Ninguém Quer é renovada para a terceira temporada; O charme ácido de Kristen Bell conquista mais uma vez o público da Netflix

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A Netflix confirmou nesta quarta-feira (4) que Ninguém Quer foi oficialmente renovada para uma terceira temporada, apenas algumas semanas após a estreia da segunda, em outubro. O anúncio foi feito de forma bem-humorada em um vídeo publicado no X (antigo Twitter), com Kristen Bell — protagonista e produtora executiva da série — surpreendendo o elenco com a notícia. No vídeo, Bell aparece sorridente enquanto revela a novidade, mas é “corrigida” pela criadora da série, Erin Foster, que lembra que foi ela quem, na verdade, contou à atriz sobre a renovação. A brincadeira reflete o tom espirituoso e autodepreciativo que conquistou o público e se tornou uma marca registrada da produção.

Com um elenco afiado, um texto inteligente e uma química irresistível entre seus protagonistas, a série consolidou-se como uma das comédias românticas mais comentadas da Netflix no último ano. Criada por Erin Foster, a série estreou em setembro de 2024 e desde então tem recebido elogios tanto da crítica quanto dos assinantes por seu olhar honesto — e muitas vezes hilário — sobre amor, fé, imperfeição e os dilemas da vida adulta moderna.

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Uma comédia romântica nada convencional

A trama gira em torno de Joanne, interpretada por Kristen Bell, uma mulher agnóstica, franca e desbocada, que vê sua vida virar de cabeça para baixo quando se apaixona por Noah Roklov (vivido por Adam Brody), um rabino judeu nada tradicional. A premissa, que em mãos menos habilidosas poderia soar apenas excêntrica, ganha profundidade e calor humano nas mãos de Foster e da equipe criativa da série.

O contraste entre os dois protagonistas é o motor da narrativa — e também sua maior força. Joanne é emocionalmente caótica, impulsiva e cheia de opiniões sobre tudo; Noah, por outro lado, é racional, centrado e guiado por valores espirituais. O romance entre eles não é apenas improvável, mas também deliciosamente confuso, com situações que oscilam entre o cômico e o comovente. A relação, marcada por diferenças culturais e existenciais, serve de pano de fundo para reflexões sobre fé, identidade e o que realmente significa estar em um relacionamento no século 21.

Da vida real para a ficção

Parte do charme da série vem do fato de que a criadora Erin Foster baseou a história em suas próprias experiências de vida. Conhecida pelo humor sarcástico e por seus roteiros afiados, Foster criou uma narrativa que mistura autenticidade emocional com situações absurdas, sempre sustentadas por um ritmo cômico preciso.

Quando a Netflix encomendou a série em março de 2023, já havia grande expectativa em torno da colaboração entre Foster e Steven Levitan, vencedor do Emmy por “Modern Family”. Levitan atua como coprodutor executivo, ao lado de Foster, Kristen Bell e nomes como Craig DiGregorio, Sara Foster, Danielle Stokdyk, Oly Obst e Josh Lieberman, sob o selo da 3 Arts Entertainment e 20th Television.

A sinergia entre Foster e Bell também foi um dos pontos mais comentados pela crítica. Kristen Bell, além de protagonista, ajudou a moldar o tom da produção, trazendo nuances de vulnerabilidade para uma personagem que, em mãos menos experientes, poderia soar apenas sarcástica. O resultado é uma protagonista complexa, divertida e surpreendentemente humana — um equilíbrio que ecoa o sucesso anterior de Bell em séries como The Good Place e Veronica Mars.

O elenco que dá vida à comédia

Além da dupla principal, o elenco da série conta com Justine Lupe (como Morgan), Timothy Simons (como Sasha Roklov), Stephanie Faracy (Lynn), Tovah Feldshuh (Bina Roklov), Paul Ben-Victor (Ilan Roklov), Jackie Tohn (Esther Roklov), Emily Arlook (Rebecca), Sherry Cola (Ashley), Shiloh Bearman (Miriam Roklov) e Stephen Tobolowsky (Rabbi Cohen). A participação especial de Ryan Hansen como Kyle também rendeu boas risadas e um toque de nostalgia, já que Bell e Hansen trabalharam juntos em Veronica Mars.

A química entre o elenco é um dos trunfos da série. As interações são naturais e cheias de timing cômico, e a presença de atores experientes em comédia garante que até as situações mais caóticas mantenham uma dose de realismo emocional. “O segredo de Nobody Wants This é que, por trás das piadas, há pessoas de verdade tentando fazer o melhor que podem”, comentou Adam Brody em uma entrevista recente.

Resumo da novela A Sucessora 25/07/2023 terça-feira

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Resumo da novela A Sucessora de terça-feira, 25/07/2023. A exibição está prevista para acontecer às 16h, no canal Viva.

Segundo informa o resumo de A Sucessora de 25 de julho de 2023, Antônio, um homem de coração generoso e apaixonado, encontra em Isabel o verdadeiro significado do amor. Cada momento compartilhado ao lado dela é repleto de sorrisos, carinho e cumplicidade, consolidando uma conexão que transcende as palavras. O sentimento que nutre por ela é tão intenso e profundo que ele sabe que é hora de dar um passo importante em seu relacionamento, rumo a um futuro de felicidade e realização.Com o coração repleto de determinação, Antônio decide que é o momento perfeito para pedir Isabel em casamento. Ele quer formalizar a união, selar a promessa de amor eterno e enfrentar juntos todos os desafios que a vida possa apresentar. Decidido a fazer do pedido algo especial e inesquecível, Antônio se entrega à tarefa de planejar cuidadosamente cada detalhe. O dia do pedido de casamento se aproxima, e a ansiedade de Antônio é uma mistura de nervosismo e empolgação. Ele escolhe um cenário encantador, um local que tenha significado para o casal, onde cada instante vivido seja um capítulo de sua história de amor. Envolto em um mar de emoções, Antônio se prepara para o momento mais importante de sua vida. Seu coração bate acelerado, mas a certeza do que sente por Isabel o fortalece. Ele sabe que está prestes a fazer a pergunta que mudará suas vidas para sempre. Finalmente, o momento chega. Antônio olha nos olhos de Isabel, transmitindo todo o amor e a felicidade que sente por ela. Com palavras doces e sinceras, ele expressa seus sentimentos mais profundos, prometendo ser o apoio incondicional, o parceiro fiel em todas as jornadas que ainda estão por vir.

Ainda em A Sucessora, o pedido de casamento é feito com a simplicidade do coração, mas carregado de significado e propósito. Antônio está certo de que Isabel é a pessoa com quem deseja compartilhar suas alegrias, tristezas e conquistas. Acredita que, juntos, eles podem construir uma vida plena de realizações e felicidade. O brilho nos olhos de Isabel ao aceitar o pedido é o reflexo da certeza de que, com Antônio, ela encontrou o amor verdadeiro. É uma aliança de almas que se encontraram em meio ao caos da vida, escolhendo trilhar o caminho da felicidade lado a lado. A partir desse momento, Antônio e Isabel começam a construir uma jornada repleta de amor, cumplicidade e companheirismo. Unidos pelo elo mais poderoso que existe, o amor verdadeiro, eles enfrentam cada desafio com coragem e determinação, sabendo que, juntos, podem superar qualquer obstáculo. O pedido de casamento de Antônio foi um marco em suas vidas, um momento que ficará eternamente gravado em seus corações. Cada dia ao lado de Isabel é uma celebração do amor que os une, e a certeza de terem feito a escolha certa é a força que os guiará em direção a um futuro brilhante e cheio de amor. Juntos, eles estão prontos para viverem intensamente cada capítulo dessa linda história de amor.

O resumo da novela A Sucessora é de total responsabilidade da emissora, de modo que o Almanaque Geek se isenta de possíveis mudanças na exibição.

Dica no Reserva Imovision: “Você é o Universo” é um romance cósmico sobre solidão, amor e sobrevivência

No meio de tantas estreias barulhentas, continuações de franquias e produções de bilheteria, existe um outro cinema que sussurra. Um cinema que fala com o coração apertado, com olhos úmidos e com a coragem de encarar o silêncio. “Você é o Universo” (U Are The Universe), dirigido por Pavlo Ostrikov, é exatamente isso: uma ficção científica que, sob a superfície de uma missão espacial, esconde uma profunda e tocante reflexão sobre o que significa ser humano — especialmente quando já não existe mais ninguém.

O longa de 2024 é uma co-produção entre Ucrânia e Bélgica, com 101 minutos de duração que parecem condensar não só os últimos suspiros da humanidade, mas também a última história de amor do universo.

Uma ficção científica de alma ucraniana

O filme nos transporta para um futuro não tão distante, mas claramente distópico. O protagonista, Andriy Melnyk, é um astronauta ucraniano encarregado de uma tarefa bastante simbólica: transportar lixo nuclear até Calisto, uma das luas de Júpiter. A solidão do personagem já é latente desde os primeiros minutos — ele não é um herói intergaláctico, nem um aventureiro destemido. Andriy é um homem comum, perdido em sua própria rotina mecânica, aprisionado dentro de um cargueiro que atravessa o espaço frio e indiferente.

E é justamente quando a Terra explode que a ficção científica de “Você é o Universo” atinge sua primeira curva emocional. O que poderia ser apenas mais uma jornada tecnológica se transforma num luto cósmico. Andriy não perdeu apenas seu planeta, mas também qualquer referência de lar, família, propósito.

É nesse contexto que ele capta uma transmissão vinda de uma estação espacial distante. Do outro lado da comunicação está Catherine, uma mulher francesa igualmente isolada — não apenas no espaço, mas também em seus próprios traumas e fragilidades. A conexão entre os dois, no início, é tênue, quase casual. Mas rapidamente cresce em intensidade e beleza. Porque quando o universo inteiro silencia, qualquer voz que escapa do vazio se torna indispensável.

Amor em tempos de extinção

Dizer que “Você é o Universo” é uma história de amor seria, ao mesmo tempo, uma simplificação e uma precisão. O que vemos se desenvolver entre Andriy e Catherine é mais do que um romance. É uma necessidade vital, uma âncora diante do colapso. Não há corpos que se tocam, não há encontros físicos. O amor aqui nasce da escuta, da troca de palavras, da esperança frágil de que, talvez, ainda valha a pena acreditar em algo — mesmo que esse algo seja tão etéreo quanto um sinal de rádio vindo do outro lado da galáxia.

O diretor Pavlo Ostrikov conduz essa aproximação com uma sensibilidade notável. Não há pressa, não há exageros. Tudo se constrói no tempo do silêncio, das hesitações, dos monólogos sussurrados para si mesmo. A relação dos dois se torna a própria resistência diante do absurdo — como se amar, mesmo sem garantias, fosse o último ato possível de humanidade.

Um espelho da nossa época

Embora situado no espaço e com uma premissa futurista, “Você é o Universo” reflete com potência o nosso presente. A solidão de Andriy é a solidão de tantos em meio à hiperconectividade. A perda da Terra ecoa o medo coletivo da crise climática, das guerras, da instabilidade global. E o desejo de encontrar alguém, mesmo quando tudo parece perdido, é o fio que nos une enquanto espécie.

É impossível assistir ao filme sem pensar na guerra que assola a Ucrânia desde 2022. A destruição literal do planeta no filme se torna uma metáfora para o colapso que tantas pessoas vivem em seu dia a dia. A dor da separação, da perda, da reconstrução incerta — tudo isso está ali, embutido nas camadas mais sutis da narrativa.

O longa, por isso, também é político. Não no sentido panfletário, mas no seu gesto de afirmar que vidas ucranianas (e, por extensão, de qualquer canto do mundo) têm valor, têm histórias, têm direito a amor — mesmo nos momentos mais extremos.

Um cinema que emociona pelo detalhe

Esteticamente, o filme opta por uma fotografia limpa, fria, com tonalidades metálicas que reforçam a sensação de isolamento. Os interiores do cargueiro onde Andriy vive são minimalistas, claustrofóbicos. A câmera, muitas vezes estática, captura a repetição dos gestos, o esvaziamento dos dias, o peso da espera.

Mas é nos pequenos detalhes que o filme floresce. Uma música antiga que toca no fundo. Um diário de bordo que se transforma em confissão. Um olhar perdido na tela de um monitor. Tudo isso compõe uma atmosfera delicada e profundamente tocante. Ostrikov entende que a ficção científica não precisa de explosões para emocionar — às vezes, basta uma única voz dizendo “estou aqui”.

A atuação de [ator de Andriy, não informado na sinopse] é contida, quase silenciosa, mas cheia de nuances. A voz, muitas vezes mais importante que a expressão facial, carrega o peso de um homem que viu o fim do mundo, mas ainda se permite esperar o recomeço.

Catherine: a luz no fim do espaço

A personagem de Catherine, interpretada por [atriz não informada na sinopse], é tão crucial quanto Andriy para o equilíbrio do filme. Ela representa o outro lado da existência — não menos solitário, mas talvez mais consciente do absurdo de tudo. Sua maneira de lidar com a situação é diferente, mais irônica, mais filosófica.

A química entre os dois se dá pela diferença de perspectivas. Catherine questiona, provoca, ri quando Andriy quer chorar. Ela o força a sair do piloto automático, a sentir. E, no fim das contas, talvez seja ela quem mais precisa ser ouvida, mesmo que não admita.

Festival de Toronto e reconhecimento internacional

“Você é o Universo” fez parte da seleção oficial do Festival Internacional de Cinema de Toronto, um dos mais prestigiados do mundo, e também do Festival de Cinema Europeu Imovision. Essa trajetória não é por acaso. O filme, apesar de sua origem modesta, tem uma força universal que dialoga com espectadores de diferentes culturas e gerações.

Ele pertence a uma linhagem de filmes de ficção científica intimistas, como “Moon” (2009), “Aniquilação” (2018), “O Primeiro Homem” (2018) e “Ela” (2013). Obras que usam o espaço não como espetáculo visual, mas como metáfora existencial. Em “Você é o Universo”, a pergunta não é “para onde vamos?”, mas “o que somos quando tudo acaba?”.

Para quem é esse filme?

Se você está em busca de um filme acelerado, cheio de reviravoltas e efeitos visuais explosivos, talvez “Você é o Universo” não seja sua primeira opção. Mas se você se interessa por histórias que tocam fundo, que exploram sentimentos humanos em situações-limite, esse filme é uma joia rara.

É um convite ao silêncio, à escuta, à contemplação. É um lembrete de que, mesmo no vazio do espaço, o amor pode ser o último planeta habitável.

Onde assistir?

“Você é o Universo” está disponível na plataforma Reserva Imovision, especializada em cinema autoral, europeu e independente. Se você ainda não conhece, vale explorar o catálogo — é um verdadeiro tesouro para quem busca experiências cinematográficas fora do eixo hollywoodiano.

O longa tem classificação indicativa de 14 anos, por conter linguagem imprópria, temas sensíveis e cenas de violência. Nada gráfico ou gratuito, mas ainda assim importante para o contexto emocional da trama.

PopHaus e Wet’n Wild unem atrações em combo promocional para movimentar as férias de julho em São Paulo

Quem está montando a programação das férias escolares ganhou uma nova opção para aproveitar julho. O PopHaus e o Wet’n Wild fecharam uma parceria que reúne os dois parques em um único ingresso promocional. A oferta inclui duas horas de acesso ao PopHaus Indoor e um ingresso para o Wet’n Wild por R$ 150.

A ação é válida durante o mês de julho e foi pensada para quem pretende combinar dois estilos diferentes de lazer. De um lado, um parque indoor voltado para desafios físicos e brincadeiras. Do outro, um parque aquático com piscinas aquecidas e atrações para todas as idades.

No PopHaus, os visitantes encontram escorregadores de grande porte, trampolins, paredes de escalada, infláveis e circuitos de aventura. A unidade do Tatuapé passou recentemente por uma renovação e recebeu novas atrações, entre elas o Turbo Slide, um escorregador de cerca de seis metros de altura que termina em uma piscina com aproximadamente 65 mil bolinhas. O espaço também ganhou um circuito ninja suspenso e novos desafios de equilíbrio e agilidade, que já estão disponíveis também na unidade de Santo Amaro.

Durante as férias escolares, as duas unidades funcionarão todos os dias, facilitando a visita de famílias e grupos de amigos que aproveitam o período de recesso.

Já o Wet’n Wild inicia a temporada Super Férias 2026, realizada entre 2 de julho e 2 de agosto. Neste período, o parque abre de quinta a segunda-feira e mantém um dos seus principais diferenciais para o inverno paulista: as piscinas aquecidas, com temperaturas entre 26°C e 28°C. Na atração Ilha Misteriosa do Cascão, a água pode ultrapassar os 30°C, permitindo aproveitar os brinquedos aquáticos mesmo nos dias mais frios.

A programação especial das férias também inclui atividades de recreação ao longo do dia, encontros com personagens da Turma da Mônica aos finais de semana e a tradicional festa da espuma, atrações voltadas principalmente para famílias com crianças.

The Noite com Danilo Gentili desta terça (31/03) entrevista Joyce Pascowitch sobre sua trajetória no jornalismo

O talk show The Noite com Danilo Gentili recebe nesta terça, 31 de março de 2026, uma convidada que carrega décadas de experiência, influência e olhar apurado sobre comportamento e sociedade. A jornalista Joyce Pascowitch participa do programa comandado por Danilo Gentili para uma conversa que promete ir além do entretenimento e mergulhar em temas que atravessam cultura, política e estilo de vida.

Reconhecida por sua escrita elegante e observadora, Joyce construiu uma carreira sólida no jornalismo brasileiro, tornando-se referência quando o assunto é análise social com um toque de crônica. Durante a entrevista, ela compartilha momentos marcantes de sua trajetória, além de refletir sobre as transformações no comportamento da sociedade ao longo das últimas décadas.

Filha de Bernardo Leão Pascowitch e Dora Burd Pascowitch, Joyce cresceu em um ambiente que valorizava a educação e o pensamento crítico. Sua formação no tradicional Colégio Rio Branco ajudou a moldar o olhar atento que mais tarde se tornaria uma de suas principais marcas no jornalismo. Desde o fim dos anos 1980, ela atua no mercado editorial, acompanhando e analisando mudanças profundas na forma como as pessoas se relacionam com informação, moda e cultura.

Ao longo da carreira, passou por alguns dos veículos mais importantes do país. Durante 14 anos, assinou a coluna social da Folha de S.Paulo, onde se destacou por um estilo que ia além da superficialidade comum ao gênero. Suas publicações traziam uma leitura mais refinada sobre comportamento, revelando nuances da sociedade brasileira que muitas vezes passavam despercebidas.

Na Editora Globo, também deixou sua marca. Foi colunista da revista Época e diretora de redação da Quem, cargos que consolidaram sua influência dentro do jornalismo de revista. Além disso, atuou como comentarista na GloboNews por oito anos, ampliando sua presença também na televisão e reforçando seu papel como analista de comportamento e política.

Sua relação com a TV, no entanto, não se limita a participações pontuais. Joyce já teve um programa no próprio SBT, onde comentava a vida política com uma abordagem irônica e inteligente. Essa experiência ajudou a consolidar sua habilidade de dialogar com diferentes públicos, sempre mantendo um tom crítico, mas acessível.

Outro marco importante de sua trajetória é a criação do portal Glamurama, lançado no início dos anos 2000. Voltado para moda, lifestyle, gastronomia, cultura e tendências, o site rapidamente se tornou referência para um público interessado em conteúdos sofisticados. Com sede em São Paulo, o projeto evoluiu e deu origem a um grupo que também publica revistas mensais, como Joyce Pascowitch e Poder, voltadas para um segmento de alto padrão.

Além do trabalho no jornalismo e na comunicação, Joyce também se destacou como autora. Ao longo dos anos, lançou livros que reúnem suas crônicas e reflexões, como Fotossíntese: 13 anos de coluna, Avental, De alma leve: sutilezas do cotidiano e Poder, Estilo e Ócio. Nessas obras, mantém o mesmo olhar sensível e atento que a consagrou, abordando desde situações cotidianas até questões mais profundas sobre comportamento humano.

O reconhecimento por sua contribuição ao jornalismo veio em forma de prêmios importantes. Em 2014, foi eleita Winning Woman pela EY, destacando sua atuação no mercado. Já em 2017, recebeu o prêmio especial na categoria “Contribuição ao Jornalismo” no Troféu Mulher IMPRENSA, reforçando sua relevância e legado na área.

Durante sua participação no programa, Joyce também deve comentar sobre o atual cenário da comunicação e o papel das redes sociais na construção de narrativas. Em um momento em que a informação circula de forma cada vez mais rápida, sua visão crítica se torna ainda mais necessária para compreender os impactos dessas mudanças.

Cinépolis apresenta combo exclusivo de Dungeons & Dragons: Honra Entre Rebeldes

A Cinépolis lançou um combo promocional exclusivo para o filme “Dungeons & Dragons: Honra Entre Rebeldes”, disponível nas bombonières de suas salas em todo o Brasil. Este combo inclui um balde de pipoca e dois copos de 700 ml, todos decorados com artes temáticas do longa-metragem, oferecendo uma experiência imersiva para os fãs do filme. Confira abaixo a arte promocional do combo:

A trama nos leva a uma jornada emocionante e repleta de ação, centrada em um astuto ladrão e seu grupo heterogêneo de aventureiros. A história começa com a missão aparentemente simples de recuperar um artefato perdido, um objeto de grande importância que pode mudar o curso dos eventos em seu mundo. À medida que o grupo avança em sua busca, eles são confrontados por desafios cada vez mais complexos e perigosos. A trama se intensifica quando se deparam com inimigos poderosos, cujas intenções malignas ameaçam não apenas o sucesso de sua missão, mas também a própria sobrevivência dos protagonistas.

Cada membro do grupo traz habilidades únicas e um passado intrigante, contribuindo para a dinâmica e tensão entre eles. O ladrão astuto, líder da equipe, deve utilizar sua astúcia e habilidades de combate para superar obstáculos traiçoeiros e traições inesperadas. A jornada se torna uma verdadeira prova de coragem, lealdade e estratégia, enquanto eles navegam por um mundo repleto de magia, intriga e batalhas épicas. “Dungeons & Dragons: Honra Entre Rebeldes” promete não apenas uma aventura cheia de ação, mas também um mergulho profundo em temas de amizade, honra e redenção.

O filme é dirigido por Jonathan Goldstein (de “Férias Frustradas”) e John Francis Daley (de “A Noite do Jogo”), que também trabalharam no roteiro de “Homem-Aranha: De Volta ao Lar”. Jeremy Latcham, conhecido por “Vingadores: Era de Ultron”, é o produtor executivo. Os itens do combo podem ser comprados separadamente, mas a oferta está disponível exclusivamente nas bombonières da Cinépolis. Aproveite para garantir o seu e mergulhar na aventura do filme!

Cães de Caça | Tudo o que você precisa saber antes de assistir à 2ª temporada da série na Netflix

A segunda temporada de Cães de Caça chega à Netflix cercada de expectativa e com a missão de repetir — e até superar — o impacto do primeiro ano. A produção sul-coreana conquistou o público ao misturar ação intensa com uma história profundamente humana, marcada por perdas, escolhas difíceis e relações construídas em meio ao caos. Sob o comando de Kim Joo-hwan, o novo ciclo amplia esse universo e aposta em uma abordagem mais sombria, onde o que está em jogo vai muito além da sobrevivência física, envolvendo valores, limites e as consequências de decisões tomadas sob pressão.

Ambientada durante a pandemia de COVID-19, a narrativa apresentou um retrato sensível de um período em que muitas pessoas viram suas vidas desmoronarem financeiramente. No centro disso está Kim Gun-woo, vivido por Woo Do-hwan, um jovem boxeador que precisou abrir mão dos próprios sonhos para ajudar a mãe a escapar de uma dívida sufocante. Ao lado de Hong Woo-jin, interpretado por Lee Sang-yi, ele se vê inserido em um universo perigoso, dominado por empréstimos abusivos e figuras que lucram com o desespero alheio. A parceria com o enigmático Sr. Choi, papel de Heo Joon-ho, traz um respiro moral à história, já que o personagem atua ajudando pessoas vulneráveis sem cobrar juros, transformando o que parecia apenas uma luta individual em um confronto direto com um sistema inteiro.

O que muda na 2ª temporada?

Se antes o foco estava em conflitos mais diretos e locais, os novos episódios expandem o cenário e elevam o nível de perigo. A história agora mergulha em um esquema internacional ligado ao boxe clandestino, onde a violência é tratada como espetáculo e o dinheiro dita as regras. Nesse contexto surge Baek Jeong, interpretado por Rain, um antagonista que impõe respeito não apenas pela força, mas pela forma estratégica com que manipula esse submundo, criando uma ameaça muito maior do que qualquer uma enfrentada anteriormente e intensificando a sensação de que cada escolha pode gerar consequências irreversíveis.

Uma das grandes forças do drama sempre foi a construção emocional de seus personagens, e isso se intensifica agora. Gun-woo e Woo-jin retornam mais experientes, mas também mais marcados pelas cicatrizes do passado, lidando não apenas com inimigos externos, mas com conflitos internos que colocam seus próprios valores à prova. A amizade entre os dois continua sendo o coração da narrativa, mas ganha novas camadas diante de decisões difíceis, onde a linha entre justiça e vingança se torna cada vez mais tênue. Ao mesmo tempo, o legado deixado pelo Sr. Choi passa a ter um peso ainda maior, funcionando como uma bússola moral em meio ao caos crescente.

Inspirada na webtoon criada por Jeong Chan, a produção conseguiu ir além da obra original ao desenvolver uma narrativa própria, mais densa e emocional. O equilíbrio entre cenas de ação intensas e momentos mais introspectivos ajuda a construir uma história que não se apoia apenas na violência, mas também no impacto das escolhas dos personagens, o que contribuiu diretamente para sua forte conexão com o público global.

Nem tudo foi simples fora das telas, já que a produção enfrentou desafios importantes ainda na primeira temporada, incluindo mudanças no elenco que exigiram ajustes no roteiro. Mesmo assim, o resultado conseguiu manter sua força narrativa, demonstrando a solidez do projeto e o comprometimento da equipe, fatores que ajudaram a consolidar uma base fiel de espectadores ao redor do mundo.

Vale a pena assistir?

Para quem acompanhou o primeiro ano, a nova temporada surge como uma continuação mais intensa e emocionalmente carregada, elevando os riscos e aprofundando os conflitos. Já para novos espectadores, começar desde o início é essencial para entender a jornada dos personagens e o peso de suas escolhas.

Trailer da nova série de Harry Potter da HBO se torna o mais visto da história e dispara a ansiedade dos fãs

O universo mágico dos estudantes de Hogwarts está prestes a ganhar uma nova vida na televisão. O trailer da série Harry Potter e a Pedra Filosofal, divulgado na última sexta-feira (27) pela HBO, alcançou números inéditos, com mais de 277 milhões de visualizações em apenas 48 horas, tornando-se o trailer mais assistido da história da HBO e da plataforma HBO Max, superando em mais do que o dobro o recorde anterior. A repercussão imediata reflete não apenas a força da franquia, mas também o interesse global pela nova adaptação da obra de J.K. Rowling.

A série nasce de uma colaboração entre HBO Entertainment, Warner Bros. Television, Brontë Film & TV e Heyday Films, com o objetivo de criar uma narrativa que respeite a essência dos livros de J.K. Rowling, ao mesmo tempo em que apresenta elementos inéditos para atrair tanto os fãs de longa data quanto novos espectadores. No centro da história estão Dominic McLaughlin (The Essex Serpent, A Very British Scandal), interpretando o jovem bruxo protagonista, Alastair Stout (Bridgerton, A Discovery of Witches) como seu fiel amigo Rony Weasley e Arabella Stanton (The Outlaws, Enola Holmes 2) na pele da inteligente e determinada Hermione Granger. O elenco ainda conta com nomes consagrados como John Lithgow (Dexter, Rise of the Planet of the Apes), Janet McTeer (Tomb Raider, The Spanish Princess), Paapa Essiedu (I May Destroy You, A Discovery of Witches) e Nick Frost (Shaun of the Dead, The Adventures of Tintin).

O projeto começou a ser desenvolvido em janeiro de 2021, com a intenção de criar uma saga televisiva que pudesse se estender por anos, permitindo explorar com mais profundidade a história e os personagens do que os filmes originais conseguiram. Sob a supervisão criativa da showrunner Francesca Gardiner e do diretor Mark Mylod, a produção passou por um rigoroso processo de seleção do elenco principal, iniciado em novembro de 2024. Mais de 32.000 crianças entre 9 e 11 anos, residentes do Reino Unido e da Irlanda, participaram do processo seletivo, que foi conduzido de forma inclusiva, sem discriminação de gênero, etnia, orientação sexual ou qualquer outra característica.

Após meses de testes e avaliações, em maio de 2025, McLaughlin, Stout e Stanton foram confirmados nos papéis centrais, trazendo ao trio principal uma combinação de talento juvenil e naturalidade que os produtores consideraram essencial para retratar as aventuras iniciais em Hogwarts. As filmagens começaram em julho de 2025 nos Leavesden Studios, local histórico onde os filmes originais da franquia foram produzidos, garantindo que a ambientação mantivesse a estética visual que os fãs reconhecem e amam. A primeira temporada, com oito episódios, está prevista para estrear nos Estados Unidos no início de 2027.

Além do trio protagonista, a série investiu em um elenco de veteranos para dar suporte aos personagens clássicos. John Lithgow (Dexter, Rise of the Planet of the Apes) interpreta Alvo Dumbledore, enquanto Paapa Essiedu (I May Destroy You, A Discovery of Witches) assume o papel de Severus Snape. Janet McTeer (Tomb Raider, The Spanish Princess) dá vida à professora Minerva McGonagall e Nick Frost (Shaun of the Dead, The Adventures of Tintin) aparece como Hagrid. Outros nomes, como Luke Thallon (The Great British Bake Off: The Professionals, A Very British Scandal) e Paul Whitehouse (The Fast Show, Cruella), interpretam Quirinus Quirrell e Argus Filch, respectivamente. Ao longo de 2025, foram escalados ainda Katherine Parkinson (The IT Crowd, Humans) como Molly Weasley, Lox Pratt (Bridgerton, The Essex Serpent) como Draco Malfoy e Johnny Flynn (Emma, Fleabag) como Lucius Malfoy.

A série promete oferecer uma abordagem mais detalhada e próxima dos livros do que os filmes. Enquanto as adaptações cinematográficas condensaram eventos e suprimiram alguns detalhes para se adequar ao formato de longa-metragem, a versão televisiva permitirá explorar subtramas, relacionamentos e acontecimentos que antes eram apenas sugeridos, oferecendo aos espectadores uma experiência mais completa do universo de Hogwarts.

A roteirização da série envolve um time renomado de escritores, incluindo Andy Greenwald (The Bear, Teen Wolf), Bijan Sheibani (The Swimmers, Peter Pan), Josephine Gardiner (His Dark Materials, Good Omens), Laura Neal (Sex Education, The End of the Fing World)*, Martha Hillier (A Discovery of Witches, The Crown), Ripley Parker (Run, The Old Guard), Sam Holcroft (The Cause, The Events) e Ted Cohen (American Horror Story, Six Feet Under), todos sob supervisão da showrunner Francesca Gardiner (Shadow and Bone, The Witcher: Blood Origin).

O impacto cultural da saga do jovem bruxo é inegável. Os sete livros, publicados entre 1997 e 2007, foram traduzidos para mais de 80 idiomas e deram origem a oito filmes lançados entre 2001 e 2011, com arrecadação global superior a 7,7 bilhões de dólares. A obra influenciou gerações, criando produtos licenciados, parques temáticos, convenções e experiências interativas que ultrapassam a literatura e o cinema, moldando a cultura pop de forma duradoura.

Com planos de estender a narrativa ao longo de vários anos, a HBO pretende que a série se torne um marco de fidelidade e inovação no universo do famoso aprendiz de Hogwarts. Francesca Gardiner afirmou que cada episódio será uma experiência completa, capaz de transportar o público para o mundo mágico de Hogwarts de forma única e emocionante. Segundo ela, a intenção não é apenas despertar nostalgia, mas criar uma história que funcione por si só, mantendo o público envolvido do início ao fim.

Kleber Mendonça Filho estreia em Toronto com “O Agente Secreto”, thriller político que conquista o mundo

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O cinema brasileiro volta a ocupar lugar de destaque no cenário internacional com O Agente Secreto, novo longa-metragem de Kleber Mendonça Filho, que segue colhendo os frutos de uma trajetória de sucesso em grandes festivais pelo mundo. Após uma estreia arrebatadora em Cannes, onde venceu prêmios de Melhor Direção, Melhor Ator, o FIPRESCI da crítica e o “Art et Essai” da AFCAE, o longa acaba de ter confirmada sua première no Festival Internacional de Cinema de Toronto, um dos eventos mais prestigiados da América do Norte.

O filme faz parte da cobiçada seleção Special Presentations, onde divide espaço com obras de mestres do cinema mundial, como Jafar Panahi, Guillermo del Toro e Richard Linklater. A 50ª edição do TIFF (Toronto International Film Festival) acontece entre 4 e 14 de setembro, e marca mais uma etapa da consagração internacional do novo projeto do diretor pernambucano.

“Estou muito contente. Já estive em Toronto com Aquarius, Bacurau e Retratos Fantasmas, e esse anúncio é apenas o primeiro de uma longa lista de festivais importantes na América do Norte”, declarou Kleber.

Thriller político ambientado no Recife de 1977

Ambientado em um Brasil mergulhado em vigilância, paranoia e contradições, O Agente Secreto transporta o público para o Recife de 1977, onde acompanhamos a jornada de Marcelo (interpretado por Wagner Moura), um especialista em tecnologia que tenta se esconder do próprio passado. Ao retornar à cidade natal em busca de paz, ele descobre que a capital pernambucana, em plena ditadura, está longe de ser um abrigo seguro.

O longa mergulha nas engrenagens da repressão política com uma tensão crescente e um cuidado estético já característico das obras de Mendonça Filho. O diretor — que também assina o roteiro — constrói um thriller com ecos de cinema de espionagem e cinema autoral latino-americano, com atmosfera densa, silenciosa e explosiva.

Estrelado por Wagner Moura e um elenco de peso

Além da atuação poderosa de Wagner Moura, premiada em Cannes, o elenco reúne alguns dos nomes mais respeitados do audiovisual brasileiro: Maria Fernanda Cândido, Gabriel Leone, Carlos Francisco, Hermila Guedes, Alice Carvalho, Roberto Diogenes, entre outros.

Cada um dos personagens funciona como peça fundamental de uma rede de segredos, conspirações e relações corrompidas entre tecnologia, política e sobrevivência pessoal. O trabalho de elenco é afinado e sensível, com destaque para a construção das tensões interpessoais que alimentam a atmosfera opressiva do filme.

Reconhecimento em Portugal, Polônia, Austrália e França

Antes mesmo de sua estreia no Brasil, O Agente Secreto já conquistou plateias em diferentes continentes. O longa teve sessões esgotadas em Portugal, onde as sete pré-estreias lotaram rapidamente. Também passou por eventos importantes como o Festival de Cinema de Sydney, na Austrália, e o New Horizons, na Polônia. Em Paris, o filme foi exibido ao ar livre nos jardins do Museu do Louvre, dentro da programação do Cinéma Paradiso Louvre — um feito raro para um filme latino-americano.

Esses eventos não só consolidam a reputação internacional de Kleber como um dos maiores autores do cinema contemporâneo, como também posicionam O Agente Secreto como uma das produções brasileiras mais comentadas e promissoras do ano.

Estreia no Brasil e distribuição global

Com lançamento comercial marcado para 6 de novembro nos cinemas brasileiros, O Agente Secreto terá também uma série de sessões especiais no país durante os meses de setembro e outubro. A expectativa é que essas pré-estreias estimulem o debate e consolidem o filme como um evento cinematográfico nacional.

Internacionalmente, o longa será lançado em 94 países de quatro continentes. A distribuição nos Estados Unidos e Canadá será feita pela NEON, mesma responsável por Parasita e Titane, enquanto a MUBI assume a exibição no Reino Unido, Irlanda, Índia e em países da América Latina (com exceção do Brasil). Entre os territórios já confirmados estão China, México, Coreia do Sul, Grécia, Nova Zelândia, Finlândia, Alemanha e Índia, consolidando uma presença global rara para uma produção brasileira.

Coprodução internacional e DNA brasileiro

Apesar do alcance global, O Agente Secreto mantém raízes profundas no Brasil. O filme é uma coprodução entre a CinemaScópio (Brasil), MK Productions (França), Lemming Film (Holanda) e One Two Films (Alemanha). A produção é assinada por Emilie Lesclaux, parceira criativa de longa data de Kleber, com distribuição nacional pela Vitrine Filmes — que também lançou Bacurau e Retratos Fantasmas no Brasil.

A junção entre expertise técnica internacional e sensibilidade brasileira dá ao filme uma força estética única. A direção de fotografia, os planos longos, os sons ambientes e os silêncios carregados são recursos usados de maneira estratégica para amplificar a tensão e a crítica social — marcas registradas do cineasta.

Kleber Mendonça Filho: entre a crítica e o público

Com O Agente Secreto, Kleber Mendonça Filho consolida-se definitivamente como uma voz autoral com alcance global. De O Som ao Redor a Bacurau, passando por Aquarius e Retratos Fantasmas, sua filmografia sempre navegou entre o íntimo e o político, com atenção aguçada aos detalhes sociais e culturais do Brasil contemporâneo — e agora, histórico.

Seu novo filme mergulha mais profundamente na linguagem do suspense, explorando o passado ditatorial com a mesma coragem crítica e apuro técnico que o consagraram. Ao mesmo tempo, oferece uma experiência imersiva para o público, que não precisa conhecer o contexto histórico para se deixar levar pela tensão crescente e pelos dilemas éticos que o roteiro propõe.

Um novo marco do cinema brasileiro

O Agente Secreto é mais do que um filme: é um testemunho artístico sobre um tempo sombrio da história brasileira, narrado com potência cinematográfica, inteligência política e coragem estética. A estreia em Toronto e a recepção internacional consolidam a produção como um marco do cinema latino-americano em 2025.

Super Tela (09/05) exibe Horas de Desespero, suspense intenso que coloca família em meio a uma guerra civil

O Super Tela deste sábado, 9 de maio, na Record TV, exibe Horas de Desespero, um thriller de ação que aposta alto na tensão e na sensação de caos constante. Dirigido por John Erick Dowdle, o longa acompanha uma família americana que acaba presa no meio de uma revolta violenta em um país do sudeste asiático, onde a ordem rapidamente deixa de existir. O que começa como uma mudança de vida tranquila vira, em questão de horas, uma luta desesperada por sobrevivência em uma cidade tomada por conflitos armados.

A história acompanha Jack Dwyer, interpretado por Owen Wilson, que se muda com a esposa Annie (Lake Bell) e as duas filhas para o exterior após aceitar um novo emprego. A ideia era simples: recomeçar a vida em um país diferente e mais promissor. Mas tudo muda quando um golpe de estado explode no local logo após a chegada da família. O que parecia uma adaptação tranquila vira uma corrida desesperada para escapar de uma cidade em colapso total.

O hotel realmente era um lugar seguro?

Grande parte da tensão começa quando a família se hospeda em um hotel que rapidamente se transforma em alvo dos rebeldes. O que deveria ser um refúgio acaba se tornando o primeiro grande cenário de perigo. Com a invasão do prédio, os personagens percebem que não existe mais nenhum espaço realmente seguro. A partir daí, cada decisão passa a ser uma questão de vida ou morte.

Quem ajuda a família no meio do caos?

No meio da confusão, surge Hammond, interpretado por Pierce Brosnan, um estrangeiro misterioso que parece conhecer melhor a situação política do país. Ele se junta à família em uma tentativa de fuga mais organizada. Essa parceria improvisada mostra que o conflito vai além da violência nas ruas. Aos poucos, fica claro que existe um pano de fundo político e econômico por trás da revolta, envolvendo interesses de grandes empresas estrangeiras.

Existe mesmo um caminho de fuga?

À medida que a cidade entra em colapso total, o grupo tenta encontrar uma rota até a fronteira. Mas o caminho é cada vez mais perigoso, com confrontos constantes e áreas completamente dominadas por rebeldes. A sensação do filme é de perseguição contínua, como se não existisse pausa possível. Cada esquina pode representar um novo risco, e a fuga vira uma verdadeira maratona de sobrevivência.

Por que o filme causa tanta tensão?

Uma das características mais marcantes de Horas de Desespero é justamente o ritmo acelerado. A narrativa praticamente não desacelera, o que coloca o público dentro da mesma sensação de desespero dos personagens. Além disso, o filme mistura ação com um pano de fundo político, mostrando que o caos não surge do nada, mas de uma crise muito maior envolvendo poder e controle.

De onde surgiu a ideia do filme?

A origem de Horas de Desespero vem de uma experiência pessoal dos irmãos Dowdle. Durante uma viagem à Tailândia, eles vivenciaram a tensão de um golpe político real, o que serviu como ponto de partida para o roteiro.

Em entrevistas, John Erick Dowdle explicou que a sensação de incerteza e medo no ar foi o que inspirou a pergunta central do filme: o que uma família comum faria se tudo ao redor entrasse em colapso repentino?

Inicialmente, o projeto tinha o título de The Coup e passou por mudanças até chegar ao nome final. A proposta era criar um suspense com ritmo parecido ao de filmes como Busca Implacável (Taken), focado em sobrevivência familiar em ambiente hostil.

Como foi a produção e as filmagens?

As filmagens aconteceram em Chiang Mai, na Tailândia, com apoio da produtora local Living Films. A escolha do país não foi apenas estética, mas também logística, já que o cenário urbano e a atmosfera local ajudaram a construir o clima de tensão do filme. A produção começou em 31 de outubro de 2013 e passou por ajustes até o lançamento final em 2015. Um detalhe curioso é que o filme precisou ser cuidadosamente adaptado para evitar referências diretas ao país onde foi gravado, o que envolveu mudanças em idiomas, símbolos e elementos visuais.

Por que o filme evita citar o país real?

Durante o desenvolvimento, os cineastas foram orientados a não identificar explicitamente o local da história. Isso incluiu evitar o uso da língua tailandesa, símbolos nacionais e até referências à monarquia local. Segundo os próprios criadores, a intenção era manter o foco na experiência de caos e sobrevivência, sem transformar o filme em uma crítica direta a um país específico.

Qual foi a recepção do público e da crítica?

Quando foi lançado, Horas de Desespero teve recepção mista. Parte da crítica elogiou as cenas de ação e o desempenho de Owen Wilson em um papel mais dramático do que o habitual. Por outro lado, houve críticas à construção dos personagens e ao desfecho considerado simples em comparação com o ritmo intenso do restante do filme.

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