Clássico do terror O Iluminado segue em cartaz até amanhã (17) em comemoração aos 45 anos

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Os fãs de terror e de cinema clássico têm pouco tempo para aproveitar uma oportunidade especial nas telonas. “O Iluminado”, obra-prima dirigida por Stanley Kubrick, segue em cartaz nos cinemas brasileiros até amanhã, 17 de dezembro, em uma ação especial da Warner Bros. Pictures que comemora os 45 anos de lançamento do longa. As sessões acontecem em salas regulares e também em IMAX, oferecendo ao público a chance de revisitar, ou descobrir, o filme em sua melhor experiência audiovisual.

Lançado originalmente em 1980, o longa-metragem atravessou décadas sem perder força e se consolidou como uma referência absoluta do terror psicológico. Mais do que sustos pontuais, o filme constrói uma atmosfera de tensão constante, capaz de inquietar e envolver o espectador do início ao fim. Assistir a essa obra no cinema, com som potente e imagem ampliada, ajuda a entender por que ela permanece tão influente e discutida até hoje.

A história acompanha a família Torrance durante um inverno rigoroso no isolado Overlook Hotel, no Colorado. Jack Torrance, interpretado por Jack Nicholson, é um aspirante a escritor e alcoólatra em recuperação que aceita o trabalho de zelador do hotel durante a baixa temporada. Ele se muda para o local com a esposa Wendy, vivida por Shelley Duvall, e o filho Danny, interpretado por Danny Lloyd, sem imaginar que o isolamento extremo e as forças que habitam o lugar irão colocar a sanidade de todos à prova.

Danny, ainda criança, possui habilidades psíquicas conhecidas como o brilho, que lhe permitem enxergar acontecimentos passados e futuros ligados ao hotel. O cozinheiro do Overlook, Dick Hallorann, vivido por Scatman Crothers, compartilha do mesmo dom e estabelece uma conexão telepática com o menino. Aos poucos, o histórico sombrio do hotel começa a se manifestar, enquanto Jack se deixa consumir por influências sobrenaturais e por seus próprios conflitos internos, tornando-se uma ameaça real para a própria família.

A adaptação do romance de Stephen King tomou caminhos próprios sob a visão rigorosa de Stanley Kubrick. Embora o autor tenha criticado o filme na época do lançamento por se distanciar do livro, o longa ganhou nova leitura ao longo dos anos e passou a ser reconhecido como uma obra autoral, marcada por simbolismos, ambiguidades e múltiplas interpretações. Cada cena parece calculada para provocar desconforto e alimentar debates, algo que ajudou a manter o filme vivo no imaginário popular.

Grande parte da produção aconteceu nos estúdios da EMI Elstree, na Inglaterra, com cenários meticulosamente construídos a partir de referências reais. Kubrick trabalhava com equipes reduzidas e era conhecido por exigir inúmeras tomadas, buscando a precisão absoluta, o que muitas vezes levava atores e técnicos ao limite. O uso inovador da Steadicam, então uma tecnologia recente, resultou em cenas visualmente marcantes e revolucionárias, que influenciaram gerações de cineastas.

No momento de seu lançamento, “O Iluminado” dividiu opiniões da crítica e do público, e o próprio Stephen King demonstrou insatisfação com a adaptação. Com o passar dos anos, no entanto, a recepção mudou de forma significativa. O filme passou a ser amplamente reconhecido como um dos maiores e mais influentes títulos do terror cinematográfico, além de um ícone da cultura pop. Em 2018, a obra foi selecionada para preservação no National Film Registry da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, por sua relevância cultural, histórica e estética.

Domingo Maior exibe “Duro de Matar” na noite de hoje (21), um dos maiores clássicos do cinema de ação

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O Domingo Maior de hoje, 21 de dezembro, traz à programação da TV Globo um dos filmes de ação mais emblemáticos da história do cinema. Lançado em 1988, “Duro de Matar” será exibido em rede nacional e promete prender a atenção do público com uma trama intensa, marcada por suspense, ação contínua e um protagonista que se tornou símbolo do gênero.

Estrelado por Bruce Willis, o longa acompanha a história de John McClane, um detetive da polícia de Nova York que viaja a Los Angeles na tentativa de passar o Natal ao lado da esposa, Holly Gennaro, interpretada por Bonnie Bedelia. Ela trabalha em uma grande empresa japonesa instalada em um moderno arranha-céu da cidade. O que deveria ser apenas uma visita familiar se transforma em um pesadelo quando o prédio é invadido por um grupo de criminosos altamente organizados durante uma festa corporativa. (Via AdoroCinema)

Preso dentro do edifício e praticamente sem recursos, McClane se vê obrigado a agir sozinho para enfrentar os invasores e tentar salvar os reféns, incluindo sua própria esposa. Descalço, ferido e em clara desvantagem numérica, o policial usa inteligência, improviso e coragem para atrapalhar os planos do grupo, liderado pelo carismático e calculista Hans Gruber, papel que marcou a carreira de Alan Rickman.

A tensão do filme se constrói a partir do isolamento do protagonista e da sensação constante de perigo. Diferente de outros heróis de ação da época, John McClane não é apresentado como alguém invencível. Ele sente dor, comete erros e demonstra medo, características que ajudaram o personagem a se conectar com o público e a redefinir o arquétipo do herói no cinema de ação dos anos 1980.

Além de Bruce Willis e Alan Rickman, o elenco conta ainda com Bonnie Bedelia, Alexander Godunov, Reginald VelJohnson e Paul Gleason, que ajudam a dar profundidade à trama e sustentação emocional à narrativa. A química entre os personagens e os diálogos bem construídos contribuem para o ritmo ágil do filme, que mantém a tensão do início ao fim.

O longa-metragem foi dirigido por John McTiernan, cineasta que se tornaria referência no gênero após também comandar produções como “Predador” e “Caçada ao Outubro Vermelho”. Sua direção é marcada por cenas de ação bem coreografadas, uso eficiente dos espaços fechados e uma narrativa que equilibra momentos de suspense com explosões e confrontos intensos.

O filme é baseado no romance “Nothing Lasts Forever”, lançado em 1979 pelo escritor Roderick Thorp. A adaptação para o cinema modernizou a história e ampliou seu alcance, transformando-a em um sucesso de bilheteria e crítica. Com o passar dos anos, “Duro de Matar” deixou de ser apenas um filme de ação para se tornar um verdadeiro fenômeno cultural, frequentemente associado às exibições de fim de ano na televisão.

Para quem quiser assistir além da exibição na TV aberta, “Duro de Matar” também está disponível no catálogo do Disney+, por meio de assinatura. A presença do filme no streaming reforça sua relevância contínua e permite que novas gerações conheçam a obra ou que fãs revisitem um dos títulos mais marcantes do cinema de ação.

Cine Aventura Especial deste sábado (27) aposta em ficção científica com suspense e dilemas éticos em “57 Segundos”

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O Cine Aventura Especial deste sábado, 27 de dezembro de 2025, leva ao ar na Record o filme 57 Segundos, uma produção americana de ficção científica com suspense lançada em 2023. Dirigido por Rusty Cundieff e escrito por ele em parceria com Macon Blair, o longa é inspirado no conto “Fallen Angel”, de E. C. Tubb, e aposta menos em efeitos grandiosos e mais em conflitos humanos, decisões difíceis e consequências irreversíveis. No centro da história estão Josh Hutcherson e Morgan Freeman, dois personagens de gerações distintas, conectados por um artefato capaz de alterar o curso do tempo e, principalmente, a vida de quem o utiliza.

De acordo com a sinopse do AdoroCinema, a trama começa a se desenhar a partir da dor de Franklin Fausti, vivido por Josh Hutcherson. Ele é um blogueiro de tecnologia que construiu sua presença na internet denunciando práticas abusivas de grandes empresas, especialmente do setor farmacêutico. Essa militância não nasceu do acaso. Franklin carrega uma ferida aberta que nunca cicatrizou: a morte de sua irmã gêmea, Natalie. Ela se tornou dependente de um analgésico chamado Zonastin, um medicamento amplamente divulgado como seguro, mas que escondia efeitos devastadores. O vício levou Natalie a um caminho sem volta, deixando Franklin com a sensação constante de que alguém precisa ser responsabilizado.

Essa perda transforma o protagonista em alguém obstinado, inquieto e emocionalmente exausto. Não se trata apenas de expor uma empresa poderosa, mas de tentar dar sentido à própria dor. Para Franklin, derrubar os responsáveis pelo Zonastin é a única forma de honrar a memória da irmã e, talvez, encontrar algum tipo de paz. O principal alvo dessa cruzada é Sig Thorensen, interpretado por Greg Germann, um executivo influente, acostumado a manipular informações e pessoas para proteger sua imagem e seus lucros.

O rumo da história muda quando Franklin consegue algo que parecia improvável: uma entrevista com Anton Burrell, personagem de Morgan Freeman. Burrell é um magnata da tecnologia conhecido por investir em soluções inovadoras para a área da saúde. Diferente dos executivos tradicionais, ele se apresenta como alguém preocupado em melhorar a vida das pessoas, usando ciência e tecnologia de forma direta e prática. Às vésperas de um grande evento, Burrell se prepara para apresentar ao mundo o Tri Band 5, um dispositivo de pulso que promete controlar doenças como diabetes, hipertensão e até dependência química por meio de neurotecnologia avançada, sem a necessidade de medicamentos convencionais.

Durante a apresentação do Tri Band 5, o clima de celebração é interrompido por uma tentativa de assassinato. Um homem armado invade o local e tenta matar Burrell. Em um impulso inesperado, Franklin intervém e consegue salvar a vida do empresário. Esse ato muda completamente o destino dos dois. O blogueiro deixa de ser apenas um espectador crítico e passa a fazer parte de algo muito maior, ainda que não compreenda isso de imediato.

No meio da confusão, Franklin encontra um anel que Burrell deixa cair. O objeto, à primeira vista comum, guarda um segredo extraordinário. Ao colocá lo no dedo, Franklin descobre que o anel permite voltar exatamente 57 segundos no tempo. Não são horas, dias ou anos. São apenas 57 segundos. Esse limite específico dá ao filme uma identidade própria, pois obriga o personagem a lidar com decisões rápidas e consequências quase imediatas.

No início, Franklin encara o poder como um presente inesperado. Ele passa a testar os limites do anel em situações banais, usando a habilidade para ganhar dinheiro em apostas, corrigir pequenas falhas do cotidiano e até tentar se aproximar romanticamente de Jala, sua colega interpretada por Lovie Simone. Esses momentos revelam um lado mais leve da narrativa, mas também expõem algo essencial: como é fácil se acostumar à sensação de controle absoluto, mesmo que por poucos segundos.

Com o tempo, Franklin percebe que o uso constante do anel começa a moldar sua forma de pensar. Ele passa a agir com menos cautela, confiando que sempre poderá voltar atrás. Essa falsa segurança se transforma em um vício silencioso. O filme faz um paralelo claro entre o poder do anel e o próprio Zonastin, o remédio que destruiu a vida de Natalie. Ambos oferecem alívio imediato, mas cobram um preço alto a longo prazo.

Decidido a usar o poder para algo que realmente importe, Franklin volta sua atenção para Sig Thorensen. Com a ajuda do anel, ele consegue se infiltrar na empresa farmacêutica e reunir provas que vão muito além de suspeitas. Documentos internos revelam que a companhia sabia dos efeitos nocivos do Zonastin e, ainda assim, optou por mantê lo no mercado. A investigação também aponta o envolvimento direto da empresa na morte de Susan Miller, uma funcionária que ameaçava tornar públicas as irregularidades.

Com o apoio de seu amigo Andy, Franklin organiza as informações e as entrega à imprensa. A repercussão é imediata e devastadora para Thorensen, que vê sua imagem pública desmoronar. Sentindo o cerco se fechar, o executivo parte para uma atitude extrema: sequestra Franklin e tenta fugir do país em um avião particular. O desespero do vilão contrasta com a exaustão emocional do protagonista, que já não tem certeza se controlar o tempo vale todo o sofrimento que acumulou.

A fuga termina de forma trágica. A aeronave sofre uma falha após a intervenção policial e cai. Franklin sobrevive ao acidente, enquanto Thorensen morre, encerrando sua trajetória marcada por ganância e negligência. O desfecho não traz celebração, apenas um silêncio pesado, típico de histórias em que a justiça chega, mas deixa cicatrizes profundas.

Após os acontecimentos, Anton Burrell procura Franklin e faz uma proposta tentadora. Ele o convida para integrar sua equipe de pesquisa e ajudar a desenvolver ainda mais a tecnologia ligada ao anel e à manipulação do tempo. Para qualquer outra pessoa, seria a oportunidade de uma vida. Para Franklin, porém, a experiência recente falou mais alto. Ele reconhece o perigo daquele poder, o risco de dependência e as consequências imprevisíveis de mexer no tempo.

Em uma decisão que define sua jornada, Franklin recusa a oferta e escolhe destruir o anel. O gesto simboliza maturidade, responsabilidade e a compreensão de que nem tudo o que é possível deve ser utilizado. Ao abrir mão do poder, ele aceita que algumas dores não podem ser apagadas, apenas enfrentadas.

Nos bastidores, 57 Segundos também carrega histórias interessantes. As filmagens começaram em abril de 2022, na cidade de Lafayette, na Louisiana. Durante o período de produção, Morgan Freeman esteve bastante envolvido com o projeto, chegando a contribuir com ideias para o roteiro e participando ativamente da escolha de locações. Sua presença ajudou a dar mais peso e consistência ao filme, tanto dentro quanto fora das telas.

“Avatar: Fogo e Cinzas” ultrapassa meio bilhão de dólares e reafirma o domínio de James Cameron nas bilheteiras

Mesmo após mais de uma década desde o lançamento do primeiro Avatar, o universo criado por James Cameron segue demonstrando um fôlego raro no cinema contemporâneo. O terceiro capítulo da franquia, Avatar: Fogo e Cinzas, já ultrapassou a marca de US$ 500 milhões em arrecadação mundial, consolidando mais um desempenho expressivo para a saga ambientada em Pandora. Segundo dados do Box Office Mojo, o filme acumula US$ 544 milhões desde sua estreia nos cinemas.

Desse total, aproximadamente US$ 153 milhões foram registrados no mercado doméstico, enquanto a bilheteria internacional responde por cerca de US$ 390 milhões, confirmando o forte apelo global da franquia. O longa estreou oficialmente em 19 de dezembro e rapidamente se posicionou entre os maiores lançamentos do período, repetindo um padrão já conhecido dos filmes assinados por Cameron.

Distribuído pela 20th Century Studios e produzido pela Lightstorm Entertainment, Fogo e Cinzas é a continuação direta de Avatar: O Caminho da Água (2022) e amplia ainda mais o escopo narrativo da série. James Cameron, diretor e idealizador da franquia, segue no comando criativo do projeto, reforçando sua assinatura autoral marcada por ambição técnica e narrativa, como já visto em títulos como Titanic (1997), O Exterminador do Futuro (1984) e Aliens, o Resgate (1986).

O elenco reúne nomes que se tornaram indissociáveis do universo de Pandora. Sam Worthington retorna como Jake Sully (Fúria de Titãs, Até o Último Homem), enquanto Zoe Saldaña reprisa o papel de Neytiri (Guardiões da Galáxia, Star Trek). Stephen Lang volta como o implacável Quaritch (Don’t Breathe, Terra Nova), e Sigourney Weaver segue presente na franquia após sua trajetória icônica em filmes como Alien e Os Caça-Fantasmas.

Também retornam Kate Winslet (Titanic, O Leitor), Giovanni Ribisi (Ted, O Resgate do Soldado Ryan), Joel David Moore (Dodgeball, Grandma’s Boy), CCH Pounder (The Shield, The Good Wife), Edie Falco (Família Soprano, Nurse Jackie) e Cliff Curtis (Fear the Walking Dead, O Piano). Entre os personagens mais jovens, o filme conta com Britain Dalton, Trinity Bliss, Jack Champion e Bailey Bass, reforçando o foco na nova geração da família Sully.

A principal novidade do elenco é Oona Chaplin (Game of Thrones, Taboo), que assume um papel central como Varang, líder do Povo das Cinzas. A personagem surge como uma figura decisiva no novo conflito de Pandora, trazendo uma presença ameaçadora e ampliando o leque cultural das tribos Na’vi apresentadas até aqui.

O sucesso de Fogo e Cinzas é resultado de um planejamento iniciado ainda em meados de 2006, quando Cameron já expressava o desejo de expandir o universo de Avatar, caso o primeiro filme fosse bem recebido. Após o sucesso histórico do longa de 2009, as sequências foram oficialmente anunciadas em 2010. O terceiro filme, inicialmente previsto para 2015, acabou sendo adiado diversas vezes.

Os atrasos ocorreram principalmente devido à decisão de transformar Avatar em uma saga de cinco filmes e ao desenvolvimento de tecnologias inéditas, especialmente para a captura de movimento subaquática em larga escala. Esse avanço técnico exigiu anos de pesquisa e testes, impactando diretamente o cronograma, mas também elevando o padrão visual da franquia.

As filmagens do longa-metragem começaram em 25 de setembro de 2017, na Nova Zelândia, e ocorreram simultaneamente às de O Caminho da Água. O processo de produção se estendeu até o final de dezembro de 2020, totalizando mais de três anos de trabalho. Com orçamento estimado em US$ 400 milhões, o filme figura entre as produções mais caras já realizadas, refletindo a escala e a complexidade do projeto.

A estreia mundial aconteceu em 1º de dezembro de 2025, no Dolby Theatre, em Hollywood. O lançamento comercial ocorreu em Portugal no dia 17 de dezembro e no Brasil em 18 de dezembro, com forte presença em salas premium, como IMAX e Dolby Cinema, formatos pensados para potencializar a experiência visual e sonora característica da franquia.

Na narrativa, a história se passa um ano após a consolidação de Jake e Neytiri junto ao Clã Metkayina. A família Sully enfrenta o luto pela morte de Neteyam, enquanto um novo conflito começa a se formar em Pandora. O surgimento do Povo das Cinzas, uma tribo Na’vi agressiva liderada por Varang, altera o equilíbrio do planeta. A aliança dessa nova facção com Quaritch intensifica a guerra e leva a consequências profundas e devastadoras.

James Gunn defende aquisição da Warner Bros. pela Netflix e comenta fusão que pode redefinir o futuro do cinema e do streaming

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Entre especulações de mercado, análises cautelosas de executivos e expectativas do público, a possível aquisição da Warner Bros. Discovery (WBD) pela Netflix já é tratada como um dos movimentos mais impactantes da indústria do entretenimento nas últimas décadas. Não se trata apenas de uma negociação bilionária ou de uma mudança de controle corporativo, mas de um possível redesenho profundo na forma como filmes, séries e franquias globais serão produzidos, distribuídos e consumidos nos próximos anos.

O tema ganhou ainda mais força após declarações recentes de James Gunn, atual co-CEO da DC Studios, durante participação no podcast Variety’s Awards Circuit. Gunn, que hoje é um dos nomes mais estratégicos dentro do grupo Warner Bros. Discovery, falou abertamente sobre suas percepções em relação à transação, adotando um tom ao mesmo tempo realista e curioso. Longe de vender certezas, o diretor deixou claro que o cenário ainda é repleto de incógnitas — mas não escondeu seu entusiasmo com as possibilidades.

“Eu tenho esperanças? Não, não tenho, porque tudo é desconhecido”, afirmou Gunn. “Acho que é tudo muito empolgante, na verdade. Então espero e rezo pelo melhor.” A fala resume bem o sentimento que paira sobre Hollywood: ninguém sabe exatamente como essa fusão pode se desdobrar, mas poucos negam que ela pode gerar transformações profundas, especialmente para marcas como DC, HBO e o próprio cinema de estúdio tradicional.

Um acordo histórico em números e impacto

O anúncio oficial do acordo aconteceu em 5 de dezembro de 2025, quando Netflix e Warner Bros. Discovery confirmaram que haviam chegado a um entendimento para a aquisição da divisão de streaming e estúdios da WBD pela gigante do streaming. O pacote inclui ativos de peso como Warner Bros. Pictures, HBO, DC Entertainment / DC Studios, TNT Sports e um dos maiores catálogos audiovisuais do mundo.

A transação, estruturada em dinheiro e ações, avaliou a Warner Bros. Discovery em US$ 27,75 por ação, resultando em um valor patrimonial aproximado de US$ 72 bilhões e um valor de mercado estimado em US$ 82,7 bilhões. Para os acionistas da WBD, os termos preveem o recebimento de US$ 23,25 em dinheiro e US$ 4,50 em ações ordinárias da Netflix para cada ação detida no fechamento do negócio.

Antes de chegar a esse acordo, a WBD passou por um processo competitivo de licitação que envolveu outros grandes players da indústria, como Paramount Skydance e Comcast. O fato de a Netflix ter saído vencedora dessa disputa não apenas reforça sua força financeira, mas também evidencia sua ambição de ir além do streaming e consolidar-se como um verdadeiro conglomerado global de entretenimento.

Caso receba aprovação regulatória, a conclusão da aquisição está prevista para ocorrer entre o final de 2026 e o início de 2027. Paralelamente, a divisão Global Linear Networks da WBD será desmembrada e transformada em uma nova empresa, a Discovery Global, em algum momento no início de 2026, focada especialmente em ativos de TV linear.

O olhar de James Gunn e o futuro da DC

Dentro desse contexto, a posição de James Gunn ganha relevância estratégica. Como responsável criativo pela DC Studios, ele lidera um ambicioso plano de reconstrução do universo DC nos cinemas e no streaming, após anos marcados por inconsistências criativas e recepção irregular do público.

Ao comentar a possível aquisição, Gunn adotou um discurso que foge tanto do alarmismo quanto do otimismo ingênuo. “Já passei por várias dessas mudanças, muitas vezes, e acho melhor ter cuidado com o que se deseja, porque você nunca sabe pelo que está pedindo até realmente saber”, disse. A experiência do diretor em diferentes estúdios e fases da indústria lhe dá autoridade para reconhecer que grandes fusões nem sempre entregam apenas benefícios imediatos.

Ainda assim, Gunn destacou que qualquer direção tomada pode trazer oportunidades interessantes para a DC. A Netflix, conhecida por sua liberdade criativa e por apostar em projetos ousados, poderia oferecer novos caminhos para personagens e histórias que, até então, enfrentaram limitações impostas pelo modelo tradicional de estúdios. Por outro lado, há receios sobre excesso de conteúdo, mudanças abruptas de estratégia e a possível diluição da identidade cinematográfica da marca.

O que muda para a Netflix — e para o cinema?

Para a Netflix, a aquisição representa um salto histórico. Desde sua origem como locadora de DVDs até se tornar líder global do streaming, a empresa sempre foi vista como uma “outsider” de Hollywood. Com a Warner Bros. sob seu guarda-chuva, a plataforma passaria a controlar estúdios centenários, franquias icônicas como Harry Potter, O Senhor dos Anéis (em coproduções), o vasto universo DC e o prestígio da marca HBO.

Esse movimento pode acelerar uma mudança que já está em curso: a aproximação definitiva entre streaming e cinema tradicional. A Netflix, que por anos foi criticada por priorizar lançamentos digitais em detrimento das salas de cinema, vem adotando uma postura mais híbrida, com estreias limitadas nos cinemas e maior diálogo com festivais e premiações. A incorporação da Warner pode reforçar essa estratégia e reposicionar a empresa como uma força dominante também nas bilheterias.

Ao mesmo tempo, surgem questionamentos legítimos sobre concentração de mercado. A união de dois gigantes pode reduzir a diversidade de vozes e aumentar o poder de barganha sobre talentos, exibidores e produtores independentes. Reguladores, especialmente nos Estados Unidos e na Europa, devem analisar com lupa os impactos concorrenciais da operação.

Sessão de Sábado exibe “Todo Poderoso”, comédia que consagrou Jim Carrey e conquistou o público mundial

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A Globo exibe na Sessão de Sábado deste dia 10 de janeiro o sucesso “Todo Poderoso”, uma das comédias mais marcantes dos anos 2000. Misturando humor, fantasia e reflexões sobre fé, escolhas e responsabilidade, o longa conquistou plateias ao redor do mundo e segue atual ao provocar uma pergunta simples, mas poderosa: e se você tivesse os poderes de Deus por uma semana?

Na trama, acompanhamos Bruce Nolan, um jornalista de televisão vivido por Jim Carrey (O Máskara, O Show de Truman, O Grinch). Apesar de estar empregado, Bruce se sente frustrado profissionalmente e acredita que sua carreira não avança por culpa de forças externas — especialmente de Deus. Depois de uma sequência de acontecimentos desastrosos, incluindo a perda do emprego e situações humilhantes ao vivo, ele explode em revolta e passa a questionar a justiça divina.

É nesse momento que a história toma um rumo inesperado. Bruce recebe um chamado misterioso que o leva a um encontro direto com Deus, interpretado por Morgan Freeman (Um Sonho de Liberdade, Menina de Ouro, Conduzindo Miss Daisy). Com calma e ironia, o Todo-Poderoso decide entregar seus poderes ao jornalista por alguns dias, permitindo que ele experimente, na prática, o peso de comandar o destino da humanidade — desde que respeite duas regras básicas: não revelar sua nova função a ninguém e não interferir no livre-arbítrio das pessoas.

Empolgado, Bruce passa a usar os poderes de forma egoísta, buscando sucesso profissional, vingança pessoal e vantagens imediatas. Milagres viram espetáculo, sua popularidade cresce rapidamente e a carreira finalmente decola. Ao mesmo tempo, ele se afasta emocionalmente de Grace, sua namorada, interpretada por Jennifer Aniston (Friends, Marley & Eu, Esposa de Mentirinha), que representa o equilíbrio, a fé genuína e a sensibilidade que Bruce insiste em ignorar.

Conforme o protagonista tenta “resolver” os problemas do mundo com soluções simplistas, o caos se instala. Milhões de orações atendidas automaticamente geram confusão, acidentes e frustrações, deixando claro que boas intenções não substituem empatia, responsabilidade e compreensão humana. A partir daí, o filme abandona o humor escancarado para investir em uma reflexão mais profunda sobre amadurecimento emocional, escolhas conscientes e o verdadeiro significado de fazer o bem.

O elenco de apoio também é um dos pontos fortes do longa. Steve Carell (The Office, O Virgem de 40 Anos, Minions) vive Evan Baxter, rival profissional de Bruce, em um papel que mais tarde renderia o spin-off “Evan Almighty” (2007). Lisa Ann Walter (Operação Cupido), Philip Baker Hall (Magnólia) e Catherine Bell (JAG) completam o time com participações carismáticas.

Dirigido por Tom Shadyac (Ace Ventura: Um Detetive Diferente, O Mentiroso), “Todo Poderoso” marca a terceira parceria entre o cineasta e Jim Carrey, consolidando uma fórmula que equilibra comédia física, crítica social e mensagens emocionais acessíveis ao grande público. O roteiro, assinado por Steve Koren, Mark O’Keefe e Steve Oedekerk, aposta em diálogos simples, situações absurdas e metáforas universais, o que ajuda a explicar a longevidade do filme.

Lançado em 2003, o longa foi um fenômeno de bilheteria. Somente em seu fim de semana de estreia nos Estados Unidos, arrecadou mais de 85 milhões de dólares, superando expectativas e até concorrentes de peso da época. Ao final de sua passagem pelos cinemas, “Todo Poderoso” acumulou cerca de 484 milhões de dólares mundialmente, tornando-se um dos maiores sucessos comerciais do ano e um dos filmes mais lucrativos da carreira de Jim Carrey e Jennifer Aniston.

Segunda temporada de O Gerente da Noite estreia no Prime Video neste domingo (11)

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Após anos de expectativa, a segunda temporada de O Gerente da Noite finalmente tem data para chegar ao streaming. Os novos episódios da aclamada série britânica estreiam neste domingo, dia 11, no catálogo do Prime Video, marcando o aguardado retorno de uma das produções de espionagem mais elogiadas da televisão recente.

Estrelada por Tom Hiddleston (Loki, Vingadores, Crimson Peak), a série volta a explorar um universo sofisticado e perigoso, onde luxo, poder e crime internacional caminham lado a lado. A produção é dirigida por Susanne Bier (Bird Box, The Undoing) e reúne um elenco de peso que inclui Hugh Laurie (House, Veep), Olivia Colman (The Crown, A Favorita), Tom Hollander (The White Lotus, Orgulho & Preconceito) e Tobias Menzies (Outlander, The Crown).

Baseada no romance homônimo de John le Carré, publicado em 1993, O Gerente da Noite foi adaptada por David Farr (The Night Manager, Hanna) para um contexto mais contemporâneo, atualizando conflitos geopolíticos e redes de corrupção para dialogar com o mundo moderno. A primeira temporada foi exibida originalmente pela BBC One a partir de fevereiro de 2016 e, nos Estados Unidos, pelo canal AMC, em abril do mesmo ano. O sucesso foi imediato, garantindo vendas para mais de 180 países e consolidando a série como um dos grandes thrillers políticos da década.

A trama acompanha Jonathan Pine, vivido por Tom Hiddleston, um ex-soldado britânico que leva uma vida aparentemente discreta como auditor noturno de um hotel de luxo. Por trás da postura elegante e silenciosa, Pine carrega traumas do passado militar e um senso de justiça que se recusa a permanecer adormecido. Sua rotina muda radicalmente quando ele conhece Sophie, uma mulher de origem árabe e francesa ligada ao círculo íntimo de Richard Onslow Roper, personagem de Hugh Laurie.

Roper é um sofisticado e carismático negociante do mercado negro, especializado no tráfico internacional de armas. Ao ter acesso a documentos que comprovam os crimes do empresário, Sophie decide confiar o material a Pine, que repassa as informações a um contato da inteligência britânica. Pouco tempo depois, Sophie é encontrada morta, em um acontecimento que muda definitivamente o rumo da vida do protagonista.

Movido pelo sentimento de culpa e pelo desejo de vingança, Jonathan Pine aceita trabalhar disfarçado em uma operação arriscada para se infiltrar no império de Roper. A partir daí, a série constrói um jogo psicológico intenso, no qual cada gesto, palavra ou decisão pode significar vida ou morte. O grande mérito da narrativa está justamente no contraste entre o glamour das paisagens internacionais e a brutalidade silenciosa das negociações criminosas.

A nova temporada promete expandir ainda mais esse universo, aprofundando as consequências das escolhas feitas no passado e apresentando novos desafios para seus personagens. Embora detalhes da trama estejam sendo mantidos sob sigilo, a expectativa é que os novos episódios explorem conflitos ainda mais complexos, com foco em redes globais de poder, espionagem e corrupção.

O retorno da série só foi possível graças ao interesse renovado do público e da crítica. Em abril de 2024, a BBC One e o Amazon Prime Video anunciaram oficialmente a encomenda de segunda e terceira temporadas, confirmando que O Gerente da Noite deixaria de ser apenas uma minissérie para se transformar em uma produção de longo fôlego.

Vale lembrar que a série sempre se destacou pelo alto padrão técnico. A primeira temporada foi coproduzida pela BBC, AMC e a Ink Factory, com filmagens realizadas em diversos cenários internacionais, incluindo Londres, Devon, Mallorca, Marrakesh, Zermatt, na Suíça, além de outras locações que ajudaram a reforçar o clima cosmopolita da narrativa.

The Rip | Novo suspense da Netflix aposta em tensão moral e reúne Ben Affleck e Matt Damon em estreia aguardada de 2026

A Netflix divulgou recentemente um novo clipe de The Rip, suspense policial que marca mais uma parceria de peso entre Ben Affleck e Matt Damon. Com estreia confirmada para 16 de janeiro de 2026, o longa promete conquistar o público com uma narrativa intensa, ambientada no submundo policial de Miami, e um elenco repleto de nomes consagrados do cinema e da TV.

Dirigido e roteirizado por Joe Carnahan, conhecido por filmes como A Perseguição e Esquadrão Classe A, o longa foi desenvolvido em colaboração com Michael McGrale. A trama acompanha um grupo de policiais que, durante uma operação, encontra um esconderijo com milhões de dólares em dinheiro vivo. O que deveria ser uma grande apreensão rapidamente se transforma em um jogo perigoso de desconfiança, à medida que a existência do dinheiro vem à tona e forças externas passam a pressionar os envolvidos. Nesse cenário, alianças são testadas e a linha entre certo e errado se torna cada vez mais tênue.

Além de protagonizarem a história, Affleck (Argo, Garota Exemplar) e Damon (O Ultimato Bourne, Oppenheimer) também atuam como produtores por meio da Artists Equity, produtora fundada pela dupla com o objetivo de criar modelos mais justos de remuneração na indústria cinematográfica. Esse compromisso se reflete diretamente no acordo firmado com a Netflix, que prevê bônus financeiros para mais de 1.200 profissionais envolvidos no projeto, caso o filme atinja determinadas metas de desempenho nos primeiros meses após o lançamento — um movimento incomum para o padrão do streaming.

O elenco de The Rip reforça a ambição do projeto. Steven Yeun, indicado ao Oscar por Minari e conhecido pela série Treta, divide a cena com Teyana Taylor (A Mil Um, Um Príncipe em Nova York 2). O filme também conta com Sasha Calle (The Flash), Catalina Sandino Moreno (Maria Cheia de Graça), Scott Adkins (John Wick 4), Kyle Chandler (Manchester à Beira-Mar), Néstor Carbonell (Bates Motel) e Lina Esco (S.W.A.T.), compondo um grupo diverso de personagens que transitam entre a lei, a violência e a ambiguidade moral.

As filmagens aconteceram entre outubro e dezembro de 2024, principalmente em Los Angeles, com sequências adicionais gravadas em Nova Jersey. A direção de fotografia ficou a cargo de Juanmi Azpiroz, que contribui para uma estética urbana e sombria, alinhada ao clima de tensão constante sugerido pelo material promocional divulgado até agora.

Saiba qual filme vai passar na Sessão da Tarde desta terça-feira, 13 de janeiro, na TV Globo

A Sessão da Tarde desta terça-feira, 13 de janeiro de 2026, aposta novamente na emoção ao exibir Quatro Vidas de um Cachorro, um filme que convida o público a enxergar a vida sob um ponto de vista diferente, sensível e profundamente afetivo. Mais do que uma aventura protagonizada por um animal carismático, o longa é uma reflexão delicada sobre pertencimento, lealdade e o impacto que pequenos gestos podem ter ao longo de uma existência inteira.

Lançado em 2017 e dirigido por Lasse Hallström, cineasta conhecido por sua habilidade em contar histórias humanas e tocantes, o filme parte de uma ideia simples e poderosa: e se um cachorro pudesse voltar várias vezes à Terra, em corpos diferentes, para cumprir sua missão? A cada nova vida, o protagonista renasce com outra aparência, outra família e outros desafios, mas carrega consigo algo que o tempo não apaga: a memória emocional de quem ele amou.

Na sua primeira vida, o cachorro encontra Ethan, um garoto solitário que cresce ao seu lado. A relação entre os dois se constrói de forma natural, marcada por brincadeiras, cumplicidade e uma amizade que vai além das palavras. Mesmo quando a vida adulta afasta Ethan de sua cidade natal, o vínculo criado com o animal permanece como uma das lembranças mais importantes de sua trajetória. Esse amor inicial se torna o norte emocional de todas as reencarnações seguintes.

Ao retornar em novos corpos, o cachorro passa a conviver com pessoas muito diferentes entre si. Em cada fase, ele aprende algo novo: como oferecer conforto a quem sofre, como proteger aqueles que ama e como, muitas vezes, estar presente já é suficiente para mudar o dia de alguém. O filme alterna momentos de humor leve, causados pela curiosidade e ingenuidade do animal diante do mundo, com cenas emocionantes que falam sobre perda, envelhecimento e despedidas inevitáveis.

Um dos grandes diferenciais da narrativa é permitir que o público acompanhe os pensamentos do cachorro. Sua visão é simples, direta e honesta, o que torna a história ainda mais próxima do espectador. Questões complexas da vida humana são filtradas por esse olhar puro, transformando o filme em uma experiência acolhedora, capaz de tocar crianças, adultos e, especialmente, quem já viveu a relação intensa entre um animal de estimação e seu dono.

O elenco contribui para dar profundidade à trama. Dennis Quaid interpreta Ethan na fase adulta, transmitindo com sensibilidade as marcas que o passado deixou em sua vida. Britt Robertson, K.J. Apa e John Ortiz aparecem em momentos importantes da história, representando personagens que, mesmo sem perceber, são transformados pela presença do cachorro. Cada encontro reforça a ideia central do filme: algumas relações são breves, mas deixam marcas permanentes.

Apesar do tom caloroso e otimista, Quatro Vidas de um Cachorro também carrega uma história fora das telas que gerou polêmica. Antes de sua estreia, vídeos divulgados mostraram um cachorro sendo forçado a gravar uma cena em um tanque de água, o que causou indignação nas redes sociais e levantou debates sobre o tratamento de animais em produções cinematográficas. O caso levou a investigações e a posicionamentos públicos da equipe e da produtora.

O diretor Lasse Hallström afirmou posteriormente que não presenciou a situação e se disse profundamente perturbado ao tomar conhecimento das imagens. A produção garantiu que o animal estava bem e que a cena não foi utilizada da forma como havia sido divulgada. Ainda assim, o episódio marcou a recepção do filme e reforçou a necessidade de maior transparência e cuidado em sets que envolvem animais.

Mesmo com as controvérsias, o longa encontrou um público fiel e emocionado, tornando-se um sucesso entre famílias e amantes de histórias com animais. O impacto foi tão grande que o filme ganhou uma continuação, lançada em 2019, que aprofunda ainda mais os laços emocionais apresentados no primeiro capítulo da história.

KonoSuba | Anime é renovado para a 4ª temporada e ganha novos projetos comemorativos

A franquia de anime KonoSuba: God’s Blessing on This Wonderful World! está oficialmente de volta. Durante um evento especial realizado no Japão para comemorar o 10º aniversário da adaptação em anime, foi anunciada a produção da quarta temporada da série, encerrando um longo período de incertezas para os fãs. A confirmação marca o retorno da obra após o fim da terceira temporada, exibida em 2024, e reforça a força duradoura da franquia no mercado de animação japonesa.

O anúncio da nova temporada veio acompanhado de um plano comemorativo robusto, que inclui o desenvolvimento de um novo jogo para plataformas mobile e consoles, além da realização de um evento especial de aniversário programado para julho de 2026. Segundo os organizadores, essa celebração deve trazer mais informações sobre a continuação do anime, incluindo possíveis detalhes de produção, visual promocional e novidades sobre o elenco.

Até o momento, a quarta temporada de KonoSuba ainda não possui data de estreia, janela de lançamento, estúdio confirmado ou equipe técnica oficialmente divulgada. A ausência dessas informações, no entanto, não diminuiu o entusiasmo do público, que há anos aguarda a continuidade da história após o encerramento mais recente da série.

Um isekai que virou referência no humor

Criada por Natsume Akatsuki, KonoSuba se destacou desde sua estreia por oferecer uma abordagem diferenciada dentro do gênero isekai. Em vez de seguir o caminho tradicional de heróis poderosos e jornadas épicas, a obra aposta na comédia e na desconstrução dos clichês, apresentando personagens falhos, situações absurdas e um humor frequentemente autoirônico.

A história acompanha Kazuma Satō, um adolescente japonês recluso, classificado como hikikomori e NEET, que morre de forma prematura e constrangedora. No além-vida, ele conhece a deusa Aqua, que lhe oferece a chance de reencarnar em um mundo de fantasia repleto de elementos típicos de jogos de RPG, governado pela ameaça do Rei Demônio. Como parte do acordo, Kazuma pode levar consigo qualquer item ou habilidade para auxiliá-lo na nova vida.

Em um ato de retaliação após ser provocado por Aqua, Kazuma a escolhe como sua companheira de jornada, contra a vontade da própria deusa. Presos juntos nesse mundo alternativo, os dois passam a aceitar missões de aventureiros para sobreviver, já que Aqua perde a possibilidade de retornar ao seu posto divino enquanto o Rei Demônio não for derrotado.

Um grupo improvável e caótico

Ao longo da narrativa, Kazuma e Aqua formam um grupo tão carismático quanto disfuncional. A equipe cresce com a chegada de Megumin, uma maga obcecada por explosões que domina apenas um feitiço extremamente poderoso, e Darkness, uma cruzada habilidosa com a espada, mas marcada por um comportamento masoquista que frequentemente compromete suas batalhas.

Essa combinação de personagens com habilidades limitadas, personalidades exageradas e falhas evidentes se tornou a principal marca da série. Em vez de focar na derrota do Rei Demônio, Kazuma frequentemente tenta levar uma vida confortável e luxuosa, mas acaba sendo constantemente arrastado para conflitos e confrontos contra os generais do vilão, quase sempre de forma involuntária.

Expansão para jogos e cinema

Ao longo dos anos, KonoSuba expandiu seu universo para além do anime. A franquia recebeu diversos jogos para PC, consoles e dispositivos móveis, explorando tanto adaptações diretas quanto histórias originais. Entre os títulos mais conhecidos está KonoSuba: Fantastic Days, RPG mobile lançado inicialmente no Japão, com dublagem completa, novos personagens e narrativa inédita.

Em 2019, a série também chegou aos cinemas com o filme KonoSuba: Legend of Crimson, produzido pelo estúdio J.C.Staff. O longa manteve o elenco e a equipe da animação televisiva e deu destaque especial às personagens Megumin e Yunyun, sendo bem recebido tanto pelo público quanto pela crítica. Posteriormente, o filme foi disponibilizado para streaming, ampliando ainda mais o alcance internacional da franquia.

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