Resenha – Ao Meu Redor transforma o sobrenatural em espelho da culpa humana

Em Ao Meu Redor, André Vianco retorna ao horror com uma proposta clara: usar o sobrenatural não como espetáculo, mas como consequência direta de escolhas morais extremas. O livro parte de uma pergunta provocadora — até onde alguém iria para escapar do próprio inferno? — e responde de forma cruel: sempre existe algo pior à espera.

A protagonista, Teodora, é uma policial corrupta que já surge no limite da queda. Não há tentativa de torná-la simpática ou justificável, e esse é um dos acertos do romance. Sua relação com Raoni, chefe do tráfico, é baseada em conveniência e violência, e a traição que sofre apenas acelera um colapso que já estava em curso. Quando Teodora mata Raoni e inicia uma corrida desesperada atrás do dinheiro do crime, a narrativa assume um ritmo sufocante, marcado por paranoia, culpa e impulsos destrutivos.

O ponto de virada da história acontece com a entrada de Jéssica, a irmã afastada, uma cientista brilhante e emocionalmente instável. A criação da Iboga-7 — uma droga capaz de abrir um canal entre vivos e mortos — desloca o livro do thriller criminal para o horror metafísico. Vianco acerta ao tratar essa transição não como ruptura, mas como aprofundamento: o sobrenatural surge como extensão do caos psicológico e moral das personagens.

A relação entre as duas irmãs é um dos pilares mais interessantes da narrativa. Não há afeto idealizado, apenas ressentimento, dependência e feridas antigas nunca cicatrizadas. O terror que se desenrola no “outro lado” é constantemente atravessado por traumas familiares, tornando difícil separar o que é manifestação do além e o que é projeção da culpa. Ao Meu Redor deixa claro que atravessar mundos não significa escapar de si mesmo.

O horror aqui não se constrói apenas com monstros ou visões perturbadoras, mas com a sensação constante de aprisionamento. O além apresentado por Vianco é hostil, opressor e profundamente psicológico. A experiência é menos sobre o medo do desconhecido e mais sobre o reconhecimento de que certas condenações são autoimpostas. Nesse sentido, o livro se aproxima mais do horror existencial do que do terror clássico.

Narrativamente, Vianco aposta em uma escrita direta, agressiva e sem concessões. O ritmo é intenso, por vezes quase exaustivo, o que reforça a sensação de desespero que acompanha as protagonistas. Em alguns momentos, o excesso de brutalidade pode afastar leitores mais sensíveis, mas essa escolha parece consciente: Ao Meu Redor não quer ser confortável.

O maior mérito do livro está em sua coerência temática. O sobrenatural nunca surge como solução, apenas como ampliação da tragédia. Não há redenção fácil, nem punições simplistas. O horror verdadeiro não está apenas no mundo dos mortos, mas na soma de escolhas feitas em vida — e nas consequências que continuam ecoando depois dela.

Saiba qual filme vai passar na Sessão da Tarde desta terça-feira (24), na TV Globo

Na Sessão da Tarde desta terça, 24 de fevereiro, a TV Globo leva ao ar o drama O Comitê da Vida, título brasileiro de The God Committee, um filme que transforma uma decisão médica em um intenso conflito moral capaz de mexer com qualquer espectador.

De acordo com a sinopse do AdoroCinema, a história acompanha um comitê de transplante de órgãos em um hospital de Nova York que recebe uma notícia urgente: um coração está disponível, mas três pacientes aguardam na fila. O problema é que só há tempo para salvar um. Em apenas uma hora, os médicos precisam avaliar prontuários, históricos de vida, probabilidades de sucesso e até aspectos emocionais para definir quem receberá a chance de continuar vivendo.

O longa, dirigido por Austin Stark e inspirado na peça escrita por Mark St. Germain, mergulha fundo nas contradições humanas. Não se trata apenas de critérios técnicos ou números em uma planilha. A narrativa coloca em evidência o peso psicológico que recai sobre profissionais acostumados a salvar vidas, mas que, diante da escassez, precisam escolher.

O elenco reúne nomes conhecidos que entregam atuações cheias de tensão e sensibilidade. Kelsey Grammer interpreta um médico experiente que carrega convicções firmes, mas também fragilidades. Julia Stiles vive uma cirurgiã que tenta equilibrar racionalidade e empatia em meio à pressão. Janeane Garofalo acrescenta uma energia mais contida e reflexiva à dinâmica do grupo, enquanto Colman Domingo entrega uma performance intensa, que ajuda a ampliar o debate sobre responsabilidade e ética.

Um dos pontos mais interessantes do filme é o salto temporal que acontece após a decisão. Sete anos depois daquela reunião decisiva, o público acompanha as consequências do veredito. As escolhas feitas sob pressão continuam ecoando na vida dos médicos, mostrando que certas decisões nunca ficam no passado. A culpa, as dúvidas e as justificativas permanecem presentes, lembrando que a medicina também é feita de emoções.

A produção teve sua estreia mundial no Festival de Cinema de Tribeca, em 2021, após adiamentos causados pela pandemia. Posteriormente, foi lançada nos Estados Unidos pela Vertical Entertainment. Embora tenha tido uma bilheteria discreta, o longa conquistou espaço entre os espectadores que apreciam histórias densas e reflexivas.

O Comitê da Vida não aposta em grandes reviravoltas ou efeitos grandiosos. Sua força está nos diálogos, nos olhares e nas pausas carregadas de significado. A tensão cresce a cada argumento apresentado na sala de reunião, fazendo o público se perguntar o que faria se estivesse naquela mesma posição.

Para quem gosta de filmes que provocam debate e continuam na cabeça mesmo depois que a tela escurece, esta é uma excelente pedida para a Sessão da Tarde. Mais do que um drama hospitalar, o longa é um retrato sobre escolhas difíceis, limites do sistema de saúde e, principalmente, sobre a complexidade de decidir o destino de alguém quando o tempo é curto e o peso da responsabilidade é enorme.

The God of the Woods | Maya Hawke protagoniza nova série da Netflix baseada em best-seller sobre desaparecimento

A atriz Maya Hawke foi confirmada como protagonista de The God of the Woods, nova série dramática da Netflix anunciada nesta quinta-feira (19). A produção é inspirada no romance homônimo da escritora Liz Moore, obra que ganhou destaque na lista de mais vendidos do New York Times. A trama segue sem data de estreia confirmada. As informações são do Deadline.

A trama se desenvolve a partir do desaparecimento de uma adolescente em um acampamento de verão localizado nas montanhas Adirondack, no interior do estado de Nova York. Barbara Van Laar, de 13 anos, desaparece em circunstâncias misteriosas, dando início a uma investigação que rapidamente ultrapassa os limites de um caso isolado. Conforme as buscas avançam, surgem conexões com eventos passados envolvendo a família da jovem, revelando uma rede de segredos que atravessa gerações.

A narrativa se estrutura como um drama que alterna diferentes períodos de tempo, explorando as tensões internas de uma família influente e economicamente poderosa. Ao mesmo tempo em que acompanha o desenrolar da investigação, a série examina os impactos do privilégio, as desigualdades sociais e as consequências de decisões ocultadas ao longo dos anos.

Na história, Maya Hawke interpreta Judy Luptack, investigadora responsável por conduzir o caso. A personagem é descrita como uma profissional analítica e persistente, que enfrenta não apenas os desafios da investigação, mas também as limitações impostas por um ambiente de trabalho predominantemente masculino. Sua presença na linha de frente do caso adiciona uma camada adicional à narrativa, ao evidenciar tensões institucionais dentro das forças de segurança.

A escolha de Hawke marca mais um passo na consolidação de sua carreira em produções de maior densidade dramática. Após ganhar projeção internacional na televisão, a atriz passa a liderar um projeto centrado em conflitos psicológicos e sociais, distanciando-se de narrativas mais voltadas ao entretenimento juvenil.

A série também reforça o movimento recente da Netflix de investir em adaptações literárias com potencial de alcance global. Com uma estrutura que combina suspense investigativo e drama familiar, The God of the Woods segue a tendência de produções que utilizam crimes como ponto de partida para discutir questões mais amplas, como poder, influência e desigualdade.

A produção é desenvolvida pela Sony Pictures Television, em parceria com a plataforma de streaming. O projeto conta com Liz Hannah e a própria Liz Moore como produtoras executivas e responsáveis pela condução criativa da série. Hannah tem no currículo trabalhos voltados para narrativas baseadas em fatos e dramas psicológicos, o que reforça o tom proposto para a adaptação.

A ambientação nas montanhas Adirondack desempenha papel central na construção da atmosfera da história. O cenário isolado contribui para o desenvolvimento de uma narrativa marcada pela tensão e pelo mistério, criando um ambiente em que o desaparecimento da jovem ganha contornos ainda mais inquietantes.

Minecraft 2 ganha reforço de peso! Kirsten Dunst é confirmada no elenco e assume papel icônico do jogo

Foto: Reprodução/ Internet

A sequência de Um Filme Minecraft começa a tomar forma nos bastidores de Hollywood e já apresenta novidades relevantes para o público. Segundo informações divulgadas pelo Deadline, a atriz Kirsten Dunst foi confirmada no elenco de Um Filme Minecraft 2, produção da Warner Bros. Pictures em parceria com a Legendary Pictures. No novo longa, ela dará vida à personagem Alex, uma das figuras mais conhecidas do universo do jogo.

A inclusão da atriz marca um reforço significativo no elenco da franquia, que já havia conquistado o público com nomes populares na primeira produção. O filme original contou com Jason Momoa e Jack Black nos papéis centrais, além de participações de outros atores conhecidos, em uma narrativa que combinava aventura, comédia e elementos do universo cúbico do game.

Lançado em 2025, o primeiro longa-metragem apresentou a história de um grupo de personagens comuns que, após atravessarem um portal misterioso, são transportados para o Overworld, um ambiente fantástico onde a criatividade é essencial para a sobrevivência. Ao longo da jornada, eles enfrentam criaturas hostis e precisam aprender rapidamente as regras daquele mundo para conseguir retornar à realidade.

Mesmo com recepção crítica dividida, o desempenho comercial foi expressivo. A produção arrecadou cerca de US$ 961 milhões em bilheteria mundial, consolidando-se como um dos maiores sucessos entre adaptações de videogames no cinema. O resultado garantiu não apenas a continuidade da história, como também abriu espaço para a expansão do universo narrativo.

A chegada de Alex na sequência é vista como um passo natural dentro desse processo. Criada pela Mojang Studios, a personagem é uma das protagonistas jogáveis de Minecraft e se tornou um dos rostos mais reconhecidos da franquia ao lado de Steve. Sua inclusão deve aproximar ainda mais o filme da experiência original dos jogadores, além de ampliar as possibilidades narrativas.

Nos bastidores, a direção permanece sob responsabilidade de Jared Hess, que também comandou o primeiro longa. A expectativa é de que a continuação mantenha o tom leve e aventureiro, mas com maior escala e aprofundamento na construção do universo apresentado anteriormente.

A aposta em um elenco ampliado e em novos personagens também indica uma tentativa de diversificar a narrativa e atrair diferentes perfis de público. A presença de Kirsten Dunst, conhecida por trabalhos marcantes no cinema, reforça essa estratégia e sinaliza um investimento em nomes de forte apelo internacional.

Além disso, o sucesso do primeiro filme evidenciou o potencial de Minecraft como franquia cinematográfica de longo prazo. O jogo, que se consolidou como um fenômeno global desde seu lançamento, oferece um universo aberto e expansivo, permitindo a criação de múltiplas histórias dentro do mesmo contexto.

A sequência deve explorar novas regiões do Overworld e possivelmente introduzir elementos de outras dimensões do jogo, ampliando o escopo da narrativa. Ainda que detalhes oficiais sobre a trama não tenham sido divulgados, a expectativa é de que o novo filme traga desafios inéditos e desenvolva mais profundamente os personagens apresentados anteriormente.

Com produção em andamento, Um Filme Minecraft 2 já desponta como um dos projetos mais aguardados do segmento de adaptações de jogos eletrônicos. A combinação entre uma marca consolidada, resultados expressivos de bilheteria e a entrada de novos nomes no elenco contribui para manter o interesse do público em alta

Marvel divulga nova prévia de Demolidor: Renascido e antecipa confronto contra o Rei do Crime

A Marvel Studios divulgou nesta sexta-feira (20) uma nova prévia de Demolidor: Renascido, reforçando o tom mais intenso da série e antecipando um cenário de confronto direto nas ruas de Nova York. As imagens revelam Matt Murdock, interpretado por Charlie Cox, reunindo aliados para enfrentar o crescimento do poder de Wilson Fisk, vivido por Vincent D’Onofrio.

Um dos momentos mais comentados da prévia é o retorno de Krysten Ritter como Jessica Jones. A personagem aparece sendo recrutada por Murdock para integrar uma força de resistência contra a ofensiva de Fisk, que intensifica sua perseguição a vigilantes em Nova York. A presença da heroína amplia o universo da série e reforça a conexão com produções anteriores que marcaram o público.

A nova produção do Disney+ funciona como uma continuação direta da série Daredevil, exibida entre 2015 e 2018, agora integrada oficialmente ao Universo Cinematográfico Marvel. Criada por Dario Scardapane, Christopher Ord e Matthew Corman, a série passou por mudanças criativas importantes ao longo do desenvolvimento, buscando um equilíbrio entre acessibilidade para novos espectadores e continuidade para os fãs antigos.

Na trama, Matt Murdock vive um momento de transição. Após se afastar da atuação como vigilante, ele tenta seguir sua rotina como advogado, focado na defesa da justiça dentro dos limites da lei. No entanto, esse equilíbrio é rapidamente abalado com o retorno de Wilson Fisk ao centro do poder.

Diferente de sua atuação anterior como chefe do crime, Fisk passa a operar de maneira mais estratégica, utilizando a política como ferramenta de controle. Ao se aproximar do poder institucional, ele amplia sua influência sobre a cidade e cria um ambiente cada vez mais hostil para aqueles que atuam fora da lei, especialmente os vigilantes. Essa mudança de abordagem torna o confronto ainda mais complexo e perigoso.

É nesse contexto que Murdock percebe que não pode mais agir sozinho. A necessidade de reunir aliados surge como resposta direta ao avanço de Fisk, que passa a tratar os vigilantes como inimigos públicos. A formação desse grupo marca uma virada na narrativa, trazendo uma dimensão mais coletiva à história e abrindo espaço para a participação de personagens conhecidos do público.

Além de Cox e D’Onofrio, o elenco conta com nomes como Deborah Ann Woll, Elden Henson e Jon Bernthal, que retorna como o Justiceiro. A presença desses personagens reforça o núcleo urbano da Marvel e contribui para aprofundar os conflitos morais e emocionais que marcam a trajetória do Demolidor.

A proposta da série vai além da ação tradicional. Demolidor: Renascido aposta em uma abordagem mais densa, explorando temas como poder, corrupção e os limites da justiça. Nova York deixa de ser apenas cenário e passa a funcionar como um elemento ativo da narrativa, refletindo o impacto das decisões políticas e das disputas entre diferentes grupos.

Outro aspecto relevante é o cuidado em equilibrar passado e presente. A série reconhece os eventos anteriores, mas evita depender exclusivamente deles, permitindo que novos espectadores acompanhem a história sem a necessidade de um conhecimento aprofundado da produção original. Ao mesmo tempo, mantém elementos que dialogam diretamente com os fãs mais antigos, criando uma ponte entre as duas fases do personagem.

Apesar do título remeter a uma das histórias mais conhecidas dos quadrinhos, a produção não faz uma adaptação direta desse arco. O conceito de renascimento é utilizado como base temática para explorar a reconstrução de Matt Murdock após perdas e decisões difíceis, evidenciando seu lado mais humano e vulnerável.

A primeira temporada estreou em março de 2025 no Disney+, com nove episódios, consolidando o retorno do personagem dentro da Fase Cinco do MCU. A segunda temporada já está confirmada para 2026 e deve aprofundar ainda mais o confronto entre Murdock e Fisk, agora em um cenário onde o vilão exerce um poder ainda mais amplo e institucionalizado.

No Domingo Espetacular (22), Roberto Cabrini investiga caso Gisele Santana, Edson & Hudson celebram 30 anos e reportagens impactantes

Neste domingo, 22 de março, o Domingo Espetacular apresenta uma edição marcada por investigações aprofundadas, entrevistas exclusivas e reportagens de forte impacto social. A atração traz novos desdobramentos de um caso que ganhou repercussão nacional, além de histórias que envolvem música, tragédia e disputas judiciais milionárias.

O principal destaque da noite é a continuidade da investigação conduzida por Roberto Cabrini sobre a morte da policial militar Gisele Alves Santana. O caso, que inicialmente era tratado como suicídio, passou por uma reviravolta após o avanço das apurações. A hipótese foi descartada e a linha investigativa passou a considerar feminicídio.

Nos últimos dias, o marido da vítima, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, tornou-se suspeito e foi preso pela Corregedoria da Polícia Militar em São José dos Campos, interior de São Paulo. Na reportagem exibida pelo programa, Cabrini apresenta novas informações sobre o andamento do caso, incluindo detalhes da relação entre o casal, que, segundo as investigações, era marcada por conflitos e episódios de ameaça.

A matéria também recupera a entrevista exibida na edição anterior, quando o oficial negou qualquer envolvimento na morte da esposa. Com os novos elementos reunidos pela investigação, o programa amplia o contexto do caso e apresenta o passo a passo das apurações realizadas pelas autoridades.

Outro destaque da edição é a entrevista especial conduzida por Carolina Ferraz com a dupla Edson & Hudson. Os artistas celebram 30 anos de carreira e relembram momentos importantes de sua trajetória na música sertaneja.

Durante a conversa, os irmãos abordam desafios enfrentados ao longo das décadas, conquistas profissionais e a consolidação de um estilo que combina vocais marcantes com solos de guitarra. A reportagem também acompanha os bastidores de um show comemorativo, destacando a preparação para a apresentação e a relação da dupla com o público.

Na área de reportagens especiais, o programa traz um caso de maus-tratos a animais que gerou indignação. Em Goiânia, um cachorro chamado Johnny foi atacado por uma mulher, que lançou um líquido quente sobre o animal. A agressão foi registrada por câmeras de segurança e repercutiu nas redes sociais.

O repórter Paulo Henrique Santos acompanha o caso, mostrando o estado de saúde do cachorro, que sofreu queimaduras, e a mobilização de moradores da região em busca de identificação e responsabilização da agressora. A reportagem também aborda a importância da denúncia em casos de violência contra animais.

O programa ainda revisita o caso da intoxicação por monóxido de carbono que resultou na morte de quatro jovens durante o Réveillon de 2024 em Balneário Camboriú. A reportagem mostra como vive atualmente Geovana Staellen, a única sobrevivente da tragédia.

Segundo as investigações, o gás teria invadido o interior do veículo por meio do sistema de ar-condicionado, após uma falha em uma peça modificada. Geovana não estava no carro no momento e foi responsável por encontrar as vítimas desacordadas. A matéria, assinada por Greici Siezemel, mostra os impactos emocionais do episódio e a forma como a sobrevivente reconstruiu sua rotina.

Fechando a edição, o Domingo Espetacular apresenta os desdobramentos de uma disputa judicial envolvendo uma herança estimada em mais de R$ 100 milhões. Após a morte de um empresário alemão em um acidente de carro na Bahia, uma mulher ingressou na Justiça alegando que ele seria pai de sua filha, reivindicando parte do patrimônio.

“Arco” chega à MUBI e convida o público a explorar um futuro imaginativo e inspirador

O universo da animação contemporânea ganha, em 10 de abril, um novo capítulo no streaming com “ARCO”, filme de Ugo Bienvenu (L’entretien), que estreia na plataforma MUBI em versão original, dublada em português. O longa, que já conquistou plateias nas salas de cinema brasileiras, oferece um mergulho visual e emocional em um futuro imaginado não como distopia, mas como possibilidade de harmonia entre humanidade e natureza.

Produzido por Natalie Portman (Cisne Negro), Felix de Givry, Sophie Mas e o próprio Bienvenu, o longa-metragem foi apresentado pela primeira vez na Seleção Oficial de Exibições Especiais do 78º Festival de Cannes. O filme acumula prêmios e reconhecimento internacional: conquistou o Cristal de Melhor Filme e o SACEM de Melhor Trilha Sonora Original no 64º Festival Internacional de Cinema de Animação de Annecy, além de receber indicações ao Globo de Ouro 2026, Oscar® 2026 e BAFTA 2026 na categoria de melhor filme infantil e familiar.

A história acompanha Arco Dorell, um menino de dez anos que vive em 2932, em um mundo suspenso nas nuvens, onde a humanidade domina a viagem no tempo. Enquanto adultos e sua irmã mais velha exploram os céus, Arco, proibido de voar por ser criança, observa com inveja e desejo de liberdade. Movido pela curiosidade e impaciência, ele decide escapar sozinho, apenas para se encontrar no ano de 2075, em um mundo marcado por incêndios florestais, tempestades violentas e robôs que assumem funções essenciais da sociedade.

É nesse cenário que surge Iris, também de dez anos, que testemunha Arco caindo do céu e, com a ajuda do robô cuidador Mikki, inicia uma jornada que combina perigo, amizade e descobertas inesperadas. O filme acompanha a aventura dos dois enquanto tentam devolver Arco ao seu tempo, enfrentando barreiras físicas e emocionais, desde incêndios devastadores até encontros com outros jovens curiosos que se tornam aliados improváveis.

O diferencial de ARCO está na abordagem poética e otimista da ficção científica. Ao invés de imaginar o futuro como apocalíptico, Bienvenu constrói um mundo em que a tecnologia é uma extensão da imaginação humana, e a exploração científica convive com responsabilidade ambiental. As cores vibrantes dos trajes de viagem no tempo, que deixam rastros de arco-íris no céu, e o design inteiramente em 2D, reforçam a sensação de encantamento e aventura, lembrando que a animação pode ser uma forma profunda de reflexão sobre sociedade e futuro.

A narrativa é ainda enriquecida pelo elenco: na versão original, Alma Jodorowsky (Rainhas do Drama), Swann Arlaud (Anatomia de uma Queda), Louis Garrel (Os Sonhadores) e o rapper Oxmo Puccino dão vida aos personagens. No Brasil, a dublagem conta com talentos como Enrico Espada (Captain Tsubasa), Bianca Alencar (Turma da Mônica Jovem) e Rodrigo Araújo (One Piece), garantindo que a emoção e a personalidade de cada personagem sejam preservadas.

Fim da missão! Paramount+ encerra Star Trek: Academia da Frota Estelar após duas temporadas

A Paramount+ anunciou o cancelamento de Star Trek: Academia da Frota Estelar, encerrando a produção da série após duas temporadas. A decisão marca uma pausa na produção de conteúdo televisivo ambientado no universo expandido da franquia, que havia sido revitalizada nos últimos anos sob a supervisão do produtor executivo Alex Kurtzman.

A série, criada por Gaia Violo, estreou em 15 de janeiro de 2026, ambientada no século 32, no futuro distante introduzido por Star Trek: Discovery. O enredo acompanha a primeira nova turma de cadetes da Frota Estelar em mais de um século, explorando o treinamento de jovens oficiais a bordo da USS Athena e no campus da Academia da Frota Estelar em São Francisco. Entre aventuras, provas de habilidade e dilemas éticos, a narrativa buscava renovar a tradição de Star Trek ao combinar inovação com valores clássicos da franquia.

Em nota, a Paramount+ ressaltou o impacto da produção: “Estamos incrivelmente orgulhosos da ambição, paixão e criatividade que foram colocadas em Star Trek: Academia da Frota Estelar. A série introduziu personagens ousados, trouxe rostos familiares e expandiu o universo Star Trek de maneiras novas e empolgantes. Esperamos compartilhar a segunda e última temporada com todos.”

Os showrunners e produtores executivos Alex Kurtzman, Noga Landau e Gaia Violo publicaram uma carta aberta aos fãs: “É nosso privilégio levar adiante a visão de Gene Roddenberry com Academia da Frota Estelar, graças aos talentos incansáveis de centenas de profissionais que colocam dedicação e imaginação em cada detalhe. Estamos finalizando a pós-produção da segunda e última temporada.”

O cancelamento interrompe temporariamente o fluxo de novas séries Star Trek na Paramount+, embora Strange New Worlds já tenha duas temporadas filmadas aguardando exibição. Kurtzman, que comanda a expansão da franquia desde 2018, tem contrato com a Paramount+ até o final de 2026, e negociações estão em andamento sobre seu futuro na supervisão da franquia.

A produção da primeira temporada, realizada entre agosto de 2024 e fevereiro de 2025 nos Pinewood Toronto Studios, no Canadá, reuniu um elenco que combinava jovens talentos e veteranos: Sandro Rosta, Karim Diané, Kerrice Brooks, George Hawkins e Bella Shepard dividiram cenas com Holly Hunter, Robert Picardo e Tig Notaro. O cenário principal, o átrio da academia, é o maior já construído para uma série Star Trek, incluindo anfiteatro, salas de aula, passarelas e uma vista panorâmica da Ponte Golden Gate.

O desenvolvimento da série remonta a anos antes de sua encomenda oficial em 2023, como parte do plano de Kurtzman de expandir a franquia além de Discovery. Projetos anteriores exploraram diferentes enfoques, desde séries voltadas ao público jovem até minisséries sobre a Seção 31. A Academia da Frota Estelar surgiu como uma oportunidade de apresentar novos personagens e histórias dentro de um futuro mais distante, explorando a formação de oficiais e os desafios éticos do universo Star Trek.

O Senhor dos Anéis: Sombra do Passado é anunciado e vai explorar história inédita após a trilogia original

Um novo filme ambientado no universo de O Senhor dos Anéis está oficialmente em desenvolvimento. Intitulado “Sombra do Passado”, o projeto foi anunciado por Peter Jackson e Stephen Colbert, que também participa diretamente da criação da história. O longa-metragem ainda não possui previsão de estreia, mas deve iniciar sua produção após A Caçada a Gollum, filme que abre essa nova fase da franquia e chega aos cinemas norte-americanos em 17 de dezembro de 2027, com direção de Andy Serkis.

O novo filme se passa cerca de 14 anos após os acontecimentos de O Retorno do Rei. A narrativa acompanha Samwise Gamgee, Merry e Pippin em uma nova jornada, que retoma caminhos percorridos na aventura original, agora sob outro contexto. O enredo se concentra nas consequências deixadas pela Guerra do Anel e em como esses personagens lidam com o que viveram. A história também introduz Elanor, filha de Sam, que assume papel central ao descobrir informações que colocam em dúvida a dimensão da vitória sobre Sauron. A revelação aponta que o conflito esteve mais próximo de um desfecho diferente do que se acreditava.

A ideia do filme teve origem em uma conversa entre Stephen Colbert e Peter Jackson, realizada cerca de dois anos atrás. Colbert sugeriu explorar o período posterior à partida de Frodo Baggins da Terra-média, direcionando a narrativa para personagens que permaneceram. A proposta evoluiu para um roteiro assinado por Colbert, seu filho Peter McGee e Philippa Boyens, que já havia trabalhado nos roteiros da trilogia original. Peter Jackson retorna como produtor, ao lado de Fran Walsh e Boyens, mantendo a base criativa responsável pelos filmes anteriores.

Qual é o papel de “A Caçada a Gollum”?

Antes de “Sombra do Passado”, a franquia dará continuidade com A Caçada a Gollum. O longa será dirigido por Andy Serkis, que também retorna ao papel do personagem-título. Com estreia marcada para dezembro de 2027, o filme será o primeiro dentro dessa nova fase e deve estabelecer o tom das próximas produções ambientadas na Terra-média. A produção conta com o envolvimento de Warner Bros. Pictures e New Line Cinema.

Qual foi o impacto da trilogia original?

Os novos projetos retomam um universo que já teve forte impacto no cinema. A trilogia dirigida por Peter Jackson, composta por The Fellowship of the Ring, The Two Towers e The Return of the King, foi filmada simultaneamente na Nova Zelândia e se tornou referência em escala de produção. Os três filmes arrecadaram mais de US$ 2,9 bilhões em bilheteria mundial e conquistaram 17 prêmios Oscar, incluindo Melhor Filme para “O Retorno do Rei”. O resultado consolidou a obra de J. R. R. Tolkien como um dos principais pilares da fantasia no audiovisual.

O que muda nessa nova fase?

“Sombra do Passado” adota uma abordagem diferente em relação às adaptações anteriores. Em vez de adaptar diretamente os livros, o filme trabalha com histórias originais dentro do universo da Terra-média, mantendo personagens conhecidos e expandindo eventos não explorados anteriormente. Até o momento, não há confirmação de elenco ou direção para o longa. A produção deve avançar após o início das filmagens de “A Caçada a Gollum”, dando continuidade ao planejamento de novos filmes ambientados no mesmo universo.

Time de Fábrica | Documentário revive o épico empate do Botafogo com Garrincha em Brusque

Neste domingo (29), a TV Brasil apresenta em sua programação o documentário “Time de Fábrica” (2021), uma produção inédita que resgata um dos episódios mais memoráveis da história do futebol nacional. O filme será exibido às 16h e, em seguida, ficará disponível para streaming no app TV Brasil Play, garantindo que torcedores de todo o país possam acompanhar essa narrativa histórica e emocionante.

O documentário conta a história do amistoso lendário entre o Botafogo, liderado por craques que compunham a base da seleção brasileira da época, como Garrincha, Didi, Nilton Santos e Quarentinha, e o Carlos Renaux, equipe catarinense que atuava na cidade de Brusque. A partida aconteceu em 30 de março de 1958, no estádio Augusto Bauer, conhecido como “Gigantinho”, e é lembrada até hoje como o “jogo do século” em Santa Catarina.

O encontro ficou marcado por um momento de tensão e virada histórica. O Botafogo, então favorito, chegou a estar perdendo por 5 a 1, quando o técnico João Saldanha interveio de forma enérgica, exclamando: “Vamos perder para um time de fábrica?” A cobrança surtiria efeito: a equipe carioca reagiu com garra e técnica, garantindo um empate histórico de 5 a 5, que entrou para a memória coletiva do futebol brasileiro e catarinense.

“Time de Fábrica” não se limita apenas à narração dos lances ou à análise técnica do jogo. O filme é um mergulho na memória afetiva do esporte, combinando depoimentos de jogadores, torcedores, jornalistas e historiadores com imagens raras de arquivo. Essa abordagem humanizada permite ao público sentir a emoção do estádio, compreender a magnitude daquele momento e perceber o impacto que ele teve sobre todos os envolvidos.

A produção também contextualiza o cenário do futebol brasileiro no final dos anos 1950. O Botafogo não era apenas um clube de destaque no Rio de Janeiro: seus jogadores eram protagonistas da seleção que, poucos meses depois, conquistaria a Copa do Mundo de 1958, na Suécia, imortalizando a chamada “Geração de Ouro” do futebol nacional. Para os catarinenses, o jogo contra o Carlos Renaux mostrou que dedicação, união e talento poderiam igualar forças aparentemente desiguais, transformando uma partida amistosa em um evento histórico.

O documentário valoriza também a experiência do Carlos Renaux, destacando como uma equipe de uma cidade pequena conseguiu desafiar estrelas do futebol e conquistar o respeito da torcida. Mais do que números e estatísticas, o filme revela histórias de vidas transformadas pelo futebol, memórias de torcedores que lotaram o estádio e testemunharam o que se tornaria um marco cultural da região.

Dirigido por Sérgio Azevedo, o longa de 72 minutos equilibra emoção e informação, tornando a narrativa acessível tanto para fãs de futebol quanto para aqueles que se interessam por história e cultura brasileira. As imagens de arquivo, combinadas com entrevistas atuais, ajudam a criar uma sensação de imersão, como se o espectador estivesse revivendo a partida naquele domingo de 1958.

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