Após duas temporadas, série Goosebumps é cancelada pelo Disney+; futuro da franquia é repensado

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A série de terror sobrenatural Goosebumps, produzida pela Sony Pictures Television e exibida nas plataformas Disney+ e Hulu, foi oficialmente cancelada após duas temporadas. A decisão, comunicada recentemente e revelada com exclusividade pela revista Variety, marca o fim de uma tentativa contemporânea de renovar uma das franquias mais icônicas da literatura infantojuvenil de horror.

Contudo, a produtora responsável já estuda possibilidades para a continuidade do universo Goosebumps em outras plataformas, além de explorar diferentes direções criativas para o licenciado que R.L. Stine criou na década de 1990 e que se transformou em um fenômeno cultural global.

Uma franquia com história e legado

Lançada originalmente como uma série de livros na década de 1990 pelo autor americano R.L. Stine, Goosebumps rapidamente se tornou um fenômeno mundial. Com mais de 300 milhões de cópias vendidas em todo o mundo, a obra conquistou gerações por sua combinação única de suspense, terror acessível e personagens com os quais o público jovem se identificava.

Além dos livros, a franquia ganhou diversas adaptações televisivas, com destaque para a série de 1995 que utilizava o formato antológico, apresentando episódios independentes com histórias diferentes e monstrinhos icônicos. Em 2015, os livros voltaram às telas em forma de filme, estrelado por Jack Black, e um segundo longa estreou em 2018.

Essa popularidade e o potencial para alcançar novos públicos motivaram a Sony Pictures Television a apostar numa nova série live-action para o streaming, em um momento de expansão do mercado audiovisual e da popularidade de plataformas digitais.

Desenvolvimento e proposta da nova série

Anunciada em 2020, em meio à pandemia de COVID-19, a nova série Goosebumps representou uma tentativa de modernizar o universo criado por Stine. Diferentemente do formato antológico episódico do passado, a produção optou por uma narrativa serializada, em que cada temporada tem um arco contínuo e um elenco fixo, ainda que elementos clássicos e criaturas do universo Goosebumps fossem inseridos em alguns episódios.

Rob Letterman, diretor do filme original de 2015, voltou para atuar como roteirista, produtor executivo e diretor do episódio piloto, trabalhando ao lado de Nicholas Stoller, colaborador de longa data. Essa parceria visava garantir uma fidelidade ao tom dos livros, mas com uma roupagem mais atual e voltada para um público jovem adulto.

A produção envolveu a Scholastic Entertainment (detentora dos direitos dos livros), a Sony Pictures Television e a Original Film, estúdio responsável pelos filmes anteriores da franquia. Devido às restrições impostas pela pandemia, parte do desenvolvimento e das reuniões ocorreu via videoconferência, uma adaptação necessária para manter o cronograma.

A filmagem principal começou em outubro de 2022, em Vancouver, no Canadá, contando com equipes experientes e forte aposta em efeitos práticos para conferir realismo às cenas assustadoras, além do uso de efeitos visuais digitais quando necessário.

Sinopse das temporadas e elenco principal

Primeira temporada

Estreou em 13 de outubro de 2023 simultaneamente no Disney+ e Hulu, como parte dos blocos temáticos “Hallowstream” e “Huluween”. A narrativa acompanha cinco estudantes do ensino médio que investigam a misteriosa morte, ocorrida 30 anos antes, de um adolescente chamado Harold Biddle. Conforme desvendam pistas, descobrem segredos obscuros ligados ao passado de suas próprias famílias. A temporada misturou suspense, drama familiar e terror, com jovens atores como Justin Long, Ana Yi Puig, Miles McKenna, Will Price e Zack Morris.

Segunda temporada

Lançada em 10 de janeiro de 2025, a segunda temporada mudou o foco para um novo elenco, com gêmeos Cece e Devin explorando um forte abandonado, desencadeando eventos ligados ao desaparecimento de quatro adolescentes há três décadas. O elenco contou com nomes como David Schwimmer, Ana Ortiz e Sam McCarthy, trazendo uma atmosfera ainda mais sombria e misteriosa. O uso de novos personagens e histórias pretendia expandir o universo da série, trazendo diferentes facetas do horror e do suspense.

Recepção crítica e reação do público

Apesar da expectativa gerada pela nova abordagem, a série recebeu críticas mistas. Alguns elogiaram o visual moderno, a produção caprichada e o esforço para adaptar os elementos clássicos de Goosebumps para uma narrativa contínua. Contudo, muitos críticos apontaram que a mudança do formato antológico para um arco de temporada único comprometeu o dinamismo e o frescor característicos da franquia original.

Além disso, a série enfrentou desafios para conquistar um público amplo e consistente. A disputa acirrada pelo tempo de atenção dos espectadores nas plataformas de streaming, aliada a uma enorme oferta de produções similares de terror jovem, dificultou a consolidação da série entre os grandes sucessos do momento. Os índices de audiência, embora razoáveis, não justificaram investimentos maiores para uma terceira temporada, sobretudo considerando o alto custo de produção e a busca por resultados mais expressivos.

Cancelamento e o futuro da franquia

Em 7 de agosto de 2025, a Disney+ anunciou o cancelamento da série após duas temporadas. A decisão, segundo fontes internas, foi influenciada por uma combinação de fatores, incluindo a performance moderada da série, mudanças na estratégia editorial da plataforma e a necessidade de priorizar conteúdos com maior retorno comercial. Porém, a Sony Pictures Television, responsável pela produção, já manifestou interesse em continuar explorando a franquia, buscando novos parceiros e redes para possíveis adaptações. A ideia é não abandonar o universo Goosebumps e reinventar a narrativa, talvez até mesmo retomar o formato antológico que consagrou a série nos anos 90. Produtores como Conor Welch e Pavun Shetty já haviam declarado interesse em adaptar outros livros clássicos da coleção, como Night of the Living Dummy, para futuras temporadas, indicando que há muito conteúdo valioso ainda a ser explorado.

Desafios da adaptação em tempos modernos

Adaptar a trama para o streaming e para uma nova geração de espectadores não foi tarefa simples. A série precisou equilibrar o legado da obra original com as expectativas contemporâneas, que exigem narrativas mais complexas, personagens tridimensionais e temas atuais. Além disso, o mercado audiovisual atual é altamente competitivo, com grandes investimentos em produções originais para atrair e manter assinantes. Séries de terror para jovens adultos são muitas, e se destacar requer algo que vá além do nome conhecido. Outro desafio foi a produção em meio à pandemia, que exigiu adaptações no formato de trabalho, uso intensivo de tecnologia para reuniões e coordenação à distância, impactando cronogramas e custos.

Participações especiais e curiosidades da produção

A série trouxe momentos especiais para os fãs de Goosebumps. O próprio autor R.L. Stine participou como dublador de um personagem em forma de apresentador de podcast na segunda temporada, um toque divertido planejado para aproximar o criador do público. Os efeitos práticos usados na série foram um destaque, pois a equipe buscou criar monstros e situações que parecessem o mais real possível, visando aumentar a imersão do espectador, uma escolha aplaudida por fãs do terror clássico. O elenco variado, que trouxe desde jovens atores promissores até veteranos como Morgan Freeman (em participações especiais), também adicionou peso à produção, mesmo que a recepção não tenha sido unânime.

O legado e a esperança para novos projetos

Apesar do cancelamento, a série permanece uma marca valiosa e querida no universo do entretenimento jovem e infantojuvenil. A Sony Pictures Television, juntamente com a Scholastic Entertainment, continuará a explorar novas formas de revitalizar a franquia. Seja por meio de séries, filmes ou até projetos interativos, o mundo criado por R.L. Stine ainda possui enorme potencial para encantar e assustar as próximas gerações.

Rabbit Trap | Terror psicológico estrelado por Dev Patel e Rosy McEwen ganha trailer oficial

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Foi revelado na última quinta-feira (14) o trailer oficial de Rabbit Trap, o mais novo longa-metragem de terror psicológico que estreia nos cinemas em 12 de setembro de 2025. Estrelado por Dev Patel e Rosy McEwen, o filme marca a estreia na direção de longa de Bryn Chainey, que assina também o roteiro, trazendo ao público uma narrativa tensa, envolvente e carregada de mistério. Abaixo, veja o vídeo:

Ambientado no interior isolado do País de Gales em 1973, o filme acompanha a vida de um casal de músicos que busca recomeçar, mas acaba despertando forças ancestrais ligadas à floresta ao redor de sua nova moradia. A trama explora temas de obsessão, ciúme, paranoia e a tênue linha entre realidade e mito, em uma experiência cinematográfica que mistura o psicológico e o sobrenatural.

Um novo começo que desperta o terror

Daphne (Rosy McEwen) e Darcy (Dev Patel) são músicos casados que decidem se mudar para uma cabana isolada em busca de inspiração e de um novo começo para seu trabalho. Darcy se dedica a coletar amostras de áudio da floresta, registrando sons para o novo disco do casal. Em um desses registros, ele inadvertidamente captura um som nunca antes ouvido, que desperta a energia criativa de Daphne, mas também aciona forças antigas e malévolas presentes na paisagem.

A presença da música parece perturbar o equilíbrio da floresta e, com o tempo, um estranho aparece à porta do casal. Inicialmente acolhido, ele auxilia os músicos a compreender seu novo ambiente, mas logo Darcy passa a desconfiar da obsessão do visitante. A tensão cresce à medida que o ciúme, a paranoia e a intriga se instalam, confundindo realidade e mito e transformando a cabana em um lugar de medo constante.

A mítica Tylwyth Teg e o elemento sobrenatural

O filme se inspira nas lendas galesas, particularmente nas Tylwyth Teg, fadas conhecidas por protegerem certos círculos da natureza. Ao perturbar esse círculo acidentalmente, o casal desencadeia eventos misteriosos, incluindo a aparição de uma criança enigmática que parece carregar intenções malévolas. Essa fusão de folclore e terror psicológico cria uma atmosfera única, aproximando Rabbit Trap de clássicos do gênero que exploram a interação entre seres humanos e forças sobrenaturais da natureza.

Elenco e produção

Dev Patel, conhecido por trabalhos como Lion: Uma Jornada para Casa e Slumdog Millionaire, interpreta Darcy Davenport e também assume a função de produtor executivo. Ao lado dele, Rosy McEwen dá vida a Daphne, compondo um casal que precisa lidar com a tensão crescente de eventos inexplicáveis. Jade Croot interpreta a criança misteriosa, adicionando um elemento de suspense e inquietação ao enredo.

A produção é assinada por Elijah Wood e Daniel Noah, da SpectreVision, em parceria com Lawrence Inglee, Elisa Lleras, Alex Ashworth e Sean Marley. A Bankside Films também está envolvida na produção, garantindo a execução de uma visão cinematográfica que combina estética visual apurada com narrativa intensa. A trilha sonora é composta por Lucrecia Dalt, enquanto Graham Reznick assina o design de som e Brent Kiser atua como supervisor de som, construindo um ambiente auditivo que potencializa a tensão do filme.

Filmagens e ambientação

A fotografia principal ocorreu em 2023, com locações em North Yorkshire, proporcionando um cenário natural e isolado que reforça a sensação de isolamento do casal e contribui para a atmosfera opressiva do longa. A escolha do País de Gales e suas florestas densas e misteriosas foi estratégica, criando um espaço onde a natureza e o mito se entrelaçam, desafiando a percepção dos personagens e do público.

Quando o filme estreia?

O longa-metragem teve sua estreia mundial na seção Midnight do Festival de Cinema de Sundance de 2025, em 24 de janeiro. A escolha da programação Midnight reflete a intensidade do filme e seu foco no suspense e terror psicológico. Nos Estados Unidos, o lançamento está programado para 12 de setembro de 2025 pela Magnolia Pictures, mas ainda não há informações sobre a data de estreia no Brasil.

Um thriller psicológico que vai além do sobrenatural

Além de dar muitos sustos e ser cercado de mistério, o filme investiga o comportamento humano em situações de estresse, medo e isolamento. A paranoia e o ciúme entre o casal refletem conflitos universais, enquanto a inserção do mito das Tylwyth Teg adiciona camadas de simbolismo que exploram como o desconhecido pode influenciar nossas ações. A criança misteriosa, por sua vez, funciona como catalisadora da tensão, personificando o limiar entre o sobrenatural e o psicológico.

Bryn Chainey, em sua estreia como diretor de longa-metragem, demonstra uma sensibilidade única para equilibrar ritmo, suspense e construção de personagens. Ao mesmo tempo, o roteiro faz uso do som e da música como elementos narrativos essenciais, mostrando como o ambiente auditivo pode se tornar parte da narrativa e amplificar a experiência do espectador.

Sombras no Deserto traz Nicolas Cage em uma visão ousada e sombria sobre a juventude de Jesus

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Estreia em 13 de novembro nos cinemas brasileiros o longa-metragem “Sombras no Deserto”, uma das produções mais ousadas e debatidas do ano. Distribuído pela Imagem Filmes, o título marca uma nova fase na carreira de Nicolas Cage, que assume um papel intenso e carregado de simbolismo ao lado de FKA Twigs e Noah Jupe. A direção é de Lotfy Nathan, cineasta que imprime ao projeto uma visão autoral e inquietante sobre fé, destino e a natureza do poder.

Ambientado no Egito Antigo, o filme apresenta uma leitura radicalmente inédita sobre um tema raramente explorado: a adolescência de Jesus Cristo. A trama é inspirada no Evangelho apócrifo de Pseudo-Tomé, um texto que descreve os chamados “anos perdidos” da vida do messias, ausentes nos evangelhos oficiais. Nessa versão, o jovem Jesus manifesta dons sobrenaturais que ainda não compreende, tornando-se um ser dividido entre o sagrado e o humano, entre o milagre e o medo.

Para Lotfy Nathan, o projeto nunca teve como propósito provocar a fé, mas sim investigar o mistério da formação de um mito. “Eu não pretendia fazer um filme religioso”, afirma o diretor. “Mas conforme mergulhei nessa história, percebi que ela fala sobre o que é ser parte de uma família — sobre amor, temor e sobrecarregar alguém com expectativas impossíveis.” Essa perspectiva íntima e emocional transforma o longa em um drama sobrenatural de forte impacto psicológico, em que a tensão cresce à medida que o poder do garoto ameaça desestabilizar todos ao seu redor.

No papel do pai, chamado apenas de O Carpinteiro, Nicolas Cage entrega uma das atuações mais vigorosas de sua carreira recente. Seu personagem é um homem simples que vê sua fé e sua sanidade abaladas diante do inexplicável. Ao seu lado, FKA Twigs vive a mãe do menino, uma mulher que tenta proteger o filho e preservar a unidade da família mesmo quando a presença dele passa a ser vista como uma maldição. O jovem Noah Jupe completa o trio principal com uma performance densa e misteriosa, capturando a inocência e a perturbação de um ser que carrega o divino sem compreender o que isso significa.

A direção de Nathan aposta em uma estética austera e hipnótica. As paisagens áridas, o silêncio opressivo e a fotografia em tons terrosos evocam um clima de solidão e reverência, enquanto a câmera acompanha de perto os gestos e olhares dos personagens, ampliando o desconforto e a sensação de isolamento. Essa atmosfera reforça a dualidade do filme: o deserto físico reflete o deserto interior de seus protagonistas — um lugar onde fé e medo coexistem.

O resultado é uma obra que desafia classificações fáceis. Nem uma cinebiografia religiosa, nem um terror convencional, “Sombras no Deserto” é uma meditação cinematográfica sobre a origem da fé e o preço da diferença. Cada cena parece construída para provocar desconforto e reflexão, conduzindo o espectador a um terreno onde o sagrado se confunde com o humano e onde a inocência pode se transformar em poder destrutivo.

Em festivais internacionais, o longa já vem sendo descrito como “uma experiência espiritual perturbadora”, elogiado pela coragem estética e pela profundidade de suas interpretações. Críticos destacam a performance contida e magnética de Nicolas Cage, a entrega emocional de FKA Twigs e a sensibilidade de Nathan ao tratar temas teológicos sob um olhar humano e contemporâneo.

Hayley Atwell se junta a Gerard Butler no thriller de ação Empire City, dirigido por Michael Matthews

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Nova York será o cenário de mais um grande espetáculo de ação e emoção. Hayley Atwell, lembrada por seus papéis em Capitã Carter e Missão: Impossível – Acerto de Contas – Parte Um, acaba de ser confirmada ao lado de Gerard Butler (Invasão ao Serviço Secreto, Plane) no elenco de Empire City, novo thriller que promete unir adrenalina, drama e uma boa dose de humanidade em meio ao caos da metrópole.

De acordo com o Deadline, as filmagens começam ainda em novembro, com direção de Michael Matthews, o mesmo de Amor e Monstros (2020). O roteiro fica nas mãos de Brian Tucker (Black Bird) e S. Craig Zahler (Confronto no Pavilhão 99), dois roteiristas conhecidos por explorar tramas densas e cheias de tensão psicológica.

A história gira em torno de uma crise de reféns no imponente Edifício Clybourn, um dos marcos de Nova York. Quando uma operação de resgate dá errado e transforma o local em um campo de batalha, o bombeiro Rhett (Butler) é chamado para conter o incêndio e tentar salvar as vítimas. Mas o que começa como mais uma missão perigosa ganha contornos profundamente pessoais quando ele descobre que sua esposa, Dani (Atwell), uma policial do NYPD, está dentro do prédio tentando negociar com os criminosos.

A partir daí, o filme se transforma em uma corrida contra o tempo. Entre labaredas, explosões e dilemas morais, o casal precisa unir forças para sobreviver e libertar os reféns. A promessa é de sequências de ação intensas, mas com um olhar mais emocional, explorando os limites da coragem e o peso do sacrifício.

Mais do que um simples filme de ação, o longa-metragem quer ser uma história sobre amor, dever e resiliência. Matthews, que já demonstrou habilidade em equilibrar aventura e sensibilidade em Amor e Monstros, deve apostar novamente em personagens tridimensionais e em uma narrativa que coloca o espectador no centro da tensão.

Nos bastidores, Gerard Butler também assina a produção ao lado de Alan Siegel, seu parceiro de longa data na G-BASE Entertainment — produtora responsável por títulos como Invasão ao Serviço Secreto e Plane. O time se completa com Marc Butan (Plane), Paul Currie (Coração de Dragão 3) e o estúdio Leonine Studios, que cofinancia o projeto. Quirin Berg e Alexander Janssen atuam como produtores executivos.

Sem data de estreia confirmada, o longa já desperta forte expectativa entre os fãs de ação e suspense. Tudo indica que Empire City será um daqueles thrillers intensos que fazem o público prender a respiração — combinando cenas eletrizantes com um enredo de fundo humano e emocional.

HBO Max prepara série de V de Vingança com produção de James Gunn e Peter Safran

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O clássico distópico V de Vingança está prestes a ganhar uma nova vida na tela — desta vez, em formato de série. Segundo informações exclusivas da Variety, a HBO está desenvolvendo a adaptação com roteiro de Pete Jackson. A produção executiva ficará a cargo de James Gunn (Pacificador, Guardiões da Galáxia, Superman) e Peter Safran (Supergirl, The Batman Part II, Aquaman 2: O Reino Perdido), do DC Studios, que prometem trazer uma abordagem moderna e empolgante para a história. Até agora, nem a HBO nem o DC Studios confirmaram oficialmente, mas a notícia já está causando burburinho entre fãs de quadrinhos e cinéfilos.

Vamos entender a origem da história

Tudo começou em 1988, quando Alan Moore e David Lloyd criaram a série de quadrinhos que se tornaria um marco da cultura pop. Publicada pela DC Comics sob a marca Vertigo, a obra trouxe uma Inglaterra alternativa dominada por um governo fascista, abordando temas como autoritarismo, liberdade e resistência. Mais do que uma história de ação, o quadrinho se destacou por suas críticas sociais afiadas e personagens complexos.

O protagonista, conhecido apenas como “V”, é um vigilante mascarado que luta contra o regime opressor do partido Fogo Nórdico, liderado pelo Alto Chanceler Adam Sutler. Ele se torna símbolo de rebeldia e justiça, inspirando não apenas os personagens da história, mas também leitores ao redor do mundo.

Do quadrinho para o cinema

O primeiro grande salto da obra para a cultura pop aconteceu em 2005, com o filme V for Vendetta (V de Vingança no Brasil e Portugal). Dirigido por James McTeigue e produzido por Joel Silver e pelas irmãs Wachowski, o longa trouxe Natalie Portman como Evey Hammond, Hugo Weaving como V, Stephen Rea como o inspetor Finch e John Hurt como o Alto Chanceler Sutler.

Ambientado em um mundo distópico no final da década de 2020, o filme mostra uma Inglaterra totalitária em meio a crises globais: os Estados Unidos enfrentam as consequências de uma guerra civil, a Europa lida com uma pandemia devastadora, e o Reino Unido é governado de forma autoritária pelo partido Fogo Nórdico.

V surge como um vigilante mascarado, salvando Evey de uma tentativa de abuso pelos agentes do governo e, em seguida, promovendo atos de rebelião, incluindo a icônica explosão do Old Bailey. O filme mistura ação e suspense com uma reflexão política intensa, tornando-se um marco que consolidou a máscara de Guy Fawkes como símbolo global de protesto.

O que podemos esperar da série

A grande vantagem de adaptar V de Vingança para o formato de série é a possibilidade de explorar o universo com mais profundidade. Enquanto o filme precisava condensar a história em algumas horas, a série pode mergulhar em detalhes do regime fascista, nas motivações de V, nas dúvidas e transformações de Evey e nas intrigas políticas que moldam o mundo da obra.

Pete Jackson, responsável pelo roteiro, é conhecido por equilibrar ação e desenvolvimento psicológico dos personagens, o que sugere que a série terá momentos tensos, mas também reflexivos. James Gunn e Peter Safran, produtores executivos, trazem experiência em grandes universos cinematográficos, garantindo que a narrativa seja envolvente, emocionante e fiel ao espírito do material original.

Uma história que continua atual

Mesmo décadas após sua criação, a trama continua surpreendentemente atual. O combate à opressão, a vigilância estatal, a manipulação da mídia e a luta por liberdade são temas que ressoam em qualquer época. A máscara de Guy Fawkes, que simboliza resistência e rebeldia, transcende a ficção e se tornou um ícone real em protestos e movimentos sociais ao redor do mundo.

A série tem potencial não apenas de entreter, mas também de provocar reflexão sobre liberdade, justiça e responsabilidade individual. Em tempos de debates sobre autoritarismo, desinformação e censura, revisitar essa história é mais relevante do que nunca.

Por que essa série importa

Além de ser uma história envolvente, V de Vingança é um fenômeno cultural. A narrativa de resistência contra regimes autoritários, o poder da mídia, a importância da memória histórica e a simbologia da máscara de Guy Fawkes são elementos que dão à série potencial de transcender o entretenimento e entrar em discussões sociais mais amplas.

A chegada da série da HBO representa também uma tendência do mercado: adaptações de quadrinhos mais maduras e reflexivas, que vão além do modelo tradicional de super-heróis. O público hoje busca histórias que misturem ação, suspense e relevância política, e V de Vingança tem tudo para atender a essas expectativas.

Alien: Earth | Segunda temporada é confirmada com retorno de Noah Hawley e produção marcada para 2026

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O universo de Alien está longe de descansar em paz. A FX confirmou oficialmente a segunda temporada de Alien: Earth, série que expandiu a icônica franquia de ficção científica e terror para a televisão. A notícia vem acompanhada de um novo acordo milionário entre a Disney, o FX e o criador da série, Noah Hawley, responsável também por Fargo e Legion.

De acordo com informações da Variety, Hawley firmou um contrato de nove dígitos com o estúdio, consolidando sua posição como um dos principais criadores de conteúdo do grupo. A nova temporada de Alien: Earth deve começar a ser filmada em Londres em 2026, uma mudança de cenário em relação à primeira temporada, que teve suas filmagens realizadas na Tailândia. A estreia ainda não tem data confirmada, mas considerando o calendário de produção, é provável que o novo ano chegue em 2027.

O nascimento de uma nova era para a franquia Alien

Alien: Earth marcou um passo ousado e histórico: foi a primeira série de TV da franquia Alien, expandindo o universo criado por Ridley Scott em 1979. Ambientada dois anos antes dos eventos de Alien – O Oitavo Passageiro, a série combina terror cósmico e crítica social em uma trama que mistura biotecnologia, desigualdade e o horror existencial típico da saga.

A história se passa em um futuro próximo, em que a Weyland-Yutani Corporation — a megacorporação onipresente nos filmes da franquia — experimenta uma nova forma de poder e controle biológico sobre o planeta Terra. Mas quando as experiências secretas escapam ao controle, o horror xenomorfo encontra um novo lar: o próprio berço da humanidade.

O elenco da primeira temporada inclui Sydney Chandler (Don’t Worry Darling) como a protagonista Wendy, Alex Lawther (The End of the F*ing World), Essie Davis (The Babadook), Samuel Blenkin, Babou Ceesay, Adarsh Gourav e Timothy Olyphant (Justified), em papéis que transitam entre cientistas, agentes corporativos e sobreviventes improváveis.

Entre o terror e a filosofia: o toque de Noah Hawley

Conhecido por transformar universos consagrados em obras autorais e introspectivas, Noah Hawley trouxe para Alien: Earth uma abordagem mais psicológica e filosófica do horror. O showrunner reimaginou o universo da franquia sob um olhar mais humano — e, paradoxalmente, mais aterrorizante.

Enquanto Ridley Scott — que atua como produtor executivo — sempre enfatizou o terror físico e a estética biomecânica criada por H.R. Giger, Hawley preferiu mergulhar em dilemas morais e existenciais: o que significa ser humano em um mundo dominado por máquinas, corporações e mutações genéticas? O resultado é uma série que dialoga tanto com Blade Runner quanto com o Alien original, fundindo a tensão claustrofóbica com questionamentos sobre identidade e evolução.

Uma produção marcada por obstáculos e persistência

O caminho até o lançamento de Alien: Earth não foi fácil. O projeto começou a ser desenvolvido em 2019, quando Ridley Scott firmou parceria com o FX on Hulu para levar o universo Alien à TV. A pré-produção só foi oficializada em abril de 2023, e Sydney Chandler foi confirmada como protagonista no mês seguinte.

Mas o destino parecia conspirar contra os planos da Weyland-Yutani. A pandemia de COVID-19 atrasou a preparação, e quando tudo parecia finalmente pronto, a greve da SAG-AFTRA em 2023 interrompeu as filmagens em agosto. A equipe só pôde retornar aos estúdios em abril de 2024, concluindo a produção em julho do mesmo ano.

O esforço valeu a pena. Alien: Earth estreou com aclamação crítica e alta audiência no FX e FX on Hulu, além de ser disponibilizada no Disney+ internacionalmente em 12 de agosto de 2025. A série foi elogiada por resgatar o terror atmosférico dos filmes originais, ao mesmo tempo em que apresentou uma nova mitologia e um elenco diversificado.

Expectativas para a segunda temporada

Ainda não há detalhes sobre o enredo da nova temporada, mas fontes próximas à produção indicam que Hawley continuará explorando o conflito entre criação e destruição, ampliando o alcance da ameaça xenomorfa. A ambientação em Londres também levanta suspeitas de que o segundo ano poderá apresentar novos centros corporativos da Weyland-Yutani e até um elo mais direto com o filme de 1979.

Rumores apontam ainda para o retorno de parte do elenco principal, com Sydney Chandler e Timothy Olyphant praticamente garantidos. O foco deve se expandir para mostrar o impacto global das experiências genéticas, transformando o planeta Terra em um laboratório de horrores em escala mundial.

Prêmio aCena anuncia indicados da 1ª edição e celebra a força da música e da noite pernambucana

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O cenário cultural de Pernambuco ganha mais um marco histórico: foram anunciados os indicados à primeira edição do Prêmio aCena, uma celebração inédita que reconhece o talento, a resistência e a pluralidade da música e da vida noturna do estado. A iniciativa, idealizada pelo coletivo aCena Recifense, surge com o propósito de fortalecer o ecossistema artístico local e consagrar nomes que, em 2025, movimentaram pistas, palcos e corações por todo o território pernambucano.

A premiação, que acontecerá no dia 7 de dezembro, na Casa Bacurau, promete ser uma noite de homenagens, diversidade e reconhecimento, reafirmando o Recife — e Pernambuco como um todo — como um dos polos culturais mais criativos do país. As votações populares já estão abertas e podem ser realizadas até 30 de novembro, por meio de um formulário disponível neste link oficial.

Com 20 categorias que contemplam desde artistas e bandas até produtores culturais, fotógrafos, DJs, drags, estilistas e jornalistas, a seleção dos indicados foi feita por uma bancada de 26 jurados com diferentes áreas de atuação — um reflexo do caráter plural da iniciativa.

Além das categorias principais, o evento contará com dois reconhecimentos especiais:

  • Ícone d’aCena, homenagem a um artista cuja trajetória se tornou símbolo da cultura pernambucana.
  • Prêmio Tá com a Cena, voltado a figuras políticas que contribuíram significativamente para o fortalecimento das artes locais.

A força da noite e da música pernambucana

Quem conhece o Recife sabe: a cidade pulsa em ritmo de festa, resistência e criatividade. Dos palcos do Rec-Beat e do Coquetel Molotov às pistas da Club Metrópole e do Terra Café Bar, a capital e o interior do estado formam um caldeirão cultural único — onde o frevo, o brega, o forró e o pop se misturam em uma sonoridade inconfundível.

O Prêmio aCena surge justamente como um reconhecimento da importância dessa diversidade musical e da força das produções independentes. Ele não apenas celebra artistas consagrados, mas também dá espaço a novos nomes, produtores e espaços que fazem a engrenagem da cultura girar, muitas vezes de forma autônoma e colaborativa.

Os indicados que dão o tom da festa

A lista de indicados à primeira edição do prêmio reflete um retrato vibrante da produção cultural pernambucana em 2025.

Na categoria Espaço do Ano, nomes como Casa Bacurau, Club Metrópole, Concha Acústica e Alma Arte Café disputam o título de ponto de encontro mais marcante da noite recifense. Já entre os festivais, o destaque vai para eventos de peso como No Ar Coquetel Molotov 2024, Rec’N’Play 2025 e Rec-Beat 2025, que consolidam o estado como palco de inovação musical e cultural.

Quando o assunto é festa, a disputa esquenta ainda mais. Na categoria Festa do Ano, estão indicadas produções que dominaram as pistas e o imaginário do público, como Baile da Brota, Club Vittar, NBOMB, Pilhada, Tarantina e Soda.

Entre os produtores culturais, destaque para nomes como Allana Marques, Ana Garcia, Nadejda, TaraCrew e Victor Hugo Bione, que movimentaram bastidores e palcos com criatividade e ousadia.

Vozes e sons que definem uma geração

Na categoria Cantor do Ano, o leque é diverso e potente: Almério, Gomes, Isadora Melo, Joyce Alane, João Gomes, Relikia, Natascha Falcão e UANA representam diferentes vertentes e gerações da música pernambucana.

Já o Banda do Ano celebra coletivos musicais que mantêm vivo o espírito experimental e popular da cena, como Amigas do Brega, Bregadelic, Forró na Caixa, Mombojó e Orquestra Malassombro.

O brega, gênero que há décadas embala o coração e o cotidiano do povo pernambucano, também tem sua própria categoria. Entre os indicados a Artista Brega do Ano, nomes como Priscila Senna, Anderson Neiff, Rayssa Dias, Carina Lins e Raphaela Santos provam que o ritmo continua se reinventando e conquistando o país.

A arte em todas as formas

O Prêmio aCena vai além da música — ele também celebra a performance, a imagem, o estilo e o olhar artístico por trás da cena.

Na categoria Drag do Ano, brilham nomes que transformam o palco em resistência e espetáculo, como Safira Blue, Ruby Nox, Poseidon Drag, Mia J, Sayuri Heiwa e Violet Smalls. Já os estilistas como Allura Nox, Camila Ferza e Leopoldo Nóbrega mostram que a moda pernambucana está em plena efervescência, com criações que traduzem identidade e pertencimento.

A fotografia também tem seu espaço, com indicados como Alan Rodrigues, Aysha Diablo, Jezz Maia e Luara Guerra, responsáveis por eternizar momentos da cultura local com sensibilidade e potência.

E, é claro, não poderia faltar o reconhecimento aos DJs, verdadeiros maestros da noite. Nomes como Nadejda, Makeda, Vands, Lala K e IDLibra disputam o prêmio de DJ do Ano, representando o vigor das pistas pernambucanas, onde o som é ferramenta de expressão e liberdade.

Trilhas, produções e histórias em movimento

A categoria de Produtor Musical do Ano celebra quem trabalha nos bastidores para dar forma e textura ao som da cena. Entre os indicados, nomes como Filipe Guerra, Sofia Freire, Luccas Maia, Marley no Beat e Zoe Beats reforçam a importância da produção autoral e experimental no cenário atual.

Os álbuns e EPs que marcaram o ano também estão em disputa. Destaque para “Puro Transe” de Gomes, “Casa Coração” de Joyce Alane, “Universo de Paixão” de Natascha Falcão e “Virando Noite” de Guma, além do projeto colaborativo “Dominguinho” com João Gomes, Mestrinho e jota.pê, que homenageia o mestre sanfoneiro e mantém viva a tradição nordestina em novas roupagens.

Cultura popular e resistência

Nenhum panorama da arte pernambucana estaria completo sem a presença da cultura popular. Por isso, o prêmio dedica uma categoria especial a esses mestres e guardiões da tradição. Entre os indicados, nomes como Lia de Itamaracá, Maciel Salú, Mestre Anderson Miguel, Mãe Beth de Oxum e Afoxé Oyá Alaxé reafirmam o valor das expressões que formam a base da identidade cultural do estado.

O olhar da mídia e da influência cultural

O Prêmio aCena também reconhece o papel fundamental da comunicação e da divulgação cultural. Entre os influencers culturais indicados estão Caio Braz, Camy Moury, Carol Maloca, Ester D SAN e o perfil Guia Boêmio, que ajudaram a expandir o alcance da cultura local nas redes.

Na categoria Jornalista Cultural do Ano, nomes como Emannuel Bento, Maya Santos, Samantha Oliveira e Wanessa Lins representam uma geração de comunicadores que constroem pontes entre artistas e público, registrando a história viva da arte pernambucana.

Vecna no Brasil! Jamie Campbell Bower confirma presença na Parada Estranha e enlouquece fãs de Stranger Things em SP

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Foto: Reprodução/ Internet

Você piscou e a Netflix decidiu soltar uma bomba no meio do domingo (16). Do nada, plim, surge Jamie Campbell Bower — o próprio Vecna em carne, osso e tentáculos imaginários — chamando os fãs brasileiros para a Parada Estranha, o evento gratuito inspirado no universo de Stranger Things. E se tem alguém que sabe como incendiar a internet, é ele.

No vídeo divulgado pela plataforma, Bower aparece daquele jeito intenso que só ele sabe fazer, olhando direto pra câmera e avisando que estará pessoalmente em São Paulo no dia 23 de novembro. O detalhe saboroso? Um dia depois do aniversário dele. Ou seja: vai comemorar por aqui mesmo. Se isso não é amor pelo público brasileiro, eu não sei o que é.

A Parada Estranha acontece na Av. Pedro Álvares Cabral, entre os portões 9 e 10 do Parque Ibirapuera, e começa às 15h30. É aberto ao público, totalmente gratuito e pensado para virar um daqueles momentos que a gente guarda na memória. Vai ter carro alegórico, alas temáticas, música, performances e uma energia coletiva que só fandom grande entrega. É tipo um Carnaval geek — só que com a presença oficial do maior vilão da série.

As datas da temporada final

Enquanto a cidade se prepara para ver Vecna de perto (sem precisar fugir), a Netflix já organizou o restante da festa: A estreia da última temporada de Stranger Things será dividida em três momentos que prometem movimentar o fim de ano dos fãs. O Volume 1 chega no dia 26 de novembro, às 22h, abrindo oficialmente a reta final da série.

Um mês depois, em 25 de dezembro, também às 22h, o Volume 2 desembarca como presente de Natal para quem já estiver surtando com os ganchos da primeira parte. E, para fechar 2025 com o coração na boca, o episódio final — com mais de duas horas de duração — será lançado na noite de 31 de dezembro, às 22h, praticamente um réveillon dentro do Mundo Invertido.

Ou seja, a gente vai terminar 2025 com o coração na mão, literalmente no último dia do ano. A produção continua nas mãos dos irmãos Duffer, ao lado de Shawn Levy e Dan Cohen, garantindo aquela assinatura visual e emocional que acompanhamos desde 2016.

O elenco, claro, retorna quase todo. Estão de volta Winona Ryder, David Harbour, Millie Bobby Brown, Finn Wolfhard, Gaten Matarazzo, Caleb McLaughlin, Noah Schnapp, Sadie Sink, Natalia Dyer, Charlie Heaton, Joe Keery, Maya Hawke, Priah Ferguson, Cara Buono, Brett Gelman e Jamie Campbell Bower.

Tem novidade também: Amybeth McNulty entra como regular, e Linda Hamilton, a eterna Sarah Connor, chega para reforçar ainda mais esse elenco de peso como a enigmática Dra. Kay.

Hawkins ferida, Eleven escondida e um silêncio que diz tudo

O último capítulo da saga nos leva ao outono de 1987, e Hawkins está irreconhecível. Depois da abertura das Fendas, a cidade vive sob quarentena militar — uma mistura de cenário pós-apocalíptico com um silêncio que só quem conhece o Mundo Invertido entende de verdade. É aquele clima que já coloca a gente tenso só de imaginar.

Enquanto isso, Eleven está escondida novamente, fugindo das autoridades que intensificaram a busca por ela. E o grupo — esse que virou uma espécie de família para os fãs — volta a se reunir com uma missão clara: encontrar e matar Vecna de uma vez por todas.

Só que existe um problema: Vecna desapareceu. Ninguém sabe onde ele está, o que está planejando ou quando vai atacar. E esse silêncio, essa ausência, talvez seja mais assustadora do que qualquer aparição dele até agora.

Com a proximidade do aniversário do desaparecimento de Will, aquela sensação familiar começa a crescer no peito dos personagens — e no nosso também. A Netflix descreve essa temporada como “a batalha final”, enfrentando uma escuridão “mais poderosa e mortal” do que qualquer coisa anterior.

É a última vez que veremos esse grupo unido contra o inimigo que marcou a história da série.

E enquanto isso… o Brasil entra no clima

Com a Parada Estranha chegando e Jamie Campbell Bower desembarcando por aqui, o Brasil praticamente virou ponto oficial de encontro do fandom de Stranger Things. A reta final da série promete ser intensa, simbólica, emocional e, acima de tudo, inesquecível — dentro e fora da tela.

E se tem uma coisa que a gente aprendeu com Hawkins, é que enfrentar o fim ao lado de quem ama a história faz tudo valer mais a pena.

Então pode separar a roupa temática, preparar o coração e ajustar o relógio: Vecna está vindo, a Parada Estranha está logo aí e a temporada final está batendo na porta. O Mundo Invertido nunca esteve tão perto — e a gente está prontíssimo para atravessar.

Nova comédia de Judd Apatow com Glen Powell avança e tem início das filmagens definido

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Foto: Reprodução/ Internet

Hollywood sempre parece funcionar a partir de dois motores: o barulho das grandes franquias e o charme irresistível das comédias que chegam de surpresa, trazendo aquele toque de humanidade que o cinema às vezes esquece. E é justamente nesse segundo universo que Judd Apatow retorna com força — desta vez ao lado de Glen Powell, um dos nomes mais queridos e ascendentes da nova geração.

Depois de semanas de especulações, veio a confirmação: a fotografia principal da nova comédia está prevista para começar no início do próximo ano, em uma janela que coincide com a primavera norte-americana, entre março e junho. A informação, divulgada pelo site World of Reel, trouxe um misto de alívio e animação para quem aguarda o próximo projeto de Apatow, conhecido por transformar pequenas crises humanas em grandes histórias de humor e sensibilidade.

A Universal Pictures confirma que está financiando e distribuirá o filme mundialmente, reforçando que o estúdio acredita no potencial da produção — e principalmente no apelo de Glen como protagonista.

do teatro infantil ao estrelato

Para muitos espectadores, Powell pode ter estourado recentemente, mas sua história com os palcos é antiga. Antes de virar um nome quente em Hollywood, Powell cresceu imerso em teatro musical. Passou por montagens como The Music Man, Oliver e The Sound of Music, desenvolvendo cedo a capacidade de ocupar o palco com carisma, ritmo e emoção — características que hoje o acompanham no cinema.

Entre 1999 e 2003, ele integrou a premiada trupe Broadway Texas Players, experiência que ajudou a moldar sua compreensão sobre performance, timing e entrega cômica. E ainda jovem, começou a construir currículo também na televisão, participando de séries como Into the West, Jack and Bobby, CSI: Miami, Without a Trace e a queridinha Scream Queens.

Nos últimos anos, Powell passou de promessa a realidade. O sucesso de filmes como O Sobrevivente e o reconhecimento por sua versatilidade dramática e humorística fizeram dele um rosto cada vez mais procurado por diretores e roteiristas. Agora, ao se unir a Apatow — um mestre da comédia moderna — o ator entra em uma nova fase da carreira, com uma oportunidade de protagonizar uma obra que mescla humor, música e drama com potencial para alcançar públicos amplos.

O retorno ao terreno onde se sente em casa

Para quem acompanha a trajetória de Judd, a notícia de um novo filme já acende expectativas. Ele é responsável por alguns dos maiores sucessos da comédia dos anos 2000 e 2010, como Ligeiramente Grávidos e O Virgem de 40 Anos, mas também por obras que encontram a emoção mesmo quando não estão tentando ser dramáticas. Apatow tem o dom raro de retratar pessoas imperfeitas, confusas, em crise, mas profundamente humanas — personagens que poderiam ser nossos vizinhos, amigos ou até nós mesmos.

Nesta nova produção, Apatow retorna não apenas como diretor, mas como co-roteirista, dividindo a autoria da história com Glen. Essa parceria já chama atenção por si só: é raro ver o protagonista envolvido de forma tão direta na construção da própria narrativa, o que sugere que o filme terá um toque pessoal, carregado de nuances e provavelmente inspirado em reflexões reais sobre fama, fracasso e reinvenção.

Um astro do country em queda livre

Por enquanto, o que se sabe sobre o enredo é sucinto, mas revelador. O filme acompanha um astro da música country em queda livre, alguém que, após chegar ao topo, se vê confrontado com a própria humanidade — e com a necessidade de reconstruir quem é longe dos holofotes.

Esse tipo de narrativa é terreno fértil para Apatow, que gosta de explorar crises existenciais com humor ácido, mas também com afeto. E Powell, com seu histórico teatral e sua crescente versatilidade, parece o intérprete perfeito para esse tipo de personagem: alguém carismático, mas também frágil; engraçado, mas cheio de dores internas; confiante por fora, em ruínas por dentro.

Diamond Films divulga novo teaser de Nuremberg, suspense histórico com Rami Malek e Russell Crowe

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Foto: Reprodução/ Internet

A Diamond Films divulgou um novo teaser de Nuremberg, drama histórico dirigido e roteirizado por James Vanderbilt (Conspiração e Poder), que chega aos cinemas brasileiros em 26 de fevereiro. A prévia entrega um clima sombrio e inquietante, explorando a tensão psicológica que marcaria um dos momentos mais decisivos da história moderna: os julgamentos que colocaram frente a frente os maiores responsáveis pelas atrocidades nazistas e a nascente noção de justiça internacional.

Mais do que apresentar imagens poderosas, o teaser — que você pode conferir logo abaixo — revela a essência do filme: um suspense construído sobre diálogos cheios de subtexto, embates silenciosos e a busca desesperada por compreender a mente humana após a devastação deixada pela Segunda Guerra Mundial.

Para dar vida aos personagens reais que moldaram os bastidores dos julgamentos, Vanderbilt reúne um elenco de grande peso dramático. Rami Malek (Bohemian Rhapsody, Mr. Robot, O Destino de uma Nação, 007 Sem Tempo Para Morrer, The Pacific) interpreta Douglas Kelley, o psiquiatra do Exército dos EUA encarregado de avaliar os réus nazistas dias antes de enfrentarem a Corte Internacional. Já Russell Crowe (Gladiador, Uma Mente Brilhante, Os Miseráveis, O Informante, Robin Hood, Noé) assume o papel de Hermann Göring, uma das figuras mais influentes do regime de Hitler — e um homem que, mesmo preso, continuava exercendo poder através de sua inteligência estratégica e personalidade manipuladora.

O time se completa com Michael Shannon (A Forma da Água, Nocturnal Animals, O Homem de Aço, Entre Facas e Segredos, 8 Mile), Leo Woodall (The White Lotus, One Day, Vampire Academy), Richard E. Grant (Can You Ever Forgive Me, Logan, Saltburn, Star Wars A Ascensão Skywalker, Downton Abbey), Colin Hanks (Fargo, King Kong, The Good Guys, Jumanji Bem-Vindo à Selva) e John Slattery (Mad Men, Spotlight Segredos Revelados, Capitão América Guerra Civil, Homem de Ferro 2, O Ajuste).

Baseado no livro O Nazista e o Psiquiatra, de Jack El-Hai, o filme acompanha a jornada de Kelley, um oficial acostumado à disciplina militar que se vê empurrado para o território cinzento da mente criminosa. Seu trabalho não é apenas registrar comportamento — é entender o que se passa na psique daqueles que arquitetaram crimes inimagináveis.

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O relacionamento entre Kelley e Göring se torna o núcleo emocional e moral do filme. Nas sessões de avaliação, os dois mergulham em conversas que ultrapassam o limite entre análise clínica e manipulação psicológica. A cada encontro, Kelley percebe que está em um jogo perigoso, no qual o brilhantismo retorcido de Göring ameaça não apenas seu trabalho, mas sua própria estabilidade emocional.

O filme também retrata o ambiente do pós-guerra: cidades destruídas, famílias despedaçadas e um mundo tentando reaprender a viver enquanto busca justiça. O caos externo dialoga com o caos interno do protagonista, que enfrenta conflitos éticos cada vez mais profundos.

Apresentado no Festival Internacional de Toronto, o longa-metragem foi recebido com uma das ovações mais longas da edição: quatro minutos de aplausos. Críticos destacaram especialmente a entrega visceral de Russell Crowe, considerado uma das forças dramáticas centrais do longa, além da condução delicada e intensa de Vanderbilt, que transforma um episódio histórico amplamente documentado em um thriller psicológico surpreendentemente íntimo.

Com distribuição da Diamond Films, referência entre as independentes da América Latina, Nuremberg estreia nos cinemas brasileiros em 26 de fevereiro, prometendo oferecer uma experiência tensa, emocionalmente complexa e profundamente atual.

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