Quilos Mortais desta sexta (08) apresenta emocionante episódio sobre a trajetória de Bethany

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Foto: Reprodução/ Internet

Nesta sexta-feira, 8 de agosto, às 22h45, o reality show Quilos Mortais traz ao público uma narrativa que ultrapassa os números da balança para alcançar as profundezas do ser humano. O episódio inédito acompanha Bethany, uma psicóloga de 42 anos que enfrenta um desafio colossal: conviver com seus 276 quilos e, ao mesmo tempo, lidar com feridas emocionais antigas e barreiras internas que dificultam sua transformação. As informações são da Record TV.

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A vida por trás dos números: conhecendo Bethany

Bethany não é uma paciente comum. Com formação em psicologia, ela conhece bem os labirintos da mente humana e compreende, em teoria, a importância de cuidar da saúde emocional. Mas quando o olhar precisa se voltar para si mesma, sua história se mostra complexa e carregada de nuances.

Mãe dedicada de duas filhas — Isabella, de 18 anos, e Zowie, de 10 — Bethany vive um cotidiano marcado pelas limitações que o excesso de peso lhe impõe. São tarefas simples do dia a dia que se tornam desafios gigantescos, como acompanhar as filhas em momentos importantes, brincar no parque ou mesmo atividades corriqueiras dentro de casa. A culpa por não poder estar mais presente e ativa na vida das meninas acompanha seus dias silenciosamente.

A dinâmica familiar tem suas tensões. Isabella, ainda muito jovem, assumiu cedo um papel de cuidadora, tentando equilibrar o suporte à mãe com a construção de sua própria identidade. Já o marido, figura central na história, é um parceiro constante que divide a carga física e emocional de um lar onde a saúde de Bethany muitas vezes é o eixo principal das preocupações.

Cicatrizes que o tempo não cura: feridas emocionais e traumas do passado

Desde a infância, a jovem conviveu com rejeição e a sensação de não pertencimento, sentimentos que cresceram em meio a conflitos familiares e dificuldades sociais. Na adolescência, um relacionamento abusivo deixou marcas profundas, afetando diretamente sua autoestima e ampliando o ciclo de sofrimento.

A luta contra crises de ansiedade e episódios de pânico que acompanham sua trajetória só reforçaram o isolamento. Para Bethany, a comida tornou-se uma espécie de porto seguro — um mecanismo de conforto e proteção diante de um mundo que, para ela, parecia hostil demais.

O paradoxo da psicóloga que resiste à própria cura

Um dos aspectos mais impactantes da história de Bethany é a contradição entre seu conhecimento profissional e a resistência emocional que apresenta diante da própria terapia e tratamento psicológico.

Apesar de entender o valor da psicoterapia, Bethany encara o processo com uma mistura de desconfiança e medo. Ela se apega à cirurgia bariátrica como uma solução quase milagrosa — uma esperança rápida para a transformação que tanto deseja — sem perceber que o verdadeiro e maior desafio está no enfrentamento das questões emocionais que alimentam seus comportamentos e dificultam a mudança.

Essa resistência não é incomum em quem vive com obesidade extrema, especialmente quando há um histórico de traumas não elaborados e uma relação complexa com o próprio corpo e a autoestima. O episódio expõe esse embate interno de forma sensível, mostrando que a cura não é linear e que o caminho pode ser tortuoso.

Além da balança: reconstruir a autoestima e a vida

Para Bethany, a verdadeira batalha não está apenas no número que a balança marca, mas no processo lento e cheio de obstáculos de autoconhecimento, aceitação e reconstrução da autoestima.

Cada pequena conquista, seja física ou emocional, representa um passo fundamental para vencer o medo, a insegurança e as feridas que o tempo não cicatrizou. A série mostra momentos de fragilidade, mas também flashes de esperança e a redescoberta da força interior que ela tem — uma força que talvez estivesse oculta sob o peso do corpo e das emoções.

Esse processo de transformação vai muito além da estética: é sobre recuperar o direito de viver plenamente, de se amar e se aceitar, de reconstruir relações familiares e sociais e de reencontrar a própria identidade.

O peso invisível da responsabilidade familiar

A moça carrega uma culpa que muitas vezes pesa quase tanto quanto os quilos que somam seu corpo. Ela teme não estar presente para as filhas da forma como gostaria e se preocupa com o impacto que sua condição pode ter sobre o futuro delas.

A relação entre Bethany e suas filhas é marcada por um amor imenso, mas também por tensões e angústias naturais de quem vive diante de tantas limitações. Isabella, em particular, vive o delicado papel de suporte emocional e prático para a mãe, enfrentando seu próprio processo de amadurecimento e desafios pessoais.

O episódio ressalta como a obesidade extrema impacta não só o indivíduo, mas todo o núcleo familiar, colocando à prova relações, expectativas e o equilíbrio emocional de todos.

HBO revela trailer de Máscaras de Oxigênio (não) Cairão Automaticamente, nova minissérie brasileira

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Foto: Reprodução/ Internet

A HBO Max acaba de liberar o trailer oficial de Máscaras de Oxigênio (não) Cairão Automaticamente, minissérie brasileira que estreia em 31 de agosto de 2025. A produção promete envolver o público em uma narrativa carregada de emoção, tensão e reflexão sobre uma época marcada pelo medo e pela incompreensão diante de uma doença que transformou vidas: a AIDS. Com uma estética cuidadosamente elaborada e elenco de peso, a série busca retratar a solidariedade e a coragem humana em tempos extremos, convidando o espectador a mergulhar em uma história inspirada em acontecimentos reais.

O trailer, divulgado recentemente, revela uma produção que aposta na força das imagens e na intensidade das relações humanas. É possível sentir a tensão desde os primeiros segundos: cenas de aviões decolando, salas de hospital abarrotadas e olhares carregados de preocupação e decisão. A minissérie foca em um grupo de comissários de bordo no Rio de Janeiro que, diante do avanço da AIDS e da escassez de tratamentos disponíveis no país, se vê em uma encruzilhada moral e emocional.

Em um período em que o preconceito se espalhava com a mesma rapidez da doença, os personagens enfrentam dilemas complexos, entre obedecer às regras e salvar vidas. A narrativa evidencia não apenas a urgência de acesso aos medicamentos, mas também os desafios sociais e éticos impostos por uma sociedade despreparada para lidar com a epidemia. As escolhas dos protagonistas, muitas vezes arriscadas e clandestinas, transformam-se em atos de heroísmo silencioso, oferecendo uma luz de esperança para aqueles que, até então, estavam à margem do cuidado médico.

Contexto histórico: a AIDS no Brasil

Nos anos 1980 e 1990, o Brasil, assim como grande parte do mundo, enfrentava uma epidemia desconhecida e estigmatizada. Pouco se sabia sobre o vírus HIV e o impacto devastador da AIDS gerava medo, desinformação e preconceito. Pacientes eram frequentemente marginalizados, e o acesso a medicamentos eficazes era limitado ou inexistente.

É neste cenário que a trama original da HBO insere sua narrativa. Inspirada por fatos reais, a minissérie explora a trajetória de comissários de bordo que, ao testemunharem o sofrimento de pessoas infectadas, decidem contrabandear o AZT, o primeiro antirretroviral aprovado no exterior, mas ainda não disponível legalmente no Brasil. Este gesto arriscado não apenas simboliza a luta pela vida, mas também expõe os dilemas éticos que surgem quando a lei e a moral entram em conflito.

O roteiro, assinado por Patricia Corso, Leonardo Moreira e Bruna Linzmeyer, traz autenticidade e profundidade às relações, mostrando que, mesmo diante do caos, a solidariedade e a coragem podem florescer. O contraste entre a indiferença institucional e a ação individual reforça a dimensão humana da história, tornando a série um relato histórico e emocionalmente envolvente.

Personagens e protagonistas

O elenco da minissérie é um dos grandes destaques da produção. Entre os nomes confirmados estão Johnny Massaro, conhecido por trabalhos em filmes como Se Nada Mais Der Certo (2008) e a série Sessão de Terapia (2012); Bruna Linzmeyer, que ganhou destaque em Ligações Perigosas (2016) e Doutor Gama (2021); Ícaro Silva, lembrado por O Negócio (2013–2018) e Malhação: Viva a Diferença (2017); Eli Ferreira, que participou de Verdades Secretas 2 (2021); e Kika Sena, com passagens por Sob Pressão (2017–2020). Também integram o elenco Andréia Horta (A Vida Invisível, 2019), Duda Matte (3%, 2016–2020), Lucas Drummond (Dom, 2021) e Igor Fernandez (Nos Tempos do Imperador, 2021). Cada ator assume um papel que não apenas representa a luta contra a doença, mas também explora conflitos internos, relacionamentos complexos e a tensão entre o dever e a empatia.

O personagem central, um chefe de cabine gay e portador do vírus HIV, é interpretado por Johnny Massaro. Sua trajetória, marcada pela descoberta da doença e pelo enfrentamento do preconceito, serve como fio condutor da narrativa. A coragem de planejar o contrabando do AZT e a responsabilidade de proteger vidas transformam-no em um símbolo de resistência e humanidade.

Ao seu lado, Bruna Linzmeyer e Ícaro Silva interpretam colegas que, apesar do medo, se unem ao esforço para levar esperança a quem mais precisa. Cada decisão tomada pelos personagens reflete não apenas o drama individual, mas também o peso coletivo de uma sociedade em crise. A série, portanto, não se limita a retratar a epidemia como um fato histórico; ela humaniza a experiência, mostrando o impacto emocional, social e moral sobre quem vivenciou a época.

Direção e estética da série

A direção de Marcelo Gomes e Carol Minêm garante à minissérie um estilo visual e narrativo que equilibra realismo e sensibilidade. As cenas aéreas, os ambientes hospitalares e os interiores de aviões são captados de forma a criar tensão e imersão, enquanto a fotografia ressalta o clima de urgência e vulnerabilidade.

A escolha estética reforça o drama humano: cores mais sóbrias, luzes difusas e enquadramentos intimistas aproximam o espectador da experiência dos personagens. Cada detalhe, desde o figurino até a ambientação, busca reconstruir fielmente o contexto histórico, sem deixar de lado a força emocional que atravessa toda a trama.

O AZT e a luta pela vida

Um dos elementos centrais da série é o AZT, medicamento antirretroviral que se tornou símbolo de esperança para pacientes com AIDS nos anos 1980. Na narrativa, o contrabando do AZT pelos comissários de bordo representa não apenas um ato de desobediência legal, mas também um gesto de coragem e empatia em meio ao desamparo social.

A série consegue explorar essa dimensão histórica de maneira sensível: ao mesmo tempo em que mostra o impacto da medicação na vida dos pacientes, evidencia o risco que os personagens correm para garantir que a vida de outros seja preservada. É uma história sobre como a solidariedade pode desafiar barreiras legais e sociais, inspirando reflexões sobre ética, responsabilidade e humanidade.

Temas centrais: solidariedade, coragem e preconceito

Máscaras de Oxigênio (não) Cairão Automaticamente aborda uma série de questões complexas, como o preconceito contra pessoas vivendo com HIV, o estigma social da doença, e a necessidade de coragem individual para enfrentar sistemas burocráticos e injustos. Ao mesmo tempo, a série celebra a solidariedade e a união, mostrando que, mesmo em tempos sombrios, é possível construir redes de apoio e esperança.

O roteiro também não hesita em mostrar o lado emocional dos personagens: o medo da doença, a ansiedade diante de decisões arriscadas, a dor pela perda de amigos e pacientes, e a alegria e alívio quando conseguem salvar vidas. Essa combinação de tensão dramática e momentos de humanização cria um envolvimento profundo com o público, tornando a série não apenas um relato histórico, mas uma experiência emocional intensa.

Uma produção brasileira de relevância internacional

Produzida pela Morena Filmes em parceria com a HBO Max, a minissérie reafirma a capacidade do Brasil de criar conteúdos originais, relevantes e de qualidade internacional. A colaboração entre direção, roteiro e elenco resulta em uma narrativa coesa, envolvente e impactante, capaz de dialogar tanto com o público brasileiro quanto com espectadores globais interessados em histórias humanas e socialmente relevantes.

Além disso, a série reforça a importância de contar histórias sobre episódios históricos que, embora dolorosos, moldaram a consciência social e a luta por direitos no país. Ao trazer à tona a experiência de comissários de bordo que arriscaram tudo para salvar vidas, a produção celebra heróis anônimos e coloca em evidência a importância da memória e do registro cultural.

Relevância cultural e social

A minissérie também chega em um momento de renovado interesse pela história da AIDS e pelo impacto social da doença. Ao abordar o período em que o preconceito e a desinformação eram tão devastadores quanto o próprio vírus, a produção abre espaço para discussões sobre inclusão, direitos humanos, saúde pública e empatia.

Mais do que uma narrativa de época, Máscaras de Oxigênio (não) Cairão Automaticamente funciona como um lembrete do quanto a sociedade evoluiu e do quanto ainda é necessário avançar na luta contra estigmas e desigualdades. É uma oportunidade para refletir sobre a importância de agir com coragem, solidariedade e humanidade, mesmo diante de circunstâncias extremamente desafiadoras.

Crítica | Faça Ela Voltar é um terror cruel que rasga a alma

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Faça Ela Voltar, dirigido pelos irmãos Justin e Aaron Philippou, não é um filme para espectadores que buscam conforto ou escapismo. Desde os primeiros minutos, o longa impõe uma tensão implacável, mergulhando o público em uma experiência que é, ao mesmo tempo, dolorosa, assustadora e profundamente humana. O terror não surge de efeitos sobrenaturais baratos ou sustos previsíveis: ele surge da realidade do luto, da obsessão e das consequências irreversíveis de decisões movidas pela dor. Este não é um filme que se assiste; é um filme que se sente, que consome e que deixa marcas psicológicas duradouras.

O que diferencia o filme de grande parte do cinema de terror contemporâneo é o modo como ele lida com o sofrimento humano. A narrativa não simplifica a dor nem a transforma em espetáculo. Pelo contrário, ela é meticulosamente construída para que cada momento de angústia seja tanto plausível quanto esmagador. A sensação constante de desconforto, de tensão e de antecipação é reforçada por uma direção precisa, uma cinematografia calculada e atuações que vão além do convencional. Cada frame é projetado para intensificar a experiência emocional do espectador, tornando impossível desligar-se da narrativa.

O horror que não precisa de monstros

O terror em Faça Ela Voltar não está em figuras sobrenaturais ou monstros externos. Ele reside na psique humana, nas emoções extremas e nas escolhas desesperadas que a dor pode provocar. A trama central gira em torno de personagens consumidos pelo luto e pela obsessão, mostrando como a incapacidade de deixar alguém partir pode se transformar em força destrutiva. O filme não romantiza o sofrimento; ele o expõe em toda sua brutalidade, mostrando que a obsessão não é apenas uma metáfora, mas uma força real e tangível que corrói as relações, a moralidade e a própria sanidade.

Essa abordagem torna a experiência cinematográfica inquietante de maneira incomum para o gênero. A tensão não é aliviada por diálogos explicativos ou por exposições dramáticas simplistas. Cada ação, cada olhar e cada silêncio carrega peso narrativo. O horror psicológico não é apenas sugerido; ele é experimentado, sentindo-se no corpo e na mente do espectador. É um terror que não se dissipa quando a sessão termina, permanecendo como uma lembrança incômoda e quase física.

Luto e obsessão: A matéria-prima do medo

O núcleo da narrativa é a exploração do luto e da obsessão. O filme demonstra com clareza que a dor pode se transformar em algo monstruoso, não por natureza sobrenatural, mas por sua intensidade emocional. A história evidencia como o amor e a perda, quando distorcidos pelo sofrimento, podem se tornar forças destrutivas, capazes de derrubar barreiras éticas e transformar a realidade em um pesadelo pessoal.

O roteiro dos Philippou é calculado para gerar desconforto constante, usando a obsessão não como um dispositivo de tensão passageiro, mas como motor de toda a narrativa. Essa obsessão não é uma escolha arbitrária dos personagens; é uma consequência direta do trauma que eles carregam. O filme demonstra, de maneira quase clínica, como o luto não curado pode dominar a vida de uma pessoa, afetar todos ao seu redor e corroer a própria identidade. Cada ato extremo é, portanto, compreensível dentro da lógica da dor, tornando a experiência tanto perturbadora quanto tragicamente realista.

Sally Hawkins: Uma presença insubstituível

Sally Hawkins entrega uma atuação que é, em muitos sentidos, o coração do filme. Sua personagem é uma mãe atravessada pelo luto, que se transforma em agente de destruição e obsessão. Hawkins equilibra fragilidade e ameaça com uma naturalidade rara, fazendo com que o espectador oscile constantemente entre empatia e horror. Cada olhar, cada hesitação, cada gesto transmite profundidade emocional e urgência, e sua presença domina a narrativa sem esforço.

O impacto de Hawkins é amplificado pelo roteiro e pela direção. Ela não precisa recorrer a exageros dramáticos; sua força reside na sutileza e na precisão emocional. A atriz transforma a obsessão e a dor em experiência sensorial, fazendo o público sentir a pressão, a culpa e o desespero da personagem como se fossem próprios. É uma performance visceral, memorável, capaz de rivalizar com algumas das interpretações mais intensas do cinema de terror moderno.

A Maturidade dos Irmãos Philippou

Os Philippou demonstram maturidade e controle narrativo impressionantes. Cada enquadramento, cada movimento de câmera e cada pausa na edição é projetado para maximizar a tensão e a densidade emocional. Eles evitam ornamentos visuais desnecessários, efeitos exagerados e sustos fáceis. Tudo é funcional, e cada elemento serve para aprofundar a experiência de sofrimento, obsessão e medo.

Essa clareza de propósito diferencia Faça Ela Voltar de filmes de terror que dependem de soluções visuais ou narrativas superficiais. Aqui, a violência e o desconforto são resultado lógico do trauma emocional, e não do desejo de chocar o público. A direção é firme e direta, criando uma experiência imersiva que exige atenção total e emocionalmente exaustiva.

Tensão constante

O roteiro do filme é construído de forma a manter a tensão elevada do início ao fim. Não há alívio dramático artificial; cada momento de calma funciona apenas como preparação para novas camadas de desespero. O filme estrutura o suspense de maneira gradual, mas incessante, garantindo que o espectador nunca se desligue da narrativa.

Essa abordagem cria uma experiência imersiva, quase claustrofóbica, que reflete a natureza do luto e da obsessão. O público não é apenas testemunha: ele é cúmplice do sofrimento, incapaz de se afastar ou desligar-se. O ritmo e a intensidade emocional são constantes, e o impacto psicológico não se dissipa facilmente.

Simbolismo e crítica social

Além do terror psicológico, o filme é carregado de simbolismo e crítica social. Ele aborda negligência, abandono, estruturas familiares disfuncionais e incapacidades institucionais de forma crua e direta. O trauma individual se conecta com questões sociais mais amplas: crianças e adultos que crescem sem apoio, famílias que falham em proteger, indivíduos que se perdem na própria dor.

O filme sugere que o horror não é apenas pessoal, mas coletivo. As falhas de cuidado, empatia e justiça moldam as trajetórias dos personagens, tornando cada ato de desespero parte de um panorama maior de sofrimento humano. É uma reflexão desconfortável, mas essencial, que amplia o alcance do terror além do pessoal e psicológico.

O luto não tem redenção

Um dos aspectos mais impactantes de Faça Ela Voltar é a rejeição da ideia de redenção ou cura emocional simplificada. O luto é corrosivo, a obsessão é autodestrutiva e a dor não se resolve magicamente. O filme não oferece alívio moral, soluções fáceis ou reconciliações artificiais. O público é confrontado com a realidade crua de que a dor pode consumir totalmente e transformar o amor em violência.

Essa escolha narrativa eleva o filme acima do terror convencional. Ele não apenas provoca medo; ele exige introspecção e coragem emocional. Cada decisão da personagem central, cada consequência de suas ações, é uma demonstração de como a dor pode dominar e deformar a vida humana.

Um filme obrigatório

Faça Ela Voltar é um dos filmes mais impactantes do gênero nos últimos anos. Ele combina roteiro preciso, direção controlada, atuação memorável e profundidade emocional para criar uma experiência que não se esquece facilmente. É perturbador, intenso e implacável. Ele não oferece consolo, mas oferece uma compreensão crua e poderosa do que significa perder, amar e ser consumido pela dor.

Para qualquer pessoa que aprecie terror psicológico de qualidade, Faça Ela Voltar é obrigatório. Não apenas cumpre suas promessas: redefine o que significa sentir medo, empatia e horror ao mesmo tempo. É uma experiência cinematográfica completa, que rasga, incomoda e permanece ecoando muito tempo depois que os créditos terminam.

Crunchyroll lança campanha para levar Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba – Castelo Infinito ao Oscar

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O impacto de Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba – Castelo Infinito nos cinemas é inegável. Desde sua estreia em julho de 2025 no Japão, o filme conquistou fãs ao redor do mundo com uma combinação rara de ação, emoção e excelência técnica. A produção, que representa a sequência direta da quarta temporada do anime, rapidamente se tornou um fenômeno cultural, consolidando-se como um dos maiores sucessos da história recente da animação japonesa. Agora, a Crunchyroll, responsável pela distribuição internacional do longa, decidiu dar um passo ousado: iniciar uma campanha para levar o filme ao Oscar de Melhor Animação.

Em entrevista ao The Hollywood Reporter, Rahul Purini, CEO da Crunchyroll, demonstrou otimismo em relação às chances da obra no prêmio. Ele destacou que, embora animes já tenham recebido reconhecimento internacional, como A Viagem de Chihiro e O Menino e a Garça, nenhum filme do gênero shonen, voltado a ação e aventura, conquistou a estatueta até hoje. Para Purini, isso não representa uma barreira, mas sim uma oportunidade de mostrar a força e a sofisticação do anime contemporâneo: “Achamos o filme incrível — a animação, a história, a qualidade em todos os aspectos. Os fãs merecem que ele seja considerado para prêmios. Faremos nossa parte para garantir que receba o apoio necessário em todas as categorias possíveis.”

Uma obra que transcende gêneros

Castelo Infinito não é apenas mais uma adaptação de mangá. Ele representa uma evolução da franquia Demon Slayer, combinando narrativa complexa, desenvolvimento psicológico profundo dos personagens e um estilo visual que impressiona tanto pelo dinamismo quanto pela beleza estética. Baseado no arco “Castelo Infinito” do mangá de Koyoharu Gotouge, publicado entre 2016 e 2020, o filme se diferencia de suas adaptações anteriores — como Swordsmith Village e Hashira Training, que funcionaram como compilações — por ser uma experiência cinematográfica completa.

A produção, assinada pelo estúdio Ufotable, mantém a excelência técnica que consagrou a franquia. Cada cena de luta é coreografada com precisão quase hipnótica, enquanto os efeitos visuais e a iluminação conferem uma atmosfera dramática única. Sob a direção de Haruo Sotozaki, o roteiro consegue equilibrar momentos de tensão extrema com passagens de introspecção e emoção, criando uma experiência que vai muito além da ação superficial. É essa combinação de técnica e narrativa que torna Castelo Infinito uma obra capaz de atrair tanto fãs de longa data quanto novos espectadores.

A trama que prende o público

No centro da narrativa está Tanjiro Kamado, jovem que ingressou no Demon Slayer Corps, uma corporação dedicada a combater demônios, após sua irmã Nezuko ter sido transformada em um deles. O filme começa em um ponto crítico: enquanto Tanjiro e os Hashira participam de um programa de treinamento intensivo, surge Muzan Kibutsuji, o antagonista central da série, colocando em risco a vida do líder da corporação. Em uma sequência eletrizante, Tanjiro e os outros membros são lançados em uma queda vertiginosa que os leva diretamente ao Infinity Castle, o reduto final dos demônios.

É nesse cenário que se estabelece o confronto definitivo. O longa consegue equilibrar cenas de ação com momentos de forte carga emocional, explorando o medo, a coragem e os laços familiares que unem os personagens. Essa densidade narrativa é rara no gênero shonen, e é um dos fatores que torna a obra tão cativante. Além disso, o filme aborda temas universais como sacrifício, responsabilidade e superação, ampliando seu apelo para públicos de diferentes idades e culturas.

Por que o filme pode chegar ao Oscar

O potencial de Demon Slayer: Castelo Infinito para o Oscar não se limita apenas à sua popularidade ou à qualidade técnica. O longa traz um equilíbrio raro entre narrativa envolvente e inovação visual. Cada cena é planejada para criar uma experiência cinematográfica imersiva, com sequências de ação que parecem coreografias de dança e momentos de silêncio que intensificam o drama dos personagens. A atenção aos detalhes, desde a expressão facial até a movimentação do ambiente, reflete um compromisso artístico que muitas vezes supera produções tradicionais de Hollywood.

Além disso, a profundidade emocional do filme é um ponto-chave. Tanjiro não é apenas um herói que enfrenta inimigos; ele é um personagem que lida com perdas, dúvidas e responsabilidades, tornando suas decisões complexas e humanamente compreensíveis. Essa abordagem permite que o público se conecte de forma genuína com a narrativa, criando uma experiência que vai além da estética e do entretenimento.

Outro fator relevante é o impacto cultural global do anime. Nos últimos anos, produções japonesas têm conquistado cada vez mais atenção internacional, e o público ocidental demonstra crescente interesse por histórias que não seguem os padrões convencionais de Hollywood. A campanha da Crunchyroll se apoia justamente nessa abertura cultural, mostrando que a animação japonesa pode competir em igualdade de condições, oferecendo histórias densas e visualmente impressionantes que dialogam com valores universais.

Por fim, há a questão histórica: nenhum filme shonen venceu o Oscar até hoje. Isso significa que Castelo Infinito tem a oportunidade de quebrar barreiras e abrir caminho para um novo reconhecimento do gênero. Caso seja indicado, o filme não apenas celebraria a qualidade do trabalho da equipe de produção, mas também validaria o investimento global em animações japonesas complexas, ampliando a percepção de que histórias de ação e aventura podem ter relevância artística e emocional comparável a clássicos do cinema mundial.

O impacto cultural e a recepção internacional

Desde sua estreia, o filme se tornou um fenômeno não apenas entre os fãs de anime, mas também entre críticos e especialistas em animação. Sites especializados elogiaram a fluidez das lutas, a profundidade dos personagens e a fidelidade à obra original, destacando a capacidade do filme de equilibrar ação intensa com momentos de reflexão e emoção.

A bilheteira é outro indicador do sucesso. No Japão, Castelo Infinito rapidamente superou recordes anteriores da franquia, consolidando-se como um dos maiores filmes de animação da história recente do país. A distribuição internacional pela Crunchyroll ampliou ainda mais seu alcance, permitindo que a obra conquistasse espectadores na América do Norte, Europa e América Latina, além de estimular discussões sobre o papel da animação japonesa no cenário cinematográfico global.

Fãs como protagonistas

Um elemento essencial na campanha pelo Oscar é o envolvimento da comunidade de fãs. Demon Slayer possui uma base de fãs engajada, que participa ativamente de discussões online, cosplay, fanarts e transmissões ao vivo, mantendo o interesse pelo filme vivo muito tempo após o lançamento. Para a Crunchyroll, essa paixão não é apenas um indicador de popularidade, mas uma força que pode influenciar o reconhecimento do filme em premiações. Rahul Purini destaca que, mais do que qualquer campanha de marketing, o apoio dos fãs é crucial para mostrar à indústria o valor da obra.

Próximos passos e expectativas

A campanha pelo Oscar já está em andamento, com a Crunchyroll planejando exibições especiais, participações em festivais internacionais e painéis de discussão que aumentem a visibilidade do longa entre críticos e votantes. A expectativa é que Castelo Infinito consiga não apenas uma indicação, mas também abra espaço para a valorização de toda uma indústria que, historicamente, esteve à margem das premiações ocidentais.

Enquanto a corrida pelo Oscar se desenrola, o filme continua a cativar o público, provando que qualidade técnica, narrativa envolvente e impacto emocional podem convergir em uma obra de arte que transcende barreiras culturais.

O Cavaleiro dos Sete Reinos | Nova série derivada de Game of Thrones revela primeira imagem

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O universo de As Crônicas de Gelo e Fogo, criado por George R.R. Martin, continua a se expandir com novas histórias. Após o sucesso de Game of Thrones e de House of the Dragon, a HBO apresenta O Cavaleiro dos Sete Reinos, série derivada que promete encantar os fãs e introduzir novos espectadores ao mundo de Westeros. Nesta sexta-feira (5), a revista Entertainment Weekly divulgou a primeira imagem oficial da série, trazendo um vislumbre de sua atmosfera e protagonistas.

Uma das novidades mais interessantes da série é que não haverá sequência de abertura elaborada, como as emblemáticas de Game of Thrones e House of the Dragon. Apenas o nome da série aparecerá na tela, reforçando a ideia de uma narrativa direta e focada nos personagens. Essa escolha indica que a série terá uma história mais contida, com menos foco em guerras e dinastias, e mais atenção à vida cotidiana, aventuras e dilemas pessoais de Dunk e do jovem Aegon V Targaryen, apelidado de Egg. Ao optar por essa abordagem, a HBO busca oferecer uma experiência diferente, que explora Westeros de forma mais humana e próxima dos personagens.

Origens e inspiração da série

O Cavaleiro dos Sete Reinos é uma prequela de Game of Thrones, ambientada cerca de 90 anos antes dos eventos da saga principal. A série é baseada nas novelas curtas de George R.R. Martin, conhecidas como Tales of Dunk and Egg, que narram aventuras do cavaleiro Dunk e do jovem príncipe Egg. As histórias originais são conhecidas por seu humor, dilemas morais e lealdade, oferecendo uma visão mais leve do universo de Westeros, sem perder a complexidade política característica do mundo de Martin. A série, portanto, promete mesclar drama, aventura e momentos de leveza, mantendo a essência das obras literárias.

Desenvolvimento e produção

O projeto foi anunciado em janeiro de 2021, com a HBO confirmando o desenvolvimento de uma nova prequela. Em novembro do mesmo ano, Steven Conrad foi contratado para escrever a série. Em abril de 2023, a produção recebeu ordem oficial, com Ira Parker, roteirista da primeira temporada de House of the Dragon, envolvido na criação do episódio piloto. Em fevereiro de 2024, o CEO da Warner Bros. Discovery, David Zaslav, confirmou que a série estava em pré-produção e que George R.R. Martin atuaria como criador e produtor executivo, garantindo fidelidade às histórias originais e supervisão criativa.

Direção e tom da série

Para conduzir a direção, a HBO contratou Owen Harris em maio de 2024 para os três primeiros episódios, atuando também como produtor executivo. Ele será responsável por estabelecer o tom da série, combinando drama, ação e momentos de leveza que caracterizam as aventuras de Dunk e Egg. Em junho de 2024, foi anunciado que Sarah Adina Smith dirigiria três dos seis episódios da primeira temporada. A expectativa é que sua abordagem traga visuais diferenciados e narrativa dinâmica, mantendo a unidade da série enquanto destaca nuances importantes de cada episódio.

As filmagens começaram em junho de 2024 em Belfast, Irlanda do Norte, território já conhecido por abrigar diversas cenas de Game of Thrones. A produção buscou capturar paisagens autênticas e detalhadas, que reforcem a sensação medieval e a imersão no mundo de Westeros. As filmagens se estenderam até setembro de 2024, com atenção especial a figurinos, cenários e detalhes que reforçam o tom mais intimista da série. Cada episódio promete equilibrar ação, drama e momentos de leveza, mantendo a fidelidade aos contos de Martin.

Enquanto Game of Thrones e House of the Dragon focaram em guerras, política e intrigas complexas, O Cavaleiro dos Sete Reinos privilegia aventuras individuais, dilemas morais e relações humanas. A ausência de uma abertura elaborada reforça essa proposta, deixando a narrativa mais direta e centrada nos personagens. Essa abordagem também torna a série mais acessível a novos espectadores, que não precisam conhecer todo o histórico da saga para entender a história, enquanto oferece aos fãs de longa data uma nova perspectiva sobre Westeros, explorando histórias secundárias de personagens icônicos.

Crítica | Perrengue Fashion combina humor, propósito e temas contemporâneos

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Perrengue Fashion é um daqueles filmes que abraçam a leveza sem abrir mão de uma mensagem relevante. Dirigido com ritmo ágil e olhar pop, o longa estrelado por Ingrid Guimarães e Rafa Chalub aposta na mistura certeira entre humor, crítica social e empatia, entregando uma comédia que dialoga com os dilemas contemporâneos da influência digital, do consumo consciente e da busca por reconexão familiar.

Logo de início, o filme mostra que não é apenas sobre o universo da moda — é sobre o que existe por trás dele. A narrativa acompanha uma mãe influenciadora, interpretada por Ingrid Guimarães em mais uma atuação cheia de timing cômico e carisma, que vive mergulhada em compromissos, likes e parcerias publicitárias. Quando o filho (Rafa Chalub) decide se desconectar e embarcar em uma jornada de autoconhecimento voltada à natureza e à sustentabilidade, o contraste entre os dois mundos se torna o coração da história. A frase que define a essência do filme — “a mãe tá on… e o filho off!” — sintetiza com humor e afeto o conflito entre gerações, estilos de vida e prioridades.

Elenco carismático e química irresistível

Um dos maiores trunfos de Perrengue Fashion está na sintonia entre Ingrid Guimarães e Rafa Chalub. A dupla funciona de forma orgânica, equilibrando espontaneidade, improviso e emoção. Ingrid reafirma seu domínio sobre o gênero da comédia popular, mas também deixa espaço para camadas mais sutis — há momentos em que sua personagem expõe vulnerabilidade e solidão, humanizando uma figura muitas vezes idealizada pelas redes sociais. Chalub, por sua vez, surge como uma revelação promissora: sua presença leve e natural dá frescor ao filme, equilibrando a intensidade da mãe com uma calma introspectiva.

O restante do elenco colabora com uma energia afinada. Os coadjuvantes entram com ritmo preciso, contribuindo para as situações cômicas sem sobrecarregar a trama. Essa harmonia ajuda o espectador a mergulhar em um universo que, embora caricatural em alguns momentos, mantém um pé na realidade dos “perrengues” cotidianos.

Moda, consumo e propósito

O roteiro se destaca ao ir além da simples sátira do mundo fashion. Ele mergulha em temas urgentes, como o impacto ambiental da indústria da moda, o consumo desenfreado e a superficialidade das redes. Mas o faz de maneira leve, quase pedagógica, sem se tornar panfletário. É um equilíbrio delicado: o humor nunca anula a crítica, e a crítica nunca sufoca a diversão.

Há cenas particularmente inspiradas que ilustram bem essa dualidade — como os momentos em que a protagonista tenta manter a pose de influenciadora enquanto enfrenta situações inusitadas fora de sua zona de conforto, em um cenário mais natural e despojado. São nessas que o filme brilha: as risadas nascem da desconexão entre a imagem ideal e a vida real, um território no qual Ingrid Guimarães transita com maestria desde De Pernas pro Ar e Fala Sério, Mãe!.

Humor que flui com naturalidade

O humor de Perrengue Fashion é eficiente e bem calibrado. As piadas funcionam não apenas por causa do texto, mas pela entrega dos atores e pelo timing da direção. Não há pressa em fazer rir — o riso surge de situações cotidianas, de pequenos constrangimentos e de contrastes geracionais. Em alguns trechos, o filme flerta com o exagero, mas rapidamente retoma o tom leve e acessível que o público espera.

Diferente de comédias que se apoiam em bordões ou humor físico excessivo, aqui o riso vem do comportamento — do jeito como os personagens lidam com o mundo e consigo mesmos. Essa escolha dá ao filme um charme particular e uma identidade que o diferencia de outros produtos do gênero.

Esteticamente, o longa é um deleite. A fotografia colorida e o figurino exuberante contrastam com os tons mais crus da natureza, reforçando a dualidade entre o artificial e o autêntico. A direção de arte brinca com os símbolos do universo fashion — passarelas, eventos, filtros e ring lights — enquanto os contrapõe a cenas simples e verdadeiras, criando uma experiência visual que acompanha a transformação dos personagens.

A trilha sonora, repleta de batidas modernas e canções brasileiras contemporâneas, reforça o ritmo leve e jovial da narrativa. Ela traduz a energia de um filme que fala sobre reencontro e desconexão digital sem jamais perder o senso de humor.

Por trás das risadas, o filme propõe uma reflexão sobre o valor da presença — estar realmente disponível para quem se ama, desconectar-se das aparências e reconectar-se com o que é essencial. O filme convida o público a rir de si mesmo, a reconhecer exageros e a pensar sobre o que realmente importa na era das curtidas.

É uma comédia que acerta por não se levar a sério demais, mas também por não subestimar a inteligência emocional de seu público. Há empatia na maneira como a narrativa trata os erros e aprendizados de seus personagens. Tudo é feito com leveza, mas também com propósito.

F1: O Filme chega ao streaming – Saiba quando assistir e detalhes do drama da Fórmula 1

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O universo da Fórmula 1 ganha um novo capítulo emocionante nas telonas e, em breve, nas telas de casa. F1: O Filme, drama de ação estrelado por Brad Pitt, finalmente tem data para chegar ao streaming. Os fãs da velocidade e das histórias de superação podem se preparar: o longa estará disponível no Apple TV+ a partir de 12 de dezembro de 2025. Até lá, quem não quiser esperar ainda pode acessar o filme por meio de locação digital ou compra, uma opção que já está disponível para os públicos brasileiro e internacional.

Segundo informações divulgadas pela Variety, o aluguel digital do filme está disponível no YouTube por R$ 34,90, enquanto a compra digital pode ser feita diretamente no Apple TV+ ou na loja virtual da Amazon, por R$ 59,90. Essa opção permite que os espectadores tenham acesso a uma produção que já conquistou público e crítica, consolidando-se como um dos maiores sucessos cinematográficos do ano.

Uma produção de tirar o fôlego

Dirigido por Joseph Kosinski, a mente por trás de sucessos como Top Gun: Maverick, o filme traz uma equipe criativa já reconhecida pela sua habilidade em traduzir velocidade e emoção para a tela. O roteiro, assinado por Ehren Kruger, combina ação de alto risco com drama humano, explorando não apenas as pistas de corrida, mas também os dilemas pessoais e profissionais de seus personagens. A produção é assinada pelo renomado Jerry Bruckheimer, o que garante ao longa uma mistura de adrenalina e narrativa envolvente, característica dos grandes filmes de corrida.

O elenco principal é liderado por Brad Pitt, que interpreta Sonny Hayes, um piloto lendário da Fórmula 1 que retorna às pistas após décadas afastado. Além de Pitt, o filme conta com atuações marcantes de Damson Idris, Kerry Condon, Tobias Menzies e Javier Bardem, compondo um elenco de apoio sólido que dá profundidade emocional à trama. O próprio Lewis Hamilton, astro da F1, participou da produção, trazendo autenticidade às cenas de corrida e garantindo a fidelidade técnica do universo retratado.

A produção teve início em dezembro de 2021 e envolveu meses de planejamento intenso. As filmagens começaram em Silverstone, um dos circuitos mais icônicos da Fórmula 1, em julho de 2023. Um diferencial do filme é que muitas cenas foram gravadas durante fins de semana de Grandes Prêmios reais, nos anos de 2023 e 2024, com a colaboração direta da FIA, órgão regulador da categoria. Essa decisão trouxe uma autenticidade rara às sequências de corrida, permitindo que espectadores sintam a tensão e a velocidade quase como se estivessem na pista.

Trilha sonora que acelera o coração

Outro ponto alto de F1: O Filme é a trilha sonora. Composta por Hans Zimmer, a música acompanha a intensidade das corridas e os dilemas emocionais dos personagens. Zimmer, conhecido por criar atmosferas imersivas, entrega uma experiência sonora que faz o público sentir cada curva e cada ultrapassagem como se estivesse dentro do carro. Além da trilha instrumental, o filme conta com contribuições de diversos artistas, que adicionam emoção e modernidade à narrativa, tornando as cenas ainda mais impactantes.

Enredo: velocidade, rivalidade e redenção

No centro da história está Sonny Hayes, piloto que brilhou nas pistas nos anos 90, mas que teve sua carreira interrompida após um grave acidente em 1993. Trinta anos depois, ele vive à margem da glória, lidando com fracassos pessoais, relacionamentos complicados e um vício em jogos de azar. O retorno às pistas surge como uma oportunidade de redenção: seu antigo colega de equipe, Ruben Cervantes, agora dono da escuderia APXGP, precisa desesperadamente de um piloto experiente para salvar sua equipe da falência.

Sonny aceita o desafio e retorna para competir nas últimas nove corridas do campeonato mundial. Sua chegada desperta rivalidades internas, especialmente com o jovem promissor Joshua Pearce, que também corre pela APXGP. As primeiras corridas são marcadas por acidentes e estratégias arriscadas, mostrando que a Fórmula 1 não é apenas uma disputa de velocidade, mas também de inteligência e paciência.

O drama humano é tão importante quanto a ação na pista. Sonny precisa aprender a lidar com suas próprias limitações e com os desafios de ser mentor de Joshua. A dinâmica entre os dois evolui de rivalidade intensa para um respeito mútuo, com momentos de tensão e emoção que reforçam o caráter humano da narrativa. A relação de Sonny com Kate McKenna, diretora técnica da equipe, também se desenvolve ao longo do filme, acrescentando uma dimensão romântica e de parceria profissional à história.

Estratégias de corrida e adrenalina pura

Uma das marcas de F1: O Filme é a atenção aos detalhes técnicos. As estratégias de corrida são retratadas com precisão: desde o uso do Safety Car para manipular posições até ajustes técnicos que melhoram o desempenho do carro em curvas desafiadoras. Em várias cenas, Sonny toma decisões arriscadas para proteger Joshua ou otimizar a performance da equipe, revelando não apenas seu talento, mas também sua experiência e visão estratégica adquiridas ao longo dos anos.

As sequências de corrida são filmadas com tecnologia de ponta, incluindo câmeras onboard e drones, criando uma sensação de imersão. A colaboração de pilotos reais e engenheiros garante que cada cena seja verossímil, mantendo o equilíbrio entre ação cinematográfica e fidelidade ao esporte.

Estreia e recepção do público

O filme estreou mundialmente no Radio City Music Hall, em Nova Iorque, no dia 16 de junho de 2025, e chegou aos cinemas do Brasil e de Portugal em 26 de junho, coincidindo com o início do Grande Prêmio da Áustria. A estreia foi cercada de expectativa, especialmente por reunir talentos que já haviam conquistado o público em filmes anteriores, como Top Gun: Maverick.

O público respondeu de forma extremamente positiva. F1: O Filme arrecadou mais de US$ 627,9 milhões mundialmente, tornando-se o sexto filme de maior bilheteria de 2025 e o maior sucesso da carreira de Brad Pitt até hoje. A crítica elogiou a combinação de ação intensa com desenvolvimento de personagens, destacando o equilíbrio entre adrenalina e emoção humana.

Cine Maior 27/04/2025: Record TV exibe o filme Sem Escalas

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Neste domingo, 27 de abril de 2025, uma sessão eletrizante promete deixar você colado no sofá e com o coração na mão. O filme da vez é o suspense de ação “Sem Escalas”, estrelado pelo astro Liam Neeson, que conduz o público por uma trama repleta de mistério, tensão e reviravoltas de tirar o fôlego.

A história se passa a bordo de um voo internacional de Nova York para Londres, onde o agente federal aéreo Bill Marks (Liam Neeson) enfrenta o desafio mais mortal de sua carreira. Durante a viagem, ele começa a receber mensagens ameaçadoras em seu celular: um passageiro será morto a cada 20 minutos, caso uma transferência de US$ 150 milhões não seja realizada para uma conta bancária misteriosa.

No início, Marks encara a ameaça com ceticismo. Porém, quando o primeiro assassinato acontece diante de seus olhos, a gravidade da situação se impõe de forma brutal. A partir daí, ele embarca em uma investigação frenética em pleno voo, tentando descobrir quem está por trás do plano enquanto enfrenta desconfiança tanto dos passageiros quanto da tripulação. Cercado por suspeitos, Marks precisa agir rápido para salvar vidas — inclusive a sua própria.

O elenco de apoio é um verdadeiro espetáculo à parte. Nomes como Julianne Moore, Scoot McNairy, Lupita Nyong’o, Michelle Dockery e Nate Parker enriquecem a narrativa com atuações carregadas de emoção, ajudando a criar um clima constante de dúvida e tensão no ar.

Dirigido pelo mestre dos thrillers contemporâneos Jaume Collet-Serra, “Sem Escalas” combina ação intensa com mistério psicológico, entregando uma história que homenageia os grandes clássicos do suspense, mas com uma roupagem moderna e cheia de energia.


🔥 Por que você não pode perder “Sem Escalas”?

Ação e mistério em dose máxima: Cada nova cena adiciona mais tensão à trama, levando o público a um verdadeiro jogo de gato e rato nas alturas.

Liam Neeson no auge: O ator reforça sua fama de herói de ação, com uma performance cheia de força, vulnerabilidade e presença.

Elenco de primeira: A presença de grandes estrelas como Julianne Moore e Lupita Nyong’o acrescenta peso dramático e emoção à história.

Clima de Hitchcock nos ares: A direção de Collet-Serra aposta em um suspense claustrofóbico que remete ao estilo clássico de Alfred Hitchcock, mas com um ritmo ágil que é a marca dos thrillers modernos.


🎬 Curiosidades imperdíveis sobre o filme:

✈️ Filmado em um avião de verdade: Para dar mais realismo à trama, boa parte das cenas foi gravada dentro de um verdadeiro Airbus A330. A aeronave foi transportada para um estúdio de filmagem e adaptada minuciosamente para reproduzir fielmente o ambiente de um voo comercial.

🎥 Parceria de sucesso: Este filme é fruto da já consolidada parceria entre Jaume Collet-Serra e Liam Neeson, que juntos também trabalharam em outros thrillers como “Desconhecido” e “Noite Sem Fim”.

🕵️‍♂️ Inspirado em eventos reais: Embora a trama tenha toques de ficção, o roteiro foi inspirado em histórias reais de sequestros aéreos, conferindo ao filme uma atmosfera de tensão ainda mais verossímil.

🏆 Julianne Moore brilhando: A atriz vencedora do Oscar mostra mais uma vez toda a sua versatilidade ao interpretar uma passageira cheia de mistérios, cuja verdadeira motivação só é revelada nos momentos cruciais da trama.

💥 Desafios de produção: Criar cenas de luta e ação dentro de um espaço tão confinado foi uma tarefa árdua para a equipe, que precisou inovar nas coreografias de ação e nos efeitos visuais para manter a adrenalina sempre no topo.


Portanto, marque na agenda: neste domingo, a partir das 15h, no Cine Maior, não perca “Sem Escalas”! Uma história que vai fazer você prender a respiração a cada minuto, torcer, desconfiar e se surpreender — tudo em um só voo alucinante.

A Colheita, novo filme de Athina Rachel Tsangari, estreia com exclusividade na MUBI em 8 de agosto

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Foto: Reprodução/ Internet

Em um tempo fora do tempo, em uma aldeia sem nome, o solo começa a ceder — não pelas forças da natureza, mas pelas rachaduras invisíveis do progresso. É nesse cenário simbólico e profundamente sensorial que se desenrola “A Colheita”, novo filme da cineasta grega Athina Rachel Tsangari, que estreia com exclusividade na plataforma MUBI no próximo dia 8 de agosto.

Inspirado no romance homônimo de Jim Crace, finalista do Prêmio Booker, o longa marca mais um passo ousado na carreira da diretora de obras como Chevalier e Attenberg, nomes fundamentais da chamada “nova onda grega”. Com sua assinatura estilística inconfundível, Tsangari constrói aqui uma espécie de elegia fílmica sobre o fim de um modo de vida — e o nascimento violento de outro.

O fim de uma aldeia, o começo de um novo tempo

Estrelado por Caleb Landry-Jones (Três Anúncios para um Crime, Dogman) e Harry Melling (O Gambito da Rainha, A Balada de Buster Scruggs), o filme se passa ao longo de sete dias intensos em uma comunidade agrária isolada, prestes a ser engolida pela presença de forasteiros e pela chegada do mundo exterior.

Landry-Jones interpreta Walter Thirsk, um camponês introspectivo que observa com inquietação o esfacelamento de tudo o que conhecia. Ao seu lado está Charles Kent (Melling), senhor das terras e amigo de infância de Walter, igualmente perdido diante do que está por vir. A aldeia, que até então funcionava como um microcosmo de ordem e interdependência, se vê desestabilizada por três tipos de recém-chegados: um cartógrafo, um mensageiro da companhia e migrantes de outra região, todos portadores de uma nova realidade — mais dura, mais impessoal e, sobretudo, inevitável.

Uma fábula sobre a violência do progresso

Com um elenco afinado e potente, que inclui ainda Rosy McEwen (Blue Jean), Arinzé Kene, Thalissa Teixeira e Frank Dillane, A Colheita não se prende a uma época específica — e é justamente aí que reside sua força. O filme parece acontecer em um tempo cíclico, onde as mudanças que assolam os personagens poderiam muito bem ecoar os deslocamentos sociais contemporâneos.

A belíssima e inquietante direção de fotografia é assinada por Sean Price Williams, que transforma o campo em um lugar de beleza onírica e ameaça constante. Já a produção leva a chancela de Rebecca O’Brien, conhecida colaboradora de Ken Loach e responsável por títulos como Eu, Daniel Blake e Você Nunca Esteve Realmente Aqui — reforçando o compromisso do projeto com um cinema politicamente atento e emocionalmente denso.

Saiba quais filmes vão passar na Sessão da Tarde (11/08 a 15/08)

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Foto: Reprodução/ Internet
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Nesta segunda, 11 de agosto, a Sessão da Tarde promete transportar o público para um reino sombrio, mágico e visualmente deslumbrante com a exibição de Branca de Neve e o Caçador (2012), uma das releituras mais ousadas e épicas do conto que atravessou séculos: a história da princesa que enfrentou a inveja de uma rainha obcecada por juventude e beleza. Mas aqui, esqueça as maçãs encantadas, os passarinhos cantando e os anões simpáticos cantando “Heigh-Ho”. O que o filme dirigido por Rupert Sanders entrega é bem diferente: uma narrativa cheia de densidade, ação, batalhas grandiosas e uma Branca de Neve muito mais guerreira do que donzela.

Quando a fantasia ganha músculos

Inspirado no conto clássico dos Irmãos Grimm, o filme reimagina a lenda com uma roupagem mais sombria e épica, quase como se tivesse saído do universo de “O Senhor dos Anéis”. Em vez de uma jovem delicada que espera por um príncipe encantado, temos uma heroína que sobrevive a uma infância encarcerada, enfrenta uma bruxa poderosa e lidera um exército — tudo isso com coragem, escudo e espada. Kristen Stewart, conhecida à época por seu papel em “Crepúsculo”, assume o protagonismo com uma Branca de Neve introspectiva, mas determinada. Seu olhar não é de quem espera ser salva, e sim de quem sabe que, para reconquistar seu reino, terá que lutar com as próprias mãos. Ao lado dela, surge o Caçador Eric, vivido por um carismático e bruto Chris Hemsworth, ainda embalado pelo sucesso de “Thor”. Inicialmente contratado pela rainha para capturar a jovem fugitiva, Eric logo percebe que está do lado errado da história — e se torna seu aliado mais leal.

Uma Rainha feita para brilhar — e aterrorizar

Mas se há um nome que rouba todas as atenções no longa, ele atende por Charlize Theron. A atriz sul-africana dá vida à Rainha Ravenna, uma vilã grandiosa, trágica e sedutora, movida pelo medo da decadência. Obcecada por permanecer jovem e bela para sempre, ela se alimenta literalmente da força vital de outras mulheres, enquanto observa o espelho mágico em busca de respostas que a tranquilizem. A atuação de Theron é uma força da natureza — elegante e cruel, frágil e monstruosa. Seu grito de desespero ao perceber que Branca de Neve ameaça sua supremacia estética é mais que uma explosão de vaidade: é o reflexo de uma mulher que teme desaparecer.

A estética que encanta (e assusta)

Desde as primeiras cenas, o visual do filme impressiona. Florestas encantadas, criaturas mágicas, castelos imponentes e figurinos detalhados criam uma atmosfera envolvente que transita entre o sombrio e o poético. O trabalho da figurinista Colleen Atwood (vencedora de três Oscars) é um espetáculo à parte — tanto que o filme foi indicado ao Oscar de Melhor Figurino e Melhores Efeitos Visuais em 2013. A floresta, por exemplo, não é apenas pano de fundo: ela respira, muda de forma e até assusta. É ali que o Caçador encontra Branca de Neve pela primeira vez, e é também onde o espectador percebe que a jornada da jovem princesa será tudo, menos leve.

Sete anões, mas com alma de guerreiros

Se no conto original os anões eram mais próximos de figuras cômicas, aqui eles aparecem com gravidade e propósito. Interpretados por atores consagrados como Bob Hoskins, Nick Frost, Ian McShane, Ray Winstone e outros nomes britânicos do teatro e do cinema, os sete anões formam um grupo de exilados que, apesar da desilusão com o mundo, ainda acreditam na esperança de um futuro melhor. Com vozes roucas, cicatrizes e histórias de lutas, eles se tornam parte essencial do plano para recuperar o trono e trazer de volta a luz ao reino. São eles que ajudam Branca a lembrar quem ela realmente é — e o que precisa fazer.

Uma produção com cara de desafio

A jornada para transformar essa releitura sombria em um blockbuster de verdade começou em 2010, quando a Universal Pictures iniciou o desenvolvimento do projeto em resposta direta à produção de “Mirror Mirror” (a versão mais colorida e infantil da história, com Julia Roberts como Rainha Má). Para se destacar, os produtores de “Branca de Neve e o Caçador” optaram por um tom mais adulto, denso e visualmente cinematográfico — algo como um conto de fadas com alma de épico medieval. Rupert Sanders, então um estreante em longas-metragens, assumiu a direção com ousadia. E mesmo com críticas divididas, conseguiu entregar um filme visualmente marcante e com ritmo envolvente.

Um elenco que quase foi bem diferente

A escolha do elenco foi, por si só, uma epopeia. Para o papel de Branca de Neve, várias atrizes foram cogitadas — de Dakota Fanning a Alicia Vikander. Mas foi Kristen Stewart quem ficou com o papel após uma série de rumores e confirmações via redes sociais do produtor Palak Patel. No papel do Caçador, antes de Chris Hemsworth, nomes como Johnny Depp, Viggo Mortensen, Tom Hardy e até Hugh Jackman foram sondados. Todos recusaram. Foi então que Hemsworth, já em ascensão por conta de Thor, aceitou o desafio e deu um peso físico e emocional ao personagem. Já a escolha de Charlize Theron para viver Ravenna foi certeira desde o início. Antes dela, nomes como Angelina Jolie e Winona Ryder chegaram a ser cogitados — mas é difícil imaginar qualquer outra atriz naquele papel depois do resultado final.

O que a crítica falou?

Alguns críticos elogiaram a ousadia estética, as atuações (especialmente a de Theron) e o tom sombrio, enquanto outros apontaram falhas de ritmo e de desenvolvimento de personagens. Ainda assim, o filme foi um relativo sucesso de bilheteria, arrecadando mais de US$ 396 milhões no mundo todo. O suficiente para garantir não só uma sequência — “O Caçador e a Rainha do Gelo” (2016) — como também para transformar a produção em um marco dessa nova onda de contos de fadas reformulados para o público adulto.

Foto: Reprodução/ Internet

Na terça, 12 de agosto, a TV Globo convida você para uma verdadeira viagem emocional ao lado de um dos cachorros mais adoráveis e atrapalhados do cinema: Marley, o labrador que mudou para sempre a vida do casal John e Jenny Grogan no filme “Marley & Eu” (Marley & Me, 2008). Mais do que uma simples história sobre um cãozinho levado, o filme dirigido por David Frankel e estrelado por Owen Wilson e Jennifer Aniston é uma celebração sincera, divertida e tocante sobre a família, as pequenas confusões do dia a dia e o amor incondicional que só um pet pode ensinar.

Um cão que não cabe em si mesmo — e no sofá também

Quem já teve um cachorro em casa sabe que nem sempre é fácil lidar com toda a energia, a destruição e as peripécias que eles aprontam. Marley, porém, eleva isso a outro nível. Desde filhote, ele mostra que sua rotina será de muitas travessuras: derruba móveis, desarruma a casa, foge, late alto e é praticamente impossível de treinar — mesmo nas aulas de obediência. E é justamente essa personalidade explosiva que conquista corações, porque Marley é aquele caos adorável que transforma uma casa comum em um lar cheio de vida.

John e Jenny: um casal que aprende a amar junto com Marley

Owen Wilson e Jennifer Aniston dão vida aos Grogan, um jovem casal recém-casado que, após deixar o rigoroso inverno de Michigan para trás, recomeça a vida em Miami. Enquanto Jenny brilha como jornalista em um grande jornal, John se sente preso em uma rotina monótona, escrevendo obituários e artigos curtos. Quando decidem testar se estão prontos para serem pais, um amigo sugere a adoção de um cachorro — e aí entra Marley, com sua pelagem dourada, orelhas desengonçadas e um coração gigante. O que começa como uma experiência para preparar a chegada de um bebê vira uma lição de vida. Marley não só desafia a paciência dos dois, como também os ensina sobre responsabilidade, companheirismo e o verdadeiro significado de família.

Entre risadas e lágrimas

“Marley & Eu” tem aquele equilíbrio perfeito entre comédia e drama, conseguindo arrancar gargalhadas nas cenas de maior confusão — como a destruição do jardim ou a fuga em meio a um trânsito caótico — e emoções profundas quando o filme aborda temas como perda, amadurecimento e os ciclos da vida. É impossível assistir ao filme sem se lembrar de um pet querido, da alegria que ele trouxe e das lições que só um amigo tão fiel pode ensinar. A relação de Marley com a família Grogan é cheia de altos e baixos, mas sempre marcada por muito amor.

Uma produção recheada de detalhes especiais

Para dar vida a esse personagem tão especial, o filme contou com 22 cães labradores diferentes — que se revezaram para interpretar Marley em suas várias fases, do filhote à velhice. Esse cuidado nos bastidores mostra a dedicação da produção em trazer veracidade e emoção para a tela. As filmagens aconteceram em vários lugares dos Estados Unidos, como Flórida e Pensilvânia, e também na Irlanda, onde foi gravada a lua de mel do casal, em um cenário encantador e romântico. A trilha sonora, assinada por Theodore Shapiro, complementa com maestria os momentos de humor e sensibilidade, reforçando o tom acolhedor e familiar do longa.

O elenco que faz tudo parecer real

Além da química perfeita entre Owen Wilson e Jennifer Aniston, o elenco de apoio é composto por nomes como Eric Dane no papel do amigo Sebastian e Alan Arkin como Arnie Klein, o editor do jornal onde John trabalha. A dublagem brasileira, por sua vez, mantém a naturalidade e o humor do original, com vozes que transmitem muito bem a espontaneidade dos personagens e a relação única entre Marley e sua família.

O sucesso que atravessou gerações

Lançado em 2008, o longa foi um sucesso de bilheteria, arrecadando cerca de US$ 247 milhões mundialmente — e conquistando um público que se identifica com a mistura de comédia, drama e sentimento. O filme, baseado no livro autobiográfico de John Grogan, foi responsável por popularizar ainda mais a relação entre humanos e seus pets no cinema, inspirando inclusive uma prequela, Marley & Me: The Puppy Years (2011).

Foto: Reprodução/ Internet

Na quarta, 13 de agosto, a Sessão da Tarde apresenta uma comédia leve, divertida e cheia de momentos em família: Um Tio Quase Perfeito 2 (2021). O longa brasileiro, estrelado por Marcus Majella, retorna para contar as novas trapalhadas do carismático Tony, que agora encara um inesperado rival — e futuro cunhado — na disputa pelo afeto dos sobrinhos. Se você gosta de filmes que misturam humor inocente, confusões do cotidiano e aquele calor gostoso da família unida, essa é a pedida certa para a tarde de quarta.

Tony, o tio que todo mundo queria ter (ou não…)

Depois de largar a vida de trambiqueiro, Tony tenta ser o tio ideal para seus sobrinhos Patrícia, Valentina e João, que o adoram — e não é para menos. Com sua personalidade divertida, jeito atrapalhado e um coração enorme, ele conquistou seu espaço na família. Mas a chegada de Beto (Danton Mello), o novo namorado da irmã Ângela (Letícia Isnard), vira tudo de cabeça para baixo. Encantando os pequenos, Beto se torna uma espécie de concorrente inesperado na atenção que antes era toda do tio Tony.

A guerra dos titãs… familiares

Cioso do seu posto de tio favorito, Tony não mede esforços para provar que Beto não é bem-vindo. Entre planos mirabolantes e armadilhas cheias de confusão — e, claro, muito bom humor —, ele tenta de tudo para desbancar o rival, contando até com a ajuda dos sobrinhos para armar suas estratégias. Mas, no meio de tantas confusões, o filme também fala de aceitação, amor e a complexidade das relações familiares. Porque, no fundo, nem Tony nem Beto querem outra coisa senão fazer parte dessa família.

Um elenco que transborda carisma

Com direção de Pedro Antônio Paes, o filme conta com a presença marcante de Marcus Majella, que reafirma sua habilidade para a comédia leve e acessível. Além dele, o elenco traz rostos conhecidos como Danton Mello, Letícia Isnard e Ana Lúcia Torre. As crianças, Julia Svacinna, Sofia Barros e João Barreto, dão vida aos sobrinhos que tornam tudo ainda mais divertido e cheio de energia. A química entre todos os personagens ajuda a criar um clima familiar que conquista desde os pequenos até os adultos.

Sucesso nacional e reconhecimento

O filme foi um dos destaques do cinema brasileiro em 2021, arrecadando mais de R$ 1 milhão durante sua passagem pelos cinemas. Além do sucesso comercial, o filme recebeu duas indicações no Grande Otelo, uma das principais premiações do cinema nacional, nas categorias de Melhor Longa-metragem infantil e Melhor Ator Coadjuvante para Danton Mello. Trata-se de um filme que equilibra diversão e mensagem, resgatando valores familiares de forma leve, para todos os públicos.

Homenagem especial e bastidores

O longa também marcou um momento especial para o cinema nacional, sendo o último filme do ator Eduardo Galvão, que faleceu em 2020 vítima da COVID-19. Sua participação traz uma lembrança afetiva para todos que acompanharam sua carreira. A produção soube juntar uma equipe experiente com um roteiro que não perde o ritmo, garantindo uma experiência prazerosa e muito divertida para quem assiste.

Foto: Reprodução/ Internet

Na quinta, 14 de agosto, a emissora apresenta uma narrativa emocionante que toca o coração e renova a esperança: Superação: O Milagre da Fé (Breakthrough, 2019). Baseado em fatos reais, o filme dirigido por Roxann Dawson conta a jornada de uma família unida pela fé, que vive o impossível quando seu filho John é dado como morto após um grave acidente — mas a esperança da mãe Joyce se transforma em um milagre que desafia a ciência e emociona.

A fé que move montanhas

Quando John, um garoto de 14 anos, sofre um acidente brutal e entra em coma, tudo parece perdido. As chances de sobrevivência são mínimas, e a família começa a se preparar para o pior. Mas Joyce, sua mãe, segura firme na crença de que Deus pode intervir, rogando por um milagre — uma força espiritual que se transforma na luz que guia essa história inspiradora. É essa fé intensa que conduz o filme, e o modo como ela impacta médicos, amigos, e toda a comunidade que acompanha a luta de John.

Personagens que inspiram

No centro da trama, temos Chrissy Metz como Joyce Smith, a mãe devota e incansável, cuja força emocional conduz toda a narrativa. Ao seu lado, Josh Lucas vive Brian, o marido e pai adotivo, equilibrando o papel de suporte emocional e esperança. O jovem Marcel Ruiz interpreta John, cujo drama pessoal e físico nos conecta profundamente com a fragilidade e a força da vida. Já Topher Grace como Pastor Jason, traz a voz da comunidade espiritual que apoia a família, mostrando as diferentes formas de fé em ação.

Um drama cristão que alcançou corações pelo mundo

Lançado em 2019, o filme foi um sucesso modesto de bilheteria, arrecadando mais de 50 milhões de dólares mundialmente — um feito importante para um filme de temática cristã. O longa também recebeu uma indicação ao Oscar 2020 na categoria de Melhor Canção Original, pela música “I’m Standing With You”, interpretada por Chrissy Metz, que adiciona uma camada extra de emoção à história. O envolvimento do jogador de basquete Stephen Curry como produtor executivo reforça a conexão do filme com valores de superação e perseverança.

Direção e produção cuidadosas

Roxann Dawson, conhecida por seu trabalho na direção de séries e filmes com temática humana, conduz o filme com sensibilidade e respeito, sem exageros melodramáticos. A produção se preocupou em retratar a história da família Smith de forma fiel, inspirada no livro “The Impossible”, escrito por Joyce Smith com Ginger Kolbaba. As filmagens aconteceram em locações no Canadá, entre março e maio de 2018, e conseguiram captar a intimidade da casa, hospital e comunidade envolvida na recuperação de John.

A programação da Sessão da Tarde da próxima sexta-feira, dia 15, ainda não foi confirmada. Assim que a emissora divulgar, atualizaremos esta matéria.

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