Avatar: Fogo e Cinzas emociona em nova prévia e revela o lado mais sombrio da saga de James Cameron

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A nova prévia de Avatar: Fogo e Cinzas chegou carregada de emoção e trouxe para o público uma sensação familiar: a de que estamos voltando para casa, mas uma casa que mudou. Pandora aparece sob uma luz diferente, tomada por cicatrizes, fogo, cinzas… e também por reconstrução. A família Sully, tão querida pelo público desde o primeiro filme, surge enfrentando um dos períodos mais delicados de sua história, marcado pela ausência de Neteyam, mas também por um novo capítulo que pede força, união e reinvenção.

Logo nos primeiros segundos da prévia, é possível perceber que este terceiro filme não está interessado apenas nas grandiosas batalhas que sempre marcaram a franquia. O foco agora está muito mais no coração dos personagens. Jake e Neytiri aparecem com um olhar que mistura exaustão e esperança, como quem tenta manter de pé uma família que já passou por perdas profundas, mas ainda busca fôlego para continuar. Há um silêncio entre eles que diz muito. É a pausa de quem sabe o que já enfrentou e o que ainda está por vir.

O luto pelo filho Neteyam se torna quase um personagem à parte. Ele se manifesta em pequenos gestos: na forma como os Sully se entreolham, no tom das conversas, na tentativa de manter a família unida apesar da dor. Cameron parece consciente de que esse sentimento não pode ser romantizado. A prévia trata o tema com respeito, sutileza e sensibilidade, sem transformar a dor em espetáculo, mas deixando claro que ela moldará cada decisão dos protagonistas daqui para frente.

Além dessa jornada emocional, o vídeo nos apresenta um novo povo de Pandora, o Povo das Cinzas. E é aqui que o filme começa a expandir o universo da franquia de maneira ainda mais rica. Os Ash People têm uma relação intensa com o fogo e uma cultura mais bélica, mais dura, fruto de um ambiente hostil. Ao contrário dos Metkayina, que viviam em harmonia com a água, os membros dessa nova tribo carregam marcas de guerras antigas e de um território que exige resistência o tempo todo. A estética do grupo impressiona e traz uma identidade completamente diferente do que vimos até agora.

A líder do Povo das Cinzas, Varang, chama atenção imediatamente. Ela não aparece como uma vilã caricata, mas como alguém que defende seu povo a qualquer custo. Seu olhar duro e sua postura determinada revelam uma personagem guiada por dor, memória e disputa territorial. Quando a prévia reforça a aliança dela com Quaritch, fica claro que essa união pode redefinir tudo o que conhecemos sobre os conflitos de Pandora. A guerra deixa de ser apenas entre humanos e Na’vi. Ela se torna uma disputa interna, de identidade, de sobrevivência e de escolhas morais.

Nesse cenário tenso, Jake e Neytiri se tornam novamente o centro emocional da história. Eles precisam ser pais, líderes e guerreiros ao mesmo tempo. Precisam acolher a dor dos filhos enquanto tentam lidar com a própria. Precisam manter a família unida em meio ao caos. E precisam tomar decisões difíceis em um momento em que o planeta parece estar virando ao avesso. A prévia mostra que essa será a parte mais íntima e humana do filme, aquela que faz o público se reconhecer nos personagens mesmo vivendo em um mundo distante.

A ambientação também reflete esse momento turbulento. Pandora já não surge tão exuberante quanto antes. Há cicatrizes abertas, árvores queimadas, terras devastadas. É como se o planeta estivesse respirando com dificuldade, pedindo socorro, tentando se recuperar do impacto das batalhas. Esse contraste visual torna o filme mais maduro e reforça a mensagem ambiental que sempre acompanhou a saga: cada ação tem um impacto real, e a natureza jamais sai ilesa de conflitos desse tamanho.

Mesmo com toda a densidade emocional, a prévia também aponta para a força e o crescimento dos filhos de Jake e Neytiri. Lo’ak aparece mais seguro, embora ainda carregue o peso da responsabilidade que não pediu. Kiri surge conectada à natureza de uma forma cada vez mais profunda, quase espiritual. É possível sentir que os dois serão determinantes para os rumos da história. Eles não aparecem mais como jovens descobrindo Pandora, mas como figuras centrais de um momento que pode definir o futuro do planeta.

Do outro lado da narrativa, Quaritch retorna com uma presença igualmente forte, mas diferente da vista anteriormente. Ele não é apenas o antagonista movido pela vingança. A prévia sugere um personagem mais complexo, com novas motivações e um papel que pode surpreender o público. Sua relação com Varang e com o Povo das Cinzas promete trazer tensão para cada cena em que aparece.

A proximidade do lançamento reforça o peso deste terceiro capítulo. Avatar: Fogo e Cinzas não chega apenas como mais um filme da franquia. Ele ocupa um espaço estratégico e emocional. É a ponte que conectará O Caminho da Água às duas últimas partes da saga, previstas para 2029 e 2031. Isso significa que muita coisa será plantada agora para florescer nos próximos filmes. E, pelo tom da prévia, tudo indica que serão sementes carregadas de significado.

No Brasil e em Portugal, o longa chega um dia antes da estreia norte-americana, em 18 de dezembro de 2025. É um presente para os fãs que acompanham a franquia desde 2009 e que, ao longo dos anos, construíram uma relação afetiva com Pandora, suas paisagens e seus personagens. Há um carinho especial por esse universo, e a nova prévia só fortalece essa conexão.

“Globo Repórter” desta sexta (01/08) finaliza expedição por um Brasil que cresce sem perder as raízes

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Foto: Reprodução/ Internet

Na noite desta sexta-feira, 1º de agosto de 2025, o “Globo Repórter” dá adeus — ao menos por agora — ao “Brasil do Meio”. Uma expedição intensa, sensível e cheia de descobertas que atravessou o coração do país, revelando muito além do que mapas mostram. Essa região, muitas vezes vista apenas como ponto de passagem ou corredor do agronegócio, se revelou um mosaico de histórias humanas, inovações surpreendentes, fé concreta e gente que não só planta e colhe, mas também sonha, transforma e resiste.

Durante semanas, a equipe do programa — liderada pelo repórter Chico Regueira — mergulhou na vida cotidiana de cidades, fazendas e comunidades nos estados de Goiás e Tocantins. E o que eles trouxeram de volta não foram apenas belas imagens ou dados impressionantes. Trouxeram vida. Histórias de superação, de amor à terra, de tecnologia com propósito e de tradições que sobrevivem mesmo quando os arranha-céus começam a engolir o céu.

Um novo olhar para o centro do Brasil

O episódio final dessa jornada nos convida a pensar: o que significa estar no meio? Estar no centro geográfico do Brasil é também estar no centro das contradições, das transformações e das possibilidades. Não é à toa que Goiás e Tocantins têm sido apontados como laboratórios vivos de um futuro que tenta equilibrar avanço econômico com sustentabilidade, inovação com memória, concreto com cerrado.

Goiânia, por exemplo, não é apenas uma cidade que cresce para cima. É também uma cidade que olha para dentro. Entre novos edifícios, robôs simpáticos e combustíveis limpos, pulsa uma alma sertaneja, cheia de afetos simples e valores profundos. Palmas, ainda jovem e em constante construção, é símbolo de um país que quer se reinventar sem esquecer de onde veio.

Goiânia: onde o agro encontra a cidade

A capital goiana é o ponto de partida do episódio. Ali, o urbano e o rural não vivem em lados opostos — eles se abraçam, ainda que com tensão. A cidade, que ganha prédios cada vez mais altos, esconde entre suas avenidas modernas um ritmo de vida que ainda valoriza o quintal, o cheiro da comida no fogão de lenha e as rodas de viola.

Um exemplo disso é a influenciadora digital que abre as portas de seu apartamento com vista para o skyline goianiense e mostra, orgulhosa, sua coleção de panelas herdadas da avó. Atrás das fotos produzidas do Instagram, há uma mulher que fala de pamonha como quem fala da infância, de banho de rio como quem fala de cura. E ali, no centro da cidade, ela faz questão de manter viva essa identidade sertaneja.

E não é só nas cozinhas que a tradição ganha um toque de futuro. No prédio mais alto da cidade, a robô Pequi — com nome inspirado na fruta símbolo do cerrado — faz entregas entre os andares como se fosse um carteiro do amanhã. Um pequeno gesto que diz muito: a tecnologia aqui não é um fim em si, mas uma ponte entre mundos.

Quando o canteiro vira sala de aula

No meio desse cenário em transformação, o Globo Repórter encontra também pessoas que decidiram mudar a realidade à sua volta. A professora Mônica Ferreira dos Santos, por exemplo, criou uma iniciativa para capacitar operários da construção civil diretamente nos canteiros. Nada de quadro negro ou cadeiras enfileiradas — o aprendizado acontece com os pés na terra e o capacete na cabeça.

Mônica sabe do que está falando: já foi ajudante de obra, estudou à noite, criou os filhos sozinha e hoje é engenheira civil. Mas, mais do que isso, ela é ponte para outros sonharem também. “Quando a gente entende o desenho de uma planta, começa a desenhar o próprio futuro”, diz um de seus alunos, com os olhos brilhando.

Fé que constrói

No mesmo território onde o concreto avança, a espiritualidade se reinventa. O programa encontra o pastor Cláudio de Carvalho, que decidiu unir sua fé com sua profissão de engenheiro. Para ele, evangelizar não é só pregar com palavras — é ensinar com ações. Em vez de apenas falar de salvação, ele ensina serventes a se tornarem pedreiros qualificados. “A gente também salva quando oferece uma profissão”, diz, com a convicção de quem constrói mais que paredes.

Biometano: combustível do presente

Outra descoberta surpreendente vem dos bastidores da mobilidade urbana: ônibus movidos a biometano — um combustível limpo, extraído dos resíduos da cana-de-açúcar. A cena do repórter embarcando em um desses veículos não é só ilustrativa: é simbólica. Mostra que o futuro não está tão longe quanto parece. Ele já está circulando pelas ruas, de forma silenciosa, econômica e sustentável.

E o que poderia parecer uma inovação distante da realidade, se mostra muito presente: “O que sobra da cana vira força para mover gente. Isso é bonito demais”, resume um dos motoristas que opera os ônibus.

No Tocantins, a última fronteira é a esperança

A equipe do programa segue viagem até o Tocantins e chega à região conhecida como Matopiba, nome que soa técnico, mas que guarda um potencial humano imenso. Ali, entre lavouras modernas e iniciativas ecológicas, está a fazenda de Murilo Sharp — uma propriedade dividida entre produção e preservação.

Metade das terras é floresta nativa. A outra metade é ocupada por gado, sim, mas com responsabilidade ambiental. Murilo não fala em produtividade como quem fala em lucro, mas como quem fala de legado. “O segredo é escutar a terra”, diz, com olhos marejados diante de uma árvore que, segundo ele, já estava ali antes mesmo do avô chegar.

Dona Zefa: a cozinha como resistência

E é também no Tocantins que o episódio encontra um dos personagens mais encantadores da série: Dona Zefa. Simples, direta, generosa, ela transforma soja em café — literalmente. Torrada e moída, a leguminosa se transforma numa bebida que lembra o café tradicional, mas tem gosto de roça.

Ela prepara a bebida enquanto frita bolinhos e recebe a equipe com o sorriso de quem não se deixa intimidar pelas câmeras. “É café de soja, mas tem alma”, brinca. Ao lado do fogão, sua cozinha parece um relicário de afetos, receitas e memória.

Palmas: jovem, solar, promissora

A expedição se encerra na capital do Tocantins. Palmas ainda é uma cidade em construção — no tempo, na identidade, no sonho. Criada no fim dos anos 1980, ela é o exemplo mais literal do Brasil em transformação: uma cidade nova, nascida de um desejo de modernidade, mas que carrega histórias antigas em cada esquina.

O programa Globo Repórter visita o marco geodésico do país, conversa com os primeiros moradores que chegaram com quase nada e, hoje, têm filhos formados, netos sonhando alto. Palmas respira juventude, mas também carrega a sabedoria de quem começou tudo do zero.

Ulisses, novo longa de Cristiano Burlan, estreia nos cinemas paulistanos com retrato sensorial da cidade e da memória

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Foto: Reprodução/ Internet

O diretor Cristiano Burlan lança nesta quinta-feira (13) nos cinemas de São Paulo o longa Ulisses, produção da Bela Filmes em parceria com a Chatrone. O filme marca o início de uma trilogia que inclui ainda Nosferatu — exibido no Festival de Brasília em setembro — e o inédito Dom Quixote.

Em Ulisses, Burlan revisita o mito grego em uma narrativa ambientada na São Paulo contemporânea. O protagonista, interpretado por Rodrigo Sanches, percorre as ruas do centro da cidade em busca de lembranças e significados, reconstruindo a própria história a partir de fragmentos de memória, afetos e perdas.

A jornada do personagem se desenrola em meio a uma cidade que reflete seu estado emocional. A fotografia em preto e branco de Helder Martins transforma São Paulo em um labirinto de concreto, sombras e ruídos. Os viadutos, as fachadas degradadas e os espaços de passagem são filmados como extensões da mente do protagonista, revelando uma metrópole que pulsa entre presença e ausência.

A narrativa incorpora elementos experimentais e poéticos, característicos da filmografia de Burlan. Vozes, silêncios e lembranças se sobrepõem, criando uma experiência cinematográfica que mistura realidade e imaginação. O diretor mantém sua tradição de trabalhar com estruturas narrativas fragmentadas, valorizando o gesto, o som e a respiração da cidade tanto quanto o drama humano.

No elenco, Ana Carolina Marinho interpreta Penélope, figura que atravessa a trama de forma múltipla e ambígua. Sua presença funciona como eco da memória e do desejo do protagonista, compondo o aspecto emocional do filme. Burlan constrói a relação entre Ulisses e Penélope de maneira simbólica, sugerindo que ambos habitam tempos e espaços diferentes, unidos por uma busca que jamais se completa.

O longa reafirma o estilo autoral de Burlan, reconhecido pela abordagem introspectiva e pelo olhar crítico sobre o urbano. Em Ulisses, o diretor explora a cidade como metáfora do inconsciente coletivo, criando um retrato da solidão contemporânea. As ruas do centro, o Minhocão e os espaços esquecidos de São Paulo se tornam cenário e personagem de uma travessia existencial.

Com uma linguagem visual rigorosa e ritmo contemplativo, o filme investiga o limite entre o real e o simbólico. A ausência de linearidade narrativa convida o espectador a acompanhar o fluxo da memória e da percepção, mais do que uma história tradicional. Burlan aposta em um cinema sensorial, que convida à reflexão e à imersão.

Além de estrear na capital paulista, o longa-metragem deve chegar nas próximas semanas a outras cidades brasileiras. O filme é o primeiro capítulo de uma trilogia inspirada em figuras arquetípicas — Ulisses, Nosferatu e Dom Quixote — que dialogam com o imaginário ocidental e com temas recorrentes na obra do cineasta, como a busca por identidade, o desamparo e o pertencimento.

Reconhecido por títulos como Mataram Meu Irmão (2013), A Mãe (2022) e Sinfonia de um Homem Só (2012), Burlan reafirma em Ulisses seu interesse por personagens à margem e por uma estética que valoriza o risco e o desconforto. Seu cinema segue comprometido com a investigação da linguagem e com o retrato das contradições urbanas e humanas do país.

Wicked: Parte 2 – For Good | Universal Pictures divulga teaser com Fiyero e aumenta a expectativa para o musical mais aguardado do ano

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Foto: Reprodução/ Internet

Nesta sexta, 22 de agosto, a Universal Pictures Brasil surpreendeu os fãs ao divulgar o teaser oficial de Wicked: Parte 2 – For Good, sequência direta do sucesso de 2024. O vídeo, curto mas intenso, trouxe pela primeira vez imagens inéditas de Fiyero (Jonathan Bailey), o príncipe Winkie que se vê diante de escolhas capazes de mudar para sempre os rumos da Terra de Oz.

O teaser não apenas revelou o visual refinado do personagem, mas também entregou um tom emocional que promete dominar a narrativa. Em uma das falas mais marcantes, a narração destaca que Fiyero precisará decidir onde está o seu coração – e essa decisão terá repercussões para todo o povo de Oz. Para quem conhece a peça da Broadway ou o livro de Gregory Maguire, a cena remete a momentos cruciais da história que envolvem não apenas romance, mas também lealdade, política e destino.

A grandiosidade de um fenômeno que atravessa gerações

Desde que estreou na Broadway em 2003, Wicked se consolidou como um dos maiores sucessos do teatro musical moderno. Com letras de Stephen Schwartz e libreto de Winnie Holzman, a obra se tornou não apenas um espetáculo visual e musical, mas também um mergulho em dilemas universais: amizade, poder, preconceito e destino.

Agora, ao ganhar vida no cinema sob direção de Jon M. Chu (Podres de Ricos, Em um Bairro de Nova York), Wicked carrega consigo uma expectativa monumental. A primeira parte, lançada em 2024, foi celebrada tanto pela crítica quanto pelo público por manter a essência do espetáculo e, ao mesmo tempo, ampliar o universo visual de Oz com efeitos práticos e cenários grandiosos.

Fiyero em destaque: o dilema do coração

Jonathan Bailey, conhecido mundialmente por seu papel em Bridgerton, já havia conquistado elogios na primeira parte pela energia carismática de Fiyero. Agora, o teaser mostra que o personagem ganhará ainda mais profundidade.

Nos poucos segundos revelados, Fiyero aparece dividido entre sua paixão por Elphaba e sua ligação com Glinda, ao mesmo tempo em que assume responsabilidades como líder e guerreiro. Essa ambiguidade é central na narrativa de Wicked, pois o coração de Fiyero simboliza não apenas uma escolha amorosa, mas também política.

Do palco para o cinema: uma adaptação cuidadosa

A decisão da Universal de dividir a adaptação em duas partes se mostra cada vez mais acertada. No teaser, já é possível sentir que os arcos narrativos terão espaço para respirar. O dilema de Fiyero, por exemplo, teria sido facilmente reduzido em uma adaptação de filme único, mas agora ganha peso dramático.

Jon M. Chu declarou em entrevistas anteriores que não queria “fazer concessões fatais” ao material original. Por isso, tanto Wicked: Parte 1 quanto Parte 2 foram filmados simultaneamente, com atenção minuciosa a cada detalhe. Para os números musicais, os atores gravaram suas vozes ao vivo no set – uma escolha ousada que trouxe autenticidade à experiência.

Elenco incrível reprisando papéis

Além de Jonathan Bailey (Bridgerton, Fleabag, Broadchurch, Crashing), o teaser reforça o retorno de Cynthia Erivo (Harriet, Genius: Aretha, Chaos Walking, Needle in a Timestack, Bad Times at the El Royale) como Elphaba e Ariana Grande (Victorious, Sam & Cat, Don’t Look Up, Zoolander 2, voz em Family Guy e Sing 2) como Glinda. Ambas foram amplamente elogiadas na primeira parte, especialmente Erivo, cuja performance vocal foi considerada um dos pontos altos do filme.

Também voltam Jeff Goldblum (Jurassic Park, A Mosca, Thor: Ragnarok, Independence Day, The Grand Budapest Hotel) como o Mágico; Michelle Yeoh (Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo, Memórias de uma Gueixa, Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis, Crouching Tiger, Hidden Dragon, Sunshine, The Lady) como Madame Morrible; Marissa Bode (estreante no cinema) como Nessarose; Ethan Slater (SpongeBob SquarePants: The Broadway Musical, Fosse/Verdon, The Man Who Killed Hitler and Then the Bigfoot) como Boq; e participações especiais que prometem emocionar os fãs mais atentos, como a presença de Kerry Ellis (Les Misérables, We Will Rock You, Chess in Concert), uma das Elphabas mais memoráveis dos palcos.

O elenco também conta com Bowen Yang (Saturday Night Live, Girls5Eva, Dungeons & Dragons: Honra Entre Rebeldes, Isn’t It Romantic, The Outs) como Pfannee; Bronwyn James (Harlots, The Dig, The Ballad of Renegade Nell, Wild Honey Pie!) como ShenShen; e Sharon D. Clarke (Rocketman, Holby City, Silent Witness, Informer) dando voz à personagem Dulcibear.

Quando o filme chega aos cinemas?

A tão aguardada sequência já tem data confirmada para encantar o público. No Brasil, o filme estreia em 20 de novembro de 2025, um dia antes do lançamento oficial nos Estados Unidos, marcado para 21 de novembro de 2025.

Sensacional 21/04/2025: Cassio Scapin fala sobre os bastidores e efeitos de Castelo Rá-Tim-Bum

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Quem cresceu nos anos 90 certamente guarda com carinho na memória o rosto do Nino, o aprendiz de feiticeiro de 300 anos que morava em um castelo cheio de criaturas excêntricas e passagens secretas. Pois é, Cassio Scapin, o ator por trás desse personagem icônico do Castelo Rá-Tim-Bum, reviveu essas lembranças cheias de magia, emoção e até tensão no programa Sensacional, apresentado por Daniela Albuquerque, que vai ao ar nesta segunda-feira, 21 de abril. E a conversa foi daquelas que misturam nostalgia, bastidores surpreendentes e reflexões profundas sobre a carreira e a vida.

Cassio contou como foi dar vida ao Nino durante os anos em que o seriado foi exibido pela TV Cultura, entre 1994 e 1997. Quase três décadas depois, ele ainda se emociona ao falar da conexão com o público — principalmente as crianças, que simplesmente o idolatravam. E não era só na telinha não: a peça “Castelo Rá-Tim-Bum em: Onde Está o Nino?”, lançada em 1997, arrastou multidões. “Às vezes, eu precisava de segurança pra sair do teatro. Tinha criança que fazia carreata atrás de mim! Era lindo, mas ao mesmo tempo, bem louco”, relembrou, ainda surpreso com o tamanho da devoção dos pequenos fãs.

Mas nem tudo eram sorrisos e varinhas mágicas. Cassio também abriu o jogo sobre um momento tenso que viveu nos bastidores: uma apresentação no Parque Ibirapuera, em São Paulo, terminou em susto. “A van em que a gente estava foi cercada e sacudida por uma multidão. A gente ficava muito apreensivo, porque tinha pai com criança no colo no meio da confusão. Era assustador ver a comoção virar algo perigoso”, contou, demonstrando o quanto a fama pode ser intensa — e até arriscada.

Apesar de nunca ter planejado atuar para o público infantil, ele admite que o desafio foi um divisor de águas na sua carreira. “Virou uma coisa absurda. O espetáculo ficou em cartaz por uns cinco, seis anos. Lotava estádios! Tinha dia que eu saía direto do palco pro banheiro, passando mal de nervoso. Era uma responsabilidade gigante”, revelou o ator, que está comemorando 40 anos de trajetória artística.

Mesmo com tanto carinho do público, Cassio tomou uma decisão que poucos teriam coragem de tomar: se afastou de Nino no auge da popularidade. “Eu precisava seguir em frente, buscar outras possibilidades. Não queria ficar preso a um único personagem. Rompi no auge. Loucura, né? Mas foi necessário. Eu precisava me reinventar”, explicou, mostrando que sua inquietação artística sempre falou mais alto.

Durante o bate-papo, ele também fez questão de levantar um ponto delicado: a forma como os contratos da época foram assinados. Cassio revelou que, apesar do sucesso estrondoso, ele e os colegas de elenco não viram um centavo pelos produtos licenciados ou pela revinculação do programa. “A gente assinou um contrato péssimo, que cedia nossos direitos de imagem de forma vitalícia. Ninguém explicou nada, não tínhamos advogado. Ganhamos para fazer o programa, e só”, disse, com um misto de frustração e desabafo. Rosi Campos, que interpretava a feiticeira Morgana, também já falou sobre isso em outra entrevista ao mesmo programa, reforçando a falta de respaldo jurídico dos atores naquela época.

Mesmo com as dores e aprendizados do passado, o olhar de Cassio sobre o Castelo continua repleto de gratidão. “O Nino continua vivo no coração das pessoas. Onde eu vou, tem sempre alguém que lembra com carinho. E isso… isso não tem preço”, finalizou, com aquele brilho nos olhos de quem sabe que marcou uma geração inteira — e continua encantando outras tantas, mesmo anos depois.

Hamlet, novo filme de Chloé Zhao, ganha trailer emocionante e desponta como favorito ao Oscar 2026

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4238_D045_00238_R Jessie Buckley stars as Agnes and Joe Alwyn as Bartholomew in director Chloé Zhao’s HAMNET, a Focus Features release. Credit: Agata Grzybowska / © 2025 FOCUS FEATURES LLC

A espera acabou: a Searchlight Pictures divulgou o novo trailer de Hamnet, o aguardado filme de Chloé Zhao, que já desponta como o favorito ao Oscar 2026. O vídeo, repleto de imagens poéticas e uma trilha suave de melancolia, antecipa o tom intimista e devastador da produção — uma história sobre amor, perda e inspiração que promete emocionar o público. Além do trailer, o longa também ganhou um pôster oficial e será exibido neste sábado no Festival do Rio, marcando sua primeira exibição no Brasil. Abaixo, confira o trailer:

Baseado no aclamado romance de Maggie O’Farrell, Hamnet apresenta uma versão ficcional da vida doméstica de William Shakespeare, interpretado por Paul Mescal (Aftersun). Ao lado de Jessie Buckley (A Filha Perdida), que vive sua esposa Agnes Shakespeare, o filme mostra o casal enfrentando uma tragédia quando o filho de 11 anos, Hamnet, morre durante uma das pragas que devastaram a Inglaterra do século XVI. A perda marca profundamente a família e se torna, na visão da diretora, a semente emocional para a criação de Hamlet, uma das obras-primas do dramaturgo.

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Uma diretora no auge da maturidade artística

Com Hamnet, Chloé Zhao consolida sua reputação como uma das cineastas mais sensíveis e autorais da atualidade. Após conquistar o Oscar de Melhor Direção e Melhor Filme por Nomadland (2021), Zhao agora mergulha em uma narrativa histórica e emocionalmente universal. Longe dos desertos norte-americanos, a diretora encontra poesia nos campos úmidos e silenciosos da Inglaterra elisabetana, transformando o luto em matéria-prima para um estudo sobre a criação artística.

A escolha de colocar Agnes como narradora e protagonista é uma das mais poderosas do filme. Ao contrário das inúmeras obras que exploram Shakespeare sob a ótica da genialidade, Zhao e O’Farrell revelam o homem por trás do mito — e a mulher que o inspirou. Hamnet é, acima de tudo, a história de uma mãe que tenta compreender o inaceitável, e o trailer já adianta que Buckley entrega uma de suas atuações mais intensas até hoje.

Elenco de prestígio e atuações aclamadas

Além de Paul Mescal e Jessie Buckley, o filme conta com Emily Watson, que interpreta a sogra de Agnes e traz à trama um contraponto pragmático e terreno ao lirismo da protagonista. Mescal, por sua vez, encarna um Shakespeare vulnerável e introspectivo, mais homem do que lenda.

Críticos que assistiram à prévia internacional têm destacado o poder da química entre Buckley e Mescal, além da delicadeza com que Zhao retrata o cotidiano de uma família do século XVI. As primeiras impressões indicam um filme visualmente deslumbrante e emocionalmente devastador — um dos concorrentes mais fortes às principais categorias do Oscar 2026, incluindo Melhor Filme, Direção, Atriz e Roteiro Adaptado.

Da tragédia à criação

O coração de Hamnet está na forma como a arte nasce da dor. A história conecta a perda do filho Hamnet à gênese de Hamlet, como se o teatro se tornasse um espelho do luto. Em uma das frases mais marcantes do trailer, Agnes diz: “As palavras são tudo o que restará de nós.” É uma síntese perfeita da proposta de Zhao — explorar a criação artística como um ato de sobrevivência emocional.

O filme evita transformar Shakespeare em um mártir ou gênio inalcançável. Em vez disso, o mostra como um homem moldado por seu entorno, suas perdas e sua humanidade. É uma abordagem que aproxima o mito da realidade e reforça o olhar feminino e compassivo que Chloé Zhao imprime a todas as suas obras.

Favorito absoluto ao Oscar 2026

Desde sua exibição inicial no exterior, o longa vem sendo saudado pela crítica como o favorito ao Oscar 2026. A combinação entre direção autoral, atuações impecáveis e profundidade emocional já coloca o longa como forte candidato em diversas categorias. Zhao parece repetir a fórmula que a consagrou em Nomadland, mas com uma densidade ainda maior, explorando o poder transformador da arte diante do sofrimento.

MC Guimê abre o jogo no SuperPop desta quarta (09): BBB, nova fase na vida pessoal e bastidores da fama

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Foto: Reprodução/ Internet

Ele já foi a cara do funk ostentação, emplacou hits em rádios e baladas de todo o país e até representou o Brasil ao lado de Emicida com “País do Futebol”. Agora, MC Guimê retorna aos holofotes de um jeito diferente: com mais maturidade, novos sonhos e uma nova família a caminho. O cantor é o convidado da vez no “SuperPop”, que vai ao ar nesta quarta, 9 de julho de 2025, às 22h45, na RedeTV! — e promete entregar tudo no quadro Na Mira da Mídia.

Na entrevista com Luciana Gimenez, Guimê fala abertamente sobre sua passagem polêmica pelo BBB 23, os erros e aprendizados da exposição em rede nacional, além de comentar a nova fase ao lado da noiva, Fernanda Stroschein, com quem espera o primeiro filho.

🧢 De Osasco para o topo das paradas

Guilherme Aparecido Dantas Pinho, ou apenas MC Guimê, nasceu em Osasco, na Grande São Paulo, e como muitos jovens periféricos, começou cedo: dos 13 aos 16 anos, trabalhava em uma quitanda para ajudar nas contas de casa. A música entrou na sua vida como respiro e sonho. Ainda adolescente, começou a escrever letras, gravar faixas e circular pelo cenário independente.

O sucesso não demorou a chegar: “Tá Patrão” estourou nas redes e abriu caminho para o funk ostentação tomar conta do Brasil. Vieram então hits como “Na Pista Eu Arraso”, “Plaquê de 100” e, claro, o icônico “País do Futebol”, parceria com Emicida, que virou até tema de Copa do Mundo. Seu bordão “Vai segurando!” virou marca registrada.

Mesmo com letras recheadas de luxo, Guimê nunca escondeu sua origem humilde. Foi criado pelo pai, um eletricista, e sempre demonstrou orgulho da sua trajetória. Entre shows, gravações e cifras milionárias, manteve os pés no chão — ainda que muitas vezes tenha os olhos voltados para o estrelato.

🧨 Realities, recomeços e reconciliações

A participação de MC Guimê no Big Brother Brasil 2023 dividiu opiniões e terminou em polêmica. O funkeiro foi desclassificado do programa, situação que o levou a se recolher e reavaliar seus próximos passos.

No programa, o cantor comenta com franqueza os bastidores do reality, o impacto da eliminação em sua carreira e como tudo isso mexeu com sua vida pessoal. Mais do que um tropeço, ele encara o episódio como parte de um processo de amadurecimento: “Eu tinha que passar por tudo isso pra entender quem eu sou e o que quero ser daqui pra frente”, adianta ele na prévia da entrevista.

👶 Paternidade à vista e amor em nova fase

Se os últimos tempos foram de reconstrução, 2024 chegou com boas novas para Guimê. No programa, ele compartilha a felicidade de estar noivo da empresária Fernanda Stroschein — com quem vive um relacionamento mais reservado — e celebra a chegada do primeiro filho.

“É um momento muito especial, porque tô focado em mim, na minha família e em fazer música com verdade”, diz o cantor. A fase também marca seu retorno gradual aos palcos, com novos projetos, músicas e colaborações que devem ser lançadas ainda neste semestre.

🎶 Entre o funk e o futuro

MC Guimê é daqueles artistas que não param no rótulo. Já flertou com o pop, o rap, a MPB e promete trazer mais experimentações em sua nova fase musical. Em paralelo, se dedica a causas sociais ligadas à juventude e quer ser inspiração para outros jovens de periferia.

“Meu sonho sempre foi viver da música, mas agora meu foco é também deixar um legado. Mostrar que dá pra cair, levantar, e seguir em frente com mais sabedoria”, afirma.

📺 Não perca!

A entrevista completa vai ao ar nesta quarta-feira (9), às 22h45, na RedeTV!, no tradicional SuperPop com Luciana Gimenez. Emoção, revelações, curiosidades e o retrato de um artista em reconstrução — imperdível para fãs do funk, da música brasileira e de boas histórias de superação.

Joe Keery, Georgina Campbell e Liam Neeson enfrentam o fim do mundo em Alerta Apocalipse — Veja o trailer

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Foto: Reprodução/ Internet

O cinema adora um bom fim do mundo. Mas, desta vez, a catástrofe vem embalada com risadas, ironia e uma pitada de insanidade científica. Alerta Apocalipse, que estreia em janeiro de 2026, acaba de ganhar trailer e pôster oficiais, prometendo uma das aventuras mais divertidas e tensas do próximo ano.

O longa reúne nomes de peso — Joe Keery, o eterno Steve de Stranger Things (2016–2025), Georgina Campbell, que deixou o público sem fôlego em Noites Brutais (2022), e o lendário Liam Neeson, que retorna ao gênero que o consagrou, o de ação com adrenalina e frases afiadas. Juntos, eles precisam encarar uma ameaça biológica que pode colocar fim à humanidade — e, claro, fazer isso com muito estilo.

Um trio improvável contra o caos

No filme, Joe Keery e Georgina Campbell vivem dois funcionários de uma empresa de armazenamento que têm o azar (ou a sorte) de topar com algo que deveria permanecer trancado para sempre. Quando um fungo mutante escapa de uma instalação militar, o caos se espalha, e a única chance de salvar o mundo é chamar alguém que entende do assunto — mesmo que esse alguém preferisse estar pescando.

Esse é o caso de Robert Quinn, vivido por Liam Neeson, um ex-agente de bioterrorismo aposentado que é puxado de volta para a ação quando o desastre começa. O trio, formado por um veterano cansado e dois jovens completamente despreparados, precisa correr contra o tempo para conter a contaminação. Mas nada é simples quando a ameaça é invisível, mortal e tem vontade própria.

O resultado é um equilíbrio entre o ritmo eletrizante de um filme de ação e o humor ácido de uma comédia de sobrevivência. Há sarcasmo, tensão e uma boa dose de humanidade, especialmente nas interações entre os personagens.

Bastidores de um apocalipse com estilo

O filme é dirigido por Jonny Campbell, nome respeitado da televisão britânica que já comandou episódios de séries cultuadas como Doctor Who (2010) e Westworld (2016), além de ter vencido um BAFTA por In the Flesh (2014). A mistura de ação, humor e crítica social parece perfeita para seu estilo visual dinâmico e narrativa com ritmo afiado.

O roteiro vem de David Koepp, um dos maiores roteiristas de Hollywood, responsável por sucessos como Jurassic Park (1993), Missão: Impossível (1996) e o primeiro Homem-Aranha (2002). Desta vez, ele adapta seu próprio livro, o best-seller Cold Storage (publicado no Brasil como Contágio), e promete expandir o universo da história com mais ironia e cenas de tirar o fôlego.

O elenco de apoio também impressiona. Vanessa Redgrave, vencedora do Oscar por Julia (1977), e Leslie Manville, indicada por Trama Fantasma (2017), completam o time, elevando o tom dramático da produção.

Humor, humanidade e o fim do mundo

O que diferencia “Alerta Apocalipse” de outros filmes do gênero é seu tom humano. O roteiro equilibra o absurdo de um desastre biológico com momentos de vulnerabilidade e empatia. Joe Keery, por exemplo, entrega um personagem que mistura coragem improvisada com um tipo de heroísmo acidental — um trabalhador comum tentando fazer o que é certo, mesmo quando tudo dá errado.

Georgina Campbell, por sua vez, oferece o contraponto racional e corajoso, enquanto Liam Neeson revisita seu arquétipo de herói relutante, mas agora com doses generosas de humor autodepreciativo.

O trailer já mostra que o longa não se leva totalmente a sério: entre explosões, perseguições e piadas sobre protocolos de segurança, fica claro que a produção quer divertir sem abrir mão da tensão.

Uma estreia que promete agitar janeiro

O longa-metragem chega aos cinemas em janeiro de 2026, em meio à temporada de blockbusters do verão norte-americano (e férias no Brasil). A produção da Sony Pictures promete ser um dos primeiros grandes lançamentos do ano, com exibição em IMAX e trilha sonora original assinada por Benjamin Wallfisch, de It: A Coisa e Blade Runner 2049.

Crítica – Jurassic World: Recomeço é um espetáculo visual que honra a franquia

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Foto: Reprodução/ Internet

Quando a franquia Jurassic Park estreou nos anos 90, ela redefiniu o conceito de espetáculo cinematográfico. Trinta anos depois, Jurassic World: Recomeço tenta equilibrar respeito ao passado com ambições de um novo começo. E embora não revolucione a fórmula, entrega uma produção visualmente deslumbrante, com momentos de pura adrenalina.

Dirigido por Gareth Edwards (Godzilla, Rogue One), o filme impressiona desde os primeiros minutos com sua escala grandiosa e direção segura. O cineasta tem um olhar aguçado para criar tensão e impacto visual, e sabe exatamente como construir a sensação de que o ser humano voltou a ser minúsculo diante das forças da natureza.

🧬 Scarlett Johansson lidera com força e sutileza

Scarlett Johansson estreia com brilho na franquia como Zora, uma cientista marcada por decisões do passado. A atriz traz intensidade emocional e presença magnética, conseguindo transmitir complexidade mesmo quando o roteiro não aprofunda tanto suas motivações. Sua atuação é um dos grandes destaques e confere credibilidade a uma trama que poderia facilmente escorregar para o exagero.

O elenco de apoio também se sai bem, com boas performances e química em cena. Embora falte espaço para desenvolvimentos mais robustos, todos entregam o necessário para manter a história em movimento — com empatia, leveza e ritmo.

🦕 Dinossauros imponentes, ação na medida certa

Se há uma promessa que Recomeço cumpre com louvor, é a de oferecer um verdadeiro show de criaturas pré-históricas. Os efeitos visuais são excepcionais, e as sequências de ação têm energia e coreografia bem resolvidas. Há dinossauros novos, mutações intrigantes e até um toque de terror em certos momentos. O design sonoro e a trilha também ajudam a construir a atmosfera de aventura com tensão constante.

Mais do que sustos e perseguições, o filme também acerta ao apresentar uma ambientação que mistura o tecnológico e o selvagem, refletindo o caos gerado por décadas de manipulação genética. Essa fusão entre passado e futuro é um dos temas que Recomeço aborda com mais consistência.

🔄 Um recomeço cauteloso, mas promissor

Apesar do título ambicioso, o roteiro ainda se prende a estruturas familiares. Elementos como a corporação vilanesca, a criatura que escapa do controle e o embate final grandioso já são conhecidos do público. Mas, diferentemente dos últimos filmes da trilogia World, aqui há mais equilíbrio entre nostalgia e avanço. O filme não tenta apagar o passado, mas dialoga com ele — e isso já representa um progresso.

Há, sim, espaço para mais ousadia em filmes futuros, principalmente em termos temáticos e dramáticos. Mas Recomeço serve como uma ponte bem construída entre o que foi e o que pode vir. Ele planta sementes para uma nova fase — mais sombria, mais reflexiva e, quem sabe, mais surpreendente.

🎬 Uma aventura digna, com alma blockbuster e coração clássico

Jurassic World: Recomeço talvez não seja o capítulo mais inovador da saga, mas é um dos mais bem executados da era moderna. Com visual arrebatador, ritmo eficiente e uma protagonista forte, o longa cumpre seu papel de entretenimento com qualidade.

É o tipo de filme que vale ser visto na tela grande — não apenas pelos dinossauros, mas pelo esforço sincero de entregar algo relevante dentro de uma franquia marcada por altos e baixos. Um recomeço que pode, com os ajustes certos, levar a um novo auge.

Vale a pena assistir Corações Jovens? Um retrato sensível do primeiro amor e da coragem de ser verdadeiro

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Foto: Reprodução/ Internet

O cinema europeu tem um talento raro para tratar de temas delicados com leveza, verdade e silêncio. Corações Jovens, dirigido por Anthony Schatteman em sua estreia como cineasta, é exatamente esse tipo de filme: um drama de amadurecimento que não precisa de grandes gestos ou discursos para emocionar. Basta um olhar, um gesto contido, uma pausa — e o espectador entende tudo.

A história é simples, mas profundamente humana. Elias, um garoto de 14 anos, vê sua rotina mudar quando Alexander, da mesma idade, se muda para a casa ao lado. Aos poucos, a amizade entre os dois cresce e se transforma em algo mais: uma afeição que desafia o medo, as inseguranças e os códigos rígidos da adolescência. Quando Alexander revela ser gay e questiona Elias sobre sua vida amorosa, o garoto se vê dividido entre o sentimento e o receio do julgamento. O medo o faz mentir, afastar quem ama e mergulhar na solidão. Até que, inspirado por uma conversa com o avô sobre amor e coragem, Elias entende que esconder o que sente é o mesmo que abrir mão de viver.

Um retrato autêntico da adolescência

Diferente de tantas produções que romantizam a juventude, o drama aposta na autenticidade. Schatteman filma os adolescentes como eles são: confusos, vulneráveis, inseguros e cheios de desejo por pertencimento. A relação entre Elias e Alexander nunca é tratada como “um grande drama gay”, e sim como a descoberta do primeiro amor — algo universal, que todos podem reconhecer, independentemente de gênero ou orientação.

Essa abordagem naturalista é o maior mérito do filme. Não há cenas forçadas ou apelos melodramáticos. O roteiro confia no público e deixa espaço para o não dito, para os silêncios entre as palavras. O resultado é uma narrativa íntima, quase sensorial, que se apoia mais nas emoções do que nos acontecimentos.

Visualmente, o filme é impecável. A fotografia é suave e contemplativa, alternando cores frias e tons quentes que refletem o estado emocional dos personagens. Cada enquadramento parece construído para capturar o despertar interior de Elias — uma câmera que observa, mas não invade. A trilha sonora discreta reforça essa sensação de introspecção e melancolia.

A força das atuações

Os jovens atores Marius De Saeger (Elias) e Elias Vandenbroucke (Alexander) são um achado. Ambos entregam atuações de uma naturalidade desarmante, fugindo completamente dos estereótipos que muitas vezes marcam histórias de amadurecimento queer. Há química, cumplicidade e, acima de tudo, verdade em cada troca de olhar.

De Saeger constrói Elias com uma vulnerabilidade que emociona — um menino dividido entre o desejo e o medo, entre a necessidade de aceitação e a descoberta de si mesmo. Já Vandenbroucke faz de Alexander o contraponto perfeito: ousado, direto, dono de uma autoconfiança que Elias ainda busca. Juntos, formam um retrato belíssimo da juventude em conflito com o mundo e consigo mesma.

Um filme sobre amor e coragem

O grande tema do filme não é apenas a descoberta da sexualidade — é o medo de amar em um mundo que julga. O roteiro entende que o amor na adolescência é, antes de tudo, um ato de coragem: o primeiro passo para se afirmar como pessoa. Quando Elias decide correr atrás de Alexander, o gesto é pequeno, mas carregado de significado. É o início de uma libertação emocional, de um amadurecimento silencioso, que não precisa de grandes declarações para tocar o espectador.

Schatteman trata tudo com uma delicadeza comovente. Não há vilões, apenas pessoas tentando entender o que sentem. O preconceito existe, mas está nas entrelinhas — nas atitudes, nos olhares, nas omissões. É um filme que acredita na empatia como ferramenta de mudança, e na sensibilidade como força transformadora.

Por que vale a pena assistir

Corações Jovens é um sopro de frescor. É um daqueles filmes pequenos, mas cheios de significado, que ficam com você depois que os créditos sobem. Ele não tenta ser “importante” — e justamente por isso se torna essencial.

Assistir a Corações Jovens é um lembrete de que o amor, em sua forma mais pura, nasce do olhar, da cumplicidade e da coragem de se mostrar vulnerável. É uma história que conversa não só com o público jovem, mas com qualquer um que já tenha sentido medo de amar — e ainda assim amou.

Com uma narrativa sensível, atuações inspiradas e uma direção que valoriza o silêncio tanto quanto a palavra, Corações Jovens se firma como uma das obras mais bonitas e sinceras do cinema europeu recente.

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