Sessão da Tarde aposta em história inspiradora e exibe “Shooting Stars – A Vida de LeBron James” nesta segunda-feira (26)

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A Sessão da Tarde desta segunda-feira, 26 de janeiro de 2026, leva ao público uma história real marcada por amizade, superação e sonhos gigantes. A TV Globo exibe “Shooting Stars – A Vida de LeBron James”, drama esportivo biográfico que acompanha os primeiros passos de um dos maiores atletas da história do basquete mundial muito antes da fama, dos contratos milionários e dos títulos na NBA.

Lançado em 2023, o filme apresenta um recorte pouco explorado da trajetória de LeBron James, concentrando-se em sua adolescência e nos anos decisivos do ensino médio, quando talento, pressão e escolhas começaram a moldar o futuro do jovem que sairia de Akron, Ohio, para se tornar um ícone global do esporte.

Dirigido por Chris Robinson (ATL, Everybody Hates Chris) e baseado no livro Shooting Stars, escrito por LeBron James em parceria com o jornalista Buzz Bissinger, o longa aposta menos no espetáculo das grandes arenas e mais na construção humana por trás do atleta. O roteiro, assinado por Frank E. Flowers, Tony Rettenmaier e Juel Taylor, prioriza relações, conflitos internos e o peso das expectativas impostas a adolescentes talentosos.

Na trama, conhecemos LeBron ainda criança, crescendo ao lado de seus melhores amigos Dru Joyce III, Willie McGee e Sian Cotton. Unidos desde muito novos pelo amor ao basquete, os quatro formam um grupo inseparável dentro e fora das quadras. Mais do que companheiros de time, eles se tornam uma família improvisada em meio a realidades sociais difíceis, encontrando no esporte um caminho de foco e esperança.

Treinados por Dru Joyce Sr., pai de Dru, os garotos se destacam desde cedo e passam a ser conhecidos como o Fab Four. O filme constrói essa fase inicial com sensibilidade, mostrando como a amizade e a disciplina foram fundamentais para manter os jovens longe de problemas comuns em sua comunidade. O basquete surge não apenas como um sonho profissional, mas como uma âncora emocional.

Ao concluírem o ensino fundamental, o grupo enfrenta seu primeiro grande obstáculo. Dru descobre que, por questões físicas, não poderá atuar no time principal da escola pública local. Para evitar que o grupo seja separado, ele toma uma atitude ousada: procura a escola católica St. Vincent-St. Mary e tenta convencer o técnico Keith Dambrot a aceitar todos os quatro jogadores. A insistência, aliada ao talento evidente, acaba abrindo portas que mudariam o destino do time.

Os testes na nova escola são longos, desgastantes e cheios de tensão. O Fab Four precisa provar seu valor diante de jogadores mais velhos e experientes, que inicialmente resistem à presença dos novatos. O filme retrata bem o choque de egos, as disputas silenciosas e o desafio de conquistar respeito em um ambiente competitivo.

A virada acontece quando veteranos e calouros decidem resolver as diferenças em uma partida informal no bairro. A vitória dos mais jovens muda a percepção do time e chama a atenção definitiva do técnico Dambrot. A partir daí, começa uma trajetória vitoriosa que levaria a equipe a uma temporada invicta e ao título estadual, consolidando o grupo como uma potência do basquete escolar.

No segundo ano do ensino médio, o time ganha um novo integrante, Romeo Travis, ex-aluno de uma escola pública expulso por problemas disciplinares. Inicialmente visto com desconfiança, ele acaba se tornando peça-chave da equipe, tanto dentro quanto fora das quadras. Com isso, o Fab Four se transforma em Fab Five, simbolizando a evolução do grupo e a ampliação de seus laços.

Paralelamente ao sucesso esportivo, o filme mostra o impacto crescente da fama sobre LeBron. As capas de revistas, o assédio da mídia e os primeiros sinais de celebridade começam a interferir em sua vida pessoal. Um dos momentos mais simbólicos é quando LeBron aparece na capa da Sports Illustrated, enquanto sua mãe o presenteia com um Hummer, gesto que mais tarde se tornaria motivo de controvérsia.

A narrativa também aborda o início do relacionamento de LeBron com Savannah, sua futura esposa, trazendo à tona conflitos entre sonho, maturidade e responsabilidade. Quando ela sugere que ele mantenha um plano alternativo por meio dos estudos, LeBron demonstra confiança absoluta de que seguirá direto para a NBA, evidenciando a tensão entre ambição e prudência.

Com o avanço dos campeonatos, o nível de competição se intensifica. O time passa a enfrentar seleções nacionais e a viajar com frequência. A sequência invicta só é quebrada após uma derrota marcante para a poderosa Oak Hill, resultado de uma noite mal dormida e decisões impulsivas de LeBron. A derrota funciona como um choque de realidade e expõe fragilidades internas do grupo.

No último ano do ensino médio, conflitos de comunicação e vaidade quase colocam tudo a perder. A pressão atinge seu auge quando LeBron é suspenso sob a acusação de ter aceitado benefícios indevidos, ficando proibido de interagir com o time durante toda a temporada. Mesmo assim, os Shooting Stars seguem até os playoffs, mostrando que o coletivo havia se tornado maior do que qualquer estrela individual.

O clímax do filme acontece na final do campeonato estadual, quando LeBron consegue autorização para jogar aquela que seria a última partida do grupo junto. A vitória não apenas sela o tricampeonato, como consagra os Shooting Stars como um dos times de ensino médio mais vitoriosos da história.

O desfecho mostra LeBron dando o salto para a NBA, enquanto seus amigos seguem caminhos diversos, entre universidades, ligas europeias e carreiras fora do esporte. A mensagem final reforça que, antes de ser um astro global, LeBron foi parte de uma história coletiva construída com amizade, sacrifício e lealdade.

Netflix aposta alto em Gundam e prepara primeiro filme live-action da icônica franquia japonesa com Noah Centineo e Sydney Sweeney

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A Netflix deu um passo decisivo para expandir ainda mais seu catálogo de adaptações de grandes propriedades da cultura pop ao fechar um acordo com a Legendary Pictures para a distribuição mundial do primeiro filme live-action de Gundam. O projeto, que ainda está em desenvolvimento, marca um momento histórico para a franquia japonesa e reforça a estratégia da plataforma de investir em universos consagrados com forte apelo global.

Segundo informações divulgadas pelo portal Deadline, o longa será dirigido por Jim Mickle, conhecido pelo trabalho à frente da série Sweet Tooth, também da Netflix. O elenco principal contará com Noah Centineo, que ganhou projeção internacional com Para Todos os Garotos Que Já Amei, e Sydney Sweeney, um dos nomes mais requisitados da nova geração de Hollywood, vista recentemente em produções como A Empregada e Euphoria. (Via Omelete)

A produção será realizada em parceria com a Bandai Namco Filmworks, detentora dos direitos da franquia, garantindo envolvimento direto do estúdio japonês responsável por preservar o legado de Gundam ao longo de mais de quatro décadas. A colaboração busca assegurar fidelidade ao material original, ao mesmo tempo em que adapta a história para um público mais amplo e para a linguagem do cinema ocidental.

O filme será inspirado em Mobile Suit Gundam: The 08th MS Team, série derivada lançada em 1996 que se destacou dentro da franquia por adotar uma abordagem mais realista e intimista. Diferente das narrativas mais épicas e espaciais de outros títulos, o spin-off foca nos impactos humanos da guerra, explorando o cotidiano de soldados comuns e as consequências físicas e emocionais dos conflitos armados. Essa escolha indica que o longa deve priorizar o drama e a tensão militar, sem abrir mão do espetáculo visual característico dos mechas.

Ainda sem data de estreia definida, o projeto carrega grandes expectativas por representar a primeira incursão de Gundam no formato live-action. A franquia, criada por Yoshiyuki Tomino e Hajime Yatate pelo estúdio Sunrise, estreou originalmente em 1979 com Mobile Suit Gundam e rapidamente se consolidou como um dos pilares da ficção científica japonesa.

Desde o início, Gundam se diferenciou de outras séries do gênero mecha ao tratar os robôs gigantes não como entidades quase místicas ou heróicas, mas como armas militares, sujeitas a falhas, limitações técnicas e decisões políticas. Essa visão mais pragmática e madura deu origem ao subgênero conhecido como “Real Robot”, que ajudou a atrair um público adulto e redefiniu os rumos da animação japonesa de ficção científica.

Apesar de um começo marcado por recepção morna durante sua exibição original na televisão, Gundam ganhou força no início da década de 1980 e nunca mais deixou o centro da cultura pop japonesa. Ao longo dos anos, a franquia se expandiu de forma impressionante, acumulando cerca de trinta séries animadas, além de OVAs, filmes, mangás, romances, videogames e produções derivadas.

Um dos pilares fundamentais desse sucesso é o mercado de produtos licenciados, especialmente os famosos Gunpla, modelos plásticos dos robôs Gundam que se tornaram um fenômeno comercial. Atualmente, Gundam é a franquia mais lucrativa da Bandai Namco, gerando aproximadamente 50 bilhões de ienes por ano, o que evidencia sua força econômica e cultural. Essa dimensão comercial, no entanto, também alimenta debates recorrentes entre fãs e críticos sobre o equilíbrio entre criatividade artística e exploração mercadológica.

Narrativamente, Gundam se organiza em diferentes linhas do tempo. A principal é o Universal Century (UC), que reúne séries interligadas como Mobile Suit Gundam, Zeta Gundam e ZZ Gundam. Paralelamente, existem as produções ambientadas em universos alternativos, conhecidas como Alternative Universe (AU), como Gundam Wing, Gundam SEED e Gundam 00, que apresentam histórias independentes, mas preservam os temas centrais da franquia.

Saiba qual filme vai passar hoje, 1º de fevereiro, no Domingo Maior, na TV Globo

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O Domingo Maior deste 1º de fevereiro de 2026 reserva um espaço especial para um dos filmes mais marcantes do cinema contemporâneo. A TV Globo exibe “Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge”, produção que encerra a trilogia do Homem-Morcego dirigida por Christopher Nolan e que redefiniu a forma como histórias de super-heróis podem ser contadas nas telas. Lançado em 2012, o longa não é apenas um espetáculo de ação, mas uma obra que aposta em drama, reflexão e impacto emocional para concluir a jornada de Bruce Wayne.

A história se passa oito anos após os eventos de Batman: O Cavaleiro das Trevas. Gotham City vive um período de aparente estabilidade. O crime organizado foi praticamente erradicado graças à Lei Dent, criada para honrar a memória do promotor Harvey Dent, cuja imagem foi preservada mesmo após sua queda trágica. Para manter essa ilusão de ordem, Batman desapareceu, assumindo a culpa pelos crimes de Dent e se tornando um vilão aos olhos da cidade que um dia protegeu.

Enquanto Gotham segue acreditando que não precisa mais do Cavaleiro das Trevas, Bruce Wayne vive o oposto da paz. Recluso em sua mansão, afastado da vida social e emocionalmente marcado, ele é um homem quebrado física e psicologicamente. Seu único contato constante é com o mordomo Alfred Pennyworth, que tenta, sem sucesso, convencê-lo a buscar uma vida além do capuz e da máscara. Essa fase introspectiva do personagem dá ao filme um tom mais melancólico, mostrando um herói que envelheceu e precisa lidar com as consequências de suas escolhas.

A falsa sensação de segurança de Gotham começa a ruir com o surgimento de Bane, um antagonista imponente interpretado por Tom Hardy. Diferente dos vilões tradicionais, Bane não age nas sombras. Ele surge como uma força organizada, brutal e ideológica, disposto a expor as fragilidades da cidade e derrubar seus símbolos de poder. Sua presença traz uma ameaça não apenas física, mas social, colocando Gotham à beira do colapso.

Paralelamente, o filme apresenta Selina Kyle, vivida por Anne Hathaway, uma ladra inteligente e carismática que transita entre o egoísmo e a possibilidade de redenção. Sua relação com Bruce Wayne se constrói de forma gradual, marcada por desconfiança, atração e interesses conflitantes. Selina representa um olhar externo sobre Gotham: alguém que conhece bem suas desigualdades e que não acredita nas promessas de justiça feitas pelos poderosos.

Quando Bruce decide vestir novamente o manto do Batman, o retorno não acontece de forma triunfal. Ele está enfraquecido, e o confronto com Bane deixa claro que o herói já não é o mesmo. Nolan utiliza esse embate para desconstruir o mito do invencível, mostrando que a força do Batman não está apenas em seus gadgets ou habilidades físicas, mas na capacidade de se levantar após a queda. A trajetória de Bruce ao longo do filme é, acima de tudo, uma jornada de superação pessoal.

Visualmente, Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge é grandioso. O uso extensivo de câmeras IMAX amplia a escala das cenas e transforma Gotham em um personagem vivo, que sofre, reage e entra em estado de sítio. As sequências de ação são impactantes, mas sempre carregadas de significado narrativo. Não há excessos gratuitos: cada cena serve para avançar a história ou aprofundar os conflitos dos personagens.

A trilha sonora de Hans Zimmer é outro elemento essencial para a força do filme. Os temas musicais acompanham o peso dramático da narrativa, intensificando a sensação de ameaça trazida por Bane e destacando os momentos de introspecção de Bruce Wayne. A música ajuda a construir a atmosfera épica que se tornou uma das marcas da trilogia.

Desde seu lançamento, o filme recebeu elogios pela forma como conclui a saga iniciada em Batman Begins. A crítica destacou a ambição do roteiro, a direção segura de Nolan e as atuações do elenco, especialmente Christian Bale, que entrega um Bruce Wayne mais humano e vulnerável. O longa também foi um enorme sucesso comercial, arrecadando mais de US$ 1,1 bilhão em bilheteria mundial e consolidando-se como uma das produções mais rentáveis da história do cinema.

Seus Amigos e Vizinhos divulga novo teaser e é renovada para a 3ª temporada antes da estreia do segundo ano

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O Apple TV+ anunciou a renovação de Seus Amigos e Vizinhos para a terceira temporada antes mesmo da estreia de seu segundo ano. A confirmação veio acompanhada da divulgação de um novo teaser, que antecipa uma fase ainda mais tensa para a série estrelada por Jon Hamm. A decisão reforça a confiança da plataforma em uma produção que aposta em suspense psicológico e crítica social para retratar os bastidores de uma comunidade marcada por luxo, segredos e aparências. As informações são do Omelete.

Criada por Jonathan Tropper, a série acompanha a trajetória de Andrew “Coop” Cooper, um gestor de fundos de hedge de Nova Iorque que enfrenta um colapso pessoal e profissional. Após um divórcio recente e a perda do emprego, Coop se vê pressionado a manter o padrão de vida da família e a imagem de sucesso exigida pelo ambiente em que vive. Sem alternativas imediatas, ele passa a cometer roubos nas casas de seus próprios vizinhos, todos moradores da exclusiva e extremamente rica Westmont Village.

O que começa como uma solução desesperada rapidamente se transforma em um caminho perigoso. Ao invadir residências que pareciam seguras e previsíveis, Coop descobre que seus vizinhos escondem segredos muito mais graves do que cofres cheios de dinheiro. Casos extraconjugais, disputas silenciosas e crimes ocultos surgem por trás das fachadas impecáveis, colocando o protagonista em uma espiral de risco que foge completamente de seu controle.

Interpretado por Jon Hamm, Coop é construído como um personagem longe do heroísmo tradicional. A série não tenta justificar suas escolhas, mas convida o espectador a compreender as pressões que o levam a ultrapassar limites éticos. O resultado é um retrato incômodo e atual de um homem que mede seu próprio valor a partir do sucesso financeiro e do olhar dos outros.

O elenco de apoio contribui para aprofundar esse retrato social. Amanda Peet, Olivia Munn, Mark Tallman, Hoon Lee, Lena Hall e Aimee Carrero interpretam personagens que orbitam o cotidiano de Coop e ajudam a revelar as diferentes formas de sobrevivência emocional dentro de um ambiente onde fracassar não é uma opção aceitável. Cada núcleo acrescenta novas camadas à narrativa, ampliando o alcance da crítica proposta pela série.

A segunda temporada promete expandir esse universo. James Marsden se junta ao elenco regular, enquanto Arienne Mandi, Erin Robinson e Bre Blair aparecem em papéis recorrentes. Embora detalhes da trama ainda estejam sendo mantidos sob sigilo, o teaser divulgado sugere um aumento significativo das tensões e das consequências das ações do protagonista.

Produzida pela Apple Studios, Seus Amigos e Vizinhos estreou no Apple TV+ em 11 de abril de 2025, com o lançamento dos dois primeiros episódios, seguidos por exibições semanais. Ainda antes da estreia, a plataforma demonstrou confiança na produção ao renová-la para a segunda temporada em novembro de 2024. A confirmação antecipada da terceira temporada, anunciada em fevereiro de 2026, indica que a história foi planejada para se desenvolver ao longo de um arco narrativo mais amplo.

A segunda temporada tem estreia marcada para 3 de abril de 2026, exclusivamente no Apple TV+. A expectativa é de que os novos episódios aprofundem os dilemas morais do protagonista e ampliem o retrato crítico da elite retratada na série, explorando até onde alguém pode ir para sustentar uma imagem de sucesso que já não se sustenta.

Apple TV+ divulga novo trailer da 2ª temporada de Monarch: Legado de Monstros e antecipa retorno épico ao Monsterverse

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O Apple TV+ divulgou um novo trailer da segunda temporada de Monarch: Legado de Monstros, preparando o público para o retorno da série ao universo do Monsterverse antes da estreia marcada para 27 de fevereiro. A prévia indica uma narrativa mais ampla e intensa, reforçando o papel da produção como um dos principais pilares da expansão televisiva da franquia que reúne algumas das criaturas mais icônicas da cultura pop.

A série volta a ser liderada por Kurt Russell (Os Oito Odiados, Fuga de Los Angeles) e Wyatt Russell (Falcão e o Soldado Invernal, Overlord), que interpretam Lee Shaw em diferentes momentos de sua vida. O elenco principal também conta com Anna Sawai (Pachinko, Velozes e Furiosos 9), Kiersey Clemons (Flash, Dope: Um Deslize Perigoso), Ren Watabe (461 Okamoto), Mari Yamamoto (Kate, The Naked Director), Joe Tippett (Mare of Easttown, The Morning Show) e Anders Holm (Workaholics, The Intern).

Na nova temporada, a organização Monarch enfrenta consequências diretas de decisões tomadas no passado. Segredos antigos voltam à tona, colocando em risco a estabilidade global e forçando os personagens a confrontarem erros que pareciam enterrados. A narrativa segue alternando períodos históricos, conectando eventos dos anos 1950 a um presente cada vez mais ameaçado pela presença dos Titãs.

Os novos episódios ampliam o alcance da série dentro do Monsterverse ao trazer de volta Godzilla e Kong, figuras centrais da franquia cinematográfica. Além deles, a trama apresenta uma nova entidade: o enigmático Titã X, descrito como uma força ancestral de poder devastador. Diferente de ameaças anteriores, o novo titã surge envolto em mistério, despertando tanto fascínio quanto terror entre os personagens.

A presença do Titã X promete alterar o equilíbrio entre humanos e monstros. Sua origem, motivações e impacto sobre o planeta se tornam o centro do conflito, levando a Monarch a decisões extremas. A série sugere que compreender essa criatura pode ser a única chance de evitar um colapso em escala global.

Além do espetáculo visual, Monarch: Legado de Monstros mantém o foco nas consequências humanas desse mundo dominado por criaturas colossais. Relações familiares são colocadas à prova, alianças se desfazem e antigos inimigos são forçados a cooperar. Esse equilíbrio entre drama pessoal e ameaça global continua sendo um dos principais diferenciais da produção.

A segunda temporada também conta com a participação de novos nomes no elenco, incluindo Takehiro Hira (Shōgun, Snake Eyes), Amber Midthunder (O Predador: A Caçada, Legion), Curtiss Cook (Narcos, House of Cards), Cliff Curtis (Avatar, Fear the Walking Dead), Dominique Tipper (The Expanse) e Camilo Jiménez Varón, ampliando o universo narrativo da série.

Produzida pela Legendary Television em parceria com o Apple TV+, a série faz parte de um plano maior de expansão do Monsterverse para o streaming, que inclui novos projetos e spin-offs já anunciados. Com estreia próxima, a segunda temporada chega com a promessa de elevar a escala da história, aprofundar seus personagens e reforçar a ligação direta entre televisão e cinema dentro de um universo compartilhado cada vez mais ambicioso.

Trailer oficial de “Vingadora” apresenta filme de ação com Milla Jovovich e estreia em março

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O cinema de ação ganha um reforço de peso com “Vingadora”, novo longa estrelado por Milla Jovovich que acaba de revelar seu pôster e trailer oficiais. Dirigido por Adrian Grunberg, conhecido por sua abordagem direta e sem concessões em narrativas de violência e sobrevivência, como em Rambo: Até o Fim, o filme tem estreia marcada nos cinemas brasileiros para 26 de março, com distribuição da Imagem Filmes. A promessa é de uma experiência intensa, marcada por tensão constante, confrontos brutais e uma protagonista empurrada ao limite físico e emocional.

Na história, Jovovich vive Nikki, uma ex-militar que carrega as marcas profundas de um passado moldado pela guerra. Após anos enfrentando cenários extremos, ela tenta reconstruir a própria vida longe dos conflitos, apostando em uma rotina mais silenciosa e estável. Essa tentativa de recomeço, no entanto, é interrompida de forma abrupta quando sua filha é sequestrada, evento que rompe qualquer ilusão de normalidade e a obriga a revisitar um mundo que ela acreditava ter deixado para trás.

A partir desse ponto, Vingadora se transforma em uma corrida desesperada contra o tempo. Nikki passa a ser perseguida por criminosos, forças policiais e agentes militares enquanto tenta descobrir quem está por trás do sequestro e quais interesses se escondem por trás do crime. O filme constrói essa jornada como um percurso exaustivo, no qual cada passo cobra um preço alto e não há espaço para erros. A violência não surge como espetáculo, mas como consequência inevitável de decisões tomadas sob pressão extrema.

Conhecida mundialmente por seu trabalho à frente da franquia Resident Evil, Milla Jovovich volta a reafirmar sua força no gênero de ação, mas desta vez com uma personagem mais vulnerável e complexa. Nikki está longe da imagem da heroína imbatível. Ela é apresentada como alguém ferida, cansada e emocionalmente instável, que precisa lidar com traumas antigos enquanto enfrenta novas ameaças. Essa fragilidade dá profundidade à personagem e aproxima o público de seus conflitos internos, tornando sua luta mais humana e palpável.

A direção de Adrian Grunberg aposta em uma estética crua e econômica. As sequências de ação privilegiam o impacto físico e a sensação constante de perigo, evitando exageros coreográficos ou soluções fáceis. Cada confronto carrega peso e desgaste, reforçando a ideia de que a sobrevivência tem um custo alto. O ambiente hostil e a câmera direta ajudam a criar uma atmosfera opressiva, em sintonia com o estado emocional da protagonista.

Assinado por Bong-Seob Mun, o roteiro equilibra ação e drama pessoal ao explorar não apenas a busca por vingança, mas também os limites morais de uma mãe disposta a tudo para salvar a filha. A narrativa questiona até onde alguém pode ir quando tudo o que ama é ameaçado, colocando Nikki diante de escolhas difíceis e consequências irreversíveis. A violência, nesse contexto, surge menos como catarse e mais como dilema.

Vingadora teve sua estreia mundial no 30º Festival Internacional de Cinema de Busan, na Coreia do Sul, um dos eventos mais importantes do circuito asiático. A exibição ajudou a posicionar o longa como um thriller de ação com apelo internacional, destacando seu foco em personagens femininas fortes e em uma narrativa intensa, capaz de dialogar com diferentes públicos.

O elenco de apoio contribui para ampliar as camadas de tensão do filme. Matthew Modine, conhecido por trabalhos como Stranger Things e Nascido em 4 de Julho, integra a produção ao lado de Brooklyn Sudano (Eu, a Patroa e as Crianças), D.B. Sweeney (Fogo no Céu), Don Harvey (Pecados de Guerra) e Gabriel Sloyer (Last Ferry). Juntos, eles ajudam a construir um universo marcado por conflitos constantes, no qual nenhuma decisão é simples e a sobrevivência nunca é garantida.

Além de Skinwalker retorna com olhar mais humano e investigações ainda mais profundas sobre mistérios que desafiam a ciência

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Desde 2020, o Rancho Skinwalker se consolidou como um dos lugares mais intrigantes do planeta quando o assunto são fenômenos aéreos não identificados e eventos fora dos padrões conhecidos da ciência. Sob a liderança do astrofísico e engenheiro Dr. Travis Taylor, figura já familiar ao público por O Segredo do Rancho Skinwalker, o local deixou de ser apenas alvo de lendas para se tornar um campo permanente de investigação científica. Agora, essa busca por respostas ganha novos contornos com a chegada da terceira temporada de Além de Skinwalker (Beyond Skinwalker Ranch), que estreia nesta sexta-feira.

Diferente das temporadas anteriores, a nova fase da série decide ir além dos limites do rancho localizado em Utah. A proposta é ampliar o mapa das investigações e verificar se os fenômenos registrados ali também se manifestam em outros pontos dos Estados Unidos. A equipe passa a visitar regiões marcadas por relatos recorrentes de atividades anômalas, como aparições de orbes luminosos, alterações eletromagnéticas e avistamentos frequentes de objetos voadores não identificados.

O time de investigadores reúne especialistas de diferentes áreas. Além de Travis Taylor, a produção conta com o ex-agente da CIA Andrew Bustamante e o jornalista investigativo Paul Beban, premiado por seu trabalho de apuração em temas sensíveis e de difícil comprovação. Juntos, eles buscam evidências que sustentem a hipótese de que os eventos observados em Skinwalker não são isolados, mas parte de um fenômeno mais amplo e repetido em diferentes regiões do país.

Ao longo da terceira temporada, novas tecnologias passam a ser utilizadas para coleta e análise de dados, permitindo registros mais precisos e comparações entre os locais investigados. A série também incorpora o relato do autor Chris Bledsoe, conhecido por afirmar ter vivido um encontro direto com óvnis. Seu testemunho serve como ponto de partida para experimentos e análises que tentam cruzar experiências humanas com dados científicos.

O episódio de estreia, “Montanha Misteriosa”, leva a equipe ao norte da Califórnia, onde Andy e Paul investigam o Monte Shasta, um dos locais mais cercados por relatos de fenômenos incomuns e considerado por muitos um poderoso centro de energia. Associado a histórias antigas e observações recentes, o local surpreende os investigadores, que percebem que diversas lendas populares possuem base em acontecimentos documentados. A partir dessa descoberta, Além de Skinwalker reforça sua proposta central: questionar os limites entre mito, ciência e realidade, em uma busca contínua por respostas ainda desconhecidas.

Crítica – Você Só Precisa Matar transforma repetição em potência dramática e supera sua versão live-action

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Adaptar novamente a obra que inspirou No Limite do Amanhã poderia parecer um movimento arriscado ou até desnecessário. No entanto, Você Só Precisa Matar não apenas justifica sua existência como encontra identidade própria ao reformular o eixo narrativo e apostar na força estética da animação. Ao deslocar o protagonismo para Rita e compartilhar o loop temporal entre ela e Keiji, o filme reconstrói uma história já conhecida sob uma perspectiva mais emocional, estratégica e existencial.

Desde os primeiros minutos, a animação estabelece um clima de estranhamento e tensão. A base militar erguida ao redor da misteriosa flor alienígena Darol carrega uma atmosfera quase ritualística. Quando a planta finalmente desabrocha, o que surge não é beleza, mas horror. Criaturas monstruosas emergem em uma sequência visualmente impactante, marcada por cores vibrantes e uma organicidade inquietante. O caos se instala rapidamente, e Rita morre em combate. No instante seguinte, acorda novamente no início do mesmo dia.

O mecanismo do loop temporal já é familiar ao público, mas aqui ele ganha outra dimensão. A narrativa não se limita ao espetáculo das repetições; ela se interessa pelo efeito psicológico da experiência. A cada reinício, Rita perde um pouco da ingenuidade e ganha precisão. O pânico inicial dá lugar ao cálculo frio. O erro vira aprendizado. A morte deixa de ser fim e se torna ferramenta. É nesse processo que o filme encontra sua força dramática: acompanhar a transformação de uma voluntária em uma estrategista moldada pela própria repetição da tragédia.

A escolha de centralizar Rita não é apenas representativa, mas estrutural. Ela deixa de ser figura secundária forte para se tornar consciência narrativa. O espectador acompanha seus pensamentos, sua frustração silenciosa e a exaustão de quem carrega memórias que o mundo insiste em apagar. O loop, mais do que um recurso de ação, funciona como metáfora de trauma e insistência. Morrer inúmeras vezes não é apenas um obstáculo físico, mas um desgaste emocional profundo.

A entrada de Keiji modifica ainda mais o impacto da história. Diferentemente da versão live-action, em que apenas um personagem domina o ciclo antes de ensinar o outro, aqui ambos compartilham a prisão temporal simultaneamente. Essa decisão altera radicalmente a dinâmica dramática. A sobrevivência deixa de ser individual e se torna coletiva. Se um falha, o outro recomeça. Isso cria uma tensão constante e um vínculo que vai além da parceria militar.

O relacionamento entre Rita e Keiji é construído com delicadeza. Não há tempo para declarações grandiosas, mas há cumplicidade silenciosa. Eles dividem memórias que ninguém mais possui. Compartilham estratégias, falhas e pequenas vitórias. Cada reinício ameaça apagar o que foi construído, o que torna qualquer aproximação emocional ainda mais frágil e valiosa. O romance surge de forma contida, quase inevitável, mas nunca sobrepõe a tensão da guerra.

Visualmente, o filme é um espetáculo. A animação permite uma fluidez nas batalhas que seria difícil de reproduzir em live-action. A coreografia dos combates é dinâmica, precisa e visceral. A Darol e suas criaturas possuem um design orgânico, vibrante e perturbador, contrastando com a imponência mecânica dos exoesqueletos humanos. Esse embate visual reforça a sensação de conflito entre tecnologia e biologia, controle e caos.

No entanto, o filme não é isento de falhas. Assim como sua versão anterior, enfrenta dificuldades quando a estrutura do loop começa a se desfazer. O ritmo acelerado do “viver, morrer, repetir” cria uma cadência quase hipnótica. Quando a narrativa caminha para um desfecho mais linear, há uma leve perda de impacto. A engrenagem que sustentava a tensão já não opera com a mesma intensidade, e a transição poderia ter sido mais orgânica.

Ainda assim, o ato final se sustenta pela carga emocional acumulada. A batalha derradeira carrega o peso de todas as tentativas anteriores. Cada movimento traz consigo a memória de dezenas de fracassos. O que está em jogo não é apenas a vitória contra a ameaça alienígena, mas a possibilidade de quebrar um ciclo que corroeu corpo e mente.

Você Só Precisa Matar consegue algo raro em adaptações: não apenas revisita uma história conhecida, mas a ressignifica. Ao apostar na perspectiva de Rita e na parceria igualitária com Keiji, o filme encontra frescor e profundidade emocional. A animação amplia o impacto visual, enquanto a narrativa investe na dimensão psicológica do loop.

Mais do que um sci-fi de ação, a obra é uma reflexão sobre persistência, memória e conexão humana em meio ao absurdo. Mesmo quando sabemos que o dia vai recomeçar, cada escolha importa. E é justamente essa sensação que torna a experiência envolvente.

“A Fabulosa Máquina do Tempo” emociona na Berlinale e consolida presença brasileira na competição de documentários

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A estreia mundial de “A Fabulosa Máquina do Tempo” foi marcada por casa cheia, aplausos calorosos e um clima de celebração que levou o espírito brasileiro ao coração da Alemanha. O novo longa de Eliza Capai abriu a mostra Generation Kplus do Festival Internacional de Cinema de Berlim, a tradicional Berlinale, em uma sessão com ingressos esgotados no Auditório Miriam Makeba, na Haus der Kulturen der Welt. A recepção do público foi imediata, com risadas ao longo da exibição e aplausos ainda durante o filme, em um daqueles momentos raros em que a conexão entre obra e plateia se torna visível.

Coprodução da Amana Cine com Globo Filmes, GloboNews e Canal Brasil, o documentário é o único representante brasileiro na disputa pelo prêmio de Melhor Documentário nesta edição do festival e também concorre ao Urso de Cristal dentro da Generation Kplus, seção dedicada a narrativas que dialogam com infância, crescimento e amadurecimento.

A estreia ganhou contornos ainda mais simbólicos por ter acontecido em plena sexta-feira de carnaval. A equipe decidiu transformar o tapete vermelho em uma extensão da identidade do filme e levou um personagem inspirado no icônico Fofão, figura que também aparece na obra. Ao lado das meninas protagonistas, o personagem dançou, interagiu com o público e trouxe leveza e irreverência à entrada oficial do longa no festival. O momento chamou atenção da imprensa internacional e ajudou a criar uma atmosfera calorosa antes mesmo do início da sessão.

Para Eliza Capai, a noite teve um significado profundamente pessoal. A diretora revelou que há cerca de dois anos já falava, em tom de brincadeira, que seu novo filme estrearia em fevereiro de 2026 em Berlim, mesmo sem qualquer confirmação oficial. Ver esse desejo se concretizar, especialmente abrindo a Generation Kplus, foi descrito por ela como a realização de um sonho antigo. Mais do que isso, foi a chance de compartilhar a experiência com algumas das crianças protagonistas que viajaram para acompanhar a estreia. A diretora destacou que o filme fala justamente sobre sonhos e sobre a importância de criar utopias como forma de imaginar e construir mundos melhores.

Entre as presenças que mais emocionaram o público estava a pequena Manuella Dias Silva, carinhosamente chamada de Manuzinha durante o festival. Para ela, a viagem foi repleta de descobertas inéditas. Foi a primeira vez em um avião e a primeira vez em uma sala de cinema. Em sua fala antes da exibição, resumiu a experiência com uma imagem poética que sintetiza o espírito do documentário: entrar em um avião foi como entrar em uma máquina do tempo. A frase arrancou sorrisos e reforçou o tom sensível da narrativa.

Rodado no Piauí, “A Fabulosa Máquina do Tempo” acompanha um grupo de meninas que, por meio de conversas e brincadeiras, revelam reflexões surpreendentes sobre o mundo ao seu redor. O filme mergulha no universo lúdico da infância, mas não se limita à leveza. Entre risadas e jogos imaginativos, surgem temas complexos como casamento, desigualdades de gênero, expectativas sociais e sonhos de futuro. A força da obra está justamente nessa combinação entre espontaneidade infantil e profundidade de pensamento.

Durante a sessão na Berlinale, a plateia reagiu de forma intensa e afetiva. Segundo a diretora, o público riu muito e se conectou profundamente com a história das meninas. Ao final, o sentimento era de coração aquecido e de missão cumprida. A atmosfera na sala evidenciou como questões locais, vividas por crianças do interior do Brasil, podem dialogar com espectadores de diferentes culturas e nacionalidades.

A presença do longa no festival também reafirma a trajetória consistente de Eliza Capai no circuito internacional. Em 2019, ela apresentou “Espero tua (Re)volta” na própria Berlinale, onde recebeu o Prêmio da Anistia Internacional e o Prêmio da Paz. Reconhecida por seu olhar atento às questões sociais e de gênero, a cineasta também dirigiu a série “O Prazer é Meu”, indicada ao Emmy Internacional, e o longa “Incompatível com a Vida”, premiado no festival É Tudo Verdade e qualificado para o Oscar. Seu trabalho tem se destacado por unir sensibilidade narrativa e compromisso político, sempre dando voz a personagens que raramente ocupam o centro das telas.

“A Fabulosa Máquina do Tempo” amplia essa proposta ao colocar meninas no centro da narrativa, permitindo que suas vozes conduzam o filme. Em vez de especialistas ou análises externas, são elas que constroem a reflexão sobre o mundo, criando uma experiência que mistura documentário, fantasia e observação social. O resultado é uma obra que dialoga tanto com crianças quanto com adultos, despertando memórias da própria infância e questionamentos sobre o futuro.

A realização do projeto contou com recursos do Fundo Setorial do Audiovisual por meio da Ancine e do BRDE, reforçando a importância das políticas públicas para a consolidação do cinema brasileiro em festivais internacionais. A distribuição nos cinemas do Brasil ficará a cargo da Descoloniza Filmes, enquanto as vendas internacionais serão conduzidas pela Split Screen.

Crítica – O Frio da Morte é um thriller enxuto e eficiente sustentado pelo talento de Emma Thompson

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Foto: Reprodução/ Internet

Há algo particularmente interessante quando atrizes consagradas alcançam um momento da carreira em que já não precisam reafirmar seu talento — apenas selecionar projetos que dialoguem com seus interesses artísticos. Em O Frio da Morte (The Dead of Winter), Emma Thompson demonstra estar exatamente nesse estágio: segura, experiente e visivelmente à vontade ao explorar um território menos habitual em sua filmografia.

Tradicionalmente associada a dramas de época e comédias sofisticadas, Thompson se aventura aqui pelo thriller de ação e imprime à narrativa uma energia que equilibra tensão, humor excêntrico e densidade emocional. Sua atuação sustenta o delicado híbrido de gêneros proposto pelo filme, conferindo credibilidade a uma trama que poderia facilmente resvalar no convencional. É sua presença que ancora o projeto e garante coesão mesmo nos momentos mais frágeis do roteiro.

O texto, por sua vez, apresenta algumas concessões típicas do gênero. Há soluções dramáticas convenientes — como a lesão da protagonista que perde relevância conforme a narrativa avança — e determinados clichês estruturais que não chegam a surpreender. Ainda assim, tais fragilidades tornam-se secundárias diante do carisma e da inteligência interpretativa que Thompson imprime à personagem, elevando material que, em outras mãos, poderia parecer apenas protocolar.

No campo antagônico, Judy Greer entrega uma performance consistente e inquietante. Sua personagem — assim como o parceiro em cena — transita por uma zona moral ambígua, equilibrando traços de frieza criminosa com nuances de humanidade. O filme ensaia, em determinados momentos, uma aproximação emocional com essas figuras, quase conduzindo o espectador à compaixão. Essa complexidade contribui para enriquecer o suspense e amplia a dimensão dramática do conflito central.

Outro mérito do longa reside em sua economia narrativa. Com estrutura enxuta, poucos personagens centrais, locações limitadas e cerca de 90 minutos de duração, a obra opta por uma condução direta e objetiva. Essa contenção favorece o ritmo e evita dispersões desnecessárias, permitindo que a tensão se construa de maneira progressiva e eficaz.

O desfecho adota um tom mais sombrio e ousado, intensificando a atmosfera de ameaça que permeia a narrativa. Mais uma vez, é Thompson quem assegura que as decisões finais da protagonista não descambem para o sentimentalismo simplista. Há firmeza e coerência na condução emocional, o que sustenta o impacto das escolhas dramáticas até os instantes derradeiros.

O Frio da Morte revela-se, portanto, um thriller eficiente, consciente de suas limitações e fortalecido por uma atuação central de alto nível. Mais do que uma simples incursão em um novo gênero, o filme se beneficia da maturidade artística de Emma Thompson, que transforma um projeto de estrutura simples em uma experiência sólida e bem-sucedida.

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