Novo filme de Resident Evil inicia filmagens em Praga e revela primeira imagem

A franquia Resident Evil está vivendo mais um daqueles momentos em que o coração do fã bate mais rápido. Depois de anos de idas e vindas no cinema, o novo filme live-action finalmente começou a ser rodado em Praga, sob a direção de Zach Cregger, cineasta que vem ganhando um espaço cada vez mais respeitado no terror contemporâneo. Para marcar o início da produção, o diretor de fotografia Dariusz Wolski divulgou a primeira imagem oficial dos bastidores. Não é uma foto cheia de efeitos, cenários elaborados ou figurinos dramáticos. É apenas a claquete, com o logo do filme. As informações são do Omelete.

A foto surgiu por meio de uma página de fãs polonesa e rapidamente se espalhou entre comunidades do mundo todo. Era uma imagem simples, mas carregada de simbolismo. A presença de Wolski nela deixou evidente que o projeto está em boas mãos. Ele é um artista visual com vasta experiência, conhecido por trabalhos em produções de impacto como Piratas do Caribe, Prometheus, Fênix Negra e tantos outros filmes onde atmosfera e estética caminham juntas. Sua assinatura geralmente carrega sombras densas, composições marcantes e um olhar muito particular para ambientes que parecem sempre esconder algo.

O impacto que moldou gerações

Para entender o entusiasmo ao redor desse novo filme, é preciso voltar ao passado. A série nasceu em 1996, quando Shinji Mikami e Tokuro Fujiwara lançaram o primeiro Resident Evil para PlayStation. Foi um marco imediato. A sensação de caminhar por corredores silenciosos enquanto portas rangiam e luzes piscavam transformou a forma como o público entendia o medo nos jogos.

O universo criado ali era frio, claustrofóbico, misterioso. A cada esquina havia a possibilidade de um zumbi cambaleante, um cão infectado, uma criatura mutante ou algo ainda pior. Mas havia também a presença constante de algo mais profundo: o temor de organizações poderosas, vírus experimentais e o risco sempre iminente da perda de controle. Era o tipo de horror que aproximava fantasia e realidade, deixando o jogador inquieto mesmo fora do jogo.

Com o passar dos anos, a franquia atravessou diversas evoluções. Resident Evil 4, de 2005, transformou a maneira como jogos de ação eram feitos ao popularizar a câmera sobre o ombro. Resident Evil 7, de 2017, recolocou a série no caminho do terror puro com uma perspectiva em primeira pessoa que deixava tudo ainda mais visceral. Village, de 2021, expandiu esse universo com uma mistura de fantasia gótica e biotecnologia. Os remakes recentes mostraram que é possível honrar o passado e modernizar a experiência ao mesmo tempo.

A franquia hoje ultrapassa os videogames. Há séries animadas, livros, quadrinhos, colecionáveis e, claro, filmes. Esse ecossistema dá a Resident Evil uma força quase única. O público não consome apenas histórias; consome uma mitologia inteira, um sentimento de pertencimento que se renova a cada anúncio, trailer ou detalhe revelado pela Capcom.

Não é à toa que Resident Evil é a série de jogos de terror mais vendida da história, com mais de 170 milhões de cópias até março de 2025. É um fenômeno que conecta gerações, países e linguagens — e isso explica por que cada adaptação cinematográfica recebe tanta atenção.

O legado e as polêmicas das adaptações anteriores

Falar de Resident Evil no cinema é falar de uma montanha-russa emocional. O primeiro filme chegou em 2002, dirigido por Paul W. S. Anderson e estrelado por Milla Jovovich como Alice, uma personagem criada exclusivamente para os filmes. A proposta inicial era entregar algo inspirado nos jogos, mas não necessariamente fiel aos acontecimentos principais. Essa liberdade criativa dividiu opiniões, especialmente entre fãs mais puristas.

Apesar disso, a franquia de Jovovich conquistou um público enorme. Seus seis filmes arrecadaram mais de 1 bilhão de dólares e construíram uma legião de admiradores que defendem até hoje a energia exagerada das cenas, a mistura de ação e ficção científica e os momentos icônicos da protagonista enfrentando hordas de criaturas.

Por outro lado, a crítica nunca se mostrou muito receptiva. Ao longo dos anos, os filmes foram acumulando avaliações negativas, e boa parte dos fãs dos jogos passou a desejar uma adaptação que se aproximasse mais do tom original da Capcom.

Em 2021, Welcome to Raccoon City tentou seguir esse caminho. O filme trouxe mais referências, mais fidelidade estética, personagens clássicos e um esforço autêntico de aproximar cinema e jogo. Mesmo assim, esbarrou em limitações de produção e não conseguiu conquistar a repercussão desejada.

Esse histórico torna o filme de Zach Cregger ainda mais significativo. Ele representa uma chance real de reconstruir a reputação da franquia no cinema usando o que mais funcionou nos jogos: atmosfera, horror, tensão, humanidade e o desconforto constante de não saber o que está prestes a surgir na escuridão.

Sinais de um novo capítulo mais maduro

O que mais chama atenção no novo projeto é o conjunto de escolhas criativas. Cregger é um diretor que entende o terror não pela explosão, mas pela construção de desconforto. Seus filmes anteriores mostram isso de forma clara. Ele dá tempo para o medo respirar. Ele cria camadas. Ele trata o suspense como uma dança lenta e angustiante, o que combina perfeitamente com os corredores estreitos e laboratórios decadentes que fazem parte da identidade visual de Resident Evil.

Dariusz Wolski, por sua vez, é alguém que faz da câmera uma personagem. Seus enquadramentos costumam criar universos inteiros dentro do plano, e sua habilidade em trabalhar iluminação em ambientes escuros é reconhecida mundialmente. É o tipo de profissional que pode transformar cada cenário do filme em uma experiência sensorial.

Terra da Padroeira deste domingo (14) recebe Os Altaneiros, Dany e Diego, Cacique e Pajé e Zé Vitor e Rael

Neste domingo, 14 de dezembro, a partir das 9h, o programa Terra da Padroeira vai ao ar ao vivo com uma edição especial dedicada à riqueza e à diversidade da música sertaneja, reunindo artistas de diferentes gerações e estilos em um mesmo palco. Sob o comando de Kleber Oliveira, Tonho Prado e do carismático Menino da Porteira, a atração reafirma seu papel como um dos principais espaços da televisão brasileira dedicados à valorização da cultura sertaneja. Transmitido diretamente dos estúdios da emissora, em Aparecida, no interior de São Paulo, o programa mantém sua proposta de unir tradição, fé e entretenimento, criando uma conexão direta com o público que acompanha fielmente a atração há anos.

Ao longo da manhã, o “Terra da Padroeira” apresenta um repertório pensado para emocionar, revisitar histórias e celebrar a identidade musical do interior do Brasil. A curadoria artística aposta em encontros que transitam entre a música raiz, o sertanejo romântico e as novas sonoridades que vêm renovando o gênero, sem perder de vista suas origens. A abertura musical fica por conta do grupo Os Altaneiros, uma das revelações da nova cena sertaneja. Formado por Vinicius Henrique, Enzo Franco, Charles e Murilo, o quarteto reúne músicos com trajetórias distintas, mas complementares. O projeto nasceu do desejo de resgatar a essência do sertanejo tradicional, com letras que falam da vida simples, do amor e das experiências do interior, ao mesmo tempo em que dialoga com arranjos contemporâneos e uma linguagem atual.

No palco do programa, Os Altaneiros prometem uma apresentação marcada por harmonias vocais bem construídas e uma sonoridade que respeita o passado, mas olha para o futuro. A expectativa é de conquistar tanto o público mais tradicional quanto os ouvintes que buscam novas referências dentro do gênero. Na sequência, o clima ganha ainda mais emoção com a participação da dupla Dany e Diego. Irmãos e parceiros de palco desde a infância, eles iniciaram a carreira em 1997, influenciados diretamente pelo pai, que teve papel decisivo na formação musical dos dois. Naturais de Santa Bárbara d’Oeste, no interior paulista, Dany e Diego cresceram nos palcos e construíram uma trajetória sólida dentro do sertanejo romântico.

Ao longo dos anos, a dupla emplacou músicas que marcaram presença nas rádios de todo o país, como “Jogando a Toalha”, “Tempo ao Tempo” e “Sempre Fui Eu”. Com uma discografia consistente e passagens por grandes eventos do gênero, como a Festa do Peão de Americana e o rodeio de Barretos, os irmãos levam ao “Terra da Padroeira” canções que falam de amor, saudade e relações humanas com sensibilidade e verdade. Outro momento aguardado da edição é a presença de Cacique e Pajé, nome consagrado da música sertaneja raiz. A história da dupla começou na década de 1970, quando Antônio Borges, o Cacique, e Roque Pereira, o Pajé, deram início a uma carreira que rapidamente conquistou o público do interior. O reconhecimento veio logo no primeiro disco, impulsionado pelo sucesso de “Pescador e Catireiro”, canção que se tornou um clássico do gênero.

Obsessão | Universal Pictures revela trailer de terror psicológico de Curry Barker

Foto: Reprodução/ Internet

A Universal Pictures oficializou o lançamento do trailer de “Obsessão”, nova aposta do gênero dirigida por Curry Barker (Milk & Serial / The Chair). O longa chega ao grande público após uma trajetória vitoriosa em 2025, onde acumulou elogios no Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF) e conquistou o prestigiado Grande Prêmio do Público no Festival de Sitges, na Espanha, consolidando-se como um fenômeno antes mesmo de sua estreia comercial, prevista para 2026. Abaixo, confira o vídeo:

A trama acompanha Bear, interpretado por Michael Johnston (Teen Wolf / Inversion / The Inbetweeners / Slash), um funcionário de uma loja de música que personifica o “romântico incurável”. Em um momento de desespero emocional, Bear adquire o “Salgueiro de Um Desejo”, um artefato místico que promete realizar sonhos. Ao danificar o objeto durante um pedido para que sua amiga de infância se apaixone por ele, o protagonista desencadeia uma distorção na realidade: o amor surge, mas manifesta-se como uma patologia violenta e sobrenatural.

O peso dramático da obra repousa em um elenco versátil. A contraparte de Johnston é Inde Navarrette (Superman e Lois / 13 Reasons Why / Wander Darkly / Kids of the Black Hole), que interpreta Nikki. A atriz é amplamente elogiada pela transição física exigida pelo papel, evoluindo de uma jovem solar para uma figura de obsessão absoluta.

O suporte narrativo conta com Cooper Tomlinson (Milk & Serial / The Chair / Prank / Tales from the Grill), que retoma a parceria de sucesso com o diretor Barker. Somam-se a ele Megan Lawless (O Ódio que Você Semeia / The Sound of Magic / Echoes / Mayans M.C.) e o veterano Andy Richter (Conan / Arrested Development / Madagascar / Elf / Santa Clarita Diet). A presença de Richter é uma das mais comentadas pela crítica, uma vez que o ator se afasta de sua persona cômica tradicional para explorar tons mais sombrios e enigmáticos.

A produção executiva de Jason Blum (Corra! / Atividade Paranormal / Uma Noite de Crime / Fragmentado / Sobrenatural) garante ao filme o selo de qualidade da Blumhouse Productions, conhecida por revitalizar o terror moderno com orçamentos inteligentes e conceitos originais. No time de produtores, figuram nomes experientes como James Harris (47 Metros Para Baixo / A Queda / Medo Profundo / O Barco do Medo) e Christian Mercuri (Atentado ao Hotel / Refém do Jogo / Plano de Invasão / O Estrangeiro).

A direção de Barker foca no desconforto psicológico derivado do livre-arbítrio violado. Ao contrário de vilões externos, o antagonismo em “Obsessão” nasce da própria afeição de Nikki. À medida que Bear tenta reverter o feitiço, ele descobre que o “Salgueiro de Um Desejo” cobra um preço que vai além da sanidade, afetando todos ao redor, incluindo os personagens de Tomlinson e Lawless.

Speed Racer acelera rumo ao 4K: Clássico visionário das Wachowski ganha nova vida em 2026

Em 2008, Speed Racer chegou aos cinemas como um corpo estranho. Colorido demais, rápido demais, emocional demais. Para muitos, era um excesso difícil de digerir. Para outros, um delírio visual que parecia não entender as regras do cinema blockbuster da época. Quase vinte anos depois, o tempo fez aquilo que a bilheteria não conseguiu: colocou o filme no lugar certo. E agora, com o anúncio de sua chegada em 4K em 2026, o filme ganha não apenas uma remasterização técnica, mas uma chance definitiva de ser visto como sempre mereceu.

Dirigido pelas irmãs Wachowski, o longa é uma adaptação direta do clássico anime e mangá japonês criado pela Tatsunoko Productions. Diferente de outras versões hollywoodianas de animações orientais, que costumam “ocidentalizar” suas origens, o filme faz o caminho inverso: abraça o exagero, a estilização extrema, o melodrama e a lógica quase onírica do anime. Não tenta pedir desculpas por isso — e talvez aí tenha nascido seu maior conflito com o público de 2008.

Um filme que demorou décadas para existir

Antes de chegar às telas, Speed Racer foi um projeto errante por Hollywood. Desde 1992, a ideia de levar o personagem ao cinema passou por diferentes mãos, propostas e interpretações. Durante anos, ninguém parecia saber exatamente o que fazer com aquela história que misturava corridas futuristas, drama familiar e comentários sociais sobre poder corporativo.

Tudo mudou em 2006, quando Joel Silver se uniu às Wachowski. As diretoras, recém-saídas do impacto cultural de Matrix, enxergaram em Speed Racer algo raro: a possibilidade de fazer um filme de família sem abrir mão de autoria. A proposta não era “modernizar” o desenho, mas transformá-lo em cinema mantendo sua alma intacta.

As filmagens aconteceram na Alemanha, entre Potsdam e Berlim, com forte apoio do Studio Babelsberg. Com um orçamento estimado em US$ 120 milhões, o filme foi construído quase inteiramente em estúdios, com cenários digitais, chroma key e uma estética que se aproximava mais de um videogame ou de um anime em movimento do que de qualquer filme de ação convencional da época.

Speed Racer: correr não é vencer, é resistir

No centro da história está Speed Racer, interpretado por Emile Hirsch. Um jovem de 18 anos que nunca soube fazer outra coisa além de correr. Mas, ao contrário do que o título sugere, o longa nunca foi apenas sobre velocidade. É um filme sobre escolhas — e sobre o preço de se manter fiel a elas.

Speed cresce idolatrando o irmão mais velho, Rex Racer, uma lenda das pistas que morre tragicamente durante uma corrida. A perda molda toda a família Racer, comandada por Pops e Moms, vividos com carisma por John Goodman e Susan Sarandon. Juntos, eles mantêm a Racer Motors, uma equipe independente que sobrevive à margem de um sistema dominado por conglomerados bilionários.

Quando Speed começa a despontar como um talento extraordinário, surge E.P. Arnold Royalton, dono da Royalton Industries. O personagem representa tudo o que o filme critica: o controle corporativo, a manipulação de resultados, a transformação do esporte em um negócio sem alma. A proposta feita a Speed é tentadora — dinheiro, fama, luxo —, mas sua recusa desencadeia uma guerra silenciosa e brutal.

A partir desse momento, o filme deixa claro que suas corridas não são apenas esportivas. Elas são políticas. Cada ultrapassagem, cada sabotagem, cada manobra impossível é uma metáfora para um sistema onde quem não se vende vira alvo.

Um espetáculo visual que não pede permissão

Talvez nenhum outro filme dos anos 2000 tenha sido tão mal compreendido visualmente quanto Speed Racer. As críticas ao “excesso de efeitos”, à “artificialidade” e à “falta de realismo” ignoravam algo fundamental: o realismo nunca foi o objetivo.

As Wachowski filmam Speed Racer como se estivessem animando um anime em tempo real. As cores são saturadas, os cenários se dobram sobre si mesmos, o tempo se comprime e se expande. O espaço não obedece às leis da física, mas às emoções dos personagens. É cinema como sensação, não como simulação do mundo real.

Em 2026, com a chegada do 4K, esse aspecto tende a ganhar ainda mais força. Detalhes que antes se perdiam na compressão de imagem agora prometem saltar aos olhos, reforçando a proposta estética que sempre esteve ali, mas que talvez tenha chegado cedo demais.

O mistério de Rex Racer e o peso do sacrifício

Um dos eixos emocionais mais fortes do filme é o Corredor X, personagem vivido por Matthew Fox. Envolto em mistério, ele surge como uma figura quase fantasmagórica nas pistas, despertando em Speed a suspeita de que seu irmão Rex possa estar vivo.

A revelação final — de que Rex forjou a própria morte e alterou sua aparência para proteger a família e o esporte — é menos sobre surpresa e mais sobre sacrifício. Rex escolhe desaparecer para que Speed possa existir sem comparações, sem pressões, sem herdar uma sombra impossível de superar.

É um tema recorrente no cinema das Wachowski: identidade, renúncia e a dor de fazer a escolha certa mesmo quando ninguém jamais saberá.

O fracasso que virou culto

Nos números, o filme foi um desastre. Estreou em terceiro lugar nas bilheterias, arrecadou menos de US$ 100 milhões mundialmente e ficou muito abaixo das expectativas do estúdio. Foi indicado tanto a prêmios juvenis quanto ao Framboesa de Ouro, refletindo a confusão em torno de sua recepção.

Mas o tempo foi generoso. Longe da pressão comercial, o filme encontrou seu público. Críticos reavaliaram sua proposta. Cineastas passaram a citá-lo como referência estética. Jovens que cresceram assistindo ao longa passaram a defendê-lo com paixão.

Hoje, Speed Racer é visto como um filme que ousou quando ousar não era seguro. Um blockbuster autoral em uma indústria que começava a se tornar cada vez mais homogênea.

Saiba qual filme vai passar no Cine Maior deste domingo (4) na Record TV

A programação do Cine Maior deste domingo, 4 de janeiro, na Record TV, traz uma opção leve e divertida para quem busca entretenimento descompromissado no início do ano. O filme escolhido é “Policial em Apuros” (Ride Along), comédia de ação lançada em 2014 que combina perseguições, humor rápido e a química carismática de seus protagonistas. A produção se tornou um sucesso comercial e ajudou a consolidar uma das duplas mais populares do gênero na última década.

Dirigido por Tim Story, o longa aposta em uma narrativa simples, mas eficiente, focada no contraste entre dois personagens completamente diferentes. O roteiro é assinado por Greg Coolidge, Jason Mantzoukas e pela dupla Phil Hay & Matt Manfredi, responsáveis por equilibrar cenas de ação com piadas constantes, tornando o filme acessível tanto para fãs de comédia quanto para quem gosta de histórias policiais mais leves.

De acordo com a sinopse do AdoroCinema, a trama acompanha Ben Barber, interpretado por Kevin Hart, um segurança cheio de boa vontade, mas pouco preparo, que sonha em se tornar policial. Determinado a provar seu valor, ele precisa enfrentar o maior teste de sua vida: passar um dia inteiro em patrulha ao lado de James Payton (Ice Cube), um detetive experiente, rígido e extremamente desconfiado — além de ser o irmão de sua namorada, Angela (Tika Sumpter).

A patrulha de 24 horas pelas ruas de Atlanta rapidamente sai do controle. O que começa como uma tentativa de intimidação se transforma em uma sucessão de situações perigosas, perseguições intensas e encontros inesperados com criminosos. Enquanto James tenta manter o controle da situação, Ben se vê obrigado a enfrentar seus medos e provar, ainda que de forma atrapalhada, que pode ser mais do que aparenta.

Grande parte do sucesso de “Policial em Apuros” está na dinâmica entre Ice Cube e Kevin Hart. O humor nasce do choque entre o temperamento sério e intimidador de James e a personalidade falante, exagerada e impulsiva de Ben. Essa oposição cria momentos cômicos naturais, sustentando o ritmo do filme do início ao fim e garantindo identificação imediata com o público.

Além dos protagonistas, o elenco de apoio contribui para enriquecer a narrativa. John Leguizamo, Bruce McGill, Bryan Callen e outros nomes conhecidos ajudam a expandir o universo da história, trazendo diferentes camadas ao ambiente policial e reforçando o tom de comédia sem comprometer a ação.

Curiosamente, o projeto passou por mudanças importantes antes de chegar aos cinemas. Em versões iniciais, os papéis principais chegaram a ser cogitados para Dwayne Johnson, como o policial, e Ryan Reynolds, como o segurança. A escolha final por Ice Cube e Kevin Hart acabou se mostrando decisiva para o sucesso do longa, especialmente pela química entre os atores e pela forte resposta do público.

A confiança no potencial do filme era tão grande que, ainda antes da estreia, os produtores já anunciavam planos para uma continuação. O bom desempenho de bilheteria confirmou a aposta e abriu caminho para “Policial em Apuros 2” (Ride Along 2), oficialmente anunciado em abril de 2013. A sequência manteve os protagonistas e ampliou a escala da história.

As filmagens do segundo longa começaram em julho de 2014, passando por locações em Miami, na Flórida, e Atlanta, na Geórgia. Lançado nos cinemas em janeiro de 2016, o filme reforçou o sucesso da franquia e consolidou a parceria entre Ice Cube e Kevin Hart como uma das mais rentáveis da comédia de ação contemporânea.

Para quem perder a exibição na Record TV ou preferir assistir quando quiser, o filme também está disponível em plataformas digitais. Atualmente, o longa-metragem pode ser encontrado no Prime Video, com opção de aluguel a partir de R$ 9,90, permitindo que o público reassista às cenas mais divertidas no conforto de casa.

Saiba qual filme vai passar na Sessão da Tarde desta terça (6) na TV Globo

Foto: Reprodução/ Internet

Na Sessão da Tarde desta terça-feira, 6 de janeiro de 2026, a TV Globo convida o público a embarcar em uma aventura que mistura ficção científica, ação e humor em escala global. O filme escolhido é “MIB: Homens de Preto – Internacional”, produção que expande o universo da clássica franquia Men in Black e apresenta uma nova geração de agentes encarregados de manter a ordem entre humanos e alienígenas, sempre longe dos olhos curiosos da população.

Lançado em 2019, o longa funciona como um spin-off da saga iniciada nos anos 1990, deixando de lado os icônicos agentes K e J para apostar em uma história inédita, novos personagens e cenários espalhados pelo mundo. O resultado é um filme que respeita a essência da franquia, mas busca atualizar sua linguagem para um público mais jovem e conectado com narrativas globais.

A trama começa de forma intimista, ainda na infância de Molly, interpretada por Tessa Thompson. Quando criança, ela testemunha algo que mudaria sua vida para sempre: a abordagem de dois agentes do MIB a seus pais, seguida do apagamento de suas memórias após um encontro inesperado com um ser extraterrestre. Enquanto os adultos seguem suas vidas sem qualquer lembrança do ocorrido, Molly não esquece. Pelo contrário: ela passa anos obcecada pelos mistérios do universo e pela existência de vida fora da Terra.

Essa obsessão se transforma em motivação. Molly cresce determinada a provar que o MIB existe e, mais do que isso, a fazer parte da organização secreta. Sua persistência e inteligência acabam sendo recompensadas quando ela consegue localizar a sede da agência e, após insistir incansavelmente, é aceita como agente. Assim nasce a agente M, uma das personagens mais determinadas já apresentadas na franquia.

Já como agente oficialmente reconhecida, M é enviada para a filial do MIB em Londres, onde algo extremamente estranho vem acontecendo. Diferente das ameaças tradicionais vindas do espaço, o perigo agora parece estar dentro da própria organização. Há indícios de traição, informações vazadas e ataques alienígenas cada vez mais coordenados.

É nesse cenário que entra o agente H, vivido por Chris Hemsworth. Carismático, confiante e com um histórico de grandes feitos dentro do MIB, H é designado para trabalhar ao lado de M. A dupla, inicialmente marcada por diferenças de postura e experiência, precisa aprender a confiar um no outro para enfrentar uma ameaça que pode colocar em risco não apenas a Terra, mas todo o equilíbrio entre as espécies.

A parceria entre M e H funciona como o coração do filme. Enquanto ele representa o agente veterano, acostumado a improvisar e quebrar regras, ela traz um olhar mais atento, curioso e questionador, algo que muitas vezes falta aos membros mais antigos da organização. Esse contraste gera conflitos, mas também momentos de humor e cumplicidade.

Diferente dos filmes anteriores, que se concentravam majoritariamente nos Estados Unidos, “MIB: Homens de Preto – Internacional” aposta em uma narrativa verdadeiramente global. A investigação leva os protagonistas a diferentes países, ampliando o escopo da franquia e reforçando a ideia de que a ameaça alienígena não conhece fronteiras.

Além disso, o longa apresenta novos alienígenas, tecnologias inéditas e criaturas visualmente marcantes, mantendo a tradição da série de misturar efeitos especiais com um toque de irreverência. Um dos destaques é a presença de Pawny, personagem dublado por Kumail Nanjiani, que funciona como alívio cômico e rapidamente se torna um dos mais carismáticos do filme.

O elenco reúne nomes conhecidos do grande público. Além de Chris Hemsworth e Tessa Thompson, que já haviam contracenado juntos anteriormente, o filme conta com Liam Neeson no papel de High T, o chefe da filial londrina do MIB, trazendo uma aura de autoridade e mistério. Rebecca Ferguson interpreta Riza Stavros, uma traficante de armas alienígenas com passado enigmático, enquanto Rafe Spall vive um agente cuja lealdade é colocada em dúvida ao longo da trama.

A direção é assinada por F. Gary Gray, conhecido por seu trabalho em filmes de ação como Velozes e Furiosos 8 e Uma Saída de Mestre. Gray imprime um ritmo acelerado ao longa, equilibrando cenas de ação bem coreografadas com momentos de humor e desenvolvimento de personagens.

O roteiro fica por conta de Art Marcum e Matt Holloway, dupla responsável por outros sucessos do cinema de entretenimento. A produção executiva de Steven Spielberg, nome intimamente ligado à história da franquia, reforça o cuidado em manter a identidade de Men in Black, mesmo com tantas novidades.

As filmagens de “MIB: Homens de Preto – Internacional” começaram oficialmente em julho de 2018, com locações em Londres e outras cidades ao redor do mundo. O filme é uma produção conjunta da Columbia Pictures, Amblin Entertainment, Parkes + Macdonald, Image Nation e Tencent Pictures, com distribuição da Sony Pictures Releasing.

A pré-estreia aconteceu em 11 de junho de 2019, em Nova York. Poucos dias depois, o longa chegou aos cinemas do Brasil e de Portugal em 13 de junho, estreando nos Estados Unidos em 14 de junho de 2019, em formatos convencional, 3D e IMAX 3D. Mundialmente, o filme arrecadou mais de US$ 250 milhões, consolidando-se como um sucesso comercial, especialmente considerando seu caráter de spin-off.

Websérie brasileira “Estranho Jeito de Amar” vence prêmio no Hollywood Series Awards e se destaca no audiovisual independente internacional

O ano de 2025 terminou de forma especial para a websérie brasileira “Estranho Jeito de Amar”. Criada de maneira independente e movida por uma narrativa intensa e necessária, a produção cruzou fronteiras e chegou a Los Angeles, onde foi reconhecida no Hollywood Series Awards, um dos festivais internacionais mais relevantes voltados a séries independentes. O projeto levou para casa o prêmio de Melhor Roteiro, assinado por Leonardo Torres, e consolidou seu nome entre as produções brasileiras de maior impacto no cenário digital.

Mais do que a vitória, a série chamou atenção ao figurar como finalista em outras cinco categorias, mostrando que seu sucesso vai além de um único aspecto técnico. O festival, conhecido por dar visibilidade a histórias autorais e criadores de diferentes partes do mundo, foi o palco ideal para uma obra que sempre se propôs a contar verdades incômodas com sensibilidade e coragem.

As indicações se dividiram entre as duas temporadas da série. A primeira temporada concorreu a Melhor Roteiro — categoria vencida —, além de Melhor Série de Drama e Melhor Direção de Arte. Já a segunda temporada recebeu indicações de peso, incluindo Melhor Ator, com Rodrigo Tardelli, Melhor Direção e Melhor Série de Todos os Gêneros, reforçando a evolução artística e narrativa do projeto ao longo do tempo.

Com uma história que mergulha nas camadas mais profundas de um relacionamento abusivo e marcado pela dependência emocional entre dois homens, Estranho Jeito de Amar conquistou o público justamente por não suavizar suas questões. A série trata o tema com honestidade, mostrando como o controle e a manipulação podem se manifestar de forma silenciosa e devastadora, independentemente de gênero ou orientação sexual.

Essa abordagem direta e sensível encontrou eco no público. Hoje, a produção já ultrapassa a marca de 16 milhões de visualizações no YouTube, um feito expressivo para uma obra independente. Ao longo de sua trajetória, o projeto também acumulou 36 indicações em festivais no Brasil e no exterior, confirmando que histórias locais, quando bem contadas, têm alcance universal.

À frente e dentro da série está Rodrigo Tardelli, criador e intérprete de Gael, personagem que se tornou um dos grandes símbolos do projeto. Com a nova indicação no Hollywood Series Awards, Tardelli soma 14 indicações como Melhor Ator por esse papel, além de já ter conquistado quatro prêmios de Melhor Ator de Drama ao longo dos últimos anos.

Para o ator, o reconhecimento internacional tem um significado que vai além do troféu. “Encerrar 2025 com esse prêmio foi um fechamento muito simbólico. Ver o roteiro de Estranho Jeito de Amar: O Início sendo reconhecido em Hollywood valida anos de trabalho feitos com cuidado, risco e verdade. É a prova de que uma história íntima, criada no Brasil, pode atravessar fronteiras e tocar pessoas em outros lugares do mundo”, afirma.

O texto de Leonardo Torres, vencedor na categoria de Melhor Roteiro, é frequentemente apontado como o coração da série. A narrativa usa o drama não como exagero, mas como ferramenta para provocar reflexão, mostrando como relações abusivas podem se construir aos poucos, de maneira quase imperceptível. Para Tardelli, esse reconhecimento também reforça a importância do trabalho coletivo. “Nada disso seria possível sem uma equipe comprometida, que acreditou na força dessa história desde o começo”, destaca.

Olhando para o futuro, o criador revela que 2026 marca o início de uma nova fase. “O reconhecimento internacional abre portas, mas também traz responsabilidade. Quero seguir contando histórias que provoquem conversa, que incomodem e que fiquem na cabeça de quem assiste. A ideia é expandir esse universo, experimentar novos formatos e aprofundar ainda mais as relações humanas que sempre estiveram no centro de Estranho Jeito de Amar”, explica.

Peaky Blinders: O Homem Imortal ganha imagem inédita e marca o capítulo final da saga de Tommy Shelby

O universo de Peaky Blinders se prepara para um desfecho aguardado há anos pelos fãs. O filme Peaky Blinders: O Homem Imortal, que dá continuidade direta aos eventos da série, ganhou recentemente uma imagem inédita destacando Tommy Shelby, o enigmático protagonista interpretado por Cillian Murphy. Com estreia marcada para 20 de março de 2026, no catálogo da plataforma de streaming, o longa-metragem chega com a missão de concluir uma das histórias mais marcantes da televisão britânica contemporânea.

Desde seu anúncio oficial, o filme vem sendo tratado como o verdadeiro capítulo final da saga criada por Steven Knight. Após o encerramento da sexta temporada, exibida em 2022, ficou claro que a trajetória de Tommy Shelby ainda guardava conflitos não resolvidos, especialmente em um contexto histórico cada vez mais sombrio e instável. O Homem Imortal surge, portanto, como a peça que faltava para fechar esse arco narrativo com profundidade e significado.

No elenco, além do retorno de Cillian Murphy, a produção traz de volta personagens essenciais para a história dos Shelby. Sophie Rundle, Ned Dennehy, Packy Lee, Stephen Graham e Ian Peck reprisam seus papéis, reforçando a conexão direta com os acontecimentos da série. Ao mesmo tempo, o filme amplia seu universo com a chegada de novos nomes de peso, como Rebecca Ferguson, Barry Keoghan, Tim Roth e Jay Lycurgo, indicando que a trama ganhará novas camadas dramáticas e conflitos ainda mais complexos.

A direção fica a cargo de Tom Harper, que já havia comandado episódios importantes da série. Sua presença garante não apenas continuidade estética, mas também fidelidade ao tom sombrio, elegante e brutal que consagrou Peaky Blinders. O filme promete manter a assinatura visual marcante, com fotografia estilizada, trilha sonora impactante e uma narrativa que mistura crime, política e drama psicológico.

Criada por Steven Knight, Peaky Blinders estreou em 2013 e rapidamente se destacou no cenário televisivo. Ambientada em Birmingham, logo após o fim da Primeira Guerra Mundial, a série acompanha a ascensão da gangue criminosa liderada pela família Shelby. Inspirada livremente em uma gangue real que atuou na cidade entre o fim do século XIX e o início do XX, a produção construiu um universo ficcional poderoso, no qual ambição, lealdade e violência caminham lado a lado.

No centro da narrativa está Thomas “Tommy” Shelby, um ex-soldado marcado pelos horrores da guerra, extremamente inteligente e estrategista. Ao longo das temporadas, o personagem evolui de líder local de apostas ilegais para uma figura de influência nacional, transitando entre o submundo do crime e os corredores do poder político. Essa trajetória é acompanhada por conflitos familiares intensos, perdas dolorosas e escolhas morais cada vez mais difíceis.

A série também se destacou por seu elenco forte e diverso. Personagens como Polly Gray (Helen McCrory), Arthur Shelby (Paul Anderson) e John Shelby (Joe Cole) foram fundamentais para o sucesso da narrativa, enquanto participações recorrentes de nomes como Tom Hardy, Adrien Brody, Anya Taylor-Joy e Sam Neill ampliaram o impacto da produção ao longo dos anos. Cada temporada trouxe novos antagonistas e desafios, elevando constantemente o nível da história.

Com o passar do tempo, Peaky Blinders deixou de ser apenas uma série sobre gangues para se tornar um retrato ambicioso das transformações sociais e políticas do início do século XX. A trama abordou temas como o crescimento do fascismo, as consequências da guerra, as greves trabalhistas e a instabilidade econômica que culminaria na Grande Depressão. Tommy Shelby, ao se tornar membro do Parlamento britânico, simboliza essa transição entre o crime organizado e o poder institucionalizado.

O filme Peaky Blinders: O Homem Imortal deve retomar esse contexto histórico, explorando os impactos finais das decisões de Tommy e os fantasmas que ele carrega. O título sugere não apenas a longevidade do personagem, mas também o peso de sua reputação e a dificuldade de escapar do próprio legado. Para os fãs, a expectativa é de um encerramento intenso, emocionalmente carregado e fiel à essência da série.

Black Mirror | Netflix confirma 9ª temporada com histórias ainda mais provocativas

A Netflix anunciou que Black Mirror continuará refletindo os dilemas do mundo moderno e está oficialmente renovada para a oitava temporada. A confirmação veio por meio do site Tudum, plataforma oficial do streaming para novidades, e contou com declarações diretas de Charlie Brooker, criador da série, que indicam que novas histórias já estão sendo pensadas.

De forma bem-humorada e fiel ao espírito da produção, Brooker comentou que o retorno acontece no momento certo, justamente quando a realidade parece cada vez mais próxima da ficção apresentada na série. Segundo ele, o processo criativo para os novos episódios já começou, com ideias sendo desenvolvidas a partir das perguntas que sempre guiaram a antologia: quais caminhos ainda não foram explorados e que tipo de desconforto ou reflexão vale provocar no público agora.

Conhecida por não seguir uma narrativa contínua, a trama se consolidou como uma das séries mais marcantes da televisão moderna justamente por sua estrutura independente. Cada episódio apresenta uma história própria, com personagens, universos e conflitos diferentes, mas todos conectados por um tema comum: o impacto das tecnologias nas relações humanas, nas escolhas individuais e no funcionamento da sociedade.

Desde sua estreia no Reino Unido, em 2011, a série construiu uma identidade única ao abordar o lado menos glamouroso da inovação. Em vez de exaltar avanços tecnológicos, Black Mirror prefere questionar limites, expor contradições e imaginar consequências inesperadas. Muitas vezes, as situações retratadas parecem exageradas, mas carregam uma proximidade inquietante com o cotidiano real.

A virada decisiva para o alcance global da produção aconteceu em 2015, quando a Netflix adquiriu os direitos da série e passou a produzi-la com maior orçamento e distribuição internacional. A partir daí, a série ganhou novos públicos, ampliou sua repercussão e se tornou presença constante em debates sobre cultura digital, redes sociais, vigilância, inteligência artificial e comportamento humano.

Ao longo dos anos, a série acumulou elogios da crítica e conquistou espectadores justamente por não oferecer respostas fáceis. As histórias raramente apresentam finais confortáveis e costumam deixar perguntas em aberto, convidando o público a refletir sobre até que ponto estamos preparados para lidar com o poder que colocamos nas máquinas, algoritmos e sistemas digitais.

Para Brooker, a essência da série permanece a mesma desde o início. Ele define Black Mirror como um retrato de como vivemos agora e de como podemos estar vivendo em um futuro muito próximo, caso não sejamos cuidadosos. O próprio título faz referência às telas que nos cercam diariamente, superfícies que parecem inofensivas, mas que refletem desejos, medos e falhas humanas.

Emilia Clarke descarta retorno à fantasia e diz que Game of Thrones marcou o fim de um ciclo em sua carreira

Em meio à divulgação da série Ponies, Emilia Clarke falou abertamente sobre os rumos de sua carreira e deixou claro que não pretende voltar ao universo da fantasia épica. Em entrevista ao The New York Times, a atriz afirmou que dificilmente o público voltará a vê-la em produções do gênero, especialmente após a experiência intensa que viveu em Game of Thrones, onde interpretou Daenerys Targaryen por oito temporadas.

Segundo Clarke, a jornada como a Mãe dos Dragões foi tão significativa e emocionalmente exigente que se tornou um ponto final natural em sua relação com histórias de fantasia. Com bom humor, mas de forma bastante direta, ela comentou que é improvável que volte a montar em um dragão ou a dividir cena com criaturas fantásticas no futuro. Para a atriz, repetir esse tipo de papel não faria sentido após um trabalho tão marcante e definitivo.

Essa decisão também se reflete em sua postura em relação a possíveis derivados de Game of Thrones. Questionada anteriormente sobre a possibilidade de retornar em projetos ligados ao personagem Jon Snow, Emilia Clarke descartou a ideia sem hesitar. Para ela, a história de Daenerys teve um encerramento claro, ainda que controverso, e revisitar a personagem seria desnecessário. A atriz afirmou que sente que “finalizou” esse capítulo de sua vida profissional e prefere preservá-lo como foi apresentado ao público.

O impacto emocional do desfecho da série teve peso significativo nessa escolha. Em entrevistas passadas, Clarke revelou que não tinha conhecimento prévio da transformação de Daenerys em sua fase final, quando a personagem passa a ser vista como uma figura tirânica. Ao ler os roteiros da última temporada, a atriz relatou ter sido tomada por choque e incredulidade. A morte da personagem, segundo ela, aconteceu de forma abrupta e profundamente dolorosa.

A reação foi tão intensa que Clarke contou ter chorado logo após a leitura e saído de casa sem rumo, caminhando por horas para tentar assimilar o que havia acabado de descobrir. Ao retornar, estava fisicamente exausta e emocionalmente abalada, refletindo sobre como lidaria com aquele encerramento e com a forma como o público reagiria ao destino de Daenerys. O envolvimento emocional era compreensível, já que a personagem acompanhou a atriz durante uma fase crucial de sua vida pessoal e profissional.

Em busca de conforto, Emilia chegou a ligar para a mãe, pedindo apoio emocional, mesmo sem revelar detalhes do que aconteceria na trama. Durante a conversa, fez perguntas incomuns, tentando entender se Daenerys ainda seria vista como uma boa pessoa aos olhos do público. A reação dos familiares foi de surpresa, questionando o quanto aquela situação estava afetando a atriz, o que reforça o nível de identificação e apego que ela desenvolveu pela personagem.

Game of Thrones estreou em 2011 e rapidamente se consolidou como um dos maiores fenômenos da televisão mundial. Baseada na saga literária As Crônicas de Gelo e Fogo, de George R. R. Martin, a série apresentou um universo complexo, marcado por disputas políticas, batalhas épicas e personagens moralmente ambíguos. Ambientada nos continentes fictícios de Westeros e Essos, a produção se destacou pela ambição narrativa e pelo alto padrão técnico.

Ao longo de oito temporadas, a série se tornou uma das mais caras já produzidas para a televisão, com filmagens realizadas em diversos países e o envolvimento de múltiplas equipes de produção e efeitos visuais. O investimento foi recompensado com aclamação crítica e uma resposta massiva do público. A série acumulou 59 prêmios Emmy, tornando-se a produção mais premiada da história da televisão nesse quesito.

A audiência acompanhou esse sucesso. Com o avanço das temporadas, a série bateu recordes sucessivos de espectadores, culminando em uma temporada final que ultrapassou a marca de 44 milhões de espectadores por episódio em todas as plataformas. O episódio final se tornou um dos mais assistidos da história da HBO, consolidando o impacto cultural da série em escala global.

Mesmo com tamanha repercussão, Emilia Clarke demonstra olhar para trás com um misto de gratidão e encerramento. Para ela, a obra foi uma experiência única, que dificilmente será superada dentro do mesmo gênero. Ao optar por se afastar da fantasia, a atriz sinaliza o desejo de explorar novos caminhos artísticos, investir em personagens mais próximos da realidade e se reinventar profissionalmente.

notícias em destaque