SuperPop 14/05/2025: Vanessa Cunha desabafa após agressão

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Na noite desta quarta-feira, 14 de maio de 2025, o SuperPop abre espaço para um desabafo corajoso e comovente. Luciana Gimenez recebe ao vivo a influenciadora Vanessa Cunha, que recentemente veio a público relatar um episódio traumático envolvendo sua ex-sogra e o ex-marido. A entrevista promete ser um dos momentos mais intensos da semana na televisão, colocando em pauta temas delicados como violência familiar, maternidade e os limites de relações que deveriam ter acabado com respeito.

Vanessa, que é seguida por milhares de pessoas nas redes sociais, decidiu não silenciar diante da agressão que afirma ter sofrido. Na última segunda-feira (12), ela compartilhou em seus stories um relato impactante: durante uma visita do pai e da avó paterna à filha do ex-casal — uma bebê de apenas três meses —, a situação fugiu completamente do controle. “Ela me agrediu, me arranhou, me bateu, e tudo isso na frente da minha filha. E o pior: eu estava sendo segurada pelo meu ex”, contou emocionada.

A cena que ela descreve é daquelas que ninguém gostaria de viver, muito menos com uma criança tão pequena por perto. “Minha filha estava no colo. Isso que mais me doeu”, escreveu em uma das postagens. A influenciadora, que tem usado suas redes para relatar os bastidores desse momento tão difícil, também revelou que está tomando providências legais.

No palco do SuperPop, Vanessa promete ir além do que já foi dito online. Com o apoio de Luciana Gimenez, que há anos conduz entrevistas fortes e sensíveis, ela vai detalhar como tudo aconteceu, como tem se sentido desde então, e o que espera daqui para frente — tanto como mulher quanto como mãe. “Não é fácil se expor. Mas eu precisava. Quantas mulheres passam por isso e não têm voz?”, afirmou ela em uma prévia da entrevista divulgada pela produção do programa.

Com um tom mais íntimo e sem fugir de perguntas difíceis, o programa desta quarta promete ser mais do que entretenimento: será uma roda de escuta, empatia e alerta. Vanessa vai falar não apenas da agressão, mas também das dores de uma maternidade solitária, da luta por respeito em meio a um relacionamento desfeito e dos medos de quem só quer criar uma filha em paz.

Exibido às quartas-feiras, às 22h45, na RedeTV!, o SuperPop tem apostado cada vez mais em temas relevantes e histórias que tocam o público. A presença de Vanessa Cunha é mais uma prova de que a atração continua conectada com os dilemas da vida real — e disposta a dar espaço para quem quer transformar dor em voz.

Por que essa conversa importa?
Casos como o de Vanessa não são isolados. Muitas mulheres enfrentam situações parecidas, mas têm medo de falar, não sabem a quem recorrer ou simplesmente se calam por já estarem emocionalmente esgotadas. Dar visibilidade a essas histórias é essencial para romper o ciclo de violência e incentivar a busca por justiça — e acolhimento.

Como Nasce um Rio | Curta baiano vence festival LGBTQIA+ e conquista plateias ao redor do mundo

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Uma animação brasileira está comovendo plateias ao redor do mundo ao tratar com lirismo e profundidade temas como identidade, desejo e pertencimento. Vencedor do prêmio de Melhor Curta L no 14º Festival Rio LGBTQIA+, Como Nasce um Rio, dirigido por Luma Flôres, é um exemplo do poder do cinema em criar pontes afetivas entre vivências individuais e coletivas.

Produzido pela Mulungu Realizações Culturais em parceria com a Anomura Filmes, o curta mergulha na jornada íntima de Ayla, uma personagem LGBTQIA+ em processo de descoberta e reconciliação consigo mesma. Longe de seguir uma narrativa convencional, a obra propõe uma experiência sensorial, onde som, imagem e movimento compõem uma linguagem simbólica que emociona, convida à escuta e evoca memórias.

Uma fábula visual sobre corpo, tempo e identidade

Com 8 minutos de duração, Como Nasce um Rio não busca explicações fáceis ou discursos didáticos. A proposta da diretora Luma Flôres é outra: abrir espaço para o silêncio, a contemplação e a fluidez — como um rio que encontra seus próprios caminhos. O curta traduz em poesia visual a vivência de alguém que aprende a aceitar os próprios desejos e a viver o corpo como território de existência.

A fotografia de Maíra Moura Miranda, a trilha sonora de Andrea Martins e a montagem delicada de Karol Azevedo completam uma estética que se distancia do óbvio. O filme não fala sobre resistência com gritos, mas com sutileza. E talvez seja justamente por isso que ele reverbera com tanta força.

Reconhecimento que atravessa fronteiras

Após o prêmio no Festival Rio LGBTQIA+, um dos mais importantes do país no debate de gênero e diversidade, Como Nasce um Rio segue colecionando reconhecimentos internacionais. A animação já foi selecionada para o Tribeca Film Festival, em Nova York, para o Melbourne International Animation Festival, na Austrália, e para o Anifilm, na República Tcheca. Em sua nova fase, o curta entra na programação do 78º Edinburgh International Film Festival, um dos mais tradicionais do mundo, além de festivais na Suíça, Hong Kong, Canadá, Croácia e Kosovo.

No Brasil, o filme também foi destaque no XX Panorama Internacional Coisa de Cinema, em Salvador, vencendo tanto o júri oficial quanto o júri das associações BRADA, API e GAMA, que destacaram a força estética e a relevância política da obra.

Produção independente, identidade coletiva

Por trás do curta está a Mulungu Realizações Culturais, produtora baiana que tem se consolidado como referência na realização de conteúdos autorais com protagonismo de mulheres, pessoas negras e LGBTQIA+. O histórico da empresa inclui longas como Menarca, Receba! e o documentário Cais, além da coprodução de Mulheres Negras em Rotas de Liberdade, projeto filmado no Brasil e na África com participação de nomes como Sueli Carneiro, Luedji Luna e Conceição Evaristo.

Noitão J-Horror leva o melhor do terror japonês às madrugadas do Reag Belas Artes

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Foto: Reprodução/ Internet

Há medos que gritam. Outros sussurram. E há aqueles que se instalam lentamente — um olhar no escuro, um passo fora do lugar, uma presença invisível que jamais foi embora. É nesse território que habita o J-horror, vertente do cinema japonês de terror que será celebrada na edição especial do Noitão, no Reag Belas Artes, em São Paulo, na madrugada do dia 18 de julho, a partir das 23h30.

Mais que uma maratona, o evento é um ritual cinematográfico que convida o público a atravessar a madrugada ao lado de fantasmas vingativos, traumas não resolvidos e realidades distorcidas — tudo isso dividido entre duas salas com curadorias distintas, que misturam estreias, obras-primas e filmes-surpresa escolhidos a dedo.

O horror começa com uma nuvem

As duas salas dão início à jornada com a aguardada estreia de “Cloud – Nuvem de Vingança”, novo filme do mestre Kiyoshi Kurosawa, aclamado por sua maneira única de filmar o invisível — e de fazer o banal se tornar aterrorizante. A história acompanha Ryosuke, um homem comum que começa a despertar a raiva de todos ao seu redor — um pavor que cresce sem explicação, como uma nuvem densa que encobre o mundo.

Cloud, aqui, não é só o título: é atmosfera, é metáfora, é a incerteza que ronda os que caminham entre o passado e o sobrenatural.

Sala 1 – A elegância sombria de Kurosawa

Na Sala 1, o foco recai sobre o próprio Kurosawa, com a exibição do clássico “Pulse” (2001). Pioneiro ao refletir sobre a conexão entre o mundo digital e o espiritual, o longa investiga uma série de suicídios ligados à internet — uma espécie de luto coletivo digitalizado, onde os fantasmas navegam junto aos vivos. Encerrando a sessão, um filme-surpresa de 74 minutos guarda o último susto — ou talvez o mais poético.

🕒 Programação Sala 1 – Kiyoshi Kurosawa

  • 23h59 | Cloud – Nuvem de Vingança (2024)
  • 02h20 | Pulse (2001)
  • 04h35 | Filme surpresa (74 min)

Sala 2 – Onde o terror é íntimo e insuportável

Se a Sala 1 aposta no medo atmosférico, a Sala 2 mergulha na dor que vem de dentro. Após Cloud, o público assiste ao devastador “Audição” (1999), de Takashi Miike — um filme que começa como romance e termina em puro desespero, redefinindo os limites entre o amor, a obsessão e a vingança. O encerramento vem com outro filme-surpresa, de 106 minutos, escolhido para não deixar ninguém indiferente.

🕒 Programação Sala 2 – Intrigas e Pesadelos

  • 23h30 | Cloud – Nuvem de Vingança (2024)
  • 01h50 | Audição (1999)
  • 04h00 | Filme surpresa (106 min)

J-horror: quando o medo é memória

O que diferencia o J-horror não é apenas sua estética contida, sua fotografia opaca ou seus fantasmas de cabelos longos e olhos parados. É a forma como ele trata o medo como herança emocional, como eco de dores mal resolvidas — não apenas sustos, mas reflexões. E, por isso, talvez nos assuste tanto: porque ele não termina quando a luz do cinema se acende.

Noitão J-Horror: O Melhor do Terror Japonês

📅 Data: 18 de julho (quinta para sexta)
🕦 Horário: A partir das 23h30
📍 Local: Cine Reag Belas Artes – Rua da Consolação, 2423 – São Paulo (SP)
🎟️ Ingressos: R$ 60,00 (inteira) | R$ 30,00 (meia-entrada para estudantes e idosos)
💺 Salas acessíveis: Poltronas numeradas, cadeiras para obesos e espaço para cadeirantes em todas as salas
🎫 Vendas: Site oficial do cinema ou diretamente na bilheteria

Matogrosso & Mathias celebram 50 anos de carreira no The Noite com Danilo Gentili desta segunda (14)

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A música sertaneja vive de memória, de estrada e de vozes que resistem ao tempo. Poucas são tão simbólicas quanto a de Matogrosso & Mathias, dupla que completa 50 anos de carreira em 2024 com a mesma vitalidade dos primeiros acordes. Em participação especial no programa “The Noite”, exibido nesta segunda-feira (14), os artistas revisitam suas origens, antecipam detalhes do novo DVD comemorativo e, em entrevista exclusiva ao Almanaque, revelam o que ainda os move após meio século nos palcos.

Matogrosso lembra com humor e afeto de quando tudo começou. Ainda sem nome para a dupla, buscavam algo que representasse suas raízes. “Formamos a dupla, tínhamos música, mas não tínhamos nome. O diretor da gravadora não aprovava nenhum”, conta. “Eu morava em Cáceres, no Mato Grosso, e do outro lado da fronteira tem San Matías, na Bolívia. Foi aí que surgiu a ideia: Matogrosso & Mathias. Pegou na hora.”

O atual Mathias, na terceira formação da dupla desde 2009, carrega o legado de forma pessoal. “O primeiro Mathias é meu padrinho. Ele morava na casa do meu pai, e eu cresci vendo e ouvindo os dois ensaiando. Era impossível não se apaixonar por aquilo. Quando vi, já sabia todas as músicas”, relembra emocionado.

Entre os marcos da trajetória, Matogrosso destaca a canção que redefiniu o lugar da dupla na música sertaneja: “Tentei Te Esquecer”. “Foi a virada. A música explodiu. O público começou a reconhecer minha voz em qualquer lugar”, afirma.

Outro momento decisivo veio com o sucesso “Pedaço de Minha Vida”, que rendeu o primeiro disco de ouro. “Essa música vai ganhar uma homenagem no DVD. Ela representa tudo o que a gente construiu até aqui”, completa Mathias.

No dia 6 de agosto, Matogrosso & Mathias gravam um novo DVD ao vivo no Vibra São Paulo, como parte das comemorações de seus 50 anos de carreira. E o projeto promete ser histórico. Entre os convidados já confirmados estão nomes que definiram e redefiniram a música sertaneja brasileira:
Chitãozinho & Xororó, Edson & Hudson, Daniel, Leonardo, Zezé Di Camargo & Luciano e Jorge & Mateus.

“Não é só um show. É um reencontro com amigos, com a história da música que a gente ajudou a escrever. E também com os artistas que vieram depois e nos inspiram a continuar”, destaca Matogrosso.

Mathias acrescenta: “A ideia é que cada participação tenha um significado. A gente quer contar uma história. E fazer isso ao lado de artistas tão grandes é um presente.”

“A Profissional” leva ação implacável ao Cine Maior deste domingo (20/07), na tela da Record TV

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Foto: Reprodução/ Internet

Neste domingo, 20 de julho de 2025, os espectadores da Record TV terão um encontro marcado com a tensão, a adrenalina e a vingança no ar. O “Cine Maior” exibe o eletrizante A Profissional (The Protégé), filme dirigido por Martin Campbell (007 – Cassino Royale) e estrelado por um trio de peso: Maggie Q, Samuel L. Jackson e Michael Keaton. Com uma trama que mistura ação afiada, drama pessoal e jogos mentais, o longa mergulha fundo no universo dos assassinos profissionais e da busca por justiça pessoal.

Mas A Profissional é mais do que apenas balas cruzando o ar: é também uma história sobre vínculos improváveis, traumas de infância, sobrevivência e o preço de viver à margem da humanidade. O filme, lançado originalmente em 2021, conquistou fãs do gênero e agora ganha uma nova chance de impactar o público brasileiro em rede nacional, ao alcance do controle remoto.

Anna: a assassina que aprendeu a viver nas sombras

De acordo com a sinopse do AdoroCinema, no centro da narrativa está Anna (Maggie Q), uma matadora de aluguel fria, inteligente e letal, que foi resgatada ainda criança no Vietnã pelo lendário assassino Moody (Samuel L. Jackson). Moody não apenas salvou sua vida — ele moldou seu destino, tornando-se seu mentor e a única figura paterna que ela conheceu. A relação entre os dois, embora permeada por uma rotina de violência, é de profunda cumplicidade e afeto. Eles compartilham segredos, memórias e um modo de viver à margem, onde a confiança é uma moeda rara.

Quando Moody é brutalmente assassinado, Anna vê seu mundo ruir. A dor da perda se transforma em fúria e determinação. Ela parte então em uma jornada de vingança que a coloca no caminho de Michael Rembrandt (Michael Keaton), um enigmático e perigoso homem de negócios que guarda mais segredos do que aparenta. Entre os dois nasce uma estranha conexão — um jogo de sedução e ameaça, de igual para igual, que desafia suas convicções e os empurra para uma espiral cada vez mais perigosa.

A mente por trás da câmera: Martin Campbell

Martin Campbell é um nome conhecido entre os amantes da ação. Neozelandês de nascimento e britânico por formação, Campbell foi o responsável por revitalizar a franquia James Bond em duas ocasiões: com GoldenEye (1995) e Cassino Royale (2006). Sua assinatura está nos enquadramentos elegantes, nas coreografias de luta realistas e na construção de heróis que sangram, falham e se reinventam.

Em A Profissional, Campbell abandona o glamour dos espiões e mergulha em um submundo sujo, onde a moral é cinzenta e a violência tem um peso emocional. O diretor opta por cenas de ação menos estilizadas e mais cruas, dando ao filme uma atmosfera mais sombria, quase melancólica. Não é à toa: em seu cerne, o longa fala sobre orfandade, luto e identidades forjadas sob extrema violência.

Protagonismo feminino em um gênero masculino

Maggie Q, nascida Margaret Denise Quigley, é uma atriz que tem no currículo papéis marcantes em produções como Missão: Impossível 3, Divergente e na série Nikita. Em A Profissional, ela entrega sua performance mais complexa até então, equilibrando a frieza letal de uma assassina com momentos de fragilidade emocional intensos. Anna não é uma heroína no sentido clássico — ela é uma sobrevivente. E Maggie Q domina cada nuance dessa condição, seja nas lutas corpo a corpo meticulosamente coreografadas ou nos silêncios onde o olhar diz mais do que qualquer linha de diálogo.

O protagonismo feminino em filmes de ação ainda é um terreno em disputa. Embora nomes como Charlize Theron (Atômica), Uma Thurman (Kill Bill) e Angelina Jolie (Salt) tenham consolidado personagens memoráveis, o espaço ainda é dominado por homens. Anna se junta a esse seleto grupo com mérito e personalidade própria, sem apelar para estereótipos nem romantizações.

Samuel L. Jackson: o mentor que se tornou lenda

Figura onipresente no cinema americano das últimas décadas, Samuel L. Jackson interpreta Moody com seu já conhecido carisma — mas também com uma inesperada ternura. Moody é duro, sim, mas vê em Anna algo que ele mesmo perdeu: uma chance de redenção, de deixar um legado que não seja apenas morte. Sua morte prematura na trama é o catalisador de toda a jornada de Anna, mas sua presença paira sobre o filme inteiro. É como se ele fosse o fantasma que orienta seus passos — ou que cobra sua promessa.

Michael Keaton: vilão ou vítima?

Michael Keaton entrega uma de suas performances mais ambíguas como Rembrandt, um antagonista que nunca é completamente definido como vilão. Ele é tão letal quanto Anna, mas também fascinantemente eloquente, inteligente e… sedutor. A química entre os dois personagens é estranha, tensa e carregada de subtexto. Em vários momentos, o espectador é levado a se perguntar: eles se desejam? Se odeiam? Se entendem? Ou tudo isso ao mesmo tempo?

Essa complexidade é mérito do roteiro de Richard Wenk (O Protetor, Os Mercenários 2), que foge do maniqueísmo e constrói diálogos carregados de ironia, cinismo e dilemas morais. Rembrandt não é um simples vilão de filme de ação — ele é um espelho de Anna, um “e se” de sua própria trajetória.

Bastidores e filmagens: de Bucareste ao Vietnã

As filmagens de A Profissional começaram em janeiro de 2020 e percorreram locações em Bucareste, Londres e Da Nang, no Vietnã. O cenário internacional reforça o caráter global da trama, com suas tramas de conspiração e operações secretas. A direção de fotografia aposta em tons escuros, ambientes urbanos sufocantes e cenários minimalistas, dando ao filme uma estética noir moderna.

Durante a produção, o filme passou por mudanças de título: inicialmente chamado Ana, depois The Asset, até ser lançado como The Protégé. Essas mudanças refletem as diferentes camadas da narrativa, que é tanto uma história de vingança quanto de identidade.

Recepção crítica: entre elogios e ressalvas

Na época de seu lançamento, The Protégé recebeu críticas mistas. Enquanto parte da imprensa especializada elogiou a performance de Maggie Q e a direção eficiente de Campbell, outros apontaram que a trama não traz grandes inovações ao gênero. Ainda assim, o filme conquistou um público fiel — especialmente entre os amantes de thrillers com protagonistas femininas fortes.

O consenso entre os críticos foi que o filme é competente, bem dirigido, com cenas de ação sólidas e atuações acima da média. Seu desempenho modesto nas bilheteiras (US$ 8 milhões arrecadados) pode ser atribuído à concorrência acirrada na época e ao cenário ainda afetado pela pandemia.

Impacto e legado: um novo clássico cult?

Desde então, A Profissional tem sido redescoberto por meio das plataformas de streaming como Telecine, Paramount+ e Prime Video. Sua exibição pela Record TV marca uma nova fase de popularização do filme no Brasil — especialmente entre os espectadores que buscam filmes de ação mais densos e bem construídos.

O longa também entrou na pauta de discussões sobre representatividade asiática em Hollywood, já que Maggie Q é uma das poucas atrizes de ascendência vietnamita a protagonizar uma grande produção de ação nos Estados Unidos. Sua performance é frequentemente citada como uma das mais subestimadas do gênero na década.

Cine Maior: ação com propósito na TV aberta

O “Cine Maior” da Record TV vem se destacando por trazer títulos de ação que não apenas entretêm, mas também provocam o público. Em um cenário onde o streaming domina a atenção, a TV aberta ainda desempenha um papel crucial ao democratizar o acesso a produções de alto nível. Filmes como A Profissional ganham uma nova vida ao atingir públicos diversos, muitos dos quais podem estar vendo Maggie Q ou Michael Keaton pela primeira vez.

Quarteto Fantástico ganha linha Funko exclusiva no Brasil – Candide lança coleção oficial do novo filme da Marvel Studios

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O universo Marvel nunca para de se reinventar — e agora, com o lançamento mundial de Quarteto Fantástico: Primeiros Passos, a magia dos quadrinhos e do cinema se materializa também nas prateleiras brasileiras. A Candide, distribuidora oficial da Funko no país, acaba de lançar com exclusividade uma nova coleção de bonecos Pop! inspirada no mais novo filme da equipe icônica de super-heróis. E o Brasil é o primeiro país fora dos Estados Unidos a receber a linha completa nas lojas.

A coleção traz versões inéditas e extremamente detalhadas dos quatro integrantes do Quarteto — Sr. Fantástico, Mulher Invisível, Tocha Humana e o Coisa — além de personagens que roubam a cena no novo longa, como a Surfista Prateada (em sua nova versão feminina, Shalla-Bal) e o imponente vilão Galactus. A linha é um deleite visual para fãs e colecionadores e reflete o estilo retrô-futurista do longa, que presta homenagem aos anos 1960 com uma estética moderna e sofisticada.

“Estamos muito empolgados com essa coleção. É a primeira vez que uma linha Funko de um lançamento da Marvel Studios chega com tamanha exclusividade ao Brasil”, afirma Igor Maia, gerente de marketing da Candide. “Sabemos da paixão dos brasileiros por colecionáveis e super-heróis, então trabalhamos para garantir essa distribuição exclusiva, antecipando tendências e ampliando o acesso a produtos de altíssima qualidade.”

Um novo capítulo para heróis consagrados

Lançado oficialmente nos cinemas em 25 de julho de 2025, Quarteto Fantástico: Primeiros Passos marca a estreia do supergrupo no Universo Cinematográfico Marvel (MCU) em sua versão definitiva. Dirigido por Matt Shakman (de WandaVision), o filme introduz o time em uma realidade alternativa da Marvel, conhecida como Terra-828, e traz um elenco estelar: Pedro Pascal como Reed Richards (Sr. Fantástico), Vanessa Kirby como Sue Storm (Mulher Invisível), Joseph Quinn como Johnny Storm (Tocha Humana) e Ebon Moss-Bachrach como Ben Grimm (o Coisa).

A trama é carregada de emoções, dilemas éticos e temas cósmicos. Com Sue Storm grávida e uma ameaça iminente pairando sobre a Terra, a equipe precisa enfrentar Galactus, o devorador de mundos, enquanto lida com decisões impossíveis. No centro do conflito está o recém-nascido Franklin Richards, cujo poder latente é cobiçado pelo próprio Galactus. Em meio a batalhas interplanetárias, sacrifícios e reviravoltas dramáticas, o filme se consolida como um dos lançamentos mais impactantes da Fase Seis do MCU.

Da telona para a estante

A linha de Funkos lançada pela Candide reflete cada nuance do visual dos personagens no longa. Cada boneco Pop! é produzido com atenção aos mínimos detalhes — desde o uniforme clássico retrabalhado com tecnologia e design futurista até as expressões e poses icônicas dos personagens.

Entre os destaques da coleção está o Funko Pop! da Surfista Prateada (Shalla-Bal), com acabamento metálico e pose dinâmica que remete diretamente à sua primeira aparição no filme. Outro item que vem chamando atenção é o Super Galactus, uma versão deluxe com 17 cm de altura, olhos translúcidos e base com efeito de energia. O produto já desponta como um dos mais desejados pelos colecionadores.

“Essa é a primeira vez que temos a personagem Shalla-Bal representada como Surfista Prateada em um colecionável oficial”, destaca Maia. “Ela se tornou uma das favoritas dos fãs logo após as pré-estreias do filme. É incrível como os personagens que ainda nem tinham tradição no imaginário popular já estão conquistando um espaço importante no mercado de colecionáveis.”

A linha principal conta ainda com:

Funko Pop! Surfista Prateada (Shalla-Bal)

Versão feminina da icônica entidade cósmica, com acabamento metálico e pose dinâmica que captura toda a elegância da Surfista Prateada no filme Quarteto Fantástico: Primeiros Passos. Um item indispensável para colecionadores que buscam exclusividade e detalhes incríveis.

Funko Pop! Super Galactus

Imponente e detalhado, este Funko Pop! Super Galactus mede 17 cm e traz a grandiosidade do devorador de planetas para a sua coleção. Com olhos translúcidos e design fiel aos quadrinhos, é a peça central para qualquer fã do universo Marvel.

Funko Pop! Sr. Fantástico

Reed Richards em sua versão mais inteligente e heroica, com braços estendidos em pose de ação. Esse Funko destaca o visual retrô-futurista do personagem, inspirado no novo longa da Marvel Studios.

Funko Pop! Mulher Invisível

Sue Storm aparece com seu icônico escudo de força translúcido, em pose que representa sua força e determinação como membro vital do Quarteto Fantástico e mãe do pequeno Franklin Richards.

Funko Pop! Coisa

Com textura rochosa detalhada e expressão feroz, o Funko Pop! do Coisa traz toda a força e personalidade de Ben Grimm, perfeito para os fãs que valorizam o lado mais bruto, mas leal, do grupo.

Funko Pop! Tocha Humana

Johnny Storm em meio às chamas, com pose de voo e efeito de fogo ao redor, que captura o carisma e a energia do jovem herói em sua versão mais atual no MCU.

Colecionar é viver (e reviver) a experiência

Para fãs do universo Marvel, os Funkos funcionam como portais físicos para experiências emocionais. Cada personagem é uma memória, uma conexão afetiva com os quadrinhos, filmes e histórias vividas ao longo de décadas. Em tempos de nostalgia ativa, onde o passado e o presente convivem no entretenimento, essas miniaturas funcionam como símbolos culturais.

O lançamento da nova linha no Brasil reforça a relevância do público geek brasileiro para grandes franquias internacionais. De acordo com dados recentes do mercado, o Brasil é o terceiro maior consumidor de produtos licenciados da Marvel no mundo, atrás apenas dos EUA e do Reino Unido. “Colecionar vai muito além do consumo. É sobre identidade, paixão e comunidade”, resume Maia.

E a Candide tem investido nesse público com ações pensadas sob medida. Desde vitrines temáticas nas principais redes varejistas até ativações em eventos como a CCXP 2025 e o Festival do Orgulho Nerd, a marca vem se posicionando como uma ponte entre os lançamentos globais e os fãs brasileiros.

Presente de colecionador

Além de estarem disponíveis nas maiores redes de lojas de brinquedos e colecionáveis do país, os novos Funkos do Quarteto Fantástico também podem ser adquiridos no site oficial da Candide, com frete para todo o Brasil. Algumas unidades vêm com brindes exclusivos, como pôsteres, cards colecionáveis e base com iluminação LED para exibição.

Para os primeiros 1.000 compradores no e-commerce da Candide, a empresa oferece ainda uma embalagem de luxo comemorativa com arte oficial do filme. “É uma forma de agradecer aos colecionadores que sempre nos acompanham e valorizam cada detalhe. Queremos transformar a experiência de compra em algo tão especial quanto os personagens que estão levando para casa”, explica Maia.

“Bem-vindo a Derry” | HBO revela teaser arrepiante da prequela de “IT – A Coisa”, com retorno de Bill Skarsgård como Pennywise

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Foto: Reprodução/ Internet

Derry está de volta — mais sombria, silenciosa e ameaçadora do que nunca. Durante o aguardado painel da San Diego Comic-Con 2025, a HBO revelou o primeiro teaser oficial de sua nova série de terror: “Bem-vindo a Derry” (Welcome to Derry), baseada no universo criado por Stephen King em seu clássico IT – A Coisa. Prevista para estrear em outubro, a produção original chega ao canal HBO e à plataforma HBO Max com a promessa de ser mais do que uma simples prequela. Trata-se de uma viagem aterrorizante às origens do medo em sua forma mais pura — aquela que se esconde sob o riso de um palhaço, nas esquinas de uma cidade e nos traumas não resolvidos da infância.

Um retorno às origens do medo

Bem-vindo a Derry não pretende apenas contar uma nova história, mas ampliar e aprofundar o universo já conhecido pelos fãs dos filmes IT (2017) e IT: Capítulo Dois (2019). Ambientada décadas antes dos eventos que colocaram o Clube dos Otários frente a frente com Pennywise, a série explora a gênese da maldição que assombra a cidade de Derry. O mal, aqui, não é só uma figura monstruosa, mas uma presença silenciosa, que contamina ambientes, pessoas e memórias. O teaser divulgado impressiona pela sua carga atmosférica: cenas que evitam sustos fáceis, mas que mergulham o espectador em uma sensação de desconforto crescente.

A escolha por mostrar menos e sugerir mais reforça o aspecto psicológico do horror. Um balão vermelho, uma bicicleta que gira sozinha, uma parede que respira — tudo isso é mostrado sem explicações, deixando ao público a sensação de que algo muito errado está prestes a acontecer. Ao final do teaser, o som inconfundível da risada de Pennywise deixa claro: o medo está de volta, e dessa vez, pode ser mais antigo e profundo do que jamais imaginamos.

Um elenco promissor e diverso

A HBO reuniu um elenco sólido e diverso para dar vida aos habitantes de Derry. Jovan Adepo, que brilhou em Watchmen, assume um dos papéis centrais, ao lado de Chris Chalk (Perry Mason) e Taylour Paige, aclamada por sua performance em Zola. Completam o time James Remar, Stephen Rider, Madeleine Stowe e Rudy Mancuso, que adiciona um toque de surpresa à produção. Mas o maior destaque vai para Bill Skarsgård, que retorna ao papel de Pennywise — papel que marcou sua carreira e se tornou uma das figuras mais icônicas do terror moderno.

A decisão de Skarsgård em voltar ao personagem foi recebida com entusiasmo pelo público e também pelos produtores. O ator revelou que foi conquistado pela abordagem mais sombria e psicológica da série. “É uma história sobre o surgimento do medo, sobre traumas enraizados. Pennywise é menos uma criatura e mais um reflexo do pior que existe nas pessoas e na cidade”, disse ele. A expectativa em torno da sua performance é alta, e tudo indica que veremos um Pennywise ainda mais aterrorizante — e, paradoxalmente, mais humano.

Bastidores e expectativas

Desenvolvida por Andy Muschietti, Barbara Muschietti e Jason Fuchs, a série carrega o DNA criativo dos dois longas-metragens que revitalizaram a obra de Stephen King para uma nova geração. Andy Muschietti não apenas produziu, como também dirigirá múltiplos episódios, o que garante uma continuidade estética e tonal em relação aos filmes. Jason Fuchs, que escreveu o episódio piloto, divide a função de showrunner com Brad Caleb Kane, responsável por séries como Fringe e Moonhaven.

As gravações aconteceram em locações no Canadá, especialmente em Toronto e Port Hope, cidade que já havia servido de cenário para os filmes anteriores. A escolha por locais reais, e não cenários em estúdio, reforça a ambientação sombria e palpável da narrativa. A equipe de produção também optou por construir ambientes fechados com iluminação natural, criando uma estética que remete aos anos 60 e 70 — décadas que serão retratadas ao longo da temporada.

Um novo olhar sobre o horror de Derry

Enquanto os filmes mostravam Derry nos anos 80 e 2010, a série volta ainda mais no tempo, explorando o período entre os anos 1960 e 1970. Esse salto temporal permite que a narrativa aborde eventos históricos, sociais e políticos que também ajudam a moldar a atmosfera opressora da cidade. Entre os elementos prometidos pela produção, estão desaparecimentos misteriosos, linchamentos comunitários encobertos, transtornos mentais negligenciados, além de crimes nunca resolvidos — tudo costurado sob a presença invisível, mas constante, de Pennywise.

A série também pretende discutir como o medo se manifesta de forma diferente para pessoas com histórias de vida diversas. Temas como racismo estrutural, discriminação, violência familiar e repressão sexual devem aparecer com força nos episódios, reforçando o caráter metafórico de Pennywise como representação dos horrores reais que as pessoas vivem no cotidiano. Bem-vindo a Derry é, assim, uma narrativa de terror, mas também um retrato social enraizado em feridas históricas.

Um palhaço que já entrou para a história

Desde sua criação por Stephen King em 1986, Pennywise se tornou mais do que um vilão: tornou-se um ícone cultural. A versão original interpretada por Tim Curry na minissérie dos anos 90 marcou gerações. Mas foi com a chegada de Bill Skarsgård ao papel, em 2017, que o personagem ganhou uma nova dimensão. Sua interpretação trouxe uma fisicalidade única ao palhaço, misturando ternura dissimulada com selvageria incontrolável. O olhar torto, o sorriso quebrado e a voz distorcida se tornaram marcas registradas de uma atuação que assombrou as telas de cinema em todo o mundo.

Ao todo, os dois filmes IT arrecadaram mais de US$ 1,1 bilhão nas bilheteiras, tornando-se as adaptações de terror mais lucrativas da história do cinema. O sucesso de público e crítica confirmou o apelo universal da obra de Stephen King, e consolidou Pennywise como uma das entidades mais assustadoras já retratadas na ficção. Agora, com a série, Skarsgård tem a chance de explorar novas camadas do personagem — quem sabe até revelar traços de sua origem e motivações mais profundas.

Outubro será o mês do medo

A escolha de lançar Bem-vindo a Derry em outubro não é aleatória. Trata-se do mês de Halloween, período em que o público tradicionalmente consome mais obras do gênero. A HBO pretende ocupar um espaço estratégico na programação, lançando os episódios semanalmente e mantendo a audiência presa à narrativa por nove semanas consecutivas. A exibição simultânea na HBO Max também garante acessibilidade global, transformando a estreia em um evento multiplataforma.

HBO renova “The Gilded Age” para a 4ª temporada — e a aristocracia de Nova York está pronta para voltar ao palco

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A HBO anunciou oficialmente a renovação de “The Gilded Age” para a quarta temporada, de acordo com informações do Variety. A série, que vem conquistando público e crítica desde sua estreia em janeiro de 2022, volta a explorar os dramas e tensões da alta sociedade nova-iorquina na chamada Era Dourada americana — um período marcado pelo crescimento econômico acelerado e profundas desigualdades sociais, no final do século XIX.

Com a confirmação da continuidade da produção, que ainda está em exibição com sua terceira temporada e terá o último episódio transmitido em 10 de agosto de 2025, os fãs têm motivos para comemorar. O sinal dado pela HBO reforça o valor de uma narrativa que, apesar da ambientação histórica, fala diretamente sobre questões contemporâneas de poder, identidade e luta social.

Um olhar contemporâneo sobre um passado complexo

Criada por Julian Fellowes, também responsável pelo sucesso Downton Abbey, The Gilded Age se destaca por sua capacidade de combinar a estética requintada dos trajes e cenários da elite nova-iorquina com personagens complexos e narrativas que ultrapassam a superfície do luxo para abordar temas como racismo, exclusão social, direitos das mulheres e as tensões entre tradição e mudança.

A série acompanha famílias que disputam o controle social e financeiro em um cenário em que o dinheiro novo desafia os valores estabelecidos pela velha aristocracia. Bertha Russell (interpretada por Carrie Coon), uma socialite com ambição incansável, representa essa nova geração que tenta se firmar em espaços até então fechados para quem não carrega o sobrenome herdado.

Do outro lado, personagens como Agnes van Rhijn (Christine Baranski) simbolizam a resistência conservadora às mudanças que começam a varrer os Estados Unidos, enquanto Peggy Scott (Denée Benton), jovem jornalista negra, traz para a narrativa um ponto de vista que muitas vezes foi apagado dos registros oficiais da época.

Quem faz parte do elenco?

O elenco de The Gilded Age é daqueles que a gente quer acompanhar de perto. Começando pela incrível Carrie Coon, que você talvez conheça de The Leftovers ou Gone Girl — ela dá vida à ambiciosa Bertha Russell com uma intensidade que contagia. Ao lado dela, o ótimo Morgan Spector (Homeland, The Looming Tower) interpreta George Russell, o magnata cheio de segredos. Tem também a delicadeza da Louisa Jacobson (Mothering Sunday) como Marian Brook, e a força de Denée Benton (Hamilton no teatro, The Good Fight), que vive a jornalista Peggy Scott, uma personagem que traz à tona questões super atuais com muito talento. A charmosa Taissa Farmiga, famosa por American Horror Story, dá vida à Gladys Russell, e o jovem Harry Richardson (Vikings: Valhalla) é Larry Russell, que carrega todas as dúvidas e sonhos da juventude. Entre os nomes que completam o time principal, estão o britânico Blake Ritson (Da Vinci’s Demons) como Oscar van Rhijn, o versátil Thomas Cocquerel (Hacksaw Ridge) como Tom Raikes, e claro, duas figuras que roubam a cena sempre que aparecem: a elegante Cynthia Nixon (Sex and the City) e a imponente Christine Baranski (The Good Fight), que interpreta Agnes van Rhijn, aquela senhora com comentários afiados e presença marcante.

Personagens que refletem desafios atemporais

O sucesso da série não se deve apenas à opulência das roupas ou à riqueza dos cenários. É a humanidade desses personagens, suas dúvidas, ambições, frustrações e vitórias, que conectam a história do século XIX com o público atual.

A renovação para uma nova temporada permite que a trama aprofunde ainda mais essas histórias, abrindo espaço para debates essenciais sobre desigualdade, raça, gênero e identidade — temas que, embora ambientados no passado, ressoam fortemente nos dias de hoje.

O que esperar da quarta temporada?

Embora detalhes específicos da trama ainda sejam mantidos em sigilo pela produção, é esperado que a nova temporada intensifique os conflitos sociais e pessoais. A ascensão de Bertha na alta sociedade deverá enfrentar novos desafios, enquanto Peggy pode avançar ainda mais em sua carreira jornalística, confrontando preconceitos arraigados.

Além disso, os dilemas da juventude, representados por personagens como Marian Brook e Larry Russell, deverão ganhar destaque, trazendo à tona discussões sobre liberdade, casamento e expectativas sociais.

A abordagem cuidadosa e paciente da série, que valoriza o desenvolvimento dos personagens e o retrato minucioso da época, promete manter seu ritmo envolvente, conquistando tanto fãs da história quanto apreciadores de dramas bem construídos.

A importância cultural e social da série

A renovação de The Gilded Age é também um indicativo da relevância cultural da série. Em uma indústria que muitas vezes prioriza produções aceleradas e fórmulas repetitivas, a HBO aposta em um conteúdo que respeita a inteligência do espectador e a complexidade do material original.

Ao trazer à tona histórias que revelam as estruturas de poder, preconceitos e resistência presentes na sociedade americana, a série contribui para um debate mais amplo sobre as raízes históricas das desigualdades atuais.

Com Rafael Vitti e o carismático Amendoim, “Caramelo” ganha pôster oficial e promete emocionar no catálogo da Netflix

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Pode se preparar: o Brasil acaba de ganhar um filme para chamar de seu — e com um protagonista que não precisa de fama nem de pedigree para conquistar a gente. Ele tem o pelo dourado, a língua sempre de fora e aquele olhar maroto que já virou símbolo nacional. O nome? Amendoim. E é ele, um vira-lata caramelo, quem promete emocionar o público na mais nova produção brasileira da Netflix: “Caramelo“.

O longa-metragem, que teve suas primeiras imagens e pôster revelados nesta quinta (31), chega como um sopro de ternura e afeto em tempos tão acelerados. Estrelado por Rafael Vitti e dirigido por Diego Freitas, o filme é uma homenagem escancarada a essa figura tão presente na vida dos brasileiros: o cão sem raça definida, que vive nas praças, calçadas, portões de padarias — e nos nossos corações. Abaixo, confira o pôster oficial:

Quando tudo parece desmoronar, um cachorro aparece

Pedro é um jovem chef de cozinha determinado, focado, daqueles que não desistem até conquistar o que querem. E, de fato, ele está prestes a realizar o grande sonho da sua vida: liderar a cozinha de um restaurante renomado. Mas como a vida não costuma seguir o roteiro que a gente imagina, um diagnóstico inesperado atravessa o caminho de Pedro — e tudo aquilo que parecia certo, de repente, vira um enorme ponto de interrogação.

É nesse momento de crise existencial, de angústia e reavaliações, que entra em cena o vira-lata caramelo. Amendoim, como é chamado, surge como um improvável companheiro — e vai se tornando, pouco a pouco, o elo que conecta Pedro de volta ao presente. O que parecia ser só um encontro casual se transforma numa amizade transformadora. Entre latidos, caminhadas, silêncios compartilhados e momentos de pura ternura, Pedro redescobre o que realmente importa.

Não é exagero dizer que o filme promete arrancar lágrimas — mas também muitos sorrisos. Caramelo é aquele tipo de história que a gente assiste com o coração aberto e o lenço por perto. É sobre recomeços, sobre aceitar as curvas da vida e sobre o poder silencioso de um amor que não precisa de palavras.

O carisma de Rafael Vitti e o brilho de Amendoim

Rafael, conhecido por seus papéis em novelas e filmes brasileiros, entrega uma atuação delicada e madura, dando vida a um personagem que carrega camadas de ambição, frustração e ternura. Mas o verdadeiro astro é ele: Amendoim, o vira-lata mais carismático que você vai ver nas telas esse ano. Com seus olhos expressivos e uma presença que mistura travessura e sabedoria, ele rouba a cena — e o coração do espectador.

E não é por acaso que a Netflix escolheu justamente o Dia Nacional do Vira-Lata para divulgar as primeiras imagens do filme. A data, celebrada no Brasil em 25 de julho, reconhece a importância desses cães na cultura e na vida das pessoas. O vira-lata caramelo, em especial, já virou meme, figurinha de WhatsApp, mascote de campanhas públicas e agora, finalmente, protagonista de uma história feita sob medida para ele.

Uma equipe que cuida com afeto — na tela e nos bastidores

Dirigido por Diego Freitas, que já emocionou o público com Depois do Universo, Caramelo é uma produção da Migdal Filmes — e marca a primeira colaboração do estúdio com a Netflix. A ideia original também veio de Diego, que assina o roteiro ao lado de Rod Azevedo e Vitor Brandt, com colaboração de Carolina Castro e consultoria de Marcelo Saback.

O cuidado com os detalhes vai muito além da direção de arte ou da fotografia poética. Um dos pilares da produção foi o bem-estar animal. Para isso, a equipe contou com o trabalho dedicado de Luis Estrelas, treinador de animais e responsável por garantir que Amendoim (e outros cãezinhos do elenco) estivessem sempre confortáveis e seguros. A produção também teve consultoria internacional de Mike Miliotti, que trabalhou recentemente em Garfield – O Filme.

Isso reforça algo fundamental: Caramelo não é só um filme sobre amor — ele é feito com amor. E o respeito aos animais é uma das marcas mais bonitas dessa jornada.

Um elenco que abraça a proposta com entrega e emoção

Além de Rafael Vitti e do cãozinho Amendoim, o elenco reúne nomes que trazem frescor, humor e emoção à trama. Arianne Botelho, Noemia Oliveira, Ademara, Kelzy Ecard, Bruno Vinicius, Roger Gobeth e Olívia Araújo compõem o núcleo principal da história, que mistura drama, leveza e toques de comédia. Cristina Pereira e Carolina Ferraz também fazem participações especiais — e quem também aparece é ninguém menos que a chef Paola Carosella, em uma participação pra lá de simbólica.

A presença de Paola, inclusive, estabelece uma conexão interessante com a profissão do protagonista e com o universo da gastronomia, que aparece com força na trama. As cenas na cozinha são repletas de simbolismo — entre panelas, ingredientes e receitas, Pedro tenta reencontrar o próprio sabor da vida.

Um filme que fala com o Brasil — e sobre o Brasil

O filme tem aquele jeitinho que a gente reconhece: um pouco de humor agridoce, uma paisagem que mistura cidade grande com afetos cotidianos, personagens que falam como a gente e situações que poderiam acontecer com qualquer um de nós.

Mais do que uma história de superação, o filme é uma celebração daquilo que nos move mesmo nos dias difíceis: os laços que criamos. E nesse sentido, Caramelo fala muito sobre o Brasil. Sobre a solidariedade que nasce do nada, sobre os encontros improváveis e, claro, sobre os vira-latas que nos seguem na rua e, de alguma forma, nos escolhem.

Em um país onde milhares de cães vivem em situação de abandono, o filme também carrega uma mensagem de consciência: todos os Amendoins espalhados por aí têm amor de sobra para dar. Basta que alguém olhe para eles com o coração aberto.

Por que você não vai querer perder esse filme?

Porque é um filme que resgata algo essencial — a delicadeza de sentir. Em tempos de correria, cinismo e pressa, Caramelo propõe uma pausa. Ele nos convida a sentar no sofá, talvez com nosso próprio cãozinho no colo, e lembrar que ainda existem histórias simples capazes de nos tocar profundamente.

Com uma produção cuidadosa, atuações envolventes e um protagonista de quatro patas impossível de ignorar, o longa já nasce com cara de queridinho do público. A Netflix ainda não divulgou a data de estreia, mas se você é do tipo que se emociona com filmes como Marley & Eu, Sempre ao Seu Lado ou até mesmo Depois do Universo, prepare o coração.

The Calling | Thriller do criador de Big Little Lies estreia no Universal TV e mergulha em crimes, fé e dilemas morais

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Em um universo televisivo cada vez mais repleto de investigações, policiais durões e reviravoltas sangrentas, uma nova série estreia com a ousadia de unir o suspense do crime à delicadeza da fé e da introspecção. The Calling, produção criada por David E. Kelley — o nome por trás de sucessos como Big Little Lies e Ally McBeal — chega ao Universal TV na próxima sexta-feira, 8 de agosto, às 22h20, trazendo um protagonista improvável e profundamente humano: o detetive Avraham Avraham, um judeu ortodoxo que busca resolver crimes não apenas com lógica, mas com empatia, compaixão e uma fé inabalável na humanidade.

Baseada no romance The Missing File, best-seller do autor israelense Dror Mishani, a série é mais do que um thriller policial: é um mergulho no dilema moral e na espiritualidade de um homem que, em meio ao caos da cidade de Nova York, tenta ouvir uma voz interior — seu chamado — para encontrar a verdade.

Com direção do veterano Barry Levinson, vencedor do Oscar por Rain Man, e uma fotografia sombria que traduz o peso existencial dos personagens, a série é uma proposta narrativa diferente: menos barulhenta, mais reflexiva; menos sobre a caça ao criminoso e mais sobre o que se perde e se revela no processo de investigação.

O detetive que acredita

Interpretado por Jeff Wilbusch, ator alemão-israelense conhecido por seu papel em Nada Ortodoxa, o detetive Avraham Avraham é uma presença inquietante logo nos primeiros minutos da série. Vestindo paletó escuro, barba por fazer, olhos atentos e postura quase messiânica, Avi — como é chamado pelos colegas — não parece um investigador comum. Ele escuta antes de perguntar. Observa antes de agir. E reza, discretamente, antes de entrar em cena.

“Tenho muito orgulho de interpretar um detetive judeu religioso”, contou Wilbusch em entrevistas à imprensa internacional. “É uma história importante. Vivemos um tempo em que empatia e humanidade são raras. Avi é um personagem que me desafia e me inspira.”

Na estreia, o episódio “Desaparecido” nos apresenta ao mundo de Avi com uma sequência inusitada: uma confissão obtida de um suspeito vestido de cachorro-quente. Em qualquer outro contexto, pareceria cômico ou absurdo. Mas em The Calling, tudo é tratado com uma camada de mistério e profundidade. E rapidamente entendemos que, para Avraham, o crime não é um espetáculo — é uma dor humana a ser compreendida.

O enredo se desenrola a partir do desaparecimento de um jovem de família tradicional. Enquanto os colegas de departamento correm atrás de provas, Avraham prefere seguir um caminho mais sensível: reconstituir, com detalhes quase espirituais, os últimos passos do garoto. Em vez de interrogar brutalmente, ele conversa. Em vez de acusar, ele pergunta. “O que você sente?”, diz ele, mais de uma vez.

Fé, intuição e método

A espiritualidade do personagem principal não é mero adorno. Diferentemente de outras séries policiais, em que a religião é tratada como pano de fundo ou símbolo de trauma, em The Calling ela é central. Avraham Avraham ora, observa os rituais, reflete sobre passagens sagradas. Mas não impõe sua fé: ele vive por ela.

Essa abordagem incomum tem origem direta no livro que deu origem à série. O autor, Dror Mishani, é um dos grandes nomes da literatura policial israelense e quis criar um detetive com alma — alguém que usasse a intuição, a empatia e o silêncio como armas principais. E é isso que vemos em tela.

David E. Kelley, que já havia explorado a complexidade humana em séries como The Undoing e Nine Perfect Strangers, mergulha na proposta com entusiasmo. “Eu queria criar um drama policial diferente. Um em que o herói não fosse apenas um solucionador de problemas, mas alguém que fosse, ele mesmo, um enigma moral”, disse Kelley à Variety.

Um elenco afiado e multifacetado

Ao lado de Jeff Wilbusch, o elenco de The Calling oferece personagens tão humanos quanto seu protagonista. Juliana Canfield vive a detetive Janine Harris, uma parceira cética e prática, que aos poucos aprende a respeitar — e até admirar — o método nada convencional de Avi. Karen Robinson interpreta a Capitã Kathleen Davies, figura de autoridade que precisa equilibrar a burocracia do departamento com o gênio introspectivo do detetive.

Outro destaque é Michael Mosley, como o detetive Earl Malzone, típico investigador nova-iorquino durão, que serve como contraponto ao protagonista. A interação entre esses personagens não segue os clichês da “dupla policial improvável”. Aqui, as relações são mais sutis, menos caricatas, mais próximas da vida real — em que divergências não se resolvem com piadas, mas com convivência e tensão.

Um thriller que desacelera

A produção é uma série policial, mas não espere tiroteios a cada dez minutos ou perseguições frenéticas por becos escuros. O ritmo é mais contemplativo. As cenas se estendem, os diálogos são pausados, os silêncios são significativos. É um thriller que pede ao espectador o mesmo que seu protagonista pede aos suspeitos: atenção, escuta, paciência.

Essa proposta pode soar arriscada em um mercado dominado por narrativas ágeis, roteiros cheios de plot twists e heróis sarcásticos. Mas The Calling aposta no contrário: na lentidão como construção de tensão, na ausência como indício, na ambiguidade como fonte de verdade. E é aí que está sua força.

Barry Levinson, experiente diretor que sempre prezou por histórias humanas (como em Sleepers, Good Morning, Vietnam e Liberty Heights), entrega uma direção sutil e madura. Cada episódio é quase um pequeno estudo de personagem. E ao fim de cada caso, não é apenas o criminoso que é revelado — são as dores de uma família, os silêncios de uma comunidade, os fantasmas que cada um carrega.

A importância da representatividade religiosa

Em tempos de crescente intolerância, a série se destaca também por representar com respeito e profundidade a religiosidade judaica — sem estereótipos ou caricaturas. Avraham Avraham não é um rabino, não é um “espião israelense”, não é o “judeu engraçado da história”. Ele é um homem de fé. Um cidadão comum com um cargo difícil. Um ser humano que tenta fazer o certo, mesmo que isso lhe custe reconhecimento.

Essa representação importa. Em uma indústria que, por décadas, tratou temas religiosos com superficialidade — quando não com desdém —, a série abre espaço para uma abordagem mais respeitosa e realista. E isso se alinha ao movimento mais amplo de produções que buscam diversidade cultural e espiritual com autenticidade, como Nada Ortodoxa, Messias, Ramy e Shtisel.

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