Confira qual filme vai passar na Sessão da Tarde desta quarta, 25 de fevereiro, na TV Globo

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A programação da TV Globo desta quarta-feira, 25 de fevereiro, traz um dos capítulos mais divertidos e simbólicos de uma das franquias animadas mais populares dos anos 2000. A Sessão da Tarde exibe Shrek the Third, produção que dá continuidade à jornada do ogro mais improvável dos contos de fadas e aprofunda temas como responsabilidade, amadurecimento e legado.

Lançado originalmente em 2007, o longa mantém o humor irreverente que consagrou a saga, mas também amplia o arco emocional de seus personagens. Depois de derrotar vilões, conquistar o amor de Fiona e até salvar um reino, Shrek se vê diante de um desafio completamente diferente: assumir o trono de Tão, Tão Distante.

A reviravolta acontece após a morte repentina do rei Harold, pai de Fiona. Sem herdeiros diretos além da filha, a linha sucessória aponta para Shrek como o próximo rei. O problema é que governar nunca fez parte de seus planos. Avesso à formalidade da vida na corte e desconfortável com a ideia de liderar um reino inteiro, o ogro entra em crise. Para ele, trocar o pântano pelo palácio soa como uma sentença. (Via AdoroCinema)

Determinando a evitar a coroação a qualquer custo, Shrek parte em busca de uma alternativa. A solução parece estar em Artie, primo de Fiona e outro possível herdeiro do trono. No entanto, o jovem está longe de ser um candidato óbvio. Inseguro e frequentemente ridicularizado pelos colegas da escola, ele não demonstra qualquer traço de confiança ou liderança. A missão, então, deixa de ser apenas encontrar um sucessor e passa a ser ajudá-lo a descobrir seu próprio valor.

Enquanto isso, o reino enfrenta uma nova ameaça. O ressentido Príncipe Encantado decide reunir um grupo de vilões clássicos dos contos de fadas para tentar tomar o poder. A narrativa, que sempre brincou com a desconstrução de personagens tradicionais, ganha aqui uma camada extra de sátira e crítica, ao transformar antagonistas conhecidos em figuras quase caricatas, mas ainda perigosas.

Dirigido por Chris Miller, o filme preserva o estilo visual vibrante e o ritmo ágil característicos da franquia. A trilha sonora dinâmica e as referências à cultura pop seguem como marcas registradas, mantendo o equilíbrio entre entretenimento infantil e piadas que dialogam com o público adulto.

No elenco de vozes originais, retornam nomes fundamentais para o sucesso da saga. Mike Myers empresta novamente seu carisma ao protagonista, enquanto Eddie Murphy garante momentos hilários como o falante Burro. Antonio Banderas reprisa o papel do Gato de Botas, combinando charme e ironia, e Cameron Diaz retorna como Fiona, cuja postura firme reforça a força feminina dentro da narrativa.

Entre as novidades, destaque para Justin Timberlake, que dá voz a Artie, e John Cleese, que interpreta o rei Harold. A química entre os personagens mantém o frescor da franquia e ajuda a sustentar o tom leve mesmo quando a história aborda questões mais profundas.

Além das aventuras e das situações cômicas, Shrek Terceiro trabalha uma mensagem clara sobre identidade e responsabilidade. Ao longo da trama, Shrek precisa confrontar seus próprios medos e inseguranças. O receio de não estar à altura do cargo espelha um sentimento universal: o medo de não corresponder às expectativas. Ao mesmo tempo, Artie aprende que liderança não nasce de popularidade, mas de autenticidade e coragem.

Essa combinação de humor e reflexão é um dos fatores que explicam o sucesso duradouro da franquia. Desde o primeiro filme, a saga de Shrek subverteu os padrões dos contos de fadas tradicionais, propondo uma visão mais humana, imperfeita e, justamente por isso, mais próxima do público. O terceiro capítulo reforça essa identidade ao mostrar que crescer implica aceitar desafios inesperados.

Para quem deseja rever o filme além da exibição na TV aberta, ele também está disponível em plataformas digitais. O título pode ser encontrado no catálogo do Telecine e da Netflix, além de opção de aluguel no Prime Video.

MUBI anuncia estreia exclusiva do premiado documentário Meus Amigos Indesejáveis: Parte 1 – Último Ar em Moscou

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A plataforma global de streaming e distribuição MUBI confirmou a estreia exclusiva de Meus Amigos Indesejáveis: Parte 1 – Último Ar em Moscou para o dia 3 de abril. A produção ficará disponível globalmente na plataforma, com exceção de Rússia e Belarus. A continuação, Meus Amigos Indesejáveis: Parte 2 – Exílio, também será lançada ainda este ano, igualmente com exclusividade no serviço.

Dirigido pela cineasta russa-americana Julia Loktev, o documentário vem acumulando reconhecimento da crítica internacional. O longa venceu os prêmios de Melhor Documentário concedidos pelo New York Film Critics Circle, pela Los Angeles Film Critics Association e pelo Gotham Awards, além de ter sido eleito Melhor Documentário no Film Independent Spirit Awards de 2025. O filme também integrou a shortlist para Melhor Documentário em Longa-Metragem no 98º Academy Awards.

Um retrato íntimo em meio ao colapso

Aclamado por veículos como The New Yorker, The New York Times, The Guardian e Los Angeles Times, o documentário foi descrito como um retrato impressionante de jornalistas russos dissidentes, combinando tensão política e humanidade em igual medida.

A narrativa começa como um acompanhamento íntimo de profissionais da imprensa independente na Rússia que enfrentam perseguições sob o regime de Vladimir Putin. No entanto, o filme sofre uma virada dramática quando a Rússia inicia uma guerra em larga escala contra a Ucrânia. Com a intensificação da repressão, os jornalistas retratados são forçados ao exílio, transformando o registro observacional em um testemunho urgente sobre autoritarismo e resistência.

O documentário acompanha de perto Alesya Marokhovskaya, Anna Nemzer, Elena Kostyuchenko, Irina Dolinina, Ksenia Mironova, Olga Churakova e Sonya Groysman, revelando os bastidores do jornalismo investigativo em um ambiente de crescente censura e ameaça. A proximidade da câmera, conduzida pela própria Loktev, cria uma atmosfera quase claustrofóbica, que reforça o clima de tensão vivido pelos protagonistas.

Reconhecimento em festivais internacionais

O filme teve sua estreia no New York Film Festival e realizou sua première internacional no Festival Internacional de Cinema de Berlim em 2025. Desde então, consolidou-se como uma das obras documentais mais impactantes do ano, tanto pela abordagem estética quanto pela relevância política.

As duas partes do projeto foram dirigidas, produzidas e filmadas por Loktev, com codireção da jornalista Anna Nemzer, uma das protagonistas do documentário. A montagem ficou a cargo de Loktev em parceria com Micheal Taylor, ACE, colaborador frequente da diretora. A produção contou ainda com consultoria de Riva Marker.

A trajetória de Julia Loktev

Nascida em São Petersburgo e radicada nos Estados Unidos desde a infância, Julia Loktev construiu uma carreira marcada por projetos que exploram tensão psicológica e questões sociais complexas. Bolsista da Guggenheim Fellowship e vencedora do Emerging Icons Award do George Eastman Museum, a diretora alterna entre ficção e documentário com reconhecimento constante da crítica.

Seu longa Planeta Solitário, estrelado por Gael García Bernal, foi exibido no Festival de Cinema de Nova York, conquistou o Prêmio do Júri no AFI Film Festival e recebeu indicações ao Independent Spirit Awards e ao Gotham Awards. Já Day Night Day Night estreou na Quinzena dos Realizadores no Festival de Cannes e rendeu à cineasta o prêmio Someone to Watch no Independent Spirit Awards. Seu documentário Moment of Impact venceu o prêmio de Direção no Festival de Sundance e o Grande Prêmio no Cinéma du Réel.

Com Meus Amigos Indesejáveis: Parte 1 – Último Ar em Moscou, Loktev reafirma sua capacidade de transformar histórias pessoais em reflexões universais. Ao registrar o impacto do autoritarismo sobre jornalistas que se recusam a silenciar, o filme dialoga com debates contemporâneos sobre liberdade de imprensa e democracia, ampliando sua relevância para além do contexto russo.

Trailer de “Todo Mundo em Pânico 6” é exibido com exclusividade nas sessões de “Pânico 7” nos cinemas

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Quem entrou recentemente em uma sessão de Pânico 7 pode ter sido surpreendido por algo além dos sustos e da tensão: gargalhadas inesperadas ecoando pela sala. Isso porque a família Wayans decidiu lançar o primeiro trailer de Todo Mundo em Pânico 6 de forma nada convencional — exclusivamente nas exibições do novo capítulo da franquia de terror. Ainda não há versão oficial disponível na internet, o que transformou a prévia em uma espécie de “experiência secreta” para quem está no cinema.

E, ao que tudo indica, a estratégia deu certo.

Vídeos gravados discretamente dentro das salas começaram a circular nas redes sociais, mostrando plateias reagindo com risadas altas e espontâneas. O clima lembra o início dos anos 2000, quando ir ao cinema para assistir a uma comédia significava compartilhar a experiência coletiva do riso — algo que se tornou cada vez mais raro na era do streaming.

Entre as principais referências vistas no teaser estão momentos inspirados no impactante Pecadores, na boneca tecnológica e perturbadora de M3GAN, além de piscadelas para produções como A Hora do Mal e o angustiante Um Lugar Silencioso. A proposta parece clara: atualizar o repertório da franquia, mirando no terror contemporâneo que domina as bilheterias e as conversas nas redes.

Marlon Wayans, que estrela e coescreve o novo filme, entrou na brincadeira. Em um vídeo publicado recentemente, ele aparece acompanhando a exibição do trailer no cinema e ironiza: diz estar “filmando ilegalmente” o próprio teaser enquanto observa as reações do público. A cena é divertida, mas também simbólica. Mostra que o retorno da família Wayans não é apenas comercial — existe ali um envolvimento pessoal, quase afetivo, com a franquia que eles ajudaram a transformar em fenômeno cultural.

A trama de Todo Mundo em Pânico 6 ainda está sendo mantida em sigilo. Mas, historicamente, a essência da saga nunca foi exatamente a complexidade narrativa — e sim a capacidade de transformar os maiores sucessos do terror em piadas exageradas, cenas absurdas e situações constrangedoras que desafiam qualquer lógica.

O fenômeno que nasceu da paródia

Para entender a expectativa em torno do novo capítulo, é impossível não revisitar o impacto do primeiro filme. Todo Mundo em Pânico estreou em 2000 como uma resposta direta ao sucesso de Pânico e Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado. O terror adolescente estava em alta, e os Wayans enxergaram ali uma oportunidade perfeita para brincar com os clichês do gênero.

Dirigido por Keenen Ivory Wayans e escrito por Marlon Wayans e Shawn Wayans, o longa misturava humor físico, referências diretas e um roteiro que não tinha medo de ser exagerado. A história acompanhava um grupo de adolescentes que, após um acidente fatal, passa a ser perseguido por uma figura mascarada — uma versão escancaradamente caricata do assassino Ghostface.

O elenco também marcou época, com nomes como Anna Faris e Regina Hall, que se tornaram rostos emblemáticos da franquia. O sucesso foi estrondoso: produzido com orçamento modesto, o filme arrecadou cerca de US$ 278 milhões no mundo todo, consolidando-se como uma das comédias mais lucrativas daquele ano.

Mas o que realmente fez diferença foi o timing. O longa não apenas zombava do terror, mas também dialogava com a cultura pop dos anos 1990. Referências a Halloween, O Iluminado, Sexta-Feira 13, O Sexto Sentido, A Bruxa de Blair e até Matrix mostravam que a proposta era abraçar o exagero sem pedir desculpas.

A franquia seguiu com mais quatro sequências, mas, com o tempo, perdeu parte da identidade original — especialmente após o afastamento criativo dos Wayans. O último filme, lançado em 2013, teve recepção morna e deixou no ar a sensação de que talvez o ciclo tivesse se encerrado.

Nostalgia ou reinvenção?

É justamente por isso que Todo Mundo em Pânico 6 desperta tanto interesse. O retorno da família Wayans representa, para muitos fãs, uma tentativa de resgatar a essência que fez o primeiro filme funcionar. Mas o desafio é grande: o humor mudou, o público mudou, e o próprio terror se reinventou.

Hoje, o gênero vive uma fase marcada por produções mais densas, simbólicas e tecnológicas. A paródia precisa acompanhar essa evolução sem perder o frescor. Transformar fenômenos recentes em sátira exige não apenas criatividade, mas também sensibilidade para entender o que realmente marcou o público.

Disney confirma “Zombies 5” e inaugura nova fase da franquia com vampiros e mudança de protagonistas

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A cidade fictícia de Rayburn está prestes a enfrentar mais um desafio sobrenatural — e musical. A Disney confirmou oficialmente a produção de Zombies 5, quinto capítulo da franquia que se tornou um dos maiores fenômenos teen do estúdio nos últimos anos. Com lançamento previsto para o verão de 2027 no Disney Channel dos Estados Unidos e estreia mundial no Disney+, o novo longa promete expandir o universo da saga ao introduzir sereias misteriosas em meio a uma paz ainda frágil entre vampiros e diúrnos.

A confirmação do projeto encerra meses de especulação entre fãs e consolida o sucesso contínuo da franquia, que começou explorando a convivência entre humanos e zumbis e evoluiu, ao longo dos anos, para um universo cada vez mais diverso e simbólico. Desta vez, porém, a principal novidade não está apenas nas criaturas que chegam à trama, mas também na transição de protagonismo.

Uma nova geração assume o centro da história

Os atores Malachi Barton e Freya Skye retornam como Victor e Nova, personagens apresentados anteriormente e que agora assumem o foco principal da narrativa. A mudança marca o início de uma nova fase para a franquia, que passa a acompanhar o amadurecimento desses jovens líderes em um cenário cada vez mais instável.

Os protagonistas originais, Milo Manheim e Meg Donnelly, não voltam a interpretar Zed e Addison nas telas. No entanto, continuam envolvidos no projeto como produtores executivos, ao lado de Skot Bright. A decisão reforça o compromisso do estúdio em manter a essência da franquia, mesmo diante da renovação do elenco principal.

Quem também retorna é Trevor Tordjman, reprisando o papel de Bucky, personagem que se tornou um dos favoritos do público e que ajuda a preservar a conexão com os primeiros filmes.

A trama: sereias ameaçam a harmonia em Rayburn

Ambientado após os acontecimentos de Zombies 4: Dawn of the Vampires — conhecido no Brasil como Zombies 4: A Era dos Vampiros — o novo filme mostra que a paz conquistada entre diúrnos (daywalkers) e vampiros está longe de ser definitiva.

Quando um grupo de sereias ferozes chega à cidade, Rayburn volta a mergulhar em incertezas. Essas novas criaturas trazem consigo uma canção sedutora e persuasiva, capaz de influenciar decisões e conquistar aliados. A harmonia construída com tanto esforço começa a balançar, colocando em risco o equilíbrio entre as espécies.

Victor e Nova precisam, então, unir forças mais uma vez para investigar as verdadeiras intenções das sereias e proteger o que foi conquistado. A narrativa mantém o tom característico da franquia: criaturas fantásticas servindo como metáforas para conflitos reais, como convivência, diferenças culturais e disputa por poder e influência.

Equipe criativa consolidada

A direção de Zombies 5 ficará novamente sob responsabilidade de Paul Hoen, vencedor do DGA e nome recorrente na franquia. Hoen também atua como produtor executivo, garantindo continuidade estética e narrativa.

O roteiro é assinado por David Light e Joseph Raso, que já contribuíram para capítulos anteriores da saga. A equipe criativa ainda conta com os roteiristas Chris Hazzard, Michael Fontana e Eydie Faye, ampliando as perspectivas dramáticas e musicais da história.

As coreografias, um dos pontos altos da franquia, serão comandadas por Dondraico Johnson, prometendo sequências de dança mais elaboradas e impactantes. A trilha sonora original ficará a cargo de Tom Howe, reforçando a identidade musical que sempre foi marca registrada da série.

Produção internacional e ambição visual

As filmagens começam em março de 2026, na Nova Zelândia, com previsão de término em junho do mesmo ano. A escolha do país como locação sugere que o filme pode explorar cenários naturais mais amplos e visualmente grandiosos — uma decisão que dialoga com a introdução das sereias e com a possibilidade de cenas ambientadas em regiões costeiras.

A aposta em uma produção internacional também indica que a Disney pretende elevar o padrão visual do projeto, mantendo o apelo televisivo, mas ampliando o escopo cinematográfico da franquia.

Um fenômeno que se reinventa

Desde o lançamento do primeiro filme, Zombies construiu uma base sólida de fãs ao combinar romance adolescente, trilhas contagiantes e mensagens sobre inclusão e diversidade. Cada novo capítulo adicionou uma camada diferente ao universo da história, usando criaturas sobrenaturais como metáforas para questões sociais contemporâneas.

A introdução das sereias representa mais um passo nessa evolução. Diferentemente dos conflitos físicos vistos em capítulos anteriores, a presença de uma “canção de sereia” sugere uma narrativa que pode explorar manipulação emocional, persuasão e influência coletiva — temas que dialogam diretamente com o universo jovem e digital.

Ao mesmo tempo, a transição de protagonistas permite que a franquia continue relevante para um público que cresce e muda ao longo dos anos. Victor e Nova simbolizam essa renovação, trazendo novas perspectivas e conflitos para Rayburn.

A Maldição da Múmia | Novo clipe revela transformação perturbadora e aumenta expectativa pelo terror da New Line

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A New Line Cinema divulgou nesta terça-feira (03) um novo e inquietante clipe de Lee Cronin’s The Mummy, intitulado no Brasil como A Maldição da Múmia. A prévia mergulha ainda mais no clima sombrio da produção e apresenta uma cena carregada de tensão, espiritualidade e horror psicológico.

No vídeo, vemos uma mulher — aparentemente a avó da menina que carrega a maldição — orando intensamente por sua neta. À medida que a reza ganha força e desespero, a atmosfera se torna cada vez mais sufocante. Em cortes rápidos e perturbadores, o público vislumbra a transformação gradual da criança em algo monstruoso, assumindo traços que remetem a uma múmia antiga e amaldiçoada.

As imagens são propositalmente fragmentadas. A edição ágil impede que se compreenda completamente o que está acontecendo, criando um efeito ainda mais angustiante. A sensação é de que algo está muito errado — e que a oração, em vez de proteger, pode estar acelerando um destino aterrador.

 
 
 
 
 
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Um reencontro que vira pesadelo

Dirigido e roteirizado por Lee Cronin, o longa apresenta uma abordagem contemporânea para o mito da múmia, apostando mais no terror emocional e familiar do que em aventuras arqueológicas tradicionais.

A trama acompanha a filha de um jornalista que desaparece misteriosamente em um deserto, sem deixar qualquer pista. A família mergulha em luto e incerteza. Oito anos depois, quando todos já acreditavam não haver mais esperança, a jovem reaparece repentinamente.

O que deveria ser um reencontro emocionante se transforma em um verdadeiro pesadelo. A garota não parece mais a mesma — algo antigo, obscuro e inexplicável parece ter se apoderado dela. A partir desse ponto, o filme se desenvolve como uma escalada de tensão, misturando drama familiar e horror sobrenatural.

O elenco conta com Jack Reynor, Laia Costa e Veronica Falcon, que interpretam os membros da família devastada pelo desaparecimento — e pelo retorno perturbador.

Terror atmosférico e transformação física

Pelo que o novo clipe sugere, a produção deve investir fortemente em efeitos práticos e maquiagem para construir a transformação da menina na criatura amaldiçoada. Ainda que as imagens sejam rápidas, é possível perceber detalhes de pele ressecada, rachaduras e um visual que remete a algo ancestral.

A escolha de mostrar pouco e sugerir mais reforça o suspense. Em vez de entregar o monstro por completo, o estúdio aposta na imaginação do espectador — estratégia clássica do terror psicológico.

Lee Cronin, conhecido por trabalhos que equilibram tensão e intensidade visual, parece trazer para o projeto uma estética mais sombria e visceral. O clima do clipe é pesado, com iluminação baixa e trilha sonora crescente, ampliando a sensação de que forças antigas estão sendo despertadas.

Não confundir com o clássico de 1944

É importante destacar que esta nova produção não deve ser confundida com The Mummy’s Curse, lançado no Brasil como A Maldição da Múmia, filme dirigido por Leslie Goodwins e integrante da clássica franquia da Universal Pictures nos anos 1940. O longa estrelado por Lon Chaney Jr. marcou o encerramento da saga original da múmia Kharis naquele período.

A versão atual representa uma releitura moderna do mito, com narrativa independente e proposta estética completamente distinta da produção clássica.

Dica na Netflix: Te Espero no Fim da Jornada — Um filme sobre encontros improváveis, feridas abertas e o poder transformador da conexão

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Foto: Reprodução/ Internet

Algumas histórias não precisam de grandes reviravoltas para emocionar. Elas só precisam ser honestas. Te Espero no Fim da Jornada é assim: um filme que fala baixinho, mas que vai fundo. Não grita, não pressiona, não tenta ser o que não é — e talvez por isso mesmo, acabe tocando de um jeito inesperado.

Na trama, conhecemos Tian Yu, um escritor de Hong Kong que já teve seus dias de brilho, mas hoje caminha à beira do próprio abismo. Assombrado por uma acusação de plágio e por lembranças que ainda doem, ele carrega um vazio difícil de explicar. Em meio ao caos interno, decide embarcar numa viagem até Taipei — uma fuga, talvez. Ou um último suspiro antes de desistir de tudo.

É lá que ele conhece Xiang, um jovem que vive à margem, entre becos e riscos, mas que tem no olhar uma certa inquietude bonita de se ver. Xiang não pergunta muito, não invade. Apenas oferece companhia, abrigo e uma promessa: levar Tian Yu até a tal Baía das Baleias, um lugar escondido no mapa, que dizem ser passagem para algo maior — um tipo de paraíso, quem sabe.

O que começa como uma jornada geográfica logo se transforma numa viagem interna. E o que parecia apenas um roteiro improvável entre um escritor melancólico e um quase-gângster, vai revelando um vínculo que não se encaixa em definições fáceis. Há silêncio, mas também afeto. Há mágoa, mas também esperança. E, acima de tudo, há o reconhecimento de que, às vezes, tudo o que a gente precisa é encontrar alguém que nos veja de verdade.

Dirigido por Angel Ihan Teng, o longa taiwanês é puro lirismo. A câmera passeia com calma, permitindo que a relação entre os protagonistas floresça com tempo, com verdade, com espaço para respirar. Nada é forçado — nem o drama, nem a emoção. O filme entende que as grandes mudanças acontecem no detalhe: num toque, num desabafo tímido, num gesto de cuidado que salva sem alarde.

🎬 Ficha Técnica
Título: Te Espero no Fim da Jornada
Direção: Angel Ihan Teng
Elenco: Terrance Lau Chun-him, Fandy Fan, Chan Tzu-hsuan
Duração: 1h43min
Gênero: Drama romântico / Taiwanês
Na Netflix
Classificação indicativa: 16 anos

The Paper estreia em setembro e promete reviver o universo de The Office com tinta, café frio e caos editorial

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Foto: Reprodução/ Internet

Depois de anos de especulação, meme e nostalgia de escritório, o primeiro derivado oficial de The Office finalmente vai sair do papel — literalmente. Intitulada The Paper, a nova série tem estreia marcada para 4 de setembro no streaming da Peacock (EUA), com os quatro primeiros episódios lançados de uma vez só. Depois disso, serão dois episódios novos por semana, até o final da temporada em 25 de setembro.

Mas calma: nada de Michael Scott, Dwight ou faxinas com arroz no teclado. A ideia aqui não é repetir Scranton, mas expandir o universo documental que conquistou o mundo. A trama de The Paper começa quando a equipe de documentaristas que acompanhou a Dunder Mifflin resolve buscar um novo assunto. Eles encontram um jornal tradicional do Centro-Oeste americano à beira da falência, liderado por um editor meio desesperado que tenta manter o impresso vivo… com a ajuda de repórteres voluntários. Sim, dá pra rir e chorar só com essa premissa.

De escritório para redação: o caos só mudou de cenário

Protagonizada por Domhnall Gleeson (Ruído Branco, Questão de Tempo) e Sabrina Impacciatore (The White Lotus), The Paper promete manter o estilo “mockumentary” que tornou The Office uma referência de humor cínico, humano e desconfortavelmente familiar.

Agora, em vez de papel sulfite, os personagens lidam com pautas atrasadas, impressoras obsoletas, redes sociais que ninguém entende e um jornalismo em crise que parece lutar contra sua própria extinção. Tudo isso enquanto são filmados por uma equipe de documentário que insiste em registrar cada suspiro constrangedor.

Uma nova chance pro absurdo real

Se The Office foi sobre a vida sem glamour nos cubículos e a arte de ser ridículo sob luz fluorescente, The Paper parece mirar em um novo tipo de absurdo: o de tentar manter relevância em um mundo que já seguiu em frente. Um jornal físico, feito por voluntários, tentando sobreviver na era do TikTok? Pode apostar que vai ter muito mais do que deadline perdido e manchete trocada.

A produção é da Universal Television e conta com o selo criativo da mesma equipe que trouxe The Office ao auge. Embora ainda não tenha confirmação de lançamento oficial no Brasil, a expectativa é que a série seja exibida futuramente pelo Peacock via Globoplay ou outro serviço parceiro.

Noite de brilho e glamour marca festa de lançamento da 2ª temporada de Drag Race Brasil no Tetto Rooftop Lounge

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Na última terça-feira, 8 de julho, o Tetto Rooftop Lounge foi tomado por uma atmosfera vibrante e cheia de estilo para celebrar o início da tão aguardada segunda temporada do reality show “Drag Race Brasil”. Com uma vista panorâmica da cidade, o local reuniu as queens que vão disputar o título de próxima Drag Superstar do país — além de convidados especiais e jurados.

Queens dominam o palco com performances inesquecíveis

Adora Black, Bhelchi, Chanel, DesiRée Beck, Melina Blley, Mellody Queen, Mercedez Vulcão, Paola Hoffmann Van Cartier, Poseidon Drag e Ruby Nox foram as estrelas da noite. Cada uma delas subiu ao palco com looks icônicos e lipsyncs afiados ao som dos hits de RuPaul, entregando performances de tirar o fôlego e enchendo o público de energia.

O momento mais aguardado foi a apresentação exclusiva da host Grag Queen, que aproveitou a ocasião para lançar sua nova música, “Boogie Brasil”, animando ainda mais os presentes com sua batida contagiante.

Preview exclusivo e expectativa a mil para estreia

Além do show das queens, os convidados tiveram a oportunidade de assistir a um trecho inédito do primeiro episódio da nova temporada. A prévia mostrou looks babadeiros e a intensidade da competição, fazendo a plateia vibrar e aumentando a ansiedade para a estreia oficial do programa, marcada para o dia 10 de julho na plataforma WOW Presents Plus.

Presenças ilustres e muita energia na plateia

O evento contou também com a participação dos jurados Bruna Braga e Dudu Bertholini, que acompanharam de perto o espetáculo. O clima de festa ganhou ainda mais brilho com a presença de celebridades e influenciadores como Bianca Della Fancy, Blogueirinha, Bielo Pereiro, Diego Martins, Diva Depressão, Kika Boom, Kaya Conky, Lia Clark, Lorelay Fox, Marcia Pantera, Organzza, Samira Close, Tiffany Bradshaw, Penélope Jean, entre outros nomes do universo drag e cultural.

O que esperar da nova temporada?

Com esse lançamento cheio de estilo e energia, “Drag Race Brasil” promete elevar ainda mais o nível do reality que já conquistou uma legião de fãs. As queens vêm preparadas para mostrar talento, personalidade e muita criatividade em desafios que testam tudo — do carisma à técnica.

Se a festa de lançamento foi um sinal, a nova temporada está prestes a entregar momentos icônicos, polêmicas e performances memoráveis que só o mundo drag sabe proporcionar.

Crítica | Meu Bolo Favorito apresenta delicadeza e coragem no retrato do amor maduro em pleno Teerã

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Foto: Reprodução/ Internet

Há filmes que não gritam, mas sussurram verdades tão íntimas que permanecem com a gente muito depois da última cena. Meu Bolo Favorito, dirigido com sutileza por Maryam Moghadam e Behtash Sanaeeha, é um desses encontros raros entre delicadeza e profundidade. Mais do que uma história de amor, é um retrato generoso de uma mulher que redescobre a própria vida quando já parecia não haver mais tempo para surpresas.

Mahin, interpretada com alma pela extraordinária Lili Farhadpour, tem 70 anos e mora sozinha em Teerã. A filha mora longe, na Europa. O marido já não está mais. O cotidiano é silencioso, previsível, quase invisível — como tantas mulheres maduras que passam despercebidas no turbilhão da vida urbana. Mas, num chá da tarde com amigas, algo muda. Um gesto simples, uma conversa banal, e Mahin, quase sem perceber, permite que uma nova possibilidade se aproxime.

E assim, sem grandes arcos ou viradas espetaculosas, o filme nos envolve com a poesia da intimidade. Um novo romance entra em cena — ou talvez seja apenas um encontro, um instante de conexão humana — e Mahin se vê diante do impensável: o direito de sentir desejo de novo, de abrir a porta não apenas da casa, mas do corpo, da memória, da alma.

O que começa como um evento rotineiro logo se transforma numa noite de descobertas — nem sempre suaves, nem sempre fáceis, mas incrivelmente humanas. Porque o amor, quando chega tarde, não chega com ingenuidade: chega carregado de passado, de medo, de delicadezas que só a maturidade entende.

Meu Bolo Favorito se passa em um Irã real, onde as mulheres vivem entre limites e brechas, onde os silêncios dizem mais que mil palavras. Mas o que torna o filme universal é justamente sua capacidade de tocar o que é comum a todas as mulheres: a solidão, o desejo, o medo de envelhecer invisível, a esperança que insiste em resistir mesmo quando tudo parece já definido.

A câmera é íntima, respeitosa, quase cúmplice. Os diretores sabem que o tempo de Mahin é outro — e o ritmo do filme acompanha esse compasso interior. Não há pressa. Há respiro. Há espaço para hesitar diante do espelho, para sorrir sozinha, para lembrar do toque de um amor antigo e se permitir desejar um novo.

E que beleza é ver uma atriz como Farhadpour em um papel tão inteiro, tão digno, tão vivo. Mahin não é uma caricatura de avó fofa, nem uma heroína em luta. É apenas uma mulher — com medo, com desejo, com dignidade — em busca de algo que talvez ela mesma tenha esquecido como é: se sentir viva.

O bolo favorito do título vai além da metáfora óbvia. Não se trata só de sabor, mas de memória afetiva, de pequenos prazeres, de escolhas que fazem sentido para nós e ninguém mais. É sobre retomar o controle da própria narrativa — mesmo quando o mundo já parece ter escrito o final da história.

Crítica | A Mulher que Nunca Existiu: quando desaparecer é a única maneira de existir

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Foto: Reprodução/ Internet

Com estreia celebrada na seleção oficial do Festival de Veneza, o longa A Mulher que Nunca Existiu (Aïcha, no original), do cineasta tunisiano Mehdi Barsaoui, parte de uma premissa potente: e se a única chance de viver for desaparecer? A proposta é provocadora — uma jovem que sobrevive a um acidente fatal e decide abandonar sua vida, seu nome, sua história —, mas o desenvolvimento da trama, embora envolvente em muitos momentos, oscila entre o drama íntimo e a denúncia social sem encontrar o equilíbrio ideal.

Aya, interpretada com intensidade contida por Lili Farhadpour, é uma mulher nos seus vinte e poucos anos, presa a uma existência sufocante no sul da Tunísia: mora com os pais, vive sob regras conservadoras, e seu trabalho em um hotel turístico é sua única conexão com o mundo exterior. Quando a van que a transporta diariamente sofre um grave acidente, e ela se vê como única sobrevivente, surge a primeira reviravolta: a chance de recomeçar do zero. Aya foge, muda de cidade, assume outra identidade e se torna Aïcha. É aí que o filme começa — e também onde ele se divide.

A nova vida, feita de silêncios, receios e pequenos rituais de adaptação, é apresentada com sensibilidade. Há uma riqueza nos detalhes, no modo como a personagem aprende a caminhar em um novo ritmo, como se ajusta ao anonimato, como testa a liberdade que nunca teve. No entanto, a narrativa parece hesitar quando se trata de expandir essa experiência para além do seu drama pessoal.

A segunda grande virada da trama — quando Aïcha testemunha um caso de violência policial — traz de volta a tensão social e política que o filme ensaia explorar. Mas essa subtrama, que poderia alavancar o longa para um outro patamar de contundência, é tratada com um certo distanciamento, quase como se Barsaoui temesse deixar o terreno seguro do drama existencial e mergulhar mais fundo na crítica sistêmica.

O resultado é um filme visualmente refinado, com direção segura e atuações intensas, mas que parece podar o próprio impacto. Os dilemas morais da protagonista — entre manter sua liberdade ou se tornar testemunha de uma injustiça — são relevantes e dolorosos, mas faltam camadas ao conflito. O roteiro não se compromete totalmente nem com a transformação individual, nem com o embate político. Fica entre os dois, e acaba enfraquecendo ambos.

Outro ponto que merece atenção é o ritmo. A primeira metade do filme, focada na fuga e reinvenção de Aya, é envolvente e bem conduzida. Mas ao chegar ao segundo ato, o enredo perde um pouco de fôlego, como se não soubesse exatamente para onde conduzir sua protagonista. Faltam tensão dramática real, escolhas difíceis visíveis em cena, e consequências mais agudas.

Ainda assim, A Mulher que Nunca Existiu é um filme importante. Porque fala, mesmo que com moderação, de uma geração de mulheres árabes que tentam escapar de narrativas impostas, de vidas pré-determinadas, de ausências que doem mais do que a presença. É um filme que merece ser visto, debatido, reconhecido — mesmo que, no fim, deixe a sensação de que poderia ter ido mais longe, gritado mais alto, e feito da sua protagonista muito mais do que apenas uma metáfora da invisibilidade.

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