No “Companhia Certa” desta quarta (23/07), Glória Vanique revisita 30 anos de jornalismo e revela novos sonhos

Foto: Divulgação RedeTV!

Por mais de três décadas, Glória Vanique foi um rosto familiar nas manhãs paulistanas. A voz segura, o olhar acolhedor e a presença firme nas reportagens a tornaram uma das figuras mais confiáveis do jornalismo brasileiro. Mas, por trás da imagem sempre pronta para a câmera, havia também uma mulher em busca de equilíbrio — entre a entrega à profissão e a escuta do próprio corpo e da alma.

Nesta quarta-feira, 23 de julho de 2025, à meia-noite, Glória é a entrevistada do programa Companhia Certa, apresentado por Ronnie Von, na RedeTV!. A conversa promete ir além dos títulos e feitos: é um mergulho sensível nos bastidores da televisão, nas escolhas difíceis e no recomeço possível após uma trajetória de sucesso na maior emissora do país.

Uma despedida corajosa: o adeus à TV Globo

“Eu sabia que precisava mudar.”

A frase de Glória, dita com serenidade durante a entrevista, marca um dos momentos mais decisivos de sua trajetória. Foram 13 anos de dedicação intensa à TV Globo, com longos períodos acordando ainda no escuro para apresentar o Bom Dia São Paulo, um dos principais jornais locais da emissora.

“O corpo avisa. A mente também”, relembra. “Eu já não via perspectiva de crescimento, e a rotina começava a me cobrar de maneiras silenciosas, mas persistentes.”

Em 2020, no auge da pandemia, quando o mundo todo vivia um colapso de certezas, ela tomou a decisão que muitos hesitariam: pedir demissão e abrir espaço para o novo. A proposta da CNN Brasil chegou logo depois — quase como uma confirmação de que a escolha estava certa.

“Não foi impulso. Foi certeza. Conversei com a CNN numa segunda e pedi demissão na quarta. Era a minha hora.”

Reinvenção com leveza: da notícia ao diálogo

Na nova emissora, Glória encontrou algo que há muito tempo desejava: a liberdade de experimentar. Longe do modelo tradicional de telejornal, ela passou a apresentar programas com pegada mais leve, voltados ao comportamento, entrevistas e atualidades — um espaço onde jornalismo e entretenimento se encontram com menos rigidez e mais escuta.

“Eu não queria mais estar sempre em modo alerta. Queria respirar entre uma notícia e outra, rir, refletir, ouvir de verdade. Não era sobre abandonar o jornalismo, mas transformá-lo num território mais humano.”

Essa transição, que poderia ser arriscada, tornou-se um marco de sua autenticidade. Afinal, depois de tantos anos traduzindo o mundo para milhões de telespectadores, Glória Vanique resolveu ouvir a si mesma.

Bastidores inesperados: o jornalismo ao vivo e seus improvisos

A entrevista com Ronnie Von também é recheada de momentos divertidos — alguns, quase inacreditáveis. Um deles envolve uma cobertura às margens do Rio Tietê que terminou de forma inusitada: com a equipe inteira coberta de carrapatos.

“Estava com o microfone de cabo, vi uns bichinhos subindo e achei que fossem formigas. De repente, ouço no ponto: ‘Tá cheio de carrapato aqui!’ Quando percebi, já estavam entrando pela minha blusa.”

A situação exigiu uma solução emergencial: sabonete antiparasita recomendado por uma amiga veterinária. Havia apenas três unidades na farmácia — e eram doze pessoas na equipe. Resultado: sabonetes cortados e divididos entre colegas, numa cena que mistura improviso, companheirismo e um certo senso de humor que só o jornalismo de rua proporciona.

“É isso. A gente aprende a se virar. E aprende a confiar no outro.”

Maturidade e novos ritmos: escutar a própria voz

Hoje, aos 45 anos, Glória fala com tranquilidade sobre o tempo, as prioridades e a mudança de perspectiva que a idade traz.

“Antes eu era movida por metas: preciso fazer, preciso estar. Agora, me pergunto mais: quero estar ali? Isso me nutre, me faz bem?”

A resposta para essas perguntas tem guiado suas escolhas. Mais seletiva com os projetos que assume, ela busca equilíbrio — entre visibilidade e intimidade, entre a dedicação profissional e o autocuidado.

“Quero continuar me comunicando, mas com mais verdade e menos sacrifício. Não quero mais correr só por correr. Quero ter tempo para ser — e não apenas para fazer.”

O afeto como linguagem

O encontro entre Glória e Ronnie Von é também um encontro de gerações. De um lado, um veterano da televisão brasileira, elegante e sempre curioso. Do outro, uma jornalista que atravessou transformações profundas — tanto no meio televisivo quanto na vida pessoal.

Entre lembranças, risadas e reflexões, a conversa revela o que nem sempre aparece nas câmeras: o afeto que sustenta quem faz TV. O encantamento com as pequenas histórias. A força que vem do coletivo, dos colegas de pauta, dos técnicos, dos motoristas, dos bastidores silenciosos que sustentam o show.

“Tem uma cumplicidade que o público nem imagina. O jornalismo é feito a muitas mãos, e o que a gente leva para o ar é só uma parte do que vivemos.”

Glória Vanique, em essência

O que transparece na entrevista não é apenas uma retrospectiva de carreira. É o retrato de uma mulher que aprendeu a recomeçar sem culpa, a desacelerar sem medo e a redescobrir o prazer de comunicar com afeto. Glória Vanique segue sendo uma profissional de excelência — mas, acima disso, é uma pessoa que decidiu viver com mais coerência, sensibilidade e verdade.

“É sobre isso: coragem para mudar mesmo quando tudo parece certo do lado de fora. Porque o que importa mesmo é como a gente se sente por dentro.”

Onde assistir

A entrevista completa com Glória Vanique vai ao ar nesta quarta-feira, 24 de julho, à meia-noite, no Companhia Certa, apresentado por Ronnie Von, na RedeTV!. Uma conversa íntima, leve e profundamente reveladora, que convida o público a olhar além da tela — e reconhecer a força de quem escolhe se reinventar com o tempo.

Remix de Rick Bonadio une gerações e continentes com Bruno Martini e Double You

Foto: Reprodução/ Internet

Quando o passado e o presente se encontram na música, o resultado pode ser eletrizante. E é exatamente esse o caso do mais novo lançamento da Midas Music: Runaway Child (Rick Bonadio Remix), uma reimaginação energética da faixa que nasceu da improvável — e poderosa — união entre a banda italiana Double You, ícone da música dance dos anos 90, e o brasileiro Bruno Martini, um dos DJs e produtores mais relevantes da cena eletrônica atual. Agora, o produtor Rick Bonadio, conhecido por lançar e consolidar carreiras que marcaram a história da música brasileira, como Mamonas Assassinas, Rouge e NX Zero, traz uma nova roupagem à canção, tornando-a ainda mais universal, dançante e ousada. As informações são do Sessão Cinéfila.

O remix já está disponível em todas as plataformas digitais, e é mais do que uma simples reinterpretação: é uma declaração artística que conecta gerações e geografias.

A alquimia sonora de uma faixa que não para de crescer

O lançamento de “Runaway Child” já carregava em si um DNA poderoso. De um lado, o carisma e a voz inconfundível de William Naraine, vocalista do Double You — grupo que eternizou sucessos como “Please Don’t Go” e “Part Time Lover” nas pistas dos anos 90. Do outro, Bruno Martini, produtor versátil, filho do cantor Gino Martini (o que por si só já sugere uma linhagem artística), que soma mais de 1,9 bilhão de streams no Spotify e já colaborou com artistas como Alok, Timbaland, IZA e Avicii.

Com a nova versão assinada por Rick Bonadio, o projeto ganha um terceiro vértice — e com ele, ainda mais potência. “Esse remix une Brasil e Itália com elementos que falam diretamente com o público global. É uma leitura mais ousada da faixa original, feita para a pista e com identidade própria”, explica Bonadio, com a experiência de quem sabe exatamente como tornar uma música um sucesso multiplataforma.

A nova versão, embora mantenha a alma da canção original — suas melodias nostálgicas e letras que evocam a sensação de liberdade, fuga e descoberta —, ganha uma pulsação mais intensa, sintetizadores vibrantes e uma estrutura que convida à dança sem pudor, como nas melhores noites de pista.

“Rick traduziu a música para um novo mundo”

Bruno Martini é só elogios ao parceiro de remixagem. “Rick trouxe uma perspectiva completamente nova para a música. Ele conseguiu manter a essência da faixa, mas transportando tudo para um ambiente ainda mais pulsante e contemporâneo”, diz.

Segundo Bruno, o remix surgiu de uma troca muito natural. “A gente já trabalha juntos na Beeside, temos afinidade criativa e visão de longo prazo. Quando mostrei a música, o Rick já começou a imaginar caminhos para ela dentro do universo da pista, e o resultado superou minhas expectativas.”

Não é para menos. Rick Bonadio tem o dom raro de saber onde colocar cada batida, cada respiro e cada silêncio. Seu remix não apenas reveste a faixa com uma nova sonoridade: ele a recontextualiza para uma audiência que consome música de forma rápida, plural e globalizada. Ao mesmo tempo, entrega valor para quem ainda busca emoção na pista e memória no fone de ouvido.

De volta às pistas — e ao coração do público

“Runaway Child (Rick Bonadio Remix)” é mais do que um lançamento estratégico. É parte de uma narrativa pensada para dar longevidade à faixa, criando momentos diferentes para públicos distintos. A primeira versão, lançada há poucas semanas, celebrou o encontro entre gerações e a qualidade da produção internacional. Agora, o remix vem para expandir a faixa para o circuito dos clubes e playlists voltadas ao dance pop contemporâneo.

Mas a história não para por aí. Nas próximas semanas, uma versão acústica de “Runaway Child” será disponibilizada, mostrando que a música tem força até mesmo quando despida dos beats. “É uma música que se sustenta só com voz e violão, e isso é raro no pop eletrônico”, afirma Bruno.

Essa multiplicidade de formatos não é mero acaso: ela traduz uma estratégia moderna de lançamento, em que uma mesma música pode — e deve — ter diversas vidas. Para Rick Bonadio, é também um reflexo da maturidade da cena musical brasileira. “Hoje temos artistas e produtores com capacidade técnica e sensibilidade artística para dialogar com o mundo sem perder a identidade. Esse projeto mostra isso com clareza.”

O retorno de Double You e o poder da nostalgia bem construída

O envolvimento do Double You no projeto adiciona uma camada extra de valor simbólico. Para muitos fãs da dance music, ouvir novamente a voz de William Naraine em uma faixa inédita é como reencontrar um velho amigo depois de anos — e perceber que ele continua incrível.

Desde os anos 90, quando dominou pistas e rádios com sucessos que cruzaram oceanos, o Double You manteve-se como referência no gênero, mesmo com hiatos criativos. Com o retorno ao estúdio e o reencontro com o público global por meio dessa colaboração, a banda mostra que está longe de ser apenas uma lembrança nostálgica. Ela se reinventa — e se reconecta.

Para William, o projeto é uma chance de se reconectar com uma nova geração. “Quando Bruno nos convidou, sentimos que era o momento certo. A música tem uma energia moderna, mas ao mesmo tempo carrega emoção e intensidade que sempre buscamos. O remix do Rick só reforça isso”, declarou o cantor em entrevista recente à mídia italiana.

O selo Beeside: onde talento encontra liberdade

A faixa também representa a força da Beeside Records, selo fundado por Bruno Martini, Rick Bonadio e Edo Van Duijn. Criado com o objetivo de fomentar colaborações criativas entre talentos de diferentes partes do mundo, o selo tem como marca registrada a liberdade estética e o foco na qualidade sonora.

“A Beeside nasce da vontade de criar algo além do convencional. A gente acredita na música como linguagem global, e é isso que estamos mostrando aqui”, conta Edo, parceiro estratégico do projeto. Segundo ele, o sucesso de “Runaway Child” — em suas múltiplas versões — já está servindo como blueprint para novas colaborações.

Entre beats e emoções, uma faixa que corre livre

“Runaway Child”, em sua essência, fala sobre fuga, sobre sair do conhecido, correr atrás de algo maior — talvez uma paixão, um sonho ou simplesmente liberdade. É essa metáfora que atravessa todas as versões da faixa. E é isso que torna o remix de Rick Bonadio tão potente: ele não altera a alma da canção, apenas troca as roupas, deixando-a pronta para uma nova viagem.

Para Rick, produzir esse remix foi mais do que um trabalho: foi um reencontro com a essência de fazer música com emoção e propósito. “É muito mais do que remixar uma faixa. É sobre traduzir sentimentos para novos formatos. É isso que me move como produtor”, conclui.

Geraldo Luís faz desabafo impactante no “The Noite” desta quinta (31/07) e revisita trajetória marcada por emoção e jornalismo popular

Foto: Reprodução/ Internet

Nesta quinta, 31 de julho, Geraldo Luís será o convidado especial no The Noite com Danilo Gentili, que será exibido no SBT logo após a meia-noite. Conhecido por seu jeito direto e coração à flor da pele, o jornalista revisitará momentos marcantes de sua carreira, falará sobre o afastamento da televisão aberta do público e não poupará críticas ao modelo atual de programação. “A TV aberta está na UTI”, ele declarará com sinceridade. As informações são do SBT.

O encontro promete momentos de risadas, emoção e até espaço para o amor — ou pelo menos uma tentativa da produção do programa de apresentar uma nova companhia para o apresentador. No palco, o apresentador mostrará toda sua autenticidade, relembrando o jornalismo que sempre defendeu: feito com alma, nas ruas, olhando nos olhos de quem sofre.

A origem de um contador de histórias

Nascido em Limeira (SP), Geraldo iniciou sua carreira no jornalismo ainda jovem, como repórter policial no rádio. Serão cerca de duas décadas cobrindo tragédias, emergências e os bastidores das delegacias do interior paulista. O que o destacou será sua sensibilidade: ele não contará apenas os fatos, mas a dor por trás deles.

Em 2007, ele chegará à Record TV como uma aposta e, em pouco tempo, se tornará fenômeno comandando o Balanço Geral, com seu famoso bordão “Balança!”, histórias populares e uma conexão genuína com o público. No programa, Geraldo se emocionará ao relembrar esse período: “Era o programa de quem acreditava que a notícia também tinha coração. Que não era só estúdio e teleprompter.”

Saída da TV aberta e críticas à programação atual

Mais recentemente, o jornalista esteve à frente de dois projetos na RedeTV! — o dominical Geral do Povo e o noturno Ultra Show. Apesar de ter deixado a emissora em 2024, ele guardará boas lembranças dessa fase. “Chegamos a bater picos de audiência. A matéria sobre o irmão da Suzane von Richthofen, por exemplo, explodiu. O produtor me ligou dizendo que ele estava vivendo isolado num sítio abandonado da família. Era uma história real, forte, que ninguém tinha contado ainda.”

Porém, o foco da conversa será sua visão crítica sobre a crise de identidade da TV aberta. Para ele, os canais perderam o pulso do que o público realmente deseja assistir. “A televisão insiste em inventar o que não precisa. Perdeu a simplicidade. Hoje, está distante do telespectador. A pessoa passa horas no celular atrás do que realmente quer ver. Me pergunte: fora o futebol, que programa ainda prende alguém no sofá por duas horas?”, questionará.

Com quase seis milhões de seguidores no Instagram, o comunicador não esconderá a frustração, mas também não se entregará ao conformismo. “A TV aberta ainda será necessária. Mas está doente. E ninguém vai querer admitir isso.”

Marcelo Rezende, mentoria e saudade

Entre os momentos mais emocionantes da entrevista, o convidado abrirá o coração ao falar sobre Marcelo Rezende, a quem chama de “seu grande mestre”. A voz embargará quando ele disser: “O Marcelo foi o cara que brigou por mim dentro da Record. Ele acreditava no jornalismo popular feito com alma, com o pé na lama. Ele colocou muita gente no ar e nunca teve medo de dar chance para quem estava de fora do eixo.”

A amizade dos dois foi construída na base da confiança mútua e da afinidade editorial. Para Geraldo, essa escola — a do jornalismo com verdade e empatia — ainda pulsará, mesmo com as mudanças de formato e plataforma.

Do necrotério à bancada: causos e confissões

Nem só de seriedade viverá o bate-papo. Com a naturalidade de quem já viveu mil vidas em uma, Geraldo contará histórias de quando foi agente funerário. “Eu trocava cadáver. Literalmente. Aprendi a lidar com a morte muito cedo. Isso me ensinou a respeitar a vida como poucos.”

E entre uma lembrança e outra, a produção resolverá brincar com o lado romântico (e solteiro) do apresentador: o desafiará a participar do quadro “The Noite L’Amour”, onde terá que “buscar uma nova namorada” no programa. Renderá risadas, improvisos e um Geraldo desarmado, que aceitará a brincadeira com bom humor: “Tô precisando mesmo. Se for pra dar risada e sair da solidão, tô dentro!”.

Novos rumos, mesma essência

Mesmo longe das grandes emissoras, Geraldo Luís não abandonará o público. Muito pelo contrário. Ele criará o canal “Geraldo Luís TV” no YouTube, onde continuará contando histórias de gente invisibilizada. Além disso, comandará o podcast “Vozes Invisíveis”, projeto que dará espaço a moradores de rua e pessoas em situação de vulnerabilidade social.

“Essas pessoas existem. Elas têm nome, têm história. E a televisão esqueceu delas”, afirmará. Para ele, a missão de comunicar vai além de contrato ou audiência. “Eu me vejo como um mensageiro da dor. Não quero só noticiar tragédia. Quero mostrar humanidade, onde ninguém quer olhar.”

Quando O Brutalista chega ao streaming? Conheça o filme que consagrou Adrien Brody como grande vencedor do Oscar!

Foto: Reprodução/ Internet

Imagine um filme que não apenas conta uma história, mas esculpe emoções em concreto. Um drama que transita entre os escombros do passado e os traços brutos de um novo mundo. Assim é O Brutalista, o elogiado longa estrelado por Adrien Brody, que finalmente chega ao Brasil no dia 22 de agosto, diretamente no catálogo do Prime Video — sem custo adicional para os assinantes. As informações são do Rolling Stone.

Aclamado pela crítica, premiado nas maiores cerimônias de cinema do mundo e celebrado como uma das obras mais impactantes dos últimos anos, o filme é muito mais que uma experiência visual: é um mergulho profundo na alma de um homem que tenta reconstruir não apenas cidades, mas a própria vida.

Um protagonista em ruínas — e reconstrução

No centro da trama está László Toth, um arquiteto judeu-húngaro que sobreviveu ao Holocausto. Carregando cicatrizes visíveis e invisíveis, ele deixa para trás um continente marcado por horrores e imigra para os Estados Unidos com a esperança de começar de novo. Mas, como tantas outras histórias de recomeço, a dele é marcada por barreiras — culturais, emocionais e estruturais.

Interpretado com rara sensibilidade por Adrien Brody — que levou o Oscar de Melhor Ator por esse papel —, László é um homem calado, introspectivo, que vê na arquitetura não apenas uma profissão, mas uma linguagem para expressar tudo aquilo que não consegue dizer em palavras. Sua busca pelo “sonho americano” é menos sobre glória e mais sobre encontrar um lugar onde possa existir sem precisar apagar quem foi.

Qual é o significado do título?

O título do filme não é por acaso. “O Brutalista” faz referência ao movimento arquitetônico do brutalismo, conhecido pelo uso de concreto aparente, estruturas pesadas e formas geométricas rígidas. Um estilo que, à primeira vista, pode parecer duro, impessoal. Mas que, no contexto do filme, ganha outra camada: a de uma arquitetura emocional.

A dureza da forma espelha a dureza da vida. As estruturas frias e cinzentas não escondem imperfeições — ao contrário, as revelam. São como László: marcadas, resistentes, honestas.

Uma produção que respira cinema de verdade

Sob a direção de Brady Corbet, que também assina o roteiro ao lado de Mona Fastvold, “O Brutalista” é um exemplo raro de cinema autoral em larga escala. Filmado no formato clássico VistaVision — pouco utilizado hoje em dia —, o longa impressiona por seu visual imersivo e sua fotografia minuciosa, que lhe rendeu o Oscar de Melhor Fotografia.

O elenco é um show à parte: Felicity Jones, Guy Pearce, Joe Alwyn, Raffey Cassidy, Stacy Martin, Emma Laird, Isaach de Bankolé e Alessandro Nivola formam um conjunto poderoso que dá vida a personagens que cruzam a trajetória de László, influenciando-o de formas sutis e, às vezes, devastadoras.

A trilha sonora, vencedora do Oscar de Melhor Trilha Original, mistura o industrial com o clássico, o melancólico com o épico. Cada nota parece dialogar com os ambientes frios e grandiosos do brutalismo, amplificando a solidão do protagonista e suas pequenas vitórias silenciosas.

Um caminho do anonimato à consagração

A jornada do filme foi, curiosamente, semelhante à do personagem principal: discreta, determinada e, no fim, gloriosa. “O Brutalista” teve sua estreia no prestigiado Festival de Veneza, em setembro de 2024, onde Corbet venceu o Leão de Prata de Melhor Direção.

Nos Estados Unidos, começou tímido, em poucas salas, arrecadando pouco mais de US$ 266 mil no fim de semana de estreia. Mas a força do boca a boca, as críticas entusiasmadas e o peso das premiações fizeram o longa crescer aos poucos. Em poucas semanas, já estava presente em mais de mil salas e ultrapassava os US$ 50 milhões de bilheteria mundial, com um custo de produção modesto: US$ 9,6 milhões.

Além das 10 indicações ao Oscar, o filme venceu em três categorias importantes e ainda conquistou três Globos de Ouro, incluindo Melhor Filme – Drama. O American Film Institute o incluiu na lista dos 10 melhores filmes do ano.

Duração longa, impacto ainda maior

O filme tem 215 minutos de duração — sim, são 3 horas e 35 minutos. Em exibições nas telonas dos cinemas, o longa foi dividido em duas partes com um intervalo de 15 minutos. No streaming, esse intervalo é simbólico, reduzido a cerca de um minuto, o que permite uma maratona contínua, caso você deseje (e consiga) encarar essa jornada emocional de uma vez só.

Mas não se assuste com o tempo. O filme não desperdiça um minuto sequer. Cada cena constrói, demole e reconstrói sensações, como um arquiteto que esboça, destrói e redesenha a mesma estrutura até que ela revele algo verdadeiro.

Por que você deveria assistir?

Porque “O Brutalista” é cinema feito com alma. Não é só uma história sobre um arquiteto; é sobre a busca de qualquer um que já precisou reconstruir sua vida após uma tragédia. É sobre lidar com o silêncio do luto, com a estranheza de um novo começo, com a rigidez do mundo e com a esperança de moldá-lo — nem que seja um pouquinho — ao nosso jeito de existir.


Christiane Pelajo conversa com Ronnie Von no Companhia Certa desta segunda-feira (04/08)

Foto: Reprodução/ Internet

Em meio a uma longa e brilhante carreira no jornalismo brasileiro, poucas pessoas sabem que Christiane Pelajo carrega consigo um pedaço da história afetiva do país — o doce brigadeiro. Bisneta da criadora desse clássico que encanta gerações, a jornalista revela que o segredo da receita está guardado a sete chaves em sua família, assim como as lembranças preciosas que a acompanham desde a infância.

Esta segunda-feira, 4 de agosto, é dia de encontro especial para quem gosta de ouvir histórias com sabor e emoção. À meia-noite, na RedeTV!, Christiane será a convidada do programa Companhia Certa, apresentado por Ronnie Von, onde conversará sobre a trajetória que construiu ao longo de mais de 30 anos no jornalismo, entre altos e baixos, conquistas e desafios — e claro, também falará do doce que, de alguma forma, marcou sua vida.

Um caminho construído com coragem e paixão

Mais do que uma voz familiar na televisão, Christiane é uma mulher que se entregou por inteiro ao ofício de informar. Desde os primeiros passos na PUC-Rio até a glória de apresentar o “Jornal da Globo”, sua trajetória é marcada por um amor intenso pelo jornalismo e pela vontade de ser uma ponte entre os fatos e as pessoas.

Em sua fala sincera, percebe-se que o jornalismo foi mais do que um trabalho — foi uma missão. “Me jogo mesmo! Sem medo!”, diz ela, confessando a entrega que moldou seus anos diante das câmeras. Cobriu momentos históricos, enfrentou pressões e, mesmo quando a vida a testou de formas inesperadas — como o grave acidente de cavalo em 2015 —, voltou mais forte e determinada.

O brigadeiro: doce herança e símbolo de afeto

Entre as páginas do jornalismo e o frenesi das redações, Christiane também carrega uma história doce, literalmente. O brigadeiro — aquele docinho que é parte da alma brasileira — nasceu na cozinha de sua bisavó, num gesto simples, mas que viria a se tornar uma tradição nacional.

“Minha bisavó foi chamada para fazer os doces de uma festa do Brigadeiro Eduardo Gomes”, conta, com o sorriso aberto que só quem tem orgulho das raízes pode exibir. “Ela criou o brigadeiro para aquela ocasião e deu o nome em homenagem a ele.”

Mas o que torna essa história ainda mais especial é o mistério em torno da receita: “Tem um ingrediente secreto na família, que a gente não conta para ninguém. Eu pelo menos não conto!”, revela, entre risos. Essa guarda desse segredo é, talvez, o que mantém viva a magia de um doce que, mesmo com tantas versões, permanece único para ela.

Mais que uma apresentadora: uma mulher que emociona

Assistir a Christiane em cena é entender que por trás da voz firme e da postura profissional, há uma mulher sensível, que também sente, se emociona e vive com intensidade cada instante.

No programa “Companhia Certa”, ela vai além do jornalismo para mostrar essa faceta. Aceitou o convite de Ronnie Von para experimentar pela primeira vez o “morango do amor”, um doce que vem conquistando corações na internet. “Ele tem brigadeiro branco, sabe que eu também gosto de brigadeiro branco. Nossa, tá muito bom!”, disse, encantada pela surpresa.

Esse momento, simples e descontraído, traduz bem a personalidade de Christiane: uma mistura de seriedade e leveza, de força e doçura, que conquistou seu público durante tantos anos.

A despedida da Globo e um recomeço com significado

Depois de 26 anos na Globo, a saída de Christiane Pelajo foi um choque para muitos, mas um passo importante para a jornalista. “A vida é feita de movimentos e eu não consigo ficar parada”, disse ela em nota, deixando claro que o recomeço era uma necessidade.

Esse movimento é um lembrete para todos nós sobre a importância de respeitar os ciclos da vida, as escolhas pessoais e a busca pelo equilíbrio. Hoje, à frente do “Times Brasil”, ela continua sua missão de informar, mas com um ritmo que lhe permite mais espaço para a família e para si mesma.

Entre o jornalismo e o sabor da memória

A história de Christiane Pelajo nos lembra que somos muito mais do que nossa profissão. Somos uma coleção de histórias, afetos, sabores e memórias que carregamos com a gente.

No seu caso, essa coleção inclui momentos marcantes na televisão, encontros com personalidades, viagens pelo mundo, mas também tardes na cozinha da bisavó, o cheiro do brigadeiro recém-feito e o segredo de uma receita que nunca será revelada.

Essas nuances humanas nos aproximam dela e nos fazem entender que, por trás da apresentadora, existe uma mulher com uma história rica, feita de luta, conquistas e muito carinho — uma história que ela agora compartilha com o Brasil em um momento de afeto e celebração.

Chico César será o convidado de Ronnie Von no Companhia Certa desta quarta-feira (06/08)

Na madrugada desta quarta-feira, dia 6 de agosto, o programa Companhia Certa, da RedeTV!, exibirá uma entrevista emocionante e reveladora com um dos maiores poetas da música popular brasileira: Chico César. Com apresentação de Ronnie Von, o programa recebe o cantor e compositor para uma conversa intimista, marcada por reflexões sobre a vida, amor, arte e a força da música como linguagem universal.

Aos 61 anos, Chico César não precisa mais provar nada a ninguém. Sua obra fala por si. Mas, ao abrir o coração para Ronnie Von, o artista mostra que ainda tem muito a dizer — e principalmente a sentir.

O amor como bússola: Chico revela mudança de vida

Logo no início da entrevista, Chico César surpreende o apresentador e os telespectadores ao compartilhar, pela primeira vez em rede nacional, uma novidade sobre sua vida pessoal. “Me mudei para Brasília. O amor me chamou, fui morar com a minha namorada”, revelou o cantor, em tom leve e emocionado. A mudança para a capital federal aconteceu recentemente, e marca um novo capítulo em sua história.

O relacionamento com Larissa Furtado, advogada com quem está desde 2023, parece ter trazido não apenas estabilidade afetiva, mas também inspiração. “É a primeira vez que estou dizendo isso em público, mas é para você, que é um amigo”, confidenciou Chico, selando um momento de cumplicidade com Ronnie Von, que recebeu a notícia com carinho e entusiasmo.

Após quatro décadas vivendo em São Paulo, onde consolidou sua carreira e criou raízes artísticas profundas, Chico se permitiu recomeçar — um gesto raro, generoso e corajoso, que só os artistas verdadeiros ousam fazer: transformar a vida em arte, e a arte em vida.

Raízes, caminhos e a estreia tardia na música

Durante o bate-papo, Chico também relembra sua trajetória até se tornar um dos nomes mais respeitados da MPB. Natural de Catolé do Rocha, na Paraíba, ele sempre foi um apaixonado por palavras. Antes de se lançar como cantor, trabalhou como jornalista, diagramador e editor. Foi apenas em 1995, aos 31 anos, que lançou seu primeiro álbum, o marcante “Aos Vivos”, gravado ao vivo com voz e violão.

“Comecei relativamente tarde na música”, admite Chico, sem pesar. Pelo contrário: ele enxerga esse caminho como parte do processo que o forjou como artista. “A vida vai ensinando, vai moldando a gente. Eu já carregava muito dentro de mim quando comecei a compor e cantar.”

E esse “muito” que ele carrega se revela nas dezenas de músicas que compôs ao longo das últimas três décadas. Algumas se tornaram hinos populares, como “Mama África”, “À Primeira Vista” e “Estado de Poesia”. Outras, menos conhecidas do grande público, mas igualmente densas, são apreciadas por músicos e críticos como joias da canção brasileira.

Voz de muitos: canções que ganham novas camadas

Chico César é um artista que compreende o poder da interpretação. Ao longo da entrevista, ele comenta com orgulho o fato de ver suas músicas ganhando novas roupagens nas vozes de grandes nomes da música brasileira. Maria Bethânia, Elba Ramalho, Zizi Possi, Daniela Mercury — todos já gravaram canções suas.

“É muito lindo quando o intérprete se apropria e leva a música além, mostrando camadas que o próprio compositor não acessava”, reflete Chico. Para ele, esse é um dos maiores prazeres de ser compositor: ver sua obra crescer nas mãos (e vozes) dos outros, expandindo seu significado, sua emoção, seu alcance.

Essa generosidade artística — de entender que a música não é possessão, mas partilha — talvez seja um dos traços mais marcantes de sua personalidade. E fica evidente em cada resposta, cada acorde, cada sorriso durante a conversa com Ronnie Von.

Mama África: o grito poético das mulheres invisibilizadas

Entre uma lembrança e outra, Chico toca no violão um dos maiores sucessos de sua carreira: “Mama África”. Lançada no início da sua trajetória, a música é um verdadeiro manifesto poético. Nela, o cantor homenageia as mulheres que sustentam o mundo com trabalho invisível, cansadas e silenciadas, mas ainda assim fortes.

“Faz homenagem às mulheres que têm dupla jornada, cuidando do filho, da casa, do emprego, do marido”, explica. E completa: “Faço esse paralelo entre a mulher e a África, que deu muito ao mundo e recebe pouco.”

É esse olhar sensível, comprometido com a justiça social, que atravessa boa parte de sua obra. Chico nunca se furtou a tratar de temas complexos em suas letras: racismo, desigualdade, amor, espiritualidade, política. E o faz com lirismo, com poesia, sem abrir mão da crítica.

Uma entrevista em forma de canção

Durante todo o programa, a conversa flui como uma canção. Chico canta trechos de suas músicas, compartilha bastidores, revela influências e fala de fé, de ancestralidade, de resistência. E também de afeto. Ele não tem medo de se emocionar, nem de mostrar fragilidades — e talvez por isso mesmo seja tão forte.

Ronnie Von, por sua vez, se mostra um anfitrião à altura: respeitoso, curioso, sensível. O encontro entre os dois é mais do que uma entrevista. É uma celebração da arte, da amizade e da humanidade que une dois homens apaixonados por música e por palavras.

HBO Max intensifica combate ao compartilhamento de senhas e anuncia mudanças até 2026

Foto: Reprodução/ Internet

Durante muito tempo, dividir a senha do streaming com a família, um amigo ou até aquele colega de trabalho mais próximo foi quase um ato de afeto moderno. Em tempos de tantas plataformas, mensalidades salgadas e uma infinidade de títulos a acompanhar, o compartilhamento de contas acabou se tornando um “jeitinho” comum — tolerado pelas empresas, aceito pelos usuários e até celebrado em memes nas redes sociais. Mas esse tempo, ao que tudo indica, está chegando ao fim. E a HBO Max é a próxima a apertar o cerco.

Durante a apresentação dos resultados financeiros do segundo trimestre de 2025, JB Perrette, chefe da divisão de streaming e jogos da Warner Bros. Discovery (WBD), foi direto ao ponto: a empresa vai endurecer o jogo contra o uso compartilhado de senhas fora do núcleo familiar. A declaração foi mais do que um aviso. Foi um prenúncio de uma mudança significativa na forma como as plataformas se relacionam com seu público — e com seus próprios números. As informações são do Deadline.

“A comunicação com os consumidores está prestes a ficar mais agressiva”, disse Perrette. Palavras que, embora curtas, carregam muito peso.

O fim do “jeitinho” digital

Compartilhar senhas de streaming sempre foi um segredo mal guardado da internet. Nos grupos de amigos, nas conversas entre familiares ou até nas redes sociais, era comum ver mensagens como “Quem tem a senha da HBO Max?” ou “Troco login da Netflix pela Disney+”. Mesmo sem incentivar explicitamente essa prática, as plataformas sabiam que isso acontecia — e, em muitos casos, deixaram passar.

Essa “vista grossa” teve um motivo: conquistar território. Durante a guerra dos streamings que marcou a última década, o objetivo era ganhar base de usuários, acostumar o público com o serviço, criar uma sensação de dependência. E deu certo. Mas agora, com o mercado mais consolidado, a estratégia mudou. O foco passou da expansão para a rentabilidade.

E aí, o que antes era tolerado virou prejuízo.

A mudança de postura do mercado

A HBO Max não está sozinha nessa cruzada. Ela segue o caminho iniciado pela Netflix, que em 2023 iniciou sua própria ofensiva contra o compartilhamento de senhas, implementando mecanismos de verificação de dispositivos e incentivando usuários “extras” a pagarem uma taxa adicional para continuarem assistindo.

Na época, a medida gerou polêmica. Muitos previram o colapso da base de assinantes, revolta nas redes sociais e cancelamentos em massa. Mas o que se viu foi diferente: a Netflix, mesmo enfrentando críticas, aumentou sua receita e conquistou novos assinantes pagantes. O modelo mostrou que o “fim da farra das senhas” poderia sim funcionar — ao menos do ponto de vista financeiro.

Desde então, Disney+, Hulu, Paramount+, Amazon Prime Video e agora a HBO Max têm caminhado na mesma direção.

Por que agora?

A Warner Bros. Discovery vive uma fase delicada. Apesar de ter adicionado 3,4 milhões de novos assinantes de streaming no segundo trimestre de 2025, impulsionada principalmente pela expansão internacional, a empresa ainda luta para transformar esse crescimento em lucro sólido.

A fusão entre WarnerMedia e Discovery, que originou a WBD em 2022, gerou muitas expectativas e também muitos cortes. Cancelamentos de produções, reestruturações internas e ajustes no catálogo do HBO Max (agora apenas “Max” em alguns mercados) foram reflexos dessa busca por eficiência.

Agora, a empresa parece mais estável — e pronta para mirar no lucro. O combate ao compartilhamento de senhas se encaixa perfeitamente nessa nova etapa: é uma forma de converter usuários “fantasmas” em assinantes reais, sem grandes investimentos em conteúdo novo ou marketing.

Segundo Perrette, a meta é fechar as brechas até o final de 2025, com impactos financeiros visíveis já em 2026. É um movimento pensado com frieza, com foco em resultados de longo prazo.

O impacto para os usuários brasileiros

No Brasil, onde a HBO Max encontrou uma base fiel graças a parcerias com operadoras, promoções agressivas e um catálogo recheado de títulos populares (como Game of Thrones, Euphoria, Harry Potter e novelas clássicas da Warner), o impacto pode ser especialmente sensível.

Muitos brasileiros dividem o streaming com amigos e familiares, como forma de reduzir os custos em meio à alta dos preços. Com a nova política, esse comportamento será desincentivado, e muitos usuários terão que decidir entre pagar individualmente ou abrir mão do conteúdo.

É provável que a WBD adote uma estratégia de comunicação gradual no país, explicando as mudanças e oferecendo alternativas para que o impacto não seja tão brusco. Mas, ainda assim, a reação pode ser ruidosa.

Um novo ciclo de consumo?

A repressão ao compartilhamento de senhas pode, paradoxalmente, forçar uma reorganização saudável no mercado de streaming. Ao invés de tentar manter assinaturas em todas as plataformas o tempo todo, os consumidores podem passar a escolher com mais critério o que assinar por mês, conforme suas prioridades.

Esse comportamento já existe — e tende a crescer. Com as plataformas criando conteúdos mais episódicos e lançando séries em blocos ou semanalmente, muitos usuários assinam por um mês, assistem ao que desejam, e depois cancelam. É a era do “streaming rotativo”.

Essa dinâmica, se bem compreendida pelas empresas, pode ser mais sustentável e até mais vantajosa: cria ciclos de audiência, fideliza por conteúdo e evita a saturação. Mas, para isso, é preciso ouvir o público e adaptar estratégias — e não apenas apertar os controles.

O futuro é pago, mas pode ser melhor

Em um mundo digital em constante transformação, o compartilhamento de senhas foi um reflexo da cultura do acesso. Agora, com as plataformas voltando o olhar para o faturamento, a tendência é que o acesso fique mais restrito — e mais caro.

A HBO Max tem o desafio de não apenas proteger sua receita, mas também preservar a relação de confiança com seu público. É possível? Sim. Mas requer mais do que notificações e bloqueios.

Será preciso diálogo, empatia e inovação.

Após duas temporadas, série Goosebumps é cancelada pelo Disney+; futuro da franquia é repensado

Foto: Reprodução/ Internet

A série de terror sobrenatural Goosebumps, produzida pela Sony Pictures Television e exibida nas plataformas Disney+ e Hulu, foi oficialmente cancelada após duas temporadas. A decisão, comunicada recentemente e revelada com exclusividade pela revista Variety, marca o fim de uma tentativa contemporânea de renovar uma das franquias mais icônicas da literatura infantojuvenil de horror.

Contudo, a produtora responsável já estuda possibilidades para a continuidade do universo Goosebumps em outras plataformas, além de explorar diferentes direções criativas para o licenciado que R.L. Stine criou na década de 1990 e que se transformou em um fenômeno cultural global.

Uma franquia com história e legado

Lançada originalmente como uma série de livros na década de 1990 pelo autor americano R.L. Stine, Goosebumps rapidamente se tornou um fenômeno mundial. Com mais de 300 milhões de cópias vendidas em todo o mundo, a obra conquistou gerações por sua combinação única de suspense, terror acessível e personagens com os quais o público jovem se identificava.

Além dos livros, a franquia ganhou diversas adaptações televisivas, com destaque para a série de 1995 que utilizava o formato antológico, apresentando episódios independentes com histórias diferentes e monstrinhos icônicos. Em 2015, os livros voltaram às telas em forma de filme, estrelado por Jack Black, e um segundo longa estreou em 2018.

Essa popularidade e o potencial para alcançar novos públicos motivaram a Sony Pictures Television a apostar numa nova série live-action para o streaming, em um momento de expansão do mercado audiovisual e da popularidade de plataformas digitais.

Desenvolvimento e proposta da nova série

Anunciada em 2020, em meio à pandemia de COVID-19, a nova série Goosebumps representou uma tentativa de modernizar o universo criado por Stine. Diferentemente do formato antológico episódico do passado, a produção optou por uma narrativa serializada, em que cada temporada tem um arco contínuo e um elenco fixo, ainda que elementos clássicos e criaturas do universo Goosebumps fossem inseridos em alguns episódios.

Rob Letterman, diretor do filme original de 2015, voltou para atuar como roteirista, produtor executivo e diretor do episódio piloto, trabalhando ao lado de Nicholas Stoller, colaborador de longa data. Essa parceria visava garantir uma fidelidade ao tom dos livros, mas com uma roupagem mais atual e voltada para um público jovem adulto.

A produção envolveu a Scholastic Entertainment (detentora dos direitos dos livros), a Sony Pictures Television e a Original Film, estúdio responsável pelos filmes anteriores da franquia. Devido às restrições impostas pela pandemia, parte do desenvolvimento e das reuniões ocorreu via videoconferência, uma adaptação necessária para manter o cronograma.

A filmagem principal começou em outubro de 2022, em Vancouver, no Canadá, contando com equipes experientes e forte aposta em efeitos práticos para conferir realismo às cenas assustadoras, além do uso de efeitos visuais digitais quando necessário.

Sinopse das temporadas e elenco principal

Primeira temporada

Estreou em 13 de outubro de 2023 simultaneamente no Disney+ e Hulu, como parte dos blocos temáticos “Hallowstream” e “Huluween”. A narrativa acompanha cinco estudantes do ensino médio que investigam a misteriosa morte, ocorrida 30 anos antes, de um adolescente chamado Harold Biddle. Conforme desvendam pistas, descobrem segredos obscuros ligados ao passado de suas próprias famílias. A temporada misturou suspense, drama familiar e terror, com jovens atores como Justin Long, Ana Yi Puig, Miles McKenna, Will Price e Zack Morris.

Segunda temporada

Lançada em 10 de janeiro de 2025, a segunda temporada mudou o foco para um novo elenco, com gêmeos Cece e Devin explorando um forte abandonado, desencadeando eventos ligados ao desaparecimento de quatro adolescentes há três décadas. O elenco contou com nomes como David Schwimmer, Ana Ortiz e Sam McCarthy, trazendo uma atmosfera ainda mais sombria e misteriosa. O uso de novos personagens e histórias pretendia expandir o universo da série, trazendo diferentes facetas do horror e do suspense.

Recepção crítica e reação do público

Apesar da expectativa gerada pela nova abordagem, a série recebeu críticas mistas. Alguns elogiaram o visual moderno, a produção caprichada e o esforço para adaptar os elementos clássicos de Goosebumps para uma narrativa contínua. Contudo, muitos críticos apontaram que a mudança do formato antológico para um arco de temporada único comprometeu o dinamismo e o frescor característicos da franquia original.

Além disso, a série enfrentou desafios para conquistar um público amplo e consistente. A disputa acirrada pelo tempo de atenção dos espectadores nas plataformas de streaming, aliada a uma enorme oferta de produções similares de terror jovem, dificultou a consolidação da série entre os grandes sucessos do momento. Os índices de audiência, embora razoáveis, não justificaram investimentos maiores para uma terceira temporada, sobretudo considerando o alto custo de produção e a busca por resultados mais expressivos.

Cancelamento e o futuro da franquia

Em 7 de agosto de 2025, a Disney+ anunciou o cancelamento da série após duas temporadas. A decisão, segundo fontes internas, foi influenciada por uma combinação de fatores, incluindo a performance moderada da série, mudanças na estratégia editorial da plataforma e a necessidade de priorizar conteúdos com maior retorno comercial. Porém, a Sony Pictures Television, responsável pela produção, já manifestou interesse em continuar explorando a franquia, buscando novos parceiros e redes para possíveis adaptações. A ideia é não abandonar o universo Goosebumps e reinventar a narrativa, talvez até mesmo retomar o formato antológico que consagrou a série nos anos 90. Produtores como Conor Welch e Pavun Shetty já haviam declarado interesse em adaptar outros livros clássicos da coleção, como Night of the Living Dummy, para futuras temporadas, indicando que há muito conteúdo valioso ainda a ser explorado.

Desafios da adaptação em tempos modernos

Adaptar a trama para o streaming e para uma nova geração de espectadores não foi tarefa simples. A série precisou equilibrar o legado da obra original com as expectativas contemporâneas, que exigem narrativas mais complexas, personagens tridimensionais e temas atuais. Além disso, o mercado audiovisual atual é altamente competitivo, com grandes investimentos em produções originais para atrair e manter assinantes. Séries de terror para jovens adultos são muitas, e se destacar requer algo que vá além do nome conhecido. Outro desafio foi a produção em meio à pandemia, que exigiu adaptações no formato de trabalho, uso intensivo de tecnologia para reuniões e coordenação à distância, impactando cronogramas e custos.

Participações especiais e curiosidades da produção

A série trouxe momentos especiais para os fãs de Goosebumps. O próprio autor R.L. Stine participou como dublador de um personagem em forma de apresentador de podcast na segunda temporada, um toque divertido planejado para aproximar o criador do público. Os efeitos práticos usados na série foram um destaque, pois a equipe buscou criar monstros e situações que parecessem o mais real possível, visando aumentar a imersão do espectador, uma escolha aplaudida por fãs do terror clássico. O elenco variado, que trouxe desde jovens atores promissores até veteranos como Morgan Freeman (em participações especiais), também adicionou peso à produção, mesmo que a recepção não tenha sido unânime.

O legado e a esperança para novos projetos

Apesar do cancelamento, a série permanece uma marca valiosa e querida no universo do entretenimento jovem e infantojuvenil. A Sony Pictures Television, juntamente com a Scholastic Entertainment, continuará a explorar novas formas de revitalizar a franquia. Seja por meio de séries, filmes ou até projetos interativos, o mundo criado por R.L. Stine ainda possui enorme potencial para encantar e assustar as próximas gerações.

Morra, Amor | Trailer de drama psicológico com Jennifer Lawrence e Robert Pattinson explora maternidade e isolamento

O cinema contemporâneo volta seus olhos para os dilemas mais íntimos e delicados da vida familiar com Morra, Amor, o novo drama psicológico estrelado por Jennifer Lawrence (Que Horas Eu Te Pego?, Jogos Vorazes e O Lado Bom da Vida) e Robert Pattinson (Mickey 17, The Batman e Crepúsculo).

Recentemente, o longa-metragem ganhou seu primeiro trailer, disponível logo abaixo, oferecendo ao público um primeiro olhar sobre a história intensa e emocional que marca esta produção. Dirigido por Lynne Ramsay, renomada por You Were Never Really Here (2017), e com roteiro assinado por Ramsay, Enda Walsh e Alice Birch, o filme trata de forma sensível temas como depressão pós-parto, isolamento emocional e as tensões de um relacionamento diante de grandes mudanças na vida.

Além de Lawrence e Pattinson, o elenco conta com nomes de peso como Sissy Spacek, LaKeith Stanfield e Nick Nolte, que adicionam camadas de profundidade e humanidade à narrativa. A história acompanha Grace (Jennifer Lawrence), uma jovem mãe que luta para manter sua sanidade após o nascimento do filho, e Jackson (Robert Pattinson), seu marido, que tenta apoiar a esposa enquanto enfrenta os próprios dilemas e frustrações.

O filme estreou mundialmente na competição principal do 78º Festival de Cinema de Cannes, em maio de 2025, recebendo uma ovação de pé de seis minutos — um reconhecimento à força emocional da história e à intensidade das performances. No Brasil, o público poderá assistir ao longa a partir de 27 de novembro, distribuído pela Paris Filmes. Nos Estados Unidos e Canadá, a estreia está marcada para 7 de novembro.

Uma adaptação que mergulha na mente humana

O filme é baseado no romance Die, My Love (2012), da escritora argentina Ariana Harwicz, uma obra conhecida por sua visão crua e intensa sobre a psicologia feminina em crise. Para a adaptação, a narrativa foi transferida da França para os Estados Unidos, o que permite uma conexão mais direta do público americano com os dilemas dos personagens e o cenário rural que marca o longa.

Jennifer Lawrence não apenas protagoniza, mas também assumiu o papel de produtora executiva, atuando junto à sua equipe da Excellent Cadaver. Lawrence esteve envolvida em todas as etapas da produção, desde a escolha da diretora até a adaptação do roteiro, garantindo que o filme mantivesse a força emocional da obra original e, ao mesmo tempo, oferecesse uma experiência cinematográfica autêntica e sensível.

O peso da maternidade e do isolamento

A trama acompanha Grace e Jackson, um jovem casal que decide deixar Nova York em busca de uma vida mais tranquila na zona rural de Montana, onde Jackson passou a infância. A mudança, inicialmente pensada como um recomeço, rapidamente se transforma em um desafio emocional.

À medida que enfrentam os primeiros dias como pais, Grace começa a lidar com sentimentos de solidão, ansiedade e sofrimento psicológico. A depressão pós-parto que se instala em sua vida começa a afetar seu casamento, criando uma dinâmica instável e imprevisível entre ela e Jackson.

O longa não apenas retrata os sintomas da depressão pós-parto, mas também a experiência emocional de uma mãe que se sente sozinha em meio à pressão de corresponder às expectativas familiares e sociais. Grace vive momentos de frustração, medo e vulnerabilidade, enquanto Jackson busca maneiras de apoiá-la sem saber exatamente como lidar com a situação. A história humaniza essas experiências, tornando-as reconhecíveis e comoventes para qualquer espectador que já tenha passado por momentos de fragilidade emocional.

Produção: entre cenários rurais e escolhas artísticas precisas

O projeto começou quando Martin Scorsese leu o romance de Harwicz e imaginou Jennifer Lawrence no papel principal. Scorsese enviou o livro à equipe da Excellent Cadaver, e Lawrence, encantada com a história, convidou Lynne Ramsay para dirigir. Ramsay trabalhou junto com Walsh e Birch para construir um roteiro que fosse ao mesmo tempo fiel ao romance e adaptável ao cinema, respeitando a sensibilidade dos personagens e a intensidade da narrativa.

As filmagens ocorreram entre agosto e outubro de 2024, em Calgary, Canadá. O cenário rural escolhido reforça o sentimento de isolamento e claustrofobia emocional vivido pelos personagens. O diretor de fotografia Seamus McGarvey utilizou 35 mm e a proporção Academy de 1,33:1, criando uma sensação de proximidade e intimidade com os personagens. Ramsay se inspirou em clássicos do suspense psicológico, como Repulsão (1965) e O Bebê de Rosemary (1968), para construir a atmosfera do filme.

Recepção em Cannes e impacto emocional

A estreia em Cannes destacou-se não apenas pelo talento do elenco, mas também pela coragem da direção em abordar um tema delicado com honestidade e sensibilidade. A ovação de pé de seis minutos refletiu a intensidade emocional do filme e o quanto ele consegue envolver o público em sua narrativa.

O trailer recém-lançado sugere que o filme continuará a gerar debates sobre saúde mental, maternidade e relações humanas. As cenas mostram Grace lidando com a rotina rural, momentos de tensão entre o casal e os efeitos da depressão pós-parto, sem recorrer a clichês ou soluções fáceis.

Temas universais com relevância social

O longa-metragem é uma reflexão sobre saúde mental, empatia e compreensão. A experiência de Grace permite ao público refletir sobre a pressão silenciosa que muitas mães enfrentam, especialmente em ambientes isolados. O filme humaniza essas experiências, mostrando que sofrimento psicológico não é fraqueza, mas uma condição que exige apoio e compreensão.

Naomi Scott esclarece rumores e revela que não haverá sequência para Aladdin

A atriz Naomi Scott, conhecida por interpretar a princesa Jasmine no live-action de Aladdin, desmentiu recentemente rumores sobre uma possível sequência do filme. Durante uma interação com um fã-clube brasileiro em sua conta no X (antigo Twitter), Scott foi enfática: não há planos oficiais da Disney para dar continuidade à história com ela no papel.

Apesar do sucesso estrondoso e da expectativa de muitos fãs, Naomi deixou claro que não existe sequência oficial para o live-action de Aladdin. A declaração encerra especulações e confirma que, pelo menos por enquanto, a história de Jasmine e o jovem ladrão de bom coração permanece completa com o filme de 2019.

O live-action dirigido por Guy Ritchie trouxe novamente à vida a história de Aladim e a Lâmpada Maravilhosa, originalmente adaptada para o cinema animado em 1992. Com roteiro assinado por Ritchie, John August e Vanessa Taylor, o filme mistura fantasia, romance e aventura, mantendo a essência do conto árabe ao mesmo tempo em que atualiza os personagens e os cenários para o público contemporâneo. A narrativa acompanha Aladdin, um jovem de origem humilde, que se apaixona por Jasmine, faz amizade com o Gênio e enfrenta o vilão Jafar em uma jornada repleta de desafios e magia.

O longa reuniu um elenco internacional de grande peso. Will Smith assumiu o icônico papel do Gênio, trazendo energia, humor e carisma únicos à tela. Mena Massoud interpretou o personagem principal, equilibrando carisma e vulnerabilidade, enquanto Naomi trouxe força e delicadeza ao papel da princesa Jasmine. Outros nomes importantes incluíram Marwan Kenzari como Jafar, Navid Negahban, Nasim Pedrad, Billy Magnussen e Numan Acar, além das vozes de Alan Tudyk e Frank Welker, responsáveis por dar vida a personagens animados que conquistaram o público.

O projeto foi anunciado pela Disney em outubro de 2016, e rapidamente ganhou força com a escolha do elenco. As filmagens começaram em setembro de 2017 nos Longcross Studios, em Surrey, Inglaterra, com algumas cenas gravadas no Uádi de Rum, na Jordânia. O cronograma de filmagens se estendeu até janeiro de 2018, com ajustes e cenas adicionais concluídas em agosto do mesmo ano. A atenção aos detalhes e a recriação do universo de Agrabah contribuíram para a qualidade visual e estética do filme.

Sucesso de bilheteria mundial

O live-action alcançou resultados impressionantes nas bilheterias. Nos Estados Unidos, o filme arrecadou US$ 91,5 milhões em seu fim de semana de estreia, chegando a US$ 116,8 milhões durante o período prolongado do Memorial Day. Mundialmente, o longa ultrapassou a marca de US$ 1 bilhão, consolidando-se como um dos maiores sucessos da Disney no século XXI, com destaque para mercados estratégicos como China, Reino Unido, México, Coreia do Sul e Japão.

Além do desempenho financeiro, o longa-metragem conquistou relevância cultural. No Reino Unido, liderou as bilheteiras por quatro semanas consecutivas, enquanto no Oriente Médio registrou a melhor abertura de Ramadã da história. No Japão e na Coreia do Sul, o filme quebrou recordes de público para produções estrangeiras. A combinação de elementos clássicos com uma estética moderna e inclusiva atraiu tanto fãs antigos quanto novos, reforçando o sucesso global da produção.

O desempenho no Brasil

O sucesso do filme também foi refletido nos cinemas brasileiros. Na primeira semana de exibição, Aladdin liderou as bilheteiras com 949 mil espectadores e R$ 18,4 milhões em arrecadação, superando até Vingadores: Ultimato. Nas semanas seguintes, manteve posições de destaque, alternando entre primeiro e segundo lugar, e terminou 2019 como o nono filme mais assistido no país, com cerca de 4,8 milhões de espectadores. Mesmo em 2020, durante a pandemia, o filme retornou aos cinemas drive-in e alcançou a terceira posição nas bilheteiras.

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