventura que pode funcionar para diferentes idades, com humor suficiente para arrancar risadas de quem está disposto a embarcar na brincadeira.

A Odisseia passa de 1 milhão de espectadores no Brasil e Christopher Nolan ganha mais um motivo para comemorar

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A Odisseia já levou mais de 1 milhão de pessoas aos cinemas brasileiros, segundo anúncio da Universal Pictures do Brasil. O resultado chega poucos dias depois da estreia nacional do novo filme de Christopher Nolan, que desembarcou por aqui em 16 de julho.

Protagonizado por Matt Damon, o longa adapta o poema de Homero e acompanha Odisseu, rei de Ítaca, durante sua tentativa de voltar para casa depois da Guerra de Troia. O problema é que o caminho está longe de ser simples: ele precisa enfrentar criaturas mitológicas, deuses e uma série de obstáculos antes de reencontrar Penélope, sua esposa, interpretada por Anne Hathaway.

O elenco também reúne Tom Holland, Zendaya, Robert Pattinson, Lupita Nyong’o, Charlize Theron, Jon Bernthal, Samantha Morton, Mia Goth, John Leguizamo e outros nomes conhecidos. Nolan ainda escalou Travis Scott como um bardo, uma escolha ligada à tradição oral que ajudou a preservar histórias como A Odisseia durante séculos.

Um filme gigantesco até para os padrões de Nolan

A produção teve um orçamento estimado em US$ 250 milhões, o maior da carreira do diretor até agora. As filmagens aconteceram entre fevereiro e agosto de 2025, passando por países como Grécia, Itália, Marrocos, Escócia, Islândia e Saara Ocidental.

Outro detalhe importante está no formato. Pela primeira vez, Nolan gravou um longa inteiro usando câmeras IMAX de 70 mm. A escolha combina com a escala da história, que passa por diferentes paisagens e coloca Odisseu diante de figuras conhecidas da mitologia grega, como Polifemo, as Sereias e Circe.

A produção também marca outra parceria do cineasta com a esposa, Emma Thomas, que participa da produção por meio da Syncopy. A distribuição internacional ficou com a Universal Pictures, estúdio que já havia trabalhado com Nolan em Oppenheimer (2023).

Quem é quem nessa versão da história de Homero?

Matt Damon interpreta Odisseu, o protagonista que tenta retornar a Ítaca após anos longe de casa. Tom Holland vive Telêmaco, filho do herói, enquanto Anne Hathaway interpreta Penélope, que precisa lidar com a ausência do marido e com os pretendentes que disputam seu lugar ao lado dela.

Zendaya aparece como Atena, deusa que protege Odisseu, e Charlize Theron interpreta Calipso. Já Robert Pattinson vive Antínoo, um dos pretendentes de Penélope.

O elenco ainda conta com Lupita Nyong’o, que interpreta Helena de Troia e Clitemnestra, Samantha Morton como Circe, Jon Bernthal como Menelau e Benny Safdie como Agamenon. Bill Irwin assume o papel de Polifemo, enquanto John Leguizamo interpreta Eumeu.

A adaptação também reúne Mia Goth, Himesh Patel, Corey Hawkins, Elliot Page, James Remar, Will Yun Lee, Logan Marshall-Green e outros atores em papéis ligados à história.

A Odisseia já virou um dos grandes filmes do ano?

Ainda é cedo para cravar o tamanho que o filme terá nas bilheterias, mas ultrapassar 1 milhão de espectadores no Brasil logo no começo da exibição coloca a produção em uma posição bastante confortável por aqui.

O resultado também ajuda a explicar por que Nolan decidiu levar uma história tão antiga para uma produção desse tamanho. A Odisseia já foi contada e recontada inúmeras vezes, mas continua funcionando porque sua história central é simples de entender: um homem que passou anos longe de casa tentando voltar para sua família.

Elize: Sombras de uma Mulher estreia na Netflix com história inspirada em um dos crimes mais conhecidos do Brasil

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O caso de Elize Matsunaga ganha uma nova versão em Elize: Sombras de uma Mulher, filme brasileiro que chega diretamente ao catálogo da Netflix. Dirigido por Felipe Vellas, o longa tem roteiro de Raphael Montes e Mariana Torres e coloca Lorena Comparato no papel de Elize.

A produção parte de um crime que teve enorme repercussão no Brasil: o assassinato de Marcos Matsunaga, ocorrido em 2012. Em vez de tratar o episódio apenas como uma investigação policial, a história acompanha a trajetória de Elize e tenta reconstruir os acontecimentos que cercaram seu relacionamento até chegar ao crime.

O que o filme conta sobre Elize Matsunaga?

Elize é apresentada como uma mulher de origem humilde que enfrentou dificuldades antes de se casar com um empresário rico de São Paulo. Para quem observava a família de fora, os dois poderiam levar uma vida confortável e sem grandes problemas. A realidade dentro da relação, porém, era bem mais complicada.

O roteiro acompanha os conflitos, os abusos e os segredos que cercavam o casal, criando um caminho até o assassinato de Marcos. A proposta é olhar para os acontecimentos que vieram antes do crime e para as circunstâncias que levaram Elize a tomar decisões que mudariam completamente sua vida.

Por se tratar de uma história baseada em fatos reais, o filme também entra em um terreno delicado. O caso já foi explorado em outras produções e continua despertando interesse do público, principalmente entre quem acompanha histórias de crimes reais. Aqui, a escolha é transformar esse episódio em uma narrativa de ficção centrada na personagem de Elize.

Quem está no elenco?

Lorena Comparato interpreta Elize Matsunaga, protagonista do filme, enquanto Henrique Kimura vive Marcos Kitano. O elenco também conta com Miwa Yanagizawa, Julia Shimura e Denise Weinberg.

A direção é de Felipe Vellas, com roteiro assinado por Raphael Montes e Mariana Torres. Gustavo Mello é o produtor, enquanto Renata Artigas, Marcelo Máximo e Adriana Gaspar atuam como produtores executivos. Montes também participa do projeto como produtor associado.

Vale a pena assistir?

O filme pode interessar principalmente a quem já conhece o caso e quer conferir como uma produção de ficção decidiu reconstruir essa história. O diferencial está justamente na tentativa de olhar para os acontecimentos que antecederam o crime, em vez de concentrar toda a narrativa no assassinato em si.

Ainda existe uma questão importante sobre esse tipo de produção: até que ponto uma história real pode ser dramatizada sem transformar uma tragédia em entretenimento vazio? Elize: Sombras de uma Mulher chega à Netflix com essa responsabilidade nas mãos e será interessante perceber como o filme equilibra a liberdade criativa com os fatos que inspiraram a trama.

Made in Korea ganha trailer da 2ª temporada e coloca agente da KCIA e promotor em lados opostos

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O Disney+ divulgou o trailer da segunda temporada de Made in Korea, série sul-coreana ambientada na década de 1970 e estrelada por Hyun Bin (Pousando no Amor, O Negociador) e Jung Woo-sung (The Good, the Bad, the Weird, A Era das Sombras). A nova leva de episódios tem lançamento previsto para o segundo semestre de 2026.

A trama acompanha Baek Ki-tae (Hyun Bin), um agente da Agência Central de Inteligência Coreana, a KCIA, que esconde uma segunda vida. Por trás da imagem de funcionário público, ele comanda negócios de contrabando e usa essas atividades para construir uma rede de influência e aumentar seu patrimônio.

A situação começa a sair do controle quando Jang Geon-young (Jung Woo-sung), um promotor conhecido pela postura rígida, decide investigar as operações de Ki-tae. As pistas levam a possíveis conexões entre o agente, grupos criminosos e pessoas ligadas ao alto escalão do governo. A partir daí, os dois passam a ocupar lados opostos de uma disputa que mistura interesses políticos, dinheiro e poder.

Quem aparece na 2ª temporada da série?

Hyun Bin interpreta Baek Ki-tae, um personagem que precisa equilibrar a carreira dentro da KCIA com os negócios clandestinos que mantém longe dos olhos das autoridades. Jung Woo-sung vive Jang Geon-young, que transforma a investigação contra o agente em uma missão pessoal.

O elenco também conta com Woo Do-hwan (Cães de Caça, O Rei: Monarca Eterno) como Baek Ki-hyeon, irmão mais novo de Ki-tae e oficial formado pela Academia Militar da Coreia.

Cho Yeo-jeong (Parasita, A Concubina) interpreta Bae Geum-ji, dona de uma casa de luxo frequentada por figuras influentes. Já Seo Eun-soo (Missing: The Other Side) vive Oh Ye-jin, uma detetive que trabalha ao lado de Geon-young.

A produção ainda reúne Jung Sung-il (A Lição) como Cheon Seok-joong, chefe do Serviço de Segurança Presidencial; Lily Franky (Shoplifters, Assunto de Família) no papel de Osamu Ikeda, líder da Yakuza; e Park Yong-woo (The Phone) como Hwang Guk-pyeong, chefe da filial de Busan da KCIA.

Onde Made in Korea foi gravada?

A equipe passou por diferentes países para recriar a Coreia do Sul dos anos 1970. Kobe, no Japão, foi uma das principais locações usadas para representar a antiga Busan. A cidade ainda preserva áreas urbanas e regiões portuárias que ajudaram a produção a chegar mais perto do visual daquele período.

As gravações também passaram pela Tailândia, com cenas realizadas em locais de Kanchanaburi e Chonburi. A produção utilizou espaços como a Rua Sangchuto e o Túnel 3D, em Kanchanaburi, além da Praia de Sattahip e uma área da Base Naval da Marinha Real Tailandesa, em Chonburi.

Jujutsu Kaisen | 3ª temporada já está disponível na Netflix com os 12 episódios dublados e legendados

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Quem estava esperando para continuar a história de Jujutsu Kaisen já pode respirar aliviado. A 3ª temporada do anime chegou ao catálogo da Netflix, com os 12 episódios disponíveis de uma vez e opções de áudio e legendas em português.

A nova fase começa exatamente depois do caos deixado pelo Incidente de Shibuya, um dos momentos mais pesados da história até aqui. Com as consequências daquele confronto ainda afetando os personagens, os feiticeiros agora precisam encarar uma ameaça ainda maior: o Jogo do Extermínio.

O que acontece nessa nova fase?

A temporada adapta a primeira parte do arco “O Jogo do Extermínio”, colocando os feiticeiros em uma disputa criada por Kenjaku. O objetivo deles é entender as regras desse conflito, enfrentar os participantes e, principalmente, encontrar uma maneira de lidar com os planos do grande antagonista.

A situação fica ainda mais complicada com Satoru Gojo preso no Reino da Prisão. Sem contar com um dos feiticeiros mais poderosos da história, os protagonistas precisam encontrar outras maneiras de enfrentar os perigos que aparecem pelo caminho.

É também uma fase que amplia bastante o universo de Jujutsu Kaisen. Novos personagens entram na história, diferentes técnicas amaldiçoadas são apresentadas e os confrontos ficam cada vez mais importantes para o futuro da trama.

Quando a 3ª temporada foi lançada?

A temporada começou a ser exibida no Japão em 9 de janeiro de 2026, com um especial de uma hora que apresentou os dois primeiros episódios. A exibição terminou em 27 de março, totalizando 12 capítulos.

A produção continua nas mãos do MAPPA, responsável pelas temporadas anteriores. Shōta Goshozono voltou à direção, enquanto Hiroshi Seko assumiu novamente o roteiro e Yoshimasa Terui ficou responsável pela trilha sonora.

A duração dos episódios não é exatamente igual. O quarto e o último capítulo têm cerca de 27 minutos, enquanto os demais ficam na faixa dos 23 minutos.

A história continua depois desses 12 episódios?

Sim. O anime ainda tem bastante história pela frente. Uma 4ª temporada, chamada The Culling Game: Part 2, já foi anunciada e dará continuidade aos acontecimentos do arco.

A próxima temporada terá Takeru Satō, que trabalhou como diretor assistente na terceira fase, assumindo a direção no lugar de Goshozono.

Por enquanto, a boa notícia para quem acompanha a série é que não é preciso esperar pelos lançamentos semanais. Os 12 episódios da 3ª temporada de Jujutsu Kaisen já podem ser assistidos na Netflix, com dublagem e legendas em português.

HBO Max começa produção de nova série mexicana sobre assassino em série e investigação policial

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A HBO Max começou a produção de Mataviejitas: Assassino em Série, nova série mexicana Original da HBO inspirada em acontecimentos reais. A história combina investigação policial e suspense psicológico para acompanhar um caso que deixou uma cidade em alerta e levantou discussões sobre violência, medo e preconceito.

Produzida pela EXILE Content, a série terá Humberto Hinojosa na direção geral e na concepção criativa, com José Manuel Cravioto na codireção. A dupla reúne experiências diferentes dentro do audiovisual mexicano, mas já passou por projetos ligados a histórias de crime, dramas e personagens envolvidos em situações de grande tensão.

Quem está por trás da produção?

Hinojosa dirigiu trabalhos como Luis Miguel: A Série, As Viúvas das Quintas-Feiras e A Cabeça de Joaquín Murrieta. Cravioto, por outro lado, esteve à frente de produções como Mexican Gangster, Diablero e El Chapo.

Em Mataviejitas: Assassino em Série, os dois cineastas trabalham em uma história que pretende olhar para o caso por diferentes perspectivas. A investigação é o ponto de partida, mas a série também deve acompanhar as consequências dos crimes e a forma como o medo começa a interferir na vida das pessoas.

A trama ainda deve abordar questões sociais presentes no caso real, incluindo os preconceitos que podem influenciar a maneira como determinados crimes são vistos e investigados. A intenção é construir uma narrativa em que a procura pelo assassino caminhe lado a lado com os conflitos provocados pela própria investigação.

Quem vai estrelar a série?

O elenco principal reúne Mayra Hermosillo, conhecida por trabalhos como Sierra Madre: Proibido Passar, Narcos: México e As Viúvas das Quintas-Feiras, e Mónica Jiménez, que participou de produções como A Usurpadora e El Señor de los Cielos.

Ainda sem data de estreia definida, a trama tem como principal ponto de partida um caso que já carrega uma história bastante conhecida no México. A série terá a oportunidade de explorar esse material sob uma perspectiva própria, acompanhando não apenas a investigação, mas também as pessoas que vivem as consequências de uma sequência de crimes e de uma busca por respostas que pode revelar muito sobre a sociedade ao redor do caso.

Todo Mundo em Pânico 6 já está disponível no streaming no Brasil; Saiba onde assistir e o que esperar da volta dos personagens clássicos

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Foto: Reprodução/ Internet

Depois de passar pelos cinemas, Todo Mundo em Pânico 6 já está disponível para assistir em casa no Brasil. O sexto filme da franquia pode ser comprado ou alugado em plataformas digitais como Prime Video, Apple TV, Google Play, Microsoft Store, Claro TV+, Vivo Play e Oi.

O novo longa chega com uma novidade que deve interessar principalmente quem acompanhou os primeiros filmes: Marlon Wayans, Shawn Wayans, Anna Faris e Regina Hall estão de volta. A reunião coloca novamente em cena personagens como Shorty, Ray, Cindy e Brenda, recuperando parte da formação que ajudou a transformar a franquia em um fenômeno das comédias de paródia.

Sobre o que é Todo Mundo em Pânico 6?

A história começa quando Tuesday Campbell, uma adolescente, é atacada pelo mesmo assassino mascarado que aterrorizou os personagens do primeiro filme. O detalhe é que já se passaram 26 anos desde os acontecimentos originais, e o retorno do criminoso faz com que uma nova geração acabe envolvida em uma história que parecia ter ficado no passado.

A situação leva Sara Campbell, irmã mais velha de Tuesday, a procurar sua mãe, Cindy Campbell. O problema é que Cindy prefere manter distância de tudo o que lembra os acontecimentos de sua juventude e não quer voltar a lidar com o assassino.

Aos poucos, porém, ela percebe que não tem muita escolha. O passado voltou e, dessa vez, os novos personagens parecem estar seguindo as mesmas regras dos antigos filmes de terror.

É nesse momento que a produção começa a brincar com uma das maiores manias de Hollywood atualmente: reboots, continuações tardias e personagens antigos voltando para abrir espaço para uma nova geração.

Marlon, Shawn, Anna Faris e Regina Hall estão de volta

O retorno do elenco original é provavelmente o maior atrativo de Todo Mundo em Pânico 6. Marlon Wayans volta como Shorty Meeks, enquanto Shawn Wayans reprisa o papel de Ray Wilkins.

Anna Faris também retorna como Cindy Campbell, uma das protagonistas mais conhecidas da franquia, e Regina Hall volta a interpretar Brenda Meeks.

A presença dos quatro faz o novo filme funcionar também como uma espécie de reencontro com a fase mais lembrada da série. Para quem acompanhou os primeiros capítulos, ver esses personagens novamente no mesmo filme é uma das poucas coisas capazes de criar uma ligação direta com aquela época.

O elenco ainda reúne Olivia Rose Keegan, Cameron Scott Roberts, Savannah Lee Nassif, Dave Sheridan, Cheri Oteri, Kim Wayans, Damon Wayans Jr., Heidi Gardner, Kenan Thompson e Deon Cole, entre outros nomes.

O filme tenta recuperar o humor dos primeiros?

A resposta curta é: sim, mas sem abandonar as referências atuais.

O sexto filme mantém a estrutura que sempre fez parte da franquia. A história pega elementos conhecidos de filmes de terror e transforma tudo em situações absurdas, exageradas e completamente sem compromisso com a lógica.

A diferença é que agora a própria franquia virou alvo das piadas. O roteiro brinca com a ideia de trazer personagens antigos de volta, apresentar uma nova geração e tentar manter uma série viva décadas depois de seu início.

Essa escolha combina bastante com o momento atual de Hollywood. Afinal, se grandes franquias podem ganhar novos capítulos depois de anos, Todo Mundo em Pânico não poderia deixar essa oportunidade passar sem fazer piada com a situação.

Quem está por trás do novo filme?

O sexto filme da franquia é dirigido por Michael Tiddes e escrito por Marlon Wayans, Shawn Wayans, Keenen Ivory Wayans, Craig Wayans e Rick Alvarez.

O longa também representa o retorno da família Wayans à franquia depois de sua saída após Todo Mundo em Pânico 2, lançado em 2001. A participação dos irmãos é especialmente importante porque os dois primeiros filmes são considerados por muitos espectadores como os melhores momentos da série.

A nova produção tenta justamente recuperar essa conexão com o início da franquia, mas sem ignorar que o público e o próprio cinema mudaram bastante desde então.

Cara-de-Barro ganha trailer e mostra uma DC bem mais assustadora: Veja o que já sabemos sobre o novo filme

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A Warner Bros. Pictures apresentou o primeiro trailer de Cara-de-Barro, novo filme da DC Studios que chega aos cinemas brasileiros em 22 de outubro. E, pelo que a prévia apresenta, a produção vai seguir um caminho bem diferente do que muita gente espera de um filme baseado em um personagem dos quadrinhos. Abaixo, veja o vídeo:

Aqui, o terror não parece estar apenas nas criaturas ou nos sustos. O filme coloca o próprio corpo humano no centro do problema. A transformação de Matt Hagen, interpretado por Tom Rhys Harries, começa com uma situação desesperadora: um ator que tem o rosto desfigurado e decide procurar uma cientista em busca de uma solução.

O tratamento, porém, tem um preço. Ao transformar o corpo de Hagen em argila, a personagem de Naomi Ackie acaba colocando o protagonista diante de uma situação que foge completamente do controle. É justamente essa mudança que dá origem ao Cara-de-Barro.

O novo Cara-de-Barro vai ser um filme de terror?

Sim, pelo menos é essa a direção que o trailer indica. A produção foi apresentada como uma história de terror corporal, um gênero que costuma explorar transformações físicas, doenças, deformações e a relação desconfortável entre uma pessoa e o próprio corpo.

Isso coloca o filme em uma posição curiosa dentro da DC. Em vez de acompanhar um herói tentando impedir um vilão de dominar uma cidade, a história parece começar com um homem tentando consertar a própria vida e tomando uma decisão que pode destruir ainda mais aquilo que restou dela.

O mais interessante é que a origem do personagem não depende apenas de seus poderes. O problema começa antes da transformação. Matt Hagen é um ator cuja carreira e aparência são fundamentais para sua profissão. Quando seu rosto é desfigurado, ele perde justamente aquilo que acredita definir quem é.

A argila, então, pode funcionar como uma solução e, ao mesmo tempo, como uma prisão.

Gotham City finalmente chega ao novo DCU

O filme também tem uma importância maior para a nova fase da DC nos cinemas. Cara-de-Barro será o primeiro longa dessa continuidade a apresentar Gotham City, cidade que durante décadas esteve diretamente associada ao Batman.

Isso não significa, porém, que veremos uma nova versão do Cavaleiro das Trevas. Até o momento, o Batman não foi anunciado no elenco, e a história parece funcionar por conta própria, usando Gotham como cenário para uma trama policial e sobrenatural.

Max Minghella interpreta um detetive da polícia de Gotham que mantém um relacionamento com a cientista vivida por Naomi Ackie. A presença desse personagem pode ajudar a conectar a transformação de Matt Hagen aos acontecimentos da cidade, enquanto Eddie Marsan também está no elenco em um papel ainda não divulgado.

Para quem acompanha o novo DCU, esse é um detalhe importante. A produção amplia o mundo dessa nova continuidade sem precisar colocar todos os personagens conhecidos no mesmo filme.

Quem dirige e escreve o filme?

A direção ficou com James Watkins, cineasta conhecido por filmes como Speak No Evil e Eden Lake. O roteiro tem participação de Mike Flanagan, nome bastante associado ao terror contemporâneo, e Hossein Amini.

Flanagan já tinha interesse em desenvolver uma história sobre Cara-de-Barro e chegou a apresentar o projeto à DC Studios. Ele não assumiu a direção por causa de outros compromissos, e Watkins acabou ficando responsável pelo comando do longa.

A produção reúne James Gunn, Peter Safran, Matt Reeves e Lynn Harris. A presença de Reeves pode gerar alguma confusão, principalmente porque ele está ligado à franquia de The Batman, mas Cara-de-Barro pertence ao novo DCU e não à continuidade dos filmes estrelados por Robert Pattinson.

Onde Cara-de-Barro foi filmado?

As gravações começaram em agosto de 2025, na Inglaterra, com boa parte das filmagens externas realizadas em Liverpool. A cidade foi modificada para representar diferentes áreas de Gotham, incluindo locais como a Derby Square, a Biblioteca Central de Liverpool e trechos da North John Street.

O prédio do Tribunal de Justiça de Liverpool também foi utilizado como parte do cenário do Hospital de Gotham. As filmagens de estúdio aconteceram nos Warner Bros. Studios Leavesden.

A escolha de Liverpool não é totalmente inédita para produções ligadas ao universo do Batman. A cidade também serviu como locação para The Batman, embora os dois filmes tenham propostas e continuidades diferentes.

O que esperar do filme?

O principal motivo para ficar de olho em Cara-de-Barro é justamente a mudança de escala. O personagem já apareceu diversas vezes em animações e histórias do Batman, mas quase sempre como uma ameaça gigantesca, capaz de transformar o próprio corpo em diferentes formas.

O novo filme parece interessado em voltar alguns passos e contar como um homem chega a esse ponto. Isso abre espaço para uma história mais pessoal, com elementos de suspense, investigação e horror, em vez de simplesmente colocar o personagem como um obstáculo para outro herói.

The Dink – A Última Chance coloca Jake Johnson no mundo do pickleball em nova comédia da Apple TV

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Jake Johnson troca as quadras de tênis pelo pickleball em The Dink: A Última Chance, nova comédia da Apple Original Films. O filme estreia mundialmente na Apple TV nesta sexta-feira, 24 de julho, com direção de Josh Greenbaum, cineasta de Duas Tias Loucas de Férias, e produção de Ben Stiller, conhecido por trabalhos como Zoolander, Com a Bola Toda e pela série Ruptura, da própria Apple.

Na história, Johnson interpreta Dusty Boyd, um ex-prodígio do tênis que ficou bem longe da carreira que imaginava ter. Depois de abandonar o esporte profissional, ele acaba trabalhando no clube de campo comandado pelo pai, Chuck, personagem de Ed Harris, ator de produções como O Show de Truman, Apollo 13 e Westworld. A relação entre os dois está longe de ser simples. Dusty ainda busca a aprovação do pai e, por isso, apoia a implicância de Chuck com o pickleball, modalidade que começa a ocupar cada vez mais espaço no clube. Para ele, o esporte representa tudo aquilo que está afastando o lugar da tradição do tênis.

O problema é que Dusty também não está em condições de continuar jogando. Uma antiga lesão piora e acaba impedindo que ele pratique tênis. Sem poder voltar às quadras da maneira que gostaria, ele acaba fazendo justamente o que nunca imaginou: experimenta o pickleball.

Por que Dusty acaba jogando o esporte que mais detesta?

A mudança começa por necessidade. Dusty precisa se recuperar e encontra no pickleball uma alternativa para continuar praticando um esporte com raquete. Aos poucos, porém, sua relação com a modalidade muda. Parte disso acontece por causa de Candace, personagem de Mary Steenburgen, conhecida por filmes como De Volta para o Futuro III e O Clube das Desquitadas, que se torna sua nova parceira nas quadras. A convivência entre os dois ajuda Dusty a enxergar o esporte por outro ângulo e também abre espaço para que ele reveja algumas decisões da própria vida.

O pickleball acaba funcionando como um ponto de encontro entre o passado e o presente do personagem. Dusty passou boa parte da vida tentando lidar com a imagem do atleta que poderia ter sido. Agora, precisa descobrir o que fazer depois que aquela carreira ficou para trás. Esse conflito ganha um rosto conhecido quando Andy Roddick aparece na história. O ex-tenista interpreta a si próprio e surge como um antigo rival de Dusty.

A participação de Roddick tem um peso particular porque ele conhece, na vida real, o ambiente competitivo que o protagonista deixou para trás. O ex-jogador chegou ao primeiro lugar do ranking mundial e venceu o US Open de 2003, último Grand Slam de simples masculino conquistado por um tenista dos Estados Unidos antes da vitória de Taylor Fritz no US Open de 2025.

O que a história diz sobre uma carreira que não saiu como planejado?

A trama acompanha Dusty em uma fase em que ele precisa decidir o que realmente quer para a própria vida. O relacionamento com Chuck pesa tanto quanto a questão esportiva, já que muitas das escolhas do protagonista parecem ligadas à necessidade de ser reconhecido pelo pai.

Quando o pickleball passa a ocupar cada vez mais espaço no clube, Dusty fica dividido. Ele precisa lidar com a própria mudança de opinião e com a resistência de Chuck, que não aceita facilmente a popularização do novo esporte. A disputa pelo futuro do clube coloca pai e filho em lados diferentes e obriga Dusty a encarar questões que ficaram pendentes desde os tempos em que era considerado uma promessa do tênis.

O roteiro de Sean Clements, conhecido pelo trabalho em Workaholics, usa essa situação para explorar a rivalidade entre tênis e pickleball. As duas modalidades compartilham alguns equipamentos e elementos de suas regras, mas possuem ritmos e características diferentes. O pickleball, em especial, cresceu bastante nos Estados Unidos nos últimos anos e se tornou uma modalidade praticada por públicos de diferentes idades.

Quem está no elenco de The Dink?

Jake Johnson lidera o elenco como Dusty Boyd. O ator é conhecido por produções como New Girl, Homem-Aranha: No Aranhaverso e Jurassic World. Mary Steenburgen interpreta Candace, enquanto Ed Harris vive Chuck. O elenco também conta com Ben Stiller, Patton Oswalt, Chloe Fineman, Chris Parnell e Aaron Chen. Andy Roddick participa como ele mesmo.

Stiller também está envolvido na produção do longa. O ator já trabalhou com comédia esportiva em Com a Bola Toda, de 2004, e tem uma ligação recente com a Apple TV por seu trabalho em Ruptura, série na qual atua como produtor executivo e diretor. A direção fica com Josh Greenbaum, que comandou Duas Tias Loucas de Férias. Já Sean Clements assina o roteiro.