Neste sábado, 17 de janeiro de 2025, a faixa Supercine, da TV Globo, aposta em um título que foge do óbvio e entrega emoção genuína ao público: O Falcão Manteiga de Amendoim. A produção independente norte-americana conquistou reconhecimento internacional ao contar uma história simples na forma, mas profunda no conteúdo, marcada por humanidade, afeto e personagens que caminham à margem dos padrões.
O filme apresenta Zak, um jovem com síndrome de Down que vive em uma instituição e sente que sua vida foi decidida por outros. Cansado de rotinas impostas e de ser tratado como incapaz, ele decide fugir em busca de um sonho pouco convencional: tornar-se lutador profissional. A jornada, inicialmente improvisada, ganha força quando Zak encontra Tyler, um homem solitário e errante, marcado por perdas e conflitos com a lei.
Interpretado por Shia LaBeouf, Tyler não assume o papel de herói ou tutor. Ele é falho, impulsivo e emocionalmente ferido, mas encontra em Zak uma conexão inesperada. A relação entre os dois se constrói de forma orgânica, baseada em companheirismo e respeito, sem discursos didáticos ou exageros emocionais. Ao longo do caminho, a dupla ainda cruza com Eleanor (Dakota Johnson), uma cuidadora que decide romper com a própria rotina para acompanhar a improvável amizade que nasce na estrada.
Dirigido por Tyler Nilson e Michael Schwartz, o longa se diferencia por retratar a deficiência sem estigmas. Zak não é definido por sua condição, mas por seus desejos, coragem e senso de humor. A escolha de Zack Gottsagen, ator com síndrome de Down, para viver o protagonista confere autenticidade à narrativa e foi amplamente elogiada pela crítica especializada.
Filmado em locações da Carolina do Norte e da Geórgia, o filme utiliza paisagens naturais para reforçar a sensação de liberdade e deslocamento. A estrada, mais do que um cenário, torna-se metáfora de transformação, onde cada personagem precisa confrontar seus medos e redefinir o próprio lugar no mundo.
A estreia aconteceu no South by Southwest (SXSW), em 2019, e rapidamente colocou o título no radar do cinema independente. Com lançamento modesto nos cinemas, O Falcão Manteiga de Amendoim surpreendeu ao alcançar uma bilheteria superior a US$ 23 milhões, tornando-se um dos maiores sucessos independentes do ano. No Rotten Tomatoes, o filme mantém índice de aprovação altíssimo, reflexo da forte conexão criada com o público e a crítica.
Sem apelar para sentimentalismo fácil, o longa se destaca por sua delicadeza e honestidade. É uma história sobre pertencimento, amizade e a possibilidade de escolher o próprio caminho, mesmo quando tudo parece conspirar contra.
A TV Globo exibe nesta sexta-feira, 16 de janeiro, na faixa do Corujão I, o longa-metragem Vai Que Cola – O Filme, adaptação cinematográfica do programa humorístico que se tornou um fenômeno de audiência na televisão brasileira. Protagonizado por Paulo Gustavo, o filme leva para o cinema o espírito irreverente e popular que consagrou a atração, misturando humor escrachado, crítica social leve e personagens carismáticos.
A trama acompanha Valdomiro Lacerda, o Valdo, um empresário malandro que vê sua vida virar de cabeça para baixo após cair em uma falcatrua financeira armada pelo próprio sócio. Sem dinheiro e perseguido pela polícia, ele abandona o antigo padrão de luxo e se refugia na pensão de Dona Jô, no Méier, bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro. É nesse cenário suburbano que Valdo precisa se reinventar, passando a trabalhar como entregador de quentinhas enquanto tenta manter o disfarce e fugir das consequências de seus golpes do passado.
Interpretado por Paulo Gustavo, Valdo é apresentado logo no início do filme em uma sequência onírica que simboliza sua nostalgia pela vida que perdeu: o apartamento no Leblon, o conforto, a aparência sofisticada e o status social. O contraste entre esse sonho e a realidade no Méier é o motor da narrativa, que explora com humor as diferenças entre classes sociais e os improvisos necessários para sobreviver em meio às adversidades.
A história ganha novo fôlego quando Andrada, o ex-sócio vivido por Márcio Kieling, reaparece com uma proposta tentadora: um plano para recuperar a cobertura de frente para o mar no Leblon. A possibilidade de retomar a antiga vida faz Valdo embarcar em mais uma confusão. No entanto, seus planos são novamente ameaçados quando a pensão de Dona Jô é interditada pela Defesa Civil, obrigando-o a levar toda a turma do subúrbio para a Zona Sul.
É nesse momento que o filme amplia sua galeria de personagens e situações cômicas. Além de Dona Jô, Valdo acaba acompanhado por Jéssica, Máicol, Ferdinando, Seu Wilson, Velna e Terezinha, figuras que representam diferentes arquétipos do humor popular brasileiro e garantem o ritmo acelerado da comédia. O choque cultural entre o Leblon e o Méier se torna o pano de fundo para piadas, confusões e críticas bem-humoradas sobre preconceito social, aparência e pertencimento.
Dirigido por César Rodrigues, Vai Que Cola – O Filme apostou em uma linguagem acessível e direta, alinhada ao público que já acompanhava o programa na televisão. Mesmo sem o apoio direto da Globo Filmes, a produção alcançou números expressivos nas bilheterias. Em seu fim de semana de estreia, o longa arrecadou mais de R$ 700 mil e levou cerca de 93 mil espectadores aos cinemas, com destaque para o desempenho no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Na sequência da programação da madrugada, a TV Globo apresenta no Corujão II o filme Pedro Coelho 2: O Fugitivo, animação live-action que dá continuidade às aventuras do coelho mais travesso do cinema. Lançado em 2021 e dirigido por Will Gluck, o longa retoma personagens já conhecidos do público e amplia o universo da história com novos conflitos, cenários e questionamentos sobre identidade, amadurecimento e pertencimento.
Na trama, Bea e Thomas acreditam ter finalmente construído uma vida tranquila ao lado de Pedro e dos outros coelhos. Juntos, eles formam uma espécie de família improvisada, marcada pelo afeto e pela tentativa constante de convivência harmoniosa. No entanto, apesar de todos os esforços para se ajustar, Pedro continua lutando contra a imagem de “encrenqueiro” que o acompanha desde sempre. Sentindo-se incompreendido e limitado pelas expectativas alheias, ele decide se aventurar para além do jardim, em busca de um lugar onde possa ser aceito exatamente como é.
Fora de casa, Pedro descobre um mundo completamente diferente, no qual suas travessuras deixam de ser vistas como divertidas e passam a ter consequências reais. A experiência, que inicialmente parece libertadora, logo se transforma em um desafio que o obriga a refletir sobre suas escolhas. Paralelamente, Bea, Thomas e os demais coelhos não medem esforços para encontrá-lo, arriscando tudo para trazê-lo de volta em segurança. O reencontro coloca Pedro diante de uma decisão crucial: continuar fugindo de quem ele é ou assumir responsabilidades e redefinir seu próprio caminho.
Com forte apelo ao público infantil, mas também dialogando com adultos, Pedro Coelho 2: O Fugitivo aposta em uma narrativa mais emocional do que o primeiro filme, sem abandonar o humor físico e o ritmo acelerado. A história trabalha temas como amadurecimento, família, aceitação e as consequências dos próprios atos, mantendo o tom leve característico da franquia.
O elenco original conta com nomes como Domhnall Gleeson, Rose Byrne, Elizabeth Debicki, James Corden, Margot Robbie e Colin Moody, que dão voz e vida aos personagens. Na versão dublada exibida na televisão brasileira, o filme reúne vozes conhecidas do público, garantindo acessibilidade e maior identificação, especialmente para crianças.
Produzido pela Sony Pictures, o longa teve seu lançamento marcado por sucessivos adiamentos em razão da pandemia de Covid-19. Inicialmente previsto para estrear em 2020, o filme acabou chegando aos cinemas dos Estados Unidos apenas em 18 de junho de 2021, após diversas mudanças no calendário. Apesar dos desafios, a animação manteve boa recepção entre o público familiar, consolidando-se como uma opção segura de entretenimento.
O episódio de Quilos Mortais exibido nesta sexta-feira, 16 de janeiro de 2026, a partir das 23h30, apresenta a trajetória de Tiffany, uma mulher que convive com a obesidade severa desde a infância e que vê na cirurgia bariátrica a principal chance de sobreviver e reconstruir sua qualidade de vida. Com 305 quilos, ela enfrenta limitações extremas de mobilidade e depende do companheiro para realizar tarefas básicas do cotidiano.
Desde muito jovem, Tiffany passou a usar a comida como uma forma de compensar traumas emocionais e a falta de vínculos afetivos estáveis. Ao longo dos anos, esse comportamento se intensificou, resultando em um quadro de compulsão alimentar que comprometeu não apenas sua saúde física, mas também sua autonomia e bem-estar psicológico. O programa contextualiza como experiências precoces podem influenciar hábitos alimentares ao longo da vida, especialmente quando não há acompanhamento emocional adequado.
A situação se agravou quando Tiffany foi diagnosticada com cálculo na vesícula, um problema de saúde que acendeu um sinal de alerta sobre os riscos iminentes que seu peso representa. O medo de repetir a trajetória do pai, que também sofreu com a obesidade mórbida, foi determinante para que ela buscasse ajuda médica especializada. A cirurgia bariátrica surge, então, como uma alternativa para interromper o avanço da doença e reduzir o risco de complicações graves.
Há cerca de cinco anos, Tiffany vive com o namorado, que se tornou uma figura central em sua rotina. Ele oferece suporte físico e emocional, auxiliando desde a locomoção até a adaptação a novas práticas alimentares. O episódio mostra, no entanto, que essa relação de cuidado também impõe desafios, já que a dependência pode interferir no processo de autonomia que o tratamento exige.
Mais do que a intervenção cirúrgica, Quilos Mortais destaca a importância do acompanhamento psicológico no enfrentamento da obesidade. A equipe médica reforça que compreender as causas emocionais da compulsão alimentar é essencial para evitar recaídas e promover mudanças duradouras. Para Tiffany, esse processo envolve revisitar o passado, reconhecer padrões de comportamento e construir novas formas de lidar com frustrações e ansiedade sem recorrer à comida.
O programa acompanha as etapas de preparação para a cirurgia, incluindo mudanças na dieta, avaliações médicas e sessões terapêuticas, evidenciando a complexidade do tratamento da obesidade severa. Cada avanço, por menor que pareça, representa um passo significativo rumo à recuperação da saúde e da autonomia.
Ao retratar a história de Tiffany, o episódio reforça o caráter humano e documental de Quilos Mortais, ao mostrar que a obesidade é uma condição multifatorial, influenciada por fatores emocionais, sociais e biológicos. A narrativa propõe uma reflexão sobre empatia, saúde mental e a necessidade de acompanhamento integral para pacientes que enfrentam quadros extremos.
A pergunta que permanece ao final é se Tiffany conseguirá transformar a oportunidade em mudança efetiva e construir uma rotina mais saudável. Sua história ilustra os desafios enfrentados por milhares de pessoas que lidam diariamente com a obesidade severa e buscam, na medicina e no apoio emocional, uma chance real de recomeço.
O universo dos games ganhou um novo e importante capítulo nesta quinta-feira, 15 de janeiro. Teve início a primeira edição do EP Games, evento promovido pelo Grupo EP que já estreia com ambições grandes: se consolidar como o maior festival gamer do interior brasileiro. Instalado no Shopping Iguatemi Campinas, o encontro une competições, cultura pop, debates, inclusão e entretenimento, e deve receber cerca de 10 mil visitantes até o encerramento, no domingo.
Desde a abertura dos portões, ficou evidente que o EP Games não foi pensado apenas para jogadores profissionais ou fãs hardcore. O espaço foi tomado por públicos diversos — crianças, adolescentes, adultos e famílias inteiras — todos atraídos pela proposta de viver a cultura gamer de forma ampla, acessível e imersiva. Mais do que disputar títulos, o evento convida o público a experimentar, aprender, trocar ideias e se reconhecer como parte de uma comunidade em constante crescimento.
O primeiro dia foi marcado por disputas decisivas que elevaram o nível de adrenalina. No torneio de Street Fighter 6, a final reuniu dois competidores que já vinham se destacando ao longo do campeonato. De um lado, NotPedro apostou em Sagat; do outro, Zangief_bolado entrou em cena com o personagem que se tornou sua marca registrada. A luta foi intensa, técnica e equilibrada, com cada round acompanhado de perto pelo público. O desfecho veio com um combo preciso que garantiu a vitória de Zangief_bolado, consagrando uma das finais mais vibrantes do dia.
A emoção seguiu no campeonato de EA FC, onde Big e Rampazzo protagonizaram uma final disputada lance a lance. O confronto virtual exigiu leitura rápida de jogo e decisões estratégicas, mantendo a plateia atenta a cada ataque. No fim, Big conseguiu balançar as redes em um momento decisivo, garantindo o título e encerrando a disputa sob aplausos.
Mas o EP Games vai muito além dos torneios. Um dos espaços mais movimentados da estreia foi o concurso de cosplay, que abriu inscrições nas categorias kids e adulto. Personagens de games, animes, filmes e séries ganharam vida no palco, revelando o talento, a criatividade e o carinho dos participantes pelos universos que representam. As apresentações mostraram que o cosplay é também uma forma de arte e expressão, reforçando o caráter cultural do evento.
A programação de conteúdo foi outro pilar forte do primeiro dia. Painéis e bate-papos abordaram temas essenciais para quem acompanha ou deseja ingressar no mercado gamer. Entre os assuntos discutidos estiveram a criação de conteúdo multiplataforma, a presença feminina nos e-sports e a importância da acessibilidade nos jogos de luta. Participaram das conversas nomes como Príncipe Vidane, do Jovem Nerd, WZY e Carol The Queen, com mediação de Anyazita e Caio Maciel, diretor de Marketing do Grupo EP.
Para Maciel, o grande diferencial do EP Games está na proposta inclusiva. Segundo ele, o evento foi pensado para acolher pessoas de todas as idades e níveis de familiaridade com os games. A ideia é oferecer experiências diversas: desde jogar e assistir a campeonatos até participar de palestras, conhecer profissionais do setor e entender melhor como funciona a indústria dos jogos no Brasil.
Outro momento bastante aguardado foi o Meet & Greet, que aproximou o público de atletas e criadores de conteúdo. Fãs puderam conversar, tirar fotos e trocar experiências com nomes ligados ao EA FC, aos jogos de luta e também com Wendell Lira, ex-jogador de futebol que hoje atua no cenário gamer. A iniciativa reforça a importância do contato direto entre quem produz e quem consome conteúdo, fortalecendo a comunidade.
O Lounge Podcast também chamou atenção ao receber a Creative Squad — formada por Mendrux, M4fi4 e Ligonz — em um bate-papo descontraído sobre criatividade, produção digital e atuação em múltiplas plataformas. O espaço funcionou como um ponto de reflexão sobre os rumos do mercado, destacando como os games dialogam cada vez mais com entretenimento, educação e tecnologia.
Com uma estrutura que reúne estandes de marcas, áreas interativas, campeonatos, conteúdo educativo e ações sociais, o EP Games demonstra maturidade já em sua edição inaugural. Parte da bilheteria será destinada a jovens de escolas públicas, ampliando o acesso à cultura gamer e incentivando o contato com tecnologia desde cedo.
A Sessão de Sábado desta semana, dia 17 de janeiro, entra no clima das comédias românticas ao exibir Idas e Vindas do Amor, filme que transforma o Dia dos Namorados em pano de fundo para uma série de histórias cruzadas sobre encontros, desencontros, expectativas e frustrações amorosas. Dirigido por Garry Marshall, o longa reúne um elenco estrelado e aposta em situações leves, divertidas e, em alguns momentos, emocionantes, para falar sobre o amor em suas mais diferentes formas.
A narrativa acompanha diversos personagens que vivem o mesmo dia, mas enfrentam experiências completamente distintas quando o assunto é relacionamento. Logo no início, o público conhece Reed Bennet, um florista romântico que decide dar um passo importante ao pedir sua namorada em casamento. Embora o pedido seja aceito, a reação dela levanta questionamentos e inseguranças que vão acompanhar o casal ao longo da trama.
Em paralelo, Julia Fitzpatrick vive um relacionamento aparentemente estável com um médico bem-sucedido, mas o trabalho dele coloca à prova a conexão entre os dois justamente em uma data simbólica. A distância e a rotina profissional mostram que nem sempre o amor resiste facilmente às prioridades do dia a dia, mesmo quando há carinho envolvido.
Outras histórias seguem caminhos bem diferentes. Liz Corynn acorda confiante após uma noite especial com o namorado, acreditando que o relacionamento está evoluindo, enquanto Felicia Miller celebra gestos grandiosos e românticos, como presentes exagerados e declarações públicas, típicos de um amor jovem e intenso. Já Sean Jackson, um famoso jogador de futebol americano, vive o oposto: apesar do sucesso profissional, sente-se profundamente sozinho e sonha com uma vida familiar que parece cada vez mais distante.
Há também espaço para personagens que rejeitam completamente o romantismo da data. Kara Monahan, por exemplo, mantém a tradição anual de organizar uma festa dedicada a odiar o Dia dos Namorados, reunindo pessoas que, assim como ela, preferem encarar a data com ironia e sarcasmo. Sua postura, no entanto, será testada ao longo do dia, mostrando que até os mais céticos podem ser surpreendidos.
Durante um voo para Los Angeles, o filme apresenta um encontro inesperado entre um passageiro carismático e a capitã da aeronave, dando origem a uma das histórias mais curiosas da trama. O acaso, elemento recorrente na obra, reforça a ideia de que o amor pode surgir nos momentos mais improváveis, mesmo quando menos se espera.
O longa também dedica atenção aos relacionamentos duradouros. Um casal que está junto há décadas enfrenta os desafios da convivência e da maturidade enquanto cuida do neto, trazendo um olhar mais sensível e realista sobre o amor que resiste ao tempo. Ao redor deles, personagens mais jovens lidam com descobertas, inseguranças e decisões importantes, como o início da vida adulta e as primeiras experiências amorosas.
Entre esses jovens está Grace, uma babá que acredita estar pronta para dar novos passos em seu relacionamento, mas que acaba confrontada com dúvidas e situações inesperadas. Já Kelvin Moore, um repórter cético e abertamente crítico ao Dia dos Namorados, se vê envolvido em uma experiência que desafia todas as suas convicções, mostrando que até os mais descrentes podem mudar de ideia.
Ao longo do filme, as histórias se entrelaçam de forma dinâmica, alternando momentos de humor, romance e pequenas decepções. Nem todos os casais permanecem juntos, alguns descobrem que não eram feitos um para o outro, enquanto outros encontram o amor justamente após uma separação ou mudança de perspectiva. A proposta não é oferecer finais perfeitos para todos, mas refletir sobre como o amor pode ser confuso, imprevisível e, ainda assim, essencial.
Idas e Vindas do Amor segue a fórmula consagrada de Garry Marshall, responsável por clássicos do gênero, apostando em um elenco numeroso e carismático, diálogos acessíveis e situações com as quais o público facilmente se identifica. A produção não busca aprofundamentos dramáticos intensos, mas funciona como um retrato leve e bem-humorado das relações modernas.
Apesar do consenso científico e das evidências cada vez mais visíveis no dia a dia, como ondas de calor extremas, secas prolongadas, enchentes e o avanço do nível do mar, as mudanças climáticas ainda são alvo de questionamentos organizados. Não se trata apenas de dúvidas isoladas, mas de um movimento estruturado que atua para enfraquecer a ciência, confundir a opinião pública e retardar decisões políticas urgentes. É esse cenário que o documentário inédito Contra o Negacionismo Climático investiga de forma direta e contundente. A produção estreia com exclusividade no canal Curta! e já está disponível no streaming CurtaOn – Clube de Documentários.
Dirigido e roteirizado por Elsa Guiol, o filme se dedica a desmontar o discurso negacionista, revelando suas estratégias, seus interesses e seus impactos sociais e políticos. Ao longo da narrativa, o documentário deixa claro que o negacionismo climático vai além da simples discordância científica. Ele se apresenta como uma ferramenta de poder, frequentemente ligada a agendas econômicas conservadoras e a setores que se beneficiam da manutenção de modelos de exploração ambiental.
A obra reúne depoimentos de cientistas, pesquisadores, comunicadores e especialistas em clima que explicam, de maneira acessível, como dados sólidos e estudos revisados por pares são sistematicamente atacados. Paralelamente, o filme mostra como organizações e instituições trabalham para desacreditar pesquisas, criar falsas controvérsias e alimentar teorias conspiratórias que ganham força especialmente nas redes sociais.
Para o pesquisador Albin Wagener, um dos entrevistados, o negacionismo climático representa uma ameaça que ultrapassa o campo ambiental. Segundo ele, ao corroer a confiança na ciência e no conhecimento, esses movimentos enfraquecem os próprios pilares da democracia. Quando fatos passam a ser tratados como opinião e evidências são substituídas por narrativas ideológicas, o debate público se torna refém da desinformação.
O documentário detalha como essa engrenagem funciona. Relatórios pseudocientíficos, campanhas de difamação contra ambientalistas e ataques pessoais a pesquisadores fazem parte de uma estratégia maior, muitas vezes financiada por empresas ligadas a setores como o de combustíveis fósseis. O objetivo é simples: gerar dúvida suficiente para atrasar políticas de transição energética, preservação ambiental e redução de emissões.
Além da análise estrutural, Contra o Negacionismo Climático aposta em histórias humanas para mostrar que a crise climática não é um problema distante ou abstrato. Um dos relatos centrais é o de Chris Burnet, considerado um dos primeiros migrantes climáticos dos Estados Unidos. Ele conta que, durante muito tempo, também foi cético em relação às mudanças climáticas, acreditando que seus efeitos se restringiam a lugares longínquos e imagens de geleiras derretendo.
A realidade mudou quando Burnet foi obrigado a deixar sua terra natal. Hoje, ele vive em uma área construída para acolher moradores de uma ilha na Louisiana ameaçada pelo aumento do nível do mar e pela intensificação de furacões. Seu depoimento ilustra de forma contundente como a crise climática já desloca populações inteiras e transforma vidas, especialmente em comunidades mais vulneráveis.
O filme também revisita momentos-chave da política climática internacional. Laurence Tubiana, diretora da Fundação Europeia do Clima, relembra os desafios enfrentados durante as negociações do Acordo de Paris. Segundo ela, embora o movimento negacionista tenha sofrido um revés naquele momento, ele não foi derrotado. Pelo contrário, adaptou-se, encontrando novas formas de espalhar desinformação e medo, mesmo após acordos históricos.
Com uma abordagem clara e didática, sem abrir mão da complexidade do tema, o documentário propõe um convite à reflexão. Ao expor os mecanismos do negacionismo climático, a obra destaca a importância da educação científica, do pensamento crítico e da responsabilidade coletiva diante de uma crise que afeta todo o planeta.
Produzido pela Together Media em parceria com a Babel DOC, Contra o Negacionismo Climático integra a faixa temática Sextas de História & Sociedade do canal Curta!, com exibição marcada para o dia 23 de janeiro, às 21h. O título também está disponível no CurtaOn – Clube de Documentários, acessível pelo Prime Video Channels, Claro TV+ e pelo site oficial da plataforma.
O Cine Aventura deste sábado, 17 de janeiro, leva ao ar um dos maiores sucessos da animação mundial com a exibição de Madagascar 3: Os Procurados. Terceiro capítulo da popular franquia da DreamWorks Animation, o filme reúne humor, aventura, música e personagens carismáticos em uma história que conquistou públicos de todas as idades e se tornou o maior êxito comercial da série.
Na trama, Alex, Marty, Gloria e Melman decidem finalmente voltar para Nova Iorque após um longo período vivendo na África. A saudade do zoológico e da antiga rotina faz com que o grupo trace um plano ambicioso para retornar aos Estados Unidos. No entanto, a jornada toma um rumo inesperado quando eles acabam em Monte Carlo, na Europa, chamando a atenção das autoridades locais e desencadeando uma série de perseguições caóticas. (Via AdoroCinema)
É nesse contexto que surge uma das personagens mais marcantes do filme: a capitã Chantel DuBois, chefe do controle de animais de Mônaco. Obcecada por troféus raros, ela passa a caçar Alex com determinação implacável, transformando-se em uma ameaça constante ao longo da narrativa. Sua presença adiciona tensão e comicidade à história, tornando cada fuga mais exagerada e divertida.
Para escapar de DuBois, os amigos encontram abrigo em um circo itinerante europeu. A partir desse encontro, o filme ganha uma nova identidade visual e narrativa, mergulhando de vez no universo circense. É ali que surgem personagens inéditos que rapidamente se tornam essenciais para a trama: Vitaly, um tigre russo desacreditado após um acidente; Gia, uma jaguar italiana confiante e talentosa; e Stefano, um leão-marinho expansivo e atrapalhado, responsável por grande parte do humor físico do longa.
A convivência com os artistas do circo faz com que Alex e seus amigos precisem reinventar a si mesmos. Acostumados às apresentações previsíveis do zoológico, eles passam a treinar números ousados e arriscados, explorando habilidades que nunca imaginaram possuir. Ao mesmo tempo, o circo enfrenta dificuldades financeiras e de reputação, o que cria um objetivo comum entre os grupos: impressionar um promotor e garantir uma turnê pelos Estados Unidos, com passagem por Nova Iorque.
Durante essa jornada, o filme aprofunda temas como identidade, pertencimento e escolha. Alex, em especial, começa a questionar se o retorno ao zoológico representa realmente o que ele deseja para o futuro. Sua aproximação com Gia traz uma nova perspectiva sobre liberdade e realização pessoal, enquanto Marty, Gloria e Melman também encontram novas motivações e desafios fora da antiga zona de conforto.
Lançado em 2012, Madagascar 3: Os Procurados marcou uma virada criativa para a franquia. Anunciado ainda em 2008, o filme apostou em um visual mais ousado, cores vibrantes e sequências musicais grandiosas. Parte significativa da animação e dos efeitos visuais foi desenvolvida pela DreamWorks Dedicated Unit, sediada na Índia, demonstrando a dimensão internacional da produção. A trilha sonora, assinada por Hans Zimmer, mistura composições originais com músicas populares, reforçando o clima festivo e acelerado da história.
A animação teve uma estreia de destaque ao ser exibida fora de competição no Festival de Cannes, um feito raro para produções do gênero. Nos cinemas, o filme recebeu críticas majoritariamente positivas, com elogios ao ritmo, ao humor e à capacidade de reinventar a série sem perder sua essência. O público respondeu de forma entusiasmada, resultando em uma arrecadação mundial superior a 746 milhões de dólares, tornando-o o filme de maior bilheteria da franquia.
No Brasil, Madagascar 3 também alcançou números expressivos, figurando entre as maiores estreias de animação do ano e consolidando ainda mais a popularidade dos personagens no país. O sucesso impulsionou a expansão do universo da franquia, incluindo o lançamento do spin-off Os Pinguins de Madagascar, em 2014, e manteve vivo o interesse por uma possível continuação, mesmo após mudanças internas na DreamWorks Animation terem adiado novos projetos.
A TV Brasil Internacional estreia neste domingo (18), às 20h (horário de Brasília), a série documental Brasil de Fato, nova produção do canal público da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). O lançamento marca a chegada de um projeto que aposta na análise crítica da realidade brasileira a partir de narrativas sensíveis, plurais e contextualizadas.
A temporada de estreia recebe o título Território em Fluxo e é composta por cinco episódios dedicados a investigar os conflitos históricos, sociais e políticos da região conhecida como Cracolândia, no centro de São Paulo. A série propõe ir além da abordagem tradicional sobre o tema, abrindo espaço para reflexões que questionam a lógica da chamada “guerra às drogas” e destacam experiências de resistência, cuidado e alternativas construídas dentro do próprio território.
Com linguagem documental, Brasil de Fato se debruça sobre os processos que moldam a sociedade brasileira, revelando camadas muitas vezes invisibilizadas no noticiário cotidiano. A produção busca compreender os fenômenos sociais a partir de seus contextos históricos, dando voz a diferentes personagens e perspectivas que coexistem nesses espaços marcados por tensão, exclusão e disputa.
Ao longo dos episódios, a série constrói um retrato complexo da Cracolândia, abordando não apenas o uso de drogas, mas também questões como políticas públicas, moradia, saúde, segurança, direitos humanos e a atuação de movimentos sociais. O território é apresentado como um espaço vivo, em constante transformação, atravessado por contradições e histórias humanas que desafiam leituras simplistas.
A TV Brasil exibe neste domingo (18), às 11h, o documentário “Essencial – Equipes de Saúde”, produção que lança um olhar profundo e humanizado sobre a atuação dos profissionais responsáveis pela linha de frente da atenção básica no Brasil. Com 52 minutos de duração, o média-metragem também está disponível no aplicativo TV Brasil Play, ampliando o acesso do público a uma obra que dialoga diretamente com a realidade do Sistema Único de Saúde (SUS).
Longe de uma abordagem técnica ou institucional, o documentário constrói sua narrativa a partir das vivências reais de quem atua diariamente em territórios marcados por desigualdades sociais e desafios estruturais. A produção acompanha o trabalho de quatro agentes comunitários de saúde, profissionais que exercem um papel estratégico ao estabelecer a conexão entre a população e os serviços públicos, promovendo cuidado contínuo e prevenção.
A obra revela como esses agentes se tornam figuras centrais nas comunidades onde atuam. Eles visitam casas, acompanham famílias ao longo dos anos, orientam sobre prevenção de doenças e ajudam a identificar demandas que vão muito além do atendimento médico tradicional. O filme evidencia que a saúde pública começa no território, na escuta e na presença constante desses profissionais.
Além dos agentes comunitários, Essencial – Equipes de Saúde amplia o retrato ao apresentar integrantes de equipes multiprofissionais que compõem a atenção primária: uma pediatra, um enfermeiro, uma fisioterapeuta e um anestesista. A diversidade de especialidades reforça o caráter integrado do cuidado oferecido pelo SUS, mostrando como diferentes áreas do conhecimento se complementam para atender o indivíduo de forma plena.
Ao longo do documentário, o conceito de atenção básica é explorado em sua dimensão mais ampla. O filme destaca que esse nível de cuidado não se limita ao tratamento de doenças, mas envolve ações de promoção da saúde, prevenção, diagnóstico precoce, reabilitação e acompanhamento contínuo. Trata-se de um modelo que busca cuidar da pessoa em sua totalidade, considerando seu contexto familiar e social.
Depoimentos sinceros e situações do cotidiano revelam os desafios enfrentados por essas equipes, como a escassez de recursos, a sobrecarga de trabalho e as dificuldades logísticas em regiões afastadas. Ainda assim, a produção ressalta a força dos vínculos criados com a população e o compromisso ético que sustenta a atuação desses profissionais, mesmo diante de adversidades.
Com uma linguagem sensível e observacional, o documentário também evidencia a importância da Estratégia de Saúde da Família como eixo estruturante do sistema público de saúde brasileiro. Ao aproximar profissionais e comunidades, essa política fortalece a prevenção, reduz internações evitáveis e promove um cuidado mais humano e eficiente.
O A&E traz de volta à programação uma de suas séries mais emblemáticas: Cidade Confidencial (City Confidential). Em novos episódios, a produção retoma sua proposta original de investigar crimes reais que deixaram marcas profundas em cidades e vilarejos dos Estados Unidos, mantendo o tom sombrio e cinematográfico que a tornou referência desde sua estreia nos anos 2000.
Com estética inspirada no noir e uma narrativa que foge do sensacionalismo, a série não se limita a reconstruir crimes. Cidade Confidencial observa como esses acontecimentos rompem a normalidade do cotidiano, expondo fragilidades, medos coletivos e segredos que permaneciam escondidos sob a aparência tranquila das comunidades. Cada história revela não apenas o crime, mas o rastro emocional e social deixado por ele.
O episódio de abertura da nova temporada, “Sequestro em Anchorage”, leva o espectador até o Alasca, onde um caso perturbador abalou a confiança e a sensação de segurança da população local. O desaparecimento de uma barista de 18 anos, conhecida e querida na cidade, transforma rapidamente a rotina de Anchorage em um cenário de tensão e incerteza.
Imagens de câmeras de segurança registram o momento em que a jovem é rendida dentro da cafeteria e levada à força por um homem armado. A partir desse ponto, a investigação se transforma em uma corrida angustiante contra o relógio. A polícia precisa decifrar pistas escassas, lidar com a brutalidade de um sequestrador sádico e agir rápido para tentar salvar a vítima antes que seja tarde demais.
Ao reconstruir o caso, o episódio destaca não apenas a ação policial, mas também o impacto emocional do crime sobre familiares, amigos e moradores da cidade. O medo se espalha, a confiança é abalada e a comunidade passa a encarar sua própria realidade sob uma nova perspectiva.