Sessão de Sábado aposta no romance! Globo exibe “Idas e Vindas do Amor” neste 17 de janeiro

A Sessão de Sábado desta semana, dia 17 de janeiro, entra no clima das comédias românticas ao exibir Idas e Vindas do Amor, filme que transforma o Dia dos Namorados em pano de fundo para uma série de histórias cruzadas sobre encontros, desencontros, expectativas e frustrações amorosas. Dirigido por Garry Marshall, o longa reúne um elenco estrelado e aposta em situações leves, divertidas e, em alguns momentos, emocionantes, para falar sobre o amor em suas mais diferentes formas.

A narrativa acompanha diversos personagens que vivem o mesmo dia, mas enfrentam experiências completamente distintas quando o assunto é relacionamento. Logo no início, o público conhece Reed Bennet, um florista romântico que decide dar um passo importante ao pedir sua namorada em casamento. Embora o pedido seja aceito, a reação dela levanta questionamentos e inseguranças que vão acompanhar o casal ao longo da trama.

Em paralelo, Julia Fitzpatrick vive um relacionamento aparentemente estável com um médico bem-sucedido, mas o trabalho dele coloca à prova a conexão entre os dois justamente em uma data simbólica. A distância e a rotina profissional mostram que nem sempre o amor resiste facilmente às prioridades do dia a dia, mesmo quando há carinho envolvido.

Outras histórias seguem caminhos bem diferentes. Liz Corynn acorda confiante após uma noite especial com o namorado, acreditando que o relacionamento está evoluindo, enquanto Felicia Miller celebra gestos grandiosos e românticos, como presentes exagerados e declarações públicas, típicos de um amor jovem e intenso. Já Sean Jackson, um famoso jogador de futebol americano, vive o oposto: apesar do sucesso profissional, sente-se profundamente sozinho e sonha com uma vida familiar que parece cada vez mais distante.

Há também espaço para personagens que rejeitam completamente o romantismo da data. Kara Monahan, por exemplo, mantém a tradição anual de organizar uma festa dedicada a odiar o Dia dos Namorados, reunindo pessoas que, assim como ela, preferem encarar a data com ironia e sarcasmo. Sua postura, no entanto, será testada ao longo do dia, mostrando que até os mais céticos podem ser surpreendidos.

Durante um voo para Los Angeles, o filme apresenta um encontro inesperado entre um passageiro carismático e a capitã da aeronave, dando origem a uma das histórias mais curiosas da trama. O acaso, elemento recorrente na obra, reforça a ideia de que o amor pode surgir nos momentos mais improváveis, mesmo quando menos se espera.

O longa também dedica atenção aos relacionamentos duradouros. Um casal que está junto há décadas enfrenta os desafios da convivência e da maturidade enquanto cuida do neto, trazendo um olhar mais sensível e realista sobre o amor que resiste ao tempo. Ao redor deles, personagens mais jovens lidam com descobertas, inseguranças e decisões importantes, como o início da vida adulta e as primeiras experiências amorosas.

Entre esses jovens está Grace, uma babá que acredita estar pronta para dar novos passos em seu relacionamento, mas que acaba confrontada com dúvidas e situações inesperadas. Já Kelvin Moore, um repórter cético e abertamente crítico ao Dia dos Namorados, se vê envolvido em uma experiência que desafia todas as suas convicções, mostrando que até os mais descrentes podem mudar de ideia.

Ao longo do filme, as histórias se entrelaçam de forma dinâmica, alternando momentos de humor, romance e pequenas decepções. Nem todos os casais permanecem juntos, alguns descobrem que não eram feitos um para o outro, enquanto outros encontram o amor justamente após uma separação ou mudança de perspectiva. A proposta não é oferecer finais perfeitos para todos, mas refletir sobre como o amor pode ser confuso, imprevisível e, ainda assim, essencial.

Idas e Vindas do Amor segue a fórmula consagrada de Garry Marshall, responsável por clássicos do gênero, apostando em um elenco numeroso e carismático, diálogos acessíveis e situações com as quais o público facilmente se identifica. A produção não busca aprofundamentos dramáticos intensos, mas funciona como um retrato leve e bem-humorado das relações modernas.

Muito além dos controles! EP Games nasce como novo polo da cultura gamer no interior do Brasil

O universo dos games ganhou um novo e importante capítulo nesta quinta-feira, 15 de janeiro. Teve início a primeira edição do EP Games, evento promovido pelo Grupo EP que já estreia com ambições grandes: se consolidar como o maior festival gamer do interior brasileiro. Instalado no Shopping Iguatemi Campinas, o encontro une competições, cultura pop, debates, inclusão e entretenimento, e deve receber cerca de 10 mil visitantes até o encerramento, no domingo.

Desde a abertura dos portões, ficou evidente que o EP Games não foi pensado apenas para jogadores profissionais ou fãs hardcore. O espaço foi tomado por públicos diversos — crianças, adolescentes, adultos e famílias inteiras — todos atraídos pela proposta de viver a cultura gamer de forma ampla, acessível e imersiva. Mais do que disputar títulos, o evento convida o público a experimentar, aprender, trocar ideias e se reconhecer como parte de uma comunidade em constante crescimento.

O primeiro dia foi marcado por disputas decisivas que elevaram o nível de adrenalina. No torneio de Street Fighter 6, a final reuniu dois competidores que já vinham se destacando ao longo do campeonato. De um lado, NotPedro apostou em Sagat; do outro, Zangief_bolado entrou em cena com o personagem que se tornou sua marca registrada. A luta foi intensa, técnica e equilibrada, com cada round acompanhado de perto pelo público. O desfecho veio com um combo preciso que garantiu a vitória de Zangief_bolado, consagrando uma das finais mais vibrantes do dia.

A emoção seguiu no campeonato de EA FC, onde Big e Rampazzo protagonizaram uma final disputada lance a lance. O confronto virtual exigiu leitura rápida de jogo e decisões estratégicas, mantendo a plateia atenta a cada ataque. No fim, Big conseguiu balançar as redes em um momento decisivo, garantindo o título e encerrando a disputa sob aplausos.

Mas o EP Games vai muito além dos torneios. Um dos espaços mais movimentados da estreia foi o concurso de cosplay, que abriu inscrições nas categorias kids e adulto. Personagens de games, animes, filmes e séries ganharam vida no palco, revelando o talento, a criatividade e o carinho dos participantes pelos universos que representam. As apresentações mostraram que o cosplay é também uma forma de arte e expressão, reforçando o caráter cultural do evento.

A programação de conteúdo foi outro pilar forte do primeiro dia. Painéis e bate-papos abordaram temas essenciais para quem acompanha ou deseja ingressar no mercado gamer. Entre os assuntos discutidos estiveram a criação de conteúdo multiplataforma, a presença feminina nos e-sports e a importância da acessibilidade nos jogos de luta. Participaram das conversas nomes como Príncipe Vidane, do Jovem Nerd, WZY e Carol The Queen, com mediação de Anyazita e Caio Maciel, diretor de Marketing do Grupo EP.

Para Maciel, o grande diferencial do EP Games está na proposta inclusiva. Segundo ele, o evento foi pensado para acolher pessoas de todas as idades e níveis de familiaridade com os games. A ideia é oferecer experiências diversas: desde jogar e assistir a campeonatos até participar de palestras, conhecer profissionais do setor e entender melhor como funciona a indústria dos jogos no Brasil.

Outro momento bastante aguardado foi o Meet & Greet, que aproximou o público de atletas e criadores de conteúdo. Fãs puderam conversar, tirar fotos e trocar experiências com nomes ligados ao EA FC, aos jogos de luta e também com Wendell Lira, ex-jogador de futebol que hoje atua no cenário gamer. A iniciativa reforça a importância do contato direto entre quem produz e quem consome conteúdo, fortalecendo a comunidade.

O Lounge Podcast também chamou atenção ao receber a Creative Squad — formada por Mendrux, M4fi4 e Ligonz — em um bate-papo descontraído sobre criatividade, produção digital e atuação em múltiplas plataformas. O espaço funcionou como um ponto de reflexão sobre os rumos do mercado, destacando como os games dialogam cada vez mais com entretenimento, educação e tecnologia.

Com uma estrutura que reúne estandes de marcas, áreas interativas, campeonatos, conteúdo educativo e ações sociais, o EP Games demonstra maturidade já em sua edição inaugural. Parte da bilheteria será destinada a jovens de escolas públicas, ampliando o acesso à cultura gamer e incentivando o contato com tecnologia desde cedo.

Universal Pictures divulga vídeo de bastidores de “Song Sung Blue: Um Sonho a Dois”, estrelado por Hugh Jackman e Kate Hudson

(L to R) Hugh Jackman as Mike Sardina and Kate Hudson as Claire Stengl in director Craig Brewer's SONG SUNG BLUE, a Focus Features release. Credit: Courtesy of Focus Features. © 2025 All Rights Reserved.

A Universal Pictures divulgou oficialmente um novo vídeo de bastidores de “Song Sung Blue: Um Sonho a Dois”, longa-metragem musical dirigido por Craig Brewer, com estreia marcada para 29 de janeiro de 2026 nos cinemas brasileiros. O material revela detalhes do processo criativo da produção e destaca a carga emocional da história, inspirada em fatos reais, que une música, romance e superação.

Estrelado por Hugh Jackman e Kate Hudson, o filme acompanha a trajetória de dois músicos que enfrentam dificuldades pessoais e profissionais até encontrarem, juntos, uma nova chance de realizar seus sonhos. Conhecido por trabalhos como Meu Nome é Dolemite e Um Príncipe em Nova York 2, Craig Brewer assina a direção e o roteiro, além de atuar como produtor ao lado de John Davis e John Fox.

No vídeo divulgado, Hugh Jackman comenta a essência do projeto e o impacto da história: o filme retrata pessoas comuns que trabalham duro para sobreviver, muitas vezes acumulando mais de um emprego, mas que se recusam a abandonar o desejo de viver da música e de levar alegria ao público. Segundo o ator, essa identificação com a realidade de muitos artistas torna Song Sung Blue uma narrativa universal.

A trama é baseada na vida de Mike Sardina, um músico que iniciou sua carreira como imitador de Don Ho em feiras locais nos Estados Unidos. Em 1987, durante uma apresentação na Feira Estadual de Wisconsin, Mike conhece Claire, uma cantora que se preparava para subir ao palco interpretando músicas de Patsy Cline. A partir desse encontro, nasce não apenas um relacionamento amoroso, mas também uma parceria artística.

Incentivado por Claire, Mike passa a se dedicar ao repertório de Neil Diamond, o que dá origem à dupla “Lightning and Thunder”, uma banda-tributo que começa de forma instável, mas gradualmente conquista reconhecimento do público. O casal se casa em 1994 e passa a realizar apresentações cada vez mais bem-sucedidas, incluindo a abertura de um show do Pearl Jam, em 1995.

O filme também aborda os momentos mais difíceis da vida do casal. Em 1999, Claire sofre um grave acidente doméstico, que resulta na amputação de parte da perna esquerda. O trauma desencadeia um período de depressão, dor crônica e dependência de medicamentos, afetando diretamente a relação com Mike e a dinâmica familiar.

Paralelamente, a narrativa acompanha o processo de reabilitação física e emocional de Claire, além da busca de Mike por apoio em grupos de ajuda, evidenciando temas como saúde mental, dependência química e resiliência. O reencontro do casal com a música surge como elemento central de reconciliação e fortalecimento dos laços afetivos.

Após a recuperação de Claire, a dupla retoma as apresentações e volta a conquistar o público. O ponto culminante da carreira acontece quando são convidados para se apresentar como atração principal no Ritz, em Milwaukee, na mesma noite em que Neil Diamond realiza um show com ingressos esgotados nas proximidades. O reconhecimento atinge um novo patamar quando o próprio Diamond demonstra interesse em conhecê-los.

Pouco antes da apresentação, Mike sofre um ataque cardíaco fatal, encerrando de forma trágica uma trajetória marcada por amor, parceria e perseverança. O filme retrata esse momento com sobriedade, destacando o legado artístico e afetivo deixado por Mike e a força de Claire ao transformar a dor em memória e homenagem.

“13º Distrito” leva ação explosiva e crítica social ao Cine Maior da Record neste domingo, 25 de janeiro

O Cine Maior da Record TV exibe neste domingo, 25, o eletrizante “13º Distrito” (Banlieue 13), filme francês de ação lançado em 2004 que se tornou referência tanto pelo uso inovador do parkour quanto pela forte crítica social embutida em sua narrativa. Dirigido por Pierre Morel (Busca Implacável) e escrito e produzido por Luc Besson (O Profissional, O Quinto Elemento), o longa combina adrenalina, denúncia política e um retrato distópico das periferias urbanas.

Ambientado em um futuro próximo, no ano de 2010, o filme se passa em um subúrbio de Paris conhecido como B-13, uma área completamente abandonada pelo poder público. Escolas foram fechadas, serviços básicos deixaram de existir e, sob autorização do governo federal, um enorme muro foi erguido para isolar o bairro do restante da cidade. O resultado é um território sem lei, dominado pelo tráfico de drogas, violência extrema e corrupção policial, onde o Estado só aparece por meio da repressão militar.

No centro da trama está Leïto, interpretado por David Belle (Yamakasi), fundador do parkour e responsável por levar a prática ao cinema de forma espetacular. Morador do B-13, Leïto é um cidadão comum, revoltado com o abandono do bairro e decidido a enfrentar o crime organizado que domina a região. Em um ato ousado, ele confisca uma grande quantidade de drogas pertencente ao traficante Taha, líder absoluto do distrito, desencadeando uma cadeia de violência e vingança.

A retaliação não demora. Incapaz de capturar Leïto, Taha ordena o sequestro de Lola, irmã do protagonista, como forma de punição. Em uma sequência tensa, Leïto consegue inicialmente resgatar a jovem e entregar o criminoso à polícia, mas a corrupção institucional se impõe. Um delegado decide libertar Taha, que sai ileso enquanto Lola é levada novamente ao cativeiro. Traído pelo sistema, Leïto reage com fúria, mata o policial corrupto e acaba sendo preso, reforçando o retrato de um Estado que protege criminosos quando isso atende aos seus próprios interesses.

É nesse ponto que a narrativa se expande com a introdução de Damien Tomaso, vivido por Cyril Raffaelli (Beijo do Dragão), um agente das forças especiais treinado em artes marciais. Damien é convocado pelos militares para uma missão urgente: desarmar uma poderosa bomba de nêutrons prestes a explodir no B-13, com potencial para devastar um raio de quilômetros da cidade. Oficialmente, a arma teria sido roubada por criminosos locais, mas logo fica claro que há interesses obscuros por trás da operação.

Sabendo que Damien não conseguiria se infiltrar sozinho no distrito, os militares o colocam em contato com Leïto, forçando uma fuga da prisão para que os dois atuem juntos. Apesar das diferenças evidentes entre eles, um agente disciplinado e um rebelde moldado pela rua, a parceria se torna inevitável. Ambos têm o mesmo inimigo e objetivos que se cruzam: salvar Lola, desarmar a bomba e expor a corrupção que ameaça exterminar o B-13.

A partir daí, o filme mergulha em uma sucessão de cenas de ação intensas, com perseguições vertiginosas, combates corpo a corpo e sequências de parkour que desafiam a gravidade. Mais do que um recurso estético, o parkour funciona como linguagem narrativa, simbolizando resistência, liberdade e a tentativa de romper muros físicos e sociais impostos aos moradores do distrito.

“13º Distrito” se destaca também pela crítica política. Ao longo da trama, o espectador percebe que a verdadeira ameaça não vem apenas dos criminosos, mas das próprias autoridades, que veem o bairro como descartável. A conspiração envolvendo militares e governantes revela uma lógica de extermínio disfarçada de solução de segurança pública, levantando questões incômodas sobre segregação, exclusão social e abuso de poder.

Diretor israelense confronta o Estado em “Yes”, sátira política que estreia nos cinemas em 12 de fevereiro

Reconhecido por um cinema que desafia consensos e expõe tensões profundas da sociedade israelense, o cineasta Nadav Lapid apresenta ao público brasileiro seu novo longa-metragem, “Yes”, que estreia nos cinemas no dia 12 de fevereiro. A produção reafirma o lugar do diretor como uma das vozes mais inquietas do cinema contemporâneo, ao propor uma reflexão contundente sobre o papel do artista diante das estruturas de poder, da pressão institucional e da sedução exercida pelo sucesso.

Lapid construiu uma carreira marcada por obras que confrontam o nacionalismo, o militarismo e a manipulação simbólica do discurso oficial. Filmes como “Policial” (2011), “A Professora do Jardim de Infância” (2014) e “Sinônimos” (2019) — este último vencedor do Urso de Ouro no Festival de Berlim — consolidaram seu prestígio internacional e sua reputação como cineasta disposto a tensionar limites estéticos e políticos. Em “Yes”, esse olhar crítico retorna de forma ainda mais mordaz, envolto em sátira, humor corrosivo e uma narrativa emocionalmente instável.

O longa teve sua estreia mundial na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes, vitrine tradicional para obras autorais e provocadoras, e foi eleito um dos melhores filmes do ano pela revista Cahiers du Cinéma, publicação histórica da crítica francesa. A produção também integrou a programação do Festival do Rio 2025, com sessões acompanhadas pelo próprio diretor no Brasil, ampliando o diálogo com o público latino-americano.

A trama gira em torno de Y., um músico de jazz em decadência, e Jasmine, sua esposa e parceira artística, uma dançarina que compartilha da mesma precariedade profissional. À margem do mercado cultural institucional, o casal encontra formas alternativas de sobrevivência ao oferecer apresentações privadas para clientes dispostos a pagar por experiências artísticas íntimas. Nesse contexto, arte e corpo se misturam, transformando talento em mercadoria e afeto em moeda de troca.

A dinâmica do casal muda radicalmente quando passam a ser requisitados por membros da elite política e econômica do país. O reconhecimento, porém, vem acompanhado de exigências cada vez mais explícitas. O ponto central do conflito surge quando Y. recebe a proposta de compor um novo hino nacional em troca de uma quantia financeira exorbitante. A oferta, sedutora e violenta ao mesmo tempo, coloca o protagonista diante de uma escolha que extrapola o campo profissional e invade sua esfera ética.

Mais do que um comentário sobre a indústria cultural, “Yes” funciona como uma alegoria sobre os mecanismos de cooptação do Estado e sobre o preço cobrado daqueles que aceitam se alinhar ao discurso oficial. Nadav Lapid constrói uma narrativa em que o riso surge do desconforto, da repetição absurda e do choque entre desejo individual e imposição ideológica. A comédia romântica, longe de oferecer alívio, torna-se um campo de batalha onde amor, ambição, ressentimento e oportunismo coexistem.

No papel principal, Ariel Bronz entrega uma atuação intensa, física e profundamente inquietante. Artista multifacetado, Bronz é conhecido em Israel por sua trajetória controversa nas artes performáticas e no teatro, além de trabalhos no cinema como “Out” e “Amnesia”. Sua carreira é marcada por confrontos diretos com instituições culturais e políticas, incluindo episódios de interrogatório, prisão e ameaças, o que confere ao personagem uma camada adicional de autenticidade e tensão.

Com reconhecimento internacional e prêmios importantes, como o Prêmio Rosenblum de 2018, Bronz transforma o corpo de Y. em um espaço de conflito permanente, refletindo as contradições de um artista dividido entre sobrevivência, vaidade e consciência. Sua performance dialoga diretamente com os temas centrais do filme, borrando as fronteiras entre ficção e realidade.

Lançado em um contexto global de crescente polarização política e controle simbólico, “Yes” ganha relevância para além de suas fronteiras nacionais. Embora profundamente enraizado na realidade israelense, o filme propõe questões universais sobre conformismo, censura velada e os limites éticos da criação artística em ambientes hostis à dissidência.

A Última Ceia chega aos cinemas na semana da Páscoa e aposta em um olhar humano sobre os últimos momentos de Jesus

O cinema religioso ganha um novo capítulo com A Última Ceia, filme que chega aos cinemas brasileiros no dia 2 de abril, em plena semana da Páscoa. A escolha da data não é apenas simbólica, mas também afetiva: o longa convida o público a revisitar um dos momentos mais conhecidos da história cristã a partir de um olhar mais próximo, sensível e profundamente humano. Dirigido por Mauro Borrelli e distribuído pela Imagem Filmes, o projeto se afasta do espetáculo grandioso para apostar na emoção silenciosa que antecede a tragédia.

Em vez de narrar milagres ou grandes acontecimentos, A Última Ceia se concentra nos instantes finais antes da prisão de Jesus. É nesse intervalo, marcado por presságios e despedidas não ditas, que o filme encontra sua força. A famosa ceia deixa de ser apenas um marco religioso e passa a ser retratada como um encontro entre pessoas que compartilham fé, dúvidas, medos e afetos, conscientes — ou não — de que aquela seria a última vez juntos.

No papel de Jesus, Jamie Ward entrega uma atuação contida e delicada. Seu Cristo não é distante nem idealizado, mas alguém que sente o peso do que está por vir. O olhar cansado, os silêncios prolongados e os gestos simples ajudam a construir uma figura mais próxima do espectador, que observa não apenas o líder espiritual, mas o homem diante de um destino inevitável. Essa escolha torna a experiência mais emocional, especialmente para quem já conhece o desfecho da história.

A direção de Mauro Borrelli acompanha esse tom intimista com cuidado. Com experiência no departamento de arte de produções como Piratas do Caribe, Star Wars: Os Últimos Jedi e Os Oito Odiados, o cineasta demonstra domínio visual, mas evita excessos. Cada enquadramento parece pensado para valorizar as expressões, os olhares e as tensões à mesa. A ceia é filmada como um espaço de comunhão, mas também de ruptura, onde pequenos gestos carregam grandes significados.

Os discípulos, muitas vezes retratados de forma homogênea em outras produções, aqui ganham nuances. São homens comuns, atravessados por inseguranças, expectativas e conflitos internos. Essa humanização torna a traição de Judas ainda mais dolorosa, não apenas por seu peso histórico, mas pelo impacto emocional que causa dentro daquele grupo. O roteiro aposta nessa proximidade para reforçar a dramaticidade dos acontecimentos.

O elenco de apoio contribui para esse clima de tensão crescente. Robert Knepper, James Oliver Wheatley e Charlie MacGechan ajudam a construir relações críveis e cheias de subtexto, nas quais o espectador percebe que algo está prestes a se romper. Não há pressa em conduzir a narrativa; o filme permite que os sentimentos se acumulem, criando uma atmosfera densa e contemplativa.

O caráter espiritual da obra é reforçado pela produção executiva do cantor cristão Chris Tomlin, conhecido mundialmente por suas canções de louvor. Sua presença no projeto garante um cuidado especial com a mensagem transmitida, sem transformar o filme em um discurso religioso fechado. A proposta é dialogar tanto com o público de fé quanto com quem busca uma história humana, carregada de significado e emoção.

A recepção internacional indica que essa abordagem encontrou eco no público. A Última Ceia alcançou 80% de aprovação do público no Rotten Tomatoes, resultado que reflete a boa aceitação da narrativa mais intimista. Muitos elogios destacam justamente a sensibilidade do filme ao revisitar uma história amplamente conhecida sem recorrer a exageros.

Tecnicamente, o longa também se destaca. A fotografia de Vladislav Opelyants trabalha luz e sombra de forma simbólica, criando imagens que evocam espiritualidade e silêncio. Já a trilha sonora de Leo Z acompanha o ritmo emocional da história com discrição, reforçando momentos de reflexão e tensão sem se sobrepor às cenas.

Resenha – Meninos Morrem de Medo expõe o fracasso social em lidar com a diferença

Meninos Morrem de Medo: Contos de Flamígera é um livro que se constrói a partir da delicadeza, mas não se esconde atrás dela. Ao reunir histórias centradas em personagens que a sociedade insiste em marginalizar — pessoas autistas, indivíduos com síndrome de Down e sujeitos profundamente sensíveis — a obra assume uma postura crítica clara: a exclusão não é exceção, é regra. E o medo, longe de ser apenas sentimento individual, é produto de um sistema que pune quem foge da norma.

O tom aparentemente nostálgico que atravessa os contos — cartas perfumadas, códigos de cortesia, encontros mais lentos — funciona menos como saudade de um tempo idealizado e mais como recurso de contraste. Ao evocar um passado em que os gestos carregavam significado, o livro evidencia o empobrecimento das relações contemporâneas, marcadas por pressa, superficialidade e intolerância. Essa escolha narrativa revela um olhar crítico sobre o presente, ainda que sem recorrer ao discurso explícito.

O verdadeiro centro da obra está em seus personagens. Eles não aparecem para cumprir funções simbólicas nem para despertar piedade. Ao contrário, são construídos com complexidade e humanidade, expondo desejos, frustrações e contradições. O livro acerta ao recusar tanto a romantização da diferença quanto a sua exploração como instrumento moralizante. Aqui, o desconforto nasce justamente da normalidade dessas vidas — e da forma como são constantemente violentadas por olhares e expectativas alheias.

A violência retratada nos contos raramente é física. Ela se manifesta de maneira mais sutil e persistente: no silenciamento, no constrangimento, na tentativa constante de corrigir comportamentos considerados inadequados. Meninos Morrem de Medo é incisivo ao mostrar como a violência psicológica é naturalizada e, muitas vezes, invisível. O livro não oferece redenção fácil nem soluções narrativas confortáveis; ele expõe feridas e as deixa abertas.

O título da obra é revelador. O medo que atravessa os personagens não é covardia, mas resultado de um aprendizado social cruel. Aprender a temer o afeto, a exposição e o julgamento é uma forma de sobrevivência em um mundo que exige desempenho e normalização constantes. Nesse sentido, o livro também faz uma crítica direta às construções de masculinidade e à repressão emocional imposta desde a infância.

Do ponto de vista literário, a escrita é contida e consciente. Não há excessos nem ornamentalização do sofrimento. A escolha por uma linguagem limpa e econômica reforça a força do que é dito, evitando qualquer tentativa de espetacularizar a dor. Em alguns momentos, essa contenção pode soar fria, mas é justamente ela que impede o livro de escorregar para o sentimentalismo fácil.

Meninos Morrem de Medo: Contos de Flamígera não é uma leitura confortável, ainda que seja delicada. Sua crítica é silenciosa, mas persistente. Ao colocar no centro da narrativa personagens que costumam ser empurrados para as margens, o livro obriga o leitor a confrontar seus próprios preconceitos e limites de empatia.

Confira qual filme vai passar na Sessão da Tarde desta quarta, 25 de fevereiro, na TV Globo

A programação da TV Globo desta quarta-feira, 25 de fevereiro, traz um dos capítulos mais divertidos e simbólicos de uma das franquias animadas mais populares dos anos 2000. A Sessão da Tarde exibe Shrek the Third, produção que dá continuidade à jornada do ogro mais improvável dos contos de fadas e aprofunda temas como responsabilidade, amadurecimento e legado.

Lançado originalmente em 2007, o longa mantém o humor irreverente que consagrou a saga, mas também amplia o arco emocional de seus personagens. Depois de derrotar vilões, conquistar o amor de Fiona e até salvar um reino, Shrek se vê diante de um desafio completamente diferente: assumir o trono de Tão, Tão Distante.

A reviravolta acontece após a morte repentina do rei Harold, pai de Fiona. Sem herdeiros diretos além da filha, a linha sucessória aponta para Shrek como o próximo rei. O problema é que governar nunca fez parte de seus planos. Avesso à formalidade da vida na corte e desconfortável com a ideia de liderar um reino inteiro, o ogro entra em crise. Para ele, trocar o pântano pelo palácio soa como uma sentença. (Via AdoroCinema)

Determinando a evitar a coroação a qualquer custo, Shrek parte em busca de uma alternativa. A solução parece estar em Artie, primo de Fiona e outro possível herdeiro do trono. No entanto, o jovem está longe de ser um candidato óbvio. Inseguro e frequentemente ridicularizado pelos colegas da escola, ele não demonstra qualquer traço de confiança ou liderança. A missão, então, deixa de ser apenas encontrar um sucessor e passa a ser ajudá-lo a descobrir seu próprio valor.

Enquanto isso, o reino enfrenta uma nova ameaça. O ressentido Príncipe Encantado decide reunir um grupo de vilões clássicos dos contos de fadas para tentar tomar o poder. A narrativa, que sempre brincou com a desconstrução de personagens tradicionais, ganha aqui uma camada extra de sátira e crítica, ao transformar antagonistas conhecidos em figuras quase caricatas, mas ainda perigosas.

Dirigido por Chris Miller, o filme preserva o estilo visual vibrante e o ritmo ágil característicos da franquia. A trilha sonora dinâmica e as referências à cultura pop seguem como marcas registradas, mantendo o equilíbrio entre entretenimento infantil e piadas que dialogam com o público adulto.

No elenco de vozes originais, retornam nomes fundamentais para o sucesso da saga. Mike Myers empresta novamente seu carisma ao protagonista, enquanto Eddie Murphy garante momentos hilários como o falante Burro. Antonio Banderas reprisa o papel do Gato de Botas, combinando charme e ironia, e Cameron Diaz retorna como Fiona, cuja postura firme reforça a força feminina dentro da narrativa.

Entre as novidades, destaque para Justin Timberlake, que dá voz a Artie, e John Cleese, que interpreta o rei Harold. A química entre os personagens mantém o frescor da franquia e ajuda a sustentar o tom leve mesmo quando a história aborda questões mais profundas.

Além das aventuras e das situações cômicas, Shrek Terceiro trabalha uma mensagem clara sobre identidade e responsabilidade. Ao longo da trama, Shrek precisa confrontar seus próprios medos e inseguranças. O receio de não estar à altura do cargo espelha um sentimento universal: o medo de não corresponder às expectativas. Ao mesmo tempo, Artie aprende que liderança não nasce de popularidade, mas de autenticidade e coragem.

Essa combinação de humor e reflexão é um dos fatores que explicam o sucesso duradouro da franquia. Desde o primeiro filme, a saga de Shrek subverteu os padrões dos contos de fadas tradicionais, propondo uma visão mais humana, imperfeita e, justamente por isso, mais próxima do público. O terceiro capítulo reforça essa identidade ao mostrar que crescer implica aceitar desafios inesperados.

Para quem deseja rever o filme além da exibição na TV aberta, ele também está disponível em plataformas digitais. O título pode ser encontrado no catálogo do Telecine e da Netflix, além de opção de aluguel no Prime Video.

Trailer final de “Demon Slayer: Castelo Infinito – Parte 1” é divulgado após forte desempenho nas bilheterias do Japão

Após uma passagem extremamente bem-sucedida pelos cinemas japoneses, o aguardado filme Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba – Castelo Infinito voltou temporariamente às telonas do Japão em sessões especiais. Para marcar esse momento e celebrar o impacto do longa entre o público, a Aniplex divulgou um trailer final da produção, reunindo algumas das cenas mais intensas da batalha que marca o início do arco final da história.

O longa é baseado no famoso arco Castelo Infinito do mangá Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba, criado por Koyoharu Gotouge. Publicada originalmente entre 2016 e 2020, a obra se tornou um fenômeno mundial e deu origem a uma das franquias mais populares da animação japonesa da última década.

“Castelo Infinito – Parte 1” marca um momento decisivo para a adaptação animada da série. A produção funciona como uma sequência direta da quarta temporada do anime e inaugura a trilogia de filmes que irá adaptar o arco final da história. O projeto foi anunciado oficialmente em junho de 2024, logo após a exibição do último episódio da temporada que adaptou o arco Treinamento dos Hashira.

Desde então, a expectativa dos fãs cresceu rapidamente. Afinal, o arco do Castelo Infinito é considerado por muitos leitores do mangá como o ponto mais intenso e dramático da narrativa, reunindo confrontos decisivos entre os caçadores de demônios e os inimigos mais poderosos da história.

A direção do longa fica por conta de Haruo Sotozaki, responsável por comandar a adaptação animada desde o início. A produção é assinada pelo renomado estúdio Ufotable, conhecido pelo alto nível técnico de suas animações, especialmente nas sequências de batalha que se tornaram marca registrada da série.

Ao contrário de alguns lançamentos recentes da franquia que chegaram aos cinemas como compilações de episódios da série — como os filmes que adaptaram os arcos do Vilarejo dos Ferreiros e do Treinamento dos Hashira — Castelo Infinito foi desenvolvido como um longa-metragem completo. A decisão foi tomada para garantir que a narrativa tivesse o ritmo e a intensidade necessários para adaptar um dos momentos mais importantes da história.

A trama acompanha novamente o jovem caçador de demônios Tanjiro Kamado, protagonista da série. Após perder quase toda a família em um ataque de demônios, Tanjiro ingressa no Demon Slayer Corps, organização dedicada a caçar e eliminar essas criaturas. Seu principal objetivo, no entanto, é encontrar uma maneira de salvar sua irmã mais nova, Nezuko Kamado, que foi transformada em demônio durante o massacre.

Ao longo da história, Tanjiro se torna um espadachim cada vez mais habilidoso e passa a lutar ao lado de diversos aliados dentro da organização, incluindo os poderosos Hashira — guerreiros de elite que representam o nível mais alto da corporação.

Em “Castelo Infinito”, a narrativa começa logo após os eventos do chamado Treinamento dos Hashira, um programa intensivo criado para fortalecer os membros da organização e prepará-los para a batalha final contra as forças demoníacas.

Enquanto os caçadores se preparam para o confronto inevitável, o grande vilão da história finalmente decide agir. Muzan Kibutsuji, o primeiro e mais poderoso dos demônios, invade a Mansão Ubuyashiki — sede da organização e residência de seu líder.

A invasão desencadeia uma sequência de acontecimentos dramáticos. Tanjiro, os Hashira e diversos membros do Demon Slayer Corps correm para a mansão na tentativa de impedir o ataque e proteger o líder da organização. No entanto, o plano de Muzan vai muito além de um simples confronto.

Durante o caos do ataque, o vilão usa seus poderes para lançar todos os caçadores em uma queda profunda rumo a um lugar misterioso e distorcido: o temido Castelo Infinito.

Esse cenário, que dá nome ao arco, funciona como um labirinto dimensional onde as leis da física parecem não existir. Corredores se movem, salas surgem e desaparecem e a própria estrutura do castelo muda constantemente, criando um ambiente imprevisível e extremamente perigoso.

É dentro desse espaço surreal que se estabelece o campo de batalha final entre o Demon Slayer Corps e as forças demoníacas comandadas por Muzan.

O arco do Castelo Infinito é conhecido entre os fãs por reunir algumas das batalhas mais emocionantes de toda a série. Diversos personagens importantes entram em confronto direto com os demônios mais poderosos do exército de Muzan, incluindo as temidas Luas Superiores — um grupo de criaturas extremamente fortes que servem diretamente ao vilão.

A adaptação cinematográfica promete explorar esses confrontos com um nível de detalhe visual ainda maior do que o visto na série de televisão. O estúdio Ufotable já se tornou famoso por suas cenas de ação fluidas, efeitos visuais impressionantes e coreografias de combate que misturam técnicas de animação tradicional com tecnologia digital.

Esse cuidado técnico foi um dos fatores que ajudaram a franquia a conquistar enorme popularidade mundial, especialmente após o lançamento do filme Demon Slayer: Mugen Train, que se tornou um fenômeno de bilheteria e chegou a quebrar diversos recordes no Japão.

Seguindo essa tradição, “Castelo Infinito – Parte 1” também teve um desempenho expressivo nas bilheterias. Lançado oficialmente no Japão em 18 de julho de 2025, com distribuição das empresas Aniplex e Toho, o longa rapidamente se destacou entre as maiores arrecadações do ano.

O sucesso levou a uma reexibição especial em diversos cinemas japoneses, permitindo que fãs revisitassem o início do arco final da história na tela grande. Foi justamente para celebrar esse momento que o trailer final foi divulgado, reunindo cenas marcantes da produção e destacando o clima épico que envolve a batalha dentro do Castelo Infinito.

A recepção positiva do público reforça o enorme impacto cultural da franquia. Desde sua estreia, Demon Slayer se consolidou como um dos maiores fenômenos recentes da indústria de anime, conquistando fãs em diferentes países e impulsionando vendas de mangás, produtos licenciados e adaptações animadas.

No Brasil, o filme também chegou aos cinemas em setembro de 2025, levando para o público nacional uma das partes mais aguardadas da história. A estreia foi cercada de expectativa entre os fãs brasileiros, que já acompanhavam a série desde suas primeiras temporadas.

Disney+ divulga trailer e data de estreia da série “Dear Killer Nannies: Criado por Assassinos”, inspirada na história do filho de Pablo Escobar

O catálogo do Disney+ vai ganhar uma nova produção baseada em fatos reais. A plataforma divulgou o trailer oficial e confirmou a data de estreia da série Dear Killer Nannies: Criado por Assassinos, drama que revisita a história de uma das famílias mais conhecidas do narcotráfico mundial sob um ponto de vista pouco explorado.

A série acompanha a vida de Juan Pablo Escobar, filho do famoso narcotraficante colombiano Pablo Escobar, líder do cartel de Medellín e uma das figuras mais controversas da história recente da América Latina. Diferente de outras produções que focam na trajetória criminosa do traficante, a nova série aposta em uma perspectiva mais íntima e familiar.

Com oito episódios, a produção narra a história a partir da visão de Juan Pablo ainda na infância, mostrando como era crescer em meio ao poder, ao medo e à constante presença de homens armados ao redor da família.

Quem assume o papel de Pablo Escobar na série é o ator John Leguizamo (Encanto, Moulin Rouge!), responsável por interpretar o narcotraficante em um momento decisivo de sua trajetória, quando sua influência e violência já dominavam o cenário do crime organizado na Colômbia.

A trama mergulha no cotidiano da família Escobar e mostra como o ambiente ao redor do jovem Juan Pablo era marcado por contradições. Ao mesmo tempo em que vivia cercado por luxo e proteção, ele também convivia com o clima constante de tensão provocado pelas atividades criminosas do pai.

Um dos aspectos mais curiosos explorados pela série é a presença dos assassinos contratados por Escobar para garantir a segurança da família. Esses homens, responsáveis por proteger o filho do traficante, acabam assumindo também uma função inesperada: a de cuidadores e acompanhantes do garoto.

Nesse contexto, a narrativa apresenta esses personagens como uma espécie de “babás improvisados”, responsáveis por acompanhar Juan Pablo em diferentes momentos da infância. A relação entre o menino e esses homens armados revela um contraste marcante entre a inocência infantil e o universo violento que o cercava.

A produção também aborda a relação entre pai e filho, explorando como Juan Pablo enxergava Pablo Escobar dentro de casa, longe da imagem pública de criminoso que dominava os noticiários da época.

Além de John Leguizamo, o elenco reúne novos talentos e nomes conhecidos da televisão latino-americana. O personagem Juan Pablo Escobar é interpretado em diferentes fases da vida por três atores: Janer Villareal, que vive o personagem na adolescência, Miguel Tamayo, responsável pela fase da infância, e Miguel Ángel García, que interpreta o jovem Juan Pablo.

O núcleo familiar da história também conta com a presença de Laura Rodríguez no papel de Victoria Henao, esposa de Pablo Escobar e mãe de Juan Pablo. Ao longo da trama, a personagem precisa lidar com o impacto das decisões do marido sobre a segurança e o futuro da família.

Outros nomes do elenco incluem Juanita Molina (Angie), Julián Zuluaga (Rodri) e Rafael Zea (El Dorado), personagens que ajudam a construir o universo ao redor do protagonista.

A proposta da série é oferecer um olhar mais humano e complexo sobre os acontecimentos que marcaram a vida da família Escobar. Em vez de focar apenas no crime organizado, a narrativa busca explorar as consequências emocionais e psicológicas de crescer em um ambiente dominado pelo poder e pela violência.

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