Sessão da Tarde desta terça (15) exibe o drama culinário Pegando Fogo com Bradley Cooper

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Foto: Reprodução/ Internet

A TV Globo exibe nesta terça-feira, 15 de julho, na Sessão da Tarde, o longa-metragem Pegando Fogo (Burnt), estrelado por Bradley Cooper e dirigido por John Wells. O filme, um drama com forte apelo humano ambientado no universo da alta gastronomia, será exibido no início da tarde e promete envolver o público com uma história de queda, recomeço e redenção profissional.

Na trama, Adam Jones (Bradley Cooper) é um chef de cozinha talentoso que já foi referência nos mais prestigiados restaurantes de Paris. Porém, envolvido com vícios e comportamentos autodestrutivos, ele perde tudo e se isola em Nova Orleans. Anos depois, determinado a retomar a carreira, Adam parte para Londres em busca de uma nova chance e do maior reconhecimento de sua área: a terceira estrela no Guia Michelin.

Para isso, ele se alia a Tony (Daniel Brühl), gerente de um restaurante elegante, e monta uma nova equipe formada por velhos conhecidos e novos talentos — entre eles, a chef Helene (Sienna Miller), com quem desenvolve uma relação de tensão e admiração. Em meio a desafios pessoais, rivalidades profissionais e uma pressão constante por excelência, Adam precisará não só dominar a cozinha, mas também a si mesmo.

O elenco ainda conta com nomes como Emma Thompson (Razão e Sensibilidade, Nanny McPhee), Uma Thurman (Kill Bill, Pulp Fiction), Matthew Rhys (The Americans, O Escândalo), Omar Sy (Intocáveis, Lupin), Alicia Vikander (A Garota Dinamarquesa, Ex Machina) e Riccardo Scamarcio (John Wick: Um Novo Dia para Matar, Três Andares), compondo um painel vibrante e internacional. A trilha sonora e a direção de arte reforçam o ritmo intenso da cozinha e o clima sofisticado da gastronomia contemporânea.

Disponível também em streaming

Além da exibição na TV Globo, Pegando Fogo está disponível para assinantes nas plataformas Globoplay, Netflix e Telecine.

Entenda o final da série Desobedientes, a nova sensação da Netflix, e os mistérios que ainda deixam perguntas em aberto

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Desde sua estreia em 25 de setembro, Desobedientes se tornou rapidamente um dos grandes destaques da Netflix, conquistando o topo das produções mais assistidas da plataforma. Criada e estrelada por Mae Martin, a série canadense promete mistério, suspense e drama adolescente em uma cidade aparentemente tranquila, mas que esconde segredos sombrios. No entanto, se por um lado a produção consegue prender a atenção do público, seu final levanta questões sobre escolhas narrativas e coerência de roteiro.

A trama acompanha Abbie (Sydney Topliffe) e Leila (Alyvia Alyn Lind), duas adolescentes enviadas à clínica Tall Pines por mau comportamento. Liderada pela enigmática Evelyn Wade (Toni Collette), a instituição exerce controle absoluto sobre os internos, alternando métodos de manipulação psicológica e doutrinação. A chegada do policial Alex Dempsey (Mae Martin) à cidade cria uma terceira perspectiva, de fora do sistema, que busca investigar os segredos da clínica e proteger os jovens da influência de Evelyn.

Ao longo de oito episódios, Desobedientes equilibra tensão e drama, mas nem sempre com consistência. O suspense é frequentemente construído em cima de clichês de filmes de terror psicológico e dramas juvenis, e embora a ambientação bucólica da cidade contraste bem com a trama sombria da clínica, algumas situações e reações dos personagens soam forçadas. A série se apoia mais em sustos e revelações rápidas do que em desenvolvimento orgânico, o que, em determinados momentos, compromete a credibilidade da narrativa.

O desfecho: fuga e traição

No episódio final, Abbie, Leila e Rory (John Daniel) conseguem fugir da clínica, escondendo-se em um micro-ônibus da instituição. A sequência é marcada por perseguição e tensão, mas a execução deixa a desejar. Os obstáculos que deveriam dificultar a fuga, como a polícia e os tutores da clínica, aparecem e desaparecem de forma conveniente, tornando o jogo de gato e rato menos convincente do que o prometido.

Enquanto isso, Alex é capturado por Dwayne (Brandon Jay McLaren) e submetido a um ritual de lavagem cerebral comandado por Evelyn. A reviravolta que permite que Coelha (Tattiawna Jones) realize a lavagem em Evelyn no lugar de Alex é, sem dúvida, o ponto mais ousado do episódio. Mas, embora criativo, o momento parece mais uma manobra para chocar o público do que um desenvolvimento coerente da história, reforçando a sensação de que a série opta pelo impacto imediato em detrimento da consistência narrativa.

Culto e poder: novas tensões

O final ainda apresenta Laura (Sarah Gadon) como antagonista emergente, criando seu próprio culto e propondo uma ordem onde seu bebê simboliza a coletividade. A ideia poderia ser explorada com profundidade, mas o tempo limitado da série não permite uma construção satisfatória. O conceito de poder, controle e manipulação que permeia Desobedientes é interessante, mas a execução do arco de Laura parece apressada e superficial, deixando o público com mais perguntas do que respostas.

Alex, por sua vez, decide permanecer na cidade, dividindo seu tempo entre proteger as crianças e lidar com seus conflitos pessoais. Esse desfecho tenta humanizar o policial, mas sua decisão também carece de motivação clara, parecendo servir mais para amarrar pontas soltas do que para desenvolver o personagem de forma convincente.

Crítica à narrativa e ritmo

Embora a série tenha elementos visuais e de suspense bem construídos, a série peca pelo ritmo irregular e pela dependência excessiva de reviravoltas abruptas. A minissérie deixa o final em aberto, sugerindo uma segunda temporada, mas o público acaba sendo obrigado a aceitar soluções rápidas e convenientes para conflitos que deveriam ter sido mais densamente explorados.

Os personagens, embora carismáticos, muitas vezes se comportam de maneira previsível ou contraditória. Evelyn, por exemplo, alterna entre uma líder implacável e uma vilã vulnerável sem que haja construção suficiente para justificar essas mudanças. Abbie e Leila, protagonistas centrais, têm arcos limitados, e seu crescimento ao longo da série é sugerido mais do que efetivamente mostrado.

Potencial desperdiçado

O conceito de Desobedientes — adolescentes confrontando uma instituição manipuladora e corrupta — é promissor e poderia render uma narrativa profunda e psicológica. No entanto, o roteiro parece mais preocupado em surpreender com twists do que em desenvolver tensão real e coerência emocional. A série termina com a sensação de que o suspense foi resolvido de forma conveniente e que muitos dos mistérios introduzidos ao longo dos episódios permanecem apenas superficiais.

Mesmo assim, há pontos positivos. Mae Martin entrega uma performance segura como Alex, Toni Collette se destaca em cenas de tensão e manipulação, e a cinematografia captura bem a dualidade entre a tranquilidade da cidade e a opressão de Tall Pines. Esses elementos ajudam a manter a série assistível, mas não suficiente para elevar o final a um desfecho satisfatório.

“A Hora do Mal” | Novo terror de Zach Cregger estreia com 100% no Rotten Tomatoes e promete marcar uma geração

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Em uma época em que o terror parece caminhar entre o cansaço de fórmulas repetidas e a necessidade de se reinventar, surge uma nova obra que não apenas assusta, mas perturba profundamente. A Hora do Mal, novo longa do diretor Zach Cregger — o mesmo responsável pelo elogiado “Noites Brutais” — chega cercado de expectativas e já cumpre uma façanha rara: estrear com 100% de aprovação no Rotten Tomatoes, o principal agregador de críticas do cinema atual. Os críticos destacam o roteiro inteligente, as atuações impecáveis e, principalmente, a coragem do longa em não oferecer todas as respostas.

Mas não se engane. Esta nova produção de terror psicológico não é um daqueles filmes recheados de “jump scares” fáceis ou monstros digitais à espreita no escuro. A proposta aqui é outra: inquietar com camadas, provocar reflexões e, principalmente, plantar dúvidas que o espectador levará para casa. Porque esta história perturbadora não fala apenas sobre o desaparecimento de crianças. Fala sobre o colapso de tudo aquilo que sustentava nossa noção de segurança — a fé, a autoridade, a escola, a família.

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Um silêncio às 2h17 da manhã

Imagine um dia comum. Quarta-feira. Alvorecer. Você entra no quarto do seu filho para acordá-lo, e a cama está vazia. O pijama ainda quente. A janela aberta. Nenhum sinal de violência. Nenhuma pegada. Nada. Agora, imagine isso acontecendo com todas as crianças da mesma turma escolar. Todas, menos uma.

Esse é o ponto de partida de A Hora do Mal. A cidadezinha fictícia de Withfield, na Flórida, amanhece com o sumiço inexplicável de uma classe inteira de crianças. O único aluno restante — um garoto visivelmente em estado de choque — é incapaz de explicar o que viu ou ouviu. Tudo o que se sabe é que, exatamente às 2h17 da manhã, cada uma delas levantou-se da cama, calçou os sapatos, saiu pelas portas da frente… e nunca mais foi vista.

Horror não como espetáculo, mas como desconforto

Desde o início, o filme deixa claro que não vai entregar respostas fáceis. O público é apresentado a uma teia de personagens cujas vidas se entrelaçam e se desfazem diante da tragédia. Não existe protagonista fixo. O horror, aqui, é coletivo — e, paradoxalmente, íntimo.

Há o detetive veterano vivido por Josh Brolin, um homem corroído por erros do passado e agora forçado a confrontar aquilo que tentou esquecer. Há a professora Srta. Gandy, interpretada com intensidade por Julia Garner, que se vê no centro do mistério: por que apenas seus alunos desapareceram? E será que ela mesma acredita no que está dizendo?

Temos ainda o jovem pastor interpretado por Alden Ehrenreich, que vê no acontecimento um sinal divino — ou uma chance de manipular os fiéis. E há Benedict Wong, no papel de um psiquiatra forense que chega para investigar o trauma coletivo da cidade, apenas para encontrar algo muito mais denso que qualquer prontuário médico poderia prever.

O elenco se completa com Austin Abrams, June Diane Raphael, Amy Madigan e Cary Christopher, este último no papel mais simbólico do filme: o garoto que ficou para trás. Sua presença é silenciosa, mas cortante. Seus olhos carregam a dor de quem viu o impossível — e a culpa de quem sobreviveu.

Uma produção que começou com disputa ferrenha

O interesse por Weapons — título original da obra — começou muito antes das câmeras começarem a rodar. Em janeiro de 2023, o roteiro de Zach Cregger virou ouro em Hollywood. Estúdios como Universal, TriStar, Netflix e New Line Cinema disputaram acirradamente os direitos de produção. A New Line venceu a batalha, garantindo a Cregger um contrato milionário e carta branca criativa, inclusive com privilégio de corte final (um luxo nos dias de hoje).

Diz-se que o diretor se inspirou no estilo entrelaçado de Magnólia (1999), de Paul Thomas Anderson, para montar a estrutura narrativa. Isso se traduz em uma história onde o terror não está apenas no acontecimento central, mas nas rachaduras emocionais que ele provoca em cada núcleo.

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Um filme moldado pelo trauma de quem o cria

Mais do que um filme de horror, a trama é um estudo sobre luto, repressão, histeria coletiva e a necessidade desesperada de encontrar sentido onde talvez não haja nenhum. O desaparecimento das crianças é apenas o gatilho. O verdadeiro terror está na reação da cidade: o pânico, as acusações infundadas, os rituais improvisados, a fé distorcida. É como se o medo não estivesse apenas em busca de culpados — mas de vítimas adicionais.

Zach Cregger se firma, aqui, como um diretor autoral do terror contemporâneo. Se Noites Brutais já havia causado burburinho ao subverter expectativas, este novo trabalho mostra maturidade. Ele entende que o horror não está nas sombras, mas no que as luzes revelam.

E há beleza nisso. A fotografia é opressiva, sim — com cenários áridos, casas precárias e igrejas decadentes. Mas também há uma estética quase melancólica, como se estivéssemos acompanhando o fim de uma era, o colapso de uma ideia de sociedade.

Trocas de elenco e rumos surpreendentes

Curiosamente, o papel que hoje é de Josh Brolin quase foi de Pedro Pascal. O astro chileno, a princípio, havia sido confirmado no projeto, mas precisou deixá-lo devido à agenda cheia com Quarteto Fantástico. A saída, que poderia ter sido um problema, acabou dando espaço para uma das atuações mais comentadas da temporada até agora: Brolin entrega um personagem dividido entre o policial e o homem comum, entre o pai e o falido emocional.

Outros nomes como Renate Reinsve também estiveram ligados ao projeto nos estágios iniciais, mas o resultado final encontrou um equilíbrio interessante entre veteranos de peso e rostos promissores. A direção de elenco é precisa: cada personagem, por menor que seja sua presença, carrega consigo um pedaço da tragédia — como se todos fossem culpados por omissão, silêncio ou desespero.

O mal que habita no coração da América

O que talvez torne esse terror tão impactante é sua crítica nada velada às estruturas morais da sociedade americana. A escola como lugar seguro falha. A polícia como protetora se revela corrupta. A igreja se transforma em palco de fanatismo. As mães e pais, perdidos, oscilam entre a culpa e a negação.

Há elementos sobrenaturais? Sim. Mas eles nunca são mais assustadores do que os humanos. Cregger nos obriga a olhar para dentro — e não para debaixo da cama. E o que encontramos ali é o verdadeiro terror.

Uma data marcada para o desconforto

Com estreia oficial marcada para 8 de agosto de 2025, nos Estados Unidos, o filme será distribuído pela Warner Bros. Pictures. O Brasil ainda aguarda confirmação de data, mas a expectativa é de que o longa ganhe sessões por aqui ainda no segundo semestre, com possibilidade de participação em festivais como o Fantaspoa ou o Mostra de SP.

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