Franquia Assassin’s Creed retorna ao audiovisual com série da Netflix sob comando dos criadores de Westworld e Halo

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A Ubisoft confirmou que a popular franquia Assassin’s Creed ganhará uma nova adaptação para o audiovisual, desta vez em formato de série para a Netflix. Após o longa-metragem lançado em 2016, estrelado por Michael Fassbender, a saga que estreou nos videogames em 2007 retorna para explorar seu rico universo em um projeto televisivo ambicioso.

O desenvolvimento da série está a cargo de Roberto Patino e David Wiener, que assumem os papéis de criadores, showrunners e produtores executivos. Patino é reconhecido por seu trabalho em Westworld, enquanto Wiener é um dos nomes por trás da série de sucesso Halo. Essa dupla traz experiência na condução de narrativas complexas e de grande apelo para o público fã de ficção científica e fantasia.

Além dos criadores, a produção executiva inclui Gerard Guillemot, Margaret Boykin e Austin Dill pela Ubisoft Film & Television, bem como Matt O’Toole, conforme divulgado pelo site Deadline. Em declaração oficial, Patino e Wiener expressaram entusiasmo pelo projeto:
“Somos fãs de Assassin’s Creed desde seu lançamento em 2007. A cada dia que trabalhamos nesta série, ficamos animados e honrados com as possibilidades que Assassin’s Creed nos abre. Por trás do escopo, do espetáculo, do parkour e das emoções está a base para o tipo mais essencial de história humana — sobre pessoas em busca de propósito, lutando com questões de identidade, destino e fé. É sobre poder, violência, sexo, ganância e vingança.”

Apesar do anúncio, detalhes sobre o elenco, datas de início das filmagens ou lançamento ainda não foram divulgados, mantendo em sigilo as informações que possam antecipar a produção.

A aposta da Netflix em Assassin’s Creed acompanha uma tendência crescente da plataforma em investir em adaptações de videogames, visando capitalizar o público cativo desses universos e ampliar a oferta de conteúdos originais para seu catálogo.

A franquia de sucesso

Desde sua estreia em 2007, Assassin’s Creed tornou-se um dos títulos mais influentes da indústria dos videogames. Desenvolvida pela Ubisoft, a série se destaca por combinar aventura, ação e narrativas históricas que transportam o jogador a diferentes épocas, como o Renascimento, a Revolução Americana e o Egito Antigo.

O jogo gira em torno da eterna batalha entre Assassinos e Templários, duas facções com ideais opostos sobre liberdade e controle. Através da tecnologia fictícia do Animus, que permite acessar memórias genéticas, o jogador revive as vidas dos ancestrais em cenários detalhados e fiéis à história.

Com gráficos cada vez mais sofisticados, mundo aberto expansivo e mecânicas de gameplay refinadas, a franquia conquistou uma base fiel de fãs e continua atraindo novos jogadores. Além dos jogos, a obra também ganhou adaptações para outras mídias, como o filme de 2016 estrelado por Michael Fassbender. Agora, a Netflix aposta em uma série original que promete aprofundar os temas centrais da franquia, sob o comando dos criadores de Westworld e Halo.

Com direção de Roland Emmerich, “2012” é exibido na TV Globo neste domingo (20/07)

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Neste domingo, 20 de julho de 2025, o Domingo Maior da TV Globo exibe o épico catástrofe 2012, um dos filmes mais emblemáticos do gênero que marcou o fim da primeira década dos anos 2000. Muito além dos efeitos visuais e do espetáculo cinematográfico, o longa dirigido por Roland Emmerich lança luz sobre uma das maiores obsessões da humanidade: o medo do fim.

Inspirado nas interpretações populares do calendário maia, que previam o colapso do mundo em 21 de dezembro de 2012, o filme estreou em um momento de inquietação global. Entre avanços científicos, crises climáticas e instabilidades políticas, 2012 se tornou uma metáfora contemporânea do colapso — emocional, social, ambiental — e da urgência por mudança.

Quando o mundo entra em colapso… e a humanidade também

No enredo, segundo a sinopse do AdoroCinema, o cientista Adrian Helmsley (Chiwetel Ejiofor) descobre alterações drásticas no núcleo da Terra provocadas por erupções solares. A partir daí, governos ao redor do mundo iniciam secretamente um plano de evacuação e preservação da espécie humana, numa corrida contra o tempo que envolve interesses econômicos, dilemas éticos e desigualdade no acesso à salvação.

No centro da história, acompanhamos a jornada do escritor Jackson Curtis (John Cusack), que tenta salvar seus dois filhos e a ex-esposa (Amanda Peet) em meio a terremotos, tsunamis e o colapso físico da crosta terrestre. Através dele, o filme encontra sua âncora emocional: a tentativa desesperada de manter vínculos humanos num mundo em ruínas.

É essa fusão entre a escala épica da destruição e o drama íntimo dos personagens que dá força à narrativa. Porque, em meio ao fim, o que realmente importa são as conexões, as decisões e a humanidade de cada um.

Um blockbuster que refletiu ansiedades reais

Lançado em 2009, 2012 chegou aos cinemas surfando na curiosidade e nas angústias coletivas em torno da data fatídica prevista por interpretações modernas de textos maias. O filme arrecadou mais de US$ 770 milhões nas bilheterias mundiais e se tornou um marco cultural.

Mas mais do que prever o fim, 2012 ajuda a compreender um fenômeno social: o fascínio humano por grandes rupturas. Do temor milenarista do ano 2000 ao aquecimento global que ameaça o equilíbrio do planeta, a narrativa do apocalipse serve como espelho dos tempos — e alerta para as consequências da negligência com o meio ambiente, com a ciência e com o outro.

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Elenco e direção de peso

Além de John Cusack e Chiwetel Ejiofor, o longa conta com Amanda Peet, Thandie Newton, Danny Glover (como o presidente dos EUA) e Oliver Platt. A direção é de Roland Emmerich, conhecido por sua afinidade com produções de grande escala e por tratar temas como destruição global e esperança.

Emmerich, que também assina o roteiro ao lado de Harald Kloser, constrói cenas espetaculares que misturam adrenalina e simbolismo — como a destruição da Capela Sistina ou o rompimento de barragens monumentais. Mas o espetáculo não ofusca a crítica: o filme aponta as falhas de um sistema global que privilegia os mais ricos, mesmo diante do fim do mundo.

Disponível também no streaming

Para quem preferir assistir em outro momento, 2012 está disponível na HBO Max para assinantes e pode ser alugado na Prime Video a partir de R$ 11,90. O filme continua a atrair olhares curiosos de quem nunca viu e também daqueles que desejam revisitá-lo à luz dos novos tempos — agora marcados por eventos extremos, pandemias e o avanço da crise climática.

Dica no Viki | “Assassinos de Corações” entrega romance perigoso e segredos em série envolvente

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Imagina só: você recebe uma missão secreta, precisa se infiltrar em uma hamburgueria suspeita, e quem aparece por trás do balcão é justamente aquele alguém com quem você teve uma noite inesquecível. Não dá pra dizer que a vida de Kant é monótona.

Essa é a premissa eletrizante — e deliciosamente caótica — de “Assassinos de Corações”, nova série tailandesa disponível no Viki que mistura romance, suspense e muitas reviravoltas. Mas mais do que uma história de investigação, essa produção mergulha fundo em emoções cruas, desejos não resolvidos e dilemas que fazem qualquer coração bater mais forte… ou se perder completamente.

Entre tatuagens, hambúrgueres e segredos

Kant (interpretado pelo carismático First Kanaphan Puitrakul) é tatuador e vive uma rotina aparentemente tranquila — até receber um pedido nada comum: ajudar a polícia se infiltrando em uma hamburgueria administrada por dois irmãos suspeitos de envolvimento em crimes graves.

Só que a missão toma um rumo totalmente inesperado quando Kant descobre que Bison (Khaotung Thanawat Ratanakitpaisan), o irmão mais novo e igualmente enigmático, é alguém que ele conhece muito bem. Uma noite do passado, cheia de química e promessas não ditas, agora volta à tona no pior (ou melhor?) momento possível.

Na tentativa de arrancar informações, Kant decide usar o charme e seduzir Bison, mas tudo se complica com a presença constante de Fadel (Joong Archen Aydin), o irmão mais velho e super protetor, que parece disposto a tudo para manter Bison longe de qualquer ameaça — inclusive Kant.

Amor e tensão no ar (e na chapa)

É aí que entra em cena Style (Dunk Natachai Boonprasert), o melhor amigo de Kant. Ele não só tem o dom de mexer com motores, como também com o coração de Fadel — com quem tem um passado cheio de faíscas mal resolvidas. A ideia? Usar Style para distrair Fadel. Mas o plano, claro, não sai tão simples quanto parece.

A cada episódio, alianças se formam e se desfazem, sentimentos se confundem e o perigo se aproxima. O que parecia só mais uma missão, se transforma em um tabuleiro emocional onde ninguém joga limpo — e onde o coração pode ser a peça mais frágil de todas.

Mais do que BL: é sobre dilemas reais em um mundo fora do comum

Assassinos de Corações entrega muito mais do que os fãs de BL (boys love) estão acostumados. Sim, tem química, olhares intensos, tensão sexual e momentos de cortar a respiração — mas também tem profundidade emocional, temas delicados, e personagens que estão longe de serem estereótipos.

Eles amam, erram, protegem, se arrependem. São irmãos, amigos, amantes e suspeitos ao mesmo tempo. O passado de cada um pesa, e o futuro parece sempre por um fio. A série te faz rir num episódio e chorar no outro — tudo com uma direção refinada de Jojo Tichakorn Phukhaotong, que sabe exatamente quando acelerar e quando deixar o silêncio falar por si.

Elenco que entrega alma, suor e intensidade

A escolha do elenco é um verdadeiro presente para quem acompanha a nova geração do BL tailandês. First Kanaphan Puitrakul (de The Shipper e Not Me) interpreta Kant com sensibilidade e entrega emocional genuína, equilibrando carisma com vulnerabilidade. Ao seu lado, Khaotung Thanawat Ratanakitpaisan (conhecido por The Eclipse e Moonlight Chicken) dá vida a Bison, um personagem enigmático e intenso, com um passado cheio de camadas.

Joong Archen Aydin (de Star and Sky: Sky in Your Heart e Hidden Agenda) assume o papel de Fadel, o irmão mais velho, com uma presença marcante e protetora, trazendo força e emoção à trama. Já Dunk Natachai Boonprasert (visto em Vice Versa e Our Skyy 2) interpreta Style com charme, leveza e um toque de rebeldia, equilibrando tensão e humor nos momentos certos.

Completam o elenco Pepper Phanuroj Chalermkijporntavee (de Bad Buddy) e JJ Chayakorn Jutamas (de The Warp Effect), que contribuem com nuances e ritmo à história. A direção é assinada por Jojo Tichakorn Phukhaotong (responsável por obras como 3 Will Be Free e Friend Zone), conhecido por sua capacidade de combinar estética arrojada com profundidade emocional.

Todos sob a batuta criativa de Jojo Tichakorn, que já tem no currículo outras joias do gênero e prova mais uma vez que sabe conduzir tramas ousadas com sensibilidade e identidade visual marcante.

Vale a pena assistir?

Sim — e não só pela estética caprichada ou pelos atores que já são queridinhos da fanbase BL. Assassinos de Corações vale pela narrativa provocante, pela forma como brinca com temas como desejo, lealdade, culpa e redenção. Vale pela coragem de explorar os sentimentos masculinos com delicadeza e intensidade. E, claro, pelo combo irresistível de suspense e romance.

Onde assistir?

📺 Assassinos de Corações
📍 Disponível no Viki

Industry encerra filmagens da 4ª temporada e cria expectativas sobre o drama financeiro mais intenso da TV

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Um vídeo curto, mas poderoso. Foi tudo o que bastou para reacender a chama dos fãs de Industry. Nas imagens divulgadas por Konrad Kay, cocriador da série, as atrizes Marisa Abela (Yasmin) e Myha’la Herrold (Harper) se abraçam com emoção visível. Nada de discursos, spoilers ou anúncios bombásticos — apenas duas mulheres exaustas, com olhos marejados e sorrisos tímidos, marcando o encerramento das filmagens da quarta temporada do drama corporativo mais cru da televisão contemporânea.

Criada em 2020 por Konrad Kay e Mickey Down — ambos ex-banqueiros que decidiram transformar seus traumas em arte — Industry surgiu no auge da pandemia como uma narrativa que explorava os bastidores da elite financeira de Londres. Mas longe de idealizar esse mundo, a série decidiu fazer o oposto: destrinchá-lo.

Na fictícia Pierpoint & Co., tudo é urgente, tudo é sufocante. Cada telefonema pode ser o começo ou o fim de uma carreira. Os personagens, muitos deles recém-saídos da faculdade, se debatem entre o desejo de pertencimento e a exaustão emocional. A câmera, quase voyeurística, passeia por escritórios frios, corpos cansados, noites insone regadas a estimulantes e crises existenciais abafadas por relatórios de desempenho.

É um retrato realista de um sistema que consome seus jovens — e o resultado é tão angustiante quanto magnético.

Harper e Yasmin: protagonistas de uma geração à beira do colapso

No centro dessa tempestade emocional estão Harper Stern e Yasmin Kara-Hanani. Elas não são heroínas, nem vilãs. São jovens complexas, repletas de contradições e desejos urgentes.

Harper, interpretada por Myha’la Herrold, representa a forasteira que tenta conquistar um espaço que parece nunca realmente pertencer a ela. Vinda de Nova York, de origem modesta, Harper se destaca por seu faro financeiro, mas também por uma inquietude que beira a autossabotagem.

Já Yasmin, na pele da refinada Marisa Abela, é o oposto: criada no berço da diplomacia internacional, com acesso aos melhores círculos, mas emocionalmente negligenciada, ela busca autonomia e respeito em um ambiente onde sua aparência e sobrenome ainda pesam mais que sua competência.

O abraço entre as atrizes no set, capturado no vídeo compartilhado por Kay, simboliza a intensidade dessa relação. Harper e Yasmin passaram por traições, alianças instáveis, rupturas e reencontros — e, se há algo que os fãs aguardam com ansiedade, é a resolução (ou aprofundamento) desse vínculo na nova temporada.

O que sabemos (e o que ainda não sabemos) da 4ª temporada

A HBO e a BBC mantêm silêncio total sobre a trama da nova temporada. Nenhuma sinopse oficial foi divulgada até agora. Mas os eventos do final da terceira temporada deixaram um terreno fértil para o drama.

Harper foi afastada da Pierpoint após a revelação de que mentiu sobre sua formação acadêmica — um golpe devastador para alguém que construiu sua carreira na base do esforço e da performance ininterrupta. Yasmin, por sua vez, abraçou seu lado mais calculista, posicionando-se como uma jogadora fria em um tabuleiro onde emoções são fraquezas.

É nesse cenário que a quarta temporada promete seu retorno: com Harper do lado de fora, tentando se reerguer (ou se reinventar), e Yasmin cada vez mais enraizada em uma cultura corporativa tóxica.

Rumores indicam que novos personagens serão introduzidos, incluindo executivos veteranos e competidores mais jovens, alimentando ainda mais a dinâmica de pressão, rivalidade e lealdades duvidosas que definem a série.

Uma série que fala de dinheiro, mas também de humanidade

É fácil se perder nas cifras e termos técnicos que permeiam a série, mas o verdadeiro foco de Industry nunca foi o dinheiro — e sim as pessoas.

Por trás dos gráficos de rendimento e das ligações desesperadas com clientes, há um grito silencioso por aceitação, descanso e sentido. A série aborda temas como ansiedade, depressão, identidade de gênero, racismo institucional, vícios e abuso emocional com uma franqueza rara na televisão.

É por isso que a série tocou especialmente os jovens adultos, uma geração que cresceu sob a promessa do sucesso meritocrático e que agora se vê exausta, endividada e confusa.

Será o fim?

A grande incógnita agora é: a quarta temporada será a última?

Konrad Kay e Mickey Down já sugeriram, em entrevistas anteriores, que a série foi concebida com um arco narrativo fechado. Se essa for mesmo a despedida da série, o momento do abraço entre Marisa e Myha’la assume ainda mais peso: é o fechamento de um ciclo. De personagens que começaram como estagiárias ansiosas e terminaram como mulheres transformadas — para o bem e para o mal.

Para os criadores e para a equipe técnica, encerrar a temporada é também sobreviver emocionalmente à maratona de gravar um drama tão intenso, onde cada cena exige mergulhos profundos em emoções desconfortáveis. Em tempos de séries descartáveis e tramas enlatadas, Industry sempre ousou ser real demais. E isso tem um custo.

John Malkovich protagoniza a delicada comédia francesa Sr. Blake ao Seu Dispor, que estreia nos cinemas em setembro

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Não é fácil recomeçar depois de uma grande perda. Ainda mais quando se carrega a impressão de que já se viveu tudo o que havia para ser vivido. Em Sr. Blake ao Seu Dispor, o personagem principal não está em busca de aventura, sucesso ou redenção. Ele só quer, de algum modo, continuar existindo – mesmo que do outro lado do mar, fingindo ser alguém que nunca foi. E é exatamente nesse impulso silencioso que nasce uma das comédias dramáticas mais delicadas do ano, que estreia no Brasil no dia 18 de setembro, com distribuição da Mares Filmes.

O luto que transborda no silêncio

Andrew Blake é um senhor britânico como tantos outros. Elegante, educado, eficiente. Por fora, é o tipo de homem que já aprendeu a esconder tudo o que sente. Mas, por dentro, está estilhaçado. Desde a morte da esposa, Diane, ele se arrasta pelos dias com o peso do vazio. O lar se transformou em mausoléu. O trabalho, em repetição sem sentido. Então, ele toma uma decisão: voltar à França, ao lugar onde conheceu Diane e foi feliz.

Mas o reencontro com as memórias não acontece como ele imagina. Para permanecer na propriedade que hoje pertence a outra pessoa, Blake precisa aceitar o cargo de mordomo. É nesse gesto simples — o de servir — que ele encontra, quase sem querer, um novo caminho para viver.

Uma casa, seus habitantes e os afetos possíveis

A mansão para a qual Blake vai trabalhar não é apenas um cenário bonito. Ela pulsa. Como ele, é uma estrutura que já viu tempos melhores. Dentro dela, vivem personagens tão machucados quanto gentis, cada um à sua maneira. Nathalie (interpretada pela inesquecível Fanny Ardant), a dona da casa, esconde uma alma fraturada por trás de uma fachada firme. Odile (Émilie Dequenne), a governanta, tenta manter a ordem enquanto o caos lhe habita. Philippe (Philippe Bas), o jardineiro, cultiva mais do que plantas — cultiva feridas antigas. E Manon (Eugénie Anselin), jovem e intensa, desafia a rigidez com sua espontaneidade.

Juntos, eles formam uma espécie de família torta. Não por laços de sangue, mas por necessidade. Uma necessidade mútua de acolhimento, mesmo que silencioso. E Blake, que chegou ali para fugir do mundo, começa a fazer parte dele outra vez.

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John Malkovich em seu papel mais vulnerável

É surpreendente que, depois de tantas décadas de carreira e performances marcantes, John Malkovich nunca tenha protagonizado um filme francês. Em Sr. Blake ao Seu Dispor, ele não só fala francês com naturalidade (ainda que com sotaque), como entrega uma atuação de uma ternura que não se vê todos os dias. Há algo no jeito contido com que ele vive Blake que nos toca profundamente. Não porque ele dramatize a dor, mas porque a deixa escorrer pelas entrelinhas.

Há momentos em que ele olha pela janela, ou limpa a louça, ou apenas respira — e tudo isso diz mais do que muitos roteiros inteiros. Não é o tipo de performance que grita para ser notada. É a performance que se planta devagar, cresce aos poucos, e floresce depois que o filme termina.

Gilles Legardinier e a coragem de contar histórias pequenas

Gilles Legardinier é um nome conhecido na literatura francesa. Seu livro Complètement Cramé!, lançado em 2012, foi traduzido para 17 idiomas e tocou milhares de leitores com seu tom caloroso. Agora, pela primeira vez, ele se aventura na direção de um longa. E acerta, justamente, por não querer impressionar.

A trama não é um filme para premiações grandiosas ou bilheterias estrondosas. É um filme para quem tem tempo. Para quem topa desacelerar. Para quem sabe que algumas das maiores transformações acontecem no silêncio de uma cozinha, num passeio pelo jardim ou em uma conversa sem palavras.

Legardinier filma com amor. Amor pelas pessoas comuns, pelos gestos cotidianos, pelas casas antigas, pelas relações improváveis. Ele nos lembra que viver é, muitas vezes, simplesmente estar disponível — ao outro, ao acaso, àquilo que a gente não entende de primeira.

O humor que aquece, não escapa

Apesar de ser rotulado como comédia dramática, o riso em Sr. Blake ao Seu Dispor nunca vem da zombaria. Ele nasce do constrangimento, da falha, do não saber. Rimos porque reconhecemos aqueles tropeços em nós mesmos. Rimos com ternura, nunca com crueldade.

Há algo profundamente humano nas situações pelas quais Blake passa. Ele erra a ordem dos talheres, confunde nomes, fica sem saber onde colocar as mãos. Mas, no fundo, tudo isso fala sobre outra coisa: a dificuldade que todos temos de encontrar nosso lugar quando a vida muda sem pedir licença.

Uma história que cruza fronteiras com gentileza

O filme estreou na França em novembro de 2023 e já passou por festivais na Polônia, nos Estados Unidos e em outros países da Europa. Sua bilheteria, de pouco menos de US$ 3 milhões, não reflete sua importância. E talvez seja isso que o torne tão necessário hoje. Em tempos de urgência, de barulho, de exagero, este é um filme que fala baixo. Que acolhe. Que nos convida a cuidar — dos outros e de nós mesmos.

Tyane Aline transforma sua história de superação em inspiração no Retratos Femininos deste sábado (16/08)

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Na correria das ruas estreitas do Brás, em São Paulo, onde lojistas disputam olhares e consumidores se perdem entre vitrines coloridas e preços tentadores, há um rosto que se tornou sinônimo de confiança e credibilidade. Esse rosto é o de Tyane Aline, a mulher que fez do comércio popular um palco de oportunidades e que, neste sábado, 16 de agosto, às 13h, terá sua história contada no programa Retratos Femininos, da TV Aparecida, apresentado por Abiane Souza.

Mais do que divulgar lojas, Tyane construiu uma ponte entre pequenos empresários e clientes de todo o país. Com uma linguagem simples, próxima e envolvente, ela transformou a divulgação em arte e hoje é considerada a maior divulgadora do Brás. Mas o que nem todos sabem é que, por trás dos números expressivos — mais de dois milhões de seguidores em suas redes sociais —, existe uma mulher que enfrentou dores profundas, desafiou preconceitos e aprendeu a se reinventar.

Do anonimato ao destaque no Brás

A trajetória de Tyane poderia ser confundida com a de tantas outras mulheres batalhadoras que frequentam o Brás. No entanto, o que a diferenciou foi a maneira como olhou para aquele espaço. Em vez de apenas consumir, ela decidiu contar histórias: das costureiras que trabalham madrugada adentro, dos lojistas que apostam tudo em uma coleção, das famílias que dependem das vendas para sobreviver.

Com o tempo, seu talento para comunicar atraiu olhares de comerciantes que buscavam maior visibilidade. Tyane começou divulgando pequenas lojas, muitas vezes sem estrutura para publicidade. Aos poucos, seu carisma e sua forma genuína de apresentar os produtos se espalharam como boca a boca digital. O Brás, que já era conhecido como um dos maiores polos comerciais da América Latina, passou a ter em Tyane uma embaixadora.

Persistência como marca registrada

O caminho, no entanto, não foi livre de tropeços. Tyane enfrentou momentos de dúvida, resistência e até desconfiança. Muitos não acreditavam que a divulgação digital pudesse transformar negócios tradicionais. Outros, simplesmente, não levavam a sério o trabalho de uma mulher que, com celular em mãos, circulava pelas ruas do bairro entrevistando vendedores e mostrando peças de roupas.

Ela seguiu em frente. A cada dificuldade, encontrava um jeito de reinventar suas estratégias. Investiu tempo, energia e, principalmente, emoção. A confiança que construiu com os lojistas fez com que seu trabalho se consolidasse. Hoje, ela é referência em marketing digital para o comércio popular, inspirando outras mulheres a enxergarem oportunidades no universo das redes sociais.

Luta pessoal contra a compulsão alimentar

Mas o programa vai além do lado profissional. Ao caminhar pelas ruas do Brás ao lado da apresentadora Abiane Souza, Tyane também abre seu coração para falar sobre batalhas mais íntimas — aquelas que não aparecem nos bastidores de suas lives ou nos posts que alcançam milhares de curtidas.

Durante anos, Tyane enfrentou a obesidade e a compulsão alimentar. Uma luta silenciosa, muitas vezes invisível para quem acompanhava apenas seu sucesso. Foram momentos de insegurança, baixa autoestima e enfrentamento diário com padrões de beleza impostos pela sociedade.

Com coragem, ela buscou ajuda e iniciou um processo de transformação que foi muito além da perda de peso. Aprendeu a cuidar do corpo, mas também da mente. O resultado é visível não apenas em sua saúde, mas na forma como transmite hoje uma mensagem de amor próprio e superação.

Tyane Aline é, sobretudo, um retrato de persistência. Sua história mostra que é possível transformar vulnerabilidades em força e obstáculos em degraus. Mais do que números nas redes sociais, ela representa esperança para quem acredita que é possível recomeçar, seja na vida pessoal ou profissional.

Morra, Amor | Trailer de drama psicológico com Jennifer Lawrence e Robert Pattinson explora maternidade e isolamento

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O cinema contemporâneo volta seus olhos para os dilemas mais íntimos e delicados da vida familiar com Morra, Amor, o novo drama psicológico estrelado por Jennifer Lawrence (Que Horas Eu Te Pego?, Jogos Vorazes e O Lado Bom da Vida) e Robert Pattinson (Mickey 17, The Batman e Crepúsculo).

Recentemente, o longa-metragem ganhou seu primeiro trailer, disponível logo abaixo, oferecendo ao público um primeiro olhar sobre a história intensa e emocional que marca esta produção. Dirigido por Lynne Ramsay, renomada por You Were Never Really Here (2017), e com roteiro assinado por Ramsay, Enda Walsh e Alice Birch, o filme trata de forma sensível temas como depressão pós-parto, isolamento emocional e as tensões de um relacionamento diante de grandes mudanças na vida.

Além de Lawrence e Pattinson, o elenco conta com nomes de peso como Sissy Spacek, LaKeith Stanfield e Nick Nolte, que adicionam camadas de profundidade e humanidade à narrativa. A história acompanha Grace (Jennifer Lawrence), uma jovem mãe que luta para manter sua sanidade após o nascimento do filho, e Jackson (Robert Pattinson), seu marido, que tenta apoiar a esposa enquanto enfrenta os próprios dilemas e frustrações.

O filme estreou mundialmente na competição principal do 78º Festival de Cinema de Cannes, em maio de 2025, recebendo uma ovação de pé de seis minutos — um reconhecimento à força emocional da história e à intensidade das performances. No Brasil, o público poderá assistir ao longa a partir de 27 de novembro, distribuído pela Paris Filmes. Nos Estados Unidos e Canadá, a estreia está marcada para 7 de novembro.

Uma adaptação que mergulha na mente humana

O filme é baseado no romance Die, My Love (2012), da escritora argentina Ariana Harwicz, uma obra conhecida por sua visão crua e intensa sobre a psicologia feminina em crise. Para a adaptação, a narrativa foi transferida da França para os Estados Unidos, o que permite uma conexão mais direta do público americano com os dilemas dos personagens e o cenário rural que marca o longa.

Jennifer Lawrence não apenas protagoniza, mas também assumiu o papel de produtora executiva, atuando junto à sua equipe da Excellent Cadaver. Lawrence esteve envolvida em todas as etapas da produção, desde a escolha da diretora até a adaptação do roteiro, garantindo que o filme mantivesse a força emocional da obra original e, ao mesmo tempo, oferecesse uma experiência cinematográfica autêntica e sensível.

O peso da maternidade e do isolamento

A trama acompanha Grace e Jackson, um jovem casal que decide deixar Nova York em busca de uma vida mais tranquila na zona rural de Montana, onde Jackson passou a infância. A mudança, inicialmente pensada como um recomeço, rapidamente se transforma em um desafio emocional.

À medida que enfrentam os primeiros dias como pais, Grace começa a lidar com sentimentos de solidão, ansiedade e sofrimento psicológico. A depressão pós-parto que se instala em sua vida começa a afetar seu casamento, criando uma dinâmica instável e imprevisível entre ela e Jackson.

O longa não apenas retrata os sintomas da depressão pós-parto, mas também a experiência emocional de uma mãe que se sente sozinha em meio à pressão de corresponder às expectativas familiares e sociais. Grace vive momentos de frustração, medo e vulnerabilidade, enquanto Jackson busca maneiras de apoiá-la sem saber exatamente como lidar com a situação. A história humaniza essas experiências, tornando-as reconhecíveis e comoventes para qualquer espectador que já tenha passado por momentos de fragilidade emocional.

Produção: entre cenários rurais e escolhas artísticas precisas

O projeto começou quando Martin Scorsese leu o romance de Harwicz e imaginou Jennifer Lawrence no papel principal. Scorsese enviou o livro à equipe da Excellent Cadaver, e Lawrence, encantada com a história, convidou Lynne Ramsay para dirigir. Ramsay trabalhou junto com Walsh e Birch para construir um roteiro que fosse ao mesmo tempo fiel ao romance e adaptável ao cinema, respeitando a sensibilidade dos personagens e a intensidade da narrativa.

As filmagens ocorreram entre agosto e outubro de 2024, em Calgary, Canadá. O cenário rural escolhido reforça o sentimento de isolamento e claustrofobia emocional vivido pelos personagens. O diretor de fotografia Seamus McGarvey utilizou 35 mm e a proporção Academy de 1,33:1, criando uma sensação de proximidade e intimidade com os personagens. Ramsay se inspirou em clássicos do suspense psicológico, como Repulsão (1965) e O Bebê de Rosemary (1968), para construir a atmosfera do filme.

Recepção em Cannes e impacto emocional

A estreia em Cannes destacou-se não apenas pelo talento do elenco, mas também pela coragem da direção em abordar um tema delicado com honestidade e sensibilidade. A ovação de pé de seis minutos refletiu a intensidade emocional do filme e o quanto ele consegue envolver o público em sua narrativa.

O trailer recém-lançado sugere que o filme continuará a gerar debates sobre saúde mental, maternidade e relações humanas. As cenas mostram Grace lidando com a rotina rural, momentos de tensão entre o casal e os efeitos da depressão pós-parto, sem recorrer a clichês ou soluções fáceis.

Temas universais com relevância social

O longa-metragem é uma reflexão sobre saúde mental, empatia e compreensão. A experiência de Grace permite ao público refletir sobre a pressão silenciosa que muitas mães enfrentam, especialmente em ambientes isolados. O filme humaniza essas experiências, mostrando que sofrimento psicológico não é fraqueza, mas uma condição que exige apoio e compreensão.

Cruel Istambul | Resumo semanal da novela de 22/10 a 24/10

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Capítulo 033 da novela Cruel Istambul de Quarta-feira, 22 de outubro
Cemre toma coragem e decide compartilhar com Nedim os segredos mais dolorosos de sua vida, revelando as dificuldades que enfrentou ao lado do pai e os traumas que ainda carrega. A conversa é marcada por emoção e cumplicidade, e Nedim se comove ao enxergar a força e a fragilidade da jovem. Enquanto isso, Neriman confidencia a Ceren que toda a fortuna dos Karaçay pertence, na verdade, ao sobrinho de Agah, despertando nela uma mistura de inveja e ambição. Determinada a conquistar independência, Cemre consegue um emprego simples em um hotel e tenta recomeçar sozinha, sem imaginar os desafios que virão. Para proteger o nome da família, Damla manipula repórteres e distorce fatos, enquanto Seher faz um apelo público desesperado pelo retorno da filha. Em segredo, Cenk procura Cemre e tenta se aproximar dela, ao mesmo tempo em que Nedim insiste para que a moça volte à mansão, acreditando que lá estará em segurança. Dividida entre o amor e o desejo de liberdade, Cemre não percebe que seus passos estão sendo vigiados — e que o perigo está mais próximo do que imagina.

Capítulo 034 – Quinta-feira, 23 de outubro
Vivendo dias de angústia e tensão, Cemre teme ser reconhecida e denunciada, enquanto Agah, cada vez mais desconfiado, acusa Civan de envolvimento em sua fuga. O clima na mansão se torna insustentável, e novas brigas abalam ainda mais a família. Pressionada por Seniz, Ceren acaba mentindo em seu depoimento e coloca a culpa em Seher pelo desaparecimento da irmã, o que destrói o pouco de paz que restava. Damla tenta intervir e defender Civan, mas a situação escapa ao controle. No hotel, o proprietário reconhece Nedim e ameaça entregá-lo às autoridades, deixando Cemre em pânico. Nesse momento, Cenk reaparece com a intenção de ajudá-la, mas sua presença só aumenta a confusão. A tragédia se aproxima quando Nedim é roubado, perdendo dinheiro e documentos, e o casal fica sem meios de sobrevivência. Enquanto isso, Ceren começa a sentir o peso das mentiras que contou: recusa comida, isola-se e mergulha em um colapso emocional, atormentada pela culpa de ter destruído a própria mãe e rompido o laço com suas irmãs.

Capítulo 035 da novela Cruel Istambul de Sexta-feira, 24 de outubro
Arrasada pelo remorso, Ceren perde o controle e se desespera ao perceber o quanto feriu a própria família com suas mentiras. Ao mesmo tempo, Cemre e Nedim planejam uma fuga ao cair da noite, mas são surpreendidos quando o dono do alojamento os ameaça, exigindo dinheiro em troca de silêncio. Sem opções, Cemre decide se entregar à polícia para proteger Nedim, mesmo que isso custe sua liberdade. Antes que consiga agir, um incêndio repentino toma conta do local, prendendo Nedim entre as chamas. Em um ato heróico, Cenk surge e salva o primo, arriscando a própria vida. No hospital, Agah acompanha angustiado o estado de saúde de Nedim, enquanto Cemre é detida como principal suspeita de provocar o acidente. Tomado pela dúvida, Agah começa a perceber que os acontecimentos não são fruto do acaso. Um informante o alerta de que Seniz e Cenk podem estar envolvidos em uma trama perigosa, e o patriarca, abalado, sente que sua família está prestes a desmoronar sob o peso das mentiras e traições que cercam os Karaçay.

Gustavo Mioto leva turnê Inconfundível a São Paulo em show esgotado e cheio de emoção

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No último sábado, 1º de novembro, São Paulo se rendeu ao talento de Gustavo Mioto. O cantor levou sua nova turnê, “Inconfundível”, ao Espaço Unimed, em um show completamente esgotado, onde fãs de todas as idades vibraram, cantaram e celebraram cada música junto com o artista. A apresentação durou mais de duas horas e foi marcada por uma energia contagiante, com o público cantando em uníssono e interagindo com Mioto do início ao fim.

Diferente de suas turnês anteriores, o show aposta em um repertório que valoriza o lado B da carreira de Gustavo, trazendo à tona canções queridas pelos fãs, mas que muitas vezes não tiveram tanto destaque nas rádios. No entanto, o show não deixou de lado novidades: o cantor apresentou suas novas músicas “DNA” e “Pedido de Socorro”, além de revelar “Novo Sozinho”, sua mais recente parceria com Murilo Huff. Essa mistura entre clássicos e lançamentos mostrou a versatilidade do artista e sua capacidade de se reinventar mantendo a identidade que conquistou o público.

Entre os hits que não poderiam faltar estavam “Com ou Sem Mim”, “Impressionando os Anjos”, “Contramão” e “Quando Apaga a Luz”, momentos que fizeram a plateia cantar em coro e transformaram o show em uma verdadeira celebração coletiva. Mais do que música, a apresentação evidenciou a conexão de Gustavo com seus fãs, que respondem com carinho e entusiasmo a cada verso e gesto do artista.

Gustavo Pieroni Mioto, nascido em Votuporanga em 12 de março de 1997, iniciou sua carreira em 2012 com o álbum “Fora de Moda”. Desde então, conquistou destaque nacional, especialmente com a música “Impressionando os Anjos”, que chegou à primeira posição da Top 100 Brasil, e “Com ou Sem Mim”, que foi a canção mais tocada nas rádios em 2020.

Filho de Jussara Pieroni e Marcos Mioto, um dos maiores produtores de shows de música sertaneja do país, Gustavo teve uma trajetória marcada por esforço e dedicação. Durante a adolescência, trabalhou como frentista em posto de gasolina e chegou a cursar engenharia de computação, mas decidiu abandonar a faculdade para se dedicar integralmente à música. Hoje, ele vive em Barueri, Alphaville, e mantém uma relação próxima com sua irmã mais nova, Letícia, enquanto conquista fãs por todo o Brasil.

O espetáculo em São Paulo mostrou que Gustavo não é apenas um cantor de sucesso, mas também um artista capaz de criar experiências memoráveis para o público. Entre faixas emocionantes, momentos de descontração e interações com os fãs, a apresentação conseguiu equilibrar nostalgia e novidade, mostrando que o cantor domina tanto os hits consagrados quanto suas composições mais recentes.

A turnê Inconfundível continua

Com apresentações já consagradas em várias cidades, a turnê “Inconfundível” segue percorrendo o país, levando Mioto e suas músicas para cada vez mais fãs. A promessa é de noites inesquecíveis, cheias de energia, emoção e conexão entre artista e público — um verdadeiro encontro que celebra não só a carreira de Mioto, mas também o amor dos fãs pela música sertaneja.

Mestres da Carpintaria | Exposição na Japan House São Paulo revela a alma da carpintaria japonesa

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Foto: Reprodução/ Internet

O Japão é um país onde a natureza e a tradição caminham lado a lado. Com cerca de 67% de seu território coberto por florestas, segundo dados da Embaixada do Japão no Brasil, o respeito pelas árvores e pelo equilíbrio ambiental faz parte do modo de vida japonês há séculos. É desse elo sagrado entre o homem e a natureza que surge uma das expressões mais refinadas da cultura nipônica: a carpintaria tradicional, arte que transforma madeira em arquitetura sem o uso de pregos ou metais, apenas com precisão, sensibilidade e sabedoria ancestral.

É esse universo de técnica e espiritualidade que inspira a exposição “Imbuídos das forças das florestas do Japão – Mestres da carpintaria: habilidade e espírito”, aberta ao público a partir de 11 de novembro, no térreo da Japan House São Paulo (JHSP). A mostra mergulha na filosofia, na estética e no respeito que os carpinteiros japoneses cultivam pela madeira, apresentando como a harmonia com a natureza pode ser o alicerce para construções duradouras e cheias de significado.

O diálogo entre o homem e a floresta

Com curadoria de Marcelo Nishiyama, diretor associado e curador-chefe do Takenaka Carpentry Tools Museum, em Kobe, a exposição convida o público a compreender o olhar quase espiritual que o Japão dedica às florestas. Antes de iniciar qualquer obra, o carpinteiro pede permissão às divindades das montanhas e observa atentamente cada árvore. A escolha da madeira ideal depende do lugar onde ela cresceu, da velocidade do seu desenvolvimento e até da direção dos ventos que moldaram sua forma.

“Assim como as pessoas, as árvores têm personalidades próprias”, explica o curador. “As que crescem nas montanhas são mais firmes e indicadas para pilares e vigas; já as que nascem nos vales, onde o crescimento é mais rápido, servem melhor aos acabamentos e detalhes decorativos.” Essa observação minuciosa revela a delicada relação entre técnica e espiritualidade que sustenta a carpintaria japonesa — uma arte em que cada corte é guiado por respeito e propósito.

Técnica milenar e filosofia estética

Depois de passar pelas Japan Houses de Londres e Los Angeles, a mostra chega a São Paulo com um diferencial: uma segunda etapa prevista para março de 2026, dedicada à técnica kigumi, que consiste em encaixar peças de madeira perfeitamente entalhadas, dispensando o uso de pregos ou parafusos. Essa tradição milenar, símbolo de engenhosidade e durabilidade, também está presente na própria fachada da Japan House São Paulo, construída com mais de seis toneladas de madeira hinoki (cipreste japonês), material nobre e resistente usado há séculos pelos mestres carpinteiros.

A exposição também apresenta os dois principais estilos desse ofício: os dōmiya daiku, responsáveis por templos e santuários, e os sukiya daiku, especializados em casas de chá — espaços de introspecção e harmonia que expressam o ideal de simplicidade japonesa.

A delicadeza da Casa de Chá

Um dos pontos altos da mostra é a réplica em escala real da Casa de Chá Sa-an, pertencente ao templo Daitoku-ji Gyokurin-in, em Quioto. Erguida originalmente em 1742, a casa reflete o refinamento da carpintaria sukiya, caracterizada pelo uso de bambu e madeiras naturais. No modelo apresentado na JHSP, partes do teto e das paredes foram propositalmente abertas para revelar os encaixes invisíveis que sustentam a estrutura — uma oportunidade rara de observar a beleza interna que normalmente fica oculta.

Cada junta, cada entalhe, cada linha da construção expressa o cuidado e a paciência de quem compreende que a arquitetura é também uma forma de meditação.

Ferramentas que contam histórias

A exposição também exibe 87 ferramentas tradicionais utilizadas pelos mestres da madeira. São instrumentos que carregam séculos de conhecimento e uma filosofia que valoriza o toque humano. Para ampliar a experiência, o público poderá acessar QR Codes que disponibilizam vídeos, imagens e descrições detalhadas sobre o uso de cada ferramenta.

“Queremos que o visitante mergulhe completamente nesse universo”, explica Natasha Barzaghi Geenen, diretora cultural da JHSP. “A carpintaria japonesa desperta admiração não apenas pela precisão técnica, mas pelo modo como ela expressa valores humanos como respeito, paciência e harmonia.”

Uma floresta no coração de São Paulo

A experiência sensorial é outro dos grandes encantos da mostra. Uma instalação imersiva recria a atmosfera das florestas japonesas, permitindo que os visitantes sintam o perfume de oito tipos de madeira — entre elas hinoki (cipreste japonês), sugi (cedro) e sakura (cerejeira). Sons e aromas se misturam para transportar o público ao interior do Japão, despertando o mesmo sentimento de reverência que inspira os mestres carpinteiros.

Durante a semana de abertura, a JHSP promoverá visitas guiadas, palestras com o curador Marcelo Nishiyama e outras atividades educativas voltadas ao diálogo entre tradição, sustentabilidade e arte.

Acessibilidade e inclusão

Fiel à sua missão de tornar a cultura japonesa acessível a todos, a Japan House São Paulo integra a mostra ao programa JHSP Acessível, que oferece recursos táteis, audiodescrição e vídeos em Libras. Assim, a experiência poderá ser vivida de forma plena por pessoas com diferentes tipos de deficiência, reforçando a importância da inclusão também no campo da arte e do patrimônio cultural.

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