Josh Safdie revela final descartado de Marty Supreme com vampiros e surpreende fãs do filme

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Durante uma conversa descontraída no podcast da A24, ao lado do diretor Sean Baker, Josh Safdie surpreendeu ao revelar que Marty Supreme quase terminou de forma completamente inesperada — e, para muitos, absolutamente insana. Segundo o cineasta, uma das versões iniciais do roteiro previa um final envolvendo vampiros, algo que destoaria radicalmente do tom realista e dramático do filme que chegou aos cinemas. As informações são do Omelete.

Safdie contou que a ideia era ambientar a cena final nos anos 1980, décadas após os eventos centrais da narrativa. Marty, vivido por Timothée Chalamet, apareceria já mais velho, caminhando com a neta a caminho de um show. O clima aparentemente nostálgico seria quebrado de forma abrupta quando Milton Rockwell, personagem de Kevin O’Leary, surgiria por trás e morderia o pescoço de Marty como um vampiro. “Você está focado nos olhos dele, nós construímos próteses para o Timmy, e de repente o ‘Mr. Wonderful’ aparece e arranca uma mordida do pescoço dele. E essa seria a última imagem do filme”, relembrou Safdie, entre risos.

A ideia acabou sendo abandonada, mas ilustra bem o espírito criativo e provocador que marca a filmografia do diretor. Em vez do choque sobrenatural, Marty Supreme seguiu um caminho mais sóbrio e emocionalmente consistente, apostando na força do drama humano e na trajetória de superação do protagonista.

Previsto para ser lançado no Brasil no dia 22 de janeiro de 2026, o longa-metragem é uma comédia dramática esportiva vagamente inspirada na vida e carreira do lendário jogador de tênis de mesa norte-americano Marty Reisman. Ambientado na Nova Iorque dos anos 1950, o filme acompanha Marty Mauser, uma estrela em ascensão do esporte que enfrenta obstáculos pessoais, sociais e profissionais enquanto busca reconhecimento e grandeza em um cenário competitivo e muitas vezes hostil.

Dirigido por Josh Safdie e escrito em parceria com Ronald Bronstein, o longa é uma coprodução da A24 com Timothée Chalamet, que também atua como produtor. Além de Chalamet no papel principal, o elenco reúne nomes como Gwyneth Paltrow, Odessa A’zion, Kevin O’Leary, Tyler Okonma, Abel Ferrara e Fran Drescher, todos em papéis coadjuvantes que enriquecem o mosaico de personagens do filme.

A estética de Marty Supreme também foi amplamente elogiada. O diretor de fotografia Darius Khondji optou por filmar inteiramente em película de 35 mm, conferindo ao longa uma textura clássica que dialoga com o período retratado. Já a trilha sonora ficou a cargo de Daniel Lopatin, colaborador frequente de Safdie, cuja composição ajuda a construir a atmosfera melancólica e pulsante da narrativa.

O filme teve sua estreia mundial em 6 de outubro de 2025, durante uma exibição secreta na Mostra Principal do Festival de Cinema de Nova Iorque, o que rapidamente gerou burburinho entre críticos e cinéfilos. Pouco depois, foi exibido oficialmente no mesmo festival, consolidando-se como um dos títulos mais comentados do ano. O lançamento comercial nos Estados Unidos aconteceu em 25 de dezembro, pela A24, reforçando o prestígio da distribuidora no circuito de cinema autoral.

A recepção crítica foi amplamente positiva. Marty Supreme foi celebrado pela direção segura de Safdie, pelo roteiro afiado, pela edição dinâmica e pela trilha sonora envolvente. No entanto, o maior destaque recaiu sobre a atuação de Timothée Chalamet, frequentemente descrita como a melhor de sua carreira até o momento e apontada como um divisor de águas em sua trajetória artística.

O reconhecimento não demorou a chegar. O longa foi eleito um dos dez melhores filmes de 2025 tanto pelo National Board of Review quanto pelo American Film Institute. Além disso, recebeu três indicações ao 83º Globo de Ouro, incluindo Melhor Filme de Comédia ou Musical, Melhor Ator para Chalamet e Melhor Roteiro para Safdie e Bronstein.

Emilia Clarke descarta retorno à fantasia e diz que Game of Thrones marcou o fim de um ciclo em sua carreira

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Em meio à divulgação da série Ponies, Emilia Clarke falou abertamente sobre os rumos de sua carreira e deixou claro que não pretende voltar ao universo da fantasia épica. Em entrevista ao The New York Times, a atriz afirmou que dificilmente o público voltará a vê-la em produções do gênero, especialmente após a experiência intensa que viveu em Game of Thrones, onde interpretou Daenerys Targaryen por oito temporadas.

Segundo Clarke, a jornada como a Mãe dos Dragões foi tão significativa e emocionalmente exigente que se tornou um ponto final natural em sua relação com histórias de fantasia. Com bom humor, mas de forma bastante direta, ela comentou que é improvável que volte a montar em um dragão ou a dividir cena com criaturas fantásticas no futuro. Para a atriz, repetir esse tipo de papel não faria sentido após um trabalho tão marcante e definitivo.

Essa decisão também se reflete em sua postura em relação a possíveis derivados de Game of Thrones. Questionada anteriormente sobre a possibilidade de retornar em projetos ligados ao personagem Jon Snow, Emilia Clarke descartou a ideia sem hesitar. Para ela, a história de Daenerys teve um encerramento claro, ainda que controverso, e revisitar a personagem seria desnecessário. A atriz afirmou que sente que “finalizou” esse capítulo de sua vida profissional e prefere preservá-lo como foi apresentado ao público.

O impacto emocional do desfecho da série teve peso significativo nessa escolha. Em entrevistas passadas, Clarke revelou que não tinha conhecimento prévio da transformação de Daenerys em sua fase final, quando a personagem passa a ser vista como uma figura tirânica. Ao ler os roteiros da última temporada, a atriz relatou ter sido tomada por choque e incredulidade. A morte da personagem, segundo ela, aconteceu de forma abrupta e profundamente dolorosa.

A reação foi tão intensa que Clarke contou ter chorado logo após a leitura e saído de casa sem rumo, caminhando por horas para tentar assimilar o que havia acabado de descobrir. Ao retornar, estava fisicamente exausta e emocionalmente abalada, refletindo sobre como lidaria com aquele encerramento e com a forma como o público reagiria ao destino de Daenerys. O envolvimento emocional era compreensível, já que a personagem acompanhou a atriz durante uma fase crucial de sua vida pessoal e profissional.

Em busca de conforto, Emilia chegou a ligar para a mãe, pedindo apoio emocional, mesmo sem revelar detalhes do que aconteceria na trama. Durante a conversa, fez perguntas incomuns, tentando entender se Daenerys ainda seria vista como uma boa pessoa aos olhos do público. A reação dos familiares foi de surpresa, questionando o quanto aquela situação estava afetando a atriz, o que reforça o nível de identificação e apego que ela desenvolveu pela personagem.

Game of Thrones estreou em 2011 e rapidamente se consolidou como um dos maiores fenômenos da televisão mundial. Baseada na saga literária As Crônicas de Gelo e Fogo, de George R. R. Martin, a série apresentou um universo complexo, marcado por disputas políticas, batalhas épicas e personagens moralmente ambíguos. Ambientada nos continentes fictícios de Westeros e Essos, a produção se destacou pela ambição narrativa e pelo alto padrão técnico.

Ao longo de oito temporadas, a série se tornou uma das mais caras já produzidas para a televisão, com filmagens realizadas em diversos países e o envolvimento de múltiplas equipes de produção e efeitos visuais. O investimento foi recompensado com aclamação crítica e uma resposta massiva do público. A série acumulou 59 prêmios Emmy, tornando-se a produção mais premiada da história da televisão nesse quesito.

A audiência acompanhou esse sucesso. Com o avanço das temporadas, a série bateu recordes sucessivos de espectadores, culminando em uma temporada final que ultrapassou a marca de 44 milhões de espectadores por episódio em todas as plataformas. O episódio final se tornou um dos mais assistidos da história da HBO, consolidando o impacto cultural da série em escala global.

Mesmo com tamanha repercussão, Emilia Clarke demonstra olhar para trás com um misto de gratidão e encerramento. Para ela, a obra foi uma experiência única, que dificilmente será superada dentro do mesmo gênero. Ao optar por se afastar da fantasia, a atriz sinaliza o desejo de explorar novos caminhos artísticos, investir em personagens mais próximos da realidade e se reinventar profissionalmente.

François Arnaud revela o bastidor decisivo de Heated Rivalry e diz por que a série jamais funcionaria nos EUA

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O sucesso de Heated Rivalry no cenário global do streaming é resultado direto de uma escolha criativa ousada que contrariou as regras tradicionais da indústria. Em um momento em que grandes plataformas norte-americanas concentram poder, orçamento e visibilidade, a série canadense provou que autonomia artística e fidelidade à visão original podem ser decisivas para transformar uma produção em fenômeno. Essa foi a principal revelação feita pelo ator François Arnaud, um dos nomes centrais do projeto, ao comentar os bastidores da criação da série em entrevista ao programa CBS Mornings.

Segundo Arnaud, a série chegou a ser desenvolvida dentro de uma grande plataforma de streaming dos Estados Unidos, mas o excesso de interferências criativas acabou se tornando um obstáculo. A produção recebia constantes sugestões, alterações e direcionamentos que, na prática, diluíam a essência da história. Diante desse cenário, o criador Jacob Tierney tomou uma decisão considerada arriscada, mas fundamental para o futuro da série: abandonar o grande estúdio e levar o projeto para o Canadá, onde teria liberdade total para executar sua proposta.

Para o ator, essa mudança foi determinante. Ele afirmou que não acredita que a série pudesse existir da forma como foi concebida se tivesse sido produzida nos Estados Unidos. Mesmo com um orçamento significativamente menor, Tierney conseguiu fazer exatamente a série que queria, sem concessões que comprometessem o tom, os personagens ou a representação emocional da história. A escolha por um modelo de produção mais enxuto permitiu que Heated Rivalry se mantivesse fiel à sua identidade desde o primeiro episódio.

Criada, escrita e dirigida por Jacob Tierney, Heated Rivalry é uma série de romance esportivo produzida para a plataforma canadense Crave. A obra é baseada na série de livros Game Changers, da escritora Rachel Reid, bastante popular entre leitores de romances contemporâneos e histórias com protagonismo LGBTQIA+. A adaptação para a televisão manteve o foco no desenvolvimento emocional dos personagens e na complexidade de seus conflitos internos, algo que se tornaria um dos grandes diferenciais da produção.

O enredo acompanha Shane Hollander, interpretado por Hudson Williams, e Ilya Rozanov, vivido por Connor Storrie. Ambos são jogadores profissionais de hóquei e estrelas da Major League Hockey, reconhecidos como os melhores atletas de suas gerações. Dentro do gelo, eles são rivais declarados, disputando títulos, recordes e reconhecimento público. Fora dele, vivem um romance intenso e secreto, marcado por paixão, medo e escolhas difíceis.

A relação entre Shane e Ilya se desenvolve em um ambiente altamente competitivo, onde a imagem pública, a pressão da mídia e as expectativas de patrocinadores pesam constantemente. Shane enfrenta o processo de descoberta e aceitação da própria sexualidade, lidando com inseguranças profundas e o receio de que sua carreira seja afetada. Ilya, por sua vez, carrega o peso das demandas familiares e culturais, sentindo-se dividido entre o amor que sente e as responsabilidades que lhe foram impostas desde cedo.

Essa dualidade entre vida pessoal e profissional é explorada com sensibilidade ao longo da série. Em vez de recorrer a conflitos artificiais ou soluções fáceis, a trama aposta em diálogos íntimos, silêncios significativos e uma construção gradual dos sentimentos. O romance não surge como um elemento isolado, mas como parte central da jornada de amadurecimento dos protagonistas.

A estreia da série aconteceu em um contexto bastante favorável. Antes mesmo de chegar ao streaming, Heated Rivalry teve sua pré-estreia no Image+Nation LGBTQ+ Film Festival, em Montreal, no dia 23 de novembro de 2025. A exibição no festival ajudou a posicionar a série como uma obra relevante dentro do audiovisual queer contemporâneo, despertando curiosidade e gerando comentários positivos.

A primeira temporada estreou oficialmente na Crave em 28 de novembro de 2025 e rapidamente chamou atenção do público e da crítica. Pouco tempo depois, a produção foi adquirida para exibição em outros mercados internacionais, chegando à HBO Max em territórios selecionados, à plataforma Neon na Nova Zelândia e à Movistar Plus+ na Espanha. A expansão internacional consolidou a série como um produto global, capaz de dialogar com audiências muito além do Canadá.

A recepção crítica foi amplamente positiva. Direção, roteiro e, principalmente, a química entre os protagonistas foram elogiados de forma consistente. A autenticidade da relação entre Shane e Ilya se tornou um dos pontos mais comentados da série, sendo frequentemente destacada como um exemplo de representação LGBTQIA+ cuidadosa e respeitosa no gênero esportivo, tradicionalmente associado à masculinidade rígida.

Os números de audiência confirmaram esse impacto. A obra se tornou a produção original mais assistida da história da Crave, atingindo recordes internos da plataforma. Na HBO Max, a série registrou a melhor estreia de uma aquisição em live-action desde o lançamento do serviço em 2019, superando expectativas iniciais e surpreendendo analistas do mercado.

Dados de monitoramento de audiência reforçam esse crescimento. Segundo o JustWatch, a série alcançou o quarto lugar no ranking de streaming durante a semana de 7 de dezembro de 2025. A Whip Media, com base em informações do aplicativo TV Time, apontou Heated Rivalry como a sexta série mais assistida nas semanas de 7 e 14 de dezembro. Já o FlixPatrol indicou que a produção chegou ao segundo lugar entre as séries mais vistas da HBO Max nos Estados Unidos em 29 de novembro, ficando atrás apenas de It: Bem-Vindos a Derry, além de repetir o desempenho na Austrália.

O sucesso levou à renovação para a segunda temporada em dezembro de 2025. Com o anúncio, vieram novos dados impressionantes. De acordo com o site Deadline Hollywood, a audiência da série cresceu quase 400 por cento nos primeiros sete dias após a estreia. A HBO Max também revelou que a série se tornou a segunda maior responsável pela atração de novos assinantes desde o lançamento da plataforma.

Um dos aspectos mais curiosos dessa trajetória é que o crescimento da série aconteceu de forma gradual e orgânica. Apesar de uma campanha de marketing discreta e de um custo de licenciamento relativamente baixo, estimado em cerca de 600 mil dólares por episódio, Heated Rivalry se beneficiou fortemente do boca a boca nas redes sociais. Dados da Luminate Data mostram que a série estreou com 30 milhões de minutos assistidos na primeira semana, sem sequer entrar no top 50 das mais vistas. Ao longo das semanas, esse número cresceu de forma contínua, ultrapassando 324 milhões de minutos semanais até o lançamento do último episódio da temporada, em 26 de dezembro.

Saiba qual filme vai passar na Sessão da Tarde desta quinta, 15 de janeiro, na TV Globo

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A Sessão da Tarde desta quinta-feira, 15 de janeiro de 2026, promete emocionar o público com a exibição de O Segredo: Ouse Sonhar, um drama romântico que aposta na força da esperança, da fé e na ideia de que nossos pensamentos podem influenciar profundamente os rumos da vida. Inspirado no livro O Segredo, fenômeno editorial mundial, o filme chega à programação da TV Globo como uma opção leve e reflexiva para a tarde, ideal para quem busca uma história acolhedora e cheia de mensagens positivas.

Dirigido por Andy Tennant, o longa apresenta uma narrativa simples, porém carregada de emoção, que dialoga diretamente com o público que acompanha a tradicional faixa vespertina da emissora. Com um elenco conhecido e uma proposta espiritualizada, o filme convida o espectador a desacelerar, refletir e acreditar que mudanças podem acontecer mesmo nos momentos mais difíceis.

Uma protagonista marcada pela perda

A história gira em torno de Miranda Wells, interpretada por Katie Holmes. Ela é uma mulher que tenta reconstruir sua vida após a morte do marido, enquanto enfrenta o desafio de criar sozinha seus três filhos. Miranda vive em constante tensão, dividida entre o luto ainda presente, as dificuldades financeiras e o medo de não conseguir oferecer estabilidade emocional e material à família.

A situação se agrava quando uma forte tempestade atinge sua casa, causando danos estruturais que ela não tem condições de consertar sozinha. É nesse momento de vulnerabilidade que surge a oportunidade para uma transformação inesperada em sua vida.

Um encontro que muda tudo

Para resolver os problemas causados pela tempestade, Miranda contrata Bray Johnson, vivido por Josh Lucas, um trabalhador manual aparentemente comum, mas que carrega uma visão de mundo profundamente otimista. Durante os dias em que passa consertando a casa, Bray vai além do trabalho físico e começa a compartilhar com Miranda e seus filhos sua filosofia de vida.

Ele acredita que o universo responde aos pensamentos e sentimentos que emitimos e que acreditar de verdade em algo pode ser o primeiro passo para torná-lo real. Aos poucos, suas palavras e atitudes começam a provocar mudanças sutis, mas significativas, no ambiente da casa e na forma como Miranda encara seus próprios problemas.

O relacionamento entre os dois se desenvolve de maneira gradual, sem pressa, respeitando o tempo emocional da protagonista. Mais do que um romance imediato, o filme constrói uma conexão baseada na escuta, na empatia e no incentivo à autoconfiança.

A lei da atração como mensagem central

O grande eixo temático de O Segredo: Ouse Sonhar é a chamada lei da atração, conceito que se tornou popular a partir do livro de Rhonda Byrne. No filme, essa ideia é apresentada de forma acessível e cotidiana, sem discursos grandiosos ou explicações complexas. Bray demonstra, por meio de exemplos simples, como pensamentos negativos podem limitar escolhas, enquanto a fé e a gratidão ajudam a enxergar novas possibilidades.

O roteiro não se aprofunda em debates teóricos ou científicos, mas aposta na emoção e na identificação do público com situações reais, como o medo de recomeçar, a dificuldade de confiar novamente e a sensação de que a vida perdeu o rumo após uma grande perda. Essa abordagem torna o filme especialmente próximo do espectador comum, que encontra na história um espelho de suas próprias inseguranças.

Atuações que sustentam a emoção

Katie Holmes entrega uma atuação sensível e contida, transmitindo com naturalidade a exaustão emocional de uma mulher que tenta se manter forte diante dos filhos. Sua interpretação evita exageros e aposta em pequenos gestos e olhares, o que contribui para a atmosfera intimista do filme.

Josh Lucas, por sua vez, confere a Bray uma serenidade quase reconfortante. Seu personagem funciona como um ponto de equilíbrio dentro da narrativa, alguém que não impõe suas crenças, mas as compartilha com gentileza. Jerry O’Connell completa o elenco principal em um papel de apoio que adiciona leveza e dinamismo à trama.

Direção clássica e clima acolhedor

Sob o comando de Andy Tennant, o filme adota uma linguagem visual simples e eficiente. A fotografia prioriza tons quentes e iluminação suave, reforçando a sensação de conforto e segurança que a história busca transmitir. A trilha sonora acompanha esse clima, surgindo de forma discreta e emocionalmente precisa, sem se sobrepor às cenas.

O ritmo é calmo, permitindo que o espectador se envolva com os personagens e absorva a mensagem aos poucos. Essa escolha faz de O Segredo: Ouse Sonhar um filme ideal para a televisão aberta, especialmente para a Sessão da Tarde, que tradicionalmente aposta em histórias que emocionam sem exigir grande esforço do público.

Um lançamento impactado pela pandemia

A trajetória do filme fora das telas de TV também chama atenção. Em novembro de 2019, as distribuidoras Roadside Attractions e Gravitas Ventures adquiriram os direitos de distribuição do longa. A estreia nos cinemas estava prevista para abril de 2020, mas foi cancelada devido à pandemia de COVID-19, que fechou salas de cinema em todo o mundo.

Diante do cenário de incertezas, a produção acabou sendo lançada diretamente em vídeo sob demanda em julho de 2020. Mesmo sem passar pelos cinemas, o filme obteve resultados expressivos nas plataformas digitais, figurando entre os títulos mais alugados em serviços como FandangoNow, Apple TV e iTunes Store durante suas primeiras semanas.

Onde assistir além da TV Globo

Além da exibição na Sessão da Tarde, O Segredo: Ouse Sonhar pode ser assistido atualmente no Prime Video, por meio de aluguel digital, com valores a partir de R$ 11,90. Essa opção é ideal para quem deseja rever o filme ou assisti-lo em outro horário, no próprio ritmo.

Extermínio: O Templo dos Ossos aposta no horror humano e chega aos cinemas com cena inédita reveladora

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A Sony Pictures liberou uma nova cena inédita de Extermínio: O Templo dos Ossos, oferecendo ao público um primeiro vislumbre do embate psicológico que define o novo capítulo da franquia. O trecho mostra o encontro inicial entre Dr. Kelson, vivido por Ralph Fiennes, e Jimmy Crystal, interpretado por Jack O’Connell. Mais do que uma simples apresentação de personagens, a cena estabelece o tom do filme: um confronto silencioso entre dois homens guiados por visões de mundo irreconciliáveis. O longa, dirigido por Nia DaCosta, estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 15 de janeiro, prometendo levar a saga para territórios ainda mais sombrios e provocadores.

Desde os primeiros minutos, fica claro que O Templo dos Ossos não pretende repetir fórmulas. Se antes o terror vinha da velocidade e da brutalidade dos infectados, agora ele nasce da deterioração moral dos sobreviventes. O diálogo entre Kelson e Jimmy é carregado de desconfiança, estranhamento e uma tensão quase palpável, revelando que, neste mundo devastado, o maior perigo pode estar naquilo que ainda resta de humanidade.

O roteiro, assinado por Alex Garland, responsável pelos filmes anteriores da franquia, aprofunda essa ideia ao apresentar um cenário onde a violência deixa de ser apenas reação à sobrevivência e passa a ser um instrumento de poder, fé e controle. Jimmy Crystal surge como líder de uma seita conhecida como os Jimmies, um grupo que se sustenta em rituais extremos e crenças distorcidas. Convencido de que é filho de Satanás, Jimmy acredita cumprir uma missão divina em um mundo sem leis, transformando a fé em justificativa para atos de crueldade inimagináveis.

No centro dessa espiral de horror está Dr. Kelson, um homem marcado pela culpa, pelo isolamento e por decisões éticas cada vez mais frágeis. Sua trajetória se cruza com a de Spike, personagem de Alfie Williams, um jovem que acaba envolvido com os Jimmies em circunstâncias brutais. A iniciação de Spike no grupo, por meio de um duelo até a morte, funciona como um retrato cruel de como a violência se torna linguagem, pertencimento e identidade em um mundo pós-apocalíptico.

Nia DaCosta conduz essa narrativa com um olhar firme e inquieto. Conhecida por A Lenda de Candyman, a diretora transforma o terror em uma experiência menos imediata e mais perturbadora, construída a partir de símbolos, silêncio e desconforto emocional. O filme não se contenta em chocar; ele provoca. Cada escolha de enquadramento e ritmo parece pensada para deixar o espectador em constante estado de alerta, mesmo nos momentos aparentemente calmos.

Um dos arcos mais impactantes do longa envolve a relação entre Kelson e Sansão, um infectado que demonstra sinais de dependência química e mudanças comportamentais inesperadas. Em vez de tratá-lo apenas como uma ameaça, Kelson passa a observá-lo como um possível caminho para entender os efeitos psicológicos do vírus. O vínculo que se forma entre os dois é estranho, desconcertante e profundamente humano, revelando o desespero de alguém que busca sentido em meio ao colapso total.

Essa relação leva o filme a questionamentos ousados. Ao administrar medicamentos em Sansão, Kelson levanta a hipótese de que os infectados não perderam completamente sua humanidade, mas tiveram seus distúrbios amplificados. A ideia de que ainda exista algum resquício de consciência por trás da monstruosidade adiciona uma camada trágica ao horror e reforça o tema central do filme: a linha tênue entre o humano e o monstruoso.

Enquanto isso, os Jimmies seguem espalhando terror. A seita invade fazendas, tortura sobreviventes e transforma a violência em espetáculo ritualístico. Jimmy Crystal se coloca como figura messiânica, enquanto seus seguidores acreditam ser extensões de sua vontade. Essa dinâmica de culto, poder e submissão torna o grupo mais assustador do que qualquer infectado, pois reflete impulsos reais e reconhecíveis da sociedade.

Visualmente, O Templo dos Ossos aposta em uma atmosfera opressiva. O cenário que dá nome ao filme funciona como um símbolo máximo da degradação humana, um espaço onde ossos, fogo e rituais se misturam para criar imagens perturbadoras e memoráveis. A direção de arte e os efeitos visuais, supervisionados por Adam Gascoyne e realizados pela Union VFX, contribuem para tornar esse universo ainda mais imersivo e angustiante.

A trilha sonora de Hildur Guðnadóttir, que volta a colaborar com Nia DaCosta após Candyman, é outro destaque. Com composições minimalistas e inquietantes, a música não apenas acompanha as cenas, mas intensifica o peso emocional da narrativa, reforçando a sensação constante de ameaça e desamparo.

Hamnet: A Vida Antes de Hamlet ganha vídeo de bastidores e chega aos cinemas nesta quinta, 15 de janeiro

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A Universal Pictures divulgou nesta semana um novo vídeo de bastidores de Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, longa-metragem dirigido por Chloé Zhao, vencedora do Oscar por Nomadland. O material promocional chega em um momento estratégico, às vésperas da estreia oficial do filme nos cinemas brasileiros, marcada para esta quinta-feira, 15 de janeiro, e amplia a expectativa em torno de uma das produções mais celebradas da atual temporada de premiações.

O vídeo oferece um olhar íntimo sobre o processo criativo da obra e destaca a relação entre seus protagonistas, Jessie Buckley e Paul Mescal. Ambos comentam como foi construir, juntos, personagens atravessados pela dor, pelo silêncio e por uma conexão emocional profunda. Chloé Zhao também aparece compartilhando detalhes do processo de escalação do elenco, ressaltando que a escolha dos atores foi determinante para alcançar a intensidade emocional que a história exigia. Segundo a diretora, mais do que talento individual, era essencial que houvesse confiança e entrega mútua entre os intérpretes.

Inspirado no romance homônimo de Maggie O’Farrell, vencedor de importantes prêmios literários, Hamnet: A Vida Antes de Hamlet propõe uma abordagem sensível e pouco convencional sobre a figura de William Shakespeare. Em vez de retratar o dramaturgo a partir de sua genialidade artística, o filme se concentra na dimensão íntima e familiar de sua vida, especialmente no impacto devastador da perda de seu filho, Hamnet. A narrativa acompanha Agnes, esposa de Shakespeare, enquanto ela tenta sobreviver ao luto e ressignificar a própria existência após a tragédia.

Jessie Buckley entrega uma atuação amplamente elogiada pela crítica internacional. Sua interpretação de Agnes é marcada por força contida, dor silenciosa e uma presença que domina a tela mesmo nos momentos de maior introspecção. O reconhecimento veio em forma de prêmios importantes, incluindo o Globo de Ouro 2026 de Melhor Atriz em Filme de Drama e o Critics Choice Awards na mesma categoria. A personagem se torna o verdadeiro centro emocional da história, conduzindo o espectador por uma jornada de sofrimento, memória e resistência.

Paul Mescal, por sua vez, constrói um Shakespeare distante da imagem romantizada do gênio literário. Seu personagem é introspectivo, emocionalmente reprimido e incapaz de verbalizar plenamente a dor que carrega. A dinâmica entre Mescal e Buckley se sustenta mais nos gestos, nos olhares e nos silêncios do que nos diálogos, reforçando a proposta intimista da direção. O vídeo de bastidores evidencia essa troca cuidadosa entre os atores, que se reflete diretamente na força das cenas.

A direção de Chloé Zhao imprime ao filme uma estética contemplativa e profundamente humana. Conhecida por seu olhar sensível para personagens à margem e histórias de introspecção, a cineasta utiliza paisagens naturais, luz suave e enquadramentos prolongados para criar uma atmosfera de melancolia e reflexão. A fotografia assinada por Łukasz Żal contribui para esse tom ao transformar ambientes rurais e espaços domésticos em extensões do estado emocional dos personagens.

O longa foi o grande vencedor do Festival Internacional de Cinema de Toronto, conquistando o prêmio do público, um dos mais prestigiados do evento. A escolha reforçou o apelo emocional da obra junto a diferentes públicos e consolidou sua trajetória na corrida de premiações. No Brasil, o filme também teve destaque ao ser exibido como o título de encerramento do Festival do Rio de 2025, ampliando sua visibilidade no país antes do lançamento comercial.

A produção reúne nomes de peso nos bastidores. Steven Spielberg e Sam Mendes, ambos vencedores do Oscar, assinam a produção do longa, enquanto o roteiro foi desenvolvido pela própria Maggie O’Farrell em parceria com Chloé Zhao. Essa colaboração direta garantiu uma adaptação fiel ao espírito do livro, sem abrir mão da linguagem cinematográfica autoral da diretora. O resultado é um filme que respeita a obra literária, mas encontra sua própria identidade nas imagens e no ritmo narrativo.

O caminho de Hamnet: A Vida Antes de Hamlet até os cinemas começou em 2022, quando foi anunciada uma adaptação teatral do romance. Em março de 2023, os direitos cinematográficos foram adquiridos pela Neal Street Productions. No mês seguinte, Chloé Zhao foi oficialmente confirmada como diretora e co-roteirista do projeto. Em maio, Paul Mescal e Jessie Buckley entraram em negociações para protagonizar o filme, participação que foi confirmada publicamente em janeiro de 2024.

As filmagens estavam inicialmente previstas para Londres, mas acabaram sendo realizadas no País de Gales. A produção teve início em 29 de julho de 2024 e foi concluída em 30 de setembro do mesmo ano. Durante esse período, Joe Alwyn e Emily Watson foram incorporados ao elenco, ampliando o peso dramático da narrativa. Steven Spielberg passou a integrar formalmente o projeto como produtor, reforçando a dimensão internacional da produção.

O filme teve sua estreia mundial no 52º Festival de Cinema de Telluride e chegou aos cinemas dos Estados Unidos e do Canadá em lançamento limitado em 27 de novembro de 2025, com expansão nacional em dezembro. Desde então, tem acumulado críticas majoritariamente positivas, com elogios recorrentes às atuações centrais, à direção sensível de Zhao e à forma respeitosa e profunda com que o luto é retratado.

Quer saber qual filme passa hoje na Sessão da Tarde? Confira a atração desta quarta, 14 de janeiro!

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A TV Globo exibe na Sessão da Tarde desta quarta-feira, 14 de janeiro de 2026, a animação Os Croods 2: Uma Nova Era, continuação do sucesso lançado em 2013 pela DreamWorks Animation. O filme aposta em humor familiar, aventura e uma mensagem sobre convivência e evolução, sendo uma escolha ideal para toda a família.

Na trama, a família pré-histórica Crood segue em busca de um lugar mais seguro para viver após abandonar sua antiga caverna. A jornada os leva a um verdadeiro paraíso isolado, cercado por muros naturais e repleto de recursos que parecem atender a todas as suas necessidades. O problema surge quando eles descobrem que o local já tem donos: os Bettermans, uma família que se considera mais evoluída, organizada e intelectualmente superior aos Croods.

O encontro entre os dois grupos rapidamente se transforma em um choque de estilos de vida. Enquanto os Croods são impulsivos, barulhentos e guiados pelo instinto de sobrevivência, os Bettermans representam uma versão mais “civilizada” da pré-história, com regras, conforto e até conceitos de progresso social. A convivência forçada gera conflitos, disputas e situações cômicas que refletem, de forma leve, temas como diferenças culturais, adaptação e respeito mútuo.

A história ganha novos contornos quando Eep, a filha mais aventureira dos Croods, e Dawn, filha dos Bettermans, acabam se metendo em confusão e desaparecem. Diante da situação, as duas famílias precisam deixar de lado suas rivalidades para unir forças e salvá-las, aprendendo, no processo, que evolução também passa pela empatia e pela cooperação.

No elenco de dublagem original estão Nicolas Cage (Grug), Emma Stone (Eep) e Ryan Reynolds (Guy), que retornam aos seus papéis do primeiro filme. A direção fica por conta de Joel Crawford, que imprime um ritmo mais acelerado e aposta em uma estética ainda mais colorida e dinâmica. A trilha sonora do longa é assinada por Mark Mothersbaugh, substituindo Alan Silvestri, compositor do primeiro filme. A mudança trouxe uma identidade musical mais moderna, acompanhando o tom expansivo e energético da continuação.

Lançamento e sucesso comercial

Os Croods 2: Uma Nova Era foi lançado nos cinemas dos Estados Unidos em 25 de novembro de 2020, em um período marcado por desafios para o mercado cinematográfico. Ainda assim, o filme se destacou como uma das animações de maior desempenho daquele ano. No Brasil, a estreia aconteceu em 1º de julho de 2021.

Com um orçamento de divulgação estimado em US$ 26,5 milhões, o longa arrecadou cerca de US$ 215,9 milhões mundialmente, somando bilheterias da América do Norte e de outros territórios, incluindo um bom desempenho na China.

KonoSuba | Anime é renovado para a 4ª temporada e ganha novos projetos comemorativos

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A franquia de anime KonoSuba: God’s Blessing on This Wonderful World! está oficialmente de volta. Durante um evento especial realizado no Japão para comemorar o 10º aniversário da adaptação em anime, foi anunciada a produção da quarta temporada da série, encerrando um longo período de incertezas para os fãs. A confirmação marca o retorno da obra após o fim da terceira temporada, exibida em 2024, e reforça a força duradoura da franquia no mercado de animação japonesa.

O anúncio da nova temporada veio acompanhado de um plano comemorativo robusto, que inclui o desenvolvimento de um novo jogo para plataformas mobile e consoles, além da realização de um evento especial de aniversário programado para julho de 2026. Segundo os organizadores, essa celebração deve trazer mais informações sobre a continuação do anime, incluindo possíveis detalhes de produção, visual promocional e novidades sobre o elenco.

Até o momento, a quarta temporada de KonoSuba ainda não possui data de estreia, janela de lançamento, estúdio confirmado ou equipe técnica oficialmente divulgada. A ausência dessas informações, no entanto, não diminuiu o entusiasmo do público, que há anos aguarda a continuidade da história após o encerramento mais recente da série.

Um isekai que virou referência no humor

Criada por Natsume Akatsuki, KonoSuba se destacou desde sua estreia por oferecer uma abordagem diferenciada dentro do gênero isekai. Em vez de seguir o caminho tradicional de heróis poderosos e jornadas épicas, a obra aposta na comédia e na desconstrução dos clichês, apresentando personagens falhos, situações absurdas e um humor frequentemente autoirônico.

A história acompanha Kazuma Satō, um adolescente japonês recluso, classificado como hikikomori e NEET, que morre de forma prematura e constrangedora. No além-vida, ele conhece a deusa Aqua, que lhe oferece a chance de reencarnar em um mundo de fantasia repleto de elementos típicos de jogos de RPG, governado pela ameaça do Rei Demônio. Como parte do acordo, Kazuma pode levar consigo qualquer item ou habilidade para auxiliá-lo na nova vida.

Em um ato de retaliação após ser provocado por Aqua, Kazuma a escolhe como sua companheira de jornada, contra a vontade da própria deusa. Presos juntos nesse mundo alternativo, os dois passam a aceitar missões de aventureiros para sobreviver, já que Aqua perde a possibilidade de retornar ao seu posto divino enquanto o Rei Demônio não for derrotado.

Um grupo improvável e caótico

Ao longo da narrativa, Kazuma e Aqua formam um grupo tão carismático quanto disfuncional. A equipe cresce com a chegada de Megumin, uma maga obcecada por explosões que domina apenas um feitiço extremamente poderoso, e Darkness, uma cruzada habilidosa com a espada, mas marcada por um comportamento masoquista que frequentemente compromete suas batalhas.

Essa combinação de personagens com habilidades limitadas, personalidades exageradas e falhas evidentes se tornou a principal marca da série. Em vez de focar na derrota do Rei Demônio, Kazuma frequentemente tenta levar uma vida confortável e luxuosa, mas acaba sendo constantemente arrastado para conflitos e confrontos contra os generais do vilão, quase sempre de forma involuntária.

Expansão para jogos e cinema

Ao longo dos anos, KonoSuba expandiu seu universo para além do anime. A franquia recebeu diversos jogos para PC, consoles e dispositivos móveis, explorando tanto adaptações diretas quanto histórias originais. Entre os títulos mais conhecidos está KonoSuba: Fantastic Days, RPG mobile lançado inicialmente no Japão, com dublagem completa, novos personagens e narrativa inédita.

Em 2019, a série também chegou aos cinemas com o filme KonoSuba: Legend of Crimson, produzido pelo estúdio J.C.Staff. O longa manteve o elenco e a equipe da animação televisiva e deu destaque especial às personagens Megumin e Yunyun, sendo bem recebido tanto pelo público quanto pela crítica. Posteriormente, o filme foi disponibilizado para streaming, ampliando ainda mais o alcance internacional da franquia.

Saiba qual filme vai passar na Sessão da Tarde desta terça-feira, 13 de janeiro, na TV Globo

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A Sessão da Tarde desta terça-feira, 13 de janeiro de 2026, aposta novamente na emoção ao exibir Quatro Vidas de um Cachorro, um filme que convida o público a enxergar a vida sob um ponto de vista diferente, sensível e profundamente afetivo. Mais do que uma aventura protagonizada por um animal carismático, o longa é uma reflexão delicada sobre pertencimento, lealdade e o impacto que pequenos gestos podem ter ao longo de uma existência inteira.

Lançado em 2017 e dirigido por Lasse Hallström, cineasta conhecido por sua habilidade em contar histórias humanas e tocantes, o filme parte de uma ideia simples e poderosa: e se um cachorro pudesse voltar várias vezes à Terra, em corpos diferentes, para cumprir sua missão? A cada nova vida, o protagonista renasce com outra aparência, outra família e outros desafios, mas carrega consigo algo que o tempo não apaga: a memória emocional de quem ele amou.

Na sua primeira vida, o cachorro encontra Ethan, um garoto solitário que cresce ao seu lado. A relação entre os dois se constrói de forma natural, marcada por brincadeiras, cumplicidade e uma amizade que vai além das palavras. Mesmo quando a vida adulta afasta Ethan de sua cidade natal, o vínculo criado com o animal permanece como uma das lembranças mais importantes de sua trajetória. Esse amor inicial se torna o norte emocional de todas as reencarnações seguintes.

Ao retornar em novos corpos, o cachorro passa a conviver com pessoas muito diferentes entre si. Em cada fase, ele aprende algo novo: como oferecer conforto a quem sofre, como proteger aqueles que ama e como, muitas vezes, estar presente já é suficiente para mudar o dia de alguém. O filme alterna momentos de humor leve, causados pela curiosidade e ingenuidade do animal diante do mundo, com cenas emocionantes que falam sobre perda, envelhecimento e despedidas inevitáveis.

Um dos grandes diferenciais da narrativa é permitir que o público acompanhe os pensamentos do cachorro. Sua visão é simples, direta e honesta, o que torna a história ainda mais próxima do espectador. Questões complexas da vida humana são filtradas por esse olhar puro, transformando o filme em uma experiência acolhedora, capaz de tocar crianças, adultos e, especialmente, quem já viveu a relação intensa entre um animal de estimação e seu dono.

O elenco contribui para dar profundidade à trama. Dennis Quaid interpreta Ethan na fase adulta, transmitindo com sensibilidade as marcas que o passado deixou em sua vida. Britt Robertson, K.J. Apa e John Ortiz aparecem em momentos importantes da história, representando personagens que, mesmo sem perceber, são transformados pela presença do cachorro. Cada encontro reforça a ideia central do filme: algumas relações são breves, mas deixam marcas permanentes.

Apesar do tom caloroso e otimista, Quatro Vidas de um Cachorro também carrega uma história fora das telas que gerou polêmica. Antes de sua estreia, vídeos divulgados mostraram um cachorro sendo forçado a gravar uma cena em um tanque de água, o que causou indignação nas redes sociais e levantou debates sobre o tratamento de animais em produções cinematográficas. O caso levou a investigações e a posicionamentos públicos da equipe e da produtora.

O diretor Lasse Hallström afirmou posteriormente que não presenciou a situação e se disse profundamente perturbado ao tomar conhecimento das imagens. A produção garantiu que o animal estava bem e que a cena não foi utilizada da forma como havia sido divulgada. Ainda assim, o episódio marcou a recepção do filme e reforçou a necessidade de maior transparência e cuidado em sets que envolvem animais.

Mesmo com as controvérsias, o longa encontrou um público fiel e emocionado, tornando-se um sucesso entre famílias e amantes de histórias com animais. O impacto foi tão grande que o filme ganhou uma continuação, lançada em 2019, que aprofunda ainda mais os laços emocionais apresentados no primeiro capítulo da história.

Vingadores: Doutor Destino | Novo teaser une Wakanda, Quarteto Fantástico e prepara o terreno para o maior confronto do MCU

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A Marvel divulgou o quarto teaser trailer de Vingadores: Doutor Destino e, com ele, deixou claro que o próximo capítulo do Universo Cinematográfico Marvel será construído em uma escala maior, mais densa e emocional. Depois de prévias que destacaram personagens específicos como Steve Rogers, Thor e os mutantes, o novo material aposta na força do encontro entre mundos diferentes, conectando Wakanda, Talocan e o recém-apresentado Quarteto Fantástico em uma mesma narrativa. O resultado é uma prévia carregada de simbolismo, que aponta para um evento capaz de redefinir o equilíbrio de poder no MCU.

O teaser se inicia de forma contemplativa, quase silenciosa. Shuri surge caminhando sozinha por um deserto, um contraste visual forte com a exuberância tecnológica de Wakanda. Em sua fala, a personagem revela ter perdido tudo e todos que amava, reforçando o peso emocional acumulado desde a morte de T’Challa e os conflitos recentes enfrentados por sua nação. A escolha do cenário árido não parece casual: ela transmite a ideia de um mundo em colapso, esvaziado de esperança, à espera de uma nova reconstrução.

Na sequência, a prévia surpreende ao mostrar Talocan em uma situação igualmente alarmante. Namor e seu povo aparecem fora da água, em um ambiente seco, o que sugere uma ameaça capaz de atingir até mesmo reinos tradicionalmente protegidos pela natureza. A imagem reforça que o conflito em Vingadores: Doutor Destino não se limita a fronteiras políticas ou territoriais, mas ameaça a própria ordem natural do planeta. Wakanda e Talocan, duas potências que já se enfrentaram no passado, agora parecem divididas pela mesma sensação de perda e vulnerabilidade.

O foco retorna a Wakanda, que surge em um momento de transição. Shuri não ocupa mais o centro do poder sozinha. Ao seu lado está M’Baku, que se apresenta oficialmente como o novo Rei de Wakanda. A presença do líder da tribo Jabari simboliza uma mudança importante na condução da nação, indicando um caminho mais coletivo e menos centralizado. Essa nova configuração política será essencial para os desafios que estão por vir, especialmente diante de uma ameaça que exige alianças além das fronteiras tradicionais.

É nesse contexto que acontece um dos momentos mais marcantes do teaser. M’Baku se encontra com Ben Grimm, o Coisa, interpretado por Ebon Moss-Bachrach, na versão apresentada em Quarteto Fantástico: Primeiros Passos. O aperto de mãos entre os dois não é apenas um gesto de cordialidade, mas um símbolo poderoso da união entre universos que até então caminhavam separados. Wakanda, com sua herança ancestral e tecnologia avançada, cruza caminho com o Quarteto Fantástico, representantes da exploração científica e do espírito aventureiro. O teaser se encerra sugerindo que essa parceria será fundamental no enfrentamento da ameaça central do filme.

Curiosamente, o personagem que dá nome ao longa não aparece diretamente no teaser. Ainda assim, sua presença é sentida em cada cena, como uma sombra que se projeta sobre todos os reinos apresentados. Doutor Destino é um vilão cuja força não está apenas em suas habilidades, mas em sua história, sua visão de mundo e sua capacidade de manipular situações a seu favor. Sua ascensão promete ser o eixo em torno do qual todo o conflito irá girar.

Victor von Doom teve uma infância marcada por tragédias que moldaram sua personalidade. Nascido na Latvéria, ele perdeu a mãe ainda muito jovem após uma tentativa desesperada de obter poder místico para proteger seu povo da perseguição governamental. Pouco tempo depois, seu pai também morreu, deixando Victor órfão e consumido por um profundo sentimento de injustiça. Desde cedo, ele desenvolveu a convicção de que o mundo era cruel demais para ser deixado nas mãos de pessoas comuns.

Dotado de uma inteligência extraordinária, Victor se destacou tanto no campo científico quanto no estudo do ocultismo. Essa combinação rara o levou a conquistar uma bolsa de estudos em uma universidade nos Estados Unidos, onde conheceu Reed Richards e Ben Grimm. A relação com Reed, em especial, foi marcada por rivalidade e ressentimento. Victor não suportava a ideia de dividir reconhecimento e passou a enxergar Richards como uma ameaça direta à sua superioridade intelectual.

Essa obsessão o levou a conduzir experimentos cada vez mais perigosos. Ao tentar criar um dispositivo capaz de acessar outras dimensões, Victor ignorou alertas sobre falhas no projeto. O experimento saiu do controle, resultando em uma explosão que deixou cicatrizes em seu rosto e destruiu sua reputação acadêmica. Expulso da universidade, ele atribuiu a culpa a Reed Richards, alimentando um ódio que se tornaria um dos pilares de sua identidade como Doutor Destino.

Após vagar pelo mundo em busca de respostas, Victor encontrou um grupo de monges que o ajudaram a canalizar seu conhecimento científico e místico na criação de uma armadura. Mais do que proteção, a armadura se tornou uma extensão de sua própria vontade, símbolo de poder e autoridade. De volta à Latvéria, ele derrubou o governo vigente e se proclamou soberano, instaurando um regime rígido, porém eficiente, que transformou o país em uma potência temida.

O que torna Doutor Destino um antagonista tão fascinante é sua complexidade moral. Ele não se vê como um vilão, mas como alguém disposto a fazer o que for necessário para impor ordem ao mundo. Em diferentes momentos, já se aliou a heróis quando isso serviu aos seus interesses, apenas para traí-los quando a oportunidade surgiu. Sua visão de mundo é guiada pela crença de que apenas uma mente verdadeiramente superior pode conduzir a humanidade ao futuro.

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