Wagner Moura vence prêmio de Melhor Performance por O Agente Secreto no Newport Beach Film Festival

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Foto: Reprodução/ Internet

O Brasil voltou a ocupar um lugar de destaque no cenário do cinema mundial. Na última quarta-feira (5), o ator Wagner Moura (Tropa de Elite, Narcos e Guerra Civil) foi consagrado com o prêmio de Melhor Performance por sua atuação em O Agente Secreto, durante o Newport Beach Film Festival, realizado anualmente na Califórnia. As informações são do Omelete.

Entre produções de Hollywood e nomes consagrados da indústria, ver um ator brasileiro subir ao pódio em um festival americano é motivo de orgulho. Wagner foi homenageado na categoria de Honrarias do Festival, e sua premiação simboliza o alcance global de um cinema que fala sobre o Brasil — mas emociona o mundo inteiro.

O filme que conquistou Cannes e agora a Califórnia

O longa-metragem vem acumulando conquistas desde sua estreia mundial no Festival de Cannes 2025, onde foi ovacionado por mais de 10 minutos e saiu com quatro prêmios — incluindo Melhor Ator (Wagner Moura) e Melhor Diretor (Kleber Mendonça Filho). A produção também levou o Prêmio FIPRESCI, concedido pela crítica internacional, e o Prix des Cinémas d’Art et Essai, da Associação Francesa de Cinemas de Arte (AFCAE).

Agora, o longa repete o sucesso nos Estados Unidos, reforçando o nome de Kleber Mendonça Filho como um dos diretores mais respeitados da atualidade. Produzido pela CinemaScópio, o filme teve estreia nos cinemas brasileiros em 6 de novembro de 2025 e foi escolhido para representar o Brasil na corrida pelo Oscar 2026 — a terceira vez que uma obra do diretor representa o país.

Um thriller político com alma brasileira

Ambientado no Recife de 1977, o filme mistura drama, suspense e crítica política para contar a história de Marcelo (Wagner Moura), um professor universitário e especialista em tecnologia que retorna à cidade natal após anos afastado. Carregando um passado misterioso e perigoso, ele tenta se reconectar com o filho pequeno e reconstruir a vida, mas encontra um país em plena ditadura militar, marcado pela repressão, pela vigilância e pelo medo.

Marcelo passa a viver como fugitivo, tentando escapar de um conflito antigo com um poderoso industrial ligado ao regime. Em sua fuga, encontra abrigo com dissidentes políticos e refugiados angolanos, liderados por Dona Sebastiana, uma mulher que simboliza resistência e coragem.

Um elenco de peso e uma produção meticulosa

Além de Wagner Moura, o elenco de O Agente Secreto reúne nomes que reforçam a força dramática e simbólica da obra. Tânia Maria (Bacurau), Maria Fernanda Cândido (Através da Janela), Gabriel Leone (Ferrari), Alice Carvalho (Cangaço Novo), Udo Kier (Melancholia) e Thomás Aquino (Bacurau) compõem um conjunto de atuações que traduzem o mosaico político, emocional e humano que o roteiro desenha com precisão.

A fotografia é assinada por Dion Beebe (Memórias de uma Gueixa), vencedor do Oscar, que transforma a luz do Recife em mais do que um pano de fundo — ela se torna uma linguagem. A luz quente e vibrante do dia contrasta com o frio das sombras noturnas, revelando o clima de constante ameaça que paira sobre os personagens.

De Pernambuco para o mundo

Com cada nova exibição, O Agente Secreto reafirma a força do cinema brasileiro como instrumento de resistência, memória e expressão artística. A conquista de Wagner Moura na Califórnia representa mais do que um prêmio individual — é o reconhecimento de um cinema que encara suas próprias feridas e as transforma em arte, emoção e reflexão. E talvez seja justamente essa coragem de olhar para dentro que faz o filme tocar o público onde quer que esteja. O filme segue em cartaz nas principais redes de cinema de todo o Brasil.

Quem é Wagner Moura?

Nascido em Rodelas, uma pequena cidade do sertão da Bahia, o ator cresceu longe dos holofotes — mas com uma inquietude que o empurrava para o palco desde cedo. Em Salvador, quando começou no teatro, já chamava atenção pelo olhar curioso, quase investigativo, com que observava o comportamento humano. Nada nele parecia superficial. Wagner se interessava pelo que há de mais real nas pessoas: as contradições, os medos, as dores e as pequenas grandezas do cotidiano.

Não demorou para o cinema brasileiro perceber que ali havia algo diferente. Seu nome começou a ganhar força com Carandiru (2003), mas foi com Tropa de Elite (2007) que o país inteiro entendeu quem era Wagner. O Capitão Nascimento virou ícone — um personagem que dividiu opiniões, despertou discussões sobre ética, violência e poder, e colocou o ator no centro de um dos maiores fenômenos culturais do Brasil. Sua atuação era crua, intensa, quase física. A cada cena, parecia que ele estava disposto a ir até o limite — e talvez por isso o público tenha se identificado tanto.

Com Tropa de Elite 2 (2010), reafirmou seu talento e se consolidou como um dos grandes nomes do cinema nacional. Mas parar ali seria pouco para alguém movido por curiosidade. A carreira de Moura tomou rumos ousados, atravessando fronteiras. Ele mergulhou em produções autorais, encarou o desafio de Hollywood e mostrou que talento brasileiro não conhece limites. Em Elysium (2013), contracenou com Matt Damon como um vilão cheio de nuances — prova de que sua intensidade não se perde nem quando o idioma muda.

E então veio Narcos (2015–2017), a série da Netflix que mudaria o rumo da carreira de Wagner Moura — e, de certa forma, também a forma como o mundo o enxergava. Para viver Pablo Escobar, ele fez o improvável: aprendeu espanhol do zero em poucos meses, mudou-se para a Colômbia e se jogou de cabeça na pele de um dos homens mais temidos e fascinantes da história. O desafio era imenso, mas o ator não é do tipo que recua diante do impossível. Sua entrega foi tamanha que o público mal conseguia separar o ator do personagem. O resultado foi uma performance intensa, quase hipnótica, que lhe rendeu uma indicação ao Globo de Ouro e o colocou definitivamente no mapa do cinema mundial.

Michael | Teaser da cinebiografia de Michael Jackson quebra recordes e emociona fãs ao redor do mundo

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O Rei do POP voltou a quebrar recordes — mesmo décadas depois de sua morte. O primeiro teaser de Michael, a aguardada cinebiografia que retrata a vida e a carreira de Michael Jackson, alcançou a impressionante marca de 116,2 milhões de visualizações globais nas primeiras 24 horas após o lançamento. O feito não apenas consagrou o vídeo como o maior lançamento da história da Lionsgate, mas também o transformou no trailer de cinebiografia musical mais assistido de todos os tempos.

Antes disso, o recorde pertencia a ninguém menos que Taylor Swift, cujo trailer do filme The Eras Tour acumulou 96,1 milhões de visualizações em um dia. A superação por Michael não é apenas uma vitória numérica, mas também simbólica — uma reafirmação de como a figura de Jackson continua a fascinar e emocionar públicos de todas as gerações.

Com lançamento previsto para 23 de abril de 2026 no Brasil, o filme promete ser uma das cinebiografias mais aguardadas da década. A produção encerrou suas filmagens em 30 de maio de 2024, com trilha sonora que trará gravações originais remasterizadas e versões inéditas de clássicos como Beat It e Smooth Criminal.

O legado que nunca saiu de cena

Poucos artistas na história da música deixaram um impacto tão profundo quanto o eterno Rei do POP. Mais do que um cantor e dançarino, ele foi um fenômeno cultural que moldou a indústria do entretenimento e redefiniu os limites entre música, moda e performance.
Com sucessos que atravessaram décadas — de Thriller e Billie Jean a Black or White e Man in the Mirror —, Jackson se tornou uma referência global. Sua história, marcada por genialidade, excentricidade e polêmicas, sempre despertou curiosidade.

Agora, o filme Michael, dirigido por Antoine Fuqua (Dia de Treinamento, O Protetor), promete mergulhar mais fundo nesse universo, mostrando não apenas o astro dos palcos, mas também o homem por trás do mito.

Jaafar Jackson: o sobrinho que herdou o ritmo

A escolha de Jaafar Jackson, sobrinho do Rei do Pop, para interpretar o próprio tio, foi recebida com entusiasmo e emoção pelos fãs. Filho de Jermaine Jackson — um dos integrantes do Jackson 5 —, Jaafar cresceu cercado pelo legado da família e traz no sangue o DNA musical que revolucionou o mundo.

Desde o início das filmagens, em janeiro de 2024, as redes sociais foram tomadas por comparações entre os dois. E o teaser, lançado pela Lionsgate, só reforçou o quanto Jaafar parece ter incorporado a essência do cantor. Seus gestos, olhares e movimentos corporais remetem diretamente ao ídolo, despertando uma nostalgia imediata nos fãs que acompanharam o auge de Jackson nas décadas de 1980 e 1990.

Um time de peso por trás das câmeras

O projeto tem direção de fotografia de Dion Beebe, vencedor do Oscar por Memórias de uma Gueixa, e design de produção de Barbara Ling, premiada por Batman Eternamente e responsável por recriar o visual dos anos dourados do pop. A figurinista Marci Rodgers, conhecida por seu trabalho em Infiltrado na Klan, foi a responsável por reconstruir com fidelidade o guarda-roupa icônico de Michael — das jaquetas militares aos sapatos com salto invertido.

Com roteiro assinado por John Logan (Gladiador, O Aviador), o filme promete equilibrar espetáculo e intimidade, abordando tanto os bastidores das grandes turnês quanto os dilemas pessoais que acompanharam Jackson ao longo da vida.

Um elenco diversificado e talentoso

Além de Jaafar Jackson, o elenco conta com nomes de peso. Colman Domingo, indicado ao Oscar por Rustin, interpreta Joe Jackson, o exigente e controverso patriarca da família. Nia Long assume o papel de Katherine Jackson, a matriarca que sempre acreditou no talento dos filhos. Outros nomes como Miles Teller, Laura Harrier, Kat Graham, Larenz Tate e Derek Luke completam o elenco, reforçando a proposta de construir uma narrativa grandiosa, mas ao mesmo tempo emocionalmente honesta.

A promessa de uma cinebiografia definitiva

De acordo com a sinopse do AdoroCinema, o longa-metragem é uma viagem emocional pela vida de Michael, o artista que redefiniu a música pop e encantou gerações inteiras. O filme acompanha sua trajetória desde os dias de infância, quando ainda era o carismático líder do Jackson 5, até o auge da fama mundial, quando se tornou o Rei do Pop e transformou o palco em um espetáculo de arte, emoção e perfeição.

A obra revisita performances lendárias de sua carreira solo e recria com emoção os bastidores de sua criação artística — os ensaios exaustivos, o perfeccionismo, as dúvidas e o impulso de sempre ir além. O filme presta homenagem ao espírito de um homem que acreditava que a música podia curar, unir e inspirar o mundo. É um retrato íntimo, intenso e profundamente humano de um artista que nunca deixou de sonhar, mesmo quando o preço da glória se tornava alto demais.

Na Tela Quente, TV Globo apresenta a premiada comédia Ficção Americana nesta segunda (10)

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Segunda é dia de Tela Quente, e a TV Globo promete fugir do comum. O filme da vez é Ficção Americana — uma comédia dramática que faz rir, pensar e, principalmente, questionar. Escrito e dirigido por Cord Jefferson, em sua estreia como diretor de longas, o longa traz Jeffrey Wright no papel de um escritor que se rebela contra o racismo disfarçado de “boa intenção” dentro do mercado literário. Pode parecer um tema pesado, e de fato é, mas Jefferson transforma esse terreno espinhoso em uma narrativa afiada, divertida e profundamente humana.

Quando a genialidade não vende

O protagonista é Thelonious “Monk” Ellison, um autor negro brilhante, culto, dono de uma mente afiada — mas que simplesmente não vende livros. O motivo? Ele se recusa a seguir o que o mercado quer: histórias “sobre negros” cheias de dor, violência e estereótipos. Para o público branco, Monk é “intelectual demais”. Para as editoras, falta “autenticidade”. Em resumo: ninguém sabe onde colocá-lo.

Cansado de tanta hipocrisia, ele decide dar o troco. Sob um pseudônimo, escreve um livro propositalmente recheado de tudo o que o mercado adora — clichês raciais, gírias forçadas e tragédias previsíveis. O resultado é um best-seller instantâneo. Críticos o chamam de “revolucionário”, o público o adora e Monk, de repente, vira o escritor do momento… justamente por tudo o que ele despreza.

O filme é uma daquelas obras raras que conseguem ser engraçadas e sérias ao mesmo tempo. Cord Jefferson, que já tinha mostrado talento em séries como Watchmen e The Good Place, acerta o tom em cheio. É uma história sobre o peso de representar, sobre o que acontece quando um artista é forçado a falar por um grupo inteiro, e sobre como o mercado adora lucrar com a dor dos outros enquanto diz estar “dando voz”. Mas Jefferson faz isso com leveza. O humor surge nos lugares certos, a ironia é afiada sem ser cruel, e a empatia é o que amarra tudo.

Uma história sobre família e solidão

O que faz Ficção Americana ser mais do que uma crítica social é o quanto ele é pessoal. Entre as reuniões editoriais e as confusões do sucesso inesperado, Monk também precisa lidar com a própria vida: a mãe, Agnes (Leslie Uggams), começa a enfrentar problemas de memória; o irmão, Clifford (Sterling K. Brown), vive uma crise de identidade e tenta se reencontrar; e a irmã, Lisa (Tracee Ellis Ross), serve como um elo emocional que tenta manter a família unida. Essas relações trazem para o filme um calor humano que equilibra o sarcasmo. É nesses momentos mais íntimos que o público enxerga o verdadeiro Monk — não o escritor cínico, mas o homem que só quer ser compreendido sem precisar caber em uma caixinha.

Jeffrey Wright está gigante

Quem já conhece Jeffrey Wright de Westworld ou The Batman sabe do que ele é capaz — mas aqui ele se supera. Sua atuação é um show de sutilezas: Monk é ao mesmo tempo arrogante, ferido, divertido e incrivelmente real. Wright domina cada cena, e é impossível não se identificar com seu olhar cansado diante de um mundo que insiste em simplificar tudo. Não à toa, o ator foi indicado ao Oscar de Melhor Ator — e muita gente apostava que ele merecia levar. O elenco ainda conta com Sterling K. Brown (maravilhoso como o irmão carismático e confuso), Issa Rae, John Ortiz, Erika Alexander, Adam Brody, Leslie Uggams e Keith David. Todos têm tempo para brilhar, cada um contribuindo com uma camada diferente para o mosaico de emoções que o filme constrói.

Um dos filmes mais premiados de 2023

O longa-metragem estreou no Festival de Toronto, em setembro de 2023, e foi um sucesso imediato. Levou o People’s Choice Award, prêmio que já previu vencedores do Oscar como Green Book e 12 Anos de Escravidão. Pouco depois, o filme foi lançado nos Estados Unidos pela Amazon MGM Studios e virou um dos títulos mais comentados da temporada. No Oscar 2024, recebeu cinco indicações, incluindo Melhor Filme e Melhor Ator Coadjuvante (para Sterling K. Brown). Cord Jefferson levou para casa a estatueta de Melhor Roteiro Adaptado, e com razão — o texto é afiado como uma navalha e, ainda assim, profundamente humano.

Um espelho com senso de humor

O que faz Ficção Americana ser tão especial é que, no fundo, ele está falando sobre todos nós — sobre o que consumimos, o que achamos “autêntico” e o quanto deixamos os rótulos definirem as pessoas. Monk é um personagem que provoca o público: ele não é um herói nem uma vítima. É alguém tentando ser ouvido sem ser reduzido. E quem nunca se sentiu assim em algum momento? O filme também brinca com o próprio público branco liberal, aquele que quer apoiar causas sociais, mas muitas vezes faz isso de forma performática. Jefferson não poupa ninguém, mas o faz com elegância e afeto — sem ódio, só com lucidez.

A Múmia vai despertar outra vez! Universal desenvolve novo filme com Brendan Fraser e Rachel Weisz

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Depois de mais de duas décadas desde a última aventura no deserto, parece que o antigo Egito vai voltar a ganhar vida — e poeira — nas telonas. A Universal Pictures está desenvolvendo um novo filme de A Múmia, um dos maiores sucessos do estúdio nos anos 1990, e as novidades já estão sacudindo o mundo do cinema: Brendan Fraser (A Baleia, George, o Rei da Floresta e Viagem ao Centro da Terra: O Filme) e Rachel Weisz (Desobediência, Viúva Negra e Constantine) estão em negociações para reprisar seus papéis icônicos, segundo informações do Deadline.

O novo longa será dirigido por Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett, dupla conhecida como Radio Silence — os mesmos nomes por trás dos elogiados Casamento Sangrento e Pânico VI. O roteiro está nas mãos de David Coggeshall, enquanto Sean Daniel, produtor veterano da franquia, retorna para garantir que a essência original não se perca em meio às múmias digitais e efeitos de última geração. A produção ainda conta com o envolvimento da Project X Entertainment, responsável por títulos como Ready or Not e Scream. O projeto ainda está em fase inicial, sem data de estreia confirmada.

Um legado que nunca morreu

Para entender o peso dessa notícia, é preciso voltar às origens. A franquia é uma marca que atravessou quase um século de história do cinema. Tudo começou em 1932, quando Boris Karloff vestiu as ataduras do temível Imhotep, dando vida ao primeiro filme da franquia. A produção, dirigida por Karl Freund, definiu o padrão do terror clássico da Universal, ao lado de monstros como Drácula e Frankenstein.

Entre 1932 e 1955, a Universal lançou seis longas da série original, todos explorando o mito da múmia como uma força antiga, trágica e implacável. Os títulos incluíam A Mão da Múmia, A Tumba da Múmia, O Fantasma da Múmia e A Maldição da Múmia. Esses filmes consolidaram o personagem no imaginário popular e ajudaram a moldar o gênero de horror moderno.

A reinvenção dos anos 90

Em 1999, o diretor Stephen Sommers reinventou A Múmia para uma nova geração. O terror sombrio deu lugar à aventura de ação com toques de humor, e o público abraçou a mudança de braços abertos. Fraser brilhou como Rick O’Connell, o aventureiro corajoso e desajeitado, enquanto Rachel Weisz encantou como a bibliotecária e arqueóloga Evelyn Carnahan.

O sucesso foi imediato. O filme arrecadou mais de US$ 400 milhões e se tornou um fenômeno cultural. Sua mistura de efeitos práticos, CGI inovador para a época e carisma do elenco principal transformou A Múmia em um clássico moderno — o tipo de produção que passava na Sessão da Tarde e ninguém conseguia mudar de canal.

As continuações vieram logo em seguida. O Retorno da Múmia (2001) trouxe de volta o casal O’Connell, introduziu o vilão Escorpião Rei (vivido por Dwayne Johnson) e ampliou o universo da saga. Já A Múmia: Tumba do Imperador Dragão (2008), dirigido por Rob Cohen, levou a ação para a China antiga, com Jet Li e Maria Bello substituindo Rachel Weisz. Embora o terceiro filme tenha dividido opiniões, a trilogia consolidou um legado de mais de US$ 1,4 bilhão em bilheteria mundial.

A maldição dos reboots

Em 2017, a Universal tentou mais uma ressurreição com um reboot estrelado por Tom Cruise, prometendo inaugurar o “Dark Universe”, um universo compartilhado de monstros clássicos. A ideia era ambiciosa — conectar A Múmia, Frankenstein, O Lobisomem, O Homem Invisível e outros monstros lendários. Mas o feitiço virou contra o feiticeiro: o filme não convenceu o público nem a crítica. Apesar dos visuais impressionantes e do orçamento generoso, faltou coração e autenticidade. O projeto acabou enterrado junto com o próprio Dark Universe.

Mais do que nostalgia

Se há algo que A Múmia provou ao longo de suas muitas encarnações, é que boas histórias nunca morrem — apenas esperam o momento certo para despertar novamente. E talvez este seja o momento. Em uma era dominada por reboots e sequências, o desafio da Universal será trazer algo que não pareça apenas um exercício de nostalgia, mas uma nova aventura que emocione tanto quem cresceu com os filmes originais quanto quem os descobrir agora.

Flores de Cerejeira Depois do Inverno é um romance que aquece o coração depois do frio

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Tem séries que chegam de mansinho, sem fazer barulho, e acabam deixando a gente com o coração apertado — daquele jeito bom, que mistura saudade e esperança. Flores de Cerejeira Depois do Inverno, disponível no Viki, é exatamente assim: um drama que fala baixo, mas emociona fundo.

Baseada no webtoon de Bam Woo e dirigida por Yoon Joon Ho, a produção sul-coreana de 2022 é um convite à sensibilidade. É sobre crescer, recomeçar e, principalmente, sobre descobrir o amor quando o mundo parece não saber o que fazer com ele.

Do luto ao amor — e da dor à descoberta

A história começa de forma simples e triste. Depois da morte dos pais, Seo Haebom (Ok Jin Uk) é acolhido pela família Jo, que o cria como parte da casa. Entre os filhos está Jo Taesung (Kang Hee), o garoto que vira seu melhor amigo, protetor e, aos poucos, algo mais.

Os dois crescem juntos, dividem a mesma rotina, o mesmo espaço e as mesmas inseguranças. Até que, no ensino médio, algo muda. O que antes parecia apenas carinho se transforma em um sentimento diferente — mais forte, mais assustador, e também mais bonito.

O que poderia virar um típico romance adolescente vira algo maior. A série fala de medo, de aceitação, de se sentir fora de lugar e, ainda assim, escolher o amor.

Um amor que floresce devagar

Flores de Cerejeira Depois do Inverno tem o ritmo das coisas que importam: não apressa nada. A relação entre Haebom e Taesung nasce do cuidado, dos olhares que duram um pouco mais, das palavras que eles não conseguem dizer.

E é justamente essa calma que conquista. Não tem grandes reviravoltas, nem momentos forçados — tudo é sutil, íntimo, real. A direção de Yoon Joon Ho aposta no silêncio, nas pequenas pausas, nas cenas em que o sentimento está ali, mesmo quando ninguém fala nada.

A fotografia ajuda a contar essa história com uma delicadeza absurda: o frio do inverno que vai cedendo espaço para a primavera simboliza o desabrochar do amor entre os dois. É simples e lindo — daquele tipo de beleza que a gente sente mais do que entende.

Dois atores, um só coração

Ok Jin Uk dá vida a Haebom com uma vulnerabilidade tocante. Ele é o tipo de personagem que a gente quer abraçar — tímido, retraído, mas cheio de doçura. Kang Hee, no papel de Taesung, é o contraponto perfeito: seguro por fora, confuso por dentro, dividido entre o que sente e o que acha que “deveria” sentir.

Juntos, eles criam uma química natural, quase inocente. Nada é exagerado. Quando se olham, a gente entende o que está acontecendo, mesmo sem nenhuma fala. É um amor que se comunica por gestos, e talvez seja por isso que emocione tanto.

Mais do que um BL — uma história sobre cura

Muita gente pode ver a trama apenas como um drama BL (Boys’ Love), mas ele vai muito além disso. É sobre reencontrar o calor depois do frio, sobre aprender a ser amado sem medo e sobre permitir que o outro te veja como você é — sem máscaras, sem julgamentos.

O roteiro não romantiza o sofrimento, mas mostra que o amor pode ser um refúgio, uma forma de cura. E é impossível não se ver um pouco ali: nas inseguranças, nos silêncios, na vontade de encontrar um lugar seguro no mundo.

Um final que fica com a gente

Mesmo curto (são só oito episódios), o drama deixa uma marca profunda. Quando termina, a gente percebe que Flores de Cerejeira Depois do Inverno não é apenas sobre dois garotos que se apaixonam — é sobre o que acontece quando alguém finalmente te enxerga por inteiro.

Os coadjuvantes — Lee Hyun Kyung, Cha Gun, Shin Jee Won e Eun Chae — dão leveza à trama, e ajudam a criar um ambiente acolhedor, sem vilões nem caricaturas. Tudo é humano, próximo, sincero.

Por que assistir?

Porque é o tipo de série que faz bem.
Porque lembra que o amor pode ser simples.
Porque mostra que, às vezes, basta uma pessoa acreditar em você para que o inverno acabe.

Scarlet, o novo épico de Mamoru Hosoda, ganha trailer ao som de Mana Ashida

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O premiado diretor japonês Mamoru Hosoda, responsável por algumas das obras mais sensíveis e inventivas da animação contemporânea, está de volta com um novo projeto que promete emocionar o público. Seu próximo filme, Scarlet, ganhou um trailer inédito ao som de “Hateshi naki”, canção-tema interpretada pela atriz e cantora Mana Ashida, que também dá voz à protagonista. Abaixo, confira o vídeo:

Produzido pelo Studio Chizu, o longa tem estreia marcada para 21 de novembro de 2025 no Japão e já vem sendo apontado como um dos títulos mais aguardados do ano. No Brasil, a previsão é que o filme chegue aos cinemas apenas em 2026, ainda sem data definida. As informações são do site O Vício.

Uma fábula sobre vingança, tempo e redenção

Descrito como uma mistura de fantasia medieval e ficção temporal, a trama acompanha a jornada de uma princesa espadachim que viaja através do tempo e do espaço em busca de vingança pelo assassinato do pai. No entanto, o destino a conduz a um confronto mais profundo — não apenas com o inimigo, mas com os próprios sentimentos que a movem.

Após uma batalha que a deixa gravemente ferida, Scarlet desperta em um mundo moderno e surreal, onde conhece um jovem idealista que a ajuda a reencontrar seu propósito. É nesse encontro improvável entre eras e ideais que a protagonista começa a questionar o peso da vingança e o verdadeiro significado de liberdade.

Combinando ação, emoção e filosofia, Hosoda constrói um conto épico sobre a dor e a cura — temas recorrentes em sua filmografia, mas agora revisitados sob uma perspectiva mais sombria e madura.

O mestre da emoção

Para quem acompanha o cinema japonês, o nome Mamoru dispensa apresentações. O diretor já foi aclamado por produções como Guerras de Verão (2009), Crianças Lobo (2012) e o visualmente deslumbrante BELLE (2021), que foi indicado ao Oscar e consolidou Hosoda como um dos grandes contadores de histórias da atualidade.

Em Scarlet, ele assina tanto o roteiro quanto a direção, mergulhando novamente em suas obsessões criativas: o choque entre mundos, o amadurecimento emocional e as relações humanas diante do impossível. “Quis explorar o que resta de nós quando tiramos tudo — a glória, o poder e o tempo. Scarlet é sobre o que sobra: a alma”, declarou o diretor em entrevista recente à imprensa japonesa.

Recepção antecipada e trilha sonora poderosa

Apresentado fora de competição no 82º Festival de Veneza, o longa arrancou aplausos de pé e elogios por sua direção artística e pela performance vocal de Mana Ashida, que já havia trabalhado com Hosoda em O Menino e o Mundo dos Demônios. A canção “Hateshi naki”, composta especialmente para o filme, tem sido descrita como um hino de esperança após a dor, e promete marcar presença entre as trilhas mais memoráveis do cinema japonês recente.

Lançamento internacional e planos futuros

A distribuição japonesa ficará por conta da Toho, enquanto a Sony Pictures Classics será responsável pelo lançamento internacional, com uma exibição especial de qualificação a prêmios prevista para o fim de 2025. O lançamento comercial fora do Japão deve ocorrer em fevereiro de 2026, com forte aposta em festivais e indicações.

Solo Leveling: Karma | Novo jogo expande o universo da franquia e ganha previsão de lançamento

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Os fãs de Solo Leveling mal terminaram de digerir as emoções da segunda temporada do anime, Arise from the Shadow, quando uma nova notícia caiu como uma magia épica: vem aí Solo Leveling: Karma. Mas atenção — não é uma terceira temporada. Trata-se de um novo jogo ambientado no universo da série, que promete mergulhar ainda mais fundo nas sombras que moldaram o mundo dos caçadores.

Previsto para 2026, o jogo será lançado para computadores e dispositivos móveis, trazendo uma história inédita que se passa entre os eventos da narrativa original e os acontecimentos de Solo Leveling: Ragnarok — a aguardada sequência que deve expandir o legado de Sung Jinwoo. As informações são do Omelete.

Ou seja, estamos falando de um hiato de 27 anos entre as duas séries — e é exatamente nesse espaço de tempo que os jogadores vão se aventurar em Karma.

Uma ponte entre eras

Solo Leveling: Karma promete funcionar como uma espécie de elo entre a era do lendário Sung Jinwoo e o futuro sombrio que virá em Ragnarok. O game vai explorar as consequências do poder que Jinwoo acumulou, e como o equilíbrio do mundo dos caçadores foi afetado após seus atos.

Ainda não há muitos detalhes sobre a trama, mas especula-se que o jogador poderá controlar novos personagens que vivem à sombra do herói original — guerreiros, magos e caçadores tentando sobreviver em um mundo que ainda sente os ecos do “Jogador Solitário”.

No trailer divulgado, é possível ver visuais impressionantes, batalhas rápidas e um sistema de progressão que parece ter sido inspirado diretamente no conceito central do universo de Solo Leveling: subir de nível, evoluir e desafiar os próprios limites.

Do webtoon ao império multimídia

O sucesso de Solo Leveling é um daqueles fenômenos que mostram a força da cultura pop coreana no mundo. Criado por Chugong, a obra nasceu como uma web novel publicada na plataforma KakaoPage em 2016. Rapidamente ganhou versão em webtoon (HQ digital) ilustrada por Jang Sung-Rak, mais conhecido como Dubu, da Redice Studio — o artista que ajudou a dar rosto e identidade visual à saga, mas que faleceu em 2022, deixando um legado reverenciado por fãs no mundo todo.

A série em quadrinhos terminou em 2021 com 179 capítulos, e continua sendo um dos títulos mais lidos e influentes da Ásia. Em 2024, a A-1 Pictures, estúdio responsável por sucessos como Sword Art Online e Kaguya-sama: Love is War, levou Solo Leveling para as telas em uma adaptação animada — e foi um estouro.

A primeira temporada foi exibida de janeiro a março de 2024 e se tornou um dos animes mais comentados do ano. A segunda, Arise from the Shadow, chegou em janeiro de 2025, elevando o nível da produção e aprofundando o desenvolvimento emocional de Jinwoo.

Agora, com o anúncio de Karma, a franquia parece seguir o caminho natural dos grandes universos narrativos: expandir-se além das telas, entrando no território dos games e preparando terreno para o que vem a seguir.

O que esperar do jogo?

Desenvolvido pela Netmarble, gigante dos jogos mobile que já trabalhou em títulos como Seven Knights e Ni no Kuni: Cross Worlds, Karma promete misturar ação em tempo real, elementos de RPG e narrativa cinematográfica.

A proposta é entregar uma experiência dinâmica, com sistemas de combate personalizáveis e missões que exploram as consequências morais das ações do jogador — daí o nome “Karma”. Cada decisão poderá impactar o destino dos personagens e do mundo à sua volta.

E, claro, não faltará o que todo fã espera: chefões absurdamente poderosos, gráficos sombrios e estilizados, e aquela trilha sonora épica que faz cada batalha parecer o fim (ou o começo) de uma era.

Entenda o legado de Sung Jinwoo

Mesmo que Karma se passe após os eventos de Jinwoo, o protagonista continua sendo a alma da franquia. É o seu mito que paira sobre cada novo caçador que tenta deixar a própria marca.

A história de Jinwoo começou de forma modesta: ele era o “caçador mais fraco do mundo”, enfrentando monstros em masmorras apenas para sobreviver. Mas, após ser escolhido por um misterioso “Sistema”, sua vida mudou completamente — ele passou a ter a habilidade única de subir de nível indefinidamente, quebrando todas as regras conhecidas.

A jornada de Jinwoo foi marcada por solidão, sacrifício e poder absoluto, temas que continuam ecoando em Karma. Afinal, o preço de ser um deus entre humanos sempre foi alto demais — e agora o jogo promete explorar as consequências desse desequilíbrio.

Atualmente, o anime está disponível no catálogo da Crunchyroll, com legendas em português e dublagem para quem prefere acompanhar a saga de Sung Jinwoo em sua própria língua. Já os fãs que desejam mergulhar na versão original em quadrinhos podem encontrar o mangá publicado pela editora Panini, que traz edições caprichadas e com excelente qualidade de impressão.

Vale a pena assistir O Agente Secreto? O novo thriller político de Kleber Mendonça Filho é uma experiência poderosa, densa e imperdível

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Se tem um diretor no Brasil que nunca joga seguro, esse é Kleber Mendonça Filho. E em O Agente Secreto, seu novo filme, ele prova mais uma vez que está interessado em muito mais do que apenas contar uma história — ele quer nos colocar dentro dela, nos fazer desconfortáveis, atentos, e, de alguma forma, cúmplices.

O longa, que fez sua estreia mundial em Cannes e saiu de lá coroado com prêmios importantes — incluindo Melhor Direção para Mendonça e Melhor Ator para Wagner Moura — chega aos cinemas brasileiros cercado de expectativa. E com razão. O filme é um daqueles que dividem opiniões, mas dificilmente deixam alguém indiferente.

Recife, 1977: onde tudo ferve

Recife volta a ser o coração pulsante do cinema de Mendonça Filho, mas dessa vez a cidade é outra. A capital pernambucana retratada no filme é sombria, densa, cheia de segredos e câmeras imaginárias. É 1977, época de ditadura, censura e paranoia — e o ar parece pesar a cada esquina.

É nesse cenário que conhecemos Marcelo, um ex-acadêmico que tenta sobreviver à margem do sistema. Só que logo descobrimos que ele também é Armando — e que as identidades, no mundo que o cerca, são tão instáveis quanto a própria noção de verdade.
Wagner Moura dá vida a esse homem dividido com uma intensidade impressionante. Ele é calado, mas fala muito com o olhar. É o tipo de personagem que carrega o peso do país inteiro nos ombros — e de algum modo, a gente sente junto.

Um thriller político que não entrega o jogo

Quem for ao cinema esperando um suspense com tiros, perseguições e conspirações no estilo hollywoodiano pode se frustrar. O longa-metragem é outro tipo de thriller. Aqui, a tensão não vem da ação — vem do não dito, do olhar desconfiado, da sensação de estar sendo observado o tempo todo.

Kleber Mendonça Filho brinca com os códigos do gênero, mas os vira do avesso. Nada é simples, nada é direto. Há momentos em que a trama parece se perder em digressões, em lembranças, em detalhes aparentemente banais — mas é aí que o diretor encontra a força de seu cinema. Cada fragmento, cada corte, cada silêncio constrói algo maior: o retrato de um país tentando se entender.

E é impossível não notar o paralelo com o presente. Ainda que a história se passe em 1977, há ecos que ressoam até hoje — o controle, o medo, a manipulação da verdade. Mendonça parece dizer, com ironia e tristeza: o tempo passa, mas o jogo continua o mesmo.

Wagner Moura, em estado de arte

É impossível falar de O Agente Secreto sem destacar Wagner Moura. O ator, que há tempos vem equilibrando grandes produções e projetos autorais, entrega aqui uma de suas performances mais complexas. Seu personagem é um enigma: intelectual, fugitivo, idealista e, ao mesmo tempo, cúmplice de seu próprio silêncio.

Há uma cena — sem spoilers — em que Armando simplesmente observa o reflexo de si mesmo em uma janela suja, enquanto uma rádio toca notícias do regime. É um momento de puro cinema, onde nada acontece e tudo acontece. Moura segura a câmera com o olhar, e a gente entende por que ele saiu de Cannes com o prêmio de Melhor Ator.

O elenco de apoio também se destaca: Maria Fernanda Cândido é pura elegância e firmeza; Gabriel Leone traz juventude e inquietação; Alice Carvalho surpreende em uma presença breve, mas intensa; e Udo Kier empresta ao filme aquela aura enigmática que só ele tem.

Um espelho, não um retrato

No fundo, a trama é menos sobre espionagem e mais sobre memória. É um filme que nos faz pensar sobre o que escondemos, o que preferimos não ver, e o que fingimos ter esquecido.
É cinema que pede envolvimento — o tipo de obra que não acaba nos créditos finais, mas continua ecoando depois, nas conversas, nos silêncios, na sensação de que há algo de nós ali.

Talvez por isso o público saia do cinema com sentimentos mistos: fascínio, confusão, angústia. E isso é ótimo. Porque Mendonça não quer respostas. Ele quer diálogo. Quer que a gente se perca um pouco — para se encontrar em outro lugar.

Vale a pena assistir?

Vale — e muito.
Mas não vá esperando um passatempo. O Agente Secreto é daqueles filmes que pedem tempo, atenção e entrega. Ele não facilita, não explica, não embala. E é justamente isso que o torna tão poderoso.

É cinema feito com coragem, com inteligência e com amor pelo que o cinema pode ser: um instrumento de reflexão, de resistência e de arte.

Amazon encomenda Escorted, nova comédia romântica estrelada e criada por Brett Goldstein

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A Amazon Studios confirmou oficialmente a produção de Escorted, nova série de comédia estrelada, roteirizada e produzida por Brett Goldstein, astro britânico consagrado por sua atuação em Ted Lasso. A produção, desenvolvida em parceria com a Warner Bros. Television, promete trazer uma abordagem espirituosa e emocional sobre amor, paternidade e segundas chances — temas que dialogam com o humor inteligente e sensível que consagrou o ator. As informações são do Deadline.

Descrita como uma comédia romântica moderna, a série acompanha a vida de um pai divorciado em Manhattan (interpretado por Goldstein) que, após uma série de equívocos, acaba se tornando acompanhante masculino. A partir dessa reviravolta inusitada, o protagonista mergulha em um processo de autoconhecimento enquanto tenta equilibrar os desafios da criação compartilhada dos filhos, o caos da vida urbana e a busca por novas formas de intimidade.

A sinopse, divulgada pela Amazon, define o tom da série como “uma reflexão bem-humorada sobre segundas chances e sobre a possibilidade — ou não — de comprar a verdadeira intimidade”. Filmada no formato de meia hora, com câmera única, a produção faz parte do contrato de exclusividade que Goldstein mantém com a Warner Bros. Television, e será distribuída globalmente pelo Prime Video.

Brett Goldstein: do humor britânico ao sucesso internacional

Com uma carreira marcada pela versatilidade, Brett Goldstein é hoje um dos nomes mais respeitados da comédia televisiva. Nascido em Sutton, Londres, em 17 de julho de 1980, o ator, roteirista e comediante começou sua trajetória nos palcos de stand-up e em curtas-metragens independentes antes de ganhar projeção internacional.

Seu talento para unir drama e humor ficou evidente em Ted Lasso (Apple TV+), série em que interpreta Roy Kent, um ex-jogador de futebol de temperamento explosivo e coração sensível. Além de atuar, Goldstein também integrou a equipe de roteiristas da produção — um trabalho que lhe rendeu dois prêmios Emmy consecutivos de Melhor Ator Coadjuvante em Série de Comédia, em 2021 e 2022.

Conhecido pelo humor ácido e por personagens que oscilam entre a dureza e a ternura, Goldstein construiu uma carreira sólida não apenas na frente das câmeras, mas também nos bastidores. Além de atuar, ele assina produções de sucesso como Shrinking (Apple TV+), estrelada por Jason Segel e Harrison Ford, e o aclamado podcast Films To Be Buried With, no qual conversa com convidados sobre filmes que marcaram suas vidas.

Da experiência pessoal à criação artística

Curiosamente, parte da inspiração de Goldstein como criador vem de experiências bastante improváveis. Antes da fama, o ator viveu uma temporada em Marbella, na Espanha, onde trabalhou em um clube de striptease comprado por seu pai durante uma “crise de meia-idade”.

A situação, inusitada por si só, se transformou em material para seu show de stand-up Brett Goldstein Grew Up in a Strip Club, apresentado no Festival Fringe de Edimburgo. Desde então, ele vem explorando em sua obra a fronteira entre vergonha, empatia e humor, características que prometem marcar também a narrativa de Escorted.

Um olhar contemporâneo sobre o amor e a paternidade

A trama da série parte de uma ideia aparentemente cômica — um pai que se torna acompanhante por acidente — para explorar temas mais profundos e atuais, como o isolamento emocional, as transformações nas dinâmicas familiares e a vulnerabilidade masculina.

O protagonista, um homem que tenta reorganizar sua vida após o divórcio, encontra na nova profissão uma forma inesperada de se reconectar com os outros e, principalmente, consigo mesmo. Entre encontros constrangedores, reflexões sobre paternidade e tentativas de recomeço, Escorted busca equilibrar o riso e a emoção em doses iguais.

A proposta reflete o estilo que Brett Goldstein consolidou ao longo de sua carreira: comédias que fazem rir, mas também provocam reflexão. Como em Ted Lasso e Shrinking, o humor em Escorted promete vir acompanhado de camadas de humanidade, explorando o amor sob uma ótica mais realista e imperfeita.

O que esperar da série

Se há algo que Brett Goldstein provou ao longo de sua carreira, é sua habilidade em contar histórias sobre pessoas comuns de maneira extraordinária. Em Escorted, a promessa é de uma comédia inteligente e emocional, que questiona a maneira como nos relacionamos e o que realmente buscamos quando falamos de amor e conexão.

Miá Mello e Danton Mello vivem as delícias e os caos da vida em Mãe Fora da Caixa, comédia que estreia nos cinemas em novembro

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A maternidade e a paternidade nunca foram assuntos simples — e é justamente por isso que Mãe Fora da Caixa promete conquistar o público com uma mistura deliciosa de humor, afeto e identificação. O longa-metragem é inspirado no livro best-seller de Thaís Vilarinho.

Estrelado por Miá Mello (Meu Passado Me Condena: O Filme, Vai Que Cola, Tô Ryca!, Anitta Entrou no Grupo) e Danton Mello (Amazônia: O Despertar da Florestania, Um Lugar ao Sol, Sessão de Terapia, De Pernas pro Ar 2), o longa chega aos cinemas de todo o Brasil em 27 de novembro, com direção de Manuh Fontes (De Pernas pro Ar 3) e distribuição da +Galeria.

Na história, Miá Mello interpreta Manu, uma mulher acostumada a ter o controle de tudo — o trabalho, o corpo, a casa, o tempo, a vida. Tudo funcionava, até que… nasce sua primeira filha. De repente, o relógio parece não dar conta, as prioridades mudam, e Manu precisa se redescobrir entre mamadeiras, noites mal dormidas e momentos de pura doçura.

É uma montanha-russa emocional — ora caótica, ora linda — que reflete o que tantas mães sentem, mas nem sempre dizem em voz alta: a culpa, o cansaço, o medo de errar, e também o amor que transborda. Ao lado dela está André, vivido por Danton Mello (Haja Coração, Malhação, O Segredo de Davi, Cine Holliúdy), um cara de espírito livre, apaixonado pela esposa e entusiasmado com a ideia de ser pai. Ele é o tipo de homem que mergulha de cabeça na aventura da paternidade, mesmo sem ter manual algum para isso.

O longa-metragem vai além da maternidade: é também um olhar divertido e sincero sobre a vida a dois após a chegada dos filhos. Manu e André representam aquele casal moderno que tenta equilibrar as contas, dividir as tarefas e manter o amor vivo no meio do caos — algo que qualquer pai ou mãe vai reconhecer com um sorriso (ou um suspiro cansado).

A química entre Miá Mello (220 Volts, As Seguidoras, Os Farofeiros 2) e Danton Mello é um dos pontos altos do filme. Mesmo sendo a primeira vez que atuam juntos, os dois criam uma sintonia natural, com uma cumplicidade que transborda na tela.

O filme é inspirado no livro Mãe Fora da Caixa, de Thaís Vilarinho, que se tornou um fenômeno entre mães de todo o país. A obra já havia ganhado uma adaptação para os palcos, estrelada pela própria Miá Mello, e agora chega aos cinemas com um olhar ainda mais amplo — incluindo a perspectiva da paternidade e os desafios da vida a dois.

Com roteiro assinado por Patrícia Corso (Carrossel: O Filme), Clara Peltier (Meu Álbum de Amores) e Tita Leme (Vai Que Cola: O Começo), o longa mergulha nas dores e delícias de um período de grandes transformações. É sobre rir das próprias falhas, abraçar o improviso e entender que ninguém nasce sabendo ser pai ou mãe.

Além da dupla principal, o elenco traz nomes como Xando Graça (Vai Que Cola, A Dona do Pedaço, Guerra dos Sexos), Malu Valle (Cheias de Charme, Verdades Secretas 2, Flor do Caribe), Ester Dias (Segunda Chamada, Aruanas, O Rei da TV), Lidiane Ribeiro (De Perto Ela Não é Normal, Família Paraíso, Nosso Lar 2: Os Mensageiros) e Welder Rodrigues (Tá no Ar: A TV na TV, Zorra, Porta dos Fundos, Detetive Madeinusa), que ajudam a compor esse retrato divertido (e por vezes caoticamente real) da parentalidade.

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