The Love School – Escola do Amor deste sábado (10) discute relacionamentos desequilibrados

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No The Love School – Escola do Amor deste sábado (10), Renato e Cristiane Cardoso propõem uma reflexão intensa sobre relacionamentos desequilibrados ao abordar o tema “Amo por nós dois”. A discussão parte de uma história real que revela como o amor, quando vivido de forma solitária, pode se transformar em dor. As informações são do R7.

A edição apresenta a trajetória de Daniella, uma mulher que cresceu aprendendo a se proteger emocionalmente. Sempre discreta e introspectiva, ela tinha dificuldade em demonstrar sentimentos e em confiar nas pessoas ao seu redor. Para lidar com essa barreira, direcionou sua energia para o trabalho, onde encontrou reconhecimento e estabilidade. No entanto, a vida pessoal não seguiu o mesmo ritmo. Um casamento frustrado terminou em separação e deixou marcas profundas, levando Daniella a enfrentar um período de tristeza intensa e isolamento.

Já Tiago carregava um histórico afetivo conturbado. Com três casamentos no passado, suas relações foram marcadas por infidelidade, conflitos constantes e comportamentos autodestrutivos. Preso a ciclos de mentiras e excessos, ele nunca conseguiu construir uma relação baseada em respeito e equilíbrio, repetindo erros sem conseguir interromper o padrão.

O encontro entre os dois aconteceu no ambiente profissional. Daniella enxergou em Tiago um homem dedicado ao trabalho, organizado e comprometido com resultados. Essa imagem foi suficiente para criar expectativas que rapidamente se transformaram em envolvimento emocional. Em pouco tempo, decidiram dividir o mesmo teto, acreditando que a convivência fortaleceria o relacionamento.

Com a rotina, vieram as descobertas difíceis. Daniella se deparou com a dependência de Tiago em álcool e drogas, algo que ele nunca havia revelado. No início, ela tentou encarar a situação com leveza, participando das saídas, acompanhando os excessos e acreditando que aquela fase poderia ser passageira. Para manter a harmonia, passou a se adaptar aos hábitos dele, mesmo indo contra seus próprios limites.

Aos poucos, Daniella assumiu uma missão silenciosa: mudar Tiago. Ela acreditava que o amor, a paciência e a dedicação seriam suficientes para resgatá-lo. Passou a investir tempo, dinheiro e energia emocional em uma tentativa constante de salvá-lo, enquanto ele permanecia preso aos mesmos comportamentos. A relação se transformou em um esforço unilateral, sustentado apenas pela esperança dela. A história retrata uma realidade comum a muitas pessoas que permanecem em relações desgastantes, acreditando que insistir é sinônimo de amar. O tempo passa, as promessas se repetem e a mudança nunca chega. Enquanto isso, quem ama por dois vai se perdendo de si.

Durante o programa, Renato e Cristiane Cardoso ampliam o debate ao mostrar que amor não deve ser confundido com sacrifício extremo ou anulação pessoal. Relacionamentos saudáveis exigem responsabilidade mútua, maturidade emocional e disposição real para mudanças. Quando apenas um dos lados luta, o vínculo deixa de ser parceria e se transforma em um fardo. O episódio reforça que reconhecer limites não é desistir do amor, mas proteger a própria saúde emocional. Amar alguém não significa carregar suas escolhas, vícios e decisões como se fossem suas.

Saiba qual filme vai passar no Domingo Maior de hoje, 11 de janeiro, na TV Globo

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O Domingo Maior de hoje, 11 de janeiro de 2026, traz para a tela da TV Globo o filme “Elysium”, uma ambiciosa produção de ficção científica que combina ação, crítica social e espetáculo visual. Lançado em 2013, o longa é escrito e dirigido por Neill Blomkamp (Distrito 9, Chappie), cineasta conhecido por usar o gênero sci-fi como ferramenta para discutir desigualdade, exclusão e poder.

Estrelado por Matt Damon (Bourne – Identidade Desconhecida, Perdido em Marte), Jodie Foster (O Silêncio dos Inocentes, Contato), Wagner Moura (Tropa de Elite, Narcos), Alice Braga (Eu Sou a Lenda, Esquadrão Suicida), Sharlto Copley (Distrito 9, Maleficent) e Diego Luna (Rogue One: Uma História Star Wars, Narcos: Mexico), Elysium apresenta um futuro distópico em que a divisão de classes atinge níveis extremos.

A história se passa em 2154 (ou 2159, em algumas versões de divulgação), quando a humanidade está literalmente separada em dois mundos. Os mais ricos vivem em Elysium, uma gigantesca estação espacial em formato de cilindro que oferece luxo absoluto, segurança e tecnologia avançada capaz de curar qualquer doença por meio das chamadas Med-Bays. Já o restante da população sobrevive na Terra, agora superpovoada, poluída, empobrecida e patrulhada por robôs policiais violentos.

O protagonista é Max Da Costa (Matt Damon), um ex-ladrão de carros que tenta levar uma vida honesta trabalhando em uma fábrica da poderosa Armadyne Corp, empresa responsável pela construção de Elysium. Durante um grave acidente de trabalho, Max é exposto a uma dose letal de radiação e descobre que tem apenas alguns dias de vida. Sem acesso a tratamento médico na Terra, ele passa a ver a estação espacial como sua única chance de sobrevivência.

Enquanto isso, em Elysium, a rígida e implacável Jessica Delacourt (Jodie Foster), secretária de Defesa da estação, faz de tudo para preservar o estilo de vida da elite, mesmo que isso signifique violar direitos humanos e ordenar ataques contra naves de imigrantes ilegais. Para executar suas ordens na Terra, ela conta com o mercenário Kruger (Sharlto Copley), um personagem brutal e imprevisível.

Determinando a mudar seu destino, Max procura Spider (Wagner Moura), um hacker e líder de um grupo clandestino responsável por enviar pessoas ilegalmente para Elysium. Spider aceita ajudá-lo, desde que Max participe de uma missão extremamente perigosa: roubar dados sigilosos de John Carlyle (William Fichtner – O Cavaleiro das Trevas, Fuga da Prisão), CEO da Armadyne. Para isso, Max passa por uma cirurgia improvisada que instala um exoesqueleto em seu corpo, aumentando drasticamente sua força e resistência.

A missão, no entanto, sai do controle e desencadeia uma verdadeira caçada humana. Ferido e perseguido, Max encontra abrigo na casa de Frey (Alice Braga), uma antiga amiga de infância e enfermeira que luta para salvar a filha Matilda, diagnosticada com leucemia. A situação torna o dilema moral ainda mais forte, colocando Max diante de uma escolha que pode mudar não apenas sua vida, mas o destino de toda a humanidade.

À medida que a trama avança, o filme revela que as informações armazenadas no cérebro de Max são capazes de reiniciar o sistema de Elysium, tornando todos os habitantes da Terra cidadãos legítimos da estação. A partir daí, Elysium assume de vez seu tom político e simbólico, discutindo imigração, acesso à saúde, desigualdade social e o preço do sacrifício individual em prol do bem coletivo.

Visualmente, o longa mantém a marca registrada de Neill Blomkamp: efeitos especiais realistas, cenários futuristas sujos e uma estética que mistura alta tecnologia com decadência social. Apesar de dividir opiniões na época do lançamento, Elysium se destacou pelo debate que propõe e pela força de suas imagens, tornando-se presença frequente nas exibições da TV aberta.

The Rip | Novo suspense da Netflix aposta em tensão moral e reúne Ben Affleck e Matt Damon em estreia aguardada de 2026

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A Netflix divulgou recentemente um novo clipe de The Rip, suspense policial que marca mais uma parceria de peso entre Ben Affleck e Matt Damon. Com estreia confirmada para 16 de janeiro de 2026, o longa promete conquistar o público com uma narrativa intensa, ambientada no submundo policial de Miami, e um elenco repleto de nomes consagrados do cinema e da TV.

Dirigido e roteirizado por Joe Carnahan, conhecido por filmes como A Perseguição e Esquadrão Classe A, o longa foi desenvolvido em colaboração com Michael McGrale. A trama acompanha um grupo de policiais que, durante uma operação, encontra um esconderijo com milhões de dólares em dinheiro vivo. O que deveria ser uma grande apreensão rapidamente se transforma em um jogo perigoso de desconfiança, à medida que a existência do dinheiro vem à tona e forças externas passam a pressionar os envolvidos. Nesse cenário, alianças são testadas e a linha entre certo e errado se torna cada vez mais tênue.

Além de protagonizarem a história, Affleck (Argo, Garota Exemplar) e Damon (O Ultimato Bourne, Oppenheimer) também atuam como produtores por meio da Artists Equity, produtora fundada pela dupla com o objetivo de criar modelos mais justos de remuneração na indústria cinematográfica. Esse compromisso se reflete diretamente no acordo firmado com a Netflix, que prevê bônus financeiros para mais de 1.200 profissionais envolvidos no projeto, caso o filme atinja determinadas metas de desempenho nos primeiros meses após o lançamento — um movimento incomum para o padrão do streaming.

O elenco de The Rip reforça a ambição do projeto. Steven Yeun, indicado ao Oscar por Minari e conhecido pela série Treta, divide a cena com Teyana Taylor (A Mil Um, Um Príncipe em Nova York 2). O filme também conta com Sasha Calle (The Flash), Catalina Sandino Moreno (Maria Cheia de Graça), Scott Adkins (John Wick 4), Kyle Chandler (Manchester à Beira-Mar), Néstor Carbonell (Bates Motel) e Lina Esco (S.W.A.T.), compondo um grupo diverso de personagens que transitam entre a lei, a violência e a ambiguidade moral.

As filmagens aconteceram entre outubro e dezembro de 2024, principalmente em Los Angeles, com sequências adicionais gravadas em Nova Jersey. A direção de fotografia ficou a cargo de Juanmi Azpiroz, que contribui para uma estética urbana e sombria, alinhada ao clima de tensão constante sugerido pelo material promocional divulgado até agora.

Jardim Flamejante | Rafael Chavez leva à Casa Triângulo uma poética do sertão entre cosmologia e território

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A Casa Triângulo inaugura, em 24 de janeiro de 2026, a exposição “Jardim Flamejante”, primeira individual da artista plástica autodidata Rafael Chavez na galeria. Natural de Santa Luzia, no Vale do Sabugi, sertão da Paraíba, Chavez apresenta um conjunto de obras que transforma o território nordestino em matéria viva de investigação estética, espiritual e política. Mais do que representar a paisagem, a artista a incorpora como corpo, memória e energia, propondo ao público uma experiência sensorial que atravessa pintura, escultura e imaginário cosmológico.

O Vale do Sabugi, região onde Chavez cresceu e construiu sua formação artística, é reconhecido por sua importância arqueológica, reunindo mais de 25 sítios catalogados pelo IPHAN. Esse contexto não aparece na exposição como dado ilustrativo, mas como fundamento conceitual. Em Jardim Flamejante, o sertão é entendido como um campo ancestral de forças, onde história, natureza e espiritualidade coexistem de maneira indissociável. A exposição nasce justamente desse encontro entre matéria e mito, técnica e rito.

Com texto crítico assinado por Walter Arcela, a mostra inscreve o trabalho de Chavez em um território expandido da arte contemporânea, no qual os limites tradicionais entre linguagens se dissolvem. A artista construiu ao longo dos anos uma trajetória marcada pela experimentação constante, transitando por pintura a óleo, acrílica e aquarela, pintura digital, animação, escultura, videoarte e música. Essa diversidade de meios não se apresenta como dispersão, mas como um sistema integrado de pesquisa visual, orientado pela inquietação e pelo desejo de ampliar possibilidades expressivas.

Nas pinturas apresentadas, Rafael Chavez rompe com a noção clássica da tela como janela para o mundo. Em vez de organizar o espaço a partir de uma perspectiva estável, suas imagens sugerem interiores, cavidades e campos que se confundem com o horizonte. O olhar não se posiciona diante da paisagem, mas se projeta dentro dela. Muitas das obras possuem orientação vertical e se impõem como estruturas tensionadas, evocando troncos, colunas ou eixos que conectam o chão ao céu, o humano ao cósmico.

Essa verticalidade recorrente constrói uma gramática visual própria, na qual o sertão não é visto como superfície árida, mas como organismo pulsante. As cores intensas, os gestos marcados e a composição densa fazem da pintura um espaço de condensação de calor, memória e espiritualidade. Não há idealização folclórica nem apego a símbolos óbvios. A mística surge da matéria, da cor e da relação direta com o território.

As esculturas cerâmicas reforçam essa dimensão sensorial e simbólica. Butijas, totens, casulos e recipientes, produzidos a partir de referências diretas do sertão paraibano, ocupam o espaço expositivo como corpos carregados de presença. Suas superfícies irradiam uma luminosidade quase física, evocando calor, abrigo e contenção. São objetos que parecem guardar algo em seu interior, como se fossem depósitos de energia, memória e tempo.

As butijas sugerem volumes que capturam a chama, ativando uma memória ancestral ligada à água, à sobrevivência e à arqueologia da caatinga. Já os totens se dobram e se erguem como portais, articulando a ideia de passagem e transformação. Os recipientes, por sua vez, funcionam como abrigos densos, lugares onde a luz parece habitar a própria matéria. Em todas essas formas, o objeto deixa de ser apenas escultura e se aproxima de um artefato ritual.

Um dos eixos mais potentes do trabalho de Rafael Chavez é a presença de corpos queer e desviantes, que atravessam sua produção como afirmação política e poética. Ao inserir essas corporalidades no centro de sua obra, a artista confronta narrativas hegemônicas que historicamente associaram o sertão a ideias de rigidez, conservadorismo e homogeneidade. Em Jardim Flamejante, o território sertanejo é ressignificado como espaço plural, diverso e profundamente contemporâneo.

O sertão, em sua obra, não é paisagem distante nem símbolo fixo, mas um corpo vivo, atravessado por desejo, espiritualidade e conflito. Chavez articula elementos da cultura local, da experiência afetiva e das possibilidades arqueológicas da caatinga para construir imagens que ultrapassam a representação figurativa e operam no campo do sensível. Suas obras convidam o público a sentir antes de interpretar, a habitar o espaço antes de nomeá-lo.

A exposição também propõe reflexões sobre existência, resistência e transformação. As obras funcionam como portais para pensar o presente a partir de saberes ancestrais, deslocando leituras estereotipadas sobre o Nordeste e abrindo espaço para narrativas mais complexas e plurais. A arte de Chavez não busca conciliação fácil, mas provoca fricções entre tradição e invenção, matéria e espírito, identidade e desvio.

Com Jardim Flamejante, Rafael Chavez consolida sua relevância como uma das vozes mais instigantes da produção artística contemporânea surgida do sertão paraibano. O conjunto apresentado configura um território ardente, onde paisagem, cor e calor se transformam em corpos de intensidade. Trata-se de uma exposição que não apenas ocupa o espaço da galeria, mas o atravessa com força simbólica, convidando o público a repensar limites, normatividades e formas de pertencimento.

Stellan Skarsgård emociona no Globo de Ouro e fortalece a trajetória de Valor Sentimental nos cinemas

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A consagração de Stellan Skarsgård no Globo de Ouro foi daquelas que parecem resumir uma carreira inteira em poucos minutos. O ator sueco venceu o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante por Valor Sentimental, conquistando seu primeiro troféu na premiação e confirmando aquilo que crítica e público já vinham percebendo: trata-se de uma das atuações mais sensíveis e marcantes do ano.

Ao subir ao palco para agradecer, Skarsgård fugiu do discurso protocolar. Em tom sereno, destacou algo que tem se tornado cada vez mais urgente em tempos de consumo acelerado de conteúdo: a importância de assistir filmes no cinema. Para o ator, a sala escura, o silêncio coletivo e a atenção plena do público continuam sendo parte fundamental da experiência cinematográfica. Foi um momento simples, mas carregado de significado, que dialogou diretamente com o espírito do filme que o premiou.

Em Valor Sentimental, Skarsgård vive Gustav Borg, um personagem moldado por lembranças, afetos mal resolvidos e emoções que raramente se expressam em palavras. Sua atuação aposta na contenção e no detalhe. São os gestos mínimos, os olhares demorados e as pausas que constroem a força do personagem. Em vez de grandes explosões dramáticas, o ator entrega uma presença silenciosa, profundamente humana, capaz de tocar o espectador de forma quase íntima.

Essa abordagem reflete a própria trajetória de Skarsgård no cinema. Ao longo de décadas, ele construiu uma carreira marcada pela versatilidade e pelo rigor artístico, alternando entre produções autorais europeias e grandes filmes internacionais. Sempre distante de excessos e fórmulas fáceis, o ator se notabilizou por escolhas cuidadosas e personagens complexos, o que o tornou uma figura respeitada dentro e fora das telas.

A vitória no Globo de Ouro chega como um reconhecimento tardio, porém simbólico, desse percurso consistente. Mais do que um prêmio isolado, ela reposiciona Skarsgård com força na temporada de premiações, colocando-o entre os principais nomes na disputa pelo Oscar de Melhor Ator Coadjuvante. A conquista também amplia o alcance de Valor Sentimental, que passa a ser visto como um dos títulos mais relevantes do circuito atual.

No Brasil, o filme vive um momento especialmente positivo. Valor Sentimental já ultrapassou a marca de 90 mil espectadores, mantendo-se em cartaz e expandindo sua presença em novas praças, como Volta Redonda, além do retorno às salas de Goiânia. O desempenho revela um público disposto a se conectar com histórias mais intimistas e emocionais, impulsionado pelo boca a boca e pelo reconhecimento internacional.

Documentário da TV Brasil destaca o papel essencial das equipes de saúde na base do SUS

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A TV Brasil exibe neste domingo (18), às 11h, o documentário “Essencial – Equipes de Saúde”, produção que lança um olhar profundo e humanizado sobre a atuação dos profissionais responsáveis pela linha de frente da atenção básica no Brasil. Com 52 minutos de duração, o média-metragem também está disponível no aplicativo TV Brasil Play, ampliando o acesso do público a uma obra que dialoga diretamente com a realidade do Sistema Único de Saúde (SUS).

Longe de uma abordagem técnica ou institucional, o documentário constrói sua narrativa a partir das vivências reais de quem atua diariamente em territórios marcados por desigualdades sociais e desafios estruturais. A produção acompanha o trabalho de quatro agentes comunitários de saúde, profissionais que exercem um papel estratégico ao estabelecer a conexão entre a população e os serviços públicos, promovendo cuidado contínuo e prevenção.

A obra revela como esses agentes se tornam figuras centrais nas comunidades onde atuam. Eles visitam casas, acompanham famílias ao longo dos anos, orientam sobre prevenção de doenças e ajudam a identificar demandas que vão muito além do atendimento médico tradicional. O filme evidencia que a saúde pública começa no território, na escuta e na presença constante desses profissionais.

Além dos agentes comunitários, Essencial – Equipes de Saúde amplia o retrato ao apresentar integrantes de equipes multiprofissionais que compõem a atenção primária: uma pediatra, um enfermeiro, uma fisioterapeuta e um anestesista. A diversidade de especialidades reforça o caráter integrado do cuidado oferecido pelo SUS, mostrando como diferentes áreas do conhecimento se complementam para atender o indivíduo de forma plena.

Ao longo do documentário, o conceito de atenção básica é explorado em sua dimensão mais ampla. O filme destaca que esse nível de cuidado não se limita ao tratamento de doenças, mas envolve ações de promoção da saúde, prevenção, diagnóstico precoce, reabilitação e acompanhamento contínuo. Trata-se de um modelo que busca cuidar da pessoa em sua totalidade, considerando seu contexto familiar e social.

Depoimentos sinceros e situações do cotidiano revelam os desafios enfrentados por essas equipes, como a escassez de recursos, a sobrecarga de trabalho e as dificuldades logísticas em regiões afastadas. Ainda assim, a produção ressalta a força dos vínculos criados com a população e o compromisso ético que sustenta a atuação desses profissionais, mesmo diante de adversidades.

Com uma linguagem sensível e observacional, o documentário também evidencia a importância da Estratégia de Saúde da Família como eixo estruturante do sistema público de saúde brasileiro. Ao aproximar profissionais e comunidades, essa política fortalece a prevenção, reduz internações evitáveis e promove um cuidado mais humano e eficiente.

Muito além dos controles! EP Games nasce como novo polo da cultura gamer no interior do Brasil

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O universo dos games ganhou um novo e importante capítulo nesta quinta-feira, 15 de janeiro. Teve início a primeira edição do EP Games, evento promovido pelo Grupo EP que já estreia com ambições grandes: se consolidar como o maior festival gamer do interior brasileiro. Instalado no Shopping Iguatemi Campinas, o encontro une competições, cultura pop, debates, inclusão e entretenimento, e deve receber cerca de 10 mil visitantes até o encerramento, no domingo.

Desde a abertura dos portões, ficou evidente que o EP Games não foi pensado apenas para jogadores profissionais ou fãs hardcore. O espaço foi tomado por públicos diversos — crianças, adolescentes, adultos e famílias inteiras — todos atraídos pela proposta de viver a cultura gamer de forma ampla, acessível e imersiva. Mais do que disputar títulos, o evento convida o público a experimentar, aprender, trocar ideias e se reconhecer como parte de uma comunidade em constante crescimento.

O primeiro dia foi marcado por disputas decisivas que elevaram o nível de adrenalina. No torneio de Street Fighter 6, a final reuniu dois competidores que já vinham se destacando ao longo do campeonato. De um lado, NotPedro apostou em Sagat; do outro, Zangief_bolado entrou em cena com o personagem que se tornou sua marca registrada. A luta foi intensa, técnica e equilibrada, com cada round acompanhado de perto pelo público. O desfecho veio com um combo preciso que garantiu a vitória de Zangief_bolado, consagrando uma das finais mais vibrantes do dia.

A emoção seguiu no campeonato de EA FC, onde Big e Rampazzo protagonizaram uma final disputada lance a lance. O confronto virtual exigiu leitura rápida de jogo e decisões estratégicas, mantendo a plateia atenta a cada ataque. No fim, Big conseguiu balançar as redes em um momento decisivo, garantindo o título e encerrando a disputa sob aplausos.

Mas o EP Games vai muito além dos torneios. Um dos espaços mais movimentados da estreia foi o concurso de cosplay, que abriu inscrições nas categorias kids e adulto. Personagens de games, animes, filmes e séries ganharam vida no palco, revelando o talento, a criatividade e o carinho dos participantes pelos universos que representam. As apresentações mostraram que o cosplay é também uma forma de arte e expressão, reforçando o caráter cultural do evento.

A programação de conteúdo foi outro pilar forte do primeiro dia. Painéis e bate-papos abordaram temas essenciais para quem acompanha ou deseja ingressar no mercado gamer. Entre os assuntos discutidos estiveram a criação de conteúdo multiplataforma, a presença feminina nos e-sports e a importância da acessibilidade nos jogos de luta. Participaram das conversas nomes como Príncipe Vidane, do Jovem Nerd, WZY e Carol The Queen, com mediação de Anyazita e Caio Maciel, diretor de Marketing do Grupo EP.

Para Maciel, o grande diferencial do EP Games está na proposta inclusiva. Segundo ele, o evento foi pensado para acolher pessoas de todas as idades e níveis de familiaridade com os games. A ideia é oferecer experiências diversas: desde jogar e assistir a campeonatos até participar de palestras, conhecer profissionais do setor e entender melhor como funciona a indústria dos jogos no Brasil.

Outro momento bastante aguardado foi o Meet & Greet, que aproximou o público de atletas e criadores de conteúdo. Fãs puderam conversar, tirar fotos e trocar experiências com nomes ligados ao EA FC, aos jogos de luta e também com Wendell Lira, ex-jogador de futebol que hoje atua no cenário gamer. A iniciativa reforça a importância do contato direto entre quem produz e quem consome conteúdo, fortalecendo a comunidade.

O Lounge Podcast também chamou atenção ao receber a Creative Squad — formada por Mendrux, M4fi4 e Ligonz — em um bate-papo descontraído sobre criatividade, produção digital e atuação em múltiplas plataformas. O espaço funcionou como um ponto de reflexão sobre os rumos do mercado, destacando como os games dialogam cada vez mais com entretenimento, educação e tecnologia.

Com uma estrutura que reúne estandes de marcas, áreas interativas, campeonatos, conteúdo educativo e ações sociais, o EP Games demonstra maturidade já em sua edição inaugural. Parte da bilheteria será destinada a jovens de escolas públicas, ampliando o acesso à cultura gamer e incentivando o contato com tecnologia desde cedo.

Descubra qual filme vai passar na Supercine deste sábado, 17 de janeiro, na Globo!

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Neste sábado, 17 de janeiro de 2025, a faixa Supercine, da TV Globo, aposta em um título que foge do óbvio e entrega emoção genuína ao público: O Falcão Manteiga de Amendoim. A produção independente norte-americana conquistou reconhecimento internacional ao contar uma história simples na forma, mas profunda no conteúdo, marcada por humanidade, afeto e personagens que caminham à margem dos padrões.

O filme apresenta Zak, um jovem com síndrome de Down que vive em uma instituição e sente que sua vida foi decidida por outros. Cansado de rotinas impostas e de ser tratado como incapaz, ele decide fugir em busca de um sonho pouco convencional: tornar-se lutador profissional. A jornada, inicialmente improvisada, ganha força quando Zak encontra Tyler, um homem solitário e errante, marcado por perdas e conflitos com a lei.

Interpretado por Shia LaBeouf, Tyler não assume o papel de herói ou tutor. Ele é falho, impulsivo e emocionalmente ferido, mas encontra em Zak uma conexão inesperada. A relação entre os dois se constrói de forma orgânica, baseada em companheirismo e respeito, sem discursos didáticos ou exageros emocionais. Ao longo do caminho, a dupla ainda cruza com Eleanor (Dakota Johnson), uma cuidadora que decide romper com a própria rotina para acompanhar a improvável amizade que nasce na estrada.

Dirigido por Tyler Nilson e Michael Schwartz, o longa se diferencia por retratar a deficiência sem estigmas. Zak não é definido por sua condição, mas por seus desejos, coragem e senso de humor. A escolha de Zack Gottsagen, ator com síndrome de Down, para viver o protagonista confere autenticidade à narrativa e foi amplamente elogiada pela crítica especializada.

Filmado em locações da Carolina do Norte e da Geórgia, o filme utiliza paisagens naturais para reforçar a sensação de liberdade e deslocamento. A estrada, mais do que um cenário, torna-se metáfora de transformação, onde cada personagem precisa confrontar seus medos e redefinir o próprio lugar no mundo.

A estreia aconteceu no South by Southwest (SXSW), em 2019, e rapidamente colocou o título no radar do cinema independente. Com lançamento modesto nos cinemas, O Falcão Manteiga de Amendoim surpreendeu ao alcançar uma bilheteria superior a US$ 23 milhões, tornando-se um dos maiores sucessos independentes do ano. No Rotten Tomatoes, o filme mantém índice de aprovação altíssimo, reflexo da forte conexão criada com o público e a crítica.

Sem apelar para sentimentalismo fácil, o longa se destaca por sua delicadeza e honestidade. É uma história sobre pertencimento, amizade e a possibilidade de escolher o próprio caminho, mesmo quando tudo parece conspirar contra.

A Última Ceia ganha nova data de estreia no Brasil e aposta em abordagem íntima dos momentos finais de Jesus

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O cinema religioso ganha um novo capítulo em 2026 com a estreia de “A Última Ceia”, longa dirigido por Mauro Borrelli que desembarca nos cinemas brasileiros no dia 5 de fevereiro, com distribuição da Imagem Filmes. A produção se diferencia ao abandonar o formato tradicional de grandes épicos bíblicos e apostar em uma abordagem mais contida, emocional e humana dos acontecimentos que antecedem a prisão e a crucificação de Jesus Cristo.

Em vez de acompanhar toda a trajetória do personagem central, o filme se concentra em um intervalo decisivo da história cristã: as horas que antecedem a traição de Judas e a consumação do sacrifício. Esse recorte narrativo transforma a Última Ceia em um espaço de tensão silenciosa, reflexão espiritual e conflitos internos, onde palavras não ditas, olhares e gestos ganham tanto peso quanto os discursos.

O ator Jamie Ward, conhecido por trabalhos recentes na televisão, assume o desafio de interpretar Jesus sob uma ótica menos solene e mais próxima do humano. Sua performance busca evidenciar não apenas a dimensão divina do personagem, mas também suas dúvidas, sua compaixão e o peso emocional de saber que o fim está próximo. Ao seu redor, um elenco de apoio formado por Robert Knepper, James Oliver Wheatley e Charlie MacGechan contribui para construir relações marcadas por afeto, desconfiança e fragilidade, refletindo a complexidade dos vínculos entre os discípulos.

Mauro Borrelli, que também assina o roteiro ao lado de Josh Collins, conduz a narrativa como um drama psicológico e espiritual. O diretor utiliza a ceia como eixo central da história, transformando o encontro em um momento de despedida, mas também de preparação para o inevitável. A traição, embora ainda não consumada, já se faz presente como uma ameaça latente, criando um clima de inquietação que atravessa todo o filme.

Do ponto de vista técnico, A Última Ceia aposta em uma estética cuidadosamente construída. A fotografia de Vladislav Opelyants trabalha com luzes suaves e sombras densas, reforçando o caráter simbólico da narrativa e criando uma atmosfera quase contemplativa. Cada enquadramento parece pensado para valorizar o silêncio e a introspecção, aproximando o espectador do estado emocional dos personagens. A trilha sonora composta por Leo Z complementa essa proposta, adotando tons discretos e espirituais que sustentam a carga dramática sem se impor sobre as imagens.

Um dos destaques da produção é a participação do cantor e compositor cristão Chris Tomlin como produtor executivo. Sua presença reforça o compromisso do filme com o público religioso e com uma abordagem respeitosa do texto bíblico, sem abrir mão de uma leitura atual. O resultado é uma obra que dialoga tanto com fiéis quanto com espectadores interessados em narrativas humanas e universais, independentemente de crença.

Antes mesmo de sua chegada ao Brasil, o filme já vinha chamando atenção internacionalmente. A recepção do público tem sido positiva, especialmente entre aqueles que buscam histórias de fé contadas de forma mais sensível e menos grandiosa. Com 80% de aprovação do público no Rotten Tomatoes, A Última Ceia se consolida como uma produção que encontra equilíbrio entre espiritualidade e cinema autoral.

Distribuído nos Estados Unidos pela Pinnacle Peak Pictures, o longa chega ao circuito nacional em um período estratégico, próximo ao calendário religioso, e promete atrair tanto comunidades cristãs quanto espectadores em busca de uma experiência cinematográfica reflexiva.

Saiba qual filme vai passar na Temperatura Máxima deste domingo, 18 de janeiro, na Globo

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Foto: Reprodução/ Internet

Neste domingo, 18 de janeiro, a Temperatura Máxima da TV Globo traz para os telespectadores o spin-off de uma das franquias de ação mais populares do cinema: Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw. Dirigido por David Leitch, conhecido por seu trabalho em Deadpool 2, e escrito por Chris Morgan, o filme é uma expansão da saga The Fast and the Furious, destacando dois personagens que conquistaram fãs ao longo de vários filmes: Luke Hobbs, interpretado por Dwayne Johnson, e Deckard Shaw, interpretado por Jason Statham.

A narrativa acompanha a improvável aliança entre Hobbs e Shaw. Desde o primeiro encontro, os dois estiveram em lados opostos, com personalidades completamente diferentes e uma relação marcada por rivalidade e desconfiança. No entanto, o mundo enfrenta uma ameaça maior do que qualquer briga pessoal: Brixton, interpretado por Idris Elba, um homem geneticamente modificado, possui um vírus mortal e planeja espalhá-lo para matar milhões de pessoas, justificando seu ato como um passo necessário para a evolução da humanidade. Para impedir que essa catástrofe aconteça, Hobbs e Shaw precisam colocar de lado suas diferenças e trabalhar em equipe. Ao lado deles está Hattie Shaw, irmã de Deckard e agente do MI6, que oferece inteligência, habilidade e estratégia para a missão.

O filme mistura ação intensa, humor e cenas de tirar o fôlego, mantendo a essência da franquia que conquistou milhões de fãs ao redor do mundo. A química entre Johnson e Statham é um dos pontos altos da produção, criando momentos cômicos e tensos que equilibram a adrenalina das perseguições e lutas espetaculares. O elenco ainda conta com Vanessa Kirby, Helen Mirren e Eiza González, que acrescentam camadas de emoção e complexidade às cenas, tornando o filme mais que uma sequência de explosões e acrobacias.

Hobbs & Shaw é também conhecido por sua dublagem no Brasil, com vozes de Armando Tiraboschi, Flavia Fontenelle, Guilherme Briggs, Luísa Viotti, Mariangela Cantú e Ronaldo Júlio, garantindo que o público brasileiro possa aproveitar toda a intensidade das cenas sem perder a emoção original do filme.

O longa teve sua pré-estreia no Dolby Theatre, em Hollywood, no dia 13 de julho de 2019, e estreou oficialmente no Brasil e em Portugal em 1º de agosto de 2019. Nos Estados Unidos, a estreia ocorreu no dia 2 de agosto, nos formatos convencional, Dolby Cinema e IMAX. O filme rapidamente se tornou um sucesso de bilheteria, arrecadando mais de US$ 760 milhões em todo o mundo. Esse desempenho consolidou Hobbs & Shaw como um dos spin-offs mais bem-sucedidos da franquia Velozes e Furiosos, mostrando que a combinação de ação, humor e química entre protagonistas pode conquistar públicos de diferentes idades e nacionalidades.

A ideia de criar um spin-off centrado em Hobbs e Shaw surgiu em 2015, quando Vin Diesel anunciou que a franquia The Fast and the Furious estava considerando expandir o universo com histórias focadas em personagens específicos. Em outubro de 2017, a Universal Pictures confirmou oficialmente o projeto, e Chris Morgan retornou como roteirista. Durante o processo de pré-produção, nomes como Shane Black foram cogitados para dirigir o filme, mas em fevereiro de 2018, David Leitch entrou em negociações e foi confirmado no cargo em abril. Ao longo desse período, a equipe de produção trabalhou para garantir que o filme mantivesse a identidade da franquia, mas explorasse novas possibilidades narrativas e visuais.

As filmagens começaram em 10 de setembro de 2018, em Londres, Inglaterra. Dwayne Johnson se juntou à produção algumas semanas depois, em 24 de setembro, após concluir suas gravações em Jungle Cruise. Para criar a atmosfera de Londres, algumas cenas foram filmadas em Glasgow, recriando ruas e edifícios históricos, enquanto outras sequências de ação foram gravadas na Usina Elétrica Eggborough, em North Yorkshire. Essa escolha de locações contribuiu para dar ao filme uma estética realista e épica, com cenários que reforçam a grandiosidade das cenas de perseguição e combate.

O roteiro de Chris Morgan explora temas que vão além da simples ação. A relação entre Hobbs e Shaw é o coração emocional do filme, mostrando como a rivalidade pode se transformar em parceria quando há um objetivo maior. Ao mesmo tempo, a história levanta questões sobre ética e responsabilidade, já que os protagonistas precisam lidar com um inimigo que representa uma ameaça global e uma visão distorcida do futuro da humanidade.

Além das cenas de ação, o filme também investe em momentos de humor e interação entre personagens. A dinâmica entre Hobbs e Shaw, que passa de hostilidade a colaboração forçada, cria situações cômicas que aliviam a tensão, mas sem comprometer o ritmo acelerado da narrativa. A participação de Hattie Shaw adiciona ainda mais complexidade à trama, mostrando que, mesmo em um mundo dominado por ação e violência, a inteligência, estratégia e coragem feminina são fundamentais.

A produção de Hobbs & Shaw também se destacou pelo cuidado técnico. A direção de David Leitch garantiu sequências de ação fluidas e inovadoras, enquanto o design de produção, coreografias de luta e efeitos visuais contribuíram para criar um filme que combina realismo com espetáculo cinematográfico. Cada perseguição, explosão ou combate foi cuidadosamente planejado para manter a tensão constante e envolver o público do início ao fim.

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