Resenha – O Coração de Uma Mulher de Maya Angelou

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No universo literário, algumas obras se destacam não apenas pela narrativa envolvente, mas pela capacidade de transpor as fronteiras da ficção e tocar a essência da experiência humana. É exatamente essa proeza que Maya Angelou alcança em seu mais recente trabalho, “O Coração de Uma Mulher”. Recebi com antecedência para resenhar o livro, que chega às prateleiras sob a chancela da Editora Astral Cultural, e promete ser um marco na literatura contemporânea.

A narrativa, habilmente entrelaçada com referências culturais e históricas de peso, mergulha na jornada de uma mulher em busca de sua identidade, navegando pelas complexidades da vida e pelas vicissitudes do amor e da liberdade. Maya Angelou nos conduz por uma viagem que se torna, de certa forma, a jornada de muitas mulheres, revelando os desafios sociais, as dores e os triunfos que moldam suas vidas.

Partindo da Califórnia em direção à efervescente cidade de Nova York, acompanhamos a protagonista em sua imersão na sociedade e no mundo dos artistas e escritores negros. É no seio desse ambiente pulsante que ela encontra não apenas camaradagem, mas também engajamento político, integrando-se à luta pelos direitos dos afro-americanos. Angelou, com sua prosa poética e visceral, retrata não apenas o panorama cultural da época, mas também as profundezas da alma feminina e os dilemas enfrentados por uma mãe negra nos Estados Unidos.

Um dos aspectos mais cativantes do livro é a maneira como Angelou tece sua narrativa em torno das relações humanas. O leitor é apresentado a uma galeria de personagens marcantes, desde figuras históricas como Billie Holiday e Malcolm X até indivíduos fictícios que ecoam a vida em suas mais diversas nuances. É nesse intricado tecido de relações que se desenrola a jornada da protagonista, pontuada por encontros e despedidas, amores e desilusões.

No entanto, não são apenas os personagens que conferem profundidade à trama. A própria escrita de Angelou, carregada de emoção e lirismo, é um convite à reflexão sobre temas como identidade, pertencimento e resistência. Em suas páginas, encontramos passagens que nos transportam para além do tempo e do espaço, fazendo-nos sentir como se estivéssemos imersos na própria pele da protagonista.

É verdade que, em alguns momentos, a narrativa pode parecer superficial, deixando questões importantes apenas esboçadas. No entanto, essa aparente lacuna é compensada pela riqueza de detalhes e pela intensidade das emoções que permeiam cada página. Maya Angelou nos brinda com uma obra que, mesmo em seus momentos mais fugazes, ressoa com a autenticidade da experiência humana.

“O Coração de Uma Mulher” é mais do que um simples relato de vida; é um testemunho poderoso da resiliência e da determinação feminina, uma ode à força que reside no âmago de cada mulher. Maya Angelou, com sua prosa magistral, convida-nos a mergulhar nas profundezas do ser feminino e a descobrir, através das palavras, a beleza e a complexidade de uma jornada compartilhada.

Uma obra que transcende as fronteiras do tempo e do espaço, tocando o cerne da experiência humana de forma poética e profunda. Maya Angelou prova ser uma voz marcante da atualidade, oferecendo-nos um vislumbre da alma feminina e convidando-nos a refletir sobre o que significa ser mulher em um mundo repleto de desafios e possibilidades.

Resumo semanal da novela Caras e Bocas 09/04/2025 a 12/04/2025

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Capítulo 033 – Quarta-feira, 9 de abril
Dafne, determinada a retomar as rédeas da empresa, ameaça tomar o controle das mãos de Judith, que reage com frieza e cinismo. No ateliê, Simone tenta convencer Gabriel a ir embora, mas ele prefere esperar para confrontar Dafne. Em um momento de sinceridade, Dafne revela que aceitará se casar apenas para garantir sua herança. Nicholas escuta e oferece apoio incondicional.

Enquanto isso, Denis convence Socorro a preparar uma refeição especial para Xico, na tentativa de agradar o misterioso artista. Bianca, por sua vez, vai à joalheria com um único propósito: trocar o anel de noivado da mãe, demonstrando sua desaprovação quanto ao casamento arranjado. Na pensão, Anita chega de surpresa e flagra Anselmo e Ada conversando com Josefa, que imediatamente tenta disfarçar, negando a presença do garçom.

Na galeria, Gabriel confronta Dafne, e ela, sem rodeios, revela que seu noivado com Vicente é uma mera formalidade. A declaração o abala profundamente. Nicholas busca Léa no hospital e confirma o jantar de aniversário de Pelópidas, reforçando os laços familiares.

Milena conta à mãe que conhecerá a família de seu namorado e se mostra animada. Na galeria, Vicente chega justamente no meio da discussão entre Dafne e Gabriel, testemunhando o clima tenso. Bianca, em uma tentativa frustrada de se reaproximar do pai, acaba sendo rejeitada. Rebeca conta a Hannah que Tatiana está interessada em Benjamin, e incentiva a sobrinha a manter-se vigilante.

Frederico anuncia sua intenção de se casar com Léa, deixando Vicente chocado. Fabiano, após uma sequência de conflitos, decide demitir Adenor. Nicholas, por outro lado, leva Milena para sua casa enquanto todos esperam por ele no restaurante, criando mais desconfianças. Xico se delicia com os quitutes de Socorro, e Felipe tenta aproximar Bianca do pai novamente.

No entanto, Gabriel é surpreendido com uma intimação de despejo. Recusa-se a assinar, e, para protegê-lo, Socorro engole o documento, temendo que o filho seja preso.


Capítulo 034 – Quinta-feira, 10 de abril
Laís toma uma atitude inesperada e ordena que seu pai suspenda a ação de despejo contra Gabriel, o que o deixa surpreso. Nicholas, cada vez mais envolvido com Milena, promete se casar com ela, o que deixa Léa preocupada. Já Vicente, ao saber da intenção de Frederico em se casar com sua mãe, reage com indignação.

Irritados, Ernani e Zoraide repreendem Laís, mas ela se mostra satisfeita com sua decisão de ajudar Gabriel. Ivonete força Fabiano a devolver o dinheiro que havia confiscado de Adenor, revertendo o prejuízo causado pelo cunhado. Dafne começa a desconfiar das verdadeiras intenções de Léa com Frederico.

Enquanto isso, Dirce e Nelson demonstram apreensão com os passos de Milena. Bianca questiona Dafne sobre seus sentimentos por Gabriel, e a mãe se irrita com a insistência da filha. Gabriel, tocado pelo gesto de Laís, decide perdoá-la, deixando-a radiante.

Simone pede a Edgar que avalie as finanças da galeria, mas Dafne não gosta da interferência. Xico para de pintar, e Espeto percebe que o motivo pode ser a fome – talvez ele só crie bem quando está bem alimentado.

Em uma tentativa de reaproximação, Bianca pede desculpas a Gabriel e os dois se abraçam. Dafne vai provar o vestido de noiva, mas Simone nota seu desânimo evidente. Na galeria, Rebeca aparece com Hannah e provoca Tatiana, criando um novo confronto. Benjamin promete à prima que se afastará de Tatiana, o que deixa Hannah aliviada.

Vicente informa a Dafne que marcou a data do casamento, e ela se assusta com a proximidade. Nicholas, astuto, convence Vicente a sair para comemorar, e coloca uma substância em sua bebida sem que ele perceba. Todos aguardam ansiosamente o início da cerimônia.

Gabriel aparece na igreja e Bianca se anima. Felipe, no entanto, percebe que algo está errado, mas não consegue alertar Bianca. Quando Dafne entra na igreja, se depara com o altar vazio: Vicente não está lá.


Capítulo 035 – Sexta-feira, 11 de abril
Tomada pela raiva e frustração, Dafne acusa Gabriel de ter armado o sumiço de Vicente. Enquanto isso, Vicente acorda desorientado em uma praia distante, na Guiana Francesa, sem saber como foi parar lá. Judith e Nicholas assistem de longe à confusão e se divertem com o plano bem-sucedido.

A confusão na igreja só aumenta quando um grupo de dez noivas invade o local com seus convidados. Apesar da bagunça, Dafne insiste em permanecer, mas Gabriel a tira da igreja nos ombros, numa cena que mistura romance e caos.

Nicholas impede Milena de se aproximar de sua família, temendo que sua imagem perfeita seja manchada. Tentando esquecer Dafne, Gabriel decide esconder o quadro que ela lhe deu. Anita começa a desconfiar da estranha obsessão de Espeto com comida.

Dafne, desesperada para manter sua herança, afirma que precisa de um novo noivo o quanto antes. Simone, por sua vez, é vista comendo torta com as mãos, de forma voraz, deixando todos à sua volta intrigados com seu comportamento.

Judith exige que Nicholas encerre seu relacionamento com Milena para manter o plano em andamento. Gabriel desconfia dos passos de Anita e pede a Jandir que a siga. Cássio, solidário, tenta ajudar Josefa a se reconciliar com a filha.

Jandir, no entanto, esconde de Gabriel que viu Anita e Anselmo juntos. Em outro embate, Judith volta a ameaçar Dafne, que responde com firmeza: encontrará outro homem para salvá-la da ruína. Socorro tenta entender qual a ligação entre Gabriel e Frederico.

Tatiana vai até a joalheria e exige uma conversa com Benjamin. Já Gabriel decide convidar Laís para sair, e ela se encanta com a atenção. Para surpresa de todos, Vicente bate à porta da casa de Dafne.


Capítulo 036 – Sábado, 12 de abril
Vicente tenta se explicar, mas Dafne não acredita em uma só palavra e o expulsa de casa. A situação deixa Bianca surpresa, especialmente quando a mãe anuncia que irá procurar Gabriel. De volta ao lar, Vicente trata Léa com frieza, o que enfurece Frederico.

Léa, percebendo que algo está fora do lugar, avisa Judith sobre o retorno de Vicente. A vilã, então, exige que Nicholas conte uma versão convincente dos fatos. Enquanto isso, Socorro e Piedade acham estranho o súbito interesse de Denis em aprender a fazer coxinhas. Simone sente vontade de comer banana split, e Cássio estranha o comportamento da amiga.

Benjamin marca um encontro com Tatiana para esclarecer tudo. Vicente sofre ao perceber que Nicholas e Pelópidas não acreditam nele na empresa. Gabriel, decepcionado ao ver que Dafne continua obcecada pela herança, devolve o anel de noivado.

Xico rejeita as receitas de Denis, enquanto Cléo despeja seu ressentimento em Josefa, que tenta se reaproximar da filha. Adenor, após várias tentativas frustradas, consegue um novo emprego como ajudante de cabeleireiro.

Judith vibra ao descobrir que Edgar, namorado de Simone, é desonesto, enxergando aí uma nova vantagem. Josefa tenta alertar Milena sobre as intenções de Nicholas, mas a jovem ignora o aviso. Anselmo convida Anita para uma corrida no parque, onde ela se declara para ele.

Bianca surpreende ao sugerir que Dafne se case com Cássio, o que deixa a mãe indignada. Laís se alia a Tadeu e Ísis para montar um plano que a deixe a sós com Gabriel. Enquanto Dafne e Simone visitam Denis e observam as obras de arte, Xico, escondido na cozinha, se prepara silenciosamente para escapar pela janela.

Os Caras Malvados 2 estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta, 14

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Foto: Reprodução/ Internet

Nesta quinta-feira, 14 de agosto, os cinemas brasileiros recebem a aguardada sequência da animação da DreamWorks, Os Caras Malvados 2. Produzido pela DreamWorks Animation e distribuído pela Universal Pictures, o filme promete encantar tanto crianças quanto adultos com uma história cheia de energia, personagens cativantes e um roteiro repleto de surpresas. Para celebrar a estreia, a Universal preparou uma ativação especial e gratuita na Avenida Paulista, em São Paulo, que traz uma experiência interativa e muito divertida para os fãs.

No primeiro filme, lançado em 2022, uma gangue de animais criminosos antropomórficos — liderada pelo carismático Sr. Lobo — tenta abandonar a vida de crimes para se tornarem “caras legais”. O sucesso da animação foi garantido pela combinação de humor inteligente, visual estilizado e personagens cheios de personalidade, conquistando espectadores ao redor do mundo. Agora, a continuação traz novos desafios para essa turma, aprofundando suas relações e colocando-os frente a frente com um grupo rival que promete mexer com a dinâmica da história.

No vídeo inédito dos bastidores divulgado, os diretores Pierre Perifel e JP Sans, junto com o produtor Damon Ross, revelam detalhes do processo criativo por trás do filme. JP Sans comenta de forma divertida: “Os caras malvados estão de volta com força total. A vida deles era eletrizante, mas eles escolheram ser legais. E estão sofrendo.” Essa frase expressa o tom da nova aventura: personagens tentando se encaixar em uma nova realidade, enquanto enfrentam situações que desafiam suas próprias transformações. Abaixo, confira o vídeo:

O retorno do elenco original e os novos rostos da animação

A animação mantém o elenco original de vozes que tornou o primeiro filme tão especial. Sam Rockwell retorna como o Sr. Lobo, o líder astuto e cheio de charme que guia a gangue; Marc Maron continua como o Sr. Cobra, especialista em abrir cofres e desvendar senhas; Craig Robinson dá vida ao Sr. Tubarão, mestre dos disfarces; Anthony Ramos retorna como o explosivo Sr. Piranha; e Awkwafina segue como a hacker inteligente Srta. Tarântula. Essa equipe dinâmica promete trazer muita química e momentos engraçados, garantindo o equilíbrio entre ação e humor.

A grande novidade do filme fica por conta das “Garotas Malvadas”, um esquadrão de mulheres criminosas que sequestram os protagonistas para forçá-los a participar de um ousado e perigoso assalto. O grupo traz um frescor e uma força inéditos à trama, com personagens interpretadas por atrizes renomadas: Danielle Brooks (indicado ao Oscar) como Kitty Kat, a leopardo-das-neves e líder do grupo; Maria Bakalova (famosa por “Borat: Fita de Cinema Seguinte”) no papel da engenheira Pigtail, uma javali búlgara brilhante; e Natasha Lyonne, ícone da comédia e indicada ao Emmy, como Doom, uma corvo irônica e mestre da enganação. Essas personagens femininas trazem uma energia nova, representando protagonismo e diversidade dentro da animação.

Experiência imersiva na Avenida Paulista

Para aproximar o público ainda mais dessa aventura, a Universal Pictures criou uma ativação especial e gratuita na Avenida Paulista, um dos pontos mais emblemáticos de São Paulo. Entre os dias 12 e 18 de agosto, o abrigo de ônibus no número 501 da avenida se transforma em um espaço interativo, com um fliperama temático inspirado no filme. A proposta é oferecer aos visitantes, principalmente crianças e jovens, uma experiência divertida e imersiva, conectando a narrativa do filme com momentos reais de lazer e entretenimento.

Inovação e emoção no processo criativo

O processo de produção da sequência foi detalhado pelos próprios diretores e pelo produtor no vídeo dos bastidores. Pierre Perifel, que estreou na direção de longas com o primeiro filme, retornou com o desafio de elevar a qualidade técnica e narrativa da animação. Segundo ele, a ideia era preservar a identidade visual única e o humor afiado da franquia, ao mesmo tempo em que adicionavam profundidade aos personagens e à história. Damon Ross reforça que o objetivo foi entregar um filme não apenas divertido, mas que também possuísse um “coração”, abordando temas como amizade, mudanças e escolhas com leveza e emoção.

O sucesso que motivou a sequência

O sucesso do primeiro “Os Caras Malvados” não é por acaso. Baseado na série de livros infantis do autor Aaron Blabey, que já vendeu mais de 30 milhões de exemplares pelo mundo, o filme adaptou com fidelidade e criatividade a essência das histórias originais. A gangue de animais que tenta se redimir conquistou o público com sua mistura de ação, humor e uma mensagem de redenção que ressoa com espectadores de todas as idades. No Brasil, a recepção também foi positiva, consolidando a franquia como uma opção favorita para o entretenimento familiar.

A força da animação no cinema contemporâneo

Além do entretenimento, o longa-metragem é um exemplo da evolução da animação no cinema atual, que vai muito além de ser “apenas para crianças”. O gênero tem se consolidado como um meio capaz de abordar temas relevantes, misturando tecnologia avançada, narrativas envolventes e personagens que emocionam. A DreamWorks, com seu estilo próprio, mostra mais uma vez que é possível divertir e fazer pensar ao mesmo tempo.

Roda a Roda Jequiti 27/04/2025: Programa apresenta novos ganhadores

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RODA A RODA

O próximo domingo, 27 de abril de 2025, promete ser daqueles inesquecíveis na programação do SBT! Prepare-se para uma noite cheia de emoção e adrenalina com o “Roda a Roda Jequiti”, que vai ao ar a partir das 19h, logo após o animado “Programa Eliana”. E o comando dessa grande festa fica por conta das carismáticas Patricia Abravanel e Rebeca Abravanel, que garantem ainda mais energia e simpatia à atração.

Neste episódio especial, o estúdio se transforma em um verdadeiro cenário de sonhos, onde a expectativa e a emoção tomam conta a cada rodada. Os participantes entram na disputa por barras de ouro — prêmios que podem transformar vidas — em partidas cheias de tensão, torcida e aquele suspense que só o “Roda a Roda” sabe criar. Cada giro da roda é um momento de pura adrenalina: a plateia vibra, os competidores seguram a respiração e a emoção contagia quem está assistindo de casa.

Mas não é só na TV que a magia acontece: o público também tem a chance de fazer parte desse universo de prêmios! Se você é consultor Jequiti, recebe cupons automaticamente ao realizar seus pedidos. Já os clientes Jequiti encontram cupons premiáveis dentro das embalagens dos produtos da marca. Para participar, basta preencher com seus dados e enviar para a Caixa Postal 05947-960. Fácil, né? E quem sabe você não é o próximo sortudo a girar a roda e mudar de vida?

E tem mais: os selecionados não só participam do programa, como também ganham uma viagem inesquecível para São Paulo, com tudo pago! É a chance de conhecer de perto a magia dos estúdios, se emocionar ao lado das estrelas do SBT e viver um dos momentos mais marcantes da vida, sentindo na pele a energia única do “Roda a Roda”.

Então já anota na agenda: domingo é dia de reunir a família, torcer, vibrar e se inspirar com mais um capítulo emocionante do “Roda a Roda Jequiti”. Prepare o coração, deixe seus cupons em dia e não perca essa oportunidade incrível. Afinal, a sua sorte pode estar só a um giro de distância!

LYKN confirma show no Brasil e promete noite histórica com a Dusk & Dawn World Tour 2026

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A espera finalmente chegou ao fim. Depois de meses de expectativa e pedidos constantes nas redes sociais, o grupo tailandês LYKN confirmou sua primeira apresentação no Brasil. A boy band desembarca no país com a aguardada LYKN Dusk & Dawn World Tour 2026, marcando um encontro que promete ser histórico para os fãs brasileiros. A data já está marcada: 9 de agosto. Mais informações sobre ingressos e local serão divulgadas em breve, mas uma coisa já é certa — essa será uma noite para ficar na memória.

A vinda do LYKN ao Brasil representa não apenas mais um show internacional, mas um momento simbólico para o crescimento da música pop tailandesa no cenário global. Nos últimos anos, o T-Pop tem conquistado espaço fora da Ásia, impulsionado por produções sofisticadas, identidade visual marcante e forte presença digital. O LYKN é um dos principais nomes dessa nova geração que atravessa fronteiras e constrói uma base de fãs fiel em diferentes partes do mundo — incluindo o Brasil.

Formado a partir do reality show de sobrevivência Project Alpha, exibido entre dezembro de 2022 e março de 2023, o grupo nasceu sob os olhares atentos do público. A competição revelou não apenas talento vocal e habilidade de dança, mas também carisma e personalidade. Cada integrante precisou provar seu potencial em desafios intensos até conquistar seu lugar na formação final.

O debut oficial aconteceu em 5 de maio de 2023, sob o selo da RISER MUSIC. Desde então, o grupo não parou mais. Com uma proposta moderna, conceito bem definido e performances energéticas, o LYKN rapidamente se destacou no competitivo mercado asiático. Agora, em menos de três anos de carreira, eles já embarcam em uma turnê mundial, consolidando sua expansão internacional.

O grupo é formado por cinco integrantes que trazem diferentes nuances para a identidade do LYKN. Thanat Danjesda, conhecido como Nut, se destaca pelo carisma e presença de palco marcante. Pichetpong Chiradatesakunvong, ou Hong, chama atenção pela versatilidade e conexão natural com o público. Chayatorn Trairattanapradit, o Tui, imprime intensidade nas performances. Jakrapatr Kaewpanpong, conhecido como William, acrescenta potência e segurança vocal. Já Rapeepong Supatineekitdecha, apelidado de Lego, completa o time com energia contagiante e talento expressivo.

O nome LYKN é um dos elementos mais simbólicos da identidade do grupo. A palavra funciona como um homófono de “Lycan”, termo associado a criaturas capazes de se transformar em algo mais forte a qualquer momento, como os lobisomens. A escolha não é por acaso. A ideia de transformação, força e evolução constante está no centro da narrativa do grupo. Em cada comeback, em cada performance, há uma busca por superar limites e apresentar uma versão ainda mais poderosa de si mesmos.

Essa conexão simbólica também se estende ao nome do fandom. Os fãs são chamados de LYKYOU, um jogo sonoro com a expressão “Like You”. A escolha reforça o elo afetivo entre artista e público, destacando a importância da identificação e da reciprocidade nessa relação. Não é apenas sobre música; é sobre pertencimento, crescimento conjunto e construção de uma comunidade global.

A turnê Dusk & Dawn carrega um conceito que dialoga com dualidades — o entardecer e o amanhecer, a transição entre luz e escuridão, intensidade e renovação. Esse tipo de narrativa visual e conceitual tem sido uma das marcas registradas do grupo. Os shows do LYKN são conhecidos por misturar coreografias impactantes, cenários imersivos e momentos mais íntimos com o público, criando uma experiência que vai além de um simples concerto.

Para os fãs brasileiros, a confirmação da data representa a realização de um sonho. O Brasil já demonstrou inúmeras vezes sua força como público apaixonado e engajado. Nas redes sociais, campanhas pedindo a vinda do grupo ganharam força nos últimos meses, com hashtags, mutirões e mensagens constantes direcionadas à produtora e aos integrantes. A resposta veio — e promete ser grandiosa.

Estrelado por Michael B. Jordan, Thriller psicológico Pecadores estreia nos cinemas brasileiros

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Já em cartaz nos cinemas de todo o Brasil, “Pecadores” chegou ao circuito nacional com grande expectativa e não decepcionou. O novo longa da Warner Bros. Pictures, estrelado por Michael B. Jordan e dirigido por Ryan Coogler, conquistou a crítica internacional e tem impressionado o público com sua narrativa densa, estética marcante e uma abordagem pouco convencional para o gênero de terror. Com 100% de aprovação no Rotten Tomatoes em suas primeiras avaliações, o filme vem se destacando por equilibrar sustos, emoção e um olhar profundo sobre identidade, pertencimento e os fantasmas – reais ou simbólicos – que cada um carrega.

Uma história de reencontros, traumas e assombrações familiares

No centro da trama estão os irmãos gêmeos Smoke e Stack, ambos vividos por Michael B. Jordan, em uma interpretação tecnicamente desafiadora e emocionalmente potente. Após anos afastados, os dois retornam à cidade natal para tentar um novo começo. No entanto, a viagem de volta acaba revelando feridas antigas e segredos enterrados que ainda assombram a comunidade — e os próprios protagonistas.

O longa mergulha em temas como luto, reconciliação, memória coletiva e espiritualidade, costurando a narrativa com tensão crescente e atmosferas cuidadosamente construídas. A experiência vai muito além de um terror convencional, explorando camadas simbólicas com um estilo visual que carrega a marca autoral de Coogler.

A estreia de Ryan Coogler no terror – e uma homenagem ao cinema

Famoso por sucessos como Pantera Negra e Creed, Ryan Coogler faz aqui sua estreia no cinema de horror com um projeto pessoal, que ele define como uma “carta de amor ao cinema”. O diretor explica que sua paixão pelas telonas surgiu justamente da vivência coletiva do medo nas salas escuras: “Foi nesse ambiente, com desconhecidos compartilhando o mesmo arrepio, que me conectei com o poder do cinema. ‘Pecadores’ foi concebido para esse tipo de experiência: intensa, coletiva e transformadora”.

Além da direção, Coogler também assina o roteiro e reuniu uma equipe criativa de peso: a diretora de fotografia Autumn Durald Arkapaw, a designer de produção Hannah Beachler (vencedora do Oscar por Pantera Negra), o editor Michael P. Shawver, a figurinista Ruth E. Carter e o compositor Ludwig Göransson, parceiro habitual do cineasta, que aqui cria uma trilha sonora envolvente e simbólica.

Terror que vai além do susto fácil

“Pecadores” é um filme que provoca desconforto, não apenas pelo suspense ou pelos elementos sobrenaturais, mas por tocar em feridas abertas da sociedade. É um terror que se ancora na vivência negra, na relação com a ancestralidade, e no impacto que o trauma social e familiar tem sobre a formação da identidade. A escolha por abordar essas temáticas através do terror psicológico amplia o impacto emocional da obra e reforça a proposta de Coogler de entregar uma experiência artística com propósito.

Michael B. Jordan, que também atua como produtor executivo, afirma que o projeto o desafiou profundamente. “Este filme tem muitas camadas. Quero que o público se divirta, claro, mas também que saia do cinema pensando, refletindo, sentindo a música, a atmosfera, os silêncios. Quero que a experiência reverbere por dias”, afirmou o ator.

Pré-estreias com reflexão e representatividade

Antes do lançamento oficial, o filme teve pré-estreias em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador, onde uma sessão especial foi seguida por um bate-papo sobre o impacto social e simbólico da obra. Participaram do debate nomes como o influenciador João Sales (@maratonize), a criadora de conteúdo Donna Paula Soares (@donnacachos), o jornalista João Paulo Barreto (Jornal A Tarde) e a educadora Gleissia Santos, do Instituto Cultural Steve Biko. A conversa abordou as representações negras no cinema de gênero, a importância de narrativas que respeitam identidades plurais e o lugar do horror como metáfora social.

Elenco de peso e atuações elogiadas

Além de Jordan em papel duplo, o elenco de “Pecadores” inclui Hailee Steinfeld, Wunmi Mosaku, Jayme Lawson, Delroy Lindo, Jack O’Connell, Miles Caton, Omar Miller e Li Jun Li. O conjunto de atuações contribui para a intensidade emocional da narrativa, com destaque para a dinâmica entre os irmãos e os personagens secundários que orbitam sua volta ao lar.

Um novo patamar para o cinema de gênero

“Pecadores” é mais do que um filme de terror: é um marco na colaboração entre Michael B. Jordan e Ryan Coogler, e representa uma guinada criativa para ambos. É também um exemplo de como o cinema de gênero pode se reinventar ao ser utilizado como veículo para debates contemporâneos, experiências sensoriais e reflexões sociais.

Distribuído pela Warner Bros. Pictures e produzido pela Proximity Media, o longa já está em exibição nas principais salas de cinema do país. Uma experiência pensada para a tela grande, com luzes apagadas, som envolvente e uma história que continua pulsando mesmo depois que os créditos sobem.

O futuro de “O Agente Oculto”: Silêncio da Netflix coloca franquia bilionária em compasso de espera

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Quando a Netflix lançou O Agente Oculto em 2022, a expectativa era clara: criar uma nova franquia global de ação com potencial para atravessar anos — e temporadas. Com orçamento estimado em cerca de US$ 200 milhões, o longa se tornou, à época, o filme mais caro já produzido pela plataforma. A aposta reunia um elenco estrelado, diretores acostumados a blockbusters gigantescos e uma base literária sólida. Ainda assim, três anos depois, o projeto que prometia sequência e spin-off parece ter entrado em um território nebuloso.

Em entrevista ao ScreenRant, o diretor Anthony Russo (de Vingadores: Ultimato) foi direto: não há novidades no momento sobre a expansão do universo. A declaração soa como um balde de água fria para quem esperava anúncios mais concretos. Segundo ele, o interesse interno ainda existe, mas, na prática, nada avançou oficialmente.

Estrelado por Ryan Gosling (La La Land), o filme acompanha Court Gentry, também conhecido como Sierra Six, um agente altamente treinado da CIA que se torna alvo após descobrir segredos comprometedores da própria agência. A narrativa mistura espionagem internacional, perseguições explosivas e confrontos físicos intensos — ingredientes clássicos de grandes franquias de ação.

Do outro lado está Lloyd Hansen, interpretado por Chris Evans (Capitão América: O Primeiro Vingador), em um papel que foge completamente da imagem heroica que o consagrou. Aqui, ele encarna um antagonista cruel, sarcástico e instável, disposto a tudo para capturar Six. O contraste entre o herói silencioso de Gosling e o vilão provocador de Evans foi um dos pontos mais comentados na época do lançamento.

O elenco ainda contou com nomes de peso como Ana de Armas (Entre Facas e Segredos), Dhanush (Asuran), Jessica Henwick (Punho de Ferro), Regé-Jean Page (Bridgerton), Wagner Moura (Tropa de Elite), Alfre Woodard (12 Anos de Escravidão) e Billy Bob Thornton (Fargo). Era, sem dúvida, um time montado para chamar atenção mundial.

A direção ficou a cargo de Anthony e Joe Russo (ambos de Vingadores: Guerra Infinita), que também produziram o longa por meio da AGBO, empresa fundada pela dupla. O roteiro foi assinado por Joe Russo ao lado de Christopher Markus e Stephen McFeely, colaboradores frequentes dos irmãos em seus trabalhos anteriores no universo Marvel. A ideia sempre foi transformar a obra baseada no livro de Mark Greaney em uma franquia duradoura, aproveitando a extensa série literária protagonizada pelo mesmo personagem.

Mas o caminho até chegar às telas não foi simples. O projeto começou a ser desenvolvido ainda em 2011, na New Regency, com James Gray (Ad Astra) inicialmente cotado para dirigir e Adam Cozad (A Lenda de Tarzan) responsável pelo roteiro. Naquela fase, o nome de Brad Pitt (Clube da Luta) chegou a ser associado ao papel principal. Anos depois, houve até negociações com Charlize Theron (Mad Max: Estrada da Fúria) para uma possível versão alternativa na Sony Pictures. Só com a entrada definitiva dos irmãos Russo o projeto ganhou novo fôlego — e, posteriormente, migrou para a Netflix.

As filmagens aconteceram em 2021, passando por locações como Praga, na República Tcheca, e o Château de Chantilly, na França, reforçando o caráter internacional da trama. O lançamento ocorreu de forma híbrida, com exibição limitada nos cinemas antes de chegar oficialmente ao catálogo da Netflix em julho de 2022.

Naquele momento, o discurso da plataforma era ambicioso. O objetivo era claro: criar propriedades intelectuais próprias capazes de competir com franquias tradicionais do cinema. Pouco tempo após a estreia, foram anunciados planos para uma sequência direta e um spin-off, ampliando o universo narrativo.

O problema é que, desde então, o silêncio tem sido predominante.

E O Agente Oculto não é o único caso. Outras superproduções da Netflix também seguem em desenvolvimento indefinido. É o caso de Alerta Vermelho, que reuniu Ryan Reynolds (Deadpool), Gal Gadot (Mulher-Maravilha) e Dwayne Johnson (Velozes & Furiosos: Hobbs & Shaw), e também prometia continuações. Outro exemplo é Troco em Dobro, estrelado por Mark Wahlberg (Os Infiltrados), cujo segundo capítulo nunca saiu do papel.

O cenário sugere uma mudança de estratégia. Nos últimos anos, o mercado de streaming passou por ajustes financeiros importantes. Com concorrência acirrada e pressão por resultados sustentáveis, os investimentos bilionários em filmes únicos podem estar sendo reavaliados com mais cautela.

Isso não significa que a franquia esteja oficialmente cancelada. Mas o entusiasmo imediato que cercou o lançamento claramente esfriou. Para uma produção que nasceu com ambições de saga, a ausência de anúncios concretos pesa.

Festival de Cinema de Nova York realiza exibição surpresa de Marty Supreme, novo filme estrelado por Timothée Chalamet

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Nesta segunda-feira, 6 de outubro, o Festival de Cinema de Nova York surpreendeu o público com uma exibição secreta de Marty Supreme, o aguardado novo filme da A24 estrelado por Timothée Chalamet e dirigido por Josh Safdie. A escolha da cidade não poderia ser mais simbólica: Safdie, cineasta profundamente ligado à Big Apple, e Chalamet, nativo de Nova York, trouxeram à tela os cinco distritos da cidade que os moldaram. A estreia inesperada contou com a presença de ambos no palco, criando um momento memorável para os fãs e críticos presentes.

A exibição começou em clima de surpresa e expectativa. Após o público ocupar os assentos para a sessão secreta, Safdie subiu ao palco e quebrou o gelo com seu humor característico: “Eu também odeio surpresas”, disse, arrancando risos da plateia. O diretor, que finalizou o corte do filme na madrugada anterior, comentou: “Terminei às 2 da manhã de ontem… Vocês são o primeiro público a ver este filme.” Logo depois, Timothée Chalamet se juntou a Safdie, compartilhando sua conexão pessoal com o momento. O ator relembrou que estudou no ensino médio na mesma rua de Alice Tully, e descreveu como “incrível” estrear no NYFF em sua própria cidade natal.

O projeto, anunciado oficialmente em julho de 2024, marca o primeiro filme solo de Josh Safdie desde “The Pleasure of Being Robbed” (2008). Safdie escreveu o roteiro em parceria com Ronald Bronstein, tomando como inspiração o jogador profissional de tênis de mesa Marty Reisman. No entanto, fontes próximas à produção afirmam que o longa é uma história original e ficcional, e não um biopic tradicional, permitindo liberdade criativa ao diretor e ao elenco para explorar o universo do personagem de maneira inventiva.

Com um orçamento estimado em US$ 70 milhões, Marty Supreme se tornou a produção mais cara da A24 até hoje, superando inclusive “Guerra Civil” (2024). O filme chamou atenção não apenas pelo investimento, mas pelo cuidado artístico e técnico empregado em cada detalhe. A fotografia principal teve início em 23 de setembro de 2024, inteiramente em Nova York, e a produção capturou imagens icônicas em locações espalhadas pelos cinco distritos. As filmagens se estenderam até 5 de dezembro de 2024, com cenas adicionais gravadas no Japão em fevereiro de 2025.

A direção de fotografia ficou a cargo de Darius Khondji, utilizando filme de 35 mm para conferir ao longa uma estética visual clássica e sofisticada. O renomado designer de produção Jack Fisk também contribuiu para a ambientação do filme, criando cenários que reforçam a narrativa e a atmosfera autêntica da história. Safdie incluiu cerca de 140 não-atores no elenco, entre eles o artista francês Philippe Petit, acrescentando camadas de realismo e espontaneidade às cenas.

Timothée Chalamet passou por um treinamento intenso para dar vida ao protagonista. Para as cenas de pingue-pongue, o ator treinou por meses sob orientação de Diego Schaaf e do ex-atleta olímpico Wei Wang, garantindo que as partidas do filme fossem convincentes e dinâmicas. Além disso, Safdie desafiou Chalamet a realizar algumas acrobacias pessoalmente, aumentando a autenticidade das cenas de ação. Um detalhe curioso do processo de filmagem foi a utilização de óculos de grau com lentes de contato por baixo, técnica aplicada para que os olhos de Chalamet parecessem menores, o que temporariamente prejudicou sua visão, mas contribuiu para a caracterização precisa do personagem.

A exibição surpresa no NYFF não apenas apresentou o filme antes de sua estreia oficial, mas também reforçou o vínculo entre o elenco, a equipe e a cidade que serviu de cenário para grande parte da história. Chalamet e Safdie aproveitaram o momento para interagir com o público, compartilhar anedotas das filmagens e revelar curiosidades sobre o desenvolvimento do longa, criando uma experiência única e íntima para os espectadores.

Max Oliver: O Protetor das Galáxias | Jonatas Aragão fala sobre como transformou a dor em ficção e esperança

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Foto: Reprodução/ Internet

Por trás de lutas intergalácticas e um multiverso recheado de inteligência artificial, mitologia e desigualdade social, Max Oliver: O Protetor das Galáxias guarda algo muito mais íntimo: a história de um homem que usou a imaginação como forma de sobrevivência. Escrita por Jonatas Aragão, a saga não nasceu em meio ao conforto de um escritório silencioso, mas sim em um porão improvisado, onde a esperança era o único alicerce possível.

Na conversa a seguir, Jonatas compartilha como deu vida ao seu protagonista em um dos momentos mais difíceis da própria trajetória — e como a ficção virou abrigo, motivação e caminho de transformação. Max, afinal, não é apenas um herói de fantasia. É reflexo da luta de quem, mesmo sem superpoderes, decide continuar tentando.

Como nasceu o universo de Max Oliver? Há quanto tempo essa história te acompanha?

Tudo começou entre 2019 e 2020, quando me mudei para São Paulo em busca de uma vida melhor. Chegando na Baixada Santista, enfrentei uma realidade dura: desemprego, dificuldades financeiras e, mais tarde, a pandemia, que agravou ainda mais a situação. Como meu relacionamento com a esposa do meu pai não era bom, acabei sendo expulso de casa.

Passei a viver em um porão, dormindo em uma cama feita de blocos de cimento e pedaços de madeira, coberta por uma espuma fina. Me sentia completamente derrotado.

Foi num desses dias tristes que ouvi, pelo celular emprestado do dono da casa, a música Tente Outra Vez, de Raul Seixas. Aquela canção despertou algo dentro de mim — um desejo quase esquecido de recomeçar. Ao lado da cama, havia um caderno velho. Peguei uma caneta e rabisquei os primeiros personagens: um garoto com dois braceletes e uma menina misteriosa. Eles viriam a ser Max Oliver e Sarah Blake.

Ali, naquele instante, eu entendi que a escrita poderia me resgatar. Aquela história se tornaria minha força. Assim nasceu o primeiro volume da saga, que hoje sei que terá doze. Foi o meu jeito de transformar dor em criação.

Seu livro mistura multiversos, desigualdade, IA e mitologia. Como costurou tudo isso sem perder o lado emocional?

A desigualdade social foi o ponto de partida. No primeiro volume, ela está muito presente. Me inspirei no bairro do Bronx, nos EUA — lugar de abandono e sobrevivência. Max é um garoto criado no pior bairro de Nova York, vivendo com a mãe, Bárbara, uma mulher guerreira. Do outro lado da balança está Sarah Medellín Blake, uma jovem multibilionária de uma das famílias mais influentes do mundo. A distância entre eles não é só financeira — é um abismo de experiências.

Mas não queria contar apenas uma história sobre contrastes sociais. Quis sonhar maior. Quis criar um multiverso onde tudo fosse possível: raças inéditas, tecnologias imaginárias, culturas próprias e até civilizações inteiras.

A mitologia entrou depois, por sugestão do coautor Jorge Miguel, que viu na mitologia um elo simbólico capaz de aprofundar ainda mais a trama. Ela trouxe camadas, significados, pontes entre passado e futuro.

Apesar da variedade de elementos, a emoção sempre foi meu norte. Queria tocar o coração das pessoas — crianças, adultos ou idosos. Escrevo de forma simples, direta, mas com espaço para quem quiser mergulhar fundo.

A nostalgia geek é muito presente. Qual foi o papel das referências dos anos 90 e 2000 na construção da saga?

Essas referências foram fundamentais. Não como adorno, mas como essência. As produções geek da minha infância e adolescência — Ben 10, Liga da Justiça, Super Choque, Homem-Aranha, Batman do Futuro — todas elas me ensinaram valores.

Mais do que ação, elas falavam sobre coragem, empatia, sacrifício, amizade. Eram verdadeiras aulas de humanidade disfarçadas de aventura.

Ao colocar essas influências em Max Oliver, meu objetivo foi duplo: prestar uma homenagem afetiva e apresentar essas vibrações a uma nova geração. Muitos jovens de hoje não conheceram essas obras, então quis trazer, com minha própria linguagem, um pouco daquela mágica de volta.

Qual é, no fim das contas, a mensagem que você gostaria que os leitores levassem de Max Oliver?

Espero que os leitores entendam que Max Oliver é mais do que ficção científica — é uma história sobre gente. Sobre nós. Sobre dor, escolhas e recomeços.

Quero que cada pessoa que leia o livro perceba que também carrega dentro de si um potencial enorme, ainda que adormecido. E que esse potencial, às vezes, só desperta nos momentos mais escuros da vida.

Não são os superpoderes que tornam alguém especial. São as decisões que tomamos quando tudo parece perdido. Max não é invencível. Ele sofre, erra, cai. Mas segue em frente — e isso o transforma.

No fim, meu desejo é que Max Oliver seja, para quem lê, o que ele foi para mim: uma fagulha de esperança. Uma lembrança de que ainda dá pra tentar. Ainda dá pra recomeçar.

Patrulha das Fronteiras desta quarta (16) revela falhas em inspeção por raio-x e problemas com passaportes nos aeroportos brasileiros

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Nesta quarta-feira, 16 de julho, o programa Patrulha das Fronteiras, exibido pela Record TV, traz uma reportagem impactante que expõe as fragilidades na fiscalização dos aeroportos do Brasil — os verdadeiros portões de entrada e saída do país. Com imagens inéditas e depoimentos reais, a reportagem denuncia falhas em equipamentos de raio-x e irregularidades na checagem de passaportes que podem comprometer a segurança nacional.

O raio-x, tecnologia fundamental para a inspeção de bagagens, deveria ser uma barreira intransponível para armas, drogas e mercadorias ilegais. No entanto, a reportagem mostra que, em vários terminais, esses equipamentos estão longe de funcionar perfeitamente. Muitos sofrem com a falta de manutenção adequada e apresentam imagens com qualidade ruim, o que dificulta a identificação de itens suspeitos. Soma-se a isso a pressão por conta do fluxo intenso de passageiros, o que gera sobrecarga para os agentes e aumenta a chance de erros.

Os operadores que manuseiam essas máquinas, peça-chave nesse sistema, revelam a falta de treinamento específico e o cansaço provocado por jornadas longas. “Você precisa estar 100% atento o tempo todo, mas nem sempre isso é possível com a carga que recebemos”, relata um agente, que pediu para não ser identificado.

Outro ponto sensível levantado pela reportagem são os passaportes falsificados, adulterados ou roubados que ainda conseguem passar despercebidos pelos sistemas de fiscalização. A integração falha entre órgãos nacionais e internacionais, somada a protocolos defasados, abre brechas para que criminosos utilizem documentos irregulares para entrar ou sair do país. O impacto disso vai muito além da segurança pública — a reputação do Brasil no turismo e nos negócios internacionais sofre.

Em contrapartida, o programa destaca os esforços das autoridades para superar esses desafios. Investimentos em tecnologia de última geração, como scanners de alta definição e sistemas automáticos de reconhecimento facial, têm sido implementados em aeroportos estratégicos. Além disso, parcerias ampliadas entre a Polícia Federal, a Receita e órgãos internacionais buscam agilizar e aprimorar a troca de informações.

Não perca, nesta quarta-feira (16), às 22h45, na Record, uma jornada esclarecedora que vai além dos radares e scanners, mostrando o lado humano por trás da vigilância que mantém o país seguro.

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