Invocação do Mal 4: O Último Ritual aterroriza e emociona mais de 3,4 milhões de brasileiros em estreia histórica

O terror tomou conta das salas de cinema brasileiras nas últimas semanas. O Último Ritual, a mais recente produção do famoso universo de filmes de terror Invocação do Mal, estreou em 4 de setembro de 2025 e rapidamente se tornou um fenômeno de público, atraindo mais de 3,4 milhões de espectadores e arrecadando mais de R$ 71 milhões em menos de duas semanas. Dirigido por Michael Chaves, o longa encerra a saga do casal de investigadores paranormais Ed e Lorraine Warren, interpretados por Patrick Wilson e Vera Farmiga, combinando sustos intensos, tensão sobrenatural e uma narrativa profundamente emocional.

O sucesso do filme vai além do simples impacto visual. Para o produtor Peter Safran, o diferencial está na capacidade do terror de se unir à emoção humana. “Precisávamos criar um filme que não apenas assustasse, mas que também emocionasse de verdade. Se conseguirmos fazer o público sentir medo e lágrimas ao mesmo tempo, teremos cumprido nossa missão”, afirma Safran. Chaves seguiu à risca essa proposta, equilibrando momentos de suspense absoluto com cenas que exploram a fragilidade, a coragem e a fé dos personagens. Essa combinação resultou em um filme que não apenas assusta, mas também conecta o público à experiência humana por trás do sobrenatural.

O quarto filme da franquia de sucesso se inspira em fatos reais, baseando-se no Caso Smurl, uma das investigações conduzidas pelos Warrens. O roteiro, escrito por Ian Goldberg, Richard Naing e David Leslie Johnson-McGoldrick, combina elementos da história real com o estilo cinematográfico característico da franquia. Além de Wilson e Farmiga, o elenco conta com Mia Tomlinson e Ben Hardy, que interpretam personagens fundamentais na trama, criando uma ponte entre passado e presente dentro de uma narrativa carregada de tensão e mistério.

Enredo: medo, emoção e coragem

O longa começa em 1964, com Ed e Lorraine investigando um espelho antigo em uma loja de curiosidades. Lorraine tem uma visão aterrorizante de uma entidade sombria e de seu filho ainda não nascido, levando-a a desmaiar e a ser levada ao hospital. O nascimento de sua filha Judy, que inicialmente nasce morta, marca um dos momentos mais dramáticos do filme, quando o casal consegue trazê-la de volta à vida. Esta abertura já estabelece a dualidade que atravessa toda a história: terror e emoção humana andando lado a lado.

Vinte e dois anos depois, a narrativa central se concentra na família Smurl, que se muda para uma casa na Pensilvânia. Jack e Janet Smurl vivem com os pais de Jack e suas quatro filhas. Aparentemente, a vida familiar é tranquila até que um presente de aniversário — um grande espelho — desencadeia uma série de acontecimentos sobrenaturais. Objetos se movem sozinhos, vozes misteriosas ecoam pela casa e aparições sombrias passam a assombrar os membros da família. Com o tempo, as manifestações se tornam violentas: o espelho causa ferimentos físicos, atacando a filha mais velha, Dawn, e ameaçando a segurança de todos.

Desesperada, a família decide expor os eventos para a imprensa, buscando respostas e ajuda. É nesse ponto que o filme conecta o terror à experiência humana: medo real de perder pessoas queridas, a sensação de impotência e a necessidade de proteger aqueles que amamos. A tensão cresce quando o Padre Gordon tenta ajudar os Smurls, mas é atacado por forças malignas, resultando em sua morte. Judy, filha dos Warrens, sente o perigo e decide agir por conta própria, demonstrando a coragem e a responsabilidade que herdou de seus pais.

Judy Warren: amadurecimento e poderes sobrenaturais

Judy, interpretada por Mia Tomlinson, torna-se uma personagem central, mostrando a evolução de seus dons psíquicos. As visões que Judy começa a ter — incluindo aparições de Annabelle e de uma mulher idosa ligada à entidade do espelho — aumentam a tensão e adicionam camadas emocionais à narrativa. Paralelamente, seu romance com Tony Spera, vivido por Ben Hardy, introduz momentos de ternura e humanidade, equilibrando o horror da história. A jornada de Judy é sobre crescimento, responsabilidade e enfrentamento do desconhecido, tornando-a uma figura essencial tanto na batalha contra o mal quanto no desfecho emocional do filme.

Quando Judy localiza os Smurls, Ed, Lorraine e Tony unem forças com ela para enfrentar a entidade maligna. O clímax do filme é uma sequência eletrizante que mistura possessões, exorcismos e fenômenos sobrenaturais com emoção humana. Lorraine explora suas habilidades psíquicas, Judy enfrenta suas visões mais perturbadoras, e Ed lidera o confronto com coragem e fé. O terror se mistura à emoção, reforçando que amor, união e coragem podem prevalecer diante do mal mais profundo. A destruição do espelho amaldiçoado encerra o conflito, permitindo que a família Smurl viva com mais tranquilidade e que os Warrens guardem o objeto em segurança em seu Museu do Ocultismo.

Onde assistir

O flme está em cartaz em todo o Brasil, com sessões em horários variados e versões acessíveis, incluindo legendas e recursos para pessoas com deficiência auditiva. Para conferir horários e comprar ingressos, recomenda-se consultar os cinemas locais ou plataformas online de bilheteria.

Lee Jung-jae e Lim Ji-yeon encantam em pôsteres de Nice to Not Meet You, k-drama original do Prime Video

O universo dos k-dramas continua a surpreender fãs de todo o mundo, e 2025 promete um lançamento que já gera grande expectativa: Nice to Not Meet You. O drama reúne duas estrelas de peso: Lee Jung-jae, que conquistou fama internacional com Round 6, e Lim Ji-yeon, reconhecida por sua atuação em A Lição. Abaixo, confira os primeiros pôsteres oficiais divulgados pelo Prime Video.

Dirigido por Kim Ga-ram e roteirizado por Jung Yeo-rang, s série se apresenta como uma história contemporânea que mistura investigação, jornalismo e complexidades das relações humanas. A trama acompanha Lim Hyun-joon (Lee Jung-jae), um ator especializado em papéis de detetive que, apesar do sucesso, sente que perdeu o propósito que o levou à carreira artística. Ao seu lado, Wi Jeong-shin (Lim Ji-yeon) é uma repórter talentosa cuja trajetória foi interrompida após um escândalo de corrupção de grande repercussão. Juntos, eles embarcam em uma jornada inesperada de autodescoberta, reconciliação pessoal e dilemas éticos, enquanto lidam com os desafios do passado e do presente.

O elenco de apoio traz nomes renomados da indústria sul-coreana. Kim Ji-hoon (Cidade Invisível, Kingdom) interpreta Lee Jae-hyung, ex-jogador de beisebol e atual presidente da revista esportiva Sports Eunseong, adicionando camadas corporativas e mediáticas à história. Seo Ji-hye (Crash Landing on You, Gourmet) assume Yoon Hwa-young, jovem chefe do departamento de entretenimento da revista, prometendo tramas de ambição e estratégias nos bastidores.

Complementando o time, Choi Gwi-hwa (Signal, Kingdom 2), Na Young-hee (The World of the Married, Secret Boutique), Kim Hyun-jin (Move to Heaven, Sweet Home) e Jin Ho-eun (All of Us Are Dead, Love Alarm) dão corpo ao núcleo familiar e de apoio. Kim Hyun-jin interpreta Lim Seon-woo, irmão de Hyun-joon, enquanto Jin Ho-eun vive Wi Hong-shin, irmão mais novo de Jeong-shin. Esses personagens aprofundam a narrativa, mostrando como relações familiares e experiências passadas influenciam escolhas, conflitos e conexões emocionais.

O processo de produção do drama começou a se desenhar em março de 2024, com a leitura completa do roteiro, etapa essencial para a compreensão das personagens e avaliação da química entre os atores. As filmagens principais tiveram início ainda na primeira metade do ano, sob supervisão rigorosa de Kim Ga-ram. Lee Jung-jae decidiu assumir o papel após analisar a complexidade emocional do personagem, enquanto Lim Ji-yeon se mostrou entusiasmada com a oportunidade de explorar camadas de força e vulnerabilidade em Jeong-shin.

A imprensa especializada destacou o envolvimento de todos os integrantes do elenco. O anúncio da participação de Lee Jung-jae em novembro de 2024 causou grande repercussão, consolidando o drama como um dos mais esperados do ano. Nos meses seguintes, confirmações de Choi Gwi-hwa, Kim Hyun-jin, Jin Ho-eun e Na Young-hee mantiveram o interesse do público elevado, reforçando a expectativa por uma produção de alta qualidade, com elenco equilibrado entre experiência e química natural.

Programada para estrear na segunda metade de 2025, a série será exibida na tvN às segundas e terças-feiras, com episódios também disponíveis para streaming no Amazon Prime Video em territórios selecionados. A estratégia reflete a internacionalização crescente dos k-dramas, que conquistam audiência global graças às plataformas digitais. Para os fãs, é uma oportunidade de acompanhar performances intensas e nuances dramáticas, unindo o talento de Lee Jung-jae e Lim Ji-yeon em uma história que promete misturar tensão, emoção e humanidade.

Crítica | GOAT é um retrato cru e perspicaz da pressão no esporte de elite

O título original do filme, Him, carrega uma ambiguidade instigante ao estabelecer uma conexão direta com Deus, funcionando como uma metáfora inteligente para uma narrativa que explora o culto à excelência e a idolatria no esporte contemporâneo. No Brasil, a escolha do título GOAT — acrônimo de Greatest of All Time — reforça a temática esportiva e conecta imediatamente o público ao universo da NFL, onde a expressão já é consagrada para designar os maiores atletas de todos os tempos. Essa adaptação linguística evidencia o cuidado da obra em se comunicar com diferentes públicos sem perder sua essência crítica.

Narrativamente, o filme consegue equilibrar humor, drama e crítica social. A história acompanha a trajetória de jovens quarterbacks que enfrentam pressões quase sobre-humanas, lidando com expectativas da mídia, dos fãs e do próprio sistema esportivo. O roteiro não se limita a glorificar o sucesso, mas aprofunda-se nos bastidores do esporte, abordando lesões que comprometem carreiras, os efeitos devastadores do trauma craniano, o uso de substâncias para aumento de desempenho, além da corrupção e da manipulação nos bastidores das franquias. Dessa forma, GOAT oferece uma reflexão contundente sobre a dualidade entre divinização pública e exploração institucional de atletas, um tema raramente abordado com tanta clareza no cinema esportivo.

O uso de metáforas religiosas é uma das marcas da obra. A associação entre conquista esportiva e fé — comum entre atletas profissionais — é explorada de maneira recorrente, reforçando o caráter quase sacro que o público confere às estrelas da NFL. Embora algumas cenas, como a referência à Última Ceia, possam soar excessivamente literais, a estratégia simbólica contribui para a crítica central do filme: a transformação de atletas em figuras quase divinas enquanto são tratados como produtos dentro de um sistema competitivo e mercantilizado.

No que se refere às performances, o elenco entrega atuações consistentes. Há química convincente entre os protagonistas e momentos de autenticidade que sustentam as tensões dramáticas. Visualmente, o filme apresenta soluções criativas e impactantes, como as sequências em raio-X que mostram o corpo humano em sua fragilidade e mecanicidade, reforçando a ideia de atletas como máquinas de alto desempenho. O estilo do desfecho, com referências tarantinescas, traz ousadia e irreverência, contribuindo para um fechamento que mistura suspense, humor e crítica social. Pequenos deslizes técnicos, como o uso incorreto de equipamentos, são perceptíveis para os fãs mais atentos, mas não comprometem a experiência geral.

Entretanto, nem tudo é impecável. O desenvolvimento de personagens deixa lacunas significativas. A relação entre Cam e seu pai carece de profundidade emocional, reduzindo o impacto de seus conflitos internos. O arco de Isaiah White, outro personagem central, poderia ter sido explorado de maneira mais detalhada, oferecendo camadas adicionais à narrativa e fortalecendo a densidade dramática da obra. Ainda assim, a progressão do roteiro mantém o ritmo e evita que o público se desengaje, o que é um mérito importante em produções que combinam crítica social com entretenimento esportivo.

O filme também se destaca ao capturar a tensão psicológica inerente à carreira de um atleta de elite. A pressão por resultados, o medo constante do fracasso e o peso da mídia são retratados de forma autêntica, proporcionando ao espectador uma compreensão mais profunda do custo pessoal do sucesso no esporte de alto nível. Além disso, a trilha sonora de Jean Dawson contribui para criar uma atmosfera contemporânea e envolvente, reforçando momentos de tensão e celebração, e complementando a narrativa com um tom moderno e urbano.

GOAT encerra sua trajetória com uma mensagem clara e poderosa: a retomada do controle do próprio destino. Após enfrentarem sacrifícios físicos, emocionais e éticos, os atletas protagonistas emergem não apenas como competidores, mas como indivíduos que desafiam um sistema que frequentemente os vê apenas como mercadorias. Esse desfecho confere ao filme um peso simbólico, elevando-o acima do mero retrato esportivo e transformando-o em um comentário social relevante sobre meritocracia, idolatria e humanidade no esporte.

Embora não se configure como uma obra-prima, GOAT é ousado, incisivo e, em muitos momentos, surpreendentemente perspicaz. Consegue unir crítica social, entretenimento e estética visual de maneira coesa, oferecendo uma experiência cinematográfica refrescante dentro do gênero esportivo-dramático. A obra provoca reflexão sobre a natureza da fama, do sucesso e da pressão contemporânea sobre atletas, ao mesmo tempo em que diverte e entretém, mostrando que o cinema esportivo ainda tem espaço para inovação e relevância cultural.

Resumo semanal da novela A.Mar de 15/10 a 17/10 (SBT)

Capítulo 007 da novela A.Mar de quarta, 15 de outubro
Fabián confronta Tiburón ao flagrá-lo tentando agredir Estrella, gerando uma tensão crescente entre os dois. Abalada, Estrella chora e desabafa com Fabián, revelando que todos a abandonaram apenas por ser mulher e que acredita que ele também não a quer por perto. Mais tarde, conta à mãe sobre a tentativa de agressão, explicando que Fabián a protegeu, proporcionando a sensação de verdadeira segurança. Em um momento de vulnerabilidade, Perla confessa às irmãs e a Meche que foi violentada por Tiburón, chocando todos e mudando completamente a dinâmica familiar.

Capítulo 008 – quinta, 16 de outubro
Érika pressiona Yazmín a convencer Fabián de que ela lhe dará uma chance como mãe de seus filhos, lembrando o acordo de apoio mútuo e ameaçando revelar seu vício caso se recuse. A policial Matilde confirma a Fabián a morte de Tiburón, e Estrella, ao ouvir a notícia, relata a Perla que o agressor foi encontrado morto na praia, provocando alívio e confusão emocional. Fabián escreve uma carta sincera a Estrella, reconhecendo que jamais deveria ter duvidado de sua força e capacidade. Estrella, por sua vez, conta que Érika suspeita de um possível sentimento entre ela e Fabián, mas ambos consideram absurdo pensar nisso.

Capítulo 009 – sexta, 17 de outubro
Brisa e Marina discutem, mas Gabriel intervém para separá-las. Pascual se declara a Perla, tentando consolá-la após ser magoada por Valentín. Érika, obcecada por Fabián, deseja reatar o relacionamento, mas suas atitudes só criam barreiras. Marina, após o desentendimento com Brisa, decide se afastar de Iker e Gabriel, buscando um recomeço. Estrella e Fabián resolvem deixar as mágoas no passado e retomar a amizade, marcando um novo capítulo em sua relação. Gabriel, emocionado, confessa a Fabián que pretende se casar com Brisa, consolidando uma nova união em meio a tantas reviravoltas.

A.Mar | Resumo semanal da novela de 20/10 a 24/10 (SBT)

Capítulo 010 – segunda, 20 de outubro
Fabián desconfia do amor de Gabriel por Brisa, mas o amigo confirma que se casará com ela. Brisa revela a Iker que será esposa de Gabriel, provocando revolta e uma intensa discussão que o faz desaparecer. Érika descobre um negócio importante que Estrella está prestes a fechar e vê nisso uma oportunidade para criar intrigas contra Fabián. Estrella deseja falar com Fabián antes de aceitar a proposta de Gerardo, mas Érika incentiva Mercedes a assinar o acordo. Gabriel confirma a Brisa que se casará com ela, enquanto Érika mente para Fabián, alegando que Estrella apenas buscava prejudicá-lo.

Capítulo 011 da novela A.Mar de terça, 21 de outubro
Fabián fica furioso ao perceber que perdeu um negócio milionário por causa de Estrella e reclama com o pai por ter sido ingênuo. Manipulado por Yazmín e Érika, acredita que Estrella o enganou, despertando raiva intensa. Gerardo e Gabriel tentam fazê-lo enxergar que seus sentimentos por Estrella são maiores do que imagina, mas ele nega. Paralelamente, Juanjo envia a Beatriz uma foto comprometedora de Sergio beijando outra mulher, e ela promete ser a única mulher em sua vida e mãe de seu herdeiro.

Capítulo 012 – quarta, 22 de outubro
Beatriz surpreende Sergio com um teste de gravidez e anuncia que está esperando um filho, acreditando garantir seu lugar ao lado dele. Fabián, confuso, reconhece que Estrella é a prova da força e independência das mulheres. No embarque, o capitão Rojas impede o filho de Gonzalo de ajudar Estrella, aumentando a tensão. Em um momento de sinceridade, Fabián confessa a Estrella que não consegue tirá-la da cabeça desde o primeiro encontro. Érika tenta se aproximar, mas é rejeitada e precisa aceitar que seu amor pode não ter volta.

Capítulo 013 – quinta, 23 de outubro
Estrella relembra o dia em que Sergio lhe ofereceu um cheque para interromper a gravidez e jura não reviver aquela dor. Azul descobre que seu verdadeiro pai é um empresário famoso, mudando sua visão sobre o passado da mãe. Xavier chega ao porto decidido a ficar com Yazmín, mas ela revela sua dependência de comprimidos para se acalmar. Estrella abre o coração à família e afirma que nunca mais quer se lembrar de Sergio. Brisa aconselha-a a dar uma nova chance à felicidade. Sergio vibra com a paternidade, mas o Dr. Santillán revela que sofre de uma doença irreversível.

Capítulo 014 – sexta, 24 de outubro
Beatriz escarnece de Sergio ao descobrir que ele é estéril; ele, tomado pela fúria, a empurra, causando uma queda grave. Fabián tenta convencer Estrella a aceitar seus sentimentos, mas ela afirma que ele é a última pessoa por quem se interessaria. Rosalba descobre que Estrella mentiu para Érika sobre encontros com Fabián e alerta que sua “melhor amiga” também o ama. Determinado, Fabián confessa a Estrella que seu mundo mudou desde que a conheceu e que nunca foi namorado de Érika, desmantelando todas as mentiras que os separavam.

Crítica | Springsteen: Salve-me do Desconhecido é uma cinebiografia visceral que revela o homem por trás da música

Sob a direção precisa e sensível de Scott Cooper, Springsteen: Salve-me do Desconhecido apresenta um olhar profundamente íntimo e humanizado sobre Bruce Springsteen, afastando-se do formato tradicional das cinebiografias musicais. O filme concentra-se no processo de criação de Nebraska (1982) — um dos álbuns mais sombrios e introspectivos do artista — e nas batalhas emocionais e psicológicas que o acompanharam durante aquele período decisivo.

Em vez de reproduzir a ascensão de um ídolo ou o glamour da fama, Cooper constrói uma narrativa sobre o homem por trás do mito, revelando suas fragilidades, dilemas e a luta constante por autenticidade em meio às pressões da indústria musical. O resultado é uma obra contemplativa e honesta, que transforma a vulnerabilidade em força narrativa.

A estrutura do roteiro — marcada por idas sutis ao passado e momentos de profunda introspecção — reflete a turbulência interior do protagonista. Cooper conduz a câmera com paciência e empatia, permitindo que cada silêncio e cada gesto revelem mais do que as palavras poderiam expressar. A alternância entre flashbacks da infância e cenas de solidão adulta cria um retrato coeso de um artista dividido entre o amor pela música e o peso de suas próprias sombras.

O filme se destaca também por sua abordagem madura da saúde mental. A depressão, o isolamento e a dificuldade de se abrir ao outro são tratados com delicadeza e sem excessos melodramáticos. Springsteen: Salve-me do Desconhecido não procura romantizar o sofrimento, mas compreender suas origens e consequências. Nesse sentido, a relação entre Bruce e Faye Romano (vivida por Odessa Young) é um dos pontos mais sensíveis da narrativa. As cenas entre ambos os personagens alternam ternura e frustração, revelando como a instabilidade emocional pode corroer até os vínculos mais profundos.

Jeremy Allen White entrega aqui uma das performances mais complexas e contidas de sua carreira. Ele desaparece por completo no papel de Springsteen, equilibrando vulnerabilidade e força com precisão. Cada olhar e cada pausa carregam uma densidade que traduz a solidão de um homem dividido entre a necessidade de criar e o medo de se perder no processo. Jeremy Strong, no papel do empresário e confidente Jon Landau, atua como contraponto emocional — uma âncora de humanidade em meio à tormenta. O elenco de apoio, com destaque para Paul Walter Hauser, Stephen Graham e Odessa Young, contribui de maneira significativa para a veracidade do retrato humano construído por Cooper.

A direção de fotografia reforça o caráter introspectivo do filme. Tons frios e paisagens desoladas evocam a atmosfera melancólica do álbum Nebraska, enquanto a iluminação suave e os enquadramentos contemplativos transformam a solidão em poesia visual. A trilha sonora — marcada por composições minimalistas e momentos de silêncio absoluto — dialoga com o estado emocional do protagonista, funcionando como uma extensão de sua consciência. Cooper adota um ritmo deliberadamente lento, permitindo que o espectador sinta a passagem do tempo e o peso das emoções, em vez de apenas observá-los.

Mais do que uma cinebiografia, Springsteen: Salve-me do Desconhecido é um estudo sobre autenticidade, dor e redenção. Cooper não se interessa apenas pela figura pública, mas pelo processo de reconstrução de um homem que, diante da própria escuridão, encontra na arte uma forma de sobrevivência. O filme propõe uma reflexão universal sobre a tensão entre liberdade criativa e pressão comercial — um conflito atemporal que ressoa com força na era dos algoritmos e da cultura imediatista.

O desfecho, longe de buscar soluções fáceis, aponta para uma esperança silenciosa: mesmo nas fases mais sombrias, há espaço para cura, reconciliação e reconexão consigo mesmo. A jornada de Springsteen é, afinal, a de qualquer artista — e, em última instância, a de qualquer ser humano que luta para se manter verdadeiro em meio ao caos.

Com direção refinada, atuações impecáveis e uma abordagem emocionalmente honesta, Springsteen: Salve-me do Desconhecido se consolida como uma das cinebiografias mais impactantes dos últimos anos. É uma obra densa e poética, que transcende o retrato do ícone para revelar o homem — e nos recorda que, por trás de cada canção, há sempre alguém tentando compreender o próprio silêncio e se salvar do desconhecido interior.

Sem Censura é indicado a duas categorias do Prêmio Melhores do Ano NaTelinha 2025

Foto: Tomaz Siva/Agência Brasil

O programa Sem Censura, exibido pela TV Brasil e apresentado por Cissa Guimarães, está entre os indicados ao Prêmio Melhores do Ano NaTelinha 2025, concorrendo nas categorias de Melhor Entrevista e Melhor Conteúdo Diário. A votação popular está aberta desde 31 de outubro e vai até 26 de novembro, permitindo que o público escolha os destaques mais significativos do audiovisual brasileiro.

Promovido pelo portal NaTelinha, parceiro do UOL, o prêmio chega à 16ª edição e entrega 24 troféus, sendo 21 determinados pelo voto popular. Além das premiações regulares, um reconhecimento especial será concedido a um profissional pelo conjunto de sua trajetória, valorizando sua contribuição ao jornalismo e à televisão.

Para Antonia Pellegrino, diretora de Conteúdo e Programação da EBC, as indicações refletem a importância e o reconhecimento do trabalho da equipe. “Estar, pelo segundo ano consecutivo, entre os finalistas, agora em duas categorias, confirma que o Sem Censura segue conquistando a confiança do público. No ano passado, o projeto superou concorrentes de peso, e esperamos que este ano seja igualmente premiado”, afirma.

A atração acumula conquistas significativas. Em 2024, recebeu o troféu de Melhor Entrevista no NaTelinha e também foi reconhecida pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) como Melhor Programa de Televisão, um dos mais respeitados prêmios do setor cultural no Brasil.

Reestreado em 2024, o programa mantém sua essência de abordar temas contemporâneos com profundidade e relevância, conduzido por Cissa Guimarães. É exibido de segunda a quinta-feira, das 16h às 18h, com edições especiais às sextas, e conta com um painel fixo de debatedores que se alternam ao longo da semana, promovendo conversas sobre política, comportamento, cultura e entretenimento, sempre com convidados de diferentes áreas.

Em 2025, a produção comemora quatro décadas de história, reafirmando seu papel como um marco da televisão pública brasileira. Ao longo desses 40 anos, o programa consolidou-se como um espaço de informação, reflexão e diálogo com a sociedade, aproximando o público das questões mais relevantes do país.

Uma trajetória de relevância histórica

O programa estreou em 1º de julho de 1985 na então TV Educativa do Rio de Janeiro, posteriormente chamada TVE Brasil. Idealizado pelo jornalista Fernando Barbosa Lima, surgiu em um momento de abertura política no país, após mais de duas décadas de ditadura, e logo se destacou por promover debates de interesse público na televisão. A primeira condução ficou a cargo da jornalista Tetê Muniz.

Ao longo dos anos, diversos profissionais passaram pela bancada, como Gilse Campos, Lúcia Leme, Cláudia Cruz, Elizabeth Camarão, Márcia Peltier e Liliana Rodrigues, sendo Leda Nagle a apresentadora que permaneceu por mais tempo, de 1996 a 2016.

Em 2007, com a fusão da TVE Brasil e da TV Nacional de Brasília, nasceu a TV Brasil, onde o Sem Censura continuou sendo exibido. Em 2019, durante o governo de Jair Bolsonaro, a atração chegou a ser retirada do ar, mas voltou após pressão da sociedade e da mídia especializada, com novo cenário e transmissão ao vivo sob apresentação de Vera Barroso e Bruno Barros.

Após mudanças na direção, a produção passou para Brasília e São Paulo, com foco maior em jornalismo político, sob comando da jornalista Marina Machado. Em 2024, sob a nova administração do governo Lula, a atração retornou ao formato original, ao período vespertino e ao Rio de Janeiro, agora sob o comando de Cissa Guimarães, mantendo viva a tradição de informar, debater e engajar o público com os assuntos mais importantes do país.

Netflix divulga o primeiro trailer de “Adeus, June”, drama com Kate Winslet e Toni Collette que promete emocionar até os mais fortes

A Netflix liberou hoje o primeiro trailer de Adeus, June, novo drama britânico estrelado por Kate Winslet (Titanic, Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, Mare of Easttown) e Toni Collette (Desobedientes, O Sexto Sentido, Ninguém Pode Saber). A prévia, lançada com grande expectativa, entrega tudo o que os fãs de histórias humanas e emocionais esperavam: lágrimas, reconciliação e uma direção sensível que marca a estreia de Winslet por trás das câmeras.

A produção, que chega à plataforma em 24 de dezembro de 2025, promete ser um dos dramas mais íntimos e pessoais da carreira da atriz, que também assina o roteiro ao lado do próprio filho, Joe Anders. Abaixo, confira o vídeo divulgado pela plataforma de streaming:

Um trailer carregado de emoção e verdade

Logo nos primeiros segundos do vídeo, é possível sentir o tom melancólico que deve guiar toda a narrativa. Winslet surge em silêncio, encarando a mãe debilitada em uma sala iluminada apenas por luz natural, enquanto a narração — com voz trêmula — fala sobre “o peso de voltar para casa quando tudo parece ter mudado”.

A montagem alterna entre lembranças felizes e confrontos familiares, revelando quatro irmãos tentando se reconectar em meio à deterioração da saúde da mãe. O ritmo do trailer é lento, quase contemplativo, mas há uma força nos olhares e na respiração dos personagens que diz muito mais do que as falas.

O enredo

Adeus, June acompanha quatro irmãos que se reúnem para cuidar da mãe durante o Natal, quando sua saúde entra em declínio. Nesse processo, velhas feridas vêm à tona e cada um precisa lidar com sua própria forma de encarar o luto e a culpa.

Winslet vive a filha mais velha, uma mulher pragmática, presa entre o desejo de manter tudo sob controle e a incapacidade de lidar com as próprias emoções. Toni Collette interpreta a irmã mais impulsiva e emocional, que usa o humor como defesa. Ao lado delas, estão Johnny Flynn, Andrea Riseborough, Timothy Spall e Helen Mirren, completando o núcleo familiar.

Bastidores de um filme nascido da dor

Mais do que um trabalho profissional, Adeus, June é um projeto profundamente pessoal para Kate Winslet. O roteiro foi escrito por seu filho, Joe Anders, inspirado na perda da avó, que morreu de câncer de ovário em 2017.

As filmagens começaram em março de 2025, no interior do Reino Unido, com uma equipe reduzida e orçamento modesto, o que ajudou a criar um clima mais íntimo e realista. Foram 35 dias de gravação intensa, em locações naturais, muitas vezes iluminadas apenas por luz ambiente.

A estreia de Winslet na direção

Apesar de já ter produzido alguns projetos, Winslet faz aqui sua estreia oficial como diretora de longa-metragem. E, se o trailer for um indicativo, a atriz parece ter encontrado um novo espaço criativo onde pode explorar o que sempre a moveu: emoções humanas autênticas, sem filtros.

A escolha de uma narrativa familiar e emocional não é coincidência. Winslet revelou que queria começar sua jornada de diretora com algo que “tivesse alma”, algo que ela mesma sentisse a necessidade de contar.

Estreia mundial e clima natalino

Adeus, June estreia nos cinemas do Reino Unido e dos Estados Unidos em 12 de dezembro de 2025, chegando à Netflix em 24 de dezembro, véspera de Natal. A escolha da data não é aleatória: a história se passa justamente nesse período, quando o tempo parece desacelerar e os sentimentos ficam mais expostos.

Saiba qual filme vai passar no Cine Aventura deste sábado, 17 de janeiro, na Record TV

O Cine Aventura deste sábado, 17 de janeiro, leva ao ar um dos maiores sucessos da animação mundial com a exibição de Madagascar 3: Os Procurados. Terceiro capítulo da popular franquia da DreamWorks Animation, o filme reúne humor, aventura, música e personagens carismáticos em uma história que conquistou públicos de todas as idades e se tornou o maior êxito comercial da série.

Na trama, Alex, Marty, Gloria e Melman decidem finalmente voltar para Nova Iorque após um longo período vivendo na África. A saudade do zoológico e da antiga rotina faz com que o grupo trace um plano ambicioso para retornar aos Estados Unidos. No entanto, a jornada toma um rumo inesperado quando eles acabam em Monte Carlo, na Europa, chamando a atenção das autoridades locais e desencadeando uma série de perseguições caóticas. (Via AdoroCinema)

É nesse contexto que surge uma das personagens mais marcantes do filme: a capitã Chantel DuBois, chefe do controle de animais de Mônaco. Obcecada por troféus raros, ela passa a caçar Alex com determinação implacável, transformando-se em uma ameaça constante ao longo da narrativa. Sua presença adiciona tensão e comicidade à história, tornando cada fuga mais exagerada e divertida.

Para escapar de DuBois, os amigos encontram abrigo em um circo itinerante europeu. A partir desse encontro, o filme ganha uma nova identidade visual e narrativa, mergulhando de vez no universo circense. É ali que surgem personagens inéditos que rapidamente se tornam essenciais para a trama: Vitaly, um tigre russo desacreditado após um acidente; Gia, uma jaguar italiana confiante e talentosa; e Stefano, um leão-marinho expansivo e atrapalhado, responsável por grande parte do humor físico do longa.

A convivência com os artistas do circo faz com que Alex e seus amigos precisem reinventar a si mesmos. Acostumados às apresentações previsíveis do zoológico, eles passam a treinar números ousados e arriscados, explorando habilidades que nunca imaginaram possuir. Ao mesmo tempo, o circo enfrenta dificuldades financeiras e de reputação, o que cria um objetivo comum entre os grupos: impressionar um promotor e garantir uma turnê pelos Estados Unidos, com passagem por Nova Iorque.

Durante essa jornada, o filme aprofunda temas como identidade, pertencimento e escolha. Alex, em especial, começa a questionar se o retorno ao zoológico representa realmente o que ele deseja para o futuro. Sua aproximação com Gia traz uma nova perspectiva sobre liberdade e realização pessoal, enquanto Marty, Gloria e Melman também encontram novas motivações e desafios fora da antiga zona de conforto.

Lançado em 2012, Madagascar 3: Os Procurados marcou uma virada criativa para a franquia. Anunciado ainda em 2008, o filme apostou em um visual mais ousado, cores vibrantes e sequências musicais grandiosas. Parte significativa da animação e dos efeitos visuais foi desenvolvida pela DreamWorks Dedicated Unit, sediada na Índia, demonstrando a dimensão internacional da produção. A trilha sonora, assinada por Hans Zimmer, mistura composições originais com músicas populares, reforçando o clima festivo e acelerado da história.

A animação teve uma estreia de destaque ao ser exibida fora de competição no Festival de Cannes, um feito raro para produções do gênero. Nos cinemas, o filme recebeu críticas majoritariamente positivas, com elogios ao ritmo, ao humor e à capacidade de reinventar a série sem perder sua essência. O público respondeu de forma entusiasmada, resultando em uma arrecadação mundial superior a 746 milhões de dólares, tornando-o o filme de maior bilheteria da franquia.

No Brasil, Madagascar 3 também alcançou números expressivos, figurando entre as maiores estreias de animação do ano e consolidando ainda mais a popularidade dos personagens no país. O sucesso impulsionou a expansão do universo da franquia, incluindo o lançamento do spin-off Os Pinguins de Madagascar, em 2014, e manteve vivo o interesse por uma possível continuação, mesmo após mudanças internas na DreamWorks Animation terem adiado novos projetos.

The Furious | Novo trailer destaca ação intensa e antecipa estreia de thriller eletrizante

Um novo nome começa a ganhar força entre os fãs de filmes de ação ao redor do mundo. The Furious, produção internacional que mistura artes marciais, drama e suspense, vem chamando atenção desde suas primeiras exibições e promete chegar aos cinemas como uma das experiências mais intensas do gênero em 2026.

Apesar do título que remete diretamente à famosa franquia de carros e velocidade, o longa não possui qualquer relação com esse universo. Aqui, o foco está longe de corridas ou perseguições automobilísticas: a narrativa mergulha em um cenário mais cru e físico, onde o combate corpo a corpo e as emoções extremas conduzem a história.

Dirigido por Kenji Tanigaki, conhecido por sua experiência em coreografias de luta, o filme aposta em sequências realistas e intensas. O resultado é um estilo visual que valoriza o impacto direto dos confrontos, sem depender excessivamente de efeitos digitais, algo que tem conquistado o público que busca autenticidade no cinema de ação.

No centro da trama está Wang Wei, interpretado por Xie Miao, um homem comum que vê sua vida mudar drasticamente após o sequestro da filha por uma organização criminosa. Diante da ausência de respostas e da ineficiência das autoridades, ele decide agir por conta própria, embarcando em uma jornada marcada por dor, determinação e enfrentamentos cada vez mais perigosos.

Ao longo do caminho, Wei cruza com Navin, personagem de Joe Taslim, um jornalista que também carrega uma perda pessoal: o desaparecimento da esposa. Unidos por motivações diferentes, mas igualmente intensas, os dois formam uma parceria improvável em meio a um ambiente dominado pela violência e pela desconfiança. Essa relação se torna um dos pilares emocionais do filme, equilibrando ação com momentos de humanidade.

O elenco reforça essa proposta internacional e diversificada, reunindo nomes conhecidos do cinema de ação asiático, como Jeeja Yanin e Yayan Ruhian, além de Brian Le e Joey Iwanaga. A presença desses artistas contribui para elevar o nível das cenas de luta, que aparecem no trailer como um dos principais atrativos do longa.

Outro fator que impulsionou o interesse pelo filme foi sua recepção inicial. Após ser exibido no Festival Internacional de Cinema de Toronto, The Furious alcançou 100% de aprovação no Rotten Tomatoes, índice que rapidamente chamou a atenção de críticos e espectadores. Embora avaliações iniciais nem sempre garantam sucesso duradouro, elas indicam que o filme conseguiu impactar positivamente suas primeiras audiências.

Com produção liderada pela Edko Films e coprodução da XYZ Films, o projeto foi filmado majoritariamente na Tailândia, explorando cenários urbanos e ambientes que reforçam a atmosfera de perigo constante. O orçamento, estimado em cerca de US$ 20 milhões, foi direcionado principalmente para as sequências de ação e para a construção de um universo visual coerente com a proposta do filme.

Com estreia marcada para 29 de maio de 2026 nos Estados Unidos, o longa chega cercado de expectativa, especialmente entre os fãs de produções que valorizam combates realistas e histórias intensas. No Brasil, a data ainda não foi confirmada.

Vale a pena assistir 18 Rosas? Novo filme da Netflix troca o romance idealizado por um retrato incômodo do amadurecimento

18 Rosas”, novo drama filipino disponível na Netflix, chega ao catálogo dentro de um cenário já saturado de histórias adolescentes, mas escolhe um caminho diferente do habitual. Em vez de construir uma narrativa confortável sobre primeiro amor, o filme trabalha com tensão emocional constante, relações desajustadas e decisões que nunca parecem totalmente certas. O resultado é uma obra que divide: para alguns, intensa; para outros, lenta demais.

A pergunta central permanece: vale a pena assistir?

A resposta depende diretamente do tipo de experiência que o espectador procura. Não há leveza aqui, nem condução fácil. O filme trabalha com pausas longas, situações mal resolvidas e personagens que não se encaixam com facilidade no próprio mundo emocional.

Uma festa perfeita que nunca sai do papel

A história acompanha Isabel, interpretada por Xyriel Manabat, uma jovem obcecada pela ideia de realizar a festa perfeita de seus 18 anos, um marco tradicional na cultura filipina que simboliza a entrada na vida adulta. Para ela, esse evento não é apenas uma celebração, mas um projeto de identidade, algo que precisa provar que sua vida está sob controle.

Só que esse controle começa a ruir quando ela faz um acordo com Rian, vivido por Kyle Echarri, um colega de escola introspectivo, fechado e emocionalmente distante. O que deveria ser uma solução prática para viabilizar seus planos rapidamente se transforma em um processo fora de controle, onde sentimentos e inseguranças começam a ocupar o espaço da lógica.

Quando o romance deixa de ser resposta

O principal diferencial de “18 Rosas” está justamente em recusar a estrutura clássica do romance adolescente. Em vez de construir a relação entre os protagonistas como objetivo final, o filme trata esse vínculo como consequência de conflitos pessoais mais profundos.

O amor não surge como cura, nem como destino inevitável. Ele aparece como atrito, confusão e deslocamento. E isso pode ser o ponto mais interessante da obra, porque tira o espectador da zona de conforto de histórias previsíveis.

Isabel representa uma juventude que tenta controlar tudo ao redor para evitar o caos interno. Rian, por outro lado, carrega o peso do silêncio, de traumas familiares e de uma dificuldade evidente em se abrir emocionalmente. Quando esses dois mundos se encontram, não há harmonia imediata, apenas choque e adaptação gradual.

Dois protagonistas presos entre controle e silêncio

Xyriel Manabat constrói uma Isabel consistente justamente por não suavizar suas contradições. A personagem começa rígida, controladora e emocionalmente presa à ideia de perfeição. Ao longo da narrativa, essa estrutura vai se desfazendo, revelando uma jovem mais vulnerável, confusa e em processo de autodescoberta.

Já Kyle Echarri entrega um Rian contido, que fala pouco, mas comunica muito nos gestos e nos silêncios. É uma atuação que funciona dentro da proposta do filme, já que o personagem não é movido por grandes discursos, mas por uma repressão emocional constante que vai sendo lentamente quebrada.

O resultado é uma dupla que não depende de química óbvia ou momentos exagerados, mas de uma construção gradual. Isso torna a relação mais crível, ainda que menos imediata.

Entre acertos e tropeços no ritmo

Apesar de suas qualidades, “18 Rosas” não escapa de problemas. O ritmo irregular é um dos principais pontos fracos, já que algumas cenas poderiam ser mais objetivas sem perder impacto emocional. Em outros momentos, a narrativa parece hesitar entre aprofundar conflitos ou apenas sugeri-los, o que gera certa inconsistência.

Ainda assim, esses deslizes não anulam a proposta do filme. Pelo contrário, reforçam sua tentativa de ser mais realista do que idealizado, mesmo que isso custe fluidez.

Vale a pena assistir?

O longa-metragem não é um romance adolescente convencional e nem tenta ser. Essa é sua maior força e também seu maior desafio. O filme se afasta da ideia de amor como solução e aposta em relações imperfeitas, instáveis e cheias de ruídos emocionais.

Vale a pena assistir se a expectativa for essa: uma história sobre amadurecimento, perda de controle e descobertas pessoais que nem sempre são confortáveis. Por outro lado, quem busca leveza, ritmo acelerado ou um romance mais tradicional pode se frustrar.

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