Netflix revela primeiras imagens de “O Filho de Mil Homens”, estreia literária de Valter Hugo Mãe com Rodrigo Santoro

A Netflix divulgou nesta quarta-feira as primeiras imagens oficiais do elenco de O Filho de Mil Homens, adaptação do best-seller homônimo do escritor português Valter Hugo Mãe. O filme marca a estreia do autor no cinema, com direção e roteiro assinados por Daniel Rezende — nome que conquistou a crítica com “Bingo: O Rei das Manhãs” e que recentemente trouxe sua sensibilidade para os filmes da “Turma da Mônica”. O longa, protagonizado pelo nosso grave astro Rodrigo Santoro (300: A Ascensão do Império, Sem Limites, O Golpista do Ano), chega à plataforma ainda neste ano, e é aguardado com grande expectativa por fãs da literatura e do cinema lusófono.

A trama e os personagens

No centro da história está Crisóstomo, vivido por Rodrigo Santoro, um pescador solitário cujo sonho mais profundo é ser pai. É uma busca simples e genuína, mas que carrega um peso imenso de emoção e desejo por conexão humana. O que move Crisóstomo não é apenas o ato biológico da paternidade, mas a vontade de construir laços afetivos, de encontrar um lugar no mundo.

Essa jornada ganha um novo rumo quando ele conhece Camilo (Miguel Martines), um menino órfão que, silenciosamente, preenche o vazio de Crisóstomo. A relação entre os dois cresce sem grandes palavras, mas com uma intensidade que só quem já sentiu falta de afeto reconhece.

A história ganha ainda mais profundidade com a chegada de Isaura (Rebeca Jamir), uma mulher marcada pela dor que tenta recomeçar, e de Antonino (Johnny Massaro), um jovem incompreendido, ambos se conectando com Crisóstomo e Camilo para formar uma espécie de família escolhida. Juntos, esses quatro personagens ensinam que o conceito de família é muito mais do que laços de sangue — é sobre cuidado, acolhimento e compartilhar a vida.

Uma produção que abraça a arte e a sensibilidade

Produzido pelas companhias Biônica Filmes e Barry Company, o filme reúne um elenco diverso e cheio de talento. Entre eles, estão nomes como Antonio Haddad (conhecido por “Bacurau”), Carlos Francisco (“Que Horas Ela Volta?”), Grace Passô (“Benzinho”), Inez Viana (“Aos Teus Olhos”), Juliana Caldas (“A Vida Invisível”), Lívia Silva (“Reis”) e Marcello Escorel (“Bingo: O Rei das Manhãs”), além de Tuna Dwek (“A Fera na Selva”). Cada um deles traz sua singularidade e sensibilidade para ajudar a construir esse retrato multifacetado das relações humanas que o filme explora.

Nos bastidores, uma equipe experiente e apaixonada faz toda a mágica acontecer. A direção de fotografia ficou por conta de Azul Serra (“Pacificado”, “Bingo: O Rei das Manhãs”), que com seu olhar cuidadoso transforma cada cena em poesia visual. A direção de arte é assinada por Taísa Malouf (“Aquarius”, “Bingo”), que cria um ambiente intimista e cheio de detalhes que enriquecem a narrativa. Já o figurino de Manuela Mello (“Turma da Mônica: Laços”, “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”) e a caracterização de Martín Macías Trujillo (“O Som ao Redor”) ajudam a dar vida e autenticidade aos personagens, reforçando o clima sensível e verdadeiro da história.

Na edição, Marcelo Junqueira (“Bingo”, “Turma da Mônica: Laços”) imprime o ritmo perfeito para que a narrativa flua com naturalidade e emoção. A trilha sonora original, assinada por Fábio Góes (“Música para Morrer de Amor”, “Amor e Sorte”), acrescenta camadas afetivas que aprofundam a conexão do espectador com o universo do filme. Para fechar com chave de ouro, a pós-produção ficou sob a supervisão de Juliano Storchi e Bruno Horowicz Rezende (“Bingo”, “O Som ao Redor”), que cuidaram dos efeitos visuais, garantindo um acabamento caprichado, elegante e que respeita a delicadeza do projeto.

Locais que são personagens

O longa-metragem foi filmado em duas regiões do Brasil que se destacam pela beleza natural e pelo contraste entre o mar e a terra: Búzios, no litoral do Rio de Janeiro, e a vastidão da Chapada Diamantina, na Bahia. Essas locações não são meros cenários, mas parte essencial da narrativa.

A imensidão do mar, símbolo de solidão e esperança, se entrelaça com a força e o silêncio das montanhas, criando um diálogo visual que espelha os sentimentos internos dos personagens. A natureza vibrante e melancólica ajuda a contar a história de Crisóstomo e dos que cruzam seu caminho, trazendo um toque quase poético à experiência cinematográfica.

Um lançamento que une literatura e cinema

Para comemorar a estreia, a plataforma de streaming preparou um lançamento especial na 23ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). A partir do dia 31 de julho, o público poderá conferir as primeiras imagens do filme na casa literária Esquina piauí + Netflix, espaço dedicado à valorização da literatura e do audiovisual.

Além disso, o autor do livro, Valter Hugo Mãe, se reunirá com o diretor Daniel Rezende e a líder de filmes da Netflix Brasil, Higia Ikeda, para um bate-papo que promete revelar detalhes da adaptação. Será uma oportunidade única para os fãs conhecerem as escolhas criativas, os desafios do processo e as emoções que atravessaram essa jornada do livro para as telas.

Por que “O Filho de Mil Homens” é um filme para todos

Mais do que falar sobre paternidade, o filme trata do que significa pertencer, da construção de vínculos afetivos fora dos padrões tradicionais e da coragem de buscar uma vida compartilhada baseada no amor e na compreensão.

Em um mundo que muitas vezes insiste em formatos rígidos, a obra de Valter Hugo Mãe — agora traduzida para o cinema — reafirma que família é um conceito flexível, que pode ser reinventado conforme a necessidade e o desejo dos envolvidos. O filme lembra que os laços verdadeiros nascem do cuidado mútuo e da presença — e não necessariamente da genética.

Rodrigo Santoro, em sua interpretação, consegue transmitir essa complexidade com uma naturalidade que emociona. O espectador sente a solidão de Crisóstomo, sua esperança, seu medo e sua coragem. Ao seu lado, o jovem Miguel Martines e os atores Rebeca Jamir e Johnny Massaro ampliam esse universo, trazendo seus personagens com autenticidade e respeito.

Quem é a equipe por trás do filme?

A produção executiva do longa é assinada por Bianca Villar, Daniel Rezende, Juliana Funaro, Karen Castanho e o próprio Rodrigo Santoro, o que demonstra o comprometimento de todos para que essa história fosse contada com a delicadeza que merece. A responsabilidade de transportar uma obra literária tão emblemática para o cinema recai sobre uma equipe que alia técnica e sensibilidade. O roteiro, adaptado por Daniel Rezende, preserva a essência poética do livro, ao mesmo tempo que o transforma em uma narrativa visual envolvente e acessível.

Instinto de Eternidade | David O. Silveira Jr. propõe reflexões sobre espiritualidade e a busca por sentido

Das ruas fervilhantes do subúrbio carioca ao misticismo que move milhares no Círio de Nazaré, em Belém, a ficção científica brasileira ganha um novo fôlego com o livro “Instinto de Eternidade”, de David O. Silveira Jr. Em meio a uma paisagem tropical atravessada por espiritualidade, inteligência artificial e dilemas existenciais, o autor propõe uma provocação necessária: e se o futuro da humanidade estiver menos na tecnologia e mais na forma como nos conectamos com o que acreditamos — ou deixamos de acreditar?

Mais do que uma aventura cyberpunk, a obra costura realidades brasileiras com dilemas universais. A história acompanha Damiel Bastos, um jovem inquieto que vê sua vida virar de cabeça para baixo quando o pai, reverendo de uma comunidade local, é acusado de um crime. O que parecia ser apenas uma crise familiar se transforma numa jornada de descoberta — sobre o passado, o futuro e os muitos “eus” que cabem em uma só existência.

A seguir, David compartilha as raízes desse projeto que levou quase duas décadas para tomar forma e revela por que acredita que a imaginação pode ser a chave para reconstruir o nosso amanhã.

Entrevista

“A diferença entre colapso e transcendência talvez esteja na nossa capacidade de colaborar com quem pensa diferente.”

Seu livro cruza ciência, espiritualidade e mitologia — de onde veio o impulso para criar essas pontes?
Sempre me impressionou essa busca humana por sentido. Como tantos brasileiros, cresci em um ambiente de fé, mas em algum momento mergulhei também no universo da ciência, em busca de respostas mais tangíveis. Com o tempo, percebi que essas duas formas de conhecimento — fé e razão — respondem perguntas diferentes, mas não precisam ser inimigas.
O livro nasceu quando descobri o conceito de “mito do planeta”, do Joseph Campbell. A ideia de uma nova mitologia que acolhesse a complexidade do nosso tempo — com espiritualidade, inteligência artificial, dilemas morais, mudanças climáticas… — me instigou profundamente. Instinto de Eternidade é minha tentativa de unir essas dimensões: o encantamento do mito, a coragem da ciência e o poder da imaginação.

O protagonista Damiel tem algo de você?
Bastante. Damiel é a criança curiosa que eu fui e também o adulto que precisou desconstruir várias certezas. Ele representa o desconforto de quem cresceu dentro de um sistema de crenças muito rígido e, em algum momento, percebeu que não conseguia mais habitá-lo do mesmo jeito. Mas ao invés de rejeitar tudo, ele escolhe buscar novas formas de conexão.
Além disso, Damiel vive um conflito central do nosso tempo: como encontrar sentido em um mundo dominado por algoritmos, notícias instantâneas e inteligências artificiais? O que nos mantém humanos diante de tudo isso?

Sua trajetória pessoal, da religião à espiritualidade mais ampla, moldou a narrativa?
Com certeza. Tive uma vivência religiosa muito intensa, que foi verdadeira por um bom tempo. Mas também vivi um colapso espiritual — aquele momento em que nada mais parece fazer sentido. Essa travessia me deu um olhar mais empático, tanto com quem crê quanto com quem duvida.
Acredito que os mitos e as narrativas sagradas não precisam ser descartadas, mas sim reinterpretadas. Instinto de Eternidade é também uma tentativa de ressignificar esses símbolos, propondo uma nova leitura do sagrado à luz do nosso tempo.

Por que ambientar uma história de ficção científica no Brasil — e especificamente no Rio e em Belém?
Porque o Brasil é território fértil para o futuro, mesmo que a gente nem sempre perceba isso. Nossa cultura é feita de contradições — e é justamente aí que mora a potência. Quis mostrar um Rio que não é só cartão-postal, mas onde o cyberpunk já pulsa no cotidiano do subúrbio. Um Brasil onde fé e ceticismo andam lado a lado.
Belém, com o Círio de Nazaré, é um dos maiores símbolos dessa mistura. A maior procissão católica do mundo, cheia de sincretismo, emoção, corpo e fé. Era o cenário perfeito para um evento de grande impacto. Se o épico acontece em qualquer lugar, por que não aqui?

O projeto levou quase vinte anos para amadurecer. O que foi mais difícil nesse processo?
A parte mais desafiadora foi encontrar equilíbrio entre espiritualidade e racionalidade. Foram muitos rascunhos — alguns mais céticos, outros mais místicos. Demorei a entender que não precisava escolher um lado, que podia criar algo híbrido.
Também enfrentei o medo da exposição. Mesmo sendo uma ficção, o livro carrega perguntas muito íntimas. Queria que a história fosse honesta, e isso exigiu um mergulho pessoal profundo. Mas esse tempo de maturação foi essencial — tanto para a história quanto para mim como autor.

Que tipo de transformação você espera provocar nos leitores?
Gostaria que, ao final da leitura, o leitor se sentisse provocado a imaginar futuros mais amplos — e mais empáticos. Que questionasse suas certezas, reconhecesse sua vulnerabilidade, mas também seu poder criativo.
A ficção científica pode ser muito mais do que naves e distopias. Pode ser um laboratório de possibilidades, um espaço para experimentarmos ideias antes de aplicá-las no mundo real.
Se Instinto de Eternidade ajudar alguém a imaginar um futuro onde ciência, fé e arte coexistem com mais diálogo e menos guerra, já terá cumprido seu papel. E, quem sabe, inspirado outros a escreverem suas próprias utopias.

Max Oliver: O Protetor das Galáxias | Jonatas Aragão fala sobre como transformou a dor em ficção e esperança

Foto: Reprodução/ Internet

Por trás de lutas intergalácticas e um multiverso recheado de inteligência artificial, mitologia e desigualdade social, Max Oliver: O Protetor das Galáxias guarda algo muito mais íntimo: a história de um homem que usou a imaginação como forma de sobrevivência. Escrita por Jonatas Aragão, a saga não nasceu em meio ao conforto de um escritório silencioso, mas sim em um porão improvisado, onde a esperança era o único alicerce possível.

Na conversa a seguir, Jonatas compartilha como deu vida ao seu protagonista em um dos momentos mais difíceis da própria trajetória — e como a ficção virou abrigo, motivação e caminho de transformação. Max, afinal, não é apenas um herói de fantasia. É reflexo da luta de quem, mesmo sem superpoderes, decide continuar tentando.

Como nasceu o universo de Max Oliver? Há quanto tempo essa história te acompanha?

Tudo começou entre 2019 e 2020, quando me mudei para São Paulo em busca de uma vida melhor. Chegando na Baixada Santista, enfrentei uma realidade dura: desemprego, dificuldades financeiras e, mais tarde, a pandemia, que agravou ainda mais a situação. Como meu relacionamento com a esposa do meu pai não era bom, acabei sendo expulso de casa.

Passei a viver em um porão, dormindo em uma cama feita de blocos de cimento e pedaços de madeira, coberta por uma espuma fina. Me sentia completamente derrotado.

Foi num desses dias tristes que ouvi, pelo celular emprestado do dono da casa, a música Tente Outra Vez, de Raul Seixas. Aquela canção despertou algo dentro de mim — um desejo quase esquecido de recomeçar. Ao lado da cama, havia um caderno velho. Peguei uma caneta e rabisquei os primeiros personagens: um garoto com dois braceletes e uma menina misteriosa. Eles viriam a ser Max Oliver e Sarah Blake.

Ali, naquele instante, eu entendi que a escrita poderia me resgatar. Aquela história se tornaria minha força. Assim nasceu o primeiro volume da saga, que hoje sei que terá doze. Foi o meu jeito de transformar dor em criação.

Seu livro mistura multiversos, desigualdade, IA e mitologia. Como costurou tudo isso sem perder o lado emocional?

A desigualdade social foi o ponto de partida. No primeiro volume, ela está muito presente. Me inspirei no bairro do Bronx, nos EUA — lugar de abandono e sobrevivência. Max é um garoto criado no pior bairro de Nova York, vivendo com a mãe, Bárbara, uma mulher guerreira. Do outro lado da balança está Sarah Medellín Blake, uma jovem multibilionária de uma das famílias mais influentes do mundo. A distância entre eles não é só financeira — é um abismo de experiências.

Mas não queria contar apenas uma história sobre contrastes sociais. Quis sonhar maior. Quis criar um multiverso onde tudo fosse possível: raças inéditas, tecnologias imaginárias, culturas próprias e até civilizações inteiras.

A mitologia entrou depois, por sugestão do coautor Jorge Miguel, que viu na mitologia um elo simbólico capaz de aprofundar ainda mais a trama. Ela trouxe camadas, significados, pontes entre passado e futuro.

Apesar da variedade de elementos, a emoção sempre foi meu norte. Queria tocar o coração das pessoas — crianças, adultos ou idosos. Escrevo de forma simples, direta, mas com espaço para quem quiser mergulhar fundo.

A nostalgia geek é muito presente. Qual foi o papel das referências dos anos 90 e 2000 na construção da saga?

Essas referências foram fundamentais. Não como adorno, mas como essência. As produções geek da minha infância e adolescência — Ben 10, Liga da Justiça, Super Choque, Homem-Aranha, Batman do Futuro — todas elas me ensinaram valores.

Mais do que ação, elas falavam sobre coragem, empatia, sacrifício, amizade. Eram verdadeiras aulas de humanidade disfarçadas de aventura.

Ao colocar essas influências em Max Oliver, meu objetivo foi duplo: prestar uma homenagem afetiva e apresentar essas vibrações a uma nova geração. Muitos jovens de hoje não conheceram essas obras, então quis trazer, com minha própria linguagem, um pouco daquela mágica de volta.

Qual é, no fim das contas, a mensagem que você gostaria que os leitores levassem de Max Oliver?

Espero que os leitores entendam que Max Oliver é mais do que ficção científica — é uma história sobre gente. Sobre nós. Sobre dor, escolhas e recomeços.

Quero que cada pessoa que leia o livro perceba que também carrega dentro de si um potencial enorme, ainda que adormecido. E que esse potencial, às vezes, só desperta nos momentos mais escuros da vida.

Não são os superpoderes que tornam alguém especial. São as decisões que tomamos quando tudo parece perdido. Max não é invencível. Ele sofre, erra, cai. Mas segue em frente — e isso o transforma.

No fim, meu desejo é que Max Oliver seja, para quem lê, o que ele foi para mim: uma fagulha de esperança. Uma lembrança de que ainda dá pra tentar. Ainda dá pra recomeçar.

F1 – O Filme retorna às salas IMAX e XD dos cinemas brasileiros para uma experiência imersiva de tirar o fôlego

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Desde sua estreia em junho, F1 – O Filme conquistou o público brasileiro e mundial, ultrapassando a marca de 1,3 milhão de espectadores e arrecadando mais de R$ 34 milhões nas bilheterias. Agora, o longa de Joseph Kosinski volta às salas IMAX e XD, proporcionando uma experiência sensorial completa, com telas gigantes, som imersivo e cenas de corrida que colocam o espectador no centro da ação.

A trama acompanha Sonny Hayes (Brad Pitt), um piloto que teve sua carreira interrompida após um grave acidente em 1993. Mais de trinta anos depois, ele vive longe do estrelato, lutando contra dificuldades pessoais e financeiras. A oportunidade de um retorno surge quando seu antigo parceiro de equipe, Ruben Cervantes (Javier Bardem), dono de uma escuderia decadente, convida Sonny para disputar as últimas nove corridas da temporada. Entre rivalidades, desafios técnicos e decisões difíceis, Sonny busca não apenas a vitória nas pistas, mas uma redenção pessoal.

No papel principal, Brad Pitt interpreta Sonny Hayes. Pitt é reconhecido mundialmente por filmes como Clube da Luta (1999), Bastardos Inglórios (2009) e Era Uma Vez em… Hollywood (2019), pelo qual recebeu o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante. Sua atuação transmite a complexidade de um homem em busca de uma última chance. Damson Idris, que vive o jovem rival Joshua “Noah” Pearce, destacou-se na série Snowfall (2017–2023) e no filme Velozes & Furiosos 9 (2021). Sua performance traz energia e tensão à relação conflituosa entre os dois pilotos.

Kerry Condon interpreta Kate McKenna, diretora técnica da equipe. Ela é conhecida por papéis em Better Call Saul (2015–2022) e no filme Três Anúncios para um Crime (2017). Condon dá vida a uma personagem que alia conhecimento técnico e sensibilidade. Tobias Menzies assume o papel de Peter Banning, personagem envolvido nas questões corporativas da equipe. Menzies ganhou destaque em séries como The Crown (2016–2020) e Outlander (2014–2022). Kim Bodnia interpreta Kaspar Molinski, chefe de equipe, com trabalhos notáveis em The Bridge (2011–2018) e Killing Eve (2018–2022). Javier Bardem vive Ruben Cervantes, ex-companheiro e atual dono da equipe. Bardem é aclamado por suas atuações em Onde os Fracos Não Têm Vez (2007) e Amor Bandido (2020).

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Participação das equipes oficiais e locais icônicos

Além do elenco principal, o filme destaca-se pela participação especial de todas as dez equipes oficiais da Fórmula 1 da temporada 2023, com seus pilotos representando a si mesmos. Estrelas como Max Verstappen, Lewis Hamilton, Charles Leclerc e Fernando Alonso aparecem nas cenas, conferindo autenticidade e conexão direta com o universo real do esporte.

Para dar vida à história, as filmagens ocorreram em circuitos de corrida mundialmente conhecidos, como Silverstone, Monza e Spa-Francorchamps. Os atores Brad Pitt e Damson Idris passaram por um rigoroso treinamento, testando carros de Fórmula 3 e Fórmula 2, o que contribuiu para as cenas de corrida realistas e carregadas de adrenalina. Essa atenção aos detalhes, combinada com tecnologia de ponta, permite que o público vivencie a emoção das pistas, especialmente nas salas IMAX e XD, onde imagem e som oferecem uma sensação quase palpável da velocidade.

Embora a corrida seja o cenário principal, o filme explora temas universais como redenção, desafios pessoais e relacionamentos complexos. A rivalidade entre Sonny e Joshua vai além da competição, revelando conflitos internos e a busca por respeito e reconhecimento. A personagem Kate, por sua vez, traz uma perspectiva feminina importante, mostrando a força das mulheres no mundo da Fórmula 1, ainda majoritariamente masculino.

Estreia mundial e disponibilidade

O filme teve sua estreia mundial no Radio City Music Hall, em Nova York, em junho de 2025, seguido pela estreia europeia em Londres e pelo lançamento oficial no Brasil e em Portugal. Inicialmente, os direitos de distribuição foram adquiridos pela Apple, que manterá o filme disponível no Apple TV+ em data futura, enquanto a Warner Bros. Pictures ficou responsável pela distribuição teatral e home entertainment.

Motivos para você assistir Juntos, o terror corporal sobrenatural que une amor e medo

Foto: Reprodução/ Internet

No universo do cinema de terror, sempre há espaço para novas maneiras de assustar e emocionar. O longa-metragem Juntos, estreia do diretor Michael Shanks em 2025, surge como uma obra singular, capaz de mexer não apenas com os olhos, mas com o corpo e o coração. Misturando horror corporal — aquele tipo que provoca arrepios ao mostrar o corpo humano se transformando e perdendo o controle — com um drama emocional profundo, o filme acompanha a história de Millie e Tim, um casal em crise enfrentando uma força misteriosa que altera seus corpos e coloca em xeque o próprio amor que os une.

Se você gosta de experiências cinematográficas que mexem não só com o susto, mas com o coração e a mente, aqui vão bons motivos para correr até o cinema na próxima quinta-feira, 14 de agosto.

A química verdadeira que vai além da tela

A decisão de escalar Alison Brie e Dave Franco, casal também na vida real, para interpretar os protagonistas adiciona uma camada extra de autenticidade e intimidade ao filme. A química natural dos dois transborda na tela e torna as transformações e conflitos ainda mais impactantes. O resultado é um terror que dialoga com o público em vários níveis, convidando-o a sentir o medo e o amor de forma intensa e simultânea.

Alison e Dave são conhecidos por trabalhos que vão desde comédias divertidas até dramas aclamados, mas aqui entregam performances densas e vulneráveis, explorando a complexidade de um relacionamento marcado por perdas, dúvidas e a inquietante sensação de estar preso a algo maior e incompreensível.

Um terror que mexe com o corpo e a mente

Diferente dos filmes que se apoiam em sustos previsíveis, o filme mergulha no desconforto do terror corporal, fazendo do corpo dos protagonistas o epicentro do medo. As cenas em que seus membros começam a se fundir, os movimentos que fogem da lógica humana, e as sensações contraditórias entre atração e repulsa não só perturbam como também funcionam como metáforas para as complexidades das relações humanas — especialmente aquelas marcadas por dependência, trauma e necessidade de pertencimento.

O diretor Michael Shanks utiliza efeitos práticos de forma magistral, evitando o exagero digital e trazendo um realismo cru às transformações bizarras, reforçado por uma trilha sonora que amplifica a sensação de angústia e imersão. O espectador não está apenas assistindo ao que acontece, ele sente junto, quase tocando o desespero e a luta que consomem Millie e Tim.

Risos em meio ao terror: o equilíbrio perfeito

Mas Juntos não é só terror. O roteiro traz também momentos de humor e leveza, que surgem especialmente por meio da interação dos protagonistas e do olhar sensível do diretor para as falhas e belezas do amor. Esse equilíbrio torna o filme mais humano e próximo, evitando que o peso da trama se torne opressor e permitindo que o público se conecte de verdade com os personagens.

Amor, identidade e a fusão dos corpos como metáfora

Além disso, o longa levanta reflexões poderosas sobre o que significa estar junto, sobre os sacrifícios que o amor pode exigir, e até que ponto podemos abrir mão da nossa individualidade para sermos “inteiros” com o outro. A fusão literal dos corpos do casal funciona como uma metáfora visual para esses dilemas, convidando o espectador a pensar sobre seus próprios relacionamentos, seus medos e desejos.

O reconhecimento nos festivais e a bilheteria que surpreende

Desde sua estreia na seção Meia-noite do Festival de Cinema de Sundance, em janeiro de 2025, Juntos tem sido aclamado pela crítica. Distribuído pela Neon após uma das maiores vendas do festival, o filme também conquistou espaço em festivais internacionais como o de Sydney. A repercussão positiva se traduz em uma bilheteria global de mais de 18 milhões de dólares, mostrando que o público está ávido por histórias que unam inovação, emoção e um terror diferente do habitual.

Direção autoral e efeitos práticos que dão vida ao horror

Para os fãs do cinema autoral e daqueles que valorizam o cinema artesanal, a estreia de Michael Shanks é uma promessa de talento e uma demonstração de que o horror pode ser muito mais do que simples efeitos ou clichês. A direção cuidadosa, a fotografia que reforça o clima sombrio do interior, e os efeitos práticos que dão vida às metamorfoses bizarras do corpo humano, criam uma atmosfera sufocante e inesquecível.

Promoção especial: leve alguém e pague apenas um ingresso

O filme também traz um apelo especial para o público brasileiro: a Diamond Films lançou uma promoção que permite que casais paguem apenas um ingresso quando forem ao cinema “grudados”. Além disso, quem registrar esse momento e postar no Instagram usando a hashtag #JuntosNoCinema pode ganhar um ano de ingressos grátis. É um convite perfeito para vivenciar a experiência do filme acompanhado, reforçando que, mesmo diante do medo e da transformação, estar junto é o que realmente importa.

Muito além do terror

Juntos é uma obra que vai muito além do medo imediato. Ele provoca, inquieta e emociona, trazendo para as telas um tema universal, envolto em um cenário sobrenatural que é ao mesmo tempo aterrorizante e belo. Se você busca uma experiência cinematográfica que desafie seus sentidos e seus sentimentos, esse filme merece um lugar especial na sua lista.

A combinação de um roteiro afiado, atuações sensíveis e uma direção autoral promissora faz de Juntos uma das produções mais esperadas de 2025. É o tipo de filme que permanece na mente e no corpo depois que as luzes do cinema se acendem, convidando a pensar no que realmente significa se unir a alguém — para o bem e para o mal.

Vitória Strada, Daniel Rocha e Beca Barreto estrelam Recife Assombrado 2, que chega aos cinemas em outubro

O Recife se prepara para mais uma incursão pelo sobrenatural com a chegada de Recife Assombrado 2: A Maldição de Branca Dias aos cinemas no dia 23 de outubro de 2025. Dirigido por Adriano Portela, o longa promete misturar suspense, história e folclore local, trazendo de volta o protagonista Hermano, interpretado por Daniel Rocha, e apresentando ao público a influenciadora Beca Barreto, que estreia no cinema.

“Sempre sonhei em atuar, e o apoio dos meus seguidores foi fundamental para que isso acontecesse. Estou muito feliz por viver esse desafio”, declarou Beca, que assume um papel central na trama e se prepara para conquistar o público com sua primeira experiência no cinema.

Lendas urbanas ganham vida nas telas

Dando sequência ao sucesso de “Recife Assombrado” (2019), o segundo filme amplia o universo paranormal da primeira produção. Hermano convoca um grupo de jovens pesquisadores para investigar a maldição de uma joia ligada à Branca Dias, uma mulher histórica do século XVI perseguida pela Inquisição.

“Queríamos mergulhar ainda mais nas lendas urbanas do Recife, incluindo uma figura que o público pedia desde o primeiro filme: a Perna Cabeluda. Agora, ela finalmente aparece, e de forma impactante”, revela o diretor Adriano Portela. A produção não apenas revisita o folclore local, mas também conecta o espectador à história da cidade, mostrando que Recife é cenário de mistérios e histórias envolventes que vão muito além do turismo e das paisagens conhecidas.

Elenco diversificado e presença de talentos locais

Além de Daniel Rocha (Segundo Sol, Onde Nascem os Fortes), o filme traz Vitória Strada (Espelho da Vida, Além da Ilusão) no papel da líder da equipe de investigadores, e conta com participações de Aramis Trindade (Amor de Mãe, O Auto da Compadecida), Mônica Feijó (O Outro Lado do Paraíso, Boogie Oogie), Pally Siqueira (Todas as Flores, Malhação) e Gil Paz (Reis, Nos Tempos do Imperador). Combinando atores já consagrados com novos talentos, o longa valoriza o cenário artístico pernambucano, mostrando diversidade de experiências e expressões.

As gravações exploraram o Recife histórico e suas construções icônicas: do Teatro de Santa Isabel, que confere imponência às cenas, ao Arquivo Público Estadual e ao Forte das Cinco Pontas, reforçando a atmosfera de mistério e autenticidade. Em Vicência, na Zona da Mata, uma antiga residência centenária serviu de cenário para o universo de Branca Dias, permitindo que o público mergulhasse no passado da cidade e na construção da narrativa sobrenatural.

Efeitos visuais e tecnologia a serviço do suspense

Produzido pela Viu Cine, o longa apresenta mais de 80 cenas com efeitos visuais, incluindo personagens digitais que interagem com os atores. Parte da produção foi realizada no Estúdio Nahsom, conhecido por seu uso avançado de painéis de LED e cenários 3D, permitindo que cenas complexas fossem criadas com realismo e dinamismo.

“Nosso objetivo é que o público sinta cada emoção: medo, tensão, surpresa e até orgulho de ver Recife representado de forma tão rica no cinema. Cada detalhe, cada cenário e cada efeito foram pensados para transportar o espectador para dentro da história”, afirma o produtor e roteirista Ulisses Brandão.

Uma experiência cinematográfica completa

Combinando suspense, folclore e elementos históricos, o longa-metragem se apresenta como uma experiência cinematográfica única. O público não apenas acompanha uma história de terror, mas também se aproxima da cultura e das lendas pernambucanas, mergulhando em um universo que mistura realidade e sobrenatural.

A estreia, marcada para 23 de outubro, chega em um momento em que o cinema nacional busca destacar histórias regionais e oferecer novas perspectivas sobre a diversidade cultural do país. Para fãs de suspense e curiosos pela história do Recife, o filme promete ser uma viagem intensa e envolvente, capaz de emocionar, assustar e encantar.

Você Estava Lá | K-drama da Netflix com Lee Yoo-mi e Jeon So-nee ganha trailer oficial

A Netflix segue investindo em produções que combinam suspense, drama psicológico e histórias humanas intensas. Você Estava Lá, série sul-coreana estrelada por Lee Yoo-mi, conhecida internacionalmente por Round 6, e Jeon So-nee, de Nossa Juventude Florescente, acaba de ganhar seu primeiro trailer, despertando grande curiosidade entre os fãs de K-dramas. A narrativa promete explorar relações complexas, dilemas morais e o peso das decisões extremas diante de situações desesperadoras. Abaixo, veja o vídeo:

Inspirada no romance japonês Naomi and Kanako, de Hideo Okuda, a produção acompanha mulheres que buscam escapar de contextos abusivos e opressivos. Com um enredo que mistura tensão, mistério e drama humano, a série oferece uma abordagem sensível sobre temas como violência doméstica, coragem e limites da sobrevivência.

O elenco da série reúne talentos que dão profundidade e autenticidade à narrativa. Lee Yoo-mi (Round 6, All of Us Are Dead) interpreta Hui-su, mesclando fragilidade e força em uma atuação que revela a complexidade de alguém tentando sobreviver a um relacionamento abusivo. Jeon So-nee (Nossa Juventude Florescente, My Liberation Notes) vive Eun-su, oferecendo uma personagem sensível e determinada, cuja amizade e parceria são cruciais para o desenrolar da história.

Jang Seung-jo (Snowdrop, One the Woman) aparece como Jin-pyo, o marido ameaçador de Hui-su, transmitindo a tensão que permeia a vida da protagonista. Lee Moo-saeng (The Glory, VIP) interpreta Chen Shaobo, o proprietário da loja de departamentos, enquanto Lee Ho-jung (Move to Heaven, Tale of the Nine Tailed) dá vida ao detetive Noh Jin-young, trazendo perspectiva e conflito à trama.

Uma história de tensão e sobrevivência

No centro da trama está Hui-su, interpretada por Lee Yoo-mi, uma jovem que sonhava em escrever livros infantis, mas que se vê aprisionada em um casamento marcado pelo abuso, vivido ao lado de Jin-pyo (Jang Seung-jo, de Snowdrop). Sua vida diária se transforma em um ciclo de medo, solidão e sofrimento psicológico, e qualquer saída convencional parece impossível.

É nesse contexto que surge Eun-su (Jeon So-nee), atendente de uma loja de departamentos de luxo, que se torna amiga e aliada de Hui-su. As duas desenvolvem um plano extremo para se libertar do abuso, mas a chegada inesperada de um visitante ameaça pôr tudo a perder. A narrativa mergulha nas escolhas difíceis que indivíduos em situações de desespero podem ter que enfrentar, mostrando a humanidade e a vulnerabilidade das personagens mesmo em momentos de tensão extrema.

Adaptação literária e abordagem emocional

O romance de Hideo Okuda é reconhecido por sua narrativa intensa e pelos personagens femininos complexos, que precisam enfrentar dilemas extremos. A adaptação sul-coreana mantém o foco nos conflitos internos e nas emoções das protagonistas, oferecendo ao público uma experiência envolvente, que mistura suspense e análise psicológica.

O roteiro é assinado por Kim Hyo-jeong, e a direção ficou a cargo de Lee Jeong-rim, conhecida por seu trabalho em VIP. Essa parceria garante que a narrativa explore não apenas os eventos externos, mas também os efeitos internos das escolhas das personagens. A construção dramática da série permite que os espectadores compreendam os sentimentos, medos e motivações de Hui-su e Eun-su, criando empatia e conexão emocional.

Produção e ambientação

A produção foi oficialmente confirmada pela plataforma de streaming em setembro de 2024, com Ghost Studios atuando como co-produtora para garantir qualidade técnica e artística. A série foi desenvolvida com atenção especial à ambientação, criando cenários que reforçam a tensão psicológica e emocional da narrativa.

O interior da loja de departamentos e a residência de Hui-su foram escolhidos para contrastar luxo e opressão, reforçando a sensação de perigo constante. A fotografia, cuidadosamente planejada, aproxima o público das emoções das personagens, enquanto a trilha sonora complementa os momentos de suspense e conflito.

Estreia em festivais e plataforma

Antes de chegar à Netflix, os dois primeiros episódios de Você Estava Lá serão exibidos no 30º Festival Internacional de Cinema de Busan, na seção On Screen, em 18 de setembro de 2025. A apresentação antecipada permite que críticos e público especializado avaliem a produção, destacando sua naEstreia em festivais e plataforma

Pennywise retorna aos cinemas! IT: A Coisa ganha reexibição especial e revive o terror de uma geração

No próximo dia 24 de setembro, o público terá a chance de reencontrar nas telonas um dos filmes mais icônicos da última década. A Warner Bros. Pictures confirmou a reexibição especial de IT: A Cois, longa que redefiniu o terror moderno e colocou novamente Stephen King no centro das conversas culturais. Mais do que revisitar o palhaço Pennywise, trata-se de uma celebração de um fenômeno que marcou gerações e que, desta vez, ainda chega com um bônus irresistível: uma prévia exclusiva da série “It: Bem-vindos a Derry”, da HBO, que estreia em 26 de outubro.

Quando estreou em 2017, o filme não foi apenas mais uma adaptação literária. Sob a direção de Andy Muschietti, o longa ganhou vida própria, equilibrando fidelidade ao espírito da obra de Stephen King com uma linguagem cinematográfica voltada para novas gerações. O resultado foi um estrondo: mais de US$ 700 milhões em bilheteria mundial, números que superaram clássicos como “O Sexto Sentido” e “O Exorcista”.

O segredo do sucesso estava no equilíbrio. De um lado, havia o terror bruto e visceral, encarnado em Bill Skarsgård como Pennywise, um palhaço dançarino que aterrorizava não apenas pelo visual grotesco, mas também pela imprevisibilidade de seus gestos e pela psicologia sombria que emanava de cada aparição. De outro, havia a delicadeza do Clube dos Perdedores, formado por crianças comuns que enfrentavam não só o monstro, mas também os dramas típicos da infância e da adolescência: a solidão, o bullying, o luto, o medo de crescer. Essa combinação transformou o filme em um clássico instantâneo.

Pennywise: de monstro a ícone contemporâneo

A figura de Pennywise já fazia parte do imaginário coletivo desde a minissérie de 1990, mas foi em 2017 que o personagem se consolidou como ícone cultural. A interpretação de Bill Skarsgård trouxe camadas de estranheza que o distanciaram da caricatura e o aproximaram do terror psicológico. Sua risada cortante, a capacidade de alternar entre ingenuidade e brutalidade em segundos e o olhar hipnótico se tornaram marcas registradas.

Não demorou para que o personagem ultrapassasse o cinema: estampou fantasias de Halloween, virou tema de discussões acadêmicas sobre medo e até se transformou em memes que circulam até hoje. Rever o longa-metragem de terror nos cinemas é revisitar o nascimento dessa nova faceta do palhaço dançarino, que se prepara para ganhar ainda mais profundidade na série derivada.

O poder do medo coletivo

Um dos maiores trunfos do filme é a forma como traduz o medo em algo universal. Pennywise não se limita a ser um vilão sobrenatural; ele é uma metáfora para as inseguranças e traumas que todos enfrentam. O desaparecimento de crianças em Derry e a apatia dos adultos diante do terror revelam um subtexto sobre violência estrutural, abandono e cumplicidade silenciosa.

Ao lado disso, a narrativa sobre amizade e coragem transforma o filme em algo além do terror puro. O espectador se identifica com o Clube dos Perdedores porque, em algum momento da vida, também já se sentiu pequeno diante de algo grande demais. Revisitar a obra no cinema, em meio a uma plateia igualmente tensa, é relembrar que o medo se torna ainda mais poderoso quando é compartilhado.

A experiência única de ver no cinema

Embora o streaming tenha levado o terror para dentro de casa, há experiências que só a sala de cinema consegue oferecer. Em “IT: A Coisa”, cada detalhe ganha uma nova dimensão na tela grande: o balão vermelho que surge em silêncio, o esgoto escuro que parece engolir a plateia, o som metálico que ecoa e arrepia.

Assistir coletivamente potencializa a sensação de vulnerabilidade. As reações sincronizadas – os gritos, as risadas nervosas, os silêncios sufocantes – criam uma atmosfera impossível de reproduzir sozinho no sofá. A reexibição de setembro, portanto, é menos um simples relançamento e mais um convite a experimentar novamente o ritual de sentir medo em comunidade.

Um elenco jovem que cresceu junto com o público

Outro motivo que torna essa reexibição especial é a chance de rever o elenco mirim no início de suas trajetórias. Sophia Lillis, Jaeden Martell, Finn Wolfhard e Jeremy Ray Taylor, entre outros, conquistaram o público em 2017 e, desde então, seguiram em projetos de destaque. Para quem acompanhou suas carreiras, voltar a vê-los como os integrantes do Clube dos Perdedores é uma viagem no tempo, uma forma de relembrar a juventude deles – e a do próprio espectador.

Muitos que tinham a mesma idade dos personagens em 2017 hoje já são adultos ou jovens adultos. Rever o filme agora permite olhar para trás e perceber como os medos, inseguranças e amizades daquela fase ainda ressoam, mesmo anos depois.

O legado de Stephen King

Por trás de todo o sucesso, está a genialidade de Stephen King. Mestre em transformar o sobrenatural em reflexo dos medos cotidianos, ele escreveu “It” em 1986 como uma síntese de tudo o que o assusta: a infância perdida, os ciclos de violência, os monstros internos e externos.

King sempre foi amplamente adaptado, mas o filme mostrou que ainda havia novas formas de dialogar com suas histórias. O filme reacendeu o interesse por outras obras suas, abriu espaço para novas adaptações e consolidou de vez seu papel como um dos autores mais influentes do cinema de terror.

Bem-vindos a Derry: o futuro da franquia

Se a reexibição de A Coisa é um convite à nostalgia, a prévia de Bem-vindos a Derry promete ser uma janela para o futuro. A série, que estreia em 26 de outubro na HBO, vai explorar a origem do mal que assola a cidade e aprofundar o mito de Pennywise. Ao invés de se limitar ao que já conhecemos, deve mergulhar em eventos anteriores ao filme, revelando como o terror se enraizou em Derry ao longo das décadas.

Essa expansão do universo amplia o alcance da franquia e garante que o público continue envolvido com a história. Para os fãs, a experiência será dupla: revisitar a batalha do Clube dos Perdedores e, logo depois, mergulhar nas sombras do passado que moldaram a criatura.

Resumo da novela A Vida de Jó de segunda (29/09) – Confronto familiar revela inseguranças de Efraim

No capítulo de A Vida de Jó que vai ao ar nesta segunda-feira, 29 de setembro, incomodado com um pedido inesperado dos filhos, Jó decide confrontá-los, querendo entender melhor suas verdadeiras intenções e motivações. A conversa, carregada de tensão, força os filhos a se explicarem e encarar a firmeza do patriarca.

Durante o diálogo, Efraim, desconfiado e ansioso, acaba expondo suas próprias inseguranças em relação a Sera, revelando vulnerabilidades que até então estavam ocultas. A situação traz à tona sentimentos reprimidos, deixando claro que as relações familiares são permeadas por desconfianças e emoções à flor da pele.

O que vem por aí nos próximos capítulos de A Vida de Jó?

Com a visita de Sera e Efraim, Raquel recebe uma notícia dolorosa que abala profundamente suas emoções, trazendo à tona lembranças e incertezas do passado. Ao questionar o servo sobre seus filhos, Jó faz uma descoberta decepcionante, aumentando a tensão na família.

Antes de se despedir, Sera surpreende Raquel ao revelar detalhes importantes sobre acontecimentos passados, deixando claro que segredos antigos ainda têm grande impacto sobre o presente. Paralelamente, em uma conversa sobre Jó, o diabo propõe a Deus uma prova que poderá testar a fé e a perseverança do patriarca.

Exposto diante de todos os moradores de Uz, Jó enfrenta um confronto público, sendo questionado sobre suas decisões e atitudes. Inconformada com as perdas e os desafios que se acumulam, Raquel levanta seus próprios questionamentos, mostrando que nem mesmo a dor consegue calar suas dúvidas e reflexões sobre justiça e destino.

Resumo da novela A Viagem de sexta (3/10) – Regina faz de Ismael prisioneiro e Diná promete encontrar Bia

No capítulo de A Viagem que vai ao ar nesta sexta-feira, 3 de outubro, Regina decide virar o jogo e transforma Ismael em seu prisioneiro, deixando-o completamente sem saída. Enquanto isso, Raul, dominado pela raiva, destrói as flores que havia dado a Andrezza e acaba discutindo com ela. Ele exige que a esposa devolva o carro, mas Andrezza recusa e afirma que Antônio é como um irmão para ela.

No campo afetivo, Téo tenta resgatar o casamento com Diná e chega a forçar um beijo, mas ela resiste. Otávio, angustiado, derruba mais um vaso, mas é alertado por Júlia e um anjo de que não deve interferir nas escolhas de Diná.

Estela conta para Diná que Bia desapareceu e revela tudo o que aconteceu em Itatiaia. Aflita, Diná se culpa e promete à irmã que fará de tudo para encontrar a sobrinha. Enquanto isso, Igor sai para pescar e leva Bia, mas a menina se esconde quando vê Tato passar de moto.

Tato, por sua vez, desperta na praia e tem uma visão de Otávio sorrindo para ele. Logo depois, conta aos amigos que viu Bia, e todos decidem procurá-la. O clima fica ainda mais tenso com a morte de Kazuo e da esposa de Okida em um acidente, deixando Nori inconsolável. Josefa revela a Lisa que Alexandre foi o responsável por separar Téo dela, trazendo à tona mais uma verdade dolorosa.

Confira o que vai acontecer nos próximos capítulos da novela A Viagem

Lisa reencontra Téo no shopping, mas reage com frieza e indiferença, mostrando que não quer mais saber dele. Johnny avisa a Estela que Bia está perto de Búzios, e Carmem e Lisa a acompanham até lá. Já Dudu decide desistir da viagem com Antônio e Andrezza para não deixar Nori sozinho. Em meio a tudo isso, Tato discute com Diná quando ela insiste que ele precisa mudar de vida.

Em Búzios, Lisa sai pela praia à procura de Bia e acaba encontrando Igor, mas ele não confirma nada sobre a menina. Lisa decide segui-lo até sua casa, mas Bia se esconde. Igor, por sua vez, alerta a garota de que está sendo procurada. Mais tarde, Lisa descobre que Igor é o escultor famoso que viu na televisão, e os dois acabam se aproximando. Igor se encanta por Lisa, que revela ter uma obra dele.

Enquanto isso, Raul se irrita com a viagem de Andrezza e Antônio a Barretos, mas o peão sai vitorioso no rodeio e ganha o primeiro prêmio. Já Guiomar, influenciada por Alexandre, arma mais uma contra Raul. Maroca dá um sermão no genro por não correr atrás da esposa, e Raul, envergonhado, deixa a casa de Diná.

Na mansão, Ismael pede a Regina que o liberte prometendo revelar seu plano de fuga, mas quando consegue se soltar, a ameaça e quase a mata. Ele só poupa sua vida porque precisa dela. Ao mesmo tempo, Téo insiste em se reaproximar de Diná e tenta agarrá-la, mas Otávio interfere espiritualmente para protegê-la. Diná pede a Téo que a deixe em paz, mas depois clama pela presença de Otávio, que escuta seu chamado.

De volta da viagem, Andrezza mostra orgulhosa o troféu de Antônio, mas encontra uma calcinha no bolso de Raul, colocada por Guiomar para incriminá-lo. Revoltada, Andrezza dá um tapa no marido. Raul, indignado, exige que Diná confirme seu álibi, e ela assegura a Andrezza que o irmão esteve realmente em sua casa na noite anterior. Ainda assim, o casamento fica cada vez mais abalado.

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