A Warner Bros. Pictures acaba de abrir as portas de um novo universo animado — e a estreia já tem cara (e bigodes) de clássico. Foi divulgado o primeiro trailer de O Gatola da Cartola, longa que marca o lançamento da recém-criada Warner Bros. Pictures Animation nos cinemas. A produção chega às telonas em fevereiro de 2026 e promete encantar todas as idades com uma aventura recheada de magia, nonsense e afeto.
Inspirado na obra imortal de Dr. Seuss, o filme apresenta uma abordagem inédita do personagem icônico, com direção de Alessandro Carloni (Kung Fu Panda 3) e Erica Rivinoja (Trolls). A história se passa em um cenário totalmente original, onde o Gatola encara talvez seu maior desafio: provar que ainda é relevante em um mundo cada vez mais cético — ou correr o risco de perder sua cartola mágica para sempre.
Uma missão para salvar a imaginação (e o coração)
No trailer, conhecemos o excêntrico I.I.I.I. — Instituto para Instituir a Imaginação e a Inspiração, onde o Gatola trabalha ajudando crianças a redescobrirem sua criatividade. Mas algo não vai bem: sua capacidade de inspirar está em queda, e ele precisa de uma última chance para provar seu valor.
É então que entram em cena os irmãos Gabby e Sebastian, recém-chegados a uma cidade apagada e sem graça. Tudo muda quando o Gatola aparece — com sua cartola mágica e uma série de ideias improváveis — e leva os pequenos a uma jornada que mistura realidade, fantasia e muita confusão divertida.
Bill Hader lidera um elenco estelar
A voz do Gatola é interpretada por ninguém menos que Bill Hader, conhecido por seu humor afiado e versatilidade. Ele é acompanhado por um elenco de dubladores de primeira, que promete dar ainda mais carisma à produção.
Entre os nomes confirmados estão Xochitl Gomez, Matt Berry, Quinta Brunson, Paula Pell, Tiago Martinez, Giancarlo Esposito, America Ferrera, Bowen Yang e Tituss Burgess. Juntos, eles dão vida a personagens vibrantes, engraçados e tocantes, como manda o bom e velho estilo Seuss.
Magia com acessibilidade e representatividade
Mais do que uma nova aventura animada, O Gatola da Cartola é um convite à imaginação coletiva. Com roteiro original e foco em temas como empatia, criatividade e aceitação, o longa se posiciona como uma história atemporal — com coração de criança e consciência de adulto.
Além disso, o filme será lançado também em versões acessíveis, com audiodescrição, legendas e interpretação em Libras. É um passo importante para garantir que todas as crianças — e todos os públicos — possam viver essa experiência mágica.
Reinventar um personagem tão querido quanto o Gatola não é tarefa fácil, mas tudo indica que a Warner Bros. Animation acertou em cheio ao apostar em uma narrativa original, com identidade própria e respeito à essência do autor.
O Gatola da Cartola chega aos cinemas em fevereiro de 2026 com a promessa de se tornar um novo favorito das famílias, daqueles filmes que fazem você rir alto, se emocionar e sair da sala querendo inventar seu próprio mundo mágico.
Afinal, às vezes, tudo o que a gente precisa para transformar um dia cinza é uma boa história, um bom amigo… e uma cartola.
Adelina decide não abandonar a filha e opta por acompanhá-la em sua jornada até o fim. Ao mesmo tempo, Leda, convencida de que Paulina é moralmente superior à irmã, resolve tomar partido — e revela a Edmundo que o diário íntimo de Paola pode conter as provas capazes de inocentar Paulina de vez.
Do outro lado, Paola não se intimida. Disposta a tudo para sair ilesa, ela contrata o experiente Dr. Montezinos como seu advogado de defesa. Com habilidade e frieza, ela constrói uma narrativa onde se coloca como vítima — e Montezinos, convencido por suas mentiras, decide defendê-la com afinco, ignorando os sinais de manipulação.
Enquanto isso, no interior do país, Luciano Alcântara lê nos jornais a notícia sobre o iminente julgamento de Paulina. A antiga paixão por Paola já não tem mais espaço em sua nova vida: agora ele é um homem transformado, vivendo ao lado de Ester, sua esposa, que espera o primeiro filho do casal. Ao descobrir o drama que Paulina enfrenta, Ester toma uma decisão corajosa — comparecerá ao tribunal como testemunha de defesa. Ela e Filomena, fiel amiga de Paulina, prometem lutar por justiça.
No escritório, Edmundo surpreende Osvaldo ao recusar qualquer pagamento pelos serviços jurídicos. Mais do que advogado, ele se mostra apaixonado — e confessa, sem rodeios, seu amor por Paulina.
No momento mais tenso do capítulo, as duas irmãs finalmente se encaram. Em um embate carregado de ressentimento, Paulina revela que está com o diário íntimo de Paola em mãos — o mesmo que pode levá-la à prisão por anos. A discussão se intensifica, beirando a violência, com trocas de acusações, ameaças e revelações dolorosas. Paulina não esconde mais: está apaixonada por Carlos Daniel. Paola, por sua vez, se declara sua inimiga e promete que, se não conseguir assumir seu lugar, irá acusá-la publicamente de tentativa de homicídio.
Carlos Daniel, tomado pelo desespero ao saber que o diário sumiu, ordena uma busca imediata no quarto de Paulina. Em paralelo, Edmundo e ele se unem numa tentativa derradeira de convencer Paulina a entregar o documento antes que seja tarde demais — antes que Paola vença essa batalha.
Capítulo 072 – Segunda-feira, 07 de julho de 2025
Chega o tão aguardado dia do julgamento. A atmosfera no tribunal é densa, carregada de expectativa. Paulina mantém a serenidade, mesmo sabendo que enfrentará o depoimento implacável da própria irmã.
Carlinhos é o primeiro a depor. Comovido, ele defende Paulina com doçura e coragem, emocionando todos os presentes. Enquanto isso, longe dali, Willy reaparece na mansão para chantagear Estephanie mais uma vez. Mas ela já não é a mesma. Em uma discussão explosiva, ela revela que cancelou a procuração que lhe dava acesso aos bens da família. Humilhado e furioso, Willy ameaça ir ao tribunal e exigir duzentos mil dólares de Carlos Daniel para não testemunhar a favor de Paola.
No tribunal, Paola chega triunfante, maquiada como quem veste uma armadura. Altiva, se aproxima de Carlos Daniel e sussurra: está disposta a jogar Paulina atrás das grades — para sempre. Dr. Edmundo, atento, adverte Paulina: sua irmã veio armada com mentiras e está pronta para tudo.
Começa o julgamento. Paola depõe primeiro. Com frieza calculada, mente descaradamente ao relatar sua versão dos fatos, fazendo-se de vítima, distorcendo eventos, e se colocando como mártir de uma trama de engano e sofrimento. Mas, ao ser interrogada, seu sangue gela: Dr. Edmundo pergunta com quem ela estava na noite do acidente em Mônaco. Pálida, Paola alega mal-estar súbito. O juiz interrompe a sessão e pede que ela se retire.
Paulina, então, sobe ao banco das testemunhas. Para o choque geral, ela confirma a versão contada por Paola e, com lágrimas nos olhos, se declara culpada. Um silêncio tenso toma o tribunal.
Mas Edmundo não se deixa abater. Em um movimento estratégico, chama Luciano Alcântara para depor. Paulina se desespera: sabe que o testemunho de Luciano pode comprometer gravemente Paola. Na mansão, empregados revistam cada canto da casa em busca do diário de Paola — última esperança para salvar Paulina.
Durante o depoimento, a promotora questiona a veracidade das alegações de Luciano e exige provas. O juiz decide suspender o julgamento por dois dias. Enquanto isso, Viviana e Leandro iniciam os preparativos para o casamento, alheios à tensão que consome os Bracho.
Ao saber que Luciano depôs contra ela, Paola entra em fúria.
Capítulo 073 – Terça-feira, 08 de julho de 2025
Furiosa, Paola ordena que o Dr. Montezinos ofereça dinheiro a Luciano em troca da mudança do depoimento. Paralelamente, Luciano e Dr. Edmundo viajam ao litoral em busca de provas materiais que sustentem seu testemunho.
Paulina, isolada, liga para a irmã. A frieza de Paola a desconcerta. Sem conseguir manipular Luciano, Paola decide tentar Carlos Daniel. Em uma ligação calculada, diz ter uma proposta “de interesse mútuo”.
Acreditando que talvez haja arrependimento, Carlos Daniel a visita. Mas basta alguns minutos de conversa para perceber que Paola continua a mesma: manipuladora, cruel, fria. Ela revela seu plano — forçar Paulina a permanecer ao seu lado para sempre, usando chantagem emocional.
Quando Carlos cobra a proposta mencionada, Paola joga sujo: exige que ele convença Luciano a mudar o depoimento. Em troca, oferece o divórcio. Ele se recusa. Então Paola ameaça destruir Paulina e revelar aos filhos que ela é a verdadeira mãe.
No litoral, Edmundo e Luciano chegam à antiga casa onde Paulina viveu. Lá conhecem Célia e Filomena — testemunhas de tudo que Paola tentou esconder.
Capítulo 074 – Quarta-feira, 09 de julho de 2025
Célia e Filomena contam toda a verdade. Comprometem-se a depor a favor de Paulina e prometem estar no tribunal. Enquanto isso, Carlos Daniel deixa o hospital indignado. Minutos depois, Paola liga para a irmã, simulando fragilidade e medo da solidão. Com lágrimas falsas, consegue arrancar de Paulina a promessa de que ela nunca se casará com Carlos Daniel.
Paola tenta mais uma vez subornar Luciano, mas é em vão. O homem que um dia se deixou seduzir por ela agora está transformado — e recusa a oferta.
Osvaldo, tomado pelo arrependimento, procura Paulina. Diz que está disposto a se divorciar e construir uma nova vida ao lado dela. Mas Paulina, com firmeza, rejeita a proposta e o manda embora.
Carlos Daniel, cada vez mais temeroso das ameaças de Paola, ordena que toda a correspondência da casa seja entregue diretamente à vovó Piedade. Na mansão, Willy confessa a Estephanie que só se casou com ela por interesse. Mas a mulher frágil deu lugar a alguém decidido: ela exige que ele arrume um emprego ou suma de sua vida.
Paola, determinada, liga para vovó Piedade e avisa: voltará para a mansão no sábado — queiram eles ou não. Paulina visita a irmã no hospital. Sai devastada ao ouvir, da boca de Paola, que ela pretende retornar à mansão dos Bracho para atormentá-los e arrancar o que puder em dinheiro.
No tribunal, o julgamento recomeça. Dr. Edmundo apresenta novas testemunhas. Célia depõe com firmeza e revela a longa lista de amantes de Paola, entre eles Donato D’Ángele, que também comparece para depor. Até Antônia, Isabel e Moacyr manifestam desejo de testemunhar pela inocência de Paulina.
Enquanto isso, Osvaldo pede o divórcio a Lurdes, que, em desespero, ameaça matá-lo caso ele a abandone. Em meio a uma nova reviravolta, Carlos Daniel descobre, no tribunal, que Paola e Willy foram amantes. O golpe é duro. Enquanto isso, Lalinha encontra o diário de Paola — e toma uma decisão que pode mudar tudo.
Capítulo 075 – Quinta-feira, 10 de julho de 2025
O Dr. Edmundo chama Carlos Daniel para depor sobre o envolvimento entre Paola e Willy. Carlos não se esquiva: relata todas as manipulações da esposa, mas opta por omitir a história envolvendo a avó. Dona Piedade, então, se levanta, interrompe o depoimento do neto — e revela, com voz firme, que Paola a levou ao alcoolismo.
Enquanto isso, Osvaldo decide sair de casa. Lurdes tenta impedir a separação, mas, desta vez, nada o faz voltar atrás. O Dr. Montezinos, tentando salvar Paola, apresenta sua defesa — pintando-a como vítima de Paulina.
Nos bastidores, Paola avisa Elvira: se Paulina for inocentada, ela própria a matará. A tensão explode. O julgamento chega à reta final. Leda, torcendo pela condenação de Paulina, não perde tempo e tenta mais uma vez seduzir Carlos Daniel.
Quando o juiz ordena o esvaziamento da sala para deliberação, Lalinha entra, segurando o diário de Paola. Carlos Daniel o recebe, hesitante, mas decidido: se Paulina for condenada, ele o entregará como prova.
O veredicto é lido. Paulina é considerada inocente. Mas sua expressão não é de vitória — é de tristeza. Emocionada, reúne a família Bracho e anuncia que dedicará sua vida a cuidar da irmã.
Capítulo 076 – Sexta-feira, 11 de julho de 2025
Paulina deixa a prisão. Em reunião com a família Bracho, comunica que vai morar com sua amiga Célia e que, a partir de agora, sua prioridade será cuidar de Paola. Rodrigo sugere que ela assuma a fábrica, mas Paulina recusa: não pode ocupar um lugar que pertence, legalmente, à irmã.
Ao saber da absolvição, Paola entra em fúria. Ataca verbalmente o Dr. Montezinos, o culpa por sua derrota e exige alta médica do Dr. Galícia. Ordena a Elvira que prepare as malas — vai voltar à mansão.
Mas, ao chegarem, Dona Piedade barra a entrada. Elvira, arrogante, afirma que Paola tem direitos adquiridos e que os advogados confirmaram sua legalidade. O retorno de Paola parece inevitável. Carlos Daniel, transtornado, desabafa com Rodrigo: está disposto a matá-la.
A tensão preocupa toda a família. Leda, vendo que Carlos Daniel não será seu, decide investir no Dr. Edmundo — e quebra a cara mais uma vez. O advogado confessa que seu coração pertence a Paulina.
Mesmo ferida, Paulina visita Paola no hospital. Mais uma vez, oferece ajuda. Paola não hesita: avisa que voltará para a casa dos Bracho, mesmo que para isso precise destruir o pouco que ainda resta de paz na vida de todos.
Na tela, a poeira parece não assentar. A lama não seca. As palavras quase não saem — e talvez por isso o silêncio diga tanto. Em O Silêncio das Ostras, primeiro longa de ficção do premiado documentarista Marcos Pimentel, a tragédia de Brumadinho deixa de ser manchete e se transforma em carne, memória e ferida aberta. O filme estreou com aclamação no 26º Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro e chega agora aos cinemas de todo o Brasil como uma das obras mais urgentes, sensíveis e necessárias do nosso tempo.
Narrado pelos olhos da pequena Kaylane (vivida com delicadeza por Lavínia Castelari), o filme não traz heróis nem respostas fáceis. Apenas sobreviventes. Gente comum, como tantas que vivem (ou sobrevivem) nas sombras da mineração em Minas Gerais. Kaylane nasceu e cresceu em um vilarejo de operários onde a paisagem é seca, o tempo é pesado e os sonhos… enterrados. À sua volta, o pai, silenciado por anos de trabalho insalubre; a mãe Cleude (Sinara Telles), exausta de carregar nas costas os cacos de uma vida que a mineração não poupou.
Entre perdas sucessivas, Kaylane aprende cedo a conviver com a despedida. Cresce sozinha, cercada por irmãos que seguem o mesmo destino dos pais, e encontra nos insetos e na natureza — o que ainda resta dela — sua forma de entender o mundo. Há um lirismo estranho e profundo nisso tudo. O filme nos convida a ver pelos olhos dela, a sentir por dentro aquilo que a terra parece gritar, mas ninguém escuta.
“O filme nasceu do desejo de revisitar lugares que foram esvaziados. A mineração não extraiu só o minério — arrancou também a alma dessas comunidades”, conta o diretor Marcos Pimentel. A ficção ganha ainda mais força quando entrelaçada a imagens reais dos rompimentos de barragens, como os de Fundão (2015) e Brumadinho (2019), tragédias que mataram centenas, destruíram ecossistemas e deixaram marcas que seguem pulsando — invisíveis para muitos, mas ainda muito vivas para quem ficou.
O Silêncio das Ostras não é um filme sobre o passado. É sobre o presente que insiste em não mudar. É sobre o cotidiano de quem viu a água virar lama, os vizinhos virarem nomes em placas e os sonhos virarem silêncio. “Retratamos uma dor que ainda é real”, reforça Pimentel.
Mais do que denúncia, o longa é um manifesto poético. Uma tentativa de reocupar os vazios — geográficos e afetivos — deixados pelas mineradoras. A trilha é o silêncio, mas a imagem fala. E como fala.
Foto: Reprodução/ Cred Olhar Filmes
A beleza que resiste
A fotografia do filme aposta em tons ocres, quase sem vida, que contrastam com a imaginação fértil de Kaylane. Ali onde tudo parece morto, ela encontra beleza. Onde muitos já não enxergam saída, ela ainda procura caminhos. Há uma doçura trágica nisso. Uma força que emociona.
Com atuações marcantes de Bárbara Colen, Lavínia Castelari, Sinara Telles e um elenco profundamente comprometido com a verdade da história, o filme transforma um cenário devastado em palco de resistência emocional. É sobre crescer no meio do fim do mundo. E, ainda assim, sonhar.
Estreia nacional
Além de Belo Horizonte, O Silêncio das Ostras entra em cartaz esta semana em diversas capitais e cidades brasileiras, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Porto Alegre, Salvador, Fortaleza, Curitiba, Brasília, Manaus, Belém, Vitória, Londrina e Sorocaba.
Após emocionar o público em uma sessão lotada no Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, no Rio de Janeiro, o documentário Yõg Ãtak: Meu Pai, Kaiowá estreia nesta quinta-feira (11) nos cinemas brasileiros. Mais do que um filme, ele é um reencontro histórico, uma cura familiar e um poderoso gesto de cinema feito por e para povos originários.
A produção entra em cartaz em 13 cidades: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador, Vitória, Brasília, João Pessoa, Fortaleza, Maceió, Poços de Caldas, Balneário Camboriú e outras, com distribuição da Embaúba Filmes. E chega cercada de afeto, memória e ancestralidade.
Uma história interrompida pela ditadura — e religada pelo afeto
Nos anos 1960, em pleno regime militar, Luiz Kaiowá, indígena guarani kaiowá, deixou sua terra natal em Mato Grosso do Sul com outros parentes. Passaram por São Paulo, Rio de Janeiro… até que foram levados à força por agentes da Funai até Minas Gerais. Lá, Luiz viveu mais de 15 anos entre os Tikmũ’ũn (Maxakali), onde teve duas filhas: Maiza e Sueli.
Mas a história tomou um rumo abrupto quando, ainda com Sueli nos braços, Luiz foi transferido de volta ao Mato Grosso do Sul. Ele nunca mais voltou. Sueli cresceu sem o pai — e com perguntas que só o tempo, a política e a força da ancestralidade poderiam responder.
Décadas depois, em tempos de internet nas aldeias e articulação indígena crescente, Sueli reencontra o pai. E decide transformar esse gesto em algo maior: um filme ritual, um documento afetivo, uma travessia entre povos e tempos.
Quando o cinema vira reencontro — e também resistência
Co-dirigido por Sueli Maxakali, Isael Maxakali, Roberto Romero e Luisa Lanna, o filme acompanha os preparativos, trocas e emoções de Sueli antes de finalmente reencontrar o pai, hoje um dos mais respeitados xamãs guarani kaiowá.
Não se trata apenas de uma biografia. O filme é tecido com línguas indígenas, cantos cerimoniais, silêncios cheios de sentido e imagens que respeitam o tempo da escuta. Filmado em territórios maxakali e guarani kaiowá, o longa traz o cotidiano das aldeias, suas lutas, seus encantados e suas formas de resistir ao apagamento histórico.
A diretora Sueli resume: “Não é só um filme. São nossos encantados, nossos rituais, que dão a força para chegar até aqui.”
Uma produção coletiva, viva e ancestral
O filme não se faz apenas com câmeras: ele se constrói com coletividade, fé e tempo. A equipe envolve outros cineastas indígenas como Alexandre Maxakali, responsável pela fotografia, e as guarani kaiowá Michele e Daniela Kaiowá, que assinam direção assistente e direção de fotografia.
Toda a obra é falada em maxakali, guarani kaiowá e português, costurando línguas como se fossem fios de um tecido que reconecta histórias e culturas separadas à força. Antes do reencontro físico, vieram vídeo-cartas, telefonemas e trocas digitais entre Sueli e Luiz. Só em 2022 uma delegação pôde percorrer os mais de 1800 km até as terras indígenas no Mato Grosso do Sul para esse abraço que virou cinema.
Reconhecimento da crítica e dos festivais
O longa-metragem teve estreia consagrada no 57º Festival de Cinema de Brasília, onde levou o prêmio de Melhor Direção. Também passou pela Mostra de Cinema de Tiradentes, pelo Festival de Cachoeira e pela Mostra Ecofalante, onde recebeu menção honrosa do júri.
A crítica especializada tem elogiado não só a potência do tema, mas também a forma como ele é tratado. O Coletivo Crítico chamou o filme de “porta-retrato de uma história familiar construído diante de nossos olhos”, enquanto o Papo de Cinema destacou que o longa marca “uma tendência positiva do cinema brasileiro recente: histórias de alto valor contadas por quem as viveu, com sensibilidade e autonomia.”
Um abraço filmado, um ato de cura
Em tempos em que o Brasil redescute sua memória e o cinema brasileiro busca narrativas mais diversas e honestas, Yõg Ãtak: Meu Pai, Kaiowá surge como uma joia rara. Ele não fala por povos indígenas — ele fala com e a partir deles.
Entre encontros adiados, câmeras ligadas e cantos ancestrais, o que vemos é mais do que um filme: é um abraço que resistiu ao tempo, à política e ao esquecimento. E que agora pode ser compartilhado com o mundo inteiro.
Charlie Cale nunca pediu para ser heroína de ninguém. Não carrega distintivo, não tem arma e definitivamente não quer ser encontrada. Mas, mesmo fugindo, ela nunca passa despercebida — talvez porque, ao contrário do mundo ao seu redor, Charlie tem um talento raro: ela sabe, com precisão desconcertante, quando alguém está mentindo.
Poker Face, série criada por Rian Johnson, chega ao fim de sua segunda temporada com um episódio que promete virar o jogo mais uma vez. No ar a partir de 11 de julho, exclusivamente no Universal+, o último capítulo — batizado com ironia amarga de The End of the Road — traz Charlie diante de uma presença ameaçadora, daquelas que colocam em xeque o que ainda resta de liberdade, escolha… ou paz.
Não foi uma temporada tranquila. Foram 12 episódios de cruzamentos improváveis, paradas inesperadas e crimes que brotavam onde menos se esperava. Em cada cidadezinha, posto de gasolina ou corredor de escola, Charlie se envolvia. Não por vocação, mas porque simplesmente não consegue ignorar quando alguém está mentindo — ou sofrendo. Talvez por isso ela seja tão magnética: sua bússola moral, por mais bagunçada que pareça, nunca aponta para o cinismo.
Ao longo da jornada, Charlie passou por universos improváveis: se misturou a jogadores de beisebol com ambições tortas, a professores cheios de segredos, a policiais competitivos e suas manias grotescas. A série foi muito além da fórmula do “caso da semana”. Ela mergulhou na fragilidade de gente comum e na crueldade de escolhas mal feitas. E quem assistiu, sabe: nada em Poker Face é preto no branco. Cada vilão tem uma rachadura. Cada mentira, um silêncio doído por trás.
O episódio final tem sabor agridoce. Com roteiro de Laura Deeley (The Crown) e direção da própria Natasha Lyonne, o capítulo promete colocar Charlie contra a parede de vez. Não há mais espaço para fuga. Não há mais margem para erro. Há apenas uma estrada que se estreita — e a pergunta que se arrasta desde o primeiro episódio: até quando se pode escapar de quem você é?
🎴 Mais que uma série de mistério: um retrato imperfeito da verdade
Poker Face nunca foi apenas sobre resolver crimes. Foi sobre observar. Sobre o peso das palavras ditas e das mentiras contadas com o olhar. Foi sobre desconfiar dos carismáticos, dos poderosos, dos “gente boa demais”. Foi sobre perceber o invisível — e, mesmo sem querer, fazer algo a respeito.
Charlie não é perfeita. Longe disso. Mas é, talvez, uma das protagonistas mais humanas, esquisitas e cativantes da televisão recente. Natasha Lyonne não interpreta: ela se funde à personagem com aquela exaustão charmosa de quem já viu demais, mas ainda tenta fazer a coisa certa.
🛣️ Última parada (por enquanto)
A série pode estar encerrando sua segunda temporada, mas deixa a sensação de que Charlie Cale ainda tem muitos quilômetros por percorrer — e muitos segredos por escancarar. Poker Face não fecha portas: deixa janelas abertas, com a poeira da estrada ainda no ar.
Há músicas que são raízes. Que se enterram fundo na alma e florescem mesmo depois de décadas. Assim é “Risoflora”, e assim é a estreia da cantora Louise França, filha de Chico Science, no projeto Replay Da Lama ao Caos, que celebra os 30 anos do álbum que fundou o movimento manguebeat.
Louise tinha apenas seis anos quando perdeu o pai. Cresceu ouvindo sua voz nas caixas de som, nos discos empoeirados, nas ruas do Recife. Mas agora é a vez dela. De abrir a própria voz. De cantar — e encantar — com uma versão de Risoflora que não tenta copiar Chico, mas que dialoga com ele num abraço sonoro de gerações.
“Essa música sempre me chamou”, conta Louise. “Era como se ela me esperasse.”
Herança e leveza nos bastidores
Nos bastidores da gravação, um momento carinhoso entre colegas quase virou disputa: Marcelo D2, um dos primeiros a mergulhar no projeto, também queria gravar “Risoflora”. Mas Louise foi direta: “Tive que dizer nananinanão, essa é minha!”, lembra ela, rindo. D2 entendeu — e ficou tudo em casa. O clima? De celebração, troca e muito afeto.
Uma estreia com alma e história
Louise transforma “Risoflora” em um rito pessoal, íntimo e político. Não há exageros. Só entrega. Sua interpretação é marcada por um timbre doce, mas firme — uma artista que não carrega o peso do legado, e sim o honra com naturalidade.
“Cantar essa música é me conectar com meu pai, mas também com o que ele acreditava: arte como arma, música como resistência, som como ponte.”
Replay: um mergulho no mangue que ainda pulsa
O Replay Da Lama ao Caos é mais do que uma releitura de um disco histórico. É uma travessia musical feita de memória, identidade e reinvenção. Cada faixa do clássico de 1994 ganha nova roupagem nas mãos (e vozes) de artistas que bebem da lama fértil do manguebeat, mas seguem em seus próprios caminhos.
Além de Louise e D2, nomes como Duda Beat, Jup do Bairro, Sofia Freire, Chinaina, Mago de Tarso e Zegon fazem parte do projeto, que está disponível nas plataformas de streaming e virou também uma série documental exibida no Canal Bis e no Globoplay.
O episódio com Louise vai ao ar nesta sexta (11), às 21h, no Canal Bis.
Na mesma edição, Marcelo D2 e Zegon revisitam “Banditismo por uma Questão de Classe” com a urgência de quem ainda tem muito a dizer, e Jup do Bairro entrega uma performance visceral de “Monólogo ao Pé do Ouvido”.
Uma nova voz, uma velha força
A estreia de Louise França é mais do que um “começo de carreira”. É um reencontro simbólico com Chico Science, com o Recife, com o mangue que nunca deixou de florescer. Uma nova voz se junta ao coro — não para repetir o que já foi dito, mas para continuar dizendo.
Quem diria que um serial killer daria tanta vontade de tirar selfie e comer donut? Pois é. Dexter Morgan, o assassino mais metódico, calculista e carismático da TV está de volta — e não veio sozinho. A nova fase da franquia, “Dexter: Ressurreição”, chega nesta sexta-feira (11) ao Paramount+ com dois episódios de arrancar o fôlego (e talvez algumas unhas). E, pra marcar o retorno do justiceiro de jaleco ensanguentado, uma parceria no mínimo… deliciosa.
Sim, o Paramount+ se juntou com a Good Cop pra criar uma experiência imersiva que mistura crime, psicologia forense e confeitaria — e o resultado? Um espaço que parece saído direto do laboratório do Dexter, com cheiro de donut e clima de “cuidado onde pisa”.
🍩 Donut de edição limitada: mais viciante que Dexter no modo vigilante
Imagina morder um donut que poderia muito bem estar numa cena do crime — se não fosse tão gostoso. A partir de 11 de julho, todas as lojas e quiosques da Good Cop vão oferecer um donut exclusivo inspirado em Dexter, por R$ 17,90. Vermelho, intenso, com sabor misterioso (a receita é segredo de Estado), ele é perfeito pra comer enquanto você assiste à série tentando adivinhar quem vai ser o próximo da lista.
🧠 Dentro da mente de Dexter: a nova loja imersiva no Itaim Bibi
Agora segura essa: a loja da Good Cop no Itaim Bibi foi completamente transformada em um mergulho na mente do nosso serial killer preferido. Tem espaço imersivo, ambientação sombria, referências da série por todos os cantos, e aquele clima tenso que só Dexter sabe entregar. Spoiler: tem lugar pra tirar selfie e fingir que você também tem um dark passenger (mas sem o peso moral, relaxa).
A ideia é que o fã não só assista — mas viva o universo de Dexter por alguns minutos, com direito a registro nas redes sociais e donut na mão. Uma experiência completa pra quem gosta de um bom suspense servido com açúcar e uma pitada de loucura.
🎬 Dexter: Ressurreição — ele voltou, e continua letal
Na nova produção do Paramount+, Dexter está mais introspectivo, mais sombrio, e mais… você vai ver. “Ressurreição” promete reacender a febre pelo personagem que redefiniu o anti-herói da TV, misturando dilemas morais, justiça com as próprias mãos e muito suspense bem roteirizado.
O mercado de jogos nacionais avança de forma consistente, e Arashi Gaiden, lançado hoje na Steam, representa uma nova demonstração dessa evolução. Spin-off do premiado Pocket Bravery — primeiro jogo brasileiro indicado ao The Game Awards —, o título aposta em uma combinação inovadora: a integração da estratégia por turnos com ação em tempo real.
Desenvolvido em parceria pelos estúdios Statera Studio e Wired Dreams Studio, e publicado pela Nuntius Games, Arashi Gaiden oferece uma experiência dinâmica que desafia os jogadores a agir com rapidez e precisão, utilizando power-ups e estratégias em um ambiente em constante transformação. São sete fases principais, compostas por 20 cenários cada, totalizando mais de 140 desafios que exigem foco e habilidade.
Jonathan Silva, produtor do jogo e CEO da Nuntius Games, define o projeto como “mais que um jogo de ação por turnos; Arashi Gaiden combina ação estilizada, estratégia acelerada e uma narrativa carregada de emoção e profundidade”. Essa declaração evidencia a ambição da equipe: entregar não apenas mecânicas inovadoras, mas também uma história capaz de estabelecer uma conexão emocional com o jogador.
Entretanto, essa ousadia traz desafios. A mescla entre tempo real e estratégia por turnos exige uma curva de aprendizado considerável, que pode não agradar a todos os públicos. Encontrar o equilíbrio entre fluidez e profundidade tática representa um desafio especialmente relevante para o mercado brasileiro, ainda em processo de consolidação.
A oferta de lançamento com preço promocional é uma estratégia inteligente para ampliar o alcance do título, sobretudo diante da forte concorrência global. Além disso, Arashi Gaiden está previsto para ser lançado em breve para PlayStation, Xbox e Nintendo Switch, o que pode ampliar sua visibilidade, mas também aumentará as exigências técnicas e de adaptação.
A produtora Embaúba Filmes acaba de revelar o trailer oficial de Nada, um filme brasileiro que já está mexendo com as expectativas do público e da crítica, graças a sua proposta única e sensorial. Sob a direção de Adriano Guimarães, conhecido pelo elogiado Temporada, Nada promete transformar a experiência cinematográfica, unindo mistério, poesia e uma reflexão sobre a presença invisível da tecnologia em nossas vidas.
Um mergulho no silêncio e na memória
Diferente dos thrillers tradicionais, Nada é um convite ao silêncio e à contemplação. A narrativa acompanha uma comunidade comum que começa a sentir os efeitos de uma tecnologia invisível e inquietante, capaz de alterar a percepção do tempo e da realidade — um tema que desperta mais perguntas do que respostas, evocando a sutileza poética de Manoel de Barros e o minimalismo dramático de Samuel Beckett.
Com uma fotografia intimista assinada por André Carvalheira, o filme utiliza uma paleta de cores que enfatiza a tensão contida. O design de som, conduzido por Guile Martins, vai além da ambientação: os ruídos do passado ganham voz e tornam-se parte da narrativa, ampliando a sensação de estranhamento e imersão.
Reconhecimento no Brasil e no mundo
Desde a sua produção, Nada tem circulado por importantes festivais internacionais — da Espanha à Índia, da Rússia ao México — conquistando prêmios que ressaltam sua direção, arte e sonoridade. No Festival de Brasília, por exemplo, levou para casa os troféus de Melhor Direção, Direção de Arte e Edição de Som. O longa também recebeu apoio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal, do Ministério da Cultura e do Fundo Setorial do Audiovisual, destacando o papel fundamental do investimento público em obras que desafiam o convencional.
Elenco e equipe que dão voz ao silêncio
Além de Adriano Guimarães na direção, o roteiro de Emanuel Aragão — que também escreveu o sucesso Que Horas Ela Volta? — confere ao filme uma profundidade rara. No elenco, nomes experientes como Bel Kowarick (Babilônia), Denise Stutz (Amores Roubados) e Thais Puello (3%) trazem a intensidade necessária para dar vida a esse universo enigmático. A edição de Sergio Azevedo fecha o time, garantindo ritmo e atmosfera à obra que, mesmo marcada pela lentidão e pelo silêncio, mantém o espectador atento e imerso.
Expectativa para um lançamento que foge do óbvio
Ainda sem data oficial para estreia comercial, o lançamento do trailer já intensifica a curiosidade em torno de Nada. Para quem busca um cinema brasileiro que se arrisca, que provoca e que desperta emoções pela sutileza, este filme surge como um dos lançamentos mais instigantes dos últimos tempos. Uma obra que promete ampliar os horizontes do que é possível no audiovisual nacional, deixando claro que o silêncio também fala — e muito.
Neste domingo, 20 de julho de 2025, às 9h da manhã, a TV Aparecida exibe mais uma edição especial do programa “Terra da Padroeira”, apresentado por Kleber Oliveira, Tonho Prado e Menino da Porteira. Desta vez, o palco da atração matinal será ocupado por grandes nomes da música sertaneja e por grupos que celebram a tradição do interior do Brasil. Entre os destaques da semana está Sula Miranda, a eterna Rainha dos Caminhoneiros, que retorna ao programa com todo o carisma e repertório que marcaram gerações.
A atração, já tradicional na grade da emissora, segue firme na missão de valorizar os artistas que mantêm viva a música de raiz, as expressões culturais do campo e o jeito autêntico do povo caipira de ser. Com um clima de festa e acolhimento, a edição deste domingo promete emocionar o público com nostalgia, talento e cultura popular.
Sula Miranda: a Rainha dos Caminhoneiros volta ao palco do Terra
A presença de Sula Miranda no programa é motivo de celebração para os fãs da música sertaneja. Com mais de quatro décadas de carreira, Sula iniciou sua trajetória artística no final dos anos 1970 ao lado das irmãs em um grupo que se tornou um verdadeiro fenômeno: As Melindrosas. Com uma estética ousada e músicas animadas, o trio conquistou o Brasil e foi responsável por abrir caminhos para a presença feminina na música popular da época.
Mas foi no universo sertanejo que Sula construiu sua identidade artística mais forte. Em 1986, lançou seu primeiro disco solo e, com ele, a canção “Caminhoneiro do Amor” — um hino que lhe rendeu o título carinhoso de Rainha dos Caminhoneiros, reconhecimento que ela carrega com orgulho até hoje.
No “Terra da Padroeira”, Sula promete interpretar esse e outros sucessos de sua carreira, como “Seu Olhar”, “Com o Pé na Estrada”, “Filme Triste” e “Rumo Certo”. Carismática e experiente, ela também deve compartilhar um pouco de sua história com os apresentadores, em um bate-papo descontraído e cheio de afeto com o público.
Alcino Alves: talento de compositor e guardião da música de raiz
Outro nome de peso na edição deste domingo é Alcino Alves, cantor, compositor e produtor musical paranaense que fez história na música sertaneja. Nascido em São Sebastião da Amoreira (PR), Alcino integrou a famosa dupla Teodoro & Sampaio, com quem gravou de 1996 a 2010. Após a separação da dupla, formou o duo Alcino Alves & Rocha, que permaneceu ativo até 2015.
Além de intérprete, Alcino é dono de um acervo impressionante de composições. São mais de 600 músicas gravadas, entre elas clássicos como “As Andorinhas”, “Vestido de Seda” e “E Se a Casa Cair” — faixas que se tornaram referência no repertório sertanejo romântico e raiz. No palco da TV Aparecida, ele reencontra o público com sua voz marcante e canções que atravessam gerações.
Com a serenidade de quem conhece a estrada da música como poucos, Alcino deve emocionar com sua interpretação sincera e suas histórias de bastidores. Mais do que um show, sua presença é uma aula de história da música sertaneja brasileira.
Lucas & Luan: irmãos que marcaram o sertanejo romântico dos anos 90
A dupla Lucas & Luan também marca presença no “Terra da Padroeira”. Naturais de Guará (SP), os irmãos José Lucas de Ângelo e Josué de Ângelo começaram cedo na música, vencendo festivais e gravando discos regionais. O reconhecimento nacional veio em 1996, quando lançaram a música “Horizonte Azul”, que rapidamente se tornou uma das mais tocadas daquele ano em todo o Brasil — exceto, curiosamente, em São Paulo e Rio de Janeiro.
Desde então, a dupla se consolidou no circuito sertanejo, com agenda cheia de shows e um repertório que combina romantismo e estilo próprio. No palco da TV Aparecida, Lucas & Luan devem reviver seus maiores sucessos e aquecer a manhã dos fãs nostálgicos.
A sonoridade marcante da dupla, somada à sintonia de irmãos que cantam juntos há décadas, faz deles um dos grandes representantes do sertanejo romântico dos anos 90, um estilo que até hoje emociona o público.
Raízes do Catira: tradição e cultura passadas de geração em geração
Completando o elenco do programa, o grupo Raízes do Catira chega diretamente de Atibaia (SP) com sua proposta de preservar e divulgar a cultura caipira através da música e da dança. O projeto é mantido pelo Centro de Tradições Caipiras da cidade e envolve artistas e famílias que se dedicam à valorização de um dos estilos mais autênticos do interior paulista.
Sob a liderança de Gustavo Maiolli e de seu avô Marcelino Ribas, o grupo apresenta músicas caipiras clássicas acompanhadas por coreografias características do catira, dança marcada por sapateados e palmas, passada de pai para filho há gerações. O repertório inclui composições eternizadas por duplas como Vieira & Vieirinha, entre outros ícones da música rural.
A apresentação promete ser uma aula viva de tradição, reforçando o compromisso do “Terra da Padroeira” com a preservação das raízes culturais brasileiras. É uma oportunidade para o público conhecer — ou reencontrar — as expressões culturais que mantêm pulsando o coração do interior.
Celebração da fé, da música e do Brasil profundo
O “Terra da Padroeira” não é apenas um programa de televisão — é um espaço de encontro entre gerações, estilos e histórias. Com uma linguagem leve e respeitosa, a atração valoriza os artistas que, longe dos holofotes comerciais, mantêm viva a cultura popular, especialmente aquela ligada à fé, ao campo e às tradições familiares.
Neste domingo, a união entre nomes consagrados e novos protagonistas da cena sertaneja reafirma o compromisso da TV Aparecida com um conteúdo que respeita o público, promove a identidade brasileira e emociona quem assiste.