Primeiros feitiços lançados! Nova série de “Harry Potter” terá 8 episódios e bastidores revelados por Adriano Goldman

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Em algum lugar entre a nostalgia e o desejo por algo novo, uma nova era do mundo bruxo está tomando forma. E dessa vez, não é com Daniel Radcliffe ou Emma Watson, tampouco nos corredores conhecidos de Hogwarts que conhecemos nos cinemas. A magia está voltando, sim — mas agora sob o olhar da HBO, com um novo elenco, uma nova estética e, principalmente, com a missão de honrar uma história que marcou (e ainda marca) gerações inteiras.

Durante uma entrevista à Forbes Brasil, o diretor de fotografia Adriano Goldman — conhecido por seu trabalho premiado em The Crown — deixou escapar a primeira grande revelação: a primeira temporada da série terá 8 episódios, e não 6, como havia sido amplamente divulgado.

Parece pouco? Para os fãs mais atentos, isso significa mais espaço para nuances, mais tempo para aprofundar tramas que foram cortadas nos filmes e, claro, mais oportunidade de mergulhar nas entrelinhas de Hogwarts com olhos renovados.

“A pré-produção durou 18 semanas”, contou Goldman, destacando que esse momento inicial foi essencial para construir a espinha dorsal da série. “Nesse período, o diretor, o diretor de fotografia e o diretor de arte trabalham como um corpo só. Todas as decisões visuais e conceituais passam por esse trio — e por suas equipes.”

É a primeira vez que ouvimos com tamanha clareza como a série está sendo montada nos bastidores. E, mesmo que ainda estejamos longe da estreia, a sensação é de que algo grande está a caminho. Algo pensado com tempo, cuidado e respeito pela obra que moldou a infância e adolescência de tanta gente.

Um novo Dumbledore, uma nova McGonagall, um novo tudo

Se você está se perguntando quem são os rostos por trás dos personagens que tanto ama, aqui vai uma notícia boa: o elenco já começou a ser revelado — e está recheado de nomes conhecidos (e alguns surpreendentes).

John Lithgow, veterano premiado por seu trabalho em The Crown e Conclave, será o novo Alvo Dumbledore. No papel de Minerva McGonagall, quem assume é a impecável Janet McTeer, vista em A Rainha Branca. Já o enigmático Snape será interpretado por Paapa Essiedu, que brilhou em Gangs of London e I May Destroy You. E, numa escolha que dividiu opiniões e arrancou sorrisos nostálgicos, Nick Frost (de Todo Mundo Quase Morto) será Hagrid — uma aposta ousada, mas promissora.

Outros nomes também foram confirmados: Luke Thallon como o professor Quirrell e Paul Whitehouse como o rabugento Filch. Mas as grandes expectativas estavam mesmo voltadas para o trio principal — e sim, ele já foi escalado.

Dominic McLaughlin é o novo Harry Potter. Arabella Stanton viverá Hermione Granger. Alastair Stout será Ron Weasley. Todos jovens atores britânicos, ainda pouco conhecidos, mas escolhidos a dedo — e após um processo seletivo rigoroso.

Segundo fontes ligadas à produção, a escolha foi baseada não apenas em talento, mas na capacidade de representar a complexidade dos personagens desde muito cedo. O desafio é grande: crescer diante das câmeras, sob o peso de uma das maiores franquias de todos os tempos. Soa familiar?

Recomeçar sem apagar o passado

É impossível falar de Harry Potter sem pensar em tudo o que veio antes. De 2001 a 2011, os oito filmes da saga encantaram milhões, arrecadaram bilhões e formaram um dos trios mais amados do cinema: Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint. Foi uma década mágica. Literalmente.

Produzidos por David Heyman e dirigidos por nomes como Chris Columbus, Alfonso Cuarón e David Yates, os filmes transformaram a literatura de J.K. Rowling em um universo visual arrebatador. Mas nem tudo dos livros coube nas telas. Foram muitas as passagens que ficaram de fora — seja por tempo, orçamento ou decisões criativas.

Agora, com a série da HBO, o objetivo é fazer diferente. Mais tempo, mais camadas, mais profundidade. O plano é ambicioso: uma temporada para cada livro, o que significa pelo menos sete anos de jornada se tudo sair como o esperado.

“Queremos um olhar novo sobre essa história tão conhecida. Não se trata de refazer o que já foi feito, mas de explorar o que ainda não foi mostrado”, confidenciou uma fonte próxima à produção.

A origem de um fenômeno

Tudo começou de forma quase despretensiosa, nos bastidores de um escritório em Londres. Uma secretária leu o manuscrito de Harry Potter e a Pedra Filosofal e levou ao produtor David Heyman. O livro, que havia sido relegado à prateleira das ideias medianas, logo virou obsessão.

Em 1999, a Warner Bros. comprou os direitos de adaptação dos quatro primeiros livros por cerca de 1 milhão de libras. A única exigência de Rowling? Que o elenco principal fosse estritamente britânico. E assim foi.

A produção do primeiro filme começou com Chris Columbus na direção, Steve Kloves no roteiro e um elenco jovem, estreante e cheio de promessas. Deu certo. A franquia decolou. E os livros também.

Hoje, Harry Potter é uma marca global, com parques temáticos, peças de teatro, spin-offs (Animais Fantásticos) e, agora, uma nova série prestes a ganhar vida.

Uma chance de fazer diferente

Se você leu os livros, deve lembrar de personagens que nunca apareceram nos filmes. Ou de cenas que passaram voando. Ou de histórias paralelas que mereciam mais espaço. Pois é exatamente aí que a série da HBO quer acertar.

Adriano Goldman reforçou que a abordagem visual será diferente. “Não queremos copiar os filmes. Eles já são obras completas. Nosso trabalho é reinterpretar. Trazer uma nova luz. Literalmente.”

A fotografia — uma das áreas mais elogiadas de seu trabalho em The Crown — será uma aliada para transformar Hogwarts, Hogsmeade, o Ministério da Magia e tantos outros locais mágicos em algo ainda mais rico e imersivo.

E a J.K. Rowling nisso tudo?

Rowling continua envolvida no projeto, mas de forma mais distante. Ela atua como produtora executiva, mas o time criativo da HBO parece ter liberdade para inovar — inclusive em questões de representatividade e inclusão.

A escolha de atores como Paapa Essiedu para papéis centrais é um indicativo de que a série quer ser mais contemporânea, mais plural, mais conectada com o mundo atual. E isso, inevitavelmente, traz conversas — algumas apaixonadas, outras críticas. Mas todas fazem parte do processo.

O desafio de honrar uma lenda

A verdade é que, mesmo com elenco talentoso, roteiro fiel e direção primorosa, o maior desafio da série da HBO será emocional. Como tocar em algo que tanta gente ama tanto sem decepcionar?

Refazer Harry Potter é como tentar recontar um sonho — sem perder a delicadeza, a intensidade e o encanto. E embora muita gente ainda torça o nariz para a ideia de recomeçar uma história tão recente (e tão definitiva), outras vozes celebram a oportunidade de ver algo que ficou faltando.

Quem sabe, agora, possamos conhecer mais a fundo os dilemas de Lupin, o passado de Neville, a inteligência de Fleur, a revolta dos elfos domésticos, a genialidade de McGonagall. Quem sabe, agora, vejamos Hogwarts por outros ângulos. Com mais tempo, mais nuance, mais alma.

Quando estreia?

Ainda não há uma data oficial, mas as previsões mais otimistas apontam para 2026. As gravações já começaram e os anúncios do elenco seguem em ritmo acelerado. Até lá, o fandom segue ansioso. Entre memes, teorias e comparações, cresce a esperança de que a série consiga capturar aquilo que fez Harry Potter ser tão especial: não apenas a magia dos feitiços, mas a magia das escolhas, da amizade, da coragem e do amor. Porque, como já nos ensinaram, “as palavras são, na minha não tão humilde opinião, nossa mais inesgotável fonte de magia”.

Resumo semanal da novela A Escrava Isaura de 16/09 a 19/09

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Capítulo 012 da novela A Escrava Isaura – terça, 16 de setembro
Gertrudes morre ao lado do Comendador Almeida e de Isaura, enquanto Tomásia revela ao Conde Campos que o anel está no penhor e o Comendador Almeida pede perdão à falecida; Henrique tenta beijar Isaura, mas não consegue, e Rosa surpreende o rapaz ao revelar que é sua irmã. O Conde Campos demonstra indecisão sobre o casamento, Malvina jura libertar Isaura, e capangas roubam todo o dinheiro de Miguel, que corre até a fazenda para informar a Isaura sobre o prejuízo, deixando todos envolvidos em tensão e preocupação.

Capítulo 013 – quarta, 17 de setembro
Joaquina revela a Miguel que Leôncio foi o responsável pelo roubo do dinheiro, enquanto Dr. Paulo examina Miguel e o Conde Campos percebe que foi enganado por Tomásia, pedindo a separação. Joaquina e João tentam recuperar o dinheiro no quarto de Leôncio, que os flagra e ameaça, enquanto o Coronel Sebastião consola o Comendador Almeida. Helena questiona Sebastião sobre a relação com Rosa, e ele exige que ela pare de afirmar que é sua filha; Tomásia pede desculpas ao Conde Campos, Almeida discute com Leôncio, Belchior conta a André sobre a morte de sua mãe, Gabriel se encontra com Helena, Gertrudes é enterrada, e Francisco flagra André próximo ao quarto de Leôncio, mantendo o clima de mistério e tensão.

Capítulo 014 da novela A Escrava Isaura – quinta, 18 de setembro
Leôncio ameaça atirar em Miguel e ordena que Isaura se afaste, enquanto André confessa a Francisco que procura o dinheiro roubado e os dois acabam brigando, com o som de um tiro ao fundo. Helena encontra Gabriel, André é preso, e Tomásia e Gioconda lamentam a situação, enquanto Miguel promete recuperar o dinheiro. Francisco informa a Leôncio sobre a prisão de André, Rosa se compromete a ajudar no romance de Gabriel e Helena, e Conde Campos faz juras de amor a Tomásia. Para salvar Miguel, Joaquina admite que viu Leôncio receber o dinheiro, mas é punida e enviada para o tronco, enquanto Leôncio continua apontando a arma e o Comendador Almeida sofre com a morte de Gertrudes, deixando todos à beira de grandes conflitos.

Capítulo 015 – sexta, 19 de setembro
Isaura encontra o dinheiro escondido no armário de Leôncio, que atira e provoca a intervenção do Coronel Sebastião, enquanto Joaquina é castigada no tronco e André e João planejam fugir. Malvina pede ajuda ao Comendador Almeida para salvar Joaquina, Gabriel retorna para casa feliz, e Leôncio exige que Isaura se entregue para poupar a moça das chibatadas. O Comendador Almeida finalmente ordena que parem com o castigo, João cuida de Joaquina, André pede um beijo a Isaura, e Malvina é flagrada por Leôncio ao vasculhar seu armário. Leôncio castiga André e prepara o ferro de marcar boi, elevando a tensão e o suspense sobre o destino dos protagonistas.

Resumo semanal da novela A Escrava Isaura de 22/09 a 26/09

Capítulo 016 – segunda, 22 de setembro
O Comendador Almeida anuncia a Isaura que pretende conceder-lhe liberdade, enquanto André sofre terríveis açoites de Leôncio, que o marca com ferro quente, fazendo com que todos na fazenda ouçam seus gritos de dor. Leôncio questiona Isaura sobre sua presença em seu quarto, descobre que o dinheiro desapareceu e invade o cômodo, aumentando a tensão. Rosa se declara para André e o alimenta enquanto ele permanece no tronco, e Malvina começa a desconfiar das intenções de Leôncio. Tomásia tem um pesadelo, Almeida manda Leôncio comprar escravos, Miguel chega à fazenda acompanhado do Sargento de Milícias, e Tomásia encontra Leôncio na rua, deixando o clima de suspense e perigo ainda mais intenso.

Capítulo 017 – terça, 23 de setembro
André decide que vai matar Leôncio, enquanto o Conde Campos presencia uma conversa suspeita entre Leôncio e Tomásia e o desafia para um duelo. Isaura entrega o saco de moedas a Miguel e informa Almeida que o encontrou no quarto de Leôncio, que, por sua vez, compra apenas escravas, causando surpresa e indignação do Comendador. Dr. Paulo pede a mão de Helena em namoro, Miguel solicita que Almeida venda Isaura, e Leôncio ameaça Miguel diante do Sargento de Milícias. Almeida, surpreso com a compra apenas de escravas, exige explicações, e André reafirma sua intenção de vingar-se de Leôncio, mantendo a tensão crescente entre os personagens.

Capítulo 018 – quarta, 24 de setembro
Isaura, Joaquina e João organizam a fuga de André, que planeja se refugiar em um quilombo, enquanto Tomásia tem um sonho angustiante com a morte de seu marido, entrando em desespero. Leôncio, junto com Francisco, arma uma emboscada para o Conde de Campos durante o duelo, enquanto Helena informa ao pai que não tem interesse no Dr. Paulo. Rosa descobre o plano de fuga de André e observa o momento em que ele beija Isaura, e Henrique considera pedir dinheiro emprestado ao pai para ajudar Miguel. A fuga de André é bem-sucedida, mantendo o clima de tensão, perigo e intriga entre os protagonistas.

Capítulo 019 – quinta, 25 de setembro
O Conde de Campos é atingido por dois tiros durante o duelo com Leôncio, enquanto Henrique tenta conseguir dinheiro emprestado do pai para libertar Isaura e se casar com ela. Dr. Paulo comunica que a situação do Conde é grave após a tentativa de assassinato, e Rosa conta ao Comendador Almeida que Isaura ajudou André a fugir, confirmação que irrita Leôncio e resulta em um castigo à moça. O Conde de Campos morre ao lado de Tomásia, deixando um clima de luto, vingança e tensão crescente entre os personagens da trama.

Capítulo 020 – sexta, 26 de setembro
Rosa ameaça Isaura com uma faca, aumentando o clima de perigo e tensão, enquanto André conhece Bernardo, outro escravo fugitivo. O Coronel Sebastião nega o pedido de empréstimo de Henrique, que planejava ajudar Isaura e concretizar seu casamento, e Tomásia acusa Leôncio pela morte do Conde de Campos. Gabriel descobre a intenção do Dr. Paulo de se casar também com Helena, e o Sargento de Milícia chega à casa de Leôncio, elevando ainda mais o suspense e a ameaça que paira sobre Isaura e os demais personagens.

Na Sessão da Tarde desta quarta (26), Globo exibe MIB – Homens de Preto 3, estrelado por Will Smith e Tommy Lee Jones

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Foto: Reprodução/ Internet

A tarde desta quarta-feira, 26 de novembro, promete despertar nostalgia, risadas e até algumas surpresas emocionais para quem acompanhar a Sessão da Tarde na TV Globo. O filme escolhido foi “MIB – Homens de Preto 3”, terceiro capítulo da franquia que marcou gerações e ajudou a consolidar a imagem de Will Smith como um dos atores mais carismáticos do cinema de ação moderno. Lançado em 2012, o longa dirigido por Barry Sonnenfeld retoma o universo excêntrico e divertido da agência secreta responsável por monitorar a presença alienígena na Terra, mas desta vez a narrativa não se contenta apenas com o humor característico da série. Ela mergulha em sentimentos até então inexplorados nos filmes anteriores, especialmente a relação entre os agentes J e K.

Quem acompanha a franquia sabe que Homens de Preto sempre combinou humor inteligente com ficção científica leve, situações absurdas e uma estética visual marcante: os ternos pretos, os óculos escuros e os alienígenas escondidos em plena Nova York. Em MIB 3, porém, algo diferente acontece. Mais de uma década após o lançamento do segundo filme e com um hiato prolongado na carreira de Will Smith como protagonista, o terceiro capítulo chega com uma proposta mais sensível. Ele se distancia de um mero reencontro com personagens icônicos para entregar uma história sobre tempo, memória e laços invisíveis que moldam nossa vida. Ao revisitar a franquia, Barry Sonnenfeld não apenas resgata o que deu certo anteriormente, como amplia o universo narrativo, aprofunda personagens e coloca o coração no centro da aventura, tudo isso sem abrir mão do humor que tornou os filmes tão populares.

O enredo tem início com a fuga espetacular de Boris, o Animal, interpretado por Jemaine Clement, um dos vilões mais perigosos que já passaram pela MIB. Ele estava preso há décadas em uma colônia penal na Lua, a Lunar Max, cenário à altura de sua reputação. Boris não é apenas cruel: é inteligente, vingativo e paciente. Depois de escapar, decide voltar a 1969, ano em que foi capturado pelo Agente K, interpretado por Tommy Lee Jones. Sua intenção é impedir sua prisão e eliminar K antes que o agente ative o ArcNet, sistema que protege a Terra de uma invasão alienígena. O efeito dessa viagem temporal é imediato. De um dia para o outro, o Agente J, interpretado com o carisma de sempre por Will Smith, percebe que o amigo e parceiro simplesmente deixou de existir. Na nova linha do tempo, K morreu há mais de 40 anos e o planeta está prestes a sofrer uma invasão que ninguém mais parece capaz de deter. A partir desse ponto, o filme deixa claro que não é apenas uma nova aventura, mas uma jornada emocional que vai obrigar J a encarar não apenas o passado da MIB, mas o próprio passado.

É nesse contexto que surge a Agente O, vivida por Emma Thompson, que agora lidera a organização após a morte de Zed. É ela quem percebe que os lapsos temporais de J são sinais de uma ruptura na linha do tempo. J, impulsivo e movido pela intuição, decide que não vai aceitar um mundo sem K. Ele procura o negociante Obadias Prince para conseguir um dispositivo ilegal de viagem temporal e, em uma das cenas mais memoráveis do filme, se lança do topo do Chrysler Building para ativar o equipamento e voltar a 1969. A escolha não é apenas tática; é afetiva. J não está tentando salvar apenas um parceiro de trabalho, mas alguém que moldou sua vida de maneiras que ele ainda não compreendia.

Ao chegar ao passado, a narrativa ganha um charme especial. A Nova York de 1969 não é apenas cenário, mas personagem. Das roupas aos carros, dos diálogos aos costumes, tudo transporta o público para aquela época. É lá que J encontra a versão jovem de K, interpretada por Josh Brolin em uma performance surpreendente. Brolin não imita Tommy Lee Jones; ele absorve suas nuances, o jeito contido de falar, a postura rígida e o olhar calculado. É como ver K rejuvenescido, embora mais acessível e menos endurecido. O contraste entre J, um homem de 2012, e K, um agente novato de 1969, rende momentos divertidos e profundos. Naquele tempo, nada ainda foi perdido, inclusive segredos que J jamais imaginou.

Um dos personagens mais marcantes desta aventura é Griffin, interpretado por Michael Stuhlbarg com uma mistura de doçura e estranheza. Griffin possui a habilidade de enxergar vários futuros possíveis ao mesmo tempo. Sua presença traz ao filme uma camada inesperada de sensibilidade. Ele não é apenas uma peça-chave para recuperar o ArcNet, mas também um lembrete de que o futuro depende de pequenas escolhas. Suas falas poéticas dialogam com o tema central da narrativa: o que molda nossas vidas muitas vezes não são grandes acontecimentos, mas decisões diárias que tomamos sem perceber seu impacto. Essa filosofia permeia toda a história e faz de MIB 3 o capítulo mais reflexivo da franquia.

A reta final leva J, K e Griffin ao Cabo Canaveral, local do lançamento do Apollo 11. A trama se entrelaça à história real da chegada do homem à Lua, criando um pano de fundo grandioso para o confronto decisivo contra Boris. Ali, duas linhas temporais se chocam literalmente: J enfrenta o Boris do futuro enquanto K encara o Boris de 1969. A montagem ágil e carregada de tensão transforma essa sequência em um dos momentos mais eletrizantes da trilogia. E é nesse ponto que o filme entrega sua maior reviravolta emocional.

Após derrotar o vilão, K presencia a trágica morte de um coronel militar que parecia apenas mais um personagem secundário envolvido na missão. Quando um garoto sai de uma van procurando pelo pai, tudo se encaixa. O menino é James, a versão infantil do próprio Agente J. É nesse instante que o público e o personagem entendem algo poderoso: K estava presente no momento mais traumático da vida de J. Ele testemunhou a morte do pai do futuro agente e, para poupá-lo de carregar aquela dor, usou o neuralizador para criar uma memória mais suave. Esse gesto silencioso, guardado por mais de quatro décadas, redefine completamente a dinâmica entre os dois. O que sempre pareceu uma parceria rígida revela-se um laço profundo, quase paternal.

De volta à linha correta do tempo, J reencontra K no presente, vivo e com o mesmo semblante enigmático de sempre, mas agora existe uma compreensão diferente entre eles. A distância emocional que parecia natural começa a desaparecer. A cena em que J mostra o relógio que era de seu pai é simples, mas cheia de significado. K, por sua vez, deixa escapar uma sinceridade rara ao dizer que foi uma honra ter conhecido o pequeno James naquele dia de 1969. É um fechamento delicado para uma história que começou com ação, passou pela comédia e encontrou seu ponto mais alto na emoção.

Supercine exibe “Ensina-Me o Amor” neste sábado (12): Uma comédia sobre amores improváveis

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Foto: Reprodução/ Internet

Neste sábado, 12 de julho de 2025, após o Altas Horas, o Supercine da TV Globo aposta no charme britânico e em dilemas afetivos com a exibição de “Ensina-Me o Amor” (How to Make Love Like an Englishman). Dirigido por Tom Vaughan, o longa reúne um elenco estelar — Pierce Brosnan, Salma Hayek e Jessica Alba — e entrega uma comédia romântica que mistura crise de meia-idade, triângulo amoroso e um bom empurrão do destino.

🎓 Entre a poesia e a confusão

Pierce Brosnan interpreta Richard Haig, um prestigiado professor de poesia em Cambridge que sempre levou uma vida movida pelo hedonismo e pelo improviso. Sedutor inveterado, ele parece pouco interessado em compromissos duradouros — até que conhece Olivia (Salma Hayek), uma mulher inteligente, decidida e com os pés no chão, que desafia tudo o que ele achava saber sobre o amor.

No entanto, antes de dar um passo mais sério com Olivia, Richard comete um deslize que vira sua vida de cabeça para baixo: ele se envolve com Kate (Jessica Alba), a irmã mais nova da amada, uma universitária impulsiva com quem acaba tendo um filho.

O que poderia ser apenas mais uma crise conjugal, se transforma numa jornada de autoconhecimento forçado — e por vezes cômico — sobre paternidade, responsabilidade e a difícil arte de amadurecer… aos 50.

🎭 Elenco afiado e humor refinado

Mais do que um triângulo amoroso, Ensina-Me o Amor é um estudo bem-humorado sobre as segundas chances da vida. Brosnan, longe do ar impassível de James Bond, entrega um protagonista carismático e desajustado que tenta conciliar antigas ideias com novas responsabilidades.
Salma Hayek brilha como contraponto emocional da trama, e Jessica Alba surpreende ao dosar leveza e sensibilidade numa personagem que poderia facilmente cair no clichê.

Completam o elenco Malcolm McDowell, Benjamin McKenzie e o jovem Duncan Joiner, que traz uma doçura especial ao núcleo familiar. A direção de Tom Vaughan aposta em um ritmo ágil, diálogos espirituosos e paisagens encantadoras entre Londres e Los Angeles.

🎧 Dublagem com vozes conhecidas

Na versão brasileira, o filme conta com dubladores veteranos como Carlos Silveira, Letícia Quinto, Marcia Regina, Enrico Espada e Tatá Guarnieri, que ajudam a manter a dinâmica e o carisma do elenco original sem perder o tom da comédia romântica.

✍️ Amor, poesia e contratempos

Embora leve e despretensioso à primeira vista, o filme provoca reflexões sobre a maturidade emocional masculina, os tropeços da vida adulta e as reviravoltas que nos obrigam a reescrever os próprios planos.

HBO divulga trailer de Task, minissérie policial que estreia em 7 de setembro

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Foto: Reprodução/ Internet

Em setembro de 2025, a HBO Max prepara o lançamento de Task, uma minissérie original que já nasce com o peso e a expectativa de marcar uma nova era para o gênero dos dramas policiais. Criada por Brad Ingelsby, roteirista aclamado por seu trabalho em Mare of Easttown, a série reúne um elenco de grandes nomes, como Mark Ruffalo e Tom Pelphrey, e promete mergulhar fundo nas complexidades humanas, dilemas éticos e tensões sociais que rondam uma investigação criminal.

A plataforma de streaming lançou o trailer oficial da minissérie original, que estreia no próximo dia 7 de setembro. O vídeo apresenta cenas intensas que mostram a investigação de uma série de assaltos violentos na Filadélfia, destacando a tensão crescente entre o agente do FBI Tom (Mark Ruffalo) e o suspeito Robbie (Tom Pelphrey).

Ao contrário das séries policiais tradicionais que apostam em um antagonista claramente definido, a série se destaca por apresentar um conflito mais complexo e instigante. A trama se passa em um dos bairros operários da Filadélfia, cidade que se torna um personagem vivo na narrativa, com seus desafios, tensões e raízes históricas.

Tom (Mark Ruffalo) é um agente do FBI experiente, carregado de cicatrizes emocionais e morais, chamado para liderar uma força-tarefa especial encarregada de investigar uma série de assaltos violentos que vêm aterrorizando a cidade. O que torna seu trabalho mais complicado é o perfil do principal suspeito: Robbie (Tom Pelphrey), um homem aparentemente comum, pai de família, sem histórico criminal, mas que desperta desconfianças e intrigas.

A série aposta em explorar as linhas tênues entre o certo e o errado, o legal e o moral, e como as escolhas pessoais podem se transformar em decisões que alteram destinos. Robbie é um personagem que, à primeira vista, não parece o típico criminoso, e é essa ambiguidade que instiga o público a questionar suas próprias percepções.

Quem é a mente por trás da série?

Para quem conhece a obra de Brad Ingelsby, o nome por trás de Task já é um motivo de confiança. Ingelsby conquistou elogios da crítica e do público com Mare of Easttown (2021), série que combinou investigação policial com um olhar profundo para personagens fragilizados e complexos.

Ingelsby não apenas criou o roteiro, mas também atua como showrunner e produtor executivo, o que lhe confere controle criativo total para garantir que sua visão se mantenha intacta ao longo da produção.

Sua assinatura é clara: personagens multifacetados, trama que privilegia a emoção contida, dilemas éticos e o impacto social do crime. O roteiro da série busca ir além do simples “quem cometeu o crime?”, para focar no “por quê” e “como” — como o crime afeta famílias, comunidades e a própria identidade dos envolvidos.

Talentos que elevam a narrativa

Mark Ruffalo, conhecido mundialmente por interpretar o Hulk na franquia Vingadores, traz para a série sua habitual intensidade e profundidade dramática. Em papéis anteriores, como em Spotlight (2015) e Zodíaco (2007), Ruffalo demonstrou habilidade em equilibrar força e vulnerabilidade, qualidades essenciais para o personagem Tom, um agente marcado pelas pressões do trabalho e pela própria humanidade.

No papel de Robbie, temos Tom Pelphrey, um ator que vem ganhando destaque graças a personagens complexos em séries como Ozark (Netflix) e Iron Fist (Marvel/Netflix). Em Task, Pelphrey interpreta um homem dividido entre os compromissos familiares e um lado sombrio que pode estar ligado aos crimes investigados. Sua performance promete ser um dos pontos altos da série, pois o papel exige nuances e uma transformação sutil.

Personagens secundários

Além do núcleo principal, a produção conta com um time robusto de atores em papéis secundários e recorrentes, que ajudam a construir o universo social onde a trama acontece. Entre eles estão nomes como Silvia Dionicio, Owen Teague, Margarita Levieva, Raphael Sbarge, Mickey Sumner, Elvis Nolasco, Brian Goodman, Colin Bates, Isaach De Bankolé, Phoebe Fox, Coral Peña, Martha Plimpton e Mireille Enos.

Esses personagens ampliam o olhar da série para além do crime e da investigação, mostrando como os acontecimentos reverberam em diferentes setores da comunidade — familiares, amigos, autoridades e cidadãos comuns. A construção dessa rede humana contribui para que Task não seja apenas um suspense, mas um drama social com camadas e nuances.

Por que devemos ficar de olho nessa série?

O mercado de dramas policiais já conta com inúmeras produções de sucesso, mas Task surge com uma proposta diferenciada: priorizar a complexidade dos personagens e o contexto social, sem abrir mão da tensão e do suspense. O cuidado na construção do roteiro, a direção sensível e o elenco talentoso formam uma combinação que promete entregar uma experiência audiovisual densa, emocionalmente rica e instigante. Para os fãs do gênero, é uma oportunidade de acompanhar uma história que foge do óbvio e convida à reflexão — um convite para olhar para o crime e para a justiça com olhos mais humanos e questionadores.

Quando estreia?

Com estreia marcada para 7 de setembro de 2025, a nova série chega à HBO Max como uma das principais apostas da emissora para o segundo semestre do ano. A minissérie tem tudo para se consolidar como um marco do gênero, graças à junção da expertise de Brad Ingelsby, o talento de Mark Ruffalo e Tom Pelphrey, e a força de uma equipe técnica comprometida com a excelência.


“Globo Repórter” desta sexta (01/08) finaliza expedição por um Brasil que cresce sem perder as raízes

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Foto: Reprodução/ Internet

Na noite desta sexta-feira, 1º de agosto de 2025, o “Globo Repórter” dá adeus — ao menos por agora — ao “Brasil do Meio”. Uma expedição intensa, sensível e cheia de descobertas que atravessou o coração do país, revelando muito além do que mapas mostram. Essa região, muitas vezes vista apenas como ponto de passagem ou corredor do agronegócio, se revelou um mosaico de histórias humanas, inovações surpreendentes, fé concreta e gente que não só planta e colhe, mas também sonha, transforma e resiste.

Durante semanas, a equipe do programa — liderada pelo repórter Chico Regueira — mergulhou na vida cotidiana de cidades, fazendas e comunidades nos estados de Goiás e Tocantins. E o que eles trouxeram de volta não foram apenas belas imagens ou dados impressionantes. Trouxeram vida. Histórias de superação, de amor à terra, de tecnologia com propósito e de tradições que sobrevivem mesmo quando os arranha-céus começam a engolir o céu.

Um novo olhar para o centro do Brasil

O episódio final dessa jornada nos convida a pensar: o que significa estar no meio? Estar no centro geográfico do Brasil é também estar no centro das contradições, das transformações e das possibilidades. Não é à toa que Goiás e Tocantins têm sido apontados como laboratórios vivos de um futuro que tenta equilibrar avanço econômico com sustentabilidade, inovação com memória, concreto com cerrado.

Goiânia, por exemplo, não é apenas uma cidade que cresce para cima. É também uma cidade que olha para dentro. Entre novos edifícios, robôs simpáticos e combustíveis limpos, pulsa uma alma sertaneja, cheia de afetos simples e valores profundos. Palmas, ainda jovem e em constante construção, é símbolo de um país que quer se reinventar sem esquecer de onde veio.

Goiânia: onde o agro encontra a cidade

A capital goiana é o ponto de partida do episódio. Ali, o urbano e o rural não vivem em lados opostos — eles se abraçam, ainda que com tensão. A cidade, que ganha prédios cada vez mais altos, esconde entre suas avenidas modernas um ritmo de vida que ainda valoriza o quintal, o cheiro da comida no fogão de lenha e as rodas de viola.

Um exemplo disso é a influenciadora digital que abre as portas de seu apartamento com vista para o skyline goianiense e mostra, orgulhosa, sua coleção de panelas herdadas da avó. Atrás das fotos produzidas do Instagram, há uma mulher que fala de pamonha como quem fala da infância, de banho de rio como quem fala de cura. E ali, no centro da cidade, ela faz questão de manter viva essa identidade sertaneja.

E não é só nas cozinhas que a tradição ganha um toque de futuro. No prédio mais alto da cidade, a robô Pequi — com nome inspirado na fruta símbolo do cerrado — faz entregas entre os andares como se fosse um carteiro do amanhã. Um pequeno gesto que diz muito: a tecnologia aqui não é um fim em si, mas uma ponte entre mundos.

Quando o canteiro vira sala de aula

No meio desse cenário em transformação, o Globo Repórter encontra também pessoas que decidiram mudar a realidade à sua volta. A professora Mônica Ferreira dos Santos, por exemplo, criou uma iniciativa para capacitar operários da construção civil diretamente nos canteiros. Nada de quadro negro ou cadeiras enfileiradas — o aprendizado acontece com os pés na terra e o capacete na cabeça.

Mônica sabe do que está falando: já foi ajudante de obra, estudou à noite, criou os filhos sozinha e hoje é engenheira civil. Mas, mais do que isso, ela é ponte para outros sonharem também. “Quando a gente entende o desenho de uma planta, começa a desenhar o próprio futuro”, diz um de seus alunos, com os olhos brilhando.

Fé que constrói

No mesmo território onde o concreto avança, a espiritualidade se reinventa. O programa encontra o pastor Cláudio de Carvalho, que decidiu unir sua fé com sua profissão de engenheiro. Para ele, evangelizar não é só pregar com palavras — é ensinar com ações. Em vez de apenas falar de salvação, ele ensina serventes a se tornarem pedreiros qualificados. “A gente também salva quando oferece uma profissão”, diz, com a convicção de quem constrói mais que paredes.

Biometano: combustível do presente

Outra descoberta surpreendente vem dos bastidores da mobilidade urbana: ônibus movidos a biometano — um combustível limpo, extraído dos resíduos da cana-de-açúcar. A cena do repórter embarcando em um desses veículos não é só ilustrativa: é simbólica. Mostra que o futuro não está tão longe quanto parece. Ele já está circulando pelas ruas, de forma silenciosa, econômica e sustentável.

E o que poderia parecer uma inovação distante da realidade, se mostra muito presente: “O que sobra da cana vira força para mover gente. Isso é bonito demais”, resume um dos motoristas que opera os ônibus.

No Tocantins, a última fronteira é a esperança

A equipe do programa segue viagem até o Tocantins e chega à região conhecida como Matopiba, nome que soa técnico, mas que guarda um potencial humano imenso. Ali, entre lavouras modernas e iniciativas ecológicas, está a fazenda de Murilo Sharp — uma propriedade dividida entre produção e preservação.

Metade das terras é floresta nativa. A outra metade é ocupada por gado, sim, mas com responsabilidade ambiental. Murilo não fala em produtividade como quem fala em lucro, mas como quem fala de legado. “O segredo é escutar a terra”, diz, com olhos marejados diante de uma árvore que, segundo ele, já estava ali antes mesmo do avô chegar.

Dona Zefa: a cozinha como resistência

E é também no Tocantins que o episódio encontra um dos personagens mais encantadores da série: Dona Zefa. Simples, direta, generosa, ela transforma soja em café — literalmente. Torrada e moída, a leguminosa se transforma numa bebida que lembra o café tradicional, mas tem gosto de roça.

Ela prepara a bebida enquanto frita bolinhos e recebe a equipe com o sorriso de quem não se deixa intimidar pelas câmeras. “É café de soja, mas tem alma”, brinca. Ao lado do fogão, sua cozinha parece um relicário de afetos, receitas e memória.

Palmas: jovem, solar, promissora

A expedição se encerra na capital do Tocantins. Palmas ainda é uma cidade em construção — no tempo, na identidade, no sonho. Criada no fim dos anos 1980, ela é o exemplo mais literal do Brasil em transformação: uma cidade nova, nascida de um desejo de modernidade, mas que carrega histórias antigas em cada esquina.

O programa Globo Repórter visita o marco geodésico do país, conversa com os primeiros moradores que chegaram com quase nada e, hoje, têm filhos formados, netos sonhando alto. Palmas respira juventude, mas também carrega a sabedoria de quem começou tudo do zero.

The Great Flood | Netflix divulga trailer do aguardado filme de desastre sul-coreano

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O cinema sul-coreano se prepara para causar impacto no público internacional com The Great Flood, novo filme apocalíptico da Netflix, cujo primeiro trailer foi divulgado nesta quarta-feira, 17 de setembro de 2025. A produção promete entregar uma experiência intensa e envolvente, mostrando a luta desesperada de moradores de um complexo de apartamentos diante de uma enchente devastadora, capaz de mudar suas vidas para sempre.

O filme é dirigido e roteirizado por Kim Byung-woo, cineasta renomado por trabalhos como Zona Desmilitarizada, e marca mais uma investida da Coreia do Sul no gênero de desastre com toques de ficção científica. No centro da trama estão Kim Da-mi, conhecida por Garota em Chamas e Itaewon Class, e Park Hae-soo, de Round 6 e Carma, que interpretam Anna e Hee-jo, personagens que enfrentam desafios quase impossíveis enquanto tentam sobreviver à força implacável da natureza.

Além dos protagonistas, o elenco conta com Kim Kyu-na, Kim Byung-nam, Lee Dong-chan e Kim Su-kyung, atores que dão vida a moradores do prédio que precisam confrontar seus medos, tomar decisões rápidas e, acima de tudo, lutar pela própria sobrevivência. A química entre eles cria momentos de tensão e emoção, explorando a solidariedade, o medo e a coragem humanas em situações extremas.

Lançamento exclusivo na Netflix

Diferente de grandes produções que estreiam nos cinemas antes de chegar às plataformas de streaming, The Great Flood será uma produção exclusiva da Netflix, disponível diretamente para os assinantes a partir de 19 de dezembro de 2025. Antes disso, o filme terá sua estreia mundial no 30º Festival Internacional de Cinema de Busan, na seção Korean Cinema Today – Special Premiere, em 18 de setembro. A exibição no festival coloca o longa sob os holofotes do público e da crítica internacional, mostrando a força do cinema sul-coreano em contar histórias de heroísmo, drama e sobrevivência em cenários extremos.

Trama intensa e emocionante

A narrativa acompanha um prédio de apartamentos que se torna o epicentro de uma catástrofe global. À medida que a água sobe, moradores enfrentam momentos de desespero, medo e decisões que podem ser a diferença entre a vida e a morte. Em meio ao caos, Anna se destaca ao lutar para salvar uma criança, simbolizando esperança e resiliência diante da destruição. A história mistura ação, drama humano e efeitos visuais de última geração, garantindo uma experiência imersiva que explora tanto o impacto psicológico quanto físico de um desastre natural.

Produção e bastidores

O projeto começou a ganhar forma em junho de 2022, quando a produtora Fantasy Light iniciou negociações com a Netflix para a realização do longa. A confirmação oficial veio em agosto do mesmo ano, com roteiro de Kim Byung-woo e Han Ji-su. As filmagens ocorreram entre 1º de julho de 2022 e 5 de janeiro de 2023, envolvendo cenários elaborados e efeitos especiais realistas que recriam a devastação provocada por enchentes de grandes proporções.

Em entrevistas, Kim Byung-woo destacou que o objetivo do filme vai além do suspense e da ação: “Queremos mostrar que, mesmo diante do desastre, o que mantém as pessoas unidas são suas relações e sua coragem. O filme explora a humanidade das pessoas diante do caos”, afirmou o diretor.

“A Morte do Sr. Lazarescu” chega ao Reserva Imovision e mostra um retrato brutal da desumanização no sistema de saúde

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Ele está sozinho. Seus gatos miam, a cabeça lateja, a náusea aumenta. Ele liga para a emergência e espera. Não há ninguém mais. Nenhum parente, nenhum amigo. Só a promessa de que alguém — qualquer um — venha socorrê-lo. Assim começa “A Morte do Sr. Lazarescu”, o filme romeno que, duas décadas após chocar plateias ao redor do mundo, finalmente chega ao streaming no Brasil pelo catálogo do Reserva Imovision. E se você ainda não assistiu, prepare-se: não é só um filme. É uma ferida aberta, exposta com precisão cirúrgica. E o mais desconcertante? Você já viu isso acontecer. Talvez mais de uma vez. Talvez com alguém que você conhecia. Talvez com você.

Dirigido por Cristi Puiu, o longa de 2005 é considerado um marco da chamada Nova Onda Romena, movimento cinematográfico que rompeu com os velhos moldes e decidiu filmar a vida como ela é — sem filtros, sem cortes suaves, sem trilha sonora redentora. Em “A Morte do Sr. Lazarescu”, a lente crua da câmera não quer te entreter, quer te obrigar a ficar. A olhar. A não desviar os olhos do que preferimos ignorar: a lenta, dolorosa e cotidiana desumanização de quem mais precisa.

O corpo que apodrece, o sistema que falha

Dante Remus Lăzărescu tem 63 anos. Mora em Bucareste, num apartamento pequeno, apertado, onde divide o espaço com três gatos e os restos de uma vida que já perdeu brilho. Quando começa a passar mal — dores de cabeça intensas, vômitos —, ele liga para a ambulância. Parece simples, como qualquer um faria. Mas o que se segue é tudo, menos simples. Lazarescu é colocado em uma maca e embarca em uma jornada absurda que parece saída de um pesadelo burocrático: de hospital em hospital, de médico em médico, sem que ninguém o acolha de fato.

É alcoolista, dizem uns. Está inventando, pensam outros. E enquanto seu corpo dá sinais claros de falência, os profissionais de saúde se perdem em julgamentos, protocolos, vaidades e distrações. O tempo passa. A dor cresce. A voz some. A morte se aproxima.

Assistir a esse filme é como entrar em um labirinto gelado de corredores hospitalares, onde tudo ecoa: a espera, a negligência, a solidão. Com planos longos e câmera trêmula, Puiu faz o tempo esticar como um elástico prestes a arrebentar. Não há cortes rápidos nem diálogos expositivos. Há silêncios. Muitos silêncios. E, nos espaços entre uma palavra e outra, a verdade grita.

O drama de um é o espelho de muitos

Ion Fiscuteanu, no papel de Lazarescu, não atua — ele se entrega. Seu corpo vai murchando em cena como um galho seco. A voz se apaga aos poucos. E nós, do outro lado da tela, sentimos a impotência de quem vê e não pode fazer nada. Ou pior: de quem assiste, mas costuma virar o rosto na vida real.

Porque todos nós já ouvimos histórias assim. Alguém que morreu esperando atendimento. Alguém que foi ignorado porque parecia bêbado. Alguém que foi diagnosticado tarde demais. A diferença é que, aqui, não é só uma manchete de jornal. É uma jornada íntima, demorada e incômoda. E esse desconforto é o que torna o filme tão necessário.

“A Morte do Sr. Lazarescu” não é sobre um homem apenas — é sobre todos nós. Sobre o que fazemos (ou não fazemos) quando a vida de alguém escapa diante dos nossos olhos, aos poucos, como se fosse aceitável. Sobre como normalizamos o abandono. Sobre como a frieza institucional se tornou rotina.

Quando a câmera se recusa a virar o rosto

É difícil não se perguntar: por que esse filme nos incomoda tanto? Porque não há fuga possível. A câmera insiste em permanecer. Fica ali, mesmo quando tudo em nós implora por um corte. Observa os olhos impacientes dos médicos, os gestos automáticos dos enfermeiros, as desculpas técnicas que escondem a falta de empatia.

Mas, mais do que criticar a medicina, o que o filme revela é algo mais profundo: uma falência ética coletiva. A de uma sociedade que mede o valor de uma vida por sua utilidade, pela sua higiene, pelo seu comportamento. A de pessoas que, na correria, se esquecem que o outro é alguém — alguém com nome, com história, com dor.

Uma morte que nos obriga a acordar

Quando o filme estreou no Festival de Cannes, em 2005, arrebatou a crítica e venceu o prestigiado Prêmio Un Certain Regard. Mas seu impacto não ficou apenas nos prêmios. Ele virou referência. Virou símbolo. Inspirou outros diretores romenos. Chegou a ser comparado a um “anti-drama hospitalar”, por retratar a medicina sem heroísmo, sem glamour, sem finais felizes.

E agora, quase vinte anos depois, sua estreia no catálogo do Reserva Imovision é uma chance rara de reviver essa experiência cinematográfica — ou de enfrentá-la pela primeira vez. Em um mundo saturado de conteúdos efêmeros, onde o próximo filme está a um clique de distância, “A Morte do Sr. Lazarescu” exige tempo, paciência e coragem. Porque é isso que a vida também exige.

Porque talvez Lazarescu seja você. Ou alguém que você ama.

O filme termina em silêncio. Não há trilha triste, nem música de créditos triunfal. Só silêncio. E é nesse silêncio que percebemos: a história não terminou ali. Ela continua, em cada sala de espera, em cada pronto-socorro lotado, em cada voz ignorada. Lazarescu pode ter sido um personagem, mas a sua morte é real — e acontece todos os dias, diante de olhos cansados demais para notar.

No fim, o filme não te pede lágrimas. Ele te pede presença. Te pede escuta. Te pede responsabilidade.

E talvez isso seja o mais próximo da arte verdadeira: aquela que, mesmo quando termina, continua nos mudando por dentro.

Solo Leveling: Karma | Novo jogo expande o universo da franquia e ganha previsão de lançamento

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Foto: Reprodução/ Internet

Os fãs de Solo Leveling mal terminaram de digerir as emoções da segunda temporada do anime, Arise from the Shadow, quando uma nova notícia caiu como uma magia épica: vem aí Solo Leveling: Karma. Mas atenção — não é uma terceira temporada. Trata-se de um novo jogo ambientado no universo da série, que promete mergulhar ainda mais fundo nas sombras que moldaram o mundo dos caçadores.

Previsto para 2026, o jogo será lançado para computadores e dispositivos móveis, trazendo uma história inédita que se passa entre os eventos da narrativa original e os acontecimentos de Solo Leveling: Ragnarok — a aguardada sequência que deve expandir o legado de Sung Jinwoo. As informações são do Omelete.

Ou seja, estamos falando de um hiato de 27 anos entre as duas séries — e é exatamente nesse espaço de tempo que os jogadores vão se aventurar em Karma.

Uma ponte entre eras

Solo Leveling: Karma promete funcionar como uma espécie de elo entre a era do lendário Sung Jinwoo e o futuro sombrio que virá em Ragnarok. O game vai explorar as consequências do poder que Jinwoo acumulou, e como o equilíbrio do mundo dos caçadores foi afetado após seus atos.

Ainda não há muitos detalhes sobre a trama, mas especula-se que o jogador poderá controlar novos personagens que vivem à sombra do herói original — guerreiros, magos e caçadores tentando sobreviver em um mundo que ainda sente os ecos do “Jogador Solitário”.

No trailer divulgado, é possível ver visuais impressionantes, batalhas rápidas e um sistema de progressão que parece ter sido inspirado diretamente no conceito central do universo de Solo Leveling: subir de nível, evoluir e desafiar os próprios limites.

Do webtoon ao império multimídia

O sucesso de Solo Leveling é um daqueles fenômenos que mostram a força da cultura pop coreana no mundo. Criado por Chugong, a obra nasceu como uma web novel publicada na plataforma KakaoPage em 2016. Rapidamente ganhou versão em webtoon (HQ digital) ilustrada por Jang Sung-Rak, mais conhecido como Dubu, da Redice Studio — o artista que ajudou a dar rosto e identidade visual à saga, mas que faleceu em 2022, deixando um legado reverenciado por fãs no mundo todo.

A série em quadrinhos terminou em 2021 com 179 capítulos, e continua sendo um dos títulos mais lidos e influentes da Ásia. Em 2024, a A-1 Pictures, estúdio responsável por sucessos como Sword Art Online e Kaguya-sama: Love is War, levou Solo Leveling para as telas em uma adaptação animada — e foi um estouro.

A primeira temporada foi exibida de janeiro a março de 2024 e se tornou um dos animes mais comentados do ano. A segunda, Arise from the Shadow, chegou em janeiro de 2025, elevando o nível da produção e aprofundando o desenvolvimento emocional de Jinwoo.

Agora, com o anúncio de Karma, a franquia parece seguir o caminho natural dos grandes universos narrativos: expandir-se além das telas, entrando no território dos games e preparando terreno para o que vem a seguir.

O que esperar do jogo?

Desenvolvido pela Netmarble, gigante dos jogos mobile que já trabalhou em títulos como Seven Knights e Ni no Kuni: Cross Worlds, Karma promete misturar ação em tempo real, elementos de RPG e narrativa cinematográfica.

A proposta é entregar uma experiência dinâmica, com sistemas de combate personalizáveis e missões que exploram as consequências morais das ações do jogador — daí o nome “Karma”. Cada decisão poderá impactar o destino dos personagens e do mundo à sua volta.

E, claro, não faltará o que todo fã espera: chefões absurdamente poderosos, gráficos sombrios e estilizados, e aquela trilha sonora épica que faz cada batalha parecer o fim (ou o começo) de uma era.

Entenda o legado de Sung Jinwoo

Mesmo que Karma se passe após os eventos de Jinwoo, o protagonista continua sendo a alma da franquia. É o seu mito que paira sobre cada novo caçador que tenta deixar a própria marca.

A história de Jinwoo começou de forma modesta: ele era o “caçador mais fraco do mundo”, enfrentando monstros em masmorras apenas para sobreviver. Mas, após ser escolhido por um misterioso “Sistema”, sua vida mudou completamente — ele passou a ter a habilidade única de subir de nível indefinidamente, quebrando todas as regras conhecidas.

A jornada de Jinwoo foi marcada por solidão, sacrifício e poder absoluto, temas que continuam ecoando em Karma. Afinal, o preço de ser um deus entre humanos sempre foi alto demais — e agora o jogo promete explorar as consequências desse desequilíbrio.

Atualmente, o anime está disponível no catálogo da Crunchyroll, com legendas em português e dublagem para quem prefere acompanhar a saga de Sung Jinwoo em sua própria língua. Já os fãs que desejam mergulhar na versão original em quadrinhos podem encontrar o mangá publicado pela editora Panini, que traz edições caprichadas e com excelente qualidade de impressão.

Fan Service | Novo BL coreano sobre fama, vulnerabilidade e um romance inesperado estreia em 7 de janeiro

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O universo dos BLs coreanos ganha um novo título para ficar no radar: Fan Service, produção que estreia em 7 de janeiro e reúne Changyu e Changmin, rostos já conhecidos do público por #HisMan, ao lado de Yang Jaeu. A série promete ir além do romance tradicional, apostando em uma narrativa mais sensível sobre exposição, pressão emocional e sentimentos que surgem quando menos se espera.

A história acompanha três jovens cujas vidas se entrelaçam após um encontro que termina de forma desastrosa. O episódio, que poderia ser facilmente esquecido, acaba dando início a uma cadeia de boatos, desconfortos e emoções mal resolvidas, colocando os personagens no centro de situações que fogem totalmente do controle deles.

No coração da trama está Geon U, uma estrela do Hallyu que começa a sentir o peso real da fama. Entre agendas exaustivas, cobranças constantes e fãs que ultrapassam limites, ele vê sua estabilidade emocional ruir aos poucos. É nesse momento de fragilidade que surge Jae Yeon, um estudante universitário completamente fora do mundo dos holofotes, com quem Geon U acaba se envolvendo de maneira inesperada.

O relacionamento, que nasce quase por acaso, passa a desafiar não apenas os sentimentos dos dois, mas também as expectativas impostas pela indústria do entretenimento e pelo público. Fan Service se propõe a mostrar o lado humano por trás das imagens perfeitas, abordando o contraste entre a vida pública e os desejos privados, em uma história que promete tocar quem já se sentiu pressionado a esconder quem realmente é.

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