Um céu para Isaías – Romance de estreia de Vítor Kappel mistura afeto, rebeldia e descobertas no interior do Brasil

0
project bananas peeling back masculinity

Em um Brasil rural onde o tempo parece se mover em círculos e a autoridade ainda veste batina, nasce uma das histórias mais singulares da nova literatura brasileira. Sob o Céu de Isaías, primeiro romance de Vítor Kappel, lançado pela Editora Patuá, nos apresenta Isaías Petit — um adolescente tão brilhante quanto caótico, cercado por pecados que não cometeu, vivendo entre a culpa ensinada e os desejos que mal sabe nomear.

Com uma escrita fresca, sensível e mordaz, o autor traça um retrato tragicômico de um garoto em busca de si mesmo — em um cenário que insiste em apagar quem sai da norma. O resultado é um romance de formação que emociona, ri de si mesmo e oferece uma das leituras mais autênticas e ousadas do ano.

Entre padres, poeira e pecados

Isaías vive em uma cidade pequena, dessas onde o sino da igreja dita o ritmo do dia e os muros altos dos colégios religiosos escondem mais do que ensinam. Desde cedo, ele entende que sua inteligência é um passaporte — talvez o único — para fugir daquele universo claustrofóbico. Mas, como todo jovem prestes a terminar o ensino médio, ele também carrega a inquietação dos que ainda não sabem exatamente quem são — e que, por isso, não cabem nas molduras rígidas da moral vigente.

O colégio, o lar, a cidade: tudo parece empurrá-lo para um caminho estreito, pavimentado por expectativas alheias. Só que Isaías não aceita andar em linha reta. E, sem perceber, começa a trilhar outra estrada — torta, sim, mas cheia de cor, dúvida, afeto e desejo.

Um protagonista que escapa aos rótulos

Há algo em Isaías que nos obriga a parar. Talvez seja sua inocência confusa. Talvez o humor involuntário com que ele se envolve nas mais improváveis confusões. Ou talvez seja a lucidez cortante com que observa o mundo à sua volta — um mundo que o empurra para a invisibilidade, mas que ele insiste em enfrentar com delicadeza e ironia.

Não à toa, Carol Bensimon, premiada escritora que assina o prefácio do livro, define Isaías como um personagem que “salta das páginas” e conquista pela autenticidade. Sob o Céu de Isaías não busca piedade nem militância direta: seu motor é a humanidade — com todas as suas falhas, esquisitices, doçuras e resistências.

Adolescência como encruzilhada

A força do livro também está na maneira como trata a adolescência — não como uma transição suave, mas como uma encruzilhada brutal. Isaías está às voltas com uma rede criminosa que atua nas sombras da cidade e que ameaça seu futuro de forma inesperada. Mas talvez o conflito mais intenso seja o que se dá dentro dele mesmo, quando Bernardo, um colega de classe aparentemente inalcançável, desperta algo que ele ainda não sabe nomear — mas já sente com o corpo todo.

Essa relação, construída com sutileza e tensão emocional, funciona como um catalisador. É com Bernardo que Isaías aprende a reconhecer os limites do medo, o peso da repressão e, acima de tudo, o valor de um gesto de acolhimento em um mundo que só ensina a rejeição.

Humor e dor, leveza e abismo

O grande trunfo de Vítor Kappel é equilibrar leveza e profundidade com uma segurança rara para um autor estreante. Como disse a escritora Helena Terra, finalista do Prêmio São Paulo de Literatura 2024, o livro carrega “a rara combinação de leveza com profundidade que só os grandes talentos podem nos oferecer”.

A prosa de Kappel é límpida, com ritmo narrativo ágil e uma sensibilidade poética que se revela nos pequenos detalhes: a observação de um gesto, uma fresta de luz no quarto, o som abafado da cidade dormindo. Há um humor agridoce que nunca escorrega para o deboche fácil. E há, sobretudo, um olhar compassivo — para Isaías, para os que o cercam, para a dureza de crescer em um ambiente que não reconhece o diferente.

Um autor que rompe padrões — na vida e na literatura

Engenheiro de formação, Vítor Kappel decidiu trocar os números pelas palavras — e o fez com coragem. Em suas próprias palavras: “Publicar um romance é um sonho que carrego há anos. Esse processo tem sido, para mim, uma forma de me permitir algo novo – afastando-me da minha formação em engenharia para testar minha vocação para a escrita.”

Vítor Kappel nasceu em Nova Friburgo, em 1986. Engenheiro de formação, atuou nos últimos dez anos em iniciativas voltadas ao apoio a projetos audiovisuais, pesquisa e inovação no Brasil. Nos últimos tempos, passou a se dedicar à literatura de ficção. Sob o céu de Isaías marca sua estreia no romance.

Crítica – Conclave combina fé, política e ambição em um thriller visualmente impactante

0
Foto: Courtesy of Focus Features

Conclave” é um thriller poderoso e meticulosamente estruturado, que prende o espectador em um cenário de portas fechadas, onde religião e política colidem, expondo as almas ambiciosas e mesquinhas de homens em busca do poder supremo. Sob a direção de Edward Berger, o filme entrega uma narrativa surpreendentemente ousada e relevante para os dias atuais.

Ambientado durante a eleição do sucessor do Papa, o enredo revela as contradições da Igreja, enquanto explora as ambições e fragilidades humanas dos envolvidos no conclave. Ralph Fiennes é o grande destaque, oferecendo uma atuação magistral que captura com profundidade a tensão entre fé e política. O restante do elenco também brilha, com performances convincentes que sustentam o alto nível do filme.

A atmosfera do longa é densa e carregada de tensão, reforçada por uma trilha sonora imersiva que amplifica o impacto emocional. No entanto, momentos ocasionais de leveza exagerada rompem a seriedade da narrativa, trazendo um contraste que, embora arriscado, acrescenta dinamismo ao ritmo da história.

A cinematografia é um espetáculo à parte. Com uma paleta de cores quentes e composições meticulosamente simétricas, evoca o estilo visual de Wes Anderson, sem perder sua identidade. Cenas como a dos bispos atravessando o pátio com guarda-chuvas brancos sobre um fundo vermelho são visualmente arrebatadoras, garantindo memórias icônicas ao espectador. Esses detalhes elevam o filme a um patamar artístico incomum no gênero.

O roteiro é outro ponto de destaque, com diálogos profundos que exploram temas como fé, tradição e modernidade. A coragem do filme em criticar as hipocrisias e contradições da Igreja é louvável, desafiando o espectador a questionar instituições e valores que parecem desconectados de uma sociedade em transformação.

“Conclave” transcende o gênero de thriller político, oferecendo uma experiência que é ao mesmo tempo visualmente fascinante e intelectualmente instigante. Com direção impecável, atuações impactantes e uma estética memorável, o filme é um convite irresistível para refletir sobre a interação entre tradição e mudança no contexto religioso.

The Beauty revela trailer perturbador e transforma a busca pela perfeição em um pesadelo mortal

0
Foto: Reprodução/ Internet

O universo da moda, tradicionalmente associado ao glamour, à elegância e à busca incessante pela perfeição, ganha contornos sombrios e perturbadores em The Beauty, nova produção criada por Ryan Murphy em parceria com Matt Hodgson. Teve seu trailer oficial revelado nesta segunda-feira (5), a série é baseada na aclamada HQ homônima escrita por Jeremy Haun e Jason A. Hurley e promete ser um dos lançamentos mais impactantes da televisão em 2026. Misturando drama, suspense, terror psicológico e crítica social, a obra mergulha fundo nos limites da vaidade humana e nos perigos de uma sociedade obcecada pela aparência. Abaixo, confira o vídeo:

A trama se inicia quando o mundo da alta costura é abalado por uma sequência de mortes misteriosas e extremamente macabras envolvendo supermodelos internacionais. O que, a princípio, parece uma série de crimes isolados logo se revela parte de algo muito maior e mais perigoso. Para investigar o caso, o FBI envia a Paris os agentes Cooper Madsen e Jordan Bennett, dois profissionais experientes que rapidamente percebem que estão lidando com uma ameaça que ultrapassa fronteiras, leis e até mesmo conceitos básicos de ética e humanidade.

À medida que a investigação avança, os agentes descobrem a existência de um vírus sexualmente transmissível capaz de transformar pessoas comuns em versões fisicamente perfeitas de si mesmas. Corpos esculturais, rostos simétricos e juventude quase eterna passam a ser possíveis graças a essa “benção” científica. No entanto, o que parece um milagre moderno cobra um preço alto e brutal. As consequências da infecção são tão devastadoras quanto imprevisíveis, levando a deformações, surtos violentos e, em muitos casos, à morte.

No centro desse pesadelo está uma figura conhecida apenas como “A Corporação”, um bilionário da tecnologia interpretado por Ashton Kutcher. Misterioso, frio e extremamente calculista, ele é o criador da droga revolucionária apelidada de “A Beleza”. Por trás de um discurso de progresso, inovação e liberdade estética, esconde-se um império trilionário construído sobre experimentos ilegais, manipulação genética e exploração humana. Para proteger seus segredos e manter o controle absoluto sobre o mercado da perfeição, A Corporação não hesita em recorrer à violência extrema, acionando seu executor pessoal conhecido apenas como O Assassino, vivido por Anthony Ramos.

Enquanto Cooper e Jordan tentam juntar as peças desse quebra-cabeça mortal, a narrativa se expande para outros personagens igualmente impactados pela epidemia. Um deles é Jeremy, interpretado por Jeremy Pope, um forasteiro perdido e desesperado que se vê envolvido no caos causado pela disseminação da droga. Em busca de um propósito e tentando sobreviver em um mundo que valoriza apenas a aparência, ele representa o olhar mais humano e vulnerável da história, funcionando como um contraponto emocional à frieza das grandes corporações e ao cinismo da indústria da beleza.

A série adota uma narrativa global, levando os personagens a uma corrida contra o tempo por cidades icônicas como Paris, Veneza, Roma e Nova Iorque. Cada cenário não serve apenas como pano de fundo estético, mas também reforça a crítica central da obra: a padronização da beleza e o culto ao corpo perfeito são fenômenos globais, alimentados por redes de poder, consumo e influência midiática. Ryan Murphy utiliza essas paisagens para criar um contraste constante entre o belo e o grotesco, o luxo e a decadência.

No elenco, Evan Peters, colaborador frequente de Murphy, assume o papel do agente Cooper Madsen, entregando mais uma atuação intensa e complexa. Rebecca Hall interpreta Jordan Bennett, uma investigadora inteligente, pragmática e emocionalmente marcada pelos horrores que descobre ao longo do caso. Isabella Rossellini surge como Franny Forst, uma figura influente e enigmática ligada ao mundo da moda, cuja presença adiciona ainda mais camadas de mistério à trama. Bella Hadid, supermodelo na vida real, interpreta Ruby, personagem que dialoga diretamente com a crítica à indústria fashion e ao culto à imagem.

Do ponto de vista temático, a série se encaixa perfeitamente na filmografia e no estilo narrativo de Ryan Murphy. Conhecido por explorar os limites da sociedade contemporânea em séries como American Horror Story, Nip/Tuck e Pose, o criador volta a provocar o público ao questionar até onde a humanidade está disposta a ir em nome da perfeição. A série aborda questões como bioética, capitalismo extremo, exploração do corpo, identidade e o impacto psicológico da busca incessante por aceitação e reconhecimento.

O desenvolvimento da série foi anunciado oficialmente em 30 de setembro de 2024, quando o canal FX confirmou que estava trabalhando em uma adaptação da HQ com Ryan Murphy e Matt Hodgson à frente do projeto. Em agosto de 2025, a emissora revelou que a estreia estava prevista para 2026, informação reforçada pelo próprio Murphy em outubro do mesmo ano, quando indicou janeiro como o mês escolhido. Finalmente, em 3 de dezembro de 2025, o FX confirmou a data oficial de estreia: 21 de janeiro de 2026.

As filmagens aconteceram entre novembro de 2024 e junho de 2025, passando por diversas locações internacionais, o que reforça a ambição visual e narrativa da série. O cuidado com a fotografia, o figurino e a ambientação já é evidente no trailer, que apresenta uma estética elegante, perturbadora e altamente estilizada, alinhada ao tom crítico e provocador da história.

Juntos | Novo horror de Michael Shanks chega aos cinemas nesta quinta, 14

0
Foto: Reprodução/ Internet

Nesta quinta, 14 de agosto, o público brasileiro terá a chance de vivenciar uma experiência de cinema intensa e perturbadora com a estreia nacional de Juntos, distribuído pela Diamond Films. Mais do que um filme de terror tradicional, a produção dirigida e roteirizada por Michael Shanks mergulha na complexidade das relações humanas, explorando como o amor pode se tornar sufocante, visceral e, às vezes, assustador.

Protagonizado por Alison Brie, estrela de Bela Vingança, e Dave Franco, conhecido por Anjos da Lei, o filme se diferencia pelo fato de os atores serem casados na vida real. Essa relação fora das telas acrescenta uma química genuína às performances, tornando cada cena de conflito e intimidade ainda mais intensa. A história acompanha Millie (Brie) e Tim (Franco), um casal em crise que enfrenta a codependência emocional e os limites do amor. Conforme os personagens tentam se reconectar, pequenas frustrações do dia a dia se transformam em manifestações grotescas de horror corporal, criando uma narrativa única, que mistura drama, humor ácido e terror físico.

Desde sua estreia mundial no Festival de Sundance, o filme vem chamando atenção por seu formato original. Críticos internacionais destacam o talento de Shanks e sua habilidade de equilibrar elementos extremos do gênero sem perder a humanidade dos personagens. David Rooney, do Hollywood Reporter, descreveu o diretor como “um talento promissor a ser observado” e chamou JUNTOS de “um filme ideal para um encontro à meia-noite, desde que nenhum dos dois seja sensível demais”. Já Benjamin Lee, do The Guardian, elogiou a forma como o filme utiliza o som e a escuridão, transformando cada deformação corporal dos protagonistas em uma experiência auditiva e visual que deixa o público inquieto.

O que torna o longa-metragem tão envolvente é a forma como combina horror físico e psicológico. A maquiagem e os efeitos visuais exageram as transformações dos corpos de Tim e Millie, mas cada detalhe é carregado de simbolismo. A deterioração física dos personagens funciona como uma metáfora para os efeitos da codependência emocional e do desgaste nas relações. Ao mesmo tempo, a narrativa não perde seu toque de humor negro, oferecendo momentos de leveza cínica que equilibram o clima intenso e permitem que o público respire entre uma cena e outra de tensão.

A direção de Shanks também se destaca pelo cuidado com a experiência sensorial. O design de som, aliado à fotografia sombria e ao uso estratégico de espaços claustrofóbicos, faz com que o espectador se sinta dentro da relação disfuncional do casal. Cada suspiro, cada batida ou estalo é ampliado, transformando momentos cotidianos em cenas carregadas de suspense e desconforto. É um filme que exige atenção, mas que recompensa quem se entrega à sua proposta.

As atuações de Brie e Franco são outro ponto alto. Alison Brie interpreta Millie com uma intensidade que vai da ternura à agressividade, mostrando a complexidade de uma mulher que ama profundamente, mas sofre com a própria dependência emocional. Dave Franco dá vida a Tim de forma convincente, revelando fragilidade, frustração e desespero em meio às transformações grotescas do corpo e da mente. Juntos, os dois criam uma relação crível e emocionante, capaz de prender o espectador do início ao fim.

O roteiro também merece destaque por fugir de clichês do gênero. Shanks constrói a história de maneira a envolver o público antes de entregar o horror explícito. O cotidiano do casal, com suas pequenas discussões e momentos de ternura, cria um contraste que torna os momentos de terror ainda mais impactantes. É um equilíbrio delicado entre drama, suspense e grotesco que transforma o filme em algo muito além de sustos superficiais: é uma análise do que significa se perder em um relacionamento e, ao mesmo tempo, tentar se reencontrar.

Além de sua força narrativa, o filme provoca reflexões sobre o papel do horror no cinema contemporâneo. O filme mostra que o terror não precisa se limitar a sustos repentinos ou cenas sangrentas. Ele pode ser uma ferramenta para explorar emoções humanas complexas, medos internos e dinâmicas afetivas. Ao transformar conflitos emocionais em horror corporal e psicológico, Shanks entrega uma obra que provoca, incomoda e emociona, deixando uma marca duradoura na memória do espectador.

A Diamond Films aposta alto ao trazer o filme para o público brasileiro. Reconhecida por seu catálogo de filmes de terror inovadores, a distribuidora aposta em obras que desafiam expectativas e oferecem experiências sensoriais e emocionais completas. Com Juntos, não é diferente: o filme promete movimentar as salas de cinema, gerar debates sobre intimidade e dependência emocional e conquistar fãs do gênero em todo o país.

A estética visual do filme é outro destaque. A fotografia e o design de produção criam um clima de tensão constante, utilizando luzes contrastantes, cores saturadas e cenários claustrofóbicos que reforçam a sensação de desconforto e inquietação. Cada cena é cuidadosamente planejada para amplificar o impacto emocional e sensorial da narrativa, fazendo do filme uma experiência cinematográfica completa.

Por fim, o longa-metragem é uma obra que fala sobre amor, fragilidade e os limites das relações humanas, mas faz isso por meio do horror, do grotesco e do humor ácido. É um filme que desafia o espectador a confrontar sentimentos reais, transformando medo e desconforto em reflexão e empatia. Para quem busca uma experiência de cinema diferente, intensa e provocadora, o horror surge como uma obra essencial, capaz de emocionar e inquietar ao mesmo tempo.

BIS aposta alto na Kings League Brazil e transforma entretenimento esportivo em ponte direta com a Geração Z

0
Foto: Reprodução/ Internet

A BIS, marca da Mondelēz Brasil, continua ampliando seu território no universo do entretenimento esportivo e reforçando sua conexão com o público jovem. Nos últimos meses, a marca tem mantido forte presença na Kings League Brazil, campeonato que mistura futebol, cultura pop, streaming e um toque de caos controlado — fórmula que conquistou rapidamente o coração da Geração Z. Com a competição entrando em sua reta final e acumulando cada vez mais espectadores em plataformas digitais, BIS consolida sua participação como uma das iniciativas mais ousadas da companhia para dialogar de forma autêntica com uma audiência ávida por velocidade, humor, interação e experiências que ultrapassam a lógica do tradicional.

A aposta faz sentido: segundo levantamento do Instituto Z da Trope, feito em parceria com a FURIA FC, a Kings League já conquistou 88% da Geração Z no Brasil, um impacto impressionante para um formato recém-chegado ao país. Ainda de acordo com o estudo, 74% desses jovens consomem o campeonato enquanto interagem simultaneamente nas redes sociais, transformando cada jogo em um evento multiplataforma vivo, comentado em tempo real e alimentado pelo fervor da própria comunidade. Esse comportamento reforça uma tendência global: jovens não querem mais ser apenas espectadores; eles querem participar, influenciar narrativas, remixar conteúdos e vivenciar o esporte como parte de uma experiência maior — quase um fandom coletivo.

Com o patrocínio, a Mondelēz Brasil aposta não apenas na força do campeonato, mas também em sua capacidade de gerar conversas e ressignificar o modo como marcas podem se inserir no esporte e no entretenimento. O resultado já aparece nos números: segundo o CEO global da Kings League, Djamel Agaoua, a audiência do campeonato ultrapassou a marca de 1,9 milhão de espectadores simultâneos, além de somar 14 bilhões de impressões de marca entre 2024 e 2025. É um alcance que rivaliza com grandes eventos esportivos internacionais, mas com uma diferença importante — aqui, o público mais jovem está no centro, ditando tendências e consolidando plataformas como o novo estádio digital.

Muito além do patrocínio

Participar da Kings League Brazil não é apenas colocar a marca na tela — e BIS tem plena consciência disso. Desde o início do projeto, a marca da Mondelēz tem buscado expandir seu papel dentro do ecossistema da liga, oferecendo humor, irreverência e conteúdo acessível para diferentes públicos. Parte dessa estratégia envolve entender que, apesar de massiva entre jovens, a competição ainda é novidade para muita gente. Por isso, a marca desenvolveu ações que atendem tanto aos fãs hardcore quanto aos curiosos que ainda tentam decifrar as regras absurdas que tornaram o campeonato viral.

Um dos exemplos é o quadro no Instagram “É Brincadeira ou BISlucinação?”, que se apoia no espírito leve e bem-humorado da marca para comentar as situações inesperadas da liga — cartões aleatórios, jogadas caóticas, regras que parecem saídas de um videogame e todo o clima de improviso calculado que se tornou a assinatura do formato. Já para os espectadores iniciantes, BIS criou o conteúdo “Explicando o aBISurdo”, que ajuda a introduzir novos fãs ao universo da Kings League com explicações rápidas, divertidas e visuais, aproximando esse público de forma natural e reduzindo barreiras de entrada.

Essas iniciativas se somam a experiências presenciais em campo, como ativações de torcida que aproximam os fãs da marca em momentos decisivos do campeonato, e ações com influenciadores que transitam entre nichos e grandes audiências. Criadores como Gabi Lira e Paulo Vita, por exemplo, fazem parte das produções da marca, ajudando a amplificar a narrativa da BIS dentro e fora das partidas. A escolha desses influenciadores reforça outra estratégia da marca: estar presente em lugares onde o público realmente está, sem artificialidade, sem interrupção e sem a sensação de publicidade intrusiva.

Para Anna Musso, Gerente de Marketing de BIS, essa abordagem amplia a presença da marca de forma orgânica. “A Kings League é o novo palco da diversão coletiva, e essas parcerias representam uma nova forma de estar perto dessa comunidade: participando das conversas, criando momentos de interação espontânea e integrando-se às plataformas onde o público realmente está. Essa abordagem reflete o propósito de BIS em proporcionar experiências que unem cultura, inovação e autenticidade”, afirma a executiva, destacando o papel de BIS como uma marca que acompanha de perto tanto o comportamento quanto o ritmo acelerado das tendências digitais.

Uma marca em evolução

Se a presença da BIS na Kings League Brazil reforça seu posicionamento divertido, inovador e muito ligado à linguagem da Geração Z, as ações da marca ao longo do ano mostram que essa estratégia não é pontual — é contínua. Em 2024 e 2025, a marca apresentou sua nova assinatura “O Nome Já Diz”, um slogan que sintetiza de forma simples e impactante o DNA irreverente de BIS e sua relação com o público, trabalhando sempre na interseção entre humor, espontaneidade e desejo.

A marca também lançou a promoção “O Prêmio Já Diz”, aproximando ainda mais fãs e consumidores com brindes, ativações e experiências exclusivas. Além disso, BIS foi pioneira em seu segmento ao entrar no TikTok Shop, tornando-se a primeira marca de alimentos no país a adotar o formato como meio direto de comercialização. O movimento reforça seu olhar atento às mudanças do varejo digital e às novas formas de consumo de conteúdo, evidenciando sua capacidade de acompanhar — e, às vezes, antecipar — tendências de comportamento.

Entre as iniciativas mais comentadas está o lançamento do pack sortido, que reúne sabores icônicos da marca em uma única embalagem. O produto não só atende aos desejos de quem gosta de variedade, mas também dialoga com o estilo irreverente e ousado que BIS tem construído com seu público. É uma resposta direta à forma como a Geração Z experimenta produtos: com curiosidade, desejo por novidade e preferência por itens que contem histórias ou façam parte de conversas culturais.

Por que a Kings League Brazil é o território perfeito para BIS

A Kings League Brazil não é apenas um campeonato — é um fenômeno cultural. Nasceu da mente de Gerard Piqué, ex-jogador do Barcelona, e rapidamente transformou o entretenimento esportivo em algo híbrido: parte futebol, parte reality show, parte streaming, parte caos criativo. O formato aposta em partidas curtas, regras improváveis, interferência de cartas especiais, participação de influenciadores, humor e transmissões ao vivo que quebram a quarta parede.

Esse modelo encontrou terreno fértil no Brasil, um país que respira futebol, cria memes com rapidez absurda e abraça qualquer proposta que misture emoção com entretenimento participativo. Para a Geração Z, acostumada a navegar entre telas, editar vídeos, comentar tudo em tempo real e misturar universos digitais e físicos, a Kings League virou um prato cheio — um espaço onde assistir futebol se parece menos com um compromisso e mais com uma experiência compartilhada.

É justamente esse público — jovem, hiperconectado, multitelas e faminto por autenticidade — que BIS enxerga como parceiro ideal. A marca entende que, hoje, a disputa não é apenas por atenção, mas por relevância. E relevância se conquista entrando em territórios onde o consumidor quer que a marca esteja, não onde ela força sua presença. Nesse sentido, a Kings League Brazil oferece um ambiente perfeito: descontraído, espontâneo, cheio de oportunidades para humor e com espaço para narrativas rápidas — características que se alinham diretamente com o espírito de BIS.

A marca não aparece apenas na transmissão. Ela se integra, participa, brinca, comenta, cria conteúdo e conversa com os fãs no mesmo tom que eles utilizam entre si. Essa simbiose natural é o que permite que a marca se destaque em meio ao mar de informações que atravessam a rotina da Geração Z. No fundo, BIS não está apenas patrocinando um campeonato; está vivendo dentro dele.

Vanessa da Mata se emociona ao revisitar sua trajetória no quarto episódio de “Nesse Canto Eu Conto” com Sandy

0

Uma conversa entre amigas, recheada de risadas, boas lembranças e melodias que tocam fundo. É assim que Vanessa da Mata aparece no quarto episódio de Nesse Canto Eu Conto, que vai ao ar nesta quarta-feira, 16 de julho, às 18h30, no Multishow e no Globoplay (plano Premium). A cantora, conhecida por uma das vozes mais marcantes da Música Popular Brasileira, é a convidada da vez no programa apresentado por Sandy, e compartilha memórias, dores transformadas em arte e a sensibilidade por trás de suas composições.

A atmosfera do encontro é leve, acolhedora. Sandy conduz a conversa com empatia e curiosidade genuína, e Vanessa responde com a franqueza de quem já percorreu muitos caminhos — alguns improváveis — até se firmar como uma das grandes intérpretes da MPB contemporânea.

Ao relembrar o início da carreira, Vanessa fala sobre a fase em que integrava um grupo feminino de reggae, antes de descobrir seu próprio canto. “Foi uma escola. A gente fazia de tudo, era uma mistura boa de juventude, ousadia e vontade de dizer alguma coisa ao mundo”, conta, com um sorriso que mistura nostalgia e gratidão.

Mas foi no amor — e em suas reviravoltas — que a compositora encontrou sua matéria-prima mais rica. “A cada fora, tem três músicas boas. É uma beleza!”, brinca, com o humor de quem aprendeu a transformar o coração partido em arte pulsante. Suas letras, carregadas de lirismo e verdade, fazem companhia a quem sofre e a quem ama, em qualquer estação da vida.

Vanessa também fala sobre suas inspirações — que não vêm apenas de sentimentos, mas de paisagens, viagens, imagens que tocam a alma. “As minhas melodias trabalham muito nisso. Então, as pessoas ouvem muito para viajar”, diz. Essa conexão sensorial entre som e imagem, entre estrada e música, está presente em sucessos como Ai, Ai, Ai…, Boa Sorte e Amado.

Com direção de Márcia Faria e coprodução do Multishow com a Kromaki, Nesse Canto Eu Conto traz uma proposta intimista que vai além do bate-papo musical: é uma celebração das histórias que cada artista carrega com a voz. A temporada conta com cinco episódios, exibidos semanalmente às quartas-feiras. Além de Vanessa, o programa já recebeu Ivete Sangalo, Liniker e Paula Toller — e ainda traz Ana Castela para encerrar a leva de encontros.

Saiba qual filme vai passar na Temperatura Máxima deste domingo, 1º de fevereiro, na TV Globo

0

A Temperatura Máxima deste domingo, 1º de fevereiro de 2026, leva ao público da TV Globo uma das aventuras mais envolventes do Universo Marvel. Homem-Aranha: Longe de Casa chega à programação como uma opção certeira para quem busca entretenimento, efeitos visuais impressionantes e uma história que vai além das tradicionais batalhas entre heróis e vilões.

No longa, Peter Parker tenta seguir em frente após acontecimentos que mudaram sua vida para sempre. Ainda lidando com perdas profundas, o jovem decide participar de uma excursão escolar pela Europa, acreditando que a viagem pode ser a oportunidade perfeita para colocar a máscara de lado e viver experiências comuns da adolescência. Entre museus, passeios turísticos e conversas desajeitadas com MJ, Peter sonha com dias normais, longe do peso de ser um super-herói.

Esse desejo, no entanto, dura pouco. Eventos estranhos começam a ocorrer em cidades icônicas do continente europeu, colocando em risco milhares de pessoas. Criaturas misteriosas surgem do nada, causando destruição e pânico. É nesse contexto que Nick Fury reaparece, convocando Peter para assumir novamente seu papel como Homem-Aranha, mesmo fora de casa e longe de seus recursos habituais.

O filme ganha uma nova camada com a introdução de Quentin Beck, o enigmático Mysterio. Interpretado por Jake Gyllenhaal, o personagem surge como um herói experiente que afirma vir de outra realidade. Carismático e confiante, ele rapidamente conquista a confiança de Peter, que passa a enxergá-lo como uma referência e até como um possível sucessor de figuras que marcaram sua trajetória.

Tom Holland entrega uma atuação madura e sensível, reforçando o lado humano do personagem. Seu Peter Parker é inseguro, carrega culpa, sente medo e questiona constantemente se está pronto para assumir tamanha responsabilidade. Essa vulnerabilidade aproxima o herói do público e torna seus conflitos ainda mais reais, especialmente para espectadores mais jovens.

Zendaya também se destaca como MJ, trazendo uma personagem mais observadora, sarcástica e emocionalmente presente. A relação entre ela e Peter se desenvolve de forma natural, com diálogos simples e momentos silenciosos que dizem muito sobre os sentimentos dos dois. Jacob Batalon, no papel de Ned, garante o alívio cômico e mantém o tom leve que já se tornou marca registrada dessa fase do herói nos cinemas.

Visualmente, Homem-Aranha: Longe de Casa se diferencia ao explorar cenários fora dos Estados Unidos. As cidades europeias não são apenas pano de fundo, mas parte ativa da narrativa. Veneza, Londres e Praga ajudam a construir sequências de ação criativas, além de reforçarem a ideia de que o mundo está cada vez mais interligado e vulnerável a ameaças globais.

A direção de Jon Watts equilibra bem humor, ação e drama. O filme não se apoia apenas em grandes explosões ou lutas coreografadas, mas investe em conflitos psicológicos e ilusões visuais que desafiam o protagonista de maneiras inéditas. O uso da mente como campo de batalha traz frescor ao gênero e transforma o antagonista em um dos mais memoráveis dessa fase do universo Marvel.

Outro ponto forte da narrativa é a reflexão sobre legado. Peter se vê pressionado a ocupar um espaço que ainda não se sente capaz de assumir. A ausência de antigos mentores pesa, e o filme trabalha esse vazio com delicadeza, mostrando que crescer nem sempre significa estar pronto, mas sim aprender a lidar com a responsabilidade mesmo quando ela assusta.

Lançado em 2019, o longa marcou o encerramento de um grande ciclo do cinema de super-heróis. Após eventos grandiosos que redefiniram o destino de vários personagens, Homem-Aranha: Longe de Casa funciona como um respiro emocional, ao mesmo tempo em que aponta novos caminhos para o futuro do herói. O sucesso foi imediato, com o filme ultrapassando a marca de um bilhão de dólares em bilheteria mundial.

Festival de Veneza abre as portas para quatro joias da MUBI — com Sorrentino, Park Chan-wook, László Nemes e Jim Jarmusch

0

A MUBI, plataforma global que une serviço de streaming, distribuidora e produtora, chega com força total ao 82º Festival Internacional de Cinema de Veneza. São quatro estreias de peso — “La Grazia”, “No Other Choice”, “Orphan” e “Father Mother Sister Brother” — que prometem marcar a temporada de premiações e confirmar o investimento da empresa em um cinema autoral, profundo e esteticamente marcante. As informações são da Vogue.

Com direção de nomes como Paolo Sorrentino, Park Chan-wook, László Nemes e Jim Jarmusch, os filmes não apenas competem pelo Leão de Ouro, como representam uma pluralidade de vozes e estéticas cinematográficas, abordando temas como o poder, a moralidade, a perda, a memória e os laços familiares.

A seguir, mergulhamos em cada uma das obras e em suas nuances, personagens e contextos, para entender por que essas estreias estão entre as mais esperadas do ano.

“La Grazia” — O poder e o peso das decisões morais

Estreia: 27 de agosto de 2025, Sala Grande do Palazzo del Cinema (filme de abertura do festival) Direção: Paolo Sorrentino
Elenco: Toni Servillo (“A Grande Beleza”), Anna Ferzetti (“A Máfia só Mata no Verão”), Massimo Venturiello (“Suburra”)

No que pode ser seu filme mais contido e maduro até aqui, Paolo Sorrentino retorna a Veneza para abrir o festival com “La Grazia”. O diretor, conhecido por seu estilo visual exuberante e crítica política embutida em lirismo, retrata aqui o cotidiano de Mariano De Santis, um fictício presidente da República Italiana à beira do fim de seu mandato.

Viúvo, católico e pai de uma jurista, Mariano se depara com dois pedidos de indulto que desafiam sua consciência. São decisões aparentemente técnicas, mas que se imbricam com sua história pessoal de maneira inesperada. Em um clima de introspecção e melancolia, o longa reflete sobre justiça, perdão e o papel do indivíduo em estruturas de poder.

Toni Servillo, colaborador frequente de Sorrentino, entrega mais uma performance que promete arrebatar o público. O roteiro equilibra a tensão moral com diálogos densos e momentos de rara sensibilidade.

“No Other Choice” — A fúria silenciosa da sobrevivência

Estreia: A confirmar
Direção: Park Chan-wook
Elenco: Lee Byung-hun (“Mr. Sunshine”), Son Ye-jin (“Pousando no Amor”), Park Hee-soon (“Meu Nome”), Lee Sung-min (“Misaeng”)

Park Chan-wook — mestre do suspense emocional e da brutalidade poética — adapta o romance “O Machado”, de Donald E. Westlake, para criar um retrato contemporâneo da desesperança masculina no capitalismo tardio.

Em “No Other Choice”, acompanhamos Man-su, um homem comum, dispensado da fábrica onde trabalhou por 25 anos. O que começa como um drama social rapidamente ganha contornos de thriller psicológico: ele resolve eliminar todos os concorrentes às vagas de emprego que ambiciona, numa espiral de violência silenciosa, disfarçada de pragmatismo.

Mais do que um suspense, o filme é uma crítica aguda ao sistema que transforma seres humanos em números descartáveis. Park explora as contradições morais desse protagonista de forma quase cirúrgica, com uma câmera que vigia, enquadra e sufoca.

O elenco entrega performances intensas, especialmente Lee Byung-hun, cuja contenção e expressividade remetem à sua atuação em “I Saw the Devil”.

“Orphan” — As cicatrizes da História e a perda da identidade

Estreia: A confirmar
Direção: László Nemes
Elenco: Bojtorján Barabas (estreante), Grégory Gadebois (“O Oficial e o Espião”), Andrea Waskovics (“Curtas de Budapeste”)

Vencedor do Oscar por “O Filho de Saul”, o húngaro László Nemes retorna com um novo mergulho nas feridas abertas da Europa do pós-guerra. Em “Orphan”, ambientado em 1957, vemos o trauma coletivo refletido na vida de um jovem judeu, Andor, criado sob a imagem idealizada de um pai heróico — até que um homem violento bate à porta, dizendo ser o verdadeiro pai.

A abordagem de Nemes é íntima, quase claustrofóbica. Ele usa longos planos-sequência e foco reduzido para aproximar o espectador da confusão e do pânico de Andor. A narrativa fragmentada, como a memória de quem sobreviveu à dor, exige paciência e entrega, mas recompensa com força emocional bruta.

Mais uma vez, o diretor usa um protagonista jovem como ponto de vista para refletir sobre responsabilidade histórica, identidade e reconstrução pós-trauma.

“Father Mother Sister Brother” — Laços familiares em ruínas (e redenção)

Estreia: A confirmar
Direção: Jim Jarmusch
Elenco: Tom Waits (“Flores Partidas”), Adam Driver (“Annette”), Mayim Bialik (“The Big Bang Theory”), Charlotte Rampling (“45 Anos”), Cate Blanchett (“TÁR”), Vicky Krieps (“Bergman Island”), Sarah Greene (“Normal People”), Indya Moore (“Pose”), Luka Sabbat (“Grown-ish”), Françoise Lebrun (“A Mãe e a Puta”)

Jim Jarmusch volta com um projeto ambicioso, mas surpreendentemente delicado. “Father Mother Sister Brother” é um tríptico — três histórias independentes, passadas nos EUA, Irlanda e França — conectadas por um fio comum: filhos adultos confrontando seus pais e entre si.

Com sua marca registrada de diálogos pausados, enquadramentos contemplativos e trilhas sonoras que misturam jazz e silêncios, Jarmusch retrata a incomunicabilidade dos afetos. Mas aqui há também ternura, humor sutil e uma certa aceitação do caos.

Na primeira parte, Adam Driver e Tom Waits interpretam pai e filho que só se entendem na ausência de palavras. Em Dublin, Mayim Bialik e Charlotte Rampling revivem ressentimentos e culpas em um reencontro tardio. Já em Paris, Cate Blanchett e Vicky Krieps vivem irmãs que precisam decidir o destino da mãe enferma.

O filme é, acima de tudo, um ensaio sobre o envelhecer, sobre o que se herda e o que se perde, com um olhar melancólico, mas sem cinismo.

MUBI e Veneza: uma aliança cada vez mais estratégica

As quatro estreias da MUBI em Veneza sinalizam o papel central que a plataforma tem assumido no novo ecossistema audiovisual. Mais do que um canal de distribuição, a MUBI investe diretamente na produção de filmes de alto padrão artístico, conectando realizadores renomados ao público global.

Em um contexto em que blockbusters dominam salas de cinema e algoritmos regem o conteúdo online, a curadoria da MUBI aparece como um oásis de cinema autoral, diversificado e arriscado. Sua presença forte em festivais — de Cannes a Berlim, agora Veneza — reforça o prestígio da marca.

Domingo explosivo: Invasão a Londres traz ação de alto nível para o Cine Maior da Record TV

0

No próximo domingo, 13 de julho de 2025, o Cine Maior da Record TV exibe Invasão a Londres (London Has Fallen), um thriller de ação eletrizante que mistura tensão política, ataques surpreendentes e um verdadeiro teste de sobrevivência no coração da capital britânica.

Sinopse: Quando um funeral vira palco de guerra

Tudo começa com a morte misteriosa do primeiro-ministro britânico. A ocasião reúne os principais líderes mundiais em Londres para o funeral, um evento que deveria ser de respeito e diplomacia, mas acaba se tornando o alvo de um ataque terrorista planejado para eliminar as maiores potências globais.

No meio do caos, o agente de segurança Mike Banning (Gerard Butler) assume a responsabilidade de proteger o presidente dos Estados Unidos, Benjamin Asher (Aaron Eckhart), que consegue escapar da emboscada. Paralelamente, o vice-presidente Trumbull (Morgan Freeman) mobiliza esforços para caçar o líder terrorista que orquestrou o atentado, determinado a impedir que o ataque tenha consequências ainda mais devastadoras.

Elenco de peso e papéis marcantes

Gerard Butler, que vive Mike Banning, é conhecido por seus papéis em filmes de ação como 300 (2006), onde interpretou o rei Leônidas, e À Prova de Morte (2007). Sua presença na franquia Invasão a Londres reforça o tom intenso e físico do filme.

Aaron Eckhart, no papel do presidente Asher, ganhou destaque em produções como O Cavaleiro das Trevas (2008), onde interpretou Harvey Dent, o Duas-Caras, mostrando seu talento para personagens complexos.

Morgan Freeman, um dos atores mais respeitados de Hollywood, completa o trio principal como o vice-presidente Trumbull. Com uma carreira marcada por papéis icônicos em filmes como Um Sonho de Liberdade (1994) e Invictus (2009), Freeman traz gravidade e carisma à narrativa.

Direção e roteiro: experiência e estilo

A direção é de Babak Najafi, cineasta sueco que também dirigiu o thriller de ação Força de Ataque (2014). Seu estilo é marcado por uma abordagem quase documental em cenas de ação, conferindo realismo e intensidade ao caos vivido pelos personagens.

O roteiro foi escrito por Katrin Benedikt e Creighton Rothenberger, dupla que colaborou em diversos roteiros de suspense e ação, incluindo A Casa da Escuridão (2016). Eles criam uma trama que combina sequências de ação explosivas com momentos de tensão política e estratégia.

Uma sequência que mantém a adrenalina

Invasão a Londres é a sequência do filme Olympus Has Fallen (2013), que já apresentou o agente Mike Banning enfrentando uma crise na Casa Branca. Nesta continuação, a escala do conflito se amplia para a capital britânica, com cenas de destruição urbana e perseguições que fazem o espectador prender a respiração.

Onde e quando assistir

O filme será exibido no Cine Maior, domingo, 13 de julho, na Record TV — uma ótima pedida para quem busca entretenimento de qualidade em casa.

Para quem prefere controlar o momento, Invasão a Londres está disponível para aluguel no Prime Video, em HD, a partir de R$ 11,90.

Demon Slayer: Castelo Infinito ultrapassa US$ 279 milhões e se torna o filme mais rápido a quebrar recordes globais

0

O longa Demon Slayer: Castelo Infinito já pode ser considerado um marco na história do cinema mundial. Com arrecadação global superior a US$ 279 milhões, a produção ultrapassou nomes consagrados da animação japonesa, incluindo A Viagem de Chihiro, e consolidou-se como uma das maiores bilheterias do gênero em todos os tempos. Mais do que um simples sucesso comercial, o filme reafirma o impacto da franquia Kimetsu no Yaiba no cenário cultural e cinematográfico contemporâneo.

Recordes no Japão e sucesso imediato no Brasil

No Japão, o feito foi ainda mais expressivo: em apenas 52 dias de exibição, o longa ultrapassou a marca de 30 bilhões de ienes (cerca de US$ 204 milhões), tornando-se o filme mais rápido da história do país a alcançar tal patamar, superando recordes que antes pertenciam a obras consagradas do estúdio Ghibli. O desempenho meteórico não se restringiu ao território japonês — no Brasil, a estreia foi igualmente grandiosa. Apenas no primeiro dia de exibição, Castelo Infinito vendeu cerca de 320 mil ingressos, garantindo a terceira maior abertura do ano de 2025 nas salas nacionais e demonstrando a enorme expectativa do público brasileiro.

O início da batalha final

A história conduz os espectadores ao clímax da jornada de Tanjiro Kamado, jovem que ingressa no Esquadrão de Exterminadores de Demônios após ver sua irmã Nezuko transformada em uma dessas criaturas. O filme se inicia em meio ao Treinamento dos Hashira, um programa coletivo criado para fortalecer os caçadores e prepará-los para o confronto inevitável contra Muzan Kibutsuji, o maior inimigo da humanidade.

O ponto de ruptura ocorre quando Muzan invade a Mansão Ubuyashiki, quartel-general da corporação. Em meio ao caos, Tanjiro e os Hashira são lançados pelo vilão para dentro do enigmático Castelo Infinito — um espaço distorcido, labiríntico e repleto de armadilhas, que se torna o cenário definitivo para o combate entre os exterminadores e as forças demoníacas. A atmosfera claustrofóbica e sombria do castelo não apenas intensifica a tensão dramática, como simboliza a descida literal e metafórica dos personagens ao coração das trevas.

Uma adaptação pensada para o cinema

Diferente dos arcos anteriores adaptados em formato de compilação para os cinemas (Vilarejo dos Ferreiros e Treinamento dos Hashira), Castelo Infinito foi desenvolvido desde o início como um longa-metragem independente. Essa escolha se deve ao peso dramático e narrativo da história, que exigia mais espaço para ser explorada na tela grande, semelhante ao que ocorreu com o sucesso de Mugen Train.

Anunciado oficialmente em junho de 2024, logo após o encerramento da quarta temporada da série, Castelo Infinito é a primeira parte de uma trilogia cinematográfica que adaptará integralmente o desfecho do mangá. A decisão da Ufotable de apostar no formato de longa reflete não apenas a confiança na grandiosidade do arco final, mas também a certeza de que o público mundial estaria disposto a acompanhar esse clímax nas salas de cinema.

Entenda o fenômeno

Mais do que números impressionantes, o sucesso de Castelo Infinito confirma o status de Demon Slayer como fenômeno cultural global. A franquia transcendeu a barreira do nicho otaku e conquistou públicos diversos, consolidando a animação japonesa como força dominante no cinema internacional contemporâneo. Ao lado de produções como Your Name e Mugen Train, a obra mostra que os animes não apenas atraem multidões, mas também são capazes de disputar espaço com grandes blockbusters de Hollywood em termos de relevância e arrecadação.

O impacto vai além das bilheteiras: fãs ao redor do mundo lotam salas de exibição, engajam em redes sociais e transformam cada lançamento em um evento global. No Brasil, por exemplo, a recepção calorosa e os recordes de estreia reforçam a conexão emocional do público com os personagens e a história, que combinam emoção, ação intensa e um universo esteticamente único.

almanaque recomenda