Andrew Garfield já tem seu próximo grande projeto nos cinemas. O ator é o protagonista de The Uprising, novo filme de Paul Greengrass, diretor responsável por alguns dos capítulos mais lembrados da franquia Bourne, e acaba de ganhar seu primeiro trailer oficial.
A prévia leva o público para a Inglaterra de 1381, período em que uma revolta popular colocou trabalhadores e camponeses frente a frente com a Coroa. Longe de tratar o conflito apenas como pano de fundo, o filme acompanha o nascimento de um movimento que desafiou a autoridade do jovem rei Ricardo II e entrou para a história como um dos levantes mais importantes da Idade Média inglesa.
As primeiras cenas deixam claro que Greengrass continua apostando no estilo que marcou sua carreira. A câmera acompanha os personagens de perto, as batalhas acontecem em meio ao caos e a sensação é de que o espectador está no centro do conflito.
Andrew aparece como Wat Tyler, agricultor que acaba se tornando a principal voz da rebelião. Ao seu lado está John Ball, interpretado por Jamie Bell, personagem que ajuda a espalhar entre a população a ideia de que chegou a hora de enfrentar um sistema que já não oferecia qualquer perspectiva para quem vivia do próprio trabalho.
Qual é a história de The Uprising?
O longa é inspirado na Revolta dos Camponeses de 1381, um episódio real que marcou a história da Inglaterra. Naquele período, o aumento dos impostos e o descontentamento com a monarquia levaram milhares de trabalhadores a marchar em direção a Londres para exigir mudanças.
No centro dessa mobilização estava Wat Tyler, que se tornou um dos principais líderes do movimento. Enquanto tenta organizar a resistência, ele enfrenta as forças do rei Ricardo II, retratado no filme ainda com apenas 14 anos.
Mesmo sendo um acontecimento do século XIV, o conflito apresentado em The Uprising gira em torno de temas que continuam familiares: desigualdade, concentração de poder e o preço pago por quem decide enfrentar as estruturas que controlam a sociedade.
Quem está no elenco?
Além de Andrew Garfield, o filme reúne um elenco cheio de nomes conhecidos. Jamie Bell interpreta John Ball, enquanto Woody Norman dá vida ao jovem Ricardo II. Também fazem parte da produção Thomasin McKenzie, Cosmo Jarvis, Tom Hollander, Stephen Dillane, Jonny Lee Miller, Katherine Waterston, Stanley Townsend e Sky Yang.
O filme quase teve outros protagonistas
A versão que chega aos cinemas é bem diferente da planejada inicialmente. Quando o projeto foi anunciado, em 2022, ele se chamava The Hood e teria Benedict Cumberbatch como protagonista.
Algum tempo depois, o longa mudou de nome para The Rage, e Matthew McConaughey assumiu o papel principal. A parceria, porém, não foi adiante, e o ator deixou a produção antes do início das filmagens.
Foi só em 2025 que Garfield entrou oficialmente para o elenco. Pouco depois, o projeto recebeu o título definitivo de The Uprising, formando o time que agora chega ao público.
A TV Globo exibe nesta sexta-feira, 17 de julho, na Sessão da Tarde, Velozes e Furiosos 4, filme que recolocou a franquia nos trilhos e abriu caminho para a fase de maior sucesso da saga estrelada por Vin Diesel e Paul Walker. Lançado em 2009, o longa trouxe de volta os protagonistas do primeiro filme depois de anos seguindo caminhos separados e deu um novo rumo à história, deixando as corridas de rua em segundo plano para investir em uma trama policial repleta de perseguições e acertos de contas.
O quarto filme faz mais do que dar continuidade à história. Ele reúne novamente Dominic Toretto e Brian O’Conner, dupla que conquistou o público no primeiro Velozes e Furiosos, além de trazer de volta Michelle Rodriguez e Jordana Brewster aos seus personagens. Esse reencontro devolve à franquia a dinâmica que havia ficado de lado nos filmes anteriores e marca o início de uma nova fase, que ampliou o universo da série e abriu caminho para os capítulos seguintes.
O que acontece em Velozes e Furiosos 4?
Depois de deixar Los Angeles para trás, Dominic Toretto vive na República Dominicana ao lado de Letty e de sua equipe. A tranquilidade dura pouco. Com o FBI cada vez mais próximo, Dom decide desaparecer para evitar que as pessoas ao seu redor também se tornem alvo das autoridades.
A situação muda completamente quando ele descobre que Letty foi assassinada. Convencido de que a morte da companheira está ligada ao traficante Arturo Braga, Dom retorna aos Estados Unidos disposto a encontrar os responsáveis. Ao mesmo tempo, Brian O’Conner conduz uma investigação para desmontar a organização criminosa comandada pelo traficante.
Os dois voltam a se encontrar em lados opostos, mas logo percebem que têm o mesmo objetivo. A parceria improvável leva a uma infiltração em uma operação internacional de tráfico de drogas, colocando Dom e Brian em uma sequência de perseguições que atravessa a fronteira entre Estados Unidos e México.
Por que esse filme é considerado um dos mais importantes da franquia?
Embora seja o quarto longa da série, Velozes e Furiosos 4 representou um recomeço. Depois da ausência de Vin Diesel em +Velozes +Furiosos e da mudança de foco em Desafio em Tóquio, havia dúvidas sobre o futuro da franquia.
A decisão de reunir novamente o elenco principal agradou ao público e devolveu à saga a dinâmica entre Dom, Brian, Mia e Letty, personagens que se tornaram a base da história. Ao mesmo tempo, o filme ampliou o universo da franquia ao apresentar novos nomes, como Gisele, interpretada por Gal Gadot, e aprofundar a presença de Han, personagem vivido por Sung Kang.
Esse reencontro também marcou uma mudança de escala. As corridas continuaram presentes, mas passaram a dividir espaço com investigações, grandes operações criminosas e cenas de ação muito mais ambiciosas.
Como o sucesso de bilheteria influenciou os filmes seguintes?
O retorno do elenco original teve impacto imediato. Produzido com um orçamento de cerca de US$ 85 milhões, Velozes e Furiosos 4 arrecadou mais de US$ 360 milhões nos cinemas ao redor do mundo, tornando-se, naquele momento, a maior bilheteria da franquia.
O resultado deu sinal verde para que a Universal expandisse a série. Dois anos depois chegaria Velozes e Furiosos 5: Operação Rio, longa que transformou definitivamente a franquia em um fenômeno global ao apostar em grandes assaltos, missões internacionais e um elenco cada vez maior.
A Japan House São Paulo (JHSP) expandiu sua programação cultural pela América Latina com a chegada da exposição “DŌ: a caminho da virtude” ao Paraguai. A mostra está em cartaz até 1º de setembro no Centro Paraguayo Japonés (CPJ), em Assunção, marcando a primeira atividade realizada pela instituição no país.
A exposição faz parte das celebrações pelos 90 anos da imigração japonesa no Paraguai e é realizada em parceria com a Embaixada do Japão no Paraguai. A iniciativa integra o programa de itinerância da Japan House São Paulo, criado em 2021 para levar conteúdos relacionados à cultura japonesa a diferentes públicos no Brasil e em outros países da América Latina.
Em vez de apresentar as artes marciais japonesas apenas como práticas esportivas, a mostra explora os valores e conceitos que fazem parte dessas tradições. O público encontra fotografias, vídeos, instalações e materiais educativos que apresentam a relação entre disciplina, técnica e desenvolvimento pessoal presente em modalidades como judô, karatê, kyudō, kendō e aikidō.
O título da mostra faz referência ao termo japonês dō, que significa “caminho”. Dentro das artes marciais, a palavra representa um processo contínuo de aprendizado e aperfeiçoamento, em que o treinamento envolve não apenas o domínio dos movimentos, mas também aspectos ligados à concentração, equilíbrio e comportamento.
A exposição apresenta esse conceito a partir do budō, tradição que reúne diferentes práticas marciais japonesas e que busca a integração entre mente, corpo e técnica. O percurso montado no Centro Paraguayo Japonés permite que visitantes conheçam como esses princípios foram desenvolvidos ao longo da história e permanecem presentes nas artes marciais praticadas atualmente.
Desde o início do programa de itinerância, em 2021, “DŌ: a caminho da virtude” já passou por cidades como São Paulo, Buenos Aires, Cidade do México, Lima e Brasília. A circulação da mostra faz parte da estratégia da Japan House São Paulo de levar projetos criados no Brasil para novos públicos da região.
“Para nós, como instituição que divulga a cultura japonesa na América Latina, é uma honra estreitar laços com o público paraguaio. Graças a essa colaboração com a Embaixada do Japão no Paraguai, temos a oportunidade de aprofundar o tema das artes marciais neste país, assim como já fizemos na Argentina, no México e no Peru”, afirma Carlos Roza, presidente da Japan House São Paulo.
Segundo o executivo, a chegada ao Paraguai acontece em um período importante para a instituição, que se aproxima de uma década de atuação e participa de uma programação relacionada à história da imigração japonesa no continente.
A animação brasileira Cordélicos: A Origem do Cabra da Peste segue em exibição nos cinemas e chega ao Cine Arte UFF, em Niterói (RJ). O longa escrito e dirigido por Ale McHaddo apresenta uma combinação inusitada: cangaceiros, viagem no tempo e um futuro inspirado em referências da cultura nordestina.
A história acompanha um grupo de aventureiros do sertão que encontra os planos de uma máquina do tempo e acaba envolvido em uma perseguição após chamar a atenção do temido Cabra da Peste. Durante a fuga, os personagens atravessam diferentes épocas e chegam ao Neo Nordeste de 3333, uma versão futurista da região onde precisam encontrar uma forma de sobreviver e entender o motivo de estarem sendo perseguidos.
No novo cenário, os cangaceiros encontram um sertão completamente diferente daquele que conheciam. A tecnologia avançada divide espaço com elementos tradicionais, enquanto o grupo tenta descobrir os segredos por trás da máquina e da origem do próprio inimigo.
Em vez de seguir uma aventura tradicional de ficção científica, Cordélicos: A Origem do Cabra da Peste usa a viagem temporal para brincar com símbolos da cultura nordestina. O filme coloca personagens ligados ao cangaço em contato com um futuro distante, criando situações baseadas no contraste entre costumes antigos e novas tecnologias.
A trama também acompanha os personagens enquanto eles passam por diferentes períodos históricos e encontram versões inesperadas do mundo que conheciam. No caminho, o grupo descobre que a perseguição do Cabra da Peste envolve questões maiores do que uma simples fuga.
A produção utiliza elementos da literatura de cordel como parte da construção visual e narrativa, trazendo para a animação referências que fazem parte do imaginário popular brasileiro.
Elenco de vozes reúne nomes conhecidos
A dublagem conta com Bruno Garcia, Tadeu Mello, Raissa Xavier, Carol Góes, Marcelo Mansfield, Felipe Mazzoni e Falcão.
Confira onde assistir “Cordélicos: A Origem do Cabra da Peste”
O filme está em cartaz entre os dias 16 e 22 de julho nas seguintes cidades:
Campina Grande (PB) Cineteatro São José
João Pessoa (PB) Cine Banguê
Niterói (RJ) Cine Arte UFF (estreia)
Recife (PE) Kinoplex Boa Vista
São Luís (MA) Kinoplex Golden
São Paulo (SP) CEU Aricanduva CEU Barro Branco CEU Butantã CEU Caminho do Mar CEU Carrão CEU Feitiço da Vila CEU Freguesia do Ó CEU Jaçanã CEU Meninos CEU Parque do Carmo CEU Parque Novo Mundo CEU Parque Veredas CEU Paz CEU Perus CEU Pinheirinho CEU Quinta do Sol CEU São Miguel CEU São Pedro CEU São Rafael CEU Taipas CEU Tremembé CEU Três Lagos CEU Vila Alpina CEU Vila do Sol
O filme espanhol Surda já está disponível para aluguel e compra nas principais plataformas digitais do Brasil. Dirigido por Eva Libertad García, o longa pode ser assistido no Prime Video, Apple TV, Google TV, YouTube, Vivo TV e Claro tv+, com recursos de acessibilidade como legendas descritivas em todos os serviços e opção de audiodescrição no Prime Video e Apple TV.
A produção acompanha uma fase transformadora na vida de Ángela, uma mulher surda que está prestes a se tornar mãe pela primeira vez. Enquanto vive as descobertas, medos e expectativas da maternidade, ela também precisa enfrentar as barreiras de uma sociedade ainda pouco preparada para incluir pessoas com deficiência auditiva.
Interpretada por Miriam Garlo, Ángela está esperando sua primeira filha, Ona, e tenta se preparar para os desafios que surgem antes mesmo do nascimento da criança. Ao lado do companheiro Héctor, vivido por Álvaro Cervantes, ela busca novas formas de comunicação e maneiras de construir uma relação saudável com a filha em um ambiente onde muitas situações ainda são pensadas exclusivamente para pessoas ouvintes.
Surda explora as inseguranças e mudanças que fazem parte da chegada de um filho. O filme acompanha uma personagem que deseja viver plenamente a maternidade, mas precisa lidar com julgamentos, dificuldades práticas e a falta de adaptação em diferentes espaços.
A narrativa também aborda como o preconceito aparece em situações cotidianas, desde atendimentos básicos até momentos relacionados à criação da criança. A produção coloca em destaque a importância da comunicação e mostra como Ángela e Héctor precisam encontrar juntos novas formas de compartilhar experiências e tomar decisões como família.
A direção de Eva Libertad García aposta em uma abordagem próxima dos personagens, acompanhando os sentimentos de Ángela sem transformar sua surdez em uma única definição de quem ela é. O filme apresenta uma protagonista complexa, com desejos, dúvidas e desafios próprios de qualquer pessoa que enfrenta a chegada da maternidade.
Filme recebeu três prêmios no Goya
O reconhecimento de Surda veio também no Prêmio Goya, uma das principais premiações do cinema espanhol. O longa conquistou três estatuetas, incluindo o prêmio de Melhor Atriz Estreante para Miriam Garlo por sua atuação como Ángela.
Além de Garlo, o elenco conta com Elena Irureta, que completa a história centrada nas relações familiares e nos obstáculos enfrentados pela protagonista.
O público de Campina Grande, na Paraíba, terá uma oportunidade especial de conferir Sirât, um dos filmes mais comentados da última temporada, em uma exibição única no Cineteatro São José. A sessão acontece no dia 17 de julho, às 18h10, levando ao cinema uma produção que mistura drama, sobrevivência e uma forte experiência visual.
Dirigido pelo espanhol Óliver Laxe e produzido por Pedro Almodóvar, o longa conquistou reconhecimento internacional e recebeu duas indicações ao Oscar, nas categorias de Melhor Filme Internacional e Melhor Som. A produção também passou por importantes festivais e chamou atenção pela forma como transforma uma história de busca e perda em uma jornada marcada por tensão e imagens impactantes.
A trama acompanha Luis, interpretado por Sergi López, e seu filho Esteban, vivido por Bruno Núñez Arjona, que viajam pelo deserto do Marrocos em busca de Mar, filha e irmã dos protagonistas que desapareceu. A procura leva os dois a uma região isolada, onde acabam cruzando o caminho de um grupo de jovens viajantes que também segue rumo ao interior do país.
Uma busca que muda de direção no meio do deserto
O filme começa em uma rave realizada no sul do Marrocos. Enquanto uma multidão dança ao som de música eletrônica, Luis e Esteban distribuem cartazes com a imagem de Mar tentando encontrar qualquer informação sobre seu paradeiro.
Durante a festa, eles descobrem que outro evento acontecerá em uma área ainda mais distante do deserto e que a jovem pode estar por lá. Quando autoridades interrompem a rave e ordenam a saída dos estrangeiros da região, um grupo de jovens decide continuar viagem em direção ao sul, acompanhado pela dupla de pai e filho.
A partir desse momento, “Sirât” deixa de ser apenas uma história de desaparecimento e passa a acompanhar uma travessia marcada por dificuldades, encontros inesperados e situações cada vez mais extremas. Ao longo do caminho, Luis, Esteban e os novos companheiros precisam lidar com problemas mecânicos, falta de recursos e as consequências de uma região onde a instabilidade política aumenta.
Um filme sobre resistência, perdas e conexões humanas
Com uma narrativa construída em meio às paisagens áridas do deserto, o longa aposta no contraste entre a imensidão do cenário e a fragilidade dos personagens. A viagem aproxima pessoas completamente diferentes, criando momentos de convivência entre desconhecidos que acabam compartilhando medos, dificuldades e pequenas formas de esperança.
O elenco conta ainda com Richard Bellamy como Bigui, Stefania Gadda como Stef, Joshua Liam Henderson como Josh, Tonin Janvier como Tonin e Jade Oukid como Jade.
Ao longo da jornada, o grupo enfrenta situações cada vez mais perigosas, transformando a busca inicial de Luis e Esteban em uma experiência marcada por escolhas difíceis e consequências inesperadas. O filme conduz o público por uma trajetória que questiona até onde alguém pode ir quando está tentando encontrar uma pessoa que ama.
Com direção de Óliver Laxe, fotografia que valoriza os cenários naturais e uma proposta sonora fundamental para a narrativa, “Sirât” foi pensado para ser visto na tela grande, explorando a relação entre imagem, música e silêncio.
Durante todo A Odisseia, Christopher Nolan faz o público acreditar que a grande recompensa de Odisseu será finalmente voltar para Ítaca. Depois de vinte anos longe de casa, passando pela Guerra de Troia, enfrentando monstros, deuses e perdas pelo caminho, o herói só quer recuperar a vida que deixou para trás.
Mas quando esse retorno finalmente acontece, Nolan muda completamente as regras do jogo. A chegada ao lar não representa uma vitória tradicional, com coroação e celebração. Pelo contrário: Ítaca, o lugar que Odisseu passou duas décadas tentando alcançar, se transforma no cenário onde ele precisa lidar com o preço de suas próprias escolhas.
O filme pega uma das histórias mais famosas da mitologia grega e muda o foco. Mais do que acompanhar um guerreiro tentando voltar para casa, Nolan apresenta um homem tentando entender se ainda existe um lugar para ele depois de tudo que viveu.
O retorno de Odisseu termina em uma vingança brutal
Depois de sobreviver à guerra e a uma longa viagem pelo Mediterrâneo, Odisseu finalmente chega a Ítaca. Só que ele não volta como o rei que todos esperavam. O personagem retorna escondido, usando um disfarce para observar o que aconteceu durante sua ausência.
Ao chegar ao palácio, ele encontra sua casa completamente diferente. Os pretendentes tomaram conta do lugar, gastando os recursos da família e pressionando Penélope a escolher um novo marido. Enquanto isso, Telêmaco cresceu sem a presença do pai e precisou lidar sozinho com o caos deixado pela ausência do rei.
A situação muda quando acontece a prova do arco. O desafio deveria revelar quem realmente merece ocupar o lugar de Odisseu, mas nenhum dos pretendentes consegue sequer usar a arma. O homem que todos ignoravam, visto apenas como um estranho visitante, realiza o feito com facilidade e revela sua verdadeira identidade.
A partir daí, o filme entrega o confronto que vinha sendo construído desde o início. Ao lado de Telêmaco, Odisseu fecha as saídas do salão e parte para cima dos homens que invadiram sua casa.
Entre os mortos está Antínoo, interpretado por Robert Pattinson, um dos principais símbolos da arrogância dos pretendentes. A cena funciona como uma catarse, mas Nolan não permite que esse momento seja visto apenas como uma vitória heroica.
A vingança acontece, mas ela também muda completamente o futuro de Odisseu.
Por que Odisseu perde o trono depois de voltar para casa?
O grande ponto do final está justamente nessa contradição: Odisseu consegue recuperar Ítaca, mas não consegue permanecer como rei.
A explicação está na quebra da Lei de Zeus, ligada ao conceito grego de hospitalidade. Mesmo sendo criminosos e tendo destruído a paz da família, os pretendentes foram mortos dentro do palácio, e isso abre espaço para novas consequências.
As famílias dos mortos poderiam iniciar outro conflito, criando mais uma guerra dentro da própria ilha. Para evitar que Ítaca continue presa em um ciclo de violência, Odisseu decide abandonar o trono.
Quem assume o reino é Telêmaco, que deixou de ser apenas o filho esperando pelo retorno do pai. Durante os anos de ausência de Odisseu, ele amadureceu e se tornou alguém preparado para liderar.
Essa escolha é uma das maiores mudanças emocionais do filme. Odisseu passou toda a história tentando recuperar seu lugar, mas quando finalmente consegue, percebe que talvez aquele lugar já não pertença mais a ele.
O reencontro de Odisseu e Penélope não é o final feliz esperado
O momento entre Odisseu e Penélope também foge do caminho mais óbvio. O filme não trata o reencontro como uma grande celebração romântica depois de duas décadas separados.
Os dois personagens mudaram. Eles carregam marcas de tudo que aconteceu e precisam lidar com o fato de que o tempo não voltou atrás.
Existe carinho entre eles, mas também existe a percepção de que aquela vida antiga ficou para trás. Por isso, quando Odisseu decide deixar Ítaca novamente, Penélope escolhe acompanhá-lo.
O casal abandona a coroa e parte em direção ao desconhecido. Depois de passar anos tentando voltar para casa, Odisseu descobre que sua verdadeira paz não está no poder que perdeu, mas na liberdade de deixar esse peso para trás.
O que o final de A Odisseia realmente quer dizer?
A última cena, com o barco de Odisseu e Penélope desaparecendo no horizonte, resume a ideia central da adaptação de Nolan.
A grande jornada nunca foi apenas atravessar mares ou derrotar inimigos. O verdadeiro desafio era entender quem Odisseu seria depois de tudo que enfrentou.
O diretor troca o tradicional final de triunfo por uma conclusão mais humana. Em vez de mostrar o herói sentado no trono, Nolan apresenta alguém que conquistou aquilo que queria, mas percebeu que a conquista não resolveu seus conflitos.
No fim, o maior inimigo de Odisseu não foi Poseidon, o Ciclope ou qualquer criatura encontrada pelo caminho. Foi a ideia de que voltar para casa seria suficiente para recuperar tudo que ele perdeu.
A música clássica será o centro de uma nova história sul-coreana da Netflix. Quatro Mãos, Duas Sonatas chega ao streaming em 29 de agosto trazendo uma disputa entre dois jovens pianistas que frequentam uma das escolas de artes mais prestigiadas do país. A série acompanha o encontro entre dois talentos com estilos completamente diferentes e mostra como a competição pode se transformar em uma relação capaz de mudar a forma como eles enxergam a música e a própria vida.
O K-drama é estrelado por Song Kang, conhecido por produções como Sweet Home, Meu Demônio Favorito e Love Alarm, e Lee Jun Young, que esteve em Classe dos Heróis Fracos 2 e Se a Vida Te Der Tangerinas…. Na trama, os dois interpretam músicos que chegam ao mesmo ambiente carregando histórias, métodos e objetivos bastante diferentes.
A história acontece em uma escola de artes de elite, onde jovens considerados prodígios precisam lidar diariamente com apresentações, avaliações e a pressão de provar que merecem estar entre os melhores. Nesse cenário, o piano deixa de ser apenas um instrumento e passa a representar sonhos, cobranças e escolhas pessoais.
Song Kang interpreta Kang Pi-o, um pianista que construiu sua reputação através de anos de treinamento e dedicação extrema. Desde pequeno, ele seguiu uma rotina voltada para alcançar a perfeição técnica e se tornou um dos grandes nomes entre os estudantes da instituição.
Por trás da postura segura e do talento reconhecido, porém, existe alguém que vive preso à própria necessidade de acertar sempre. Pi-o conhece o peso de ser visto como um gênio e precisa lidar com a ansiedade causada pela busca constante por resultados impecáveis.
Já Choi Jeong-yo, personagem vivido por Lee Jun Young, segue uma trajetória completamente diferente. Ao contrário de Pi-o, ele não cresceu dentro de uma estrutura preparada para transformar sua habilidade em sucesso. Depois de enfrentar uma infância difícil, ele decide correr atrás do sonho de tocar piano e encontra na música uma forma de expressar tudo aquilo que não consegue dizer.
Jeong-yo é mais impulsivo e emocional. Seu jeito espontâneo entra em choque com a disciplina quase calculada de Pi-o, criando uma rivalidade que nasce justamente das diferenças entre os dois. Enquanto um acredita no controle absoluto da técnica, o outro valoriza a liberdade de colocar sentimento em cada apresentação.
A chegada de um novo talento muda a rotina de Pi-o e Jeong-yo. Ao encontrarem alguém capaz de desafiar suas próprias limitações, os dois passam a enxergar a música por uma perspectiva diferente. O confronto entre estilos acaba criando uma troca que influencia tanto o desenvolvimento artístico quanto a maneira como cada um encara seus próprios problemas.
A série também explora uma questão comum entre jovens artistas: até onde vale a pena buscar a perfeição? Enquanto alguns personagens enxergam o talento como uma obrigação, outros encontram na arte uma forma de liberdade. Esse contraste deve ser um dos principais pontos da narrativa.
Além da disputa entre os protagonistas, Quatro Mãos, Duas Sonatas apresenta uma história sobre crescimento pessoal. A produção usa o ambiente competitivo de uma escola de música para falar sobre expectativas, inseguranças e o desafio de construir uma identidade própria.
O título da série faz referência ao encontro entre dois músicos tocando juntos, algo que representa a relação entre Pi-o e Jeong-yo. Mesmo seguindo caminhos diferentes, os dois precisam aprender a dividir o mesmo espaço e entender que talento não depende apenas de técnica ou reconhecimento.
A Odisseia, dirigido por Christopher Nolan, foi alvo de estranheza e desconfiança do público desde seu anúncio. Afinal, uma história envolvendo mitologia grega, fantasia, deuses e criaturas mitológicas nas mãos desse diretor não parecia a escolha mais óbvia. Por mais excelência que ele possua em seus trabalhos, como no recente Oppenheimer, A Odisseia não soava como um filme que poderia ter sua fantasia preservada sem ser filtrada pelo realismo, sua marca registrada. Entretanto, mesmo com a fantasia reduzida como esperado, Nolan surpreende. Ele entrega não só um dos melhores filmes do ano, mas também um dos trabalhos mais ambiciosos de sua carreira. Um verdadeiro espetáculo visual em IMAX, sustentado por um elenco à altura. A Odisseia não é apenas um filme, mas uma experiência cinematográfica que dificilmente passa despercebida.
A trama acompanha Odisseu (Matt Damon) tentando retornar ao seu lar, Ítaca, após a queda de Tróia. Os deuses, no entanto, não estão contentes com ele. Depois de uma sequência de infortúnios, o herói leva mais de quinze anos para conseguir voltar para casa. Nesse caminho, enfrenta criaturas monstruosas, a ira de Poseidon e, principalmente, o maior obstáculo da própria história: o seu ego.
Longe dali, acompanhamos Penélope (Anne Hathaway), esposa de Odisseu, que durante todos esses anos rejeita pretendentes interessados em assumir o trono de Ítaca por meio do casamento. A personagem carrega uma dor silenciosa que sustenta o filme nos momentos em que Odisseu está distante. Entre esses pretendentes, o destaque fica para Antinous, vivido por Robert Pattinson, que transita com precisão entre a inveja e a covardia, criando um antagonista incômodo sem precisar recorrer a exageros.
Ao mesmo tempo, o filho de Penélope e Odisseu, Telêmaco (Tom Holland), que nunca conheceu o pai, decide partir em busca de respostas sobre seu paradeiro. É uma escolha interessante de elenco, embora Holland demore para encontrar o ritmo do personagem. No início, ele parece deslocado e jovem demais para o peso da história, mas, conforme a narrativa avança, encontra o equilíbrio necessário.
Nolan transforma A Odisseia em um épico que vai além da aventura mitológica. O diretor utiliza a história de Homero para discutir uma questão bastante humana: a capacidade do homem de construir a própria ruína sem perceber. O filme coloca esse conflito dentro de Odisseu e acompanha sua queda através de uma narrativa não linear, na qual passado e presente se conectam aos poucos. Tudo funciona como um quebra-cabeça, mas a grande diferença é que cada peça desperta interesse imediato.
Odisseu é um personagem dominado pelo próprio orgulho. Seu ego não apenas coloca sua vida em risco, como também destrói aqueles que caminham ao seu lado. A história se distancia da ideia simples de acompanhar um herói enfrentando monstros em uma aventura fantástica e prefere observar a batalha interna de um homem tentando lidar com as consequências das próprias escolhas. Nolan conduz esse caminho com segurança, principalmente graças à atuação de Matt Damon, que entrega uma das performances mais fortes de sua carreira.
A Odisseia não depende de uma única cena marcante. O impacto vem do conjunto, de momentos que continuam ecoando depois que os créditos começam. Isso não significa que o filme seja perfeito. A longa duração pesa em alguns trechos, principalmente na metade do segundo ato, quando algumas sequências poderiam ser encurtadas para manter o ritmo mais constante.
Ainda assim, Nolan entende exatamente como conduzir os sentimentos dos personagens. A solidão de Penélope depois de tantos anos de espera é evidente, assim como a dor de Telêmaco, que cresceu sem conhecer o próprio pai. Esse peso emocional atinge seu ponto máximo em uma das cenas mais tristes da obra, quando o cachorro de Odisseu aguarda o retorno do dono a Ítaca durante anos e finalmente parte após acreditar até o fim que ele voltaria.
Visualmente, Nolan trabalha dentro de uma estética que já faz parte da sua identidade: imagens grandiosas construídas com elementos reais, fotografia marcada e uma forte presença física dos cenários. A fotografia é um dos maiores destaques do longa. O diretor posiciona personagens e ambientes com precisão, criando composições que valorizam tanto a escala épica quanto os momentos mais íntimos.
O longa alterna tons azulados nos momentos de melancolia envolvendo Telêmaco com cores mais intensas nas sequências de maior tensão. A utilização das cores chama atenção pela forma como contrasta estados emocionais: os tons frios acompanham a ausência e a perda, enquanto as cores quentes aparecem em momentos de isolamento, como quando Odisseu se encontra sozinho sob o sol em uma praia iluminada por tons alaranjados.
Em diversos momentos, o filme se aproxima do terror. Isso fica evidente na chegada do Ciclope, no ambiente de Hades e, principalmente, quando Circe transforma homens em porcos, uma das sequências mais perturbadoras da produção. Nolan acerta ao tratar a magia como algo físico e desconfortável, utilizando efeitos práticos para criar uma transformação que causa estranhamento sem depender apenas da computação gráfica.
Por outro lado, quando o diretor aposta exclusivamente no CGI, o resultado perde força. O monstro marinho Cila é um exemplo disso. A criatura tenta seguir uma linha fantasiosa mais realista, mas acaba sem o mesmo impacto visual e narrativo de outros momentos do filme.
O extremo oposto acontece com o Ciclope. O visual da criatura é impressionante e assustador, um dos grandes trabalhos práticos do longa. Mesmo com possíveis complementos digitais, o personagem possui uma presença física que torna sua aparição uma das sequências mais tensas da produção. Quando Odisseu e seus companheiros conseguem feri-lo, fica claro que o retorno para Ítaca acaba de se tornar ainda mais difícil. Afinal, o Ciclope pede ajuda ao pai, e esse pai é Poseidon.
A direção de arte é outro ponto de destaque. Tudo parece existir de forma concreta dentro daquele mundo, resultado da decisão de Nolan de evitar o uso excessivo de tela verde. Isso dá ao filme uma sensação de realidade mesmo quando ele mergulha no fantástico. Os figurinos podem não seguir uma reprodução histórica rigorosa, mas essa nunca parece ser a proposta da obra. Estamos diante de uma adaptação mitológica, e não de uma reconstrução documental.
Entre os detalhes visuais, o traje de Agamenon, interpretado por Ben Safdie, merece atenção especial. O personagem praticamente nunca revela o rosto, mas sua armadura possui uma presença impressionante, reforçando a imponência de sua posição dentro da narrativa.
Mesmo com alguns momentos mais lentos, Nolan conduz o longa-metragem até um terceiro ato poderoso, no qual todas as questões levantadas ao longo da história encontram seu ponto de encontro. O reencontro entre Odisseu e Penélope revela o verdadeiro conflito do personagem: ele entende que o maior obstáculo nunca esteve apenas nos monstros ou nos deuses, mas dentro dele próprio. Retornar para casa não era o encerramento da jornada, mas o começo de uma transformação.
Apesar das dúvidas iniciais sobre como Nolan lidaria com uma obra tão ligada à fantasia, o diretor encontra uma forma de adaptar A Odisseia sem abandonar sua própria linguagem. Ele transforma uma aventura mitológica em uma história sobre culpa, orgulho e redenção, colocando o maior confronto da narrativa dentro da mente de seu protagonista.
No fim, acompanhamos Odisseu enfrentar batalhas físicas e emocionais, e quando a história termina, a sensação é de que ainda existe muito a explorar naquele mundo. A Odisseia mantém a grandiosidade da fantasia, mas encontra sua verdadeira força no retrato de um homem tentando encarar o próprio reflexo. O maior monstro que ele precisa enfrentar não está nas profundezas do oceano, mas dentro de si mesmo.
A Clear River Games divulgou um novo trailer de Truxton Extreme, apresentando pela primeira vez a história que servirá de pano de fundo para o retorno de uma das franquias mais conhecidas do gênero shoot ‘em up. O lançamento está marcado para 30 de julho e chegará ao PC (Steam e GOG), PlayStation 5, Xbox Series e Nintendo Switch 2.
Conhecida como Tatsujin no Japão, a série estava sem um jogo inédito desde o fim dos anos 1980. Agora, ela retorna com uma proposta que preserva a ação frenética dos arcades, mas abre espaço para uma campanha mais elaborada, algo pouco comum em títulos do gênero.
O que acontece na história de Truxton Extreme?
A trama se passa no ano 2200, quando a humanidade já colonizou sete outros planetas e vive um período de estabilidade tecnológica. Esse cenário muda com o surgimento de Geranium, uma forma de vida alienígena mecanizada capaz de se replicar e atacar diferentes colônias.
Sem conseguir conter a invasão, a presidente de inteligência artificial Rose inicia um programa para selecionar pilotos de elite conhecidos como TATSUJIN. Eles passam a comandar naves de combate desenvolvidas para enfrentar a ameaça extraterrestre e impedir o colapso da civilização.
A história acompanha Ash, Bergamot e Cyrilla, três protagonistas com objetivos diferentes, mas que acabam unidos pela mesma missão. Um detalhe interessante é que todos abriram mão de seus corpos humanos para se tornarem ciborgues, decisão que passa a influenciar diretamente a narrativa durante a campanha.
O maior atrativo de Truxton Extreme talvez esteja justamente nos bastidores. O projeto marca o retorno de Masahiro Yuge, criador da franquia original, que volta a trabalhar na série quase quatro décadas depois do primeiro jogo.
Yuge participou da concepção da história e do desenvolvimento do projeto ao lado do estúdio Tatsujin, criado justamente para preservar o legado dos clássicos da Toaplan. A proposta não é reinventar a fórmula dos shmups, mas atualizar sua estrutura sem abandonar a identidade que tornou Truxton conhecido entre os jogadores de arcade.
Diferentemente dos jogos anteriores, Truxton Extreme investe em uma narrativa dividida em 18 capítulos, apresentada por meio de quadrinhos ilustrados por Junya Inoue, mangaká conhecido por trabalhos como Btooom!, Batsugun e DoDonPachi.
Essa abordagem aproxima o jogo de uma graphic novel entre uma fase e outra, oferecendo mais contexto para os personagens e para o conflito central sem interromper o ritmo da ação.
O que já foi confirmado no jogo?
Entre os recursos anunciados pela desenvolvedora estão oito fases inéditas, diferentes modos de jogo, armas clássicas da franquia, novos equipamentos, trilha sonora original acompanhada de versões atualizadas das músicas históricas da série e itens desbloqueáveis espalhados ao longo da campanha.
O foco continua sendo o combate intenso característico dos shoot ‘em ups, mas a equipe promete um ritmo de progressão mais variado, combinando desafios tradicionais do gênero com momentos voltados ao desenvolvimento da história.
Quando será lançado?
Truxton Extreme chega em 30 de julho para PC (Steam e GOG), PlayStation 5, Xbox Series e Nintendo Switch 2.