“Surda” conquista três prêmios Goya e marca história com Miriam Garlo, primeira mulher surda premiada na maior honraria do cinema espanhol

O cinema espanhol viveu um momento histórico na mais recente edição do Prêmio Goya. O longa Surda saiu consagrado com três estatuetas e protagonizou um marco de representatividade: Miriam Garlo tornou-se a primeira mulher surda a vencer um Goya, ao receber o prêmio de Melhor Atriz Revelação.

Dirigido por Eva Libertad, irmã da protagonista, o filme também garantiu à cineasta o troféu de Melhor Direção Estreante. Já Álvaro Cervantes, que interpreta Héctor, levou o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante. A produção chega aos cinemas brasileiros em 14 de maio, com distribuição da Retrato Filmes.

Mais do que uma vitória artística, “Surda” simboliza um avanço importante na discussão sobre inclusão, identidade e protagonismo de pessoas com deficiência no audiovisual.

Um discurso que ecoou além do teatro

A cerimônia foi marcada por discursos emocionantes. Ao subir ao palco para receber seu prêmio, Miriam Garlo fez uma fala que rapidamente repercutiu nas redes e na imprensa internacional:

“Nenhuma pessoa surda é muda. Somos pessoas surdas, temos nossa própria identidade e nossa própria voz, mas nem sempre é oral.”

A declaração foi recebida com aplausos de pé e reforçou um ponto central do filme: a necessidade de romper estereótipos e ampliar a compreensão sobre a comunidade surda.

Eva Libertad também compartilhou suas inquietações iniciais. Segundo a diretora, havia o receio de que o longa fosse rotulado como um filme “de nicho”, restrito a um público específico. O que aconteceu foi o oposto. “Encontramos um público que nos acolheu de braços abertos”, afirmou. A recepção calorosa confirma que histórias particulares podem, sim, alcançar dimensão universal quando contadas com honestidade e sensibilidade.

Álvaro Cervantes, por sua vez, aproveitou o momento para refletir sobre o capacitismo estrutural presente na sociedade. “As pessoas surdas que conheci nesse filme me fizeram entender que a empatia não pode se basear apenas em boas intenções, mas sim em analisar nossos próprios privilégios”, declarou o ator.

Da vivência pessoal para as telas

Baseado em um curta-metragem homônimo, “Surda” nasce de uma experiência profundamente íntima. A história acompanha Ângela, uma mulher surda que engravida de seu parceiro ouvinte, Héctor. A chegada do bebê, que deveria ser apenas motivo de celebração, revela tensões invisíveis no relacionamento e expõe as barreiras impostas por uma sociedade pouco preparada para acolher pessoas com deficiência.

A maternidade surge como ponto central da narrativa. Ângela precisa lidar com inseguranças, julgamentos externos e o desafio de criar sua filha em um mundo estruturado majoritariamente para ouvintes. O filme não romantiza a situação, mas também não a transforma em um drama excessivamente sombrio. Há delicadeza, contradições e momentos de afeto que equilibram a intensidade do tema.

A escolha de Miriam Garlo para interpretar uma personagem inspirada em sua própria vivência confere autenticidade à produção. A atuação é construída a partir de gestos, olhares e silêncios que comunicam tanto quanto qualquer diálogo falado.

Reconhecimento internacional

Antes mesmo de conquistar o Goya, “Surda” já vinha trilhando uma trajetória consistente em festivais. O filme teve estreia mundial no Festival Internacional de Cinema de Berlim, onde integrou a Mostra Panorama e conquistou o Prêmio do Público — um indicativo da conexão imediata com espectadores de diferentes culturas.

Ao longo do circuito internacional, também foi premiado em festivais como Seattle, Málaga e Guadalajara. No Brasil, a primeira exibição ocorreu no Festival do Rio, onde despertou atenção pela abordagem sensível e pela força da protagonista.

Esse percurso reforça a dimensão global da obra. Ainda que trate de uma realidade específica, o filme dialoga com questões universais: pertencimento, comunicação, preconceito e amor.

Acessibilidade como prioridade

Coerente com sua temática, a estreia brasileira de “Surda” contará com recursos de acessibilidade em todas as sessões. O longa terá legenda descritiva, audiodescrição e interpretação em Libras por meio do aplicativo Conecta (@conectaacessibilidade), que permite o download desses recursos diretamente no celular, dentro da sala de cinema.

A iniciativa amplia o alcance da produção e reforça a importância de tornar o cinema um espaço verdadeiramente inclusivo. Não se trata apenas de contar histórias sobre pessoas com deficiência, mas de garantir que elas também possam acessar plenamente essas narrativas.

Saiba qual filme é destaque na Sessão da Tarde desta terça, 3 de março, na Globo

A programação da TV Globo traz nesta terça-feira, 3 de março de 2026, um drama baseado em fatos reais que promete emocionar o público da Sessão da Tarde. O longa Father Stu, exibido no Brasil com o título Luta Pela Fé: A História do Padre Stu, acompanha a trajetória intensa e surpreendente de Stuart Long — um homem que saiu dos ringues de boxe para os altares da Igreja Católica.

Com direção de Rosalind Ross, o filme mergulha na jornada de autodestruição, fé e redenção de um personagem real que marcou a vida de muitas pessoas nos Estados Unidos.

De boxeador promissor a sacerdote

Baseado na história real de Stuart Long (1963–2014), o longa apresenta um protagonista que parece viver em constante conflito consigo mesmo. Interpretado por Mark Wahlberg, Stu é um jovem determinado, de personalidade forte e espírito competitivo. Sua vida toma um rumo inesperado quando uma lesão o obriga a abandonar o sonho de se tornar um boxeador profissional.

Sem saber exatamente qual caminho seguir, ele decide se mudar para Los Angeles com a intenção de tentar a carreira de ator. É nesse período que conhece Carmen, professora católica vivida por Teresa Ruiz. Encantado por ela, Stu começa a frequentar a igreja inicialmente para impressioná-la — mas o que parecia apenas uma estratégia de conquista acaba se transformando em algo muito maior.

Após sofrer um grave acidente de moto, ele passa por uma profunda reflexão sobre sua própria existência. O episódio funciona como um divisor de águas em sua vida. O homem impulsivo e muitas vezes autodestrutivo começa a enxergar um propósito diferente para si: tornar-se padre.

A decisão de seguir o sacerdócio não é recebida com entusiasmo por todos, especialmente por sua família. O pai de Stu, Bill Long, interpretado por Mel Gibson, representa uma figura dura, cética e emocionalmente distante. Já sua mãe, Kathleen Long, vivida por Jacki Weaver, demonstra um olhar mais sensível, ainda que também carregado de preocupação.

O filme constrói esses relacionamentos de forma humana, mostrando que a conversão de Stu não acontece de maneira instantânea ou idealizada. Ele continua sendo imperfeito, questionador e, por vezes, explosivo. O diferencial está justamente nisso: sua fé não apaga suas falhas, mas o ajuda a enfrentá-las.

Ao longo da narrativa, o público acompanha sua luta não apenas espiritual, mas também física. Diagnosticado com uma doença degenerativa, Stu passa a conviver com limitações severas enquanto exerce o ministério sacerdotal. Mesmo diante da dor, ele se torna fonte de inspiração para a comunidade ao seu redor.

Um drama direto e sem romantizações

Diferente de produções religiosas mais tradicionais, Luta Pela Fé: A História do Padre Stu adota um tom mais cru e realista. O roteiro não transforma o protagonista em um santo intocável. Pelo contrário: evidencia seus erros, recaídas e conflitos internos.

Essa abordagem torna a história mais próxima do espectador. Stu não é apresentado como alguém perfeito, mas como alguém que encontrou sentido justamente em meio às próprias fragilidades. Sua transformação não é marcada por discursos grandiosos, e sim por pequenas decisões e atitudes que demonstram crescimento.

Além de Wahlberg, Gibson, Weaver e Teresa Ruiz, o elenco conta ainda com nomes como Niko Nicotera, Chiquita Fuller e Cody Fern. Na versão exibida na TV brasileira, o filme traz dublagem com vozes de Armando Tiraboschi, Gabriel Noya, Gabriela Milani, Marcus Jardym e Marlene Costa.

Produzido com um orçamento estimado em US$ 4 milhões, o longa arrecadou cerca de US$ 21,8 milhões mundialmente, superando expectativas e consolidando-se como um projeto de forte apelo emocional. Mark Wahlberg, inclusive, esteve diretamente envolvido na produção do filme e demonstrou interesse pessoal em contar essa história, destacando a importância de retratar personagens reais que enfrentaram desafios profundos.

Uma história sobre propósito

Mais do que um filme religioso, Luta Pela Fé é uma narrativa sobre propósito. A trajetória de Stuart Long mostra que mudanças radicais podem surgir de momentos de crise. O acidente de moto, que poderia ser apenas mais um capítulo trágico, torna-se o ponto de partida para uma transformação espiritual.

A produção convida o espectador a refletir sobre escolhas, recomeços e sobre a possibilidade de encontrar sentido mesmo após fracassos. Ao retratar a passagem de um homem do universo competitivo do boxe para o compromisso espiritual do sacerdócio, o filme cria um contraste poderoso entre força física e força interior.

Emergência Radioativa | Netflix revela trailer de minissérie sobre o maior acidente radiológico do Brasil

A Netflix divulgou o primeiro trailer de Emergência Radioativa, nova minissérie brasileira que revisita um dos episódios mais marcantes — e dolorosos — da história recente do país: o acidente com o Césio-137, ocorrido em Goiânia, em 1987. Com estreia marcada para 18 de março de 2026, a produção promete lançar luz sobre os impactos humanos, sociais e científicos de uma tragédia que mobilizou o Brasil e repercutiu internacionalmente.

Produzida pela Gullane em parceria com a Netflix, a minissérie aposta em uma abordagem sensível e realista para contar a história de um desastre que começou de forma quase banal: a abertura de um aparelho de radioterapia abandonado em um ferro-velho. O que parecia apenas sucata escondia um material altamente radioativo — o Césio-137 — que acabaria contaminando centenas de pessoas e marcando para sempre a memória coletiva do país.

Uma tragédia que começou com um brilho azul

O enredo parte do momento em que a máquina de radioterapia é desmontada, liberando o pó brilhante que despertou curiosidade e encantamento em quem o encontrou. O que ninguém imaginava era que aquele brilho azul escondia uma ameaça invisível e letal.

A partir daí, a série acompanha a rápida disseminação da contaminação pela cidade de Goiânia. Pessoas entram em contato com o material sem qualquer noção do perigo. Casas, objetos e roupas passam a carregar traços da radiação. O que se segue é uma corrida contra o tempo para identificar focos de contaminação, isolar áreas afetadas e salvar vidas.

Mas “Emergência Radioativa” não se limita a reconstruir fatos históricos. A proposta é mergulhar no drama humano por trás dos números: o medo, a desinformação, o preconceito e a solidariedade que emergiram em meio ao caos.

Heróis anônimos em meio ao desastre

Um dos eixos centrais da narrativa é o trabalho de médicos, físicos, cientistas e agentes públicos que atuaram na linha de frente do desastre. Muitos deles enfrentaram a radiação, a pressão da opinião pública e a falta de estrutura adequada para conter um acidente de proporções inéditas no Brasil.

A série destaca esses profissionais como heróis anônimos — figuras que, mesmo sem reconhecimento amplo, foram fundamentais para conter o avanço da contaminação e organizar uma resposta emergencial. Ao mesmo tempo, a produção também acompanha o drama de uma família diretamente atingida pela tragédia, trazendo uma perspectiva íntima e emocional à história.

Esse equilíbrio entre o olhar técnico e o humano é o que promete diferenciar a minissérie. Não se trata apenas de recontar um acidente, mas de explorar suas consequências na vida de pessoas comuns que tiveram suas rotinas abruptamente interrompidas.

Bastidores e equipe criativa

A minissérie foi criada por Gustavo Lipsztein, que desenvolveu o projeto com o objetivo de transformar o episódio histórico em uma narrativa acessível e impactante para o grande público. A direção geral fica por conta de Fernando Coimbra, conhecido por trabalhos de forte carga dramática e abordagem realista. Ele divide a direção com Iberê Carvalho.

No elenco principal estão nomes como Johnny Massaro, Paulo Gorgulho, Tuca Andrada, Bukassa Kabengele, Alan Rocha, Antonio Saboia, Clarissa Kiste e Douglas Simon. O time reúne intérpretes experientes e reconhecidos por performances intensas, o que reforça a expectativa de atuações marcantes.

Revisitando 1987 sob uma nova perspectiva

O acidente com o Césio-137 é considerado o maior desastre radiológico em área urbana fora de uma usina nuclear. O episódio revelou fragilidades na fiscalização de equipamentos médicos, falhas na destinação de resíduos hospitalares e a necessidade de protocolos mais rígidos para lidar com materiais radioativos.

“Emergência Radioativa” surge, portanto, não apenas como entretenimento, mas como um exercício de memória histórica. Ao dramatizar os acontecimentos, a série convida o público a refletir sobre responsabilidade, informação e os impactos de decisões negligentes.

O trailer divulgado pela Netflix já antecipa uma trama tensa, com cenas que alternam entre o brilho hipnotizante do material radioativo e o clima de urgência nos hospitais e centros de pesquisa. A trilha sonora e a fotografia reforçam o tom dramático, enquanto diálogos intensos apontam para conflitos éticos e emocionais.

Drama histórico com relevância contemporânea

Em tempos em que debates sobre ciência, informação e políticas públicas estão cada vez mais presentes, a minissérie ganha ainda mais relevância. O acidente de Goiânia foi também uma crise de comunicação: o desconhecimento sobre os efeitos da radiação gerou pânico, estigmatização de vítimas e desinformação em larga escala.

Ao trazer essa história para o streaming, a Netflix amplia o alcance de um episódio que muitas novas gerações conhecem apenas superficialmente. A produção promete contextualizar os fatos e humanizar as estatísticas, mostrando como o impacto ultrapassou números oficiais e afetou emocionalmente toda uma comunidade.

Disney confirma “Zombies 5” e inaugura nova fase da franquia com vampiros e mudança de protagonistas

A cidade fictícia de Rayburn está prestes a enfrentar mais um desafio sobrenatural — e musical. A Disney confirmou oficialmente a produção de Zombies 5, quinto capítulo da franquia que se tornou um dos maiores fenômenos teen do estúdio nos últimos anos. Com lançamento previsto para o verão de 2027 no Disney Channel dos Estados Unidos e estreia mundial no Disney+, o novo longa promete expandir o universo da saga ao introduzir sereias misteriosas em meio a uma paz ainda frágil entre vampiros e diúrnos.

A confirmação do projeto encerra meses de especulação entre fãs e consolida o sucesso contínuo da franquia, que começou explorando a convivência entre humanos e zumbis e evoluiu, ao longo dos anos, para um universo cada vez mais diverso e simbólico. Desta vez, porém, a principal novidade não está apenas nas criaturas que chegam à trama, mas também na transição de protagonismo.

Uma nova geração assume o centro da história

Os atores Malachi Barton e Freya Skye retornam como Victor e Nova, personagens apresentados anteriormente e que agora assumem o foco principal da narrativa. A mudança marca o início de uma nova fase para a franquia, que passa a acompanhar o amadurecimento desses jovens líderes em um cenário cada vez mais instável.

Os protagonistas originais, Milo Manheim e Meg Donnelly, não voltam a interpretar Zed e Addison nas telas. No entanto, continuam envolvidos no projeto como produtores executivos, ao lado de Skot Bright. A decisão reforça o compromisso do estúdio em manter a essência da franquia, mesmo diante da renovação do elenco principal.

Quem também retorna é Trevor Tordjman, reprisando o papel de Bucky, personagem que se tornou um dos favoritos do público e que ajuda a preservar a conexão com os primeiros filmes.

A trama: sereias ameaçam a harmonia em Rayburn

Ambientado após os acontecimentos de Zombies 4: Dawn of the Vampires — conhecido no Brasil como Zombies 4: A Era dos Vampiros — o novo filme mostra que a paz conquistada entre diúrnos (daywalkers) e vampiros está longe de ser definitiva.

Quando um grupo de sereias ferozes chega à cidade, Rayburn volta a mergulhar em incertezas. Essas novas criaturas trazem consigo uma canção sedutora e persuasiva, capaz de influenciar decisões e conquistar aliados. A harmonia construída com tanto esforço começa a balançar, colocando em risco o equilíbrio entre as espécies.

Victor e Nova precisam, então, unir forças mais uma vez para investigar as verdadeiras intenções das sereias e proteger o que foi conquistado. A narrativa mantém o tom característico da franquia: criaturas fantásticas servindo como metáforas para conflitos reais, como convivência, diferenças culturais e disputa por poder e influência.

Equipe criativa consolidada

A direção de Zombies 5 ficará novamente sob responsabilidade de Paul Hoen, vencedor do DGA e nome recorrente na franquia. Hoen também atua como produtor executivo, garantindo continuidade estética e narrativa.

O roteiro é assinado por David Light e Joseph Raso, que já contribuíram para capítulos anteriores da saga. A equipe criativa ainda conta com os roteiristas Chris Hazzard, Michael Fontana e Eydie Faye, ampliando as perspectivas dramáticas e musicais da história.

As coreografias, um dos pontos altos da franquia, serão comandadas por Dondraico Johnson, prometendo sequências de dança mais elaboradas e impactantes. A trilha sonora original ficará a cargo de Tom Howe, reforçando a identidade musical que sempre foi marca registrada da série.

Produção internacional e ambição visual

As filmagens começam em março de 2026, na Nova Zelândia, com previsão de término em junho do mesmo ano. A escolha do país como locação sugere que o filme pode explorar cenários naturais mais amplos e visualmente grandiosos — uma decisão que dialoga com a introdução das sereias e com a possibilidade de cenas ambientadas em regiões costeiras.

A aposta em uma produção internacional também indica que a Disney pretende elevar o padrão visual do projeto, mantendo o apelo televisivo, mas ampliando o escopo cinematográfico da franquia.

Um fenômeno que se reinventa

Desde o lançamento do primeiro filme, Zombies construiu uma base sólida de fãs ao combinar romance adolescente, trilhas contagiantes e mensagens sobre inclusão e diversidade. Cada novo capítulo adicionou uma camada diferente ao universo da história, usando criaturas sobrenaturais como metáforas para questões sociais contemporâneas.

A introdução das sereias representa mais um passo nessa evolução. Diferentemente dos conflitos físicos vistos em capítulos anteriores, a presença de uma “canção de sereia” sugere uma narrativa que pode explorar manipulação emocional, persuasão e influência coletiva — temas que dialogam diretamente com o universo jovem e digital.

Ao mesmo tempo, a transição de protagonistas permite que a franquia continue relevante para um público que cresce e muda ao longo dos anos. Victor e Nova simbolizam essa renovação, trazendo novas perspectivas e conflitos para Rayburn.

“Mortes no Sobrado” transforma o sertão paraibano em palco de mistério e acerto de contas

No romance Mortes no Sobrado, a escritora Fátima Sá Paraíba convida o leitor a atravessar as ruas empoeiradas da fictícia Aroeira, no sertão da Paraíba, para encarar uma verdade incômoda: o passado nunca desaparece completamente. Ele se instala nas paredes das casas antigas, nos olhares desconfiados da vizinhança e nas histórias que ninguém tem coragem de contar em voz alta.

A narrativa se desenrola entre as décadas de 1970 e 1990, período em que a cidade carrega as marcas de um poder concentrado nas mãos de poucos. No centro de tudo está um sobrado antigo, imponente e silencioso, que funciona quase como personagem. Ali viveu o temido Coronel Gomes, figura associada a abusos e mortes que, embora jamais plenamente esclarecidos, deixaram cicatrizes profundas na comunidade. Seu filho, Zé Gomes, herdou as terras, o sobrenome e também o peso de uma reputação construída sobre medo e autoridade.

Quando Zé Gomes é encontrado morto ao lado de uma jovem, em um caso oficialmente tratado como suicídio por envenenamento, a versão policial não consegue conter os rumores. Em cidades pequenas, a memória coletiva costuma ser mais persistente que qualquer laudo técnico. O episódio permanece como ferida aberta, atravessando gerações e alimentando desconfianças.

Anos depois, dois corpos desconhecidos surgem boiando na fonte do sobrado. A imagem é forte, quase simbólica: como se aquilo que foi enterrado no passado tivesse decidido emergir. Aroeira volta a sussurrar. O medo reaparece. E a sensação de que há contas antigas a serem pagas ganha força.

É nesse cenário que o delegado Tião aciona o inspetor Pingo D’Água, investigador experiente e conhecido pela atenção minuciosa aos detalhes. Diferente de quem se deixa levar por pressões políticas ou pela influência das famílias tradicionais, Pingo trabalha com paciência e escuta. Ele entende que, naquele caso, desvendar o crime significa também decifrar relações de poder, silêncios convenientes e pactos invisíveis.

Fátima Sá Paraíba constrói a investigação com ritmo cuidadoso, alternando tensão e introspecção. As pistas surgem aos poucos, conduzindo o leitor por um labirinto de suspeitas que envolve a família Gomes Barreto e personagens marcados por ressentimentos, perdas e lealdades ambíguas. Entre eles, destaca-se a figura enigmática de Fedorento, o flautista da praça, presença discreta que parece observar mais do que revela.

O grande mérito do romance está na forma como o mistério policial se entrelaça ao regionalismo. A autora utiliza expressões típicas, costumes locais e referências culturais do sertão paraibano para dar autenticidade à narrativa. O cenário não é apenas pano de fundo; ele molda comportamentos, decisões e conflitos. A seca, o calor e as relações de vizinhança compõem uma atmosfera que intensifica a sensação de clausura e vigilância constante.

Ao mesmo tempo, “Mortes no Sobrado” vai além da investigação criminal. A obra propõe uma reflexão sobre heranças históricas e ciclos de opressão. O poder exercido pelo coronel no passado não se dissolve com sua morte; ele reverbera nas estruturas sociais, na desigualdade e na dificuldade de romper com padrões antigos. O crime, nesse contexto, não é um acontecimento isolado, mas resultado de um sistema que naturaliza abusos e silencia vítimas.

Mesmo envolta em sombras, a narrativa preserva espaço para a esperança. A postura ética do inspetor Pingo D’Água representa a possibilidade de romper o ciclo. Sua insistência em buscar a verdade, ainda que isso desagrade figuras influentes, sugere que justiça pode ser lenta, mas não precisa ser inexistente.

Com linguagem acessível e forte senso de lugar, Fátima Sá Paraíba entrega um romance que dialoga tanto com leitores apaixonados por suspense quanto com aqueles interessados em histórias marcadas por identidade e crítica social. “Mortes no Sobrado” é, acima de tudo, um lembrete de que memórias reprimidas não desaparecem — elas aguardam o momento certo para retornar.

Harry Styles estreia nova turnê com show transmitido ao vivo pela Netflix direto de Manchester

A próxima sexta (6) será muito especial para os fãs de Harry Styles. O cantor escolheu Manchester, na Inglaterra, para dar o pontapé inicial em sua nova turnê — e quem não estiver no Reino Unido também poderá sentir a energia da estreia. A Netflix confirmou que exibirá o primeiro show da série de apresentações, aproximando o artista de milhões de pessoas ao redor do mundo. As informações são do Omelete.

O espetáculo, intitulado Harry Styles: Uma Noite em Manchester, será gravado na sexta-feira (6) e disponibilizado no catálogo do streaming no domingo (8), às 17h, no horário de Brasília. A proposta é transformar o lançamento da turnê em um evento global, daqueles que mobilizam redes sociais, grupos de fãs e playlists no volume máximo.

O momento não poderia ser mais simbólico. A apresentação marca também a estreia ao vivo das músicas do novo álbum Kiss All the Time. Disco, Occasionally., que chega oficialmente às plataformas no mesmo dia do show. Para quem acompanha a trajetória de Harry desde o início, trata-se de mais um capítulo importante de uma carreira que nunca deixou de se reinventar.

Antes de se tornar um dos maiores nomes do pop contemporâneo, Harry era apenas um adolescente participando do reality musical The X Factor, em 2010. Eliminado na categoria solo, ele ganhou uma segunda chance ao integrar a boy band One Direction. O grupo rapidamente se transformou em um fenômeno mundial, arrastando multidões e vendendo milhões de discos até entrar em hiato em 2016.

A pausa da banda abriu espaço para que Harry explorasse sua própria identidade artística. Em 2017, lançou seu álbum de estreia solo e mostrou que estava disposto a ir além do pop adolescente que o apresentou ao mundo. Vieram então trabalhos cada vez mais autorais, como Fine Line e Harry’s House, este último responsável por consolidar sua imagem como um artista maduro, versátil e capaz de dominar as paradas globais com naturalidade.

Mas a força de Harry Styles não se resume aos números. Seus shows são conhecidos pela atmosfera vibrante, pela proximidade com o público e pela liberdade criativa que ele imprime no palco. Há dança, há emoção, há momentos de introspecção e, principalmente, há conexão. É essa experiência que a Netflix pretende levar para dentro da casa dos assinantes.

Manchester, aliás, não é apenas mais uma cidade na agenda. Com forte tradição musical, o local carrega simbolismo dentro da cultura pop britânica. Escolher esse palco para iniciar uma nova fase reforça a ligação de Harry com suas raízes e com o público do Reino Unido, ao mesmo tempo em que transforma a apresentação em um acontecimento internacional.

Além da música, Harry construiu uma imagem que ultrapassa o entretenimento tradicional. Ele já se aventurou no cinema, estreando em Dunkirk, dirigido por Christopher Nolan, e tornou-se referência no mundo da moda, quebrando padrões e ampliando debates sobre estilo e identidade. Essa combinação de talento musical, presença de palco e autenticidade ajudou a consolidá-lo como um dos artistas mais influentes de sua geração.

Saiba quais são os filmes da Sessão da Tarde (02/03 a 05/03) – Miss Simpatia 2, Luta Pela Fé, Annie e Tire 5 Cartas

A Sessão da Tarde desta segunda, 2 de março, traz uma comédia repleta de ação, carisma e muito brilho. A clássica faixa vespertina apresenta Miss Simpatia 2: Armada e Poderosa, sequência estrelada por Sandra Bullock que conquistou o público ao misturar universo policial com concursos de beleza e situações completamente improváveis.

Lançado originalmente como Miss Congeniality 2: Armed and Fabulous, o longa dá continuidade à história da agente do FBI Gracie Hart. Depois de impedir um atentado durante o concurso Miss Estados Unidos no primeiro filme, Gracie se torna uma celebridade nacional. O problema é que a fama atrapalha — e muito — sua vida como agente secreta. Agora conhecida do grande público, ela já não consegue mais trabalhar infiltrada.

Para aproveitar a popularidade repentina, o FBI decide transformá-la na nova “cara” oficial da agência. Em vez de perseguir criminosos, Gracie passa a circular por programas de televisão, dar entrevistas e até oferecer dicas de moda. A agente durona que mal sabia usar salto alto se vê, de repente, promovendo sua imagem em atrações como Live with Regis and Kelly e The Oprah Winfrey Show, além de divulgar seu próprio livro.

Se no início ela resiste à nova função, aos poucos começa a gostar da atenção. O problema é que nem todos levam essa transformação a sério. Dentro da própria corporação, Gracie ganha o apelido irônico de “Barbie do FBI”, especialmente por parte de sua nova parceira, a agente Sam Fuller, interpretada por Regina King. Sam é transferida de Chicago para Nova York e designada como guarda-costas de Gracie — uma missão que nenhuma das duas recebe com entusiasmo.

A tensão entre elas é imediata. Sam é prática, séria e pouco paciente com o estrelismo involuntário da colega. Já Gracie ainda tenta equilibrar sua essência de agente com a nova rotina glamourosa. A relação começa marcada por atritos, mas a dinâmica entre as duas é um dos pontos altos do filme, trazendo diálogos afiados e situações cômicas que exploram o contraste de personalidades.

A história ganha novo rumo quando Cheryl Frazier, atual Miss Estados Unidos e amiga de Gracie, e o apresentador Stan Fields são sequestrados em Las Vegas. Mesmo contra as ordens do FBI, que não quer arriscar perder sua “mascote”, Gracie decide agir. Oficialmente, ela viaja à cidade para participar de uma conferência de imprensa, acompanhada por Sam. Extraoficialmente, está determinada a resolver o caso.

A investigação leva a dupla a ambientes inusitados, incluindo um clube drag onde precisam improvisar uma performance musical para conseguir informações. A sequência, que envolve interpretações inspiradas em Tina Turner e uma personagem caracterizada como Dolly Parton, é um dos momentos mais divertidos do longa e reforça o tom leve da produção.

Dirigido por John Pasquin, o filme aposta na mistura de comédia física, situações absurdas e uma trama policial relativamente simples, mas eficiente para sustentar o ritmo. Embora não tenha repetido o mesmo impacto cultural do primeiro filme, a sequência mantém o carisma de Sandra Bullock como seu principal trunfo. A atriz consegue equilibrar vulnerabilidade, humor e ação, tornando Gracie uma personagem fácil de torcer.

Com orçamento de aproximadamente 60 milhões de dólares e arrecadação superior a 100 milhões mundialmente, o longa mostrou desempenho modesto nas bilheterias, mas consolidou seu espaço na televisão aberta, tornando-se presença frequente em sessões da tarde e maratonas de comédia.

Na terça, 3 de março, a emissora apresenta o emocionante drama Father Stu, exibido no Brasil com o título “Luta Pela Fé: A História do Padre Stu”. Inspirado em fatos reais, o longa acompanha a trajetória intensa e transformadora de Stuart Long, um homem que saiu dos ringues de boxe para os púlpitos da Igreja Católica, marcando a vida de muitas pessoas com sua fé e perseverança.

Estrelado por Mark Wahlberg, o filme apresenta Stuart como um jovem de temperamento forte, determinado e acostumado a enfrentar desafios físicos. Sua carreira como boxeador, no entanto, é interrompida de forma abrupta após uma lesão séria, obrigando-o a abandonar o esporte que sempre definiu sua identidade. Sem saber exatamente qual caminho seguir, Stu decide tentar a sorte como ator e se muda para Los Angeles em busca de novas oportunidades.

É nesse período de incertezas que ele conhece Carmen, interpretada por Teresa Ruiz, uma professora católica dedicada e de fé inabalável. Encantado por ela, Stu começa a frequentar a igreja inicialmente com a intenção de se aproximar. O que começa como um gesto motivado por interesse amoroso logo se transforma em algo muito mais profundo.

Um grave acidente de moto muda completamente o rumo de sua vida. Confrontado com a fragilidade da própria existência, Stuart passa a refletir sobre seus erros, seus impulsos e o vazio que sente apesar de toda a postura confiante que sempre exibiu. A experiência traumática funciona como um divisor de águas, despertando nele um chamado espiritual inesperado.

A decisão de se tornar padre não é simples. Stu carrega um histórico de brigas, orgulho e comportamentos autodestrutivos que entram em choque com a imagem tradicional de um sacerdote. Seu pai, vivido por Mel Gibson, representa parte dessa resistência, refletindo conflitos familiares e emocionais mal resolvidos. A mãe, interpretada por Jacki Weaver, também enfrenta o desafio de entender a transformação do filho.

Dirigido por Rosalind Ross, o filme aposta em uma narrativa direta e emocional, explorando não apenas a fé, mas também as falhas humanas. “Luta Pela Fé” não retrata Stuart como um homem perfeito após sua conversão. Pelo contrário, mostra que sua personalidade intensa continua presente, agora canalizada para defender aquilo em que acredita. Sua franqueza e linguagem simples aproximam fiéis e pessoas afastadas da religião, tornando-o um padre pouco convencional, mas profundamente autêntico.

Outro ponto marcante da história é a batalha de Stu contra uma doença degenerativa que surge posteriormente, limitando seus movimentos e impondo novas provações físicas. Para alguém que construiu sua identidade na força do corpo, enfrentar a fragilidade se torna mais um teste de fé. Ainda assim, ele transforma o sofrimento em instrumento de conexão com aqueles que também enfrentam dores e desafios.

Com orçamento modesto de cerca de 4 milhões de dólares e arrecadação superior a 20 milhões mundialmente, o longa encontrou seu público principalmente pela força de sua mensagem e pela curiosidade em torno da história real de Stuart Long, que viveu entre 1963 e 2014. Mark Wahlberg, que também produziu o filme, demonstra envolvimento pessoal com o projeto, entregando uma atuação comprometida, marcada por intensidade e vulnerabilidade.

Nesta quarta, 4 de março, o grande destaque é a comédia brasileira Tire 5 Cartas. Estrelado por Lilia Cabral e Stepan Nercessian, o filme entrega uma história leve, espirituosa e cheia de personalidade, daquelas que misturam risadas com um toque de emoção e identidade cultural.

No centro da trama está Fátima, uma mulher de 60 anos que já viveu grandes sonhos e algumas decepções. Anos atrás, ela deixou São Luís, no Maranhão, decidida a conquistar o Rio de Janeiro com sua voz. Queria ser cantora, brilhar nos palcos, ouvir aplausos. Mas a vida, como costuma acontecer, seguiu por outro caminho. O sucesso não veio, as oportunidades não se concretizaram e ela precisou se reinventar.

É aí que surge sua nova versão: Fátima, a taróloga. Sentada diante de uma mesa cheia de cartas e símbolos místicos, ela atende clientes aflitos em busca de respostas sobre amor, dinheiro e futuro. Só que existe um pequeno detalhe que torna tudo ainda mais divertido. Suas previsões não vêm exatamente de um dom sobrenatural. Com a ajuda do marido Lindoval, ela pesquisa a vida dos clientes nas redes sociais antes das consultas e transforma informações simples em “revelações” surpreendentes.

Lindoval é cúmplice em todos os sentidos. Interpretado por Stepan Nercessian, ele é um eterno apaixonado pela música e faz cover de Sidney Magal, mantendo viva, de forma bem-humorada, a ligação do casal com o universo artístico. Entre figurinos extravagantes e apresentações cheias de charme, ele representa o parceiro fiel que embarca nas loucuras da esposa sem pensar duas vezes.

A rotina de pequenas armações e consultas místicas sai do controle quando um anel valioso aparece misteriosamente na casa de Fátima. Sem saber como a joia foi parar ali, ela e Lindoval acabam se envolvendo em uma confusão perigosa com criminosos interessados no objeto. De repente, a vida tranquila dá lugar a uma fuga às pressas.

O destino os leva de volta ao Maranhão. O retorno à terra natal não é apenas uma estratégia para despistar os bandidos, mas também um reencontro com o passado. Lá, Fátima descobre que herdou um antigo casarão da família e precisa lidar com a irmã, com quem mantém uma relação marcada por distâncias e ressentimentos antigos. O que começa como uma fuga se transforma em uma oportunidade inesperada de reconciliação e recomeço.

O grande charme do filme está justamente nessa mistura de comédia e humanidade. Fátima é exagerada, dramática, cheia de frases de efeito e segurança quando fala do destino alheio. Mas, no fundo, carrega frustrações e medos como qualquer pessoa. Ela passou a vida tentando prever o futuro dos outros, mas nunca conseguiu antecipar os próprios tropeços.

A direção de Diego Freitas aposta em um humor caloroso, valorizando as raízes maranhenses e a cultura local. A cidade, os costumes e os personagens secundários ajudam a dar textura à história, tornando o filme mais do que uma simples comédia de situação.

Lilia Cabral brilha ao construir uma protagonista intensa e carismática. Sua Fátima é ao mesmo tempo engraçada e vulnerável. O público ri de suas armações, mas também se identifica com seus sonhos interrompidos e com a necessidade de encontrar um novo sentido para a própria vida. A química com Stepan Nercessian reforça o tom leve da narrativa, criando momentos de cumplicidade que aquecem a tela.

Na Sessão da Tarde de quinta, 4 de março, a emissora apresenta a versão moderna de Annie, musical inspirado no clássico da Broadway que conquistou gerações. Colorido, atual e embalado por novas canções, o longa traz uma releitura contemporânea da história da órfã mais otimista do cinema.

Na trama, conhecemos Annie, vivida por Quvenzhané Wallis, uma garota esperta e cheia de esperança que vive em um orfanato no Brooklyn. Apesar das dificuldades e da rotina dura imposta pela senhora Hannigan, Annie mantém um olhar positivo sobre o mundo. Seu maior sonho é reencontrar os pais biológicos, que um dia prometeram voltar para buscá-la.

A responsável pelo orfanato é a amarga senhorita Hannigan, interpretada por Cameron Diaz. Diferente das vilãs tradicionais, esta versão aposta em um tom mais cômico e exagerado. Hannigan é desorganizada, sarcástica e claramente frustrada com a própria vida, o que acaba rendendo momentos divertidos ao longo do filme.

O rumo da história muda quando Annie cruza o caminho de Will Stacks, um empresário bilionário e candidato à prefeitura de Nova York, vivido por Jamie Foxx. Após salvá-la de um acidente em plena rua, Stacks percebe que o gesto pode render bons pontos em sua campanha eleitoral. A ideia de acolher Annie temporariamente surge como uma estratégia de marketing, cuidadosamente planejada por sua equipe.

O que começa como uma jogada política vai, aos poucos, se transformando em algo mais sincero. Na luxuosa mansão de Stacks, Annie conquista os funcionários, especialmente Grace, sua dedicada assistente, e começa a quebrar as barreiras emocionais do empresário. Acostumado a viver cercado de números, metas e compromissos, ele se vê diante da espontaneidade e da doçura da menina.

Dirigido por Will Gluck, o filme transporta a história clássica para a Nova York contemporânea, com celulares, redes sociais e estratégias políticas modernas. A produção apostou em uma trilha sonora renovada, com participação de Jay-Z como produtor musical, trazendo novas versões para canções icônicas como “Tomorrow”.

A trajetória do longa até as telas também passou por mudanças. Inicialmente anunciado em 2011, o projeto teria Will Smith e Jay-Z como produtores, e a jovem Willow Smith cotada para viver a protagonista. Com o tempo, o elenco e a direção foram redefinidos até chegar à versão final lançada nos cinemas.

Com orçamento estimado em 65 milhões de dólares e arrecadação global superior a 130 milhões, o filme encontrou seu público principalmente entre famílias e fãs de musicais leves. Embora tenha dividido opiniões da crítica, conquistou espaço como entretenimento despretensioso e acessível.

O coração da história continua sendo a força do otimismo infantil. Annie representa aquela capacidade rara de acreditar que dias melhores virão, mesmo quando as circunstâncias parecem desfavoráveis. Sua presença ilumina ambientes, transforma relações e faz com que adultos endurecidos revisitem sentimentos esquecidos.

Para fechar a semana com emoção, a Globo exibe o tocante drama The Art of Racing in the Rain, conhecido no Brasil como “Meu Amigo Enzo”. Baseado no livro homônimo de Garth Stein, o filme acompanha a trajetória do piloto Denny Swift, interpretado por Milo Ventimiglia. Ambicioso e talentoso nas pistas, Denny vive em busca de seu espaço no automobilismo profissional. Mas, longe dos autódromos, sua maior corrida é equilibrar sonhos, família e desafios inesperados.

Tudo começa quando ele adota um filhote carismático chamado Enzo. O cão, que ganha voz na narração de Kevin Costner, não é apenas um companheiro de quatro patas. Ele se torna observador atento da vida humana, refletindo sobre sentimentos, escolhas e aprendizados com uma sensibilidade que surpreende.

Enzo cresce ao lado de Denny e acompanha cada fase de sua vida. Quando o piloto conhece Eve, vivida por Amanda Seyfried, o cachorro também passa a fazer parte dessa nova dinâmica familiar. O relacionamento floresce, o casal constrói uma vida juntos e a chegada da pequena Zoe transforma a casa em um lar ainda mais completo.

Mas, assim como nas corridas, a vida traz curvas perigosas. Problemas de saúde, conflitos familiares e batalhas judiciais colocam Denny à prova de maneiras que ele jamais imaginou. Em meio às dificuldades, Enzo permanece firme, observando tudo com a esperança de que seu dono consiga aplicar nas adversidades as mesmas técnicas que usa nas pistas: foco, paciência e coragem.

O grande diferencial do filme é justamente essa perspectiva canina. Enzo acredita que, ao compreender profundamente os humanos, poderá evoluir espiritualmente e, quem sabe, voltar em outra vida como uma pessoa. Suas reflexões sobre amor, perda e persistência dão à narrativa um tom poético e delicado.

Dirigido por Simon Curtis, o longa aposta em uma fotografia sensível e em cenas de corrida que contrastam com momentos intimistas dentro de casa. O roteiro equilibra drama familiar com a paixão pelo automobilismo, mostrando que a verdadeira vitória nem sempre acontece sob aplausos, mas sim nas pequenas escolhas diárias.

Disney+ Canadá vaza data de “Zootopia 2” e sequência se consolida como fenômeno bilionário

Uma publicação feita e rapidamente apagada pelo perfil do Disney+ no Canadá acabou revelando antes da hora a data de lançamento de Zootopia 2 na plataforma. Segundo o post, a animação chega ao catálogo em 11 de março de 2026. Embora a postagem tenha sido deletada poucos minutos depois, internautas conseguiram capturar a informação, que se espalhou rapidamente nas redes sociais. As informações são do Omelete.

O vazamento acontece em meio ao enorme sucesso comercial da sequência produzida pela Walt Disney Animation Studios e distribuída pela Walt Disney Studios Motion Pictures. Lançado nos Estados Unidos em 26 de novembro de 2025, durante o feriado de Ação de Graças, o longa não apenas conquistou o público como também se tornou um dos maiores fenômenos de bilheteria do ano.

Nos Estados Unidos, o filme superou inclusive Um Filme Minecraft, assumindo o posto de maior bilheteria de 2025 no país. A animação manteve um desempenho consistente por semanas e permaneceu impressionantes 13 finais de semana no Top 10 americano, algo raro mesmo para grandes produções familiares.

Globalmente, o desempenho foi ainda mais expressivo. Com arrecadação de US$ 1,85 bilhão em todo o mundo, sendo US$ 1,425 bilhão apenas no mercado internacional, “Zootopia 2” consolidou-se como um dos maiores sucessos da história recente da Disney. Com orçamento estimado em US$ 150 milhões, o retorno financeiro foi gigantesco, transformando o longa em um verdadeiro fenômeno cultural e comercial.

Dirigido e roteirizado por Jared Bush, com codireção de Byron Howard, o filme traz de volta as vozes de Ginnifer Goodwin como Judy Hopps e Jason Bateman como Nick Wilde. A dupla retorna após os eventos do primeiro longa, lançado em 2016, agora como parceiros oficiais na Polícia de Zootopia.

A trama começa apenas uma semana após Judy e Nick se tornarem oficialmente uma dupla. Apesar do entusiasmo inicial, as diferenças de personalidade rapidamente criam atritos. Após atrapalharem uma operação contra uma quadrilha de contrabando de tamanduás, o Chefe Bogo ameaça separá-los, a menos que participem de sessões de terapia conduzidas pela carismática quokka Dra. Fuzzby.

Paralelamente, Judy começa a suspeitar da presença de uma cobra na cidade ao encontrar pistas intrigantes durante a operação. A investigação leva a dupla ao luxuoso Baile Zootenário, evento que celebra o centenário da cidade e é organizado pela influente família Lincesley, descendente do fundador oficial de Zootopia, Ebenezer Lincesley.

No baile, o clima festivo é interrompido quando uma víbora surge, sequestra Milton Lincesley e rouba um antigo diário que contém detalhes sobre o projeto das muralhas climáticas da cidade. O pânico se instala e, em meio ao caos, Judy tenta entender as verdadeiras intenções da cobra, que afirma que os répteis não são os vilões que a história oficial descreve.

A narrativa então mergulha em um mistério mais profundo. Acusados injustamente, Judy e Nick se tornam fugitivos e descobrem que os répteis foram expulsos de Zootopia no passado após uma fraude envolvendo a verdadeira criadora da tecnologia das muralhas climáticas, Agnes, ancestral da víbora Gary A’Cobra. Segundo a revelação, Ebenezer teria roubado o crédito pela invenção e incriminado Agnes para apagar sua contribuição da história.

A investigação leva a dupla à Ravina dos Répteis, uma antiga vila soterrada sob a neve de Tundralândia, onde estaria escondida a patente original da invenção. Em meio a traições e reviravoltas, Patalberto Lincesley revela sua ambição de destruir as provas para preservar o nome de sua família. O confronto final mistura ação, emoção e reconciliação, culminando na exposição da verdade e na reintegração dos répteis à sociedade.

Além do sucesso comercial, “Zootopia 2” recebeu forte aclamação da crítica e garantiu indicação ao Oscar, reforçando o prestígio da produção. A combinação de roteiro envolvente, personagens carismáticos e animação de alto nível técnico ajudou a consolidar a sequência como um dos grandes marcos da animação contemporânea.

Saiba qual filme vai passar na Temperatura Máxima deste domingo, 1º de março, na Globo

A tarde deste domingo, 1º de março de 2026, será dominada por rugidos, explosões e batalhas monumentais na TV Globo. A tradicional sessão Temperatura Máxima apresenta o épico Godzilla vs. Kong, colocando frente a frente dois dos maiores ícones da história do cinema em um confronto que ultrapassa qualquer noção de escala.

A produção representa o encontro de lendas. De um lado, Godzilla, o rei dos monstros, símbolo de destruição e força da natureza. Do outro, Kong, o gigante que, apesar da imponência, carrega uma conexão mais emocional com os humanos. O longa parte justamente desse contraste para construir uma narrativa que mistura espetáculo visual e disputa de territórios.

A história começa acompanhando Kong em cativeiro monitorado pela organização Monarch. O gigante vive sob observação, em um ambiente criado para simular seu habitat natural, enquanto cientistas tentam entender melhor sua origem e comportamento. Entre eles está a personagem vivida por Rebecca Hall, que desenvolve uma relação especial com o animal, especialmente por meio de uma jovem garota surda que se comunica com ele por linguagem de sinais. (Via AdoroCinema)

Enquanto isso, Godzilla passa a atacar instalações humanas sem motivo aparente, colocando em dúvida a confiança que havia sido estabelecida após os eventos de Godzilla II: Rei dos Monstros. O que antes parecia um equilíbrio frágil entre titãs e humanidade se transforma em caos. Cidades são evacuadas, autoridades entram em estado de alerta e cresce a sensação de que algo muito maior está por trás desses ataques.

É nesse cenário de tensão que surge a proposta arriscada de levar Kong até a Terra Oca, um mundo subterrâneo que pode ser sua verdadeira casa. A expedição é liderada pelo personagem de Alexander Skarsgård, que acredita que ali esteja escondida uma fonte de energia capaz de explicar a origem dos titãs e, talvez, conter a fúria de Godzilla. A jornada rumo ao desconhecido adiciona um tom de aventura ao filme, ampliando ainda mais a escala da narrativa.

Mas o que o público realmente espera acontece quando os dois gigantes finalmente se encontram. O primeiro embate acontece em alto-mar e já deixa claro que não haverá trégua. Navios militares parecem brinquedos diante da força bruta das criaturas. Cada golpe reverbera como um terremoto, e a sensação de impotência humana é constante. A batalha seguinte, ambientada em uma metrópole iluminada por neon, eleva o espetáculo visual a outro nível, com prédios sendo destruídos como peças de dominó.

Dirigido por Adam Wingard, o filme aposta em uma abordagem mais dinâmica e direta, priorizando o ritmo acelerado e os confrontos grandiosos. Wingard já havia declarado que queria entregar um vencedor definitivo para o duelo, evitando a ambiguidade que marcou o clássico encontro entre os dois monstros nos anos 1960. Essa decisão dá ao longa uma tensão adicional, pois deixa claro que não se trata apenas de um confronto simbólico.

O elenco humano também conta com Millie Bobby Brown, que reprisa seu papel do filme anterior, além de Brian Tyree Henry, Kyle Chandler e Demián Bichir. Embora os personagens sirvam principalmente como ponte entre uma batalha e outra, eles ajudam a construir o contexto que sustenta o conflito principal.

Lançado em 2021, em meio aos desafios da pandemia, “Godzilla vs. Kong” foi um dos primeiros grandes blockbusters a testar um modelo híbrido de distribuição, chegando simultaneamente aos cinemas e ao streaming nos Estados Unidos. Mesmo com restrições de público em várias partes do mundo, o filme arrecadou cerca de 467 milhões de dólares globalmente, consolidando-se como um dos maiores sucessos daquele ano e reafirmando a força do chamado MonsterVerse.

Visualmente, a produção impressiona. Os efeitos especiais criam criaturas com peso, textura e presença realista, algo essencial para que o público aceite a fantasia proposta. As cenas de luta são coreografadas como verdadeiros duelos de titãs, com enquadramentos que destacam a diferença de tamanho em relação ao ambiente urbano e aos humanos que tentam sobreviver ao caos.

Ao mesmo tempo, o filme carrega uma dimensão simbólica interessante. Godzilla representa a força incontrolável da natureza, enquanto Kong carrega traços mais humanizados, como lealdade e instinto de proteção. O embate entre eles vai além da disputa física e sugere um choque entre instinto e estratégia, entre isolamento e convivência.

Para quem acompanha a trajetória desses personagens desde os filmes clássicos, o longa é também um momento histórico. Trata-se do 36º filme da franquia Godzilla e do 12º da franquia King Kong, além de ser o quarto capítulo do universo compartilhado da Legendary. A união dessas mitologias consolida uma nova fase para o cinema de monstros, que combina tradição e tecnologia de ponta.

BL japonês “Unexpectedly Naughty Fukami” ganha data de estreia e protagonistas revelados

Os fãs de doramas BL já podem anotar na agenda: Unexpectedly Naughty Fukami estreia no dia 6 de abril e promete entregar romance, tensão e aquela química irresistível que conquista o público logo nos primeiros episódios.

A produção será estrelada por Kashio Atsuki e Miyazaki Yuu, que assumem os papéis centrais da trama. A história acompanha Kaji, um funcionário bonito, carismático e extremamente popular no escritório onde trabalha. Confiante e um tanto narcisista, ele está acostumado a chamar atenção por onde passa.

Tudo muda quando ele conhece Fukami. Em um primeiro momento, Kaji afirma para si mesmo que jamais se envolveria com alguém como ele. Determinado e seguro de suas próprias escolhas, ele acredita ter total controle sobre seus sentimentos. No entanto, uma viagem muda completamente o rumo da história.

Durante a estadia, Kaji vê Fukami sair do banho e, nesse instante aparentemente simples, descobre um lado inesperado e encantador que o deixa completamente desarmado. A partir daí, a certeza dá lugar à dúvida, e o que era rejeição começa a se transformar em curiosidade e atração.

“Unexpectedly Naughty Fukami” aposta justamente nesse contraste entre aparência e vulnerabilidade, orgulho e entrega. A série deve explorar o desenvolvimento da relação entre os dois protagonistas, misturando momentos leves, tensão romântica e aquele clima típico das produções BL japonesas que conquistam pela delicadeza e pela intensidade emocional.

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