“Acumuladores” de quinta (24/07) mostra histórias impactantes de pessoas que perderam o controle e agora lutam por uma nova chance

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Toda casa guarda histórias. Em cada canto, um vestígio de quem somos, de onde viemos, do que amamos. Mas o que acontece quando os objetos tomam conta do espaço, da rotina e da própria identidade? Quando o medo de perder se transforma numa prisão feita de caixas, sacolas, bonecos, papéis velhos e memórias embaladas em poeira?

É esse mergulho profundo e doloroso que a série “Acumuladores”, exibida pela Record TV, propõe a cada novo episódio. Nesta quinta-feira (24 de julho de 2025), às 22h45, o público vai acompanhar três histórias reais, marcadas por perdas, traumas e a difícil jornada de desapego emocional.

Com apresentação de Rachel Sheherazade, o programa mostra que, por trás de pilhas de entulho, há sempre uma dor que se calou, um amor que ficou preso no tempo ou um medo que cresceu demais para ser ignorado.

Jackie: a menina que nunca deixou as bonecas

Entre tantos casos tocantes, o de Jackie chama atenção pela delicadeza de sua compulsão. Ela não acumula qualquer coisa — seu apego é direcionado a bonecas e bichos de pelúcia. A princípio, parece uma coleção como tantas outras. Mas, com o tempo, ficou claro que aquilo não era apenas nostalgia: era uma tentativa desesperada de reconstruir, em objetos, o afeto e a segurança que faltaram em algum momento da vida.

Hoje, sua casa mal tem espaço para caminhar. São milhares de bonecas empilhadas em corredores, quartos e até no banheiro. Jackie admite que perdeu o controle e que já gastou cerca de R$ 6 milhões em pelúcias ao longo dos anos. Para ela, cada boneca tem um nome, uma história, uma função emocional. Descartá-las seria como abandonar um pedaço de si mesma.

Quando aceita a ajuda da equipe de limpeza e psicólogos do programa, começa uma batalha silenciosa e cheia de resistência. Porque não é o lixo que se joga fora. É o medo. A saudade. A solidão.

Richard: o luto que não coube no coração, então ocupou a casa

Richard vive uma dor que muitos evitam nomear: a perda de um filho. Sua filha morreu ainda bebê, com apenas três meses de vida. A morte, inesperada e brutal, deixou nele uma ferida aberta que nunca cicatrizou. Sem conseguir elaborar o luto, ele encontrou no acúmulo de objetos uma forma de anestesiar a dor. Era como se, ao guardar, ele pudesse manter algo vivo. Um fio de conexão com aquilo que já não estava mais ali.

Com o tempo, o que começou como uma distração virou um estilo de vida. Sua casa se transformou em um amontoado de tralhas e lixo, onde mal se enxerga o chão. O local foi declarado inabitável. Os filhos, crescidos, tentaram ajudar, mas se viram derrotados por um pai preso ao passado, incapaz de se libertar daquilo que o sufoca.

A equipe de “Acumuladores” tenta, com sensibilidade, mostrar que o amor por um filho não se mede em objetos — e que, talvez, seja possível manter viva a lembrança sem manter o sofrimento.

Barbara: a mãe que construiu um muro de coisas para proteger os filhos

O terceiro caso da noite é, sem dúvida, um dos mais impactantes da temporada. Barbara, mãe de dez filhos, passou a vida tentando proteger a família do mundo — mas acabou protegendo demais. O trauma veio cedo: quando um de seus filhos tinha apenas cinco anos, um acidente doméstico provocou um incêndio que destruiu a casa inteira.

Desde então, Barbara passou a recolher compulsivamente qualquer objeto que encontrava pelas ruas. Caixas, sofás quebrados, brinquedos abandonados, garrafas, eletrodomésticos sem uso. Tudo era guardado. Tudo parecia ter uma utilidade futura, um valor emocional, uma missão.

Mas o que era tentativa de reconstrução virou uma armadilha. A casa, hoje, está à beira do colapso estrutural. O entulho acumulado ameaça desmoronar. E Barbara, soterrada emocionalmente, finalmente admite: precisa de ajuda. E precisa agora.

A câmera do programa capta um momento raro de vulnerabilidade — aquele instante em que a ficha cai, e a dor reprimida há décadas transborda. É nesse ponto que recomeçar se torna possível.

Muito mais do que bagunça: um retrato íntimo da dor humana

“Acumuladores” não é uma série sobre sujeira ou desordem. É uma série sobre o que acontece com as pessoas quando a dor se acumula mais rápido do que elas conseguem lidar. E, por isso, é tão relevante. Porque escancara, com coragem e sensibilidade, o lado invisível da saúde mental. Aquele que não aparece em diagnósticos rápidos, mas que se revela no cotidiano silencioso.

A cada episódio, a condução de Rachel Sheherazade dá o tom certo entre o acolhimento e a urgência. Ela não aponta dedos. Ela escuta. Ela traduz, para o telespectador, a complexidade desses casos. É uma mediadora entre o drama pessoal e a sociedade que ainda não sabe como lidar com esse tipo de sofrimento.

E a série acerta também ao trazer profissionais especializados — psicólogos, terapeutas, organizadores, engenheiros civis — que oferecem mais do que faxinas: oferecem escuta, estratégia e suporte.

Ajudar é mais difícil do que parece

O que impressiona em cada episódio é como o processo de intervenção não é linear. As pessoas resistem, hesitam, recuam. Muitas vezes, é preciso pedir licença para tocar em um objeto. Em outras, a equipe precisa negociar emocionalmente a saída de uma simples caixa.

Porque para quem acumula, aquilo que parece inútil para os olhos do outro tem um valor simbólico imenso. Pode ser o último presente de alguém amado, uma lembrança de tempos melhores ou o símbolo de uma promessa não cumprida. É preciso delicadeza, paciência e, acima de tudo, respeito.

Acúmulo é doença — e merece cuidado

É importante lembrar que o transtorno de acumulação é uma condição reconhecida pela medicina. Está ligada a distúrbios de ansiedade, depressão, traumas e até ao transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). No entanto, ainda é pouco discutido. E, muitas vezes, visto com deboche ou julgamento.

A série “Acumuladores” rompe esse silêncio. Expõe as feridas, mas também aponta os caminhos. Mostra que sim, é possível recomeçar. E que cada objeto descartado pode ser um passo rumo à liberdade interior.

Rental Family | Novo pôster destaca Brendan Fraser e elenco internacional em comédia dramática

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Foto: Reprodução/ Internet

O novo pôster oficial de Rental Family foi divulgado nesta quarta-feira, 3 de setembro, e se destaca pelo clima intimista. Na imagem, Brendan Fraser aparece sentado em um banco dentro de um vagão de metrô em Tóquio, rodeado por outros personagens que compartilham o mesmo espaço, como se formassem uma família improvisada. Não há abraços nem gestos de afeto — apenas expressões contidas, cada uma carregando uma história silenciosa. Essa composição simples, mas carregada de significado, antecipa o coração do longa: a busca por pertencimento e conexão em um mundo cada vez mais solitário.

No filme, Fraser interpreta um ator americano decadente que, vivendo em Tóquio, acaba encontrando trabalho em um serviço real e curioso: o de “familiar de aluguel”. Nele, pessoas podem contratar atores para desempenhar papéis de parentes — pai, irmão, marido — e assim preencher temporariamente o vazio da solidão. O pôster, portanto, não apenas apresenta os personagens, mas também traduz em uma só imagem a essência dessa trama que mistura comédia dramática, melancolia e descobertas inesperadas.

Embora Brendan Fraser seja o rosto principal do pôster e o grande nome da produção, o elenco ao seu lado tem papel fundamental para dar vida à história. Cada personagem traz consigo uma forma de lidar com a ausência de vínculos reais, e o time de atores foi escolhido a dedo para representar essas diferentes perspectivas.

Depois de conquistar o Oscar com A Baleia (2022), Brendan retorna ao cinema em uma fase marcante da carreira. Em Rental Family, ele interpreta um ator estrangeiro que não encontra mais espaço em Hollywood e acaba em Tóquio, aceitando trabalhos improváveis para sobreviver. Seu personagem mistura fracasso, humor e ternura, e o pôster já antecipa essa atmosfera: um homem deslocado, cercado por pessoas que não conhece, mas que precisa fingir amar como se fossem de sua própria família. Fraser promete entregar uma performance intimista, em que a solidão se mistura com a redescoberta do afeto.

Conhecido internacionalmente por trabalhos como Giri/Haji (2019) e Snake Eyes (2021), Takehiro Hira interpreta um cliente que contrata o serviço de familiares de aluguel para simular uma vida que ele não tem. No pôster, sua presença é discreta, mas sua expressão sugere alguém que esconde mais do que mostra. Seu papel promete explorar o peso das aparências e a pressão social que muitos japoneses enfrentam para manter uma “família ideal” diante dos outros.

A atriz japonesa, que participou de Pachinko (2022) e da série Monarch: Legacy of Monsters (2023), vive uma mulher que recorre a Fraser para representar laços que perdeu ao longo da vida. Yamamoto é reconhecida por sua capacidade de transmitir vulnerabilidade com olhar e silêncio, e aqui terá a chance de aprofundar um drama humano que conversa diretamente com o tema central do filme: a dificuldade de lidar com a ausência. No pôster, sua postura fechada ao lado dos outros já dá sinais de sua solidão.

Com uma carreira em ascensão, Shannon Mahina Gorman representa o elo mais jovem da trama. Sua personagem recorre ao serviço de aluguel para encontrar um apoio emocional que não encontra em casa. A presença dela no pôster reforça a ideia de que a solidão não atinge apenas adultos pressionados pelo trabalho ou pelas convenções sociais, mas também jovens que, mesmo cercados de gente, não conseguem construir conexões verdadeiras.

Veterano do cinema japonês, Akira Emoto é um dos grandes destaques do elenco. Conhecido por filmes como Dr. Akagi (1998) e Warm Water Under a Red Bridge (2001), ele interpreta um homem idoso que se relaciona com os familiares de aluguel de uma maneira quase afetuosa, como se quisesse reconstruir laços que se perderam ao longo da vida. Sua presença no pôster traz peso emocional e também simboliza uma geração que cresceu em meio à tradição, mas hoje encara a solidão como uma sombra inevitável.

Quando o filme chega aos cinemas?

Rental Family ainda não tem uma data oficial de estreia confirmada. A previsão é que o longa chegue aos cinemas apenas em 2026, após percorrer o circuito de festivais e ganhar força na temporada de premiações. Essa espera prolongada aumenta a expectativa do público, especialmente porque o projeto marca o reencontro de Brendan Fraser com papéis de forte carga emocional.


Vale a pena assistir Drácula – Uma História de Amor Eterno? O filme promete, mas entrega pouco

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Foto: Reprodução/ Internet

Se você, como eu, cresceu ouvindo histórias de vampiros que misturam mistério, medo e um toque sombrio de romance, a notícia de um novo filme do Drácula sempre causa aquele frio na espinha — mas também aquela curiosidade quase irresistível. Em 2025, o diretor francês Luc Besson resolveu revisitar a lendária figura do conde Drácula, trazendo para as telas sua visão de uma história que se propõe ser mais do que um simples filme de terror: é, na intenção, uma “história de amor eterno”.

Porém, para além das expectativas que um clássico pode despertar, a chegada desse novo Drácula trouxe uma mistura de empolgação, decepção e um debate pesado que vai muito além da telona — afinal, o nome de Besson também está envolvido em controvérsias que não podemos ignorar. Então, que tal a gente conversar com calma sobre essa obra que tem dado o que falar? Vou contar tudo: os pontos altos, as falhas, o contexto, o elenco e o que essa adaptação representa — ou não — para a mitologia vampírica.

Luc Besson no comando

Antes de falar sobre o filme, vamos combinar: falar de Luc Besson é falar de uma figura que mexe com paixões, seja por seu estilo marcante, seja pelas polêmicas que o acompanham nos últimos anos.

Besson não é nenhum novato. Ele já dirigiu clássicos cult, como “O Quinto Elemento” e “Nikita”, filmes que marcaram a cultura pop e conquistaram fãs ao redor do mundo com sua estética visual ousada e personagens carismáticos. Mas nos últimos tempos, seu nome também tem sido associado a acusações sérias, especialmente relacionadas a agressões sexuais. E isso pesa — e muito — na forma como o público e a crítica recebem seus trabalhos.

É uma discussão importante: será que dá para separar a obra do artista? Não existe uma resposta única, mas é inegável que a sombra dessas acusações deixa um gostinho amargo e dificulta assistir ao filme sem pensar no que está por trás das câmeras.

Qual é a proposta do filme?

Dito isso, vamos para o que o filme entrega. Logo no início, fica claro que essa não é uma versão tradicional do Drácula. Aqui, o personagem principal, interpretado por Caleb Landry Jones, não é aquele monstro sedento por sangue e medo. Ele é um vampiro melancólico, atormentado, que parece mais um anti-herói romântico do que um vilão assustador.

O filme tenta construir uma narrativa onde Drácula é alguém que sofre, que busca redenção e até amor. Esse tom é refletido no subtítulo escolhido para a produção: Uma História de Amor Eterno.

A ideia até tem seu charme e poderia funcionar muito bem se o roteiro fosse mais sólido e as emoções fossem realmente transmitidas para o espectador. Mas, infelizmente, a execução não acompanha essa ambição.

Foto: Reprodução/ Internet

Roteiro fraco e personagens apagados

Um dos principais problemas da produção é justamente o roteiro, que não consegue sustentar a proposta de forma convincente. A trama é confusa, cheia de buracos e algumas escolhas parecem até contraditórias.

Os personagens clássicos da história, como Mina, Jonathan Harker e Van Helsing, aparecem de forma muito superficial, praticamente como meros figurantes. Zoë Bleu, que vive Elisabeta/Mina, tem pouco espaço para desenvolver sua personagem, e o mesmo acontece com o Jonathan, que mal é mencionado.

Já Van Helsing, interpretado por Christoph Waltz, é um padre caçador de vampiros que poderia ser o contraponto ideal para Drácula. Porém, sua presença não é tão marcante quanto se espera, e a relação entre ele e o vampiro nunca ganha a complexidade ou a tensão necessárias.

Quebra de regras e falta de coerência

Se você é fã do universo vampírico, provavelmente já sabe que há regras básicas que não podem ser violadas — ou pelo menos, não sem uma boa justificativa. Uma das mais famosas é a vulnerabilidade dos vampiros à luz do sol.

Em Uma História de Amor Eterno, essa regra é ignorada várias vezes. Em uma cena, o sol pode matar Drácula, e em outra, ele simplesmente caminha tranquilamente à luz do dia, sem nenhum dano aparente. Isso não só irrita o espectador que entende o universo, mas também enfraquece a credibilidade da história.

As atuações: O que salva no meio do caos

Apesar das falhas, o elenco tenta entregar o melhor possível. Caleb Landry Jones traz para Drácula uma interpretação interessante, mostrando um vampiro mais vulnerável e humano, o que rende algumas cenas que funcionam emocionalmente.

Christoph Waltz, mesmo com um personagem limitado pelo roteiro, mantém sua presença imponente. Zoë Bleu tem potencial, mas o roteiro não lhe dá espaço para brilhar.

No geral, as atuações são um dos poucos pontos positivos da produção, mostrando que, quando há talento, mesmo uma história fraca pode ser parcialmente resgatada.

O legado de Drácula e as dificuldades de reinvenção

Adaptar uma obra clássica é sempre um desafio. Drácula, em particular, é uma história que já ganhou centenas de versões no cinema, teatro, televisão e literatura. Cada nova tentativa precisa encontrar um jeito de respeitar a fonte e, ao mesmo tempo, trazer algo novo.

Muitos diretores conseguiram isso, fazendo do vampiro não só um símbolo do horror, mas também uma figura complexa, cheia de camadas e mistérios. Alguns exploraram o romance, outros o terror, e alguns, o psicológico.

Vale a pena assistir?

Se você é fã de filmes de terror e vampiros, pode valer a pena assistir a Drácula – Uma História de Amor Eterno só para formar sua própria opinião e experimentar essa visão alternativa do personagem.

Mas vá preparado: não espere o horror gótico clássico, nem um romance arrebatador. O filme exige paciência e, talvez, um olhar indulgente.

Se quiser um bom filme de Drácula, pode ser melhor recorrer a outras versões mais tradicionais ou inovadoras — mas que consigam equilibrar roteiro, personagens e atmosfera.

Saiba quem foi eliminado no Chef de Alto Nível de terça (12/08)

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Na última terça, 12 de agosto, o reality culinário Chef de Alto Nível deu um importante passo na sua primeira temporada ao iniciar a tão esperada fase individual da competição. Exibido pela Globo, o nono episódio marcou o momento em que as equipes lideradas por Alex Atala, Jefferson Rueda e Renata Vanzetto deram lugar à disputa solo, onde cada participante assume integralmente a responsabilidade pelo próprio destino na cozinha. Foi também a noite de despedida para duas competidoras que emocionaram com sua trajetória: Luiza e Flan.

A transição para a fase individual trouxe consigo uma carga ainda maior de tensão e desafio. Até então, os cozinheiros contavam com o suporte de suas equipes para dividir as tarefas, somar forças e trocar experiências. Agora, cada um está sozinho, encarando o fogão, o relógio e os julgamentos dos mentores. Sem aliados, cada decisão, cada escolha de ingrediente e técnica passa a ser fundamental para garantir a permanência no jogo. Essa mudança de dinâmica não apenas elevou o nível das provas, mas também expôs o lado mais vulnerável e humano dos participantes.

Além do desafio de cozinhar sob pressão, o episódio destacou a importância do cobiçado Broche do Tempo — um prêmio que vai muito além do símbolo. Quem conquista o broche ganha dez segundos extras para escolher ingredientes na próxima prova e, de quebra, o direito de cozinhar na cozinha do topo, equipada com os melhores utensílios e maior variedade de alimentos. Essa vantagem pode ser decisiva, já que o acesso facilitado aos recursos permite explorar o potencial criativo ao máximo, enquanto os demais cozinham em ambientes com limitações que exigem ainda mais habilidade.

A prova individual que abriu essa etapa foi intensa. Os participantes tiveram que mostrar autonomia e adaptabilidade para lidar com as limitações impostas pelas cozinhas intermediária e precária, além de brilhar quando tinham acesso à cozinha do topo. Cada prato entregue era uma carta aberta aos jurados, revelando a técnica, a criatividade e a personalidade de quem o preparava. Em um ambiente onde o erro pode custar caro, Luiza e Flan não conseguiram alcançar o padrão exigido e foram eliminadas, deixando para trás não só suas receitas, mas também laços fortes criados durante a competição.

A despedida delas emocionou colegas e mentores, que reconheceram a garra, o empenho e o talento de ambas ao longo do programa. Mais do que uma competição, o Chef de Alto Nível tem sido palco de histórias reais de superação, amizade e paixão pela gastronomia. Cada eliminação representa um capítulo que chega ao fim, mas também o aprendizado e crescimento que ficarão para sempre na memória dos participantes e do público.

O formato brasileiro, inspirado no norte-americano Next Level Chef, tem conquistado espaço ao desafiar cozinheiros profissionais e amadores em provas que exploram diferentes níveis de cozinha — desde a mais equipada até a mais precária. Essa diversidade de ambientes exige técnica apurada e criatividade redobrada, características essenciais para quem sonha em ser o melhor e levar o prêmio máximo para casa.

Corujão 02/03: Globo exibe a comédia brasileira Qualquer Gato Vira-Lata

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Na madrugada de domingo, 2 de março, o Corujão traz uma dose extra de diversão e romance para os telespectadores da TV Globo com a exibição de “Qualquer Gato Vira-Lata”. O longa, estrelado por Cleo Pires, Malvino Salvador e Dudu Azevedo, é baseado na peça de teatro escrita por Juca de Oliveira e promete arrancar boas risadas enquanto acompanha uma história cheia de reviravoltas amorosas.

Tati (Cleo Pires, O Tempo e o Vento, Operações Especiais) é uma jovem apaixonada por seu namorado Marcelo (Dudu Azevedo, Os Dez Mandamentos, Jesus), um rapaz rico e mimado que não valoriza o relacionamento. Após uma briga e uma pausa no namoro, Tati decide reconquistá-lo de uma forma inusitada: tornando-se cobaia do experimento de Conrado (Malvino Salvador, Fina Estampa, Haja Coração), um professor de biologia que defende a teoria de que os relacionamentos humanos seguem as mesmas regras da sedução no reino animal.

No início, a estratégia parece funcionar, mas, com o tempo, a convivência entre Tati e Conrado desperta sentimentos inesperados. Agora, ela precisa decidir entre seguir seu plano inicial ou abrir espaço para um novo amor.

Elenco e produção

Além do trio protagonista, o elenco conta com Rita Guedes (Alma Gêmea, Amor & Sexo), Álamo Facó (Divã a Dois, Paraíso Tropical) e Leticia Novaes (O Último Virgem). A direção fica por conta de Tomas Portella (Qualquer Gato Vira-Lata 2, Operação Big Hero – Série).

Mestres da Carpintaria | Exposição na Japan House São Paulo revela a alma da carpintaria japonesa

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Foto: Reprodução/ Internet

O Japão é um país onde a natureza e a tradição caminham lado a lado. Com cerca de 67% de seu território coberto por florestas, segundo dados da Embaixada do Japão no Brasil, o respeito pelas árvores e pelo equilíbrio ambiental faz parte do modo de vida japonês há séculos. É desse elo sagrado entre o homem e a natureza que surge uma das expressões mais refinadas da cultura nipônica: a carpintaria tradicional, arte que transforma madeira em arquitetura sem o uso de pregos ou metais, apenas com precisão, sensibilidade e sabedoria ancestral.

É esse universo de técnica e espiritualidade que inspira a exposição “Imbuídos das forças das florestas do Japão – Mestres da carpintaria: habilidade e espírito”, aberta ao público a partir de 11 de novembro, no térreo da Japan House São Paulo (JHSP). A mostra mergulha na filosofia, na estética e no respeito que os carpinteiros japoneses cultivam pela madeira, apresentando como a harmonia com a natureza pode ser o alicerce para construções duradouras e cheias de significado.

O diálogo entre o homem e a floresta

Com curadoria de Marcelo Nishiyama, diretor associado e curador-chefe do Takenaka Carpentry Tools Museum, em Kobe, a exposição convida o público a compreender o olhar quase espiritual que o Japão dedica às florestas. Antes de iniciar qualquer obra, o carpinteiro pede permissão às divindades das montanhas e observa atentamente cada árvore. A escolha da madeira ideal depende do lugar onde ela cresceu, da velocidade do seu desenvolvimento e até da direção dos ventos que moldaram sua forma.

“Assim como as pessoas, as árvores têm personalidades próprias”, explica o curador. “As que crescem nas montanhas são mais firmes e indicadas para pilares e vigas; já as que nascem nos vales, onde o crescimento é mais rápido, servem melhor aos acabamentos e detalhes decorativos.” Essa observação minuciosa revela a delicada relação entre técnica e espiritualidade que sustenta a carpintaria japonesa — uma arte em que cada corte é guiado por respeito e propósito.

Técnica milenar e filosofia estética

Depois de passar pelas Japan Houses de Londres e Los Angeles, a mostra chega a São Paulo com um diferencial: uma segunda etapa prevista para março de 2026, dedicada à técnica kigumi, que consiste em encaixar peças de madeira perfeitamente entalhadas, dispensando o uso de pregos ou parafusos. Essa tradição milenar, símbolo de engenhosidade e durabilidade, também está presente na própria fachada da Japan House São Paulo, construída com mais de seis toneladas de madeira hinoki (cipreste japonês), material nobre e resistente usado há séculos pelos mestres carpinteiros.

A exposição também apresenta os dois principais estilos desse ofício: os dōmiya daiku, responsáveis por templos e santuários, e os sukiya daiku, especializados em casas de chá — espaços de introspecção e harmonia que expressam o ideal de simplicidade japonesa.

A delicadeza da Casa de Chá

Um dos pontos altos da mostra é a réplica em escala real da Casa de Chá Sa-an, pertencente ao templo Daitoku-ji Gyokurin-in, em Quioto. Erguida originalmente em 1742, a casa reflete o refinamento da carpintaria sukiya, caracterizada pelo uso de bambu e madeiras naturais. No modelo apresentado na JHSP, partes do teto e das paredes foram propositalmente abertas para revelar os encaixes invisíveis que sustentam a estrutura — uma oportunidade rara de observar a beleza interna que normalmente fica oculta.

Cada junta, cada entalhe, cada linha da construção expressa o cuidado e a paciência de quem compreende que a arquitetura é também uma forma de meditação.

Ferramentas que contam histórias

A exposição também exibe 87 ferramentas tradicionais utilizadas pelos mestres da madeira. São instrumentos que carregam séculos de conhecimento e uma filosofia que valoriza o toque humano. Para ampliar a experiência, o público poderá acessar QR Codes que disponibilizam vídeos, imagens e descrições detalhadas sobre o uso de cada ferramenta.

“Queremos que o visitante mergulhe completamente nesse universo”, explica Natasha Barzaghi Geenen, diretora cultural da JHSP. “A carpintaria japonesa desperta admiração não apenas pela precisão técnica, mas pelo modo como ela expressa valores humanos como respeito, paciência e harmonia.”

Uma floresta no coração de São Paulo

A experiência sensorial é outro dos grandes encantos da mostra. Uma instalação imersiva recria a atmosfera das florestas japonesas, permitindo que os visitantes sintam o perfume de oito tipos de madeira — entre elas hinoki (cipreste japonês), sugi (cedro) e sakura (cerejeira). Sons e aromas se misturam para transportar o público ao interior do Japão, despertando o mesmo sentimento de reverência que inspira os mestres carpinteiros.

Durante a semana de abertura, a JHSP promoverá visitas guiadas, palestras com o curador Marcelo Nishiyama e outras atividades educativas voltadas ao diálogo entre tradição, sustentabilidade e arte.

Acessibilidade e inclusão

Fiel à sua missão de tornar a cultura japonesa acessível a todos, a Japan House São Paulo integra a mostra ao programa JHSP Acessível, que oferece recursos táteis, audiodescrição e vídeos em Libras. Assim, a experiência poderá ser vivida de forma plena por pessoas com diferentes tipos de deficiência, reforçando a importância da inclusão também no campo da arte e do patrimônio cultural.

“Superman” tem cenas pós-créditos? Sim — e aqui está o que você precisa saber

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Foto: Reprodução/ Internet

Em 10 de julho, as salas de cinema brasileiras receberam uma nova encarnação do Homem de Aço, que não só revive a lenda de Clark Kent, mas inaugura uma nova era para o Universo DC — o tão aguardado DCU idealizado por James Gunn e Peter Safran. Este reboot não se limita a recontar uma história já conhecida; ele reimagina o herói, colocando-o em um contexto fresco, com personagens renovados e uma atmosfera que mescla drama, ação e até humor.

Mas, afinal, será que o novo “Superman” reserva surpresas para os fãs que ficam até o final dos créditos? A resposta é sim — e não são cenas quaisquer. O filme traz duas cenas pós-créditos que, embora não revelem grandes spoilers ou futuros eventos grandiosos do DCU, funcionam como pequenos acenos para o público, oferecendo momentos que equilibram poesia, leveza e até um toque de humor.

A primeira cena pós-créditos

Logo após a última cena, quando a maioria já começa a se levantar, a tela volta a se iluminar com uma sequência que captura o silêncio e a imensidão do espaço. O homem de aço surge, não em plena ação, mas ao lado de seu inseparável amigo e aliado canino: Krypto. Os dois estão na superfície da Lua — um lugar que, apesar de sua aridez e distância, simboliza o refúgio e a reflexão.

Eles olham juntos para a Terra, pequena e vibrante à distância, um lembrete da responsabilidade que o herói carrega e do amor pelo planeta que defende. Não há diálogos, apenas a contemplação do universo. Essa imagem fala de algo muito maior que batalhas e vilões: fala da solidão e do peso de ser um símbolo de esperança, da necessidade de reencontrar força nas pequenas coisas e nas conexões profundas.

Foto: Reprodução/ Internet

A segunda cena pós-créditos

Logo após esse instante mais introspectivo, a segunda cena pinta um quadro completamente diferente. Aqui, o tom é leve, quase descontraído — uma pausa para o riso depois da tensão da luta final.

Superman está ao lado do Sr. Incrível — personagem interpretado por Edi Gathegi que, embora possa parecer uma referência a outros universos, neste novo DCU adiciona um toque de humor e humanidade à mitologia dos heróis. Eles observam, lado a lado, uma gigantesca rachadura que corta um prédio — uma cicatriz deixada pela batalha.

Com um olhar crítico, o Homem de Aço comenta: “Tá torto.” O Sr. Incrível, meticuloso e perfeccionista, reage com irritação e um pouco de humor seco. Essa troca revela que, mesmo entre seres poderosos, há espaço para pequenas frustrações cotidianas, lembrando o público que heróis também lidam com imperfeições — sejam elas físicas ou emocionais.

Por que essas cenas importam?

Embora nenhum dos dois momentos entregue pistas claras sobre futuros filmes, equipes ou vilões, eles funcionam como janelas para o mundo que James está construindo. A primeira nos convida a sentir a profundidade do personagem, sua vulnerabilidade e vínculo com o planeta Terra; a segunda, a enxergar os heróis como indivíduos capazes de rir e interagir de forma leve, quebrando a seriedade típica dos blockbusters.

Além disso, ao incluir Krypto e o Sr. Incrível, o filme amplia o universo de personagens que poderão ganhar mais destaque, preparando o terreno para futuras histórias que misturam ação, drama e humor — uma combinação que pode renovar o gênero.

Vale a pena esperar?

Sem dúvida. Se você gosta de cinema de super-herói que mistura emoção, diversão e pequenos detalhes que enriquecem a experiência, ficar até o final vale cada minuto. É como se, depois de horas imerso no mundo intenso do Superman, o espectador ganhasse dois presentes: um instante de silêncio para refletir e um momento para sorrir.

Quando O Brutalista chega ao streaming? Conheça o filme que consagrou Adrien Brody como grande vencedor do Oscar!

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Foto: Reprodução/ Internet

Imagine um filme que não apenas conta uma história, mas esculpe emoções em concreto. Um drama que transita entre os escombros do passado e os traços brutos de um novo mundo. Assim é O Brutalista, o elogiado longa estrelado por Adrien Brody, que finalmente chega ao Brasil no dia 22 de agosto, diretamente no catálogo do Prime Video — sem custo adicional para os assinantes. As informações são do Rolling Stone.

Aclamado pela crítica, premiado nas maiores cerimônias de cinema do mundo e celebrado como uma das obras mais impactantes dos últimos anos, o filme é muito mais que uma experiência visual: é um mergulho profundo na alma de um homem que tenta reconstruir não apenas cidades, mas a própria vida.

Um protagonista em ruínas — e reconstrução

No centro da trama está László Toth, um arquiteto judeu-húngaro que sobreviveu ao Holocausto. Carregando cicatrizes visíveis e invisíveis, ele deixa para trás um continente marcado por horrores e imigra para os Estados Unidos com a esperança de começar de novo. Mas, como tantas outras histórias de recomeço, a dele é marcada por barreiras — culturais, emocionais e estruturais.

Interpretado com rara sensibilidade por Adrien Brody — que levou o Oscar de Melhor Ator por esse papel —, László é um homem calado, introspectivo, que vê na arquitetura não apenas uma profissão, mas uma linguagem para expressar tudo aquilo que não consegue dizer em palavras. Sua busca pelo “sonho americano” é menos sobre glória e mais sobre encontrar um lugar onde possa existir sem precisar apagar quem foi.

Qual é o significado do título?

O título do filme não é por acaso. “O Brutalista” faz referência ao movimento arquitetônico do brutalismo, conhecido pelo uso de concreto aparente, estruturas pesadas e formas geométricas rígidas. Um estilo que, à primeira vista, pode parecer duro, impessoal. Mas que, no contexto do filme, ganha outra camada: a de uma arquitetura emocional.

A dureza da forma espelha a dureza da vida. As estruturas frias e cinzentas não escondem imperfeições — ao contrário, as revelam. São como László: marcadas, resistentes, honestas.

Uma produção que respira cinema de verdade

Sob a direção de Brady Corbet, que também assina o roteiro ao lado de Mona Fastvold, “O Brutalista” é um exemplo raro de cinema autoral em larga escala. Filmado no formato clássico VistaVision — pouco utilizado hoje em dia —, o longa impressiona por seu visual imersivo e sua fotografia minuciosa, que lhe rendeu o Oscar de Melhor Fotografia.

O elenco é um show à parte: Felicity Jones, Guy Pearce, Joe Alwyn, Raffey Cassidy, Stacy Martin, Emma Laird, Isaach de Bankolé e Alessandro Nivola formam um conjunto poderoso que dá vida a personagens que cruzam a trajetória de László, influenciando-o de formas sutis e, às vezes, devastadoras.

A trilha sonora, vencedora do Oscar de Melhor Trilha Original, mistura o industrial com o clássico, o melancólico com o épico. Cada nota parece dialogar com os ambientes frios e grandiosos do brutalismo, amplificando a solidão do protagonista e suas pequenas vitórias silenciosas.

Um caminho do anonimato à consagração

A jornada do filme foi, curiosamente, semelhante à do personagem principal: discreta, determinada e, no fim, gloriosa. “O Brutalista” teve sua estreia no prestigiado Festival de Veneza, em setembro de 2024, onde Corbet venceu o Leão de Prata de Melhor Direção.

Nos Estados Unidos, começou tímido, em poucas salas, arrecadando pouco mais de US$ 266 mil no fim de semana de estreia. Mas a força do boca a boca, as críticas entusiasmadas e o peso das premiações fizeram o longa crescer aos poucos. Em poucas semanas, já estava presente em mais de mil salas e ultrapassava os US$ 50 milhões de bilheteria mundial, com um custo de produção modesto: US$ 9,6 milhões.

Além das 10 indicações ao Oscar, o filme venceu em três categorias importantes e ainda conquistou três Globos de Ouro, incluindo Melhor Filme – Drama. O American Film Institute o incluiu na lista dos 10 melhores filmes do ano.

Duração longa, impacto ainda maior

O filme tem 215 minutos de duração — sim, são 3 horas e 35 minutos. Em exibições nas telonas dos cinemas, o longa foi dividido em duas partes com um intervalo de 15 minutos. No streaming, esse intervalo é simbólico, reduzido a cerca de um minuto, o que permite uma maratona contínua, caso você deseje (e consiga) encarar essa jornada emocional de uma vez só.

Mas não se assuste com o tempo. O filme não desperdiça um minuto sequer. Cada cena constrói, demole e reconstrói sensações, como um arquiteto que esboça, destrói e redesenha a mesma estrutura até que ela revele algo verdadeiro.

Por que você deveria assistir?

Porque “O Brutalista” é cinema feito com alma. Não é só uma história sobre um arquiteto; é sobre a busca de qualquer um que já precisou reconstruir sua vida após uma tragédia. É sobre lidar com o silêncio do luto, com a estranheza de um novo começo, com a rigidez do mundo e com a esperança de moldá-lo — nem que seja um pouquinho — ao nosso jeito de existir.


CarnaUOL 2026 anuncia line-up de peso com Pabllo Vittar e João Gomes no Allianz Parque

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Foto: Reprodução/ Internet

São Paulo se prepara para receber, em 24 de janeiro de 2026, a 11ª edição do CarnaUOL, festival que promete ser o grande pontapé inicial da temporada de Carnaval na cidade. O evento, que acontece no Allianz Parque, combina música, diversidade e experiências imersivas, reunindo artistas nacionais e internacionais em uma celebração única. As informações são do UOL.

O line-up deste ano traz nomes de destaque: Pabllo Vittar lidera as atrações nacionais com shows cheios de energia e coreografias marcantes; a estrela internacional Kesha retorna ao Brasil após uma década para apresentar seus maiores sucessos; e o fenômeno do forró e piseiro João Gomes anima o público com suas canções românticas e contagiantes. Completam o elenco Marina Sena, Dilsinho, Dubdogz, Deekapz, Charanga do França e Cores de Aidê, garantindo diversidade de ritmos e estilos.

O CarnaUOL se consolidou como um dos eventos mais aguardados do calendário paulistano. Organizado em parceria com a 30e, uma das principais produtoras de entretenimento ao vivo do país, o festival aposta em shows impactantes, experiências imersivas e uma estrutura pensada para conforto e segurança do público. Mais do que apresentações musicais, o evento busca criar momentos de interação e celebração, conectando artistas, marcas e público em um espaço vibrante.

Os ingressos terão descontos exclusivos: clientes PagBank, patrocinador máster e meio de pagamento oficial do festival, podem aproveitar 10% de desconto e parcelamento em até três vezes sem juros. Assinantes do UOL também têm direito a 10% de desconto, válido para até seis ingressos por CPF. A venda geral começa em 7 de novembro, às 12h, pelo site da Eventim.

No palco, Pabllo Vittar promete hits como “Amor de Que”, “Bandida” e “K.O.”, embalados por coreografias eletrizantes. Kesha traz seu repertório icônico, incluindo “Tik Tok” e “Praying”, em performances que misturam música, dança e elementos visuais impactantes. Já João Gomes combina romantismo e energia com sucessos como “Dengo”, “Eu Tenho a Senha” e “Meu Pedaço de Pecado”. Marina Sena e Dilsinho completam a programação nacional com pop e pagode romântico, enquanto os irmãos Dubdogz transformam o espaço em uma grande pista de dança com suas batidas eletrônicas. Deekapz, Charanga do França e Cores de Aidê garantem ainda mais diversidade sonora, mantendo a festa animada do início ao fim.

Com uma proposta que vai além da música, o festival se consolida como um dos maiores festivais de Carnaval fora do Rio de Janeiro. A festa aposta em diversidade, criatividade e experiências memoráveis, mostrando que São Paulo também sabe celebrar com intensidade, ritmo e cultura, oferecendo ao público momentos que ficarão guardados na memória.

Crítica – M3GAN 2.0 é insana, hilária e melhor do que o original — um terror que sabe rir de si mesmo

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Foto: Reprodução/ Internet

No segundo capítulo da franquia, M3GAN 2.0 mostra que não foi só a androide assassina que precisou evoluir — o próprio terror aqui passa por uma reinvenção. O filme abandona o susto fácil dos jump scares para investir em algo mais instigante: o medo moderno, existencial, profundamente humano diante do avanço descontrolado da tecnologia.

Mas que fique claro: M3GAN 2.0 não tenta ser um tratado sério sobre inteligência artificial. Pelo contrário. Ele se diverte com o próprio exagero, assume sua veia cômica e entrega uma comédia de terror deliciosamente absurda, que ri de si mesma e do mundo ao redor.

Um espetáculo de horror, risos e absurdo

Fazia tempo que o cinema de terror não se permitia rir tanto — e com tanto estilo. M3GAN 2.0 é hilário, levemente surreal, assumidamente tolo e, por isso mesmo, surpreendentemente inteligente. É raro ver uma continuação que supera seu original em praticamente todos os aspectos, mas aqui o feito é alcançado com coragem e muita personalidade.

A sequência de maior destaque talvez seja a mais improvável: um grupo de M3GANs executando uma performance sincera de “This Woman’s Work”, de Kate Bush. O choque entre a música e o contexto é tão inusitado, tão incrivelmente bem coreografado, que o momento beira o sublime. É cinema trash em sua forma mais sofisticada e autoconsciente — um delírio audiovisual que arranca risos pela ousadia, não pela paródia.

Elenco afiado, roteiro esperto e comentários sociais pontuais

O elenco brilha, com atuações precisas que equilibram bem o tom entre o nonsense e o drama. Alison Williams, em especial, entrega uma performance fria, quase robótica, que encaixa perfeitamente com o clima do filme. Sua personagem é o eixo de tensão e equilíbrio entre o absurdo e a crítica — e ela domina a tela com segurança do começo ao fim.

Apesar de o roteiro apoiar-se em clichês previsíveis, isso não compromete a experiência. Pelo contrário: os lugares-comuns são usados com ironia e timing cômico impecável. E os comentários sobre regulamentação de inteligência artificial surgem aqui e ali de forma inesperadamente pertinente — quase como provocações sutis em meio ao caos cênico. É um filme que ri, mas também pensa.

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