Resumo da novela A Usurpadora de sexta-feira, 02/05 (SBT)

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Capítulo 035 de A Usurpadora – Sexta, 02 de maio de 2025

O primeiro encontro de Paola com a família Bracho é marcado por muitas contradições e desconfortos. Ela tenta se encaixar, mas logo se vê perdida em seu próprio jogo de aparências. Ao ver Estephanie, Paola se espanta com a transformação dela e, em um momento de confusão, pergunta a Leda há quanto tempo ela está na cidade. A resposta de Leda é direta e irônica: “Faz um ano, queridinha! Será que você não percebeu a minha presença?”. O clima entre elas fica tenso, e Paola percebe que as coisas não são tão simples quanto imaginava.

O jantar na mansão Bracho se desenrola em um clima carregado de tensão. Paola tenta se mostrar à vontade, mas é tratada com frieza por Carlos Daniel, que a ignora completamente. Após o encontro, ele se tranca em seu quarto e mergulha em seu diário, buscando algum consolo em meio à confusão. A ausência de Carlinhos também pesa no ambiente, com todos na casa ainda sem saber onde ele está. O menino, embora sem memória, parece estar bem e se sente acolhido pelos novos amigos, especialmente por Isabel, que está decidida a ajudá-lo a encontrar sua família.

Enquanto isso, Paulina continua trabalhando na casa de Osvaldo, mas ainda não se encontrou com ele. Através de uma das empregadas da casa, ela fica sabendo da infelicidade de Lurdes com o marido. As revelações são chocantes: Osvaldo é viciado em jogos, vive bêbado e faz questão de afirmar que Lurdes o comprou com seu dinheiro. A vida de Paulina na casa de Osvaldo se revela cada vez mais sombria e cheia de segredos.

Na fábrica, a presença de Paola causa um grande alvoroço. Sua atitude totalmente diferente da de Paulina a torna uma estranha para todos, e ela logo se mostra desconectada de tudo o que acontece ali. A situação se complica ainda mais quando Paola visita Piedade na mansão. Ela tenta seduzi-la de volta ao vício do álcool, mas falha, o que a deixa extremamente irritada. Quando Carlos Daniel chega à casa, Paola não perde a chance de tentar seduzi-lo novamente, mas é rejeitada. Sua frustração aumenta ao perceber que ela não consegue reconquistar a atenção dele, especialmente porque está obcecada pela ideia de que Paulina tenha mudado sua vida de forma tão profunda.

A situação de Paola se torna ainda mais desesperadora quando ela tenta assediar Willy, que, em uma tentativa de se livrar dela, acaba revelando um segredo importante: Carlos Daniel deseja se divorciar de Paola para se casar com Verônica. Essa informação atinge Paola como um golpe fatal, e a raiva dela cresce ainda mais. A luta de Paola para reconquistar o que sente ser seu é apenas o começo de uma jornada cheia de manipulações e vinganças.

Sessão da Tarde desta sexta (15/08) exibe Velocidade Máxima, o clássico da ação dos anos 90

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Nesta sexta-feira, 15 de agosto, a Sessão da Tarde da TV Globo traz aos telespectadores um verdadeiro marco do cinema de ação dos anos 90: Velocidade Máxima (Speed). Lançado em 1994, o filme não apenas consolidou Keanu Reeves e Sandra Bullock como protagonistas de ação, mas também elevou os padrões de tensão, efeitos especiais e narrativa cinematográfica em Hollywood. Com uma trama eletrizante, personagens cativantes e cenas que desafiam os limites da gravidade, Velocidade Máxima continua sendo uma experiência envolvente, mesmo décadas após seu lançamento.

Dirigido por Jan de Bont, que fazia sua estreia na direção de longas-metragens após uma carreira consolidada como diretor de fotografia, o filme conta a história do policial Jack Traven (Keanu Reeves), que precisa impedir um desastre iminente: um ônibus urbano carregado de passageiros equipado com uma bomba, que explode caso sua velocidade caia abaixo de 80 km/h. Ao lado de Jack, surge Annie Porter (Sandra Bullock), uma passageira corajosa que assume o volante após o motorista ser ferido, transformando-se em co-protagonista em uma jornada repleta de suspense e heroísmo.

Uma história que prende o espectador

O grande diferencial do filme é a forma como constrói a tensão. Cada segundo importa: desacelerar significa risco de morte instantâneo, e a ameaça do terrorista Howard Payne (Dennis Hopper) se faz sentir em cada curva e reta da cidade de Los Angeles. A narrativa combina a ação vertiginosa dentro do ônibus com a estratégia policial externa, liderada pelo tenente Mac McMahon (Jeff Daniels), criando um ritmo ininterrupto que mantém o espectador atento do início ao fim.

O filme também equilibra ação e humanidade. Jack não é apenas um policial habilidoso, mas um personagem com sensibilidade, empatia e capacidade de improviso. Annie, por sua vez, representa a coragem do cidadão comum diante do perigo, mostrando que heroísmo nem sempre está ligado a uniformes ou treinamento especializado. Essa dinâmica entre protagonistas cria uma conexão emocional com o público, tornando as sequências de tensão ainda mais impactantes.

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Personagens e atuações memoráveis

O sucesso do filme também se deve ao talento do elenco. Keanu Reeves entrega um Jack Traven convincente, que combina agilidade física, raciocínio rápido e presença emocional, permitindo ao público torcer por ele a cada desafio. Sandra Bullock, como Annie, não é apenas uma coadjuvante: ela se destaca em uma performance que equilibra coragem, vulnerabilidade e humor sutil, tornando suas cenas com Jack ainda mais memoráveis.

Dennis Hopper, no papel de Howard Payne, é outro destaque. Sua interpretação de um terrorista calculista, frio e imprevisível confere ao filme a tensão necessária para que cada ameaça pareça real. Com olhares ameaçadores, gestos minuciosos e uma presença intimidadora, Hopper transforma Payne em um vilão inesquecível, que é tão inteligente quanto perigoso.

O restante do elenco, incluindo Joe Morton, Alan Ruck e Jeff Daniels, complementa a trama com personagens secundários sólidos, que ajudam a criar um ambiente mais verossímil e envolvente. No Brasil, a dublagem realizada por Márcio Simões, Manolo Rey e Sheila Dorfman contribuiu para tornar a narrativa acessível e emocionante para o público nacional, sem perder nuances da interpretação original.

Efeitos visuais e técnicos que marcaram época

Mesmo passadas quase três décadas, Velocidade Máxima mantém seu impacto visual. Jan de Bont trouxe para a direção uma expertise em fotografia que se traduz em sequências de ação impecáveis, incluindo perseguições de ônibus e saltos arriscados sobre rodovias interrompidas. As cenas foram planejadas com precisão e muitas vezes envolviam efeitos práticos, garantindo realismo e tensão contínua.

A trilha sonora pulsante e a mixagem de som, premiadas com Oscars, também desempenham papel fundamental na experiência do espectador. Cada ronco de motor, explosão ou freada em falso é amplificado de forma a aumentar a sensação de perigo iminente, tornando impossível desviar o olhar da tela. Esses elementos técnicos não só impressionaram a crítica na época, mas continuam a influenciar produções modernas de ação e suspense.

Sucesso comercial e legado

Quando estreou, o filme arrecadou US$ 350,4 milhões mundialmente, um feito notável considerando o orçamento de apenas US$ 30 milhões. O filme também conquistou dois Oscars, em categorias técnicas, consolidando sua importância no cinema e garantindo que fosse lembrado não apenas pelo público, mas também pela indústria cinematográfica.

O sucesso do filme gerou uma sequência, Speed 2: Cruise Control, lançada em 1997. Apesar de trazer de volta Sandra Bullock, a continuação não alcançou a mesma aclamação crítica ou comercial, sendo amplamente criticada por perder a tensão e o dinamismo do original. Ainda assim, o longa-metragem permanece como referência obrigatória para filmes de ação, especialmente aqueles que exploram tensão em ambientes confinados.

Momentos icônicos que marcaram o cinema

Algumas cenas do filme se tornaram emblemáticas e permanecem na memória do público:

O ônibus que não pode reduzir a velocidade: O conceito de uma bomba que explode se o veículo desacelera tornou a narrativa imediatamente envolvente e inovadora para a época.

Annie ao volante: A decisão de uma passageira assumir o ônibus adicionou uma dimensão emocional e heróica à trama, mostrando coragem e protagonismo feminino.

O salto sobre a estrada interrompida: Um dos momentos mais memoráveis do cinema de ação, combinando planejamento meticuloso e execução arriscada.

Confronto final no trem do metrô: A sequência culminante onde Jack e Annie enfrentam Howard Payne, demonstrando criatividade, coragem e tensão máxima.

“Sessão da Tarde” exibe “Nunca Te Esquecerei” nesta terça (29) – Uma tocante viagem pela memória e pelo amor

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Nesta terça-feira, 29 de julho de 2025, a TV Globo reserva aos seus telespectadores uma história emocionante na tradicional Sessão da Tarde. O filme escolhido para esta edição é “Nunca Te Esquecerei” (título original: Head Full of Honey), um drama sensível que aborda com delicadeza a luta contra a doença de Alzheimer e a importância do amor e das memórias familiares.

Uma jornada que toca o coração

“Nunca Te Esquecerei” acompanha Amadeus (interpretado pelo veterano Nick Nolte), um homem viúvo que enfrenta o avanço da doença de Alzheimer, uma condição neurodegenerativa que provoca o esquecimento progressivo das lembranças e das pessoas amadas. Diante do desgaste mental e emocional causado pela doença, Amadeus decide embarcar numa última e especial viagem com sua neta Matilda (Sophie Lane Nolte), rumo a Veneza, na Itália — um lugar carregado de significados afetivos, pois é onde ele conheceu sua falecida esposa.

A trama, simples em sua essência, é rica em nuances e sensações. A relação entre avô e neta, o resgate das memórias afetivas e a luta para preservar a identidade diante do esquecimento fazem deste filme uma obra que provoca reflexão e emoção.

Uma refilmagem que respeita a originalidade

Dirigido pelo alemão Til Schweiger, que também foi responsável pelo filme original de 2014, Honig im Kopf (em português, “Mel na Cabeça”), “Nunca Te Esquecerei” é a versão americana desta história comovente. Schweiger repete a dose na direção, mantendo a sensibilidade e a verdade do roteiro que ele mesmo ajudou a criar para o filme alemão.

Enquanto o original tocou profundamente o público europeu, especialmente na Alemanha, o remake americano traz um elenco internacional de peso, liderado por Nick Nolte, que dá vida a Amadeus com uma interpretação comovente e sincera. Ao seu lado, Matt Dillon e Emily Mortimer interpretam seu filho e nora, figuras que representam o apoio e os desafios familiares diante da doença. A neta Matilda, papel assumido pela jovem Sophia Lane Nolte, é o elo de ternura e esperança, cuja relação com o avô se revela o verdadeiro motor da narrativa.

Elenco de destaque e personagens marcantes

Além de Nick Nolte, Matt Dillon e Emily Mortimer, o filme conta com nomes como Jacqueline Bisset, Eric Roberts e Greta Scacchi, que interpretam personagens secundários fundamentais para o desenvolvimento da trama, trazendo profundidade ao universo vivido por Amadeus. Til Schweiger ainda faz uma participação especial como garçom em um restaurante de Londres, adicionando um toque pessoal ao longa. Cada personagem traz consigo um papel simbólico, representando os diferentes aspectos da jornada de quem convive com o Alzheimer — desde o cuidado familiar até a busca por dignidade e compreensão.

Produção e curiosidades

A produção de “Nunca Te Esquecerei” teve início em 2018, com as filmagens acontecendo na Alemanha. O filme recebeu apoio do financiamento estatal alemão, o que mostra o interesse cultural e social que essa obra despertou no país de origem do diretor.

Curiosamente, a versão original de 2014 foi um dos maiores sucessos do cinema alemão daquele ano, com mais de sete milhões de espectadores. Já a refilmagem americana teve uma recepção mais tímida nas bilheterias, um contraste que demonstra as dificuldades naturais em transpor narrativas culturais e adaptá-las para públicos diferentes.

Apesar disso, o filme tem sido elogiado pela forma honesta e comovente com que aborda um tema delicado, que afeta milhões de famílias ao redor do mundo.

Alzheimer no cinema

Filmes como “Nunca Te Esquecerei” são importantes porque aproximam o público da realidade de quem enfrenta o Alzheimer, uma doença que ainda gera muitos tabus e desinformação. Ao mostrar o processo de perda progressiva das memórias e a maneira como o afeto pode resistir a essa erosão, o filme ajuda a humanizar o debate, convidando à empatia e ao cuidado. Além disso, a relação entre Amadeus e Matilda destaca a importância do vínculo familiar e do amor como forças que ajudam a enfrentar momentos difíceis.

Para assistir na Sessão da Tarde

Com direção de Til Schweiger, o filme tem uma duração que cabe perfeitamente no horário tradicional da Sessão da Tarde, oferecendo uma opção de entretenimento que é, ao mesmo tempo, leve e reflexiva. A transmissão no dia 29 de julho será uma oportunidade para que telespectadores de todas as idades possam se emocionar e, talvez, se identificar com as situações vividas pelos personagens

Cine Aventura de sábado (9) exibe 57 Segundos, suspense estrelado por Morgan Freeman e Josh Hutcherson

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Neste sábado, 9 de agosto, o Cine Aventura da Record TV traz um filme que mistura suspense, ficção científica e uma baita reflexão sobre tecnologia, ética e o poder de mudar o que já passou. É 57 Segundos, uma história que pode parecer fantasia, mas que toca em temas muito reais, principalmente para quem já sentiu na pele o peso das decisões erradas do mundo moderno.

Quem é Franklin e por que a gente vai torcer por ele?

Franklin Fausti (Josh Hutcherson) é um cara comum, um blogueiro de tecnologia que se recusa a aceitar o que está errado. A dor de perder a irmã gêmea por culpa de um remédio que causou vício e acabou com a vida dela virou o motor da sua luta contra uma grande empresa farmacêutica, comandada pelo poderoso e implacável Sig Thorensen (Greg Germann).

A busca por justiça faz Franklin topar uma entrevista com Anton Burrell (Morgan Freeman), um gênio da tecnologia que está prestes a apresentar uma invenção que parece saída de um filme futurista: o Tri-Band 5, um aparelho de pulso capaz de tratar doenças sérias como diabetes e pressão alta — e até ajudar a curar vícios — tudo isso sem remédios.

Mas a coisa complica quando um ataque durante a apresentação quase acaba com a vida de Burrell — e Franklin é quem salva o dia. Em agradecimento, Anton entrega a Franklin um anel misterioso com um poder inacreditável: voltar 57 segundos no tempo.

E aí, o que você faria se tivesse esse poder?

No começo, Franklin até usa o anel para coisas meio bobas, como ganhar em jogos ou tentar melhorar seu relacionamento com Jala (Lovie Simone), sua colega de trabalho. Mas não demora para ele perceber que esse presente pode ser usado para algo maior — derrubar de vez Thorensen e acabar com a corrupção que destruiu a vida da irmã dele.

A partir daí, o filme vira uma corrida intensa, com Franklin entrando na empresa do vilão, descobrindo provas secretas de que eles sabiam dos danos do remédio Zonastin, e espalhando a verdade para o mundo. Claro que isso não sai barato — Thorensen não vai aceitar perder fácil e tenta escapar da justiça de um jeito dramático, envolvendo até um avião em apuros.

Personagens que mexem com a gente

Josh Hutcherson traz uma energia verdadeira para o papel de Franklin. Dá pra sentir a raiva, a dor e a coragem desse cara que não se cala. Já Morgan Freeman, como Burrell, é aquele sábio que a gente admira — calmo, firme, cheio de ideias e, ao mesmo tempo, preocupado com as consequências do que criou.

O antagonista Sig Thorensen, interpretado por Greg Germann, representa aquele tipo de empresário que, infelizmente, a gente sabe que existe por aí: que prefere o lucro a qualquer custo, mesmo que isso signifique colocar vidas em risco.

E tem ainda a Jala, que traz o lado humano, a preocupação com quem a gente gosta, mesmo quando tudo parece conspirar contra.

Muito mais que um filme de ficção científica

O que chama atenção em 57 Segundos não é só a ideia de voltar no tempo — essa é só a desculpa para discutir coisas muito mais profundas. O filme questiona: vale a pena mexer no passado para tentar consertar o presente? Quais os riscos de um poder assim?

Além disso, toca em uma questão que está longe de ser ficção: os efeitos negativos e os vícios causados por remédios que deveriam ajudar, mas acabam destruindo vidas. É um olhar duro sobre uma indústria que, às vezes, não dá o devido valor às pessoas.

Por trás das câmeras

Filmado em Lafayette, na Louisiana, o longa contou com a participação direta de Morgan Freeman no roteiro, o que ajudou a dar mais profundidade para a história. Mesmo não tendo recebido críticas muito positivas no geral, o filme conquistou quem gosta de histórias com uma pegada de suspense e discussões importantes.

Como e onde assistir?

Além de ser exibido neste sábado na Record TV, quem quiser pode procurar 57 Segundos nas principais plataformas digitais, como Google Play, Apple iTunes, Amazon Prime Video e outras. É uma ótima pedida para quem curte um filme que faz pensar, sem perder a emoção.

Vale a pena?

Se você gosta de filmes que juntam ação, drama e uma pitada de ficção científica com um fundo de realidade, 57 Segundos é para você. A trama mexe com a gente porque fala sobre pessoas que, apesar de todas as dificuldades, não desistem de lutar pelo que é certo — mesmo quando o poder parece inalcançável.

E mais do que isso: o filme deixa um convite para a gente refletir sobre os limites da tecnologia e o quanto a ética deve estar sempre à frente dos avanços.

E no fim das contas…

Depois de toda essa jornada, Franklin toma uma decisão corajosa: destruir o anel. Para ele, um poder tão grande não pode estar nas mãos de ninguém — nem mesmo da melhor das intenções. Essa escolha final nos lembra que, às vezes, a maior sabedoria está em aceitar que algumas coisas devem ser vividas no tempo certo, sem atalhos.

Cyclone chega aos cinemas e conta a história de uma mulher que desafiou seu tempo

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Após passar por importantes festivais de cinema, como o Festival do Rio e a Mostra de São Paulo, o longa Cyclone finalmente tem estreia marcada nos cinemas brasileiros: 4 de dezembro. Com distribuição da Bretz Films, o filme mergulha na São Paulo do início do século XX para narrar a história de Daise, uma mulher determinada a transformar sua paixão pela dramaturgia em realidade, mesmo diante de uma sociedade que restringia severamente o espaço feminino.

A narrativa acompanha Daise, vivida por Luiza Mariani, uma operária que equilibra o trabalho exaustivo em uma gráfica com o sonho de escrever e atuar. Ao conquistar uma bolsa para estudar teatro em Paris, Daise se depara com desafios que vão além da distância ou da técnica: ela precisa confrontar um sistema que não reconhece a autonomia feminina e nega às mulheres o direito de se expressarem livremente. O longa mistura drama histórico, feminismo e o poder transformador da arte, oferecendo uma reflexão sobre coragem, persistência e identidade.

Inspirado na trajetória de Maria de Lourdes Castro Pontes, apelidada de Miss Cyclone pelos Modernistas, o roteiro da cineasta Rita Pfiffer preenche com sensibilidade lacunas históricas, criando uma personagem que homenageia Cyclone e, ao mesmo tempo, dialoga com os dilemas das mulheres contemporâneas. A produção evidencia a arte como forma de resistência, mostrando que talento e determinação podem desafiar barreiras impostas pelo tempo e pela sociedade.

O projeto é especialmente significativo para Luiza Mariani, que já interpretou Daise nos palcos e trabalhou por mais de duas décadas para levar essa história ao cinema. Além de protagonizar, Mariani assina a produção ao lado de Joana Mariani e Eliane Ferreira e contribui no roteiro, garantindo que a adaptação cinematográfica preserve a essência e a força emocional da personagem. Entre outros trabalhos de destaque de Luiza estão O Homem do Futuro, O Primo Basílio e O Casamento de Romeu e Julieta, mostrando sua versatilidade tanto no teatro quanto no cinema.

O elenco de Cyclone reúne nomes de destaque do cinema brasileiro. Eduardo Moscovis, que interpreta um dos papéis centrais, já brilhou em filmes como Ela e Eu, Olga, O Outro Lado da Rua e Se Eu Fosse Você. Karine Teles, conhecida por seu trabalho em Benzinho, também se destacou em Que Horas Ela Volta?, Os Normais 2 e O Filme da Minha Vida, trazendo sensibilidade e profundidade à personagem que vive. Luciana Paes, que interpreta outro papel marcante, tem em seu portfólio obras como Sinfonia da Necrópole, O Som ao Redor, O Palhaço e Alemão, revelando sua habilidade de construir personagens complexos e verossímeis.

Magali Biff, vista em Pela Janela, O Lobo Atrás da Porta e Hoje Eu Quero Voltar Sozinho, entrega uma performance carregada de nuances emocionais. Rogério Brito, que participou de Um Ano Inesquecível – Primavera, também esteve em produções como Hoje Eu Quero Voltar Sozinho e Se Eu Fosse Você, reforçando sua versatilidade. Ricardo Teodoro, conhecido por Baby, soma em seu currículo títulos como O Beijo no Asfalto e Se Nada Mais Der Certo, contribuindo com presença e consistência à narrativa.

Cyclone se destaca não apenas pelo rigor histórico, mas também pela abordagem contemporânea e feminista da trajetória de Daise. O longa convida o público a refletir sobre os obstáculos enfrentados por mulheres ao longo da história e sobre a importância da persistência mesmo em contextos adversos. Mais do que uma obra biográfica, o filme celebra a arte como ferramenta de transformação social e individual, mostrando que a força, a criatividade e a coragem feminina sempre encontram maneiras de emergir, mesmo nos cenários mais desafiadores.

LARA lança “Nossa Estrela” e nos convida a acreditar no amor — mesmo quando tudo parece incerto

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Tem música que chega de mansinho, sem fazer alarde, e mesmo assim toma conta da gente. Vai entrando pelos ouvidos, mas é no coração que ela se instala. Foi exatamente isso que aconteceu com “Nossa Estrela”, novo single da cantora e compositora LARA, lançado nesta quinta-feira, 1º de agosto, nas plataformas digitais. As informações são do Gshow.

A canção é daquelas que parecem ter sido escritas sob a luz fraca de um abajur, entre um suspiro e outro, num fim de tarde calmo. Com um toque romântico e uma entrega que só quem já amou de verdade entende, LARA mostra mais uma vez por que tem sido apontada como uma das artistas mais promissoras da nova geração da música brasileira. E olha que o álbum ainda nem saiu.

Um passo de cada vez — mas todos no caminho certo

“Nossa Estrela” chega como o terceiro lançamento dessa fase atual da artista. Antes vieram “Quase Tudo Se Encaixa” — aquela que apresentou sua nova estética musical — e “Romance Postiço”, lançada em junho, onde as camadas emocionais ficaram mais intensas, mais profundas.

Agora, com esse novo single, a cantora dá um passo sereno, mas firme, em direção ao seu primeiro álbum de estúdio, previsto para agosto de 2025. E se você ainda não tinha se conectado com ela, essa talvez seja a música ideal para começar.

Porque “Nossa Estrela” não fala só de amor romântico. Fala de encontro. De pertencimento. Da sorte rara de achar, no meio do caos do mundo, uma pessoa que te entende, te acolhe, te lembra por que tudo vale a pena. Como ela mesma diz: “A música é um convite pra gente acreditar e vibrar que mesmo diante de tanta violência, tantos desencontros, a união e o amor é o que dá sentido e faz a vida valer mesmo a pena.”

É bonito, né? Mas mais bonito ainda é ouvir isso cantado por ela.

Autoral de verdade – e isso faz diferença

Uma das coisas que mais impressionam na trajetória de LARA é que ela mete a mão na massa em absolutamente tudo: compõe, participa da produção, escolhe arranjos, afina cada detalhe do que entrega ao público. E isso não é só controle criativo — é amor mesmo.

Dá pra sentir que cada verso, cada melodia, foi cuidadosamente esculpido pra contar uma história. Não é música feita pra agradar o algoritmo. É música feita pra tocar alguém de verdade. Como ela mesma descreve, “Nossa Estrela” nasceu de uma reflexão profunda sobre a força que a gente encontra quando sente que pertence a alguém — ou a algum lugar.

Menos gritos, mais afeto

No meio de um mercado musical onde todo mundo parece gritar por atenção, a artista faz o contrário. Ela fala baixo. Sussurra. Entrega um tipo de emoção que não precisa de efeito especial. Ela confia no poder de uma letra bem escrita, de uma melodia sincera, de um arranjo que não precisa de pirotecnia pra ser bonito. A verdade é que ela não está competindo com ninguém. LARA está construindo um universo próprio, onde amor, dúvida, descoberta, saudade e esperança convivem com a mesma delicadeza com que ela segura cada nota. E quem entra nesse universo entende rapidinho: o que ela faz vai muito além de cantar. É quase uma experiência emocional. Quase uma conversa de alma pra alma.

O que esperar do álbum?

Por enquanto, o que temos são pistas. Três músicas já lançadas que mostram diferentes nuances dessa nova fase: a leveza de “Quase Tudo Se Encaixa”, a densidade de “Romance Postiço”, e agora o romantismo esperançoso de “Nossa Estrela”. Se seguir essa linha — e tudo indica que vai — o álbum de estreia deve ser um grande mergulho emocional, costurado por violões suaves, letras bem cuidadas e arranjos que abraçam. Ainda não tem nome divulgado, mas já dá pra sentir que não será apenas um disco de canções: será uma espécie de diário musical. Um retrato honesto de uma mulher que está descobrindo o mundo, o amor e a si mesma com coragem e poesia.

Uma artista que cresce devagar — e isso é bom

LARA não é dessas que explodem de uma hora pra outra. Ela vem crescendo como uma planta bem cuidada, devagar, mas com raízes fortes. E isso talvez seja o que mais a diferencia: a escolha por construir uma carreira sólida, verdadeira, sem pressa. Seja no palco pequeno de um festival alternativo ou num estúdio montado na sala de casa, ela canta com a mesma entrega. E talvez por isso cada vez mais gente esteja se conectando com sua música.

“7 Dias da Semana” chega ao YouTube com retratos sensíveis sobre a presença de pessoas trans no cotidiano

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Disponível gratuitamente no YouTube, no canal @7dias.dasemana, a série documental “7 Dias da Semana” propõe um olhar direto e humano sobre as vivências de pessoas trans em diferentes áreas da sociedade. Com sete minidocumentários, o projeto busca ampliar o debate sobre diversidade, inclusão e oportunidades, mostrando como essas trajetórias atravessam o trabalho, a arte, a cultura e a vida comunitária.

Idealizada pela artista visual Guigo Dedecek, a série acompanha o dia a dia de sete personagens que atuam em campos distintos. Entre eles estão Bernardo Dal Pubel, tatuador e fotógrafo; Cleo Araujo, bacharel em Direito e primeira vereadora trans de Caxias do Sul; Maria Lilith, bailarina e arte-educadora; Marina Luisa, artista visual; Meri Moreira, profissional da área da beleza; Naomi, DJ e cantora; e Ayan Femme Scherer, atriz, comediante e passista de samba. A proposta é revelar quem são essas pessoas para além de rótulos, a partir de suas rotinas, escolhas e sonhos.

O nome da série nasce de uma pergunta que guia toda a narrativa. Onde estão as pessoas trans ao longo da semana e como elas ocupam seus espaços no dia a dia? A resposta aparece em histórias que evidenciam presença, talento e resistência, mostrando que essas vivências fazem parte da vida social de forma constante e ativa.

Cada episódio tem entre três e cinco minutos e foi gravado em ambientes escolhidos pelos próprios participantes, o que garante proximidade e espontaneidade aos relatos. Mesmo com trajetórias distintas, os episódios revelam pontos de encontro nas experiências compartilhadas, como os desafios profissionais, a busca por reconhecimento e o desejo de pertencimento.

Pensada também como ferramenta educativa, a série incentiva a circulação livre dos episódios para estimular conversas sobre diversidade em diferentes contextos. O conteúdo pode ser utilizado em escolas, universidades, instituições públicas e empresas, especialmente em ações voltadas à inclusão e à formação de ambientes de trabalho mais diversos.

Com audiodescrição e legendas para surdos e ensurdecidos, “7 Dias da Semana” amplia seu alcance e reafirma o compromisso com a acessibilidade. Financiado pela Secretaria Municipal da Cultura e pela Prefeitura de Caxias do Sul, por meio do Financiarte, o projeto marca a estreia de Guigo Dedecek no audiovisual e nasce com o objetivo de gerar impacto, abrir diálogos e inspirar novas narrativas sobre as múltiplas existências trans.

Crítica – Five Nights at Freddy’s 2 é um avanço divertido, nostálgico e limitado por suas próprias escolhas

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“Quero ver o que tem dentro da sua cabeça.” A frase ecoa no escuro e sintetiza bem o espírito de Five Nights at Freddy’s 2, um filme que busca acessar o imaginário de quem cresceu com a franquia, explorando memórias, sustos e aquela combinação inconfundível de pânico e fascínio que marcou milhões de jogadores. Dentro dessa proposta, o longa dirigido por Emma Tammi dá um passo mais seguro em relação ao filme anterior. Não é mais ousado, mas é mais consciente do material que tem em mãos.

O grande mérito desta continuação é sua habilidade de transformar referências em atmosfera. A produção não insere apenas easter eggs; ela recria sensações. Os sons metálicos dos animatrônicos, os movimentos bruscos, as luzes defeituosas e os enquadramentos que remetem diretamente às câmeras do jogo ajudam a construir um ambiente que parece genuinamente pertencente ao universo de FNAF. Para quem considera o segundo jogo o ponto alto da franquia, existe uma nostalgia palpável. Cada detalhe visual e sonoro parece projetado para provocar aquele frio familiar na espinha, como se a infância – ou adolescência – retornasse por alguns instantes.

Ainda assim, o filme permanece preso a uma limitação importante. Five Nights at Freddy’s sempre foi conhecido pela combinação de tensão psicológica com violência explícita. Aqui, novamente, o gore é evitado de forma evidente. Cenas que deveriam atingir um impacto mais duro são interrompidas antes do auge, e a estética permanece cuidadosamente controlada para não ultrapassar uma classificação indicativa acessível ao público mais jovem. Essa escolha, embora compreensível do ponto de vista comercial, reduz parte do potencial do terror. Falta peso ao que deveria ser aterrorizante.

Apesar disso, FNAF 2 apresenta avanços narrativos em relação ao primeiro filme. O roteiro é mais coeso, a mitologia é desenvolvida com maior clareza e há mais atenção à lógica interna da história. O percurso dramático ainda é previsível, mas funciona melhor justamente porque a obra abandona qualquer timidez e assume sua vocação de fan service. Em vez de tentar agradar a todos, o filme se concentra em agradar quem realmente importa: o fã que conhece os jogos, acompanha teorias e aguarda há anos para ver determinadas cenas ganharem vida.

Essa honestidade acaba sendo um dos pontos altos. Five Nights at Freddy’s 2 não tenta reinventar o terror. Não pretende ser mais profundo do que realmente é. Sua intenção é divertir, provocar sustos moderados e alimentar o entusiasmo da base de fãs. Para quem nunca teve contato com os jogos, o longa pode soar como um terror adolescente convencional, com criaturas bizarras e enredo por vezes confuso. Para quem jogou, porém, é como revisitar um espaço temido, mas curiosamente acolhedor.

O elenco também funciona melhor nesta continuação, beneficiado por um roteiro que permite mais tensão e interação entre os personagens. Os animatrônicos continuam sendo o grande chamariz visual da franquia e, aqui, parecem ainda mais presentes, expressivos e ameaçadores.

Profissão Repórter de terça (12/08) revela como pequenos conflitos de vizinhança viram grandes batalhas em São Paulo

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Na noite desta terça-feira, dia 12, o Profissão Repórter coloca em pauta um tema que, para muitos, é quase invisível até se tornar um problema pessoal: as desavenças entre vizinhos. A proposta é simples, mas carregada de complexidade — mostrar como a convivência diária em uma cidade como São Paulo pode passar, num piscar de olhos, da cordialidade ao confronto.

Embora as imagens mais clássicas de brigas de vizinhança envolvam disputas em filmes ou novelas, na vida real, esses conflitos são bem mais frequentes e, muitas vezes, mais graves do que imaginamos. E é justamente isso que a equipe do programa foi investigar, mergulhando em histórias que revelam muito mais sobre nós, como sociedade, do que sobre o simples incômodo com barulhos ou vagas de estacionamento.

O início de tudo: o incômodo que não se apaga

Conflitos de vizinhança quase sempre começam de forma sutil. É o cachorro que late à noite, a música alta que não respeita o horário de silêncio, o carro parado na vaga errada. Pequenos desconfortos que, acumulados, vão construindo um muro invisível entre pessoas que dividem o mesmo teto, a mesma rua ou o mesmo quintal.

A Guarda Civil Metropolitana (GCM) tem sentido esse aumento na pele. O serviço de mediação da corporação, criado para evitar que casos simples cheguem ao tribunal, hoje recebe, com frequência, chamados que começam como reclamações e terminam como boletins de ocorrência. Segundo os dados acompanhados pelo programa, desentendimentos entre vizinhos já figuram entre as demandas mais constantes.

Para a repórter que acompanha o tema, não é difícil entender o motivo: “A cidade está cada vez mais adensada, os prédios mais cheios e as casas mais próximas. Isso aumenta a chance de contato… e de atrito.”

Pirituba: o condomínio que é quase uma cidade

O programa decidiu começar a investigação por Pirituba, na zona norte de São Paulo, onde fica o maior conjunto residencial do Brasil. São 50 prédios, 20 mil moradores e um desafio diário: fazer tanta gente conviver em harmonia.

Nas áreas comuns, há de tudo — playgrounds, quadras, estacionamentos, corredores e, claro, uma lista quase infinita de regras. Mas, como mostram as câmeras, regras nem sempre garantem paz. Barulho fora de hora, lixo deixado em locais impróprios e mau cheiro vindo de animais de estimação são reclamações quase diárias.

O caso mais impressionante registrado no local é o de um morador que, irritado com ruídos, decidiu “resolver” a situação à sua maneira: usando spray de pimenta e até pequenos explosivos nos corredores. A atitude espalhou medo e insegurança. “Eu tenho medo até de abrir a porta”, conta uma vizinha, que pediu para não ser identificada. “Antes, eu conhecia todo mundo do meu bloco. Hoje, evito contato.”

Quando um vaso de planta vira motivo de guerra

Se os prédios gigantes trazem seus próprios desafios, bairros menores não ficam imunes a problemas. Na zona leste, o repórter Everton Lucas acompanhou um dia de mediação da GCM. Na sala, duas moradoras sentadas lado a lado mal se olhavam. O motivo? Um vaso de planta.

Colocado no corredor por uma delas, o vaso teria atrapalhado a passagem e se tornado um incômodo estético para a outra. Ao longo dos meses, a discussão se transformou em troca de ofensas, ameaças veladas e uma recusa absoluta em dialogar sem intermediários.

“Às vezes, o objeto em si deixa de ser o centro da questão. Passa a ser uma disputa de território e poder. O vaso é só o gatilho”, explicou um dos mediadores. O caso, aparentemente pequeno, é um exemplo claro de como relações frágeis podem se romper por detalhes — e, sem cuidado, se transformar em batalhas de longo prazo.

A Mooca e o vizinho mais difícil de todos: o Estado

Se em alguns conflitos o problema é o barulho da festa, em outros é o próprio cenário urbano que muda a vida das pessoas. É o que aconteceu com Gustavo Rodrigues, dentista, pai de três filhos, morador da Mooca, zona leste. Sua casa fica em frente a uma delegacia da Polícia Civil, algo que, por muito tempo, não foi problema. Até que, há seis anos, uma reforma ampliou as instalações e aumentou a movimentação no local.

O resultado foi imediato: viaturas indo e vindo a todo momento, detidos desembarcando na calçada e, o pior para Gustavo, carros de policiais estacionados bloqueando a entrada da sua garagem. As tentativas de reclamar renderam uma escalada de tensão: 11 multas por estacionar em frente à própria casa, duas detenções por suposto desrespeito e até um episódio registrado por câmeras em que um policial sacou a arma contra ele.

O ponto mais dramático aconteceu recentemente, quando Gustavo foi retirado de casa, algemado e levado à delegacia. Passou seis horas detido. “Não é sobre vaga de estacionamento. É sobre respeito e dignidade. Sinto que perdi o direito de viver em paz na minha própria rua”, disse à reportagem, visivelmente abalado.

Por que brigamos tanto?

Especialistas ouvidos pelo programa apontam para um conjunto de fatores que alimentam as desavenças de vizinhança. Em primeiro lugar, a sobreposição de espaços. “Quanto mais gente vivendo perto, maior a chance de choques culturais, de valores e de hábitos”, explica a urbanista Clarissa Gomes.

Além disso, o estresse da vida urbana, o excesso de trabalho e a falta de espaços de lazer comunitário contribuem para um clima de intolerância. Pequenos gestos — como pedir silêncio ou sugerir que um lixo seja colocado no lugar correto — podem ser recebidos como ataques pessoais.

O isolamento também tem um papel importante. Muitos moradores não conhecem sequer o nome do vizinho da porta ao lado. Essa falta de vínculo dificulta a resolução de conflitos, porque reduz a empatia. “É mais fácil brigar com quem é um desconhecido do que com alguém que você conhece e respeita”, completa Clarissa.

O trabalho silencioso da mediação

A GCM mantém equipes treinadas para atuar como mediadoras. Não é um trabalho simples: exige paciência, escuta ativa e neutralidade. Durante as sessões, os mediadores buscam fazer com que cada parte ouça a outra, sem interrupções, para que se possa encontrar um ponto de equilíbrio.

Muitos casos são resolvidos ali mesmo, com acordos simples. Outros, no entanto, acabam voltando às mãos da corporação semanas depois. “Tem gente que não quer resolver. Quer ganhar”, lamenta um mediador veterano.

Apesar disso, o serviço tem sido uma alternativa valiosa para evitar processos longos e custosos. De acordo com a GCM, a maior parte dos casos atendidos não chega a virar ação judicial — uma vitória silenciosa em meio à tensão.

Resumo da novela A Viagem de hoje (5) – Diná descobre bilhete de Otávio

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No capítulo da novela A Viagem desta sexta-feira, 05 de setembro, Lisa decide não contar a Téo o que realmente acontece, o que gera tensão entre os dois. Enquanto isso, Alberto explica a Carmem como Alexandre exerce sua influência sobre Téo, revelando que ele atua como um médium inconsciente, sem perceber a força que o domina.

Na fazenda, Raul pressiona Andrezza sobre o relacionamento com Antônio e afirma que sua visita tem como objetivo salvar o casamento deles. Mais tarde, Andrezza confidencia a Diná que está satisfeita com o rumo que a própria vida vem tomando, demonstrando uma nova disposição para seguir em frente.

Em outro momento, Lisa desabafa com Alberto, mas quando Téo descobre, reage de forma agressiva, discutindo com ela. Paralelamente, Geraldão chega à pensão esbanjando dinheiro, alegando ter conseguido o montante em um jogo de azar.

Após a morte de Otávio, Tato se mostra frio e ríspido com todos ao seu redor, evidenciando um distanciamento emocional. Já Diná encontra na cabana um bilhete deixado por Otávio, que a abala profundamente.

No retorno de Lisa, Agenor demonstra alegria ao revê-la, enquanto Alberto lhe garante que é justamente o amor de Alexandre por ela que a protege de sua vingança. Por fim, Diná se aproxima de Lisa e pede desculpas por todos os desentendimentos do passado, dando sinais de reconciliação.

Vem aí nos próximos capítulos da novela A Viagem

Glória sonha que sua vida poderia ter sido diferente se tivesse se casado com Otávio, enquanto Dudu, tomado pela saudade, entra no quarto do pai e chora. Já Sofia sente fortes dores e percebe que está perdendo o bebê, deixando Zeca apavorado. Na fazenda, Guiomar vibra ao ver Andrezza interessada no trabalho rural e a apresenta como a nova dona do lugar.

Na pensão, Cininha conta a todos que Sofia perdeu o neném, revoltando Vovó. Fátima e Cininha decidem seguir Tibério. Em outro momento, Téo demonstra solidariedade e diz a Diná que lamenta profundamente a morte de Otávio. Para honrar a memória dele, Diná leva Estela e Alberto para conhecer a Casa da Sopa, projeto criado pelo falecido.

Enquanto isso, Fátima revela a Lisa seus planos de ampliar o salão com uma academia de ginástica. Diná liga para Lisa, pede que vá até sua casa e, em clima de reconciliação, se desculpa por mágoas antigas. A protagonista ainda apresenta Paty a Lisa, chamando-a de noiva de seu pai.

Raul vai até a fazenda, mas é maltratado por Guiomar e Andrezza. Em casa, Tato mostra-se cada vez mais hostil, destratando Glória e Dudu, que ao tentar defendê-la, leva um tapa do irmão. Diná chega e também sofre com a rispidez de Tato. Em meio à dor, Diná se emociona ao relembrar as lembranças deixadas por Otávio. Raul insiste para que Andrezza volte para casa, mas ela diz que ainda vai pensar, irritando Guiomar.

Enquanto isso, Ismael coloca Bia contra a parede e a ameaça, dizendo que, se ela revelar o que vê dentro de casa, poderá ser devolvida à mãe. Diná celebra ao ver Carmem se tornando sua sócia, mas Estela percebe que a irmã pede em oração para morrer e ir ao encontro de Otávio, gerando preocupação.

Na pensão, Geraldão distribui presentes, mas acaba preso por assalto à mão armada. Em paralelo, Tato se envolve em imprudências com o carro do pai e arrasta Bia para uma boate, onde demonstra ciúmes ao vê-la conversar com outro rapaz. Johnny alerta Tato de que Alberto frequenta demais a casa e parece querer ocupar o lugar de Otávio.

Alberto confronta Tato, certo de que Alexandre o influencia negativamente. A situação se agrava quando Alexandre joga o médico na piscina e aparece rindo, orgulhoso do ato. Mais tarde, Alberto desabafa com Estela sobre o ocorrido.

Na fazenda, Guiomar pressiona Antônio a afastar Raul do coração de Andrezza e o apoia no romance com ela. Os dois voltam a se beijar, fortalecendo a relação. Já Agenor surpreende Téo ao afirmar que aprendeu a gostar dele, recebendo em troca dinheiro para a compra de um táxi.

Ismael, por sua vez, envolve Maria em seus planos contra Alberto. Ele pede que ela vigie os movimentos do médico e até coloque um pacote em sua maleta, arquitetando uma armadilha. Para manipular Bia, Ismael afirma que tem informações que vão desmascarar Alberto.

No mundo espiritual, Otávio é cuidado por um anjo chamado Carlota, que lhe explica que o descanso na “enfermaria” serve para que ele não sinta o sofrimento dos que choram sua partida. Otávio passeia pelo Bosque das Águas, em paz, enquanto Diná sonha frequentemente com ele e pressente que também fará a “viagem”.

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