Disponível gratuitamente no YouTube, no canal @7dias.dasemana, a série documental “7 Dias da Semana” propõe um olhar direto e humano sobre as vivências de pessoas trans em diferentes áreas da sociedade. Com sete minidocumentários, o projeto busca ampliar o debate sobre diversidade, inclusão e oportunidades, mostrando como essas trajetórias atravessam o trabalho, a arte, a cultura e a vida comunitária.
Idealizada pela artista visual Guigo Dedecek, a série acompanha o dia a dia de sete personagens que atuam em campos distintos. Entre eles estão Bernardo Dal Pubel, tatuador e fotógrafo; Cleo Araujo, bacharel em Direito e primeira vereadora trans de Caxias do Sul; Maria Lilith, bailarina e arte-educadora; Marina Luisa, artista visual; Meri Moreira, profissional da área da beleza; Naomi, DJ e cantora; e Ayan Femme Scherer, atriz, comediante e passista de samba. A proposta é revelar quem são essas pessoas para além de rótulos, a partir de suas rotinas, escolhas e sonhos.
O nome da série nasce de uma pergunta que guia toda a narrativa. Onde estão as pessoas trans ao longo da semana e como elas ocupam seus espaços no dia a dia? A resposta aparece em histórias que evidenciam presença, talento e resistência, mostrando que essas vivências fazem parte da vida social de forma constante e ativa.
Cada episódio tem entre três e cinco minutos e foi gravado em ambientes escolhidos pelos próprios participantes, o que garante proximidade e espontaneidade aos relatos. Mesmo com trajetórias distintas, os episódios revelam pontos de encontro nas experiências compartilhadas, como os desafios profissionais, a busca por reconhecimento e o desejo de pertencimento.
Pensada também como ferramenta educativa, a série incentiva a circulação livre dos episódios para estimular conversas sobre diversidade em diferentes contextos. O conteúdo pode ser utilizado em escolas, universidades, instituições públicas e empresas, especialmente em ações voltadas à inclusão e à formação de ambientes de trabalho mais diversos.
Com audiodescrição e legendas para surdos e ensurdecidos, “7 Dias da Semana” amplia seu alcance e reafirma o compromisso com a acessibilidade. Financiado pela Secretaria Municipal da Cultura e pela Prefeitura de Caxias do Sul, por meio do Financiarte, o projeto marca a estreia de Guigo Dedecek no audiovisual e nasce com o objetivo de gerar impacto, abrir diálogos e inspirar novas narrativas sobre as múltiplas existências trans.
O Super Tela deste sábado, 10 de janeiro de 2026, leva ao ar um drama esportivo intenso e emocional que vai muito além dos socos e cinturões. Nocaute, dirigido por Antoine Fuqua e com roteiro de Kurt Sutter, apresenta uma história de queda e reconstrução que usa o boxe como pano de fundo para falar sobre luto, paternidade, autocontrole e redenção.
No centro da narrativa está Billy “The Great” Hope, interpretado por Jake Gyllenhaal em uma das atuações mais exigentes de sua carreira. Billy é um campeão consagrado, conhecido por sua agressividade no ringue e por uma sequência impressionante de vitórias. Fora dele, porém, sua vida é guiada por impulsos, explosões de raiva e decisões tomadas no calor do momento. O filme deixa claro desde o início que o sucesso esportivo não foi acompanhado por maturidade emocional. (Via: AdoroCinema)
A virada da história acontece de forma abrupta, quando uma tragédia pessoal desmonta completamente a estrutura que Billy acreditava ser inabalável. Em pouco tempo, ele perde o controle da carreira, da estabilidade financeira e, principalmente, da própria família. A narrativa acompanha essa queda sem suavizar as consequências, mostrando como a fama pode se tornar vazia quando não existe equilíbrio interno.
Jake Gyllenhaal constrói um personagem fisicamente imponente, mas emocionalmente frágil. Sua transformação corporal impressiona, mas é na vulnerabilidade que o ator realmente se destaca. Billy não é retratado como um herói clássico: ele erra repetidamente, machuca quem ama e precisa enfrentar seus próprios limites antes de pensar em voltar ao topo. Essa abordagem torna a jornada do personagem mais humana e fácil de ser sentida pelo público.
O ponto de virada surge quando Billy cruza o caminho de Titus “Tick” Wills, vivido por Forest Whitaker. Treinador experiente e reservado, Tick representa uma filosofia oposta à violência descontrolada que sempre definiu o protagonista. Mais do que ensinar técnicas de luta, ele impõe disciplina, silêncio e reflexão, mostrando que força verdadeira também passa por autocontrole e responsabilidade.
Paralelamente à reconstrução profissional, o filme desenvolve com sensibilidade a relação de Billy com sua filha. É nesse vínculo que Nocaute encontra sua carga emocional mais forte. O personagem precisa provar que é capaz de mudar não para o público ou para o esporte, mas para a criança que observa suas escolhas e sofre as consequências delas. Essa luta íntima, silenciosa e contínua dá profundidade à história e eleva o drama para além do gênero esportivo.
Rachel McAdams tem uma participação essencial para estabelecer o impacto da perda que move toda a trama. Sua presença reforça o contraste entre o início glorioso da carreira de Billy e o vazio que se instala depois, ajudando a dar peso emocional às decisões do protagonista e ao caminho que ele precisa percorrer para se reerguer.
A trilha sonora é outro elemento marcante do filme. Nocaute foi o último trabalho do compositor James Horner, falecido pouco antes do lançamento. Sua música acrescenta intensidade e melancolia às cenas, funcionando quase como uma extensão emocional dos personagens. O projeto musical também contou com Eminem como produtor executivo, cuja participação reforça o tom de superação e resistência que permeia toda a narrativa.
Lançado em 2015, o filme teve bom desempenho comercial, arrecadando cerca de US$ 88 milhões em bilheteria mundial, frente a um orçamento de US$ 25 milhões. O resultado confirma a força de uma história que consegue dialogar tanto com fãs de filmes esportivos quanto com quem busca um drama humano, centrado em emoções reais e conflitos internos.
Onde posso assistir?
Além da exibição na Super Tela, Nocaute também está disponível para quem prefere assistir no streaming. O filme pode ser encontrado no Amazon Prime Video, integrando o catálogo do serviço para assinantes.
A terceira temporada de Spy × Family chegou em 4 de outubro de 2025, e os fãs da família mais inusitada do mundo do anime não poderiam estar mais animados. Desde a estreia, Loid, Yor e Anya têm vivido novas situações, misturando suspense, comédia e drama familiar. Mas, no próximo episódio, será Anya quem roubará a cena. As informações são do Omelete.
O trailer lançado em 1º de novembro mostra a pequena Forger e seus colegas da Academia Eden a bordo de um ônibus que será sequestrado. Durante a trama, um misterioso acessório é colocado em Anya, aumentando a tensão e deixando os espectadores curiosos sobre como ela e seus amigos escaparão dessa situação. O episódio vai ao ar no dia 8 de novembro, prometendo emoções e momentos de pura adrenalina. Abaixo, confira o vídeo:
A trama é uma série de mangá criada por Tatsuya Endo que mistura espionagem, humor e drama familiar de maneira única. A história acompanha Loid Forger, também conhecido como espião Twilight, que precisa criar a imagem de uma família perfeita para cumprir uma missão secreta em um mundo dividido entre os países rivais Westalis e Ostania.
Para isso, Loid adota Anya, uma órfã com habilidades telepáticas, e se casa com Yor Briar, uma funcionária da prefeitura que, na verdade, é uma assassina profissional. Nenhum dos três sabe os segredos uns dos outros — exceto Anya, que lê a mente de seus pais. A rotina da família é uma mistura constante de aventuras, situações cômicas e momentos de ternura, tornando a série cativante tanto para quem gosta de ação quanto para quem prefere o lado mais emocional da narrativa.
Além disso, a família Forger conta com Bond, um cão com habilidades precognitivas, que acompanha Anya e acrescenta mais humor e surpresas à história. Essa mistura de espionagem, drama familiar e elementos sobrenaturais é um dos fatores que torna Spy × Family um fenômeno mundial.
O mangá é publicado quinzenalmente no aplicativo Shōnen Jump+, da Shueisha, desde março de 2019, e já possui 16 volumes compilados até outubro de 2025. A série conquistou fãs pelo mundo, com mais de 38 milhões de cópias em circulação até dezembro de 2024, consolidando-se como um dos mangás mais populares da década. No Brasil, a série é licenciada pela Panini Comics, e na América do Norte, pela Viz Media.
O sucesso do mangá impulsionou a adaptação para anime, produzida pelos estúdios Wit Studio e CloverWorks. A primeira temporada foi exibida entre abril e dezembro de 2022, seguida por uma segunda temporada de outubro a dezembro de 2023. A terceira temporada, lançada em outubro de 2025, mantém a qualidade de animação e a narrativa envolvente, atraindo tanto fãs antigos quanto novos espectadores.
O grande charme de Spy × Family está na mistura perfeita de gêneros. É um anime que consegue equilibrar ação, comédia e drama familiar, fazendo o público rir, torcer e se emocionar em questão de minutos. A personagem Anya Forger se tornou um verdadeiro ícone da série: sua inocência, inteligência e coragem conquistaram fãs de todas as idades.
A trama também explora temas universais, como amor, confiança e responsabilidade, de forma leve e acessível. Cada episódio é repleto de situações que desafiam a família a se manter unida, mesmo diante de segredos e perigos. Essa combinação de suspense, emoção e humor é o que mantém Spy × Family no topo do interesse do público.
As filmagens de Love You Teacher (tradução livre: Te Amo, Professor), o mais novo dorama BL tailandês estrelado por Perth Tanapon Sukumpantanasan (Phro Khitthueng) e Santa Pongsapak Oudompoch (Sweet Tooth, Good Dentist), foram oficialmente iniciadas, movimentando fãs do gênero e seguidores do popular ship “PerthSanta”. A série promete unir romance, comédia e drama em uma narrativa envolvente, marcada por desafios emocionais e situações inesperadas.
A trama acompanha Pobmek (Perth), um professor primário que não gosta particularmente de crianças, e seu namorado Solar (Santa), que, ao contrário, adora o convívio infantil. O relacionamento entre eles é colocado à prova quando Solar sofre um acidente que causa danos cerebrais, fazendo com que ele regresse mentalmente, por vezes, à idade de sete anos. Com Solar precisando de cuidados constantes, Pobmek enfrenta dias caóticos e situações cômicas, aprendendo a lidar com as diferenças, o amor e a paciência exigida pelo relacionamento.
A direção da série está sob responsabilidade de Jarupat Kannula, enquanto o roteiro, desenvolvido por uma equipe especializada em dramas BL, promete equilibrar momentos de humor e emoção de forma cuidadosa. A produção conta com o apoio de Suthasinee Busaraphan e Darapa Chaysanguan como executive consultants e executive producer, além de Rafah Damrongchaitham, que também atua como executive consultant. A equipe técnica busca garantir que cada cena reflita autenticidade e sensibilidade, mantendo os padrões de qualidade que os fãs do gênero esperam.
Além do casal principal, o elenco inclui Kay Lertsittichai e Sammy Samantha Melanie Coates (Daidaeng), ambos com experiência em dramas tailandeses e séries BL, o que contribui para aprofundar os personagens secundários e criar uma dinâmica consistente e envolvente na tela.
Quando os fãs poderão assistir a Love You Teacher?
Apesar do início das gravações, a série ainda não possui uma data oficial de lançamento. A GMMTV, responsável pela produção, prevê que Love You Teacher Series seja exibida ainda em 2026, embora detalhes sobre plataformas de streaming e exibição sejam mantidos em sigilo. Enquanto isso, os fãs acompanham de perto cada novidade sobre bastidores e interações do elenco, mantendo o entusiasmo e a expectativa pelo lançamento.
Enquanto as gravações seguem, os fãs do ship “PerthSanta” permanecem atentos a cada novidade, ansiosos para acompanhar a evolução da história e as interações entre os personagens. A expectativa é de que a série se torne referência dentro do gênero, fortalecendo ainda mais a presença de produções BL tailandesas no mercado global.
O aguardado drama My Romance Scammer, nova produção dirigida por Siwaj Sawatmaneekul, promete se destacar entre os lançamentos tailandeses do gênero BL. Conhecido por seu olhar sensível e pela forma como constrói relações complexas em tela, o diretor reúne um elenco de peso, formado por Junior Panachai Sriariyarungruang, Mark Jiruntanin Trairattanayon, Ohm Thitiwat Ritprasert e Poon Mitpakdee, em uma trama que entrelaça golpes, sentimentos genuínos e dilemas morais.
A história acompanha Tim (Junior Panachai) e Yu (Ohm Thitiwat), dois golpistas acostumados a viver de artimanhas cuidadosamente planejadas. Quando descobrem que dois primos ricos, Pai (Mark Jiruntanin) e North (Poon Mitpakdee), buscam relacionamentos sérios, eles veem a chance de aplicar um golpe audacioso: fingir estar apaixonados para levá-los a casamentos de fachada. O plano, contudo, sai do controle quando ambos começam a desenvolver sentimentos reais por suas vítimas.
A partir desse ponto, a trama se transforma em um jogo de verdades e mentiras, em que o amor surge de forma inesperada e desestabiliza todos os envolvidos. My Romance Scammer explora o limite entre a emoção genuína e o fingimento, questionando até que ponto é possível se redimir quando o coração decide agir por conta própria.
Com uma narrativa que transita entre a comédia romântica e o drama, o roteiro aborda a vulnerabilidade de seus personagens sem perder o ritmo leve e dinâmico característico das produções de Siwaj. O diretor, responsável por sucessos anteriores no universo BL, imprime à série sua marca de sensibilidade e equilíbrio, oferecendo momentos de descontração ao lado de cenas mais intensas e reflexivas.
O elenco principal é um dos grandes atrativos da produção. Ohm Thitiwat, conhecido por sua atuação em Until We Meet Again e Between Us, interpreta Yu com uma combinação de charme e insegurança, retratando um personagem dividido entre a ambição e o medo de se apaixonar. Junior Panachai, parceiro de tela de Mark Jiruntanin em outros projetos, dá vida a Tim, o estrategista frio que vê suas convicções ruírem ao se envolver emocionalmente pela primeira vez.
Já Poon Mitpakdee e Mark Jiruntanin interpretam os primos North e Pai, alvos do golpe, mas também peças fundamentais na transformação dos protagonistas. Ambos os personagens trazem uma doçura discreta e um senso de integridade que contrasta com a vida de aparências dos golpistas. Essa dualidade promete gerar momentos de forte conexão e dilemas morais, sustentados pela química entre os casais centrais.
O elenco de apoio também chama atenção. Kapook Ploynira Hiruntaveesin interpreta Nana, a secretária leal de Pai, cuja desconfiança pode ameaçar o plano dos protagonistas. Arm Weerayut Chansook, por sua vez, vive Prem, advogado e confidente de Yu, um personagem com papel crucial nas reviravoltas da história.
A Netflix confirmou nesta quarta-feira (4) que Ninguém Quer foi oficialmente renovada para uma terceira temporada, apenas algumas semanas após a estreia da segunda, em outubro. O anúncio foi feito de forma bem-humorada em um vídeo publicado no X (antigo Twitter), com Kristen Bell — protagonista e produtora executiva da série — surpreendendo o elenco com a notícia. No vídeo, Bell aparece sorridente enquanto revela a novidade, mas é “corrigida” pela criadora da série, Erin Foster, que lembra que foi ela quem, na verdade, contou à atriz sobre a renovação. A brincadeira reflete o tom espirituoso e autodepreciativo que conquistou o público e se tornou uma marca registrada da produção.
Com um elenco afiado, um texto inteligente e uma química irresistível entre seus protagonistas, a série consolidou-se como uma das comédias românticas mais comentadas da Netflix no último ano. Criada por Erin Foster, a série estreou em setembro de 2024 e desde então tem recebido elogios tanto da crítica quanto dos assinantes por seu olhar honesto — e muitas vezes hilário — sobre amor, fé, imperfeição e os dilemas da vida adulta moderna.
Foto: Reprodução/ Internet
Uma comédia romântica nada convencional
A trama gira em torno de Joanne, interpretada por Kristen Bell, uma mulher agnóstica, franca e desbocada, que vê sua vida virar de cabeça para baixo quando se apaixona por Noah Roklov (vivido por Adam Brody), um rabino judeu nada tradicional. A premissa, que em mãos menos habilidosas poderia soar apenas excêntrica, ganha profundidade e calor humano nas mãos de Foster e da equipe criativa da série.
O contraste entre os dois protagonistas é o motor da narrativa — e também sua maior força. Joanne é emocionalmente caótica, impulsiva e cheia de opiniões sobre tudo; Noah, por outro lado, é racional, centrado e guiado por valores espirituais. O romance entre eles não é apenas improvável, mas também deliciosamente confuso, com situações que oscilam entre o cômico e o comovente. A relação, marcada por diferenças culturais e existenciais, serve de pano de fundo para reflexões sobre fé, identidade e o que realmente significa estar em um relacionamento no século 21.
Da vida real para a ficção
Parte do charme da série vem do fato de que a criadora Erin Foster baseou a história em suas próprias experiências de vida. Conhecida pelo humor sarcástico e por seus roteiros afiados, Foster criou uma narrativa que mistura autenticidade emocional com situações absurdas, sempre sustentadas por um ritmo cômico preciso.
Quando a Netflix encomendou a série em março de 2023, já havia grande expectativa em torno da colaboração entre Foster e Steven Levitan, vencedor do Emmy por “Modern Family”. Levitan atua como coprodutor executivo, ao lado de Foster, Kristen Bell e nomes como Craig DiGregorio, Sara Foster, Danielle Stokdyk, Oly Obst e Josh Lieberman, sob o selo da 3 Arts Entertainment e 20th Television.
A sinergia entre Foster e Bell também foi um dos pontos mais comentados pela crítica. Kristen Bell, além de protagonista, ajudou a moldar o tom da produção, trazendo nuances de vulnerabilidade para uma personagem que, em mãos menos experientes, poderia soar apenas sarcástica. O resultado é uma protagonista complexa, divertida e surpreendentemente humana — um equilíbrio que ecoa o sucesso anterior de Bell em séries como The Good Place e Veronica Mars.
O elenco que dá vida à comédia
Além da dupla principal, o elenco da série conta com Justine Lupe (como Morgan), Timothy Simons (como Sasha Roklov), Stephanie Faracy (Lynn), Tovah Feldshuh (Bina Roklov), Paul Ben-Victor (Ilan Roklov), Jackie Tohn (Esther Roklov), Emily Arlook (Rebecca), Sherry Cola (Ashley), Shiloh Bearman (Miriam Roklov) e Stephen Tobolowsky (Rabbi Cohen). A participação especial de Ryan Hansen como Kyle também rendeu boas risadas e um toque de nostalgia, já que Bell e Hansen trabalharam juntos em Veronica Mars.
A química entre o elenco é um dos trunfos da série. As interações são naturais e cheias de timing cômico, e a presença de atores experientes em comédia garante que até as situações mais caóticas mantenham uma dose de realismo emocional. “O segredo de Nobody Wants This é que, por trás das piadas, há pessoas de verdade tentando fazer o melhor que podem”, comentou Adam Brody em uma entrevista recente.
Os fãs de K-pop e animação podem comemorar: a Netflix confirmou oficialmente a sequência de Guerreiras do K-Pop, fenômeno musical e visual lançado em 2025. O anúncio, feito em parceria com a Sony Pictures Animation, trouxe a promessa de que Guerreiras do K-Pop 2 chegará às telas em 2029, um intervalo longo, mas esperado para projetos de animação tão ambiciosos. As informações são da revista Variety.
O primeiro filme conquistou público e crítica com uma combinação única de fantasia, ação e música, e a expectativa para a sequência é enorme. A demora de quatro anos entre os filmes não é surpresa: animar uma produção musical de grande escala demanda tempo, dedicação e atenção a cada detalhe, desde o design dos personagens até a coreografia das cenas de dança e a produção da trilha sonora.
Uma história que mistura K-pop e fantasia
O filme original foi dirigido por Maggie Kang e Chris Appelhans, que também participaram do roteiro ao lado das roteiristas Danya Jimenez e Hannah McMechan. A história acompanha o grupo feminino de K-pop Huntr/x, que leva uma vida dupla como caçadoras de demônios. A trama se complica quando elas enfrentam a boy band rival Saja Boys, cujos integrantes escondem segredos sombrios. Entre performances de palco impecáveis e batalhas sobrenaturais, o filme conseguiu equilibrar ação, humor e emoção, conquistando um público diverso.
A ideia do longa nasceu da própria Maggie Kang, que queria criar uma narrativa inspirada em sua herança coreana. Ela misturou elementos de mitologia, demonologia e a cultura K-pop para desenvolver um universo que fosse ao mesmo tempo visualmente impressionante e culturalmente rico. O resultado foi um filme que não apenas entretém, mas também celebra a música, a dança e a identidade coreana em cada cena.
Produzido pela Sony Pictures Animation desde março de 2021, o filme contou com a animação da Sony Pictures Imageworks. A estética visual de Guerreiras do K-Pop chamou atenção por ser uma fusão de videoclipes, iluminação de shows, fotografia editorial e referências a animes e dramas coreanos, criando um estilo próprio e inconfundível. Cada cena parecia um espetáculo em si, e a atenção aos detalhes tornou a experiência ainda mais imersiva para os espectadores.
O design de personagens, coreografias e cenários foi pensado para que a ação e a música se complementassem perfeitamente. A ideia era que cada batalha, cada performance, cada momento de tensão tivesse ritmo, estilo e emoção, garantindo que o público se conectasse com os personagens tanto visual quanto emocionalmente.
Outro ponto alto do filme foi, sem dúvida, a trilha sonora original, composta por Marcelo Zarvos. As músicas, além de servirem como pano de fundo para as cenas, se tornaram verdadeiras protagonistas, ajudando a contar a história e a aprofundar a conexão emocional com os personagens. A trilha alcançou as dez primeiras posições em várias paradas musicais e plataformas de streaming, o que prova a força do projeto tanto no audiovisual quanto no universo musical.
Sucesso e aclamação
Quando foi lançado em 20 de junho de 2025, o longa-metragem foi recebido com aclamação quase unânime. A crítica destacou a animação de alta qualidade, estilo visual inovador, elenco de vozes carismático, humor, carga emocional e, claro, a música, que se tornou parte essencial da narrativa. O público, por sua vez, se encantou com a combinação de fantasia, ação e cultura pop, consolidando o filme como um verdadeiro fenômeno.
Expectativas para a sequência
Com a sequência já confirmada, os fãs podem esperar que Guerreiras do K-Pop 2 continue explorando o universo de Huntr/x de maneira ainda mais ousada. Embora os detalhes da trama ainda não tenham sido divulgados, é provável que a narrativa mantenha o equilíbrio entre música, ação e drama, explorando novas batalhas, performances épicas e aprofundando o desenvolvimento dos personagens.
Em uma iniciativa que transforma a música em ponte, horizonte e território, 77 jovens do Norte do Brasil e da Guiana Francesa se reúnem para dar vida à Orquestra Amazônica de Jovens – Ecos da Amazônia. O projeto, inédito e de alcance continental, integra a programação oficial da Temporada França–Brasil 2025 e nasce como um gesto de cooperação cultural que atravessa fronteiras para reafirmar a Amazônia como espaço de criação, diversidade e memória viva.
Idealizado pelo Ministério da Cultura, pelo Banco da Amazônia e pelo Conservatoire de Musique, Danse et Théâtre de Guyane, e produzido pela Academia Paraense de Música, o projeto conta ainda com o apoio do Institut Français, do Comitê de Patrocinadores da Temporada França–Brasil 2025 e, no Brasil, da CNP Seguradora, por meio da Lei Rouanet.
Uma Amazônia que se reconhece na música
Para Serge Long Him Nam, presidente do Conservatoire de Musique, Danse et Théâtre de Guyane, o projeto materializa uma nova forma de enxergar o território amazônico — não apenas como espaço geográfico, mas como pulsação cultural compartilhada. “O projeto Ecos da Amazônia permite ouvir, ver e viver uma Amazônia solidária, plural e criativa. Eles serão, amanhã, a expressão de um engajamento coletivo, artístico e cidadão em favor de um mundo mais justo, mais sensível e mais sustentável. Ao integrar a Temporada França–Brasil 2025, este projeto evidencia o alcance e o protagonismo de nossos territórios na Amazônia e além dela.”
Jovens artistas no centro da criação
A orquestra reúne meninas e meninos de 14 a 25 anos, formados em escolas musicais de Saint-Laurent du Maroni, Kourou e, no lado brasileiro, na Escola de Música da Universidade Federal do Pará (EMUFPA) e na Fundação Carlos Gomes, ambas em Belém.
Eles chegam ao projeto trazendo sotaques musicais distintos, histórias próprias e um desejo comum: mostrar ao mundo que a Amazônia não é apenas cenário, mas criadora de linguagem. Ao longo do processo, eles recebem orientação de pedagogos, maestros e artistas convidados, mergulhando em repertórios que dialogam tanto com tradições locais quanto com novas sonoridades.
Para esses jovens, participar da Orquestra Amazônica representa mais que uma etapa de formação: é a possibilidade de se enxergar como parte ativa de um território que se reinventa pela arte.
Criações inéditas que traduzem a floresta
Quatro compositores formam o núcleo criativo que dá vida ao repertório original da Orquestra Amazônica de Jovens. Cada um deles chega ao projeto trazendo não apenas sua técnica e trajetória, mas também uma escuta sensível das múltiplas Amazônias que habitam suas obras. De Belém, a compositora Cibelle Donza contribui com sua escrita marcada por memórias ribeirinhas e pelo diálogo íntimo com as paisagens sonoras do Norte do Brasil.
Da Guiana Francesa, chegam Denis Lapassion e Fabrice Pierrat, dois artistas que traduzem, em música, a relação viva com as tradições locais, as influências afro-caribenhas e os sons que atravessam a fronteira invisível entre florestas, rios e cidades. Completa o grupo o compositor francês Pierre Thilloy, cuja pesquisa musical sempre se aproximou de expressões culturais de diversos territórios, permitindo-lhe construir pontes poéticas entre a Europa e a Amazônia.
Ao reunir essas vozes criadoras, o projeto consolida um repertório que combina composições inéditas, arranjos originais e obras já consagradas. As peças evocam desde o murmúrio das águas amazônicas até o rugido vibrante das cidades ribeirinhas, compondo um mosaico sonoro que traduz, em orquestração, as muitas Amazônias que coexistem no imaginário e no cotidiano dos povos da região.
Ensaios entre Belém e Caiena
A primeira parada acontece em Belém, nos dias 3 e 4 de dezembro, no histórico Theatro da Paz. Ali, jovens do Brasil e da Guiana Francesa se encontram pela primeira vez no mesmo palco, criando conexões que vão além das partituras. É nesse ambiente que surgem os primeiros acordes de integração, onde sotaques musicais diferentes começam a se reconhecer e se complementar.
A segunda etapa será realizada em Caiena, culminando no concerto oficial marcado para 29 de janeiro. Depois de uma nova rodada de ensaios e imersão artística, os jovens músicos apresentam o resultado desse intercâmbio criativo ao público da capital guianense. O espetáculo sela o encerramento da primeira fase do projeto e celebra, de forma vibrante, a força da criação artística amazônica como expressão de união cultural entre países vizinhos.
Acesso gratuito ao público
O concerto terá entrada gratuita, com distribuição de ingressos exclusivamente na bilheteria física no dia da apresentação. Uma oportunidade rara para que o público acompanhe a estreia de uma orquestra que já nasce histórica, não apenas pela grandiosidade, mas pelo gesto de união que representa.
Nesta quinta, 27 de novembro de 2025, a Globo escolhe uma história marcada pela delicadeza e pela força das relações humanas para a Sessão da Tarde. O público vai acompanhar Mr. Church, filme lançado originalmente em 2016 e dirigido por Bruce Beresford, que reúne performances emocionantes e uma narrativa inspirada em fatos reais. A produção se destaca por apresentar Eddie Murphy em um de seus trabalhos mais contidos e sensíveis, marcando seu retorno ao drama após um longo intervalo na carreira cinematográfica.
De acordo com a sinopse do AdoroCinema, o longa nasceu a partir do conto The Cook Who Came to Live with Us, escrito por Susan McMartin, que se baseou em experiências pessoais para construir a relação de afeto entre um cozinheiro reservado e uma família fragmentada pelas circunstâncias. Essa precisão emocional está presente em cada gesto do personagem e em cada transformação vivida pelos protagonistas ao longo de décadas. O elenco conta ainda com Britt Robertson, Natascha McElhone, Xavier Samuel, Lucy Fry e Christian Madsen, que reforçam a densidade íntima da trama.
Mr. Church não é um filme que busca grandes reviravoltas ou acontecimentos espetaculares. Seu impacto surge a partir da simplicidade, do cotidiano e das relações nutridas em silêncio. A obra explora o valor do cuidado, a força dos vínculos não biológicos e a capacidade que algumas pessoas têm de entrar na vida de outras justamente quando o mundo parece prestes a ruir. É essa combinação de elementos que faz da exibição de hoje um convite à sensibilidade.
Um estranho na cozinha e o início de uma transformação profunda
A história começa em Los Angeles, nos anos 1970, quando a pequena Charlie acorda certa manhã sentindo o cheiro de café da manhã sendo preparado. Ao descer as escadas, depara-se com um homem desconhecido cozinhando em sua casa. Trata-se de Henry Church, interpretado por Eddie Murphy, contratado para ser o cozinheiro da família durante um período específico.
A mãe de Charlie, Marie, recebe o cozinheiro com naturalidade, mas a presença dele representa para a menina um lembrete de que algo grave está acontecendo. Marie foi diagnosticada com câncer de mama em estágio avançado e tem poucos meses de vida. O cozinheiro foi contratado, sem que Charlie soubesse, pelo antigo namorado da mãe, um homem casado que deixou dinheiro em testamento para que ela tivesse algum conforto em seus últimos dias. Mr. Church tem como função preparar refeições, mas acaba assumindo uma missão muito maior.
A partir desse ponto, o filme constrói sua força ao mostrar como pessoas desconhecidas podem se tornar fundamentais nas nossas vivências. Charlie não aceita facilmente a presença do cozinheiro. Ela o evita, o observa à distância e resiste à ideia de dividir o mesmo espaço com alguém por quem não sente confiança. No entanto, dia após dia, Mr. Church mantém a mesma postura discreta e acolhedora, sempre atento ao bem-estar da mãe e da filha.
O fato mais surpreendente é que os meses previstos para a doença de Marie se estendem. Ela vive anos além da estimativa médica, e enquanto a vida segue, a figura de Mr. Church se torna uma presença sólida e constante. A família ampliada que se forma ali era algo que nenhuma das três esperava, mas que transforma completamente o futuro de Charlie.
Anos passando, vínculos crescendo e uma história que se aprofunda
Quando Charlie atinge a adolescência, a relação com Mr. Church já está marcada por uma série de pequenos rituais silenciosos que só quem convive de perto consegue compreender. O cozinheiro, antes um intruso desconfortável, passa a ocupar um lugar de acolhimento. Ele cozinha, ajuda com tarefas escolares, sugere leituras, ensina sobre responsabilidade e oferece apoio emocional nos momentos em que mãe e filha enfrentam crises.
Marie, mesmo adoecida, tenta preparar a filha para o futuro e trabalha para que Charlie continue estudando, criando expectativas para além da dor que atravessa a casa. Mr. Church, mesmo sem verbalizar, passa a ser parte fundamental desse futuro. Quando Marie falece, a ausência é profunda, mas a casa não se esvazia por completo, porque o cozinheiro permanece ali, zelando para que Charlie continue em frente.
O filme então avança no tempo com suavidade. Charlie se forma no ensino médio, ingressa na Universidade de Boston e vê sua vida tomar novos rumos. O apoio financeiro e emocional de Mr. Church é decisivo para que ela consiga enfrentar a realidade fora de casa. Os dois constroem um vínculo que dispensa definições formais. Não são pai e filha, tampouco amigos comuns. São duas pessoas que se escolheram pela vivência, pelo respeito e pela maneira como aprenderam a cuidar uma da outra.
Quando Charlie retorna anos depois, grávida e fragilizada, é Mr. Church quem oferece abrigo mais uma vez. A convivência entre eles é marcada por segredos, limites e, ocasionalmente, conflitos. O cozinheiro mantém seu mundo interior protegido, e a necessidade de privacidade é quase uma regra sagrada. Ainda assim, ele permite que a filha de Charlie, Izzy, cresça sob seu apoio e receba parte da educação silenciosa que ele oferece.
A vida que Mr. Church escondia e o legado que ele deixa
Uma das grandes potências do filme está na revelação tardia da vida privada do cozinheiro. Ao longo de toda a narrativa, o personagem mantém distância de perguntas pessoais e evita qualquer abertura emocional que o exponha. Essa postura provoca curiosidade tanto na protagonista quanto no público.
Somente após a morte do cozinheiro, Charlie descobre que ele não era apenas um homem dedicado à cozinha. Mr. Church tocava piano em um clube de jazz havia décadas. Levava uma vida dupla, aparentemente simples, mas cheia de camadas e segredos. Pessoas que conviveram com ele em outro contexto desconheciam completamente suas habilidades culinárias ou sua relação com Charlie e Izzy. A descoberta reforça a ideia de que todos carregam universos internos que muitas vezes não são compartilhados com ninguém.
Essa revelação aprofunda o impacto da despedida final. Charlie compreende que, apesar da proximidade, nunca conheceu Mr. Church por completo. Ainda assim, ele foi uma das pessoas mais importantes em sua vida. A presença dele moldou seu caráter, seu senso de responsabilidade e seu modo de amar. É nesse ponto que o filme constrói uma mensagem de valorização do cotidiano. A verdadeira herança deixada pelo cozinheiro não está em bens materiais, mas nos gestos, rituais, livros compartilhados e refeições preparadas com cuidado.
A cena final, com Izzy preparando o café da manhã, simboliza a continuidade desse legado. A criança reproduz os gestos que aprendeu observando Mr. Church na cozinha, um ato simples que carrega a essência de tudo o que ele representou para aquela família.
A força da atuação de Eddie Murphy e o mérito do filme
Embora Mr. Church tenha recebido críticas divididas na época de seu lançamento, existe um consenso sobre o desempenho de Eddie Murphy. O ator entrega uma interpretação intimista, marcada por sutilezas, olhares silenciosos e expressões que revelam emoções reprimidas. Essa combinação cria um personagem que se impõe pela delicadeza, e não pelo excesso.
A direção de Bruce Beresford reforça esse estilo ao investir em uma narrativa que valoriza ambientes domésticos, luz natural, ritmo suave e personagens que crescem em silêncio. A fotografia acompanha as transformações da vida de Charlie e espelha o amadurecimento emocional da trama.
O filme funciona como um lembrete de que nem todas as histórias precisam ser grandiosas para serem significativas. Muitas vezes, as relações mais profundas são aquelas construídas em ambientes simples, por meio de gestos repetidos e afetos que não pedem reconhecimento.
A Globo exibe neste domingo, 30 de novembro, na Temperatura Máxima, o filme Creed III, produção que marcou um novo capítulo na franquia iniciada por Rocky e consolidada pela trajetória de Adonis Creed. Lançado em 2023, o longa conquistou público e crítica ao apresentar uma história que vai muito além do universo do boxe. A narrativa conduzida por Michael B. Jordan, que também assina a direção, mergulha na vida adulta do protagonista e em questões íntimas que se tornaram determinantes para seu futuro.
Creed III acompanha Adonis em um momento de estabilidade pessoal e profissional. Após anos de dedicação ao esporte, ele agora desfruta de uma carreira consolidada, de reconhecimento internacional e de uma vida familiar equilibrada ao lado de Bianca e da filha Amara. Em um primeiro olhar, tudo parece alinhado com o que ele sempre sonhou conquistar. O desempenho no ringue lhe trouxe sucesso, e o amadurecimento emocional dos últimos filmes o levou a um lugar de conforto e paz raramente visto antes em sua trajetória. Mas o filme faz questão de mostrar que a estabilidade nem sempre significa plenitude e que alguns capítulos do passado insistem em retornar, mesmo quando parecem já resolvidos.
É nesse ponto que a figura de Damian Anderson se torna central. Interpretado pelo talentoso Jonathan Majors, o personagem surge como um amigo de infância que Adonis não vê há muitos anos. Os dois cresceram juntos, compartilhando sonhos e desafios, até que uma situação traumática mudou o curso de suas vidas. Damian acabou preso ainda adolescente, enquanto Adonis seguiu um caminho que o levou à fama. Essa diferença de destino, construída de forma silenciosa ao longo dos anos, se transforma em uma ferida aberta quando Damian reaparece, determinado a recuperar tudo o que acredita ter sido tirado dele.
O reencontro entre Adonis e Damian não é conduzido como um simples conflito entre o herói e o antagonista. O filme apresenta um antagonismo que nasce de sentimentos reais, como frustração, abandono, arrependimento e inveja. Damian não é apenas alguém que foi deixado para trás; ele é alguém que viveu anos preso no tempo, agarrado à imagem de um jovem talentoso cuja carreira nunca existiu. Essa carga emocional faz do personagem uma das presenças mais densas e complexas da franquia, o que torna sua relação com Adonis ainda mais intensa.
Michael B. Jordan, estreando como diretor, se destaca pela sensibilidade ao explorar esses conflitos. Sua condução valoriza as emoções internas dos personagens tanto quanto o espetáculo visual das lutas. O ator-diretor investe em uma estética que reforça a subjetividade da narrativa, com cenas que dialogam com a intimidade dos protagonistas e com a linguagem corporal que expressa mais do que as palavras. A direção aposta em momentos silenciosos, no olhar dos personagens, no peso da memória, criando uma atmosfera envolvente que transforma cada embate em uma metáfora sobre dor, culpa e redenção.
Outro elemento que reforça a força emocional do filme é a família Creed. Bianca, interpretada por Tessa Thompson, atua como o ponto de equilíbrio de Adonis. Sua relação com a música passa por transformações, mas seu papel no filme se concentra no apoio emocional e na construção de um lar que dá sentido à nova fase da vida do marido. Bianca compreende a sensibilidade que Adonis esconde por trás da figura de campeão e tenta guiá-lo por um caminho de diálogo e autoconhecimento. A filha Amara, interpretada por Mila Davis-Kent, também ganha espaço com naturalidade, trazendo leveza e profundidade por meio de sua relação afetiva e comunicativa com os pais. A presença dela reforça a ideia de legado, de continuidade e de responsabilidade emocional, aspectos que se tornam fundamentais quando Adonis precisa confrontar seu passado e decidir quem deseja ser dali em diante.
A ausência de Rocky Balboa é sentida, mas não pesa negativamente na narrativa. Pela primeira vez, Sylvester Stallone não aparece em cena, ainda que permaneça como produtor. A escolha de seguir sem Rocky representa simbolicamente a autonomia de Adonis, que agora precisa encontrar suas próprias respostas e assumir sua história sem depender da figura paterna que o guiou até então. Esse silêncio narrativo se torna parte da maturidade do protagonista, que finalmente enfrenta seu maior adversário: ele mesmo.
A história avança com ritmo envolvente, sempre conduzida pelas emoções que emergem do reencontro entre os dois antigos amigos. Adonis tenta oferecer a Damian uma chance real de recomeço, movido pela culpa e pela percepção de que sua ausência contribuiu para o destino do amigo. Mas Damian carrega mágoas profundas e não vê essa aproximação como uma reparação, e sim como uma oportunidade de ocupar o espaço que, em seu entendimento, deveria ter sempre sido seu. Essa disputa simbólica se transforma em conflito direto quando Damian entra para valer no universo do boxe profissional, mostrando técnica, agressividade e um ressentimento que transborda a cada movimento.