The Noite com Danilo Gentili desta quarta (13/08) recebe Katiusha a Russa e Morgan Jay

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O The Noite com Danilo Gentili promete uma noite de pura diversão e diversidade cultural nesta quarta, 13 de agosto de 2025. O programa traz duas atrações internacionais que já conquistaram o público brasileiro: Katiusha a Russa, comediante nascida na Rússia e radicada no Brasil, e Morgan Jay, comediante, músico e fenômeno das redes sociais nos Estados Unidos. A mistura de humor, histórias pessoais e talento musical promete render momentos memoráveis aos telespectadores.

No quadro Roda Solta, Gentili recebe Katiusha, que já mora no Brasil há quase cinco anos. A comediante compartilha sua trajetória de adaptação, aprendizado da língua portuguesa e paixão pelo país. “Já estou há quase cinco anos no Brasil. Comecei a aprender português na Rússia, mas eram apenas palavras soltas, então não conseguia formar muitas frases completas”, relembra Katiusha. Sua narrativa cativa pela sinceridade e pelo encanto que demonstra ao falar sobre sua vida no Brasil. Ela conta ainda que conheceu seu marido brasileiro ainda na Rússia, e que uma viagem pelo país acabou consolidando seu amor pelo país e sua decisão de permanecer durante a pandemia. “Veio a pandemia, tudo fechou, fiquei aqui e não quis mais voltar”, afirma a comediante, revelando que sua estadia se transformou em uma história de vida e adaptação cultural.

Katiusha aproveita sua participação no The Noite para interagir com a plateia e ensinar algumas palavras em russo, mostrando seu lado lúdico e didático. A artista traz ao palco não apenas seu humor peculiar, mas também uma conexão afetiva com o público, explorando a riqueza de dois universos culturais diferentes: o russo e o brasileiro. Sua presença no programa reforça como o humor pode ser universal e transcender barreiras linguísticas e geográficas.

Após o bate-papo com Katiusha, o programa muda de ritmo e recebe Morgan Jay, artista norte-americano conhecido por sua combinação de stand-up, música e improviso. Jay está no Brasil com sua turnê The Goofy Guy, que já lotou sessões em São Paulo e seguirá para apresentações no Rio de Janeiro, no dia 15, e em Porto Alegre, dia 21. Durante a entrevista, o comediante compartilha detalhes de sua vida e carreira, revelando uma trajetória marcada por curiosidade, talento e influência multicultural. “Minha mãe é brasileira, meu pai nasceu na Sicília e cresceu na Argentina. Eles se conheceram em Nova York e eu nasci em Nova Jersey”, explica Morgan Jay, destacando a mistura de culturas que influencia seu trabalho.

Nascido em Teaneck, Nova Jersey, no dia 2 de fevereiro de 1987, Morgan Jay Venticinque sempre teve a comédia como parte de sua identidade. Durante o ensino médio, ele se destacava como o “palhaço da turma” e começou a explorar o stand-up em microfones abertos já na faculdade. Jay estudou na NYU Tisch School of the Arts e recebeu formação complementar no Stella Adler Studio of Acting e na Upright Citizens Brigade, instituições reconhecidas por desenvolver artistas completos em atuação e improviso. Esses anos de estudo e prática ajudaram a moldar seu estilo único, que combina comédia, música e interação com o público.

Morgan Jay começou sua carreira com apresentações tradicionais de stand-up em Nova York, participando de shows abertos e pequenos teatros. Além disso, trabalhou como guia turístico de bicicleta na cidade, experiência que, segundo ele, ajudou a desenvolver sua capacidade de comunicação e improvisação diante de diferentes públicos. A virada em sua carreira veio quando incorporou a música ao seu ato de comédia, transformando suas apresentações em um espetáculo híbrido que conquistou seguidores pelo mundo.

Durante a pandemia de COVID-19, Morgan Jay encontrou nas redes sociais uma plataforma para expandir seu público. Seus vídeos virais no TikTok e no Instagram rapidamente chamaram atenção, combinando humor, vocais autoajustados com Auto-Tune, guitarra e participação da audiência. Jay incentiva os espectadores a interagirem musicalmente com ele, criando um show interativo e dinâmico que mistura improviso, comédia e música. Um de seus vídeos mais populares, Just Friends?, acumulou mais de 129 milhões de visualizações, consolidando seu sucesso internacional.

A popularidade de Morgan Jay nas redes sociais é impressionante: 7,2 milhões de seguidores no TikTok e 4,2 milhões no Instagram acompanham suas criações, além de centenas de milhares de fãs que lotam seus shows. Ele descreve sua base de fãs como a “gangue pateta”, um grupo que acompanha seu trabalho desde a primeira interação e que aprecia tanto seu humor quanto sua abordagem inovadora à comédia musical. A interatividade é uma marca registrada de suas apresentações, fazendo com que cada show seja único.

A trajetória de Jay também inclui aparições na televisão e no cinema. Ele atuou em séries como St. Denis Medical e Girls5Eva, além de participar de Wild’n’Out da MTV, Bring the Funny e do reboot de Night Court. No cinema, atuou em Cotton Candy Bubble Gum, apresentado no South by Southwest. Esses trabalhos complementam sua carreira como performer, mostrando versatilidade entre palco, tela e redes sociais.

No The Noite, Morgan Jay promete não apenas entreter, mas também compartilhar experiências pessoais e curiosidades sobre sua carreira e sua relação com o Brasil. Sua turnê The Goofy Guy é marcada por apresentações interativas, nas quais o público é parte integrante do espetáculo, participando de músicas improvisadas e esquetes cômicas. “Meu show hoje é bem interativo”, ressalta Jay, antecipando a energia que levará ao palco do programa. A combinação de humor, música e improviso é um convite para que a audiência se envolva de maneira direta, tornando cada apresentação uma experiência memorável.

O encontro de Danilo Gentili com Katiusha e Morgan Jay evidencia a capacidade do The Noite de trazer diversidade cultural e entretenimento de qualidade. Katiusha representa o humor que nasce da adaptação, da observação do cotidiano e da integração entre culturas. Já Morgan Jay personifica a inovação na comédia musical, onde tecnologia, interatividade e talento se encontram para criar um espetáculo único. Juntos, eles mostram que o riso é uma linguagem universal, capaz de conectar pessoas independentemente de origem, língua ou trajetória de vida.

Katiusha e Morgan Jay, embora vindos de mundos diferentes, compartilham a paixão pelo Brasil e pelo público brasileiro. Para Katiusha, o país se tornou uma segunda casa, lugar onde construiu uma família e desenvolveu seu trabalho artístico. Para Morgan Jay, a conexão vem do legado familiar e da admiração pelo público local, que acompanha suas apresentações com entusiasmo. Esse encontro de talentos internacionais no palco de Gentili reforça o charme e a pluralidade do The Noite, consolidando o programa como espaço de diálogo cultural e celebração do humor global.

Além das entrevistas, o episódio promete momentos de leveza e curiosidade. Katiusha ensinará palavras russas, brincando com o público e mostrando sua fluência crescente no idioma português. Morgan Jay, por sua vez, apresentará trechos de sua comédia musical, convidando o público a interagir, cantar e improvisar ao seu lado. O contraste entre o humor baseado em observações culturais e o espetáculo musical interativo cria uma dinâmica envolvente, capaz de agradar diferentes perfis de espectadores.

A trajetória de Katiusha no Brasil é um exemplo de como a cultura e o humor podem se adaptar e florescer em contextos diversos. Chegando ao país sem dominar a língua e com poucas referências culturais, ela construiu uma carreira sólida a partir da observação, criatividade e senso de humor. Seu trabalho nas redes sociais e no palco mostra que o riso é uma ferramenta poderosa de conexão, capaz de traduzir experiências pessoais em diversão compartilhada.

Por outro lado, Morgan Jay mostra como a comédia pode evoluir com a tecnologia e a interatividade. Seu uso de Auto-Tune, vocais improvisados e participação ativa do público transforma cada apresentação em um evento único, onde o espectador não é apenas um observador, mas protagonista de momentos cômicos e musicais. Essa abordagem inovadora evidencia o potencial de novas formas de entretenimento, que combinam performance artística com engajamento digital.

Fer Ariza e Nacho lançam “Love pa’ ti no hay” — um single dançante sobre amor-próprio e recomeços

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O colombiano Fer Ariza, um dos nomes mais criativos e autênticos da nova geração da música latina, acaba de lançar o single “Love pa’ ti no hay”, ao lado do venezuelano Nacho, artista consagrado por hits que atravessaram fronteiras. A música é um convite para dançar, mas também para refletir — fala de fim de ciclos, relacionamentos tóxicos e a importância de se colocar em primeiro lugar.

Com um pé no merengue tradicional e outro na produção urbana contemporânea, a faixa traz batidas envolventes e refrão fácil de cantar. É o tipo de música que nasce leve, mas carrega uma mensagem poderosa por trás.

“Essa música representa evolução, ritmo e flow latino”, conta Fer Ariza. “Quisemos criar algo com verdade, com sabor, que fosse sentido no corpo e que também trouxesse uma mensagem sobre se valorizar.”

Se Fer Ariza representa a ousadia e a renovação do merengue urbano, Nacho entra como reforço de peso na faixa, com seu timbre inconfundível e bagagem de grandes sucessos. O encontro dos dois artistas resulta em uma música vibrante, com potencial para agitar festas e ganhar espaço nas paradas.

Mas o que diferencia “Love pa’ ti no hay” de tantos outros lançamentos latinos está no tom direto da letra. Sem rodeios, o eu lírico anuncia que não há mais espaço para relações que sufocam. Ao invés de lamentar, a música celebra o recomeço com autoestima e gingado.

Não é de hoje que Fer Ariza vem chamando atenção com seu estilo único. Misturando influências do Caribe com batidas atuais, o cantor tem conquistado um público cada vez mais diverso — de jovens conectados às trends até fãs que cresceram ouvindo clássicos do merengue.

“Love pa’ ti no hay” chega como mais um passo firme em uma trajetória que valoriza as raízes, mas olha para frente. Com esse lançamento, Fer Ariza mostra que o merengue pode, sim, dialogar com a geração do agora — desde que venha com identidade, criatividade e aquele tempero emocional que só a música latina sabe entregar.

A faixa já está disponível em todas as plataformas digitais. Se você curte música boa, dançante e com mensagem, vale dar o play — e se deixar levar.

Cinema brasileiro em destaque! “O Agente Secreto” ganha força no circuito internacional com pré-indicações ao BAFTA

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O Agente Secreto” segue construindo uma trajetória rara para o cinema brasileiro contemporâneo. O novo longa de Kleber Mendonça Filho acaba de conquistar duas pré-indicações ao BAFTA, uma das premiações mais prestigiadas do audiovisual mundial, considerada o “Oscar britânico”. O filme está na disputa por uma vaga entre os finalistas nas categorias de Melhor Filme Internacional e Melhor Roteiro Original, consolidando sua força criativa e narrativa fora do país. Os indicados oficiais do BAFTA 2026 serão revelados no dia 27 de janeiro, mas o simples avanço já representa um feito expressivo.

Esse reconhecimento chega em um momento especialmente simbólico. Neste domingo, dia 11, “O Agente Secreto” coloca o Brasil em destaque no Globo de Ouro, concorrendo a três categorias em uma façanha inédita para o cinema nacional: Melhor Filme de Drama, Melhor Filme Internacional e Melhor Ator em Filme de Drama, com Wagner Moura. A cerimônia contará com a presença de Kleber Mendonça Filho, da produtora Emilie Lesclaux, e dos atores Wagner Moura, Alice Carvalho e Gabriel Leone, reforçando a visibilidade internacional da obra.

A caminhada do filme pela temporada de premiações não é fruto do acaso. Desde sua estreia mundial no Festival de Cannes 2025, “O Agente Secreto” vem sendo celebrado como uma das obras mais potentes do cinema político recente. Em Cannes, o longa competiu pela Palma de Ouro e saiu consagrado com os prêmios de Melhor Ator para Wagner Moura e Melhor Direção para Kleber Mendonça Filho, além do Prêmio FIPRESCI da crítica internacional e do Prix des Cinémas d’Art et Essai, concedido pela Associação Francesa de Cinemas de Arte.

Ao longo dos últimos meses, o filme acumulou mais de 50 prêmios e reconhecimentos ao redor do mundo, transitando com naturalidade entre festivais, associações de críticos e grandes cerimônias da indústria. Um dos momentos mais curiosos dessa trajetória veio do Festival de Nova York, que concedeu o prêmio The Golden Beast à gata Carminha, responsável por interpretar as personagens Liza e Elis no filme. O gesto, embora inusitado, reflete o carinho e a atenção aos detalhes que marcam a obra.

Wagner Moura, por sua vez, vive um dos momentos mais celebrados de sua carreira. Além das indicações ao Globo de Ouro, o ator recebeu o Acting Achievement Award no Astra Awards, prêmio que reconhece não apenas sua atuação em “O Agente Secreto”, mas sua trajetória artística e o impacto recente de seu trabalho no cenário internacional. Sua interpretação de Marcelo é frequentemente descrita pela crítica como contida, intensa e profundamente humana.

A força do longa também se reflete em outras premiações importantes. “O Agente Secreto” concorre ao Spirit Awards, principal prêmio do cinema independente norte-americano, na categoria de Melhor Filme Internacional, e aparece entre os indicados ao Lumières, da crítica francesa, como Melhor Coprodução Internacional. Além disso, o filme integra a shortlist do Oscar, figurando entre os pré-indicados a Melhor Filme Internacional e Elenco, com destaque para Gabriel Domingues. As indicações finais ao Oscar serão anunciadas no dia 22 de janeiro, mantendo o Brasil atento à possibilidade de mais um capítulo histórico.

No circuito comercial, o desempenho acompanha o prestígio artístico. Em sua décima semana em cartaz, o filme já foi assistido por mais de 1,1 milhão de espectadores no Brasil, um número expressivo para um filme de perfil autoral e político. O longa segue em exibição no país, sustentado pelo boca a boca positivo e pela curiosidade despertada pelas premiações.

Internacionalmente, a recepção também impressiona. Na França, o filme se aproxima dos 300 mil espectadores, consolidando-se como um sucesso de público para um longa falado em português. As estreias na Itália e na Espanha estão marcadas para o dia 29, enquanto o lançamento no Reino Unido e na Irlanda acontece em 20 de fevereiro, ampliando ainda mais seu alcance.

Produzido pela CinemaScópio, o longa-metragem é uma coprodução internacional com a francesa MK2 Films, a alemã One Two Films e a holandesa Lemming, refletindo a dimensão global do projeto. No Brasil, a distribuição é da Vitrine Filmes, com patrocínio da Petrobras. A combinação entre produção nacional e parcerias internacionais ajudou a levar o filme a públicos diversos, sem perder sua identidade brasileira.

Ambientado no Recife de 1977, em pleno período da ditadura militar, o longa acompanha Marcelo, personagem interpretado por Wagner Moura. Professor universitário e especialista em tecnologia, ele retorna à cidade natal após anos afastado, tentando reencontrar alguma estabilidade enquanto é perseguido por assassinos de aluguel em São Paulo. As ameaças parecem ligadas a um conflito com um poderoso industrial e a uma patente associada à sua pesquisa acadêmica.

Com a vida em risco, Marcelo tenta proteger o filho pequeno, que vive com os avós maternos, e planeja deixar o país. Ele encontra abrigo em uma casa segura que reúne dissidentes e figuras marginalizadas pelo regime, incluindo um casal de refugiados angolanos e a figura maternal de Dona Sebastiana, vivida por Tânia Maria. Ao mesmo tempo, tenta se reaproximar da família e do cotidiano da cidade, apenas para perceber que Recife está tomada pela vigilância, pela corrupção e pelo medo.

À medida que a narrativa avança, Marcelo se vê envolvido em uma rede de espionagem, segredos e conspirações, enfrentando dilemas morais profundos. O filme constrói um retrato denso de um país marcado pela repressão, mas também pela resistência silenciosa. Temas como memória, trauma, identidade, manipulação da verdade e vigilância estatal atravessam a trama, dialogando com o presente sem perder o rigor histórico.

A Namorada Ideal | Robin Wright e Olivia Cooke estrelam novo thriller psicológico do Prime Video que estreia em setembro

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O Prime Video confirmou a estreia de “A Namorada Ideal”, nova série original de suspense psicológico que chega à plataforma de streaming no dia 10 de setembro. Estrelada por Robin Wright (House of Cards, Forrest Gump – O Contador de Histórias) e Olivia Cooke (House of the Dragon, Jogador Nº 1, Bates Motel), a produção de seis episódios promete conquistar os fãs de thrillers emocionais com foco em relações familiares, segredos e jogos de manipulação.

Na trama, acompanhamos Laura (Wright), uma mulher com a vida aparentemente perfeita: carreira sólida, casamento estável e um filho carinhoso. Tudo começa a desmoronar quando o filho apresenta a nova namorada, Cherry (Cooke), que logo desperta a desconfiança de Laura. Convencida de que a jovem está escondendo algo, ela embarca em uma busca por respostas, disposta a proteger o filho a qualquer custo — mesmo que isso coloque em risco o equilíbrio da família.

Baseada no romance best-seller de Michelle Frances, a série mergulha em temas como obsessão, controle e os limites entre instinto protetor e paranoia. A narrativa convida o público a questionar: Laura está realmente enxergando algo que os outros não veem — ou estaria perdendo o controle?

Além de interpretar a protagonista, Robin Wright também assina a direção da série, reforçando sua experiência por trás das câmeras após trabalhos anteriores como diretora em House of Cards e no longa Land. Seu envolvimento criativo promete uma condução densa e emocional, marcada por tensão crescente e dilemas morais.

O elenco ainda traz Laurie Davidson (Will, Cats) no papel do filho de Laura, e Waleed Zuaiter (Bagdá Central, London Has Fallen) como o marido da protagonista. A produção também conta com Tanya Moodie (Sherlock, Rain Dogs), Shalom Brune-Franklin (Line of Duty, The Tourist), Anna Chancellor (Quatro Casamentos e um Funeral, The Hour), Leo Suter (Vikings: Valhalla, Sanditon) e Francesca Corney (The Buccaneers), completando o time com nomes de peso do drama britânico e internacional.

Confira o resumo semanal da novela Bahar de 06/11 a 14/11/2025 (TNT)

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No capítulo 37 da novela Bahar de quinta, 6 de novembro de 2025, Bahar sente o peso das próprias escolhas e percebe que precisa pedir perdão a Evren, não apenas pelas palavras ditas em meio à dor, mas também por ter duvidado do amor que os unia. Mesmo cercada de incertezas, ela se recusa a acreditar que o destino os separou de forma definitiva. Enquanto isso, Çağla recebe uma notícia devastadora trazida por Rengin, mergulhando em um estado de tristeza profunda, e Nevra, esquecida por todos no dia de seu aniversário, tenta esconder o sofrimento atrás de um sorriso forçado. Em meio à angústia, Bahar agarra-se a uma nova esperança quando descobre que um renomado cirurgião internacional está temporariamente na Turquia. O médico, conhecido por realizar milagres, pode ser a única chance de salvar Evren. Porém, o caminho até ele se mostra árduo — sua agenda está lotada, e o procedimento proposto envolve riscos altíssimos. Mesmo assim, Bahar está disposta a desafiar o impossível, movida pela fé e pelo amor que ainda pulsa em seu coração.

Capítulo 38 de sexta, 7 de novembro
Determinada a encontrar uma solução para salvar Evren, Bahar descobre uma forma de entrar em contato com a Dra. Jennifer, uma especialista que pode realizar a delicada cirurgia de que ele precisa. Consumida por essa missão, ela acaba se afastando de Çağla, sem perceber que a amiga enfrenta um dos momentos mais difíceis de sua vida. Enquanto Bahar mergulha em planos e consultas, Çağla tenta lidar sozinha com uma dor silenciosa. Paralelamente, o destino entrelaça os caminhos de Timur e Efsun, que se cruzam inesperadamente em um restaurante, junto com Rengin. O reencontro desperta sentimentos antigos e deixa no ar uma tensão difícil de conter. Em meio a tudo isso, Bahar finalmente consegue convencer Evren a se submeter à operação, acreditando que aquele seria o passo decisivo rumo a um futuro livre da dor. O brilho de esperança em seus olhos contrasta com o medo que cresce silenciosamente em seu peito — o medo de perder o homem que ama para sempre.

Confira o que vai rolar entre os dias 10 a 14 de novembro de 2025

Capítulo 39 da novela Bahar de segunda, 10 de novembro
A notícia de que a Dra. Jennifer aceitou operar Evren causa surpresa e emoção entre todos, especialmente em Timur, que mal consegue acreditar que a esperança voltou a brilhar. No entanto, Bahar mal tem tempo de comemorar: ela descobre que Çağla está em uma situação grave, e a dor de ver a amiga sofrer abala profundamente seu equilíbrio emocional. No dia da cirurgia, o hospital mergulha em um silêncio tenso. Bahar, Cem e Umay esperam ansiosamente por notícias, rezando por um desfecho positivo. As horas se arrastam até que Evren desperta — e revela algo que destrói a tranquilidade de todos. Antes da operação, ele manipulou os exames e trocou seu sangue pelo de Cem, acreditando que isso aumentaria suas chances de sobrevivência. A revelação choca Bahar, que se sente traída e impotente, sem saber se a atitude de Evren foi um ato de amor ou de puro desespero.

Capítulo 40 de terça, 11 de novembro
O hospital se enche de expectativa com a chegada da Dra. Jennifer, e por um breve momento, Bahar acredita que tudo começará a melhorar. No entanto, essa esperança logo se desfaz quando Evren faz uma confissão devastadora: ele alterou sua medicação e falsificou amostras de sangue para esconder um erro médico. A revelação cai sobre Bahar como um golpe impiedoso, fazendo ruir a confiança que ela depositava nele. O homem que ela julgava conhecer se transforma diante de seus olhos em alguém dominado pelo medo e pela culpa. Entre lágrimas e ressentimento, Bahar tenta compreender como o amor pode coexistir com tamanha mentira. O que era um laço inabalável se rompe lentamente, deixando para trás apenas o vazio e a incerteza.

Capítulo 41 de quarta, 12 de novembro
Gülçiçek insiste para que Evren procure Bahar e tente reparar os danos irreversíveis causados pelas mentiras do passado, mas ele se sente incapaz de encará-la. Enquanto isso, o hospital entra em alerta com a chegada de um novo paciente em estado crítico, o que mobiliza toda a equipe médica. O caso desperta em Aziz Uras reflexões profundas sobre seu papel na medicina e o sentido de suas escolhas. Diante da pressão e da responsabilidade, ele começa a duvidar do próprio caminho. Ao mesmo tempo, Seren vive momentos de tensão quando um ladrão invade sua casa. Na tentativa de se defender, ela acaba caindo da escada e sofre um grave acidente, deixando todos em choque. O clima de apreensão se espalha, lembrando a todos como a vida pode mudar em um único instante.

Capítulo 42 da novela Bahar de quinta, 13 de novembro
O desaparecimento de Evren após fugir do hospital mergulha Bahar em desespero. Ela sente que o destino a está testando mais uma vez, levando-a a enfrentar o medo de perder tudo o que ama. Efsun, ainda abalada pelo recente incidente com Seren, decide que a filha não deve mais morar sozinha, temendo novas tragédias. Enquanto isso, Seren e Aziz tomam uma decisão que pode transformar suas vidas e seus relacionamentos para sempre. Em meio ao caos, Bahar tenta se reaproximar de Çağla, determinada a restaurar a amizade que o tempo e a dor quase destruíram. Seu gesto de humildade e arrependimento revela uma nova faceta — uma mulher disposta a admitir erros e buscar perdão, mesmo que isso a coloque em uma posição vulnerável diante de todos.

Capítulo 43 de sexta, 14 de novembro
A festa de Ano-Novo organizada por Timur promete ser um momento de celebração, mas acaba se transformando em um cenário de revelações e emoções intensas. Entre luzes, música e risadas forçadas, o clima festivo dá lugar a tensões quando segredos começam a vir à tona. Evren, tomado pelo arrependimento, tenta se reconciliar com Bahar e pede perdão por ter mentido sobre o uso de drogas. Suas palavras, porém, despertam lembranças dolorosas e reabrem feridas ainda recentes. Ao redor, outros personagens também enfrentam seus próprios fantasmas — confissões inesperadas, olhares que dizem mais do que palavras e verdades que não podem mais ser escondidas. Quando o relógio marca a virada do ano, todos percebem que aquele momento simbólico representa mais do que uma simples passagem de tempo: é o início de uma nova fase em que nada será como antes.

Vale a pena assistir Mantis, da Netflix? O spin-off coreano que redefine o universo dos assassinos

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O cinema sul-coreano continua a se destacar no cenário mundial por sua habilidade em combinar ação, suspense e complexidade psicológica. Mantis (Samagwi), recém-lançado na Netflix, é um exemplo perfeito dessa tendência. Funcionando como spin-off de Kill Boksoon (2023), o filme dirigido e co-escrito por Lee Tae-sung aprofunda o universo dos assassinos profissionais, explorando rivalidades, lealdade e ambição em um submundo marcado pela violência e pela intriga.

Mantis se passa após a morte de Cha Min-kyo, líder da MK Entertainment e personagem central de Kill Boksoon. Com a queda da organização, abre-se um vácuo de poder que muda completamente o equilíbrio do mundo dos assassinos de elite. É nesse contexto que surge Han-ul (Im Si-wan), um matador de alto nível que retorna de férias acreditando que sua reputação será suficiente para garantir sua posição. Logo, ele descobre que rivalidade, alianças instáveis e figuras experientes, como Dok-go (Jo Woo-jin), ainda dominam o submundo. A trama acompanha Han-ul enquanto ele navega por um cenário imprevisível, onde cada decisão pode significar vida ou morte.

O ponto mais notável de Mantis é a forma como a ação se entrelaça com a narrativa. As cenas de combate são elaboradas com uma precisão impressionante: desde lutas corpo a corpo em espaços apertados até embates estratégicos em ambientes abertos. Cada golpe e cada perseguição não serve apenas para gerar adrenalina; eles revelam detalhes sobre os personagens, suas habilidades, limites e dilemas internos. Essa abordagem transforma a ação em uma extensão da história, tornando cada sequência crucial para o desenvolvimento da trama.

Han-ul não é apenas um assassino habilidoso: ele enfrenta dilemas morais e questiona suas próprias escolhas, tornando-se um protagonista multidimensional. O filme constrói uma dinâmica tensa entre ele, seu antigo parceiro e rival Jae-yi (Park Gyu-young), e Dok-go, que representa experiência e segredos do passado. Essa tríade cria uma rede de relações marcada por rivalidade, lealdade e ambição, garantindo que cada interação tenha profundidade emocional.

Além disso, Mantis explora o conceito de sucessão dentro do submundo dos assassinos. Habilidade e reputação sozinhas não garantem segurança; inteligência estratégica e compreensão da hierarquia são essenciais para sobreviver. Esse olhar quase político sobre o submundo adiciona camadas à narrativa, mostrando que traições silenciosas e alianças instáveis são tão importantes quanto a ação física.

O elenco se destaca pela química e autenticidade. Im Si-wan equilibra frieza e humanidade, enquanto Park Gyu-young e Jo Woo-jin entregam performances que misturam tensão emocional e credibilidade física. A participação de Sul Kyung-gu reforça a continuidade com Kill Boksoon, oferecendo um elo narrativo que enriquece a experiência para o público familiarizado com o universo original.

Visualmente, Mantis é impecável. Lee Tae-sung alterna entre planos amplos, que destacam a ação estratégica, e enquadramentos fechados, que aumentam a tensão. A trilha sonora contribui de forma significativa para a atmosfera, intensificando os momentos de suspense e introspecção. A edição ágil mantém o ritmo, sem sacrificar a clareza narrativa, garantindo que o espectador esteja constantemente envolvido.

Além da ação, o filme aborda questões profundas sobre legado, reputação e o custo pessoal de viver no submundo. Han-ul e seus colegas enfrentam dilemas sobre lealdade versus ambição, respeito conquistado versus necessidade de adaptação. Esses temas conferem densidade ao roteiro, transformando Mantis em mais do que um simples filme de ação: é uma reflexão sobre poder, ética e sobrevivência.

Pontos críticos

Apesar de suas qualidades, o longa-metragem não é perfeito. Algumas subtramas poderiam ter sido mais exploradas, e certos desfechos podem parecer previsíveis para quem acompanha regularmente thrillers de assassinos profissionais. No entanto, essas pequenas falhas não comprometem a experiência geral, que equilibra ação, suspense e drama emocional com eficácia.

Então, realmente vale a penaassistir?

A resposta é sim. O filme consegue combinar ação coreografada, tensão constante e desenvolvimento psicológico de personagens de forma equilibrada e envolvente. Lee Tae-sung entrega uma direção segura, o elenco performa com intensidade, e a narrativa mantém o público engajado do início ao fim. Mesmo com algumas previsibilidades, o filme se firma como um spin-off de qualidade, capaz de enriquecer o universo de Kill Boksoon e conquistar novos espectadores.

Para fãs de ação coreana, thrillers psicológicos e narrativas de assassinos de elite, o filme é mais do que recomendado: é uma experiência cinematográfica que combina entretenimento, profundidade e inovação narrativa.

Louise França canta “Risoflora” e reencontra Chico Science em estreia emocionante no Replay Da Lama ao Caos

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Há músicas que são raízes. Que se enterram fundo na alma e florescem mesmo depois de décadas. Assim é “Risoflora”, e assim é a estreia da cantora Louise França, filha de Chico Science, no projeto Replay Da Lama ao Caos, que celebra os 30 anos do álbum que fundou o movimento manguebeat.

Louise tinha apenas seis anos quando perdeu o pai. Cresceu ouvindo sua voz nas caixas de som, nos discos empoeirados, nas ruas do Recife. Mas agora é a vez dela. De abrir a própria voz. De cantar — e encantar — com uma versão de Risoflora que não tenta copiar Chico, mas que dialoga com ele num abraço sonoro de gerações.

“Essa música sempre me chamou”, conta Louise. “Era como se ela me esperasse.”

Herança e leveza nos bastidores

Nos bastidores da gravação, um momento carinhoso entre colegas quase virou disputa: Marcelo D2, um dos primeiros a mergulhar no projeto, também queria gravar “Risoflora”. Mas Louise foi direta: “Tive que dizer nananinanão, essa é minha!”, lembra ela, rindo. D2 entendeu — e ficou tudo em casa. O clima? De celebração, troca e muito afeto.

Uma estreia com alma e história

Louise transforma “Risoflora” em um rito pessoal, íntimo e político. Não há exageros. Só entrega. Sua interpretação é marcada por um timbre doce, mas firme — uma artista que não carrega o peso do legado, e sim o honra com naturalidade.

“Cantar essa música é me conectar com meu pai, mas também com o que ele acreditava: arte como arma, música como resistência, som como ponte.”

Replay: um mergulho no mangue que ainda pulsa

O Replay Da Lama ao Caos é mais do que uma releitura de um disco histórico. É uma travessia musical feita de memória, identidade e reinvenção. Cada faixa do clássico de 1994 ganha nova roupagem nas mãos (e vozes) de artistas que bebem da lama fértil do manguebeat, mas seguem em seus próprios caminhos.

Além de Louise e D2, nomes como Duda Beat, Jup do Bairro, Sofia Freire, Chinaina, Mago de Tarso e Zegon fazem parte do projeto, que está disponível nas plataformas de streaming e virou também uma série documental exibida no Canal Bis e no Globoplay.

O episódio com Louise vai ao ar nesta sexta (11), às 21h, no Canal Bis.

Na mesma edição, Marcelo D2 e Zegon revisitam “Banditismo por uma Questão de Classe” com a urgência de quem ainda tem muito a dizer, e Jup do Bairro entrega uma performance visceral de “Monólogo ao Pé do Ouvido”.

Uma nova voz, uma velha força

A estreia de Louise França é mais do que um “começo de carreira”. É um reencontro simbólico com Chico Science, com o Recife, com o mangue que nunca deixou de florescer. Uma nova voz se junta ao coro — não para repetir o que já foi dito, mas para continuar dizendo.

History2 revela bastidores da monarquia espanhola em nova minissérie sobre Juan Carlos I

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O History2 estreia na segunda-feira, 2 de fevereiro, às 23h50, a minissérie documental “Juan Carlos: A Queda do Rei da Espanha”, uma produção investigativa em quatro episódios que revisita uma das trajetórias mais controversas da história recente da Europa. A série acompanha o caminho percorrido por Juan Carlos I, desde sua ascensão ao trono espanhol, em 1975, até a perda de prestígio que culminou em sua abdicação e posterior exílio.

Escolhido diretamente pelo ditador Francisco Franco como sucessor, Juan Carlos assumiu o trono em um momento decisivo para a Espanha. Com o fim do regime autoritário, o novo rei tornou-se peça-chave na transição do país para uma monarquia parlamentar democrática. Durante décadas, foi celebrado como o responsável por conduzir a Espanha rumo à modernidade, ganhando respeito internacional e um nível de popularidade raramente alcançado por monarcas.

A minissérie, no entanto, propõe olhar além dessa imagem institucional. Ao longo dos episódios, o documentário expõe um lado menos conhecido do ex-rei, marcado por relações extraconjugais, luxo excessivo, ambições financeiras e suspeitas de corrupção. A produção investiga como esses elementos, mantidos longe do olhar público por muitos anos, contribuíram para o colapso de sua reputação.

Para construir esse retrato, a série reúne depoimentos de jornalistas, ex-agentes do serviço secreto espanhol, pessoas próximas à Casa Real e figuras que conviveram intimamente com Juan Carlos. Entre elas está Corinna zu Sayn-Wittgenstein, empresária alemã que manteve um relacionamento amoroso com o rei e se tornou um dos personagens centrais da narrativa. Sua versão dos fatos ajuda a compreender como questões pessoais passaram a ter impacto direto na estabilidade da monarquia.

Durante muito tempo, Juan Carlos I foi visto como um herói nacional. Seu papel na defesa da democracia, especialmente durante tentativas de golpe, reforçou sua imagem como um líder comprometido com o futuro do país. No entanto, enquanto o reconhecimento público crescia, sua vida privada seguia um caminho cada vez mais distante dos valores que representava oficialmente.

O ponto de virada ocorre em 2012, quando uma viagem de caça ao elefante em Botsuana veio à tona em meio a uma grave crise econômica enfrentada pela Espanha. O episódio causou indignação popular não apenas pelo luxo envolvido, mas também pela revelação do relacionamento extraconjugal com Corinna, que acompanhou o rei durante sua recuperação após um acidente. A partir desse momento, a blindagem em torno de Juan Carlos começou a ruir.

A série detalha como esse escândalo desencadeou uma sequência de eventos que expuseram outras fragilidades do reinado. Investigações financeiras, denúncias de comissões ilegais e movimentações suspeitas de dinheiro passaram a ser associadas ao nome do monarca. O documentário mostra como a pressão pública e política se intensificou, tornando insustentável sua permanência no trono.

Em 2014, Juan Carlos anunciou sua abdicação, transferindo a coroa para seu filho, Felipe VI, em uma tentativa de preservar a instituição monárquica e restaurar a confiança da população. Apesar do gesto, os problemas não cessaram. Anos depois, em 2020, o ex-rei deixou a Espanha e passou a viver no exterior, em meio a novas investigações e críticas constantes.

Um dos aspectos mais sensíveis abordados pela produção é o relato de Corinna zu Sayn-Wittgenstein sobre sua relação com o monarca. No documentário, ela afirma que nunca teve a intenção de tornar pública a história que viveu, mas que se viu obrigada a falar após sofrer pressões e perseguições. Seu depoimento revela um vínculo que começou de forma discreta e afetuosa, mas que, segundo ela, assumiu contornos obsessivos e desgastantes.

O episódio de estreia, intitulado “Safari Secreto”, estabelece o tom da minissérie ao apresentar a ascensão de Juan Carlos, seu papel na política espanhola e o início da relação que se tornaria um dos maiores escândalos de sua vida pública. A narrativa alterna imagens de arquivo, entrevistas e reconstruções históricas para mostrar como decisões pessoais podem gerar consequências políticas profundas.

10DANCE | Dança e rivalidade se entrelaçam no filme BL japonês já disponível na Netflix

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Já disponível no catálogo da Netflix, 10DANCE chega como uma produção que ultrapassa rótulos e expectativas. Mais do que um simples romance BL, o filme japonês aposta na dança como linguagem emocional, usando o corpo, o movimento e o silêncio como ferramentas narrativas tão importantes quanto os diálogos. A obra adapta o mangá homônimo criado por Inouesatoh e entrega ao público uma história intensa sobre ambição, identidade, respeito e afeto que nasce de forma inesperada em meio à competição.

Dirigido por Keishi Otomo, cineasta conhecido internacionalmente pelos filmes live-action de Rurouni Kenshin, o longa mergulha no universo rigoroso da dança competitiva, revelando não apenas o brilho dos palcos, mas também a solidão, a pressão e os conflitos internos que acompanham quem vive da performance. A dança em 10DANCE não é apenas espetáculo visual, mas expressão emocional, confronto de egos e, sobretudo, um espaço de transformação pessoal.

A narrativa acompanha dois homens que dividem o mesmo nome, mas vivem em mundos artísticos distintos. Shinya Suzuki é o campeão absoluto da dança latino americana no Japão. Impulsivo, intenso e profundamente expressivo, ele dança movido pela paixão e pelo desejo de se afirmar constantemente. Seu estilo é marcado pela entrega total, pelo suor e pela emoção exposta em cada passo. Suzuki construiu sua carreira com muito esforço e carrega um orgulho que, muitas vezes, funciona como armadura diante das inseguranças.

Em contraste, Shinya Sugiki domina a dança de salão clássica e é reconhecido internacionalmente por sua técnica impecável, disciplina e elegância. Onde Suzuki é explosão, Sugiki é controle. Onde um se move pelo instinto, o outro responde à precisão. Apesar de atuarem em estilos completamente diferentes, os dois são frequentemente comparados por causa do nome em comum, algo que incomoda profundamente Suzuki, que sente sua identidade ser constantemente colocada em segundo plano.

O encontro definitivo entre eles acontece quando Sugiki faz uma proposta inesperada. Ele convida Suzuki para competir ao seu lado nas Dez Danças, um torneio extremamente exigente no qual os casais precisam apresentar cinco danças latinas e cinco danças clássicas. O desafio é claro desde o início: cada um deles domina apenas metade do repertório. Para competir de igual para igual, será necessário ensinar, aprender e, acima de tudo, confiar.

A ideia soa absurda para Suzuki em um primeiro momento. Dividir a pista com alguém que simboliza tudo o que o irrita parece impensável. No entanto, a segurança de Sugiki, misturada a uma provocação quase silenciosa, desperta algo poderoso em Suzuki: a ambição. Aceitar o desafio passa a ser uma questão de honra, de provar que é capaz de ir além do próprio território artístico. Assim, o acordo é selado.

O que começa como um desafio esportivo se transforma rapidamente em uma colaboração intensa. Os treinos são marcados por atritos, frustrações e choques de personalidade, mas também por descobertas importantes. Suzuki ensina a Sugiki a entrega emocional e a expressividade das danças latinas, enquanto aprende com ele o rigor técnico e o controle exigidos pelas danças clássicas. Cada ensaio funciona como um campo de batalha emocional, onde o orgulho é testado e os limites são constantemente empurrados.

É nesse convívio diário, entre corpos cansados, correções firmes e silêncios carregados de significado, que a relação entre os dois começa a mudar. A rivalidade dá espaço ao respeito. A irritação inicial se transforma em admiração genuína. A confiança surge de forma quase involuntária. A dança, que antes era apenas competição, passa a ser diálogo.

Um dos grandes méritos de 10DANCE está em compreender que, em uma história sobre dança, o corpo precisa falar tanto quanto as palavras. O filme constrói seu romance de maneira sutil, apostando em olhares prolongados, na respiração compartilhada após ensaios exaustivos, no toque necessário para ajustar um movimento e que, pouco a pouco, ganha outra dimensão emocional. O afeto não surge de forma abrupta, mas como consequência natural da convivência, do respeito mútuo e da vulnerabilidade compartilhada.

Quando Suzuki começa a perceber que seus sentimentos por Sugiki ultrapassam os limites da rivalidade e da amizade, o espectador já está completamente envolvido nessa jornada. O filme evita exageros melodramáticos e trata o romance com maturidade, permitindo que ele se desenvolva no tempo certo. Dentro do gênero BL, essa abordagem se destaca por fugir de estereótipos fáceis e por apostar em uma construção emocional mais profunda e realista.

As atuações são fundamentais para sustentar essa intensidade. Ryoma Takeuchi, conhecido por Roppongi Class e Black Pean, entrega um Suzuki impulsivo, orgulhoso e profundamente humano. Já Keita Machida, visto em Yu Yu Hakusho e Glass Heart, constrói um Sugiki contido, elegante e emocionalmente complexo. A química entre os dois é evidente, especialmente nas cenas de dança, onde os personagens se comunicam sem palavras e deixam transparecer tudo aquilo que ainda não conseguem dizer.

O mangá 10DANCE, publicado na revista Young Magazine da Kodansha, já era considerado uma obra inovadora dentro do BL ao explorar o universo da dança competitiva com rigor técnico e sensibilidade emocional. Não por acaso, conquistou o prêmio This BL is Amazing em 2019, consolidando-se como uma das histórias mais respeitadas do gênero. A adaptação cinematográfica honra esse legado, traduzindo para a linguagem audiovisual a mesma intensidade e cuidado narrativo.

“Mortes no Sobrado” transforma o sertão paraibano em palco de mistério e acerto de contas

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No romance Mortes no Sobrado, a escritora Fátima Sá Paraíba convida o leitor a atravessar as ruas empoeiradas da fictícia Aroeira, no sertão da Paraíba, para encarar uma verdade incômoda: o passado nunca desaparece completamente. Ele se instala nas paredes das casas antigas, nos olhares desconfiados da vizinhança e nas histórias que ninguém tem coragem de contar em voz alta.

A narrativa se desenrola entre as décadas de 1970 e 1990, período em que a cidade carrega as marcas de um poder concentrado nas mãos de poucos. No centro de tudo está um sobrado antigo, imponente e silencioso, que funciona quase como personagem. Ali viveu o temido Coronel Gomes, figura associada a abusos e mortes que, embora jamais plenamente esclarecidos, deixaram cicatrizes profundas na comunidade. Seu filho, Zé Gomes, herdou as terras, o sobrenome e também o peso de uma reputação construída sobre medo e autoridade.

Quando Zé Gomes é encontrado morto ao lado de uma jovem, em um caso oficialmente tratado como suicídio por envenenamento, a versão policial não consegue conter os rumores. Em cidades pequenas, a memória coletiva costuma ser mais persistente que qualquer laudo técnico. O episódio permanece como ferida aberta, atravessando gerações e alimentando desconfianças.

Anos depois, dois corpos desconhecidos surgem boiando na fonte do sobrado. A imagem é forte, quase simbólica: como se aquilo que foi enterrado no passado tivesse decidido emergir. Aroeira volta a sussurrar. O medo reaparece. E a sensação de que há contas antigas a serem pagas ganha força.

É nesse cenário que o delegado Tião aciona o inspetor Pingo D’Água, investigador experiente e conhecido pela atenção minuciosa aos detalhes. Diferente de quem se deixa levar por pressões políticas ou pela influência das famílias tradicionais, Pingo trabalha com paciência e escuta. Ele entende que, naquele caso, desvendar o crime significa também decifrar relações de poder, silêncios convenientes e pactos invisíveis.

Fátima Sá Paraíba constrói a investigação com ritmo cuidadoso, alternando tensão e introspecção. As pistas surgem aos poucos, conduzindo o leitor por um labirinto de suspeitas que envolve a família Gomes Barreto e personagens marcados por ressentimentos, perdas e lealdades ambíguas. Entre eles, destaca-se a figura enigmática de Fedorento, o flautista da praça, presença discreta que parece observar mais do que revela.

O grande mérito do romance está na forma como o mistério policial se entrelaça ao regionalismo. A autora utiliza expressões típicas, costumes locais e referências culturais do sertão paraibano para dar autenticidade à narrativa. O cenário não é apenas pano de fundo; ele molda comportamentos, decisões e conflitos. A seca, o calor e as relações de vizinhança compõem uma atmosfera que intensifica a sensação de clausura e vigilância constante.

Ao mesmo tempo, “Mortes no Sobrado” vai além da investigação criminal. A obra propõe uma reflexão sobre heranças históricas e ciclos de opressão. O poder exercido pelo coronel no passado não se dissolve com sua morte; ele reverbera nas estruturas sociais, na desigualdade e na dificuldade de romper com padrões antigos. O crime, nesse contexto, não é um acontecimento isolado, mas resultado de um sistema que naturaliza abusos e silencia vítimas.

Mesmo envolta em sombras, a narrativa preserva espaço para a esperança. A postura ética do inspetor Pingo D’Água representa a possibilidade de romper o ciclo. Sua insistência em buscar a verdade, ainda que isso desagrade figuras influentes, sugere que justiça pode ser lenta, mas não precisa ser inexistente.

Com linguagem acessível e forte senso de lugar, Fátima Sá Paraíba entrega um romance que dialoga tanto com leitores apaixonados por suspense quanto com aqueles interessados em histórias marcadas por identidade e crítica social. “Mortes no Sobrado” é, acima de tudo, um lembrete de que memórias reprimidas não desaparecem — elas aguardam o momento certo para retornar.

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