O que assistir nos cinemas neste final de semana (16 a 18 de janeiro)? Confira dicas imperdíveis para todos os gostos

Escolher o que assistir no cinema pode ser tão empolgante quanto o próprio filme. Entre estreias aguardadas e produções que prometem provocar sensações fortes, este final de semana (16 a 18 de janeiro de 2026) chega com opções que dialogam com diferentes emoções: o suspense psicológico que se infiltra lentamente, o terror pós-apocalíptico que confronta nossos instintos mais primitivos e um drama sensível que transforma luto em arte.

Suspense psicológico costuma funcionar melhor quando não depende apenas de reviravoltas, mas da tensão constante, daquele incômodo que cresce em silêncio. A Empregada, dirigido por Paul Feig, entende isso com precisão. Conhecido por sua carreira ligada à comédia, o diretor surpreende ao conduzir uma narrativa sombria, sufocante e profundamente humana, adaptada do best-seller de Freida McFadden, com roteiro de Rebecca Sonnenshine.

A história gira em torno de Millie Calloway, interpretada por Sydney Sweeney, uma mulher marcada por um passado que insiste em defini-la. Ex-presidiária em liberdade condicional, Millie tenta reconstruir a própria vida, mas se vê constantemente rejeitada em entrevistas de emprego assim que seu histórico vem à tona. O filme acerta ao retratar essa exclusão social sem didatismo, mostrando como a culpa passada se torna uma prisão invisível.

A virada acontece quando Millie conhece Nina Winchester, papel de Amanda Seyfried. Elegante, rica e aparentemente segura de si, Nina oferece o emprego sem questionamentos, como se o passado de Millie fosse irrelevante. A proposta soa generosa demais para ser verdadeira, e o filme faz questão de deixar isso claro desde os primeiros momentos.

Ao se mudar para a casa dos Winchester, Millie conhece Andrew, o marido de Nina, vivido por Brandon Sklenar, e a filha do casal. O convite para morar na residência parece um gesto de confiança, mas logo revela sua face cruel: Millie é instalada em um quarto minúsculo e abafado no sótão, isolada do restante da casa. O espaço físico se transforma em metáfora da posição que ela ocupa naquela dinâmica familiar.

Com o passar dos dias, o comportamento de Nina se torna cada vez mais perturbador. Explosões de humor, manipulações sutis e humilhações constantes fazem com que Millie caminhe sobre uma linha tênue entre gratidão e medo. Nina passa a sujar propositalmente os cômodos da casa, criando situações de abuso psicológico que corroem lentamente a protagonista. Nesse ambiente opressivo, Millie acaba se aproximando de Andrew, e uma atração mútua surge, empurrando todos para um triângulo emocionalmente explosivo.

A entrada de Enzo Accardi, o jardineiro italiano interpretado por Michele Morrone, adiciona mais camadas de mistério e ameaça. A Empregada não se contenta em ser apenas um thriller de segredos; o filme discute poder, controle, desejo e o preço da aparente segurança. É um suspense que cresce no olhar, nos silêncios e na sensação de que, naquela casa, ninguém é realmente inocente.

Se o terror sempre foi um espelho dos medos coletivos, Extermínio: O Templo dos Ossos atualiza esse reflexo para um mundo que já se acostumou à ideia de colapso. Quase trinta anos após o vírus da Raiva escapar de um laboratório de armas biológicas, o planeta apresentado no filme não é apenas devastado, mas profundamente transformado.

A trama acompanha um grupo de sobreviventes que vive em uma pequena ilha, conectada ao continente por uma única ponte fortemente vigiada. Esse detalhe simples concentra toda a tensão do filme: a ponte é, ao mesmo tempo, proteção e ameaça. Quando um dos membros do grupo decide atravessá-la em uma missão arriscada, o longa se expande para um território ainda mais sombrio, revelando não só a evolução dos infectados, mas também as distorções morais dos próprios humanos.

O filme vai além do horror explícito ao abordar a sobrevivência a longo prazo. Não se trata apenas de escapar da morte, mas de entender o que resta da humanidade quando as regras sociais deixam de existir. Comunidades se reorganizam, a violência se normaliza e a esperança se torna um recurso raro.

Visualmente, Extermínio: O Templo dos Ossos é uma experiência inquietante. Danny Boyle e o diretor de fotografia Anthony Dod Mantle optaram por gravar grande parte das cenas com iPhones 15 Pro Max, utilizando múltiplos aparelhos simultaneamente. O resultado é uma estética crua, quase documental, que coloca o espectador dentro do caos. A escolha dialoga com o espírito do filme original e reforça a ideia de que, em um mundo em colapso, qualquer ferramenta pode se tornar um meio de registro — ou sobrevivência.

Encerrando o passeio cinematográfico do final de semana, Hamnet: A Vida Antes de Hamlet oferece uma experiência completamente diferente. Em vez de tensão e violência, o filme aposta na delicadeza, no silêncio e na contemplação. Inspirado no romance de Maggie O’Farrell, o longa imagina a vida de William Shakespeare e de sua esposa Agnes após a morte do filho de 11 anos, Hamnet.

Dirigido por Chloé Zhao, que assina o roteiro ao lado da autora do livro, o filme se afasta da figura mítica do escritor para apresentar um homem comum, atravessado pela dor. Paul Mescal e Jessie Buckley entregam performances intensas e contidas, construindo um retrato sensível de um casal tentando sobreviver à ausência.

A narrativa não se preocupa em seguir uma linha cronológica rígida. Em vez disso, trabalha com memórias, sensações e pequenos gestos, mostrando como o luto se infiltra no cotidiano. Filmado no País de Gales, com fotografia de Łukasz Żal, Hamnet transforma paisagens naturais em extensões do estado emocional dos personagens.

Saiba qual filme vai passar no Cinemaço deste domingo, 18 de janeiro, na TV Globo

O Cinemaço deste domingo, 18 de janeiro de 2026, promete transportar o público para um futuro tão grandioso quanto devastador. A TV Globo exibe “Máquinas Mortais”, uma superprodução de aventura e ficção científica que imagina um planeta transformado em um enorme campo de batalha sobre rodas. Lançado em 2018, o filme aposta em um universo visualmente impressionante para contar uma história sobre sobrevivência, poder, desigualdade e as consequências extremas das guerras humanas.

De acordo com a sinopse do AdoroCinema, a trama se passa anos após a chamada Guerra dos Sessenta Minutos, um conflito global tão destrutivo que mudou completamente a forma como a humanidade vive. A Terra está devastada, os recursos naturais são escassos e a antiga organização das cidades deixou de existir. Para sobreviver, os seres humanos criaram as chamadas Cidades Tração, enormes metrópoles montadas sobre rodas gigantes, capazes de se locomover pelos continentes em busca de matéria-prima. Nesse novo mundo, as cidades menores são caçadas e “engolidas” pelas maiores, em uma lógica brutal de dominação e sobrevivência.

É nesse cenário caótico que surge Londres, uma das maiores e mais poderosas cidades móveis do planeta. No centro da história está Tom Natsworthy, um jovem historiador vivido por Robert Sheehan, que leva uma vida simples trabalhando nos níveis mais baixos da cidade. Tom é curioso, sonhador e fascinado pelas histórias do mundo antigo, aquele que existia antes da destruição. Sua vida muda radicalmente quando ele se envolve em um ataque que o lança para fora de Londres, jogando-o em um território hostil e desconhecido.

Ao cair no mundo exterior, Tom cruza o caminho de Hester Shaw, interpretada por Hera Hilmar, uma fora-da-lei marcada física e emocionalmente por um passado violento. Hester carrega no rosto cicatrizes que simbolizam muito mais do que feridas de batalha. Elas representam as marcas de um mundo que não teve piedade e de uma infância roubada pela guerra e pela ambição dos poderosos. Inicialmente desconfiados um do outro, Tom e Hester formam uma aliança improvável, unidos pela necessidade de sobreviver.

A jornada dos dois rapidamente deixa de ser apenas uma fuga. Conforme avançam, eles descobrem uma ameaça muito maior do que as cidades predatórias. Um antigo armamento, capaz de destruir o que resta do planeta, ameaça desequilibrar ainda mais esse mundo já frágil. No centro desse perigo está Thaddeus Valentine, vivido por Hugo Weaving, uma figura carismática, elegante e profundamente perigosa. Valentine acredita que o uso dessa arma é a única forma de garantir a supremacia de Londres, mesmo que isso custe milhares de vidas.

Hugo Weaving entrega um vilão complexo, que não se enxerga como mal, mas como necessário. Seu personagem simboliza a lógica do poder extremo, onde fins justificam quaisquer meios. Ao lado dele, a atriz e cantora Jihae interpreta Anna Fang, uma líder rebelde que representa a resistência contra o sistema das Cidades Tração. Forte, determinada e idealista, Anna surge como uma das figuras mais interessantes do filme, trazendo uma visão de mundo que se opõe diretamente à lógica da destruição contínua.

Dirigido por Christian Rivers, em sua estreia como diretor de longa-metragem, “Máquinas Mortais” carrega fortemente a influência de Peter Jackson, que assina o roteiro ao lado de Fran Walsh e Philippa Boyens, os mesmos nomes por trás das trilogias O Senhor dos Anéis e O Hobbit. Jackson, inclusive, adquiriu os direitos do livro homônimo de Philip Reeve ainda em 2009. O projeto passou anos em desenvolvimento até ser oficialmente anunciado em 2016.

Rivers, que venceu o Oscar de Melhores Efeitos Visuais por seu trabalho em “King Kong”, traz para o filme um olhar extremamente técnico e detalhista. As cidades em movimento são o grande espetáculo da produção. Londres sobre rodas, avançando sobre paisagens destruídas, é uma imagem que impressiona pela escala e pelo nível de detalhamento. As sequências de perseguição e captura entre cidades são ambiciosas e visualmente impactantes, criando um verdadeiro espetáculo para quem gosta de mundos fantásticos.

As filmagens ocorreram entre abril e julho de 2017, na Nova Zelândia, aproveitando paisagens naturais que ajudaram a construir a sensação de um planeta devastado e inóspito. O cuidado técnico é evidente em cada cena, desde os figurinos até os cenários digitais, reforçando o caráter épico da obra.

Apesar de todo o investimento visual, “Máquinas Mortais” teve uma recepção dividida. O filme estreou mundialmente em Londres em novembro de 2018 e chegou aos cinemas de vários países em dezembro do mesmo ano. A crítica reconheceu o impacto dos efeitos especiais, mas apontou falhas no desenvolvimento dos personagens, no ritmo da narrativa e em uma certa dificuldade do filme em criar uma identidade própria dentro do gênero pós-apocalíptico.

Esse conjunto de fatores refletiu no desempenho comercial. Com um orçamento estimado entre 100 e 150 milhões de dólares, o longa arrecadou cerca de 82,9 milhões de dólares em bilheteria mundial, sendo considerado um fracasso financeiro. Os prejuízos para o estúdio foram estimados em até 150 milhões de dólares, encerrando as possibilidades de uma continuação cinematográfica direta da saga literária.

Mesmo assim, o universo de “Máquinas Mortais” continuou a despertar interesse. Em 2020, uma série de jogos em primeira pessoa ambientados nesse mesmo mundo foi desenvolvida, ampliando a experiência para outros formatos e mantendo viva a mitologia criada por Philip Reeve.

Yoshi atende ao chamado e leva Mario a uma aventura cósmica no novo trailer de “Super Mario Galaxy: O Filme”

A jornada de Mario pelos cinemas está longe de terminar. A Universal Pictures divulgou um novo trailer e um cartaz inédito de “Super Mario Galaxy: O Filme”, continuação direta do fenômeno “Super Mario Bros: O Filme” (2023), que levou mais de 6,6 milhões de espectadores aos cinemas brasileiros. Produzida pela Illumination em parceria com a Nintendo, a animação estreia no Brasil no dia 1º de abril, prometendo elevar a aventura a uma escala ainda maior, agora atravessando os limites do Reino dos Cogumelos e alcançando o espaço.

Desde as primeiras imagens, o novo material deixa claro que a sequência aposta em uma narrativa mais ambiciosa. A história se afasta do conflito restrito a um único reino e passa a explorar ameaças que colocam toda a galáxia em perigo. O tom segue leve e bem-humorado, fiel à identidade da franquia, mas com um senso de urgência e grandiosidade que amplia o impacto da experiência cinematográfica.

O grande destaque do trailer é a introdução de Yoshi, personagem clássico dos jogos da Nintendo e figura querida por diferentes gerações. Sua chegada ao universo cinematográfico marca um momento simbólico para os fãs, já que o personagem passa a integrar ativamente a narrativa, deixando de ser apenas uma referência para se tornar parte essencial da nova missão enfrentada por Mario e seus aliados.

A direção permanece nas mãos de Aaron Horvath e Michael Jelenic (Teen Titans Go! – O Filme, Uma Aventura Lego 2), que retornam para dar continuidade ao estilo visual e narrativo que consagrou o primeiro longa. A dupla investe novamente em um ritmo acelerado, equilibrando ação, comédia física e momentos de emoção, mantendo a história acessível tanto para crianças quanto para adultos.

Na trama, após salvarem o Reino dos Cogumelos, Mario e seus amigos se veem diante de uma ameaça de origem cósmica capaz de destruir múltiplos mundos. Para enfrentar esse novo perigo, o grupo precisa deixar sua zona de conforto e embarcar em uma jornada intergaláctica repleta de desafios, alianças inesperadas e descobertas que colocam à prova a coragem dos heróis.

O roteiro é assinado por Matthew Fogel (Minions: A Origem de Gru), que retorna para aprofundar os laços entre os personagens e explorar novas camadas emocionais dentro da aventura. A trilha sonora fica novamente a cargo de Brian Tyler (Velozes e Furiosos 7, Vingadores: Era de Ultron), responsável por dar peso épico às cenas de ação e criar uma ponte emocional com temas clássicos da franquia.

No elenco de vozes, os protagonistas retornam com força total. Chris Pratt (Guardiões da Galáxia, Jurassic World) volta a interpretar Mario, enquanto Anya Taylor-Joy (O Gambito da Rainha, Duna: Parte Dois) reprisa o papel da Princesa Peach, agora ainda mais ativa na linha de frente da missão. Charlie Day (Quero Matar Meu Chefe, Philadelphia) retorna como Luigi, trazendo humor e sensibilidade, e Jack Black (Escola de Rock, Kung Fu Panda) reassume o papel de Bowser, reforçando o carisma do vilão. Keegan-Michael Key (Corra!, A Festa da Salsicha) e Kevin Michael Richardson (Hotel Transilvânia, Invencível) completam o time principal.

A produção segue sob o comando de Chris Meledandri (Meu Malvado Favorito, Minions) e Shigeru Miyamoto, criador de Mario e uma das figuras mais influentes da história dos videogames. A parceria entre Illumination e Nintendo continua sendo um dos pilares do sucesso da adaptação cinematográfica, garantindo fidelidade ao espírito dos jogos sem abrir mão de uma linguagem acessível ao grande público.

Visualmente, “Super Mario Galaxy: O Filme” aposta em cenários ainda mais variados e ousados, com planetas de gravidade própria, estruturas flutuantes e paisagens coloridas que remetem diretamente aos jogos da série Galaxy. A animação eleva o nível de detalhamento e movimento, reforçando o compromisso da produção com uma experiência pensada especialmente para a tela grande.

“O Morro dos Ventos Uivantes” tem pré-venda de ingressos iniciada nesta sexta (30) no Brasil

Um dos romances mais intensos e perturbadores da literatura mundial está prestes a ganhar uma nova e ousada releitura nas telonas. A Warner Bros. Pictures anunciou que a pré-venda de ingressos de “O Morro dos Ventos Uivantes” começa no dia 29 de janeiro, em todo o Brasil. O filme estreia oficialmente nos cinemas brasileiros em 12 de fevereiro de 2026, com sessões também em IMAX e versões acessíveis, ampliando o alcance da produção para diferentes públicos.

A nova adaptação do clássico de Emily Brontë é dirigida e produzida por Emerald Fennell, vencedora do Oscar e do BAFTA, conhecida por seu olhar provocador e esteticamente marcante em obras como Bela Vingança e Saltburn. Fennell propõe uma leitura livre do romance publicado em 1847, preservando o espírito trágico da história, mas trazendo uma abordagem contemporânea, intensa e emocionalmente crua.

No centro da narrativa está o relacionamento arrebatador e destrutivo entre Catherine Earnshaw, interpretada por Margot Robbie, e Heathcliff, vivido por Jacob Elordi. Unidos por uma conexão profunda desde a juventude, os dois personagens constroem uma relação marcada por amor obsessivo, ressentimentos, orgulho e escolhas que ecoam por gerações. Mais do que uma história romântica, O Morro dos Ventos Uivantes é um retrato visceral de como sentimentos mal resolvidos podem se transformar em dor, vingança e ruína.

A ambientação nos pântanos de Yorkshire, elemento simbólico da obra original, ganha destaque na adaptação de Fennell. O cenário inóspito e melancólico funciona como um reflexo direto das emoções dos personagens, reforçando o tom sombrio e trágico do enredo. A fotografia promete valorizar paisagens amplas e selvagens, criando uma atmosfera quase sufocante, onde paixão e sofrimento caminham lado a lado.

Outro grande destaque do filme é a trilha sonora original assinada por Charli XCX. A artista imprime sua identidade sonora à produção, apostando em composições que misturam sensualidade, melancolia e tensão emocional. A música surge como um elemento essencial para intensificar as emoções extremas vividas pelos personagens, dialogando diretamente com a proposta estética e narrativa do longa.

A escolha do elenco também chama atenção. Margot Robbie, conhecida por sua versatilidade e força dramática, assume o desafio de dar vida a uma das personagens femininas mais complexas da literatura. Já Jacob Elordi consolida sua transição para papéis mais densos, interpretando um Heathcliff marcado por traumas, raiva e um amor que beira a autodestruição. A química entre os dois promete ser um dos pilares da narrativa.

Park Min-young surge ensanguentada em trailer e marca virada de tom no k-drama “O Beijo da Sereia”

O Prime Video divulgou nesta semana o primeiro trailer oficial de O Beijo da Sereia, novo k-drama que estreia na plataforma em 2 de março, e a prévia rapidamente chamou atenção do público. O motivo principal é uma cena impactante envolvendo Park Min-young, uma das atrizes mais populares da dramaturgia sul-coreana, que aparece com o rosto ensanguentado em meio a uma atmosfera de tensão e mistério.

A série acompanha Cha Wooseok, personagem vivido por Wi Ha-joon (Round 6), um investigador de elite da Unidade de Investigação de Fraudes de Seguros (SIU). Conhecido por seus instintos aguçados e capacidade analítica acima da média, Wooseok se envolve em um caso complexo que liga um esquema de fraudes de seguros a uma sequência de mortes consideradas suspeitas. Conforme a investigação avança, todas as evidências passam a apontar para Han Seol-ah, interpretada por Park Min-young, uma sofisticada leiloeira de arte que se torna a principal suspeita dos crimes.

No trailer, Han Seol-ah é apresentada como uma mulher elegante, confiante e provocante, inserida em um ambiente de luxo e exclusividade. No entanto, a narrativa rapidamente desconstrói essa imagem inicial ao sugerir que a personagem pode estar diretamente ligada aos eventos trágicos investigados pela SIU. A cena em que Park Min-young aparece com o rosto coberto de sangue é um dos momentos mais comentados da prévia, não apenas pelo impacto visual, mas pelo simbolismo que carrega.

A sequência indica uma ruptura com a imagem pública da personagem e reforça a proposta da série de trabalhar com camadas psicológicas complexas, nas quais culpa, sobrevivência e manipulação podem coexistir. O roteiro, ao que tudo indica, evita respostas simples e convida o espectador a questionar constantemente as motivações de Han Seol-ah.

Para Park Min-young, O Beijo da Sereia representa um projeto que se distancia de seus papéis mais conhecidos em comédias românticas e dramas sentimentais. Desta vez, a atriz assume uma personagem que transita entre o charme e a ameaça, explorando uma faceta mais obscura de sua atuação.

Diferente de muitos k-dramas que utilizam o romance como motor principal da narrativa, O Beijo da Sereia parece estruturar sua história a partir de um thriller investigativo. A escolha de abordar fraudes de seguros como pano de fundo do enredo chama atenção por fugir de temas mais recorrentes no gênero e acrescenta um componente de realismo à trama.

Cha Wooseok, interpretado por Wi Ha-joon, surge como um investigador metódico, mas guiado também pela intuição. O trailer sugere que ele não apenas analisa dados e provas, mas se deixa afetar emocionalmente pelo caso — especialmente quando passa a interagir de forma mais próxima com Han Seol-ah. A relação entre os dois se constrói em um terreno instável, marcado pela desconfiança, pela atração e pela constante sensação de perigo.

Wi Ha-joon, que ganhou projeção internacional após Round 6, consolida sua presença em produções de suspense ao assumir um papel que exige intensidade emocional e contenção. Seu personagem parece dividido entre o dever profissional e a dúvida crescente sobre a real participação de Seol-ah nos crimes.

O próprio título da série, O Beijo da Sereia, reforça essa ideia. Na mitologia, sereias são figuras associadas à sedução e ao perigo, capazes de atrair suas vítimas com beleza e encanto antes de conduzi-las à perdição. A metáfora parece dialogar diretamente com a personalidade de Han Seol-ah e com o risco que Wooseok corre ao se envolver emocionalmente com alguém que pode estar no centro de uma rede criminosa.

MUBI anuncia estreia exclusiva do premiado documentário Meus Amigos Indesejáveis: Parte 1 – Último Ar em Moscou

A plataforma global de streaming e distribuição MUBI confirmou a estreia exclusiva de Meus Amigos Indesejáveis: Parte 1 – Último Ar em Moscou para o dia 3 de abril. A produção ficará disponível globalmente na plataforma, com exceção de Rússia e Belarus. A continuação, Meus Amigos Indesejáveis: Parte 2 – Exílio, também será lançada ainda este ano, igualmente com exclusividade no serviço.

Dirigido pela cineasta russa-americana Julia Loktev, o documentário vem acumulando reconhecimento da crítica internacional. O longa venceu os prêmios de Melhor Documentário concedidos pelo New York Film Critics Circle, pela Los Angeles Film Critics Association e pelo Gotham Awards, além de ter sido eleito Melhor Documentário no Film Independent Spirit Awards de 2025. O filme também integrou a shortlist para Melhor Documentário em Longa-Metragem no 98º Academy Awards.

Um retrato íntimo em meio ao colapso

Aclamado por veículos como The New Yorker, The New York Times, The Guardian e Los Angeles Times, o documentário foi descrito como um retrato impressionante de jornalistas russos dissidentes, combinando tensão política e humanidade em igual medida.

A narrativa começa como um acompanhamento íntimo de profissionais da imprensa independente na Rússia que enfrentam perseguições sob o regime de Vladimir Putin. No entanto, o filme sofre uma virada dramática quando a Rússia inicia uma guerra em larga escala contra a Ucrânia. Com a intensificação da repressão, os jornalistas retratados são forçados ao exílio, transformando o registro observacional em um testemunho urgente sobre autoritarismo e resistência.

O documentário acompanha de perto Alesya Marokhovskaya, Anna Nemzer, Elena Kostyuchenko, Irina Dolinina, Ksenia Mironova, Olga Churakova e Sonya Groysman, revelando os bastidores do jornalismo investigativo em um ambiente de crescente censura e ameaça. A proximidade da câmera, conduzida pela própria Loktev, cria uma atmosfera quase claustrofóbica, que reforça o clima de tensão vivido pelos protagonistas.

Reconhecimento em festivais internacionais

O filme teve sua estreia no New York Film Festival e realizou sua première internacional no Festival Internacional de Cinema de Berlim em 2025. Desde então, consolidou-se como uma das obras documentais mais impactantes do ano, tanto pela abordagem estética quanto pela relevância política.

As duas partes do projeto foram dirigidas, produzidas e filmadas por Loktev, com codireção da jornalista Anna Nemzer, uma das protagonistas do documentário. A montagem ficou a cargo de Loktev em parceria com Micheal Taylor, ACE, colaborador frequente da diretora. A produção contou ainda com consultoria de Riva Marker.

A trajetória de Julia Loktev

Nascida em São Petersburgo e radicada nos Estados Unidos desde a infância, Julia Loktev construiu uma carreira marcada por projetos que exploram tensão psicológica e questões sociais complexas. Bolsista da Guggenheim Fellowship e vencedora do Emerging Icons Award do George Eastman Museum, a diretora alterna entre ficção e documentário com reconhecimento constante da crítica.

Seu longa Planeta Solitário, estrelado por Gael García Bernal, foi exibido no Festival de Cinema de Nova York, conquistou o Prêmio do Júri no AFI Film Festival e recebeu indicações ao Independent Spirit Awards e ao Gotham Awards. Já Day Night Day Night estreou na Quinzena dos Realizadores no Festival de Cannes e rendeu à cineasta o prêmio Someone to Watch no Independent Spirit Awards. Seu documentário Moment of Impact venceu o prêmio de Direção no Festival de Sundance e o Grande Prêmio no Cinéma du Réel.

Com Meus Amigos Indesejáveis: Parte 1 – Último Ar em Moscou, Loktev reafirma sua capacidade de transformar histórias pessoais em reflexões universais. Ao registrar o impacto do autoritarismo sobre jornalistas que se recusam a silenciar, o filme dialoga com debates contemporâneos sobre liberdade de imprensa e democracia, ampliando sua relevância para além do contexto russo.

Warner Bros. Pictures revela trailer inédito de Mortal Kombat 2 e confirma estreia em maio nos cinemas

“Fatality!” não foi apenas uma palavra solta no ar durante a IGN Fest 2026. A Warner Bros. Pictures aproveitou o evento para divulgar um trailer inédito de Mortal Kombat 2 e, em poucos minutos, incendiou a internet. A sequência chega aos cinemas brasileiros no dia 7 de maio de 2026, também em IMAX e versões acessíveis, prometendo combates ainda mais brutais e uma escala muito maior do que vimos no filme de 2021.

O novo material já deixa claro que a história não vai economizar intensidade. A ameaça agora é direta e implacável: Shao Kahn surge como a força dominante da Exoterra, disposto a esmagar o Plano Terreno de uma vez por todas. A sensação é de que não se trata apenas de mais um torneio, mas de uma guerra declarada entre reinos. O equilíbrio do mundo está em jogo, e os personagens sabem que qualquer erro pode ser definitivo.

Entre socos, lâminas e poderes sobrenaturais, o trailer aposta em coreografias mais elaboradas e em um visual mais grandioso. Há uma preocupação evidente em aproximar a experiência do cinema à energia crua dos games criados por Ed Boon e John Tobias. Para quem cresceu ouvindo o clássico “Finish Him”, a nova prévia entrega exatamente o que se espera: confrontos intensos, atmosfera sombria e aquele exagero estilizado que faz parte do DNA da franquia.

Um dos pontos mais comentados é, sem dúvida, a chegada de Johnny Cage, agora interpretado por Karl Urban. O personagem ficou de fora do primeiro longa, mas já havia sido insinuado como peça-chave para a continuação. Pelo que o trailer indica, ele chega trazendo sua personalidade confiante e sarcástica, funcionando como um contraponto ao clima pesado da trama. A presença de Cage promete equilibrar tensão e carisma, algo que os fãs pediam desde o início.

O elenco ainda reúne nomes que retornam da produção anterior, como Jessica McNamee, Josh Lawson, Ludi Lin, Mehcad Brooks e Lewis Tan, além de Joe Taslim como Sub-Zero e Hiroyuki Sanada como Scorpion. A direção continua com Simon McQuoid, enquanto o roteiro é assinado por Jeremy Slater, reforçando a intenção de expandir o universo e aprofundar os conflitos.

A produção passou por desafios no caminho. As filmagens começaram em 2023, foram interrompidas por conta da greve do SAG-AFTRA e retomadas meses depois, sendo finalizadas no início de 2024. Esse intervalo, no entanto, parece ter sido aproveitado para ajustar detalhes e elevar o nível técnico da sequência.Para quem acompanha a franquia há décadas, a sensação é de reencontro.

Para quem chegou agora, é a chance de mergulhar em um universo onde honra, rivalidade e vingança se resolvem no ringue — ou melhor, na arena. Em maio de 2026, os reinos voltam a colidir nas telonas. E, ao que tudo indica, dessa vez ninguém sairá ileso.

Saiba qual filme é destaque na Sessão da Tarde desta terça, 3 de março, na Globo

A programação da TV Globo traz nesta terça-feira, 3 de março de 2026, um drama baseado em fatos reais que promete emocionar o público da Sessão da Tarde. O longa Father Stu, exibido no Brasil com o título Luta Pela Fé: A História do Padre Stu, acompanha a trajetória intensa e surpreendente de Stuart Long — um homem que saiu dos ringues de boxe para os altares da Igreja Católica.

Com direção de Rosalind Ross, o filme mergulha na jornada de autodestruição, fé e redenção de um personagem real que marcou a vida de muitas pessoas nos Estados Unidos.

De boxeador promissor a sacerdote

Baseado na história real de Stuart Long (1963–2014), o longa apresenta um protagonista que parece viver em constante conflito consigo mesmo. Interpretado por Mark Wahlberg, Stu é um jovem determinado, de personalidade forte e espírito competitivo. Sua vida toma um rumo inesperado quando uma lesão o obriga a abandonar o sonho de se tornar um boxeador profissional.

Sem saber exatamente qual caminho seguir, ele decide se mudar para Los Angeles com a intenção de tentar a carreira de ator. É nesse período que conhece Carmen, professora católica vivida por Teresa Ruiz. Encantado por ela, Stu começa a frequentar a igreja inicialmente para impressioná-la — mas o que parecia apenas uma estratégia de conquista acaba se transformando em algo muito maior.

Após sofrer um grave acidente de moto, ele passa por uma profunda reflexão sobre sua própria existência. O episódio funciona como um divisor de águas em sua vida. O homem impulsivo e muitas vezes autodestrutivo começa a enxergar um propósito diferente para si: tornar-se padre.

A decisão de seguir o sacerdócio não é recebida com entusiasmo por todos, especialmente por sua família. O pai de Stu, Bill Long, interpretado por Mel Gibson, representa uma figura dura, cética e emocionalmente distante. Já sua mãe, Kathleen Long, vivida por Jacki Weaver, demonstra um olhar mais sensível, ainda que também carregado de preocupação.

O filme constrói esses relacionamentos de forma humana, mostrando que a conversão de Stu não acontece de maneira instantânea ou idealizada. Ele continua sendo imperfeito, questionador e, por vezes, explosivo. O diferencial está justamente nisso: sua fé não apaga suas falhas, mas o ajuda a enfrentá-las.

Ao longo da narrativa, o público acompanha sua luta não apenas espiritual, mas também física. Diagnosticado com uma doença degenerativa, Stu passa a conviver com limitações severas enquanto exerce o ministério sacerdotal. Mesmo diante da dor, ele se torna fonte de inspiração para a comunidade ao seu redor.

Um drama direto e sem romantizações

Diferente de produções religiosas mais tradicionais, Luta Pela Fé: A História do Padre Stu adota um tom mais cru e realista. O roteiro não transforma o protagonista em um santo intocável. Pelo contrário: evidencia seus erros, recaídas e conflitos internos.

Essa abordagem torna a história mais próxima do espectador. Stu não é apresentado como alguém perfeito, mas como alguém que encontrou sentido justamente em meio às próprias fragilidades. Sua transformação não é marcada por discursos grandiosos, e sim por pequenas decisões e atitudes que demonstram crescimento.

Além de Wahlberg, Gibson, Weaver e Teresa Ruiz, o elenco conta ainda com nomes como Niko Nicotera, Chiquita Fuller e Cody Fern. Na versão exibida na TV brasileira, o filme traz dublagem com vozes de Armando Tiraboschi, Gabriel Noya, Gabriela Milani, Marcus Jardym e Marlene Costa.

Produzido com um orçamento estimado em US$ 4 milhões, o longa arrecadou cerca de US$ 21,8 milhões mundialmente, superando expectativas e consolidando-se como um projeto de forte apelo emocional. Mark Wahlberg, inclusive, esteve diretamente envolvido na produção do filme e demonstrou interesse pessoal em contar essa história, destacando a importância de retratar personagens reais que enfrentaram desafios profundos.

Uma história sobre propósito

Mais do que um filme religioso, Luta Pela Fé é uma narrativa sobre propósito. A trajetória de Stuart Long mostra que mudanças radicais podem surgir de momentos de crise. O acidente de moto, que poderia ser apenas mais um capítulo trágico, torna-se o ponto de partida para uma transformação espiritual.

A produção convida o espectador a refletir sobre escolhas, recomeços e sobre a possibilidade de encontrar sentido mesmo após fracassos. Ao retratar a passagem de um homem do universo competitivo do boxe para o compromisso espiritual do sacerdócio, o filme cria um contraste poderoso entre força física e força interior.

“Saneamento Básico – O Filme” é o destaque da Sessão da Tarde desta sexta, 13 de março, na TV Globo

A programação da TV Globo traz nesta sexta-feira, 13 de março de 2026, a exibição da comédia brasileira Saneamento Básico, o Filme dentro da tradicional Sessão da Tarde. Lançado em 2007, o longa é dirigido por Jorge Furtado, cineasta conhecido por trabalhos como O Homem que Copiava e Meu Tio Matou um Cara.

De acordo com a sinopse do AdoroCinema, a história acompanha os moradores da fictícia comunidade de Linha Cristal, uma pequena vila de descendentes de imigrantes italianos localizada na Serra Gaúcha. Cansados de conviver com problemas de esgoto e sem apoio financeiro da prefeitura para construir uma fossa séptica, os moradores encontram uma solução curiosa para resolver a situação.

Durante uma reunião com a subprefeitura, eles descobrem que não existe verba disponível para a obra de saneamento. No entanto, há quase dez mil reais destinados à produção de um filme financiado por um programa cultural do governo federal. Caso o dinheiro não seja utilizado rapidamente, ele precisará ser devolvido.

É então que surge uma ideia inusitada: produzir um filme apenas para cumprir as exigências burocráticas e usar os recursos para finalmente realizar a obra de saneamento da comunidade. Para que o projeto seja aprovado, os moradores precisam apresentar um roteiro e um projeto de ficção. Assim começa uma divertida aventura coletiva, em que pessoas comuns tentam realizar um filme improvisado enquanto lidam com limitações técnicas e muita criatividade.

O resultado é uma narrativa leve e bem-humorada sobre cooperação, improviso e o jeitinho brasileiro diante da burocracia. Ao mesmo tempo em que diverte, o filme também faz uma crítica sutil às dificuldades enfrentadas por pequenas comunidades para resolver problemas básicos de infraestrutura.

O elenco reúne alguns dos nomes mais reconhecidos do cinema e da televisão brasileira. Entre os protagonistas estão Fernanda Torres, Wagner Moura, Camila Pitanga e Bruno Garcia. O filme também conta com participações marcantes de Lázaro Ramos, Tonico Pereira e Paulo José.

Produzido pela Casa de Cinema de Porto Alegre e distribuído pela Columbia Pictures, o longa marcou o quarto projeto de Jorge Furtado no cinema. Desde seu lançamento, a obra recebeu elogios da crítica, principalmente pelo roteiro criativo e pela forma como mistura humor simples com observações sociais.

O reconhecimento também veio em forma de prêmios e indicações. O filme concorreu ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro nas categorias de Melhor Roteiro Original e Melhores Efeitos Especiais. No Prêmio Guarani, Fernanda Torres venceu na categoria de Melhor Atriz, consolidando uma das atuações mais lembradas do longa.

A produção também foi indicada ao Prêmio Contigo! de Cinema Nacional em diversas categorias, incluindo Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Roteiro, além de ter recebido reconhecimento em festivais e premiações dedicadas ao cinema brasileiro.

“Aoashi” confirma 2ª temporada e retorna em outubro com novos desafios para o jovem talento do futebol japonês

O anime Aoashi está oficialmente de volta. A produção ganhou um novo trailer e teve sua estreia confirmada para 4 de outubro, marcando o retorno de uma das adaptações esportivas mais elogiadas da animação japonesa nos últimos anos. A nova temporada dará continuidade à trajetória de Ashito Aoi, protagonista que tenta transformar talento bruto em uma carreira promissora dentro do futebol profissional.

A história acompanha Ashito, um jovem jogador do interior do Japão conhecido tanto por sua habilidade em campo quanto pelo comportamento impulsivo. No início da narrativa, o talento do adolescente chama atenção, mas sua dificuldade em controlar emoções acaba comprometendo partidas importantes para sua equipe escolar. É nesse momento que surge Tatsuya Fukuda, técnico da base do clube Tokyo City Esperion, que enxerga no garoto algo que vai além da técnica: potencial estratégico e visão de jogo.

Fukuda decide convidá-lo para integrar o programa de formação do clube, uma das academias juvenis mais competitivas do país. A partir daí, a série passa a acompanhar a adaptação de Ashito a um ambiente de alto rendimento, onde disciplina, tática e trabalho coletivo passam a ser tão importantes quanto talento individual.

Diferente de muitos animes esportivos que apostam em exageros dramáticos ou habilidades quase sobrenaturais, Aoashi construiu sua reputação justamente pela abordagem mais realista do futebol. O desenvolvimento dos jogadores é apresentado de forma gradual, com atenção especial a aspectos como posicionamento em campo, leitura de jogo e dinâmica coletiva — elementos centrais no futebol moderno.

O anime é baseado no mangá Aoashi, escrito e ilustrado por Yūgo Kobayashi a partir de um conceito original de Naohiko Ueno. A obra começou a ser publicada em janeiro de 2015 na revista Weekly Big Comic Spirits, da editora Shogakukan, uma das principais publicações voltadas ao público jovem adulto no Japão.

Ao longo de quase uma década de publicação, o mangá se consolidou como um dos títulos esportivos mais relevantes do mercado japonês contemporâneo. Em 2022, a série já ultrapassava a marca de 15 milhões de cópias em circulação, refletindo a popularidade da história entre leitores e fãs de futebol. A narrativa foi encerrada recentemente após a publicação de 410 capítulos, concluindo a jornada iniciada em 2015.

A adaptação para anime ficou sob responsabilidade do estúdio Production I.G, conhecido por produções de destaque como Haikyu!! e Ghost in the Shell: Stand Alone Complex. A primeira temporada estreou em abril de 2022 e rapidamente chamou atenção por manter a essência tática da obra original, algo que agradou tanto fãs de animes quanto admiradores do esporte.

Outro aspecto curioso está no significado do próprio título da série. Em japonês, “Ao” (青) significa azul — cor tradicional da seleção japonesa de futebol — enquanto “ashi” (足) significa pé. A junção das palavras pode ser interpretada como “pés azuis”, uma referência simbólica ao futebol japonês e ao processo de amadurecimento de jovens atletas.

O universo da obra também ganhou uma história derivada, o mangá Aoashi Brotherfoot, publicado em 2021 e focado em personagens paralelos da narrativa. No Brasil, o mangá é publicado pela Editora JBC, ampliando o alcance da obra entre leitores interessados em histórias esportivas mais realistas.

notícias em destaque