Crítica – “Alerta Apocalipse” transforma o medo invisível em espetáculo de tensão e paranoia

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Alerta Apocalipse parte de uma premissa conhecida — um vírus perigoso encoberto pelas autoridades —, mas consegue transformar essa base em uma experiência tensa, inquietante e, em alguns momentos, genuinamente perturbadora. O filme entende que o verdadeiro terror não está apenas na criatura ou na doença em si, mas no silêncio institucional que tenta varrer o problema para debaixo do tapete.

Logo nos primeiros minutos, somos apresentados à descoberta do vírus e à decisão estratégica de forças policiais, cientistas e militares de esconder o caso para evitar o caos social. A justificativa é “proteger a população”, mas o que vemos é uma sucessão de decisões baseadas no medo da repercussão, não no compromisso com a verdade. Esse início é eficiente porque não apela para o susto fácil. Ele constrói um clima de conspiração, quase burocrático, que torna tudo mais real.

Anos depois, a antiga base militar vira apenas um galpão esquecido. A escolha narrativa de avançar no tempo é inteligente, pois cria a falsa sensação de que o perigo ficou no passado. É nesse cenário que jovens funcionários começam a notar ruídos estranhos, áreas isoladas e estruturas escondidas sob a fachada comum do prédio. A curiosidade deles funciona como o gatilho da tragédia.

A descoberta da sala contaminada é uma das sequências mais impactantes do longa. O ambiente transmite abandono, mas também algo pulsante, quase vivo. Animais infectados se mutilando diante da câmera reforçam o horror físico e psicológico. É nesse ponto que o filme deixa claro que não estamos diante de um vírus comum. A infecção não transforma apenas — ela distorce, leva ao limite e culmina em algo ainda mais macabro.

O grande diferencial da narrativa está justamente na forma como o vírus se espalha. Em vez da tradicional mordida zumbi, a contaminação ocorre por explosão do hospedeiro. Humanos e animais infectados se detonam, lançando fragmentos contaminados que atingem novas vítimas. A cena do gato infectado é especialmente simbólica: frágil, ferido, aparentemente inofensivo, ele se transforma em um vetor ambulante de destruição. Ao subir em uma antena e explodir, o filme entrega uma imagem chocante e original, que marca o espectador.

É nesse caos crescente que entram os protagonistas. Travis Meacham, vivido por Joe Keery, representa o olhar inquieto e questionador diante do absurdo. Ao seu lado está Robert Quinn, interpretado por Liam Neeson, cuja presença traz peso dramático e autoridade moral à trama. Já Naomi Williams, papel de Georgina Campbell, equilibra emoção e racionalidade, funcionando como a ponte entre impulso e estratégia.

A dinâmica entre os três eleva o filme a outro nível. Quando percebem que o Exército jamais admitirá o erro ou permitirá uma ação oficial, eles decidem agir por conta própria. A ideia de implodir o local com uma bomba subterrânea adiciona urgência à narrativa. Não se trata apenas de destruir um prédio, mas de eliminar um erro histórico antes que ele se torne irreversível.

A sequência final é carregada de tensão. Cada passo no plano parece poder dar errado. O espectador sente que o vírus, invisível e imprevisível, pode escapar a qualquer momento. Quando a explosão finalmente acontece, há um misto de alívio e dúvida. Eles sobrevivem, quase ilesos, mas o silêncio que vem depois não transmite vitória absoluta — transmite incerteza.

A decisão de expor as provas à mídia acrescenta uma camada política poderosa. O filme deixa claro que o maior erro não foi apenas criar ou armazenar o vírus, mas escolher escondê-lo. A crítica à manipulação institucional ecoa de forma atual e incômoda.

E então vem a última cena. Um detalhe quase discreto: um animal aparentemente infectado. Não há explicações, apenas sugestão. O vírus pode ter sobrevivido. Pode estar à espreita. Pode já estar se espalhando novamente.

Panini anuncia álbum oficial de figurinhas de Super Mario para 2026 com cromos especiais e pôster exclusivo

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A Panini lançou oficialmente o Livro Ilustrado Oficial SUPER MARIO: It’s-a me, Mario!, reforçando o apelo atemporal de uma das franquias mais emblemáticas da indústria dos videogames. A novidade chega às bancas e lojas especializadas como um produto voltado tanto para colecionadores quanto para fãs que cresceram acompanhando as aventuras do personagem criado pela Nintendo.

Com 40 páginas e 224 cromos colecionáveis, o álbum aposta em variedade e acabamento diferenciado para atrair o público. Entre as figurinhas, 64 contam com efeito metalizado e 16 possuem acabamento que brilha no escuro, ampliando o valor estético e colecionável da publicação. A edição inclui ainda um pôster exclusivo que apresenta a evolução dos jogos da série ao longo dos anos, funcionando como uma linha do tempo ilustrada que evidencia a transformação tecnológica e artística da franquia.

A proposta editorial do álbum é revisitar diferentes fases do universo Mario, reunindo títulos clássicos e produções mais recentes que ajudaram a manter a marca relevante no mercado contemporâneo. Entre os destaques estão Super Mario Bros. Wonder, que marcou uma nova fase criativa da série principal; Luigi’s Mansion 2, focado nas aventuras do irmão de Mario; Princess Peach: Showtime!, que coloca a princesa em posição de protagonismo; e Super Mario Party Jamboree, representante do tradicional formato festivo da franquia.

A inclusão desses títulos reforça a estratégia de apresentar um panorama amplo do universo Mario, destacando não apenas o personagem principal, mas também figuras que ganharam espaço e identidade própria ao longo do tempo. Luigi, Peach, Bowser e diversos outros personagens compõem um elenco que se consolidou como parte essencial da cultura pop.

A trajetória da série começou oficialmente com Super Mario Bros., lançado para o Nintendo Entertainment System em 1985. O título estabeleceu bases fundamentais para o gênero de plataforma, com fases estruturadas em deslocamento lateral, obstáculos progressivos e inimigos que exigiam precisão nos movimentos. A ambientação no Reino Cogumelo e a missão de resgatar a Princesa Peach das investidas de Bowser tornaram-se elementos centrais da narrativa.

Ao longo das décadas, a série evoluiu em termos gráficos, técnicos e criativos, acompanhando a transição do 2D para o 3D e explorando novas possibilidades de design de fases. Mesmo com as transformações, manteve características marcantes, como o uso de power-ups que concedem habilidades especiais ao personagem, entre eles a capacidade de lançar projéteis ou alterar seu tamanho. Esses elementos ajudaram a consolidar a identidade visual e mecânica da franquia.

O impacto comercial de Super Mario também é expressivo. A série já ultrapassou a marca de 380 milhões de cópias vendidas globalmente, posicionando-se entre as mais bem-sucedidas da história dos videogames. No ranking de vendas, aparece atrás apenas de fenômenos como Tetris e Call of Duty, além da própria franquia ampliada de Mario, que inclui títulos derivados em diferentes gêneros.

A força da marca vai além dos consoles. Ao longo dos anos, Mario tornou-se presença constante em produtos licenciados, séries animadas, adaptações cinematográficas e itens de merchandising. Nesse contexto, o lançamento do álbum da Panini dialoga com uma tradição de colecionáveis que atravessa gerações. Para muitos fãs, completar um álbum representa não apenas uma atividade recreativa, mas também uma forma de conexão afetiva com personagens e histórias que marcaram a infância.

O Livro Ilustrado Oficial SUPER MARIO: It’s-a me, Mario! surge em um momento estratégico, aproveitando a visibilidade recente da franquia e a constante renovação de seu catálogo de jogos. Ao reunir nostalgia e atualidade em um único produto, a publicação atende tanto ao público que acompanhou os primeiros lançamentos nos anos 1980 quanto às novas gerações que conhecem o personagem por meio dos títulos mais recentes.

O futuro de “O Agente Oculto”: Silêncio da Netflix coloca franquia bilionária em compasso de espera

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Quando a Netflix lançou O Agente Oculto em 2022, a expectativa era clara: criar uma nova franquia global de ação com potencial para atravessar anos — e temporadas. Com orçamento estimado em cerca de US$ 200 milhões, o longa se tornou, à época, o filme mais caro já produzido pela plataforma. A aposta reunia um elenco estrelado, diretores acostumados a blockbusters gigantescos e uma base literária sólida. Ainda assim, três anos depois, o projeto que prometia sequência e spin-off parece ter entrado em um território nebuloso.

Em entrevista ao ScreenRant, o diretor Anthony Russo (de Vingadores: Ultimato) foi direto: não há novidades no momento sobre a expansão do universo. A declaração soa como um balde de água fria para quem esperava anúncios mais concretos. Segundo ele, o interesse interno ainda existe, mas, na prática, nada avançou oficialmente.

Estrelado por Ryan Gosling (La La Land), o filme acompanha Court Gentry, também conhecido como Sierra Six, um agente altamente treinado da CIA que se torna alvo após descobrir segredos comprometedores da própria agência. A narrativa mistura espionagem internacional, perseguições explosivas e confrontos físicos intensos — ingredientes clássicos de grandes franquias de ação.

Do outro lado está Lloyd Hansen, interpretado por Chris Evans (Capitão América: O Primeiro Vingador), em um papel que foge completamente da imagem heroica que o consagrou. Aqui, ele encarna um antagonista cruel, sarcástico e instável, disposto a tudo para capturar Six. O contraste entre o herói silencioso de Gosling e o vilão provocador de Evans foi um dos pontos mais comentados na época do lançamento.

O elenco ainda contou com nomes de peso como Ana de Armas (Entre Facas e Segredos), Dhanush (Asuran), Jessica Henwick (Punho de Ferro), Regé-Jean Page (Bridgerton), Wagner Moura (Tropa de Elite), Alfre Woodard (12 Anos de Escravidão) e Billy Bob Thornton (Fargo). Era, sem dúvida, um time montado para chamar atenção mundial.

A direção ficou a cargo de Anthony e Joe Russo (ambos de Vingadores: Guerra Infinita), que também produziram o longa por meio da AGBO, empresa fundada pela dupla. O roteiro foi assinado por Joe Russo ao lado de Christopher Markus e Stephen McFeely, colaboradores frequentes dos irmãos em seus trabalhos anteriores no universo Marvel. A ideia sempre foi transformar a obra baseada no livro de Mark Greaney em uma franquia duradoura, aproveitando a extensa série literária protagonizada pelo mesmo personagem.

Mas o caminho até chegar às telas não foi simples. O projeto começou a ser desenvolvido ainda em 2011, na New Regency, com James Gray (Ad Astra) inicialmente cotado para dirigir e Adam Cozad (A Lenda de Tarzan) responsável pelo roteiro. Naquela fase, o nome de Brad Pitt (Clube da Luta) chegou a ser associado ao papel principal. Anos depois, houve até negociações com Charlize Theron (Mad Max: Estrada da Fúria) para uma possível versão alternativa na Sony Pictures. Só com a entrada definitiva dos irmãos Russo o projeto ganhou novo fôlego — e, posteriormente, migrou para a Netflix.

As filmagens aconteceram em 2021, passando por locações como Praga, na República Tcheca, e o Château de Chantilly, na França, reforçando o caráter internacional da trama. O lançamento ocorreu de forma híbrida, com exibição limitada nos cinemas antes de chegar oficialmente ao catálogo da Netflix em julho de 2022.

Naquele momento, o discurso da plataforma era ambicioso. O objetivo era claro: criar propriedades intelectuais próprias capazes de competir com franquias tradicionais do cinema. Pouco tempo após a estreia, foram anunciados planos para uma sequência direta e um spin-off, ampliando o universo narrativo.

O problema é que, desde então, o silêncio tem sido predominante.

E O Agente Oculto não é o único caso. Outras superproduções da Netflix também seguem em desenvolvimento indefinido. É o caso de Alerta Vermelho, que reuniu Ryan Reynolds (Deadpool), Gal Gadot (Mulher-Maravilha) e Dwayne Johnson (Velozes & Furiosos: Hobbs & Shaw), e também prometia continuações. Outro exemplo é Troco em Dobro, estrelado por Mark Wahlberg (Os Infiltrados), cujo segundo capítulo nunca saiu do papel.

O cenário sugere uma mudança de estratégia. Nos últimos anos, o mercado de streaming passou por ajustes financeiros importantes. Com concorrência acirrada e pressão por resultados sustentáveis, os investimentos bilionários em filmes únicos podem estar sendo reavaliados com mais cautela.

Isso não significa que a franquia esteja oficialmente cancelada. Mas o entusiasmo imediato que cercou o lançamento claramente esfriou. Para uma produção que nasceu com ambições de saga, a ausência de anúncios concretos pesa.

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Em 2026, o streaming deixou de ser apenas passatempo de fim de semana para virar palco de histórias que cutucam feridas bem reais. Entre paixões que ultrapassam limites, disputas carregadas de tensão e tramas de ficção científica que conversam diretamente com a pressão estética e o culto à imagem, as plataformas estão investindo em narrativas que incomodam na medida certa — e continuam ecoando depois que os créditos sobem.

Para o mês de fevereiro, selecionamos cinco estreias que merecem atenção. São produções que passam por uma epidemia ligada à busca obsessiva pelo “corpo perfeito”, romances que nascem em cenários improváveis, jogos de poder marcados por desejo e histórias que colocam personagens diante de escolhas difíceis, daquelas que mudam tudo. Mais do que tendências do catálogo, são obras que refletem inseguranças, ambições e contradições do nosso tempo — e fazem a pergunta inevitável: até onde você iria para ter aquilo que mais deseja?

The Beauty transforma a obsessão pela perfeição em um pesadelo fashion sci-fi

Em um cenário onde filtros digitais, procedimentos estéticos e promessas milagrosas dominam o imaginário coletivo, The Beauty surge como uma das produções mais provocativas do ano. Criada por Ryan Murphy e Matthew Hodgson, a série adapta a HQ de Jeremy Haun e Jason A. Hurley para transformar o universo da alta-costura em palco de um thriller de ficção científica mergulhado no body horror. A produção estreou no FX e no FX on Hulu em 21 de janeiro de 2026, cercada de curiosidade — e polêmica.

A premissa é tão sedutora quanto assustadora: um vírus sexualmente transmissível começa a circular entre jovens adultos e figuras influentes da indústria da moda. Seus efeitos iniciais são “milagrosos”. Quem é infectado se transforma em uma versão fisicamente perfeita de si mesmo. Pele lisa, traços harmoniosos, corpos esculturais. A transformação acontece de forma rápida, quase mágica — como se a ciência tivesse finalmente encontrado o atalho definitivo para o ideal estético contemporâneo.

O problema é que o efeito colateral não demora a aparecer.

Supermodelos internacionais começam a morrer de maneiras brutais e inexplicáveis. O glamour das passarelas dá lugar a cenas de horror explícito, em que o corpo humano se torna território de colapso. É nesse contexto que entram os agentes do FBI Cooper Madsen e Jordan Bennett, enviados a Paris para investigar as mortes que já começam a chamar atenção global. Conforme a investigação avança, eles percebem que não estão diante de um assassino comum, mas de algo muito maior — uma conspiração corporativa que mistura biotecnologia, ambição e manipulação em escala mundial.

O elenco reforça o peso dramático da trama. Evan Peters entrega uma atuação intensa e ambígua, transitando entre o ceticismo profissional e o desconforto moral diante do que descobre. Anthony Ramos e Jeremy Pope ajudam a construir o clima de tensão crescente, enquanto Rebecca Hall adiciona sofisticação e mistério à narrativa. Já Ashton Kutcher assume um papel-chave ligado à engrenagem corporativa que sustenta o surto — uma figura poderosa que acredita estar revolucionando o mundo, mesmo que isso signifique destruí-lo.

A série não economiza na crítica social. Murphy já declarou que enxerga The Beauty como uma resposta direta à chamada “cultura do Ozempic” e à obsessão moderna por transformações físicas aceleradas por medicamentos. A produção questiona até que ponto a sociedade está disposta a arriscar saúde, identidade e até a própria vida para alcançar padrões irreais de aparência.

Esse debate não é novo na carreira de Murphy — basta lembrar de Nip/Tuck, que explorava os bastidores da cirurgia plástica e os limites da vaidade humana. A diferença é que, em The Beauty, o subtexto vira texto. O horror deixa de ser simbólico e se torna visceral. As cenas de transformação e deterioração corporal flertam com o grotesco, reforçando o gênero body horror e aproximando a série de produções que usam o desconforto físico como metáfora social.

Visualmente, a obra investe em contrastes marcantes. De um lado, desfiles luxuosos em Paris, festas exclusivas em Veneza e encontros secretos em Roma. Do outro, laboratórios escondidos, corpos em decomposição e corredores de hospitais lotados. A estética elegante intensifica o choque quando o horror explode em cena, criando um jogo constante entre sedução e repulsa.

À medida que o vírus se espalha e a droga apelidada de “A Beleza” se torna objeto de desejo global, a pergunta central da série ecoa: o que realmente significa ser belo? E mais importante — quem lucra com essa definição?

Rivalidade Ardente traz um amor proibido em um romance que desafia o esporte

Entre confrontos violentos no gelo e olhares que dizem mais do que qualquer coletiva de imprensa, Heated Rivalry transforma o universo do hóquei profissional em cenário para uma das histórias de amor mais intensas do streaming recente. A série canadense — conhecida no Brasil como Rivalidade Ardente — foi criada, escrita e dirigida por Jacob Tierney para a plataforma Crave, adaptando o segundo livro da série Game Changers, de Rachel Reid.

A trama acompanha Shane Hollander e Ilya Rozanov, interpretados por Hudson Williams e Connor Storrie. Eles são os maiores talentos da fictícia Major League Hockey (MLH), jogando em times rivais: o Boston Raiders e o Montreal Metros. A rivalidade remete diretamente ao histórico embate entre Boston Bruins e Montreal Canadiens na National Hockey League — uma das disputas mais tradicionais do esporte.

Mas o que começa como competição feroz dentro da arena ganha contornos muito mais complexos fora dela.

Shane e Ilya vivem um romance secreto que atravessa anos, temporadas e fases distintas de suas vidas. Enquanto o mundo os enxerga como inimigos naturais no gelo, longe das câmeras eles compartilham vulnerabilidades, desejos e medos que não podem ser expostos publicamente. Em um ambiente esportivo ainda marcado por conservadorismo e expectativas rígidas sobre masculinidade, assumir um relacionamento poderia significar arriscar contratos milionários, reputações e até suas trajetórias profissionais.

A série constrói essa tensão com sensibilidade e intensidade. Shane enfrenta o processo de compreender e aceitar a própria sexualidade em meio à pressão da mídia e da torcida. Ilya, por sua vez, carrega o peso de expectativas familiares e culturais que o empurram para uma vida pública cuidadosamente controlada. Entre viagens, campeonatos e encontros furtivos em hotéis, o relacionamento dos dois evolui de atração impulsiva para um vínculo profundo e duradouro.

O elenco de apoio reforça a densidade dramática, com nomes como François Arnaud, Christina Chang, Sophie Nélisse e Dylan Walsh, que ajudam a expandir o universo da liga, explorando bastidores, contratos, conflitos internos e as engrenagens que movem o esporte profissional.

Produzida pela Accent Aigu Entertainment em parceria com a Bell Media, a série teve pré-estreia no Image+Nation LGBTQ+ Film Festival, em Montreal, em novembro de 2025 — um indicativo claro de seu posicionamento como obra relevante dentro da representatividade LGBTQ+ no audiovisual esportivo. As filmagens aconteceram na província de Ontário, com Hamilton servindo como locação para recriar cidades como Nova Iorque e Moscou.

Após a estreia na Crave, em 28 de novembro de 2025, Heated Rivalry ganhou distribuição internacional pela HBO Max, além de chegar a outros territórios por meio da Neon e da Movistar Plus+. O resultado foi imediato: críticas positivas destacaram a química arrebatadora entre os protagonistas, o roteiro emocionalmente honesto e a direção segura de Tierney. A produção se tornou o maior sucesso original da Crave até hoje e registrou números expressivos também na HBO Max, consolidando-se como um fenômeno global.

Se Esse Amor Desaparecesse Hoje prova que o amor pode sobreviver até à perda da memória

Dirigido por Kim Hye-young, o romance sul-coreano Se Esse Amor Desaparecesse Hoje (título original em coreano) aposta em uma premissa delicada e emocionalmente devastadora: como construir um amor quando a memória simplesmente não acompanha o coração?

A história acompanha Han Seo-yun, interpretada por Shin Si-ah, uma estudante do ensino médio que vive sob uma condição rara e desafiadora: amnésia anterógrada. Isso significa que, ao acordar todas as manhãs, ela não consegue se lembrar do que viveu no dia anterior. Cada novo dia é, literalmente, uma página em branco. Amigos precisam reapresentar situações. Conversas precisam ser retomadas do zero. Emoções precisam ser reconstruídas com pistas deixadas em diários, bilhetes e gravações.

Enquanto colegas se preocupam com provas e paixões adolescentes, Seo-yun enfrenta algo muito maior: a impossibilidade de acumular memórias afetivas.

É nesse cenário que surge Kim Jae-won, vivido por Choo Young-woo. Quando os dois começam a namorar, a rotina da jovem ganha novos contornos. Mesmo sem lembrar do dia anterior, Seo-yun passa a descobrir, repetidamente, que está apaixonada. Todos os dias, ela precisa confiar nas anotações que escreveu, nas fotos no celular e nas palavras de Jae-won para acreditar que aquele sentimento é real — e que não é apenas uma ilusão construída por terceiros.

O filme constrói sua força justamente nessa repetição emocional. Há algo profundamente tocante em assistir uma personagem se apaixonar pela mesma pessoa várias vezes, como se fosse sempre a primeira. Ao mesmo tempo, essa dinâmica levanta questionamentos delicados: até que ponto confiar no outro é seguro quando sua própria memória não pode confirmar nada?

E é aí que a trama ganha uma camada extra de tensão. Sem que Seo-yun perceba, Jae-won esconde um segredo capaz de transformar completamente o futuro dos dois. A revelação — cuidadosamente conduzida ao longo da narrativa — coloca em xeque não apenas o relacionamento, mas também a noção de proteção e verdade. Ele age por amor? Por culpa? Ou por medo de perder alguém que talvez nunca consiga se lembrar dele da mesma forma?

O elenco se completa com Jo Yoo-jung, que contribui para ampliar o universo emocional da protagonista, mostrando como amigos e familiares também precisam se adaptar a essa realidade frágil e imprevisível.

Love Me, Love Me aposta em paixão e tensão adolescente na Itália

Mudar de país já é desafiador. Fazer isso enquanto ainda se tenta sobreviver à dor da perda é ainda mais. É assim que conhecemos June, protagonista de Love Me, Love Me. Depois da morte do irmão, ela deixa tudo para trás e se muda para a Itália em busca de um recomeço. A nova paisagem é deslumbrante, mas por dentro ela ainda carrega um vazio difícil de explicar.

Na escola de elite onde passa a estudar, tudo parece perfeito demais: uniformes impecáveis, festas sofisticadas, alunos que aparentam ter a vida sob controle. Só que não demora para June perceber que aquela perfeição é só fachada. Por trás dos sorrisos e das boas notas, há segredos, rivalidades e escolhas perigosas.

É nesse cenário que surge o conflito central da história.

De um lado está James — impulsivo, provocador, envolvido em lutas clandestinas de MMA. Ele tem fama de problemático, mas também carrega uma intensidade que mexe com June desde o primeiro encontro. James não promete estabilidade, mas oferece algo cru, verdadeiro, quase explosivo.

Do outro lado está Will, o melhor amigo de James. Educado, responsável, gentil. O tipo de garoto que faz qualquer mãe respirar aliviada. Com ele, June encontra acolhimento em meio ao caos emocional que ainda enfrenta. Começar um relacionamento com Will parece a escolha certa. A escolha segura.

Só que o coração raramente segue o caminho mais previsível.

Enquanto tenta entender seus próprios sentimentos, June descobre que as aparências naquela escola enganam — e muito. Pessoas confiáveis escondem mentiras. Relações aparentemente sólidas são frágeis. E o passado de alguns colegas pode ser mais sombrio do que ela imagina. Aos poucos, o romance adolescente ganha contornos de suspense emocional, em que cada revelação muda o rumo da história.

O longa é dirigido por Roger Kumble, conhecido por explorar relações intensas e personagens movidos por desejo e conflito. O roteiro, assinado por Veronica Galli e Serena Tateo, aposta em diálogos diretos e emoções à flor da pele, sem medo de mergulhar nas contradições dos protagonistas.

No elenco, Mia Jenkins constrói uma June vulnerável, mas longe de ser passiva — alguém que erra, hesita e aprende no processo. Pepe Barroso Silva dá a James uma mistura de arrogância e fragilidade que o torna mais complexo do que o rótulo de “valentão”. Já Luca Melucci interpreta Will com doçura e contenção, criando um contraste que sustenta a tensão do triângulo amoroso. Ao redor deles, nomes como Andrea Guo, Michelangelo Vizzini, Madior Fall e Vanessa Donghi ajudam a compor o universo competitivo e cheio de camadas da escola.

Baseado no primeiro livro da tetralogia escrita por Stefania S., o filme já nasce com potencial de continuidade. Caso conquiste o público no Prime Video, a história de June pode se expandir para novos capítulos, aprofundando as consequências das escolhas feitas aqui.

Uma Mente Excepcional mistura humor afiado e investigação policial com protagonista improvável

E se a pessoa mais brilhante da sala fosse justamente aquela que ninguém costuma notar? Essa é a provocação central de Uma Mente Excepcional, série criada por Drew Goddard para a ABC e inspirada na produção franco-belga HPI.

A trama acompanha Morgan Gillory, interpretada por Kaitlin Olson, uma mãe solteira de três filhos que trabalha como faxineira no Departamento de Polícia de Los Angeles. À primeira vista, ela parece apenas mais uma funcionária invisível nos corredores do prédio. Mas Morgan tem um QI de 160 e uma capacidade de observação fora do comum. Enquanto limpa mesas e organiza arquivos, ela absorve informações, identifica padrões e enxerga conexões que passam despercebidas até pelos investigadores mais experientes.

Tudo muda quando, quase por acaso, ela resolve um caso complexo apenas reorganizando provas que estavam fora de ordem. Seu raciocínio rápido e pouco convencional chama atenção da chefia, e Morgan é convidada a atuar como consultora civil na Divisão de Crimes Graves do Los Angeles Police Department (LAPD).

É aí que começa o verdadeiro conflito.

Morgan passa a trabalhar ao lado do detetive Adam Karadec, vivido por Daniel Sunjata. Metódico, disciplinado e adepto de protocolos rígidos, Karadec representa tudo o que Morgan não é. Enquanto ele confia em procedimentos e evidências formais, ela aposta na intuição, na leitura corporal e em associações aparentemente improváveis. O choque de estilos gera tensão constante — mas também resultados surpreendentes.

Completando o trio principal está Selena Soto, chefe da unidade interpretada por Judy Reyes, que precisa equilibrar os talentos extraordinários de Morgan com a necessidade de manter a credibilidade da divisão.

Apesar de seguir a estrutura clássica de casos semanais, Uma Mente Excepcional vai além do procedural tradicional. A série equilibra humor leve — muitas vezes puxado pelo jeito espontâneo e direto de Morgan — com drama familiar e mistério de longo prazo. Fora do trabalho, ela enfrenta os desafios reais de criar três filhos sozinha, lidar com contas atrasadas e com a sensação constante de não se encaixar em lugar nenhum.

Há ainda uma trama que atravessa os episódios e adiciona peso emocional à narrativa: o desaparecimento de Roman, pai de sua filha Ava, ocorrido 15 anos antes. Ao ganhar acesso aos recursos do LAPD, Morgan passa a investigar o caso por conta própria, determinada a descobrir o que realmente aconteceu. Essa busca pessoal humaniza a personagem e impede que a série se torne apenas mais uma história sobre “gênios excêntricos resolvendo crimes”.

Saiba qual filme vai passar na Sessão da Tarde desta terça-feira (24), na TV Globo

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Na Sessão da Tarde desta terça, 24 de fevereiro, a TV Globo leva ao ar o drama O Comitê da Vida, título brasileiro de The God Committee, um filme que transforma uma decisão médica em um intenso conflito moral capaz de mexer com qualquer espectador.

De acordo com a sinopse do AdoroCinema, a história acompanha um comitê de transplante de órgãos em um hospital de Nova York que recebe uma notícia urgente: um coração está disponível, mas três pacientes aguardam na fila. O problema é que só há tempo para salvar um. Em apenas uma hora, os médicos precisam avaliar prontuários, históricos de vida, probabilidades de sucesso e até aspectos emocionais para definir quem receberá a chance de continuar vivendo.

O longa, dirigido por Austin Stark e inspirado na peça escrita por Mark St. Germain, mergulha fundo nas contradições humanas. Não se trata apenas de critérios técnicos ou números em uma planilha. A narrativa coloca em evidência o peso psicológico que recai sobre profissionais acostumados a salvar vidas, mas que, diante da escassez, precisam escolher.

O elenco reúne nomes conhecidos que entregam atuações cheias de tensão e sensibilidade. Kelsey Grammer interpreta um médico experiente que carrega convicções firmes, mas também fragilidades. Julia Stiles vive uma cirurgiã que tenta equilibrar racionalidade e empatia em meio à pressão. Janeane Garofalo acrescenta uma energia mais contida e reflexiva à dinâmica do grupo, enquanto Colman Domingo entrega uma performance intensa, que ajuda a ampliar o debate sobre responsabilidade e ética.

Um dos pontos mais interessantes do filme é o salto temporal que acontece após a decisão. Sete anos depois daquela reunião decisiva, o público acompanha as consequências do veredito. As escolhas feitas sob pressão continuam ecoando na vida dos médicos, mostrando que certas decisões nunca ficam no passado. A culpa, as dúvidas e as justificativas permanecem presentes, lembrando que a medicina também é feita de emoções.

A produção teve sua estreia mundial no Festival de Cinema de Tribeca, em 2021, após adiamentos causados pela pandemia. Posteriormente, foi lançada nos Estados Unidos pela Vertical Entertainment. Embora tenha tido uma bilheteria discreta, o longa conquistou espaço entre os espectadores que apreciam histórias densas e reflexivas.

O Comitê da Vida não aposta em grandes reviravoltas ou efeitos grandiosos. Sua força está nos diálogos, nos olhares e nas pausas carregadas de significado. A tensão cresce a cada argumento apresentado na sala de reunião, fazendo o público se perguntar o que faria se estivesse naquela mesma posição.

Para quem gosta de filmes que provocam debate e continuam na cabeça mesmo depois que a tela escurece, esta é uma excelente pedida para a Sessão da Tarde. Mais do que um drama hospitalar, o longa é um retrato sobre escolhas difíceis, limites do sistema de saúde e, principalmente, sobre a complexidade de decidir o destino de alguém quando o tempo é curto e o peso da responsabilidade é enorme.

Decepcionou? Pânico 7 estreia com pior nota da franquia no Rotten Tomatoes

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A franquia Pânico está de volta aos cinemas com seu sétimo capítulo, mas a recepção da crítica não foi nada animadora. Pânico 7 estreou com 43% de aprovação no Rotten Tomatoes, marcando a pior pontuação da saga em seus quase 30 anos de história. Até o momento, a avaliação do público ainda não foi divulgada.

O novo índice supera negativamente o antigo recorde, que pertencia a Pânico 3, com 45%. Já Pânico 2 segue como o mais bem avaliado da franquia, com 83% de aprovação.

Apesar das críticas mistas — que elogiam o entretenimento e as cenas de violência, mas apontam fragilidades no roteiro e no desenvolvimento dos personagens — a estreia nas bilheterias promete ser forte. As projeções indicam uma arrecadação entre US$ 40 milhões e US$ 45 milhões no primeiro fim de semana.

Bastidores turbulentos e retorno marcante

Sequência de Pânico VI, o longa é dirigido por Kevin Williamson, que também assina o roteiro ao lado de Guy Busick, a partir de uma história desenvolvida com James Vanderbilt.

O elenco traz de volta nomes clássicos da franquia, como Neve Campbell, Courteney Cox, David Arquette, Matthew Lillard, Jasmin Savoy Brown e Mason Gooding. Também integram o elenco nomes como Mckenna Grace e Joel McHale.

A produção passou por mudanças significativas. Após a saída dos diretores Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett, Christopher Landon chegou a assumir o projeto, mas deixou a produção após reformulações criativas e a saída de parte do elenco. Em março de 2024, Neve Campbell confirmou seu retorno à franquia, e Kevin Williamson assumiu oficialmente a direção. As filmagens ocorreram entre janeiro e março de 2025.

Trama aposta em nostalgia e reviravoltas

A história acompanha um novo assassino sob a máscara de Ghostface, agora tendo como alvo a filha de Sidney Prescott.

O filme revisita elementos clássicos da franquia, incluindo a cidade de Woodsboro e referências ao passado, como os assassinatos originais e teorias envolvendo Stu Macher. A narrativa ainda aposta em tecnologia, deepfake e múltiplas identidades por trás da máscara, mantendo a tradição de reviravoltas e revelações duplas.

Entre perseguições, ligações ameaçadoras e confrontos sangrentos, Sidney precisa mais uma vez enfrentar seus traumas para proteger sua família.

“Surda” conquista três prêmios Goya e marca história com Miriam Garlo, primeira mulher surda premiada na maior honraria do cinema espanhol

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O cinema espanhol viveu um momento histórico na mais recente edição do Prêmio Goya. O longa Surda saiu consagrado com três estatuetas e protagonizou um marco de representatividade: Miriam Garlo tornou-se a primeira mulher surda a vencer um Goya, ao receber o prêmio de Melhor Atriz Revelação.

Dirigido por Eva Libertad, irmã da protagonista, o filme também garantiu à cineasta o troféu de Melhor Direção Estreante. Já Álvaro Cervantes, que interpreta Héctor, levou o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante. A produção chega aos cinemas brasileiros em 14 de maio, com distribuição da Retrato Filmes.

Mais do que uma vitória artística, “Surda” simboliza um avanço importante na discussão sobre inclusão, identidade e protagonismo de pessoas com deficiência no audiovisual.

Um discurso que ecoou além do teatro

A cerimônia foi marcada por discursos emocionantes. Ao subir ao palco para receber seu prêmio, Miriam Garlo fez uma fala que rapidamente repercutiu nas redes e na imprensa internacional:

“Nenhuma pessoa surda é muda. Somos pessoas surdas, temos nossa própria identidade e nossa própria voz, mas nem sempre é oral.”

A declaração foi recebida com aplausos de pé e reforçou um ponto central do filme: a necessidade de romper estereótipos e ampliar a compreensão sobre a comunidade surda.

Eva Libertad também compartilhou suas inquietações iniciais. Segundo a diretora, havia o receio de que o longa fosse rotulado como um filme “de nicho”, restrito a um público específico. O que aconteceu foi o oposto. “Encontramos um público que nos acolheu de braços abertos”, afirmou. A recepção calorosa confirma que histórias particulares podem, sim, alcançar dimensão universal quando contadas com honestidade e sensibilidade.

Álvaro Cervantes, por sua vez, aproveitou o momento para refletir sobre o capacitismo estrutural presente na sociedade. “As pessoas surdas que conheci nesse filme me fizeram entender que a empatia não pode se basear apenas em boas intenções, mas sim em analisar nossos próprios privilégios”, declarou o ator.

Da vivência pessoal para as telas

Baseado em um curta-metragem homônimo, “Surda” nasce de uma experiência profundamente íntima. A história acompanha Ângela, uma mulher surda que engravida de seu parceiro ouvinte, Héctor. A chegada do bebê, que deveria ser apenas motivo de celebração, revela tensões invisíveis no relacionamento e expõe as barreiras impostas por uma sociedade pouco preparada para acolher pessoas com deficiência.

A maternidade surge como ponto central da narrativa. Ângela precisa lidar com inseguranças, julgamentos externos e o desafio de criar sua filha em um mundo estruturado majoritariamente para ouvintes. O filme não romantiza a situação, mas também não a transforma em um drama excessivamente sombrio. Há delicadeza, contradições e momentos de afeto que equilibram a intensidade do tema.

A escolha de Miriam Garlo para interpretar uma personagem inspirada em sua própria vivência confere autenticidade à produção. A atuação é construída a partir de gestos, olhares e silêncios que comunicam tanto quanto qualquer diálogo falado.

Reconhecimento internacional

Antes mesmo de conquistar o Goya, “Surda” já vinha trilhando uma trajetória consistente em festivais. O filme teve estreia mundial no Festival Internacional de Cinema de Berlim, onde integrou a Mostra Panorama e conquistou o Prêmio do Público — um indicativo da conexão imediata com espectadores de diferentes culturas.

Ao longo do circuito internacional, também foi premiado em festivais como Seattle, Málaga e Guadalajara. No Brasil, a primeira exibição ocorreu no Festival do Rio, onde despertou atenção pela abordagem sensível e pela força da protagonista.

Esse percurso reforça a dimensão global da obra. Ainda que trate de uma realidade específica, o filme dialoga com questões universais: pertencimento, comunicação, preconceito e amor.

Acessibilidade como prioridade

Coerente com sua temática, a estreia brasileira de “Surda” contará com recursos de acessibilidade em todas as sessões. O longa terá legenda descritiva, audiodescrição e interpretação em Libras por meio do aplicativo Conecta (@conectaacessibilidade), que permite o download desses recursos diretamente no celular, dentro da sala de cinema.

A iniciativa amplia o alcance da produção e reforça a importância de tornar o cinema um espaço verdadeiramente inclusivo. Não se trata apenas de contar histórias sobre pessoas com deficiência, mas de garantir que elas também possam acessar plenamente essas narrativas.

Saiba qual filme vai passar no Cine Aventura 31/05/2025

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Foto: Reprodução/ Internet

Neste sábado, 31 de maio de 2025, a Record TV promete agitar a tarde dos telespectadores com uma superprodução repleta de batalhas, mitologia e ação eletrizante. O Cine Aventura exibe o filme Hércules, estrelado por Dwayne “The Rock” Johnson, em uma das performances mais intensas de sua carreira. A exibição está marcada para o meio da tarde, e promete conquistar tanto fãs de histórias épicas quanto quem curte filmes de ação com alma.

Baseado nas lendas do semideus grego, o longa mergulha o público em uma Grécia antiga brutal e caótica, onde o limite entre humanidade e divindade é turvo. Nesta versão, Hércules é retratado não apenas como um herói mitológico, mas como um homem marcado por tragédias e cicatrizes emocionais profundas. Séculos após perder sua família e concluir os célebres doze trabalhos, ele vive como mercenário, liderando um grupo de guerreiros tão letais quanto ele. Juntos, enfrentam inimigos mortais em troca de pagamento — missões que, muitas vezes, exigem mais força interior do que física.

A trama ganha fôlego quando Hércules é contratado pelo rei da Trácia para transformar um grupo de homens comuns em soldados capazes de vencer uma guerra iminente. O desafio não é apenas militar, mas também moral: é nesse processo que o semideus confronta seus próprios fantasmas e questiona o peso da lenda que o acompanha.

Com direção de Brett Ratner, conhecido por seu domínio em grandes blockbusters, o filme aposta em cenas de ação impactantes, visuais grandiosos e uma abordagem mais crua e humana do protagonista. O roteiro, assinado por Evan Spiliotopoulos e Ryan J. Condal, mistura elementos da mitologia clássica com uma narrativa de redenção e liderança. A atuação de Dwayne Johnson se destaca ao equilibrar carisma, força física e vulnerabilidade emocional, conferindo profundidade ao personagem.

Além de batalhas memoráveis e cenários impressionantes, Hércules apresenta uma reflexão sobre o verdadeiro significado da força e da lenda, em uma jornada que vai além do combate físico: é também uma luta interna por identidade, propósito e superação.

Se você perder a transmissão na TV, não se preocupe — Hércules está disponível para aluguel ou streaming no Amazon Prime Video, permitindo que você embarque nessa aventura mitológica quando quiser.

Aaron Sorkin prepara A Rede Social: Parte II — e promete mostrar o lado sombrio do império Facebook

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Em 2010, A Rede Social chegou aos cinemas como um soco elegante e preciso, revelando ao mundo os bastidores turbulentos da criação do Facebook. Era o retrato de uma geração que trocou dormitórios por escritórios, amizades por ações, e emoções por algoritmos. Agora, quase 15 anos depois, Aaron Sorkin está pronto para retomar essa história — mas com um olhar muito mais crítico, ácido e, talvez, necessário.

Segundo o Deadline, o roteirista vencedor do Oscar assumirá também a direção de A Rede Social: Parte II, em parceria com a Sony Pictures. Mas atenção: apesar do nome provisório, não se trata de uma sequência tradicional, daquelas que apenas atualizam o status dos personagens. O novo filme será uma “continuação” — um salto narrativo e moral — inspirado nos impactos reais que o Facebook provocou no mundo.

De startup genial a gigante polêmico

Lembra de quando o Facebook parecia só um site azul onde reencontrávamos amigos do ensino médio? Pois é. O mundo virou outra coisa — e a rede social também. Nos últimos anos, o Facebook passou a ser associado a escândalos envolvendo manipulação de dados, influência em eleições, colapso de privacidade, crises de saúde mental e até violência política.

O novo roteiro de Sorkin tem como ponto de partida as revelações bombásticas da série de reportagens The Facebook Files, publicada pelo Wall Street Journal em 2021. Os artigos trouxeram à tona documentos internos e relatos de ex-funcionários que mostravam como a empresa sabia, com precisão cirúrgica, dos efeitos nocivos de suas próprias práticas — e ainda assim, optava por não agir.

Sorkin, que por anos hesitou em escrever uma continuação por não encontrar “o momento certo”, revelou em entrevistas passadas que os eventos de 6 de janeiro de 2021 (a invasão do Capitólio nos EUA) foram um estopim criativo. Embora o novo filme não seja sobre esse episódio específico, ele deve abordar o clima de tensão e desinformação que envolveu as eleições americanas de 2020 — e o papel central das redes sociais nesse processo.

Não é apenas sobre Zuckerberg — é sobre todos nós

Se no primeiro filme vimos Jesse Eisenberg construir um império digital em meio a traições, egos e processos judiciais, o novo capítulo promete um foco menos biográfico e mais sistêmico. Segundo fontes ligadas à produção, a história vai explorar o efeito da rede social sobre adolescentes e pré-adolescentes, a proliferação de discursos de ódio e os impactos do Facebook em comunidades fora dos EUA — especialmente em países onde a plataforma se tornou praticamente sinônimo de internet.

É uma mudança de escopo e de tom. Agora, o protagonista parece ser o próprio mundo, à mercê de algoritmos que decidem o que vemos, sentimos e até votamos.

Aaron Sorkin na direção: um novo olhar sobre a mesma fera

Dessa vez, David Fincher — responsável pela estética fria e cortante do primeiro filme — fica de fora. Aaron Sorkin, que desde então dirigiu títulos como Os 7 de Chicago e A Grande Jogada, assume as rédeas também por trás das câmeras. E com isso, a expectativa é de um filme mais carregado de política, dilemas éticos e críticas sociais afiadas.

Sorkin nunca escreveu apenas sobre tecnologia — ele escreve sobre poder, sobre as falhas humanas por trás das grandes ideias. E se o primeiro filme nos mostrou o gênio, agora parece a hora de encarar o monstro.

E o elenco? Velhos conhecidos ou novos rostos?

Ainda não há confirmação oficial de quem retorna. Jesse Eisenberg, Andrew Garfield, Justin Timberlake e Armie Hammer marcaram presença no original, mas o novo foco da narrativa pode abrir espaço para novos nomes, novos rostos e novos protagonistas. Afinal, esta não é mais apenas a história de Zuckerberg — é sobre os efeitos colaterais de seu legado.

A nova era exige um novo roteiro

Se antes o Facebook era a promessa de um mundo mais conectado, hoje ele é símbolo das contradições digitais: aproxima e afasta, informa e manipula, acolhe e adoece. Aaron Sorkin parece entender que a continuação de A Rede Social não precisa apenas mostrar o que aconteceu — mas questionar o que estamos nos tornando.

Jack Kesy fala pela primeira vez sobre o fracasso de Hellboy e o Homem Torto: “Faltou espaço, mas sigo em paz”

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Cena do filme Hellboy e o Homem Torto. Foto: Divulgação/ Imagem Filmes

Após meses de silêncio em torno do polêmico desempenho de Hellboy e o Homem Torto, o ator Jack Kesy, que assumiu o papel-título no quarto longa da franquia, finalmente se pronunciou sobre o fracasso do projeto. Em entrevista concedida ao canal de YouTube Jack Wielding, o ator adotou um tom honesto e direto, reconhecendo as limitações da produção e o que, segundo ele, poderia ter sido diferente.

O filme, lançado discretamente em 2023, arrecadou apenas US$ 2 milhões nas bilheteiras globais e sequer chegou aos cinemas dos Estados Unidos, sendo disponibilizado diretamente no streaming — uma estratégia que, para muitos, selou o destino do projeto antes mesmo de sua estreia. Ainda assim, Kesy não parece carregar mágoas.

“Foi uma experiência incrível, eu não trocaria por nada”, afirmou. “É uma pena como o filme foi tratado. Mal gerido, mal posicionado… todo esse processo. Mas quer saber? Que se dane, isso não é mais meu problema.”

Uma produção de potencial desperdiçado

Baseado no conto The Crooked Man, criado por Mike Mignola, o filme pretendia ser um reboot mais sombrio e fiel às raízes góticas de Hellboy, com ambientação no interior dos Estados Unidos nos anos 1950. A direção de Brian Taylor apostava em efeitos práticos, atmosfera folclórica e um tom mais contido em comparação aos longas anteriores. A promessa era resgatar o espírito original dos quadrinhos — e Kesy, com sua postura física e interpretação crua, parecia ser a peça certa para isso.

No entanto, segundo o próprio ator, o projeto não teve o suporte necessário para atingir seu potencial: “Acho que, se o filme tivesse tido um pouco mais de espaço e de recursos, poderíamos ter feito algo realmente especial. Mas tudo bem. Merd@ acontece”, disse, em um tom mais resignado do que revoltado.

Um Hellboy ainda à espera de redenção?

Com três versões do personagem nos cinemas em pouco mais de 20 anos, o desafio de reinventar Hellboy se tornou cada vez mais delicado. Depois do carisma irreverente de Ron Perlman e da tentativa sombria com David Harbour em 2019, a abordagem de Kesy foi mais contida e visceral — mas talvez tarde demais para reconquistar o público.

Mesmo assim, o ator não descarta uma nova chance de interpretar o herói: “Eu adoro o personagem. Se me chamarem de novo, volto com gosto. Hellboy tem muito mais a oferecer do que já foi mostrado.”

A fala revela mais do que um simples apego profissional. Há ali o entendimento de que, por trás da maquiagem e do inferno simbólico que cerca Hellboy, existe uma figura cheia de contradições, feridas e humanidade — algo que Kesy parece ter compreendido e carregado para a tela, mesmo com as limitações do projeto.

Onde assistir

Para quem quiser conferir a produção, o filme está disponível na aba da Telecine no Globoplay. Apesar das críticas e da falta de visibilidade, a produção oferece uma visão diferente e mais intimista do personagem — o que, para os fãs mais dedicados, pode ser motivo suficiente para dar uma chance.

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