A TV Brasil exibe neste domingo (18), às 11h, o documentário “Essencial – Equipes de Saúde”, produção que lança um olhar profundo e humanizado sobre a atuação dos profissionais responsáveis pela linha de frente da atenção básica no Brasil. Com 52 minutos de duração, o média-metragem também está disponível no aplicativo TV Brasil Play, ampliando o acesso do público a uma obra que dialoga diretamente com a realidade do Sistema Único de Saúde (SUS).
Longe de uma abordagem técnica ou institucional, o documentário constrói sua narrativa a partir das vivências reais de quem atua diariamente em territórios marcados por desigualdades sociais e desafios estruturais. A produção acompanha o trabalho de quatro agentes comunitários de saúde, profissionais que exercem um papel estratégico ao estabelecer a conexão entre a população e os serviços públicos, promovendo cuidado contínuo e prevenção.
A obra revela como esses agentes se tornam figuras centrais nas comunidades onde atuam. Eles visitam casas, acompanham famílias ao longo dos anos, orientam sobre prevenção de doenças e ajudam a identificar demandas que vão muito além do atendimento médico tradicional. O filme evidencia que a saúde pública começa no território, na escuta e na presença constante desses profissionais.
Além dos agentes comunitários, Essencial – Equipes de Saúde amplia o retrato ao apresentar integrantes de equipes multiprofissionais que compõem a atenção primária: uma pediatra, um enfermeiro, uma fisioterapeuta e um anestesista. A diversidade de especialidades reforça o caráter integrado do cuidado oferecido pelo SUS, mostrando como diferentes áreas do conhecimento se complementam para atender o indivíduo de forma plena.
Ao longo do documentário, o conceito de atenção básica é explorado em sua dimensão mais ampla. O filme destaca que esse nível de cuidado não se limita ao tratamento de doenças, mas envolve ações de promoção da saúde, prevenção, diagnóstico precoce, reabilitação e acompanhamento contínuo. Trata-se de um modelo que busca cuidar da pessoa em sua totalidade, considerando seu contexto familiar e social.
Depoimentos sinceros e situações do cotidiano revelam os desafios enfrentados por essas equipes, como a escassez de recursos, a sobrecarga de trabalho e as dificuldades logísticas em regiões afastadas. Ainda assim, a produção ressalta a força dos vínculos criados com a população e o compromisso ético que sustenta a atuação desses profissionais, mesmo diante de adversidades.
Com uma linguagem sensível e observacional, o documentário também evidencia a importância da Estratégia de Saúde da Família como eixo estruturante do sistema público de saúde brasileiro. Ao aproximar profissionais e comunidades, essa política fortalece a prevenção, reduz internações evitáveis e promove um cuidado mais humano e eficiente.
O A&E traz de volta à programação uma de suas séries mais emblemáticas: Cidade Confidencial (City Confidential). Em novos episódios, a produção retoma sua proposta original de investigar crimes reais que deixaram marcas profundas em cidades e vilarejos dos Estados Unidos, mantendo o tom sombrio e cinematográfico que a tornou referência desde sua estreia nos anos 2000.
Com estética inspirada no noir e uma narrativa que foge do sensacionalismo, a série não se limita a reconstruir crimes. Cidade Confidencial observa como esses acontecimentos rompem a normalidade do cotidiano, expondo fragilidades, medos coletivos e segredos que permaneciam escondidos sob a aparência tranquila das comunidades. Cada história revela não apenas o crime, mas o rastro emocional e social deixado por ele.
O episódio de abertura da nova temporada, “Sequestro em Anchorage”, leva o espectador até o Alasca, onde um caso perturbador abalou a confiança e a sensação de segurança da população local. O desaparecimento de uma barista de 18 anos, conhecida e querida na cidade, transforma rapidamente a rotina de Anchorage em um cenário de tensão e incerteza.
Imagens de câmeras de segurança registram o momento em que a jovem é rendida dentro da cafeteria e levada à força por um homem armado. A partir desse ponto, a investigação se transforma em uma corrida angustiante contra o relógio. A polícia precisa decifrar pistas escassas, lidar com a brutalidade de um sequestrador sádico e agir rápido para tentar salvar a vítima antes que seja tarde demais.
Ao reconstruir o caso, o episódio destaca não apenas a ação policial, mas também o impacto emocional do crime sobre familiares, amigos e moradores da cidade. O medo se espalha, a confiança é abalada e a comunidade passa a encarar sua própria realidade sob uma nova perspectiva.
A Sessão da Tarde desta sexta-feira, 16 de janeiro de 2026, traz para o público da TV Globo a comédia “O Bom Filho à Casa Torna”, produção estrelada por Martin Lawrence que mistura humor, conflitos familiares e reflexões sobre identidade, pertencimento e reconciliação com o passado. Leve e carismático, o filme é daqueles que usam o riso para falar de relações afetivas que nunca se resolvem completamente.
Na trama, acompanhamos Roscoe Jenkins, um apresentador de talk show famoso e controverso que construiu sua carreira em Hollywood sob o pseudônimo de Dr. RJ Stevens. Distante de suas origens humildes no sul dos Estados Unidos, Roscoe se reinventou como uma celebridade midiática, cercado de luxo, status e holofotes. Ao seu lado estão a noiva Bianca Kittes, vencedora de um reality show e símbolo de sua nova vida glamourosa, e o filho Jamaal, fruto de um relacionamento anterior. (Via AdoroCinema)
Tudo parece sob controle até que Roscoe recebe uma ligação inesperada dos pais, Mama e Papa Jenkins, que vivem na Geórgia e estão prestes a comemorar 50 anos de casamento. O convite para a tradicional reunião anual da família reacende memórias que Roscoe preferia manter enterradas. Foram dez anos longe de casa, sem visitas, sem telefonemas frequentes e sem disposição para lidar com quem ele foi antes da fama.
Mesmo relutante, Roscoe decide viajar acompanhado da noiva e do filho. O retorno ao antigo lar, no entanto, está longe de ser acolhedor. Assim que pisa na cidadezinha onde cresceu, ele percebe que sua imagem de astro da televisão não impressiona ninguém. Para a família Jenkins, Roscoe continua sendo o garoto atrapalhado de antes, alvo constante de piadas, provocações e comparações constrangedoras.
O reencontro com os parentes é um desfile de personalidades exageradas e situações caóticas. Entre eles estão o primo oportunista Reggie, sempre pronto para tirar vantagem de qualquer situação; o irmão Otis, um xerife forte e intimidador; a irmã Betty, expansiva, barulhenta e sem nenhum filtro; e, principalmente, Clyde Stubbs, o primo rico, popular e aparentemente perfeito, que se tornou o maior rival de Roscoe desde a infância.
A rivalidade entre Roscoe e Clyde ganha novos contornos com o reaparecimento de Lucinda Allen, a paixão de infância do protagonista e peça-chave desse conflito antigo. Movido por orgulho ferido e pela necessidade de provar que é bem-sucedido, Roscoe acaba se envolvendo em uma série de confusões cada vez mais absurdas, colocando à prova sua paciência, seu ego e seus laços familiares.
Dirigido por Malcolm D. Lee, o filme aposta em um humor direto, apoiado no carisma de Martin Lawrence e no entrosamento do elenco, que inclui nomes como James Earl Jones, Mo’Nique, Mike Epps, Cedric the Entertainer, Nicole Ari Parker e Michael Clarke Duncan. Cada personagem contribui para o tom caótico da narrativa, transformando a reunião familiar em um verdadeiro campo de batalha emocional e cômico.
Apesar das situações exageradas, “O Bom Filho à Casa Torna” encontra seu coração ao falar sobre orgulho, pertencimento e reconciliação. Por trás das piadas e disputas, o filme reflete sobre a dificuldade de encarar o passado e aceitar que o sucesso profissional não apaga as raízes nem resolve conflitos internos. Roscoe precisa decidir se continuará fugindo de quem ele foi ou se é capaz de aceitar suas origens sem vergonha.
Lançado originalmente como “Welcome Home Roscoe Jenkins”, o longa teve uma boa recepção comercial nos Estados Unidos, arrecadando US$ 16,2 milhões em sua semana de estreia e alcançando a segunda posição nas bilheteiras. Hoje, retorna à televisão brasileira como uma opção divertida para quem busca uma tarde descontraída, mas com uma mensagem afetiva ao fundo.
O cinema brasileiro volta a ocupar um espaço de destaque no cenário internacional com “Feito Pipa”, novo longa-metragem do diretor Allan Deberton (Pacarrete), que fará sua estreia mundial no 76º Festival Internacional de Cinema de Berlim, integrando a mostra competitiva Generation, voltada a narrativas que exploram o universo infantojuvenil a partir de perspectivas contemporâneas e afetivas.
Produzido pela Deberton Filmes e pela Biônica Filmes (Chico Bento e a Goiabeira Maraviosa, Ritas), em coprodução com a Warner Bros. Pictures, o filme terá distribuição no Brasil pela Paris Filmes. A seleção para a Berlinale 2026, que acontece entre 12 e 22 de fevereiro, consolida o longa como uma das principais apostas brasileiras do ano no circuito de festivais.
A história acompanha Gugu, um menino de quase 12 anos que sonha em se tornar jogador de futebol enquanto vive no interior do Ceará sob os cuidados da avó Dilma, uma professora aposentada que o cria com afeto, liberdade e respeito à sua individualidade. Quando a saúde da avó começa a se fragilizar, Gugu passa a esconder a situação, movido pelo medo de ser afastado dela e obrigado a morar com o pai, um homem incapaz de aceitá-lo como ele é.
A partir desse conflito íntimo, Feito Pipa constrói uma narrativa delicada sobre amadurecimento, pertencimento e amor, observando a infância como um território complexo, atravessado por escolhas difíceis e silêncios carregados de significado. O filme evita excessos dramáticos e aposta em uma condução sensível, onde pequenos gestos e relações cotidianas ganham peso emocional.
Dirigido por Allan Deberton, cineasta formado em Cinema pela Universidade Federal Fluminense (UFF), o longa reafirma uma assinatura autoral já reconhecida internacionalmente. Antes de Feito Pipa, Deberton percorreu mais de 150 festivais com seus curtas-metragens, acumulando 76 prêmios, e alcançou grande repercussão com seu primeiro longa, Pacarrete, exibido no Festival Internacional de Cinema de Xangai e vencedor de oito Kikitos no Festival de Gramado.
As filmagens aconteceram em Quixadá e cidades vizinhas do sertão cearense, tendo como cenário central a barragem de Araujo Lima, que, após longos períodos de seca, revela as ruínas de uma antiga cidade submersa. Esse espaço simbólico atravessa o filme como metáfora de memória, ausência e reconstrução emocional, dialogando diretamente com a jornada interna do protagonista.
O roteiro é assinado por André Araújo, e o elenco reúne Yuri Gomes, Teca Pereira (Pacarrete), Lázaro Ramos (O Homem que Copiava, Madame Satã), além de Carlos Francisco e Georgina Castro. As atuações contribuem para a atmosfera intimista da obra, sustentando a delicadeza do olhar infantil sem recorrer a idealizações.
A produção é liderada pela Deberton Filmes, produtora cearense comandada por Allan Deberton e Marcelo Pinheiro, que mantém atuação constante em mercados internacionais como o European Film Market, o Marché du Film e o Ventana Sur. A empresa já desenvolve novos projetos previstos para 2026 em coprodução com estúdios como a Paramount Pictures e a alemã Arthood Films.
A parceria com a Biônica Filmes fortalece o projeto desde sua fase de desenvolvimento, unindo estratégias criativas e executivas. A produtora vive um momento de destaque no mercado nacional após o sucesso comercial de Chico Bento e a Goiabeira Maraviosa e o alcance expressivo do documentário Ritas.
Feito Pipa conta ainda com produção associada da Mistika, patrocínio do Nubank e apoio do Projeto Paradiso, por meio da Incubadora Paradiso. O filme é realizado com recursos do PNAB CE, Governo do Ceará, BRDE, Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), Ancine e Ministério da Cultura.
Interpretar uma personagem que não pede licença, não busca aprovação e tampouco tenta ser compreendida tem sido um divisor de águas na trajetória de Luísa Locher. No ar na série vertical Troca de Noivos, disponível no aplicativo Sua Novela, a atriz assume o papel de Edna Ferraz, uma antagonista movida por ambição, desejo de pertencimento e uma convicção que beira o implacável. Para Luísa, essa experiência representa um mergulho em territórios menos domesticados da atuação.
A produção, dirigida por Gustavo Morais, se estrutura a partir de uma reviravolta clássica com roupagem contemporânea. Após ser abandonada no altar, Heloísa Ferraz (Anna Dalmei) vê sua vida tomar um rumo inesperado ao aceitar um casamento com um CEO cercado de mistérios. O acordo, longe de encerrar o conflito, inaugura uma disputa silenciosa entre famílias influentes, onde segredos, interesses e ressentimentos se acumulam. É nesse cenário que Edna se movimenta com precisão, transformando cada brecha em oportunidade.
Adotada pela família Ferraz, Edna cresce à sombra de uma hierarquia que nunca a colocou plenamente no centro. Sua ambição nasce desse lugar de exclusão simbólica e se traduz em ações calculadas. Não se trata apenas de conquistar poder, mas de afirmar sua existência dentro de uma estrutura que sempre a manteve à margem. Essa complexidade foi o que fisgou Luísa desde a primeira leitura do roteiro.
A atriz revela que personagens como Edna oferecem um tipo raro de liberdade criativa. Longe das expectativas de docilidade ou empatia imediata, a antagonista permite atravessar emoções sem filtros morais. Edna age com convicção absoluta, mesmo quando suas escolhas são questionáveis, e essa segurança, segundo Luísa, é o coração da personagem. Ela não se desculpa por querer mais, por ocupar espaço ou por manipular o jogo a seu favor.
O público rapidamente respondeu à presença da vilã. Edna provoca reações intensas, desperta comentários e divide opiniões, algo que a atriz enxerga como sinal de sucesso. Para ela, o impacto emocional é fundamental. Uma antagonista eficaz não passa despercebida; ela incomoda, seduz e provoca desconforto, abrindo espaço para reflexões mais profundas sobre poder, identidade e desejo.
Troca de Noivos também marca um momento importante na relação de Luísa com o formato vertical, linguagem que exige ritmo acelerado e precisão emocional. Gravada em São Paulo, a série demanda decisões interpretativas rápidas, onde cada olhar e gesto precisam carregar informação dramática. Trabalhar novamente com a OTZI Studios reforçou esse amadurecimento, consolidando sua presença em um formato que cresce rapidamente no audiovisual brasileiro.
Para a atriz, o projeto vai além da experiência profissional. Ver a história circular, alcançar diferentes públicos e gerar conversas confirma o potencial do formato e da narrativa. Luísa acredita que cada espectador se conecta de maneira singular com os conflitos apresentados, especialmente com as zonas cinzentas que Edna carrega.
A consagração de Stellan Skarsgård no Globo de Ouro foi daquelas que parecem resumir uma carreira inteira em poucos minutos. O ator sueco venceu o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante por Valor Sentimental, conquistando seu primeiro troféu na premiação e confirmando aquilo que crítica e público já vinham percebendo: trata-se de uma das atuações mais sensíveis e marcantes do ano.
Ao subir ao palco para agradecer, Skarsgård fugiu do discurso protocolar. Em tom sereno, destacou algo que tem se tornado cada vez mais urgente em tempos de consumo acelerado de conteúdo: a importância de assistir filmes no cinema. Para o ator, a sala escura, o silêncio coletivo e a atenção plena do público continuam sendo parte fundamental da experiência cinematográfica. Foi um momento simples, mas carregado de significado, que dialogou diretamente com o espírito do filme que o premiou.
Em Valor Sentimental, Skarsgård vive Gustav Borg, um personagem moldado por lembranças, afetos mal resolvidos e emoções que raramente se expressam em palavras. Sua atuação aposta na contenção e no detalhe. São os gestos mínimos, os olhares demorados e as pausas que constroem a força do personagem. Em vez de grandes explosões dramáticas, o ator entrega uma presença silenciosa, profundamente humana, capaz de tocar o espectador de forma quase íntima.
Essa abordagem reflete a própria trajetória de Skarsgård no cinema. Ao longo de décadas, ele construiu uma carreira marcada pela versatilidade e pelo rigor artístico, alternando entre produções autorais europeias e grandes filmes internacionais. Sempre distante de excessos e fórmulas fáceis, o ator se notabilizou por escolhas cuidadosas e personagens complexos, o que o tornou uma figura respeitada dentro e fora das telas.
A vitória no Globo de Ouro chega como um reconhecimento tardio, porém simbólico, desse percurso consistente. Mais do que um prêmio isolado, ela reposiciona Skarsgård com força na temporada de premiações, colocando-o entre os principais nomes na disputa pelo Oscar de Melhor Ator Coadjuvante. A conquista também amplia o alcance de Valor Sentimental, que passa a ser visto como um dos títulos mais relevantes do circuito atual.
No Brasil, o filme vive um momento especialmente positivo. Valor Sentimental já ultrapassou a marca de 90 mil espectadores, mantendo-se em cartaz e expandindo sua presença em novas praças, como Volta Redonda, além do retorno às salas de Goiânia. O desempenho revela um público disposto a se conectar com histórias mais intimistas e emocionais, impulsionado pelo boca a boca e pelo reconhecimento internacional.
A TV Brasil reapresenta neste domingo, dia 18, às 13h, uma edição especial do Samba na Gamboa dedicada a Péricles, um dos intérpretes mais queridos do samba e do pagode nacional. Mais do que um show televisivo, o episódio funciona como um encontro afetivo entre gerações, no qual música, memória e conversa se entrelaçam de forma leve e espontânea.
Ao lado da apresentadora Teresa Cristina, Péricles revisita canções que marcaram sua trajetória e que permanecem vivas na lembrança do público. Com sua voz grave e acolhedora, o cantor conduz o programa por um repertório que passeia por sucessos como “Jogo de Sedução”, “Dança do Bole Bole” e “Se Eu Largar o Freio”, reafirmando a força de um estilo que transformou o pagode em trilha sonora da vida cotidiana de milhões de brasileiros.
Teresa Cristina, por sua vez, estabelece um diálogo musical sensível com o convidado ao interpretar músicas como “Eu e Você, Sempre”, “Valeu Demais”, “Supera” e “Lucidez”. O momento mais simbólico do programa acontece quando os dois dividem os vocais em “O Show Tem que Continuar”, clássico do samba que ganha nova camada emocional na troca de olhares e vozes no palco.
Entre uma música e outra, o público é convidado a conhecer o lado mais pessoal de Péricles. Em conversa franca com Teresa Cristina, o artista relembra as influências musicais da infância, fala sobre os bailes que frequentava na juventude e compartilha histórias do início da carreira, quando o Exaltasamba ainda dava seus primeiros passos acompanhando nomes consagrados como Jovelina Pérola Negra. As memórias surgem sem pressa, como quem revisita o passado com carinho e gratidão.
O cantor também comenta os rumos atuais de sua trajetória e projetos que mantêm sua ligação direta com o público, como o Pagode do Pericão, iniciativa que reforça a essência coletiva e festiva do samba. A conversa revela um artista consciente de sua história, mas atento às transformações do gênero e às novas formas de se conectar com os fãs.
Gravado no Teatro Ruth de Souza, no Parque Glória Maria, em Santa Teresa, o Samba na Gamboa ganhou uma atmosfera ainda mais acolhedora na temporada de 2025, marcada pela estreia de Teresa Cristina como apresentadora. O cenário, inspirado em uma praça da Gamboa, bairro histórico da zona portuária do Rio de Janeiro, cria um ambiente íntimo, onde música e diálogo fluem naturalmente. A presença de plateia reforça esse clima de proximidade e celebração.
A qualidade musical do programa é garantida por uma banda de excelência liderada por Paulão Sete Cordas, referência absoluta do violão no samba. Ao seu lado, músicos como Eduardo Neves, João Callado, Paulino Dias, Rodrigo Jesus e Waltis Zacarias constroem uma base sonora rica, respeitosa às tradições e aberta à improvisação.
A Casa Triângulo inaugura, em 24 de janeiro de 2026, a exposição “Jardim Flamejante”, primeira individual da artista plástica autodidata Rafael Chavez na galeria. Natural de Santa Luzia, no Vale do Sabugi, sertão da Paraíba, Chavez apresenta um conjunto de obras que transforma o território nordestino em matéria viva de investigação estética, espiritual e política. Mais do que representar a paisagem, a artista a incorpora como corpo, memória e energia, propondo ao público uma experiência sensorial que atravessa pintura, escultura e imaginário cosmológico.
O Vale do Sabugi, região onde Chavez cresceu e construiu sua formação artística, é reconhecido por sua importância arqueológica, reunindo mais de 25 sítios catalogados pelo IPHAN. Esse contexto não aparece na exposição como dado ilustrativo, mas como fundamento conceitual. Em Jardim Flamejante, o sertão é entendido como um campo ancestral de forças, onde história, natureza e espiritualidade coexistem de maneira indissociável. A exposição nasce justamente desse encontro entre matéria e mito, técnica e rito.
Com texto crítico assinado por Walter Arcela, a mostra inscreve o trabalho de Chavez em um território expandido da arte contemporânea, no qual os limites tradicionais entre linguagens se dissolvem. A artista construiu ao longo dos anos uma trajetória marcada pela experimentação constante, transitando por pintura a óleo, acrílica e aquarela, pintura digital, animação, escultura, videoarte e música. Essa diversidade de meios não se apresenta como dispersão, mas como um sistema integrado de pesquisa visual, orientado pela inquietação e pelo desejo de ampliar possibilidades expressivas.
Nas pinturas apresentadas, Rafael Chavez rompe com a noção clássica da tela como janela para o mundo. Em vez de organizar o espaço a partir de uma perspectiva estável, suas imagens sugerem interiores, cavidades e campos que se confundem com o horizonte. O olhar não se posiciona diante da paisagem, mas se projeta dentro dela. Muitas das obras possuem orientação vertical e se impõem como estruturas tensionadas, evocando troncos, colunas ou eixos que conectam o chão ao céu, o humano ao cósmico.
Essa verticalidade recorrente constrói uma gramática visual própria, na qual o sertão não é visto como superfície árida, mas como organismo pulsante. As cores intensas, os gestos marcados e a composição densa fazem da pintura um espaço de condensação de calor, memória e espiritualidade. Não há idealização folclórica nem apego a símbolos óbvios. A mística surge da matéria, da cor e da relação direta com o território.
As esculturas cerâmicas reforçam essa dimensão sensorial e simbólica. Butijas, totens, casulos e recipientes, produzidos a partir de referências diretas do sertão paraibano, ocupam o espaço expositivo como corpos carregados de presença. Suas superfícies irradiam uma luminosidade quase física, evocando calor, abrigo e contenção. São objetos que parecem guardar algo em seu interior, como se fossem depósitos de energia, memória e tempo.
As butijas sugerem volumes que capturam a chama, ativando uma memória ancestral ligada à água, à sobrevivência e à arqueologia da caatinga. Já os totens se dobram e se erguem como portais, articulando a ideia de passagem e transformação. Os recipientes, por sua vez, funcionam como abrigos densos, lugares onde a luz parece habitar a própria matéria. Em todas essas formas, o objeto deixa de ser apenas escultura e se aproxima de um artefato ritual.
Um dos eixos mais potentes do trabalho de Rafael Chavez é a presença de corpos queer e desviantes, que atravessam sua produção como afirmação política e poética. Ao inserir essas corporalidades no centro de sua obra, a artista confronta narrativas hegemônicas que historicamente associaram o sertão a ideias de rigidez, conservadorismo e homogeneidade. Em Jardim Flamejante, o território sertanejo é ressignificado como espaço plural, diverso e profundamente contemporâneo.
O sertão, em sua obra, não é paisagem distante nem símbolo fixo, mas um corpo vivo, atravessado por desejo, espiritualidade e conflito. Chavez articula elementos da cultura local, da experiência afetiva e das possibilidades arqueológicas da caatinga para construir imagens que ultrapassam a representação figurativa e operam no campo do sensível. Suas obras convidam o público a sentir antes de interpretar, a habitar o espaço antes de nomeá-lo.
A exposição também propõe reflexões sobre existência, resistência e transformação. As obras funcionam como portais para pensar o presente a partir de saberes ancestrais, deslocando leituras estereotipadas sobre o Nordeste e abrindo espaço para narrativas mais complexas e plurais. A arte de Chavez não busca conciliação fácil, mas provoca fricções entre tradição e invenção, matéria e espírito, identidade e desvio.
Com Jardim Flamejante, Rafael Chavez consolida sua relevância como uma das vozes mais instigantes da produção artística contemporânea surgida do sertão paraibano. O conjunto apresentado configura um território ardente, onde paisagem, cor e calor se transformam em corpos de intensidade. Trata-se de uma exposição que não apenas ocupa o espaço da galeria, mas o atravessa com força simbólica, convidando o público a repensar limites, normatividades e formas de pertencimento.
Na madrugada desta quinta, 15 de janeiro de 2026, a TV Globo leva ao ar, na faixa Corujão I, o filme brasileiro Noites de Alface, uma obra delicada e profundamente humana que transforma pequenos gestos cotidianos em reflexões sobre perda, afeto e convivência. Dirigido por Zeca Ferreira e José Buarque Ferreira, o longa aposta em uma narrativa intimista para falar de temas universais, conduzindo o espectador por uma história silenciosa, melancólica e, ao mesmo tempo, cheia de nuances emocionais.
No centro da trama está Otto, vivido por Everaldo Pontes, um homem rabugento, metódico e resistente a mudanças. Sua rotina é abruptamente interrompida após a morte de sua esposa Ada, interpretada por Marieta Severo, em uma participação breve, porém marcante. Ada não era apenas a companheira de Otto, mas o eixo que organizava seus dias, seus hábitos e até mesmo seu sono. Todas as noites, era ela quem preparava o ritual simples, mas essencial, do chá de alface, o remédio natural que ajudava o marido a dormir.
Com a ausência da esposa, Otto se vê incapaz de repousar. As noites passam a ser longas, silenciosas e angustiantes. Sem o chá, sem Ada e sem saber lidar com o próprio luto, ele mergulha em uma insônia persistente que funciona como metáfora de sua dificuldade em seguir em frente. O sono que não vem reflete uma vida que perdeu o equilíbrio, presa a lembranças e a um passado que insiste em se repetir na memória.
É nesse estado de exaustão física e emocional que Otto passa a observar, da janela de seu apartamento, o cotidiano de seus vizinhos. Inicialmente, essa observação surge como uma forma de distração, quase um passatempo involuntário para preencher as madrugadas vazias. No entanto, pouco a pouco, o olhar distante se transforma em envolvimento. Otto deixa de ser apenas um espectador silencioso e passa a interferir, ainda que de maneira sutil, na vida das pessoas ao seu redor.
Os vizinhos que cercam Otto são figuras excêntricas, humanas e cheias de camadas, interpretadas por um elenco que valoriza o cinema nacional. João Pedro Zappa, Romeu Evaristo, Teuda Bara e Inês Peixoto dão vida a personagens que, assim como Otto, carregam suas próprias fragilidades, manias e dores. Cada um deles representa uma possibilidade de contato, de escuta e de reconexão com o mundo, ainda que esse processo aconteça de forma lenta e, muitas vezes, desconfortável.
Noites de Alface se constrói a partir de silêncios, pausas e gestos mínimos. O roteiro evita grandes conflitos ou reviravoltas dramáticas, apostando em uma abordagem mais contemplativa. O luto de Otto não é tratado de maneira explosiva, mas como um estado constante, que se infiltra nos detalhes do dia a dia. A ausência de Ada é sentida nos objetos da casa, na rotina interrompida e, principalmente, na solidão que se instala de forma quase invisível.
A direção de Zeca Ferreira e José Buarque Ferreira demonstra sensibilidade ao retratar personagens envelhecidos emocionalmente, presos a hábitos e resistências. Otto é um protagonista difícil, muitas vezes antipático, mas profundamente real. Sua birra, seu mau humor e sua dificuldade de se abrir para o outro não são caricaturas, mas defesas construídas ao longo de uma vida marcada por perdas e silêncios. O filme convida o espectador a olhar para esse homem com empatia, compreendendo que sua rigidez é, na verdade, uma forma de sobrevivência.
Marieta Severo, mesmo com pouco tempo de tela, deixa uma forte impressão. Sua Ada é lembrada não apenas como esposa, mas como presença afetiva que continua ecoando mesmo após a morte. A relação do casal é revelada mais pelas ausências do que por cenas explícitas, o que reforça o tom delicado da narrativa. Ada permanece viva na memória de Otto e, de certa forma, também na do espectador.
Outro ponto de destaque do filme é a maneira como ele aborda a convivência urbana. Os prédios, as janelas e os corredores funcionam como espaços de conexão e isolamento ao mesmo tempo. Noites de Alface sugere que, mesmo cercadas por pessoas, muitas vidas seguem solitárias, aguardando um pequeno gesto que rompa a distância. A aproximação entre Otto e seus vizinhos acontece sem pressa, respeitando o tempo de cada personagem e evitando soluções fáceis.
Já no Corujão II, a emissora exibe o filme Escola de Quebrada, produção nacional que aposta no humor e na linguagem jovem para retratar os desafios, desejos e contradições da adolescência nas escolas públicas da periferia de São Paulo. Leve, divertida e cheia de referências ao cotidiano dos estudantes, a obra dialoga diretamente com o público jovem ao mesmo tempo em que propõe reflexões sobre pertencimento, autoestima e coletividade.
Dirigido por Kaique Alves e Thiago Eva, Escola de Quebrada acompanha a trajetória de Luan, interpretado por Mauricio Sasi, um estudante da Zona Leste de São Paulo que, como tantos outros adolescentes, vive o dilema de querer se encaixar, ser reconhecido e conquistar seu espaço. Luan sonha em ser popular dentro da escola e, principalmente, chamar a atenção de Camila, vivida por Laura Castro, por quem nutre uma paixão silenciosa e idealizada.
Movido pelo desejo de aceitação, Luan passa a tomar decisões impulsivas na tentativa de se enturmar com os colegas mais populares. No entanto, suas ações acabam tendo o efeito oposto ao esperado. Em vez de conquistar respeito e admiração, ele se envolve em situações que colocam em risco o campeonato de futsal da escola, um dos eventos mais importantes para os alunos e símbolo de união da comunidade escolar. A partir desse conflito, o filme constrói sua espinha dorsal narrativa, mesclando humor, confusões e aprendizados.
O campeonato de futsal é supervisionado pela rígida diretora da escola, interpretada por Mawusi Tulani, e pelo carismático inspetor Piu-Piu, vivido por Oscar Filho, que adiciona um tom cômico e acessível à trama. Enquanto a diretora representa a autoridade e a disciplina, Piu-Piu surge como uma figura mais próxima dos alunos, funcionando como um mediador entre regras e empatia. Essa dinâmica contribui para o tom leve do filme, sem deixar de retratar as tensões reais do ambiente escolar.
Quando percebe que suas atitudes podem prejudicar não apenas a si mesmo, mas toda a escola, Luan se vê diante da necessidade de rever suas escolhas. É nesse momento que entram em cena seus verdadeiros aliados. Rayane, interpretada por Bea Oliveira, e David, vivido por Lucas Righi, são os amigos que permanecem ao seu lado mesmo quando tudo parece dar errado. Juntos, eles representam a força da amizade genuína, aquela que não depende de status, popularidade ou aparências.
A partir dessa união, o trio passa a buscar uma solução para salvar o campeonato de futsal e restaurar a confiança da comunidade escolar. O filme mostra que crescer também significa assumir responsabilidades, reconhecer erros e entender que o reconhecimento verdadeiro nasce do respeito e da solidariedade. O desejo inicial de Luan, que era apenas conquistar a atenção de Camila, ganha novos significados ao longo da narrativa, à medida que ele aprende a valorizar quem realmente importa.
Escola de Quebrada utiliza uma linguagem acessível, diálogos dinâmicos e situações típicas da adolescência para criar identificação com o público. As inseguranças de Luan, o medo da rejeição e a busca por pertencimento são sentimentos universais, apresentados aqui sob o recorte específico da escola pública e da realidade periférica. O filme evita estereótipos caricatos e aposta em personagens que, mesmo exagerados em alguns momentos por conta do tom cômico, permanecem humanos e reconhecíveis.
A ambientação na Zona Leste de São Paulo é um dos pontos fortes da produção. A escola, as quadras esportivas e os corredores funcionam como espaços de convivência, conflito e aprendizado. O futsal surge não apenas como esporte, mas como elemento de integração social, capaz de unir alunos com perfis diferentes em torno de um objetivo comum. Ao colocar o campeonato em risco, o roteiro cria uma situação que afeta coletivamente todos os personagens, reforçando a importância do trabalho em equipe.
Do ponto de vista temático, o filme aborda questões como autoestima, pressão social e amadurecimento emocional. Luan começa a história movido por uma necessidade externa de validação, mas termina compreendendo que popularidade não garante felicidade nem respeito. O afeto de Camila, que inicialmente parecia o objetivo final, passa a ser apenas uma parte de um processo maior de autoconhecimento e crescimento pessoal.
A Warner Bros. Pictures divulgou o trailer de A Noiva!, novo longa-metragem escrito, dirigido e coproduzido por Maggie Gyllenhaal (A Filha Perdida), e a prévia já indica que o filme pretende ir muito além de uma simples releitura de Frankenstein. Com estreia marcada para 05 de março de 2026, exclusivamente nos cinemas brasileiros, a produção aposta em uma combinação intensa de terror, ação e romance para revisitar um dos mitos mais emblemáticos da literatura e do cinema sob uma perspectiva radicalmente contemporânea.
O trailer apresenta um universo sombrio e estilizado, que dialoga com o horror clássico, mas carrega uma energia moderna, quase anárquica. A ambientação nos Estados Unidos dos anos 1930 surge como um elemento narrativo essencial, refletindo um período de crise, transformação social e efervescência cultural. Estradas vazias, cidades decadentes e ambientes industriais compõem o cenário onde se desenrola uma história marcada pela violência, pelo desejo de liberdade e pela busca por identidade.
No centro da narrativa está a Noiva, interpretada por Jessie Buckley (Estou Pensando em Acabar com Tudo, A Filha Perdida), vencedora do Globo de Ouro e indicada ao Oscar. Diferente das versões tradicionais, a personagem não surge como figura passiva ou complementar. Trazida de volta à vida sem memórias, ela desperta em um mundo que tenta impor limites e expectativas sobre quem ela deve ser. O trailer sugere uma personagem inquieta, imprevisível e determinada a romper com qualquer forma de controle, transformando sua própria existência em um ato de rebeldia.
Christian Bale (O Vencedor, Batman: O Cavaleiro das Trevas), vencedor do Oscar, interpreta o Monstro de Frankenstein sob uma ótica mais humana e melancólica. Seu personagem aparece movido pela solidão e pela necessidade de pertencimento, carregando o peso de uma vida marcada pela rejeição. A criação da Noiva surge como uma tentativa desesperada de preencher esse vazio, mas o encontro entre os dois não resulta em estabilidade. Pelo contrário, dá origem a uma relação intensa e destrutiva, que se desenvolve à margem da sociedade.
A trama se aprofunda quando Frankenstein busca a ajuda da cientista Dra. Euphronious, vivida por Annette Bening (Beleza Americana, Os Garotos Estão de Volta), cinco vezes indicada ao Oscar. É ela quem aceita o desafio de criar uma companheira para o monstro, revivendo uma jovem assassinada. O trailer indica que o experimento foge completamente ao controle, desencadeando consequências que extrapolam o campo da ciência e impactam toda a ordem social ao redor.
À medida que a Noiva passa a existir, o filme sugere o surgimento de uma onda de violência e transformação cultural. Assassinatos, episódios de possessão e a formação de um movimento radical aparecem como desdobramentos diretos dessa criação. Maggie Gyllenhaal utiliza o mito de Frankenstein para discutir temas como autonomia, marginalização e a força de corpos considerados indesejáveis, que passam a desafiar normas e estruturas de poder.
O elenco de apoio amplia o alcance dramático da produção. Peter Sarsgaard (A Órfã, O Dilema das Redes) surge em um papel de tensão crescente, enquanto Penélope Cruz (Vanilla Sky, Vicky Cristina Barcelona), vencedora do Oscar, aparece com uma presença forte e misteriosa. Jake Gyllenhaal (O Segredo de Brokeback Mountain, O Abutre), indicado ao Oscar, completa o elenco com um personagem que adiciona ambiguidade e conflito, sugerindo novos embates morais e emocionais ao longo da narrativa.
Do ponto de vista técnico, o trailer revela um trabalho estético cuidadoso e ambicioso. A fotografia de Lawrence Sher (Coringa, Nasce uma Estrela) aposta em contrastes marcantes de luz e sombra, criando imagens que transitam entre o grotesco e o poético. A direção de arte de Karen Murphy reconstrói a década de 1930 com riqueza de detalhes, enquanto mantém uma identidade visual que evita o realismo excessivo e reforça o caráter simbólico da história.
A trilha sonora composta por Hildur Guðnadóttir (Coringa, Tár), vencedora do Oscar, surge como elemento fundamental na construção da atmosfera. Sons densos, notas prolongadas e silêncios estratégicos intensificam a sensação de inquietação e antecipam uma experiência sensorial intensa. O figurino assinado por Sandy Powell (Shakespeare Apaixonado, Carol) contribui para a caracterização dos personagens, mesclando elegância, estranhamento e decadência, em sintonia com o tom do filme.
Produzido pela First Love Films e In The Current Company, A Noiva! conta com coprodução de Emma Tillinger Koskoff (O Lobo de Wall Street), Talia Kleinhendler e Osnat Handelsman Keren, além da produção executiva de Carla Raij, David Webb e Courtney Kivowitz. A Warner Bros. Pictures será responsável pela distribuição internacional, levando o longa aos cinemas e às salas IMAX a partir de março de 2026.