Venom: Tempo de Carnificina agita a Tela Quente com ação e o vilão mais temido da Marvel nesta segunda (08)

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Nesta segunda-feira, 8 de setembro, a Tela Quente, da TV Globo, leva ao ar um dos filmes mais aguardados da franquia de anti-heróis da Marvel: Venom: Tempo de Carnificina. A produção dá sequência ao sucesso de 2018, trazendo de volta o jornalista Eddie Brock, interpretado por Tom Hardy, e aprofundando ainda mais sua complexa e turbulenta relação com o simbionte alienígena Venom.

Desta vez, porém, o perigo é ainda maior: surge o vilão Cletus Kasady, vivido por Woody Harrelson, que se transforma no temido Carnificina, um dos inimigos mais icônicos e brutais das HQs da Marvel. O longa mescla cenas de ação eletrizantes, humor ácido e conflitos emocionais, ao mesmo tempo em que amplia o universo sombrio e imprevisível de Venom.

No início do filme, Eddie Brock tenta reconstruir sua carreira jornalística após os acontecimentos do primeiro longa. É nesse contexto que ele consegue uma entrevista exclusiva com o serial killer Cletus Kasady, preso em regime de segurança máxima. O que parecia apenas uma matéria de impacto se transforma em um pesadelo: durante o contato com Eddie, Kasady entra em contato com resquícios do simbionte e acaba se tornando hospedeiro de uma criatura muito mais instável e sanguinária, o Carnificina.

A partir daí, a narrativa ganha contornos intensos. De um lado, Eddie e Venom continuam tentando equilibrar uma convivência quase impossível, marcada por brigas e momentos cômicos que lembram o clássico conceito de “casal improvável”. De outro, Kasady e sua parceira, Frances Barrison / Shriek (Naomie Harris), formam uma dupla caótica, guiada pela violência e pela vingança. O confronto entre esses dois pares antagônicos coloca Eddie diante de dilemas não apenas físicos, mas também morais e existenciais.

Elenco: performances que dão peso ao universo Marvel

Um dos trunfos de “Tempo de Carnificina” está em seu elenco. Tom Hardy retorna com intensidade ao papel de Eddie Brock, explorando com habilidade tanto a vulnerabilidade do jornalista quanto a força descomunal do simbionte que carrega. Além disso, Hardy também participou do desenvolvimento do roteiro, ajudando a refinar diálogos e cenas para acentuar a química entre homem e criatura.

O destaque, entretanto, vai para Woody Harrelson, que entrega uma performance visceral como Cletus Kasady. O ator, inspirado em sua experiência em “Assassinos por Natureza” (1994), cria um vilão imprevisível, psicótico e perturbador. Sua interpretação dá ao Carnificina a aura de ameaça que os fãs esperavam desde sua primeira aparição na cena pós-créditos do filme de 2018.

Michelle Williams reprisa o papel de Anne Weying, ex-noiva de Eddie, funcionando como elo emocional da trama e contraponto humano ao caos que domina a vida do protagonista. Já Naomie Harris adiciona complexidade como Shriek, uma vilã com poderes sônicos devastadores e passado sombrio, que fortalece a ligação com Kasady. Outros nomes como Stephen Graham (detetive Mulligan) e Reid Scott (Dan Lewis) ampliam o arco narrativo, enriquecendo o contexto em torno do embate central.

Bastidores e direção de Andy Serkis

A direção de Andy Serkis, conhecido por seu trabalho com captura de movimento em produções como “O Senhor dos Anéis” e “Planeta dos Macacos”, elevou o nível técnico do filme. Serkis trouxe sua experiência para dar realismo às criaturas digitais, garantindo que Venom e Carnificina fossem visualmente impactantes e ao mesmo tempo expressivos, transmitindo emoções além da brutalidade.

A roteirista Kelly Marcel, que também trabalhou no primeiro filme, construiu o enredo em parceria com Hardy. O objetivo era dar mais profundidade ao relacionamento entre Eddie e Venom, mantendo o equilíbrio entre ação explosiva, humor ácido e drama. As filmagens ocorreram principalmente no Leavesden Studios, na Inglaterra, a partir de novembro de 2019, e foram marcadas pelo uso intensivo de efeitos visuais de ponta.

Desenvolvimento da sequência

Desde a concepção do primeiro “Venom”, a ideia era introduzir Carnificina como vilão em uma sequência. A aparição de Cletus Kasady na cena pós-créditos do filme de 2018 deixou claro o caminho a seguir. A escolha de Woody Harrelson foi considerada natural, especialmente por sua habilidade em viver personagens intensos e desequilibrados.

A produção passou por alguns ajustes. Inicialmente dirigida por Ruben Fleischer, o comando foi entregue a Serkis, devido à agenda do primeiro com “Zumbilândia 2”. Essa troca acabou sendo decisiva para o tom mais sombrio e psicológico da sequência.

Bilheteria e recepção

O filme estreou em 1º de outubro de 2021 nos Estados Unidos, após adiamentos causados pela pandemia da Covid-19. O resultado foi surpreendente: o longa arrecadou 90,1 milhões de dólares em seu fim de semana de estreia, tornando-se a maior abertura do período pandêmico até então e superando os números do primeiro filme.

Ao todo, o filme faturou 502 milhões de dólares mundialmente, sendo 213,5 milhões nos EUA e Canadá e 288,5 milhões em outros territórios. Os críticos dividiram opiniões: enquanto alguns elogiaram a química entre Hardy e Harrelson, além do humor característico, outros consideraram a trama apressada e com pouco espaço para desenvolvimento mais profundo. Ainda assim, o público abraçou o filme, consolidando a franquia como um dos grandes sucessos da Sony em parceria com a Marvel.

Conexões com o universo do Homem-Aranha

Outro ponto que empolgou os fãs foram as conexões estabelecidas com o universo do Homem-Aranha. O longa apresenta referências e participações especiais que preparam o terreno para encontros futuros entre Venom e o herói interpretado por Tom Holland. Essa expansão do universo compartilhado reforça a relevância do personagem no cenário atual das adaptações de quadrinhos.

Crítica | Os Estranhos: Capítulo 2 entrega suspense eficiente, mas reserva poucas surpresas

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Os Estranhos: Capítulo 2 chega às telonas mantendo a essência do terror que consagrou o primeiro filme da franquia. Dirigido por Renny Harlin, o longa se propõe a continuar a narrativa de suspense e medo, apostando na familiar combinação de perseguições implacáveis, vilões mascarados e uma atmosfera opressiva que prende o espectador desde os primeiros minutos. A trama retoma diretamente os eventos do primeiro filme, permitindo que os fãs da série se conectem imediatamente com a história e com o destino de Maya, a protagonista interpretada de maneira convincente.

O ponto alto do filme está justamente na construção do suspense. Harlin consegue explorar a tensão de maneira consistente, utilizando planos fechados, iluminação estratégica e momentos de silêncio perturbador que antecedem os ataques dos antagonistas. As perseguições de Maya são intensas e, em muitos momentos, sufocantes, fazendo com que o público sinta quase fisicamente a urgência e o medo da personagem. Esse cuidado na direção contribui para que Os Estranhos: Capítulo 2 mantenha a mesma fórmula de sucesso do primeiro filme, demonstrando que a continuidade da trilogia pode ser coesa e bem estruturada, especialmente considerando que Harlin filmou simultaneamente os três filmes planejados.

No entanto, nem tudo é novidade. A narrativa segue uma fórmula relativamente previsível: a protagonista sendo caçada por vilões mascarados em cenários confinados. Para espectadores mais atentos ou familiarizados com o gênero, certos momentos podem parecer repetitivos ou clichês. Ainda assim, a execução é o que salva a experiência. A tensão é construída de forma gradual e eficaz, e a atmosfera de terror é reforçada por efeitos sonoros e pela trilha que acentua a sensação de perigo iminente. Maya, ao enfrentar não apenas os vilões, mas também as consequências traumáticas dos eventos anteriores, adiciona uma camada psicológica à trama, tornando a história mais envolvente e emocionalmente carregada do que poderia parecer à primeira vista.

Outro ponto relevante é o trabalho técnico do filme. A fotografia contribui significativamente para a imersão, utilizando sombras e ângulos oblíquos para criar um clima constante de inquietação. A montagem mantém o ritmo adequado, alternando momentos de calma inquietante com picos de tensão que garantem sustos precisos, sem recorrer a exageros gratuitos. A direção de arte e os cenários reforçam a sensação de isolamento e vulnerabilidade, elementos centrais da narrativa de horror que o público já esperava.

Em termos de atuação, Maya se destaca como uma protagonista resiliente, que transmite de forma convincente medo, angústia e determinação. O elenco de apoio cumpre bem seu papel, embora os antagonistas mascarados permaneçam como figuras misteriosas, mais funcionais para o terror do que desenvolvidos como personagens. Essa escolha mantém o foco na experiência sensorial do terror, mas limita a profundidade narrativa.

Os Estranhos: Capítulo 2 é um filme de terror sólido e eficiente. Ele pode não revolucionar o gênero, mas oferece exatamente o que promete: uma sequência cheia de suspense, tensão e momentos de puro medo. Para os fãs da franquia, o filme cumpre sua função de dar continuidade à história de Maya de maneira coesa e emocionante. Já para os espectadores casuais, é uma experiência intensa, que garante sustos e mantém a atenção do início ao fim. A previsibilidade da trama é compensada pela execução primorosa do suspense, provando que, no terror, a maneira de contar a história muitas vezes vale tanto quanto a própria novidade narrativa.

Dupla Sena de Hoje | Resultado do concurso 2877 de sexta (24/10) – Prêmio estimado em R$ 1,3 mihão

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Nesta sexta-feira, 24 de outubro de 2025, milhões de brasileiros se preparam para mais uma noite de expectativa e emoção com o sorteio do concurso 2877 da Dupla Sena, uma das loterias mais aguardadas da Caixa Econômica Federal. A extração acontece às 20h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, na movimentada Avenida Paulista, em São Paulo. Para que nenhum detalhe passe despercebido, a transmissão será ao vivo pelos canais oficiais da Caixa e por portais parceiros, permitindo que jogadores de todas as regiões do país acompanhem cada número sorteado em tempo real.

Com um prêmio estimado em mais de R$ 1,3 milhão, o concurso desperta a imaginação de milhares de apostadores, que sonham em transformar suas vidas com apenas um bilhete premiado. O grande diferencial da Dupla Sena é oferecer duas oportunidades de vitória em um único concurso, com dois sorteios consecutivos, tornando cada aposta ainda mais emocionante e estratégica.

Resultados do concurso 2877

Primeiro Sorteio

162019
054425

Segundo Sorteio

144729
303425

Como funciona a Dupla Sena

A Dupla Sena se destaca por permitir que uma única aposta concorra a dois sorteios distintos, aumentando significativamente as chances de premiação. O primeiro sorteio define o prêmio principal da rodada, enquanto o segundo sorteio oferece uma nova oportunidade de vitória para quem não acertou todas as dezenas na primeira etapa.

Além do prêmio principal, destinado a quem acerta as seis dezenas, existem faixas de premiação para acertos de cinco, quatro ou três números em qualquer um dos dois sorteios. Essa estrutura garante múltiplas possibilidades de vitória, mantendo a expectativa renovada a cada etapa e transformando cada concurso em uma experiência única e envolvente.

Como apostar na Dupla Sena

Participar é simples e democrático. O jogador escolhe de 6 a 15 números entre os 50 disponíveis no volante. A aposta mínima de seis dezenas, no valor de R$ 3,00, já participa automaticamente dos dois sorteios, ampliando as chances de vitória.

A Caixa oferece ainda algumas ferramentas que tornam o jogo mais prático e divertido:

  • Surpresinha: os números são escolhidos aleatoriamente pelo sistema, ideal para quem prefere confiar na sorte.
  • Teimosinha: permite repetir a mesma aposta por até 12 concursos consecutivos, mantendo os números favoritos sempre em disputa.
  • Bolões oficiais: amigos, familiares ou colegas podem unir forças, dividir custos e aumentar as chances de vitória. Além de estratégica, essa modalidade transforma o jogo em momentos de confraternização, expectativa e emoção compartilhada.

História e curiosidades da Dupla Sena

Criada em 2001, a Dupla Sena rapidamente conquistou seu espaço entre as loterias mais populares do Brasil. O grande diferencial — dois sorteios em um único concurso — mantém o jogo sempre interessante, atraindo tanto apostadores veteranos quanto novos jogadores.

Alguns números se tornaram “queridinhos” dos apostadores, como 10, 23 e 34, embora todos os números tenham a mesma probabilidade de serem sorteados. Essa imprevisibilidade transforma cada concurso em uma experiência única, cheia de suspense e expectativa.

A emoção de concorrer duas vezes

O charme da Dupla Sena está na dupla emoção que proporciona. Cada sorteio é uma nova dose de adrenalina: o primeiro revela os primeiros vencedores, e o segundo oferece outra chance de mudança de vida. Para muitos, acompanhar os dois sorteios em sequência cria momentos intensos de tensão, expectativa e esperança.

Além da emoção, a possibilidade de premiações menores garante que, mesmo sem levar o grande prêmio, o jogador sinta o gosto da conquista e mantenha viva a magia de acreditar na sorte.

Aposte com responsabilidade

Apesar da empolgação, é importante lembrar que a Dupla Sena é um jogo de sorte e deve ser encarada como entretenimento. Definir limites, jogar com responsabilidade e valorizar a diversão acima do resultado é a melhor forma de aproveitar a experiência com segurança e equilíbrio.

Dupla Sena: mais que números, uma oportunidade de recomeço

Mais do que uma loteria, a Dupla Sena simboliza sonhos, possibilidades e esperança. Cada bilhete comprado representa desejos individuais — desde quitar dívidas até investir em projetos pessoais ou garantir estabilidade financeira.

A cada concurso, milhões de brasileiros se permitem imaginar uma vida diferente, sonhar com mudanças significativas e acreditar que a sorte pode sorrir a qualquer momento. A Dupla Sena prova que, mesmo em meio às dificuldades do cotidiano, a possibilidade de realizar sonhos mantém acesa a chama da esperança, unindo o país em torno da emoção de acreditar que tudo é possível.

Resumo da novela Celebridade de sábado, 03/05 (Viva)

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Abaixo, confira o resumo do capítulo 036 da novela Celebridade – sábado, 03 de maio de 2025 –

O clima é de pura tensão e emoção! Maria Clara mostra todo o seu lado sensível e solidário ao dar apoio a Beatriz, que está completamente abalada. Enquanto isso, Fernando tenta de tudo pra falar com Maria Clara — liga várias vezes, mas nada. Também passa pelo hospital, mas os dois acabam não se encontrando. É como se o destino estivesse brincando com eles.

Num canto do hospital, Laura acaba ouvindo um desabafo de Ana Paula. A moça reclama que Beatriz foi super grossa com ela só porque ela não anda com gente “importante”, não é popular, e ninguém imagina que ela vem de uma família rica. O comentário deixa Laura surpresa e com uma pulga atrás da orelha sobre o jeito esnobe de Beatriz.

Do outro lado, Cristiano toma uma atitude madura: pede desculpas ao filho, tentando consertar os erros do passado. Enquanto isso, Noêmia sofre em silêncio — amar Cristiano está dilacerando seu coração, principalmente por saber que ele não a vê da mesma forma.

Maria Clara está um farrapo emocional. Chora sozinha, cheia de angústia — está preocupada com Fábio, internado em estado grave, e ainda sente a ausência de Fernando, que não dá sinal de vida. No dia seguinte, finalmente, o telefone toca. Quem atende é Eliete, e é Fernando do outro lado da linha. Ele não entra em detalhes, mas avisa: está passando por um problema sério, muito sério.

E então vem o baque. Salvador aparece e solta a bomba: o pior aconteceu. Fernando, completamente em choque, desaba nos braços de Inácio, chorando como nunca. O mundo parece desabar pra todos ao redor.

Mais tarde, Maria Clara se anima ao saber que Fernando finalmente deu notícias, mas a felicidade dura pouco. Quando descobre que Fábio morreu, ela se desfaz em lágrimas, devastada. A dor se espalha como um veneno.

Beatriz, inconformada com a notícia, se recusa a aceitar a morte do filho. Num surto de desespero, invade a UTI, ignora as regras, e corre até o leito de Fábio. Ao ver o corpo, não aguenta — as lágrimas escorrem, e ela finalmente se rende à realidade mais cruel que uma mãe pode viver.

Enquanto isso, Caio observa Renato e fica boquiaberto com o cinismo do cara. Renato não demonstra um pingo de emoção com a morte do rapaz, e isso choca Caio, que percebe de vez o tipo de pessoa fria e calculista que Renato realmente é.

Darlene e Jaqueline, sempre ligadas em tudo que pode render assunto, se arrumam como se fossem pra uma festa — mas o destino é o velório. Querem estar lá, ver e serem vistas, mesmo no meio de tanta dor.

No velório, o clima é pesado. Maria Clara congela quando vê Fernando de mãos dadas com Beatriz, os dois abraçados diante do caixão de Fábio. A cena é forte, marcante. Ela sente o chão sumir. Não é só a dor da perda — é também o medo de perder Fernando pra sempre.

Pssica | Netflix revela trailer da minissérie impactante dirigida por Quico e Fernando Meirelles

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Foto: Rodrigo Maltchique/Netflix

No dia 20 de agosto, a Netflix abre as comportas de um Brasil raramente visto nas grandes telas com a estreia de “Pssica”, minissérie brasileira que promete arrepiar a pele e mexer com o coração. Com apenas quatro episódios, a produção é pequena no formato, mas gigante na ambição estética, social e narrativa.

Dirigida por Quico Meirelles e com um episódio assinado pelo pai, Fernando Meirelles (de “Cidade de Deus”), “Pssica” traz um retrato brutal, sensível e surpreendentemente poético da Amazônia que vive fora dos cartões-postais. A produção é baseada na obra homônima do escritor paraense Edyr Augusto, um cronista da violência, da beleza e das contradições do Norte brasileiro.

Uma maldição sobre os rios

A palavra que dá nome à série — pssica — carrega o peso de uma lenda. No imaginário popular amazônico, trata-se de uma maldição, um mal invisível que assombra quem tenta escapar de seu destino. E é justamente esse fio místico que costura as três histórias centrais da série.

Janalice (vivida por Domithila Cattete) é uma jovem raptada por uma rede de tráfico humano e lançada à própria sorte. Preá (interpretado com intensidade por Lucas Galvino) é um rapaz criado à margem da lei que, entre remos e balas, herda o comando de uma gangue de criminosos ribeirinhos — os “ratos d’água”. Já Mariangel (Marleyda Soto), que carrega as dores da guerra em seu olhar, atravessa os rios em busca de vingança pela chacina de sua família.

Esses três destinos se entrelaçam como as correntezas da própria Amazônia, num enredo que mistura denúncia social, realismo fantástico e thriller emocional.

Um Brasil que raramente vemos

Filmada em Belém e nos arredores da Amazônia Atlântica, “Pssica” impressiona não apenas pelo roteiro potente, mas pela escolha de locações autênticas e por sua equipe majoritariamente nortista. A série não tenta pasteurizar o Norte, mas sim ouvi-lo, habitá-lo e senti-lo em sua complexidade.

A fotografia exalta a beleza crua da região — rios de lama, palafitas, florestas cortadas por barcos barulhentos, becos molhados por chuvas tropicais. Mas há, também, uma paleta de cores emocionais: o vermelho da vingança, o azul dos sonhos interrompidos e o verde profundo de um Brasil esquecido.

“Conheci o livro há alguns anos e percebi que a leitura me apresentou temas urgentes e uma realidade que precisa ser discutida. Estou realizada ao saber que agora vamos lançar essa minissérie para que mais pessoas conheçam essas histórias”, conta Andrea Barata Ribeiro, uma das produtoras da série.

Potência nos bastidores

Além da direção de Quico e Fernando Meirelles, o time criativo de “Pssica” é liderado por nomes de peso como Bráulio Mantovani (indicado ao Oscar por “Cidade de Deus”), Fernando Garrido e Stephanie Degreas, responsáveis pelo roteiro. A produção é da O2 Filmes, com coprodução de Cristina Abi.

No elenco, um sopro de diversidade e novidade: Ademara, Ana Luiza Rios, Bruno Goya, Claudio Jaborandy, David Santos, Felipe Rocha, Gabriel Knoxx, Luca Dan, Maycon Douglas, Ricardo Teodoro, Sandro Guerra, Sendí Baré, Welket Bungué e Wesley Guimarães.

A presença de atores amazônidas e nordestinos em papéis centrais reforça o compromisso da obra com a representatividade regional e a autenticidade da narrativa.

A violência como legado, o afeto como resistência

“Pssica” é um grito silencioso vindo dos confins da floresta. Uma história sobre violência estrutural, tráfico humano, desigualdade, mas também sobre afeto, fé popular, sobrevivência e a busca por uma segunda chance.

Não há romantização dos traumas, mas há espaço para a emoção. As escolhas dos personagens, muitas vezes extremas, são retratadas com empatia. “A série fala daquilo que te molda quando tudo ao redor parece querer te destruir. Mas também mostra que há resistência nos corpos que sangram, nos olhos que choram, nas mãos que não se rendem”, comenta Quico Meirelles.

Por que assistir?

“Pssica” não é só mais uma série brasileira — é uma produção que ousa sair do eixo, que respira o Norte com sua linguagem própria e entrega drama, ação, poesia e denúncia em doses equilibradas. É um convite a ver o Brasil com outros olhos — mais abertos, mais atentos, mais humanos.

Se há uma “maldição” que paira sobre os personagens, talvez seja a mesma que atravessa grande parte dos brasileiros: o peso de nascer e viver à margem. Mas “Pssica” também mostra que existe beleza em cada tentativa de quebrar esse destino.

Uma comédia de milhões: “Tô Ryca!” agita a “Sessão da Tarde” desta quinta, 24 de julho, na TV Globo

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Foto: Reprodução/ Internet

Tem filme que chega na Sessão da Tarde com cheiro de pipoca estourando e sorriso garantido. E nesta quinta-feira, 24 de julho de 2025, a TV Globo exibe um desses: “Tô Ryca!”, comédia nacional que é puro carisma, crítica social disfarçada de gargalhada e uma protagonista que poderia ser sua vizinha — ou você mesma.

Lançado em 2016, dirigido por Pedro Antonio e estrelado pela multitalentosa Samantha Schmütz, o longa virou queridinho do público ao contar a história de Selminha, uma frentista simples e batalhadora que, do nada, descobre que pode ficar milionária. Mas não sem antes encarar um desafio pra lá de inusitado: gastar R$ 30 milhões em 30 dias, sem acumular nada, sem doar tudo e sem contar para ninguém. O tipo de dilema que parece divertido à primeira vista, mas que, no fundo, diz muito sobre quem somos, o que queremos e até onde estamos dispostos a ir por um sonho. As informações são do Adorocinema.

Uma protagonista que vale mais que o dinheiro

Selma Oléria da Silva, ou Selminha S.O.S., como é chamada por todos, é aquele tipo de personagem que a gente reconhece de longe: vive com pouco, mas sonha alto. Trabalha como frentista, segura a onda da vida com bom humor e já se acostumou a ter mais boletos do que descanso. Quando o destino coloca uma bolada absurda no seu caminho, é natural imaginar que ela vá mergulhar de cabeça em roupas de grife, carros importados e jantares estrelados. E ela mergulha, sim — mas tropeça, ri, se decepciona e, no fim, entende que a conta bancária pode até subir, mas quem ela é de verdade não tem preço.

O que começa como uma corrida maluca para gastar dinheiro vai, aos poucos, se tornando uma jornada sobre identidade, vaidade e pertencimento. Selminha aprende — e ensina — que o que realmente vale a pena a gente não encontra em shopping nem na bolsa de valores.

Elenco do filme

Parte da força de “Tô Ryca!” está na entrega do elenco. Samantha Schmütz (de Vai Que Cola e Zorra Total) está absolutamente à vontade no papel principal, misturando comédia escrachada com momentos de verdade emocional. Ela nos faz rir, claro, mas também nos faz pensar.

Ao lado dela, nomes como Katiuscia Canoro (Zorra Total, A Vila), Marcelo Adnet (Tá no Ar: A TV na TV, Amor de Mãe), Fabiana Karla (Avenida Brasil, Zorra), Marcus Majella (Vai Que Cola, Ferdinando Show) e Anderson Di Rizzi (Amor à Vida, Êta Mundo Bom!) formam um time que dá ritmo, leveza e química ao filme.

E tem também Marília Pêra (Baila Comigo, Pé na Cova), em sua última participação no cinema, interpretando a elegante e divertida Madame Claude. A presença dela é um presente para o público — e o filme, sabiamente, dedica sua memória à atriz que marcou gerações com talento e dignidade.

Riqueza que transborda a tela

Rodado em diversas locações do Rio de Janeiro, o filme tem aquela vibe de cidade grande cheia de contrastes. A Selminha que pega ônibus em Quintino e come coxinha na rua é a mesma que depois desfila de salto alto pela Barra da Tijuca. E o mais bonito é que o filme nunca ri dela — ri com ela. A comédia vem do exagero, do absurdo e das situações inusitadas, mas também da identificação. Todo mundo já quis ter um gostinho da vida dos ricos. E “Tô Ryca!” dá esse gostinho com tempero brasileiro.

Sucesso nos cinemas, carinho do público

Quando foi lançado em 2016, “Tô Ryca!” logo mostrou a que veio: fez mais de 1,1 milhão de espectadores nos cinemas e ganhou uma sequência anos depois. A crítica ficou dividida — alguns acharam raso, outros viram um bom exemplo de comédia popular bem feita. Mas uma coisa é certa: quem assistiu se divertiu, se envolveu e saiu da sessão com alguma coisa pra pensar.

O roteiro até pode lembrar o filme americano “Chuva de Milhões”, de 1985, mas o olhar aqui é 100% brasileiro. A luta de Selminha é a de muita gente: vencer sem perder a si mesma. Rir da tragédia sem se entregar ao cinismo. Seguir em frente com dignidade — mesmo quando a vida coloca um cartão black na sua mão.

Por que assistir — ou rever — “Tô Ryca!”?

Porque é leve, é engraçado, é atual. Porque tem piada com propósito, crítica embalada em glitter e uma protagonista que merece ser vista com atenção e carinho. Porque lembra que a gente pode rir da vida mesmo quando ela parece estar rindo da gente.

“Heróis de Fogo” aquece a Temperatura Máxima deste domingo (27/07), na TV Globo

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Neste domingo, 27 de julho de 2025, a TV Globo traz para a Temperatura Máxima o eletrizante e comovente filme “Heróis de Fogo” (Fire ou Ogon, no original), uma superprodução russa que mergulha nas entranhas do heroísmo cotidiano dos bombeiros e equipes de resgate. Dirigido por Alexey Nuzhny com produção e colaboração criativa de Konstantin Khabenskiy, o longa vai muito além da ação, propondo uma experiência emocional que celebra a bravura humana em seu estado mais puro.

Lançado originalmente em 2020 e já premiado em importantes cerimônias como a Águia Dourada — o equivalente russo ao Oscar —, “Heróis de Fogo” mistura drama, tensão, efeitos visuais impressionantes e um retrato sensível sobre as consequências psicológicas e familiares da profissão de risco.

Quando o fogo se torna personagem

De acordo com a sinopse do AdoroCinema, diferente de tantos filmes-catástrofe que exploram o espetáculo das tragédias naturais ou acidentes de grande escala, “Heróis de Fogo” parte do princípio de que o verdadeiro foco deve estar nas pessoas que enfrentam esse tipo de situação de forma cotidiana — e nem sempre reconhecida. A narrativa acompanha uma equipe de bombeiros da Sibéria que se vê diante de um incêndio florestal de proporções devastadoras, colocando não apenas suas habilidades técnicas à prova, mas também os limites físicos e emocionais de cada personagem.

O diretor Alexey Nuzhny adota uma abordagem que mistura o épico ao intimista. O fogo, elemento central da trama, é tratado quase como um personagem vivo: imprevisível, impiedoso, majestoso. Seus rugidos, sua luz e sua força ocupam a tela como um vilão silencioso e, ao mesmo tempo, fascinante.

Mas é na humanidade dos personagens que o longa encontra sua força real. O comandante Andrey Pavlovich Sokolov, vivido por Konstantin Khabenskiy, carrega o peso de decisões difíceis enquanto lida com uma relação conturbada com a filha, Ekaterina ‘Katya’ Sokolova (interpretada com intensidade por Stasya Miloslavskaya). O jovem recruta Roman Ilyin (Ivan Yankovskiy, premiado como Melhor Ator Coadjuvante) representa a nova geração de bombeiros: impetuoso, mas determinado.

Uma ode aos heróis invisíveis

Enquanto o mundo aplaude super-heróis com capas e poderes sobre-humanos, “Heróis de Fogo” aposta na construção de uma narrativa voltada para o real. Bombeiros, socorristas, paramédicos e pilotos de resgate são os verdadeiros protagonistas dessa história — e, por extensão, da vida real.

O roteiro equilibra habilmente momentos de pura adrenalina com instantes de pausa e introspecção. Uma das cenas mais marcantes do filme envolve uma mulher em trabalho de parto (vivida com emoção por Irina Gorbacheva, também premiada) sendo resgatada em meio a um incêndio que se alastra sem controle. A tensão desse momento é dilacerante, mas também profundamente humana.

O longa também oferece uma série de subtramas que ilustram os dilemas éticos e emocionais desses profissionais: o peso da responsabilidade, os traumas acumulados em campo, a solidão de quem está sempre de plantão quando o mundo se esconde do perigo.

Produção de alto nível e efeitos realistas

A Rússia tem investido cada vez mais em grandes produções cinematográficas com apelo internacional, e “Heróis de Fogo” é um ótimo exemplo dessa aposta. Com uma equipe técnica afiada e cenas filmadas em locações reais na Sibéria e outras regiões florestais do país, o filme oferece ao espectador uma sensação de imersão rara.

Os efeitos especiais, que concorreram à premiação da Águia Dourada, impressionam pela verossimilhança. Não há aqui o excesso típico de CGI que distorce a realidade: o fogo é captado com autenticidade, fazendo com que o espectador sinta o calor, o medo e a urgência de cada ação.

A trilha sonora, com composições dramáticas e discretas assinadas por talentosos músicos russos, reforça o tom emocional da obra. Já a fotografia aposta em contrastes entre a natureza indomada e a fragilidade humana, ressaltando a grandiosidade da missão de salvar vidas.

Elenco afinado e atuações emocionantes

A performance de Konstantin Khabenskiy é um dos pontos altos do filme. O ator — uma das figuras mais respeitadas do cinema russo — empresta dignidade, cansaço e profundidade ao comandante Sokolov. Sua presença em cena transmite a força de um líder que não se deixa abater, mesmo carregando feridas invisíveis.

Ivan Yankovskiy, neto do lendário ator russo Oleg Yankovskiy, entrega uma atuação vibrante como o impulsivo e idealista Roman. Sua trajetória ao longo do filme representa um arco de amadurecimento que toca em temas como sacrifício, coragem e lealdade.

Destaque também para Anton Bogdanov (como Kostik), Roman Kurtsyn (Sergey), Tikhon Zhiznevsky (Maksim) e o veterano Viktor Sukhorukov, que brilha como o piloto Okopych. Cada personagem é tratado com cuidado, evitando os clichês típicos de filmes de ação para dar lugar a figuras tridimensionais, com medos, falhas e virtudes.

Recepção e reconhecimento

O filme estreou em meio a um período conturbado na Rússia e no mundo, com o avanço da pandemia de COVID-19. Ainda assim, conseguiu se destacar tanto no circuito doméstico quanto internacional, chamando atenção pela qualidade técnica e pelo apelo universal da sua mensagem.

Na 20ª cerimônia das Águias Douradas, foi indicado a importantes categorias como Melhor Filme, Melhor Ator, Melhor Fotografia, Melhor Música e Melhores Efeitos Especiais. Levou para casa os prêmios de Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Atriz Coadjuvante e Melhor Som, consolidando seu prestígio como uma das obras cinematográficas mais relevantes da Rússia na década.

Apple TV+ revela trailer de “Pluribus”, nova série de Vince Gilligan – Um drama filosófico sobre infelicidade, protagonizado por Rhea Seehorn

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Foto: Reprodução/ Internet

Imagine um mundo onde ser feliz deixou de ser um ideal para se tornar uma obrigação. Onde sorrisos são fiscalizados, medos reprimidos e qualquer manifestação de tristeza é vista como um erro sistêmico a ser corrigido. É nesse cenário intrigante — e assustadoramente familiar — que nasce “Pluribus”, nova série criada por Vince Gilligan, o mesmo cérebro por trás de Breaking Bad e Better Call Saul.

O Apple TV+ revelou nesta sexta-feira, 25 de julho, a primeira imagem oficial da produção e, com ela, acendeu uma centelha de expectativa que se espalha rapidamente entre fãs, críticos e entusiastas da boa televisão. A estreia mundial está marcada para 7 de novembro, com os dois primeiros episódios disponibilizados de uma vez, seguidos por lançamentos semanais até 26 de dezembro. E antes mesmo de chegar às telas, a série já está renovada para uma segunda temporada — sinal de que a Apple sabe o que tem nas mãos. As informações são do Deadline.

E o que tem nas mãos? Uma história que tem tudo para cutucar feridas contemporâneas com precisão cirúrgica: “a pessoa mais infeliz da Terra precisa salvar o mundo da felicidade”.

A imagem que diz tudo e quase nada

Na imagem divulgada pela plataforma, vemos Rhea Seehorn — a brilhante intérprete de Kim Wexler em Better Call Saul — sentada sozinha em um banco de praça, sob um céu cinzento. Ela não chora. Também não sorri. Apenas… está. Ali, estática, desconectada de um mundo que parece ter seguido em frente sem ela.

É uma fotografia sutil, mas carregada de significado. A solidão não é um detalhe, é o cenário. E essa mulher, aparentemente comum, carrega um universo de ruídos dentro de si. O nome dela é Ellie Kimble, e ela não quer salvar ninguém — muito menos a si mesma.

Gilligan descreve a personagem como “alguém que desistiu de lutar, até descobrir que sua própria dor é a chave para evitar algo muito pior: a total homogeneização da emoção humana”.

Um mundo feliz demais

Pluribus parte de uma pergunta inquietante: e se a felicidade fosse tratada como uma política pública, um bem mensurável, imposto, cobrado, regulado? Em um mundo futurista, mas perigosamente parecido com o nosso, a tristeza se torna não apenas indesejável, mas ilegal. Algoritmos regulam sentimentos, remédios calibram o humor, empresas vendem experiências “positivas” em pacotes de assinatura.

E nesse cenário, surge Ellie — uma ex-funcionária pública com histórico de depressão resistente a tratamento, que se torna uma anomalia estatística. Alguém que não se encaixa. Que não melhora. E que, por isso mesmo, é convocada para cumprir uma missão que beira o absurdo: impedir que o mundo seja feliz demais.

Gilligan em novo território

Conhecido por transformar anti-heróis em figuras inesquecíveis — vide Walter White e Saul Goodman — Vince Gilligan agora se aventura em uma distopia emocional, onde os grandes vilões não são traficantes ou advogados corruptos, mas a padronização da experiência humana.

“Vivemos em uma era que patologiza qualquer desconforto. A tristeza virou defeito, não sinal de alerta. A série nasce do incômodo que sinto com isso”, disse Gilligan em entrevista recente. “Não é sobre fazer apologia à infelicidade. É sobre reconhecer que há valor na dor, no luto, na solidão. Que nem toda cura começa com um sorriso.”

A proposta de Pluribus é ousada — um drama filosófico com doses de ficção científica, suspense psicológico e crítica social. Algo entre The Leftovers e Black Mirror, mas com a pegada narrativa paciente e reflexiva que é marca registrada de Gilligan.

Rhea Seehorn: o centro do furacão

Quando se fala em potência emocional, Rhea Seehorn é uma das poucas atrizes capazes de carregar o silêncio com a mesma força de um monólogo. Sua performance em Better Call Saul foi um dos grandes trunfos da série, e sua ausência em indicações a prêmios gerou revoltas nas redes sociais.

Agora, ela protagoniza sua primeira série como a estrela absoluta. E não poderia ser mais merecido.

Ellie Kimble, sua personagem, não tem frases de efeito, nem heroísmo épico. Ela é frágil, cínica, arredia. Mas carrega consigo uma lucidez que o mundo ao seu redor parece ter perdido. “Ela não quer salvar o mundo. Só quer ser deixada em paz. E isso é revolucionário quando todos esperam que você sorria o tempo todo”, comentou Seehorn durante uma leitura do piloto.

Quem está por trás

A série é produzida pela Sony Pictures Television, com um time afiado de veteranos. Além de Gilligan, o projeto conta com nomes como Gordon Smith (roteirista de episódios icônicos de Breaking Bad), Alison Tatlock (Better Call Saul), Diane Mercer, Allyce Ozarski, e Jeff Frost. A produção executiva tem ainda Jenn Carroll, responsável por El Camino: Um Filme de Breaking Bad, e Trina Siopy, que passou por A Casa do Dragão.

O elenco também brilha pela diversidade e profundidade. Karolina Wydra interpreta uma executiva de tecnologia que vê na padronização emocional uma solução econômica. Carlos-Manuel Vesga, aclamado por seu trabalho em The Hijacking of Flight 601, vive um padre que desafia os dogmas da “felicidade compulsória”. Há ainda participações especiais de Miriam Shor e Samba Schutte, completando um painel rico de personagens que orbitam o epicentro existencial de Ellie.

Quando ser feliz vira imposição

A série é mais que uma crítica. É um espelho. Em tempos de redes sociais, filtros de alegria, coaches da plenitude e aplicativos que monitoram nosso sono e nossos passos, Pluribus soa como um sussurro incômodo: e se tudo isso for demais?

O drama não está em salvar o mundo de uma catástrofe física, mas de uma catástrofe emocional — a perda da autenticidade dos sentimentos.

“Estamos nos tornando incapazes de sofrer. E isso, paradoxalmente, nos torna menos humanos”, diz uma das personagens da série. A frase, simples, encapsula o espírito da obra: um chamado para resgatar a inteireza da condição humana — com suas alegrias, sim, mas também com suas dores.

Estreia em novembro: o início de um incômodo necessário

A primeira temporada de Pluribus terá nove episódios, com estreia global em 7 de novembro, exclusivamente no Apple TV+. Os dois primeiros episódios chegam juntos; depois, um novo a cada sexta-feira, encerrando a temporada no dia 26 de dezembro, ironicamente um feriado dedicado à celebração — e, quem sabe, à solidão silenciosa de muitos.

“The Boys” | Última temporada tem trailer revelado na Comic-Con 2025 e antecipa desfecho brutal, sangrento e inesquecível

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Foto: Reprodução/ Internet

Com o mundo de cabeça para baixo, uma sociedade dividida entre fascínio e medo, e super-heróis que mais parecem vilões de guerra, The Boys se prepara para sua despedida. A quinta e última temporada da série acaba de ganhar um trailer exclusivo revelado durante a San Diego Comic-Con 2025, deixando os fãs em polvorosa com a promessa de um encerramento épico, brutal e carregado de emoções extremas. O vídeo foi exibido com exclusividade durante o painel da série, que reuniu o elenco principal — incluindo Karl Urban, Jack Quaid, Erin Moriarty e Antony Starr — ao lado do criador Eric Kripke. Em tom direto, Kripke anunciou: “Estamos indo com tudo. Sem freios. Sem piedade. Essa é a guerra final entre os humanos e os Supers.” As informações são do Omelete.

A prévia começa com uma imagem desoladora: Homelander, ou Capitão Pátria, caminha lentamente por um espaço abandonado, seus passos ecoando como se cada batida fosse um presságio do que está por vir. A câmera passeia por casas vazias e destruídas, onde personagens como Frenchie, Hughie e Leitinho tentam se esconder do mundo em colapso. Logo em seguida, Billy Butcher aparece. Ele está abatido, envelhecido, visivelmente doente, mas sua determinação ainda pulsa forte. Ele reúne os Rapazes, sua equipe de justiceiros, para uma última missão que pode custar a vida de todos. Ainda assim, todos sabem que recuar já não é mais uma opção.

Em contraste com o desespero dos Rapazes, o trailer mostra Homelander sendo ovacionado em um grande auditório, rodeado por aplausos e adoração. A imagem do super-herói é tratada como uma figura divina, mesmo quando sua tirania se torna cada vez mais evidente. A manipulação da opinião pública e o culto à personalidade estão em seu ápice. Em meio a esse frenesi, uma participação inusitada chama atenção: o ator e produtor Seth Rogen aparece brevemente em uma cena cômica, antes que o tom do vídeo volte à sua brutalidade habitual. Explosões, perseguições, mutilações e combates sanguinários dominam a tela, prenunciando o caos absoluto.

Um dos momentos mais comentados da prévia é o retorno de Soldier Boy, personagem interpretado por Jensen Ackles. Visto anteriormente como morto, ele reaparece congelado em uma câmara de contenção. Homelander o observa através do vidro, em um confronto silencioso entre dois símbolos do nacionalismo distorcido que a série tanto critica. A tensão entre eles promete ser um dos pontos altos da temporada. Outro elemento crucial é o papel de Ryan, o filho de Homelander. Em uma breve, porém impactante aparição, o garoto surge com um olhar frio e calculista, sugerindo que o conflito final poderá ser também uma tragédia familiar de proporções devastadoras.

Saiba mais sobre a série

Desde sua estreia em 26 de julho de 2019 na Prime Video, a série americana deixou claro que não seria apenas mais uma série sobre super-heróis. Criada por Eric Kripke e baseada nos quadrinhos de Garth Ennis e Darick Robertson, a produção se posicionou como uma crítica direta ao culto dos superpoderosos, à indústria do entretenimento e à manipulação midiática. Em pouco tempo, a série se tornou um fenômeno global, reverberando muito além do nicho nerd, alcançando públicos diversos em busca de narrativas que refletissem o cinismo, a complexidade e os dilemas da sociedade contemporânea.

A trama gira em torno de dois grupos centrais: os Sete, super-heróis idolatrados e controlados pela megacorporação Vought International, e os Rapazes, vigilantes liderados por Billy Butcher que lutam para expor os abusos cometidos pelos Supers. Enquanto os Sete representam o poder corrompido e a fachada de perfeição vendida à sociedade, os Rapazes encarnam o caos moral de quem tenta fazer justiça num mundo que já perdeu seu eixo. Entre eles, surgem figuras como Hughie Campbell, jovem traumatizado que vê sua namorada ser morta por um super em alta velocidade, e Annie January, a Luz-Estrela, heroína idealista que descobre aos poucos as podridões do sistema que a acolheu.

Com o passar das temporadas, The Boys aprofundou ainda mais suas críticas sociais, abordando temas como o militarismo, o uso político da religião, a espetacularização da violência e o uso de fake news para manipular massas. A série foi pioneira ao representar o surgimento de um fascismo velado dentro de uma estética pop, explorando como o entretenimento pode ser usado como arma ideológica. A performance de Antony Starr como Homelander se tornou símbolo desse discurso: um homem com poderes divinos, mas emocionalmente instável, sedento por controle e reconhecimento.

Agora, com a quinta temporada, Eric Kripke promete amarrar todas as pontas soltas e entregar um final coerente com o tom subversivo da série. Durante o painel, ele revelou que a temporada final terá uma abordagem ainda mais sombria, sem perder a ação e a sátira que sempre marcaram a obra. “Billy Butcher está morrendo. Ryan está em uma encruzilhada moral. Luz-Estrela quer salvar algo que talvez não possa mais ser salvo. E Homelander… bem, ele se tornou tudo aquilo que temíamos desde o começo”, afirmou o criador.

Os atores também expressaram sua emoção com o fim da jornada. Karl Urban declarou que interpretar Billy Butcher foi o papel mais intenso de sua carreira. “Esse personagem me levou a lugares sombrios, mas também humanos. Ele não é um herói. Nem um vilão. É alguém quebrado tentando sobreviver.” Já Antony Starr destacou que Homelander redefiniu seu olhar sobre o arquétipo do herói. “Ele me ensinou o quanto o poder sem limites pode ser aterrorizante. E o mais assustador é que ele é adorado por isso.”

Para os fãs, a promessa é de uma temporada com batalhas impactantes, mortes marcantes e reviravoltas que podem mudar o rumo da série até o último minuto. O retorno completo de Soldier Boy pode abrir novas frentes de conflito, especialmente se ele formar uma aliança temporária com os Rapazes. Ryan, o garoto superpoderoso, pode ser tanto a salvação quanto a ruína de todos. Vought International, por sua vez, tenta restaurar sua imagem com novos projetos de marketing e produtos derivados, mesmo que isso signifique sacrificar antigos membros dos Sete.

A expectativa em torno da estreia é altíssima. A quinta temporada está prevista para chegar ao Prime Video em outubro de 2025, com oito episódios de aproximadamente uma hora cada. A classificação indicativa segue restrita para maiores de 18 anos, e a série promete não suavizar seu conteúdo. A trilha sonora do trailer ainda não foi oficialmente divulgada, mas fãs identificaram o uso de uma versão sombria da clássica “Hallelujah”, o que reforça o tom melancólico da temporada final.

Mesmo com o encerramento da trama principal, o universo de The Boys não se encerra totalmente. Eric Kripke confirmou que novos spin-offs estão em desenvolvimento, dando continuidade ao legado da série com personagens inéditos e novas perspectivas. Entre os derivados já lançados, Gen V se destacou ao expandir o universo para o ambiente universitário, explorando como os jovens são moldados pela lógica de poder e celebridade dos Supers.

“Juntos” | Diamond Films libera pôster e trailer do filme que funde romance e horror corporal

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Foto: Reprodução/ Internet

Sabe aquela expressão “virar um só”? Normalmente usada por casais apaixonados, ela ganha um significado muito, mas muito mais literal — e grotesco — no novo filme de terror “Juntos”, que estreia nos cinemas brasileiros no dia 14 de agosto. Mas não se engane: essa não é uma história de amor comum. É uma viagem intensa, perturbadora e cheia de sangue sobre o que acontece quando duas pessoas decidem se manter unidas a qualquer custo. Mesmo que isso custe sua identidade, sua sanidade e… seus próprios corpos.

Protagonizado por Alison Brie (Glow, Bela Vingança) e Dave Franco (Anjos da Lei, Vizinhos), que também são casados na vida real, o filme brinca com a intimidade do casal para explorar o lado mais sombrio da convivência e da codependência emocional. O resultado é uma mistura entre romance torto e horror visceral, que já está dando o que falar desde sua estreia no Festival de Sundance.

Dirigido por Michael Shanks — que aqui faz sua estreia na direção de longas — a trama de terror chega ao Brasil pelas mãos da Diamond Films, e se você é fã do gênero, essa história vai colar na sua cabeça. Literalmente.

Quando o amor não basta (e vira dor)

A premissa do filme parece simples: Millie, uma professora de inglês, e Tim, um músico tentando manter a carreira viva, deixam a cidade grande para começar uma nova vida no interior. É aquela ideia clássica do recomeço, da esperança de que a calmaria do campo vai salvar uma relação que já não anda lá essas coisas.

Mas o que deveria ser um novo capítulo se transforma em um conto grotesco de horror e confusão emocional. Logo nos primeiros dias, o casal se envolve em um acidente bizarro: caem em uma caverna durante uma tempestade e acordam com as pernas coladas por uma substância grudenta. Estranho? Sim. Mas só o começo.

Tim começa a agir de forma estranha, se sentindo atraído por Millie de maneira quase incontrolável, mesmo após um longo tempo de distanciamento entre eles. E quanto mais tentam retomar a normalidade, mais o corpo deles insiste em… fundir. Isso mesmo: pele com pele, os dois passam a literalmente se colar um ao outro. E o que deveria ser uma relação amorosa se transforma em algo quase parasitário.

Um filme que te suga para dentro da intimidade (e do caos)

É impossível assistir a produção americana sem se sentir desconfortável. Mas esse desconforto não vem só do sangue, das cenas de fusão corporal ou das imagens grotescas que povoam a tela. Ele vem, principalmente, do que o filme diz sobre nós, sobre a forma como amamos, e sobre a dificuldade de encontrar um equilíbrio entre estar com alguém e ainda ser você mesmo.

Ao colocar Alison Brie e Dave Franco no centro dessa história, o diretor não só aproveita a química real entre eles, mas também testa seus limites emocionais. A intimidade dos dois transborda para a tela, o que torna tudo ainda mais incômodo — especialmente quando eles estão tentando desesperadamente se desgrudar, com serras, gritos, lágrimas e tudo o mais.

Mais do que um filme de monstros, a obra é um filme sobre os monstros internos que criamos quando negligenciamos quem somos por causa de quem amamos.

Jamie, o vizinho bizarro e o culto da “unificação”

Nem só de Tim e Millie vive o filme. O personagem Jamie, interpretado pelo sempre surpreendente Damon Herriman, entra em cena como o vizinho que recebe o casal na nova cidade. Mas Jamie guarda segredos — e não são pequenos. A certa altura, ele revela ser fruto de uma fusão entre dois homens apaixonados que participaram de um estranho ritual naquela mesma caverna.

A revelação joga uma nova luz sobre tudo o que está acontecendo com o casal. E a coisa fica ainda mais sinistra quando Jamie começa a pressionar Millie a “completar o processo” com Tim. Afinal, segundo ele, é na fusão completa que reside o verdadeiro amor. Ou seria o verdadeiro fim?

O horror simbólico se torna literal. O amor que cola, que sufoca, que derrete identidades até sobrar apenas uma coisa nova, indefinida. Algo nem humano, nem completamente consciente — apenas um corpo, um amálgama.

Quando a intimidade vira prisão

Um dos pontos mais poderosos do filme é como ele trata a sexualidade. Em um momento especialmente desconcertante, Tim e Millie fazem sexo e acabam ficando colados pelas genitálias. Sim, a cena é tão bizarra quanto parece. E é justamente essa bizarrice que faz o espectador se questionar: até onde a fusão é consentida? Onde termina o desejo e começa a violência emocional?

Millie, inicialmente disposta a fazer o relacionamento funcionar, começa a perceber que está se perdendo nesse processo. Tim, por sua vez, flutua entre o desespero e o desejo de união, como se o trauma e a culpa o empurrassem para esse fim inevitável.

A direção cuidadosa de Michael Shanks não deixa espaço para interpretações simplistas. Tudo é ambíguo, desconfortável e emocionalmente complexo. O terror aqui não está só no grotesco físico, mas na fragilidade dos laços que nos unem — e na força brutal com que eles podem nos destruir.

Crítica social, terror e uma dança ao som de “2 Become 1”

A cena final do filme é, ao mesmo tempo, absurda e profundamente simbólica. Tim tenta se sacrificar cortando a própria garganta para impedir que Millie acabe como ele. Mas é tarde demais. Ferida, sangrando e emocionalmente dilacerada, ela aceita que talvez o único caminho possível seja a fusão.

E então eles dançam. Juntos. Ao som de “2 Become 1”, das Spice Girls. Sim, você leu certo. Uma balada pop dos anos 90 embala a união final desse casal em ruínas — agora, literalmente, um só ser.

É grotesco? Sim. Mas também é triste, bonito e melancólico. O que começa como um filme de terror termina como uma tragédia romântica corporal — um lembrete de que nem sempre o amor nos completa. Às vezes, ele nos consome.

Recepção explosiva e prestígio nos festivais

O longa-metragem estreou em janeiro no Festival de Sundance e imediatamente virou queridinho da crítica e do público. Com 98% de aprovação no Rotten Tomatoes e uma das maiores vendas do festival (a distribuidora Neon desembolsou US$ 17 milhões pelos direitos), o filme já chegou com status de “cult instantâneo”.

No Brasil, a Diamond Films aposta alto no lançamento, promovendo trailers legendados e dublados, pôsteres variados e uma estratégia que foca no público que gosta de terror com profundidade — tipo Jordan Peele encontra Cronenberg.

JUNTOS — ou solitários?

No fim das contas, o maior terror de Together talvez não seja o gore, o sangue ou os corpos derretendo um no outro. Talvez o pior seja a pergunta que o filme deixa no ar: estamos amando alguém… ou apenas tentando preencher um vazio nosso? Até onde vai a conexão e onde começa a destruição?

Se você já viveu um relacionamento onde sentiu que estava desaparecendo, onde sua identidade se perdeu em nome de uma convivência “em paz”, este filme vai te tocar fundo. E, talvez, te fazer repensar o que realmente significa estar — ou querer estar — junto.

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