“The Boys” | Trailer final da última temporada indica confronto definitivo e futuro incerto para heróis e vigilantes

Depois de anos provocando, chocando e conquistando fãs ao redor do mundo, a série The Boys está oficialmente se preparando para seu capítulo final. O Prime Video divulgou o trailer da quinta e última temporada da produção, oferecendo aos espectadores um vislumbre intenso do que promete ser a batalha definitiva entre super-heróis corruptos e o grupo de vigilantes que tenta derrubá-los. As informações são do Omelete. Abaixo, confira o vídeo:

A prévia, recheada de momentos tensos e imagens impactantes, deixa claro que o universo da série caminha para um desfecho explosivo. Entre planos políticos, alianças inesperadas e personagens lidando com as consequências de suas escolhas, a temporada final promete elevar ainda mais o nível do conflito que se construiu desde a estreia da série, em 2019.

Logo nas primeiras cenas do trailer, o foco recai sobre Homelander — conhecido no Brasil como Capitão Pátria — talvez o personagem mais emblemático da produção. Ao longo das temporadas, ele se consolidou como uma figura poderosa, imprevisível e profundamente perturbadora. Agora, tudo indica que seu desejo por controle absoluto pode ultrapassar qualquer limite.

Na nova prévia, Homelander aparece tentando utilizar o V-One, uma versão inicial do famoso Composto V — substância responsável por criar os super-heróis naquele universo. A cena sugere que ele busca algo ainda mais ambicioso: a possibilidade de se tornar praticamente imortal.

Se confirmado dentro da narrativa, esse objetivo pode transformar o personagem em uma ameaça ainda maior para o mundo da série. Afinal, Homelander já demonstrou inúmeras vezes que seu poder não vem acompanhado de responsabilidade — e sim de um ego inflado e de uma necessidade constante de dominação.

Outro detalhe que chamou atenção dos fãs é a participação de personagens da série derivada Gen V, ampliando ainda mais a conexão entre as produções do mesmo universo. No trailer, as personagens interpretadas por Jaz Sinclair e Lizze Broadway aparecem ao lado de Starlight, sugerindo que a nova geração de supers também terá um papel importante nos acontecimentos finais.

A presença dessas personagens reforça a ideia de que o desfecho de The Boys não será apenas sobre um grupo específico de personagens, mas sobre todo o sistema que sustenta os super-heróis dentro daquele universo.

Enquanto Homelander parece cada vez mais perto de consolidar seu poder, o outro lado do conflito também enfrenta seus próprios desafios. O líder dos vigilantes, Billy Butcher, continua lidando com as consequências de ter usado uma versão temporária do Composto V.

Nas temporadas anteriores, o personagem utilizou a substância para adquirir habilidades sobre-humanas, mas o preço dessa escolha foi alto. Agora, ele precisa enfrentar os efeitos colaterais desse poder enquanto continua determinado a destruir o sistema que criou os supers.

Butcher sempre foi movido por um profundo desprezo por pessoas com poderes. Sua história é marcada por tragédias pessoais que o levaram a declarar uma guerra particular contra a corporação responsável por controlar os super-heróis: a poderosa Vought International.

Dentro do universo da série, a Vought funciona como uma gigantesca máquina corporativa que transforma super-heróis em produtos. Eles são celebridades, estrelas de filmes, símbolos de campanhas publicitárias e instrumentos políticos. Por trás dessa fachada, porém, existe uma realidade muito mais sombria.

A série sempre explorou esse contraste. Enquanto o público enxerga figuras heroicas salvando o mundo, os bastidores revelam personagens egoístas, violentos e, muitas vezes, completamente fora de controle.

É justamente nesse cenário que surge o grupo conhecido como The Boys. Liderados por Butcher, eles atuam nas sombras tentando expor os abusos cometidos pelos supers e impedir que o poder desses indivíduos seja usado sem qualquer tipo de limite.

Entre os membros mais importantes da equipe está Hughie Campbell, um personagem que entrou nesse conflito por motivos profundamente pessoais. Sua jornada começou quando sua namorada morreu em um acidente brutal causado por um dos supers — um evento que revelou a ele o lado oculto daquele universo aparentemente heroico.

Do outro lado da história está Annie January, também conhecida como Starlight. Diferente de muitos dos supers apresentados na série, ela começou sua trajetória acreditando genuinamente no ideal de heroísmo. No entanto, ao entrar para o grupo conhecido como Os Sete, ela rapidamente descobriu que a realidade dentro da organização era muito diferente do que imaginava.

Ao longo das temporadas, Starlight se tornou uma das principais vozes de resistência contra o sistema da Vought, aproximando-se dos vigilantes e assumindo uma posição cada vez mais ativa na luta contra Homelander.

Criada por Eric Kripke e baseada nos quadrinhos de Garth Ennis e Darick Robertson, The Boys conquistou destaque justamente por subverter o gênero de super-heróis. Em vez de histórias tradicionais sobre justiça e coragem, a série apresenta uma visão crítica sobre fama, poder, corrupção e manipulação midiática.

Essa abordagem diferenciada ajudou a produção a se tornar um fenômeno cultural desde sua estreia. O público se envolveu não apenas com as cenas de ação e violência características da série, mas também com a forma como ela satiriza a cultura das celebridades e o uso político da imagem pública.

Trailer final de “Demon Slayer: Castelo Infinito – Parte 1” é divulgado após forte desempenho nas bilheterias do Japão

Após uma passagem extremamente bem-sucedida pelos cinemas japoneses, o aguardado filme Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba – Castelo Infinito voltou temporariamente às telonas do Japão em sessões especiais. Para marcar esse momento e celebrar o impacto do longa entre o público, a Aniplex divulgou um trailer final da produção, reunindo algumas das cenas mais intensas da batalha que marca o início do arco final da história.

O longa é baseado no famoso arco Castelo Infinito do mangá Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba, criado por Koyoharu Gotouge. Publicada originalmente entre 2016 e 2020, a obra se tornou um fenômeno mundial e deu origem a uma das franquias mais populares da animação japonesa da última década.

“Castelo Infinito – Parte 1” marca um momento decisivo para a adaptação animada da série. A produção funciona como uma sequência direta da quarta temporada do anime e inaugura a trilogia de filmes que irá adaptar o arco final da história. O projeto foi anunciado oficialmente em junho de 2024, logo após a exibição do último episódio da temporada que adaptou o arco Treinamento dos Hashira.

Desde então, a expectativa dos fãs cresceu rapidamente. Afinal, o arco do Castelo Infinito é considerado por muitos leitores do mangá como o ponto mais intenso e dramático da narrativa, reunindo confrontos decisivos entre os caçadores de demônios e os inimigos mais poderosos da história.

A direção do longa fica por conta de Haruo Sotozaki, responsável por comandar a adaptação animada desde o início. A produção é assinada pelo renomado estúdio Ufotable, conhecido pelo alto nível técnico de suas animações, especialmente nas sequências de batalha que se tornaram marca registrada da série.

Ao contrário de alguns lançamentos recentes da franquia que chegaram aos cinemas como compilações de episódios da série — como os filmes que adaptaram os arcos do Vilarejo dos Ferreiros e do Treinamento dos Hashira — Castelo Infinito foi desenvolvido como um longa-metragem completo. A decisão foi tomada para garantir que a narrativa tivesse o ritmo e a intensidade necessários para adaptar um dos momentos mais importantes da história.

A trama acompanha novamente o jovem caçador de demônios Tanjiro Kamado, protagonista da série. Após perder quase toda a família em um ataque de demônios, Tanjiro ingressa no Demon Slayer Corps, organização dedicada a caçar e eliminar essas criaturas. Seu principal objetivo, no entanto, é encontrar uma maneira de salvar sua irmã mais nova, Nezuko Kamado, que foi transformada em demônio durante o massacre.

Ao longo da história, Tanjiro se torna um espadachim cada vez mais habilidoso e passa a lutar ao lado de diversos aliados dentro da organização, incluindo os poderosos Hashira — guerreiros de elite que representam o nível mais alto da corporação.

Em “Castelo Infinito”, a narrativa começa logo após os eventos do chamado Treinamento dos Hashira, um programa intensivo criado para fortalecer os membros da organização e prepará-los para a batalha final contra as forças demoníacas.

Enquanto os caçadores se preparam para o confronto inevitável, o grande vilão da história finalmente decide agir. Muzan Kibutsuji, o primeiro e mais poderoso dos demônios, invade a Mansão Ubuyashiki — sede da organização e residência de seu líder.

A invasão desencadeia uma sequência de acontecimentos dramáticos. Tanjiro, os Hashira e diversos membros do Demon Slayer Corps correm para a mansão na tentativa de impedir o ataque e proteger o líder da organização. No entanto, o plano de Muzan vai muito além de um simples confronto.

Durante o caos do ataque, o vilão usa seus poderes para lançar todos os caçadores em uma queda profunda rumo a um lugar misterioso e distorcido: o temido Castelo Infinito.

Esse cenário, que dá nome ao arco, funciona como um labirinto dimensional onde as leis da física parecem não existir. Corredores se movem, salas surgem e desaparecem e a própria estrutura do castelo muda constantemente, criando um ambiente imprevisível e extremamente perigoso.

É dentro desse espaço surreal que se estabelece o campo de batalha final entre o Demon Slayer Corps e as forças demoníacas comandadas por Muzan.

O arco do Castelo Infinito é conhecido entre os fãs por reunir algumas das batalhas mais emocionantes de toda a série. Diversos personagens importantes entram em confronto direto com os demônios mais poderosos do exército de Muzan, incluindo as temidas Luas Superiores — um grupo de criaturas extremamente fortes que servem diretamente ao vilão.

A adaptação cinematográfica promete explorar esses confrontos com um nível de detalhe visual ainda maior do que o visto na série de televisão. O estúdio Ufotable já se tornou famoso por suas cenas de ação fluidas, efeitos visuais impressionantes e coreografias de combate que misturam técnicas de animação tradicional com tecnologia digital.

Esse cuidado técnico foi um dos fatores que ajudaram a franquia a conquistar enorme popularidade mundial, especialmente após o lançamento do filme Demon Slayer: Mugen Train, que se tornou um fenômeno de bilheteria e chegou a quebrar diversos recordes no Japão.

Seguindo essa tradição, “Castelo Infinito – Parte 1” também teve um desempenho expressivo nas bilheterias. Lançado oficialmente no Japão em 18 de julho de 2025, com distribuição das empresas Aniplex e Toho, o longa rapidamente se destacou entre as maiores arrecadações do ano.

O sucesso levou a uma reexibição especial em diversos cinemas japoneses, permitindo que fãs revisitassem o início do arco final da história na tela grande. Foi justamente para celebrar esse momento que o trailer final foi divulgado, reunindo cenas marcantes da produção e destacando o clima épico que envolve a batalha dentro do Castelo Infinito.

A recepção positiva do público reforça o enorme impacto cultural da franquia. Desde sua estreia, Demon Slayer se consolidou como um dos maiores fenômenos recentes da indústria de anime, conquistando fãs em diferentes países e impulsionando vendas de mangás, produtos licenciados e adaptações animadas.

No Brasil, o filme também chegou aos cinemas em setembro de 2025, levando para o público nacional uma das partes mais aguardadas da história. A estreia foi cercada de expectativa entre os fãs brasileiros, que já acompanhavam a série desde suas primeiras temporadas.

HBO Max apresenta primeiro teaser de “Lanternas”, nova série do universo DC estrelada por Kyle Chandler e Aaron Pierre

Foto: Reprodução/ Internet

A plataforma HBO Max divulgou o primeiro teaser oficial de Lanternas, nova produção dramática baseada nos personagens da DC Comics. A série chega como parte do novo universo compartilhado da DC e é estrelada por Kyle Chandler, Aaron Pierre e Kelly Macdonald. A estreia está prevista para agosto, tanto na HBO quanto na plataforma de streaming. Abaixo, confira o vídeo:

A história acompanha dois personagens clássicos da mitologia da DC: o experiente Hal Jordan e o novo recruta John Stewart. Conhecidos como membros da famosa tropa intergaláctica dos Lanternas Verdes, eles atuam como uma espécie de força policial do universo, usando anéis capazes de canalizar energia pura a partir da força de vontade de quem os utiliza. Na série, os dois acabam sendo arrastados para um mistério inesperado na Terra enquanto investigam um assassinato ocorrido no coração dos Estados Unidos — um caso que, aos poucos, revela consequências muito maiores do que aparenta.

A proposta da produção mistura ficção científica, drama e investigação criminal, apostando em uma narrativa mais sombria do que o público costuma ver nas histórias tradicionais de super-heróis. A série pretende explorar não apenas a dimensão cósmica dos Lanternas Verdes, mas também o impacto de uma investigação complexa que se desenrola em território terrestre. Essa abordagem mais investigativa, inclusive, foi comparada pelos próprios criadores ao estilo da série True Detective, conhecida por suas histórias densas e trama de suspense.

Quem faz parte do elenco?

No elenco, Kyle Chandler assume o papel de Hal Jordan, retratado como um veterano da corporação que já enfrentou inúmeras missões pelo universo. Ao seu lado está Aaron Pierre, que interpreta John Stewart, um novo integrante da tropa que ainda está aprendendo a lidar com a responsabilidade de se tornar um Lanterna Verde. A atriz Kelly Macdonald também faz parte da produção, embora detalhes sobre sua personagem ainda estejam sendo mantidos em segredo.

A série é produzida pela DC Studios em parceria com a Warner Bros. Television, e faz parte do planejamento do novo Universo DC (DCU), comandado por James Gunn e Peter Safran. A dupla assumiu a liderança criativa da franquia em 2022 com a missão de reorganizar e expandir o universo da DC no cinema, televisão e streaming.

Quem asisna o primeiro episódio?

O episódio piloto da série foi coescrito por Chris Mundy, Damon Lindelof e Tom King, que também atuam como cocriadores do projeto. Mundy também assume o papel de showrunner, responsável por conduzir o desenvolvimento criativo da produção. A direção dos dois primeiros episódios fica por conta de James Hawes, enquanto Stephen Williams, Geeta Vasant Patel e Alik Sakharov comandam outros capítulos da temporada.

Como a série foi desenvolvida?

Curiosamente, o caminho até a versão atual da série foi longo. O projeto começou a ser desenvolvido em 2019 pelo produtor Greg Berlanti, que inicialmente imaginava uma série mais ampla sobre a corporação dos Lanternas Verdes, apresentando diversos personagens espalhados pelo universo. Com a reestruturação da DC Studios em 2022, a ideia foi reformulada e passou a focar diretamente na parceria entre Hal Jordan e John Stewart, além de apostar em um tom mais investigativo e maduro.

Quando as gravações iniciaram?

As filmagens da primeira temporada aconteceram em Los Angeles entre fevereiro e julho de 2025. A produção terá oito episódios em sua temporada inicial e promete expandir a presença do universo DC na televisão com uma abordagem diferente da tradicional narrativa de super-heróis.

Laboon surge em Copacabana e transforma o Rio em cenário de One Piece para comemorar a nova temporada da série da Netflix

Os fãs de One Piece: A Série já têm um encontro marcado com o universo dos Chapéus de Palha. Para celebrar a estreia da nova temporada da produção, a Netflix preparou uma experiência imersiva gratuita que promete levar o público diretamente para dentro da aventura. A atração principal é a aparição de Laboon, a icônica baleia da saga, que “emerge” na Praia de Copacabana em uma ativação especial aberta ao público.

Entre os dias 6 e 14 de março de 2026, cariocas e turistas poderão visitar uma instalação temática inspirada no universo da série e participar de diversas atividades interativas. A ação acontece na altura da Avenida Princesa Isabel, entre as barracas 44 e 45, e marca a segunda vez que a produção desembarca em Copacabana com uma experiência dedicada aos fãs brasileiros.

A iniciativa faz parte da campanha de lançamento da segunda temporada da série, intitulada “Rumo à Grand Line”, que estreia em 10 de março, exclusivamente na plataforma de streaming.

Uma baleia lendária no coração do Rio

No centro da experiência está uma gigantesca estrutura cenográfica representando Laboon, personagem que ocupa um lugar especial na memória dos fãs da obra criada por Eiichiro Oda.

Na narrativa original, Laboon é uma baleia solitária que aguarda, ano após ano, o retorno de um grupo de piratas com quem criou um forte laço no passado. A história do personagem se tornou uma das mais emocionantes do universo de One Piece, simbolizando temas como amizade, lealdade e esperança.

Inspirada nesse momento marcante da saga, a instalação criada pela Netflix permite que os visitantes explorem o interior da baleia e participem de diferentes etapas da experiência. A proposta é transportar o público para dentro da narrativa da série, criando um ambiente que mistura cenografia, interação e elementos visuais inspirados na produção.

Uma jornada interativa para os fãs

Ao longo da experiência, os visitantes poderão percorrer diferentes estações temáticas dentro e ao redor da estrutura de Laboon. Cada espaço foi projetado para recriar o espírito de aventura que caracteriza a jornada dos Piratas do Chapéu de Palha.

Entre cenários fotográficos, atividades interativas e momentos pensados para o compartilhamento nas redes sociais, o público poderá registrar a visita e se sentir parte da tripulação liderada por Monkey D. Luffy.

Um dos pontos altos da experiência é a criação de um cartaz personalizado inspirado nos famosos “Wanted Posters” — os cartazes de procurados do universo da série.

Durante a visita, aqueles que completarem todas as etapas da ativação poderão gerar seu próprio cartaz de procurado, com nome e imagem personalizados. O item funciona como lembrança do evento e também como um convite para que os fãs compartilhem a experiência nas redes sociais, ampliando o alcance da campanha.

O sucesso global da adaptação live-action

Desde sua estreia em 2023, One Piece: A Série se consolidou como um dos maiores sucessos recentes da Netflix. Inspirada no mangá criado por Eiichiro Oda — considerado o mais vendido da história do Japão — a produção acompanha as aventuras de Luffy e sua tripulação em busca do lendário tesouro conhecido como One Piece.

A primeira temporada rapidamente conquistou público e crítica, permanecendo por oito semanas no Top 10 global da Netflix e alcançando o primeiro lugar em mais de 75 países.

Outro feito histórico foi ter se tornado a primeira série em língua inglesa da plataforma a estrear em primeiro lugar no Japão, país de origem da obra.

Com quase 100 milhões de visualizações, a série também recebeu reconhecimento da indústria televisiva, incluindo 11 indicações ao Children’s & Family Emmy Awards, com destaque para a categoria de Melhor Série para Jovens.

Além da audiência expressiva, a produção foi amplamente elogiada por sua fidelidade ao material original, pelas performances do elenco e pelo cuidado na recriação do universo visual do mangá.

Rumo à Grand Line

A segunda temporada da série marca um novo capítulo na jornada dos Chapéus de Palha. Como sugere o subtítulo “Rumo à Grand Line”, os novos episódios devem acompanhar a tripulação enfrentando mares ainda mais perigosos enquanto se aproximam do território mais temido e misterioso do mundo de One Piece.

Na mitologia da saga, a Grand Line é um oceano repleto de desafios, criaturas gigantescas e piratas lendários. É também onde se acredita estar escondido o tesouro deixado pelo antigo Rei dos Piratas, Gol D. Roger.

A nova temporada promete ampliar o universo apresentado no primeiro ano da série, introduzindo novos personagens, cenários e conflitos que aproximam a história do arco clássico do mangá.

Uma franquia em expansão

O sucesso da adaptação live-action também impulsionou novas iniciativas relacionadas à marca One Piece. Além da série, o universo da franquia tem sido expandido por meio de produtos licenciados, experiências imersivas e colaborações com marcas internacionais.

Entre elas estão coleções especiais de brinquedos, itens colecionáveis e experiências temáticas que permitem aos fãs explorar ainda mais o mundo criado por Eiichiro Oda.

A confiança no potencial da série é tão grande que a Netflix já confirmou uma terceira temporada, mesmo antes da estreia do segundo ano da produção. O projeto é desenvolvido em parceria com a editora japonesa Shueisha e com a Tomorrow Studios.

Crítica – “A Noiva” aposta no caos criativo e revela a força autoral de Maggie

Eu sempre me sinto atraído por filmes que abraçam o caos — obras que parecem estar constantemente à beira de explodir. Há algo fascinante quando um diretor ou diretora ainda em início de carreira decide apostar em uma proposta ambiciosa. Esse tipo de escolha costuma revelar uma disposição rara: a de experimentar sem medo, mesmo correndo riscos.

Em “A Noiva”, Maggie conduz o filme com um espírito quase anárquico. Sua direção imprime uma energia descontrolada e provocativa que, embora pudesse ser sustentada com maior consistência ao longo de toda a narrativa, surge em momentos marcantes — barulhentos, intensos e deliberadamente excessivos. Quando essa abordagem aparece, ela domina a tela com força.

No campo das atuações, Christian entrega uma performance completamente excêntrica. Seu personagem é estranho, deslocado, quase caricatural — e funciona exatamente por isso. O ator parece cada vez menos interessado em interpretar figuras “normais”, e essa escolha artística acaba se tornando uma de suas maiores qualidades. Há algo de magnético em sua estranheza, que combina perfeitamente com o tom peculiar do filme.

Jessie, por sua vez, oferece uma atuação poderosa e intensa. É daquelas interpretações que alguns espectadores podem considerar “exageradas”, tamanha a carga emocional e dramática presente em cada cena. No entanto, dentro da proposta estética e narrativa de “A Noiva”, essa intensidade encontra seu lugar. A própria encenação abraça esse registro mais exagerado, o que legitima e sustenta a performance da atriz. Ainda assim, em determinados momentos ao lado de Christian, fica a impressão de que Jessie poderia ter ido ainda mais longe na intensidade dramática.

Narrativamente, o filme começa com grande fôlego. Sua primeira hora é marcada por um ritmo pulsante e energético, que mantém o espectador constantemente envolvido. Entretanto, na parte intermediária — cerca de meia hora — o ritmo desacelera e a narrativa parece perder parte de sua força. Nesse momento, o filme passa a dar a sensação de estar apenas caminhando em direção ao desfecho, em vez de construir eventos realmente envolventes.

Felizmente, o final consegue recuperar boa parte da potência emocional da história. Os elementos narrativos encontram seu espaço e funcionam de forma satisfatória, demonstrando que, mesmo em meio ao excesso de ideias e à estética caótica, o roteiro nunca perde totalmente o foco na relação central entre os protagonistas. Vale destacar que a própria Maggie assina o roteiro, o que reforça sua identidade autoral e serve como um promissor cartão de visitas para sua carreira.

No fim das contas, “A Noiva” pode não ser um filme perfeitamente equilibrado em todos os aspectos. Ainda assim, sua personalidade marcante, sua coragem estética e sua energia criativa tornam a experiência cinematográfica difícil de ignorar. Maggie talvez ainda esteja no início de sua trajetória como diretora, mas já demonstra possuir uma voz própria — alguém disposto a arriscar, exagerar e experimentar sem medo de ultrapassar limites.

Sessão da Tarde: Globo exibe o musical “Annie” nesta quinta-feira (5), estrelado por Jamie Foxx e Cameron Diaz

A programação da Sessão da Tarde desta quinta-feira, 5 de março de 2026, aposta em uma história emocionante, cheia de música, humor e esperança. O filme escolhido pela TV Globo é Annie, releitura moderna de um dos musicais mais conhecidos da cultura pop.

Lançado em 2014, o longa traz uma versão contemporânea da clássica história da pequena órfã que acredita que dias melhores estão por vir. Com direção de Will Gluck, o filme mistura comédia, drama e números musicais para contar uma história sobre família, amizade e esperança.

O elenco reúne nomes conhecidos de Hollywood, como Jamie Foxx, Cameron Diaz, Bobby Cannavale, David Zayas e a jovem estrela Quvenzhané Wallis, que interpreta a protagonista.

Uma história clássica reinventada

A trama acompanha Annie Bennett, uma garota órfã cheia de energia e otimismo que vive em um orfanato administrado pela rígida e pouco carinhosa Srta. Hannigan. Apesar das dificuldades do dia a dia, Annie mantém o espírito positivo e acredita que seus pais voltarão algum dia para buscá-la.

A vida da menina muda completamente quando ela cruza o caminho de Will Stacks, um empresário bilionário que decide entrar para a política e concorrer ao cargo de prefeito da cidade. Durante um incidente nas ruas, ele acaba salvando Annie de um acidente, gesto que chama a atenção da mídia.

Percebendo o potencial da situação para sua campanha eleitoral, Stacks decide levar Annie para passar alguns dias em sua luxuosa mansão. O que começa como uma estratégia de marketing político acaba se transformando em algo muito maior.

Ao chegar à casa do milionário, Annie passa a conviver com funcionários que rapidamente se afeiçoam a ela. Sua personalidade carismática e seu olhar otimista começam a transformar o ambiente — inclusive a forma como Will Stacks enxerga a própria vida.

Música, humor e emoção

Por se tratar de uma adaptação de um musical clássico, “Annie” traz diversas canções que ajudam a contar a história e reforçam o clima leve da produção. As músicas acompanham os momentos mais marcantes da jornada da protagonista, desde as dificuldades no orfanato até as descobertas em sua nova realidade.

O filme é inspirado no musical da Broadway de 1977, que por sua vez foi baseado na famosa história em quadrinhos Little Orphan Annie, criada por Harold Gray em 1924.

Essa versão de 2014 atualiza a narrativa para os tempos modernos e também trouxe mudanças importantes na representação dos personagens principais. Na nova adaptação, Annie e Will Stacks são interpretados por atores afro-americanos, reforçando a diversidade e oferecendo uma nova leitura da história para as novas gerações.

Produção e bastidores

A produção do filme contou com nomes de peso da indústria do entretenimento. Entre os produtores estão o rapper e empresário Jay-Z e o ator Will Smith, que ajudaram a trazer uma abordagem contemporânea para o projeto.

Com orçamento estimado em cerca de 65 milhões de dólares, “Annie” arrecadou mais de 130 milhões mundialmente, mostrando que a história ainda tem grande apelo junto ao público.

Nos cinemas da América do Norte, o longa chegou às telas em dezembro de 2014 e disputou espaço nas bilheterias com grandes produções da época, como O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos e Uma Noite no Museu 3.

Mesmo com a forte concorrência, o filme conseguiu conquistar seu público, especialmente entre famílias e fãs de musicais.

Um filme sobre esperança

No centro da narrativa está a ideia de que pequenos gestos podem transformar vidas. Annie representa o olhar inocente e otimista de quem acredita que sempre existe uma chance de recomeçar.

Ao mesmo tempo, o filme mostra a transformação de Will Stacks, que começa a história focado apenas em sua carreira política e termina descobrindo que existem coisas muito mais importantes do que fama e poder.

Essa combinação de humor, emoção e música faz de “Annie” um filme leve e inspirador — perfeito para a proposta da Sessão da Tarde, conhecida por exibir produções voltadas para toda a família.

Phantom Lawyer | Yoo Yeon-seok e Esom vivem romance sobrenatural em novo trailer do k-drama jurídico

O aguardado k-drama Phantom Lawyer ganhou um novo trailer que destaca aquilo que os fãs mais queriam ver: a química entre seus protagonistas. Yoo Yeon-seok e Esom assumem o centro da narrativa em uma história que mistura fantasia, tribunal e romance com uma dose generosa de mistério.

A prévia aposta em momentos de tensão sobrenatural intercalados com trocas afetuosas e provocações sutis entre os personagens, deixando claro que o relacionamento entre os dois será tão importante quanto os casos jurídicos que enfrentam.

A série estreia em 13 de março de 2026, com exibição na SBS TV, sempre às sextas e sábados, às 21h50 (horário da Coreia do Sul). No Brasil, a produção será disponibilizada pela Netflix e pelo Rakuten Viki, com episódios lançados semanalmente.

Fantasia jurídica com toque romântico

“Phantom Lawyer” é descrita como uma fantasia jurídica que acompanha Shin Yi-rang, um advogado que herda o antigo escritório de um xamã e, a partir desse momento, passa a enxergar fantasmas. Longe de serem apenas aparições assustadoras, esses espíritos surgem como “clientes”, pedindo ajuda para resolver injustiças que ficaram pendentes em vida.

Yi-rang acredita que seu dom pode ser usado para fazer justiça de uma forma inédita. No entanto, sua vida profissional ganha um novo rumo quando ele cruza o caminho de Han Na-hyeon.

Han Na-hyeon é uma advogada renomada, conhecida por nunca ter perdido um caso — até que, inesperadamente, sofre uma derrota que abala sua confiança e reputação. Cética e racional, ela não acredita na história de fantasmas contada por Yi-rang. Porém, conforme eventos estranhos começam a acontecer ao seu redor, sua descrença passa a ser desafiada.

Yoo Yeon-seok, conhecido por papéis intensos e carismáticos, interpreta um protagonista sensível, com olhar atento e postura determinada. Já Esom dá vida a uma personagem forte, competitiva e inteligente, que precisa lidar com a frustração de não ser infalível.

Nas cenas divulgadas, os dois dividem momentos de tensão no tribunal e diálogos carregados de ironia fora dele. O contraste entre o advogado que conversa com fantasmas e a profissional pragmática cria uma dinâmica envolvente, que vai do confronto ao apoio mútuo.

O romance parece surgir de forma gradual, construído entre investigações sobrenaturais e batalhas jurídicas. O equilíbrio entre drama e leveza pode ser um dos grandes trunfos da produção.

A série é escrita por Kim Ga-young e Kang Cheol-gyu, com direção de Shin Jung-hoon. A combinação de fantasia com ambientação jurídica reforça uma tendência recente dos dramas sul-coreanos: misturar gêneros tradicionais com elementos sobrenaturais para criar narrativas mais ousadas.

Inicialmente prevista para estrear no segundo semestre de 2025, a produção sofreu alterações no calendário e foi transferida para o primeiro semestre de 2026. Em novembro de 2025, surgiram rumores de que a estreia aconteceria em janeiro. No entanto, um teaser especial divulgado em 31 de dezembro confirmou o lançamento para março de 2026. Em fevereiro, a emissora oficializou a data de 13 de março, consolidando a expectativa dos fãs.

Justiça para vivos e mortos

Além do romance, “Phantom Lawyer” promete explorar casos incomuns e emocionalmente impactantes. A ideia de fantasmas buscando resolução judicial amplia o conceito tradicional de tribunal, transformando cada episódio em uma investigação que atravessa o limite entre vida e morte.

O conflito central gira em torno da pergunta: é possível fazer justiça quando a vítima já não está mais entre os vivos? Para Yi-rang, a resposta é sim. Para Na-hyeon, essa lógica desafia tudo o que ela acredita.

Essa tensão entre razão e sobrenatural não apenas movimenta os casos da semana, mas também influencia o relacionamento do casal principal, que precisará aprender a confiar um no outro — e talvez, no invisível.

A Maldição da Múmia | Novo clipe revela transformação perturbadora e aumenta expectativa pelo terror da New Line

A New Line Cinema divulgou nesta terça-feira (03) um novo e inquietante clipe de Lee Cronin’s The Mummy, intitulado no Brasil como A Maldição da Múmia. A prévia mergulha ainda mais no clima sombrio da produção e apresenta uma cena carregada de tensão, espiritualidade e horror psicológico.

No vídeo, vemos uma mulher — aparentemente a avó da menina que carrega a maldição — orando intensamente por sua neta. À medida que a reza ganha força e desespero, a atmosfera se torna cada vez mais sufocante. Em cortes rápidos e perturbadores, o público vislumbra a transformação gradual da criança em algo monstruoso, assumindo traços que remetem a uma múmia antiga e amaldiçoada.

As imagens são propositalmente fragmentadas. A edição ágil impede que se compreenda completamente o que está acontecendo, criando um efeito ainda mais angustiante. A sensação é de que algo está muito errado — e que a oração, em vez de proteger, pode estar acelerando um destino aterrador.

 
 
 
 
 
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Um reencontro que vira pesadelo

Dirigido e roteirizado por Lee Cronin, o longa apresenta uma abordagem contemporânea para o mito da múmia, apostando mais no terror emocional e familiar do que em aventuras arqueológicas tradicionais.

A trama acompanha a filha de um jornalista que desaparece misteriosamente em um deserto, sem deixar qualquer pista. A família mergulha em luto e incerteza. Oito anos depois, quando todos já acreditavam não haver mais esperança, a jovem reaparece repentinamente.

O que deveria ser um reencontro emocionante se transforma em um verdadeiro pesadelo. A garota não parece mais a mesma — algo antigo, obscuro e inexplicável parece ter se apoderado dela. A partir desse ponto, o filme se desenvolve como uma escalada de tensão, misturando drama familiar e horror sobrenatural.

O elenco conta com Jack Reynor, Laia Costa e Veronica Falcon, que interpretam os membros da família devastada pelo desaparecimento — e pelo retorno perturbador.

Terror atmosférico e transformação física

Pelo que o novo clipe sugere, a produção deve investir fortemente em efeitos práticos e maquiagem para construir a transformação da menina na criatura amaldiçoada. Ainda que as imagens sejam rápidas, é possível perceber detalhes de pele ressecada, rachaduras e um visual que remete a algo ancestral.

A escolha de mostrar pouco e sugerir mais reforça o suspense. Em vez de entregar o monstro por completo, o estúdio aposta na imaginação do espectador — estratégia clássica do terror psicológico.

Lee Cronin, conhecido por trabalhos que equilibram tensão e intensidade visual, parece trazer para o projeto uma estética mais sombria e visceral. O clima do clipe é pesado, com iluminação baixa e trilha sonora crescente, ampliando a sensação de que forças antigas estão sendo despertadas.

Não confundir com o clássico de 1944

É importante destacar que esta nova produção não deve ser confundida com The Mummy’s Curse, lançado no Brasil como A Maldição da Múmia, filme dirigido por Leslie Goodwins e integrante da clássica franquia da Universal Pictures nos anos 1940. O longa estrelado por Lon Chaney Jr. marcou o encerramento da saga original da múmia Kharis naquele período.

A versão atual representa uma releitura moderna do mito, com narrativa independente e proposta estética completamente distinta da produção clássica.

“Surda” conquista três prêmios Goya e marca história com Miriam Garlo, primeira mulher surda premiada na maior honraria do cinema espanhol

O cinema espanhol viveu um momento histórico na mais recente edição do Prêmio Goya. O longa Surda saiu consagrado com três estatuetas e protagonizou um marco de representatividade: Miriam Garlo tornou-se a primeira mulher surda a vencer um Goya, ao receber o prêmio de Melhor Atriz Revelação.

Dirigido por Eva Libertad, irmã da protagonista, o filme também garantiu à cineasta o troféu de Melhor Direção Estreante. Já Álvaro Cervantes, que interpreta Héctor, levou o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante. A produção chega aos cinemas brasileiros em 14 de maio, com distribuição da Retrato Filmes.

Mais do que uma vitória artística, “Surda” simboliza um avanço importante na discussão sobre inclusão, identidade e protagonismo de pessoas com deficiência no audiovisual.

Um discurso que ecoou além do teatro

A cerimônia foi marcada por discursos emocionantes. Ao subir ao palco para receber seu prêmio, Miriam Garlo fez uma fala que rapidamente repercutiu nas redes e na imprensa internacional:

“Nenhuma pessoa surda é muda. Somos pessoas surdas, temos nossa própria identidade e nossa própria voz, mas nem sempre é oral.”

A declaração foi recebida com aplausos de pé e reforçou um ponto central do filme: a necessidade de romper estereótipos e ampliar a compreensão sobre a comunidade surda.

Eva Libertad também compartilhou suas inquietações iniciais. Segundo a diretora, havia o receio de que o longa fosse rotulado como um filme “de nicho”, restrito a um público específico. O que aconteceu foi o oposto. “Encontramos um público que nos acolheu de braços abertos”, afirmou. A recepção calorosa confirma que histórias particulares podem, sim, alcançar dimensão universal quando contadas com honestidade e sensibilidade.

Álvaro Cervantes, por sua vez, aproveitou o momento para refletir sobre o capacitismo estrutural presente na sociedade. “As pessoas surdas que conheci nesse filme me fizeram entender que a empatia não pode se basear apenas em boas intenções, mas sim em analisar nossos próprios privilégios”, declarou o ator.

Da vivência pessoal para as telas

Baseado em um curta-metragem homônimo, “Surda” nasce de uma experiência profundamente íntima. A história acompanha Ângela, uma mulher surda que engravida de seu parceiro ouvinte, Héctor. A chegada do bebê, que deveria ser apenas motivo de celebração, revela tensões invisíveis no relacionamento e expõe as barreiras impostas por uma sociedade pouco preparada para acolher pessoas com deficiência.

A maternidade surge como ponto central da narrativa. Ângela precisa lidar com inseguranças, julgamentos externos e o desafio de criar sua filha em um mundo estruturado majoritariamente para ouvintes. O filme não romantiza a situação, mas também não a transforma em um drama excessivamente sombrio. Há delicadeza, contradições e momentos de afeto que equilibram a intensidade do tema.

A escolha de Miriam Garlo para interpretar uma personagem inspirada em sua própria vivência confere autenticidade à produção. A atuação é construída a partir de gestos, olhares e silêncios que comunicam tanto quanto qualquer diálogo falado.

Reconhecimento internacional

Antes mesmo de conquistar o Goya, “Surda” já vinha trilhando uma trajetória consistente em festivais. O filme teve estreia mundial no Festival Internacional de Cinema de Berlim, onde integrou a Mostra Panorama e conquistou o Prêmio do Público — um indicativo da conexão imediata com espectadores de diferentes culturas.

Ao longo do circuito internacional, também foi premiado em festivais como Seattle, Málaga e Guadalajara. No Brasil, a primeira exibição ocorreu no Festival do Rio, onde despertou atenção pela abordagem sensível e pela força da protagonista.

Esse percurso reforça a dimensão global da obra. Ainda que trate de uma realidade específica, o filme dialoga com questões universais: pertencimento, comunicação, preconceito e amor.

Acessibilidade como prioridade

Coerente com sua temática, a estreia brasileira de “Surda” contará com recursos de acessibilidade em todas as sessões. O longa terá legenda descritiva, audiodescrição e interpretação em Libras por meio do aplicativo Conecta (@conectaacessibilidade), que permite o download desses recursos diretamente no celular, dentro da sala de cinema.

A iniciativa amplia o alcance da produção e reforça a importância de tornar o cinema um espaço verdadeiramente inclusivo. Não se trata apenas de contar histórias sobre pessoas com deficiência, mas de garantir que elas também possam acessar plenamente essas narrativas.

Saiba qual filme é destaque na Sessão da Tarde desta terça, 3 de março, na Globo

A programação da TV Globo traz nesta terça-feira, 3 de março de 2026, um drama baseado em fatos reais que promete emocionar o público da Sessão da Tarde. O longa Father Stu, exibido no Brasil com o título Luta Pela Fé: A História do Padre Stu, acompanha a trajetória intensa e surpreendente de Stuart Long — um homem que saiu dos ringues de boxe para os altares da Igreja Católica.

Com direção de Rosalind Ross, o filme mergulha na jornada de autodestruição, fé e redenção de um personagem real que marcou a vida de muitas pessoas nos Estados Unidos.

De boxeador promissor a sacerdote

Baseado na história real de Stuart Long (1963–2014), o longa apresenta um protagonista que parece viver em constante conflito consigo mesmo. Interpretado por Mark Wahlberg, Stu é um jovem determinado, de personalidade forte e espírito competitivo. Sua vida toma um rumo inesperado quando uma lesão o obriga a abandonar o sonho de se tornar um boxeador profissional.

Sem saber exatamente qual caminho seguir, ele decide se mudar para Los Angeles com a intenção de tentar a carreira de ator. É nesse período que conhece Carmen, professora católica vivida por Teresa Ruiz. Encantado por ela, Stu começa a frequentar a igreja inicialmente para impressioná-la — mas o que parecia apenas uma estratégia de conquista acaba se transformando em algo muito maior.

Após sofrer um grave acidente de moto, ele passa por uma profunda reflexão sobre sua própria existência. O episódio funciona como um divisor de águas em sua vida. O homem impulsivo e muitas vezes autodestrutivo começa a enxergar um propósito diferente para si: tornar-se padre.

A decisão de seguir o sacerdócio não é recebida com entusiasmo por todos, especialmente por sua família. O pai de Stu, Bill Long, interpretado por Mel Gibson, representa uma figura dura, cética e emocionalmente distante. Já sua mãe, Kathleen Long, vivida por Jacki Weaver, demonstra um olhar mais sensível, ainda que também carregado de preocupação.

O filme constrói esses relacionamentos de forma humana, mostrando que a conversão de Stu não acontece de maneira instantânea ou idealizada. Ele continua sendo imperfeito, questionador e, por vezes, explosivo. O diferencial está justamente nisso: sua fé não apaga suas falhas, mas o ajuda a enfrentá-las.

Ao longo da narrativa, o público acompanha sua luta não apenas espiritual, mas também física. Diagnosticado com uma doença degenerativa, Stu passa a conviver com limitações severas enquanto exerce o ministério sacerdotal. Mesmo diante da dor, ele se torna fonte de inspiração para a comunidade ao seu redor.

Um drama direto e sem romantizações

Diferente de produções religiosas mais tradicionais, Luta Pela Fé: A História do Padre Stu adota um tom mais cru e realista. O roteiro não transforma o protagonista em um santo intocável. Pelo contrário: evidencia seus erros, recaídas e conflitos internos.

Essa abordagem torna a história mais próxima do espectador. Stu não é apresentado como alguém perfeito, mas como alguém que encontrou sentido justamente em meio às próprias fragilidades. Sua transformação não é marcada por discursos grandiosos, e sim por pequenas decisões e atitudes que demonstram crescimento.

Além de Wahlberg, Gibson, Weaver e Teresa Ruiz, o elenco conta ainda com nomes como Niko Nicotera, Chiquita Fuller e Cody Fern. Na versão exibida na TV brasileira, o filme traz dublagem com vozes de Armando Tiraboschi, Gabriel Noya, Gabriela Milani, Marcus Jardym e Marlene Costa.

Produzido com um orçamento estimado em US$ 4 milhões, o longa arrecadou cerca de US$ 21,8 milhões mundialmente, superando expectativas e consolidando-se como um projeto de forte apelo emocional. Mark Wahlberg, inclusive, esteve diretamente envolvido na produção do filme e demonstrou interesse pessoal em contar essa história, destacando a importância de retratar personagens reais que enfrentaram desafios profundos.

Uma história sobre propósito

Mais do que um filme religioso, Luta Pela Fé é uma narrativa sobre propósito. A trajetória de Stuart Long mostra que mudanças radicais podem surgir de momentos de crise. O acidente de moto, que poderia ser apenas mais um capítulo trágico, torna-se o ponto de partida para uma transformação espiritual.

A produção convida o espectador a refletir sobre escolhas, recomeços e sobre a possibilidade de encontrar sentido mesmo após fracassos. Ao retratar a passagem de um homem do universo competitivo do boxe para o compromisso espiritual do sacerdócio, o filme cria um contraste poderoso entre força física e força interior.

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