Sexta-feira à noite pede um bom filme de terror — daqueles que deixam o coração acelerado, provocam tensão e ainda rendem assunto depois dos créditos. Se você quer variar entre slasher, terror social, suspense psicológico e crítica ácida, essa seleção é perfeita. Abaixo, falamos sobre cinco títulos que entregam experiências bem diferentes, mas igualmente marcantes: Pânico 6, Casamento Sangrento, Corra!, O Menu e Boa Noite, Mamãe!
Tem alguma coisa diferente no ar quando a sexta-feira cai no dia 13. Pode ser superstição, pode ser puro marketing do terror… mas a verdade é que o clima muda. A gente já entra no dia com aquela energia meio “hoje vai dar ruim” — no melhor sentido possível, claro. É o momento perfeito pra abraçar o caos fictício, apagar as luzes e deixar o medo virar entretenimento.
Sexta-feira 13 virou praticamente um símbolo do terror. É a data que lembra máscara, perseguição, gritos no meio da noite e aquela trilha sonora que faz o coração acelerar. Mesmo quem não é supersticioso entra na brincadeira. E se é pra entrar no clima, nada melhor do que escolher um filme que combine com essa vibe mais sombria, intensa e levemente caótica.
Separei cinco filmes que funcionam demais pra esse tipo de noite: tem slasher, terror psicológico, crítica social e até jantar chiquérrimo que vira pesadelo. Bora?
🔪 Pânico VI (2023)
Se a sexta-feira 13 tivesse uma trilha sonora, provavelmente seria alguém correndo e respirando ofegante enquanto olha pra trás. E é exatamente essa energia que Pânico VI entrega.
Aqui, o Ghostface sai do cenário clássico de cidade pequena e vai direto pra Nova York. E isso muda tudo. Porque o medo deixa de ser aquele isolamento no meio do nada e vira pânico no meio da multidão. Metrô lotado, becos escuros, apartamentos apertados… ninguém está seguro.
O filme é mais intenso, mais violento e mais direto. Ele mantém a metalinguagem que a franquia sempre teve, mas adiciona uma brutalidade que combina muito com essa vibe de sexta-feira 13: imprevisível e sem piedade.
É perfeito pra quem quer tensão o tempo inteiro e aquela sensação de que qualquer personagem pode rodar a qualquer momento.
💍🩸 Casamento Sangrento
Agora imagina casar e, na noite de núpcias, descobrir que precisa sobreviver à família do seu marido. É isso. Simples assim. Um jogo de esconde-esconde que vira uma caça mortal dentro de uma mansão luxuosa.
Casamento Sangrento tem aquela energia de sexta-feira 13 raiz: perseguição, sangue e sobrevivência. Mas ele também tem um humor ácido delicioso. Você fica tenso e dá risada nervosa ao mesmo tempo.
A personagem da Samara Weaving começa meio perdida na situação, mas rapidamente assume o controle e vira praticamente um símbolo de resistência. É aquele terror que diverte enquanto faz você se encolher no sofá.
Se a ideia é algo agitado, com crítica à elite e uma protagonista que não aceita virar vítima fácil, pode apertar o play sem medo.
🧠 Corra!
Aqui o medo não vem correndo com faca na mão. Ele vem sorrindo, oferecendo chá e fazendo comentários “estranhos demais pra serem normais”.
Dirigido por Jordan Peele, Corra! é aquele terror que começa sutil. Você assiste e pensa: “Ok… tem algo errado aqui”. E esse algo errado vai crescendo, crescendo… até explodir.
É um filme que mistura suspense psicológico com crítica social de um jeito muito inteligente. O desconforto é constante. Não é sobre susto fácil, é sobre tensão emocional. Sobre olhar pra tela e sentir que tem alguma coisa muito fora do lugar.
Pra uma sexta-feira 13 mais reflexiva, mas ainda assim perturbadora, ele funciona demais.
🍽️🔥 O Menu
Quer algo diferente, mas ainda tenso? Então imagina um jantar superexclusivo em uma ilha isolada. Tudo chique, minimalista, elegante… até você perceber que o cardápio inclui algo muito mais sombrio do que comida.
Com Ralph Fiennes e Anya Taylor-Joy no elenco, O Menu é aquele terror sofisticado que incomoda de forma silenciosa. Não é correria. Não é gritaria o tempo todo. É tensão crescente.
Cada prato servido parece uma provocação. Uma crítica. Um aviso. E você vai ficando cada vez mais desconfortável, tentando entender onde aquilo vai parar.
Ele combina com sexta-feira 13 porque brinca com a ideia de destino inevitável. De estar preso em um lugar onde as regras já foram definidas — e não por você.
A AMC apresentou o primeiro teaser da terceira temporada de Entrevista com o Vampiro e, em poucos segundos de prévia, já ficou claro que a série está pronta para iniciar um novo capítulo sem perder a essência que conquistou público e crítica. A grande virada da vez coloca Lestat no centro dos holofotes como uma estrela do rock, abraçando a fama, o espetáculo e a exposição pública. Ainda assim, por trás das luzes do palco, continuam pulsando as mesmas feridas emocionais que sempre definiram o personagem.
No teaser, Lestat, interpretado por Sam Reid, concede uma entrevista a Daniel Molloy, vivido por Eric Bogosian. A cena remete diretamente à estrutura narrativa que sustenta a série desde o início, mas com uma mudança significativa de perspectiva. Se antes acompanhávamos Louis revisitando seu passado e sua relação conturbada com Lestat, agora é o próprio Lestat quem assume a palavra. E ele faz isso com confiança, carisma e uma dose evidente de provocação.
A transformação do vampiro em astro do rock não soa como exagero. Pelo contrário, parece um desdobramento natural de sua personalidade expansiva, vaidosa e apaixonada pela própria imagem. Lestat sempre demonstrou fascínio pelo protagonismo. O palco, a música e a idolatria coletiva funcionam quase como uma extensão de sua identidade. Ele não apenas aceita a exposição, ele a deseja.
No entanto, o teaser revela que nem mesmo a fama é capaz de silenciar o passado. Quando Daniel menciona Louis, interpretado por Jacob Anderson, a postura de Lestat muda. O discurso seguro ganha nuances de tensão. O olhar denuncia que a história entre os dois continua sendo um ponto sensível. É nesse detalhe que a prévia demonstra maturidade narrativa. A série não se limita ao espetáculo visual. Ela permanece ancorada no conflito emocional.
Baseada na obra literária The Vampire Chronicles, de Anne Rice, a adaptação televisiva acompanha o relacionamento complexo entre Louis de Pointe du Lac e Lestat de Lioncourt. Desde a primeira temporada, a produção construiu uma narrativa marcada por paixão intensa, manipulação, dependência emocional e disputas de poder. O romance entre os dois nunca foi apresentado como algo simples ou idealizado. Ele é contraditório, profundo e, muitas vezes, doloroso.
A série foi oficialmente encomendada em junho de 2021, após a AMC Networks adquirir, no ano anterior, os direitos de propriedade intelectual de dezoito romances de Anne Rice. A aposta demonstrava confiança no potencial de um universo já consolidado na literatura. Antes mesmo da estreia da primeira temporada, exibida em 2 de outubro de 2022, a produção já havia sido renovada para um segundo ano, sinalizando a segurança do canal no projeto.
A recepção confirmou a expectativa. A crítica destacou a qualidade da escrita, a riqueza dos figurinos, a trilha sonora envolvente e o cuidado estético do design de produção. Mais do que isso, ressaltou a força das interpretações centrais. Jacob Anderson construiu um Louis introspectivo e melancólico, enquanto Sam Reid apresentou um Lestat sedutor, imprevisível e emocionalmente complexo. A química entre os dois tornou-se o grande diferencial da série.
A segunda temporada aprofundou conflitos e ampliou o alcance da narrativa, consolidando o drama como uma das produções mais sofisticadas do gênero. Em junho de 2024, a confirmação da terceira temporada reforçou a solidez da franquia dentro do catálogo da AMC.
O novo teaser indica que a história seguirá explorando um dos temas centrais da série: quem controla a narrativa. Ao assumir uma entrevista pública e se colocar como figura midiática, Lestat não apenas busca visibilidade. Ele também tenta moldar a própria versão dos acontecimentos. A fama se torna, assim, uma ferramenta de reconstrução de imagem. Contudo, a memória é um território instável, e a presença de Daniel Molloy como entrevistador garante que as perguntas difíceis não serão evitadas.
Além do sucesso nos Estados Unidos, a série ampliou sua presença internacional ao longo de 2023. Estreou na Alemanha pelo canal Sky, chegou à AMC España e também foi exibida na Austrália pela ABC Television e pelo serviço ABC iview. O alcance global reforça a atualidade do universo criado por Anne Rice, que continua dialogando com diferentes gerações.
A nova fase promete equilibrar espetáculo e introspecção. De um lado, festas, música e plateias lotadas. De outro, dilemas internos, memórias fragmentadas e relações inacabadas. Esse contraste entre o brilho externo e a vulnerabilidade interna é o que sustenta a força dramática da série.
Entrevista com o Vampiro nunca se limitou ao sobrenatural. A imortalidade, aqui, funciona como metáfora para questões humanas muito concretas. Solidão, culpa, desejo de pertencimento e necessidade de ser visto atravessam a narrativa. Ao transformar Lestat em astro do rock, a terceira temporada amplia essas reflexões. O personagem passa a lidar com uma exposição que vai além do íntimo. Ele se torna público.
Em 2026, o streaming deixou de ser apenas passatempo de fim de semana para virar palco de histórias que cutucam feridas bem reais. Entre paixões que ultrapassam limites, disputas carregadas de tensão e tramas de ficção científica que conversam diretamente com a pressão estética e o culto à imagem, as plataformas estão investindo em narrativas que incomodam na medida certa — e continuam ecoando depois que os créditos sobem.
Para o mês de fevereiro, selecionamos cinco estreias que merecem atenção. São produções que passam por uma epidemia ligada à busca obsessiva pelo “corpo perfeito”, romances que nascem em cenários improváveis, jogos de poder marcados por desejo e histórias que colocam personagens diante de escolhas difíceis, daquelas que mudam tudo. Mais do que tendências do catálogo, são obras que refletem inseguranças, ambições e contradições do nosso tempo — e fazem a pergunta inevitável: até onde você iria para ter aquilo que mais deseja?
The Beauty transforma a obsessão pela perfeição em um pesadelo fashion sci-fi
Em um cenário onde filtros digitais, procedimentos estéticos e promessas milagrosas dominam o imaginário coletivo, The Beauty surge como uma das produções mais provocativas do ano. Criada por Ryan Murphy e Matthew Hodgson, a série adapta a HQ de Jeremy Haun e Jason A. Hurley para transformar o universo da alta-costura em palco de um thriller de ficção científica mergulhado no body horror. A produção estreou no FX e no FX on Hulu em 21 de janeiro de 2026, cercada de curiosidade — e polêmica.
A premissa é tão sedutora quanto assustadora: um vírus sexualmente transmissível começa a circular entre jovens adultos e figuras influentes da indústria da moda. Seus efeitos iniciais são “milagrosos”. Quem é infectado se transforma em uma versão fisicamente perfeita de si mesmo. Pele lisa, traços harmoniosos, corpos esculturais. A transformação acontece de forma rápida, quase mágica — como se a ciência tivesse finalmente encontrado o atalho definitivo para o ideal estético contemporâneo.
O problema é que o efeito colateral não demora a aparecer.
Supermodelos internacionais começam a morrer de maneiras brutais e inexplicáveis. O glamour das passarelas dá lugar a cenas de horror explícito, em que o corpo humano se torna território de colapso. É nesse contexto que entram os agentes do FBI Cooper Madsen e Jordan Bennett, enviados a Paris para investigar as mortes que já começam a chamar atenção global. Conforme a investigação avança, eles percebem que não estão diante de um assassino comum, mas de algo muito maior — uma conspiração corporativa que mistura biotecnologia, ambição e manipulação em escala mundial.
O elenco reforça o peso dramático da trama. Evan Peters entrega uma atuação intensa e ambígua, transitando entre o ceticismo profissional e o desconforto moral diante do que descobre. Anthony Ramos e Jeremy Pope ajudam a construir o clima de tensão crescente, enquanto Rebecca Hall adiciona sofisticação e mistério à narrativa. Já Ashton Kutcher assume um papel-chave ligado à engrenagem corporativa que sustenta o surto — uma figura poderosa que acredita estar revolucionando o mundo, mesmo que isso signifique destruí-lo.
A série não economiza na crítica social. Murphy já declarou que enxerga The Beauty como uma resposta direta à chamada “cultura do Ozempic” e à obsessão moderna por transformações físicas aceleradas por medicamentos. A produção questiona até que ponto a sociedade está disposta a arriscar saúde, identidade e até a própria vida para alcançar padrões irreais de aparência.
Esse debate não é novo na carreira de Murphy — basta lembrar de Nip/Tuck, que explorava os bastidores da cirurgia plástica e os limites da vaidade humana. A diferença é que, em The Beauty, o subtexto vira texto. O horror deixa de ser simbólico e se torna visceral. As cenas de transformação e deterioração corporal flertam com o grotesco, reforçando o gênero body horror e aproximando a série de produções que usam o desconforto físico como metáfora social.
Visualmente, a obra investe em contrastes marcantes. De um lado, desfiles luxuosos em Paris, festas exclusivas em Veneza e encontros secretos em Roma. Do outro, laboratórios escondidos, corpos em decomposição e corredores de hospitais lotados. A estética elegante intensifica o choque quando o horror explode em cena, criando um jogo constante entre sedução e repulsa.
À medida que o vírus se espalha e a droga apelidada de “A Beleza” se torna objeto de desejo global, a pergunta central da série ecoa: o que realmente significa ser belo? E mais importante — quem lucra com essa definição?
Rivalidade Ardente traz um amor proibido em um romance que desafia o esporte
Entre confrontos violentos no gelo e olhares que dizem mais do que qualquer coletiva de imprensa, Heated Rivalry transforma o universo do hóquei profissional em cenário para uma das histórias de amor mais intensas do streaming recente. A série canadense — conhecida no Brasil como Rivalidade Ardente — foi criada, escrita e dirigida por Jacob Tierney para a plataforma Crave, adaptando o segundo livro da série Game Changers, de Rachel Reid.
A trama acompanha Shane Hollander e Ilya Rozanov, interpretados por Hudson Williams e Connor Storrie. Eles são os maiores talentos da fictícia Major League Hockey (MLH), jogando em times rivais: o Boston Raiders e o Montreal Metros. A rivalidade remete diretamente ao histórico embate entre Boston Bruins e Montreal Canadiens na National Hockey League — uma das disputas mais tradicionais do esporte.
Mas o que começa como competição feroz dentro da arena ganha contornos muito mais complexos fora dela.
Shane e Ilya vivem um romance secreto que atravessa anos, temporadas e fases distintas de suas vidas. Enquanto o mundo os enxerga como inimigos naturais no gelo, longe das câmeras eles compartilham vulnerabilidades, desejos e medos que não podem ser expostos publicamente. Em um ambiente esportivo ainda marcado por conservadorismo e expectativas rígidas sobre masculinidade, assumir um relacionamento poderia significar arriscar contratos milionários, reputações e até suas trajetórias profissionais.
A série constrói essa tensão com sensibilidade e intensidade. Shane enfrenta o processo de compreender e aceitar a própria sexualidade em meio à pressão da mídia e da torcida. Ilya, por sua vez, carrega o peso de expectativas familiares e culturais que o empurram para uma vida pública cuidadosamente controlada. Entre viagens, campeonatos e encontros furtivos em hotéis, o relacionamento dos dois evolui de atração impulsiva para um vínculo profundo e duradouro.
O elenco de apoio reforça a densidade dramática, com nomes como François Arnaud, Christina Chang, Sophie Nélisse e Dylan Walsh, que ajudam a expandir o universo da liga, explorando bastidores, contratos, conflitos internos e as engrenagens que movem o esporte profissional.
Produzida pela Accent Aigu Entertainment em parceria com a Bell Media, a série teve pré-estreia no Image+Nation LGBTQ+ Film Festival, em Montreal, em novembro de 2025 — um indicativo claro de seu posicionamento como obra relevante dentro da representatividade LGBTQ+ no audiovisual esportivo. As filmagens aconteceram na província de Ontário, com Hamilton servindo como locação para recriar cidades como Nova Iorque e Moscou.
Após a estreia na Crave, em 28 de novembro de 2025, Heated Rivalry ganhou distribuição internacional pela HBO Max, além de chegar a outros territórios por meio da Neon e da Movistar Plus+. O resultado foi imediato: críticas positivas destacaram a química arrebatadora entre os protagonistas, o roteiro emocionalmente honesto e a direção segura de Tierney. A produção se tornou o maior sucesso original da Crave até hoje e registrou números expressivos também na HBO Max, consolidando-se como um fenômeno global.
Se Esse Amor Desaparecesse Hoje prova que o amor pode sobreviver até à perda da memória
Dirigido por Kim Hye-young, o romance sul-coreano Se Esse Amor Desaparecesse Hoje (título original em coreano) aposta em uma premissa delicada e emocionalmente devastadora: como construir um amor quando a memória simplesmente não acompanha o coração?
A história acompanha Han Seo-yun, interpretada por Shin Si-ah, uma estudante do ensino médio que vive sob uma condição rara e desafiadora: amnésia anterógrada. Isso significa que, ao acordar todas as manhãs, ela não consegue se lembrar do que viveu no dia anterior. Cada novo dia é, literalmente, uma página em branco. Amigos precisam reapresentar situações. Conversas precisam ser retomadas do zero. Emoções precisam ser reconstruídas com pistas deixadas em diários, bilhetes e gravações.
Enquanto colegas se preocupam com provas e paixões adolescentes, Seo-yun enfrenta algo muito maior: a impossibilidade de acumular memórias afetivas.
É nesse cenário que surge Kim Jae-won, vivido por Choo Young-woo. Quando os dois começam a namorar, a rotina da jovem ganha novos contornos. Mesmo sem lembrar do dia anterior, Seo-yun passa a descobrir, repetidamente, que está apaixonada. Todos os dias, ela precisa confiar nas anotações que escreveu, nas fotos no celular e nas palavras de Jae-won para acreditar que aquele sentimento é real — e que não é apenas uma ilusão construída por terceiros.
O filme constrói sua força justamente nessa repetição emocional. Há algo profundamente tocante em assistir uma personagem se apaixonar pela mesma pessoa várias vezes, como se fosse sempre a primeira. Ao mesmo tempo, essa dinâmica levanta questionamentos delicados: até que ponto confiar no outro é seguro quando sua própria memória não pode confirmar nada?
E é aí que a trama ganha uma camada extra de tensão. Sem que Seo-yun perceba, Jae-won esconde um segredo capaz de transformar completamente o futuro dos dois. A revelação — cuidadosamente conduzida ao longo da narrativa — coloca em xeque não apenas o relacionamento, mas também a noção de proteção e verdade. Ele age por amor? Por culpa? Ou por medo de perder alguém que talvez nunca consiga se lembrar dele da mesma forma?
O elenco se completa com Jo Yoo-jung, que contribui para ampliar o universo emocional da protagonista, mostrando como amigos e familiares também precisam se adaptar a essa realidade frágil e imprevisível.
Love Me, Love Me aposta em paixão e tensão adolescente na Itália
Mudar de país já é desafiador. Fazer isso enquanto ainda se tenta sobreviver à dor da perda é ainda mais. É assim que conhecemos June, protagonista de Love Me, Love Me. Depois da morte do irmão, ela deixa tudo para trás e se muda para a Itália em busca de um recomeço. A nova paisagem é deslumbrante, mas por dentro ela ainda carrega um vazio difícil de explicar.
Na escola de elite onde passa a estudar, tudo parece perfeito demais: uniformes impecáveis, festas sofisticadas, alunos que aparentam ter a vida sob controle. Só que não demora para June perceber que aquela perfeição é só fachada. Por trás dos sorrisos e das boas notas, há segredos, rivalidades e escolhas perigosas.
É nesse cenário que surge o conflito central da história.
De um lado está James — impulsivo, provocador, envolvido em lutas clandestinas de MMA. Ele tem fama de problemático, mas também carrega uma intensidade que mexe com June desde o primeiro encontro. James não promete estabilidade, mas oferece algo cru, verdadeiro, quase explosivo.
Do outro lado está Will, o melhor amigo de James. Educado, responsável, gentil. O tipo de garoto que faz qualquer mãe respirar aliviada. Com ele, June encontra acolhimento em meio ao caos emocional que ainda enfrenta. Começar um relacionamento com Will parece a escolha certa. A escolha segura.
Só que o coração raramente segue o caminho mais previsível.
Enquanto tenta entender seus próprios sentimentos, June descobre que as aparências naquela escola enganam — e muito. Pessoas confiáveis escondem mentiras. Relações aparentemente sólidas são frágeis. E o passado de alguns colegas pode ser mais sombrio do que ela imagina. Aos poucos, o romance adolescente ganha contornos de suspense emocional, em que cada revelação muda o rumo da história.
O longa é dirigido por Roger Kumble, conhecido por explorar relações intensas e personagens movidos por desejo e conflito. O roteiro, assinado por Veronica Galli e Serena Tateo, aposta em diálogos diretos e emoções à flor da pele, sem medo de mergulhar nas contradições dos protagonistas.
No elenco, Mia Jenkins constrói uma June vulnerável, mas longe de ser passiva — alguém que erra, hesita e aprende no processo. Pepe Barroso Silva dá a James uma mistura de arrogância e fragilidade que o torna mais complexo do que o rótulo de “valentão”. Já Luca Melucci interpreta Will com doçura e contenção, criando um contraste que sustenta a tensão do triângulo amoroso. Ao redor deles, nomes como Andrea Guo, Michelangelo Vizzini, Madior Fall e Vanessa Donghi ajudam a compor o universo competitivo e cheio de camadas da escola.
Baseado no primeiro livro da tetralogia escrita por Stefania S., o filme já nasce com potencial de continuidade. Caso conquiste o público no Prime Video, a história de June pode se expandir para novos capítulos, aprofundando as consequências das escolhas feitas aqui.
Uma Mente Excepcional mistura humor afiado e investigação policial com protagonista improvável
E se a pessoa mais brilhante da sala fosse justamente aquela que ninguém costuma notar? Essa é a provocação central de Uma Mente Excepcional, série criada por Drew Goddard para a ABC e inspirada na produção franco-belga HPI.
A trama acompanha Morgan Gillory, interpretada por Kaitlin Olson, uma mãe solteira de três filhos que trabalha como faxineira no Departamento de Polícia de Los Angeles. À primeira vista, ela parece apenas mais uma funcionária invisível nos corredores do prédio. Mas Morgan tem um QI de 160 e uma capacidade de observação fora do comum. Enquanto limpa mesas e organiza arquivos, ela absorve informações, identifica padrões e enxerga conexões que passam despercebidas até pelos investigadores mais experientes.
Tudo muda quando, quase por acaso, ela resolve um caso complexo apenas reorganizando provas que estavam fora de ordem. Seu raciocínio rápido e pouco convencional chama atenção da chefia, e Morgan é convidada a atuar como consultora civil na Divisão de Crimes Graves do Los Angeles Police Department (LAPD).
É aí que começa o verdadeiro conflito.
Morgan passa a trabalhar ao lado do detetive Adam Karadec, vivido por Daniel Sunjata. Metódico, disciplinado e adepto de protocolos rígidos, Karadec representa tudo o que Morgan não é. Enquanto ele confia em procedimentos e evidências formais, ela aposta na intuição, na leitura corporal e em associações aparentemente improváveis. O choque de estilos gera tensão constante — mas também resultados surpreendentes.
Completando o trio principal está Selena Soto, chefe da unidade interpretada por Judy Reyes, que precisa equilibrar os talentos extraordinários de Morgan com a necessidade de manter a credibilidade da divisão.
Apesar de seguir a estrutura clássica de casos semanais, Uma Mente Excepcional vai além do procedural tradicional. A série equilibra humor leve — muitas vezes puxado pelo jeito espontâneo e direto de Morgan — com drama familiar e mistério de longo prazo. Fora do trabalho, ela enfrenta os desafios reais de criar três filhos sozinha, lidar com contas atrasadas e com a sensação constante de não se encaixar em lugar nenhum.
Há ainda uma trama que atravessa os episódios e adiciona peso emocional à narrativa: o desaparecimento de Roman, pai de sua filha Ava, ocorrido 15 anos antes. Ao ganhar acesso aos recursos do LAPD, Morgan passa a investigar o caso por conta própria, determinada a descobrir o que realmente aconteceu. Essa busca pessoal humaniza a personagem e impede que a série se torne apenas mais uma história sobre “gênios excêntricos resolvendo crimes”.
A TV Globo leva mais magia e leveza para a programação da Sessão da Tarde desta sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026, com a exibição de “Fada Madrinha”, comédia fantástica lançada originalmente em 2020. O longa é uma opção leve e divertida para quem busca uma história encantadora sobre autoconfiança, amizade e a importância de acreditar em si mesmo.
Intitulado originalmente Godmothered, o filme acompanha Eleanor, uma jovem fada madrinha ainda em treinamento que descobre que sua profissão está ameaçada de extinção. Determinada a provar que as fadas ainda são necessárias no mundo moderno, ela decide agir por conta própria e atender ao pedido de ajuda de uma garota cuja solicitação foi ignorada.
O problema é que o pedido não é recente. Ao chegar ao “mundo real”, Eleanor descobre que a menina em questão cresceu. Mackenzie, agora adulta, é uma mãe viúva que perdeu a fé em finais felizes e vive sobrecarregada com responsabilidades. A partir desse encontro improvável, nasce uma jornada repleta de situações inusitadas, lições de vida e momentos de humor.
No papel da fada aprendiz está Jillian Bell, que conduz a personagem com carisma e ingenuidade encantadora. Já Isla Fisher interpreta Mackenzie, equilibrando emoção e leveza em uma atuação que dialoga tanto com o público infantil quanto com os adultos. O elenco ainda conta com nomes como Jane Curtin e June Squibb.
A direção é assinada por Sharon Maguire, conhecida por trabalhos que combinam humor e sensibilidade. O roteiro foi escrito por Kari Granlund e Melissa Stack, trazendo uma abordagem contemporânea ao clássico conceito das fadas madrinhas e questionando o que realmente significa ter um “final feliz” nos dias atuais.
Produzido pela Walt Disney Pictures, o longa foi desenvolvido a partir de 2019, com filmagens realizadas em Boston no início de 2020. O lançamento aconteceu diretamente no Disney+, em dezembro daquele ano, período em que muitas produções migraram para o streaming.
Além do elenco original, a versão exibida na televisão brasileira conta com dublagem de vozes conhecidas do público, como Patrícia Scalvi, Priscilla Concepcion, Sylvia Salustti e Rosa Maria Baroli, garantindo familiaridade e conexão para quem acompanha animações e produções da Disney no país.
O que esperar do filme?
A história aposta fortemente no contraste entre fantasia e realidade. De um lado, há o mundo encantado das fadas madrinhas, repleto de regras antiquadas e ideias tradicionais sobre “felizes para sempre”. Do outro, está o cotidiano corrido e imperfeito de uma mulher real, que enfrenta trabalho, maternidade e frustrações pessoais. Esse choque de universos gera momentos cômicos, mas também reflexões sobre expectativas irreais e a pressão para corresponder a um ideal romântico.
Outro ponto que o público pode esperar é uma protagonista carismática e desajeitada. A fada em treinamento não é perfeita, não domina completamente seus poderes e comete erros ao tentar ajudar. Essa imperfeição torna a narrativa mais humana e acessível, principalmente para as crianças, que enxergam nela alguém em processo de aprendizado. Ao mesmo tempo, os adultos se identificam com a personagem que perdeu a fé nos finais felizes e precisa redescobrir sua própria força.
Visualmente, é possível esperar uma estética vibrante, com figurinos marcantes e efeitos especiais que reforçam o clima fantasioso sem exageros. A direção de Sharon Maguire privilegia o tom acolhedor, mantendo o ritmo dinâmico e acessível para todas as idades.
Neste sábado, 28 de fevereiro de 2026, a Record TV leva ao ar, na faixa Cine Aventura, o filme Nerve: Um Jogo Sem Regras, um suspense tecnológico que combina romance, adrenalina e uma crítica direta à cultura da superexposição nas redes sociais. Lançado em 2016, o longa conquistou o público jovem ao transformar um simples jogo online em um verdadeiro teste de coragem — e de limites.
Dirigido por Henry Joost e Ariel Schulman, com roteiro assinado por Jessica Sharzer, o filme é inspirado no livro homônimo da escritora Jeanne Ryan. No elenco principal estão Emma Roberts, Dave Franco e Juliette Lewis, que entregam atuações marcadas pela intensidade e pela química em cena.
A história acompanha Venus “Vee” Delmonico (Emma Roberts), uma adolescente inteligente e talentosa que vive em Staten Island e sonha em estudar arte fora da cidade. No entanto, o luto pela morte recente do irmão mais velho torna o ambiente familiar delicado, fazendo com que ela adie seus próprios planos para não ferir ainda mais a mãe.
Enquanto Vee hesita em dar o próximo passo em sua vida, sua melhor amiga, Sydney, vive mergulhada no Nerve, um jogo de desafios transmitido ao vivo pela internet. A dinâmica é simples: usuários se inscrevem como “jogadores” ou “observadores”. Os jogadores cumprem tarefas enviadas pelos espectadores e, quanto mais ousadas e arriscadas forem as missões, maior a recompensa em dinheiro e popularidade.
Provocada por Sydney por ser “certinha” demais, Vee decide se inscrever no jogo quase como um ato impulsivo. Seu primeiro desafio é beijar um estranho. É assim que ela conhece Ian (Dave Franco), que também está participando do Nerve. O encontro, inicialmente despretensioso, rapidamente ganha a atenção do público online, que passa a acompanhar cada passo da dupla.
Da empolgação ao perigo real
O que começa como uma brincadeira ousada evolui para desafios cada vez mais extremos. Incentivados pelos espectadores, Vee e Ian atravessam Manhattan cumprindo tarefas que envolvem experimentar roupas de luxo sem pagar, fazer tatuagens inesperadas e até pilotar uma motocicleta em alta velocidade com os olhos vendados.
A adrenalina, a estética vibrante da cidade à noite e a crescente conexão entre os dois transformam o casal nos favoritos do público. O número de visualizações sobe, o dinheiro aumenta e a sensação de invencibilidade toma conta.
Mas o jogo cobra seu preço.
Sydney, incomodada com a ascensão meteórica da amiga, aceita um desafio arriscado durante uma festa: atravessar uma escada posicionada entre dois prédios. O medo fala mais alto, ela desiste e acaba eliminada da competição. O episódio marca o início de uma ruptura na amizade das duas.
Ao mesmo tempo, Vee descobre que Ian havia recebido a missão secreta de levá-la até aquela festa e provocar um conflito entre as amigas — tudo para gerar mais audiência. A revelação expõe o lado manipulador do Nerve, que transforma relações pessoais em espetáculo.
Um sistema que não aceita desistências
À medida que os desafios se tornam mais perigosos, Vee percebe que está presa em algo muito maior do que imaginava. Quando tenta procurar ajuda e denunciar o jogo, não é levada a sério. Como punição, todo o dinheiro da conta bancária que divide com a mãe desaparece.
Ela descobre então a existência de uma terceira categoria dentro do Nerve: os “prisioneiros”. São jogadores que tentaram abandonar o jogo ou denunciá-lo e acabaram sendo chantageados digitalmente. Ian revela que ele e outro participante, Ty, já perderam um amigo durante um desafio e tiveram suas vidas destruídas ao tentar expor o esquema.
Enquanto isso, o amigo hacker de Vee, Tommy, tenta desativar o sistema com a ajuda de outros jovens especialistas em tecnologia. Porém, o Nerve opera como uma rede descentralizada: cada celular conectado funciona como parte do servidor. Derrubar o jogo significa convencer as próprias pessoas a saírem dele.
A final que choca o público
A competição chega ao clímax em uma rodada final tensa e perturbadora. Vee e Ian são colocados frente a frente e recebem a ordem de atirar um no outro. A decisão depende do voto dos espectadores, que acompanham tudo em tempo real.
Quando a maioria vota a favor do disparo, o filme escancara sua principal crítica: a facilidade com que o anonimato e a distância da tela podem transformar pessoas comuns em cúmplices de atos extremos.
O tiro é disparado e Vee aparentemente morre, deixando Ian devastado. Mas a cena é parte de um plano arriscado. Com a ajuda de Ty, ela encena a própria morte para chocar o público e forçar o colapso do sistema.
Simultaneamente, Tommy e os hackers conseguem revelar as identidades reais dos espectadores que votaram pelo assassinato, enviando uma mensagem direta: “Você é cúmplice.” O choque faz com que milhares de usuários abandonem o jogo ao mesmo tempo, derrubando os servidores e encerrando o Nerve.
Os fãs de doramas BL já podem anotar na agenda: Unexpectedly Naughty Fukami estreia no dia 6 de abril e promete entregar romance, tensão e aquela química irresistível que conquista o público logo nos primeiros episódios.
A produção será estrelada por Kashio Atsuki e Miyazaki Yuu, que assumem os papéis centrais da trama. A história acompanha Kaji, um funcionário bonito, carismático e extremamente popular no escritório onde trabalha. Confiante e um tanto narcisista, ele está acostumado a chamar atenção por onde passa.
Tudo muda quando ele conhece Fukami. Em um primeiro momento, Kaji afirma para si mesmo que jamais se envolveria com alguém como ele. Determinado e seguro de suas próprias escolhas, ele acredita ter total controle sobre seus sentimentos. No entanto, uma viagem muda completamente o rumo da história.
Durante a estadia, Kaji vê Fukami sair do banho e, nesse instante aparentemente simples, descobre um lado inesperado e encantador que o deixa completamente desarmado. A partir daí, a certeza dá lugar à dúvida, e o que era rejeição começa a se transformar em curiosidade e atração.
“Unexpectedly Naughty Fukami” aposta justamente nesse contraste entre aparência e vulnerabilidade, orgulho e entrega. A série deve explorar o desenvolvimento da relação entre os dois protagonistas, misturando momentos leves, tensão romântica e aquele clima típico das produções BL japonesas que conquistam pela delicadeza e pela intensidade emocional.
A Sessão da Tarde desta segunda, 2 de março, traz uma comédia repleta de ação, carisma e muito brilho. A clássica faixa vespertina apresenta Miss Simpatia 2: Armada e Poderosa, sequência estrelada por Sandra Bullock que conquistou o público ao misturar universo policial com concursos de beleza e situações completamente improváveis.
Lançado originalmente como Miss Congeniality 2: Armed and Fabulous, o longa dá continuidade à história da agente do FBI Gracie Hart. Depois de impedir um atentado durante o concurso Miss Estados Unidos no primeiro filme, Gracie se torna uma celebridade nacional. O problema é que a fama atrapalha — e muito — sua vida como agente secreta. Agora conhecida do grande público, ela já não consegue mais trabalhar infiltrada.
Para aproveitar a popularidade repentina, o FBI decide transformá-la na nova “cara” oficial da agência. Em vez de perseguir criminosos, Gracie passa a circular por programas de televisão, dar entrevistas e até oferecer dicas de moda. A agente durona que mal sabia usar salto alto se vê, de repente, promovendo sua imagem em atrações como Live with Regis and Kelly e The Oprah Winfrey Show, além de divulgar seu próprio livro.
Se no início ela resiste à nova função, aos poucos começa a gostar da atenção. O problema é que nem todos levam essa transformação a sério. Dentro da própria corporação, Gracie ganha o apelido irônico de “Barbie do FBI”, especialmente por parte de sua nova parceira, a agente Sam Fuller, interpretada por Regina King. Sam é transferida de Chicago para Nova York e designada como guarda-costas de Gracie — uma missão que nenhuma das duas recebe com entusiasmo.
A tensão entre elas é imediata. Sam é prática, séria e pouco paciente com o estrelismo involuntário da colega. Já Gracie ainda tenta equilibrar sua essência de agente com a nova rotina glamourosa. A relação começa marcada por atritos, mas a dinâmica entre as duas é um dos pontos altos do filme, trazendo diálogos afiados e situações cômicas que exploram o contraste de personalidades.
A história ganha novo rumo quando Cheryl Frazier, atual Miss Estados Unidos e amiga de Gracie, e o apresentador Stan Fields são sequestrados em Las Vegas. Mesmo contra as ordens do FBI, que não quer arriscar perder sua “mascote”, Gracie decide agir. Oficialmente, ela viaja à cidade para participar de uma conferência de imprensa, acompanhada por Sam. Extraoficialmente, está determinada a resolver o caso.
A investigação leva a dupla a ambientes inusitados, incluindo um clube drag onde precisam improvisar uma performance musical para conseguir informações. A sequência, que envolve interpretações inspiradas em Tina Turner e uma personagem caracterizada como Dolly Parton, é um dos momentos mais divertidos do longa e reforça o tom leve da produção.
Dirigido por John Pasquin, o filme aposta na mistura de comédia física, situações absurdas e uma trama policial relativamente simples, mas eficiente para sustentar o ritmo. Embora não tenha repetido o mesmo impacto cultural do primeiro filme, a sequência mantém o carisma de Sandra Bullock como seu principal trunfo. A atriz consegue equilibrar vulnerabilidade, humor e ação, tornando Gracie uma personagem fácil de torcer.
Com orçamento de aproximadamente 60 milhões de dólares e arrecadação superior a 100 milhões mundialmente, o longa mostrou desempenho modesto nas bilheterias, mas consolidou seu espaço na televisão aberta, tornando-se presença frequente em sessões da tarde e maratonas de comédia.
Na terça, 3 de março, a emissora apresenta o emocionante drama Father Stu, exibido no Brasil com o título “Luta Pela Fé: A História do Padre Stu”. Inspirado em fatos reais, o longa acompanha a trajetória intensa e transformadora de Stuart Long, um homem que saiu dos ringues de boxe para os púlpitos da Igreja Católica, marcando a vida de muitas pessoas com sua fé e perseverança.
Estrelado por Mark Wahlberg, o filme apresenta Stuart como um jovem de temperamento forte, determinado e acostumado a enfrentar desafios físicos. Sua carreira como boxeador, no entanto, é interrompida de forma abrupta após uma lesão séria, obrigando-o a abandonar o esporte que sempre definiu sua identidade. Sem saber exatamente qual caminho seguir, Stu decide tentar a sorte como ator e se muda para Los Angeles em busca de novas oportunidades.
É nesse período de incertezas que ele conhece Carmen, interpretada por Teresa Ruiz, uma professora católica dedicada e de fé inabalável. Encantado por ela, Stu começa a frequentar a igreja inicialmente com a intenção de se aproximar. O que começa como um gesto motivado por interesse amoroso logo se transforma em algo muito mais profundo.
Um grave acidente de moto muda completamente o rumo de sua vida. Confrontado com a fragilidade da própria existência, Stuart passa a refletir sobre seus erros, seus impulsos e o vazio que sente apesar de toda a postura confiante que sempre exibiu. A experiência traumática funciona como um divisor de águas, despertando nele um chamado espiritual inesperado.
A decisão de se tornar padre não é simples. Stu carrega um histórico de brigas, orgulho e comportamentos autodestrutivos que entram em choque com a imagem tradicional de um sacerdote. Seu pai, vivido por Mel Gibson, representa parte dessa resistência, refletindo conflitos familiares e emocionais mal resolvidos. A mãe, interpretada por Jacki Weaver, também enfrenta o desafio de entender a transformação do filho.
Dirigido por Rosalind Ross, o filme aposta em uma narrativa direta e emocional, explorando não apenas a fé, mas também as falhas humanas. “Luta Pela Fé” não retrata Stuart como um homem perfeito após sua conversão. Pelo contrário, mostra que sua personalidade intensa continua presente, agora canalizada para defender aquilo em que acredita. Sua franqueza e linguagem simples aproximam fiéis e pessoas afastadas da religião, tornando-o um padre pouco convencional, mas profundamente autêntico.
Outro ponto marcante da história é a batalha de Stu contra uma doença degenerativa que surge posteriormente, limitando seus movimentos e impondo novas provações físicas. Para alguém que construiu sua identidade na força do corpo, enfrentar a fragilidade se torna mais um teste de fé. Ainda assim, ele transforma o sofrimento em instrumento de conexão com aqueles que também enfrentam dores e desafios.
Com orçamento modesto de cerca de 4 milhões de dólares e arrecadação superior a 20 milhões mundialmente, o longa encontrou seu público principalmente pela força de sua mensagem e pela curiosidade em torno da história real de Stuart Long, que viveu entre 1963 e 2014. Mark Wahlberg, que também produziu o filme, demonstra envolvimento pessoal com o projeto, entregando uma atuação comprometida, marcada por intensidade e vulnerabilidade.
Nesta quarta, 4 de março, o grande destaque é a comédia brasileira Tire 5 Cartas. Estrelado por Lilia Cabral e Stepan Nercessian, o filme entrega uma história leve, espirituosa e cheia de personalidade, daquelas que misturam risadas com um toque de emoção e identidade cultural.
No centro da trama está Fátima, uma mulher de 60 anos que já viveu grandes sonhos e algumas decepções. Anos atrás, ela deixou São Luís, no Maranhão, decidida a conquistar o Rio de Janeiro com sua voz. Queria ser cantora, brilhar nos palcos, ouvir aplausos. Mas a vida, como costuma acontecer, seguiu por outro caminho. O sucesso não veio, as oportunidades não se concretizaram e ela precisou se reinventar.
É aí que surge sua nova versão: Fátima, a taróloga. Sentada diante de uma mesa cheia de cartas e símbolos místicos, ela atende clientes aflitos em busca de respostas sobre amor, dinheiro e futuro. Só que existe um pequeno detalhe que torna tudo ainda mais divertido. Suas previsões não vêm exatamente de um dom sobrenatural. Com a ajuda do marido Lindoval, ela pesquisa a vida dos clientes nas redes sociais antes das consultas e transforma informações simples em “revelações” surpreendentes.
Lindoval é cúmplice em todos os sentidos. Interpretado por Stepan Nercessian, ele é um eterno apaixonado pela música e faz cover de Sidney Magal, mantendo viva, de forma bem-humorada, a ligação do casal com o universo artístico. Entre figurinos extravagantes e apresentações cheias de charme, ele representa o parceiro fiel que embarca nas loucuras da esposa sem pensar duas vezes.
A rotina de pequenas armações e consultas místicas sai do controle quando um anel valioso aparece misteriosamente na casa de Fátima. Sem saber como a joia foi parar ali, ela e Lindoval acabam se envolvendo em uma confusão perigosa com criminosos interessados no objeto. De repente, a vida tranquila dá lugar a uma fuga às pressas.
O destino os leva de volta ao Maranhão. O retorno à terra natal não é apenas uma estratégia para despistar os bandidos, mas também um reencontro com o passado. Lá, Fátima descobre que herdou um antigo casarão da família e precisa lidar com a irmã, com quem mantém uma relação marcada por distâncias e ressentimentos antigos. O que começa como uma fuga se transforma em uma oportunidade inesperada de reconciliação e recomeço.
O grande charme do filme está justamente nessa mistura de comédia e humanidade. Fátima é exagerada, dramática, cheia de frases de efeito e segurança quando fala do destino alheio. Mas, no fundo, carrega frustrações e medos como qualquer pessoa. Ela passou a vida tentando prever o futuro dos outros, mas nunca conseguiu antecipar os próprios tropeços.
A direção de Diego Freitas aposta em um humor caloroso, valorizando as raízes maranhenses e a cultura local. A cidade, os costumes e os personagens secundários ajudam a dar textura à história, tornando o filme mais do que uma simples comédia de situação.
Lilia Cabral brilha ao construir uma protagonista intensa e carismática. Sua Fátima é ao mesmo tempo engraçada e vulnerável. O público ri de suas armações, mas também se identifica com seus sonhos interrompidos e com a necessidade de encontrar um novo sentido para a própria vida. A química com Stepan Nercessian reforça o tom leve da narrativa, criando momentos de cumplicidade que aquecem a tela.
Na Sessão da Tarde de quinta, 4 de março, a emissora apresenta a versão moderna de Annie, musical inspirado no clássico da Broadway que conquistou gerações. Colorido, atual e embalado por novas canções, o longa traz uma releitura contemporânea da história da órfã mais otimista do cinema.
Na trama, conhecemos Annie, vivida por Quvenzhané Wallis, uma garota esperta e cheia de esperança que vive em um orfanato no Brooklyn. Apesar das dificuldades e da rotina dura imposta pela senhora Hannigan, Annie mantém um olhar positivo sobre o mundo. Seu maior sonho é reencontrar os pais biológicos, que um dia prometeram voltar para buscá-la.
A responsável pelo orfanato é a amarga senhorita Hannigan, interpretada por Cameron Diaz. Diferente das vilãs tradicionais, esta versão aposta em um tom mais cômico e exagerado. Hannigan é desorganizada, sarcástica e claramente frustrada com a própria vida, o que acaba rendendo momentos divertidos ao longo do filme.
O rumo da história muda quando Annie cruza o caminho de Will Stacks, um empresário bilionário e candidato à prefeitura de Nova York, vivido por Jamie Foxx. Após salvá-la de um acidente em plena rua, Stacks percebe que o gesto pode render bons pontos em sua campanha eleitoral. A ideia de acolher Annie temporariamente surge como uma estratégia de marketing, cuidadosamente planejada por sua equipe.
O que começa como uma jogada política vai, aos poucos, se transformando em algo mais sincero. Na luxuosa mansão de Stacks, Annie conquista os funcionários, especialmente Grace, sua dedicada assistente, e começa a quebrar as barreiras emocionais do empresário. Acostumado a viver cercado de números, metas e compromissos, ele se vê diante da espontaneidade e da doçura da menina.
Dirigido por Will Gluck, o filme transporta a história clássica para a Nova York contemporânea, com celulares, redes sociais e estratégias políticas modernas. A produção apostou em uma trilha sonora renovada, com participação de Jay-Z como produtor musical, trazendo novas versões para canções icônicas como “Tomorrow”.
A trajetória do longa até as telas também passou por mudanças. Inicialmente anunciado em 2011, o projeto teria Will Smith e Jay-Z como produtores, e a jovem Willow Smith cotada para viver a protagonista. Com o tempo, o elenco e a direção foram redefinidos até chegar à versão final lançada nos cinemas.
Com orçamento estimado em 65 milhões de dólares e arrecadação global superior a 130 milhões, o filme encontrou seu público principalmente entre famílias e fãs de musicais leves. Embora tenha dividido opiniões da crítica, conquistou espaço como entretenimento despretensioso e acessível.
O coração da história continua sendo a força do otimismo infantil. Annie representa aquela capacidade rara de acreditar que dias melhores virão, mesmo quando as circunstâncias parecem desfavoráveis. Sua presença ilumina ambientes, transforma relações e faz com que adultos endurecidos revisitem sentimentos esquecidos.
Para fechar a semana com emoção, a Globo exibe o tocante drama The Art of Racing in the Rain, conhecido no Brasil como “Meu Amigo Enzo”. Baseado no livro homônimo de Garth Stein, o filme acompanha a trajetória do piloto Denny Swift, interpretado por Milo Ventimiglia. Ambicioso e talentoso nas pistas, Denny vive em busca de seu espaço no automobilismo profissional. Mas, longe dos autódromos, sua maior corrida é equilibrar sonhos, família e desafios inesperados.
Tudo começa quando ele adota um filhote carismático chamado Enzo. O cão, que ganha voz na narração de Kevin Costner, não é apenas um companheiro de quatro patas. Ele se torna observador atento da vida humana, refletindo sobre sentimentos, escolhas e aprendizados com uma sensibilidade que surpreende.
Enzo cresce ao lado de Denny e acompanha cada fase de sua vida. Quando o piloto conhece Eve, vivida por Amanda Seyfried, o cachorro também passa a fazer parte dessa nova dinâmica familiar. O relacionamento floresce, o casal constrói uma vida juntos e a chegada da pequena Zoe transforma a casa em um lar ainda mais completo.
Mas, assim como nas corridas, a vida traz curvas perigosas. Problemas de saúde, conflitos familiares e batalhas judiciais colocam Denny à prova de maneiras que ele jamais imaginou. Em meio às dificuldades, Enzo permanece firme, observando tudo com a esperança de que seu dono consiga aplicar nas adversidades as mesmas técnicas que usa nas pistas: foco, paciência e coragem.
O grande diferencial do filme é justamente essa perspectiva canina. Enzo acredita que, ao compreender profundamente os humanos, poderá evoluir espiritualmente e, quem sabe, voltar em outra vida como uma pessoa. Suas reflexões sobre amor, perda e persistência dão à narrativa um tom poético e delicado.
Dirigido por Simon Curtis, o longa aposta em uma fotografia sensível e em cenas de corrida que contrastam com momentos intimistas dentro de casa. O roteiro equilibra drama familiar com a paixão pelo automobilismo, mostrando que a verdadeira vitória nem sempre acontece sob aplausos, mas sim nas pequenas escolhas diárias.
A indústria dos animes já começa a olhar com atenção para uma das estreias mais aguardadas de 2026. “Daemons of the Shadow Realm”, nova adaptação animada baseada no mangá criado por Hiromu Arakawa, ganhou recentemente um trailer oficial que revela um pouco mais do universo de fantasia e ação que promete conquistar o público. A autora, conhecida mundialmente por obras de enorme sucesso como Fullmetal Alchemist, retorna agora com uma história inédita que mistura elementos sobrenaturais, drama familiar e batalhas intensas.
A estreia da série está marcada para 4 de abril de 2026, com exibição inicial às 23h30 no Japão pela emissora Tokyo MX e outros canais locais. A produção do anime é assinada pelo estúdio Bones Film, responsável por diversos projetos de destaque na animação japonesa e conhecido por entregar trabalhos visualmente sofisticados e sequências de ação bem elaboradas.
A trama apresenta um mundo onde alguns humanos possuem a capacidade de controlar criaturas sobrenaturais chamadas Daemons. Esses seres surgem sempre em duplas e estabelecem uma ligação direta com seus mestres, criando um sistema de poder que influencia profundamente o equilíbrio daquele universo. É nesse cenário que a narrativa acompanha os irmãos gêmeos Yuru e Asa, separados ainda na infância por circunstâncias misteriosas.
Anos depois, cada um segue seu próprio caminho sem saber exatamente o destino do outro. No entanto, conforme crescem, os dois começam a descobrir que possuem habilidades incomuns e que podem estar ligados a uma antiga profecia. Segundo essa lenda, eles teriam o potencial de controlar todos os Daemons existentes — um poder capaz de mudar completamente o rumo daquele mundo.
A busca pelo reencontro acaba levando os dois protagonistas a atravessar diferentes territórios e enfrentar inimigos perigosos. Durante essa jornada, novas revelações surgem e indicam que o destino dos irmãos está diretamente ligado a uma ameaça muito maior. Aos poucos, Yuru e Asa percebem que somente unidos poderão impedir uma possível destruição que se aproxima.
O trailer divulgado recentemente oferece um primeiro vislumbre da atmosfera da série. As imagens destacam cenários amplos, criaturas sobrenaturais impressionantes e sequências de combate intensas. Ao mesmo tempo, o material também sugere que a relação entre os protagonistas será um dos pilares emocionais da história, explorando temas como destino, família e responsabilidade.
O mangá que inspira o anime começou a ser publicado em dezembro de 2021 na revista japonesa Monthly Shōnen Gangan, publicação tradicional da editora Square Enix. O anúncio da obra ocorreu alguns meses antes, em 2021, como parte das celebrações pelos 20 anos de Fullmetal Alchemist, um dos títulos mais influentes da carreira de Arakawa.
Desde então, a série vem construindo uma base sólida de leitores. Os capítulos são reunidos em volumes encadernados e, até novembro de 2025, onze volumes já haviam sido publicados no Japão. O crescimento constante do mangá e a popularidade da autora acabaram tornando a adaptação animada praticamente inevitável.
A confirmação do anime veio durante um painel especial da Anime Expo, realizado em julho de 2025. O anúncio gerou grande repercussão entre fãs e especialistas do setor, principalmente pela combinação de um estúdio respeitado com uma obra que já demonstrava potencial narrativo.
Na parte técnica, o projeto reúne nomes experientes da indústria. A direção é assinada por Masahiro Andō, enquanto a composição da série e o roteiro ficam a cargo de Noboru Takagi. O design dos personagens foi desenvolvido por Nobuhiro Arai, e a trilha sonora é composta por Kenichiro Suehiro, responsável por criar a ambientação musical da história.
Outro detalhe importante é que a produção já confirmou que o anime terá duas temporadas exibidas de forma consecutiva, permitindo que a adaptação explore a história com mais profundidade e acompanhe de perto o desenvolvimento dos personagens.
A trilha musical também promete ter papel marcante na experiência da série. A abertura será a canção “Tobu Toki” (“Hora de Voar”), interpretada pelo artista japonês Vaundy. Já o tema de encerramento será “Tobō yo” (“Vamos Voar”), cantado por Yama.
Para o público internacional, a distribuição já está garantida. A plataforma de streaming Crunchyroll confirmou que transmitirá a série para diversos países, permitindo que fãs acompanhem os episódios próximos à exibição japonesa. No Sudeste Asiático, a licença da produção foi adquirida pela empresa Muse Communication.
Poucos livros de aventura são tão conhecidos quanto Os Três Mosqueteiros, romance de Alexandre Dumas que atravessou séculos conquistando leitores de diferentes gerações. Nesta adaptação de Ana Maria Machado, o clássico francês ganha uma versão mais acessível, pensada especialmente para novos leitores. O resultado é uma leitura dinâmica e envolvente, mas que inevitavelmente simplifica alguns dos aspectos mais complexos da obra original.
A história se passa na França do século XVII e acompanha D’Artagnan, um jovem impulsivo que deixa sua cidade natal rumo a Paris com o sonho de se tornar um mosqueteiro do rei. Logo no início da jornada ele conhece Athos, Porthos e Aramis, três soldados que dão nome à obra e que se tornam seus aliados em uma série de aventuras marcadas por duelos, intrigas políticas e disputas de poder.
O famoso lema “um por todos e todos por um” resume bem o espírito da narrativa. A amizade entre os quatro protagonistas é o grande motor da história e funciona como elemento central da trama. Alexandre Dumas constrói personagens carismáticos, cada um com características bem definidas, o que ajuda a tornar a leitura ágil e cheia de momentos memoráveis.
No entanto, ao revisitar o livro hoje, é possível perceber que parte do seu prestígio também vem da força do imaginário que ele construiu ao longo do tempo. A narrativa é divertida, mas em vários momentos se apoia mais na sucessão de aventuras do que em um aprofundamento real dos personagens ou dos conflitos políticos apresentados.
A presença do Cardeal Richelieu como antagonista político e da sedutora Milady de Winter como vilã principal adiciona tensão à história, mas esses personagens muitas vezes aparecem mais como figuras simbólicas do que como indivíduos complexos. Milady, por exemplo, é lembrada como uma das grandes vilãs da literatura, mas sua construção narrativa depende bastante de estereótipos clássicos de manipulação e traição.
Ao mesmo tempo, a trama romântica envolvendo D’Artagnan e Constance Bonacieux acrescenta um tom emocional à história, embora esse relacionamento também seja tratado de forma relativamente simples. A narrativa privilegia a ação e o ritmo acelerado das aventuras, o que faz com que algumas relações e motivações sejam desenvolvidas de maneira superficial.
A adaptação realizada por Ana Maria Machado cumpre bem o papel de apresentar esse universo para leitores mais jovens. A linguagem é clara e direta, e a estrutura da história é organizada de forma a manter o ritmo da leitura. No entanto, como acontece em muitas adaptações de clássicos, parte da riqueza do texto original acaba sendo reduzida para tornar a narrativa mais ágil.
Isso não significa que a obra perca completamente seu valor. Os Três Mosqueteiros continua sendo um marco da literatura de aventura justamente porque criou personagens icônicos e um universo cheio de energia. A mistura de duelos, conspirações e amizades inquebráveis ainda funciona como entretenimento literário.
Por outro lado, a leitura contemporânea também revela que o romance reflete muitos dos padrões narrativos de sua época. A divisão clara entre heróis e vilões, a idealização da honra e da coragem masculina e a presença limitada de personagens femininas mais complexas são elementos que hoje podem parecer um pouco datados.
Mesmo com essas limitações, o livro mantém seu charme. Alexandre Dumas conseguiu criar uma narrativa que valoriza o espírito de aventura e a lealdade entre amigos, elementos que continuam despertando o interesse de leitores ao redor do mundo.
O livro está disponível para leitura e compra em livrarias e também no site oficial da Global Editora responsável pela publicação. A nova edição permite que leitores contemporâneos tenham acesso a essa adaptação do clássico de Alexandre Dumas, apresentada por Ana Maria Machad.
O público brasileiro terá a chance de assistir antecipadamente a Devoradores de Estrelas, nova ficção científica estrelada por Ryan Gosling (de La La Land e Blade Runner 2049). A Sony Pictures confirmou que o longa ganhará sessões comerciais antecipadas em formatos especiais neste sábado, 14 de março, em diversas cidades do Brasil.
As exibições serão limitadas e acontecerão em praças selecionadas, incluindo São Paulo, Campinas, Ribeirão Preto, São Caetano do Sul, Taboão da Serra, Florianópolis, Niterói, Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre, Recife, Cuiabá, Goiânia, Brasília, Fortaleza, Belo Horizonte, Salvador, Manaus e Maceió. A estreia oficial do filme está marcada para 19 de março em todo o país.
O longa é dirigido pela dupla Phil Lord e Christopher Miller, cineastas conhecidos por projetos como Homem-Aranha no Aranhaverso, vencedor do Oscar de Melhor Animação, além de trabalhos populares como Uma Aventura LEGO e Anjos da Lei. Agora, os diretores deixam o território da animação e da comédia para mergulhar em uma grande aventura espacial com forte base científica.
A trama acompanha Ryland Grace, um professor de ciências que desperta sozinho dentro de uma espaçonave a anos-luz da Terra. O problema é que ele não se lembra de quem é nem de como chegou ali. Aos poucos, enquanto sua memória começa a retornar, Grace percebe que está no centro de uma missão crucial para o futuro da humanidade.
A nave faz parte de uma operação científica chamada Projeto Fim do Mundo, criada para investigar um fenômeno alarmante: o Sol está gradualmente perdendo energia, o que pode levar à extinção da vida na Terra. A missão de Grace é descobrir a causa desse fenômeno e encontrar uma solução antes que seja tarde demais.
A jornada acontece a cerca de 11,9 anos-luz do planeta, em um cenário de completo isolamento. Para cumprir a missão, o protagonista precisa recorrer a tudo o que sabe sobre ciência, engenharia e sobrevivência no espaço. A investigação envolve uma substância misteriosa que parece estar drenando a energia do Sol e ameaçando todo o sistema solar.
O que começa como uma missão solitária, no entanto, ganha novos contornos ao longo da narrativa. Em meio ao desconhecido, Grace acaba encontrando uma forma inesperada de companhia, algo que muda completamente a dinâmica da história e transforma a jornada em algo mais humano do que simplesmente científico.
O roteiro do filme foi escrito por Drew Goddard, responsável pela adaptação de Perdido em Marte, outro grande sucesso da ficção científica contemporânea estrelado por Matt Damon. Assim como aquele projeto, “Devoradores de Estrelas” também é baseado em um livro do escritor Andy Weir, autor conhecido por misturar ciência realista com histórias de aventura espacial.
O romance original se tornou um best-seller do The New York Times, chamando atenção de Hollywood pela forma acessível com que apresenta conceitos científicos complexos dentro de uma narrativa envolvente.
Além de Ryan Gosling, o elenco conta com nomes como Sandra Hüller (de Anatomia de uma Queda), Ken Leung (Lost), Milana Vayntrub (This Is Us) e Lionel Boyce (The Bear), formando um elenco que combina talentos do cinema e da televisão.