O Telefone Preto 2 | Novo trailer revela retorno de Ethan Hawke e promete expandir universo do terror

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Foto: Reprodução/ Universal Pictures

O mundo do cinema de terror se prepara para um retorno que promete gelar a espinha: O Telefone Preto 2 chega aos cinemas brasileiros no dia 16 de outubro, trazendo novamente a mistura de suspense psicológico e horror sobrenatural que tornou o primeiro filme um fenômeno em 2022. Com direção de Scott Derrickson e roteiro assinado pelo próprio Derrickson em parceria com C. Robert Cargill, a sequência chega com a missão de ampliar o universo original, explorando novos mistérios, medos e ameaças que desafiam os protagonistas — e, é claro, o público.

O trailer, que você pode conferir logo abaixo, já deixou claro que a produção não se contenta apenas em repetir a fórmula do primeiro filme. Em vez disso, ele aposta em uma tensão crescente, combinando cenas de suspense cuidadosamente coreografadas, uma atmosfera densa e perturbadora, e o retorno de personagens que marcaram o público com suas histórias de trauma e sobrevivência. Cada frame do trailer sugere que o terror vai além do físico: ele se infiltra na mente, fazendo o espectador sentir o medo junto com os personagens.

O sucesso que abriu caminho para a sequência

O primeiro filme, inspirado na obra do escritor Joe Hill, filho de Stephen King, se tornou rapidamente um fenômeno global. Com mais de 160 milhões de dólares em bilheteria, ele conquistou tanto críticos quanto espectadores, graças à mistura inovadora de horror psicológico, vilões memoráveis e performances marcantes. Mais do que sustos rápidos, a produção explorou traumas, relações familiares e a tensão emocional de quem enfrenta o mal de frente, criando uma experiência cinematográfica que ultrapassou o simples gênero de terror.

Agora, com a sequência, o desafio é elevar essa narrativa ainda mais, aprofundando personagens, revelando segredos inéditos e ampliando o universo ameaçador criado pelo Sequestrador. Derrickson e Cargill deixam claro que não se trata apenas de repetir fórmulas: o objetivo é criar uma experiência cinematográfica imersiva, angustiante e emocionalmente complexa.

Foto: Reprodução/ Universal Pictures

Ethan Hawke retorna como o Sequestrador

Um dos elementos mais aterrorizantes do primeiro filme foi, sem dúvida, a performance de Ethan Hawke como o Sequestrador. Quatro vezes indicado ao Oscar, Hawke trouxe ao vilão uma presença física intimidadora, inteligência perversa e nuances psicológicas que fizeram do personagem um dos antagonistas mais memoráveis do cinema recente. No trailer da sequência, sua atuação novamente se destaca, revelando um Sequestrador ainda mais calculista e implacável.

O vilão não é apenas um perseguidor físico; ele representa medos primordiais e traumas não resolvidos, lembrando ao público que o mal pode persistir mesmo após a aparente derrota. Derrickson e Cargill exploram esse lado psicológico, mostrando que a ameaça do Sequestrador transcende o mundo real, tornando-se uma força sombria que testa os limites da coragem e da sanidade dos protagonistas.

Finn e Gwen enfrentam novos terrores

O trailer também dá sinais de que Finn e Gwen, interpretados por Mason Thames (Como Treinar o Seu Dragão e Se Não Fosse Você) e Madeleine McGraw (A Maldição do Colar e Segredos Em Sulphur Springs), retornarão ainda mais marcados pelo passado. Quatro anos após o sequestro que quase destruiu suas vidas, os irmãos ainda carregam os traumas daquela experiência. Finn aparece mais introspectivo, tentando reconstruir sua vida e lidar com as cicatrizes físicas e emocionais do passado, enquanto Gwen começa a receber ligações misteriosas em seus sonhos, que a guiam até um isolado acampamento de inverno cercado de enigmas.

O ambiente gelado do acampamento, mostrado no trailer, não é apenas visualmente impactante; ele simboliza isolamento, vulnerabilidade e tensão psicológica, elementos clássicos do terror. A neve, o frio e a sensação de confinamento elevam o suspense, criando um cenário perfeito para que os irmãos enfrentem tanto o medo físico quanto o psicológico, enquanto descobrem que o mal nunca desaparece completamente.

Uma sequência que expande o universo original

Diferentemente de muitas sequências que se limitam a repetir fórmulas, “O Telefone Preto 2” busca expandir o universo do primeiro filme. O trailer sugere que novas histórias de vítimas serão exploradas, revelando camadas ocultas do Sequestrador e aprofundando o alcance do terror que ele representa. Derrickson comentou em entrevistas que a intenção era criar uma narrativa em que o mal funciona também como metáfora, simbolizando traumas que permanecem mesmo após a ameaça aparente ser eliminada.

O suspense do trailer não se baseia apenas em sustos repentinos. As ligações enigmáticas, visões perturbadoras e interações tensas entre os personagens mostram que o terror mais eficaz é aquele que se infiltra na mente, deixando o público inquieto mesmo depois que as luzes se acendem na sala de cinema.

Elenco diversificado e sólido

Além dos protagonistas, a sequência traz um elenco equilibrado entre veteranos e novos talentos, fortalecendo a narrativa com performances consistentes. Jeremy Davies e Miguel Mora retornam, garantindo continuidade emocional à trama, enquanto Demián Bichir, indicado ao Oscar e conhecido por seu trabalho em “Uma Vida Melhor”, se junta ao elenco, prometendo acrescentar profundidade e intensidade.

Outros nomes que se destacam no trailer incluem Arianna Rivas, Maev Beaty e Graham Abbey, cada um contribuindo para um mundo crível, mesmo dentro do terror extremo que a narrativa exige. A diversidade de experiências e interpretações adiciona riqueza à história, permitindo que o público se conecte com múltiplas perspectivas e intensifique a sensação de imersão.

Scott Derrickson e o domínio do suspense moderno

A direção de Scott Derrickson é novamente um ponto alto da produção. Reconhecido por combinar horror com elementos sobrenaturais e psicológicos, Derrickson tem a capacidade de criar uma atmosfera envolvente, equilibrando sustos, tensão emocional e narrativa complexa. No trailer, sua assinatura é clara: cada cena é pensada para aumentar a ansiedade do espectador, mantendo-o em constante expectativa.

Como coautor do roteiro, Derrickson consegue integrar perfeitamente direção e narrativa. Essa coerência criativa garante que cada elemento do filme — do timing dos sustos à construção detalhada dos personagens — contribua para a experiência geral, resultando em uma sequência que expande o universo original e oferece novas camadas de terror e suspense.

Vale a pena assistir Tron: Ares? Um espetáculo visual que desafia a nostalgia, mas perde força na trama

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Quando se pensa em Tron, imediatamente vem à mente um universo digital único, onde luzes de neon iluminam circuitos e arenas virtuais se tornam palcos de batalhas memoráveis. O clássico de 1982 já impressionava pelo seu design inovador e pela ousadia de transportar o público para dentro de um computador, criando uma experiência cinematográfica praticamente inédita na época. Dez anos após Tron: O Legado, a Walt Disney Pictures finalmente lança Tron: Ares, a terceira parcela da franquia, dirigida por Joachim Rønning e estrelada por Jared Leto, Greta Lee, Evan Peters, Jodie Turner-Smith, Gillian Anderson e Jeff Bridges. Mas a pergunta que paira no ar é inevitável: vale a pena conferir este novo capítulo?

O filme tem a difícil tarefa de equilibrar duas frentes: honrar a estética digital que marcou o universo Tron e, ao mesmo tempo, dialogar com questões contemporâneas sobre tecnologia, identidade e poder. No entanto, essa ambição, embora louvável, se choca com uma execução que frequentemente se mostra confusa e superficial.

Um legado cinematográfico que pesa

Para entender as expectativas que cercam Tron: Ares, é preciso revisitar a história conturbada da produção. Desde 2010, logo após o lançamento de O Legado, a ideia de uma sequência já circulava entre os criadores. Roteiros foram reescritos diversas vezes, diretores e atores mudaram, e títulos provisórios como Tron: Ascension surgiram e desapareceram. A Disney, com sua postura cautelosa, adiou indefinidamente o projeto, enquanto os fãs aguardavam ansiosamente por uma continuação que pudesse expandir o universo estabelecido. Esse histórico cria uma pressão dupla: o longa precisa satisfazer tanto os fãs antigos quanto atrair novos espectadores em um mercado saturado de ficção científica.

A narrativa original de Tron se destacava por sua coerência interna: o mundo digital tinha regras claras, um estilo visual próprio e personagens que, apesar da artificialidade, transmitiam emoções e dilemas compreensíveis. Tron: Ares, por outro lado, parece se perder em meio à nostalgia, tentando recriar o brilho visual dos filmes anteriores sem oferecer uma trama igualmente robusta. A sensação é de que o filme se apoia mais na memória afetiva do público do que em suas próprias qualidades.

Um elenco de peso, mas subaproveitado

Jared Leto assume o papel-título como Ares, mas sua presença, embora visualmente marcante, não é suficiente para salvar o roteiro. Greta Lee como Eve Kim e Evan Peters como Julian Dillinger oferecem performances corretas, mas a falta de profundidade nos personagens impede qualquer conexão emocional significativa com o público. Jodie Turner-Smith, no papel de Athena, é uma das poucas a demonstrar energia e intenção dramática, mas seus momentos são isolados e pouco explorados.

Jeff Bridges retorna como Kevin Flynn, trazendo uma pontinha de nostalgia e credibilidade ao filme, mas até mesmo ele parece limitado pelo roteiro, incapaz de imprimir a complexidade de antes. Gillian Anderson, sempre elegante, desempenha Elisabeth Dillinger com classe, mas sua função na história é periférica, reforçando a sensação de que o longa falha em criar protagonistas memoráveis ou relacionamentos convincentes.

Essa lacuna entre elenco e narrativa é crucial: quando os personagens não têm motivação clara ou desenvolvimento coerente, mesmo os atores mais talentosos não conseguem segurar a trama. Em Tron: Ares, o público é constantemente lembrado de que está diante de uma obra que prioriza o espetáculo visual em detrimento da construção emocional.

Estética e ação: brilho sem substância

Visualmente, Tron: Ares é um deleite. A produção investe pesado em efeitos especiais, cenários digitais e sequências de ação que remetem à identidade visual da franquia. As motos de luz, as arenas e a transposição do mundo digital para o urbano impressionam e comprovam o domínio técnico da equipe. No entanto, a estética, por mais impressionante que seja, funciona muitas vezes de maneira isolada, sem integrar-se à narrativa.

As perseguições e batalhas, embora visualmente coreografadas com precisão, carecem de tensão real. A sensação de perigo e urgência, que era fundamental no primeiro filme, é substituída por um show de luzes e efeitos. A tecnologia, que no universo original tinha um propósito narrativo claro, aqui é exibida como fim em si mesma. O resultado é uma experiência que encanta os olhos, mas deixa o espectador emocionalmente distante.

A trilha sonora, grandiosa e energética, cumpre parcialmente o papel de preencher essas lacunas. Porém, em vez de fortalecer a narrativa, funciona mais como um colchão sonoro, destacando ainda mais o vazio da história central. Sequências inteiras parecem clipes estilizados, lindos de ver, mas sem carga dramática ou impacto duradouro.

Problemas de roteiro e narrativa

O maior desafio de Tron: Ares está no roteiro. Jesse Wigutow e Jack Thorne tentam construir uma história que dialogue com o mundo contemporâneo, abordando temas como obsessão tecnológica, consumismo e o impacto da mídia digital. No entanto, essas reflexões permanecem superficiais. Diálogos pouco inspirados e personagens que agem sem motivação consistente minam qualquer tentativa de crítica social ou filosófica.

O filme parece dividido entre duas ideias conflitantes: reviver a nostalgia de O Legado e, simultaneamente, atualizar o universo para um público moderno. Infelizmente, nenhuma das duas vertentes é explorada com profundidade. Referências ao passado funcionam mais como comparações do que como homenagem, lembrando ao espectador do quanto o original era ousado e inventivo. Em vez de expandir o universo, Ares se contenta em repetir fórmulas seguras, evitando riscos criativos que poderiam gerar momentos memoráveis.

Nostalgia versus inovação

A nostalgia é uma faca de dois gumes em Tron: Ares. Ela garante um reconhecimento imediato, mas também destaca as falhas do filme. Onde o primeiro Tron impressionava por sua inovação e coragem estética, Ares se apega a elementos já testados, sem ousar realmente. Cada piscadela para o passado reforça a sensação de que a produção teme criar algo novo, e isso enfraquece o impacto da história.

O desafio era enorme: revitalizar uma franquia cultuada, mantendo a identidade visual e conceitual, e ainda assim oferecer algo inovador. A decisão de transpor a ação para o mundo real poderia ter sido uma oportunidade de ouro, criando sequências eletrizantes que explorassem o contraste entre digital e físico. No entanto, a execução segura e previsível resulta em momentos que impressionam mais pela técnica do que pelo storytelling.

Tron: Ares e o déficit emocional

Se há um ponto crítico em Tron: Ares, é a ausência de conexão emocional. Personagens pouco desenvolvidos, motivação confusa e diálogos superficiais tornam difícil qualquer empatia. O público não se preocupa verdadeiramente com os riscos enfrentados, e os conflitos parecem mais decorativos do que centrais. Efeitos visuais e conceitos futuristas não substituem a necessidade de narrativa sólida ou envolvimento emocional.

Em Tron: O Legado, a relação entre Sam e Quorra era um dos pilares que sustentava a trama, oferecendo uma tensão emocional e uma história de aprendizado e descoberta. Em Ares, relações semelhantes existem, mas são diluídas por excesso de exposição visual e falta de profundidade dramática. A sensação é de um filme fragmentado, bonito de ver, mas frio para sentir.

Vale a pena assistir?

Tron: Ares é, sem dúvida, uma experiência visual marcante. Para aqueles que buscam efeitos especiais, cores neon e uma transposição digital-realidade, o filme oferece momentos de grande beleza estética. Porém, quando se olha para além da superfície, a obra revela suas fragilidades: narrativa fraca, personagens pouco desenvolvidos, diálogos insatisfatórios e um apego à nostalgia que impede inovação.

Se você é um fã de longa data da franquia, provavelmente assistirá motivado pela curiosidade e pela lembrança afetiva de Tron: O Legado. Nesse caso, prepare-se para se deslumbrar com o visual, mas aceite que a experiência emocional e narrativa será limitada. Para novos espectadores, Ares pode funcionar como entretenimento escapista, mas dificilmente criará conexão duradoura ou provocará reflexão sobre os temas que pretende abordar.

Em última análise, Tron: Ares é um filme que impressiona mais pela forma do que pelo conteúdo. Ele cumpre parcialmente o papel de expandir o universo Tron, mas esquece que a força real da franquia sempre esteve na combinação equilibrada de estética, narrativa e ideias provocativas. Sem personagens memoráveis ou tensão dramática, o longa se torna um espetáculo visual bonito, porém vazio.

Saiba qual filme vai passar na Supercine deste sábado (3) na TV Globo

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Se você gosta de histórias cheias de reviravoltas, personagens suspeitos e diálogos afiados, o Supercine deste sábado, 3 de janeiro de 2026, entrega exatamente isso. A TV Globo exibe Entre Facas e Segredos, um dos filmes policiais mais elogiados dos últimos anos, que revitalizou o gênero do “quem matou?” com inteligência, humor ácido e um elenco afiadíssimo.

Lançado originalmente em 2019 e dirigido por Rian Johnson, o longa conquistou crítica e público ao misturar investigação clássica com comentários sociais atuais, tudo embalado por uma narrativa elegante e surpreendente. Não à toa, o filme se tornou um fenômeno mundial e deu origem a uma bem-sucedida franquia estrelada por Daniel Craig no papel do excêntrico detetive Benoit Blanc.

Um crime elegante no coração de uma família disfuncional

A trama começa logo após a comemoração dos 85 anos de Harlan Thrombey, um renomado escritor de romances policiais vivido por Christopher Plummer. O cenário é uma mansão imponente em Massachusetts, repleta de objetos antigos, segredos e ressentimentos silenciosos. Na manhã seguinte à festa, Harlan é encontrado morto, com a garganta cortada.

À primeira vista, tudo indica suicídio. A polícia local está pronta para encerrar o caso rapidamente, mas a chegada inesperada do detetive particular Benoit Blanc muda completamente o rumo da investigação. Contratado de forma anônima, Blanc não se contenta com respostas fáceis e passa a observar com atenção cada detalhe, cada contradição e cada olhar desconfortável dos presentes.

E motivos não faltam. A família Thrombey é um verdadeiro campo minado emocional: filhos ressentidos, netos mimados, disputas por dinheiro e um histórico de relações quebradas. Todos tinham algo a ganhar — ou a perder — com a morte do patriarca.

Benoit Blanc: um detetive fora do comum

Daniel Craig entrega uma de suas performances mais divertidas e inesperadas da carreira. Distante da imagem de James Bond, seu Benoit Blanc é teatral, meticuloso e dono de um sotaque sulista carregado, que se tornou uma das marcas registradas do personagem.

Blanc não investiga apenas fatos, mas comportamentos. Ele observa silêncios, hesitações e pequenas falhas morais. Sua presença funciona quase como um espelho, refletindo o que cada personagem tenta esconder — inclusive de si mesmo.

Ao lado dele, a investigação ganha camadas cada vez mais complexas, especialmente quando a enfermeira de Harlan, Marta Cabrera (Ana de Armas), entra em cena.

Marta Cabrera e o peso da consciência

Marta é, à primeira vista, a pessoa menos suspeita da história. Gentil, dedicada e extremamente competente, ela cuidava de Harlan com atenção quase familiar. No entanto, o filme rapidamente revela que Marta acredita ter cometido um erro fatal na noite da morte do escritor: a troca acidental de medicamentos que teria levado à overdose de morfina.

A partir daí, Entre Facas e Segredos subverte as expectativas do público. Em vez de esconder a verdade do espectador, o filme nos coloca dentro do dilema moral de Marta, acompanhando suas tentativas desesperadas de fazer a coisa certa enquanto tenta escapar de uma condenação que acredita merecer.

Ana de Armas brilha no papel, entregando uma personagem profundamente humana, cuja incapacidade física de mentir — ela vomita sempre que tenta — se torna um símbolo poderoso de sua integridade em contraste com a hipocrisia da família Thrombey.

Herança, ganância e luta de classes

Um dos pontos mais afiados do roteiro de Rian Johnson surge na leitura do testamento. Contra todas as expectativas, Harlan deixa toda a sua fortuna para Marta, excluindo completamente os familiares. O gesto funciona como uma bomba narrativa e escancara o verdadeiro caráter de cada membro da família.

A partir desse momento, o filme assume também um tom de crítica social. Questões como desigualdade de riqueza, privilégio, imigração e oportunismo passam a ocupar o centro da narrativa. Os Thrombeys, que antes se diziam progressistas e afetuosos com Marta, rapidamente revelam preconceitos e ameaças veladas, incluindo a possibilidade de deportação da mãe da jovem.

É nesse ponto que Entre Facas e Segredos deixa claro que seu mistério vai além do crime: trata-se de uma investigação sobre moralidade, poder e quem realmente merece ocupar certos espaços.

Reviravoltas até o último minuto

Sem entrar em spoilers excessivos, o filme constrói sua reta final com uma sucessão de revelações engenhosas. O personagem Ransom Drysdale, vivido por Chris Evans em um de seus papéis mais deliciosamente detestáveis, ganha destaque como uma peça-chave no quebra-cabeça.

O desfecho é um verdadeiro exercício de roteiro bem amarrado, onde cada detalhe apresentado ao longo do filme encontra seu propósito. Nada está ali por acaso — uma marca clara do cuidado de Rian Johnson na construção da narrativa.

Sucesso absoluto e legado garantido

Entre Facas e Segredos estreou mundialmente no Festival de Toronto e chegou aos cinemas com excelente recepção. Com um orçamento de cerca de US$ 40 milhões, o filme arrecadou mais de US$ 312 milhões ao redor do mundo, tornando-se um dos maiores sucessos originais de sua década.

O reconhecimento veio também em forma de prêmios e indicações, incluindo uma nomeação ao Oscar de Melhor Roteiro Original e o prêmio de Melhor Elenco pelo National Board of Review.

O sucesso foi tão grande que, em 2021, a Netflix investiu pesado na franquia, garantindo duas continuações. Glass Onion chegou em 2022, e o terceiro filme, Wake Up Dead Man, tem estreia prevista para dezembro de 2025.

Acerte ou Caia 11/05/2025: Programa recebe Adriana Bombom, Camila Loures, Dado Dolabella e Eleandro Passaia

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Neste domingo, 11 de maio de 2025, o “Acerte ou Caia!” vai ser diferente. E muito especial. Em clima de comemoração do Dia das Mães, Tom Cavalcante comanda uma edição que promete emocionar, divertir e aquecer o coração. É dia de colocar o amor de mãe (e o espírito competitivo também!) à prova com um time de duplas superqueridas: mães e filhos famosos, lado a lado, disputando prêmios e protagonizando momentos inesquecíveis. Se prepara que vem muita nostalgia, carinho e bom humor por aí!

Adriana Bombom e Lily Nobre

Essa dupla é puro brilho e simpatia! Adriana Bombom marcou gerações com seu jeito único na TV — quem não lembra dela nos tempos de Xuxa? — e também participou de A Fazenda, mostrando que não foge de desafios. Já a filha, Lily Nobre, herdou o talento dos pais (ela é filha do cantor Dudu Nobre) e vem se destacando como cantora e compositora. Ah, e ela também já foi jurada do Canta Comigo! As duas são pura energia e prometem trazer uma dose generosa de diversão, música e conexão familiar.


Camila Loures e Lilian Loures

A internet vai parar pra ver essas duas juntas! Camila Loures é um fenômeno nas redes sociais — são mais de 30 milhões de seguidores acompanhando seus vídeos, desafios, vlogs e podcasts. Ela é carisma puro! E sabe de quem ela puxou isso tudo? Da mãe, Dona Lilian, que também tem seu canal no YouTube e adora compartilhar receitas e momentos em família. As duas têm uma relação linda e devem arrancar muitas risadas (e quem sabe umas lágrimas de emoção também) durante o jogo.


Caio Paduan e Ivana Paduan

Caio é aquele tipo de ator que a gente vê na TV e sente que conhece há anos. Com mais de 15 anos de carreira, já fez de tudo um pouco — teatro, novela, série… E agora está brilhando na RECORD, com papéis em Reis e na próxima superprodução Paulo, O Apóstolo. Ao lado dele vai estar Dona Ivana, sua mãe, que tem um jeitão firme e carinhoso. A sintonia entre os dois é linda, e a gente mal pode esperar pra ver como essa dupla vai se sair nas perguntas e desafios do programa!


Dado Dolabella e Pepita Rodríguez

Essa dupla é puro talento! Dado ficou conhecido tanto pelas novelas quanto por vencer a primeira edição de A Fazenda. Além disso, ele também canta e tem uma legião de fãs. Já sua mãe, Pepita Rodríguez, é uma verdadeira dama da TV. Nascida na Espanha, mas com alma brasileira, ela fez história nas novelas e hoje se dedica à literatura — já escreveu quatro livros! Depois de um tempinho longe da TV, Pepita está de volta ao palco ao lado do filho, e a gente aposta que vai ser emocionante vê-los juntos.


Eleandro Passaia e Enedina Passaia

Pra fechar esse time com chave de ouro, temos o jornalista e apresentador Eleandro Passaia, do Balanço Geral. Sempre sério nas notícias, agora ele vai mostrar seu lado mais descontraído ao lado da mãe, Dona Enedina. Os dois têm uma conexão linda, e ela, que sempre foi presença constante na vida do filho, agora entra em cena como parceira de jogo. Vai ser lindo ver essa troca entre mãe e filho, cheia de cumplicidade e carinho.

Um domingo pra rir, se emocionar e lembrar da força desse laço que é pra vida toda. O especial do Dia das Mães no Acerte ou Caia! promete ser daqueles programas que aquecem o coração. Então já deixa o controle na mão, junta a família no sofá e vem curtir com a gente essa homenagem cheia de amor!

Indomável: nova série com Eric Bana estreia em 17 de julho na Netflix e promete ação e tensão em meio à natureza selvagem

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Foto: Reprodução/ Internet

A Netflix já tem data marcada pra te tirar do sofá e te jogar no meio do mato — literalmente. Indomável, nova série original com Eric Bana, estreia no dia 17 de julho de 2025, e promete te prender como poucos thrillers conseguem. Mas esqueça crimes em becos escuros ou perseguições em ruas movimentadas: aqui, o perigo mora entre árvores, trilhas isoladas e silêncios que gritam mais do que qualquer tiro.

Quem é o “xerife” do mato?

Na trama, Kyle Turner (Eric Bana) é um agente especial do Serviço de Parques Nacionais. Mas ele não está ali só pra cuidar de animais ameaçados ou colocar placas educativas nas trilhas. Turner faz parte de uma divisão de elite chamada Serviços Investigativos, algo como o FBI das florestas americanas. Ele é chamado quando algo dá muito errado — e alguém precisa resolver antes que a natureza esconda todas as pistas.

Turner carrega mais do que um distintivo. Carrega traumas, escolhas duvidosas e um senso de justiça que nem sempre cabe nos manuais. Ao longo dos episódios, o personagem vai precisar enfrentar um caso tão denso quanto o próprio ambiente ao seu redor — e nada será simples.

A floresta guarda mais do que árvores

O trailer oficial de Indomável já dá o tom do que vem por aí: mistério, tensão, ameaças invisíveis e um cenário que parece bonito demais pra ser confiável. Cada plano é uma pintura — mas como toda boa obra, carrega rachaduras escondidas.

E se o ambiente já cria um clima de desconfiança, o elenco só reforça o peso da narrativa: além de Bana, a série conta com Sam Neill, Rosemarie DeWitt, Wilson Bethel, Lily Santiago, Josh Randall e outros nomes fortes que ajudam a dar corpo e profundidade aos personagens. Ninguém está ali por acaso. Todo mundo esconde alguma coisa.

Entre o instinto e a lei

Indomável não é apenas uma série de ação. É uma história sobre sobrevivência, escolhas morais e o que acontece quando o certo e o errado se misturam em um lugar onde ninguém está olhando. O clima lembra produções como Wind River e True Detective, mas com uma assinatura própria: mais silenciosa, mais crua, mais próxima do humano.

Aqui, as ameaças não vêm só de foras-da-lei — vêm da culpa, do passado, da solidão e da responsabilidade de manter a ordem onde a natureza dita suas próprias regras.

Anota aí: 17 de julho

Se você curte suspense inteligente, paisagens de tirar o fôlego e personagens que erram, sofrem e lutam pra acertar, Indomável tem tudo pra ser sua nova obsessão.

“Caçadores do Fim do Mundo” | Diamond Films divulga trailer da aventura pós apocalíptica estrelada por Dave Bautista e Samuel L. Jackson

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No coração de um planeta devastado, onde o sol não é mais apenas fonte de vida, mas também de destruição, nasce uma história sobre a busca pela humanidade em meio ao caos. É esse cenário que dá o tom a “Caçadores do Fim do Mundo” (Afterburn), a nova aventura pós-apocalíptica que estreia nos cinemas brasileiros no dia 28 de agosto.

Mais do que um filme de ação, essa produção nos convida a refletir sobre o que realmente importa quando tudo ao redor parece ruir. No centro dessa narrativa está Jake, um ex-militar vivido por Dave Bautista, um homem marcado pelo passado e por cicatrizes invisíveis que só quem sobrevive entende.

Sobrevivência e redenção em cada passo

Jake não é um herói tradicional. Ele é a representação da resistência, da luta diária que muitos carregam silenciosamente. Vivendo em um mundo onde a lei foi substituída pela brutalidade, ele usa suas habilidades para encontrar artefatos — pequenos fragmentos do que a humanidade já foi, verdadeiros tesouros em um cenário esquecido.

Quando Valentine, papel de Samuel L. Jackson, entra em cena com a missão de recuperar uma obra de arte icônica, Jake se vê diante do desafio mais complexo da sua trajetória. Não é apenas uma caçada por objetos valiosos; é uma busca por sentido, por memória, por aquilo que não pode se perder mesmo diante do apocalipse.

Uma parceria forjada na adversidade

A interação entre Bautista e Jackson traz à tela uma dinâmica de tensão e cumplicidade, que revela as nuances humanas por trás da dureza do mundo pós-tempestade solar. São dois homens que, apesar das diferenças, compartilham o peso de sobreviver em um futuro incerto — e, talvez, a esperança de recomeçar.

Com a direção de J.J. Perry, especialista em coreografar cenas de tirar o fôlego, o filme equilibra ação eletrizante e emoção profunda, um convite para o público sentir cada passo dessa jornada árdua.

Vozes que ecoam no silêncio da destruição

Além dos protagonistas, o elenco conta com nomes que carregam histórias e personagens memoráveis, como Olga Kurylenko e Kristofer Hivju. Juntos, eles compõem um mosaico de personagens que refletem a diversidade e complexidade da luta pela sobrevivência

Uma obra que fala ao coração

“Caçadores do Fim do Mundo” é mais que uma aventura; é um olhar sensível sobre o que significa ser humano em um mundo que perdeu sua referência. É uma história que fala de perdas, de resiliência, de escolhas difíceis — e de um fio tênue de esperança que pode mudar tudo.

O trailer, já disponível em versões legendada e dublada, dá um gostinho dessa experiência, com imagens poderosas e sequências que prendem o espectador do primeiro ao último segundo.

No dia 28 de agosto, a Diamond Films convida o público brasileiro a embarcar nessa viagem intensa e emocionante. Um convite para olhar o apocalipse não só como destruição, mas também como um momento de reflexão sobre a força que existe em cada um de nós para enfrentar o desconhecido e buscar a luz mesmo quando tudo parece perdido.

“Roda Viva” desta segunda (28/07) recebe Miguel Nicolelis para debate sobre ciência, tecnologia e futuro

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Foto: Reprodução/ Internet

“Nem inteligente, nem artificial.” A frase, carregada de sarcasmo e ceticismo, resume em poucas palavras a visão provocadora de Miguel Nicolelis sobre o que hoje é considerado uma das maiores revoluções tecnológicas do século: a Inteligência Artificial. Mas, para ele, não passa de um nome pomposo dado a um conjunto de estatísticas sofisticadas. Essa crítica, direta e desconcertante, já dá o tom do que promete ser uma das edições mais incendiárias do Roda Viva em 2025.

Na próxima segunda-feira, 28 de julho, às 22h, a TV Cultura transmite ao vivo a entrevista com um dos neurocientistas mais renomados — e controversos — do mundo. Conhecido por romper fronteiras entre ciência, filosofia e política, Nicolelis não mede palavras quando o assunto é o futuro da humanidade, a ética na tecnologia ou o papel da ciência na transformação social. Seu retorno ao centro da roda acontece em um momento crucial de debates sobre o avanço da IA, o papel do cérebro humano no século digital e o lugar do pensamento crítico em um mundo hiperconectado, mas nem sempre lúcido. As informações são da TV Cultura.

A entrevista poderá ser acompanhada também pelo app Cultura Play e nas redes sociais oficiais da emissora — YouTube, X (antigo Twitter), TikTok e Facebook. E, como manda a tradição do programa, o cartunista Luciano Veronezi estará ao vivo registrando em traços os momentos mais emblemáticos da conversa.

Um brasileiro que ouviu o cérebro

Miguel Ângelo Laporta Nicolelis nasceu em São Paulo, em 27 de março de 1961. Filho da escritora Giselda Laporta Nicolelis e do juiz Ângelo Nicolelis, cresceu em um ambiente que valorizava o conhecimento e o pensamento crítico. Desde cedo, aprendeu a questionar verdades prontas — uma postura que carregaria consigo ao longo da vida.

Formado em Medicina pela USP, Nicolelis escolheu um caminho pouco convencional: queria ouvir o cérebro, entender como os neurônios se comunicavam em tempo real, e, mais ousadamente, como essa comunicação poderia ser decodificada e traduzida em ação física. Na virada dos anos 1990, seu trabalho com neuroengenharia começou a ganhar visibilidade nos Estados Unidos, onde se estabeleceu como pesquisador e professor na Duke University.

Foi pioneiro no desenvolvimento de interfaces cérebro-máquina, tecnologia que permite a pacientes com paralisia movimentarem membros robóticos ou próteses a partir da leitura da atividade elétrica cerebral. Um feito que rompeu com paradigmas científicos e colocou seu nome entre os mais citados da neurociência global.

O chute que o mundo nunca esqueceu

Se há um momento que sintetiza a ousadia de Nicolelis e sua visão de futuro, ele aconteceu em 12 de junho de 2014. Na abertura da Copa do Mundo, no estádio do Corinthians, em São Paulo, um jovem paraplégico deu o chute simbólico inicial da partida com o auxílio de um exoesqueleto robótico controlado por sinais do próprio cérebro.

Foi a concretização do projeto Andar de Novo, coordenado por Nicolelis no Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra, em Natal (RN). A imagem correu o mundo: um brasileiro, usando um aparato futurista, demonstrando que era possível caminhar — ainda que simbolicamente — sem movimentar os próprios músculos.

Mas a comunidade científica, como de costume, dividiu-se. Algumas revistas classificaram a demonstração como “limitada” ou “publicitária”. Houve quem aplaudisse o avanço da interface, e quem a visse como sensacionalismo. Nicolelis, no entanto, permaneceu fiel ao seu objetivo: “Foi um passo simbólico para milhões de pessoas no mundo que precisam saber que a ciência pode oferecer esperança.”

A política da ciência

Não é de hoje que Miguel ultrapassa as barreiras do laboratório. Durante a pandemia de Covid-19, foi uma das vozes mais ativas na imprensa, em redes sociais e em artigos de opinião. Seu posicionamento crítico frente às políticas públicas negacionistas do governo Bolsonaro o transformou em alvo de ataques, mas também em referência para setores que defendiam a ciência como pilar das decisões emergenciais.

Nicolelis coordenou, junto a outros pesquisadores, estudos epidemiológicos no Brasil e ofereceu alternativas ao colapso do sistema de saúde, propondo lockdowns regionais e testagens em massa. Em muitos momentos, sentiu que sua voz foi ignorada — algo que, segundo ele, custou vidas. “Fomos preteridos por um governo que escolheu o caos como política”, declarou em entrevistas à época.

Essa atuação reforçou uma faceta pouco explorada da ciência brasileira: a de cientistas que não se escondem em publicações técnicas, mas que falam à sociedade com clareza, assumindo os custos e riscos da exposição pública.

A entrada na ficção: “Nada Mais Será Como Antes”

Em 2025, Nicolelis surpreendeu ao lançar seu primeiro romance de ficção: Nada Mais Será Como Antes. A obra, um thriller distópico recheado de reflexões filosóficas e críticas sociais, mostra um futuro no qual a humanidade se vê refém de uma tecnocracia global controlada por algoritmos.

Inspirado em experiências reais e em sua leitura crítica do presente, o livro propõe uma reflexão inquietante: e se estivermos entregando nosso destino a máquinas que não pensam, mas decidem? O título, emprestado da canção de Milton Nascimento e Ronaldo Bastos, é um manifesto: não há retorno possível quando cruzamos certos limiares éticos e tecnológicos.

A recepção foi positiva. Além de garantir uma adaptação cinematográfica em fase inicial, a obra consolidou Nicolelis como um intelectual multifacetado, que transita entre ciência, política e arte com fluidez — algo cada vez mais raro em um mundo de especialistas isolados.

Uma crítica à inteligência que não pensa

Um dos pontos mais controversos — e mais aguardados — da entrevista no Roda Viva será o debate sobre Inteligência Artificial. Nicolelis tem sido uma das vozes mais contundentes contra o “fetichismo tecnológico” em torno da IA. Para ele, atribuir inteligência a algoritmos é um erro conceitual grave.

“Não há nada de artificial na inteligência, e muito menos inteligência nesses sistemas”, afirma. “Eles apenas identificam padrões estatísticos. Não têm consciência, não têm emoção, não sabem que existem. Nós, humanos, sabemos. Essa é a diferença fundamental.”

Ele reconhece os avanços da IA em tarefas específicas, como diagnósticos por imagem ou previsões de tráfego. Mas alerta para o risco de projetarmos nesses sistemas capacidades que eles não possuem. “O problema não é o que a IA pode fazer. É o que as pessoas acreditam que ela possa fazer. Esse descompasso pode custar caro.”

A participação de Nina da Hora, pesquisadora de tecnologia com foco em ética e inclusão, promete tensionar e enriquecer essa discussão. Nina tem pautado o debate sobre racismo algorítmico e governança digital no Brasil e no exterior, e deve trazer contrapontos à visão de Nicolelis, ainda que ambos partam de preocupações semelhantes sobre os rumos da tecnologia.

A bancada que pensa

O programa desta segunda reunirá uma bancada plural e qualificada para entrevistar Nicolelis. Além de Nina da Hora, estarão presentes:

  • Denis Russo Burgierman, jornalista e escritor, conhecido por traduzir ciência com linguagem acessível;
  • Pedro Teixeira, repórter da Folha de S.Paulo especializado em tecnologia e inovação;
  • Petria Chaves, da CBN, com uma abordagem mais sensível e humanizada;
  • Rafael Garcia, jornalista de ciência do jornal O Globo, com olhar técnico e preciso.

A presença desses nomes sugere uma entrevista que deve ir além do factual. Espera-se que temas como espiritualidade, paternidade, desigualdade social e o papel do Brasil na ciência global também estejam na pauta.

O cérebro coletivo como modelo de civilização

Entre as contribuições mais ousadas de Nicolelis está a ideia do “cérebro coletivo”. Ele propõe que, assim como neurônios operam em conjunto para formar pensamentos, emoções e ações, sociedades humanas deveriam aprender a agir como redes neurais complexas, em sincronia.

Essa teoria, que extrapola a biologia e entra no campo da filosofia política, defende a cooperação como elemento central da evolução humana. Em tempos de hiperindividualismo e tribalismo digital, sua proposta soa quase utópica — mas profundamente necessária.

“O futuro da humanidade depende da nossa capacidade de pensar em conjunto, não de competir uns com os outros. A natureza do cérebro é coletiva. E nós esquecemos disso”, afirma.

Um legado que inspira

Nicolelis é um cientista, mas também é um educador. Em Natal, no Instituto Santos Dumont, ele investe há mais de uma década na formação de jovens de comunidades periféricas. Lá, ciência é também afeto, inclusão e cidadania. O Instituto oferece desde atendimento em reabilitação até cursos técnicos e oficinas de robótica.

Esse lado menos visível de sua atuação talvez seja o mais transformador. Ele não quer apenas construir máquinas comandadas por pensamento — quer construir uma sociedade em que todos tenham acesso ao pensamento crítico. E, para isso, aposta na educação, na ciência cidadã e na autonomia local.

Martin Lawrence troca o riso pelo medo em “Gaiola Mental”, filme da “Super Tela” deste sábado (02/08)

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Foto: Reprodução/ Internet

Você conhece Martin Lawrence pelas gargalhadas. Pelas caretas em “Vovó… Zona”, pelos gritos e explosões em “Bad Boys”. Mas neste sábado, 2 de agosto de 2025, a Super Tela da Record TV traz uma face quase desconhecida do ator: a do medo. No suspense, o comediante americano abandona o humor para mergulhar em um universo sombrio, onde arte e morte se entrelaçam em um jogo psicológico inquietante.

Com John Malkovich e Melissa Roxburgh no elenco, o longa americano não é só mais um thriller criminal. É uma experiência claustrofóbica sobre obsessão, fé distorcida e a linha tênue entre justiça e loucura. O filme chega à TV aberta dois anos depois de ser redescoberto pelo público nas plataformas digitais — e carrega uma nova camada de interesse: a curiosidade em ver Lawrence em um papel dramático, frio, silencioso.

Entre quadros e cadáveres: o enigma começa

Na trama, uma série de assassinatos estilizados começa a chamar atenção: os corpos surgem em cenas que mais parecem instalações artísticas de horror. São crimes assinados por um imitador, que recria obras macabras inspiradas em um serial killer preso, conhecido como “O Artista”. Para deter essa nova onda de mortes, os detetives Jake Doyle (Lawrence) e Mary Kelly (Roxburgh) decidem recorrer ao próprio assassino original — interpretado com brilhantismo gélido por John Malkovich.

É nesse triângulo de tensão que o filme se desenrola: um veterano cansado, uma investigadora em busca de redenção e um monstro preso, mas longe de estar domado. O resultado é um diálogo constante entre racionalidade e delírio, com cada passo levando os personagens (e o espectador) a um labirinto mental sem saída fácil.

Martin Lawrence, um estranho no ninho sombrio

Lawrence é o elemento surpresa do filme. Sem piadas, sem exageros, sem alívio cômico. Seu detetive Doyle é introspectivo, ferido, alguém que já viu coisas demais e confia de menos. E é justamente por isso que sua presença funciona. O peso da desconfiança está em cada gesto, cada silêncio, cada olhar que não quer se envolver, mas precisa.

Em entrevistas após o lançamento, Lawrence revelou que buscava “um desafio que o tirasse da zona de conforto” e encontrou neste roteiro “um convite para o desconforto”. Missão cumprida. Sua performance é contida, mas firme — e, para muitos fãs, reveladora de um talento ainda inexplorado.

Foto: Reprodução/ Internet

Malkovich e o vilão que não grita

O grande vilão do filme não grita. Não corre. Não aparece com faca em punho. John Malkovich cria um personagem que aterroriza com pausas, com palavras escolhidas, com teorias que fazem sentido demais. “O Artista” é um assassino culto, que cita versículos bíblicos e compara seus crimes a atos divinos. O tipo de figura que perturba não só pela violência, mas por parecer… logicamente coerente.

Suas conversas com a detetive Mary são como partidas de xadrez verbais, cheias de armadilhas escondidas. E é aí que Melissa Roxburgh brilha: sua personagem entra nesse mundo como quem pisa em terreno sagrado — e cada vez mais contaminado.

Trilha sombria e atmosfera pesada

Gravado no Arkansas, com produção marcada por dificuldades técnicas e protocolos de segurança da pandemia, o filme opta por um visual carregado: luzes frias, sombras constantes, planos fechados e uma trilha sonora que mais provoca calafrios do que emoção. O diretor Mauro Borrelli, conhecido por trabalhos visuais em grandes blockbusters, aqui foca em simbologia: tudo na tela tem um duplo sentido. A cruz em segundo plano, o reflexo no espelho, a pintura rasgada. Nada é gratuito.

Essa estética reforça a sensação de aprisionamento — mental e físico — que envolve os personagens e, de certa forma, também o público. O filme não quer ser confortável. Ele quer que você respire com dificuldade junto com os detetives.

Da rejeição à redenção: o fenômeno do streaming

No lançamento, em 2022, o filme não teve a recepção calorosa que seus produtores esperavam. A crítica foi dura: no Rotten Tomatoes, o índice de aprovação foi de apenas 18%. Muitos apontaram semelhanças óbvias com clássicos do gênero, como “Seven” e “O Silêncio dos Inocentes”, mas sem a mesma sofisticação.

Mas a história não acabou ali. Em 2024, quase do nada, longa-metragem entrou no radar da Netflix e explodiu: alcançou o Top 10 em vários países e acumulou milhões de horas assistidas. O público pareceu finalmente perceber o que o marketing inicial não soube vender: o filme não é uma reinvenção do gênero, mas um retrato curioso da fragilidade humana diante da monstruosidade racional.

Onde assistir?

Se você não viu o longa-metragem nos cinemas ou deixou passar no streaming, agora tem uma nova oportunidade: o suspense vai ao ar neste sábado, às 23h15. É a chance perfeita de conferir gratuitamente uma trama intensa e cheia de reviravoltas, direto da sua televisão. E, caso prefira assistir em outro momento, o filme também está disponível para aluguel digital no Prime Video, a partir de R$ 14,90, além de outras plataformas de vídeo sob demanda — basta conferir nos catálogos da sua operadora ou serviço favorito.

O filme vale a pena?

É verdade: “Gaiola Mental” não inventa a roda. Mas não precisa. Seu valor está no que ele provoca: a curiosidade de ver um comediante em sua versão mais soturna, o desconforto diante de um vilão que fala com calma demais, e aquela sensação de que a arte pode ser tão perigosa quanto uma arma.

Sessão da Tarde – Saiba qual filme vai passar nesta quarta-feira (13)

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Nesta quarta, 13 de agosto, a TV Globo exibe na tradicional Sessão da Tarde o filme brasileiro Um Tio Quase Perfeito 2, sequência da comédia familiar que conquistou o público em 2017. Com direção de Pedro Antônio Paes e roteiro de Sabrina Garcia, Rodrigo Goulart e Leandro Muniz, o longa retoma a história de Tony, um tio carismático e atrapalhado que, após abandonar a vida de trambiqueiro, tenta se transformar no herói da família e ganhar o coração dos sobrinhos Patricia, Valentina e João.

Mas a chegada de Beto, novo namorado da irmã Ângela, traz uma reviravolta à rotina pacata da casa e acende a chama da disputa por atenção e carinho, especialmente entre Tony e o intruso. Repleto de confusões, situações engraçadas e uma dose de drama familiar, o filme traz à tona questões universais como ciúmes, amor, aceitação e os desafios do convívio entre gerações diferentes.

O longa-metragem é mais que uma comédia leve e divertida. Ele reflete o jeito brasileiro de lidar com as relações familiares, misturando humor com temas cotidianos. Em um cenário onde o tio figura como um personagem quase lendário dentro do núcleo familiar, Tony representa o familiar imperfeito, mas com um coração gigante, que tenta ao máximo se redimir das falhas do passado para ser alguém digno da confiança e do afeto dos sobrinhos.

O filme é uma sequência que soube aproveitar a fórmula do sucesso do primeiro longa, de 2017, sem perder sua essência. A repetição do elenco principal e da equipe de produção trouxe naturalidade e coesão, elementos que ajudam o espectador a se conectar emocionalmente com os personagens e suas histórias.

Personagens que encantam e divertem

O grande destaque é, claro, Marcus Majella, que retorna ao papel de Tony com seu carisma único, trazendo uma mistura de ingenuidade, teimosia e bom humor. Tony é aquele tio quase perfeito, pois erra muito, se mete em confusões e não sabe como agir diante das mudanças da família, mas que se esforça para fazer o melhor por aqueles que ama.

Os sobrinhos, interpretados por Julia Svacinna (Patrícia), Sofia Barros (Valentina) e João Barreto (João), dão frescor e autenticidade ao filme, com personagens que transitam entre a inocência da infância e as primeiras descobertas da adolescência, criando cenas que os adultos reconhecem do seu próprio cotidiano familiar.

Letícia Isnard interpreta Ângela, a irmã de Tony, que, ao encontrar um novo amor em Beto (Danton Mello), vê seu mundo e o da família se transformar. Beto, por sua vez, surge como um personagem amável, mas que acaba despertando o ciúme do tio, gerando uma série de planos e estratégias cômicas para desmascará-lo, o que rende momentos hilários.

Ana Lúcia Torre, como a matriarca Cecília, imprime um tom de sabedoria e equilíbrio, sendo o alicerce que ajuda a amenizar os conflitos familiares, sempre com doses de humor e ternura.

Uma produção que valoriza o Brasil

As filmagens foram realizadas no Rio de Janeiro e região serrana, locais que não apenas servem de cenário, mas valorizam a identidade brasileira da produção. Locais como Petrópolis, Lagoa Rodrigo de Freitas, Laranjeiras e Ipanema são palco para cenas que mostram uma diversidade de ambientes, do urbano ao mais tranquilo, criando um panorama que o público local reconhece e o público de outras regiões admira.

A parceria entre Arpoador Audiovisual, Globo Filmes, Sony Pictures e Morena Filmes garantiu um trabalho com produção caprichada e qualidade técnica compatível com as melhores comédias familiares nacionais. Sob a direção experiente de Pedro Antônio Paes, conhecido por seu talento em comédias, o filme mantém um ritmo ágil e equilibrado, com piadas que funcionam para crianças e adultos.

Desafios do lançamento em meio à pandemia

Lançado em janeiro de 2021, o filme teve sua estreia marcada por um cenário desafiador: o fechamento temporário dos cinemas e as restrições causadas pela pandemia da COVID-19. Mesmo assim, o filme conseguiu atrair mais de 78 mil espectadores e arrecadar mais de R$ 1 milhão, números expressivos para uma produção nacional em tempos tão difíceis.

Além da bilheteria, o longa recebeu indicações importantes na 21ª edição do Grande Otelo, prestigiando sua qualidade nas categorias de Melhor Longa-metragem Infantil e Melhor Ator Coadjuvante para Danton Mello.

Mensagens que ficam para além das risadas

Embora seja uma comédia leve, o filme também traz mensagens valiosas sobre família, perdão e aceitação. Tony, apesar de suas falhas, mostra a importância do esforço para crescer, mudar e valorizar os vínculos afetivos. A convivência entre gerações, com suas desavenças e reconciliações, é representada com sensibilidade e humor, lembrando ao espectador que a família é feita de momentos imperfeitos, mas essenciais.

As crianças no elenco ajudam a transmitir a simplicidade e a pureza do amor familiar, enquanto os adultos mostram como é possível superar as diferenças e inseguranças quando a empatia prevalece.

O legado e a despedida de Eduardo Galvão

O filme também marca um momento especial para o público e para o cinema nacional: é um dos últimos trabalhos do ator Eduardo Galvão, que interpreta Gustavo, o pai ausente na trama. Sua morte em 2020, em decorrência da COVID-19, deixou uma lacuna na produção artística brasileira. A participação dele em Um Tio Quase Perfeito 2 traz um significado afetivo e simbólico, representando o valor da família e a importância de deixar um legado.

Globo Repórter desta sexta (15/08) realiza viagem pelo universo boiadeiro e a cultura caipira do Brasil

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Foto: Reprodução/ Internet

Nesta sexta, 15 de agosto de 2025, o Globo Repórter convida o público a uma viagem pelo interior do Brasil, para conhecer de perto a vida no campo e o universo boiadeiro. Em uma edição especial, o programa mostra não apenas o trabalho diário de peões e peoas, mas também a tradição que se mantém viva há décadas, entrelaçando história, música, moda e gastronomia rural. A coprodução com a EPTV, afiliada da Globo, leva o telespectador a um mergulho no cotidiano sertanejo, destacando o orgulho de quem nasceu e cresceu em meio à roça e aos rodeios. As reportagens, assinadas por Dirceu Martins e Paulo Gonçalves, capturam os detalhes que tornam essa cultura tão rica e autêntica.

A cultura caipira vai muito além da estética: está no sotaque carregado, nas expressões típicas, nas vestimentas e no jeito de viver. Mesmo com a modernização, essas tradições permanecem como pilares do estilo de vida rural, adaptando-se ao tempo sem perder a essência. No interior de São Paulo, por exemplo, o “r” puxado é uma marca registrada, assim como o apego à vida no campo e o cuidado com os animais.

José Maria, conhecido como ‘Seu Zelão’, de 73 anos, é um exemplo vivo dessa tradição. Casado há 54 anos com Dona Lúcia, que trabalha na produção de queijos desde os 12 anos, ele mantém em seu sítio 60 cabeças de gado e 28 vacas leiteiras, cada uma com nome próprio. “Sou caipira do pé rachado mesmo! Daqueles que vivem e gostam da roça”, conta. Para ele, nomear as vacas não é apenas sentimental: ajuda a organizar a ordenha de cada animal, mesmo que o processo hoje seja mecanizado. “Gostoso é levantar de manhã e ouvir o galo cantando, o mugido das vacas. Eu gosto da cidade, mas meu lugar é aqui”, diz Zelão com orgulho.

O universo das festas de peão

Em 2025, a famosa Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos completa 70 anos. Muito além das competições de montaria, esses eventos movimentam a economia, o turismo e consolidam a cultura sertaneja no país. São mais de 1.100 festas de peão realizadas anualmente no Brasil, sendo 180 integradas ao Circuito Mundial de Rodeios, que garante vagas em competições internacionais.

O programa mostra, nos bastidores, a dedicação de cada participante. Entre eles, o papel das mulheres se destaca. Ana Claudia Garcia, pioneira na função de “madrinheira”, percorre o país acompanhando os principais rodeios. As madrinheiras são essenciais: ajudam na preparação dos animais, orientam os peões e garantem que os animais retornem com segurança aos currais. “Ser madrinheira é mais do que acompanhar os peões. É cuidar dos animais e garantir que tudo aconteça da melhor forma possível. É uma responsabilidade enorme, mas o amor pelo rodeio supera tudo”, afirma Ana Claudia.

Moda sertaneja: tradição e inovação

O Globo Repórter também mostra como a moda sertaneja evoluiu ao longo dos anos. Dirceu Martins explica que o estilo cowboy conquistou as ruas, se modernizou e virou referência nacional. Jeans, botas, chapéus e couro se reinventam com bordados, brilhos e novas tecnologias. Designers estudam tendências e criam peças que unem tradição e contemporaneidade, tornando a moda sertaneja um fenômeno de criatividade e mercado.

“É impressionante acompanhar como a moda do mundo sertanejo evoluiu. A criatividade nas botas e nas calças jeans é incrível. Fiquei surpreso com a quantidade de bordados e brilhos que a indústria sertaneja está usando e com o impacto que isso tem no mercado”, comenta Dirceu Martins. A moda, assim como a música e as festas, serve como expressão de identidade. Cada detalhe do vestuário transmite orgulho e pertencimento, reforçando a ligação entre o peão, o campo e a tradição.

Música raiz e a Orquestra de Viola de Piracicaba

No interior de São Paulo, a música caipira é outro ponto alto da cultura. A Orquestra de Viola de Piracicaba resgata, há 20 anos, o que há de mais genuíno na música raiz. A região é berço de importantes sucessos sertanejos, e os músicos preservam essa herança, mostrando como a música se conecta com a família e o dia a dia do interior.

“A música sertaneja é uma linguagem do coração. Ela fala de amor, de trabalho, de dor e alegria, mas sempre com um pé na roça e outro na história das famílias”, comenta um dos músicos da orquestra. No programa, eles mostram a importância de manter viva a essência da viola, instrumento símbolo do universo caipira.

Peão moderno x peão raiz

A reportagem também evidencia a diferença entre o peão moderno e o peão raiz. Enquanto o primeiro busca modernidade e tecnologias para otimizar o trabalho, o segundo mantém hábitos tradicionais, valorizando o contato direto com os animais e a rotina rural. No entanto, ambos compartilham a mesma paixão pelo rodeio, o cuidado com os animais e o orgulho de representar a cultura caipira.

Paulo Gonçalves, repórter que também mergulhou nesse universo, relata: “Eu sou do interior, de Marília, e me considero um repórter caipira também. Foi uma experiência enriquecedora visitar propriedades rurais e sentir a receptividade das pessoas, um povo que gosta de uma boa prosa”. Ele enfatiza como o contato humano e o respeito pelas tradições são fundamentais para compreender a essência da vida no interior.

Economia, turismo e identidade cultural

As festas de peão e o universo sertanejo vão além da tradição e da diversão. Elas têm impacto direto na economia local e no turismo, gerando empregos e atraindo visitantes de todo o país. Hotéis, restaurantes, lojas de artigos sertanejos e produtores rurais se beneficiam do movimento desses eventos, que também promovem intercâmbio cultural e preservação de costumes regionais.

Além disso, essas festas reforçam a identidade cultural brasileira. Cada montaria, cada apresentação musical e cada peça de roupa contam uma parte da trajetória do povo sertanejo, mantendo viva a memória coletiva e fortalecendo os laços entre gerações.

Histórias de vida e amor pelo campo

O programa dedica parte da reportagem a histórias de vida que refletem o amor pelo campo. Dona Lúcia mantém técnicas tradicionais de produção de queijos, transmitindo seu conhecimento à família e à comunidade. Seu Zelão, além de cuidar do gado, compartilha memórias que atravessam décadas, mostrando que a vida no campo é marcada por disciplina, paciência e respeito pela natureza.

O cotidiano rural vai além do trabalho: é também lazer, cultura e convivência. Reuniões familiares, almoços aos domingos, celebrações e música compõem um mosaico que torna a vida no interior única. “A roça ensina o valor do tempo e da dedicação. Cada dia é uma lição de paciência, amor e respeito”, reflete Zelão.

O programa também aborda a educação no campo. Escolas rurais e projetos comunitários buscam conciliar o ensino formal com a valorização da cultura local, garantindo que crianças cresçam conectadas às suas raízes. Atividades como ordenha, cuidado com animais e cultivo de hortas complementam o aprendizado acadêmico, fortalecendo a identidade caipira e incentivando práticas sustentáveis.

O futuro da cultura sertaneja

Mesmo com modernização e urbanização, a cultura sertaneja segue viva, adaptando-se às novas gerações sem perder a essência. Festas de peão, música, moda e vida rural se reinventam, mantendo jovens e adultos conectados às tradições.

O Globo Repórter mostra que a cultura caipira é mais do que um estilo de vida: é um patrimônio vivo, que envolve história, arte, economia e emoção. Ao mergulhar nesse universo, o programa não apenas informa, mas emociona, transmitindo o orgulho de um povo que preserva suas raízes e as compartilha com o Brasil e o mundo.

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