Nova temporada de Pacificador será peça-chave para entender o futuro do DCU, diz James Gunn

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Com a estreia de Superman abrindo oficialmente os caminhos do novo DC Universe (DCU) nos cinemas, é a televisão quem assume agora o protagonismo na construção dessa narrativa ambiciosa. E o próximo capítulo dessa história chega em 21 de agosto de 2025, com a aguardada segunda temporada de Pacificador, série estrelada por John Cena e comandada mais uma vez por James Gunn.

Mais do que uma continuação, a nova temporada é apontada por Gunn como um ponto de virada fundamental para entender o que vem pela frente no universo compartilhado da DC. Em entrevista recente para o ScreenRant, o diretor e co-CEO da DC Studios reforçou que os episódios trarão revelações inesperadas: “Sim, teremos um grande evento. E não é o que ninguém pensa. Não é o que alguém imaginaria. Mas acho que se as pessoas assistirem à próxima temporada de Pacificador, verão para onde muitas dessas coisas vão e terão uma noção um pouco melhor do que talvez possa acontecer.”

De piada interna a protagonista do DCU

Quando surgiu como coadjuvante no filme O Esquadrão Suicida (2021), o personagem Christopher Smith parecia mais uma piada violenta do que um herói com futuro promissor. Mas nas mãos de Gunn e com a entrega de John Cena, Pacificador virou uma das produções mais surpreendentes do universo DC — irreverente, afiada e emocionalmente mais profunda do que o esperado.

A nova temporada promete manter essa identidade provocadora, mas com um peso ainda maior dentro da mitologia da DC, conectando diretamente o que foi apresentado em Superman e antecipando eventos futuros.

Frank Grillo reforça o elenco e costura o passado da franquia

Um dos destaques da nova leva de episódios é a chegada de Frank Grillo (The Purge, Revanche, Capitão América: Soldado Invernal) como Rick Flag Sr., pai do personagem vivido por Joel Kinnaman nos dois filmes do Esquadrão Suicida. A escolha do ator reforça o compromisso do novo DCU com a interligação entre personagens, mídias e fases anteriores da franquia, criando pontes narrativas entre passado e futuro.

Grillo já interpretou o personagem na animação Comando das Criaturas e foi confirmado também no próximo longa do Superman, indicando que Rick Flag Sr. será uma figura recorrente — e possivelmente decisiva — nos planos maiores de Gunn.

A HBO Max como vitrine do novo DCU

Com o cinema lançando as pedras fundamentais e o streaming conectando as histórias, o modelo narrativo do novo DCU se assemelha ao que Gunn já ajudou a construir na Marvel: múltiplas plataformas, personagens interligados e histórias que se alimentam umas das outras.

Nesse contexto, a HBO Max se torna muito mais do que um canal de exibição — ela é parte ativa do enredo. Pacificador se posiciona como uma série que precisa ser assistida, não apenas por entretenimento, mas porque carrega pistas, relações e revelações cruciais para o futuro da franquia.

Uma nova ordem para heróis (e anti-heróis)

O universo DC sempre foi marcado por arquétipos clássicos: deuses em trajes humanos, dilemas morais elevados e batalhas cósmicas. Mas Pacificador oferece o contraste necessário. É um herói quebrado, egocêntrico e muitas vezes patético, que encontra, aos poucos, humanidade em si mesmo. E é justamente nesse espaço — entre o cômico e o trágico — que a série brilha.

“Terra da Padroeira” deste domingo (27/07) recebe Delley & Dorivan, Caju & Castanha, Luma & Nathi e Micarla

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Neste domingo, dia 27 de julho, a partir das 9h da manhã, o “Terra da Padroeira” convida o público da TV Aparecida para mais uma manhã de celebração à cultura popular brasileira — com muita música, boas histórias e uma surpresa que promete emocionar os fãs. Comandado por Kleber Oliveira, Tonho Prado e Menino da Porteira, o programa deixará por alguns momentos o seu palco tradicional para colocar o pé na estrada e visitar a casa de uma personalidade bastante conhecida do mundo sertanejo, num novo quadro batizado de “Terra Visita Especial”.

O nome do homenageado ainda é guardado a sete chaves, mas os apresentadores prometem um encontro sincero, afetivo e repleto de revelações. A proposta do quadro é justamente essa: mostrar o lado mais humano dos artistas, longe dos holofotes, revelando seus hábitos, memórias e a relação íntima com suas raízes.

Delley & Dorivan: tradição e paixão pela viola

Entre os convidados que se apresentam ao vivo no palco do programa, está uma dupla que representa a força da música de raiz: Delley & Dorivan. Delley, considerado um dos maiores violeiros do país, já percorreu diferentes formações musicais desde os anos 1980. A parceria atual com Dorivan já dura mais de duas décadas, e juntos acumulam 12 CDs e um DVD, além de sucessos que marcaram gerações, como “Estrada do Amor” e “Aconteceu Comigo”.

A música da dupla se destaca pelo equilíbrio entre o tradicional e o contemporâneo, com letras que falam de amor, saudade e vida simples no campo, tudo acompanhado por arranjos sofisticados na viola caipira. É uma apresentação imperdível para quem aprecia a autenticidade da música sertaneja clássica.

Caju & Castanha: poesia rimada com irreverência

Outro grande momento do programa será a participação de Caju & Castanha, uma das duplas mais emblemáticas da embolada nordestina. Com mais de 40 anos de estrada e 28 álbuns lançados, os irmãos pernambucanos reinventaram a arte de improvisar versos ao som de pandeiro e batidas ritmadas. O carisma e a agilidade mental impressionam até os espectadores menos familiarizados com o estilo.

Caju & Castanha não se restringem à tradição: já embolaram com forró, MPB, ciranda, cordel, rock, e até hip-hop. São artistas completos, que usam o humor e a crítica social para dialogar com diferentes gerações, sem nunca perderem suas raízes. No palco do “Terra da Padroeira”, a promessa é de um show contagiante e cheio de interação com a plateia.

Vozes da nova geração: Luma & Nathi e Micarla

O quadro “Vozes da Terra” é conhecido por revelar novos talentos da música sertaneja e, neste domingo, ele destaca duas apostas femininas de grande talento: Luma & Nathi e Micarla.

As primas Luma e Nathi começaram cantando por brincadeira nas redes sociais, mas logo conquistaram milhares de seguidores com suas harmonias afinadas e carisma espontâneo. Hoje, formam uma dupla promissora, com repertório que vai de modas de viola tradicionais até composições autorais. Seu recente projeto audiovisual, com nove faixas, traz um frescor à cena sertaneja, com destaque para “Superei”, uma música que fala sobre superação emocional e força feminina.

Micarla, natural de Duque de Caxias (RJ), é prova viva de que o sertanejo já extrapolou o eixo Sudeste-Centro-Oeste. Começou a cantar aos 13 anos, passou por barzinhos e eventos locais até alcançar as redes sociais, onde viralizou com covers de clássicos do gênero. Hoje, aos 27, ela já tem um DVD completo com 30 faixas — mesclando composições próprias e regravações — e músicas autorais que conversam diretamente com o público feminino, como “Tome Juízo” e “Amiga Que é Parça”.

Música como elo de fé, memória e identidade

Muito mais do que um programa musical, “Terra da Padroeira” é um espaço de valorização da cultura popular brasileira, em especial a música sertaneja em suas múltiplas vertentes — da raiz à moderna, da embolada à canção autoral.

A cada edição, Kleber Oliveira, Tonho Prado e Menino da Porteira reafirmam seu compromisso em levar ao público um conteúdo afetuoso, familiar e representativo, onde a fé, o humor e a boa música se entrelaçam. A visita especial desta semana promete emocionar, mas também inspirar. É a televisão abrindo as portas para histórias de vida reais, de artistas que carregam a identidade do Brasil em cada verso cantado.

Quando assistir?

O “Terra da Padroeira” vai ao ar neste domingo, 27 de julho, a partir das 9h da manhã, na TV Aparecida. Prepare o café, reúna a família e se permita sentir, cantar e se emocionar com mais uma edição desse encontro que celebra a alma sertaneja do nosso país.

HBO prepara série documental sobre o Rouge e revisita a trajetória do maior girl group da música brasileira

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A história de um dos fenômenos mais marcantes da cultura pop nacional está prestes a ganhar um novo olhar. A HBO confirmou a produção de uma série documental inédita dedicada ao Rouge, grupo feminino que redefiniu o pop brasileiro no início dos anos 2000 e deixou uma marca profunda na memória afetiva de milhões de fãs. O projeto está em fase de gravação e ainda não possui data oficial de estreia, mas já se consolida como um dos títulos nacionais mais aguardados do catálogo da plataforma.

Mais do que um registro cronológico, a proposta da série é mergulhar nos bastidores da formação, do sucesso meteórico, das crises internas e dos reencontros que marcaram a trajetória do grupo. Pela primeira vez, Aline Wirley, Fantine Thó, Karin Hils e Lu Andrade se reúnem para narrar a própria história com liberdade, maturidade e distanciamento crítico, revisitando decisões, conflitos e sentimentos que, por muitos anos, ficaram restritos aos bastidores.

O Rouge surgiu em 2002, como resultado do reality show Popstars, exibido pelo SBT, em um momento em que a televisão aberta ainda exercia enorme influência sobre a indústria musical. A proposta era simples: formar um grupo pop feminino nos moldes das grandes bandas internacionais da época. O resultado, no entanto, superou qualquer expectativa. O quinteto rapidamente se transformou em um fenômeno de vendas, audiência e identificação popular, ocupando um espaço que até então não existia no mercado brasileiro.

A série documental promete contextualizar esse sucesso dentro de um cenário global dominado por nomes como Spice Girls, Destiny’s Child, Backstreet Boys e NSYNC. Enquanto o pop internacional vivia seu auge, o Rouge conseguiu traduzir essa linguagem para a realidade brasileira, misturando coreografias marcantes, refrões grudentos e uma estética acessível, que dialogava diretamente com o público jovem da época.

O álbum de estreia, lançado em 2002, não apenas alcançou números impressionantes, como entrou para a história da música nacional. Com mais de dois milhões de cópias vendidas, o disco se tornou o mais bem-sucedido de um grupo feminino no Brasil. Canções como “Não Dá Pra Resistir”, “Beijo Molhado” e, principalmente, “Ragatanga” ultrapassaram o status de hits e se consolidaram como símbolos culturais, atravessando gerações e permanecendo presentes em festas, eventos e redes sociais até hoje.

A produção da HBO não se limita a revisitar o período de ascensão. Um dos focos centrais do documentário é mostrar o impacto da fama repentina na vida das integrantes, que passaram de anônimas a ídolos nacionais em poucos meses. A pressão da indústria, a rotina exaustiva de shows, entrevistas e gravações, além da cobrança constante por resultados, são elementos que a série pretende abordar com franqueza.

O segundo álbum, lançado em 2003, consolidou ainda mais o sucesso do grupo. Com faixas como “Brilha La Luna” e “Um Anjo Veio Me Falar”, o Rouge ampliou seu alcance e reforçou sua presença no imaginário popular. O DVD gravado no estádio do Pacaembu, diante de mais de 20 mil pessoas, simbolizou o auge de uma trajetória que parecia não ter limites. Ao mesmo tempo, os bastidores já começavam a revelar tensões e desafios que o público desconhecia.

A saída de Lu Andrade em 2004 marcou um ponto de virada importante na história do grupo. O documentário promete tratar esse momento com sensibilidade, dando espaço para diferentes perspectivas e emoções envolvidas. Em vez de buscar versões definitivas ou simplificadas, a série aposta em uma narrativa plural, que reconhece as complexidades das relações humanas e do trabalho coletivo sob intensa exposição pública.

Mesmo com mudanças na formação, o Rouge seguiu ativo e lançou novos trabalhos, como os álbuns de 2004 e 2005, explorando sonoridades diferentes e tentando se reinventar em um mercado cada vez mais competitivo. Ainda assim, o desgaste acumulado e o fim do contrato com a gravadora levaram o grupo a um hiato em 2006, encerrando oficialmente um dos capítulos mais emblemáticos do pop nacional.

A série documental dedica atenção especial ao período pós-Rouge, mostrando como cada integrante precisou reconstruir sua identidade fora do grupo. Carreiras solo, projetos no teatro musical, televisão e outras áreas artísticas são apresentados como parte de um processo de amadurecimento pessoal e profissional, muitas vezes marcado por inseguranças e reinvenções.

A direção do projeto fica a cargo de Tatiana Issa, que também atua como produtora executiva ao lado de Guto Barra. A dupla é conhecida por trabalhos de forte impacto emocional e narrativa investigativa, como Pacto Brutal: O Assassinato de Daniella Perez, Bateau Mouche: O Naufrágio da Justiça e Um Tanto Familiar com Pedro Andrade. Com reconhecimento internacional e múltiplas indicações ao Emmy, os dois trazem ao documentário do Rouge uma abordagem cuidadosa, que prioriza o olhar humano e a construção de contexto.

A produção é uma coprodução da Producing Partners com a Warner Bros. Discovery. Pela Warner, a supervisão envolve executivos experientes no desenvolvimento de conteúdos documentais, reforçando a importância estratégica do projeto dentro da programação da HBO. A série se insere em um movimento mais amplo da plataforma de investir em histórias brasileiras que dialogam com memória, identidade e cultura popular.

Outro ponto relevante da produção é o resgate da relação afetiva entre o grupo e seus fãs. O documentário aborda como o Rouge se tornou trilha sonora da adolescência de uma geração inteira, criando vínculos emocionais que permanecem vivos mesmo após o fim das atividades regulares. Depoimentos, imagens de arquivo e registros inéditos ajudam a reconstruir esse laço, mostrando como a música pop pode exercer um papel fundamental na formação de identidade.

Os reencontros ao longo dos anos também ganham destaque. Participações especiais, apresentações comemorativas e a turnê de 15 anos, realizada entre 2018 e 2019, demonstraram que o interesse pelo Rouge nunca desapareceu. Pelo contrário, foi ressignificado por um público que cresceu, amadureceu e passou a enxergar o grupo com novos olhos. O álbum lançado nesse período simbolizou não apenas uma volta aos palcos, mas uma reconciliação com o passado.

Wagner Moura vence prêmio de Melhor Performance por O Agente Secreto no Newport Beach Film Festival

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O Brasil voltou a ocupar um lugar de destaque no cenário do cinema mundial. Na última quarta-feira (5), o ator Wagner Moura (Tropa de Elite, Narcos e Guerra Civil) foi consagrado com o prêmio de Melhor Performance por sua atuação em O Agente Secreto, durante o Newport Beach Film Festival, realizado anualmente na Califórnia. As informações são do Omelete.

Entre produções de Hollywood e nomes consagrados da indústria, ver um ator brasileiro subir ao pódio em um festival americano é motivo de orgulho. Wagner foi homenageado na categoria de Honrarias do Festival, e sua premiação simboliza o alcance global de um cinema que fala sobre o Brasil — mas emociona o mundo inteiro.

O filme que conquistou Cannes e agora a Califórnia

O longa-metragem vem acumulando conquistas desde sua estreia mundial no Festival de Cannes 2025, onde foi ovacionado por mais de 10 minutos e saiu com quatro prêmios — incluindo Melhor Ator (Wagner Moura) e Melhor Diretor (Kleber Mendonça Filho). A produção também levou o Prêmio FIPRESCI, concedido pela crítica internacional, e o Prix des Cinémas d’Art et Essai, da Associação Francesa de Cinemas de Arte (AFCAE).

Agora, o longa repete o sucesso nos Estados Unidos, reforçando o nome de Kleber Mendonça Filho como um dos diretores mais respeitados da atualidade. Produzido pela CinemaScópio, o filme teve estreia nos cinemas brasileiros em 6 de novembro de 2025 e foi escolhido para representar o Brasil na corrida pelo Oscar 2026 — a terceira vez que uma obra do diretor representa o país.

Um thriller político com alma brasileira

Ambientado no Recife de 1977, o filme mistura drama, suspense e crítica política para contar a história de Marcelo (Wagner Moura), um professor universitário e especialista em tecnologia que retorna à cidade natal após anos afastado. Carregando um passado misterioso e perigoso, ele tenta se reconectar com o filho pequeno e reconstruir a vida, mas encontra um país em plena ditadura militar, marcado pela repressão, pela vigilância e pelo medo.

Marcelo passa a viver como fugitivo, tentando escapar de um conflito antigo com um poderoso industrial ligado ao regime. Em sua fuga, encontra abrigo com dissidentes políticos e refugiados angolanos, liderados por Dona Sebastiana, uma mulher que simboliza resistência e coragem.

Um elenco de peso e uma produção meticulosa

Além de Wagner Moura, o elenco de O Agente Secreto reúne nomes que reforçam a força dramática e simbólica da obra. Tânia Maria (Bacurau), Maria Fernanda Cândido (Através da Janela), Gabriel Leone (Ferrari), Alice Carvalho (Cangaço Novo), Udo Kier (Melancholia) e Thomás Aquino (Bacurau) compõem um conjunto de atuações que traduzem o mosaico político, emocional e humano que o roteiro desenha com precisão.

A fotografia é assinada por Dion Beebe (Memórias de uma Gueixa), vencedor do Oscar, que transforma a luz do Recife em mais do que um pano de fundo — ela se torna uma linguagem. A luz quente e vibrante do dia contrasta com o frio das sombras noturnas, revelando o clima de constante ameaça que paira sobre os personagens.

De Pernambuco para o mundo

Com cada nova exibição, O Agente Secreto reafirma a força do cinema brasileiro como instrumento de resistência, memória e expressão artística. A conquista de Wagner Moura na Califórnia representa mais do que um prêmio individual — é o reconhecimento de um cinema que encara suas próprias feridas e as transforma em arte, emoção e reflexão. E talvez seja justamente essa coragem de olhar para dentro que faz o filme tocar o público onde quer que esteja. O filme segue em cartaz nas principais redes de cinema de todo o Brasil.

Quem é Wagner Moura?

Nascido em Rodelas, uma pequena cidade do sertão da Bahia, o ator cresceu longe dos holofotes — mas com uma inquietude que o empurrava para o palco desde cedo. Em Salvador, quando começou no teatro, já chamava atenção pelo olhar curioso, quase investigativo, com que observava o comportamento humano. Nada nele parecia superficial. Wagner se interessava pelo que há de mais real nas pessoas: as contradições, os medos, as dores e as pequenas grandezas do cotidiano.

Não demorou para o cinema brasileiro perceber que ali havia algo diferente. Seu nome começou a ganhar força com Carandiru (2003), mas foi com Tropa de Elite (2007) que o país inteiro entendeu quem era Wagner. O Capitão Nascimento virou ícone — um personagem que dividiu opiniões, despertou discussões sobre ética, violência e poder, e colocou o ator no centro de um dos maiores fenômenos culturais do Brasil. Sua atuação era crua, intensa, quase física. A cada cena, parecia que ele estava disposto a ir até o limite — e talvez por isso o público tenha se identificado tanto.

Com Tropa de Elite 2 (2010), reafirmou seu talento e se consolidou como um dos grandes nomes do cinema nacional. Mas parar ali seria pouco para alguém movido por curiosidade. A carreira de Moura tomou rumos ousados, atravessando fronteiras. Ele mergulhou em produções autorais, encarou o desafio de Hollywood e mostrou que talento brasileiro não conhece limites. Em Elysium (2013), contracenou com Matt Damon como um vilão cheio de nuances — prova de que sua intensidade não se perde nem quando o idioma muda.

E então veio Narcos (2015–2017), a série da Netflix que mudaria o rumo da carreira de Wagner Moura — e, de certa forma, também a forma como o mundo o enxergava. Para viver Pablo Escobar, ele fez o improvável: aprendeu espanhol do zero em poucos meses, mudou-se para a Colômbia e se jogou de cabeça na pele de um dos homens mais temidos e fascinantes da história. O desafio era imenso, mas o ator não é do tipo que recua diante do impossível. Sua entrega foi tamanha que o público mal conseguia separar o ator do personagem. O resultado foi uma performance intensa, quase hipnótica, que lhe rendeu uma indicação ao Globo de Ouro e o colocou definitivamente no mapa do cinema mundial.

Saiba qual filme vai no Domingo Maior 16/03/2025

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No próximo dia 16 de março, o Domingo Maior traz uma história de suspense e sobrevivência, com o filme Medo Profundo (47 Meters Down), que promete deixar os espectadores à beira do abismo. Exibido pela Rede Globo, o longa-metragem mistura adrenalina, terror psicológico e ação, colocando duas irmãs em uma das situações mais extremas de suas vidas.

Uma Jornada Subaquática de Tensão

O filme começa com as irmãs Lisa (Mandy Moore) e Kate (Claire Holt), que embarcam em uma viagem de férias para o México, ansiosas para vivenciar uma experiência única: um passeio de observação de tubarões em uma gaiola subaquática. O que parecia ser um dia de lazer se transforma em um pesadelo quando a gaiola, com as irmãs dentro, cai até 47 metros de profundidade no oceano. O pânico toma conta quando as duas percebem que estão presas, sem comunicação com o mundo exterior e com pouco oxigênio disponível.

À medida que o tempo passa e o ar se esgota, a tensão é amplificada pela presença de tubarões brancos rondando a gaiola. Com uma hora de oxigênio, as irmãs precisam superar o medo e encontrar uma maneira de escapar desse cenário mortal. As probabilidades são escassas, e cada movimento errado pode ser fatal. Em meio à luta pela sobrevivência, o filme explora a psicologia das personagens, mostrando como elas lidam com o terror e a angústia ao serem confrontadas com a iminente ameaça da morte.

Direção e Elenco

Sob a direção de Johannes Roberts, conhecido por suas habilidades em criar filmes de terror e suspense, Medo Profundo mantém o ritmo intenso, explorando o medo profundo e a claustrofobia que surgem em ambientes fechados e extremos. O roteiro, escrito por Roberts em parceria com Ernest Riera, consegue balancear momentos de tensão e alívio, proporcionando ao público uma experiência cinematográfica de tirar o fôlego.

O elenco é um dos grandes trunfos do filme. Mandy Moore, famosa por sua carreira na música e na televisão, entrega uma performance poderosa como Lisa, uma mulher que precisa superar seus próprios medos e limitações. Claire Holt, conhecida por seu papel na série The Originals, complementa a dinâmica com a personagem Kate, trazendo intensidade e vulnerabilidade ao longo da trama. O filme ainda conta com as participações de Matthew Modine e Yani Gellman em papéis secundários, que ajudam a construir a tensão, mesmo em cenas de curta duração.

Dublagem Brasileira

Para os telespectadores que optam pela versão dublada, Medo Profundo conta com um elenco de dubladores de peso. Affonso Amajones, Fernanda Bullara, Marina Silabello, Mateus Carrieri e Rodrigo Araújo são os responsáveis por dar vida aos personagens no Brasil, garantindo uma dublagem que preserva a emoção e a intensidade da produção original.

Com uma história simples, mas eficiente, Medo Profundo consegue prender a atenção do público ao explorar os limites da resistência humana diante de uma situação extrema. O filme faz o espectador questionar até onde seria capaz de ir para sobreviver em um ambiente hostil e mortal, longe da segurança da terra firme.

Além disso, o longa também provoca reflexões sobre a relação entre o homem e o meio ambiente, ao colocar suas protagonistas em uma situação onde o oceano, que para muitos é um lugar fascinante e belo, se transforma em um cenário de terror e desespero.

Quem assistir a Medo Profundo no Domingo Maior de hoje, 16 de março, se preparará para uma experiência cinematográfica repleta de adrenalina. Com um elenco talentoso, direção afiada e uma trama que vai direto ao ponto, o filme é uma excelente escolha para os fãs de suspense e terror. Prepare-se para acompanhar um mergulho nas profundezas do medo, onde cada segundo conta e a luta pela sobrevivência se torna cada vez mais angustiante.

Resumo da novela Quando Me Apaixono de sexta, 16/05/2025

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Nas frias instalações do hospital psiquiátrico, Josefina caminha solitária pelo pátio deserto, consumida por remorsos e assombrações. Seus olhos, perturbados e fundos, se fixam em uma figura que surge diante dela: é Roberta, etérea e fantasmagórica, vestida com um longo traje cor de amora, como se flutuasse entre o mundo dos vivos e o além. Em um momento de desespero e esperança, Josefina estende os braços e implora que a filha não a abandone. Tenta abraçá-la, mas, assim que seus dedos se aproximam, Roberta se desfaz no ar como uma névoa delicada, deixando apenas um vazio angustiante.

Desesperada, Josefina grita pelo nome da filha enquanto vozes sombrias e zombeteiras ecoam ao seu redor. Vagando sem rumo, enlouquecida, ela chora com culpa e fúria até ser contida por enfermeiras, que a sedam para acalmá-la. O destino de Josefina se cumpre ali, enclausurada entre os próprios fantasmas, onde permanecerá até o último suspiro, assombrada pelo peso de suas escolhas.

Mas fora dos muros do passado, a vida floresce.

Com o passar dos anos, Renata segue construindo sua história ao lado de Jerônimo. O casal celebra a chegada de mais uma filha, somando amor ao seu lar. Enquanto isso, Matías e Adriana formam uma bela família com dois filhos encantadores. As famílias crescem, os vínculos se fortalecem, e o tempo, com sua sabedoria silenciosa, cura feridas e reabre caminhos.

Anos depois, todos se reencontram no tradicional Festival do Vinho, uma celebração que une gerações em torno de um sonho comum. É lá que o premiado Vino San Rafael, produzido na Fazenda A Bonita, é consagrado pelos jurados como o melhor da região. A alegria explode em aplausos quando Jerônimo, Carlos e Lázaro sobem ao palco para receber o troféu. Emocionado, Jerônimo dedica o prêmio à memória de seu irmão:

“Eu amei meu irmão e amei os sonhos que ele deixou. Defenderemos sua terra, seus ideais, e honraremos tudo o que ele acreditava. Esta vitória é para você, Rafa!”

Na plateia, os rostos conhecidos refletem orgulho e emoção: Regina ajuda a reunir as crianças para a comemoração; Inês e Isidro trocam sorrisos no bar; Andrezinho, agora um jovem bonito, caminha entre amigos e parentes; Alzira acompanha Luz, já crescida, enquanto Karina e Lázaro cuidam de um menino que é o espelho do pai. Matilde embala, com ternura, uma criança que dorme serena em seus braços.

A fazenda A Bonita é agora um paraíso de famílias, risos e memórias — terras férteis não apenas de uvas, mas de amor, esperança e renovação.

Na sala de estar da fazenda, Rafael, o garotinho que leva o nome do tio, brinca entre as gêmeas idênticas Marina e Irene. Renata entra carregando nos braços sua filha caçula, envolvida pela paz de uma mãe realizada.

Ao cair da tarde, após a celebração, Renata e Jerônimo caminham pelos vinhedos com os filhos, todos vestidos com roupas brancas tradicionais. Em um momento simbólico de união, pisam uvas juntos, transformando aquele gesto ancestral em um ritual de amor e pertencimento.

Mais tarde, sozinhos diante do pôr do sol que banha os campos dourados, Renata e Jerônimo se olham com a mesma intensidade do primeiro encontro.

Descubra qual filme a TV Globo vai exibir na Sessão da Tarde desta quinta-feira, 29 de janeiro!

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A Sessão da Tarde desta quinta-feira, 29 de janeiro, traz à tela da TV Globo o drama “O Livro do Amor”, um filme sensível que mistura luto, amizade improvável e a reconstrução emocional após grandes perdas. A produção aposta em uma narrativa delicada para falar sobre recomeços e sobre como conexões inesperadas podem mudar completamente o rumo de uma vida.

Na história, acompanhamos Henry, vivido por Jason Sudeikis, um arquiteto introspectivo e reservado que vê sua rotina desmoronar após a morte trágica da esposa Penny (Jessica Biel) em um acidente de trânsito. Antes cheia de planos, a vida de Henry passa a ser marcada pelo silêncio, pela culpa e pela dificuldade de seguir em frente sem a pessoa que dava sentido aos seus dias.

É nesse momento de fragilidade que ele conhece Millie, interpretada por Maisie Williams, uma adolescente sem-teto, rebelde e determinada, que carrega seus próprios traumas e cicatrizes. Millie tem um sonho improvável: construir uma jangada para atravessar o Oceano Atlântico. O encontro entre os dois, aparentemente tão diferentes, cria uma relação marcada por estranhamento inicial, mas que aos poucos se transforma em cumplicidade e apoio mútuo.

Ao ajudar Millie em seu projeto, Henry acaba encontrando algo que havia perdido após a morte da esposa: um propósito. A construção da jangada deixa de ser apenas uma tarefa prática e se transforma em um processo simbólico de cura, no qual ambos aprendem a lidar com a dor, o abandono e a necessidade de acreditar novamente no futuro.

Dirigido por Bill Purple, O Livro do Amor se destaca por sua abordagem intimista, focando mais nos sentimentos e nas relações humanas do que em grandes acontecimentos. O filme aposta em diálogos simples, atuações contidas e uma trilha sonora sensível para conduzir o espectador por essa jornada emocional.

O elenco conta ainda com nomes como Mary Steenburgen e Orlando Jones, que complementam a narrativa com personagens que ajudam a expandir o universo emocional da trama. Nos bastidores, o projeto chama atenção por ter Jessica Biel também como produtora, além de contar com a participação de Justin Timberlake como compositor e supervisor musical, contribuindo para a atmosfera melancólica e acolhedora do longa.

A produção teve sua estreia mundial no Festival de Cinema de Tribeca, em abril de 2016, e passou por outros festivais importantes antes de chegar oficialmente aos cinemas em janeiro de 2017. Desde então, o filme conquistou um público fiel, especialmente entre aqueles que apreciam histórias mais introspectivas e emotivas.

Wicked: Parte 2 domina as bilheterias e conquista a maior abertura de 2025 nos Estados Unidos

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A chegada de “Wicked: Parte 2” aos cinemas marcou um daqueles raros momentos em que a expectativa do público encontra o tamanho da produção. Lançado no fim de novembro, o filme estreou como um verdadeiro fenômeno. A sequência dirigida por Jon M. Chu conquistou a maior abertura de 2025 na América do Norte, confirmando que o universo de Oz continua mais vivo do que nunca na imaginação dos fãs.

Nos primeiros dias, o longa arrecadou 68,6 milhões de dólares somando pré-estreias e o dia oficial de lançamento. É um número expressivo para qualquer produção, mas ganha ainda mais relevância ao colocar o filme no topo do ranking do ano. A Variety observou que cerca de 12,6 milhões desse valor veio de sessões antecipadas, realizadas antes da quinta-feira.

Caso essas exibições não fossem incluídas, o título de maior abertura pertenceria a “Um Filme Minecraft”, que somou 57,11 milhões. Mesmo assim, o desempenho de “Wicked: Parte 2” evidencia um apetite muito claro do público por produções grandiosas, musicais épicos e personagens que atravessam gerações.

Um projeto longo, complexo e muito aguardado

A história da produção de “Wicked” para os cinemas começou há mais de uma década. A Universal Pictures e o produtor Marc Platt anunciaram os planos em 2012, porém vários fatores atrasaram o desenvolvimento. Houve mudanças de cronograma, ajustes de roteiro, incertezas criativas e, mais recentemente, a paralisação causada pela pandemia.

A virada veio em 2021, quando Cynthia Erivo e Ariana Grande foram oficialmente confirmadas como protagonistas. A escolha movimentou a internet, renovou o interesse do público e trouxe energia nova para o projeto. O diretor Jon M. Chu, conhecido pela sensibilidade musical e visual, assumiu a responsabilidade de conduzir a adaptação. A decisão de dividir a obra em duas partes surgiu da preocupação em preservar momentos essenciais do musical, respeitando a jornada emocional e política das personagens.

As filmagens ocorreram na Inglaterra entre dezembro de 2022 e janeiro de 2024, com uma pausa durante a greve do SAG-AFTRA em 2023. Foi um processo longo, planejado nos mínimos detalhes, que envolveu cenários elaborados, coreografias complexas e um extenso trabalho de pós-produção.

A estreia e a recepção dividida

Antes de chegar oficialmente aos cinemas, a segunda parte da trama teve uma première especial no Suhai Music Hall, em São Paulo, no início de novembro. A sessão reuniu fãs, influenciadores e críticos, criando um clima de celebração para o lançamento mundial.

O filme estreou no Brasil em 20 de novembro e no dia seguinte nos Estados Unidos. As primeiras avaliações foram mistas. Embora o público tenha abraçado a continuação com entusiasmo, parte da crítica avaliou que o segundo capítulo não alcança a mesma força emocional do anterior. Ainda assim, a escala da produção, os números musicais e a fidelidade ao material original garantem momentos impactantes o suficiente para justificar o projeto ambicioso.

O enredo: uma Oz mais sombria, mais política e mais dividida

A narrativa da continuação aprofunda as consequências dos eventos do primeiro filme. Passaram-se cinco anos desde que Elphaba foi acusada de traição. Agora isolada na floresta, ela se dedica a lutar pelos direitos dos animais, usando sua magia para proteger aqueles que foram silenciados pela tirania do Mágico.

Glinda, por sua vez, está em uma posição completamente diferente. Nomeada porta-voz oficial do governo, ela se vê presa entre o dever e a consciência. O noivado com Fiyero reforça sua imagem pública, mas também acentua seu conflito interno. Glinda tenta acreditar que está fazendo o correto, mesmo quando tudo ao redor parece se desfazer.

As tensões aumentam quando Elphaba visita sua irmã, Nessarose, governante de Munchkinland. A visita desencadeia uma série de acontecimentos que revelam feridas antigas e criam novas perdas. O caso do jovem Boq, transformado em Homem de Lata após uma tentativa de magia que deu errado, ilustra o quão frágeis e perigosas são as relações dentro da família e do reino.

Quando um tornado atinge Oz e traz Dorothy Gale para o centro dos conflitos, a história entra em sua fase mais dramática. A morte de Nessarose leva Elphaba a enfrentar Glinda, e as duas se veem à beira de uma ruptura definitiva. É um momento que mistura dor, arrependimento e desilusão.

A força da amizade e o peso de se posicionar

A segunda metade do filme intensifica o embate entre as personagens, mas também ilumina os vínculos que as conectam. Elphaba, cansada de ser alvo de ódio, decide se entregar para proteger Glinda. A cena em que as duas se despedem é um dos pontos mais sensíveis da narrativa e reforça que, apesar de caminhos diferentes, a amizade delas continua sendo o coração da história.

O Mágico enfrenta sua própria verdade quando descobre que é o pai biológico de Elphaba. A revelação o desestabiliza, levando-o a abandonar Oz. Glinda assume o controle político do reino, revisa leis e reorganiza o governo, procurando honrar o legado da amiga.

Enquanto isso, Elphaba e Fiyero, agora transformado em espantalho, planejam uma fuga silenciosa. A falsa morte da protagonista é o único caminho para que ela consiga sobreviver e desaparecer de vez do imaginário coletivo de Oz. O casal deixa o reino às sombras, caminhando para um futuro incerto, mas juntos.

Um elenco afinado e mais maduro

Ariana Grande e Cynthia Erivo entregam interpretações emocionalmente mais densas do que na primeira parte. Seus duetos e confrontos dramáticos dão vida ao conflito central, que não é apenas mágico, mas humano.

Michelle Yeoh se destaca com uma presença forte e ameaçadora como Morrible. Jeff Goldblum traz um Mágico mais vulnerável, enquanto Jonathan Bailey exibe um Fiyero dividido entre dever e paixão. Ethan Slater, Marissa Bode, Bowen Yang e Bronwyn James completam o elenco com papéis que ampliam a dimensão política e afetiva da trama.

Jon M. Chu aproveita cada música, cenário e movimento de câmera para construir um espetáculo visual que conversa com a linguagem teatral da Broadway, mas sem abrir mão da grandiosidade cinematográfica.

Com direção de Roland Emmerich, “2012” é exibido na TV Globo neste domingo (20/07)

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Foto: Reprodução/ Internet

Neste domingo, 20 de julho de 2025, o Domingo Maior da TV Globo exibe o épico catástrofe 2012, um dos filmes mais emblemáticos do gênero que marcou o fim da primeira década dos anos 2000. Muito além dos efeitos visuais e do espetáculo cinematográfico, o longa dirigido por Roland Emmerich lança luz sobre uma das maiores obsessões da humanidade: o medo do fim.

Inspirado nas interpretações populares do calendário maia, que previam o colapso do mundo em 21 de dezembro de 2012, o filme estreou em um momento de inquietação global. Entre avanços científicos, crises climáticas e instabilidades políticas, 2012 se tornou uma metáfora contemporânea do colapso — emocional, social, ambiental — e da urgência por mudança.

Quando o mundo entra em colapso… e a humanidade também

No enredo, segundo a sinopse do AdoroCinema, o cientista Adrian Helmsley (Chiwetel Ejiofor) descobre alterações drásticas no núcleo da Terra provocadas por erupções solares. A partir daí, governos ao redor do mundo iniciam secretamente um plano de evacuação e preservação da espécie humana, numa corrida contra o tempo que envolve interesses econômicos, dilemas éticos e desigualdade no acesso à salvação.

No centro da história, acompanhamos a jornada do escritor Jackson Curtis (John Cusack), que tenta salvar seus dois filhos e a ex-esposa (Amanda Peet) em meio a terremotos, tsunamis e o colapso físico da crosta terrestre. Através dele, o filme encontra sua âncora emocional: a tentativa desesperada de manter vínculos humanos num mundo em ruínas.

É essa fusão entre a escala épica da destruição e o drama íntimo dos personagens que dá força à narrativa. Porque, em meio ao fim, o que realmente importa são as conexões, as decisões e a humanidade de cada um.

Um blockbuster que refletiu ansiedades reais

Lançado em 2009, 2012 chegou aos cinemas surfando na curiosidade e nas angústias coletivas em torno da data fatídica prevista por interpretações modernas de textos maias. O filme arrecadou mais de US$ 770 milhões nas bilheterias mundiais e se tornou um marco cultural.

Mas mais do que prever o fim, 2012 ajuda a compreender um fenômeno social: o fascínio humano por grandes rupturas. Do temor milenarista do ano 2000 ao aquecimento global que ameaça o equilíbrio do planeta, a narrativa do apocalipse serve como espelho dos tempos — e alerta para as consequências da negligência com o meio ambiente, com a ciência e com o outro.

Foto: Reprodução/ Internet

Elenco e direção de peso

Além de John Cusack e Chiwetel Ejiofor, o longa conta com Amanda Peet, Thandie Newton, Danny Glover (como o presidente dos EUA) e Oliver Platt. A direção é de Roland Emmerich, conhecido por sua afinidade com produções de grande escala e por tratar temas como destruição global e esperança.

Emmerich, que também assina o roteiro ao lado de Harald Kloser, constrói cenas espetaculares que misturam adrenalina e simbolismo — como a destruição da Capela Sistina ou o rompimento de barragens monumentais. Mas o espetáculo não ofusca a crítica: o filme aponta as falhas de um sistema global que privilegia os mais ricos, mesmo diante do fim do mundo.

Disponível também no streaming

Para quem preferir assistir em outro momento, 2012 está disponível na HBO Max para assinantes e pode ser alugado na Prime Video a partir de R$ 11,90. O filme continua a atrair olhares curiosos de quem nunca viu e também daqueles que desejam revisitá-lo à luz dos novos tempos — agora marcados por eventos extremos, pandemias e o avanço da crise climática.

Altas Horas 31/05/2025 – Serginho Groisman recebe Diego Hypólito, Eduardo Sterblitch, Rita Cadillac e Walcyr Carrasco

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O Altas Horas deste sábado, 31 de maio de 2025, vem recheado de emoção, histórias inspiradoras e performances que prometem embalar a noite. Comandado por Serginho Groisman, o programa reúne um time diverso de convidados que compartilham momentos marcantes de suas vidas pessoais e profissionais. Estarão presentes no palco o medalhista olímpico Diego Hypólito, o humorista e ator Eduardo Sterblitch, a icônica Rita Cadillac, o renomado autor Walcyr Carrasco, além das apresentações musicais de Xanddy, que traz sua energia contagiante, e do trio lírico internacional Il Volo, acompanhado por orquestra.

Walcyr Carrasco apresenta ‘Êta Mundo Melhor!’ e revela seu processo criativo

Um dos autores mais aclamados da teledramaturgia brasileira, Walcyr Carrasco anuncia sua nova novela das seis: Êta Mundo Melhor!, uma continuação direta da bem-sucedida Êta Mundo Bom! (2016). Durante a conversa, ele revela que sua inspiração vem da intuição, e não de um planejamento rígido:

“Nunca penso muito. Eu sigo o que sinto. E o que senti foi que ainda havia histórias a contar com Candinho e o burrinho Policarpo. A partir deles, entendi que dava para continuar esse universo e trazer de volta outros personagens queridos.”

Com seu estilo popular e recheado de mensagens otimistas, a nova trama promete conquistar novamente o coração do público com humor, emoção e pitadas de crítica social.

Eduardo Sterblitch volta às origens e fala sobre o poder do riso

Conhecido por seu humor inusitado e performances que mesclam comicidade e sensibilidade, Eduardo Sterblitch volta no tempo para lembrar sua primeira experiência no mundo artístico.

“Minha mãe trabalhava com festas infantis e me levava desde que eu era bem pequeno. Tinha só dois anos e já acompanhava os palhaços. Eu decorava tudo que eles faziam. Mais tarde, fui palhaço profissional por nove anos. O humor é parte de quem eu sou desde sempre.”

Sterblitch também comenta como encara o humor como uma forma de expressão profunda, capaz de provocar reflexão além da risada.

Rita Cadillac revive os tempos de chacrete e comenta a força da mulher na TV

Rita Cadillac, símbolo de uma geração e ícone da televisão brasileira, compartilha como sua trajetória ganhou novos rumos após o convite para integrar o grupo de chacretes do Cassino do Chacrinha:

“O Chacrinha fazia testes com várias meninas, mas eu entrei de forma diferente. Estava fazendo um show do Paulo Silvino quando a produção me viu e achou que eu tinha tudo para ser chacrete. Fui convidada diretamente e aceitei.”

Ela permaneceu por 10 anos no programa (de 1974 a 1984), tornando-se uma das figuras mais emblemáticas do cenário televisivo da época. Rita também comenta como o espaço das mulheres na mídia evoluiu, mas ainda exige força e perseverança.

Diego Hypólito fala sobre o ‘BBB 25’ e como enfrentou seus próprios limites

Após sua participação no Big Brother Brasil 25, Diego Hypólito comenta como a experiência no reality foi transformadora — e também desafiadora.

“Fui muito verdadeiro. Acho que isso me manteve tanto tempo lá dentro. Entrei com o objetivo de vencer, e isso tinha tudo a ver com a minha mãe. Mas é difícil… todos os dias têm altos e baixos. Você pensa em desistir, mas segue em frente.”

O atleta também fala sobre como o confinamento o fez refletir sobre sua trajetória na ginástica, as pressões da fama e o valor da resiliência.

Xanddy embala a plateia com sucessos e fala sobre nova fase com Carla Perez

Na parte musical, Xanddy, ex-vocalista do Harmonia do Samba, traz toda sua energia em uma apresentação recheada de nostalgia e emoção. Ele canta hits como “Vem Neném” e “Bateu a Ideia”, além de dividir o palco com Jamily na poderosa canção “Deus é Maior”.

“Hoje vivemos uma fase linda. Eu e Carla nos reencontramos como casal, agora com os filhos crescidos. Estamos como dois namoradinhos redescobrindo a vida a dois, com mais maturidade e amor.”

A performance é vibrante e contagiante, levando o público a dançar e se emocionar.

Il Volo encanta com vozes potentes e sofisticação musical

Diretamente da Itália, o trio Il Volo retorna ao Brasil e encanta o público com sua mistura de pop e ópera. Formado por Piero Barone, Gianluca Ginoble e Ignazio Boschetto, o grupo surgiu em 2009 em um programa de talentos e, desde então, conquistou o mundo.

“Nos conhecemos ainda adolescentes em um programa de TV. Não imaginávamos que estaríamos juntos até hoje, cantando em lugares como o Brasil, que nos recebe com tanto carinho.”

Ao lado da Orquestra Sinfônica Villa-Lobos, eles apresentam versões emocionantes de canções como “Solo Amore”, evidenciando a harmonia e técnica vocal do grupo, que é sucesso internacional.

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