Tom Holland revela nervosismo ao gravar A Odisseia e explica por que Christopher Nolan interrompia as cenas a cada três minutos

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Depois de anos protagonizando grandes produções de Hollywood, Tom Holland imaginava que poucas situações ainda seriam capazes de tirá-lo da zona de conforto. Mas bastou chegar ao primeiro dia de filmagens de A Odisseia para descobrir que trabalhar com Christopher Nolan seria uma experiência completamente diferente.

Em entrevista ao Fandango, o ator revelou que ficou bastante nervoso ao iniciar as gravações do épico e não escondeu o impacto que sentiu ao entrar no set. “Achei que estava me borrando de medo”, contou, em tom bem-humorado. As informações são do Deadline.

O desconforto inicial, segundo Holland, não tinha relação apenas com a responsabilidade de integrar um projeto dessa dimensão, mas também com a forma como Nolan conduz suas filmagens, especialmente por utilizar câmeras IMAX, um formato que exige um ritmo bastante diferente do convencional.

Por que Christopher interrompia as cenas a cada três minutos?

Outro detalhe chamou a atenção do ator logo nas primeiras gravações. Christopher Nolan interrompia as cenas constantemente, e Holland não conseguia entender o motivo.

Ao lado de Jon Bernthal, ele passou parte do primeiro dia tentando descobrir por que o diretor gritava “corta” depois de poucos minutos de filmagem.

“Trabalhar com as câmeras IMAX pela primeira vez é uma experiência. É diferente de tudo que já vi. Eu não sabia que elas gravavam apenas três minutos. Lembro que o Christopher continuava cortando, e eu e o Jon ficávamos pensando: ‘Por que ele continua fazendo isso?'”, relembrou.

A resposta estava na tecnologia utilizada pela produção. As câmeras IMAX de película trabalham com enormes rolos de filme que registram cerca de três minutos de imagens antes de precisarem ser substituídos, tornando inevitáveis as interrupções para recarga do equipamento.

Qual é o papel de Tom Holland?

Na adaptação do clássico poema de Homero, Holland interpreta Telêmaco, filho de Odisseu, personagem vivido por Matt Damon.

A história acompanha a longa viagem de Odisseu de volta a Ítaca após a Guerra de Troia. O caminho, que deveria levá-lo rapidamente para casa, transforma-se em uma sucessão de desafios envolvendo criaturas mitológicas, deuses e armadilhas que atrasam seu reencontro com Penélope, interpretada por Anne Hathaway, e com o próprio Telêmaco.

O elenco ainda reúne nomes como Zendaya, no papel da deusa Atena, Charlize Theron como Circe, Robert Pattinson interpretando Antínoo e Jon Bernthal como Menelau.

Por que este filme ocupa um lugar especial na carreira de Nolan?

Embora Christopher Nolan utilize câmeras IMAX há quase duas décadas, A Odisseia marca uma estreia importante em sua filmografia. É o primeiro longa dirigido por ele inteiramente filmado em IMAX de 70 mm, usando uma nova geração de câmeras desenvolvida para tornar esse formato mais leve e silencioso durante as gravações.

A produção percorreu diferentes países para recriar os cenários da obra de Homero, passando por Marrocos, Grécia, Itália, Escócia, Islândia, Malta e pelo Saara Ocidental. Ao longo de quase seis meses de filmagens, foram consumidos mais de 610 quilômetros de película IMAX, número que ajuda a dimensionar a escala do projeto.

Com orçamento estimado em US$ 250 milhões, o longa também se tornou o filme mais caro da carreira de Nolan.

Quando chega aos cinemas?

Distribuído pela Universal Pictures, A Odisseia estreia nos cinemas brasileiros em 16 de julho de 2026.

O Polígamo | O drama sul-africano que conquistou a Netflix ao mostrar que algumas famílias escondem muito mais do que aparentam

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Quem começa O Polígamo imaginando assistir apenas a uma série sobre um casamento com mais de uma esposa logo percebe que esse é apenas o ponto de partida. A produção sul-africana usa a poligamia para discutir temas que atravessam qualquer cultura: confiança, orgulho, amor, poder, ressentimento e a dificuldade de reconstruir a própria vida quando tudo aquilo em que se acreditava desmorona.

No centro da história está Joyce Gomora, uma influenciadora que transformou sua rotina familiar em vitrine nas redes sociais. As fotos exibem harmonia, sucesso e um relacionamento invejável. A realidade, porém, é bem diferente. Quando ela descobre que o marido, Jonasi Gomora, mantém uma segunda família e pretende assumir oficialmente essa nova relação, o golpe vai muito além da infidelidade. Joyce percebe que a vida que mostrava ao mundo foi construída sobre uma verdade que desconhecia.

Em vez de correr para grandes reviravoltas, a série acompanha esse impacto de forma gradual. O interesse está em observar como cada personagem reage quando a estabilidade desaparece e antigas certezas deixam de existir.

Por que a série consegue fugir dos clichês?

Um dos maiores méritos de O Polígamo é tratar seus personagens como pessoas comuns, e não como representantes de um debate social. Não existem heróis absolutos nem vilões caricatos. Cada decisão tem consequências, cada personagem carrega suas próprias contradições e ninguém sai ileso dos conflitos que surgem ao longo da narrativa.

Joyce vive um processo doloroso de reconstrução. Ao mesmo tempo em que tenta compreender as escolhas do marido, precisa enfrentar o constrangimento público de ver sua imagem cuidadosamente construída perder credibilidade. A série explora com sensibilidade esse contraste entre a vida exibida na internet e aquilo que acontece quando as câmeras deixam de registrar o cotidiano.

Jonasi também recebe um tratamento menos simplista do que se poderia imaginar. Ele acredita estar seguindo tradições familiares e culturais, mas aos poucos percebe que suas decisões provocam consequências que vão muito além daquilo que previa. A narrativa evita transformar o personagem em um antagonista unidimensional e dedica tempo para mostrar suas motivações, seus erros e os efeitos de suas escolhas.

Como os conflitos familiares se tornam o coração da história?

Embora o casamento de Joyce e Jonasi conduza a trama, a série amplia seu olhar para todos os que vivem ao redor deles. Pais, filhos, irmãos e outros parentes acabam envolvidos em uma situação que muda completamente a dinâmica da família Gomora.

Cada episódio apresenta novos pontos de vista sobre a crise. Algumas pessoas defendem a tradição, outras enxergam apenas uma traição difícil de perdoar. Existem aqueles que tentam preservar a família a qualquer custo e outros que preferem romper definitivamente com o passado.

Essa diversidade de perspectivas impede que a série ofereça respostas prontas. Em vez disso, ela convida o público a observar como uma mesma situação pode ser interpretada de formas completamente diferentes por quem está diretamente envolvido.

O que torna essa produção tão autêntica?

Parte da autenticidade nasce fora da tela. A trama adapta o romance da escritora zimbabuana Sue Nyathi, mas também incorpora experiências de quem participou diretamente da produção.

As produtoras executivas Gugu Zuma-Ncube e Thuli Zuma revelaram que diversas cenas foram inspiradas em situações vividas dentro da própria família. Filhas do ex-presidente sul-africano Jacob Zuma, conhecido por seus casamentos polígamos, elas buscaram retratar esse modelo familiar sem recorrer a estereótipos ou simplificações.

Essa proximidade com o tema ajuda a explicar por que a série evita transformar a poligamia em espetáculo. O interesse está menos na estrutura do casamento e muito mais nas pessoas que convivem com suas consequências diariamente.

Como uma produção sul-africana alcançou o público do mundo inteiro?

Lançada pela Netflix em 12 de junho, a série rapidamente deixou de ser um sucesso regional. A série alcançou o 2º lugar entre as produções mais assistidas da plataforma no mundo, liderou o ranking em 16 países e permaneceu entre as dez séries mais vistas em 63 mercados, incluindo os Estados Unidos.

Esse desempenho não aconteceu apenas pela curiosidade em torno da poligamia. O público encontrou uma história sobre relações familiares fragilizadas, expectativas frustradas e pessoas tentando seguir em frente quando já não reconhecem a própria vida. São conflitos que independem de idioma, país ou tradição cultural.

Vale a pena assistir?

Quem procura uma série repleta de reviravoltas exageradas talvez encontre algo diferente do esperado. O Polígamo prefere construir tensão através das conversas, dos silêncios e das mudanças que acontecem lentamente dentro de cada personagem.

É justamente essa escolha que torna a narrativa envolvente. A série não tenta convencer o espectador sobre quem está certo ou errado. Ela apresenta pessoas imperfeitas enfrentando situações igualmente complexas, permitindo que cada um tire suas próprias conclusões.

Nem o bom boca a boca foi suficiente! Supergirl enfrenta concorrência pesada e deve fechar no prejuízo

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Foto: Reprodução/ Internet

A nova fase da DC Studios encontrou um obstáculo que vai além da recepção do público. Supergirl continua em cartaz, mas enfrenta uma das temporadas mais concorridas dos últimos anos nos cinemas. Desde a estreia, o filme divide espaço com sucessos como Toy Story 5, Obsessão, Backrooms: Um Não-Lugar, Todo Mundo em Pânico e Michael, títulos que seguem atraindo grandes públicos e disputando as mesmas salas de exibição.

O resultado aparece nas projeções financeiras. Segundo a Variety, a expectativa é que Supergirl encerre sua trajetória comercial acumulando um prejuízo entre US$ 100 milhões e US$ 120 milhões, considerando o orçamento estimado em US$ 170 milhões e os custos de distribuição e marketing.

Por que Supergirl perdeu força nas bilheterias?

A concorrência explica parte desse desempenho. Em poucas semanas, o longa passou a dividir a atenção do público com produções de perfis bastante diferentes.

Enquanto Toy Story 5 domina o público familiar e já ultrapassou US$ 760 milhões em bilheteria mundial, o terror Obsessão se transformou em um dos maiores fenômenos originais da década. Outro destaque é Backrooms: Um Não-Lugar, que superou US$ 356 milhões arrecadados com um orçamento inferior a US$ 10 milhões. A comédia Todo Mundo em Pânico e a cinebiografia Michael, sobre Michael Jackson, também seguem registrando números expressivos e ocupando espaço importante no circuito.

O desempenho muda os planos da DC Studios?

Apesar das projeções negativas, não há indicação de que o desempenho comercial altere os planos da DC Studios para seu novo universo compartilhado. O longa faz parte da estratégia conduzida por James Gunn e Peter Safran, que tratam os primeiros filmes do DCU como peças fundamentais para estabelecer novos personagens e construir histórias de longo prazo.

Nesse contexto, o desempenho nas bilheterias representa apenas um dos fatores considerados pelo estúdio. A repercussão entre público e crítica, o interesse pelo streaming e o fortalecimento da marca também entram na avaliação do projeto.

Quem é a nova super-heroína do cinema?

O filme apresenta Milly Alcock como Kara Zor-El, prima de Superman. A versão da personagem se distancia da imagem mais otimista vista em adaptações anteriores. Depois de crescer em um fragmento de Krypton e testemunhar a destruição do planeta e a morte de praticamente todos ao seu redor, Kara desenvolveu uma personalidade mais endurecida e marcada pelos traumas da infância.

A história acompanha a heroína durante uma viagem espacial ao lado de Krypto, quando cruza o caminho da jovem Ruthye Marye Knoll, interpretada por Eve Ridley. O encontro leva as duas a uma missão motivada por vingança contra Krem das Colinas Amarelas, vivido por Matthias Schoenaerts.

O elenco ainda conta com David Krumholtz e Emily Beecham como os pais de Kara, além de uma participação especial de Jason Momoa, que estreia como Lobo, um dos personagens mais populares dos quadrinhos da DC.

Como surgiu esse novo filme?

A produção passou por mudanças importantes antes de chegar aos cinemas. Inicialmente, um filme solo da heroína fazia parte do antigo Universo Estendido da DC (DCEU), período em que Sasha Calle interpretou a personagem em The Flash.

O projeto foi reformulado após a chegada de James Gunn e Peter Safran ao comando da DC Studios, em 2022. Inspirado na minissérie Supergirl: Woman of Tomorrow, escrita por Tom King e ilustrada pela brasileira Bilquis Evely, o novo longa ganhou roteiro de Ana Nogueira e direção de Craig Gillespie. As filmagens aconteceram entre janeiro e maio de 2025, nos estúdios Warner Bros. Leavesden, em Londres, e em locações na Escócia.

Backrooms: Um Não-Lugar quebra recordes e transforma uma lenda da internet em um dos maiores fenômenos do terror nos cinemas

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Poucos imaginavam que uma creepypasta publicada na internet se transformaria em um dos maiores sucessos do cinema em 2026. Backrooms: Um Não-Lugar acaba de ultrapassar US$ 356 milhões em bilheteria mundial, consolidando um desempenho muito acima do esperado para uma produção independente. Dirigido por Kane Parsons, o longa também entrou para a história da A24 como a maior arrecadação da distribuidora e confirmou que o gênero de terror continua vivendo uma fase de enorme popularidade nas salas de cinema.

O resultado impressiona ainda mais quando comparado ao investimento. Produzido com menos de US$ 10 milhões, o filme multiplicou dezenas de vezes seu orçamento e se tornou um dos casos mais expressivos de retorno financeiro da década. Antes mesmo desse novo marco, a produção já figurava entre as maiores bilheterias de 2026 e ocupava a vice-liderança entre os filmes de terror lançados no ano.

O que explica o sucesso?

Grande parte da força do filme está na origem da história. Em vez de adaptar um livro ou uma franquia consolidada, Kane Parsons levou para o cinema um fenômeno criado na internet. Os vídeos publicados por ele em 2022 apresentavam corredores intermináveis, salas vazias iluminadas por luzes fluorescentes e uma sensação constante de que algo estava observando quem entrava naquele lugar.

A estética dos chamados “espaços liminares” rapidamente conquistou milhões de visualizações e despertou curiosidade até mesmo de pessoas que nunca haviam acompanhado histórias de terror. O projeto chamou a atenção de diversos estúdios e acabou sendo transformado em um longa-metragem com o próprio Parsons na direção, um feito raro para um cineasta tão jovem.

Qual é a história do filme?

O roteiro acompanha Clark, interpretado por Chiwetel Ejiofor, dono de uma loja de móveis que enfrenta problemas financeiros, um divórcio recente e o alcoolismo. A rotina muda completamente quando estranhas falhas elétricas começam a surgir no estabelecimento.

Durante uma inspeção no porão da loja, Clark encontra uma abertura escondida atrás de uma parede. Ao atravessá-la, descobre um lugar impossível de explicar: um labirinto praticamente infinito formado por corredores vazios, salas idênticas, iluminação amarelada e um silêncio interrompido apenas pelo zumbido constante das lâmpadas fluorescentes.

Convencido de que encontrou algo extraordinário, ele tenta provar a existência daquele espaço para sua terapeuta, Mary, vivida por Renate Reinsve. Inicialmente cética, ela acaba entrando no local e percebe que aquele ambiente desafia qualquer lógica conhecida.

À medida que avançam pelo chamado Backrooms, os personagens encontram entidades misteriosas, ambientes que parecem mudar de forma constantemente e espaços que reproduzem lembranças traumáticas. Aos poucos, a narrativa deixa de funcionar apenas como um terror de sobrevivência para explorar culpa, trauma, isolamento e perda da identidade.

O filme vai além dos sustos?

Embora tenha criaturas assustadoras e momentos de grande tensão, o longa-metragem evita depender exclusivamente de sustos repentinos. O longa investe principalmente na sensação de desconforto provocada pelos cenários aparentemente comuns, mas completamente vazios e sem qualquer referência de tempo ou direção.

O roteiro também introduz o Async Research Institute, organização responsável por estudar aquela dimensão paralela. Conforme a investigação avança, fica claro que o misterioso labirinto existe há décadas e esconde segredos que permanecem longe do conhecimento público.

Essa combinação entre terror psicológico, ficção científica e mistério ajuda a explicar por que o filme conquistou tanto o público que já conhecia a creepypasta quanto espectadores que tiveram o primeiro contato com a história nos cinemas.

Quem está no elenco e na produção?

Além de Chiwetel Ejiofor e Renate Reinsve, o elenco reúne Mark Duplass, Finn Bennett e Lukita Maxwell.

O roteiro ficou a cargo de Will Soodik, substituindo Roberto Patino, inicialmente anunciado para o projeto. Kane Parsons também participou da composição da trilha sonora e comandou a direção, preservando boa parte da identidade visual que tornou seus vídeos um fenômeno na internet.

As filmagens aconteceram durante o verão de 2025 e foram concluídas em agosto do mesmo ano. O longa estreou em maio de 2026 e rapidamente se transformou em um dos títulos mais comentados da temporada.

Por que o filme virou um fenômeno?

O sucesso comercial de Backrooms: Um Não-Lugar demonstra como produções nascidas fora dos grandes estúdios conseguem conquistar espaço quando encontram uma proposta visual marcante e uma comunidade já interessada naquele conceito.

O Homem Com as Respostas | Prime Video recebe drama romântico que transforma uma viagem pela Europa em uma história de silêncios e recomeços

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Quem costuma procurar filmes LGBTQIA+ que fogem dos clichês das grandes produções acaba de ganhar uma boa opção no catálogo do Prime Video. Dirigido pelo cineasta cipriota Stelios Kammitsis, O Homem Com as Respostas estreou na plataforma trazendo um drama intimista que usa uma viagem de carro como ponto de partida para falar sobre luto, identidade, afetos e a dificuldade de criar vínculos.

Lançado em 2021, o longa não segue a fórmula dos romances tradicionais. Em vez de grandes declarações ou reviravoltas constantes, a narrativa acompanha dois homens que praticamente não se conhecem e, aos poucos, encontram um no outro um espaço para enfrentar inseguranças que carregam há anos.

O que torna a história diferente de outros romances?

Victor, interpretado por Vasilis Magouliotis, já foi um campeão grego de mergulho, mas abandonou a carreira e levava uma vida discreta ao lado da avó. Após a morte dela, ele decide dirigir até a Alemanha para reencontrar a mãe, de quem se afastou ainda jovem.

No caminho surge Matthias, vivido por Anton Weil, um estudante alemão expansivo, curioso e completamente diferente do protagonista. Depois de um encontro inesperado, ele acaba entrando na viagem e transforma um percurso solitário em uma convivência marcada por conversas desconfortáveis, pequenas descobertas e momentos de cumplicidade.

O contraste entre os dois personagens é justamente o que move a história. Victor prefere o silêncio e evita falar sobre seus sentimentos. Matthias encara a vida de forma mais espontânea e insiste em derrubar as barreiras erguidas pelo novo companheiro de estrada. Essa dinâmica evolui de maneira gradual, sem pressa para antecipar acontecimentos.

Um filme que prefere observar seus personagens

Stelios Kammitsis escolhe uma abordagem bastante contida. A direção evita dramatizações exageradas e deixa que os personagens revelem suas emoções através de gestos, olhares e diálogos cotidianos.

A viagem atravessa diferentes cidades e paisagens da Europa, mas o cenário funciona principalmente como reflexo da transformação interna dos protagonistas. Cada parada representa uma nova camada da relação entre Victor e Matthias, que passa da desconfiança inicial para uma conexão construída de forma natural.

Como nasceu a produção?

O longa é o segundo trabalho de Stelios Kammitsis na direção de um longa-metragem e chamou atenção ainda antes da estreia. O projeto foi selecionado para o programa Thessaloniki Goes to Cannes, iniciativa criada para apresentar produções gregas a distribuidores e produtores internacionais durante o Festival de Cannes.

A estreia mundial aconteceu em fevereiro de 2021, durante o Sydney Gay and Lesbian Mardi Gras Film Festival. Depois disso, o filme passou por festivais em Amsterdã, Santa Barbara, Miami e Los Angeles, construindo sua trajetória principalmente no circuito internacional dedicado ao cinema independente.

Vale a pena assistir?

Quem espera um romance convencional talvez estranhe o ritmo calmo da narrativa. O Homem Com as Respostas prefere desenvolver seus personagens com delicadeza, permitindo que a relação entre Victor e Matthias cresça sem atalhos.

O resultado é um filme sensível, que fala sobre perda, amadurecimento e a dificuldade de permitir que outra pessoa faça parte da própria vida. A química entre Vasilis Magouliotis e Anton Weil sustenta praticamente toda a narrativa e transforma diálogos simples em momentos bastante genuínos.

Obsessão ultrapassa US$ 400 milhões e entra para a história como um dos maiores fenômenos do terror recente

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Em um mercado dominado por continuações, adaptações e franquias milionárias, um terror independente conseguiu abrir seu próprio caminho. Obsessão, escrito, dirigido e editado por Curry Barker, ultrapassou US$ 400 milhões em bilheteria mundial e se consolidou como um dos casos de maior rentabilidade da história recente do cinema.

Segundo a Variety, o longa soma US$ 403 milhões arrecadados em apenas dois meses de exibição. Desse total, US$ 245 milhões vieram do mercado norte-americano e US$ 157 milhões do circuito internacional. O contraste impressiona quando comparado ao orçamento de produção, estimado em apenas US$ 750 mil. Poucos dias antes de atingir essa marca, o filme já havia conquistado outro feito expressivo ao se tornar a maior bilheteria de um filme original da década, superando produções com investimentos muito superiores.

O que torna a história diferente de outros filmes de terror?

A trama acompanha Baron “Bear” Bailey (Michael Johnston), funcionário de uma loja de música que cultiva há anos uma paixão silenciosa por sua amiga de infância, Nikki Freeman (Inde Navarrette). Sem coragem para revelar seus sentimentos, ele compra um misterioso objeto conhecido como Salgueiro dos Desejos, um brinquedo sobrenatural capaz de realizar qualquer desejo quando é quebrado.

Bear decide desejar que Nikki o ame mais do que qualquer pessoa no mundo. O pedido parece funcionar, mas logo assume proporções assustadoras. O carinho se transforma em uma obsessão doentia, levando Nikki a perder completamente o controle sobre suas emoções e a agir de forma cada vez mais violenta. A partir desse momento, o filme abandona qualquer ideia de romance e passa a explorar as consequências devastadoras de um desejo impossível de ser desfeito.

Por que o filme foge dos clichês do gênero?

Embora utilize um objeto amaldiçoado como ponto de partida, o filme evita seguir a estrutura tradicional dos filmes sobrenaturais. O terror nasce menos da presença da maldição e mais das escolhas feitas pelos personagens e da deterioração da relação entre Bear e Nikki.

A narrativa utiliza o sobrenatural como ferramenta para discutir obsessão, dependência emocional e culpa. Em vez de investir apenas em sustos ou criaturas monstruosas, o roteiro constrói tensão a partir da transformação psicológica dos protagonistas, fazendo com que o espectador acompanhe o aumento gradual da violência e do desespero. Essa abordagem ajuda a diferenciar o longa dentro de um gênero frequentemente associado a fórmulas repetidas.

Quem está por trás do fenômeno?

Além de dirigir o filme, Curry Barker também assina o roteiro e a montagem, concentrando grande parte do processo criativo nas próprias mãos. O elenco é liderado por Michael Johnston e Inde Navarrette, acompanhados por Cooper Tomlinson, Megan Lawless e Andy Richter.

Antes da estreia comercial, o longa-metragem foi exibido na seção Midnight Madness do Festival Internacional de Cinema de Toronto, em setembro de 2025. A boa recepção no festival despertou o interesse da crítica e ajudou a ampliar a visibilidade do projeto antes de sua chegada aos cinemas, em maio de 2026.

O que explica um desempenho tão acima das previsões?

Casos como o de Obsessão são raros na indústria. Produções realizadas com menos de US$ 1 milhão costumam enfrentar dificuldades para alcançar distribuição internacional, muito menos competir com grandes lançamentos dos principais estúdios.

O crescimento do filme foi impulsionado por uma combinação de críticas positivas, forte repercussão nas redes sociais e recomendações espontâneas do público. A premissa simples, mas inquietante, despertou curiosidade e incentivou discussões sobre o desfecho e as escolhas dos personagens, ampliando o interesse de novos espectadores a cada semana. Esse movimento lembra outros sucessos independentes que cresceram graças ao boca a boca, mostrando que uma boa ideia continua sendo um dos ativos mais valiosos do cinema.

O que esse resultado representa para Hollywood?

Ao atingir US$ 403 milhões em arrecadação mundial, o longa entra para um grupo bastante restrito de produções independentes que desafiaram todas as previsões da indústria. O desempenho reforça que filmes originais ainda conseguem conquistar grandes plateias quando apresentam uma proposta consistente e encontram espaço para crescer por meio da recomendação do público.

Toy Story 5 passa dos US$ 750 milhões e prova que Woody, Buzz e Jessie ainda têm muito espaço nos cinemas

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Foto: Reprodução/ Disney/ Pixar

Trinta anos depois de revolucionar a animação com o primeiro Toy Story, a Pixar demonstra que a franquia continua entre as mais fortes de Hollywood. Toy Story 5 acaba de ultrapassar a marca de US$ 750 milhões nas bilheterias mundiais e já acumula US$ 764 milhões, sendo US$ 366,3 milhões na América do Norte e US$ 398 milhões no mercado internacional.

O resultado coloca o longa entre as maiores arrecadações de 2026 e confirma que Woody, Buzz Lightyear, Jessie e companhia seguem conquistando diferentes gerações. Quem cresceu com os primeiros filmes voltou aos cinemas movido pela nostalgia, enquanto crianças que conheceram a franquia recentemente encontraram uma história conectada à realidade atual. O desempenho também responde às dúvidas que cercavam o projeto desde o anúncio: depois do desfecho de Toy Story 4, muitos acreditavam que a saga havia chegado ao fim. Os números mostram que ainda havia espaço para um novo capítulo.

O que mudou na história desta vez?

Em vez de repetir conflitos semelhantes aos dos filmes anteriores, a trama escolhe um tema bastante atual: a forma como a tecnologia mudou a infância. Bonnie agora tem oito anos e recebe de presente um tablet inteligente chamado Lilypad, ou simplesmente Lily. O dispositivo rapidamente se transforma em seu principal companheiro, reduzindo o tempo dedicado aos brinquedos tradicionais.

Essa mudança afeta diretamente Jessie, que assumiu a liderança do grupo depois da saída de Woody. Pela primeira vez, os brinquedos deixam de disputar atenção apenas entre si e passam a enfrentar um concorrente muito diferente: uma tela conectada à internet, capaz de conversar, sugerir amizades e acompanhar Bonnie durante praticamente todo o dia. O roteiro evita transformar a tecnologia em uma vilã absoluta e prefere discutir como ela influencia as relações humanas e a maneira como as crianças brincam atualmente.

Por que Jessie ocupa o centro da narrativa?

Depois de dividir espaço com Woody durante boa parte da franquia, Jessie finalmente assume o protagonismo da história. A personagem interpretada por Joan Cusack lidera os brinquedos justamente quando eles começam a perder espaço na rotina de Bonnie.

Sua trajetória também resgata um dos temas mais tradicionais da série: a ligação entre brinquedos e seus antigos donos. Durante a aventura, Jessie retorna à fazenda onde viveu com Emily e reencontra lembranças que acreditava ter deixado para trás. Ao perceber que continuou ocupando um lugar especial na vida de sua antiga dona, ela entende que o valor de um brinquedo não desaparece quando a infância termina. É uma sequência construída para emocionar quem acompanha a franquia desde os anos 1990.

Onde Woody e Buzz entram nessa história?

Embora Jessie conduza a maior parte da narrativa, Woody e Buzz continuam desempenhando papéis importantes. Woody retorna depois de passar um período ajudando Betty a encontrar novos lares para brinquedos abandonados e acaba servindo como um conselheiro para Jessie nos momentos mais difíceis.

Buzz, por sua vez, participa de uma história paralela envolvendo um carregamento de versões tecnológicas do próprio personagem. Após um acidente com um navio cargueiro, dezenas de Buzz Lightyear ficam presos em uma ilha deserta acreditando que realmente fazem parte do Comando Estelar. Cabe ao Buzz original ajudá-los a compreender quem realmente são. A situação recupera o humor clássico da franquia e faz referência direta ao primeiro filme, quando o próprio Buzz também acreditava ser um patrulheiro espacial de verdade.

Como o filme conversa com os dias atuais?

Essa talvez seja a maior diferença entre Toy Story 5 e seus antecessores. Nos primeiros filmes, o medo dos personagens era ser substituído por brinquedos novos. Agora, a ameaça não está em outro boneco, mas nos celulares, tablets e aplicativos que ocupam boa parte da atenção das crianças.

Mesmo abordando esse tema, o roteiro evita discursos simplistas. Lily também passa por uma transformação ao longo da história e aprende que nenhuma tecnologia consegue substituir amizades verdadeiras. O filme procura mostrar que o mundo digital faz parte da infância atual, mas não precisa ocupar todo o espaço da imaginação.

Quem participa do elenco?

O elenco reúne praticamente todos os principais nomes da franquia. Tom Hanks retorna como Woody, Tim Allen volta a interpretar Buzz Lightyear e Joan Cusack reassume o papel de Jessie. Entre as novidades estão Greta Lee, responsável pela voz de Lily, além de Conan O’Brien, Craig Robinson, Shelby Rabara, Scarlett Spears e Mykal-Michelle Harris.

Na direção está Andrew Stanton, um dos cineastas mais importantes da história da Pixar. Vencedor de dois Oscars por Procurando Nemo e WALL·E, Stanton participou do desenvolvimento criativo de praticamente todos os grandes sucessos do estúdio desde os anos 1990, o que ajuda a explicar a identidade preservada pela franquia mesmo após tantos anos.

O sucesso nas bilheterias era esperado?

Mesmo sendo uma das marcas mais valiosas da Pixar, havia dúvidas sobre o desempenho comercial do quinto filme. Parte do público acreditava que Toy Story 4 havia encerrado a história de forma definitiva, principalmente após a despedida de Woody.

Os resultados, porém, contam outra história. Com US$ 764 milhões arrecadados até agora, o longa-metragem figura entre as maiores bilheterias de 2026 e ainda tem potencial para ampliar esses números, já que continua em cartaz em diversos mercados internacionais.

Vale a pena assistir?

Quem espera apenas uma sequência construída sobre a nostalgia pode encontrar algo diferente. Toy Story 5 preserva o humor e a emoção característicos da franquia, mas direciona o olhar para uma discussão muito presente no cotidiano das famílias: como equilibrar tecnologia, brincadeiras e convivência.

Ao ultrapassar os US$ 750 milhões em bilheteria mundial, o filme confirma que Woody, Buzz, Jessie e seus amigos continuam relevantes mesmo três décadas após a estreia da série. A Pixar encontrou uma forma de atualizar a franquia sem abandonar sua essência, mantendo viva uma história que segue dialogando com crianças, pais e adultos que cresceram acompanhando esses personagens.

Thor encara seu inimigo mais cruel na Tela Quente desta segunda (06/07); Veja por que este filme divide opiniões até hoje

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Quando Thor: Amor e Trovão chegou aos cinemas em 2022, muita gente esperava encontrar uma continuação direta do clima de Ragnarok. O filme realmente mantém o humor característico do diretor Taika Waititi, mas segue um caminho diferente ao colocar o Deus do Trovão diante de uma história marcada por perdas, despedidas e mudanças que afetam o personagem de forma definitiva.

Nesta segunda-feira, 6 de julho, a Tela Quente exibe justamente esse capítulo da trajetória de Thor no Universo Cinematográfico da Marvel. É um filme importante para entender o momento atual do herói e também o futuro de personagens que passam a ocupar um espaço maior dentro da franquia.

Quem é Gorr e por que ele é um dos vilões mais perigosos de Thor?

O principal adversário da história é Gorr, o Carniceiro dos Deuses, vivido por Christian Bale. Diferentemente de outros vilões do MCU, ele não busca dominar planetas nem conquistar poder. Sua motivação nasce de uma tragédia pessoal: depois de perder a filha e perceber que os deuses ignoraram seu sofrimento, decide exterminar todas as divindades que encontrar pelo caminho.

Essa motivação faz com que Gorr funcione como um contraponto ao próprio Thor. Os dois personagens lidam com a perda de maneiras completamente diferentes, e boa parte do conflito gira em torno dessa oposição, muito mais do que apenas grandes cenas de ação.

Por que Jane Foster volta a ser uma das protagonistas?

O filme também marca o retorno de Natalie Portman à franquia. Depois de ficar fora de Thor: Ragnarok, Jane Foster reaparece vivendo uma fase delicada: ela enfrenta um câncer ao mesmo tempo em que passa a empunhar o Mjölnir, tornando-se a Poderosa Thor.

Essa parte da história foi inspirada em uma das fases mais elogiadas dos quadrinhos escritos por Jason Aaron. O roteiro preserva o drama da personagem e faz dela uma peça essencial para o desenvolvimento da narrativa, muito além de um simples interesse romântico do protagonista.

Por que o filme dividiu tanto o público?

Poucos filmes da Marvel geraram opiniões tão diferentes quanto Thor: Amor e Trovão. Uma parcela do público gostou do humor exagerado e do estilo visual adotado por Taika Waititi. Outra acreditou que o excesso de piadas diminui o impacto emocional de momentos importantes, principalmente aqueles ligados à história de Gorr e de Jane Foster.

Vale a pena assistir na Tela Quente?

Mesmo sendo um dos títulos mais controversos da fase recente da Marvel, o longa-metragem ocupa um lugar importante dentro da cronologia do MCU. O longa encerra ciclos, muda o destino de personagens conhecidos e apresenta elementos que continuam relevantes para o futuro do Deus do Trovão.

Produzido pela Marvel Studios, o filme custou cerca de US$ 250 milhões e arrecadou aproximadamente US$ 760,9 milhões nas bilheterias mundiais. No elenco estão Chris Hemsworth, Natalie Portman, Christian Bale, Tessa Thompson, Russell Crowe e Jaimie Alexander, além de participações dos Guardiões da Galáxia nos primeiros minutos da história.

Após cinco anos fora do ar, Black Clover finalmente revela quando sua história será retomada e divulga as primeiras cenas da nova temporada

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Cinco anos depois da exibição do último episódio, Black Clover enfim voltou a dar sinais concretos de continuação. Durante os anúncios realizados neste fim de semana, foi divulgado um novo trailer da série, acompanhado da confirmação de que os episódios inéditos estreiam em outubro de 2026, com distribuição mundial pela Crunchyroll.

A notícia encerra um período de incerteza que começou em março de 2021, quando o anime foi interrompido após adaptar boa parte do mangá de Yūki Tabata. Desde então, a franquia permaneceu viva apenas com o lançamento do longa Black Clover: Sword of the Wizard King, em 2023, enquanto os leitores acompanhavam a reta final da obra nos quadrinhos. Agora, a adaptação para a televisão finalmente volta a acompanhar a história principal.

O trailer divulgado apresenta novamente Asta, Yuno e os Cavaleiros Mágicos, mas o principal destaque está na preparação para o confronto contra Lucius Zogratis, personagem que representa a maior ameaça enfrentada pelo Reino Clover até aqui. Quem acompanhou os 170 episódios da primeira fase verá a continuação começar justamente do ponto em que a narrativa foi interrompida, sem reinício ou adaptação paralela.

Desde sua estreia, em 2017, o anime construiu uma base fiel de espectadores ao acompanhar a trajetória de Asta, um garoto que nasceu incapaz de usar magia em um mundo onde essa habilidade determina o destino das pessoas. Em vez de desistir, ele transformou sua força física e a misteriosa antimagia do grimório de cinco folhas em suas maiores armas, mantendo uma rivalidade saudável com Yuno, considerado um dos magos mais talentosos de sua geração.

Ao longo dos anos, a série deixou de ser apenas a história de dois jovens disputando o posto de Rei Mago. Os conflitos cresceram de escala, apresentando guerras entre reinos, demônios, conspirações e personagens que mudaram completamente o rumo da narrativa. A chegada de Lucius elevou ainda mais os riscos da história e abriu caminho para o arco que encerra o mangá.

A continuação permanece nas mãos do estúdio Pierrot, responsável por toda a adaptação desde o início. O novo material divulgado preserva a identidade visual que tornou o anime conhecido, mas indica uma produção mais refinada em cenas de ação e efeitos, algo que muitos espectadores esperavam depois do longo intervalo entre as temporadas.

Domingo Maior de hoje (05/07) exibe Os Vingadores, filme que transformou a Marvel em um fenômeno mundial

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Poucos filmes tiveram um impacto tão grande na indústria quanto Os Vingadores. Exibido na Domingo Maior deste domingo, 5 de julho, na TV Globo, o longa dirigido por Joss Whedon marcou a primeira reunião de personagens que vinham sendo apresentados separadamente desde Homem de Ferro (2008). O resultado foi um sucesso que transformou a forma como os grandes estúdios passaram a planejar franquias cinematográficas.

A história começa quando Loki retorna à Terra após firmar uma aliança com os Chitauri, um exército alienígena interessado no poder do Tesseract. Depois de roubar o artefato, o vilão coloca em risco o planeta e obriga Nick Fury, diretor da S.H.I.E.L.D., a acelerar um projeto que existia apenas no papel: reunir indivíduos extraordinários capazes de enfrentar uma ameaça impossível para qualquer herói sozinho.

É nesse cenário que Tony Stark, Steve Rogers, Thor, Bruce Banner, Natasha Romanoff e Clint Barton precisam aprender a trabalhar como equipe. Antes mesmo da batalha contra os invasores, o maior obstáculo é a convivência entre personalidades completamente diferentes. O roteiro dedica boa parte do tempo a esses conflitos internos, que ajudam a construir a identidade do grupo e dão peso às sequências de ação.

O elenco reúne alguns dos nomes que ajudaram a consolidar o Universo Cinematográfico da Marvel. Robert Downey Jr. retorna como Tony Stark, papel que redefiniu sua carreira, acompanhado por Chris Evans (Capitão América), Chris Hemsworth (Thor), Mark Ruffalo, que fez sua estreia como Hulk, Scarlett Johansson (Viúva Negra), Jeremy Renner (Gavião Arqueiro), Tom Hiddleston (Loki) e Samuel L. Jackson como Nick Fury.

A produção também representou um desafio técnico para a Marvel Studios. Com orçamento estimado em US$ 220 milhões, o filme utilizou mais de 2.200 tomadas com efeitos visuais, passando por gravações em Novo México, Ohio e Nova York. A batalha final em Manhattan se tornou uma das cenas mais lembradas do gênero e serviu de referência para diversas produções lançadas nos anos seguintes.

Nos cinemas, Os Vingadores ultrapassou US$ 1,52 bilhão em bilheteria mundial e foi a primeira produção da Marvel a superar a marca de US$ 1 bilhão. Em 2012, tornou-se a maior arrecadação do ano e, naquele momento, ocupava o posto de terceiro filme de maior bilheteria da história. O longa também recebeu indicação ao Oscar de Melhores Efeitos Visuais e abriu caminho para continuações como Vingadores: Era de Ultron, Vingadores: Guerra Infinita e Vingadores: Ultimato.

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