Witch Hat Atelier ganha novo trailer e confirma estreia do anime para abril de 2026

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A magia está mais viva do que nunca para os fãs de Witch Hat Atelier. Nesta terça-feira (12), a Crunchyroll revelou o segundo trailer da tão aguardada adaptação do mangá de Kamome Shirahama, reacendendo o entusiasmo de uma comunidade que acompanha a obra desde seus primeiros capítulos em 2016. A prévia chegou acompanhada de outra novidade igualmente importante: o anime estreia oficialmente em abril de 2026, ainda sem uma data exata anunciada — mas já com a expectativa lá no alto.

O novo trailer se concentra no tom da série, misturando delicadeza, fantasia e um senso crescente de mistério que sempre acompanhou o mangá. Além disso, foi revelado quem dará voz aos protagonistas: Rena Motomura (Maebashi Witches) interpretará Coco, enquanto Natsuki Hanae, famoso mundialmente por viver Tanjiro Kamado em Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba, será o responsável pela voz de Qifrey. A escalação reforça o cuidado da produção em trazer atores capazes de captar a sensibilidade e a intensidade emocional que a história exige. Abaixo, confira o vídeo:

Uma adaptação aguardada por fãs do mundo inteiro

Desde que Witch Hat Atelier começou a ser publicado na revista Morning Two, da Kodansha, em 2016, leitores do mundo inteiro pedem uma adaptação que faça jus à riqueza visual e narrativa da obra. Shirahama é conhecida por sua arte elaborada, com traços detalhados e uma estética que mistura fantasia clássica com elegância barroca. A expectativa por um anime sempre veio acompanhada de um questionamento: seria possível traduzir a beleza das páginas para animação sem perder sua essência?

Agora, com a produção assinada pelo estúdio Bug Films, os fãs finalmente recebem sua resposta — e os primeiros trailers mostram que a equipe está comprometida em preservar a atmosfera do mangá. Cenários inspirados, uso cuidadoso de luz natural, paleta de cores suave e uma direção que aposta no encantamento visual parecem sinalizar que a adaptação tem potencial para se tornar uma das mais belas dos últimos anos.

Além disso, a obra vive seu melhor momento em termos de popularidade. Em novembro de 2025, o mangá ultrapassou 7 milhões de cópias em circulação, consolidando-se como uma das séries mais queridas do catálogo adulto da Kodansha. Entre seus reconhecimentos mais importantes estão o Prêmio Harvey (2020 e 2025) e o Prêmio Eisner, que consagrou a edição americana como Melhor Material Internacional – Ásia.

Uma heroína guiada pela curiosidade e pela coragem

No centro da história está Coco, uma menina gentil e criativa, filha de uma costureira. Desde pequena, ela sonha em se tornar uma bruxa — uma possibilidade proibida para alguém sem talento mágico inato. Nesse mundo, a magia é restrita a poucos escolhidos e guardada sob regras rígidas.

Tudo muda quando Coco conhece o bruxo Qifrey. Ao testemunhar um feitiço sendo criado por meio de um desenho mágico, ela descobre que a magia pode não ser tão inacessível quanto imaginava. Fascinada, ela tenta imitar o processo e acaba libertando uma energia que transforma sua mãe em pedra. Sem entender o que fez — e desesperada para desfazer o feitiço — Coco se junta a Qifrey como sua aprendiz.

Esse ponto de partida é o que impulsiona toda a trama. Coco passa a explorar um mundo cheio de encantamentos e criaturas misteriosas, mas também descobre que magia e poder têm um preço alto. O clã dos Chapéus de Aba Larga, um grupo clandestino que busca restaurar o uso livre da magia, demonstra interesse especial pela garota. Eles acreditam que Coco pode ser a chave para quebrar as leis impostas há gerações — leis que existem justamente para evitar o retorno de calamidades provocadas por magos descontrolados no passado.

E é aí que mora a tensão narrativa: enquanto Coco se maravilha com um universo novo, ela também se vê envolvida em uma teia de segredos, perseguições e intenções ocultas.

Magia, responsabilidade e um mundo que guarda mais mistérios do que respostas

A construção do mundo de Witch Hat Atelier sempre foi um dos grandes triunfos de Kamome Shirahama. No mangá, a magia funciona por meio de desenhos rúnicos traçados com precisão. Não é um poder que vem “de dentro”, mas sim um conhecimento técnico — o que a torna potencialmente acessível a qualquer pessoa. Por isso, existe uma Assembleia encarregada de controlar e esconder essas informações, indo ao ponto de apagar a memória de qualquer indivíduo não iniciado que descobre os segredos da magia.

Essa dinâmica cria uma tensão ética constante. Coco, ao mesmo tempo em que aprende feitiços novos e se deslumbra com a beleza do desconhecido, percebe que seu envolvimento com a magia não afetou apenas sua mãe. Ele expôs sua própria vida a poderes que ela não compreende e atraiu a atenção de forças antigas e perigosas.

Qifrey, por sua vez, esconde suas próprias motivações e um passado que parece profundamente entrelaçado com os Chapéus de Aba Larga. No trailer, algumas cenas sugerem que essa camada sombria do personagem será explorada desde os primeiros episódios, ampliando ainda mais o peso dramático da história.

O fenômeno da cozinha mágica

Um detalhe que muitos novos fãs desconhecem é que o universo criado por Shirahama cresceu ao ponto de gerar até um spin-off. A série Witch Hat Atelier Kitchen estreou em 2019 no canal Morning Two e acompanha personagens do mangá em aventuras culinárias repletas de magia.
O especial é leve, divertido e funciona como um complemento acolhedor ao tom mais sério da história principal.

Com o anime de 2026 chegando, muitos fãs esperam que o spin-off também receba algum tipo de adaptação futuramente — especialmente agora que o interesse pelo universo está maior do que nunca.

Jumanji 3 já está em jogo! Primeira foto do elenco esquenta a sequência mais maluca do cinema recente

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Foto: Reprodução/ Internet

Tem franquia que a gente acompanha como quem acompanha amigo em rede social: some um tempinho, mas basta uma foto nova pra todo mundo voltar a comentar, teorizar, mandar print no grupo.
É exatamente isso que está acontecendo com Jumanji 3.

A produção do novo filme já começou oficialmente e, como prova de vida, a Sony divulgou a primeira imagem do elenco principal reunido. Na foto, lá estão eles: Dwayne Johnson, Kevin Hart, Karen Gillan e Jack Black, de volta aos seus avatares de sempre, prontos para encarar novamente o jogo mais perigoso (e divertido) do cinema.

A imagem é simples, mas cheia de recado: figurino repaginado, clima de aventura estampado no rosto dos quatro e aquele cenário de selva que a gente já reconhece de longe. É como se o filme dissesse: “relaxa, o caos está de volta”.

A sensação de reencontro que vai além da nostalgia

Olhar para essa primeira foto de Jumanji 3 não é só lembrar dos filmes anteriores; é lembrar de como a franquia conseguiu se reinventar sem perder o encanto.

Quem viu Jumanji: Bem-Vindo à Selva (2017) no cinema lembra bem da surpresa: parecia só mais um reboot, e acabou virando um dos filmes de aventura mais carismáticos da década. Depois veio Jumanji: Próxima Fase (2019), que misturou ainda mais as peças, trocando as personalidades dos avatares entre os personagens e deixando tudo deliciosamente confuso.

Agora, com a foto do elenco reunido de novo, dá uma sensação de reencontro mesmo. Tipo esbarrar com colegas de escola depois de anos e perceber que a energia continua a mesma. Dwayne Johnson com aquela postura de herói exagerado, Kevin Hart com cara de quem vai reclamar da missão inteira, Karen Gillan pronta pra liderar e Jack Black com aquele olhar de “eu vou aprontar”.

Mais do que promover filme, a foto acende uma memória afetiva recente. Jumanji virou, em pouco tempo, aquele tipo de franquia que as famílias assistem juntas, que os amigos maratonam e que sempre rende meme novo.

Jake Kasdan no comando de novo: quando o diretor vira “dono do jogo”

Se tem alguém que já pode pedir chave do jogo emprestada, é Jake Kasdan. O diretor volta para comandar Jumanji 3, depois de ter dirigido os dois longas que relançaram a franquia nos cinemas: Bem-Vindo à Selva e Próxima Fase.

Kasdan entendeu uma coisa que fez toda a diferença: Jumanji não é só sobre monstros, selva e dados amaldiçoados. É sobre gente problemática tentando sobreviver a uma situação absurda. E ele sempre filma esse absurdo com um pé no humor e outro na emoção.

Ao lado dele, retornam nomes já familiares nos bastidores: Matt Tolmach, Dany Garcia, Hiram Garcia, o próprio The Rock, entre outros produtores que ajudaram a transformar Jumanji numa máquina de bilheteria sem perder a graça.

É aquela sensação boa de ver que ninguém está “testando fórmula” do zero. É o mesmo time criativo, com mais experiência, mais confiança e, provavelmente, mais liberdade pra ousar.

O mistério da trama: o que o jogo vai aprontar agora?

Até agora, o estúdio joga no modo silencioso: a sinopse oficial ainda não foi divulgada. Nenhuma linha. Nada. Zero.

Isso pode ser frustrante pra quem quer spoiler, mas faz todo o sentido pra uma franquia que usa o fator surpresa como combustível. Se nos filmes anteriores a graça estava em descobrir as novas regras do jogo durante a sessão, a expectativa é que Jumanji 3 siga o mesmo caminho.

O final de Jumanji: Próxima Fase deixou uma pista importante: o jogo parecia estar “vazando” para o mundo real — algo muito próximo do que vimos lá atrás, em 1995, com o filme original estrelado por Robin Williams. Se essa ideia for levada adiante, a franquia pode entrar numa fase ainda mais caótica: não é mais só entrar no jogo; é lidar com o jogo invadindo a nossa realidade.

Um jogo que sempre revela quem a gente é

Uma das razões de Jumanji ter atravessado gerações é bem simples: por trás de toda correria, piada e CGI, a franquia sempre fala sobre identidade.

Lá em 1995, com o primeiro Jumanji, Alan Parrish enfrentava traumas da infância, abandono, medo de crescer. Em Bem-Vindo à Selva e Próxima Fase, o foco se deslocou para um grupo de adolescentes e adultos em crise, inseguros com o próprio corpo, com a vida, com o futuro. Dentro do jogo, cada um deles vira uma versão exagerada de si mesmo. Ou o oposto.

O garoto tímido vira montanha de músculos.
A popular bonita vira professor desajeitado.
A insegura descobre uma lutadora dentro de si.
O cara popular precisa aprender a ser mais do que só aparência.

Lançamento marcado e ansiedade em contagem regressiva

Antes mesmo de qualquer trailer, cartaz ou sinopse, a sequência já tem algo muito claro: é um dos títulos grandes do calendário de estreia de 2026. A previsão é que o filme chegue aos cinemas em 10 de dezembro de 2026, ou seja, bem naquela época do ano em que o público procura algo divertido, leve, grandioso e com cara de evento.

HBO Max anuncia chegada da terceira temporada de Black Clover e reacende o entusiasmo dos fãs do anime

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A semana começou aquecendo o coração dos fãs de anime. A HBO Max confirmou, na última segunda-feira, 24, a data de estreia da terceira temporada de Black Clover no catálogo da plataforma. Os episódios chegam no dia 28 de novembro e marcam mais um capítulo importante na jornada de Asta, Yuno e dos Cavaleiros Mágicos, além de representar o reencontro do público com uma história que nunca perdeu sua força emocional. Para quem acompanha a saga desde os primeiros dias ou para quem está descobrindo o título agora, a novidade não significa apenas novos conteúdos, mas a oportunidade de revisitar um anime que cresceu enormemente ao longo dos anos, conquistando uma legião de fãs com sua combinação de ação frenética, humor leve, emoção e um protagonista cuja perseverança sempre foi sua maior arma.

A terceira temporada de Black Clover foi exibida originalmente entre 2019 e 2020. A produção, entretanto, enfrentou dificuldades devido à pandemia de COVID-19, que interrompeu cronogramas de diversas obras no mundo inteiro. Mesmo assim, o estúdio Pierrot conseguiu retomar os trabalhos e continuar exibindo a temporada a partir de julho de 2020. Esse retorno teve um significado especial. Em um período global marcado por incertezas, ver Black Clover de volta representou mais do que entretenimento: tornou-se um lembrete do conforto que as histórias podem oferecer e da força simbólica que elas carregam ao nos acompanhar em momentos desafiadores. Depois disso, o anime ganhou uma quarta temporada, mas novas adaptações não chegaram a ser produzidas — até agora.

Segundo informações já confirmadas, uma nova produção de Black Clover está prevista para 2026 e terá como objetivo adaptar os arcos finais do mangá. A obra de Yūki Tabata, publicada desde 2015 na revista Weekly Shōnen Jump, entrou recentemente em sua fase conclusiva. Isso indica que estamos nos aproximando do fim de uma das narrativas shounen mais importantes da última década. O anúncio reacende as expectativas de que o anime receba um desfecho digno de seu impacto, respeitando uma história que sempre soube equilibrar fantasia, amizade, superação, batalhas cheias de energia e um universo mágico em constante expansão.

Antes de se tornar o fenômeno global que é hoje, a história começou como um mangá ilustrado e escrito por Yūki Tabata. A obra rapidamente conquistou espaço na Weekly Shōnen Jump, dividindo páginas com gigantes como One Piece, Naruto e Bleach. O enredo acompanha Asta, um jovem órfão cheio de energia que nasceu sem habilidades mágicas, algo completamente fora do comum no reino de Clover, onde magia é uma parte essencial da vida. Mesmo assim, seu sonho é ambicioso: tornar-se o Rei Mago, o maior cavaleiro mágico do reino. Ao lado dele está Yuno, também órfão, mas dono de talentos extraordinários. Desde criança, Yuno demonstra controle impressionante sobre a magia do vento e é visto como um prodígio natural. Entre eles surge uma rivalidade saudável, construída sobre respeito, objetivos compartilhados e a vontade incessante de superar limites.

Com o tempo, a jornada dos dois evolui para uma saga épica que envolve batalhas intensas, mistérios ancestrais, intrigas políticas e um mundo mágico que se amplia a cada arco. Antes da série animada estrear oficialmente, Black Clover ganhou uma OVA produzida pelo estúdio Xebec em maio de 2017, que funcionou como um primeiro contato com o universo da obra. A adaptação completa, porém, ficou nas mãos do estúdio Pierrot, responsável por animes marcantes como Naruto e Bleach. A série estreou em outubro de 2017 na TV Tokyo e logo ganhou transmissão simultânea ao redor do mundo pela Crunchyroll.

No Brasil, a trama se tornou ainda mais popular ao ser exibida na TV aberta por emissoras como Rede Brasil, Loading e Jadetoon. Muitos fãs tiveram seu primeiro contato com a história graças a essas transmissões. Atualmente, estão disponíveis 170 episódios dublados em português brasileiro, o que reforça o investimento crescente e o carinho do público pela obra no país.

A força de Black Clover está, sobretudo, em sua narrativa humana. Asta e Yuno cresceram juntos em uma igreja humilde no interior do reino de Clover, dividindo sonhos e dificuldades e alimentando a promessa de se tornarem grandes cavaleiros mágicos. Enquanto Yuno parecia naturalmente destinado à grandeza, Asta carregava o peso de nascer sem mana. Em um mundo onde magia define tudo, ele precisou construir sua força a partir da determinação e do esforço físico, características que moldaram sua identidade desde cedo.

Quando ambos completam 15 anos e recebem seus grimórios, livros mágicos que refletem a essência de cada usuário, Asta é surpreendido por um grimório de cinco folhas, o portador da antimagia — uma habilidade capaz de anular qualquer feitiço. Esse poder o transforma em uma exceção absoluta dentro do universo mágico e dá início a uma jornada que desafia sistemas, preconceitos e expectativas.

Na Sessão da Tarde desta quarta (26), Globo exibe MIB – Homens de Preto 3, estrelado por Will Smith e Tommy Lee Jones

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Foto: Reprodução/ Internet

A tarde desta quarta-feira, 26 de novembro, promete despertar nostalgia, risadas e até algumas surpresas emocionais para quem acompanhar a Sessão da Tarde na TV Globo. O filme escolhido foi “MIB – Homens de Preto 3”, terceiro capítulo da franquia que marcou gerações e ajudou a consolidar a imagem de Will Smith como um dos atores mais carismáticos do cinema de ação moderno. Lançado em 2012, o longa dirigido por Barry Sonnenfeld retoma o universo excêntrico e divertido da agência secreta responsável por monitorar a presença alienígena na Terra, mas desta vez a narrativa não se contenta apenas com o humor característico da série. Ela mergulha em sentimentos até então inexplorados nos filmes anteriores, especialmente a relação entre os agentes J e K.

Quem acompanha a franquia sabe que Homens de Preto sempre combinou humor inteligente com ficção científica leve, situações absurdas e uma estética visual marcante: os ternos pretos, os óculos escuros e os alienígenas escondidos em plena Nova York. Em MIB 3, porém, algo diferente acontece. Mais de uma década após o lançamento do segundo filme e com um hiato prolongado na carreira de Will Smith como protagonista, o terceiro capítulo chega com uma proposta mais sensível. Ele se distancia de um mero reencontro com personagens icônicos para entregar uma história sobre tempo, memória e laços invisíveis que moldam nossa vida. Ao revisitar a franquia, Barry Sonnenfeld não apenas resgata o que deu certo anteriormente, como amplia o universo narrativo, aprofunda personagens e coloca o coração no centro da aventura, tudo isso sem abrir mão do humor que tornou os filmes tão populares.

O enredo tem início com a fuga espetacular de Boris, o Animal, interpretado por Jemaine Clement, um dos vilões mais perigosos que já passaram pela MIB. Ele estava preso há décadas em uma colônia penal na Lua, a Lunar Max, cenário à altura de sua reputação. Boris não é apenas cruel: é inteligente, vingativo e paciente. Depois de escapar, decide voltar a 1969, ano em que foi capturado pelo Agente K, interpretado por Tommy Lee Jones. Sua intenção é impedir sua prisão e eliminar K antes que o agente ative o ArcNet, sistema que protege a Terra de uma invasão alienígena. O efeito dessa viagem temporal é imediato. De um dia para o outro, o Agente J, interpretado com o carisma de sempre por Will Smith, percebe que o amigo e parceiro simplesmente deixou de existir. Na nova linha do tempo, K morreu há mais de 40 anos e o planeta está prestes a sofrer uma invasão que ninguém mais parece capaz de deter. A partir desse ponto, o filme deixa claro que não é apenas uma nova aventura, mas uma jornada emocional que vai obrigar J a encarar não apenas o passado da MIB, mas o próprio passado.

É nesse contexto que surge a Agente O, vivida por Emma Thompson, que agora lidera a organização após a morte de Zed. É ela quem percebe que os lapsos temporais de J são sinais de uma ruptura na linha do tempo. J, impulsivo e movido pela intuição, decide que não vai aceitar um mundo sem K. Ele procura o negociante Obadias Prince para conseguir um dispositivo ilegal de viagem temporal e, em uma das cenas mais memoráveis do filme, se lança do topo do Chrysler Building para ativar o equipamento e voltar a 1969. A escolha não é apenas tática; é afetiva. J não está tentando salvar apenas um parceiro de trabalho, mas alguém que moldou sua vida de maneiras que ele ainda não compreendia.

Ao chegar ao passado, a narrativa ganha um charme especial. A Nova York de 1969 não é apenas cenário, mas personagem. Das roupas aos carros, dos diálogos aos costumes, tudo transporta o público para aquela época. É lá que J encontra a versão jovem de K, interpretada por Josh Brolin em uma performance surpreendente. Brolin não imita Tommy Lee Jones; ele absorve suas nuances, o jeito contido de falar, a postura rígida e o olhar calculado. É como ver K rejuvenescido, embora mais acessível e menos endurecido. O contraste entre J, um homem de 2012, e K, um agente novato de 1969, rende momentos divertidos e profundos. Naquele tempo, nada ainda foi perdido, inclusive segredos que J jamais imaginou.

Um dos personagens mais marcantes desta aventura é Griffin, interpretado por Michael Stuhlbarg com uma mistura de doçura e estranheza. Griffin possui a habilidade de enxergar vários futuros possíveis ao mesmo tempo. Sua presença traz ao filme uma camada inesperada de sensibilidade. Ele não é apenas uma peça-chave para recuperar o ArcNet, mas também um lembrete de que o futuro depende de pequenas escolhas. Suas falas poéticas dialogam com o tema central da narrativa: o que molda nossas vidas muitas vezes não são grandes acontecimentos, mas decisões diárias que tomamos sem perceber seu impacto. Essa filosofia permeia toda a história e faz de MIB 3 o capítulo mais reflexivo da franquia.

A reta final leva J, K e Griffin ao Cabo Canaveral, local do lançamento do Apollo 11. A trama se entrelaça à história real da chegada do homem à Lua, criando um pano de fundo grandioso para o confronto decisivo contra Boris. Ali, duas linhas temporais se chocam literalmente: J enfrenta o Boris do futuro enquanto K encara o Boris de 1969. A montagem ágil e carregada de tensão transforma essa sequência em um dos momentos mais eletrizantes da trilogia. E é nesse ponto que o filme entrega sua maior reviravolta emocional.

Após derrotar o vilão, K presencia a trágica morte de um coronel militar que parecia apenas mais um personagem secundário envolvido na missão. Quando um garoto sai de uma van procurando pelo pai, tudo se encaixa. O menino é James, a versão infantil do próprio Agente J. É nesse instante que o público e o personagem entendem algo poderoso: K estava presente no momento mais traumático da vida de J. Ele testemunhou a morte do pai do futuro agente e, para poupá-lo de carregar aquela dor, usou o neuralizador para criar uma memória mais suave. Esse gesto silencioso, guardado por mais de quatro décadas, redefine completamente a dinâmica entre os dois. O que sempre pareceu uma parceria rígida revela-se um laço profundo, quase paternal.

De volta à linha correta do tempo, J reencontra K no presente, vivo e com o mesmo semblante enigmático de sempre, mas agora existe uma compreensão diferente entre eles. A distância emocional que parecia natural começa a desaparecer. A cena em que J mostra o relógio que era de seu pai é simples, mas cheia de significado. K, por sua vez, deixa escapar uma sinceridade rara ao dizer que foi uma honra ter conhecido o pequeno James naquele dia de 1969. É um fechamento delicado para uma história que começou com ação, passou pela comédia e encontrou seu ponto mais alto na emoção.

NBA estreia sua primeira série documental produzida no Brasil e acompanha a jornada de Gui Santos ao topo do basquete mundial

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Foto: Reprodução/ Internet

A NBA inaugura uma nova etapa de sua presença no país ao lançar Gui Santos do Brasil, a primeira série documental original da liga produzida no Brasil e dedicada ao público brasileiro. A produção narra, com sensibilidade e profundidade, a trajetória de Gui Santos, ala do Golden State Warriors e atualmente o único jogador brasileiro na temporada 2025–2026 da NBA. A série revela não apenas o atleta, mas o jovem que deixou o Brasil para perseguir um sonho considerado inalcançável por muitos: construir carreira no mais alto nível do basquete mundial.

A estreia acontece no dia 4 de dezembro, durante a CCXP 2025, no São Paulo Expo. Pela primeira vez, a NBA terá um espaço oficial no evento, em uma área imersiva de 540 m², que une basquete, entretenimento e estilo de vida. O público encontrará ativações interativas, uma minicourt, uma pop-up da NBA Store, itens de memorabilia e transmissões ao vivo produzidas diretamente do estande.

Um olhar íntimo e raro sobre a vida de Gui Santos

A série, que será disponibilizada ao público no canal da NBA Brasil no YouTube, é composta por seis episódios que acompanham Gui em diferentes fases de sua jornada dentro e fora das quadras. O documentário abre as portas para o cotidiano do atleta em San Francisco, registra bastidores de treinos, conversas com companheiros de equipe e momentos de intimidade com familiares e amigos.

Mais do que registrar feitos esportivos, Gui Santos do Brasil busca compreender a pessoa por trás do uniforme. A produção destaca o esforço silencioso, o amadurecimento emocional e os desafios de cultivar raízes longe de casa, um panorama que humaniza e aproxima Gui dos fãs brasileiros, que o acompanham desde o início.

Da infância no Brasil às luzes da NBA: uma trajetória em movimento

Sob direção de Tarian Chaud, a série constrói uma narrativa visual que atravessa fronteiras e revisita lugares fundamentais na formação do atleta. As filmagens passaram por São Paulo, Brasília, São Francisco, Chicago e Cleveland, compondo um mosaico que revela como diferentes geografias moldaram sua personalidade e sua performance.

Amigos, familiares e antigos treinadores participam do documentário e ajudam a reconstruir o caminho de Gui, da descoberta do basquete ainda criança ao momento em que vestiu, pela primeira vez, a camisa do Golden State Warriors. Essas vozes reforçam o impacto transformador da sua jornada e a importância do apoio comunitário para que um talento brasileiro floresça em um cenário global.

O orgulho de representar o Brasil na principal liga de basquete do mundo

O documentário também celebra a responsabilidade de Gui Santos em ser o único brasileiro atuando na NBA na temporada atual. Para ele, a experiência vai além da disputa dentro das quadras e envolve representar uma cultura, uma identidade e uma legião de torcedores que se vêem refletidos em sua trajetória.

Gui aparece em cena dividido entre o peso e a alegria dessa representatividade. Entre treinos exaustivos, viagens constantes e a pressão por resultados, a série o acompanha em momentos de silêncio, reflexão e também celebração, evidenciando o equilíbrio delicado entre disciplina e humanidade que sustenta sua carreira.

Clássico do terror O Iluminado segue em cartaz até amanhã (17) em comemoração aos 45 anos

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Os fãs de terror e de cinema clássico têm pouco tempo para aproveitar uma oportunidade especial nas telonas. “O Iluminado”, obra-prima dirigida por Stanley Kubrick, segue em cartaz nos cinemas brasileiros até amanhã, 17 de dezembro, em uma ação especial da Warner Bros. Pictures que comemora os 45 anos de lançamento do longa. As sessões acontecem em salas regulares e também em IMAX, oferecendo ao público a chance de revisitar, ou descobrir, o filme em sua melhor experiência audiovisual.

Lançado originalmente em 1980, o longa-metragem atravessou décadas sem perder força e se consolidou como uma referência absoluta do terror psicológico. Mais do que sustos pontuais, o filme constrói uma atmosfera de tensão constante, capaz de inquietar e envolver o espectador do início ao fim. Assistir a essa obra no cinema, com som potente e imagem ampliada, ajuda a entender por que ela permanece tão influente e discutida até hoje.

A história acompanha a família Torrance durante um inverno rigoroso no isolado Overlook Hotel, no Colorado. Jack Torrance, interpretado por Jack Nicholson, é um aspirante a escritor e alcoólatra em recuperação que aceita o trabalho de zelador do hotel durante a baixa temporada. Ele se muda para o local com a esposa Wendy, vivida por Shelley Duvall, e o filho Danny, interpretado por Danny Lloyd, sem imaginar que o isolamento extremo e as forças que habitam o lugar irão colocar a sanidade de todos à prova.

Danny, ainda criança, possui habilidades psíquicas conhecidas como o brilho, que lhe permitem enxergar acontecimentos passados e futuros ligados ao hotel. O cozinheiro do Overlook, Dick Hallorann, vivido por Scatman Crothers, compartilha do mesmo dom e estabelece uma conexão telepática com o menino. Aos poucos, o histórico sombrio do hotel começa a se manifestar, enquanto Jack se deixa consumir por influências sobrenaturais e por seus próprios conflitos internos, tornando-se uma ameaça real para a própria família.

A adaptação do romance de Stephen King tomou caminhos próprios sob a visão rigorosa de Stanley Kubrick. Embora o autor tenha criticado o filme na época do lançamento por se distanciar do livro, o longa ganhou nova leitura ao longo dos anos e passou a ser reconhecido como uma obra autoral, marcada por simbolismos, ambiguidades e múltiplas interpretações. Cada cena parece calculada para provocar desconforto e alimentar debates, algo que ajudou a manter o filme vivo no imaginário popular.

Grande parte da produção aconteceu nos estúdios da EMI Elstree, na Inglaterra, com cenários meticulosamente construídos a partir de referências reais. Kubrick trabalhava com equipes reduzidas e era conhecido por exigir inúmeras tomadas, buscando a precisão absoluta, o que muitas vezes levava atores e técnicos ao limite. O uso inovador da Steadicam, então uma tecnologia recente, resultou em cenas visualmente marcantes e revolucionárias, que influenciaram gerações de cineastas.

No momento de seu lançamento, “O Iluminado” dividiu opiniões da crítica e do público, e o próprio Stephen King demonstrou insatisfação com a adaptação. Com o passar dos anos, no entanto, a recepção mudou de forma significativa. O filme passou a ser amplamente reconhecido como um dos maiores e mais influentes títulos do terror cinematográfico, além de um ícone da cultura pop. Em 2018, a obra foi selecionada para preservação no National Film Registry da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, por sua relevância cultural, histórica e estética.

Saiba qual filme vai passar no Corujão desta quinta, 8 de janeiro, na TV Globo

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A Globo leva ao ar no Corujão desta quinta-feira, 8 de janeiro de 2026, o longa-metragem brasileiro “45 do Segundo Tempo”, um drama sensível que mistura amizade, memórias, futebol e reflexões profundas sobre a vida, o tempo e as escolhas que fazemos ao longo do caminho.

Na trama, Pedro, vivido por Tony Ramos, decide reencontrar dois grandes amigos do colégio após quatro décadas de afastamento. Ivan (Cássio Gabus Mendes) e Mariano (Ary França) se juntam a ele para recriar uma foto tirada em 1974, durante a inauguração do metrô de São Paulo. O que começa como um reencontro nostálgico logo se transforma em uma longa conversa sobre envelhecimento, frustrações, sonhos não realizados e os rumos que cada um seguiu. (Via: AdoroCinema)

Durante esse encontro carregado de lembranças e emoções, Pedro faz uma revelação inesperada: ele decidiu tirar a própria vida. No entanto, antes disso, impõe a si mesmo um último desejo — ver seu time do coração finalmente conquistar um título. A partir daí, o filme constrói uma narrativa delicada e humana, equilibrando momentos de melancolia, afeto e até humor, enquanto os personagens tentam lidar com a gravidade da situação.

Dirigido por Luiz Villaça, “45 do Segundo Tempo” se destaca pela abordagem sensível de temas como saúde mental, amizade masculina e o medo de envelhecer, sem recorrer a exageros ou discursos fáceis. O futebol surge como metáfora da esperança e da espera, funcionando como um fio emocional que conecta o passado, o presente e o futuro desses homens.

Além do trio principal, o elenco conta ainda com Denise Fraga e Louise Cardoso, que enriquecem a narrativa com personagens que ajudam a ampliar o olhar sobre as relações e os afetos que cercam Pedro.

O filme é uma produção da Bossa Nova Filmes, em coprodução com Globo Filmes, Telecine e SPcine. O projeto começou a ser desenvolvido no primeiro semestre de 2018 e marcou o retorno de Tony Ramos ao cinema como protagonista, após uma longa trajetória de sucesso na televisão. As gravações aconteceram na cidade de São Paulo, cenário que dialoga diretamente com a memória e a identidade dos personagens.

O cartaz e o trailer foram divulgados em 19 de julho de 2021, data escolhida estrategicamente por marcar o Dia Nacional do Futebol, reforçando a ligação emocional do protagonista com o esporte. A estreia nos cinemas brasileiros ocorreu em 12 de maio de 2022, com distribuição da Paris Filmes e Downtown Filmes.

Batman: Parte 2 expande o universo de Gotham e pode apresentar Sebastian Stan como o novo Harvey Dent

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Conforme havíamos publicado ao longo desta semana, os rumores sobre a possível escalação de Sebastian Stan para Batman: Parte 2 ganharam ainda mais força. Agora, informações divulgadas pelo The Hollywood Reporter indicam que o ator está em negociações avançadas para integrar o elenco do novo longa do universo criado por Matt Reeves, possivelmente assumindo o papel de Harvey Dent, personagem icônico da mitologia do Cavaleiro das Trevas que, futuramente, se tornaria o vilão Duas-Caras.

Embora a confirmação oficial ainda não tenha sido feita pelo estúdio, a notícia reforça rumores anteriores e sugere que o segundo filme apostará em uma expansão cuidadosa de Gotham City, introduzindo figuras-chave do sistema de justiça da cidade. Ainda não se sabe se o arco completo de transformação de Dent em Duas-Caras será desenvolvido já neste capítulo ou se a produção optará por apresentar o personagem em sua fase inicial, como promotor público e aliado de Bruce Wayne.

Essa escolha faria sentido dentro da proposta estabelecida por The Batman. Lançado em 2022, o filme apresentou uma versão mais contida, sombria e investigativa do herói, focada nos primeiros anos de Bruce Wayne como vigilante. Distante do espetáculo grandioso de outras adaptações, o longa apostou em uma narrativa próxima ao cinema noir, explorando corrupção institucional, violência urbana e dilemas morais profundos.

Na trama original, Gotham City é abalada por uma série de assassinatos meticulosamente planejados pelo Charada, um criminoso que utiliza enigmas e mensagens cifradas para expor segredos enterrados da elite política e econômica da cidade. Cada crime funciona como uma denúncia, revelando que a corrupção não está restrita ao submundo, mas enraizada nos próprios alicerces de Gotham.

Ao investigar os ataques, Batman não enfrenta apenas um vilão, mas um sistema inteiro corrompido. O herói se vê obrigado a questionar o funcionamento da polícia, do judiciário e até mesmo o legado de sua própria família. Ao longo da investigação, Bruce Wayne descobre que verdades que sempre acreditou sobre seus pais e sobre o papel deles na história da cidade podem não ser tão simples quanto pareciam.

Durante essa jornada, personagens emblemáticos ajudam a ampliar a complexidade do universo apresentado. Selina Kyle surge como uma figura ambígua, dividida entre sobrevivência e moralidade. O Pinguim representa o crime organizado em ascensão, enquanto Carmine Falcone simboliza o poder invisível que manipula Gotham nos bastidores. Cada encontro reforça a ideia de que a cidade está doente, precisando de mais do que punição para se reconstruir.

O desfecho de The Batman provoca uma mudança significativa no status quo. Um ataque em larga escala deixa Gotham submersa no caos, com milhares de cidadãos desamparados. Diante da tragédia, Bruce Wayne passa por uma transformação interna: ele percebe que sua missão não pode se basear apenas no medo. A partir desse ponto, Batman começa a se consolidar também como um símbolo de esperança e proteção, alguém disposto a salvar, não apenas punir.

É justamente nesse novo cenário que Batman: Parte 2 deve se desenvolver. A cidade fragilizada abre espaço para disputas políticas, reformas institucionais e novos conflitos sociais. A introdução de Harvey Dent nesse contexto pode representar um contraponto interessante ao vigilante: alguém que acredita na justiça por meio das leis, mas que também precisa enfrentar um sistema profundamente falho.

Nos quadrinhos e em diversas adaptações, Dent começa como um idealista, defensor incansável da lei, antes de ser consumido por tragédias pessoais e pela própria corrupção do sistema que tenta proteger. Caso o filme opte por seguir essa trajetória, a presença de Sebastian Stan pode oferecer uma interpretação mais humana e gradual do personagem, explorando suas contradições antes da queda definitiva.

Além do possível novo integrante do elenco, a sequência promete aprofundar as consequências psicológicas dos eventos do primeiro filme. Bruce Wayne ainda está aprendendo a equilibrar sua identidade pública com sua atuação como Batman, enquanto Gotham tenta se reerguer em meio à desconfiança e ao medo. A relação entre herói, cidade e instituições deve ganhar ainda mais peso dramático.

A produção segue sob o comando de Matt Reeves, que retorna como diretor e roteirista, mantendo a proposta autoral que conquistou crítica e público. A ideia é continuar explorando Gotham como um organismo vivo, onde cada decisão tem impacto direto na população e onde heróis e vilões nem sempre estão claramente separados por linhas morais bem definidas.

As filmagens de Batman: Parte 2 estão previstas para começar em abril, com estreia marcada para 1º de outubro de 2027. Até lá, novas informações sobre elenco, vilões e rumos da história devem surgir gradualmente, alimentando a curiosidade dos fãs.

Saiba quando Springsteen: Salve-me do Desconhecido chega ao streaming Disney+ e descubra o filme que revela o lado mais íntimo de Bruce Springsteen

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Foto: Macall Polay. © 2025 20th Century Studios. All Rights Reserved

Os fãs de Bruce Springsteen já podem se preparar para rever um dos capítulos mais íntimos e decisivos da carreira do músico. A cinebiografia Springsteen: Salve-me do Desconhecido, estrelada por Jeremy Allen White, acaba de ganhar data para estrear no streaming. O filme chega ao Disney+ no dia 23 de janeiro, ampliando seu alcance após a passagem pelos cinemas.

Diferente das cinebiografias tradicionais que percorrem toda a trajetória de um artista, o longa escolhe um recorte específico e simbólico da vida de Springsteen. A narrativa se concentra no período de criação do álbum Nebraska, lançado em 1982, quando o cantor ainda era um jovem músico às vésperas do estrelato mundial. Naquele momento, cercado por expectativas, pressões da indústria e conflitos pessoais, Springsteen tomou uma decisão inesperada que mudaria sua carreira.

Em vez de seguir a lógica de grandes estúdios e produções grandiosas, ele optou pelo recolhimento. Gravado de forma caseira em um gravador de quatro faixas, no quarto do músico em Nova Jersey, Nebraska nasceu como um trabalho cru, silencioso e profundamente introspectivo. O disco se afastou do rock expansivo que o tornaria mundialmente famoso para dar voz a personagens marginalizados, trabalhadores comuns e figuras presas em ciclos de frustração, solidão e busca por redenção.

O filme acompanha esse processo de criação como um mergulho emocional. Jeremy Allen White constrói um Bruce Springsteen contido, observador e em constante embate interno. Sua atuação evita exageros e aposta em nuances, revelando um artista dividido entre o desejo de pertencer, o medo do sucesso e a necessidade de transformar dores pessoais em arte. O resultado é um retrato humano e sensível, que revela o homem por trás do ícone.

As filmagens começaram em 28 de outubro de 2024, com locações principalmente em Nova York e Nova Jersey, regiões profundamente conectadas à identidade de Springsteen. A produção também passou por Los Angeles, mas foi no litoral e nas cidades do entorno de Nova Jersey que o filme encontrou sua atmosfera mais autêntica. Durante o processo, o próprio Bruce Springsteen visitou diversas vezes os sets de gravação, acompanhando de perto a reconstrução de momentos importantes de sua história.

O músico esteve presente em gravações em Rockaway e Bayonne, além de passar por Asbury Park, Meadowlands e Freehold Borough, locais emblemáticos em sua trajetória pessoal e artística. As filmagens foram encerradas em 11 de janeiro de 2025, novamente em Asbury Park, reforçando o caráter simbólico do projeto.

Lançado nos cinemas dos Estados Unidos em 24 de outubro de 2025 pela Walt Disney Studios Motion Pictures, o filme chegou ao Brasil em 30 de outubro do mesmo ano. Agora, com a estreia no Disney+, a obra ganha uma nova vida e a chance de alcançar públicos que talvez não tenham tido contato com esse momento menos conhecido da carreira de Springsteen.

Saiba qual filme vai passar no Cine Aventura deste sábado, 24 de janeiro, na Record TV

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A tarde de sábado, 24 de janeiro de 2026, ganha um clima especial na programação da Record TV. Dentro da sessão Cine Aventura, a emissora exibe Kung Fu Panda 2, animação que marcou uma virada mais emocional e madura na franquia da DreamWorks e que, mesmo após anos de seu lançamento, continua conquistando públicos de diferentes gerações.

Lançado em 2011 e produzido inteiramente em 3D, o filme não é apenas uma continuação direta do sucesso anterior. Ele amplia o universo apresentado no primeiro longa e aprofunda o olhar sobre seu protagonista, transformando uma história de aventura em uma jornada sobre identidade, memória e superação. É justamente esse equilíbrio entre diversão e sentimento que faz de Kung Fu Panda 2 uma escolha certeira para um sábado à tarde em família.

Neste segundo capítulo, Po já vive o sonho que sempre desejou. Ele é o Dragão Guerreiro, protege o Vale da Paz e luta lado a lado com os Cinco Furiosos, sendo reconhecido como herói por todos ao seu redor. Ainda assim, algo parece fora do lugar. O mestre Shifu percebe que, apesar de toda a evolução, Po ainda não alcançou a chamada paz interior, um conceito que passa a conduzir sua trajetória ao longo do filme.

A trama ganha força com a chegada de um novo e ameaçador vilão. Lorde Shen, herdeiro do clã dos pavões que governava Gongmen City, representa uma ruptura com tudo o que o kung fu simboliza. Ao transformar fogos de artifício em armas de guerra, Shen cria canhões capazes de destruir cidades inteiras e, com isso, ameaça não apenas a China, mas a própria existência das artes marciais.

O passado do vilão é marcado pelo medo. Ao ouvir a profecia da cabra vidente que anunciava que um guerreiro preto e branco seria responsável por sua queda, Shen conclui que os pandas eram a origem desse destino. Movido pelo pavor de perder o poder, ele ordena o extermínio dos pandas gigantes. A violência de seus atos choca seus próprios pais, que decidem expulsá lo de Gongmen City, selando o início de uma trajetória guiada pelo ressentimento e pela vingança.

Enquanto Shen tenta reescrever o futuro à força, Po passa a ser confrontado por lembranças que nunca teve coragem de enfrentar. Durante uma batalha contra lobos que roubam metal do Vale da Paz, um símbolo desperta um flashback inesperado. A cena desestabiliza o herói e levanta questões profundas sobre sua origem, abrindo uma ferida que ele acreditava não existir.

Na tentativa de entender quem realmente é, Po procura o Sr. Ping, seu pai adotivo. Com carinho e sinceridade, ele conta que encontrou Po ainda filhote em uma caixa de rabanetes atrás de seu restaurante. A revelação é simples, mas carregada de afeto. Ainda assim, não é suficiente para acalmar a inquietação que começa a crescer dentro do Dragão Guerreiro.

A narrativa se intensifica quando Po e os Cinco Furiosos recebem a notícia da morte de Mestre Rino Trovão, líder do conselho que protegia Gongmen City. Assassinato cometido por Shen com uma de suas novas armas. A cidade, agora sob domínio do vilão, simboliza o avanço do medo e da desesperança. Mesmo assim, Po e seus amigos seguem viagem, determinados a impedir que Shen destrua o kung fu e conquiste a China.

Em Gongmen City, os heróis encontram um cenário de desolação. Mestres tradicionais, como Boi e Crocodilo, estão presos e desacreditados, convencidos de que não há como vencer alguém que transformou tradição em alvo. A ameaça parece grande demais, e a confiança no kung fu começa a ruir.

Capturados e levados ao palácio de Shen, Po e os Cinco conseguem escapar, mas o passado volta a interferir. Ao reconhecer o mesmo símbolo na plumagem do vilão, Po se perde novamente em suas memórias, permitindo que Shen escape e cause ainda mais destruição. A falha deixa claro que, enquanto não resolver seu conflito interno, Po não conseguirá cumprir seu papel como guerreiro.

Mesmo orientado por Tigresa a se esconder e se proteger, Po decide seguir sozinho. Ele invade a fábrica de canhões, mas acaba gravemente ferido e cai desacordado em um rio. O resgate pela cabra vidente marca um ponto de virada na história. Levado até a antiga vila onde nasceu, destruída durante o massacre dos pandas, Po finalmente encara a verdade.

Guiado pela vidente, ele se lembra de seus pais biológicos e do sacrifício que fizeram para salvá lo. Sua mãe o escondeu em uma caixa de rabanetes antes de ser morta, garantindo que ele tivesse uma chance de viver. A dor da lembrança vem acompanhada de um entendimento essencial. Apesar da tragédia, Po teve uma vida feliz, cercada de amor, cuidado e pertencimento.

É a partir dessa aceitação que Po alcança a paz interior. Transformado, ele retorna a Gongmen City não movido pela raiva, mas pela serenidade. No confronto final, Po usa o equilíbrio emocional para redirecionar os ataques dos canhões e salvar seus amigos. Em um diálogo marcante, ele afirma que as cicatrizes podem se curar e que o passado não pode ser mudado, mas o futuro está sempre em aberto.

A queda de Shen, derrotado por sua própria obsessão, encerra o conflito e devolve a paz à China. De volta ao Vale da Paz, Po se reencontra com o Sr. Ping e reafirma, com afeto, que ele é e sempre será seu pai. A cena final resume a essência do filme.

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