Emergência Radioativa | Netflix revela trailer de minissérie sobre o maior acidente radiológico do Brasil

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A Netflix divulgou o primeiro trailer de Emergência Radioativa, nova minissérie brasileira que revisita um dos episódios mais marcantes — e dolorosos — da história recente do país: o acidente com o Césio-137, ocorrido em Goiânia, em 1987. Com estreia marcada para 18 de março de 2026, a produção promete lançar luz sobre os impactos humanos, sociais e científicos de uma tragédia que mobilizou o Brasil e repercutiu internacionalmente.

Produzida pela Gullane em parceria com a Netflix, a minissérie aposta em uma abordagem sensível e realista para contar a história de um desastre que começou de forma quase banal: a abertura de um aparelho de radioterapia abandonado em um ferro-velho. O que parecia apenas sucata escondia um material altamente radioativo — o Césio-137 — que acabaria contaminando centenas de pessoas e marcando para sempre a memória coletiva do país.

Uma tragédia que começou com um brilho azul

O enredo parte do momento em que a máquina de radioterapia é desmontada, liberando o pó brilhante que despertou curiosidade e encantamento em quem o encontrou. O que ninguém imaginava era que aquele brilho azul escondia uma ameaça invisível e letal.

A partir daí, a série acompanha a rápida disseminação da contaminação pela cidade de Goiânia. Pessoas entram em contato com o material sem qualquer noção do perigo. Casas, objetos e roupas passam a carregar traços da radiação. O que se segue é uma corrida contra o tempo para identificar focos de contaminação, isolar áreas afetadas e salvar vidas.

Mas “Emergência Radioativa” não se limita a reconstruir fatos históricos. A proposta é mergulhar no drama humano por trás dos números: o medo, a desinformação, o preconceito e a solidariedade que emergiram em meio ao caos.

Heróis anônimos em meio ao desastre

Um dos eixos centrais da narrativa é o trabalho de médicos, físicos, cientistas e agentes públicos que atuaram na linha de frente do desastre. Muitos deles enfrentaram a radiação, a pressão da opinião pública e a falta de estrutura adequada para conter um acidente de proporções inéditas no Brasil.

A série destaca esses profissionais como heróis anônimos — figuras que, mesmo sem reconhecimento amplo, foram fundamentais para conter o avanço da contaminação e organizar uma resposta emergencial. Ao mesmo tempo, a produção também acompanha o drama de uma família diretamente atingida pela tragédia, trazendo uma perspectiva íntima e emocional à história.

Esse equilíbrio entre o olhar técnico e o humano é o que promete diferenciar a minissérie. Não se trata apenas de recontar um acidente, mas de explorar suas consequências na vida de pessoas comuns que tiveram suas rotinas abruptamente interrompidas.

Bastidores e equipe criativa

A minissérie foi criada por Gustavo Lipsztein, que desenvolveu o projeto com o objetivo de transformar o episódio histórico em uma narrativa acessível e impactante para o grande público. A direção geral fica por conta de Fernando Coimbra, conhecido por trabalhos de forte carga dramática e abordagem realista. Ele divide a direção com Iberê Carvalho.

No elenco principal estão nomes como Johnny Massaro, Paulo Gorgulho, Tuca Andrada, Bukassa Kabengele, Alan Rocha, Antonio Saboia, Clarissa Kiste e Douglas Simon. O time reúne intérpretes experientes e reconhecidos por performances intensas, o que reforça a expectativa de atuações marcantes.

Revisitando 1987 sob uma nova perspectiva

O acidente com o Césio-137 é considerado o maior desastre radiológico em área urbana fora de uma usina nuclear. O episódio revelou fragilidades na fiscalização de equipamentos médicos, falhas na destinação de resíduos hospitalares e a necessidade de protocolos mais rígidos para lidar com materiais radioativos.

“Emergência Radioativa” surge, portanto, não apenas como entretenimento, mas como um exercício de memória histórica. Ao dramatizar os acontecimentos, a série convida o público a refletir sobre responsabilidade, informação e os impactos de decisões negligentes.

O trailer divulgado pela Netflix já antecipa uma trama tensa, com cenas que alternam entre o brilho hipnotizante do material radioativo e o clima de urgência nos hospitais e centros de pesquisa. A trilha sonora e a fotografia reforçam o tom dramático, enquanto diálogos intensos apontam para conflitos éticos e emocionais.

Drama histórico com relevância contemporânea

Em tempos em que debates sobre ciência, informação e políticas públicas estão cada vez mais presentes, a minissérie ganha ainda mais relevância. O acidente de Goiânia foi também uma crise de comunicação: o desconhecimento sobre os efeitos da radiação gerou pânico, estigmatização de vítimas e desinformação em larga escala.

Ao trazer essa história para o streaming, a Netflix amplia o alcance de um episódio que muitas novas gerações conhecem apenas superficialmente. A produção promete contextualizar os fatos e humanizar as estatísticas, mostrando como o impacto ultrapassou números oficiais e afetou emocionalmente toda uma comunidade.

Longa japonês Sol de Inverno chega aos cinemas nesta quinta, 16

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Aí vem mais uma daquelas histórias que aquecem o coração! Nesta quinta-feira, 16 de janeiro, a Michiko Filmes lança nos cinemas o filme japonês “Sol de Inverno”, dirigido pelo talentoso Hiroshi Okuyama. Se você curte uma boa dose de emoção, delicadeza e aquela sensação de conforto que só o cinema sabe trazer, esse é o filme pra você.

A trama gira em torno de Takuya, um menino de 9 anos interpretado pelo adorável Keitatsu Koshiyama. No começo, ele é só mais um garoto tentando se enturmar na pista de gelo, mas o hóquei – que é a paixão dos amigos – simplesmente não é a dele. Quem nunca se sentiu fora do lugar, né?

Mas tudo muda quando ele, sem querer, descobre um mundo completamente novo e fascinante: a patinação artística. É aí que entra Sakura (vivida pela talentosa Kiara Takanashi), uma jovem que arrasa nas coreografias e deixa Takuya encantado.

Vendo o interesse e o potencial do menino, o treinador Hisashi Arakawa (Sôsuke Ikematsu, brilhante no papel) decide apostar nele como parceiro de Sakura. Só que o filme vai muito além do gelo. A relação entre eles se torna algo maior: uma conexão cheia de aprendizado, superação e, claro, muita emoção.

O longa-metragem já passou por festivais de peso como Cannes, Toronto e a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, arrancando elogios por onde passa. Em Cannes, por exemplo, foi chamado de “joia escondida” na seção Un Certain Regard. E olha que não é pra qualquer um, hein?

O diretor Hiroshi Okuyama está sendo comparado ao incrível Hirokazu Kore-eda (de filmes como “Assunto de Família” e “Monster”), por causa da sensibilidade com que conta a história e pela forma única de dirigir as crianças no elenco. Já dá pra imaginar que vem coisa boa, né?

Onde assistir?

Aqui no Brasil, o filme estreia em algumas cidades: Curitiba, Recife, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro e São Paulo. Então, se você tá em uma dessas, já marca na agenda e combina com os amigos ou a família.

Um filme pra todo mundo se emocionar

Sabe aquele tipo de história que parece simples, mas tem uma profundidade que toca lá dentro? “Sol de Inverno” é exatamente isso. Um filme sobre encontros que, mesmo rápidos, podem mudar vidas pra sempre. Sobre descobrir quem você é, encontrar sua paixão e criar laços que ficam.

“Sol de Inverno” estreia nesta quinta, 16 de janeiro, nos cinemas. Se você tá precisando de uma dose de emoção de verdade – e quem não tá? – esse é o programa perfeito. Chama o pessoal, pega a pipoca e deixa essa história te aquecer.

Distopia Amazônica: O Último Azul, novo filme de Gabriel Mascaro, ganha teaser e inicia jornada por 13 festivais internacionais

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Gabriel Mascaro retorna ao cinema com uma obra que promete ser tão poética quanto incômoda: “O Último Azul”, que acaba de ganhar seu primeiro teaser, mergulhando o público em um Brasil amazônico distorcido pelo tempo — ou pela política.

O filme, que estreia em junho no prestigiado Sydney Film Festival, na Austrália, já começa a circular pelo mundo com fôlego de estreia mundial. Antes disso, foi anunciado como destaque fora de competição no IndieLisboa, um dos principais festivais de Portugal. E a jornada internacional está só começando: 13 festivais já estão confirmados no circuito, com passagens por China, Islândia, México, Polônia, República Tcheca, Reino Unido, Taiwan, Uruguai, entre outros.

Uma ficção que escancara o real

Ambientado em uma Amazônia de contornos quase oníricos, mas atravessada por políticas distópicas, “O Último Azul” apresenta um Brasil onde o governo desloca idosos para colônias isoladas sob a justificativa de “bem-estar na terceira idade”. Mas a promessa de cuidado logo se transforma em silêncio, exclusão e esquecimento.

O elenco reúne grandes nomes: Denise Weinberg lidera a história com sensibilidade pungente, acompanhada por Rodrigo Santoro, Adanilo e a atriz cubana Miriam Socarrás. Em cena, eles transitam entre a resistência e a resignação, cercados por uma floresta que parece testemunhar — e absorver — o abandono humano.

Cinema como denúncia e contemplação

Com uma estética carregada de simbolismo e densidade emocional, Mascaro mais uma vez constrói uma obra em que política, paisagem e memória se entrelaçam. Conhecido por títulos como Boi Neon e Divino Amor, o diretor reafirma seu olhar inquieto sobre o presente — mesmo quando projeta o futuro.

A estreia comercial no Brasil está prevista para o segundo semestre, com distribuição da Vitrine Filmes. Enquanto isso, o teaser já dá uma amostra do que está por vir: imagens contemplativas, uma trilha hipnótica e uma atmosfera que mistura beleza, desamparo e resistência.

“O Último Azul” não é apenas um filme. É um retrato de como um país pode apagar seus próprios espelhos — e de como o cinema ainda insiste em devolvê-los.

Resumo da novela A Usurpadora de quarta-feira, 14/05 (SBT)

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Foto: Reprodução/ Internet

Capítulo 043 – Quarta-feira, 14 de maio de 2025:

Estephanie, cada vez mais impaciente, pressiona Rodrigo para que ele denuncie Paulina às autoridades. No entanto, ele prefere manter a cautela e decide esperar pelo retorno de Carlos Daniel, na esperança de que o irmão resolva a situação com mais equilíbrio.

Enquanto isso, o pequeno Carlinhos continua sendo alvo de disputa. Ele se recusa a ir embora com Antônia, e por isso ela não consegue entregá-lo a Carlos Daniel — o que também a impede de receber a recompensa que tanto deseja. Mas o destino do menino dá uma guinada inesperada quando Isabel, atenta aos comportamentos suspeitos, descobre as verdadeiras e cruéis intenções de Antônia. Sem pensar duas vezes, Isabel toma uma decisão corajosa: leva Carlinhos diretamente à delegacia, tentando protegê-lo a todo custo.

Em outra frente da história, Douglas começa a observar com desconfiança o jeito como Paola se comporta em relação ao músico que conheceu na festa. A atitude dela o intriga e acende o alerta sobre suas reais intenções.

Enquanto isso, Estephanie continua tentando arrancar de Paulina a verdade sobre o paradeiro de Carlinhos. A conversa entre as duas vai muito além do presente — e acaba fazendo Paulina mergulhar nas lembranças de seu passado. Quando Estephanie sugere que Paulina e Paola podem ser irmãs gêmeas, a “usurpadora” é tomada por uma dúvida profunda. Ela se lembra da mãe, que faleceu levando consigo um segredo que talvez mudasse tudo.

Do lado de Paola, a vilã não está em sua melhor fase. Por conta das sequelas do acidente que sofreu, ela tem uma nova recaída. O médico a orienta a procurar o cirurgião que a operou, pois a situação pode ser mais delicada do que aparenta.

Dona Piedade, percebendo a gravidade de tudo que está acontecendo, pede a Paulina que viaje e vá ao encontro de Carlos Daniel, para ajudá-lo a encontrar o filho desaparecido. Sensível ao apelo, Paulina aceita — mas o reencontro guarda uma grande reviravolta. Ao chegar no hotel onde Carlos Daniel está hospedado com Leda, Paulina toma uma atitude surpreendente: revela que é a usurpadora. O choque da confissão promete abalar o que resta de confiança — e mudar o rumo de todas as relações.

O que podemos esperar da segunda e última temporada de Sandman?

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Foto: Reprodução/ Internet

Se você, assim como eu, ficou na ponta do sofá esperando a volta do Senhor dos Sonhos, a boa notícia é que o momento chegou — e já é hora de se preparar para a despedida definitiva dessa jornada insana. Sandman retorna em julho, dividido em dois volumes, para fechar de vez essa história que mistura fantasia, drama, misticismo e umas pitadas bem fortes de filosofia existencial.

Mas calma, não vai ser só nostalgia e reencontros bonitinhos não, hein? Pelo que o próprio showrunner Allan Heinberg revelou, Morpheus (aquele cara sombrio e cheio de segredos que a gente ama odiar) vai encarar o maior pepino da vida dele: encarar as consequências das tretas que arrumou ao longo dos séculos.

Dream: O Herói ou o Vilão da Própria História?

Dream vive numa bolha de autoimagem digna de protagonista de novela: ele se acha o herói do rolê, o cara que segura as pontas e mantém o equilíbrio dos sonhos e da realidade. Mas a real é que nem todo mundo vê ele assim. Para Nada, para Lyta e principalmente para o filho Orfeu, o Morpheus dos últimos milênios é, no mínimo, um baita vilão.

É nessa vibe meio “quem é o mocinho e quem é o bandido?” que a nova temporada vai mergulhar — e isso, meus amigos, promete fazer muita gente repensar tudo que viu até aqui. Afinal, será que o senhor dos sonhos é o salvador ou o carrasco dessa história toda?

Quadrinhos que Viram Vida: Estação das Brumas e Vidas Breves

Para os fãs de carteirinha, a Netflix vai adaptar dois arcos clássicos do Neil Gaiman: “Estação das Brumas” e “Vidas Breves”. São histórias cheias de mistério, emoções e confrontos que vão deixar qualquer um grudado na tela.

E não, o arco “Um Jogo de Você” não vai aparecer na íntegra, mas calma: várias partes dele foram sutilmente encaixadas para deixar o roteiro afiado, sem perder o foco no Dream. Heinberg deixa claro que a ideia é fazer o público sentir o pulso do personagem principal, porque, convenhamos, ele é o coração (e o caos) dessa história.

Como Vai Ser Essa Última Temporada?

  • Volume 1 (3 de julho): Seis episódios para preparar o terreno, revirar as feridas e soltar uns spoilers que vão fazer você querer maratonar tudo de uma vez.
  • Volume 2 (24 de julho): O desfecho, o finalzão, o grand finale com cinco episódios que prometem resolver pendências, fechar arcos e deixar aquele gostinho de “uau, que viagem!” — a cereja no bolo para uma série que já conquistou seu lugar na história.

Por Que A Série É Muito Mais Que Um Fantasia Qualquer?

Sandman não é só sobre mundos mágicos e criaturas sobrenaturais — é uma aula de como contar histórias densas e humanas, mesmo quando o personagem principal é um ser quase divino que controla os sonhos. A série fala de arrependimento, poder, perdas, amor e aquele velho dilema: até onde a gente pode controlar a vida dos outros?

Se você curte histórias que fazem a cabeça funcionar e o coração bater mais forte, pode preparar o balde de pipoca porque julho vai ser intenso.

Você sabia? Extermínio: A Evolução surpreende ao ser filmado inteiramente com iPhones

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O novo capítulo da aclamada franquia de terror pós-apocalíptico Extermínio já está chamando atenção antes mesmo de estrear oficialmente nos cinemas. Mas desta vez, o que está dando o que falar não são apenas as cenas tensas ou a crítica social que marca a narrativa, e sim a maneira como o filme foi filmado: com iPhones. E o mais curioso? Não foi com o modelo mais recente da Apple.

Segundo uma investigação da revista Wired, Extermínio: A Evolução, dirigido por Danny Boyle e com orçamento estimado em US$ 75 milhões, é a maior produção cinematográfica já realizada com smartphones. O longa foi captado com diversos iPhones 15 Pro Max, lançados em 2023 — e não com o iPhone 16, como muitos poderiam imaginar.


Uma revolução silenciosa nos bastidores

As gravações foram concluídas até agosto de 2024, período anterior ao lançamento da linha iPhone 16, o que explica a escolha. Segundo a Wired, toda a informação foi mantida em sigilo por meses, já que os profissionais envolvidos assinaram acordos de confidencialidade (NDAs) rigorosos. Ainda assim, fontes anônimas ligadas à produção confirmaram a inusitada estratégia de filmagem.

Mas não se trata apenas de colocar um celular no tripé e apertar “rec”. Os iPhones foram utilizados com uma série de aparatos profissionais acoplados — estabilizadores, lentes cinematográficas, rigs especializados e microfones externos. Tudo isso para transformar um dispositivo de bolso em uma ferramenta digna da tela grande.

Além disso, os iPhones 15 Pro Max contam com o poderoso codec Apple ProRes, gravação em 4K, 60 quadros por segundo e sensores de alta precisão. Embora o padrão do cinema tradicional seja 24 fps, o material foi adaptado para manter a estética cinematográfica esperada em uma superprodução.


Nem todas as cenas vieram do celular

Apesar de o iPhone ter sido o equipamento principal, a produção também apostou em outras soluções criativas. Algumas sequências específicas foram gravadas com GoPros e câmeras de ação, incluindo cenas bastante incomuns captadas por equipamentos amarrados em animais de fazenda. A ideia era gerar imagens orgânicas, imprevisíveis e com ângulos nunca antes vistos — reforçando a sensação de instabilidade e selvageria que permeia o universo da franquia.


Um novo olhar para o cinema de gênero

Criada por Danny Boyle em 2002 com Extermínio (28 Days Later), a franquia sempre teve uma pegada ousada e estética crua. O primeiro filme, por exemplo, foi gravado com câmeras digitais baratas da época, o que ajudou a compor sua atmosfera tensa e realista. Mais de 20 anos depois, essa abordagem reaparece, mas com uma nova roupagem: tecnologia de ponta usada de maneira acessível e provocativa.

Extermínio: A Evolução se passa três décadas após o início da contaminação pelo vírus da raiva, e explora as consequências de uma sociedade que aprendeu a conviver com o medo, a violência e a incerteza. É um mundo brutal, esgotado e claustrofóbico — e a opção por filmar com iPhones reforça esse olhar documental, quase íntimo, sobre o fim da civilização como conhecemos.


Do indie ao blockbuster: a era dos smartphones no cinema

O uso de celulares em produções cinematográficas não é novidade. Filmes como Unsane (2018), de Steven Soderbergh, ou o brasileiro Selvagem (2023), já haviam explorado essa estética, geralmente em contextos mais experimentais ou independentes. A grande diferença aqui é que Extermínio: A Evolução é uma superprodução de estúdio, com lançamento global, grande orçamento e uma base sólida de fãs.

Com essa decisão, a Sony Pictures e Danny Boyle mostram que a barreira entre “cinema independente” e “cinema comercial” pode ser mais porosa do que se imaginava. A tecnologia está democratizando as possibilidades narrativas — e isso pode mudar, de vez, a forma como filmes são feitos no futuro.


Estreia e expectativas

Extermínio: A Evolução estreia oficialmente no Brasil no dia 19 de junho, com sessões antecipadas no dia 18 em cinemas selecionados. Com direção de Boyle, roteiro de Alex Garland (Ex Machina) e produção executiva de Cillian Murphy (que retorna à franquia após protagonizar o primeiro filme), o longa não promete apenas ação e tensão — mas também uma nova experiência estética e tecnológica para o público.

Estrelado por Tom Hardy, Pierce Brosnan e Helen Mirren, Terra da Máfia ganha 2ª temporada no Paramount+

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A espera acabou: o Paramount+ confirmou oficialmente que Terra da Máfia terá uma segunda temporada. A série, que mistura drama familiar, crime organizado e muita tensão psicológica, caiu no gosto do público e garantiu sua continuidade com o elenco de peso que ajudou a torná-la um sucesso. Se você curtiu cada reviravolta da primeira leva de episódios, pode se preparar (emocionalmente!) para mais.

No centro da trama está Tom Hardy (Peaky Blinders, Venom, Mad Max: Estrada da Fúria), que interpreta Harry Da Souza, um “conciliador profissional” — aquele tipo de sujeito que negocia acordos entre gangues rivais, resolve problemas antes que eles virem manchetes e faz tudo com um olhar que diz “não se meta comigo”. Harry trabalha a serviço da família Harrigan, um império do crime irlandês comandado com elegância e brutalidade por Conrad Harrigan, vivido por Pierce Brosnan (007 – Um Novo Dia Para Morrer, Mamma Mia!, Black Adam).

Para completar essa tríade de poder, temos a imensa Helen Mirren (A Rainha, Catherine the Great, Velozes & Furiosos 8) no papel de Maeve Harrigan, a matriarca da família — uma mulher que domina tanto o lar quanto as estratégias do império criminoso com uma calma assustadora. Maeve é o cérebro frio e silencioso da organização, e sua presença em cena é sempre um aviso de que algo grande está prestes a acontecer.

O elenco de apoio também é um espetáculo à parte. Paddy Considine (House of the Dragon, The Outsider) surge como uma figura sombria e enigmática, peça-chave na estrutura da família. Joanne Froggatt (Downton Abbey, Liar) interpreta uma jornalista com conexões perigosas, enquanto Lara Pulver (Sherlock, The Split) dá vida a uma promotora ambiciosa que começa a rondar o clã Harrigan. Já Anson Boon (Pistol, The Winter Lake) assume o papel do filho problemático do casal, e nomes como Mandeep Dhillon (After Life, CSI: Vegas) e Jasmine Jobson (Top Boy) enriquecem ainda mais o panorama do submundo retratado.

Terra da Máfia se destacou pela combinação de estética sombria, diálogos afiados e uma narrativa que, mesmo dentro do gênero mafioso, conseguiu trazer frescor ao explorar o lado emocional e psicológico dos personagens. Aqui, os conflitos vão além das armas e dos negócios: trata-se de lealdade, legado e do que cada personagem está disposto a sacrificar para manter o controle — ou simplesmente sobreviver.

Segundo fontes próximas à produção, a segunda temporada deve aprofundar ainda mais os dilemas internos da família Harrigan, com possíveis traições vindo de onde menos se espera. Também há rumores de novos personagens entrando na jogada, ampliando o cenário para além das ruas de Londres. E se depender da atuação intensa de Tom Hardy, o público pode esperar mais momentos de tensão sufocante — do jeito que ele faz como ninguém.

Enquanto a nova temporada não chega, os episódios da primeira estão todos disponíveis no Paramount+. Se você ainda não embarcou nesse universo, agora é a hora. Mas fica o aviso: uma vez dentro da Terra da Máfia, sair ileso é praticamente impossível.

James Gunn comenta (sem spoilers): “Ainda não li o roteiro de Batman 2” — mas isso não é motivo pra pânico

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Foto: Reprodução/ Internet

Os morcegos estão voando baixo na DC. Em meio ao clima de expectativa que envolve “The Batman – Parte II”, o diretor criativo do estúdio, James Gunn, finalmente quebrou o silêncio sobre o novo roteiro da sequência comandada por Matt Reeves — mas com um detalhe curioso: ele ainda não leu o texto.

Durante uma entrevista descontraída ao site ComicBook, Gunn, sempre sincero e sem firulas, foi direto: “Eu ainda não li”, confessou. “Estou muito animado para ler e espero conseguir fazer isso no avião para Londres… mas talvez eu durma no processo.”

E não, ele não quis dizer que o roteiro é chato. Pelo contrário. Gunn elogiou o trabalho de Matt Reeves e do co-roteirista Mattson Tomlin, dizendo estar empolgado com o que ouviu sobre o argumento, mesmo sem ter mergulhado nas páginas ainda.

🖋️ O que sabemos sobre The Batman – Parte II?

Pouco. Quase nada, pra ser sincero. Desde o lançamento de The Batman em 2022 — o filme sombrio, detetivesco e elogiado que marcou o início de uma nova abordagem para o Homem-Morcego — a sequência vem sendo mantida sob sigilo absoluto.

Sabemos apenas que Robert Pattinson volta ao papel do vigilante de Gotham e que Reeves continua no comando, preservando o tom noir e psicológico do original. Além disso, Mattson Tomlin, que já colaborou com Reeves não oficialmente no primeiro filme, agora assina o roteiro oficialmente desde o início.

Ah, e claro: o filme está confirmado. Mas data de estreia? Vilão principal? Aparições surpresa? Zero confirmação até agora. O suspense está servindo mais do que um Charada em crise existencial.

🧠 DC Studios em modo dual: universo principal vs. selo paralelo

Vale lembrar que esse novo Batman não faz parte do novo universo unificado que James Gunn e Peter Safran estão montando para a DC. Em outras palavras, essa versão do herói está dentro do que a DC chama de DC Elseworlds — um selo reservado para histórias que acontecem fora da linha do tempo principal, como Coringa: Folie à Deux.

Enquanto Gunn prepara seu Superman (cujo título já mudou para apenas Superman, e começa a ser filmado este ano), ele também tem o desafio de manter a casa em ordem — ou pelo menos com os morcegos organizados nos seus respectivos sótãos.

🛫 Leitura em trânsito?

Seja no voo para Londres ou no assento do trem criativo da DC, Gunn parece pronto para se encantar com a nova jornada do Cavaleiro das Trevas — quando, claro, o sono permitir.

Mas se até o chefão da DC ainda está no escuro sobre o roteiro, que chance temos nós, reles mortais nerds, de saber o que vem por aí? Talvez nenhuma. Mas isso faz parte do charme.

Até lá, seguimos com a bat-sinal aceso. E quem sabe, da próxima vez, a notícia seja: “James Gunn leu, adorou, e agora temos um vislumbre do que esperar.”

Afinal, como diria Alfred: “Algumas sequências só precisam ser esperadas.”

A Graça de Sorrentino chega a Veneza com estreia mundial — e distribuição global pela MUBI

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Foto: Reprodução/ Internet

A elegância cinematográfica de Paolo Sorrentino está de volta às telonas — e ao coração da crítica internacional. Seu mais novo trabalho, La Grazia, foi anunciado como filme de abertura da Competição Oficial do prestigiado 82º Festival Internacional de Cinema de Veneza, um feito que já o coloca sob os holofotes antes mesmo do primeiro aplauso.

Mas as boas novas não param por aí: a MUBI, que tem se consolidado como mais do que um serviço de streaming — atuando também como distribuidora e produtora — adquiriu os direitos globais de distribuição (exceto na Itália), reforçando seu compromisso em levar cinema de autor ao público mundial. A plataforma ficou responsável pelos territórios da América Latina, América do Norte, Reino Unido, Irlanda, Alemanha, Áustria, Benelux, Espanha, Turquia, Índia, Austrália e Nova Zelândia. Já os direitos da Itália permanecem com a PiperFilm, enquanto a The Match Factory cuidará da venda para os demais mercados.

La Grazia — título que, como já se especula, pode dialogar tanto com o sagrado quanto com o profano — marca mais uma colaboração entre Sorrentino e o ator Toni Servillo, dupla responsável por obras aclamadas como A Grande Beleza (vencedora do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro) e A Mão de Deus. A atriz Anna Ferzetti também integra o elenco principal, prometendo ampliar as camadas sensoriais e emocionais que Sorrentino tão bem sabe explorar.

O longa foi escrito e dirigido pelo próprio Sorrentino e nasce de uma co-produção entre The Apartment Pictures (empresa da Fremantle), Numero 10 e a já citada PiperFilm. A Fremantle, aliás, assina a produção como um todo, dando um selo de sofisticação e consistência internacional ao projeto.

Pouco foi revelado sobre o enredo — como é de costume nos projetos do cineasta napolitano — mas, se o título serve de pista, podemos esperar um mergulho existencial sobre a beleza (ou talvez a angústia) da redenção, da fé ou da própria arte. Com Sorrentino, sabemos: a estética é sempre um caminho para algo mais profundo.

A escolha de Veneza como palco de estreia mundial é simbólica. Além da tradicional relação entre o festival e os grandes nomes do cinema europeu, a cidade flutuante oferece a moldura ideal para o estilo visual barroco.

Sessão da Tarde desta terça (15) exibe o drama culinário Pegando Fogo com Bradley Cooper

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Foto: Reprodução/ Internet

A TV Globo exibe nesta terça-feira, 15 de julho, na Sessão da Tarde, o longa-metragem Pegando Fogo (Burnt), estrelado por Bradley Cooper e dirigido por John Wells. O filme, um drama com forte apelo humano ambientado no universo da alta gastronomia, será exibido no início da tarde e promete envolver o público com uma história de queda, recomeço e redenção profissional.

Na trama, Adam Jones (Bradley Cooper) é um chef de cozinha talentoso que já foi referência nos mais prestigiados restaurantes de Paris. Porém, envolvido com vícios e comportamentos autodestrutivos, ele perde tudo e se isola em Nova Orleans. Anos depois, determinado a retomar a carreira, Adam parte para Londres em busca de uma nova chance e do maior reconhecimento de sua área: a terceira estrela no Guia Michelin.

Para isso, ele se alia a Tony (Daniel Brühl), gerente de um restaurante elegante, e monta uma nova equipe formada por velhos conhecidos e novos talentos — entre eles, a chef Helene (Sienna Miller), com quem desenvolve uma relação de tensão e admiração. Em meio a desafios pessoais, rivalidades profissionais e uma pressão constante por excelência, Adam precisará não só dominar a cozinha, mas também a si mesmo.

O elenco ainda conta com nomes como Emma Thompson (Razão e Sensibilidade, Nanny McPhee), Uma Thurman (Kill Bill, Pulp Fiction), Matthew Rhys (The Americans, O Escândalo), Omar Sy (Intocáveis, Lupin), Alicia Vikander (A Garota Dinamarquesa, Ex Machina) e Riccardo Scamarcio (John Wick: Um Novo Dia para Matar, Três Andares), compondo um painel vibrante e internacional. A trilha sonora e a direção de arte reforçam o ritmo intenso da cozinha e o clima sofisticado da gastronomia contemporânea.

Disponível também em streaming

Além da exibição na TV Globo, Pegando Fogo está disponível para assinantes nas plataformas Globoplay, Netflix e Telecine.

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