Crítica | Eu Sei O Que Vocês Fizeram no Verão Passado (2025) renova o clássico com suspense e emoção

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Mais de 25 anos após o lançamento do clássico que definiu o slasher para uma geração inteira, Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado retorna em 2025 com um novo olhar, novas vítimas e a mesma sombra aterrorizante do passado. A produção dirigida por Jennifer Kaytin Robinson — conhecida por sua abordagem sensível e moderna sobre juventude e culpa — não é apenas uma releitura do original, mas uma extensão sombria e emocional da mitologia que se iniciou em 1997.

Com roteiro de Leah McKendrick, baseado no romance homônimo de Lois Duncan, o filme traz um elenco jovem liderado por Madelyn Cline, Chase Sui Wonders e Jonah Hauer-King, que vivem cinco amigos marcados por um segredo mortal. A nova versão mescla tensão psicológica, violência gráfica e uma forte carga emocional, que explora não só o trauma coletivo, mas também a herança de uma cidade ainda marcada pelo chamado Massacre de Southport — evento ocorrido na linha do tempo do filme original.

A nova trama: fantasmas do passado em corpos jovens

Logo nos primeiros minutos, o filme estabelece a atmosfera densa e moralmente ambígua que vai permear toda a narrativa. Em uma noite aparentemente comum de verão, cinco amigos celebram o fim do ensino médio. A embriaguez, a euforia e uma série de escolhas impulsivas culminam em um trágico acidente: um pedestre é atropelado e morre na hora. O grupo, tomado pelo pânico, decide esconder o corpo e jurar segredo.

O que parecia um pacto entre amigos se transforma em um pesadelo meses depois, quando todos passam a receber mensagens ameaçadoras: “Eu sei o que vocês fizeram.” O que começa como uma brincadeira mórbida vira terror absoluto quando um misterioso assassino com um gancho começa a persegui-los. Cada membro do grupo é confrontado não apenas com a morte iminente, mas com a culpa que os consome desde aquela noite. No entanto, à medida que investigam os ataques, descobrem que não são os primeiros a viver esse inferno: o passado do massacre de 1997 ainda ecoa.

Em uma virada engenhosa, o roteiro conecta os novos protagonistas aos sobreviventes originais do primeiro filme. Eles buscam a ajuda dos únicos que enfrentaram e sobreviveram ao maníaco há mais de duas décadas. O que parecia apenas um reboot se transforma em um capítulo adicional e sombrio de uma saga sobre culpa, arrependimento e vingança.

Direção afiada e tensão contínua

Jennifer Kaytin Robinson, que já havia demonstrado domínio sobre dilemas juvenis em Alguém Avisa? e Do Revenge, aqui se mostra à vontade no campo do terror, trazendo profundidade emocional sem sacrificar o suspense. Ela entende que o verdadeiro horror não está apenas no monstro com gancho — mas no que somos capazes de fazer uns com os outros para sobreviver ou esconder nossas falhas.

A cineasta também acerta ao utilizar um ritmo cadenciado que equilibra sustos brutais com momentos mais introspectivos. A violência é gráfica, mas nunca gratuita. Ela serve como extensão da dor interna dos personagens, um reflexo físico da culpa que carregam.

A fotografia é escura e opressiva, com uso frequente de névoa e sombras para esconder (e, por vezes, revelar) os perigos que se aproximam. Southport, a cidade fictícia que retorna como cenário, é mostrada como um lugar corroído por tragédias antigas, onde o tempo não apaga os pecados — apenas os esconde melhor.

O elenco: juventude à beira do abismo

Madelyn Cline, conhecida por Outer Banks, entrega uma performance tensa e cativante como a jovem líder do grupo, Emma. Sua personagem oscila entre o desespero e a tentativa de controle, encarnando uma figura que tenta manter todos unidos enquanto o medo os fragmenta. Já Chase Sui Wonders e Jonah Hauer-King interpretam, respectivamente, a melhor amiga de Emma e seu ex-namorado — ambos com segredos próprios que aumentam a tensão interna.

O filme também se destaca ao trazer de volta — em participações especiais e significativas — personagens ligados ao longa original. Embora a produção tenha mantido em sigilo a identidade dos veteranos que retornam, o impacto da conexão é profundo, reforçando que o mal em Southport não tem prazo de validade.

Temas profundos: culpa, juventude e o preço do silêncio

Mais do que um simples filme de terror, Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado (2025) é um estudo sobre juventude, responsabilidade e as consequências dos atos impensados. Ele reflete sobre o pacto do silêncio, frequentemente feito por medo ou vergonha, e como isso afeta toda uma comunidade.

Há uma discussão sutil sobre redes sociais, cancelamento e a nova forma de punição pública na era digital — algo impensável na época do filme original. O assassino, neste contexto, não é apenas um justiceiro mascarado: ele é a encarnação da vergonha e da verdade que sempre vem à tona, mesmo após anos de negação.

Além disso, a obra propõe uma reflexão sobre o trauma geracional. Ao revisitar os sobreviventes de 1997, o roteiro aponta para um ciclo de violência e omissão que se repete, mostrando que lidar com o passado é o único caminho para evitar novas tragédias.

Um novo fôlego para o horror teen

Enquanto muitos reboots se contentam em reciclar fórmulas, Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado (2025) surpreende ao não temer caminhar por novas rotas, mesmo que arriscadas. A produção aposta em um tom mais sombrio, psicológico e maduro, abraçando o slasher com mais consistência e menos dependência de sustos fáceis.

Ao introduzir uma mitologia própria — com pistas de que há algo maior, quase sobrenatural, por trás dos eventos de Southport — o filme abre caminho para possíveis continuações ou até uma minissérie. Em tempos em que o horror teen parecia esgotado, esta produção mostra que ainda há espaço para histórias bem contadas, com emoção e crítica social.

Um dos grandes filmes de terror do ano

Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado (2025) cumpre a difícil missão de reviver um clássico cult e, ao mesmo tempo, se estabelecer como uma obra relevante, independente e emocionalmente forte. É uma história de culpa e redenção, de erros que não podem ser apagados e de como o medo — quando nutrido em silêncio — pode virar um monstro real.

Para os fãs do original, é um retorno ao lar (assustador, mas necessário). Para os novos espectadores, é um convite ao pesadelo moderno, onde o horror não está apenas no escuro — mas no espelho.

Domingo Maior de 25/05: TV Globo exibe Bacurau, suspense nacional que virou fenômeno mundial

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Na noite deste domingo, 25 de maio de 2025, o Domingo Maior da TV Globo apresenta um dos filmes brasileiros mais impactantes e premiados dos últimos anos: Bacurau. Com direção de Juliano Dornelles e Kleber Mendonça Filho, o longa vai ao ar após o Fantástico, trazendo uma história carregada de tensão, crítica social e resistência popular.

Quando o sertão some do mapa…

O enredo se passa em um vilarejo fictício do sertão nordestino, chamado Bacurau. Após a morte da matriarca da cidade, os moradores começam a notar que algo muito errado está acontecendo: o povoado desapareceu dos mapas digitais e sinais estranhos tomam conta do local. Drones sobrevoam silenciosamente os céus, estrangeiros misteriosos surgem e cadáveres começam a aparecer. O clima muda — e rápido.

Liderados por figuras como Teresa (Bárbara Colen), Domingas (Sônia Braga) e o imprevisível Lunga (Silvero Pereira), os moradores percebem que estão sendo alvos de um ataque brutal. O que se segue é uma reação coletiva de defesa que mistura coragem, fúria e o senso de comunidade de um povo que resiste, com unhas e dentes, à aniquilação.

Um filme brasileiro aclamado no mundo todo

O filme conta com um elenco poderoso, incluindo Bárbara Colen, Karine Teles, Silvero Pereira, Sônia Braga, Thomas Aquino e o ator alemão Udo Kier. Cada um entrega atuações marcantes que elevam a intensidade da narrativa e ajudam a construir o clima de mistério e revolta que domina a trama.

A direção é assinada por Juliano Dornelles e Kleber Mendonça Filho, conhecidos por seus trabalhos autorais que exploram as camadas sociais e políticas do Brasil. Juntos, eles criam uma obra que é ao mesmo tempo provocadora, violenta e profundamente simbólica.

Com elementos que transitam entre o suspense, o drama e a ficção científica, Bacurau também funciona como um poderoso comentário sobre desigualdade, exploração e resistência. O filme tem classificação indicativa de 16 anos, e é recomendado para quem gosta de histórias impactantes e com algo a dizer.

Jurassic World: Recomeço domina as bilheterias no feriado de 4 de julho

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Nem super-heróis, nem animações fofinhas. Neste 4 de julho, o que realmente explodiu nas bilheteiras americanas foram rugidos, garras afiadas e a adrenalina de uma nova corrida jurássica. Aproveitando o feriado prolongado e a saudade do público por blockbusters grandiosos, a nova produção ambientada no universo dos dinossauros está dominando os cinemas com força total — e já caminha para bater recordes expressivos em sua estreia.

De acordo com projeções divulgadas pelo Deadline, a arrecadação doméstica pode ultrapassar US$ 85,4 milhões até o fim de semana, com potencial de crescimento para US$ 141,2 milhões considerando o feriado completo. É um desempenho que não só impressiona, como recoloca o gênero de ação/aventura no centro das atenções em um mercado cada vez mais competitivo e volátil.

🎆 A melhor sexta-feira de feriado desde a pandemia

Se os dados se confirmarem, a estreia já garantiu um lugar de destaque na história recente do cinema americano. O longa registrou US$ 26,3 milhões apenas na sexta-feira — o maior faturamento para esse dia no feriado de 4 de julho desde o início da pandemia. Para efeito de comparação, o recorde anterior era de Meu Malvado Favorito 4, que, em 2023, abriu com US$ 20,3 milhões no mesmo período.

Esses números sinalizam mais do que sucesso comercial: mostram que o público está, novamente, disposto a lotar as salas de cinema por uma experiência visual grandiosa, com som alto, tela gigante e aquela tensão que só um tiranossauro à solta consegue provocar.

🌍 E o mundo inteiro está embarcando nessa aventura

Não é só nos Estados Unidos que a terra está tremendo sob os passos de criaturas extintas. No circuito internacional, as expectativas também são altas: o longa deve fechar o domingo com US$ 312,5 milhões acumulados globalmente. Isso representa uma performance superior à de Reino Ameaçado (2018), que na época abriu com US$ 298,9 milhões — o que reforça que o apelo da franquia continua vivo e em plena forma, mesmo sete filmes depois.

🧬 Novos rumos, velhos perigos e uma fórmula que ainda funciona

O que mantém esse universo relevante, mesmo décadas após a estreia do primeiro filme em 1993, é sua capacidade de se reinventar. A nova fase aposta em personagens inéditos, tecnologia de ponta e tramas que conectam ciência, catástrofe e sobrevivência, sem perder o toque de nostalgia que cativa fãs antigos. Não é apenas sobre dinossauros — é sobre o conflito constante entre o homem e os limites éticos da ciência, entre controle e caos.

Além do espetáculo visual, há também um componente emocional: famílias vão ao cinema para se assustar, se encantar e, de certa forma, reviver a sensação de estar vendo algo realmente grande. É esse sentimento de “evento cinematográfico” que mantém a chama acesa — e o caixa registradora cheia.

Superman chega aos cinemas brasileiros com campanha inovadora e visita especial do elenco

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Depois de meses de expectativa, o novo filme do Superman estreia nesta quinta-feira (10 de julho) nos cinemas do Brasil, marcando o início de uma nova fase para o Universo DC. Dirigido por James Gunn e produzido por Peter Safran, o longa apresenta David Corenswet como Clark Kent/Superman, Rachel Brosnahan como Lois Lane e Nicholas Hoult no papel do icônico vilão Lex Luthor.

Sara Sampaio envia recado especial para fãs brasileiros

Uma das grandes novidades é a participação da atriz portuguesa Sara Sampaio, que interpreta Eve Teschmacher, personagem com papel crucial na trama. Em vídeo exclusivo publicado nas redes sociais da Warner Bros. Pictures Brasil, Sara falou diretamente ao público nacional, em português:

“Ver esse filme nos cinemas é algo incrível, cheio de emoção, ação e momentos que você não vai esquecer.”

A mensagem reforça a expectativa pela estreia e destaca o apelo internacional do projeto.

Ações urbanas transformam São Paulo em território Superman

Na véspera do lançamento, a campanha de marketing tomou conta da capital paulista de forma impactante. A estação de metrô Praça da Sé recebeu uma instalação imponente com o escudo do Superman projetado nos telões digitais, surpreendendo os milhares de passageiros que passaram pelo local.

A ação, parte de uma estratégia global que incluiu cidades como Londres, Roma e Tóquio, antecedeu o lançamento do novo trailer e colocou o Brasil no centro das atenções para o começo desta nova era do herói.

Rio de Janeiro celebra com contagem regressiva e visita do elenco

A Praia de Copacabana foi palco de uma contagem regressiva gigante para a chegada do elenco, que desembarcou no Rio para uma série de compromissos durante três dias. O ponto alto da visita foi a parada no Cristo Redentor, cartão-postal que simboliza a grandiosidade do evento.

Além disso, uma coletiva de imprensa na Casa de Santa Teresa reuniu mais de 200 jornalistas latino-americanos para um bate-papo exclusivo sobre o filme, acompanhado de uma vista deslumbrante da cidade.

Imersão na cultura brasileira e clima descontraído na Praia de Ipanema

Para se aproximar ainda mais do público local, o diretor James Gunn e o elenco tiveram um encontro descontraído com influenciadores em um quiosque na Praia de Ipanema. Lá, experimentaram quitutes tradicionais de boteco e brindaram com caipirinha e mate, imergindo no jeito brasileiro de celebrar a vida.

Esse momento mostrou um lado mais humano dos artistas e ressaltou a conexão especial que o filme busca criar com o público brasileiro.

Uma nova era para o Homem de Aço

Com uma equipe renovada e um elenco jovem, o filme promete renovar a mitologia do Superman, misturando ação, drama e personagens complexos. A produção busca cativar tanto os fãs de longa data quanto novas audiências, trazendo um olhar fresco sobre um dos super-heróis mais icônicos do mundo.

Crítica – Superman de James Gunn recupera a essência do herói com emoção e humanidade

James Gunn, conhecido por sua estética irreverente e personagens excêntricos, entrega aqui um trabalho mais contido e respeitoso. O diretor compreende o que Superman representa — não só como um símbolo de poder, mas como arquétipo de esperança, nobreza moral e humanidade em tempos sombrios. Sua abordagem evita o cinismo e o revisionismo exagerado, optando por uma leitura clássica e idealista do personagem, mas que não ignora as angústias atuais: desinformação, crises institucionais, tensões geopolíticas e o crescente ceticismo mundial.

No papel de Clark Kent, David Corenswet destaca-se pela entrega honesta, longe da grandiloquência tradicional dos super-heróis. Seu Superman é gentil, vulnerável e movido pela empatia. Ele sente antes de agir, é afetado pelas dores do mundo e, mesmo detentor de poderes extraordinários, busca seu lugar entre os humanos. Corenswet resgata o espírito de Christopher Reeve, com um toque mais introspectivo, construindo um herói que hesita, se questiona e erra. É nesse espaço entre mito e homem que o filme encontra sua força emocional mais autêntica.

Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba – Castelo Infinito alcança US$555 milhões e se consolida como maior filme japonês da história

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O fenômeno global Demon Slayer: Castelo Infinito segue quebrando recordes e conquistando fãs em todo o mundo. O longa, baseado no aclamado mangá Kimetsu no Yaiba de Koyoharu Gotouge, ultrapassou a marca impressionante de US$555 milhões em bilheteria mundial, tornando-se o filme japonês de maior arrecadação de todos os tempos. Só no Japão, a produção acumulou mais de US$269 milhões, consolidando seu status como um verdadeiro fenômeno cultural e financeiro.

Desde seu lançamento, Castelo Infinito quebrou diversos recordes no país. Nos primeiros 52 dias de exibição, o filme tornou-se a produção mais rápida da história a atingir 30 bilhões de ienes, superando clássicos como Your Name e Mugen Train. Essa marca impressionante não apenas demonstra a popularidade da franquia, mas também reforça a força do cinema de animação japonês, que tem ganhado cada vez mais espaço no cenário internacional.

A qualidade técnica e narrativa do filme, aliada à lealdade de uma base de fãs sólida, contribuiu para essa performance excepcional. As longas filas nos cinemas japoneses, a alta frequência em salas lotadas e a repercussão midiática mostram que Castelo Infinito não é apenas um sucesso comercial, mas também um marco cultural.

O impacto da produção não se limita ao Japão. Nos Estados Unidos, Demon Slayer: Castelo Infinito liderou a bilheteria pelo segundo fim de semana consecutivo, arrecadando US$17,3 milhões no período e totalizando US$104,73 milhões. O desempenho reforça que a história de Tanjiro, Nezuko e os Hashira consegue cativar audiências globais, mesmo com diferenças de idioma e cultura.

No Brasil, o filme também registrou números expressivos. Com classificação indicativa para maiores de 18 anos, Castelo Infinito foi a terceira melhor estreia de 2025, demonstrando que o público brasileiro acompanha atentamente a franquia e está disposto a enfrentar restrições de idade para conferir a produção. A repercussão positiva nos cinemas nacionais reforça a força da animação japonesa fora do seu país de origem.

O filme é uma adaptação do arco “Castelo Infinito” do mangá, sendo uma sequência direta da quarta temporada do anime. Diferentemente de outros lançamentos da franquia, como To the Swordsmith Village e Hashira Training, que são adaptações compiladas, Castelo Infinito foi concebido como longa-metragem, permitindo que a narrativa intensa e os confrontos dramáticos se desenrolem com ritmo próprio, semelhante ao sucesso de Mugen Train.

A trama acompanha Tanjiro Kamado, um jovem que se uniu à Demon Slayer Corps para salvar sua irmã mais nova, Nezuko, transformada em demônio. Enquanto os Hashira realizam o Treinamento dos Hashira para fortalecer suas habilidades, Muzan Kibutsuji invade a Mansão Ubuyashiki, colocando a vida do líder do Esquadrão em risco. Tanjiro e os Hashira são lançados em um espaço misterioso conhecido como Castelo Infinito, onde se estabelece o cenário para o confronto final contra os demônios, prometendo batalhas intensas e momentos de alta carga emocional.

A direção do filme é assinada por Haruo Sotozaki, com roteiro desenvolvido pela equipe do estúdio Ufotable. Conhecido por seu cuidado extremo com detalhes e sequências de ação, o estúdio mantém o padrão de excelência que tornou os filmes anteriores da franquia referência em animação. Cada cena de combate é meticulosamente planejada, com coreografias fluidas e efeitos visuais impressionantes que transportam o público diretamente para o universo do anime.

A trilha sonora desempenha papel fundamental, reforçando a tensão das batalhas e a carga emocional das cenas mais dramáticas. A combinação de animação impecável, narrativa envolvente e trilha sonora de impacto contribui para uma experiência cinematográfica imersiva, capaz de conquistar tanto fãs de longa data quanto novos espectadores.

Além do sucesso comercial, Castelo Infinito tornou-se um fenômeno cultural. No Japão, fãs de todas as idades participaram de sessões especiais, cosplays e eventos temáticos. A influência do filme também se estendeu à moda, ilustração e produtos licenciados, reforçando a presença da franquia no cotidiano dos fãs.

O sucesso internacional é igualmente notável. A estratégia de lançamento em mercados selecionados, combinada com campanhas de marketing eficazes e exibição em salas com legendas e dublagens, ajudou o filme a conquistar audiências fora do Japão. Nos Estados Unidos, o desempenho nas bilheterias confirma que a animação japonesa tem potencial de competir com grandes produções de Hollywood, abrindo caminho para futuras adaptações cinematográficas de anime no mercado global.

Comparação com Filmes Anteriores

Castelo Infinito supera os filmes anteriores da franquia em termos de bilheteria e impacto cultural. Mugen Train, lançado em 2020, havia estabelecido recordes significativos, mas a nova produção não apenas manteve o sucesso, como ampliou ainda mais a popularidade da série.

Enquanto Swordsmith Village e Hashira Training focavam no desenvolvimento dos personagens e no treinamento dos Hashira, Castelo Infinito concentra-se em ação intensa e resolução de conflitos, proporcionando uma experiência cinematográfica completa. Essa abordagem reforça a importância do longa como peça central da narrativa de Demon Slayer e garante que os momentos de clímax sejam explorados com máxima intensidade.

A Influência de Koyoharu Gotouge

O sucesso de Castelo Infinito está profundamente ligado à obra original de Koyoharu Gotouge. O mangá Kimetsu no Yaiba conquistou leitores ao redor do mundo, combinando ação, fantasia sombria e drama humano de maneira equilibrada e cativante. A adaptação cinematográfica preserva a essência do material original, respeitando personagens, arcos narrativos e a profundidade emocional que tornou a obra um fenômeno global.

A construção de um universo coerente e detalhado permite que o estúdio Ufotable explore visualmente cenários complexos e criaturas demoníacas de maneira impactante, sem comprometer a integridade da história. O resultado é um filme que agrada tanto aos fãs fiéis quanto ao público que conhece a franquia apenas por meio do cinema.

Diamond Films libera trailer intenso de “Marty Supreme”, novo drama esportivo com Timothée Chalamet em busca do Oscar

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A Diamond Films virou o dia de cabeça para baixo nesta sexta, 14, ao publicar o primeiro trailer de Marty Supreme, um drama esportivo intenso e estilizado que coloca Timothée Chalamet (Um Completo Desconhecido, Duna, Me Chame Pelo Seu Nome) em uma de suas performances mais ousadas até agora.

O vídeo caiu nas redes como uma faísca em um galpão cheio de gasolina: fãs, críticos e curiosos começaram imediatamente a comentar o tom frenético das imagens, a estética carregada de tensão e, claro, a entrega visceral do ator, que parece completamente transformado.
Sem repetir qualquer fórmula de seus trabalhos anteriores, Chalamet surge mais bruto, inquieto e elétrico — e já há quem enxergue no filme um forte candidato à temporada de prêmios. Abaixo, confira o vídeo:

Uma Nova York subterrânea, um esporte improvável e um diretor que ama o caos

O projeto é comandado por Josh Safdie (Joias Brutas, Bom Comportamento), cineasta que se tornou sinônimo de histórias claustrofóbicas e personagens à beira de um ataque nervoso. Depois do impacto de Joias Brutas, Safdie troca o universo das apostas ilegais modernas pela Nova York dos anos 1950, mas leva consigo a mesma energia anárquica.

Desta vez, ele mira o mundo do tênis de mesa — um cenário quase mítico para quem viveu aquela época e que, curiosamente, o cinema sempre ignorou. O trailer já mostra que o diretor não tem qualquer interesse em seguir padrões: o pingue-pongue aqui ganha aura de rock sujo, suor quente e um tipo de intensidade que faz a bola parecer uma pequena granada quicando de um lado ao outro.

Safdie assina o roteiro ao lado de Ronald Bronstein (Daddy Longlegs, Joias Brutas), parceiro de longa data e igualmente obcecado por personagens quebrados. Juntos, eles constroem uma Nova York viva, densa e barulhenta: um mosaico de artistas, esportistas, boêmios e figuras excêntricas que habitavam clubes esfumaçados, porões apertados e galpões improvisados — todos querendo provar alguma coisa para si mesmos e para o mundo.

Não é biografia — é obsessão

Embora o filme beba levemente da trajetória de Marty Reisman (ídolo do tênis de mesa nos anos 1950), a proposta passa longe de uma cinebiografia tradicional. Marty Supreme é, antes de tudo, uma história sobre fixação: a de um jovem que se recusa a desaparecer na multidão. No trailer, Marty aparece como um garoto talentoso, mas constantemente desacreditado. A câmera o segue de perto — perto demais — em treinos frustrados, competições clandestinas e momentos de pura autodestruição emocional. A Nova York recriada no filme não serve apenas como pano de fundo; ela pulsa junto com o protagonista. É como se cada esquina ecoasse os conflitos dele.

A transformação de Timothée Chalamet

As reações mais entusiasmadas ao trailer giram em torno da metamorfose de Chalamet. Ele adota um corpo inquieto, gestos fragmentados, olhares que queimam de determinação e desespero. Não é o charme melancólico de Me Chame Pelo Seu Nome nem o heroísmo contido de Duna — é outra coisa.
Há uma agressividade silenciosa, uma vulnerabilidade exposta, uma energia que sugere que o personagem está sempre um passo de perder tudo — inclusive a si mesmo.
Para muitos, essa pode ser a atuação mais arriscada da carreira do ator.

Um elenco inesperado e cheio de personalidades

O filme reúne um grupo improvável (e delicioso) de participações. Gwyneth Paltrow (Shakespeare Apaixonado, Contágio) interpreta Kay Stone, uma figura enigmática que aparece pouco, mas diz muito com os olhos.
Odessa A’zion (Hellraiser, Convite Maldito) surge como Raquel, presença que parece tanto impulsionar quanto desequilibrar Marty emocionalmente.

A grande surpresa é Fran Drescher (The Nanny, Beautician and the Beast), conhecida por décadas pelo humor brilhante na TV. Aqui, ela interpreta a mãe do protagonista em um papel grave, denso e completamente distante do que o público espera dela.

Outro nome que chamou a atenção é o de Tyler, The Creator (multivencedor do Grammy, videoclipes e projetos visuais), creditado como Tyler Okonma, fazendo sua estreia como ator. Mesmo com poucos segundos de trailer, sua presença já deixa claro que ele não entrou no projeto para fazer figuração.

A lista ainda inclui Kevin O’Leary (Shark Tank), Philippe Petit (O Equilibrista), Spenser Granese (The Last of Us), Emory Cohen (O Lugar Onde Tudo Termina, Brooklyn), Sandra Bernhard (Pose, Scandal), Isaac Mizrahi (Unzipped) e até ex-jogadores icônicos como Tracy McGrady (NBA Hall of Fame) e Kemba Walker (Boston Celtics, Charlotte Hornets).

My Hero Academia | Netflix garante fidelidade ao mangá com supervisão de Kohei Horikoshi no live-action

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A Netflix anunciou recentemente a produção de um filme live-action de My Hero Academia, e a notícia tem gerado grande expectativa entre fãs e críticos. O ponto central que diferencia esta adaptação de outras produções similares é o envolvimento direto de Kohei Horikoshi, criador do mangá, que supervisiona cada etapa do projeto, garantindo que a essência da obra original seja preservada.

Jason Fuchs, roteirista do filme, afirmou em entrevista à Entertainment Weekly que Horikoshi está “muito envolvido” no processo. “Não há tratamento, não há esboço, não há cenas que ele não revise, com polegares para cima ou para baixo”, explicou Fuchs. Ele acrescenta que essa participação reforça a confiança da equipe em entregar uma obra que os fãs reconhecerão e apreciarão, respeitando a história e os personagens que conquistaram o mundo.

O fenômeno que conquistou o mundo

My Hero Academia é um mangá escrito e ilustrado por Kohei Horikoshi, publicado na revista Weekly Shōnen Jump entre julho de 2014 e agosto de 2024, totalizando 42 volumes. No Brasil, a série é publicada pela JBC, enquanto em Portugal a responsabilidade é da Devir. Desde o início, a obra conquistou uma base sólida de fãs, graças à combinação de ação, humor, drama e a construção de um universo de super-heróis extremamente rico.

A história acompanha Izuku Midoriya, um jovem que nasce sem superpoderes — conhecidos no universo como “individualidades” — em um mundo em que a maioria das pessoas os possui. Apesar de sua condição, Midoriya sonha em se tornar um grande herói, inspirado pelo lendário All Might, o Símbolo da Paz.

Uma trajetória marcada por coragem e superação

O ponto de virada na vida de Izuku ocorre quando ele ajuda All Might em uma situação de perigo. Reconhecendo sua coragem e determinação, All Might decide compartilhar com ele seu poder, o One for All, permitindo que Midoriya ingresse na Escola de Heróis U.A. — uma instituição que treina jovens para se tornarem super-heróis.

A narrativa acompanha sua evolução, desde os desafios do treinamento até os conflitos com colegas e vilões poderosos. Personagens como Katsuki Bakugo, Ochaco Uraraka e Shoto Todoroki são parte essencial da trama, cada um com motivações próprias, dilemas morais e histórias de crescimento que tornam o universo da trama tão completa e cativante.

Do mangá ao anime

O sucesso do mangá impulsionou a produção de um anime pelo estúdio Bones. A primeira temporada estreou em abril de 2016, seguida por novas temporadas que expandiram o universo da história e aprofundaram o desenvolvimento dos personagens. No Brasil, o anime ganhou espaço na TV aberta em 2021, pelo canal Loading, enquanto em Portugal foi transmitido pelo Biggs em 2019.

A adaptação animada manteve a fidelidade à obra original, equilibrando momentos de ação intensa com tramas emocionais e cenas de construção de caráter. Esse cuidado ajudou a consolidar My Hero Academia como um fenômeno internacional, reconhecido tanto por críticos quanto por fãs.

Desafios da adaptação live-action

Adaptar um mangá e anime de sucesso para live-action é um desafio notório. Os personagens possuem habilidades únicas, cenas de ação extremamente dinâmicas e um estilo visual marcante. A supervisão de Horikoshi, contudo, promete minimizar erros de adaptação, garantindo que elementos essenciais da narrativa, do visual e da personalidade dos personagens sejam mantidos.

Jason Fuchs enfatiza que cada detalhe do roteiro será analisado, desde diálogos até as coreografias de combate. O objetivo é criar um filme que seja, ao mesmo tempo, fiel ao material original e capaz de dialogar com um público novo, que talvez nunca tenha lido o mangá ou assistido ao anime.

Por que My Hero Academia conquista fãs

O que diferencia My Hero Academia de outras histórias de super-heróis é a profundidade de seus personagens. Izuku Midoriya representa coragem, empatia e perseverança, valores que ressoam com o público de forma universal. Personagens como Bakugo e Uraraka acrescentam camadas de complexidade, mostrando que até os heróis enfrentam medos, inseguranças e conflitos internos.

Essa abordagem humana é parte do motivo pelo qual a obra conquistou leitores e espectadores em todo o mundo. O filme live-action terá a missão de transmitir essas nuances, equilibrando ação, drama e humor de maneira convincente.

Resumo da novela Vale Tudo de sábado (06/09) – Odete assume romance com César

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No capítulo da novela Vale Tudo desta sábado, 06 de setembro de 2025, Odete não esconde mais seus sentimentos e assume publicamente o namoro com César. Confidente, ela comenta com Celina que Estéban retornou ao Brasil, notícia que promete abalar velhas feridas. Em paralelo, Raquel compartilha com Ivan sua nova visão para a Paladar: transformar o espaço em uma cozinha solidária, reforçando seu desejo de unir negócios e responsabilidade social. Já Renato conversa com Sardinha sobre o projeto de lançar uma revista para a Tomorrow, ideia que começa a ganhar forma.

Enquanto isso, Maria de Fátima se surpreende ao ouvir de Marina que César está prestes a se casar com Odete, revelação que a deixa inquieta. No núcleo de Afonso, a teimosia do empresário preocupa a família: ele se recusa a retornar ao hospital e continuar o tratamento enquanto não surgir um doador compatível. Ana Clara, por sua vez, toma a dianteira contra possíveis armações de Odete e decide reunir fotos e vídeos ao lado de Leonardo como forma de se proteger.

A campanha lançada pela Paladar alcança grande sucesso, reforçando a imagem positiva do restaurante. Nesse clima de mudanças, Aldeíde e André tomam a decisão de alugar o apartamento e logo comunicam a novidade a Poliana.

Mas o destino reserva um choque: ao entrar em um restaurante acompanhado de Solange, Renato e Sardinha, Afonso dá de cara com Maria de Fátima e Mário Sérgio.

O que vai rolar nos próximos capítulos de Vale Tudo?

Solange reage com firmeza quando Maria de Fátima e Mário Sérgio tentam forçar uma conversa com ela e Afonso no restaurante. Ao mesmo tempo, Aldeíde teme como Consuêlo reagirá ao descobrir que André irá morar com ela. Raquel, entusiasmada com as novas oportunidades, aceita o convite de Renato e Solange para que a Paladar ganhe espaço em uma matéria da revista da Tomorrow. Para ajudar na divulgação, Bruno grava com Ivan o vídeo de lançamento da agência, enquanto Marieta incentiva Poliana a aparecer ao lado de Raquel na reportagem.

Em meio à aproximação, Marieta e Poliana decidem assumir o namoro. Já Odete, focada em consolidar sua imagem, orienta Celina sobre os preparativos do casamento com César. Renato fotografa Heleninha, e a sessão acaba despertando um clima inesperado entre eles. Paralelamente, Maria de Fátima e Mário Sérgio articulam contra o casamento de Odete e plantam uma notícia difamatória, ligando César ao roubo do quadro de Heleninha. A bomba estoura no dia da festa, e César, abalado, decide fugir com Olavo, mas Odete o impede e anuncia aos convidados que a notícia é falsa, reafirmando sua autoridade.

Olavo seduz Celina, que acaba se entregando a ele, deixando Eugênio em choque ao descobrir. Para agradar César, Odete o presenteia com um carro, mas Marco Aurélio aproveita o momento para avisar a Leila que o Conselho da TCA pode afastar Odete da presidência. Em paralelo, César abre o jogo com Odete: confessa que de fato participou do roubo do quadro, embora a ideia tenha partido de Maria de Fátima.

A revelação ganha novos contornos quando Mário Sérgio confirma a Odete que foi Maria de Fátima quem espalhou a notícia difamatória. Afonso, atento, comenta com Solange que a repercussão do casamento da mãe já derrubou o valor das ações da TCA. Enquanto isso, Vasco pede a Ivan que organize a lua de mel dele com Lucimar. Marco Aurélio, cada vez mais ambicioso, exige de Odete uma fatia maior dos lucros da empresa.

Odete, porém, passa a se preocupar com uma nova reportagem que expõe todos os homens com quem ela já se envolveu, temendo que o Conselho use isso contra ela. Marina, aproveitando-se da situação, vende informações da mansão para Maria de Fátima e revela o caso de Olavo com Celina.

Nos bastidores da TCA, Mário Sérgio insinua que a matéria contra Odete pode ter sido plantada por alguém da própria diretoria. Marco Aurélio estranha o elogio inesperado que ela faz à clínica de estética de Leila. A tensão aumenta quando Freitas avisa a Marco Aurélio que a Polícia Federal prepara uma batida na Essenza. Temendo ser pego, Marco Aurélio reúne provas para tentar burlar a investigação.

Enquanto isso, André sente saudade da família, e Heleninha convida Tiago para expor suas animações em sua galeria. Ela também estranha o sumiço repentino de Ana Clara do grupo do AA. No jogo de manipulações, Mário Sérgio continua a usar Odete e Marco Aurélio a seu favor. Afonso, fragilizado, pede a Heleninha que cuide de seus filhos caso algo lhe aconteça.

Estéban se surpreende ao flagrar Celina e Olavo juntos. Olavo, em seguida, aconselha Maria de Fátima a desistir de César, tentando contornar mais conflitos. Em outro núcleo, Luciano pede Daniela em casamento. Mas o maior impacto vem quando Afonso avisa a Odete que recebeu de um jornalista amigo a informação de que um grande escândalo envolvendo a TCA e o nome dela está prestes a explodir. Odete, apreensiva, percebe que a ruína pode estar mais próxima do que imagina.

Crítica – Bailarina é arte e brutalidade em perfeita harmonia no universo de John Wick

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Com Bailarina, o universo de John Wick ganha um novo e vibrante fôlego. Sob a direção segura de Len Wiseman, conhecido por seu domínio estético em filmes de ação estilizados, o spin-off ousa levar a franquia a uma direção mais sensorial e intimista, centrada em uma figura feminina poderosa e complexa. Eve Macarro, interpretada com força e sutileza por Ana de Armas, é uma assassina moldada pela tragédia e treinada pela enigmática organização Ruska Roma — introduzida em John Wick: Capítulo 3 — e agora explorada com mais profundidade.

Logo de início, o longa deixa claro que sua proposta é mergulhar o público em uma atmosfera densa e visualmente arrebatadora. A direção de arte é um espetáculo à parte: os cenários frios e luxuosos, banhados por luzes neon e sombras dramáticas, evocam tanto o lirismo quanto a brutalidade, um contraste que se reflete na própria protagonista. A trilha sonora — minimalista e atmosférica — acompanha cada respiração, cada disparo, cada passo de dança com uma precisão quase cirúrgica.

O grande diferencial de Bailarina está nas sequências de ação, verdadeiras coreografias cinematográficas que fundem técnicas marciais com movimentos do balé clássico. Longe de ser apenas um recurso estético, essa escolha dá ao filme um ritmo singular, onde violência e beleza caminham lado a lado. Cada embate é filmado com clareza e impacto, respeitando o espaço físico dos personagens e valorizando o desempenho dos atores.

Ana de Armas, por sua vez, entrega uma das performances mais cativantes de sua carreira. Sua Eve é silenciosa, letal, mas profundamente humana. A dor da perda e o desejo de justiça movem a personagem, que encontra no instinto assassino não apenas sobrevivência, mas expressão emocional. A atriz transita com naturalidade entre o lirismo de uma bailarina e a ferocidade de uma vingadora, imprimindo carisma e intensidade a cada cena.

Ainda assim, Bailarina não escapa de alguns tropeços. A narrativa, embora funcional, não traz grandes reviravoltas ou surpresas. Em comparação aos capítulos principais da franquia, falta à trama uma teia de subtramas e conexões mais intrincadas. O roteiro se mantém focado e direto — o que pode ser positivo em termos de ritmo, mas limita a ambição da história.

No entanto, como extensão do universo John Wick, o filme acerta em cheio. Introduz novos elementos mitológicos, expande personagens secundários com inteligência e prepara o terreno para futuras conexões — tudo isso sem perder sua identidade própria. Bailarina é um spin-off que respeita suas origens, mas ousa experimentar novas formas, tons e narrativas.

“O Agente Secreto” | Kleber Mendonça Filho transforma Recife no palco de um dos filmes mais esperados do ano

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Foto: Reprodução/ Internet

Tem filmes que não são apenas filmes. São reencontros. Fragmentos de vida que voltam à tona por meio da câmera, da música, do silêncio e, sobretudo, da memória. O agente secreto, novo longa-metragem de Kleber Mendonça Filho, é um desses casos raros em que o cinema deixa de ser só entretenimento e se torna também um gesto de retorno, escuta e resistência.

No dia 10 de setembro, essa história começa seu percurso em solo brasileiro — e o local escolhido para esse pontapé inicial é simbólico e carregado de emoção: o Cinema São Luiz e o Teatro do Parque, dois espaços históricos no coração do Recife, serão os palcos simultâneos das primeiras exibições do filme. E não é por acaso. Fundado em 1952, o São Luiz foi restaurado recentemente e, além de acolher a estreia, também serviu como locação para o próprio longa. O Teatro do Parque, inaugurado em 1919, compartilha o mesmo fôlego de resistência e memória. Ambos se tornaram mais do que lugares: são guardiões da história afetiva da cidade.

Essas sessões inaugurais contarão com a presença do diretor Kleber Mendonça Filho, da produtora Emilie Lesclaux, da distribuidora Silvia Cruz e de boa parte do elenco estelar do filme, incluindo nomes como Wagner Moura, Maria Fernanda Cândido, Tânia Maria, Carlos Francisco, Isabel Zuaa, Robério Diógenes e Laura Lufési. A pré-venda dos ingressos começa no dia 4 de agosto e, para quem conhece a força do cinema de Kleber, é bom garantir lugar logo: não há dúvidas de que será uma noite memorável para o Recife.

Recife como cenário, personagem e pulsação

O agente secreto se passa em 1977, período em que o Brasil vivia sob a sombra da ditadura militar. O protagonista Marcelo, interpretado por Wagner Moura, é um técnico em eletrônica que retorna à sua cidade natal, o Recife, após anos afastado. A busca por um recomeço, no entanto, se revela um mergulho em territórios instáveis — tanto na cidade quanto em sua própria alma. A trama se desenrola como um thriller político, tenso e atmosférico, mas sem perder a dimensão profundamente humana dos filmes de Kleber.

A escolha de ambientar a narrativa no Recife não é apenas geográfica. É existencial. A cidade não é pano de fundo — é corpo, tempo, cheiro, memória. Ela influencia as escolhas de Marcelo, suas angústias, suas fugas. O centro da cidade, com suas esquinas marcadas pelo abandono e pela beleza decadente, torna-se um espelho do próprio país naquele momento histórico.

Kleber, que já havia filmado o Recife com maestria em O som ao redor e Aquarius, volta a colocar a cidade no centro da discussão. E o faz sem idealizações: há beleza, mas também sujeira; há poesia, mas também tensão. É um Recife de carne e osso.

A estreia que é também um manifesto

Não é exagero dizer que o lançamento do filme no Cinema São Luiz e no Teatro do Parque tem um peso quase histórico. Em um Brasil onde cinemas de rua seguem fechando as portas e teatros são constantemente ameaçados por cortes de verba e abandono, reocupar esses espaços com uma obra que dialoga diretamente com o país e seu passado é, também, um ato político.

Kleber Mendonça Filho nunca escondeu seu compromisso com o cinema de resistência. Seja por suas escolhas estéticas ou por suas posturas públicas, ele é hoje uma das vozes mais potentes do audiovisual brasileiro. E nesse novo trabalho, a ideia de resistência aparece não só no conteúdo, mas na forma: ao estrear o filme nesses espaços emblemáticos, ele reafirma o valor da experiência coletiva da sala escura — aquela em que o público se emociona junto, em silêncio.

Além disso, o evento ganha contornos ainda mais emocionantes por acontecer na cidade onde tudo começou. Kleber nasceu e cresceu no Recife. Começou sua carreira como crítico, fez curtas-metragens experimentais e construiu sua filmografia de forma orgânica, quase artesanal, sempre com os pés fincados na cidade. O agente secreto, nesse sentido, é também uma volta para casa — mas uma volta crítica, inquieta, disposta a mexer nas feridas.

Um longa que já conquistou o mundo

Antes mesmo de estrear nos cinemas brasileiros, O agente secreto já coleciona prêmios e aplausos nos quatro cantos do mundo. O filme fez sua estreia mundial no Festival de Cannes, onde foi aclamado pela crítica e saiu com quatro prêmios importantes: Melhor Diretor, para Kleber Mendonça Filho; Melhor Ator, para Wagner Moura; o Prêmio FIPRESCI, da Federação Internacional de Críticos de Cinema; e o Prêmio Art et Essai, concedido pela AFCAE (Associação Francesa de Cinema de Arte).

Desde então, passou por festivais como o New Horizons, na Polônia; o Festival de Cinema de Sydney, na Austrália; o Cinéma Paradiso Louvre, na França, onde foi exibido ao ar livre nos jardins do museu; e mais recentemente, esgotou todas as sessões de pré-estreia em Portugal. O próximo passo da jornada internacional será o Festival de Toronto (TIFF), onde integra a cobiçada seleção Special Presentations — espaço dedicado a filmes com potencial artístico e impacto global.

O que torna tudo isso ainda mais impressionante é o fato de que o filme já tem lançamento garantido em nada menos que 94 países, incluindo gigantes como Estados Unidos, China, Coreia do Sul, México, Alemanha, Grécia, Índia, Nova Zelândia e Finlândia. A comercialização internacional está sendo feita pela MK2, uma das maiores distribuidoras da Europa, o que reforça o alcance da obra.

No Brasil, a estreia oficial está marcada para o dia 6 de novembro, em circuito comercial. Mas as exibições especiais — que começam por Recife — seguirão por outras capitais em setembro e outubro.

Uma rede de talentos por trás e diante das câmeras

O elenco de O agente secreto é um espetáculo à parte. Além de Wagner Moura, um dos atores brasileiros mais reconhecidos internacionalmente, o filme conta com nomes como Maria Fernanda Cândido, Gabriel Leone, Hermila Guedes, Carlos Francisco, Isabel Zuaa, Alice Carvalho, Tânia Maria, entre muitos outros. É um elenco diverso, comprometido, que entrega atuações densas e carregadas de subtexto.

E não é só na frente das câmeras que a força se revela. A produção é assinada por Emilie Lesclaux, parceira de Kleber desde os primeiros projetos, e é uma coprodução entre o Brasil (CinemaScópio), a França (MK Productions), a Holanda (Lemming Film) e a Alemanha (One Two Films). No Brasil, o filme será distribuído pela Vitrine Filmes, responsável por trazer ao público nacional alguns dos títulos mais relevantes do cinema contemporâneo. No exterior, os direitos foram adquiridos por distribuidoras de peso como NEON (nos EUA e Canadá) e MUBI (no Reino Unido, Irlanda, Índia e América Latina, com exceção do Brasil).

Mais que um filme, um convite ao olhar

Com O agente secreto, Kleber Mendonça Filho mais uma vez prova que é possível fazer cinema autoral e, ao mesmo tempo, impactante. O filme não oferece respostas fáceis, não cai em maniqueísmos. Ele provoca. Cutuca. Incomoda. E talvez por isso mesmo seja tão necessário.

Num país que insiste em esquecer, Kleber filma para lembrar. Filma para costurar as brechas da história com poesia, crítica e humanidade. E se o cinema ainda é uma forma de enxergar o mundo — e de transformar esse olhar em ação —, então O agente secreto chega na hora certa.

Elenco completo

Albert Tenório (Olho por Olho, O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias), Alice Carvalho (O Som ao Redor, Bacurau, Marighella), Aline Marta (O Grande Circo Místico, O Outro Lado do Paraíso), Buda Lira (Cidade dos Homens, Dois Irmãos), Carlos Francisco (Tatuagem, Bacurau, Marighella), Edilson Silva (Bacurau, O Doutrinador), Enzo Nunes (Cidade Invisível), Erivaldo Oliveira (O Outro Lado do Paraíso), Fabiana Pirro (Bacurau), Fafá Dantas (Tatuagem), Gabriel Leone (Dom, Bacurau, Onde Está Meu Coração), Geane Albuquerque (Cidade Invisível), Gregorio Graziosi (Sessão de Terapia, Malhação), Hermila Guedes (O Auto da Compadecida, O Som ao Redor), Igor de Araújo (Sob Pressão), Isabel Zuaa (Bacurau, Marighella), Isadora Ruppert (Aruanas), Ítalo Martins (Malhação, Desalma), João Vitor Silva (Filhos da Pátria), Joalisson Cunha (Marighella), Kaiony Venancio (Cidade dos Homens), Laura Lufési (O Som ao Redor, Bacurau), Licínio Januário (Bacurau), Luciano Chirolli (Marighella), Marcelo Valle (Sob Pressão, Dom), Márcio de Paula (Bacurau), Maria Fernanda Cândido (O Outro Lado do Paraíso, A Muralha), Nivaldo Nascimento (Bacurau, Marighella), Robério Diógenes (Bacurau), Robson Andrade (Bacurau), Roney Villela (Bacurau), Rubens Santos (Marighella), Suzy Lopes (Amor de Mãe), Tânia Maria (Cinema Novo), Thomás Aquino (Bacurau, O Som ao Redor), Udo Kier (Melancolia, Drácula de Bram Stoker) e Wilson Rabelo (Marighella).

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