Temperatura Máxima 04/05/2025: Globo exibe Rampage – Destruição Total com Dwayne Johnson

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Neste domingo, 4 de maio de 2025, a TV Globo promete agitar a tarde dos telespectadores com muita adrenalina na Temperatura Máxima, exibindo o blockbuster “Rampage – Destruição Total”. Estrelado por Dwayne Johnson, o longa-metragem é uma aventura repleta de efeitos especiais, monstros gigantes e cenas de tirar o fôlego — perfeita para quem busca ação do início ao fim.

Na trama, Johnson interpreta Davis Okoye, um ex-militar e primatologista que trabalha em um centro de preservação animal. Ele tem uma conexão profunda com George, um raro gorila albino com inteligência acima da média, que ele criou desde filhote. Tudo muda quando um experimento genético clandestino cai na Terra e transforma George — e outros dois predadores, um lobo e um crocodilo — em criaturas colossais e extremamente agressivas.

À medida que as mutações fazem os animais crescerem e se tornarem mais violentos, espalhando destruição pelas cidades dos Estados Unidos, Davis se une à cientista Kate Caldwell (vivida por Naomie Harris) para tentar desenvolver um antídoto. Sua missão é salvar George e impedir uma catástrofe global, enquanto enfrenta militares hostis, interesses corporativos e o colapso iminente das grandes metrópoles.

Dirigido por Brad Peyton (Terremoto: A Falha de San Andreas), o filme é baseado no clássico jogo de arcade Rampage, sucesso nos anos 1980. Com 1h48 de duração, a produção estreou nos cinemas em abril de 2018 e rapidamente conquistou o público que ama filmes de ação com criaturas gigantes e heróis carismáticos.

O elenco ainda conta com Malin Åkerman, Jake Lacy e Jeffrey Dean Morgan. A dublagem brasileira traz nomes como Guilherme Briggs na voz de Dwayne Johnson, Izabel Lira como Dra. Kate Caldwell e Adriana Torres como a vilã Claire Wyden.

Onde assistir

Além de ser exibido gratuitamente na programação da TV Globo, Rampage – Destruição Total também está disponível nos serviços de streaming Amazon Prime Video e Max, para assinantes.

Christopher Nolan encerra filmagens do épico grego A Odisseia, que promete revolucionar o cinema em 2026

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Foto: Reprodução/ Internet

Nesta sexta-feira, 8 de agosto, a indústria cinematográfica comemorou o encerramento das gravações de um dos projetos mais ambiciosos da última década: A Odisseia, a aguardada adaptação do clássico poema épico grego atribuído a Homero, dirigido por Christopher Nolan. Conhecido por seu estilo autoral, narrativas densas e inovação técnica, Nolan une forças com um elenco estelar e uma equipe técnica de ponta para criar um filme que promete não apenas emocionar, mas transformar o modo como o cinema épico é concebido.

Um sonho antigo, finalmente realizado

Nolan sempre foi fascinado pela complexidade da mente humana e pelas grandes histórias que atravessam o tempo. Após o sucesso estrondoso de Oppenheimer (2023), filme que lhe rendeu seu primeiro Oscar de Melhor Diretor, Nolan partiu para um desafio ainda maior: adaptar A Odisseia, uma das obras fundadoras da literatura ocidental, e uma narrativa repleta de aventura, magia, sofrimento e triunfo.

Ao anunciar o projeto, Nolan expressou sua ambição: “Quero contar essa história como nunca foi vista, respeitando sua essência mitológica, mas trazendo o público para dentro da jornada de Odisseu de forma visceral e emocional.” E é justamente essa promessa que tem animado fãs de mitologia, amantes do cinema épico e críticos ao redor do mundo.

Produção grandiosa, inovação e riscos

Com um orçamento estimado em impressionantes US$ 250 milhões, o longa-metragem é uma das maiores produções da história recente, e o primeiro grande longa a ser filmado inteiramente com câmeras IMAX de 70mm — um equipamento que, embora consagrado, traz desafios logísticos enormes. As câmeras são volumosas e delicadas, exigindo uma equipe altamente especializada para operar em condições muitas vezes adversas.

As filmagens começaram em fevereiro de 2025 e se estenderam por seis meses, passando por locações globais que buscavam dar autenticidade e grandiosidade à narrativa: o Marrocos, a Grécia, a Itália, a Escócia, a Islândia e até o deserto do Saara Ocidental.

Cada local escolhido não foi aleatório: Aït Benhaddou, no Marrocos, serviu para recriar a cidade de Tróia, enquanto as Ilhas Égadi na Sicília abrigaram as cenas do encontro com o temível Ciclope Polifemo. A majestosa Islândia proporcionou as paisagens para as provas de resistência de Odisseu, e o castelo Findlater na Escócia deu forma a elementos da corte do herói.

A decisão de filmar em cenários naturais, e não em estúdios ou usando CGI em excesso, reforça o compromisso de Nolan com uma estética imersiva e visceral, onde o espectador quase toca a poeira das batalhas e sente o frio cortante dos ventos nórdicos.

Foto: Reprodução/ Internet

Controvérsia no Saara Ocidental: quando arte e política se cruzam

Nem tudo, entretanto, foi tranquilo durante a produção. As filmagens nas Dunas Brancas, região do Saara Ocidental, território marcado por uma longa disputa entre Marrocos e o povo saharaui, despertaram polêmicas.

Ativistas e organizações internacionais denunciaram a produção por, em sua visão, legitimar a ocupação marroquina na região ao escolher filmar ali. A Frente Polisário, representante dos saharauis, emitiu declarações afirmando que a presença da equipe de Nolan poderia ser interpretada como um apoio indireto à controvérsia política.

Por outro lado, o Centro Cinematográfico Marroquino celebrou o filme como uma oportunidade histórica para a indústria local, destacando que a trama é o primeiro longa-metragem americano de grande orçamento a explorar a região, o que poderá abrir portas para outras produções e para o desenvolvimento econômico da área.

Esse embate entre arte e política mostra que o cinema, especialmente em grandes produções globais, não se limita a contar histórias — ele também é um ator na geopolítica, com o poder de influenciar percepções e gerar debates relevantes.

Um elenco para entrar para a história

A escolha do elenco é outro destaque do projeto. Combinando atores veteranos e estrelas em ascensão, Nolan reuniu um time capaz de traduzir a complexidade dos personagens mitológicos em seres humanos com emoções e conflitos reais.

No centro, Matt Damon assume o papel de Odisseu, o rei de Ítaca. Conhecido por sua versatilidade e por interpretar personagens que transmitem força e vulnerabilidade, Damon traz à tela um herói que é menos um guerreiro invencível e mais um homem astuto, marcado pela saudade e pela esperança.

Ao seu lado, Tom Holland interpreta Telêmaco, filho de Odisseu, uma figura jovem e cheia de dúvidas, representando a busca da nova geração por identidade e propósito.

Charlize Theron vive Circe, a poderosa deusa-feiticeira cuja personagem promete cenas de impacto e que reforça a presença feminina forte na narrativa. Anne Hathaway e Zendaya, ambas colaboradoras frequentes de Nolan, dão vida a personagens femininas complexas que serão essenciais para a trama, assim como Lupita Nyong’o, que confere profundidade e força ao elenco.

O elenco ainda conta com Robert Pattinson, Jon Bernthal, Benny Safdie, Elliot Page, John Leguizamo, Mia Goth, Corey Hawkins e Logan Marshall-Green, um time capaz de garantir um equilíbrio entre tradição e inovação, trazendo credibilidade e frescor para os papéis mitológicos.

Música e figurino: cores e sons que transportam o espectador

Para criar o universo sonoro e visual do filme, Nolan voltou a contar com colaboradores de confiança. O compositor Ludwig Göransson, vencedor do Oscar e que já assinou a trilha de “Oppenheimer”, promete uma música que vai além do tradicional épico, incorporando elementos que evocam a atmosfera mítica e os dilemas emocionais dos personagens.

A figurinista Ellen Mirojnick, por sua vez, buscou inspiração tanto em referências históricas quanto em interpretações artísticas contemporâneas para criar trajes que, apesar de algumas críticas por não serem “tradicionalmente” históricos, carregam a ideia de unir passado e presente em uma narrativa visual poderosa.

Cada peça de roupa, cada adereço foi pensado para comunicar a complexidade dos personagens e a grandiosidade da história, tornando o figurino parte integrante da narrativa.

O que esperar de A Odisseia na tela grande?

Com estreia marcada para 17 de julho de 2026 nos Estados Unidos, o filme já vem despertando grande expectativa. Pré-vendas antecipadas de ingressos para sessões IMAX 70mm ultrapassaram US$ 1,5 milhão, um sinal claro do entusiasmo do público.

A promessa é de um filme que une ação, fantasia, drama e aventura, trazendo à tona temas universais como coragem, sacrifício, lealdade, saudade e a busca incessante por um lar e pela identidade.

Mais do que um espetáculo visual, a narrativa pretende fazer o público refletir sobre o preço das escolhas e os desafios das jornadas pessoais, usando a mitologia grega como um espelho para dilemas humanos eternos.

Christopher Nolan e a reinvenção da jornada do herói

Conhecido por seus filmes que desafiam a linearidade do tempo e a percepção da realidade, Nolan propõe com A Odisseia uma releitura que respeita as raízes do mito, mas o coloca em diálogo com o século XXI.

O herói Odisseu não é um ser perfeito; é um homem com medos, dúvidas e uma determinação que vem da humanidade que ele carrega. Essa abordagem torna a história não apenas uma aventura épica, mas uma profunda reflexão sobre o que significa ser humano diante das adversidades.

Corações Jovens | Delicado retrato do primeiro amor LGBTQIA+ chega aos cinemas brasileiros

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A Mares Filmes traz aos cinemas brasileiros, a partir do dia 13 de novembro, o drama belga Corações Jovens, uma produção sensível e comovente que marca a estreia do cineasta e roteirista Anthony Schatteman no universo dos longas-metragens. Com uma abordagem delicada sobre o despertar do primeiro amor, o filme promete tocar o público adolescente e adulto com sua narrativa honesta, repleta de emoções e descobertas.

Selecionado na prestigiada seção Geração Kplus do 74º Festival Internacional de Cinema de Berlim, o longa teve sua estreia mundial em fevereiro deste ano, onde concorreu ao Urso de Cristal de Melhor Filme, reconhecimento que já sinaliza a força da produção e a qualidade da direção de Schatteman. A coprodução belga-holandesa combina olhares artísticos de duas tradições cinematográficas, resultando em uma obra que equilibra sensibilidade e realismo, sem recorrer a clichês adolescentes.

Um olhar íntimo sobre o primeiro amor

No centro da trama está Elias, um garoto de 14 anos interpretado por Lou Goossens, que se vê diante de sentimentos inéditos quando conhece seu novo vizinho, Alexander (Marius De Saeger). Alexander é descrito como confiante, carismático e um pouco teimoso, características que despertam a atenção e a curiosidade de Elias. A amizade entre os dois rapidamente se transforma em algo mais profundo, mas Elias ainda precisa lidar com o turbilhão emocional que acompanha o despertar do amor e da sexualidade.

O roteiro de Schatteman explora com maestria as dúvidas, os medos e a insegurança típicos da adolescência, sem nunca reduzir os personagens a estereótipos. Elias se sente dividido entre seu desejo por Alexander e o medo do julgamento alheio, especialmente diante de familiares e amigos. Essa tensão interna é o eixo do drama, refletindo a experiência universal de muitos jovens que descobrem o amor e a sexualidade em um mundo ainda cheio de regras não ditas.

“Eu queria mostrar o quanto o primeiro amor é intenso e confuso, mas também belo e formativo”, comentou Schatteman em entrevista recente. “Não se trata apenas de romance; trata-se de crescimento, de aprender a entender seus próprios sentimentos e de encontrar coragem para ser honesto consigo mesmo.”

Elenco e personagens

O elenco de Corações Jovens reúne talentos belgas que dão vida a personagens autênticos e emocionantes. Lou Goossens se destaca como Elias, trazendo sensibilidade e profundidade ao protagonista. Marius De Saeger, no papel de Alexander, entrega um jovem confiante, carismático e complexo, capaz de desafiar e inspirar Elias. Os pais de Elias, Geert Van Rampelberg (Luk) e Emilie De Roo (Nathalie), representam a autoridade e o carinho parental, enquanto Dirk Van Dijck, como o avô Fred, oferece conselhos valiosos e lições sobre o amor. Saar Rogiers, Jul Goossens, Wilm Opbrouck, Florence Hebbelynck e Olivier Englebert completam o elenco, acrescentando camadas de emoção e autenticidade às relações familiares e sociais, contribuindo para a riqueza da narrativa e para a verossimilhança da história.

Uma história que ressoa com todos

O filme não foca apenas no romance entre Elias e Alexander, mas também nos relacionamentos familiares e de amizade que moldam a vida do protagonista. Cada personagem desempenha um papel significativo na jornada de autodescoberta de Elias. Em especial, a relação com seu avô se destaca: em um momento decisivo, o conselho sobre o amor eterno e a coragem de amar novamente inspira Elias a enfrentar seus próprios medos e a lutar pelo coração de Alexander. Este momento é emblemático do tom humanista do filme, que valoriza o crescimento emocional e o aprendizado afetivo.

Reflexões sobre a adolescência e identidade

O drama de Schatteman se insere em um contexto maior de filmes que exploram a adolescência, mas se diferencia por tratar de forma natural e respeitosa o despertar homoafetivo de seu protagonista. A narrativa não busca chocar nem dramatizar excessivamente; pelo contrário, ela se aproxima do realismo poético, mostrando que o amor adolescente é intenso, porém, muitas vezes, cheio de hesitações e autoconflitos.

Ao acompanhar Elias tentando entender seus sentimentos, o público é convidado a refletir sobre a própria experiência de amor, amizade e aceitação. O roteiro evita respostas fáceis, reconhecendo que o crescimento pessoal e a descoberta da identidade são processos complexos, muitas vezes marcados por erros, dúvidas e pequenas vitórias.

A direção de Schatteman, em sua estreia, impressiona por seu cuidado com os detalhes: enquadramentos intimistas, diálogos que soam naturais e cenas que capturam gestos simples, mas carregados de significado. Cada olhar, cada gesto, cada silêncio é utilizado para transmitir emoções que palavras sozinhas não conseguiriam expressar.

Reconhecimento internacional

A escolha de Corações Jovens para a seção Geração Kplus do Festival de Berlim é um reconhecimento significativo. Esta seção é conhecida por valorizar filmes que dialogam com jovens, mas com qualidade cinematográfica suficiente para atrair audiências amplas e críticas exigentes. A indicação ao Urso de Cristal de Melhor Filme reforça a importância do longa e destaca o talento de Anthony Schatteman como uma nova voz promissora do cinema europeu.

Além de ser uma vitrine para o talento de Schatteman, o filme também demonstra a força das coproduções internacionais, neste caso entre Bélgica e Holanda. A colaboração entre os dois países permite não apenas um compartilhamento de recursos técnicos e criativos, mas também um enriquecimento cultural, refletido na autenticidade do cenário, no comportamento dos personagens e na abordagem das questões sociais e afetivas.

Corações jovens no Brasil

Para os espectadores brasileiros, Corações Jovens será lançado exclusivamente nos cinemas, uma oportunidade rara de vivenciar a experiência do longa em tela grande. A Mares Filmes, responsável pela distribuição, aposta na força emocional e na narrativa sensível do filme para conquistar o público.

Trailer de O Bom Bandido é divulgado pela Diamond Films e apresenta Channing Tatum em refúgio improvável

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A Diamond Films acaba de divulgar o trailer oficial de O Bom Bandido, estrelado por Channing Tatum (Magic Mike, G.I. Joe: Retaliação, Querido John, Infiltrado na Klan) e dirigido por Derek Cianfrance (Namorados para Sempre, O Lugar Onde Tudo Termina, Aftersun). O longa-metragem mistura suspense, drama e romance, trazendo à tela uma história baseada em fatos reais, que explora escolhas humanas, dilemas morais e a complexidade de personagens que precisam lidar com consequências inesperadas. A estreia está marcada para 16 de outubro, com distribuição da maior distribuidora independente da América Latina. Abaixo, confira o vídeo:

https://www.youtube.com/watch?v=dF_UMpkz3oc

Um esconderijo improvável e cheio de tensão

O trailer apresenta Jeffrey Manchester, personagem de Tatum, um criminoso carismático que precisa escapar da polícia após cometer um audacioso roubo. Sua fuga leva a um esconderijo pouco convencional: o telhado de uma loja de brinquedos.

Nas cenas divulgadas, é possível perceber o equilíbrio entre o perigo constante e a tentativa de Manchester de construir uma nova identidade. O vídeo transmite com clareza a tensão do personagem, que precisa lidar simultaneamente com sua condição de fugitivo e com as novas relações que surgem nesse ambiente inesperado.

Romance e segredos que complicam a vida

No refúgio improvisado, Manchester conhece uma funcionária da loja, interpretada por Kirsten Dunst, e a química entre os personagens se torna evidente. O trailer sugere um relacionamento intenso, mas também marcado pelo risco: cada segredo do passado ameaça colocar tudo a perder.

O equilíbrio entre romance e suspense é um dos pontos centrais do trailer. As cenas indicam que, embora exista uma conexão emocional genuína entre os protagonistas, as escolhas de Manchester e os riscos de sua vida criminal criam uma tensão constante, mantendo o público atento do início ao fim.

Elenco de peso e direção autoral

Além de Channing Tatum (Magic Mike, G.I. Joe: Retaliação, Querido John, Infiltrado na Klan), o filme conta com Juno Temple (Malévola, Ameaça Fantasma, Killer Joe), Lakeith Stanfield (Corra!, Judas e o Messias Negro, Caçadores de Emoção), e Peter Dinklage (Game of Thrones, X-Men: Dias de um Futuro Esquecido, The Station Agent).

O roteiro, assinado por Derek Cianfrance (Namorados para Sempre, O Lugar Onde Tudo Termina, Aftersun) em parceria com Kirt Gunn, combina ação, drama e momentos de leveza, oferecendo um olhar humano sobre um criminoso que foge da lei, mas que também busca conexão e redenção.

Fatos que inspiram a ficção

Embora o filme tenha elementos ficcionais, ele é inspirado em eventos reais, o que adiciona autenticidade à narrativa. O trailer deixa claro que a obra explora não apenas a vida de um criminoso, mas também as escolhas e dilemas que moldam a trajetória de alguém que precisa lidar com consequências inesperadas.

A combinação de suspense, drama e romance transforma O Bom Bandido em um filme que vai além do gênero policial, oferecendo reflexão sobre moralidade, lealdade e humanidade.

Tremembé | Série do Prime Video sobre detentos famosos e o sistema prisional já está disponível

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Foto: Reprodução/ Internet

Nesta sexta-feira, 31 de outubro de 2025, o Prime Video estreia Tremembé, série original que explora o cotidiano de um dos presídios mais emblemáticos do Brasil. Conhecido popularmente como “o presídio dos famosos”, Tremembé II é palco de histórias de detentos que ganharam notoriedade nacional. A produção combina true crime e drama, com direção de Vera Egito (que também assina o roteiro ao lado de Ulisses Campbell, Juliana Rosenthal, Thays Berhe e Maria Isabel Iorio) e chega justamente no Halloween, reforçando o clima de tensão, mistério e reflexão sobre crime e punição.

Um olhar que vai além do fato policial

Tremembé não se limita a recriar casos famosos, como os de Suzane von Richthofen, Elize Matsunaga e os irmãos Cravinhos. A série aprofunda-se na convivência diária dentro do presídio, mostrando rivalidades, alianças, estratégias de sobrevivência e as pequenas fragilidades humanas que surgem mesmo em um ambiente extremo.

Cada episódio convida o público a refletir sobre dilemas universais: medo, arrependimento, orgulho e a busca por reconhecimento. Ao mesmo tempo, a produção evidencia problemas estruturais do sistema prisional brasileiro, como superlotação, falhas de gestão e os impactos sociais de se tornar notório no país. Dessa forma, Tremembé oferece não apenas entretenimento, mas debate e reflexão social.

Saiba quem dá vida aos detentos

O elenco de Tremembé é um dos grandes atrativos da série, reunindo nomes consagrados e emergentes da televisão e do cinema brasileiro. Marina Ruy Barbosa (Império, Totalmente Demais, Deus Salve o Rei) interpreta uma detenta inspirada em Suzane von Richthofen, combinando intensidade e vulnerabilidade. Bianca Comparato (3%, Avenida Brasil) assume papel baseado em Elize Matsunaga, trazendo profundidade emocional à trama. Carol Garcia (A Dona do Pedaço, Quanto Mais Vida, Melhor!) vive outra detenta central, transmitindo a complexidade do dia a dia prisional.

Entre os personagens masculinos, Felipe Simas (Totalmente Demais, Salve-se Quem Puder) interpreta Daniel Cravinhos, enquanto Kelner Macêdo (Guerreiros do Sol, cinema e séries independentes) vive Christian Cravinhos, explorando o peso de suas decisões dentro da prisão. Completam o elenco Letícia Rodrigues (Malhação, Verdades Secretas), Anselmo Vasconcelos (O Auto da Compadecida, Velho Chico) e Lucas Oradovschi (Outras Produções Independentes), todos contribuindo para a densidade dramática da produção e fortalecendo a autenticidade da narrativa.

Participação do sistema e críticas sociais

Mais do que drama, Tremembé se propõe a levantar questões sociais e estruturais do sistema prisional brasileiro. Ao mostrar a rotina de um presídio que abriga detentos célebres, a série aborda superlotação, ressocialização, estigmatização e os impactos da fama dentro da prisão. A pesquisa para a produção foi extensa e detalhada, incluindo livros, entrevistas e estudos sobre os casos reais, garantindo fidelidade aos fatos sem perder o ritmo dramático. Ao equilibrar entretenimento e reflexão, Tremembé provoca debates sobre ética, justiça e a forma como a sociedade encara o crime e a punição.

Crítica – Wicked: Parte 2 entrega grandiosidade e emoção, mas perde força frente ao impacto do primeiro filme

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Depois do fenômeno cinematográfico que foi a Parte 1, o segundo capítulo da adaptação dirigida por Jon M. Chu chega aos cinemas sob expectativas quase míticas — e sem a mesma capacidade de sustentá-las. Se o primeiro filme conquistou o público pela força emocional, pelo apuro estético e pela fidelidade arrebatadora ao musical da Broadway, Wicked: Parte 2 tenta expandir o universo de Oz e concluir a jornada de Elphaba e Glinda com espetáculo, cor e densidade dramática. No entanto, o que deveria ser um desfecho épico assume um caráter mais irregular: visualmente exuberante, narrativamente relevante, mas dramaticamente menos necessário do que se imaginava.

Um espetáculo maior e paradoxalmente mais frágil

O novo longa é maior, mais ambicioso e, curiosamente, mais frágil. É inegável que esta Parte 2 é mais segura de si do que seu antecessor. Chu dirige com firmeza o gigantesco aparato visual, construindo cenários grandiosos, figurinos elaborados e efeitos digitais mais polidos, que ajudam a moldar uma Oz ainda mais viva — e mais ameaçada pela tirania, pelo medo e pelos jogos políticos do Mágico.

Porém, apesar desse rigor estético, a narrativa se esvazia em vários momentos, transmitindo a sensação de uma trama secundária, quase protocolar, como se existisse apenas para conectar o fim da Parte 1 ao arco clássico já conhecido de O Mágico de Oz. Com isso, o impacto dramático se dilui, e a transformação de Elphaba na temida “Bruxa Má” frequentemente parece mais uma sequência de episódios do que um clímax emocional genuíno.

A trilha sonora perde vibração e derruba parte da magia

A trilha sonora representa o primeiro grande tropeço. Se na Parte 1 as canções eram memoráveis e emocionalmente carregadas, aqui elas soam menos marcantes e, em muitos momentos, burocráticas. A montagem musical raramente alcança o mesmo vigor; números que deveriam ser catárticos acabam em técnica sem transcendência. É uma perda sentida, sobretudo considerando a potência vocal de Cynthia Erivo e o salto impressionante de Ariana Grande desde o filme anterior.

Grandes momentos icônicos, mas tratados como notas de rodapé

Ainda assim, Wicked: Parte 2 entrega algumas das passagens mais icônicas do universo da franquia. A falsa morte de Elphaba é construída com força visual e tensão legítima. A transformação de Boq no Homem de Lata ganha contornos sombrios e finalmente confere ao personagem uma importância que sempre lhe faltou. A introdução de Dorothy, Espantalho e Totó funciona como ponte eficiente para o mito original — embora a aparição seja mais apressada do que o ideal.

O problema é que todas essas tramas parecem existir mais para cumprir o destino já conhecido de Elphaba do que para impulsionar a narrativa, funcionando como pequenos marcadores obrigatórios, não como motores dramáticos de fato.

O Mágico perde força e a crítica política também

Outro ponto frágil é a figura do Mágico. Embora a obra sempre o tenha retratado como manipulador, aqui o personagem surge diminuído, quase irrelevante. Falta presença, falta ameaça, falta convicção. Para um antagonista que deveria simbolizar o colapso moral de Oz, a construção é tímida e superficial. É uma escolha que enfraquece a crítica ao autoritarismo — um dos pilares ideológicos que sustentam o universo Wicked.

Ariana Grande dá um show e carrega o filme nas costas

Se há, porém, um elemento que realmente eleva este segundo filme, esse elemento é Ariana Grande. Sua Glinda surge mais contraditória, vulnerável e politizada, ganhando profundidade que ultrapassa a versão tradicionalmente dócil do musical. Grande entrega uma performance madura, tecnicamente precisa e emocionalmente consistente, transformando diálogos simples em momentos de impacto.

A queda de relevância de Madame Morrible — reduzida quase a um adereço — abre espaço para que Glinda se torne protagonista de fato no destino político e afetivo de Oz. Se a indicação ao Oscar era apenas uma possibilidade na Parte 1, aqui se torna uma expectativa real.

Foto: Reprodução/ Internet

Cynthia Erivo mantém a intensidade — mas recebe menos do que merece

Cynthia Erivo, por sua vez, mantém a força interpretativa que a consagrou, oferecendo uma Elphaba intensa, ferida e politicamente marcada. No entanto, o roteiro limita seu alcance emocional. Falta densidade interna, falta conflito, falta a queda dramática que deveria sustentar a mitologia da personagem. A produção confia demais no conhecimento prévio do público — recurso sempre perigoso — e entrega menos do que Erivo tem potencial para realizar.

Um final grandioso, mas com gosto de “poderia ser mais”

No desfecho, Wicked: Parte 2 é grandioso e emocional, honra a mitologia criada há décadas e entrega o espetáculo que os fãs esperam. Mas também deixa uma sensação persistente de frustração. É um filme lindamente filmado, tecnicamente impecável, cheio de momentos poderosos, mas que não sustenta por si só a própria importância. Depende demais da Parte 1, e ainda mais do imaginário coletivo moldado por O Mágico de Oz.

Sabor de Vida 27/04/2025: Chef Léo Roncon ensina receita de torta de limão

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No próximo domingo, 27 de abril de 2025, às 13h, o programa “Sabor de Vida”, da TV Aparecida, promete abrir ainda mais o apetite do público com receitas criativas e cheias de tradição. Sob o comando carismático de Bianca Láua e do talentoso chef Leonardo Roncon, a atração vai além do simples preparo de pratos: ela mergulha nas curiosidades dos ingredientes e na riqueza cultural que envolve cada receita.

O cardápio do dia começa com um clássico que ganhou o coração dos brasileiros: o Pão de Alho. Chef Léo vai ensinar o passo a passo dessa delícia, cuja origem remete às bruschettas italianas — fatias de pão amanhecido embebidas em azeite ou manteiga, salpicadas com alho e levadas ao forno ou à grelha. No Brasil, o pão de alho se popularizou nos churrascos e ganhou inúmeras versões criativas: há variações recheadas com frango e requeijão, tomate seco com provolone, pimenta biquinho com azeitona, carne seca e até opções doces, como o surpreendente pão de alho com chocolate!

Na sequência, o prato principal promete agradar especialmente os amantes de churrasco: o Pirulito de Churrasco com Chimichurri. O chef vai mostrar como preparar essa receita que une suculência e sabor em uma apresentação divertida e prática. O destaque fica por conta do chimichurri, o molho argentino tradicionalmente feito com salsinha, alho, vinagre, azeite e um toque de especiarias. Ideal tanto para marinar quanto para finalizar carnes grelhadas, o chimichurri traz frescor e acidez que equilibram perfeitamente a gordura e o sabor defumado do churrasco, criando uma verdadeira explosão de sabores a cada mordida.

Para fechar o programa com chave de ouro (e açúcar!), vem a sobremesa: uma Torta de Limão refrescante e irresistível. Bianca e chef Leonardo vão explorar as origens dessa clássica sobremesa, cuja versão mais antiga é a famosa Lemon Meringue Pie inglesa do século XVIII. O merengue, por sua vez, foi inventado por confeiteiros suíços e franceses, enquanto o limão já era utilizado para aromatizar doces. A versão brasileira da torta é adaptada para o clima tropical: leva leite condensado, creme de leite e limão taiti, sendo servida geladinha, perfeita para dias mais quentes.

E não para por aí: o programa também vai trazer curiosidades sobre os alimentos utilizados nas receitas, mostrando suas origens, propriedades e dicas de como aproveitá-los melhor na cozinha do dia a dia.


Anote na agenda:
📅 Domingo, 27 de abril
🕐 A partir das 13h
📺 Na TV Aparecida

Não perca essa oportunidade de aprender, se inspirar e se deliciar com o “Sabor de Vida”! Afinal, cozinhar é muito mais do que preparar alimentos — é criar memórias afetivas com quem a gente ama. 🍽️💛

Natural One lança linha de sucos infantis com Toy Story e celebra os 30 anos da franquia com promoção para a Califórnia

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Foto: Reprodução/ Internet

Em uma celebração especial pelos 30 anos de Toy Story, a Natural One anuncia sua entrada oficial no universo dos produtos licenciados com o lançamento de uma linha infantil de sucos inspirada na clássica animação da Disney e Pixar. A novidade traz não apenas embalagens divertidas com os personagens mais queridos da franquia, mas também uma campanha promocional que sorteará uma viagem inesquecível para a Califórnia, destinada a uma família de quatro pessoas.

Essa colaboração marca um novo e ousado passo da Natural One, referência no segmento de bebidas saudáveis no Brasil, em direção ao público infantil — conectando saudabilidade, afeto e diversão em uma mesma proposta. “Queremos estar presentes no dia a dia das famílias de forma relevante, e esse lançamento traduz exatamente isso: sabor, diversão e momentos inesquecíveis”, afirma Bruno Rolim, gerente de marketing da marca.

Uma homenagem saborosa a uma franquia icônica

A linha licenciada traz rótulos com alguns dos personagens mais emblemáticos da saga: Woody, Buzz Lightyear, Jessie, Betty, Lotso, Garfinho, Rex, Porquinho e os simpáticos Aliens. Os sucos são apresentados em embalagens de 180 ml e mantêm o padrão da Natural One de oferecer produtos 100% naturais, sem adição de açúcar, corantes ou conservantes.

Além do apelo visual lúdico, a aposta mira uma tendência crescente de pais e responsáveis mais atentos à qualidade nutricional dos alimentos consumidos por crianças. “Integrar nossos sucos ao universo lúdico de Toy Story é uma forma de tornar esses momentos ainda mais especiais”, reforça Rolim.

Toy Story: 30 anos de um mundo onde os brinquedos ganham vida

Lançado em 1995, Toy Story entrou para a história como o primeiro longa-metragem feito inteiramente com computação gráfica, marcando o início da bem-sucedida parceria entre a Pixar Animation Studios e a Disney. A história do caubói Woody e do patrulheiro espacial Buzz Lightyear encantou o mundo inteiro ao retratar a amizade entre brinquedos que ganham vida quando os humanos não estão por perto.

Com direção de John Lasseter, roteiro de Joss Whedon, Andrew Stanton, Joel Cohen e Alec Sokolow, e produção de nomes como Steve Jobs e Edwin Catmull, Toy Story foi um marco técnico e emocional no cinema moderno. O filme arrecadou mais de 406 milhões de dólares em todo o mundo e foi indicado a três Oscars, além de ter vencido um Oscar especial por contribuição técnica.

Desde então, a franquia cresceu e hoje conta com três sequências aclamadas (Toy Story 2, 3 e 4) e um quinto filme previsto para 2026. Os personagens também se tornaram parte do cotidiano de milhões de famílias ao redor do planeta por meio de brinquedos, livros, roupas, jogos, parques temáticos e agora… sucos.

Lançamento com experiências ao vivo e promoção especial

A estreia oficial da linha Toy Story da Natural One aconteceu durante a Festa Junina da Família, no Parque Villa-Lobos, em São Paulo. No evento, os sucos com os personagens estavam disponíveis como prêmios nas brincadeiras, promovendo uma primeira conexão com o público em clima de festa e nostalgia.

A marca também lançou um filme especial em suas redes sociais no dia 4 de julho, destacando a chegada dos personagens ao portfólio da Natural One e dando início à campanha promocional, cujo grande prêmio será uma viagem para a Califórnia — destino que abriga parques da Disney e diversos pontos relacionados à história da animação.

“O contato com o universo encantado da Disney nos permite entregar não apenas um produto, mas uma experiência”, explica Rafael Ivanisk Oliveira, CEO da Natural One. “Estar ao lado da Disney, uma das maiores e mais admiradas empresas de entretenimento do mundo, é um reconhecimento da solidez e do potencial da nossa marca — e reforça nosso compromisso em entregar produtos que unem qualidade, confiança e encantamento”.

A força das licenças no mercado infantil

O lançamento da Natural One não acontece por acaso. A indústria de alimentos e bebidas vem apostando cada vez mais em parcerias com grandes franquias de entretenimento para conectar seus produtos ao imaginário infantil — e ao poder de decisão dos pais.

Em um cenário onde pais buscam mais saudabilidade e crianças pedem mais conexão com seus personagens favoritos, a estratégia de unir marca e fantasia se revela poderosa. É nesse ponto que a Natural One acerta ao aliar sua credibilidade no segmento de sucos naturais com a força emocional e cultural de Toy Story.

Segundo dados da Nielsen, o consumo de produtos com apelo lúdico ou com personagens licenciados representa um aumento expressivo na intenção de compra do público infantil. Quando essa proposta é acompanhada por critérios como saudabilidade e transparência nos ingredientes, o potencial de fidelização das famílias aumenta significativamente.

Toy Story e a cultura pop: três décadas de amizade e emoção

Mais do que uma série de filmes, Toy Story é um pilar da cultura pop. O primeiro filme estreou quando muitas crianças de hoje ainda não haviam nascido, mas seu apelo emocional ultrapassou gerações. Frases como “Ao infinito e além!” e personagens como Woody, Buzz e Rex se tornaram parte do vocabulário afetivo de milhões de pessoas.

Ao explorar questões como amizade, ciúme, superação, abandono e pertencimento, Toy Story tornou-se uma narrativa universal sobre crescimento, mudança e afeto — temas que dialogam perfeitamente com a proposta da Natural One de promover conexões saudáveis e memoráveis.

Educação alimentar desde cedo: um compromisso que vai além da embalagem

A linha infantil da Natural One inspirada em Toy Story é, na prática, uma tentativa de criar vínculos saudáveis entre as crianças e seus hábitos alimentares desde cedo. Ao unir sabor, personagens queridos e uma composição 100% natural, a empresa coloca no mercado um produto que atende tanto ao desejo lúdico da infância quanto à exigência crescente por alimentos com menos aditivos químicos.

A proposta reforça também a importância da educação alimentar na primeira infância, uma fase fundamental para a formação de hábitos duradouros. Oferecer sucos sem açúcar ou conservantes em embalagens que despertam o interesse das crianças é uma forma de plantar a semente de uma relação mais consciente com o que se consome.

Uma nova era para a Natural One

Com essa iniciativa, a Natural One inaugura um novo capítulo em sua trajetória: o universo das licenças. A parceria com a Disney e a escolha de Toy Story como primeira franquia licenciada não apenas amplia seu portfólio, mas também reposiciona a marca diante de um público mais jovem e das famílias brasileiras.

É um movimento que vai além da estética e do marketing. Representa uma forma de levar saudabilidade ao cotidiano infantil sem abrir mão do prazer, da diversão e da magia. Um gesto simples — como tomar um suco na lancheira da escola — pode agora vir acompanhado de uma aventura estrelada por Buzz, Woody e companhia.

Onde encontrar e como participar da promoção

Os sucos Natural One Toy Story já estão disponíveis nos principais pontos de venda do país e em redes de varejo parceiras. A embalagem de 180 ml é ideal para lancheiras, passeios e momentos de diversão com a família.

Para participar da promoção que sorteia uma viagem para a Califórnia, basta adquirir os produtos participantes e cadastrar o cupom fiscal no site oficial da Natural One. O sorteio será realizado ao final da campanha, com todos os detalhes disponíveis no regulamento da promoção.

Resenha — Em Memória é um lembrete de que o amor, às vezes, é o ato mais corajoso em meio à guerra

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Foto: Reprodução/ Almanaque Geek

Há livros que falam de guerra, e há livros que falam daquilo que a guerra arranca da gente. Em Memória, da escritora britânica Alice Winn, lançado no Brasil pela Astral Cultural, é um desses. À primeira vista, parece mais uma história sobre jovens soldados e trincheiras da Primeira Guerra Mundial — mas logo o leitor percebe que o campo de batalha mais cruel está dentro dos próprios personagens.

Amor em tempos de pólvora

Henry Gaunt e Sidney Ellwood são dois garotos de 17 anos, colegas de um internato britânico, que dividem uma amizade cheia de subtextos e silêncios. Gaunt tenta negar o óbvio: está apaixonado pelo melhor amigo. E Ellwood, com seu jeito sonhador e poético, sente o mesmo — mas num tempo em que amar outro homem era quase uma sentença de exílio.

Quando a guerra começa e Gaunt é pressionado pela mãe a se alistar, ele vê na farda uma espécie de fuga dos próprios sentimentos. Só que o plano dá errado: Ellwood, movido por amor e medo de perdê-lo, segue seu caminho até o front. E é aí que o romance se transforma — não em uma simples história de amor proibido, mas em uma meditação sobre sobrevivência, memória e o preço de ser humano num mundo em colapso.

A dor como testemunha

O mérito de Alice Winn está em equilibrar a brutalidade da guerra com a delicadeza dos sentimentos. Ela escreve com um lirismo que corta — não há nada de romântico nas trincheiras, mas há beleza nos pequenos gestos: uma carta escrita às pressas, um olhar que diz tudo o que a boca não pode.

A autora não poupa o leitor das cenas mais viscerais: corpos mutilados, medo constante, perda de inocência. Mas também não deixa que a narrativa se resuma à tragédia. “Em Memória” é sobre como o amor insiste em existir — mesmo quando o mundo inteiro parece empenhado em destruí-lo.

Uma memória (literalmente) astral

O título brasileiro e o nome da editora formam uma coincidência curiosa: Em Memória, pela Astral Cultural. E, de certa forma, essa soma diz muito sobre o espírito do livro. É uma história que fala de lembrar — não só os mortos da guerra, mas tudo o que foi silenciado pelo medo e pelo preconceito.

Winn cria um universo quase “astral”, no sentido mais poético do termo: o amor entre Gaunt e Ellwood parece pairar acima da lama e do sangue, como uma centelha de humanidade que teima em brilhar.

Entre o épico e o íntimo

Se você gosta de livros que misturam intensidade emocional e contexto histórico, este é daqueles que te desmontam e te fazem pensar. Não é uma história “fácil” — e nem deveria ser. Alice Winn escancara a hipocrisia de uma sociedade que exalta o heroísmo masculino, mas reprime qualquer sinal de sensibilidade.

O relacionamento dos protagonistas nunca é idealizado: há culpa, medo, silêncio e até momentos em que o amor parece mais uma maldição. Mas é justamente essa imperfeição que o torna tão real.

Por que ler?

Porque Em Memória não é só um romance sobre dois rapazes na guerra — é sobre o que resta da gente depois que a guerra (qualquer guerra) acaba. Sobre como a lembrança se transforma em resistência. E sobre como, mesmo nas piores condições possíveis, ainda há espaço para a ternura.

Spin-off inédito de One Piece com foco nas protagonistas femininas da franquia é confirmado

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Foto: Reprodução/ Internet

O universo de One Piece conquistou o mundo com suas histórias épicas, repletas de aventuras, amizade e batalhas inesquecíveis. No evento One Piece Day 2025, no Japão, os fãs receberam uma surpresa que promete agitar ainda mais a franquia: a confirmação oficial do anime One Piece: Heroines, um spin-off dedicado às personagens femininas da série. Essa novidade abre uma nova era para a obra, que desde sua criação em 1997 tem encantado leitores e espectadores ao redor do globo.

Por mais de duas décadas, a história acompanhou as jornadas do jovem Monkey D. Luffy e sua tripulação em busca do lendário tesouro One Piece. Embora as histórias dos piratas tenham ganhado destaque, as personagens femininas, embora marcantes, raramente tiveram espaço para brilhar sozinhas. Heroines surge para corrigir essa lacuna, colocando em foco as mulheres que ajudaram a moldar esse universo tão vasto, revelando suas histórias, motivações e forças de forma profunda e envolvente.

O spin-off é uma adaptação da light novel lançada em 2021, escrita por Jun Esaka e ilustrada por Sayaka Suwa. Agora, a Toei Animation assume a produção do anime, com a direção de Haruka Kamatami, roteiro de Momoka Toyoda e design de personagens por Takashi Kojima. Embora ainda não haja data oficial de lançamento, o anúncio já despertou grande entusiasmo, pois promete ampliar a visão sobre as protagonistas femininas que fazem parte do universo One Piece, trazendo um olhar renovado e uma narrativa rica.

Quem são as heroínas?

Entre as protagonistas que receberão destaque, estão figuras já consagradas, como Nami, a navegadora astuta e determinada; Nico Robin, a arqueóloga misteriosa com um passado conturbado; e Boa Hancock, a imperatriz pirata conhecida por sua beleza e poder. Cada uma dessas personagens carrega histórias únicas e inspiradoras, que refletem coragem, inteligência e resiliência, elementos que o spin-off se propõe a explorar com mais profundidade, dando voz a suas jornadas pessoais e desafios enfrentados.

Por que um spin-off focado nas mulheres?

Embora One Piece seja uma série de sucesso que inclui personagens femininas fortes, a narrativa principal sempre foi centrada em Luffy e sua tripulação, com as mulheres frequentemente atuando em papéis coadjuvantes. O spin-off representa um avanço importante, reconhecendo a demanda crescente por histórias com protagonistas femininas complexas e multifacetadas. Além disso, essa iniciativa promove maior representatividade e empoderamento, oferecendo um espaço para que essas personagens sejam protagonistas de suas próprias aventuras.

Um fenômeno que ultrapassa gerações e fronteiras

Desde sua estreia, o anime conquistou fãs de todas as idades e países, com mais de 1.000 capítulos lançados e volumes que somam centenas de milhões de cópias vendidas no mundo todo. A obra de Eiichiro Oda é uma das maiores da história dos mangás, combinando uma trama cativante, personagens carismáticos e um mundo rico em detalhes. O anime, produzido pela Toei Animation desde 1999, contribuiu para expandir essa popularidade, alcançando audiências globais, inclusive no Brasil, onde o público acompanha a série por plataformas como Crunchyroll e Netflix.

A importância cultural de One Piece no cenário mundial

Mais do que uma simples história de piratas, a história é um retrato de valores universais, como amizade, justiça e a busca pela liberdade. O mangá quebrou recordes de venda e conquistou um lugar de destaque na cultura pop mundial, refletindo temas atuais e humanos. A série é reconhecida por sua capacidade de emocionar e inspirar, além de sua influência na indústria do entretenimento, sendo referência para diversos outros trabalhos e gerando uma comunidade global de fãs.

O que esperar do novo anime?

Apesar da pouca informação oficial, espera-se que One Piece: Heroines traga uma narrativa dinâmica, focada na personalidade, crescimento e desafios das personagens femininas. A equipe criativa, majoritariamente composta por mulheres, promete uma abordagem sensível e autêntica, valorizando cada protagonista em sua complexidade. O público poderá conhecer melhor suas histórias, suas batalhas internas e externas, e a importância que têm no universo dos piratas, em uma produção que deve equilibrar ação, emoção e profundidade.

Adaptação da Netflix que traz os Piratas do Chapéu de Palha para a vida real

Em 2023, a Netflix lançou uma das adaptações mais aguardadas e desafiadoras dos últimos anos: a série live-action de One Piece. Baseada no mangá icônico de Eiichiro Oda, que há décadas conquista leitores e espectadores ao redor do mundo, essa produção se propõe a transportar para a tela a energia, o humor e a aventura que fizeram do original um fenômeno global. A parceria entre Netflix, Tomorrow Studios, Kaji Productions e Shueisha garantiu uma estrutura sólida para que esse ambicioso projeto pudesse sair do papel e ganhar vida.

A participação direta de Eiichiro Oda como produtor executivo foi fundamental para que a essência da história fosse preservada, oferecendo aos fãs a segurança de que seus personagens e enredos favoritos seriam tratados com respeito. Oda acompanhou de perto todas as etapas da produção, do roteiro à escolha do elenco, reforçando seu compromisso com a qualidade e fidelidade da série.

O elenco escolhido reúne talentos internacionais que mergulharam de cabeça na missão de dar forma a personagens tão carismáticos quanto complexos. Iñaki Godoy se destaca como Monkey D. Luffy, o jovem capitão cujo sonho de se tornar o Rei dos Piratas é o motor da trama. Ao seu lado, Emily Rudd, Mackenyu, Jacob Romero Gibson e Taz Skylar encarnam seus companheiros de tripulação, cada um trazendo nuances que enriquecem a dinâmica do grupo e ampliam a empatia do público.

No cerne da história, está a busca pelo lendário tesouro conhecido como One Piece, que representa mais do que riqueza material: simboliza liberdade, sonhos e a promessa de um futuro melhor. A série explora as aventuras e os perigos enfrentados pelos Chapéus de Palha enquanto navegam por mares traiçoeiros, enfrentam inimigos formidáveis e fortalecem os laços de amizade que os mantêm unidos diante de qualquer desafio.

Visualmente, a produção impressiona pela atenção aos detalhes. Os efeitos especiais são utilizados com parcimônia, equilibrando realismo e fantasia para dar vida aos poderes sobrenaturais das Akuma no Mi. Os cenários, que vão de ilhas exuberantes a fortalezas imponentes, são construídos com esmero para transportar o espectador ao vibrante mundo criado por Oda.

A chegada da série live-action ampliou o alcance de One Piece, atraindo novos públicos que talvez nunca tenham se envolvido com o mangá ou o anime. Ao mesmo tempo, ofereceu aos fãs antigos a oportunidade de revisitar seus personagens e histórias sob uma nova perspectiva, gerando debates apaixonados e fortalecendo ainda mais a comunidade global de admiradores.

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