Strike Force Heroes estreia nos consoles com visual retrô, ação frenética e modo cooperativo inédito

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O clássico run ’n’ gun está de volta — e mais explosivo do que nunca. Strike Force Heroes, desenvolvido pela Sky9 Games e publicado pela IndieArk, desembarca nesta quinta-feira (6) no Xbox Series, Nintendo Switch e PlayStation 5, com muita nostalgia, ritmo acelerado e gráficos repaginados. Vendido por US$ 24,99 (cerca de R$ 92,45), o jogo chega totalmente otimizado para os consoles de nova geração, prometendo desempenho suave, partidas online estáveis e aquele visual 2D caprichado que faz qualquer fã de ação sorrir.

Com visuais vibrantes e gameplay de tirar o fôlego, Strike Force Heroes é uma homenagem moderna aos clássicos que moldaram o gênero. A ideia é simples, mas viciante: escolha seu herói, monte seu time e mergulhe em combates intensos cheios de explosões, armadilhas e inimigos por todos os lados. O jogo oferece mais de uma dúzia de mapas, passando por selvas, trens em movimento e aviões em queda livre — cada cenário com seu próprio ritmo e surpresas.

A personalização também é um ponto alto. São quatro classes jogáveis e centenas de armas, trajes e habilidades para combinar do seu jeito. Você pode criar desde um soldado equilibrado e estratégico até um destruidor focado em dano pesado — tudo depende do seu estilo. Essa liberdade de montagem dá um toque estratégico ao caos e garante que nenhuma partida seja igual à anterior.

Para quem curte uma boa narrativa, o jogo traz um modo história totalmente animado, com personagens carismáticos, piadas leves e chefes dignos de um blockbuster. As cutscenes são cheias de personalidade, e o ritmo é aquele equilíbrio perfeito entre ação insana e humor descontraído. Ao concluir a campanha, novas dificuldades são liberadas — um prato cheio para quem gosta de testar reflexos e estratégias.

E se jogar sozinho já é divertido, encarar tudo em equipe é ainda melhor. Pela primeira vez, “Strike Force Heroes” oferece modos cooperativo e PvP online, permitindo que os jogadores unam forças para zerar a campanha ou se enfrentem em arenas competitivas. É o tipo de diversão que tanto agrada veteranos quanto novos jogadores: intensa, fluida e totalmente imprevisível.

Flores de Cerejeira Depois do Inverno é um romance que aquece o coração depois do frio

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Tem séries que chegam de mansinho, sem fazer barulho, e acabam deixando a gente com o coração apertado — daquele jeito bom, que mistura saudade e esperança. Flores de Cerejeira Depois do Inverno, disponível no Viki, é exatamente assim: um drama que fala baixo, mas emociona fundo.

Baseada no webtoon de Bam Woo e dirigida por Yoon Joon Ho, a produção sul-coreana de 2022 é um convite à sensibilidade. É sobre crescer, recomeçar e, principalmente, sobre descobrir o amor quando o mundo parece não saber o que fazer com ele.

Do luto ao amor — e da dor à descoberta

A história começa de forma simples e triste. Depois da morte dos pais, Seo Haebom (Ok Jin Uk) é acolhido pela família Jo, que o cria como parte da casa. Entre os filhos está Jo Taesung (Kang Hee), o garoto que vira seu melhor amigo, protetor e, aos poucos, algo mais.

Os dois crescem juntos, dividem a mesma rotina, o mesmo espaço e as mesmas inseguranças. Até que, no ensino médio, algo muda. O que antes parecia apenas carinho se transforma em um sentimento diferente — mais forte, mais assustador, e também mais bonito.

O que poderia virar um típico romance adolescente vira algo maior. A série fala de medo, de aceitação, de se sentir fora de lugar e, ainda assim, escolher o amor.

Um amor que floresce devagar

Flores de Cerejeira Depois do Inverno tem o ritmo das coisas que importam: não apressa nada. A relação entre Haebom e Taesung nasce do cuidado, dos olhares que duram um pouco mais, das palavras que eles não conseguem dizer.

E é justamente essa calma que conquista. Não tem grandes reviravoltas, nem momentos forçados — tudo é sutil, íntimo, real. A direção de Yoon Joon Ho aposta no silêncio, nas pequenas pausas, nas cenas em que o sentimento está ali, mesmo quando ninguém fala nada.

A fotografia ajuda a contar essa história com uma delicadeza absurda: o frio do inverno que vai cedendo espaço para a primavera simboliza o desabrochar do amor entre os dois. É simples e lindo — daquele tipo de beleza que a gente sente mais do que entende.

Dois atores, um só coração

Ok Jin Uk dá vida a Haebom com uma vulnerabilidade tocante. Ele é o tipo de personagem que a gente quer abraçar — tímido, retraído, mas cheio de doçura. Kang Hee, no papel de Taesung, é o contraponto perfeito: seguro por fora, confuso por dentro, dividido entre o que sente e o que acha que “deveria” sentir.

Juntos, eles criam uma química natural, quase inocente. Nada é exagerado. Quando se olham, a gente entende o que está acontecendo, mesmo sem nenhuma fala. É um amor que se comunica por gestos, e talvez seja por isso que emocione tanto.

Mais do que um BL — uma história sobre cura

Muita gente pode ver a trama apenas como um drama BL (Boys’ Love), mas ele vai muito além disso. É sobre reencontrar o calor depois do frio, sobre aprender a ser amado sem medo e sobre permitir que o outro te veja como você é — sem máscaras, sem julgamentos.

O roteiro não romantiza o sofrimento, mas mostra que o amor pode ser um refúgio, uma forma de cura. E é impossível não se ver um pouco ali: nas inseguranças, nos silêncios, na vontade de encontrar um lugar seguro no mundo.

Um final que fica com a gente

Mesmo curto (são só oito episódios), o drama deixa uma marca profunda. Quando termina, a gente percebe que Flores de Cerejeira Depois do Inverno não é apenas sobre dois garotos que se apaixonam — é sobre o que acontece quando alguém finalmente te enxerga por inteiro.

Os coadjuvantes — Lee Hyun Kyung, Cha Gun, Shin Jee Won e Eun Chae — dão leveza à trama, e ajudam a criar um ambiente acolhedor, sem vilões nem caricaturas. Tudo é humano, próximo, sincero.

Por que assistir?

Porque é o tipo de série que faz bem.
Porque lembra que o amor pode ser simples.
Porque mostra que, às vezes, basta uma pessoa acreditar em você para que o inverno acabe.

Truque de Mestre: O 3° Ato ganha novas imagens e reúne elenco original em um grande retorno aos cinemas

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Foto: Reprodução/ Internet

Depois de quase uma década de espera, os fãs finalmente podem comemorar: Truque de Mestre: O 3° Ato acaba de ganhar novas imagens oficiais que mostram o elenco principal reunido. O longa promete devolver o brilho e o mistério da franquia de assaltos mais ilusionista do cinema moderno. As informações são do Collider.

Dirigido por Ruben Fleischer (Venom, Zumbilândia) e com roteiro assinado por Eric Warren Singer, Seth Grahame-Smith e Michael Lesslie, o filme é produzido por Bobby Cohen e Alex Kurtzman. A produção marca o aguardado retorno da equipe por trás de uma das franquias mais criativas dos últimos anos — misturando ação, suspense e mágica em um espetáculo de ilusão e truques de alto nível.

O retorno dos Cavaleiros

Grande parte do elenco original está de volta, incluindo Jesse Eisenberg (A Rede Social, Zumbilândia), Woody Harrelson (True Detective, Venom: Tempo de Carnificina), Dave Franco (Anjos da Lei, The Disaster Artist), Mark Ruffalo (Os Vingadores, Spotlight – Segredos Revelados) e Morgan Freeman (Um Sonho de Liberdade, Batman: O Cavaleiro das Trevas), todos reprisando seus papéis icônicos.

Um dos grandes destaques é o retorno de Isla Fisher (O Grande Gatsby, Debi & Loide 2), que volta à franquia após não participar do segundo filme. O time se junta a uma nova geração de rostos promissores de Hollywood: Justice Smith (Detetive Pikachu, Jurassic World: Reino Ameaçado), Dominic Sessa (The Holdovers – Os Rejeitados), Ariana Greenblatt (Barbie, Vingadores: Guerra Infinita) e Rosamund Pike (Garota Exemplar, A Roda do Tempo) — esta última interpretando a nova vilã da história.

Uma nova geração de mágicos

Na trama, que se passa após os eventos de Now You See Me 2 (2016), os Quatro Cavaleiros seguem caminhos diferentes, afastados e tentando reconstruir suas vidas longe dos holofotes. No entanto, o surgimento de uma ameaça misteriosa e poderosa faz com que eles sejam forçados a se reunir mais uma vez.

Agora, os mágicos originais assumem o papel de mentores e recrutam três jovens ilusionistas — Charlie (Justice Smith), Bosco (Dominic Sessa) e June (Ariana Greenblatt) — que ganharam fama ao imitar os Cavaleiros nas redes sociais. Juntos, os veteranos e os novatos formarão uma equipe de oito mágicos encarregada de realizar o assalto mais ousado da história.

O golpe perfeito

A missão? Roubar o Diamante Coração, uma joia lendária considerada a mais valiosa e segura do mundo. O problema é que o diamante está sob a posse de Veronika Vanderberg (Rosamund Pike), uma poderosa negociadora de pedras preciosas e líder de um império criminoso global.

Para vencer essa adversária implacável, os Cavaleiros precisarão combinar seus dons de ilusão, manipulação e percepção em uma performance que ultrapassa todos os limites do que já fizeram antes.

Uma franquia que nunca perde o encanto

Combinando mistério, humor e grandes reviravoltas, Truque de Mestre 3 promete expandir a mitologia da sociedade secreta de mágicos conhecida como O Olho, aprofundando suas origens e suas verdadeiras intenções. O filme chega cercado de expectativas — afinal, a franquia conquistou milhões de fãs ao redor do mundo com seu estilo elegante, trilhas marcantes e truques visualmente deslumbrantes.

“Truque de Mestre – O 3º Ato” estreia nos cinemas brasileiros no dia 13 de novembro de 2025, e promete provar que, quando o assunto é ilusão, a magia ainda está longe de acabar.

Vale a pena assistir Corações Jovens? Um retrato sensível do primeiro amor e da coragem de ser verdadeiro

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Foto: Reprodução/ Internet

O cinema europeu tem um talento raro para tratar de temas delicados com leveza, verdade e silêncio. Corações Jovens, dirigido por Anthony Schatteman em sua estreia como cineasta, é exatamente esse tipo de filme: um drama de amadurecimento que não precisa de grandes gestos ou discursos para emocionar. Basta um olhar, um gesto contido, uma pausa — e o espectador entende tudo.

A história é simples, mas profundamente humana. Elias, um garoto de 14 anos, vê sua rotina mudar quando Alexander, da mesma idade, se muda para a casa ao lado. Aos poucos, a amizade entre os dois cresce e se transforma em algo mais: uma afeição que desafia o medo, as inseguranças e os códigos rígidos da adolescência. Quando Alexander revela ser gay e questiona Elias sobre sua vida amorosa, o garoto se vê dividido entre o sentimento e o receio do julgamento. O medo o faz mentir, afastar quem ama e mergulhar na solidão. Até que, inspirado por uma conversa com o avô sobre amor e coragem, Elias entende que esconder o que sente é o mesmo que abrir mão de viver.

Um retrato autêntico da adolescência

Diferente de tantas produções que romantizam a juventude, o drama aposta na autenticidade. Schatteman filma os adolescentes como eles são: confusos, vulneráveis, inseguros e cheios de desejo por pertencimento. A relação entre Elias e Alexander nunca é tratada como “um grande drama gay”, e sim como a descoberta do primeiro amor — algo universal, que todos podem reconhecer, independentemente de gênero ou orientação.

Essa abordagem naturalista é o maior mérito do filme. Não há cenas forçadas ou apelos melodramáticos. O roteiro confia no público e deixa espaço para o não dito, para os silêncios entre as palavras. O resultado é uma narrativa íntima, quase sensorial, que se apoia mais nas emoções do que nos acontecimentos.

Visualmente, o filme é impecável. A fotografia é suave e contemplativa, alternando cores frias e tons quentes que refletem o estado emocional dos personagens. Cada enquadramento parece construído para capturar o despertar interior de Elias — uma câmera que observa, mas não invade. A trilha sonora discreta reforça essa sensação de introspecção e melancolia.

A força das atuações

Os jovens atores Marius De Saeger (Elias) e Elias Vandenbroucke (Alexander) são um achado. Ambos entregam atuações de uma naturalidade desarmante, fugindo completamente dos estereótipos que muitas vezes marcam histórias de amadurecimento queer. Há química, cumplicidade e, acima de tudo, verdade em cada troca de olhar.

De Saeger constrói Elias com uma vulnerabilidade que emociona — um menino dividido entre o desejo e o medo, entre a necessidade de aceitação e a descoberta de si mesmo. Já Vandenbroucke faz de Alexander o contraponto perfeito: ousado, direto, dono de uma autoconfiança que Elias ainda busca. Juntos, formam um retrato belíssimo da juventude em conflito com o mundo e consigo mesma.

Um filme sobre amor e coragem

O grande tema do filme não é apenas a descoberta da sexualidade — é o medo de amar em um mundo que julga. O roteiro entende que o amor na adolescência é, antes de tudo, um ato de coragem: o primeiro passo para se afirmar como pessoa. Quando Elias decide correr atrás de Alexander, o gesto é pequeno, mas carregado de significado. É o início de uma libertação emocional, de um amadurecimento silencioso, que não precisa de grandes declarações para tocar o espectador.

Schatteman trata tudo com uma delicadeza comovente. Não há vilões, apenas pessoas tentando entender o que sentem. O preconceito existe, mas está nas entrelinhas — nas atitudes, nos olhares, nas omissões. É um filme que acredita na empatia como ferramenta de mudança, e na sensibilidade como força transformadora.

Por que vale a pena assistir

Corações Jovens é um sopro de frescor. É um daqueles filmes pequenos, mas cheios de significado, que ficam com você depois que os créditos sobem. Ele não tenta ser “importante” — e justamente por isso se torna essencial.

Assistir a Corações Jovens é um lembrete de que o amor, em sua forma mais pura, nasce do olhar, da cumplicidade e da coragem de se mostrar vulnerável. É uma história que conversa não só com o público jovem, mas com qualquer um que já tenha sentido medo de amar — e ainda assim amou.

Com uma narrativa sensível, atuações inspiradas e uma direção que valoriza o silêncio tanto quanto a palavra, Corações Jovens se firma como uma das obras mais bonitas e sinceras do cinema europeu recente.

Resenha — Em Memória é um lembrete de que o amor, às vezes, é o ato mais corajoso em meio à guerra

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Foto: Reprodução/ Almanaque Geek

Há livros que falam de guerra, e há livros que falam daquilo que a guerra arranca da gente. Em Memória, da escritora britânica Alice Winn, lançado no Brasil pela Astral Cultural, é um desses. À primeira vista, parece mais uma história sobre jovens soldados e trincheiras da Primeira Guerra Mundial — mas logo o leitor percebe que o campo de batalha mais cruel está dentro dos próprios personagens.

Amor em tempos de pólvora

Henry Gaunt e Sidney Ellwood são dois garotos de 17 anos, colegas de um internato britânico, que dividem uma amizade cheia de subtextos e silêncios. Gaunt tenta negar o óbvio: está apaixonado pelo melhor amigo. E Ellwood, com seu jeito sonhador e poético, sente o mesmo — mas num tempo em que amar outro homem era quase uma sentença de exílio.

Quando a guerra começa e Gaunt é pressionado pela mãe a se alistar, ele vê na farda uma espécie de fuga dos próprios sentimentos. Só que o plano dá errado: Ellwood, movido por amor e medo de perdê-lo, segue seu caminho até o front. E é aí que o romance se transforma — não em uma simples história de amor proibido, mas em uma meditação sobre sobrevivência, memória e o preço de ser humano num mundo em colapso.

A dor como testemunha

O mérito de Alice Winn está em equilibrar a brutalidade da guerra com a delicadeza dos sentimentos. Ela escreve com um lirismo que corta — não há nada de romântico nas trincheiras, mas há beleza nos pequenos gestos: uma carta escrita às pressas, um olhar que diz tudo o que a boca não pode.

A autora não poupa o leitor das cenas mais viscerais: corpos mutilados, medo constante, perda de inocência. Mas também não deixa que a narrativa se resuma à tragédia. “Em Memória” é sobre como o amor insiste em existir — mesmo quando o mundo inteiro parece empenhado em destruí-lo.

Uma memória (literalmente) astral

O título brasileiro e o nome da editora formam uma coincidência curiosa: Em Memória, pela Astral Cultural. E, de certa forma, essa soma diz muito sobre o espírito do livro. É uma história que fala de lembrar — não só os mortos da guerra, mas tudo o que foi silenciado pelo medo e pelo preconceito.

Winn cria um universo quase “astral”, no sentido mais poético do termo: o amor entre Gaunt e Ellwood parece pairar acima da lama e do sangue, como uma centelha de humanidade que teima em brilhar.

Entre o épico e o íntimo

Se você gosta de livros que misturam intensidade emocional e contexto histórico, este é daqueles que te desmontam e te fazem pensar. Não é uma história “fácil” — e nem deveria ser. Alice Winn escancara a hipocrisia de uma sociedade que exalta o heroísmo masculino, mas reprime qualquer sinal de sensibilidade.

O relacionamento dos protagonistas nunca é idealizado: há culpa, medo, silêncio e até momentos em que o amor parece mais uma maldição. Mas é justamente essa imperfeição que o torna tão real.

Por que ler?

Porque Em Memória não é só um romance sobre dois rapazes na guerra — é sobre o que resta da gente depois que a guerra (qualquer guerra) acaba. Sobre como a lembrança se transforma em resistência. E sobre como, mesmo nas piores condições possíveis, ainda há espaço para a ternura.

Futebol de Cegos: O Jogo Mais Difícil | O documentário que mostra os craques que enxergam com o coração

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Foto: Reprodução/ Internet

Tem som de bola, eco de vozes e o barulho inconfundível de chuteiras batendo na quadra. É assim que começa Futebol de Cegos: O Jogo Mais Difícil, novo documentário dirigido por André Bushatsky, que estreia no Globoplay e no SporTV no dia 24 de novembro. A produção acompanha de perto a seleção brasileira de futebol de cegos — o time que fez história ao conquistar cinco ouros paralímpicos consecutivos (Atenas 2004, Pequim 2008, Londres 2012, Rio 2016 e Tóquio 2020) e que agora mira Paris 2024 com a mesma garra e sintonia de sempre.

O time que nunca para de vencer

Se o Brasil é o país do futebol, esses caras são a alma do jogo. No centro da narrativa está Ricardo Alves, o “Ricardinho”, capitão e líder natural da equipe. Gaúcho, ele é lembrado pelo gol do ouro nos Jogos do Rio e pelo faro de artilheiro no Mundial de 2018. Ao lado dele, está o lendário Jeferson Gonçalves, o “Jefinho”, baiano de reflexos rápidos e dribles tão afiados que lhe renderam o apelido de “Pelé de Cegos”.

Outro nome que brilha é Raimundo Nonato, responsável pelo gol decisivo que garantiu o título mundial de 2018. A geração mais nova chega com força — Cássio Reis, Jardiel Vieira, Jonatan Silva, Maicon Júnior e Tiago “Paraná” da Silva trazem juventude, velocidade e novas estratégias para o grupo. E, como em todo time vitorioso, há os guardiões do gol: Luan Lacerda e Matheus Costa, dois paraibanos que dão um show de reflexo e foco.

No comando, Fábio Vasconcelos, técnico e ex-jogador, que entende o jogo como poucos e sabe que o segredo está na confiança entre os atletas. Afinal, em campo, ninguém joga sozinho.

O som que guia o jogo

Em Futebol de Cegos: O Jogo Mais Difícil, o som é o verdadeiro protagonista. O diretor transforma cada ruído — o toque da bola, o apito, os gritos de orientação — em uma trilha emocional. O espectador é convidado a “enxergar” como os atletas veem: com os ouvidos, com o corpo, com a percepção aguçada de quem vive o jogo de dentro pra fora.

As imagens captadas em João Pessoa, nas quadras e praias onde a equipe treina, mostram a intensidade física e a conexão entre os jogadores. Há cenas de suor, cansaço e superação, mas também momentos leves — risadas, brincadeiras e aquela resenha que só o futebol brasileiro tem.

Bushatsky não busca o heroísmo clássico. Ele prefere a humanidade. O documentário mostra que o futebol de cegos é muito mais do que medalhas: é sobre confiança e pertencimento. Cada atleta confia na voz do outro, no som da bola, no silêncio do instante antes do chute. É poesia em movimento.

Uma história de escuta e sensibilidade

Em tempos em que o esporte é cada vez mais sobre performance e estatísticas, Futebol de Cegos vem lembrar que o jogo também é feito de sensibilidade. Bushatsky filma de perto, quase como um amigo no banco de reservas, captando detalhes que passam despercebidos: a respiração concentrada antes de um pênalti, a tensão nos dedos que seguram o colete, o riso tímido depois de um erro.

A fotografia é intimista, e o design de som é o fio condutor da narrativa — porque, aqui, o som é o olhar. O público escuta o que os jogadores escutam, sente o ritmo do jogo, entende o peso da confiança que move cada passo em direção ao gol.

Rumo a Paris 2024

Enquanto os atletas treinam firme para defender o ouro em Paris, o documentário se transforma em um retrato do presente e uma carta de amor ao futuro. É o registro de um time que não se acomoda, que quer mais, que sonha alto.

E se há uma mensagem que Futebol de Cegos: O Jogo Mais Difícil deixa, é que o esporte é capaz de transformar tudo — inclusive o modo como vemos o mundo. O filme nos faz perceber que enxergar não é apenas uma questão de visão, mas de percepção, escuta e empatia.

Muito além do pódio

Com produção da Conspiração Filmes e distribuição da Globo Filmes, o documentário é uma celebração à diversidade no esporte e à força do coletivo. Ele mostra que o futebol de cegos é mais do que um jogo: é uma metáfora sobre acreditar no outro, sobre confiar na voz que vem de dentro e na vibração que move o corpo.

Hamlet, novo filme de Chloé Zhao, ganha trailer emocionante e desponta como favorito ao Oscar 2026

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A espera acabou: a Searchlight Pictures divulgou o novo trailer de Hamnet, o aguardado filme de Chloé Zhao, que já desponta como o favorito ao Oscar 2026. O vídeo, repleto de imagens poéticas e uma trilha suave de melancolia, antecipa o tom intimista e devastador da produção — uma história sobre amor, perda e inspiração que promete emocionar o público. Além do trailer, o longa também ganhou um pôster oficial e será exibido neste sábado no Festival do Rio, marcando sua primeira exibição no Brasil. Abaixo, confira o trailer:

Baseado no aclamado romance de Maggie O’Farrell, Hamnet apresenta uma versão ficcional da vida doméstica de William Shakespeare, interpretado por Paul Mescal (Aftersun). Ao lado de Jessie Buckley (A Filha Perdida), que vive sua esposa Agnes Shakespeare, o filme mostra o casal enfrentando uma tragédia quando o filho de 11 anos, Hamnet, morre durante uma das pragas que devastaram a Inglaterra do século XVI. A perda marca profundamente a família e se torna, na visão da diretora, a semente emocional para a criação de Hamlet, uma das obras-primas do dramaturgo.

Uma diretora no auge da maturidade artística

Com Hamnet, Chloé Zhao consolida sua reputação como uma das cineastas mais sensíveis e autorais da atualidade. Após conquistar o Oscar de Melhor Direção e Melhor Filme por Nomadland (2021), Zhao agora mergulha em uma narrativa histórica e emocionalmente universal. Longe dos desertos norte-americanos, a diretora encontra poesia nos campos úmidos e silenciosos da Inglaterra elisabetana, transformando o luto em matéria-prima para um estudo sobre a criação artística.

A escolha de colocar Agnes como narradora e protagonista é uma das mais poderosas do filme. Ao contrário das inúmeras obras que exploram Shakespeare sob a ótica da genialidade, Zhao e O’Farrell revelam o homem por trás do mito — e a mulher que o inspirou. Hamnet é, acima de tudo, a história de uma mãe que tenta compreender o inaceitável, e o trailer já adianta que Buckley entrega uma de suas atuações mais intensas até hoje.

Elenco de prestígio e atuações aclamadas

Além de Paul Mescal e Jessie Buckley, o filme conta com Emily Watson, que interpreta a sogra de Agnes e traz à trama um contraponto pragmático e terreno ao lirismo da protagonista. Mescal, por sua vez, encarna um Shakespeare vulnerável e introspectivo, mais homem do que lenda.

Críticos que assistiram à prévia internacional têm destacado o poder da química entre Buckley e Mescal, além da delicadeza com que Zhao retrata o cotidiano de uma família do século XVI. As primeiras impressões indicam um filme visualmente deslumbrante e emocionalmente devastador — um dos concorrentes mais fortes às principais categorias do Oscar 2026, incluindo Melhor Filme, Direção, Atriz e Roteiro Adaptado.

Da tragédia à criação

O coração de Hamnet está na forma como a arte nasce da dor. A história conecta a perda do filho Hamnet à gênese de Hamlet, como se o teatro se tornasse um espelho do luto. Em uma das frases mais marcantes do trailer, Agnes diz: “As palavras são tudo o que restará de nós.” É uma síntese perfeita da proposta de Zhao — explorar a criação artística como um ato de sobrevivência emocional.

O filme evita transformar Shakespeare em um mártir ou gênio inalcançável. Em vez disso, o mostra como um homem moldado por seu entorno, suas perdas e sua humanidade. É uma abordagem que aproxima o mito da realidade e reforça o olhar feminino e compassivo que Chloé Zhao imprime a todas as suas obras.

Favorito absoluto ao Oscar 2026

Desde sua exibição inicial no exterior, o longa vem sendo saudado pela crítica como o favorito ao Oscar 2026. A combinação entre direção autoral, atuações impecáveis e profundidade emocional já coloca o longa como forte candidato em diversas categorias. Zhao parece repetir a fórmula que a consagrou em Nomadland, mas com uma densidade ainda maior, explorando o poder transformador da arte diante do sofrimento.

Wicked: Parte 2 quebra recordes e se torna a maior pré-venda da história para um filme livre — e o mundo da magia nunca esteve tão ansioso

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O ano ainda não acabou, mas Wicked: Parte 2 já cravou seu nome na história do cinema. A sequência musical estrelada por Ariana Grande e Cynthia Erivo acaba de se tornar o filme de classificação indicativa livre com a maior venda de ingressos antecipados de todos os tempos. A informação foi confirmada pela plataforma Fandango, referência em venda online de bilhetes nos Estados Unidos.

Mesmo sem divulgar números específicos, a companhia revelou que o novo Wicked já superou a marca que pertencida ao live-action A Bela e a Fera (2017), cuja pré-venda rendeu impressionantes US$ 174,7 milhões. E o mais curioso? A quebra do recorde não surpreende tanto: a franquia já vinha construindo um verdadeiro culto de fãs desde o lançamento da primeira parte, em 2024.

Liderança absoluta de 2025

Além do recorde histórico, Wicked: Parte 2 acumulou mais um triunfo impressionante: tornou-se o filme com a maior pré-venda de 2025, superando produções gigantes que já vinham movimentando as redes e alimentando expectativas desde o início do ano.

De acordo com informações do Deadline, o musical ultrapassou nomes de peso como Superman, que havia garantido US$ 125 milhões em bilheteria antecipada; Demon Slayer: Castelo Infinito, com US$ 70,6 milhões; e até o evento cinematográfico-musical de Taylor Swift, que marcou US$ 34 milhões. A mensagem do público é clara: poucos mundos são tão irresistíveis quanto Oz, e a vontade de retornar a ele é urgente, quase um chamado coletivo.

A magia por trás da produção

Dirigido por Jon M. Chu e escrito por Winnie Holzman e Dana Fox, Wicked: Parte 2 adapta o segundo ato do musical da Broadway de 2003, que por sua vez é inspirado no livro de Gregory Maguire — uma releitura moderna e sombria de O Mágico de Oz. A trama continua explorando a jornada de Elphaba e Glinda, personagens que conquistaram uma geração inteira.

O elenco principal retorna em peso: Cynthia Erivo, Ariana Grande, Jonathan Bailey, Ethan Slater, Bowen Yang, Marissa Bode, Michelle Yeoh e Jeff Goldblum reprisam seus papéis, garantindo continuidade emocional e estética entre os dois filmes.

A Universal Pictures e o produtor Marc Platt anunciaram a adaptação para o cinema em 2012 — e desde então, o caminho foi longo. Houve mudanças criativas, ajustes de cronograma e, claro, atrasos provocados pela pandemia.

As filmagens começaram em dezembro de 2022, foram interrompidas pela greve do SAG-AFTRA em julho de 2023 e só terminaram em janeiro de 2024. Para garantir que nada importante fosse sacrificado, a história foi dividida em duas partes. E essa decisão, ao que tudo indica, tem se mostrado acertada.

Estreias, expectativas e o que esperar

Wicked: Parte 2 — ou Wicked: For Good, como também é chamado — teve sua première mundial em São Paulo no dia 4 de novembro de 2025. A escolha do Brasil para a primeira exibição reforça o carinho da Universal pelo público latino, que abraçou com força o primeiro filme.

Nos Estados Unidos, o lançamento está marcado para 21 de novembro e deve movimentar tanto os cinemas quanto as redes sociais, especialmente considerando o engajamento gigantesco dos fãs de Ariana Grande.

Premissa: o que a história promete

A sequência se passa anos após os acontecimentos do primeiro filme. Agora conhecida como a temida “Bruxa Má do Oeste”, Elphaba segue fugindo enquanto luta pelos direitos dos Animais — um dos temas centrais da trama.

Do outro lado, Glinda assume oficialmente sua posição como “A Boa”, mas vive sob vigilância constante do Mágico e de Madame Morrible. As duas amigas — e antagonistas involuntárias — são empurradas para escolhas difíceis, especialmente quando uma certa garota do Kansas chega inesperadamente para virar Oz do avesso.

Uma Batalha Após a Outra rompe barreiras e se torna a maior bilheteria da carreira de Paul Thomas Anderson

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Paul Thomas Anderson nunca foi conhecido por filmes de grande faturamento. Seu prestígio vinha da sofisticação narrativa, dos personagens complexos e de um cinema que abraçava o risco, não a matemática do mercado. Mas Uma Batalha Após a Outra mudou esse cenário de forma definitiva. De acordo com informações do Omelete, o longa ultrapassou US$ 200 milhões nas bilheterias mundiais, um resultado histórico para o diretor — e seu primeiro filme a romper essa marca. Até então, o recorde pertencia a Sangue Negro (2007), que somou US$ 76,4 milhões. Agora, esse número parece apenas uma nota de rodapé diante da enorme força global da nova produção.

A conquista impressiona porque o desempenho doméstico foi robusto, mas não gigantesco: cerca de US$ 70 milhões nos Estados Unidos. O que elevou o filme a esse patamar foi o mercado internacional, responsável por US$ 130 milhões, com destaque para Europa e Ásia. O longa, orçado entre US$ 130 e US$ 175 milhões, também se coloca como o projeto mais caro da filmografia de Anderson — e talvez o mais ousado em termos estéticos e narrativos.

O nascimento de um projeto ambicioso

A adaptação de Vineland, romance de Thomas Pynchon lançado em 1990, era um desejo antigo de Anderson. O diretor, que já demonstrara afinidade com a prosa caótica e labiríntica do escritor em Vício Inerente, encontrou no livro uma oportunidade de unir elementos da obra original a experiências pessoais acumuladas ao longo dos anos. Resultado: um híbrido que respeita a essência pynchoniana, mas carrega a assinatura emocional e cinematográfica típica de Anderson.

A trama acompanha um ex-revolucionário que tenta escapar do passado, mas se vê arrastado de volta a ele quando um militar corrupto passa a perseguir sua família. É uma história de perseguições, segredos e feridas que insistem em se abrir no momento em que deveriam cicatrizar. O elenco reforça o peso dramático: Leonardo DiCaprio, Sean Penn, Benicio Del Toro, Regina Hall, Teyana Taylor e Chase Infiniti conduzem o espectador por uma narrativa densa e cheia de camadas.

Uma experiência filmada como um épico moderno

As filmagens, realizadas na Califórnia, chamaram atenção por um detalhe técnico raro: o uso do VistaVision, formato amplamente utilizado entre os anos 1950 e 1960, famoso pela definição e profundidade excepcionais. Anderson reviveu o processo para dar ao longa uma textura visual particular — quase tátil — que destaca tanto a ação quanto a carga emocional da história.

Esse resgate estético transforma Uma Batalha Após a Outra em um épico contemporâneo que mistura tensão política, drama familiar e uma cadência cinematográfica que poucos diretores trabalham com tanta precisão.

Um passo rumo à consagração

A première mundial aconteceu em 8 de setembro de 2025, em Los Angeles, e despertou reações imediatas. Críticos e público destacaram o equilíbrio raro entre complexidade narrativa e vigor visual. Lançado comercialmente nos EUA em 26 de setembro pela Warner Bros., o filme recebeu elogios pela direção de Anderson, pela trilha sonora, pela fotografia intensa e pela maneira inesperada com que o diretor trabalha cenas de ação — um território pouco explorado em sua filmografia.

As atuações também chamaram atenção. DiCaprio entrega uma performance firme e contida, enquanto a jovem Chase Infiniti surge como revelação, trazendo verdade e força emocional ao papel da filha adolescente.

A narrativa se estende por décadas e mergulha em temas como extremismo político, racismo, vigilância estatal e como ideologias corroem — ou moldam — vínculos afetivos. Em sua juventude, “Ghetto” Pat Calhoun e Perfidia Beverly Hills compõem a organização revolucionária French 75. Vivem missões clandestinas, tensões internas e confrontos cada vez mais perigosos. Em meio a esse caos, Perfidia se envolve com Steven J. Lockjaw, um comandante militar cruel e obcecado por ela.

A militante engravida e dá à luz Charlene. Mesmo assim, não abandona a causa. Sua prisão leva a uma decisão extrema: entrar no programa de proteção a testemunhas. Nesse processo, Lockjaw inicia uma caçada violenta, enquanto Pat assume uma nova identidade para salvar a filha — agora uma bebê lançada ao mundo entre mentiras, violência e rupturas.

Anos passam. Pat vive como Bob, escondido em Baktan Cross, uma comunidade isolada na Califórnia. Sua vida gira em torno de manter Willa — nome que Charlene passa a usar — a salvo e distante de qualquer vestígio do passado. Ele carrega culpa, trauma e uma paranoia crescente, enquanto tenta dar à filha a normalidade que jamais teve.

Enquanto isso, Lockjaw ascende na estrutura militar dos EUA, tornando-se coronel e figura influente entre supremacistas brancos ligados ao Clube dos Aventureiros de Natal. Mas sua trajetória começa a ruir quando decide apagar de vez qualquer evidência de sua relação com Perfidia — incluindo a existência da filha mestiça.

A caça recomeça — e nada permanece escondido para sempre

A partir daqui, o filme assume a tensão de um thriller. Lockjaw envia tropas com o pretexto de uma operação anti-imigração, mas o objetivo real é capturar Bob e Willa. O que se segue é um percurso de fuga, violência e revelações. Bob tenta recorrer a antigos aliados, mas o trauma o impede até de lembrar a senha que poderia salvá-los.

Willa, por sua vez, é enviada para um convento de freiras revolucionárias, um dos tantos símbolos de resistência que o filme incorpora para reforçar seu comentário político.

O cerco se fecha quando Lockjaw descobre o paradeiro da filha. A revelação de que Willa é seu sangue o faz perder prestígio e ser expulso do grupo supremacista. Ainda assim, sua obsessão permanece. Willa, devastada pela verdade sobre sua origem e pela ausência da mãe, exige respostas de Bob — e o confronta armada, em uma das cenas mais doloridas e intensas do filme.

É nesse ponto que Anderson faz a trama crescer não pelo espetáculo, mas pelo drama emocional. O diretor mostra que as batalhas centrais da narrativa são internas, ainda que cercadas por violência e perseguição.

Devoradores de Estrelas | Nova aventura sci-fi de Phil Lord e Christopher Miller ganha trailer eletrizante

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Foto: Reprodução/ Internet

Há trailers que anunciam um filme. E há trailers que parecem abrir uma porta para outra vida — e é exatamente isso que o novo material de Devoradores de Estrelas faz. Lançado pela Sony Pictures, o vídeo coloca o espectador dentro da mente, do medo e da solidão de Ryland Grace, personagem de Ryan Gosling, que acorda em uma espaçonave perdida no vazio do cosmos, a anos-luz de casa, sem lembrar sequer seu próprio nome. A partir daí, começa uma história que é tanto um épico de ficção científica quanto um mergulho profundo no coração humano.

Sob a direção da dupla Phil Lord e Christopher Miller, vencedores do Oscar® pela franquia “Aranhaverso”, o filme estreia em março de 2026 no Brasil e surge como uma das obras mais emocionais e surpreendentes já adaptadas do autor Andy Weir. E se o trailer já deixa clara a dimensão técnica da produção, o que realmente prende o olhar é a intimidade — aquela sensação de acompanhar um homem comum, imperfeito, vulnerável, tentando encontrar sentido no silêncio absoluto entre as estrelas.

O despertar que ninguém gostaria de viver

A primeira cena do trailer é quase inquietante. Em vez de explosões, naves cruzando nebulosas ou batalhas interplanetárias, vemos apenas Ryland abrindo os olhos. Um close lento, marcado por respiração pesada e uma luz branca que parece julgá-lo. Ele está deitado, preso a fios, cercado por máquinas que não reconhece — e por dois corpos imóveis, deitados em cápsulas ao lado dele. A câmera não tem pressa. Ela permanece, observando o momento em que o medo se transforma em pânico, e depois em confusão.

É nesse instante que o filme mostra sua força: um blockbuster disposto a tratar seu protagonista como um ser humano antes de tratá-lo como herói. Quando Ryland percebe que está em uma espaçonave, sozinho, sem memórias e sem respostas, o público entende imediatamente que sua maior batalha não será contra criaturas espaciais ou inimigos armados — mas contra o próprio desespero.

A memória como sobrevivência

Enquanto Ryland tenta compreender onde está, flashes começam a surgir: laboratórios, reuniões tensas, rostos em pânico, manchetes sobre o Sol enfraquecendo. Aos poucos, o trailer revela o quebra-cabeça emocional que o personagem precisa montar para sobreviver. A cada lembrança, uma parte de sua missão se encaixa — e com ela vem o peso da responsabilidade.

A revelação é devastadora: antes de acordar perdido no espaço, ele era um simples professor de ciências. Um homem comum que, sem aviso, se viu arrastado para o maior risco já enfrentado pela humanidade. O Sol, fonte de toda vida, estava morrendo. E a única chance de descobrir o porquê envolvia enviar uma nave a 11,9 anos-luz da Terra, em uma corrida contra o tempo que soava praticamente suicida. A Terra inteira o escolheu. E, de repente, ele está ali — sozinho, com o destino do planeta inteiro nas costas.

A amizade que muda tudo

E então, quando o trailer parece sugerir que Ryland está destinado a enfrentar o universo completamente sozinho, algo inesperado acontece. Um som estranho ecoa pelo interior da nave. Não é mecânico. Não é humano. É… vivo. O olhar de Ryland muda. Pela primeira vez, ele sorri — não um sorriso de alegria, mas de surpresa, de alívio, de reconhecimento.

O trailer não entrega o grande segredo do filme, mas insinua que Ryland encontrará uma forma de companhia, e é essa presença inesperada que altera o rumo de sua jornada. Uma amizade improvável, improvável demais, que se torna o ponto mais emocionante da história.

Um mundo prestes a acabar — e pessoas tentando salvá-lo

Enquanto acompanhamos Ryland no espaço, o trailer também mostra fragmentos da Terra. A atriz Sandra Hüller, indicada ao Oscar® por “Anatomia de Uma Queda”, surge em cenas intensas, debatendo teorias, enfrentando decisões irreversíveis e segurando o mundo que ameaça ruir. Sua presença traz profundidade ao impacto emocional da história, como se lembrasse o público de que cada cálculo, cada risco e cada sacrifício feitos por Ryland carregam rostos, vidas e histórias penduradas na beira do abismo.

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