Vale a pena assistir “Devoradores de Estrelas”? Ficção científica aposta em emoção e ciência para conquistar o público

Em um cenário em que a ficção científica contemporânea frequentemente privilegia o espetáculo visual e sequências de ação grandiosas, “Devoradores de Estrelas” surge como uma proposta que caminha na direção oposta — e encontra justamente aí a sua força. A adaptação do romance de Andy Weir aposta em uma construção mais contida, centrada em personagem, narrativa e ideias, sem abrir mão da dimensão cósmica que o gênero exige.

Sob a direção da dupla Phil Lord e Christopher Miller, com roteiro assinado por Drew Goddard, o longa se estrutura a partir de escolhas que priorizam o envolvimento gradual do espectador. Em vez de recorrer a respostas rápidas ou explicações expositivas, o filme constrói sua narrativa com paciência, permitindo que cada revelação carregue peso dramático e funcione como peça essencial na progressão da história.

A premissa é simples, mas eficaz: um homem desperta sozinho em uma nave espacial, sem memória de sua identidade ou de sua missão. A partir desse ponto, a trama se desenvolve como um processo contínuo de descoberta, conduzindo o público por uma reconstrução fragmentada de informações. Esse formato, longe de ser apenas um recurso narrativo, se transforma no principal motor de engajamento, sustentado pelo mistério e pela curiosidade.

Grande parte da força do filme está na atuação de Ryan Gosling, que assume praticamente sozinho a condução da narrativa durante boa parte da projeção. Em uma performance contida e precisa, o ator constrói um protagonista que transita entre a fragilidade e a racionalidade, equilibrando humor sutil, insegurança e inteligência. Ao se distanciar do arquétipo clássico do herói infalível, o personagem se aproxima de uma figura mais humana — alguém comum diante de circunstâncias extraordinárias, o que amplia a identificação do público.

Outro destaque está na maneira como o filme incorpora a ciência à dramaturgia. Fiel ao estilo característico de Andy Weir, o roteiro apresenta desafios que exigem soluções baseadas em lógica e conhecimento técnico. Ainda assim, a narrativa evita se tornar hermética: ao equilibrar complexidade e clareza, o longa consegue dialogar tanto com espectadores interessados em precisão científica quanto com aqueles que buscam uma experiência mais emocional.

Embora o isolamento funcione como ponto de partida, a história evolui ao introduzir novas relações que expandem o alcance emocional da trama. Essas conexões não apenas quebram a solidão inicial, como também ressignificam a jornada do protagonista, inserindo temas como cooperação e empatia de maneira orgânica. Sem recorrer a clichês, o filme amplia sua camada dramática e evita se limitar a um exercício técnico de sobrevivência no espaço.

No aspecto visual, o longa aposta em uma estética que reforça a sensação de confinamento e solidão. A nave e o ambiente ao redor não são apenas cenários, mas extensões do estado emocional do personagem, contribuindo para uma atmosfera coerente com a proposta narrativa. A trilha sonora de Daniel Pemberton acompanha essa construção de forma equilibrada, intensificando a imersão sem sobrepor a narrativa.

Vale a pena assistir?

“Devoradores de Estrelas” não é um filme interessado em impacto imediato. Sua proposta é outra: construir envolvimento de forma progressiva, valorizando o desenvolvimento de personagem, a consistência conceitual e o ritmo narrativo. Ao fazer isso, se posiciona como uma ficção científica mais madura, que confia na inteligência do espectador e na força de uma boa história — uma escolha que, embora menos ruidosa, se mostra significativamente mais duradoura.

Pequenas Empresas e Grandes Negócios deste sábado (21) destaca uso da inteligência artificial e iniciativas com impacto social no empreendedorismo brasileiro

A nova edição do Pequenas Empresas eGrandes Negócios (PEGN), exibida neste sábado, 21 de março, coloca em pauta o papel cada vez mais estratégico da inteligência artificial no cotidiano dos empreendedores. A reportagem mostra como a tecnologia vem sendo incorporada por pequenos e médios negócios, não apenas para otimizar processos, mas também para ampliar oportunidades e impulsionar iniciativas com impacto social.

Um dos exemplos apresentados é o de uma startup paulistana que desenvolveu uma plataforma voltada à gestão de estoques para restaurantes. Criada por Lucas Brouck, Vinicius Zenorini, Pedro Muraki e Fernanda Ferrari, a ferramenta utiliza inteligência artificial para simplificar o controle de insumos, permitindo que dados sejam registrados por meio de mensagens de texto ou áudio. Integrada a aplicativos de comunicação, a solução busca atender principalmente pequenos negócios, oferecendo praticidade e redução de falhas operacionais.

A proposta reflete uma tendência crescente no mercado, em que tecnologias antes restritas a grandes empresas passam a ser adaptadas à realidade de empreendedores de menor porte. Ao automatizar tarefas rotineiras, como controle de estoque, a inteligência artificial libera tempo para decisões mais estratégicas, contribuindo para a sustentabilidade dos negócios.

A edição também apresenta orientações do especialista Marcelo Baccarini, que destaca o potencial da inteligência artificial como ferramenta multifuncional. Segundo ele, a tecnologia pode ser utilizada tanto na criação de conteúdo para redes sociais quanto na análise de mercado, funcionando como um recurso capaz de identificar tendências, monitorar concorrentes e apontar novas oportunidades de crescimento.

Outro destaque é o segundo episódio da série “Clima de Alerta”, que aborda iniciativas voltadas à inovação com impacto socioambiental. A reportagem acompanha a trajetória da cientista Anna Luísa Beserra, que ganhou reconhecimento internacional por desenvolver soluções para ampliar o acesso à água potável em regiões vulneráveis.

Fundadora da SDW For All, a empreendedora criou tecnologias voltadas ao semiárido brasileiro, entre elas o Aqualuz, equipamento que utiliza energia solar para desinfetar a água de cisternas. A iniciativa alia baixo custo, sustentabilidade e impacto social, contribuindo para melhorar as condições de vida em comunidades que enfrentam escassez de recursos hídricos.

No quadro “Negócio de Estimação”, o programa apresenta uma empresa criada pelos arquitetos Fernanda Ferreira Pinto e José Araújo, que desenvolveram soluções voltadas à adaptação de ambientes domésticos para gatos. A proposta, conhecida como “gatificação”, consiste na criação de móveis e estruturas personalizadas que atendem às necessidades dos animais sem comprometer o design dos espaços.

Os projetos são elaborados com base no comportamento dos pets e na rotina das famílias, utilizando modelagem em 3D e materiais resistentes. A iniciativa reflete o crescimento de um mercado que busca conciliar bem-estar animal e estética, ampliando as possibilidades dentro do setor de arquitetura e design.

Encerrando a edição, a reportagem segue para Pacaraima, onde a empreendedora Ana Karoliny Siqueira desenvolveu a primeira marca de café especial 100% arábica indígena do estado. O cultivo, iniciado para consumo familiar, evoluiu para um negócio estruturado, com produção baseada em sistema agroflorestal e manejo orgânico.

Além de gerar renda para a comunidade indígena Kawuê, a iniciativa contribui para a valorização cultural e ambiental da região. O projeto também impulsionou o turismo local, com a criação de uma rota voltada ao café artesanal, fortalecendo a economia e ampliando a visibilidade do território.

Domingo Legal reúne Ana Furtado, Ricardo Macchi e Manu Bahtidão no Passa ou Repassa, Comprar é Bom, Levar é Melhor e Até Onde Você Chega?

O programa Domingo Legal exibe, neste domingo (21), mais uma edição marcada pela mistura de entretenimento, competição e participação de celebridades. Sob o comando de Celso Portiolli, a atração vai ao ar a partir das 11h15 no SBT e promete manter o formato que conquistou o público ao longo dos anos, com quadros clássicos, convidados conhecidos e dinâmicas que envolvem tanto os participantes quanto a plateia.

Um dos destaques do programa é o tradicional quadro “Passa ou Repassa”, conhecido pelas disputas animadas e pelo clima descontraído. Nesta edição, o jogo contará com dois times formados por nomes populares da televisão e do entretenimento. No time amarelo, estão Ana Furtado, Beca Milano, Lucas Anderi e Mari Dedivitis. O grupo representa o elenco do programa Fábrica de Casamentos, que chega como uma das apostas da emissora para sua grade.

Do outro lado, o time azul promete equilibrar a disputa com a presença de Ricardo Macchi, Gabi Lopes, Nando Cunha e Alexandre Slaviero. A dinâmica do quadro segue o modelo tradicional, com perguntas de conhecimentos gerais intercaladas por provas físicas e momentos de descontração — incluindo as clássicas “tortadas” que se tornaram marca registrada da atração.

Além da competição, a música também terá espaço garantido no palco. A cantora Manu Bahtidão é uma das convidadas da edição e apresenta alguns de seus sucessos, levando ao público um repertório que tem ganhado destaque no cenário nacional. A participação da artista vai além do musical: ela também integra o quadro “Cardápio da Sorte”, que mistura culinária com desafios inesperados.

A dinâmica do quadro, conduzida pela chef Andréia Pimentel, propõe situações inusitadas que exigem criatividade e jogo de cintura dos participantes. Entre receitas e surpresas, o espaço se tornou um dos momentos mais imprevisíveis do programa, garantindo boas doses de humor e improviso.

Outro quadro que promete movimentar a edição é o “Tô Liso”, conhecido pelo alto nível de dificuldade física. Nele, participantes enfrentam uma prova de resistência e equilíbrio ao tentar subir uma escada escorregadia em busca de um prêmio em dinheiro. O desafio exige força, estratégia e persistência, além de proporcionar cenas que alternam tensão e diversão — características que fazem do quadro um dos favoritos do público.

Já no quadro “Comprar é Bom, Levar é Melhor”, o foco se volta para a participação de pessoas comuns, reforçando o apelo familiar do programa. Nesta edição, a família Rodrigues, de Sorocaba, interior de São Paulo, terá a oportunidade de disputar até 80 mil reais em prêmios. A dinâmica envolve uma sequência de perguntas que testam o conhecimento dos participantes, além de decisões estratégicas que podem influenciar diretamente o resultado final.

O quadro se destaca justamente por essa combinação entre emoção e estratégia, criando uma conexão direta com o público que acompanha de casa e se identifica com os desafios enfrentados pelos competidores. A cada resposta correta, cresce a expectativa pela conquista do prêmio máximo.

A edição deste domingo também reforça a estratégia do SBT de integrar diferentes atrações de sua programação. A presença do elenco de “Fábrica de Casamentos” no palco do “Domingo Legal” funciona como uma vitrine para novos projetos da emissora, aproximando o público das novidades e ampliando a divulgação de suas produções.

Outro momento aguardado é a exibição inédita do quadro “Até Onde Você Chega?”, no qual participantes enfrentam decisões importantes em busca do sonho de se tornarem milionários. A proposta combina raciocínio, coragem e controle emocional, elementos que tornam a disputa ainda mais envolvente.

Vai dar tudo certo: que fase! | Novo livro de Alessandra Jammel retrata ansiedade e amadurecimento precoce entre jovens

A escritora Alessandra Jammel apresenta uma nova abordagem sobre os desafios da juventude em Vai dar tudo certo: que fase!, obra que encerra a trilogia “Que Fase!” e se consolida como um retrato contemporâneo das pressões emocionais enfrentadas por adolescentes. O livro aposta em uma narrativa centrada na saúde mental e no amadurecimento precoce, temas cada vez mais presentes no debate público.

A história acompanha Mariana Dieckmann, estudante que inicia o ano letivo sob forte impacto emocional. Logo no primeiro dia de aula, a personagem enfrenta uma crise de ansiedade ao ser exposta a uma situação de pressão diante de colegas e professores. O episódio inaugura uma sequência de acontecimentos que evidenciam como transtornos emocionais podem interferir diretamente na rotina escolar, nas relações interpessoais e na construção da identidade.

Ao longo da narrativa, a protagonista transita entre experiências típicas da adolescência e conflitos mais profundos. Relações afetivas, convivência com amigos e exigências acadêmicas dividem espaço com questões como insegurança, isolamento e dificuldade de comunicação. O desenvolvimento de um quadro depressivo amplia a complexidade da trajetória de Mariana, que passa a lidar com sentimentos que não consegue compartilhar plenamente com as pessoas ao seu redor.

O livro também amplia o foco narrativo ao incluir a perspectiva de Hugo, namorado da protagonista. O personagem é apresentado como alguém que vive à sombra de comparações constantes com o irmão gêmeo, considerado mais sociável e bem aceito no ambiente escolar. Esse contraste impacta diretamente sua autoestima e contribui para a construção de um arco voltado à busca por identidade e pertencimento.

A alternância entre os pontos de vista permite uma leitura mais abrangente das dinâmicas emocionais da juventude. Ao apresentar diferentes vivências dentro de um mesmo contexto, a obra evidencia que o processo de amadurecimento não segue uma trajetória linear. Pelo contrário, é marcado por oscilações, descobertas e conflitos internos que variam de acordo com as experiências individuais.

Com uma escrita voltada à observação sensível do comportamento juvenil, Alessandra Jammel constrói situações que dialogam com temas como ansiedade, depressão e pressão social. A autora evita simplificações e investe em personagens com camadas emocionais, cujas atitudes refletem dilemas reais enfrentados por jovens em diferentes contextos.

O ambiente escolar desempenha papel central na construção da narrativa. Mais do que cenário, ele funciona como catalisador de tensões, reunindo fatores como cobrança por desempenho, expectativas externas e relações sociais complexas. Nesse contexto, o livro evidencia como essas variáveis podem intensificar quadros de vulnerabilidade emocional.

Outro aspecto relevante é a forma como a obra aborda o amadurecimento. Em vez de tratá-lo como um processo contínuo e previsível, o livro o apresenta como uma jornada permeada por contradições. Momentos de leveza e descoberta coexistem com situações de conflito e responsabilidade, refletindo a transição entre a adolescência e a vida adulta.

Embora encerre uma trilogia, Vai dar tudo certo: que fase! mantém autonomia narrativa, podendo ser lido de forma independente. Ainda assim, o livro funciona como um fechamento temático, consolidando o percurso da protagonista e aprofundando discussões iniciadas nos volumes anteriores.

O título da obra também carrega um significado simbólico. A expressão sugere uma perspectiva de esperança, mas não ignora as dificuldades enfrentadas pelos personagens. Ao contrário, reforça a ideia de que o crescimento está diretamente ligado à capacidade de enfrentar desafios e lidar com incertezas.

Com linguagem acessível e foco em questões contemporâneas, o livro se posiciona como uma leitura relevante tanto para o público jovem quanto para adultos interessados em compreender melhor os dilemas das novas gerações. Ao abordar saúde mental de forma direta, a obra contribui para ampliar o debate sobre o tema e reforça a importância de espaços de escuta e acolhimento.

Inteligência Humana | Netflix revela trailer de thriller sul-coreano de espionagem ambientado na Rússia

A Netflix liberou o primeiro trailer de Inteligência Humana, produção que chega com a proposta de mergulhar o público em um jogo de espionagem marcado por disputas ideológicas e um clima constante de desconfiança. Ambientado em Vladivostok, na Rússia, o filme aposta em uma atmosfera fria e hostil para conduzir sua narrativa, que estreia no dia 31 de março. Abaixo, assista ao vídeo:

A história acompanha uma investigação internacional que coloca frente a frente agentes da Coreia do Sul e da Coreia do Norte. Em território estrangeiro, onde nenhum dos lados está realmente em casa, a missão rapidamente se transforma em um campo minado de interesses políticos e decisões estratégicas.

Nesse cenário, confiança é artigo raro. Os personagens operam sob vigilância constante, sabendo que qualquer movimento pode comprometer toda a operação. O longa explora bem essa sensação de instabilidade, onde alianças são temporárias e o perigo está sempre à espreita.

No centro da trama estão os personagens vividos por Zo In-sung e Park Jeong-min. De um lado, um agente sul-coreano mais direto e pragmático; do outro, um operativo norte-coreano que carrega conflitos internos. Apesar de estarem atrás do mesmo objetivo, os dois seguem caminhos completamente diferentes, o que cria um embate constante ao longo da história.

O roteiro amplia esse conflito ao introduzir personagens que adicionam novas camadas à narrativa. Park Hae-joon interpreta um oficial norte-coreano que joga conforme seus próprios interesses, sem hesitar em manipular situações para obter vantagens. Já Shin Se-kyung aparece como uma funcionária de restaurante que, aos poucos, se revela muito mais importante do que parece.

Um dos pontos centrais da trama é a personagem Chae Sun-hwa, que funciona como peça-chave dentro desse tabuleiro. Para o agente sul-coreano, ela é essencial para o sucesso da missão. Já para o agente do Norte, ela representa um elo emocional delicado, capaz de influenciar suas decisões. Esse contraste adiciona uma camada mais humana ao conflito, indo além da disputa política.

Enquanto isso, o cônsul Hwang Chi-seong surge como uma figura estratégica e imprevisível, atuando nos bastidores e disposto a virar o jogo a seu favor, mesmo que isso signifique prejudicar aliados. Esse conjunto de interesses cruzados mantém a narrativa dinâmica e reforça a sensação de que ninguém está totalmente seguro.

Com direção e roteiro de Ryoo Seung-wan, o filme segue uma linha mais contida, focando menos em grandes sequências de ação e mais na construção de tensão. O ambiente gelado de Vladivostok não é apenas cenário, mas parte fundamental da narrativa, ajudando a criar uma sensação de isolamento e pressão constante.

Com lançamento marcado para 31 de março, Inteligência Humana chega ao catálogo da Netflix como uma aposta sólida dentro do gênero de espionagem.

Terra do Ouro | Disney+ anuncia data de lançamento do novo thriller sul-coreano

O universo das produções sul-coreanas segue conquistando espaço no cenário global, e a mais nova aposta do Disney+ chega com todos os elementos para prender a atenção do público. A série Terra do Ouro estreia no dia 29 de abril de 2026 com uma narrativa intensa que combina thriller criminal, drama psicológico e uma protagonista colocada à prova diante de uma situação extrema.

A produção já chama atenção antes mesmo do lançamento por reunir nomes conhecidos da indústria. Entre eles está Park Bo-gum, que lidera o projeto ao lado de Park Bo-young, responsável por dar vida à personagem central da história. A expectativa em torno da dupla cresce à medida que novos detalhes da trama são revelados, indicando uma obra que vai além do suspense tradicional.

A história acompanha Kim Heeju, uma funcionária de segurança em um aeroporto internacional que leva uma rotina comum até o momento em que tudo muda de forma inesperada. Durante um dia aparentemente normal de trabalho, ela se depara com barras de ouro escondidas, sem imaginar que aquele achado a colocaria no centro de uma rede criminosa perigosa. A partir desse instante, a vida da personagem passa a ser guiada por tensão constante, decisões difíceis e uma sensação crescente de ameaça.

O ouro encontrado não é apenas um objeto valioso. Ele representa um ponto de ruptura na trajetória de Heeju. Ao mesmo tempo em que desperta o interesse de criminosos dispostos a tudo para recuperar o material, também provoca mudanças internas na protagonista. A série constrói, ao longo dos episódios, um retrato da transformação psicológica de alguém que precisa lidar com o medo, a sobrevivência e a tentação de cruzar limites que antes pareciam intransponíveis.

A narrativa se desenvolve em torno de perseguições e reviravoltas, mas também encontra espaço para explorar o passado da personagem. Forçada a retornar à sua cidade natal, um lugar que havia deixado para trás, Heeju se vê diante de memórias e relações mal resolvidas. Esse reencontro com suas origens adiciona uma camada emocional importante, ampliando o alcance da história para além da ação e do suspense.

O elenco de apoio reforça a densidade da produção. Kim Sung-chul, Lee Hyun-wook e Kim Hee-won integram a trama e prometem dar vida a personagens complexos, que orbitam a protagonista e contribuem para a atmosfera de desconfiança e conflito. Em histórias desse gênero, cada personagem pode representar tanto uma possível aliança quanto uma ameaça, e essa ambiguidade tende a ser um dos pontos fortes da série.

Nos bastidores, a produção também reúne profissionais experientes. O roteiro é assinado por Hwang Jo-yoon, conhecido por seu trabalho em Oldboy, obra marcante do cinema sul-coreano. A direção fica por conta de Kim Sung-hoon, que já demonstrou habilidade em conduzir narrativas de ação com ritmo e impacto visual. Essa combinação sugere uma série bem estruturada, com equilíbrio entre tensão, desenvolvimento de personagens e estética cinematográfica.

Spin-off de Blue Bloods, Boston Blue estreia no Brasil em 30 de abril pelo Universal+

O Universal+ anunciou que Boston Blue, spin-off da famosa série policial Blue Bloods, chega ao Brasil em 30 de abril. A produção traz de volta o detetive Danny Reagan, interpretado por Donnie Wahlberg, agora enfrentando novos desafios em Boston. A série já foi renovada para uma segunda temporada, mostrando que o público pode esperar uma trama contínua e envolvente.

A história começa com Danny Reagan deixando Nova York depois de problemas familiares envolvendo seu filho mais novo, Sean. Sean, que havia entrado para a polícia de Boston durante um período em que Nova York estava com contratações congeladas, sofre um acidente em um incêndio que levanta suspeitas de tentativa de encobrimento de assassinato. Para protegê-lo e manter sua carreira policial ativa, Danny aceita um cargo no Departamento de Polícia de Boston.

Em Boston, ele forma dupla com Lena Silver, interpretada por Sonequa Martin-Green. Lena é uma policial promissora e integrante de uma família influente na cidade. Filha de Mae Silver, promotora pública, e enteada de Ben Silver, ela precisa conciliar a carreira com os desafios de sua própria história pessoal, incluindo a decisão de completar sua conversão ao judaísmo em homenagem ao padrasto. O relacionamento profissional entre Danny e Lena mistura experiência e energia jovem, criando uma dinâmica que combina tensão, humor e colaboração.

A série aprofunda também os laços familiares da cidade. O avô de Lena, reverendo Edwin Peters, interpretado por Ernie Hudson, é uma figura respeitada na comunidade e referência moral para a família. Ele é pai de Mae, avô de Lena e de seu irmão Jonah e padrasto de Sarah Silver, que atua como superintendente de detetives. Essas conexões familiares fortalecem a narrativa, mostrando como tradição e dever caminham juntos no universo policial de Boston.

O elenco ainda conta com Maggie Lawson como Sarah Silver, que lidera a equipe de detetives da cidade, além de participações especiais que enriquecem a trama. A combinação de atores veteranos e jovens talentos permite explorar diferentes estilos de atuação e criar momentos de tensão, emoção e humor de forma equilibrada.

Boston Blue foi encomendada pela CBS em fevereiro de 2025, recebendo uma temporada completa desde o início. A série ocupa o antigo horário de sexta-feira à noite de Blue Bloods e já garantiu a renovação para uma segunda temporada em dezembro de 2025, mesmo antes do término da primeira temporada, evidenciando o potencial da produção.

O spin-off mantém os valores centrais de Blue Bloods, como ética, lealdade e comprometimento com a lei, mas acrescenta novos elementos. A ambientação em Boston oferece cenários diferentes, com uma cultura própria e desafios específicos para a polícia local. Além disso, a série não se limita às investigações, explorando o impacto das decisões policiais na vida pessoal e na comunidade, mostrando o lado humano dos personagens.

Futuro de Karatê Kid ganha força com novo filme em desenvolvimento, aponta rumor

A franquia Karatê Kid pode estar prestes a ganhar um novo capítulo nos cinemas, reforçando sua presença como uma das sagas mais duradouras da cultura pop. Segundo informações divulgadas pelo insider Daniel RPK, a Sony Pictures já teria iniciado o desenvolvimento de um novo longa-metragem baseado no universo das artes marciais. Até o momento, no entanto, o projeto ainda não foi oficialmente confirmado, o que mantém o assunto no campo dos rumores, embora já seja suficiente para movimentar a base de fãs.

Criada nos anos 1980, a franquia teve início com Karatê Kid, dirigido por John G. Avildsen. O longa rapidamente se tornou um fenômeno ao apresentar a história de Daniel LaRusso, interpretado por Ralph Macchio, um adolescente que encontra no karatê não apenas um meio de defesa, mas também uma filosofia de vida. Sob a orientação do Sr. Miyagi, vivido por Pat Morita, o jovem aprende lições sobre disciplina, respeito e perseverança. O sucesso foi imediato e duradouro, com o filme se consolidando como um clássico e garantindo ao elenco reconhecimento internacional, incluindo uma indicação ao Oscar para Morita.

Ao longo das décadas seguintes, Karatê Kid se reinventou em diferentes formatos, mantendo sua essência, mas dialogando com novas gerações. Essa capacidade de renovação ficou evidente com o lançamento do filme mais recente da franquia, em 2025, dirigido por Jonathan Entwistle. A produção marcou o retorno de personagens icônicos ao reunir Jackie Chan e Ralph Macchio, criando uma ponte entre o legado clássico e uma nova abordagem narrativa.

Com orçamento estimado em 45 milhões de dólares, o longa de 2025 arrecadou cerca de 117 milhões em bilheteria mundial, um resultado considerado positivo e que demonstra a força contínua da marca. A trama acompanhou um adolescente vindo da China que se muda para a costa leste dos Estados Unidos e passa a treinar artes marciais, retomando o arco tradicional de aprendizado e superação que sempre foi central na franquia. Apesar de dialogar com o passado, o filme buscou estabelecer sua própria identidade, sem ligação direta com a série Cobra Kai, outro sucesso recente que revitalizou o interesse pelo universo de Karatê Kid.

A possível produção de um novo longa surge em um momento em que Hollywood tem apostado fortemente em franquias consolidadas, explorando tanto a nostalgia quanto o potencial de novas histórias. Nesse contexto, Karatê Kid se apresenta como uma propriedade valiosa, capaz de atrair diferentes públicos, desde fãs antigos até jovens espectadores que entram em contato com a saga pela primeira vez.

Ainda não há informações sobre elenco, direção ou enredo para esse novo projeto, o que abre espaço para diversas possibilidades criativas. A Sony pode optar por dar continuidade aos eventos recentes, aprofundar a conexão entre gerações ou até mesmo apresentar um novo protagonista, mantendo o espírito original da franquia enquanto expande seu universo narrativo.

Sessão da Tarde exibe “Max: O Cão Herói” nesta sexta (27/3), a história do cão que conquistou corações com sua coragem

Nesta sexta, 27 de março, a Globo exibe na Sessão da Tarde o filme Max: O Cão Herói, a partir das 15h25, logo após a Edição Especial da novela Terra Nostra. O longa-metragem norte-americano, lançado em 2015, mistura aventura e amizade entre humanos e animais, conquistando o público de todas as idades.

O filme acompanha a trajetória de Max, um cão altamente treinado que trabalha ao lado do soldado Kyle Wincott, servindo nas missões militares no Afeganistão. Max é especializado em detectar áreas perigosas, incluindo regiões com minas terrestres, e se mostra um verdadeiro herói em cada operação. A ligação entre o cão e seu dono é intensa, e a perda de Kyle em combate transforma Max em um animal desconfiado e fechado, incapaz de interagir com outras pessoas.

A vida de Max muda quando ele é adotado pela família de Kyle, iniciando um novo capítulo de sua história. É nesse contexto que surge a relação com Justin Wincott (interpretado por Josh Wiggins, de Demolidor), irmão mais novo do soldado falecido. A aproximação entre o jovem e o cão é lenta, mas marcada por paciência, compreensão e, aos poucos, nasce uma amizade verdadeira. Juntos, Justin e Max não apenas aprendem a confiar um no outro, mas também tentam desvendar os mistérios que cercam a morte de Kyle, enfrentando situações de perigo e desafios que testam sua coragem e inteligência.

O elenco conta ainda com Thomas Haden Church (Homem-Aranha 3) como Raymond “Ray” Wincott, Robbie Amell (The Flash) no papel de Kyle, Lauren Graham (Gilmore Girls) como Pamela Wincott, e Luke Kleintank (Pretty Little Liars). O cachorro Carlos interpreta Max, trazendo carisma e realismo às cenas que mesclam ação e emoção. Dejon LaQuake também integra o elenco como Chuy, contribuindo para o desenvolvimento da trama. A direção é de Boaz Yakin (Remember the Titans), que combina ação e narrativa emocional, tornando o filme uma experiência envolvente para toda a família. A versão dublada em português conta com Eduardo Drummond, Manolo Rey, Márcio Simões e Sheila Dorfman, garantindo que a história seja acessível ao público brasileiro.

Produzido com um orçamento de US$ 20 milhões, Max: O Cão Herói arrecadou aproximadamente US$ 44 milhões mundialmente, consolidando-se como uma produção de sucesso voltada para o público familiar. Em 2017, o filme ganhou uma sequência, Max 2: White House Hero, lançada nos cinemas em 5 de maio e posteriormente em plataformas digitais e Blu-ray. Diferente do primeiro longa, a sequência apresenta uma narrativa mais leve e divertida, mantendo o cão Max como protagonista e reforçando sua imagem como um herói corajoso e amigável.

Além da exibição na TV aberta, quem preferir assistir pelo streaming tem opções variadas. O filme está disponível na Netflix para assinantes e pode ser alugado no Prime Video, a partir de R$ 11,90, permitindo que o público acompanhe a história de Max e Justin em qualquer lugar.

Akane-banashi | Anime sobre rakugo estreia em 2026 e chega a várias regiões via Netflix e YouTube

Foto: Reprodução/ Internet

A primeira temporada do anime Akane-banashi, adaptação do mangá homônimo criado por Yuki Suenaga (roteiro) e Takamasa Moue (ilustração), ganhará distribuição internacional fora da Ásia pela Netflix e pelo canal oficial da série no YouTube, conforme divulgado pelo Anime News Network (ANN). A produção, que combina drama, comédia e elementos da cultura tradicional japonesa, estreia na TV Asahi, no Japão, em abril de 2026, dentro do bloco IMAnimation. Para o restante das Américas, a série será disponibilizada digitalmente a partir de maio.

A trama acompanha a história de Akane Osaki, uma adolescente determinada a se tornar uma rakugoka de destaque, buscando vingar a injustiça que resultou na expulsão de seu pai da Escola Arakawa seis anos antes. O rakugo, forma de narrativa tradicional japonesa, exige que o artista conte histórias sentado, interpretando múltiplos personagens apenas com a voz, gestos sutis e expressões faciais, transmitindo humor e emoção de maneira singular. O Anime une essa tradição cultural a uma narrativa de superação, ambição e amadurecimento, conquistando tanto público quanto crítica, não apenas no Japão, mas também em outros territórios.

A produção do anime está a cargo do estúdio ZEXCS, com direção de Ayumu Watanabe (conhecido por Summer Time Rendering), composição de série assinada por Michihiro Tsuchiya, design de personagens e direção de animação de Kii Tanaka, e trilha sonora criada por Akio Izutsu. A abertura da série será a música Hitotarashi, interpretada por Keisuke Kuwata. No elenco principal de vozes, estão Anna Nagase como Akane Osaki, Takuya Eguchi como Karashi Neriyama, e Rie Takahashi como Hikaru Koragi. A autenticidade do rakugo no anime contou com a supervisão do renomado Kikuhiko Hayashiya, garantindo que a arte tradicional fosse representada com precisão e respeito.

O mangá original começou a ser serializado em fevereiro de 2022 na revista shōnen Weekly Shōnen Jump, da Shueisha, e até janeiro de 2026 já somava 20 volumes tankōbon. A publicação em inglês é feita pela Viz Media na América do Norte. Reconhecido por sua sensibilidade e detalhamento cultural, o mangá já recebeu indicações a prêmios importantes, consolidando-se como uma das obras mais promissoras da última década.

A história de Akane tem início na infância, quando ela nutria uma profunda admiração pelo pai e sua arte. No entanto, a carreira dele e de outros aspirantes ao nível mais alto do rakugo, o shin’uchi, é abruptamente interrompida durante os testes. Seis anos depois, Akane, sob a tutela secreta do antigo mestre de seu pai, decide perseguir o sonho de se tornar uma shin’uchi na Escola Arakawa, movida pela vontade de vingança e pelo desejo de provar o valor do rakugo como profissão. A série acompanha não apenas sua evolução artística, mas também seu crescimento emocional e as complexidades de suas relações pessoais.

Antes da estreia oficial, o primeiro episódio terá uma exibição internacional em Nova York, no dia 1º de abril de 2026, organizada pela Japan Society, oferecendo aos fãs e críticos uma experiência antecipada. A série será transmitida no YouTube para o público da América do Norte e América Latina e estará disponível globalmente na Netflix, além de plataformas regionais, como Abema, no Japão. No Sudeste Asiático, os direitos ficaram com a Medialink, ampliando ainda mais o alcance internacional da produção.

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