Jacobi Jupe vence o Astra Awards por Hamnet: A Vida Antes de Hamlet e se destaca como uma das grandes revelações do cinema histórico

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O jovem ator Jacobi Jupe conquistou um importante reconhecimento em sua carreira nesta sexta-feira (9) ao vencer o Astra Awards de Melhor Performance Jovem por sua atuação em Hamnet: A Vida Antes de Hamlet. No filme, Jupe interpreta o personagem-título da obra dirigida pela cineasta vencedora do Oscar Chloé Zhao, consolidando-se como um dos talentos mais promissores de sua geração. As informações são do Omelete.

Hamnet é um drama histórico baseado no romance homônimo de Maggie O’Farrell, lançado em 2020 e amplamente elogiado pela crítica literária. A adaptação cinematográfica propõe uma leitura sensível e ficcional da vida de William Shakespeare e de sua esposa Agnes Shakespeare, explorando o luto do casal após a morte do filho Hamnet, aos 11 anos. Longe de ser uma biografia tradicional, o filme se concentra no impacto emocional da perda e na maneira como a dor molda a arte, a memória e as relações familiares.

A atuação de Jacobi foi um dos aspectos mais destacados desde as primeiras exibições do longa. Sua performance é marcada por delicadeza, introspecção e uma maturidade emocional rara para um ator tão jovem. Ao dar vida a Hamnet, Jupe consegue transmitir inocência, sensibilidade e uma presença quase etérea, elemento central para a narrativa, que trata a ausência do personagem como força motriz da história.

O filme teve sua estreia mundial no 52º Festival de Cinema de Telluride, onde recebeu forte repercussão positiva. A direção contida e poética de Chloé Zhao, aliada às atuações intensas do elenco, chamou a atenção da crítica especializada. Após a exibição no festival, Hamnet ganhou lançamento limitado nos cinemas dos Estados Unidos e Canadá em 27 de novembro de 2025, com distribuição da Focus Features, expandindo para circuito nacional em 12 de dezembro de 2025.

Além de Jupe, o elenco conta com performances elogiadas de Jessie Buckley, no papel de Agnes Shakespeare, e Paul Mescal, como William Shakespeare. A química entre os dois atores e a forma como o filme aborda o luto conjugal foram apontadas como pontos altos da produção, rendendo críticas majoritariamente positivas e colocando o longa no radar das principais premiações da temporada.

As filmagens de Hamnet passaram por mudanças em seu cronograma inicial. Originalmente previstas para começar em Londres em junho de 2024, as gravações tiveram início no País de Gales em 29 de julho de 2024, sendo concluídas em 30 de setembro do mesmo ano. Durante o processo de produção, Joe Alwyn e Emily Watson foram adicionados ao elenco, ampliando o peso dramático do filme. Outro destaque foi a entrada de Steven Spielberg como produtor, reforçando o prestígio do projeto nos bastidores de Hollywood.

A fotografia do longa ficou a cargo de Łukasz Żal, conhecido por seu trabalho em filmes de forte identidade visual. Em Hamnet, Żal aposta em imagens naturalistas, iluminação suave e enquadramentos que reforçam a atmosfera melancólica e contemplativa da narrativa, dialogando diretamente com o estilo autoral de Zhao.

A Focus Features adquiriu os direitos de distribuição do filme em agosto de 2024, enquanto a Universal Pictures assumiu a responsabilidade pela distribuição internacional. Desde então, Hamnet vem sendo tratado como uma das apostas mais prestigiadas do estúdio para a temporada de prêmios

Crítica | Meu Bolo Favorito apresenta delicadeza e coragem no retrato do amor maduro em pleno Teerã

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Foto: Reprodução/ Internet

Há filmes que não gritam, mas sussurram verdades tão íntimas que permanecem com a gente muito depois da última cena. Meu Bolo Favorito, dirigido com sutileza por Maryam Moghadam e Behtash Sanaeeha, é um desses encontros raros entre delicadeza e profundidade. Mais do que uma história de amor, é um retrato generoso de uma mulher que redescobre a própria vida quando já parecia não haver mais tempo para surpresas.

Mahin, interpretada com alma pela extraordinária Lili Farhadpour, tem 70 anos e mora sozinha em Teerã. A filha mora longe, na Europa. O marido já não está mais. O cotidiano é silencioso, previsível, quase invisível — como tantas mulheres maduras que passam despercebidas no turbilhão da vida urbana. Mas, num chá da tarde com amigas, algo muda. Um gesto simples, uma conversa banal, e Mahin, quase sem perceber, permite que uma nova possibilidade se aproxime.

E assim, sem grandes arcos ou viradas espetaculosas, o filme nos envolve com a poesia da intimidade. Um novo romance entra em cena — ou talvez seja apenas um encontro, um instante de conexão humana — e Mahin se vê diante do impensável: o direito de sentir desejo de novo, de abrir a porta não apenas da casa, mas do corpo, da memória, da alma.

O que começa como um evento rotineiro logo se transforma numa noite de descobertas — nem sempre suaves, nem sempre fáceis, mas incrivelmente humanas. Porque o amor, quando chega tarde, não chega com ingenuidade: chega carregado de passado, de medo, de delicadezas que só a maturidade entende.

Meu Bolo Favorito se passa em um Irã real, onde as mulheres vivem entre limites e brechas, onde os silêncios dizem mais que mil palavras. Mas o que torna o filme universal é justamente sua capacidade de tocar o que é comum a todas as mulheres: a solidão, o desejo, o medo de envelhecer invisível, a esperança que insiste em resistir mesmo quando tudo parece já definido.

A câmera é íntima, respeitosa, quase cúmplice. Os diretores sabem que o tempo de Mahin é outro — e o ritmo do filme acompanha esse compasso interior. Não há pressa. Há respiro. Há espaço para hesitar diante do espelho, para sorrir sozinha, para lembrar do toque de um amor antigo e se permitir desejar um novo.

E que beleza é ver uma atriz como Farhadpour em um papel tão inteiro, tão digno, tão vivo. Mahin não é uma caricatura de avó fofa, nem uma heroína em luta. É apenas uma mulher — com medo, com desejo, com dignidade — em busca de algo que talvez ela mesma tenha esquecido como é: se sentir viva.

O bolo favorito do título vai além da metáfora óbvia. Não se trata só de sabor, mas de memória afetiva, de pequenos prazeres, de escolhas que fazem sentido para nós e ninguém mais. É sobre retomar o controle da própria narrativa — mesmo quando o mundo já parece ter escrito o final da história.

Tela de Sucessos desta sexta (11) traz ação e humor com Jackie Chan em Fora do Rumo

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Foto: Reprodução/ Internet

Se a sua sexta-feira pede um filme que mistura muita ação, adrenalina e humor na medida certa, já pode preparar a pipoca! Nesta sexta, 11 de julho de 2025, a Tela de Sucessos do SBT traz Fora do Rumo, um longa que une o melhor de dois mundos: o estilo marcante do mestre das artes marciais Jackie Chan e as trapalhadas irreverentes do ator e comediante Johnny Knoxville.

Leia a sinopse do filme

No filme, Jackie Chan vive Bennie Black, um detetive durão de Hong Kong que está numa missão pessoal. Depois da morte do parceiro, ele faz de tudo para encontrar o responsável. A situação fica ainda mais tensa quando a jovem que ele criou, filha de um amigo próximo, é sequestrada por criminosos. Para salvar essa garota e colocar um fim na ameaça que ronda sua vida e sua carreira, Bennie precisa formar uma dupla nada convencional com Connor Watts — interpretado por Johnny Knoxville, o famoso do reality Jackass. Connor é um apostador norte-americano atrapalhado e nada confiável, o tipo de parceiro que coloca ainda mais fogo no parquinho.

Direção e elenco

Dirigido por Renny Harlin, conhecido por filmes de ação como Duro de Matar 2, o longa traz cenas eletrizantes de luta, perseguições de tirar o fôlego e uma boa dose de humor que quebra a tensão, garantindo um ritmo leve e divertido do começo ao fim.

Além dos protagonistas, o elenco conta com a presença de Fan Bingbing, que interpreta Samantha, uma personagem fundamental na trama; Eric Tsang no papel de Yung, e Eve Torres como Dasha. A história ainda é enriquecida com atuações de Winston Chao, Yeon Jung-hoon, Michael Wong e outros nomes que completam essa aventura cheia de perigos, emoção e algumas surpresas.

Para quem gosta de ação misturada com comédia, Fora do Rumo é um prato cheio. A dinâmica entre o durão Jackie e o atrapalhado Johnny cria momentos hilários e inesperados, enquanto o enredo entrega aquela boa dose de adrenalina típica dos filmes de perseguição e investigação.

Onde posso assistir?

E se você não quiser esperar a exibição na TV, pode assistir Fora do Rumo quando quiser nas plataformas de streaming Amazon Prime Video e Max — basta ser assinante para entrar nessa jornada cheia de reviravoltas e tiroteios.

Balde do Capitão América – Admirável Mundo Novo já está disponível no Cinesystem

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Foto: Reprodução/ Internet

Os fãs da Marvel já podem se preparar para uma experiência completa nos cinemas! A aguardada estreia de Capitão América: Admirável Mundo Novo, marcada para 13 de fevereiro de 2025, traz não apenas ação e aventura, mas também um brinde especial para os cinéfilos: o exclusivo Balde do Capitão.

O combo colecionável inclui um balde de pipoca personalizado com tampa estilizada no formato do icônico escudo do Capitão América e dois refrigerantes de 700 ml. Ideal para quem ama mergulhar nas aventuras do UCM com muito estilo — e, claro, pipoca. Vale lembrar que as unidades são limitadas, então é importante consultar a disponibilidade no cinema mais próximo.

Sobre o Filme

Com 1h58min de duração, Capitão América: Admirável Mundo Novo é dirigido por Julius Onah (The Cloverfield Paradox) e conta com roteiro de Malcolm Spellman e Dalan Musson, ambos responsáveis pelo sucesso de Falcão e o Soldado Invernal.

A trama dá continuidade aos eventos da minissérie e apresenta Sam Wilson (Anthony Mackie) enfrentando novos desafios como o sucessor do lendário Capitão América. Com Harrison Ford no papel de Thaddeus Ross e Danny Ramirez como Joaquín Torres, o longa promete uma jornada repleta de ação, aliados inesperados e ameaças emocionantes.

O filme compõe a Fase Cinco do Universo Cinematográfico Marvel (UCM). Após assumir o escudo deixado por Steve Rogers (Chris Evans) em Vingadores: Ultimato, Sam Wilson precisa lidar com o peso de ser o novo Capitão América enquanto enfrenta ameaças globais e descobre o verdadeiro significado de seu novo papel.

Café com Deus Pai | Obra brasileira ultrapassa milhões de leitores e se firma como um dos maiores sucessos editoriais do país

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Em um mercado editorial cada vez mais disputado, poucos livros conseguem manter relevância por mais de um ano consecutivo. “Café com Deus Pai”, de Junior Rostirola, é uma dessas exceções. Em 2025, o devocional voltou a liderar as listas de mais vendidos do país, confirmando que seu sucesso não é passageiro, mas resultado de uma conexão genuína com milhões de leitores.

O destaque aparece no Painel do Varejo de Livros 2025, levantamento realizado pela PublishNews a partir dos dados do BookScan, que acompanha as vendas nas principais livrarias do Brasil. Mais uma vez, o ranking aponta a força dos títulos nacionais, com Café com Deus Pai ocupando as primeiras posições do ano — um feito que se repete após o desempenho expressivo registrado em 2024.

O fenômeno se intensifica com a presença simultânea de duas edições no topo da lista. Café com Deus Pai 2026 lidera o ranking anual, enquanto Café com Deus Pai 2025 aparece logo atrás, reforçando a fidelidade do público e o caráter contínuo da obra, pensada para acompanhar o leitor em sua rotina diária de reflexão.

Mais do que um livro, Café com Deus Pai se tornou um hábito. A cada página, a proposta é simples, mas poderosa: oferecer uma pausa em meio à correria do cotidiano. O sexto volume da coleção, intitulado Porções diárias de amor, amplia essa experiência ao incorporar elementos que convidam à interação, como frases destacadas, planos de leitura bíblica e espaços que estimulam anotações e reflexões pessoais.

Em 2025, a coleção alcançou a marca de 10 milhões de exemplares vendidos, consolidando-se como o devocional mais lido do Brasil e um dos maiores sucessos editoriais em língua portuguesa. O impacto ultrapassa o território nacional. Traduzido para sete idiomas, o livro passou a integrar prateleiras e rotinas de leitores na Europa, nos Estados Unidos e em diversos países da América Latina, ampliando o alcance da mensagem.

A presença digital também desempenha papel fundamental nesse sucesso. O podcast Café com Deus Pai, apresentado por Junior Rostirola, tornou-se o mais ouvido do Brasil no Spotify, acumulando mais de 186 milhões de reproduções e figurando entre os mais populares do mundo. Nas redes sociais, trechos do livro circulam diariamente, compartilhados de forma espontânea por leitores que se reconhecem nas mensagens e encontram nelas conforto e inspiração.

Parte dessa conexão está diretamente ligada à história pessoal do autor. Nascido em Itajaí (Santa Catarina), Junior Rostirola viveu uma infância marcada por violência doméstica, dificuldades emocionais e exclusão social. Ainda jovem, abandonou os estudos e enfrentou um período de depressão profunda. Foi na fé cristã que encontrou um caminho de reconstrução, transformando vivências dolorosas em palavras que hoje acolhem e orientam milhões de pessoas.

O sucesso contínuo de Café com Deus Pai também reflete uma mudança no comportamento do leitor brasileiro. Em meio a um cenário de incertezas, cresce a busca por obras que ofereçam acolhimento, reflexão e sentido. Livros voltados à espiritualidade e ao autoconhecimento seguem conquistando espaço, mostrando que histórias reais, sensíveis e próximas da experiência humana têm força para atravessar o tempo e as tendências do mercado.

No “Conversa com Bial” desta quinta (24/07), Flávia Reis e Rodrigo Sant’Anna falam sobre o poder do riso e os bastidores da comédia brasileira

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Na noite da próxima quinta-feira, 24 de julho de 2025, o Conversa com Bial promete uma edição repleta de riso, inteligência e muitas camadas de interpretação. O apresentador Pedro Bial receberá dois nomes que ajudaram a redefinir a comédia no Brasil com suas criações múltiplas, afiadas e profundamente conectadas à realidade brasileira: Rodrigo Sant’Anna e Flávia Reis. O programa, exibido após o Jornal da Globo, propõe uma conversa descontraída e ao mesmo tempo provocadora sobre os rumos do humor no teatro, na televisão e nas redes sociais.

Ambos estão em cartaz com seus espetáculos solo — Atazanado, de Sant’Anna, e Neurótica!, de Flávia — e usam o palco como espelho cômico da sociedade. São humoristas que não apenas arrancam risadas, mas também despertam identificação, desconforto e até alguma catarse no público. A conversa com Bial deve trazer uma mistura saborosa de bastidores, reflexões sobre o riso e os desafios contemporâneos da arte cômica.

O humor como ferramenta de escuta

É curioso como o humor, frequentemente subestimado na esfera artística, carrega uma potência que vai além da simples distração. Bial, experiente em extrair nuances de seus entrevistados, conduz a conversa como quem abre caminho para que o riso se revele em sua plenitude: como linguagem, resistência, crítica e, muitas vezes, salvação. Rodrigo e Flávia se abrem sobre suas trajetórias, suas dores transformadas em piadas, e os personagens que criaram e que hoje os definem no imaginário popular.

“Rir é uma forma de sobreviver”, diz Rodrigo Sant’Anna em um trecho da conversa. Nascido no subúrbio carioca, ele encontrou no humor um meio de comunicar as tensões sociais que atravessava. Desde os tempos de Os Suburbanos e Zorra Total, Rodrigo ampliou seu repertório de tipos populares — que vão do motoboy fofoqueiro à madame esnobe — sempre com um olhar que mistura caricatura e empatia.

Já Flávia Reis, atriz formada e com forte presença no teatro, traz para o palco uma comédia que não tem medo de ser feminina, descontrolada e, sim, neurótica. Em Neurótica!, seu espetáculo atual, ela interpreta 11 mulheres em situações-limite, mas absolutamente reconhecíveis: uma mãe sobrecarregada, uma senhora hipocondríaca, uma cerimonialista desorientada por múltiplas notificações. Tudo isso costurado com ironia e crítica social.

O espetáculo da vida: “Neurótica!”, com Flávia Reis

Na entrevista com Bial, Flávia compartilha bastidores e motivações por trás de Neurótica!, espetáculo em cartaz aos sábados e domingos no Rio de Janeiro, com direção de Márcio Trigo e roteiro de Henrique Tavares. Com mais de 15 anos de dedicação ao humor feminino, a atriz constrói tipos que oscilam entre o absurdo e a realidade cotidiana. O espetáculo é conduzido por uma terapeuta (também interpretada por Flávia), que apresenta uma “palestra equivocada” sobre neuroses femininas.

“Eu nunca quis rir da mulher, mas com a mulher. Me interessa o humor que denuncia a carga que jogam em cima da gente — ser mãe, ser profissional, ser sensual, ser calma, ser tudo”, comenta Flávia no programa. Com um talento cênico admirável, ela transita entre personagens como quem muda de pele, revelando facetas do feminino que raramente ganham voz nos grandes palcos.

A montagem é uma sátira feroz, mas doce, da vida como ela é. E mais do que dar conta de 11 personagens, Flávia mostra como o humor pode ser libertador. Sua atuação coloca em evidência temas como saúde mental, desigualdade de gênero, pressão estética e relações familiares, tudo isso filtrado pelo riso.

“Atazanado”: o mundo caótico de Rodrigo Sant’Anna

Rodrigo, por sua vez, está em turnê com Atazanado, espetáculo que é um verdadeiro caleidoscópio de personagens e neuroses urbanas. Em cena, ele interpreta cinco figuras completamente distintas, entre elas uma mãe rica que se vê obrigada a cuidar dos próprios filhos quando a babá entra de férias, além de outros tipos que enfrentam situações absurdas em um mundo cada vez mais acelerado.

“É um espetáculo para falar sobre esse nosso tempo maluco, em que a gente tem que dar conta de tudo, fingir que tá bem e ainda sorrir no Instagram”, diz Rodrigo a Bial. Com uma construção cômica precisa, ele transforma as angústias cotidianas — do trânsito ao trabalho remoto, da paternidade à solidão — em material cênico.

Rodrigo se mostra generoso ao falar das dificuldades que enfrentou até conquistar o espaço que tem hoje. “Fui office-boy, trabalhei como camelô, morei em comunidade. Isso me deu o olhar que tenho hoje. Os meus personagens nascem de pessoas que conheci, da minha mãe, das vizinhas, dos ônibus que eu pegava”, relembra, emocionado.

Humor como crítica social (e sobrevivência)

Durante a conversa, os três também abordam os desafios de fazer humor em tempos polarizados e de redes sociais vigilantes. “A gente vive hoje num momento em que tudo pode ser ofensivo. É preciso sensibilidade, mas também coragem. Não dá pra engessar a comédia, senão ela morre”, afirma Flávia.

Rodrigo concorda, mas pontua que o humor precisa evoluir junto com a sociedade. “Tem piadas que eu fazia anos atrás e que hoje eu não faria mais. A gente aprende, escuta, revê. Isso não significa censura. Significa maturidade”, opina.

O programa também mergulha na questão da representatividade. Flávia, como mulher, e Rodrigo, como homem gay e negro, falam sobre os espaços que tiveram que ocupar “à força”, por mérito, insistência e também por quebra de paradigmas. Ambos são hoje referências para novas gerações de comediantes que querem falar de si sem pedir licença.

Bastidores, improviso e memórias

Entre risadas, os artistas compartilham histórias dos bastidores. Rodrigo relembra os tempos em que fazia shows de humor em barzinhos na zona norte do Rio e, às vezes, tinha que interromper uma piada porque alguém pedia “mais uma cerveja”. Flávia recorda uma apresentação em que seu microfone falhou, e ela teve que improvisar os 80 minutos do espetáculo no grito — arrancando aplausos de pé da plateia.

Ambos valorizam o improviso, a escuta e a conexão com o público. “Cada plateia é diferente. Tem noite que o público ri da piada que você nem apostava, e fica sério na hora que você achava que ia arrasar”, diz Flávia. Rodrigo complementa: “É isso que torna o teatro vivo. A gente nunca sabe se vai dar certo. E é por isso que vicia.”

Ninguém Quer é renovada para a terceira temporada; O charme ácido de Kristen Bell conquista mais uma vez o público da Netflix

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A Netflix confirmou nesta quarta-feira (4) que Ninguém Quer foi oficialmente renovada para uma terceira temporada, apenas algumas semanas após a estreia da segunda, em outubro. O anúncio foi feito de forma bem-humorada em um vídeo publicado no X (antigo Twitter), com Kristen Bell — protagonista e produtora executiva da série — surpreendendo o elenco com a notícia. No vídeo, Bell aparece sorridente enquanto revela a novidade, mas é “corrigida” pela criadora da série, Erin Foster, que lembra que foi ela quem, na verdade, contou à atriz sobre a renovação. A brincadeira reflete o tom espirituoso e autodepreciativo que conquistou o público e se tornou uma marca registrada da produção.

Com um elenco afiado, um texto inteligente e uma química irresistível entre seus protagonistas, a série consolidou-se como uma das comédias românticas mais comentadas da Netflix no último ano. Criada por Erin Foster, a série estreou em setembro de 2024 e desde então tem recebido elogios tanto da crítica quanto dos assinantes por seu olhar honesto — e muitas vezes hilário — sobre amor, fé, imperfeição e os dilemas da vida adulta moderna.

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Uma comédia romântica nada convencional

A trama gira em torno de Joanne, interpretada por Kristen Bell, uma mulher agnóstica, franca e desbocada, que vê sua vida virar de cabeça para baixo quando se apaixona por Noah Roklov (vivido por Adam Brody), um rabino judeu nada tradicional. A premissa, que em mãos menos habilidosas poderia soar apenas excêntrica, ganha profundidade e calor humano nas mãos de Foster e da equipe criativa da série.

O contraste entre os dois protagonistas é o motor da narrativa — e também sua maior força. Joanne é emocionalmente caótica, impulsiva e cheia de opiniões sobre tudo; Noah, por outro lado, é racional, centrado e guiado por valores espirituais. O romance entre eles não é apenas improvável, mas também deliciosamente confuso, com situações que oscilam entre o cômico e o comovente. A relação, marcada por diferenças culturais e existenciais, serve de pano de fundo para reflexões sobre fé, identidade e o que realmente significa estar em um relacionamento no século 21.

Da vida real para a ficção

Parte do charme da série vem do fato de que a criadora Erin Foster baseou a história em suas próprias experiências de vida. Conhecida pelo humor sarcástico e por seus roteiros afiados, Foster criou uma narrativa que mistura autenticidade emocional com situações absurdas, sempre sustentadas por um ritmo cômico preciso.

Quando a Netflix encomendou a série em março de 2023, já havia grande expectativa em torno da colaboração entre Foster e Steven Levitan, vencedor do Emmy por “Modern Family”. Levitan atua como coprodutor executivo, ao lado de Foster, Kristen Bell e nomes como Craig DiGregorio, Sara Foster, Danielle Stokdyk, Oly Obst e Josh Lieberman, sob o selo da 3 Arts Entertainment e 20th Television.

A sinergia entre Foster e Bell também foi um dos pontos mais comentados pela crítica. Kristen Bell, além de protagonista, ajudou a moldar o tom da produção, trazendo nuances de vulnerabilidade para uma personagem que, em mãos menos experientes, poderia soar apenas sarcástica. O resultado é uma protagonista complexa, divertida e surpreendentemente humana — um equilíbrio que ecoa o sucesso anterior de Bell em séries como The Good Place e Veronica Mars.

O elenco que dá vida à comédia

Além da dupla principal, o elenco da série conta com Justine Lupe (como Morgan), Timothy Simons (como Sasha Roklov), Stephanie Faracy (Lynn), Tovah Feldshuh (Bina Roklov), Paul Ben-Victor (Ilan Roklov), Jackie Tohn (Esther Roklov), Emily Arlook (Rebecca), Sherry Cola (Ashley), Shiloh Bearman (Miriam Roklov) e Stephen Tobolowsky (Rabbi Cohen). A participação especial de Ryan Hansen como Kyle também rendeu boas risadas e um toque de nostalgia, já que Bell e Hansen trabalharam juntos em Veronica Mars.

A química entre o elenco é um dos trunfos da série. As interações são naturais e cheias de timing cômico, e a presença de atores experientes em comédia garante que até as situações mais caóticas mantenham uma dose de realismo emocional. “O segredo de Nobody Wants This é que, por trás das piadas, há pessoas de verdade tentando fazer o melhor que podem”, comentou Adam Brody em uma entrevista recente.

One Punch Man | Garou domina o novo pôster e JAM Project volta para o tema de abertura

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Se você é fã de animes e histórias que misturam ação com uma boa dose de humor e reflexão, pode preparar o coração: a terceira temporada de One Punch Man está chegando — e com ela, muitas surpresas que prometem agitar a comunidade. O novo pôster que acaba de ser divulgado traz Garou, um dos personagens mais carismáticos e complexos da série, em destaque, mostrando que ele terá um papel fundamental nessa nova fase. Abaixo, confira a imagem:

Além disso, uma notícia que deixou os fãs ainda mais animados foi a confirmação do retorno da banda JAM Project para o tema de abertura. A energia e a força que eles imprimem às músicas são praticamente parte da alma do anime, e saber que estarão de volta já é motivo para celebrar.

Quem é Garou e por que ele merece tanto destaque?

Garou é um daqueles personagens que quebram qualquer ideia de vilão tradicional. Com uma filosofia própria, ele questiona o sistema de heróis e busca uma justiça que, para ele, faz sentido — mesmo que para a sociedade pareça fora da lei. O que o torna tão interessante não é só sua força impressionante, mas a humanidade que está por trás das suas escolhas. O novo pôster, que o coloca em evidência, dá um spoiler visual de que essa temporada vai mergulhar fundo nas motivações dele e no impacto que ele provoca na Associação dos Heróis. É uma oportunidade para a série explorar dilemas morais e emocionais que vão além das pancadarias.

A trilha sonora que a gente já ama vai continuar

Não tem como pensar em One Punch Man sem lembrar daquele tema de abertura que nos enche de energia para o que vem pela frente. O JAM Project tem um lugar especial no coração dos fãs por trazer exatamente isso: música poderosa, que combina perfeitamente com o clima épico das lutas. Embora ainda não tenha sido confirmado se Ricardo Cruz, o vocalista brasileiro que participou da segunda temporada, estará na terceira, a volta do JAM Project já é uma vitória. Eles sabem exatamente como dar o tom certo para acompanhar Saitama e seus desafios, e isso faz toda a diferença na experiência de assistir ao anime.

Uma história que conquistou o mundo de forma inesperada

One Punch Man começou de um jeito bem simples: uma webcomic criada por One, que logo chamou atenção pela sua proposta diferente. Ao invés do herói que enfrenta dificuldades para vencer seus inimigos, Saitama já começa invencível — e isso, ao invés de diminuir a história, abre espaço para explorar o lado humano por trás do “herói perfeito”. O que vemos é alguém que enfrenta o tédio da invencibilidade, a busca por propósito e o desejo de ser reconhecido, mesmo quando parece não precisar disso. Essa abordagem fez com que a série ganhasse fãs de todos os lugares, ultrapassando o nicho dos animes tradicionais.

Mangá e anime: duas faces que complementam a jornada

Com os traços incríveis de Yusuke Murata, a versão mangá de One Punch Man deu vida às cenas de ação e aos personagens de uma forma que impressiona até hoje. O anime, por sua vez, foi responsável por levar essa história para as telas do mundo, com produção de alta qualidade e sequências de tirar o fôlego. O sucesso das duas primeiras temporadas criou uma base sólida e fez crescer ainda mais a expectativa pelo que vem a seguir. E a terceira temporada promete não decepcionar, trazendo o mesmo estúdio do segundo ano, J.C. Staff, para manter a qualidade.

O que esperar da nova temporada?

Para os fãs, a terceira temporada é uma chance de ver a história se aprofundar, principalmente no que diz respeito a Garou e à Associação dos Heróis. Os conflitos vão ganhar mais intensidade, e Saitama, mesmo invencível, terá seus próprios desafios. Além das lutas espetaculares e do humor característico, é uma temporada que pode trazer questionamentos sobre justiça, poder e o que realmente significa ser um herói em um mundo cheio de complexidades.

Sabadou com Virginia deste sábado (09) recebe Rodriguinho, Gaab, Beca Milano e Nadja Haddad

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Na noite do próximo sábado, 9 de agosto, o Sabadou com Virginia volta ao SBT com uma edição especial que promete conquistar o público com uma mistura equilibrada de entretenimento leve, bate-papos sinceros e muita energia familiar. Sob o comando da carismática Virginia Fonseca, o programa reforça sua identidade ao combinar música, gastronomia e momentos de conexão que atravessam gerações, fortalecendo o clima afetivo que vem conquistando os telespectadores desde sua estreia.

A principal novidade da noite é o lançamento do Sabake Off Brasil, uma competição culinária inspirada no famoso reality Bake Off Brasil. O desafio coloca frente a frente duas duplas familiares: Virginia e sua mãe, Margareth Serrão, e o cantor Rodriguinho com seu filho Gaab. Mais do que uma disputa de confeitaria, a competição destaca a cozinha como espaço de transmissão de saberes, memórias e afetos, onde os laços entre mãe e filha e entre pai e filho ganham um significado especial.

Para avaliar as duplas, o programa conta com a jurada Beca Milano, confeiteira renomada que traz um olhar técnico, mas também humano, à disputa. “Desde pequena, a cozinha sempre foi meu refúgio. Fazer bolos virou uma tradição que carrego com muito carinho”, conta Beca, ressaltando a confeitaria como uma forma de expressão e acolhimento.

Além da competição, a edição terá a participação especial de Nadja Haddad, apresentadora oficial do Bake Off Brasil. Nadja compartilha sua visão sobre o papel do apresentador, que vai muito além de comandar o programa, envolvendo cuidado e empatia com os participantes. “Para mim, apresentar é uma missão de vida: cuidar das pessoas e criar conexões que ultrapassam as câmeras”, afirma, emocionando o público com sua sensibilidade. Sua presença reforça o compromisso do Sabadou com Virginia em construir um espaço onde o acolhimento e a troca genuína são tão valorizados quanto o entretenimento.

Música, família e histórias que emocionam

O programa reserva ainda um momento especial para a conversa com Rodriguinho e Gaab, que representam duas gerações da música brasileira. Rodriguinho, com 37 anos de carreira no samba, fala sobre sua trajetória, seu gosto por esportes como basquete e tênis, e seu projeto “Rodriguinho Acústico”, que resgata sua carreira em formato intimista. Gaab, da nova geração, destaca o projeto “Legado”, que une família e música numa criação coletiva e cheia de emoção. “O Legado é um espaço onde a gente cria juntos, celebrando nossa história e sentimentos”, explica o cantor, mostrando como a arte fortalece os vínculos afetivos entre eles.

Além da competição e dos bate-papos musicais, o programa amplia seu repertório com quadros que prometem agradar diferentes públicos. No “Em Busca do Corte Perfeito”, o barbeiro João Silva apresenta seu novo programa, “Programa do João”, que estreia logo após o “Sabadou” no SBT. O quadro oferece dicas práticas de estilo e cuidados masculinos, combinando carisma e conhecimento técnico para engajar quem se interessa por moda e beleza. Outro destaque é o “Se Beber, Não Fale”, que convida os participantes a se soltarem num clima descontraído, revelando histórias inusitadas e momentos de humor, reforçando o tom acessível e divertido do programa.

Entenda a trajetória do programa

Desde o início, o programa se destaca por unir entretenimento, cultura e afetividade num formato que conversa diretamente com as famílias brasileiras. A condução espontânea e natural de Virginia é um dos pontos fortes da atração, que valoriza a proximidade e o diálogo com o público. A programação diversificada, que inclui música, gastronomia, moda e conversas autênticas, cria um ambiente acolhedor e leve, perfeito para quem busca opções de lazer em família no fim de semana.

Exibido aos sábados à tarde, o programa chegou em 2025 com a missão de renovar o entretenimento na TV aberta, apostando numa linguagem contemporânea que dialoga com as novas gerações, sem perder o apelo para todas as idades. A edição deste sábado reforça essa proposta, ao unir elementos tradicionais e modernos numa celebração da diversidade cultural e familiar brasileira.

A estreia do Sabake Off Brasil exemplifica bem essa estratégia, ao resgatar tradições culinárias e afetivas dentro de um formato competitivo que aproxima o público, especialmente por meio das histórias pessoais dos participantes. A produção investe em dinamismo e interatividade, garantindo qualidade e inovação. Convidados como Beca Milano e Nadja Haddad ampliam a credibilidade e o charme da atração, que também aposta nas redes sociais para aumentar o alcance e o engajamento.

Resenha – O Coração de Uma Mulher de Maya Angelou

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No universo literário, algumas obras se destacam não apenas pela narrativa envolvente, mas pela capacidade de transpor as fronteiras da ficção e tocar a essência da experiência humana. É exatamente essa proeza que Maya Angelou alcança em seu mais recente trabalho, “O Coração de Uma Mulher”. Recebi com antecedência para resenhar o livro, que chega às prateleiras sob a chancela da Editora Astral Cultural, e promete ser um marco na literatura contemporânea.

A narrativa, habilmente entrelaçada com referências culturais e históricas de peso, mergulha na jornada de uma mulher em busca de sua identidade, navegando pelas complexidades da vida e pelas vicissitudes do amor e da liberdade. Maya Angelou nos conduz por uma viagem que se torna, de certa forma, a jornada de muitas mulheres, revelando os desafios sociais, as dores e os triunfos que moldam suas vidas.

Partindo da Califórnia em direção à efervescente cidade de Nova York, acompanhamos a protagonista em sua imersão na sociedade e no mundo dos artistas e escritores negros. É no seio desse ambiente pulsante que ela encontra não apenas camaradagem, mas também engajamento político, integrando-se à luta pelos direitos dos afro-americanos. Angelou, com sua prosa poética e visceral, retrata não apenas o panorama cultural da época, mas também as profundezas da alma feminina e os dilemas enfrentados por uma mãe negra nos Estados Unidos.

Um dos aspectos mais cativantes do livro é a maneira como Angelou tece sua narrativa em torno das relações humanas. O leitor é apresentado a uma galeria de personagens marcantes, desde figuras históricas como Billie Holiday e Malcolm X até indivíduos fictícios que ecoam a vida em suas mais diversas nuances. É nesse intricado tecido de relações que se desenrola a jornada da protagonista, pontuada por encontros e despedidas, amores e desilusões.

No entanto, não são apenas os personagens que conferem profundidade à trama. A própria escrita de Angelou, carregada de emoção e lirismo, é um convite à reflexão sobre temas como identidade, pertencimento e resistência. Em suas páginas, encontramos passagens que nos transportam para além do tempo e do espaço, fazendo-nos sentir como se estivéssemos imersos na própria pele da protagonista.

É verdade que, em alguns momentos, a narrativa pode parecer superficial, deixando questões importantes apenas esboçadas. No entanto, essa aparente lacuna é compensada pela riqueza de detalhes e pela intensidade das emoções que permeiam cada página. Maya Angelou nos brinda com uma obra que, mesmo em seus momentos mais fugazes, ressoa com a autenticidade da experiência humana.

“O Coração de Uma Mulher” é mais do que um simples relato de vida; é um testemunho poderoso da resiliência e da determinação feminina, uma ode à força que reside no âmago de cada mulher. Maya Angelou, com sua prosa magistral, convida-nos a mergulhar nas profundezas do ser feminino e a descobrir, através das palavras, a beleza e a complexidade de uma jornada compartilhada.

Uma obra que transcende as fronteiras do tempo e do espaço, tocando o cerne da experiência humana de forma poética e profunda. Maya Angelou prova ser uma voz marcante da atualidade, oferecendo-nos um vislumbre da alma feminina e convidando-nos a refletir sobre o que significa ser mulher em um mundo repleto de desafios e possibilidades.

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