Sessão da Tarde aposta em história inspiradora e exibe “Shooting Stars – A Vida de LeBron James” nesta segunda-feira (26)

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A Sessão da Tarde desta segunda-feira, 26 de janeiro de 2026, leva ao público uma história real marcada por amizade, superação e sonhos gigantes. A TV Globo exibe “Shooting Stars – A Vida de LeBron James”, drama esportivo biográfico que acompanha os primeiros passos de um dos maiores atletas da história do basquete mundial muito antes da fama, dos contratos milionários e dos títulos na NBA.

Lançado em 2023, o filme apresenta um recorte pouco explorado da trajetória de LeBron James, concentrando-se em sua adolescência e nos anos decisivos do ensino médio, quando talento, pressão e escolhas começaram a moldar o futuro do jovem que sairia de Akron, Ohio, para se tornar um ícone global do esporte.

Dirigido por Chris Robinson (ATL, Everybody Hates Chris) e baseado no livro Shooting Stars, escrito por LeBron James em parceria com o jornalista Buzz Bissinger, o longa aposta menos no espetáculo das grandes arenas e mais na construção humana por trás do atleta. O roteiro, assinado por Frank E. Flowers, Tony Rettenmaier e Juel Taylor, prioriza relações, conflitos internos e o peso das expectativas impostas a adolescentes talentosos.

Na trama, conhecemos LeBron ainda criança, crescendo ao lado de seus melhores amigos Dru Joyce III, Willie McGee e Sian Cotton. Unidos desde muito novos pelo amor ao basquete, os quatro formam um grupo inseparável dentro e fora das quadras. Mais do que companheiros de time, eles se tornam uma família improvisada em meio a realidades sociais difíceis, encontrando no esporte um caminho de foco e esperança.

Treinados por Dru Joyce Sr., pai de Dru, os garotos se destacam desde cedo e passam a ser conhecidos como o Fab Four. O filme constrói essa fase inicial com sensibilidade, mostrando como a amizade e a disciplina foram fundamentais para manter os jovens longe de problemas comuns em sua comunidade. O basquete surge não apenas como um sonho profissional, mas como uma âncora emocional.

Ao concluírem o ensino fundamental, o grupo enfrenta seu primeiro grande obstáculo. Dru descobre que, por questões físicas, não poderá atuar no time principal da escola pública local. Para evitar que o grupo seja separado, ele toma uma atitude ousada: procura a escola católica St. Vincent-St. Mary e tenta convencer o técnico Keith Dambrot a aceitar todos os quatro jogadores. A insistência, aliada ao talento evidente, acaba abrindo portas que mudariam o destino do time.

Os testes na nova escola são longos, desgastantes e cheios de tensão. O Fab Four precisa provar seu valor diante de jogadores mais velhos e experientes, que inicialmente resistem à presença dos novatos. O filme retrata bem o choque de egos, as disputas silenciosas e o desafio de conquistar respeito em um ambiente competitivo.

A virada acontece quando veteranos e calouros decidem resolver as diferenças em uma partida informal no bairro. A vitória dos mais jovens muda a percepção do time e chama a atenção definitiva do técnico Dambrot. A partir daí, começa uma trajetória vitoriosa que levaria a equipe a uma temporada invicta e ao título estadual, consolidando o grupo como uma potência do basquete escolar.

No segundo ano do ensino médio, o time ganha um novo integrante, Romeo Travis, ex-aluno de uma escola pública expulso por problemas disciplinares. Inicialmente visto com desconfiança, ele acaba se tornando peça-chave da equipe, tanto dentro quanto fora das quadras. Com isso, o Fab Four se transforma em Fab Five, simbolizando a evolução do grupo e a ampliação de seus laços.

Paralelamente ao sucesso esportivo, o filme mostra o impacto crescente da fama sobre LeBron. As capas de revistas, o assédio da mídia e os primeiros sinais de celebridade começam a interferir em sua vida pessoal. Um dos momentos mais simbólicos é quando LeBron aparece na capa da Sports Illustrated, enquanto sua mãe o presenteia com um Hummer, gesto que mais tarde se tornaria motivo de controvérsia.

A narrativa também aborda o início do relacionamento de LeBron com Savannah, sua futura esposa, trazendo à tona conflitos entre sonho, maturidade e responsabilidade. Quando ela sugere que ele mantenha um plano alternativo por meio dos estudos, LeBron demonstra confiança absoluta de que seguirá direto para a NBA, evidenciando a tensão entre ambição e prudência.

Com o avanço dos campeonatos, o nível de competição se intensifica. O time passa a enfrentar seleções nacionais e a viajar com frequência. A sequência invicta só é quebrada após uma derrota marcante para a poderosa Oak Hill, resultado de uma noite mal dormida e decisões impulsivas de LeBron. A derrota funciona como um choque de realidade e expõe fragilidades internas do grupo.

No último ano do ensino médio, conflitos de comunicação e vaidade quase colocam tudo a perder. A pressão atinge seu auge quando LeBron é suspenso sob a acusação de ter aceitado benefícios indevidos, ficando proibido de interagir com o time durante toda a temporada. Mesmo assim, os Shooting Stars seguem até os playoffs, mostrando que o coletivo havia se tornado maior do que qualquer estrela individual.

O clímax do filme acontece na final do campeonato estadual, quando LeBron consegue autorização para jogar aquela que seria a última partida do grupo junto. A vitória não apenas sela o tricampeonato, como consagra os Shooting Stars como um dos times de ensino médio mais vitoriosos da história.

O desfecho mostra LeBron dando o salto para a NBA, enquanto seus amigos seguem caminhos diversos, entre universidades, ligas europeias e carreiras fora do esporte. A mensagem final reforça que, antes de ser um astro global, LeBron foi parte de uma história coletiva construída com amizade, sacrifício e lealdade.

O futuro em debate! documentário exibido pela TV Brasil provoca reflexão sobre sustentabilidade e responsabilidade coletiva

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Em um momento em que os impactos das mudanças climáticas se tornam cada vez mais visíveis e urgentes, a TV Brasil leva ao ar um documentário que convida o público a refletir sobre o papel da sociedade na construção de um futuro mais sustentável. “Carbon Free: o Resultado Também Depende de Nós” será exibido neste domingo (1º), às 11h, e também estará disponível no aplicativo TV Brasil Play, ampliando o acesso a um tema que atravessa fronteiras e gerações.

A produção independente parte de uma pergunta essencial: como reduzir as emissões de carbono de forma efetiva em um planeta que enfrenta crises ambientais cada vez mais intensas? A partir dessa provocação, o documentário constrói uma narrativa informativa e acessível, conectando ciência, políticas ambientais e atitudes cotidianas. O filme evidencia que o debate climático não se restringe a governos ou grandes corporações, mas envolve diretamente cada indivíduo.

Com duração de 52 minutos, o média-metragem aborda conceitos fundamentais para a compreensão do cenário atual, como os créditos de carbono, a conservação das florestas e os mecanismos de compensação ambiental. Ao explicar esses temas de forma clara, a obra busca desmistificar o discurso técnico e aproximar o público de uma discussão que, muitas vezes, parece distante da realidade cotidiana. O resultado é um convite à conscientização, sem alarmismo, mas com senso de urgência.

O documentário também ressalta a relevância estratégica do Brasil no enfrentamento das mudanças climáticas. Detentor de uma das maiores biodiversidades do planeta e de vastas áreas de florestas nativas, o país ocupa uma posição central nas discussões globais sobre sustentabilidade. Ao mesmo tempo, enfrenta desafios históricos, como o desmatamento, a exploração irregular de recursos naturais e a dependência de modelos econômicos que pressionam o meio ambiente. Nesse contexto, a produção evidencia que o potencial de transformação do Brasil é tão grande quanto suas responsabilidades.

Dirigido por Luciano Oreggia e Pedro Saad, “Carbon Free: o Resultado Também Depende de Nós” conta com a participação de especialistas reconhecidos, como Alexander Turra e Bruna Pavani, que contribuem com análises técnicas e reflexões sobre os caminhos possíveis para mitigar os efeitos do aquecimento global. A apresentação fica a cargo do jornalista Matthew Shirts, americano radicado no Brasil, que conduz a narrativa com linguagem clara e didática, aproximando o conteúdo do grande público.

Ao longo do filme, são discutidas estratégias concretas para a redução das emissões de gases do efeito estufa. Entre elas, o incentivo ao uso de energias renováveis, como a solar e a eólica, o investimento em eficiência energética, o combate ao desmatamento e a diminuição da dependência de combustíveis fósseis. Essas medidas são apresentadas não apenas como soluções técnicas, mas como escolhas políticas e sociais que exigem engajamento coletivo e visão de longo prazo.

Outro ponto central do documentário é a valorização das ações locais como parte de um esforço global. A produção reforça que pequenas mudanças de hábito — como o consumo consciente, a redução de desperdícios e a adoção de práticas mais sustentáveis no dia a dia — podem gerar impactos significativos quando adotadas em larga escala. Dessa forma, o filme desloca a discussão do campo abstrato para o terreno das decisões individuais, sem perder de vista a necessidade de políticas públicas estruturantes.

Supercine deste sábado (31) exibe “Caminhos da Memória”, suspense futurista com Hugh Jackman

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O Supercine deste sábado, 31 de janeiro de 2026, leva ao ar um suspense envolvente que mistura ficção científica, romance e atmosfera noir. A TV Globo exibe “Caminhos da Memória”, longa estrelado por Hugh Jackman (Logan, Os Miseráveis) e Rebecca Ferguson (Missão: Impossível, Duna), que convida o público a mergulhar em um futuro onde o passado pode ser revivido como nunca antes.

Ambientado em uma realidade próxima marcada por mudanças climáticas extremas, o filme acompanha Nick Bannister, um investigador particular especializado em memórias. Vivendo em uma cidade parcialmente submersa, ele trabalha ajudando pessoas a revisitar lembranças importantes por meio de uma tecnologia capaz de acessar o subconsciente humano e projetar o passado de forma quase palpável.

A rotina de Nick muda completamente quando ele conhece Mae, uma mulher misteriosa que o procura para recuperar uma lembrança aparentemente banal. O encontro, no entanto, desperta uma conexão intensa entre os dois. Quando Mae desaparece sem deixar rastros, o investigador passa a usar sua própria tecnologia para reconstruir cada detalhe da relação e tentar entender quem ela realmente era.

O que começa como uma busca romântica se transforma em uma obsessão perigosa, levando Nick a descobrir segredos sombrios que envolvem crime, corrupção e memórias que talvez devessem permanecer enterradas. À medida que ele se aprofunda no passado, a linha entre lembrança e realidade se torna cada vez mais frágil.

Além de Hugh Jackman, o filme conta com Rebecca Ferguson, que imprime mistério e ambiguidade à personagem Mae, reforçando sua presença marcante já vista em produções como O Rei do Show e Duna. O elenco também inclui Thandiwe Newton (Westworld, Missão: Impossível 2), Cliff Curtis (Avatar, Fear the Walking Dead), Natalie Martinez (Kingdom, Under the Dome), Marina de Tavira (Roma) e Daniel Wu (Into the Badlands).

“Caminhos da Memória” marca a estreia de Lisa Joy como diretora de cinema, após seu sucesso como cocriadora da série Westworld. O longa carrega fortes influências do cinema neo-noir, com uma estética melancólica, cenários urbanos decadentes e reflexões sobre amor, perda e o peso das lembranças. Lisa Joy também assina o roteiro e a produção ao lado de Jonathan Nolan, seu parceiro criativo em projetos anteriores.

A ambientação futurista, combinada ao clima de investigação clássica, cria um universo visual sofisticado e introspectivo, onde o avanço tecnológico contrasta com emoções profundamente humanas.

Recepção e trajetória do filme

Lançado em 2021, “Reminiscence”, título original do filme, teve uma recepção dividida da crítica. Muitos elogiaram sua ambição narrativa, o visual estilizado e a proposta reflexiva, enquanto outros apontaram semelhanças com obras consagradas do gênero, como Blade Runner e Chinatown. Apesar disso, o longa conquistou espaço entre os fãs de ficção científica mais contemplativa.

Nos cinemas, o filme não alcançou grandes números de bilheteria, especialmente por ter sido lançado de forma simultânea nos Estados Unidos nos cinemas e no streaming HBO Max. Ainda assim, ao longo do tempo, passou a ser redescoberto pelo público, ganhando nova vida em exibições televisivas como a do Supercine.

Descubra qual filme vai passar na Sessão da Tarde desta terça, 3 de janeiro, na TV Globo

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A Sessão da Tarde desta terça-feira, 3 de fevereiro de 2026, exibe na TV Globo o filme A Vida É Agora, comédia dramática sensível e bem-humorada que aborda temas como amizade, solidão, envelhecimento e conexões inesperadas. Lançado em 2021, o longa tem direção e roteiro assinados por Billy Crystal, que também atua como protagonista, ao lado de Tiffany Haddish e Penn Badgley.

Na trama, Billy Crystal interpreta Charlie Burnz, um renomado e veterano escritor de comédias que construiu uma carreira sólida no entretenimento, mas que vive um momento de isolamento pessoal. Sua rotina muda quando ele conhece Emma Payge (Tiffany Haddish), uma cantora nova-iorquina expansiva, espontânea e cheia de energia, que ganha inesperadamente um almoço com a lenda da comédia após vencer um concurso de rádio.

O primeiro encontro entre os dois, no entanto, está longe de ser perfeito. Uma sequência de eventos caóticos — incluindo uma grave reação alérgica a frutos do mar, uma corrida ao hospital e o uso de epinefrina — marca o início turbulento da relação. O episódio, que poderia ter encerrado qualquer possibilidade de convivência, acaba funcionando como ponto de partida para uma amizade improvável, repleta de atritos, ironias e momentos comoventes.

Apesar da grande diferença de idade e de estilos de vida completamente distintos, Charlie e Emma passam a reconhecer um no outro algo raro: uma espécie de alma gêmea emocional. A convivência entre eles evolui para um vínculo profundo, capaz de redefinir os significados de amizade, amor e confiança. O filme constrói essa relação com leveza, alternando humor afiado com momentos de introspecção e sensibilidade.

Além de Billy Crystal e Tiffany Haddish, o elenco conta com Penn Badgley, Alex Brightman, Laura Benanti e Anna Deavere Smith, que complementam a narrativa com personagens que orbitam a vida do protagonista e ajudam a revelar suas fragilidades, medos e memórias. A presença de Penn Badgley adiciona um contraponto geracional à história, reforçando o debate sobre diferentes formas de lidar com o tempo e os afetos.

O projeto começou a tomar forma em setembro de 2019, quando foi anunciado que Billy Crystal e Tiffany Haddish estrelaram o filme e também atuariam como produtores. Crystal assumiu ainda a direção, a partir de um roteiro coescrito com Alan Zweibel, parceiro frequente do ator e comediante. As filmagens ocorreram em Nova York, entre outubro e novembro de 2019, sendo concluídas pouco antes do Dia de Ação de Graças.

Lançado comercialmente em 7 de maio de 2021, após a Stage 6 Films adquirir os direitos de distribuição, A Vida É Agora teve desempenho modesto nas bilheterias. O filme arrecadou cerca de 2,8 milhões de dólares nos Estados Unidos e Canadá, além de aproximadamente 64 mil dólares em outros mercados, totalizando pouco menos de 3 milhões de dólares mundialmente. Ainda assim, chegou a ocupar a sétima posição no ranking nacional e permaneceu por duas semanas não consecutivas no Top 10.

Resenha – Ao Meu Redor transforma o sobrenatural em espelho da culpa humana

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Em Ao Meu Redor, André Vianco retorna ao horror com uma proposta clara: usar o sobrenatural não como espetáculo, mas como consequência direta de escolhas morais extremas. O livro parte de uma pergunta provocadora — até onde alguém iria para escapar do próprio inferno? — e responde de forma cruel: sempre existe algo pior à espera.

A protagonista, Teodora, é uma policial corrupta que já surge no limite da queda. Não há tentativa de torná-la simpática ou justificável, e esse é um dos acertos do romance. Sua relação com Raoni, chefe do tráfico, é baseada em conveniência e violência, e a traição que sofre apenas acelera um colapso que já estava em curso. Quando Teodora mata Raoni e inicia uma corrida desesperada atrás do dinheiro do crime, a narrativa assume um ritmo sufocante, marcado por paranoia, culpa e impulsos destrutivos.

O ponto de virada da história acontece com a entrada de Jéssica, a irmã afastada, uma cientista brilhante e emocionalmente instável. A criação da Iboga-7 — uma droga capaz de abrir um canal entre vivos e mortos — desloca o livro do thriller criminal para o horror metafísico. Vianco acerta ao tratar essa transição não como ruptura, mas como aprofundamento: o sobrenatural surge como extensão do caos psicológico e moral das personagens.

A relação entre as duas irmãs é um dos pilares mais interessantes da narrativa. Não há afeto idealizado, apenas ressentimento, dependência e feridas antigas nunca cicatrizadas. O terror que se desenrola no “outro lado” é constantemente atravessado por traumas familiares, tornando difícil separar o que é manifestação do além e o que é projeção da culpa. Ao Meu Redor deixa claro que atravessar mundos não significa escapar de si mesmo.

O horror aqui não se constrói apenas com monstros ou visões perturbadoras, mas com a sensação constante de aprisionamento. O além apresentado por Vianco é hostil, opressor e profundamente psicológico. A experiência é menos sobre o medo do desconhecido e mais sobre o reconhecimento de que certas condenações são autoimpostas. Nesse sentido, o livro se aproxima mais do horror existencial do que do terror clássico.

Narrativamente, Vianco aposta em uma escrita direta, agressiva e sem concessões. O ritmo é intenso, por vezes quase exaustivo, o que reforça a sensação de desespero que acompanha as protagonistas. Em alguns momentos, o excesso de brutalidade pode afastar leitores mais sensíveis, mas essa escolha parece consciente: Ao Meu Redor não quer ser confortável.

O maior mérito do livro está em sua coerência temática. O sobrenatural nunca surge como solução, apenas como ampliação da tragédia. Não há redenção fácil, nem punições simplistas. O horror verdadeiro não está apenas no mundo dos mortos, mas na soma de escolhas feitas em vida — e nas consequências que continuam ecoando depois dela.

Resenha – Meninos Morrem de Medo expõe o fracasso social em lidar com a diferença

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Meninos Morrem de Medo: Contos de Flamígera é um livro que se constrói a partir da delicadeza, mas não se esconde atrás dela. Ao reunir histórias centradas em personagens que a sociedade insiste em marginalizar — pessoas autistas, indivíduos com síndrome de Down e sujeitos profundamente sensíveis — a obra assume uma postura crítica clara: a exclusão não é exceção, é regra. E o medo, longe de ser apenas sentimento individual, é produto de um sistema que pune quem foge da norma.

O tom aparentemente nostálgico que atravessa os contos — cartas perfumadas, códigos de cortesia, encontros mais lentos — funciona menos como saudade de um tempo idealizado e mais como recurso de contraste. Ao evocar um passado em que os gestos carregavam significado, o livro evidencia o empobrecimento das relações contemporâneas, marcadas por pressa, superficialidade e intolerância. Essa escolha narrativa revela um olhar crítico sobre o presente, ainda que sem recorrer ao discurso explícito.

O verdadeiro centro da obra está em seus personagens. Eles não aparecem para cumprir funções simbólicas nem para despertar piedade. Ao contrário, são construídos com complexidade e humanidade, expondo desejos, frustrações e contradições. O livro acerta ao recusar tanto a romantização da diferença quanto a sua exploração como instrumento moralizante. Aqui, o desconforto nasce justamente da normalidade dessas vidas — e da forma como são constantemente violentadas por olhares e expectativas alheias.

A violência retratada nos contos raramente é física. Ela se manifesta de maneira mais sutil e persistente: no silenciamento, no constrangimento, na tentativa constante de corrigir comportamentos considerados inadequados. Meninos Morrem de Medo é incisivo ao mostrar como a violência psicológica é naturalizada e, muitas vezes, invisível. O livro não oferece redenção fácil nem soluções narrativas confortáveis; ele expõe feridas e as deixa abertas.

O título da obra é revelador. O medo que atravessa os personagens não é covardia, mas resultado de um aprendizado social cruel. Aprender a temer o afeto, a exposição e o julgamento é uma forma de sobrevivência em um mundo que exige desempenho e normalização constantes. Nesse sentido, o livro também faz uma crítica direta às construções de masculinidade e à repressão emocional imposta desde a infância.

Do ponto de vista literário, a escrita é contida e consciente. Não há excessos nem ornamentalização do sofrimento. A escolha por uma linguagem limpa e econômica reforça a força do que é dito, evitando qualquer tentativa de espetacularizar a dor. Em alguns momentos, essa contenção pode soar fria, mas é justamente ela que impede o livro de escorregar para o sentimentalismo fácil.

Meninos Morrem de Medo: Contos de Flamígera não é uma leitura confortável, ainda que seja delicada. Sua crítica é silenciosa, mas persistente. Ao colocar no centro da narrativa personagens que costumam ser empurrados para as margens, o livro obriga o leitor a confrontar seus próprios preconceitos e limites de empatia.

Resenha – Kali é um grito de vingança acelerado até a exaustão

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Desde a primeira página, fica claro que Daniel Freedman e Robert Sammelin não estão interessados em introduções delicadas ou construções graduais: aqui, a narrativa começa no impacto e só desacelera quando já é tarde demais. Esfaqueada, envenenada e descartada pela própria gangue de motociclistas, Kali não inicia uma jornada de redenção ou aprendizado — ela entra em modo de sobrevivência absoluta. O mundo ao redor pode estar em ruínas, mas a verdadeira devastação já aconteceu dentro dela.

O cenário é um deserto pós-apocalíptico que parece existir apenas para reforçar a brutalidade da experiência. Não há nostalgia, não há esperança de reconstrução, não há promessas de futuro. Tudo em Kali é presente imediato: o agora da dor, o agora da perseguição, o agora da vingança. A influência de Mad Max é evidente, mas o quadrinho não tenta disfarçar isso — pelo contrário, abraça o excesso como identidade. Explosões, perseguições, corpos em colisão e motores rugindo formam uma sinfonia caótica que sustenta praticamente toda a narrativa.

Kali, como protagonista, é menos uma pessoa no sentido tradicional e mais uma força em movimento. Ela fala pouco, sente pouco (ou, ao menos, não demonstra) e age o tempo todo. Seu corpo ferido — envenenado, sangrando, quebrado — se torna parte essencial da história, quase um cronômetro narrativo: cada página reforça a ideia de que o tempo está acabando. A morte não é uma possibilidade distante, mas uma presença constante, correndo junto com ela na estrada. Essa escolha torna a leitura visceral, mas também impõe limites claros à profundidade emocional da personagem.

O quadrinho não se preocupa em explicar motivações com longos diálogos ou flashbacks extensos. A traição da gangue é apresentada como fato consumado, e a vingança surge não como escolha moral, mas como instinto. Isso dá à obra uma honestidade brutal: não há justificativas, apenas consequências. Kali não quer redenção, justiça ou compreensão — ela quer sobreviver tempo suficiente para causar dano. E, nesse sentido, o roteiro é coerente do início ao fim.

Visualmente, Kali é um ataque sensorial. O traço de Robert Sammelin é agressivo, sujo e deliberadamente exagerado. Os enquadramentos transmitem velocidade e descontrole, enquanto as expressões faciais e os corpos em movimento reforçam a ideia de um mundo onde tudo é extremo. Não há beleza tradicional no desenho, mas há energia — muita energia. Cada página parece vibrar, como se estivesse prestes a sair do papel. É um estilo que pode cansar leitores mais sensíveis à repetição visual, mas que funciona perfeitamente dentro da proposta da obra.

Por outro lado, essa aposta constante no impacto também revela a principal fragilidade do quadrinho. Kali raramente permite pausas. Não há silêncio narrativo, não há momentos de reflexão prolongada, não há espaço para que o leitor respire. Em determinados pontos, a sucessão ininterrupta de ação começa a perder força justamente por nunca variar de tom. O excesso, que inicialmente empolga, pode se tornar saturante. A sensação é a de assistir a uma perseguição interminável — eletrizante, sim, mas emocionalmente plana.

Outro ponto que merece atenção é a construção do mundo. Embora o cenário apocalíptico seja visualmente forte, ele permanece genérico em muitos aspectos. Sabemos que há uma guerra, que há facções, que a violência é regra, mas pouco se explora sobre como esse mundo funciona além da estrada. Isso não chega a comprometer a narrativa, mas reforça a impressão de que o universo existe apenas para servir à ação, não para ser compreendido.

Ainda assim, seria injusto cobrar de Kali algo que ele claramente não se propõe a oferecer. Este não é um quadrinho sobre complexidade psicológica, reconstrução social ou dilemas filosóficos profundos. É uma obra sobre fúria, movimento e resistência corporal. Kali sobrevive não porque acredita em algo maior, mas porque se recusa a cair. E há algo de poderoso nessa recusa silenciosa, quase animalesca.

No fim, Kali se destaca como uma experiência intensa, direta e sem concessões. Não é uma leitura confortável, nem pretende ser. É um quadrinho que entende sua própria natureza e vai até o limite dela, mesmo correndo o risco de se desgastar no processo. Para leitores que buscam ação pura, estética agressiva e um ritmo que não pede licença, a obra entrega exatamente o que pro

Resenha – Battle Action é a guerra em quadrinhos sem heroísmo e sem piedade

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Em um mercado cada vez mais dominado por superpoderes, universos compartilhados e conflitos tratados como espetáculo, Battle Action surge como um lembrete incômodo — e necessário — do que os quadrinhos de guerra sempre fizeram de melhor: confrontar o leitor com a brutalidade do conflito armado sem oferecer atalhos heroicos ou finais reconfortantes. A reunião de duas das mais importantes revistas britânicas do gênero não soa como nostalgia vazia, mas como uma reafirmação de identidade.

A coletânea apresenta sete histórias ambientadas em diferentes frentes de batalha, todas guiadas por uma mesma intenção editorial: mostrar a guerra como ela é vivida por quem está no chão, longe de discursos políticos ou estratégias grandiosas. Não há protagonistas idealizados nem vilões unidimensionais. O foco está no soldado comum, nas decisões tomadas sob pressão extrema e nas consequências físicas e psicológicas que permanecem mesmo quando os tiros cessam.

O maior mérito de Battle Action está em sua recusa deliberada ao romantismo. Cada narrativa se constrói a partir do desgaste, do medo e da sensação constante de que a vida pode acabar a qualquer instante. A violência não é usada como atração visual, mas como linguagem narrativa. Ela existe para causar desconforto, não admiração. Explosões, mortes e ferimentos são apresentados de forma seca, muitas vezes abrupta, reforçando a imprevisibilidade do campo de batalha.

Visualmente, a obra dialoga com a tradição clássica dos quadrinhos de guerra britânicos, mas sem parecer datada. Os traços são densos, expressivos e carregados de textura, criando ambientes sufocantes que ajudam a transmitir o clima de tensão constante. A composição das páginas valoriza o silêncio tanto quanto a ação, usando enquadramentos fechados e pausas visuais para enfatizar o impacto emocional dos acontecimentos. É uma arte que serve à narrativa, e não o contrário.

Narrativamente, a coletânea é desigual — e isso não chega a ser um problema. Algumas histórias se destacam pela profundidade psicológica e pela força do desfecho, enquanto outras funcionam mais como vinhetas rápidas, deixando a sensação de que poderiam ter ido além. Ainda assim, o conjunto se mantém coeso, sustentado por uma visão clara sobre o que se quer comunicar: a guerra como experiência humana limite, marcada por perdas irreparáveis.

A influência de autores como Garth Ennis é perceptível, não apenas na abordagem crua, mas no respeito ao gênero. Battle Action entende que histórias de guerra não precisam chocar pelo excesso, mas pela honestidade. Ao evitar discursos morais explícitos, a HQ permite que o próprio leitor chegue às suas conclusões, tornando a experiência mais potente e reflexiva.

Em tempos de conflitos reais transmitidos diariamente, Battle Action ganha ainda mais relevância. Não por oferecer respostas, mas por insistir em fazer perguntas difíceis: quem paga o preço da guerra? O que sobra depois da vitória? E quantas histórias nunca são contadas? Ao recuperar o espírito crítico que consagrou os quadrinhos de guerra britânicos, a obra se posiciona não apenas como entretenimento, mas como registro e alerta.

Após The Handmaid’s Tale, Elisabeth Moss retorna ao drama com Conviction, nova série jurídica do Hulu

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Cast member Elisabeth Moss arrives at the Los Angeles premiere of "The Handmaid's Tale" Season 2 at TCL Chinese Theatre on Thursday, April 19, 2018 in Los Angeles. (Photo by Jordan Strauss/Invision/AP)

Encerrar um projeto como The Handmaid’s Tale não é simples. Foram anos vivendo uma personagem emocionalmente devastada, resiliente e simbólica para milhões de espectadores. Mas Elisabeth Moss não é o tipo de atriz que desacelera. Pouco tempo após o fim da série, ela já tem um novo desafio pela frente. A atriz será a protagonista de Conviction, novo drama jurídico do Hulu criado por David Shore, nome por trás de The Good Doctor.

A notícia, divulgada pelo Deadline, confirma que o Hulu aprovou oficialmente a produção da série. Moss não apenas lidera o elenco como também assume o posto de produtora executiva, reforçando sua posição cada vez mais estratégica nos bastidores da televisão. Ao lado de Shore, Warren Littlefield e Bert Salke, o projeto será desenvolvido pela 20th Television.

Conviction é baseada no romance homônimo lançado em 2023 pelo autor Jack Jordan. A obra chamou atenção por sua combinação de suspense psicológico com drama judicial, e agora ganha uma adaptação que promete preservar essa tensão moral. Jordan, inclusive, firmou contrato de desenvolvimento com a 20th Television, que já trabalha nas versões para a TV de seus livros Redemption, publicado em 2024, e Deception, previsto para 2026.

Na série, Moss interpreta Neve Harper, uma advogada criminal confiante, respeitada e estrategista. Neve está prestes a assumir o caso mais importante de sua carreira: um assassinato de grande repercussão nacional. Um homem é acusado de matar a esposa ao incendiar a própria casa, e o julgamento rapidamente se transforma em um espetáculo midiático.

Para Neve, é a oportunidade perfeita de consolidar seu nome entre os grandes profissionais da área. Mas o que parecia ser apenas um desafio jurídico logo se transforma em algo muito mais pessoal e perigoso. Um estranho misterioso começa a chantageá-la, ameaçando expor segredos do seu passado. De repente, a mulher que domina os tribunais passa a lutar para manter sua própria reputação intacta.

É aí que a história ganha densidade emocional. Neve se vê obrigada a questionar até onde está disposta a ir para proteger sua carreira e seu nome. Comprometer valores? Manipular informações? Ultrapassar limites éticos? A série promete explorar essa zona cinzenta com intensidade, algo que combina perfeitamente com o perfil artístico de Elisabeth Moss.

Ao longo da carreira, Moss construiu uma reputação sólida interpretando mulheres complexas, determinadas e emocionalmente densas. Foi assim em The West Wing, onde viveu Zoey Bartlet entre 1999 e 2006. Foi assim em Mad Men, quando deu vida à ambiciosa Peggy Olson, papel que lhe rendeu cinco indicações ao Emmy e dois prêmios do Screen Actors Guild ao lado do elenco.

Mas foi como June Osborne em The Handmaid’s Tale que Moss atingiu um novo patamar. Desde 2017, sua atuação intensa e visceral transformou a personagem em um dos rostos mais marcantes da televisão contemporânea. Ela conquistou dois prêmios Emmy pelo trabalho, um como Melhor Atriz em Série Dramática e outro como produtora de Melhor Série Dramática. Mais do que prêmios, conquistou respeito.

Agora, em Conviction, a expectativa é que ela entregue uma personagem igualmente complexa, mas em um registro diferente. Se June era movida pela sobrevivência e resistência em um regime opressor, Neve Harper parece ser movida por ambição, inteligência e controle. O conflito aqui não é político ou distópico. É ético, íntimo e psicológico.

David Shore, conhecido por construir personagens moralmente desafiadores, parece ter encontrado em Moss a intérprete ideal. Seu histórico mostra que ela não tem medo de expor fragilidades, nem de explorar contradições. E Neve, ao que tudo indica, será uma personagem cheia delas.

Fora das telas, a trajetória de Moss também ajuda a entender sua disciplina artística. Nascida em Los Angeles, filha de músicos, ela cresceu em um ambiente criativo. Sua mãe é gaitista profissional de jazz e blues, e o contato com a arte sempre esteve presente em sua formação.

Curiosamente, seu primeiro sonho não era atuar. Moss queria ser bailarina profissional. Estudou na School of American Ballet, em Nova York, e treinou com Suzanne Farrell no Kennedy Center, em Washington. A dança exigiu rigor, técnica e dedicação. Embora tenha seguido carreira na atuação, essa base disciplinada parece ter moldado sua ética profissional.

Ainda sem data de estreia confirmada, a série já desperta curiosidade por unir um texto de suspense psicológico com o universo jurídico, dois territórios que naturalmente geram tensão.

Tudo o que já foi revelado sobre a segunda temporada de Cães de Caça, um dos dramas mais intensos da Netflix

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Quando Cães de Caça estreou na Netflix, em junho de 2023, a série não chamou atenção apenas pelas cenas de luta bem coreografadas. O que realmente prendeu o público foi a sensação de que aqueles personagens estavam lutando por algo que ia além do dinheiro. Eles lutavam por dignidade. Agora, com a segunda temporada marcada para 22 de maio de 2026, a história retorna mais madura, mais intensa e com um novo rosto no centro do conflito: Rain assume o papel do vilão Baek-jeong.

Dirigida e escrita por Kim Joo-hwan, a produção nasceu da webtoon criada por Jeong Chan e rapidamente se destacou entre os dramas coreanos do catálogo da Netflix. Ambientada durante a pandemia de COVID-19, a primeira temporada mergulhou em um período de fragilidade coletiva. Pequenos negócios quebrando, famílias endividadas e a sensação de que o mundo havia encolhido. Nesse cenário, dois jovens boxeadores tentavam sobreviver sem abrir mão dos próprios valores.

Gun-woo, interpretado por Woo Do-hwan, é apresentado como um atleta disciplinado, de poucas palavras e coração enorme. Quando a mãe dele se vê sufocada por uma dívida impagável, o sonho de se tornar boxeador profissional perde espaço para uma necessidade mais urgente: proteger quem ele ama. Ao lado dele está Woo-jin, vivido por Lee Sang-yi, amigo leal, ex-fuzileiro naval e parceiro que não hesita em dividir o peso das decisões difíceis.

A força da série sempre esteve nessa amizade. Nos treinos compartilhados, nos silêncios após as derrotas e na forma como um entende o outro sem precisar explicar muito. A violência nunca foi gratuita. Cada soco vinha carregado de frustração, medo e resistência. Era sobre jovens tentando não se corromper em um ambiente onde quase tudo está à venda.

A primeira temporada também apresentou o Sr. Choi, interpretado por Heo Joon-ho, uma figura quase lendária no mundo dos empréstimos privados. Diferente dos agiotas tradicionais, ele retorna disposto a ajudar pessoas vulneráveis oferecendo dinheiro sem juros. Essa escolha o coloca em confronto direto com empresários violentos, entre eles o personagem vivido por Park Sung-woong, que simboliza um sistema frio e implacável.

Mesmo enfrentando controvérsias nos bastidores, como o caso envolvendo Kim Sae-ron durante a produção, a série conseguiu se firmar. O público respondeu à autenticidade emocional da narrativa. Em poucas semanas, Cães de Caça figurava entre as produções de língua não inglesa mais assistidas da plataforma, somando milhões de horas vistas ao redor do mundo.

Agora, a segunda temporada promete ampliar esse universo. As primeiras imagens divulgadas revelam um cenário mais sombrio e organizado. Se antes o inimigo era o sistema predatório de empréstimos, agora o foco se desloca para uma gangue clandestina de boxe. O ringue deixa de ser apenas um espaço de superação pessoal e se transforma em território de exploração, apostas milionárias e manipulação.

É nesse ambiente que surge Baek-jeong, personagem de Rain. Conhecido internacionalmente como cantor e performer, Rain construiu uma carreira marcada por presença magnética e intensidade. Ao assumir o papel do antagonista, ele adiciona uma camada de imprevisibilidade à série. Baek-jeong não deve ser apenas um oponente físico para Gun-woo e Woo-jin. Ele representa um tipo diferente de ameaça: alguém que entende o poder do espetáculo, que transforma violência em negócio e que sabe manipular pessoas tanto quanto sabe lutar.

A escolha de Rain não é apenas estratégica; ela também é simbólica. Um ícone do k-pop assumindo o posto de vilão em um drama de ação sugere que a série quer ir além das expectativas. Não se trata de um embate simples entre heróis e vilões. Trata-se de valores em conflito. De um lado, dois jovens que lutam para proteger os outros. Do outro, alguém que enxerga no boxe uma ferramenta de controle e lucro.

Woo Do-hwan e Lee Sang-yi retornam mais experientes, e isso deve se refletir na jornada dos personagens. Eles já enfrentaram perdas, traições e dilemas morais. Agora, precisam lidar com um adversário que atua dentro do universo que eles conhecem tão bem. O boxe, que antes era refúgio e disciplina, torna-se campo minado.

Kim Joo-hwan já adiantou que as cenas de ação serão mais duras. Mas o impacto não deve vir apenas da coreografia. O que realmente pesa em Cães de Caça é a consequência. Ossos quebrados, cortes no rosto e o desgaste emocional de quem vive em alerta constante. A série nunca romantizou a violência, e tudo indica que continuará tratando cada confronto como algo que deixa marcas.

Há também a expectativa sobre como a amizade entre Gun-woo e Woo-jin será testada. Quando o inimigo se infiltra no próprio território deles, as decisões ficam mais complexas. Até onde ir para derrubar alguém que domina as regras do jogo? É possível manter a integridade quando o adversário não tem limites?

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